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DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
AMPUTAÇÕES E PRÓTESE 
 
1. Indicações: 
 Uma perda irreparável do aporte sanguíneo de um membro doente ou lesionado é a única 
indicação absoluta para a amputação, independentemente de todas as outras circunstancias. As 
amputações ainda podem ser indicadas quando uma lesão que não afeta a circulação de um 
membro é tão grave que seu funcionamento não pode ser restaurado, ou haveria melhor função 
após a amputação e uso de uma prótese. Algumas vezes a amputação é necessária para salvação 
da vida do paciente, quando a infecção num membro é incontrolável ou como tratamento de 
tumores malignos. Ocasionalmente a amputação está indicada para remoção de parte, ou de todo 
um membro congenitamente anormal, para a melhoria de seu funcionamento com ou sem uma 
prótese. 
 Principais indicações para amputações: 
 Doenças vasculares periféricas. 
 Trauma 
 Infecções 
 Tumores. 
 Anomalias congênitas. 
 Congelamento. 
 
2. Níveis de amputação: 
 A amputação deve se dar através de tecidos que cicatrizarão satisfatoriamente e num 
nível que removerá a parte doente ou anormal. A regra fundamental é a preservação do 
máximo comprimento compatível com o bom julgamento cirúrgico. 
Aproximadamente 85% das amputações ocorrem em membro inferior, por este motivo será 
descrito os principais tipos de amputações para membros inferiores. 
 
2.1 Principais tipos de amputação para membro inferior: 
 
 
 Falangectomia: 
 
 
 
 
 Amputação transmetatársica (diáfise do metatarso): 
 
 
 
 
 
Amputação de Chopart (desarticulação entre o retro pé e o médio pé): 
 
 
 
 
DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
 
 
 Amputação de Lisfranc (desarticulação tarso-metatarso): 
 
 
 
 
 Amputação de Pirogoff (ressecção bímaleolar e de todos os ossos do 
pé com exceção do calcâneo que é seccionado verticalmente, eliminando sua 
parte anterior e artrodesado-o a tíbia após uma rotação superior de 90 graus): 
 
 
 
 Amputação de Boyd (ressecção de todos os ossos do pé 
com exceção do calcâneo que é seccionado verticalmente): 
 
 
 
 
 
 
 Amputação de Syme (desarticulação do tornozelo com ressecção 
bimaleolar): 
 
 
 
 
 
 
 Amputação abaixo do joelho (transtibial): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Amputação através do joelho (desarticulação do joelho): 
 
 
 
DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
 Amputação acima do joelho (transfemoral): 
 
 
 
 Amputação através do quadril (desarticulação do quadril): 
 
 
2.2 Principais níveis de amputação para membros superiores: 
 Próteses para membros superiores: São próteses não 
funcionais (próteses estéticas ou passivas). 
 
3. Complicações das amputações: 
 
 Edema – A colocação de drenos no pós-operatório deve 
minimizas a formação dos hematomas. Um hematoma pode retardas a 
cicatrização da ferida, servindo como meio de cultura de bactérias. O 
uso de enfaixamentos compressivos também ajudam a minimizar o 
aparecimento dos hematomas. 
 Infecções – São complicações de qualquer procedimento 
cirúrgico, mais são mais freqüentes em doenças vasculares. 
 Necrose – Ocorre geralmente nas bordas da pele e pode retardar 
a cicatrização. 
 Contraturas – Podem ser evitadas através do posicionamento adequado do coto. 
 Neuromas – Um neuroma sempre se forma na extremidade de um nervo seccionado. Os 
neuromas doloridos podem dificultar a adaptação da prótese, devendo ser tratado cirurgicamente. 
 Dor fantasma e sensação fantasma – Após a amputação,o paciente percebe uma sensação 
de que a parte amputada está ainda presente (sensação fantasma). Esta sensação pode ser 
perturbadora e dolorosa, o paciente pode relatar dor em um segmento que não existe (dor 
fantasma). Comumente tal sensação desaparece, principalmente se a prótese for usada com 
freqüência. Na maioria das vezes a dor pode ser aliviada com a excisão de neuromas do coto 
(deve ser tratado com TENS e dessensibilização). 
 
4. Técnica de bandagem do coto. 
 
 A bandagem é um método controverso de controlar o edema do coto, particularmente nos 
pacientes vasculares, onde a má colocação da bandagem pode prejudicar o coto. 
 
DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
 A bandagem geralmente começa quando as suturas são removidas. O paciente e os 
familiares devem aprender a colocá-las. A bandagem deve ser reaplicada pelo menos 3 vezes 
por dia e usada dia e noite, mais deve ser removida ao usar a prótese. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.1 Técnica de bandagem para amputações abaixo e acima do joelho. 
 
5. Cuidados no pós-operatório. 
 
 Posicionamento: Uma das principais metas de início do programa pós-operatório é a 
prevenção de complicações secundárias, como as contraturas de articulações adjacentes. As 
contraturas podem surgir em decorrência do desequilíbrio muscular,ou como resultado de 
alguma posição inadequada, como a posição sentada por períodos longos. 
 
 Orientar Quanto ao Posicionamento Adequado no Leito: 
 Evitar o posicionamento inadequado no leito de flexão , abdução , rotação externa de 
coxa e flexão de joelho quando amputado de perna(transtibial); 
 Manter o membro inferior alinhado ; 
 Não colocar travesseiro em baixo do coto e entre as pernas, pois evitará contraturas 
musculares; 
 Evitar ficar na cama com o coto fletido; 
 Evitar flexionar o joelho em amputações transtibiais quando estiver sentado ; 
 Não apoiar o coto sobre a muleta . 
 
 Exame Físico:O terapeuta deve medir e registrar os atributos físicos do paciente, como 
as amplitudes de movimento ativos e passivos de todas as articulações dos membros 
inferiores de ambos os membros. Contraturas em flexão do joelho e quadril comprometem o 
alinhamento e o aspecto protéticos. 
 
DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
 A analise do coto de amputação é fundamental neste processo ambulatorial. A cicatriz 
cirúrgica deve ser examinada, observando se está aderida ou sem aderência e de que forma se 
apresenta, se é terminal, anterior, posterior, caso esteja aberta deve ser relatado. O neuroma 
pode estar presente através, de formigamentos ou pontadas na extremidade do coto. 
 Dessensibilização: São estímulos sensitivos que são realizados na extremidade distal do 
coto que irão levar ao saturamento dos receptores e das vias aferentes sensitivas, visando uma 
normalização da sensibilidade local. Tem por objetivo alcançar a diminuição da 
hipersensibilidade local para que seja suportável a adaptação à prótese, através de 
movimentos lentos e graduais, começando do estimulo mais fino para o mais áspero, sendo 
passado de uma fase para outra à medida que o próprio paciente relate não ser mais um 
incomodo o estimulo realizado pelo terapeuta. 
 Etapas de Dessensibilização : 
 1º - Algodão 
 2º - Esponja de face fina 
 3º - Esponja de face grossa 
 4º - Lixa fina 
 5º - Lixa grossa 
 6º - Calor superficial pode ser utilizado, com o objetivo pré-cinético 
 
 Fortalecimento (Restabelecimento Físico Geral): Visamos a melhora do amputado, isto 
é, sua força , resistência , coordenação motora , respiração , etc. A cinesioterapia deve ser 
intensificada também de forma progressiva para potencializar toda sua musculatura que será 
necessária durante a reeducação de marcha com prótese. 
 
 Cinesioterapia geral : É trabalhado todo o corpo através da cinesioterapiarespiratória , 
fortalecimento abdominal , quadrado lombar , os membros superiores para utilização de 
muletas e priorizar o fortalecimento no membro não amputado para aumentar sua potência , 
resistência e equilíbrio . 
 
6. Modelos ultrapassados de prótese: 
 
6.1 Tipos de prótese para 
amputações abaixo do joelho: 
 
(1) PTB Temporária. 
(2) (2) AcJAJ temporárias. 
(3) (3) PTB definitiva. (4) Apoio com 
carga isquiática definitiva. 
Obs: Na prótese PTB a carga é tomada 
através do tendão patelar e na prótese 
AcJAJ a carga é tomada através do 
ísquio. 
 
 
DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
6.2 Tipos de prótese para amputações acima do joelho: 
 
(1) AcJ temporária. (2) AcJ definitiva com pequena alavanca 
no joelho. (3) AcJ definitiva com mecanismos de rodas. (4) 
AcJ definitiva com alavanca alta no joelho. 
 
Obs: Na prótese AcJ temporária tem 1-2 cm a menos do que o 
membro remanescente, isto porque o mecanismo do joelho é 
travado durante a marcha e liberado para sentar. 
 
 
7. Modelos modernos de prótese: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.1 Tipos de próteses para membros inferiores: 
 
 Existem basicamente dois tipos de próteses: 
 Próteses convencionais: São feitas em resina ou com 
componentes em plástico e madeira. São indicadas para todos os 
níveis de amputação com exceção da desarticulação do joelho. 
As próteses convencionais não são utilizadas acima do joelho 
devido seu peso excessivo acarretando dificuldades graves na deambulação, ocorrendo 
desistência de utilização pelo paciente, o que dificilmente ocorre nas próteses modulares. 
 
 Próteses modulares: Também chamada de prótese endoesquelética com revestimento 
cosmético em espuma, este sistema foi lançado em 1969, pela OTTO BOCK, sendo desde 
então constantemente aperfeiçoado, podem ser utilizadas em todos os níveis de amputação de 
membro inferior. São constituídas por vários módulos ajustáveis e intercambiais entre si, mais 
leves e estéticas por serem revestidas de espuma cosmética, seus componentes podem ser em 
aço, titânio (metal extremamente leve e resistente), alumínio e fibra de carbono. Essas 
próteses oferecem ampla linha de opções para uma protetização eficaz. 
 
DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
 
 
8. Tipos de encaixe: 
 
8.1 Amputação transtibial: 
 PTB (Patellar Tendon Bearing) – modelo ultrapassado. 
 PTS (Prothese Tibiale Supracondylienne) – utilizado em pacientes com coto curto. 
Esteticamente é pior que a KBM, pois a borda ântero-superior fica extremamente saliente com 
joelho flexionado. 
 KBM (Kondylen Bettung Munster) – é o mais utilizado, pois a patela fica livre e 
esteticamente não produz saliência. 
OBS: O encaixe nas próteses PTS e KBN devem ser feitos com pinos de fixação. 
 
 
 Prótese KBM. Prótese PTB Prótese PTS Meia de silicone com pinos de fixação 
 
 
 
8.2 Desarticulação do joelho: 
 Encaixe deve der feito em um cartucho em polifórmio com 
suspensão supracondilar. 
 
 
 
8.3 Amputação transfemoral: 
 Encaixe quadrilateral – é mais antigo e utilizado em pacientes com 
músculos flácidos ou em cotos curtos, a descarga de peso é feita sobre o ísquio. 
Tem a desvantagem de não ficar bem adaptado como o CAT-CAM e gerar uma 
grande pressão sobre o ísquio. 
 Encaixe CAT-CAM (Contenção Isquiática) – é indicado para a maioria 
dos pacientes, pois fica bem adaptado e a descarga de peso é distribuída entre o 
 
DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
ísquio e a musculatura da região glútea. Este tipo de encaixe permite maior conforto e melhor 
função. 
 
 OBS: Estas próteses são fixadas por pressão, através de uma válvula de sucção localizada 
distalmente no encaixe protético. 
s cintos pélvicos foram muito utilizados no passado, porém já estão ultrapassados. 
O sistema ACS (Air Contact System) de encaixe é usado em situação temporárias de fixação, 
como durante atividades desportivas. 
 
 
 
 9. Tipos de joelho: 
 
 9.1 Joelhos mecânicos: Controlado das fases de apoio e de balanço por fricção e/ou 
elasticos com travamento automatico na extenção. 
 
 
 
 
 
 
 
9.2 Joelho Pneumético: Controlado das fases de apoio e de balanço por diferença de 
pressão do ar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9.3 Joelho Hidráulico: Controlado das fases de apoio e de balanço por óleo. 
 
 
 
Joelho 
policentrico 
criança. 
Joelho 
policentrico 
adulto 
Joelho 
monocentrico 
adulto 
 
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9.4 Joelho computadorizado: Controlado por microprocessador com fases de apoio e de 
balanço, oferecendo estabilidade, confiança e funções sem precedentes. 
 
10. Tipos de pé: 
 
 Pés não articulados – são conhecidos como pés SACH 
 
 Pés articulados – permite flexão plantar de 15 graus e dorsal de 5 graus. 
 
 Pés multiaxiail – facilita a deambulação em terrenos acidentados. 
 Pés de resposta dinâmica – usado apenas por atletas de corrida. 
 
 
 Esquema da resposta dinâmica do pé 
 
 Pés computadorizados. 
 
 
 
 
 
 
 
 OBS: Revestimento cosmético dos pés 
 
 
 
 
 
Referências: 
 
DIULIANA GARCIA DE SOUZA 
ACADEMICA DE FISIOTERAPIA 
2017 
 
 
 
Barnes, R. W. & Cox, B., Amputação Manual Ilustrado, Ed. Revinter; Rio de Janeiro; 2003. 
 
Carvalho, J. A., Amputações de Membros Inferiores em Busca da Plena Reabilitação, Ed. 
Manole; São Paulo; 2003. 
 
Crenshaw, A. H., Cirurgia Ortopédica de Campbell, Ed. Manole; Rio de Janeiro; 1997. 
 
Hebert S. & Xavier R., Ortopedia e Traumatologia Principio e Prática, Ed. Artmed; São 
Paulo; 2003. 
 
Thompson, A., Skinner, A. & Piercy J., Fisioterapia de TIDY, Ed. Santos; São Paulo; 1994. 
 
Ilustrações: Polior Produtos Ortopédicos 
 
 
 
 
	6.1 Tipos de prótese para amputações abaixo do joelho:

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