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Prof. Ricardo Torques www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 155 
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Sumário 
1 - Considerações Iniciais ................................................................................................. 2
2 - Jurisdição e Ação........................................................................................................ 2
2.1 - Jurisdição ............................................................................................................ 4
2.2 - Ação ................................................................................................................. 17
3 - Limites da Jurisdição Nacional e da Cooperação Internacional ........................................ 34
3.1 - Limites da Jurisdição Nacional .............................................................................. 34
3.2 - Cooperação Internacional .................................................................................... 39
4 - Competência Interna ................................................................................................ 45
4.1 - Introdução ........................................................................................................ 45
4.2 ± Classificação da competência .............................................................................. 47
4.3 - Critérios ............................................................................................................ 47
4.4 - Justiças Cíveis ................................................................................................... 50
4.5 - Competência Territorial no NCPC .......................................................................... 53
4.6 ± Método para Identificar o Juízo Competente .......................................................... 59
4.7 - Modificação da Competência ................................................................................ 60
4.8 - Incompetência ................................................................................................... 66
4.9 - Conflito de Competência ..................................................................................... 69
5 - Cooperação Nacional ................................................................................................ 70
6 ± Questões ................................................................................................................ 71
6.1 - Questões sem Comentários ................................................................................. 71
6.2 - Gabarito ........................................................................................................... 91
6.3 - Questões com Comentários ................................................................................. 92
6.4 - Lista de Questões de Aula ................................................................................. 133
7 - Destaques da Legislação ......................................................................................... 137
8 - Súmulas e Jurisprudência Correlatos ......................................................................... 141
9 - Resumo ................................................................................................................ 144
10 - Considerações Finais ............................................................................................. 155
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O primeiro estágio do Direito Processual Civil é dominando pelo pensamento 
dos juristas imanentistas, para os quais o processo civil é visto como parte 
integrante do Direito Civil. 
Para facilitar a compreensão, basta OHPEUDU�TXH�D�SDODYUD�³LPDQHQWH´�VLJQLILFD�
³LQVHSDUiYHO´�� ³LQHUHQWH´�� 3DUD� HVVD� SULPHLUD� FRUUHQWH�� R� SURFHVVR� FLYLO� p� DOJR�
inerente ao Direito Civil. São, portanto, inseparáveis. O problema dessa 
concepção é que Direito Processual Civil é visto como um apêndice, como um 
mero acessório, como uma disciplina não autônoma, mas vinculada ao Direito 
Civil. 
Devido a diversas críticas que foram formuladas, surgiu um novo grupo de 
juristas que passou a defender a separação absoluta entre Direito Processual Civil 
e Direito Civil. 
No segundo estágio o Direito Processual Civil é uma disciplina cientificamente 
autônoma, que possui regras e princípios próprios e está TOTALMENTE 
desvinculada do Direito Civil. Por um lado, essa corrente destaca a 
importância do estudo do Direito Processual, contudo, há um problema. A ideia 
exagerada e extrema de autonomia (quiçá, independência) do processo em 
relação ao direito material, levou os processualistas ao isolamento. Dito de outro 
modo, o processo judicial tem uma finalidade clara: resolver os conflitos de 
interesses havidos na sociedade. Esses conflitos decorrem da insatisfação de uma 
pessoa em relação a outra no tocante aos direitos materiais. Se o direito 
processual está totalmente desvinculado do direito material, perde-se a razão de 
ser do direito processual, passa-se a discutir questões processuais diversas, e 
não há preocupação com a efetividade e com o caráter instrumental do direito 
processual civil. 
É justamente esse caráter de instrumento, meio de auxílio, de veículo para 
pacificação dos conflitos que atingimos no terceiro estágio. 
No terceiro estágio temos os instrumentalistas, que defendem a 
reaproximação do direito processual do direito material. Para esses 
juristas, o Direito Processual Civil representa uma disciplina autônoma (caráter 
ontológico), mas que reconhece e busca a aproximação com o Direito Civil, pois 
a razão de ser do processo é servir como instrumento de concretização do 
direito material. 
Esse é o estágio atual consolidado do Direito Processual Civil brasileiro. 
Então haveria um quarto estágio? 
A resposta do questionamento acima deve ser dada com parcimônia. A doutrina 
contemporânea, à luz da interpretação constitucional do processo civil e também 
em razão do Novo Código, tem defendido que essa instrumentalidade é 
bastante intensa. 
Prof. Ricardo Torques www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 155 
Para Fredie Didier Jr.1, por exemplo, a relação entre Direito Processual Civil e 
Direito Civil é circular. Entende o autor que há reciprocidade e relação de 
complementariedade entre ambas as disciplinas. Cássio Scarpinella Bueno2, 
por sua vez, vai um pouco além e defende que estamos no quarto estágio de 
evolução do Direito Processual Civil. Para o autor, esse quarto estágio agrega os 
juristas neoconcretistas. Em sentido semelhante a Fredie Didier Jr., ele entende 
que o Direito Processual Civil e Direito Civil estão muito próximos um do 
outro, o Direito Processual Civil tem um único sentido, o de prestar a tutela 
jurisdicional a quem fizer jus a ela no plano material. 
É partir dessa evolução retratada acima que são identificados os três principais 
institutos do Direito Processual Civil, quais sejam: jurisdição, ação e processo. 
2.1 - Jurisdição 
O estudo da jurisdição passa pela análise de vários conceitos importantes, 
frequentemente cobrados em prova. Vamos ver o conceito de jurisdição, a 
distinção da jurisdição em relação aos denominados ³HTXLYDOHQWHV�MXULVGLFLRQDLV´, 
as características e espécies da jurisdição e, por fim, vamos tratar um pouco 
sobre a tutela jurisdicional. 
Todos esses elementos que vamos estudar refletem o art. 16, do NCPC: 
Art. 16. A jurisdição civil é exercida pelos juízes e pelos tribunais em TODO o território 
nacional, conforme as disposições deste Código. 
Vamos lá! 
Conceito, escopos e caracterização 
A jurisdição é vista como uma parcela do Poder do Estado (no caso, o Poder 
Judiciário), no exercício da sua função típica: a de julgador. Antes de prosseguir, 
cumpre ressaltar que a jurisdição poderá, excepcionalmente (de forma atípica), 
ser exercidatambém pelos poderes Legislativo e Executivo. 
Didaticamente, a jurisdição é analisada a partir de três aspectos distintos. 
A jurisdição é poder, função e atividade. 
Como poder, a jurisdição é compreendida como a prerrogativa do Estado de 
interferir na esfera jurídica das pessoas, aplicando o direito ao caso concreto e 
resolvendo eventuais conflitos. Nesse contexto, o juiz surge como alguém que, 
por intermédio da jurisdição, cria a norma jurídica para o caso concreto. E para 
que essa norma jurídica concretamente aplicada seja efetiva, é necessário não 
1 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, 
Parte Geral e Processo de Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora 
JusPodvim, 2016, p. 41. 
2 BUENO, Cássio Scarpinella. Manual de Direito Processual Civil., Volume Único. 2ª Edição, 
São Paulo: Editora Saraiva, 2016, p. 77. 
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Confira uma questão: 
 (TRF1ªR/Juiz Federal Substituto/2015) 
Assinale a opção correta a respeito da jurisdição e dos equivalentes jurisdicionais. 
a) Na jurisdição voluntária, a lei confere maior flexibilidade ao julgador para conduzir o
processo, mas o obriga à observância de critérios de legalidade estrita quando da prolação 
da sentença. 
b) A imparcialidade é a característica da jurisdição contenciosa que impede o julgador de
determinar, de ofício, a produção de prova em juízo. 
c) A autodefesa, excepcionalmente permitida no direito brasileiro para a composição da lide,
pode ocorrer antes ou durante o processo. 
d) Na arbitragem, as partes podem escolher a norma de direito material a ser aplicada para
a solução do conflito. 
e) Configura exceção à regra da indelegabilidade da jurisdição a expedição de carta
precatória que delegue a oitiva de testemunha a outro juízo. 
A alternativa A está incorreta, pois o art. 723, parágrafo único, do NCPC, prevê 
que o juiz não é obrigado a observar o critério de legalidade estrita, podendo 
adotar, em cada caso, a solução que considerar mais conveniente ou oportuna. 
A alternativa B está incorreta, pois, como vimos, o juiz exerce a direção do 
processo e, em face disso, poderá determinar a produção de provas. 
A alternativa C está incorreta. Não tratamos diretamente da autodefesa, pois é 
uma técnica comum aos Juizados especiais que permite às partes atuar sem 
advogado, e, portanto, ocorrerá no curso do processo, não havendo possibilidade 
se configurar antes do processo. Se ela falasse em autocomposição ficaria correta 
a alternativa. 
A alternativa D está correta, pois, na arbitragem as partes poderão escolher, 
livremente, as regras de direito que serão aplicadas, desde que não haja violação 
aos bons costumes e à ordem pública. 
A alternativa E está incorreta, pois a carta precatória é ato de cooperação e não 
delegação de competência. Pede-se auxílio para praticar um ato para o qual o 
Juiz não detém competência. 
Sigamos! 
Princípios/Características 
Esse é um tema aberto, mas que é frequente em questões de prova. Aberto 
porque cada doutrinador adota, em maior ou menor grau, um conjunto de 
princípios e características próprios. 
Vamos, dada a amplitude que podemos observar em concursos jurídicos, analisar 
os princípios mais comuns da jurisdição. Esse rol de princípios tem por finalidade 
facilitar a compreensão do que é a jurisdição. São eles: 
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Pela perspectiva interna, o princípio da indelegabilidade entende-se que a jurisdição é 
fixada por intermédio de um conjunto de normas gerais, abstratas e impessoais, 
não sendo admissível a delegação da competência para julgar de um Juiz para outro. 
Existem exceções ao princípio da indelegabilidade? Seria o caso da carta 
precatória? 
Cuidado para não confundir esse assunto! 
Existem duas exceções sim! 
1ª exceção: carta de ordem determinando a prática de atos de instrução em caso de 
ações originárias de segundo grau. 
Na distribuição de competência, em regra, o processo inicia-se perante o primeiro grau de 
jurisdição. Contudo, em determinadas situações (como nos casos conhecidos de foro por 
prerrogativa de função), o processo pode se iniciar diretamente perante um Tribunal, ou 
seja, diretamente na segunda instância. Lembre-se que essa hipótese é excepcional, pois 
a principal função da segunda instância é julgar os recursos das decisões de primeiro grau, 
no exercício do duplo grau de jurisdição. 
De todo modo, em relação a essas ações originárias de segundo grau, quando necessária 
a prática de determinado ato instrutório ± como a oitiva de uma testemunha ±, o Tribunal 
(ou melhor, o relator do processo no Tribunal) poderá delegar, por intermédio da carta de 
ordem, a prática desse ato pelo magistrado de primeiro grau. Nesse caso, temos uma 
exceção ao princípio da indelegabilidade. 
2ª exceção: execução dos julgados do STF pelo Juiz de primeiro grau por intermédio de 
carta de ordem. 
Novamente temos a determinação ao magistrado de primeiro grau para que proceda à 
execução das decisões dadas pelo Supremo Tribunal Federal, devido ao fato de que esse 
órgão não detém estrutura suficiente para exercer a função executória. Essa hipótese de 
exceção ao princípio da indelegabilidade está prevista no art. 102, I, m, da CF. 
E a carta precatória? 
A expedição de carta precatória não constitui exceção ao princípio da 
indelegabilidade, mas ato de cooperação processual. Em razão das regras 
de competência territorial, o Juiz deprecante (quem expede a carta) não tem 
competência para a prática do ato. Quem possui a competência é o Juiz 
deprecado (quem recebe a carta). Portanto, o magistrado pede auxílio ao juiz 
verdadeiramente compete para a prática de um ato processual que possa instruir 
o processo. Veja que, ao contrário do que podemos ser levados a crer, a carta
precatória confirma o princípio da indelegabilidade. 
Princípio da inevitabilidade 
Também relevante, o princípio da inevitabilidade aplica-se em dois momentos 
distintos: 
1º momento: vinculação das partes ao processo judicial. 
A parte tem a prerrogativa de ingressar com a ação judicial, demovendo o Poder Judiciário 
da inércia. Uma vez provocado e formada a relação jurídico processual não é possível 
negar (evitar) a decisão judicial, ainda que a parte ou as partes não concordem com a 
decisão. 
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2ª momento: estado de sujeição ante a vinculação automática. 
Uma vez movimentado o Poder Judiciário, a partes vinculam-se automaticamente ao Poder 
Judiciário, sujeitando-se à decisão judicial. 
Em síntese, o princípio da inevitabilidade impõe às partes a vinculação ao 
processo e a sujeição à decisão judicial. 
Princípio da inafastabilidade 
O princípio da inafastabilidade da atuação jurisdicional informa o instituto da 
jurisdição e está prescrito no art. 5º, XXXV, da CF, além de estar exposto no 
NCPC como uma normal fundamental, prescrita no art. 3º. 
Portanto, a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou 
ameaça de lesão a direito. 
Cumpre aqui apenas ressaltar que o princípio da inafastabilidade é 
complementado por dois aspectos: 
1º aspecto: relação entre contencioso judicial e administrativo. 
Muito embora seja possível buscar administrativamente a solução de determinado conflito, 
essa via não é necessária, muito menos impeditiva do acesso ao Poder Judiciário. 
Assim, a pessoa interessada poderá ou não se valer da via administrativa e, além disso, 
após a decisão administrativa, poderá decidir pelo ingresso para rediscussão da mesma 
matéria na esfera judicial. 
Há, contudo, duas exceções: 1ª) necessidade de esgotamento administrativo na Justiça 
Desportiva em face da exceção previstano art. 217, §1º, da CF; e 2ª) admissibilidade do 
habeas data apenas após a caracterização da recusa administrativa (Súmula STJ 2). 
2º aspecto: acesso à ordem jurídica justa. 
Somente será considerado inafastável a atuação jurisdicional se a tutela prestada for 
satisfativa, ou seja, se a atuação do Poder Judiciário for efetivamente capaz de tutelar o 
interesse da parte. 
Princípio do juiz natural 
O princípio do juiz natural vem expresso no art. 5º, LIII, da CF e prevê que 
ninguém será julgado a não ser pela autoridade competente. 
Por um lado, esse princípio impossibilita que a parte escolha quem irá julgar o 
conflito de interesses, de modo que a fixação da competência se dá pelas normas 
gerais e abstratas previstas no ordenamento e, quando dois ou mais juízes forem 
ao mesmo tempo competentes, a distribuição se dá de forma aleatória e 
imparcial. 
Por outro, o princípio veda a criação de juízos de exceção, tal como prevê o art. 
5º, XXXVII, da CF, de forma que não é admissível a criação de um tribunal para 
julgar determinados fatos após a ocorrência. O órgão jurisdicional deve ser pré-
existente ao fato. 
Confira uma questão: 
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 (TRF5ªR/Juiz Federal Substituto/2015) 
Acerca da jurisdição e de seus equivalentes, assinale a opção correta. 
a) A sentença estrangeira arbitral não pode funcionar como título executivo devido ao
princípio da territorialidade, que rege a arbitragem no Brasil. 
b) A legislação civil brasileira prevê hipótese de autocomposição ao permitir que o possuidor
esbulhado obtenha de volta a posse de seu bem, por sua própria força, contanto que o faça 
logo. 
c) A jurisdição constitui atividade substitutiva do Estado para solução de conflitos e é
exercida, em regra, mediante provocação do interessado. 
d) A justiça federal é considerada especial em comparação com a justiça estadual.
e) O princípio dispositivo não se aplica à instrução do processo, podendo o juiz determinar
produção de provas não requeridas pelas partes. 
A alternativa A está incorreta, pois, se homologada, a sentença estrangeira 
produzirá efeitos internamente, podendo ser executada em nosso território. 
A alternativa B está incorreta, pois é o instituto da autotutela que permite ao 
possuidor exercer uma espécie de legítima defesa sobre a posse em caso de 
esbulho (violação da posse). 
A alternativa C está incorreta, a jurisdição, embora substitutiva, é inerte, e 
depende de provocação da parte. 
A alternativa D está incorreta, pois a justiça federal e a estadual são comuns 
em contraposição à Justiça do Trabalho, Militar e Eleitoral, que são especiais. 
A alternativa E está correta, pois uma vez incitado, o Juiz tem o poder diretivo 
sobre o processo, podendo determinar de ofício a prática de atos instrutórios. 
Confira uma questão: 
 (TJ-AM/Juiz Substituto/2016) 
Acerca da jurisdição e dos princípios informativos do processo civil, assinale a opção correta. 
a) No âmbito do processo civil, admite-se a renúncia, expressa ou tácita, do direito atribuído
à parte de participar do contraditório. 
b) A jurisdição voluntária se apresenta predominantemente como ato substitutivo da
vontade das partes. 
c) A carta precatória constitui exceção ao princípio da indeclinabilidade da jurisdição.
d) A garantia do devido processo legal se limita à observância das formalidades previstas
no CPC. 
e) O princípio da adstrição atribui à parte o poder de iniciativa para instaurar o processo
civil. 
A alternativa A está correta, pois o art. 9º, do NCPC, é expresso em afirmar que 
não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente 
ouvida. Contudo, a parte intimada a se manifestar não é obrigada a fazê-lo, 
podendo renunciar o direito de se manifestar. 
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ª A alternativa D representa a teoria da substanciação da causa de pedir, 
aplicada em detrimento da teoria da individuação. 
A alternativa E trata do ônus da impugnação especificada (assunto que será 
estudado em outra oportunidade). 
Sigamos! 
Do que estudamos até aqui você pode concluir sem maior dificuldade que não 
aplicamos ao Direito Civil Processual Civil brasileiro as teorias imanentista e 
concreta da ação. Contudo, ante o NCPC o que devemos seguir em provas 
objetivas? 
A resposta a esse questionamento não é simples! A doutrina ainda não tem um 
posicionamento claro a respeito, de modo que as provas de concurso refletem 
variadas posições. 
Uma das doutrinas5, mais representativas do Direito Processual Civil atual, 
conclui: 
Sepulta-se um conceito que, embora prenhe de defeitos, estava amplamente disseminado 
no pensamento jurídico brasileiro. Inaugura-se, no particular, um novo paradigma teórico, 
mais adequado que o anterior, e que, por isso mesmo, é digno de registro e aplauso. 
Para o autor: 
ª QmR�Ki�PDLV�TXH�VH�IDODU�QD�H[SUHVVmR�³FRQGLo}HV�GD�DomR´� 
ª ³SRVVLELOLGDGH�MXUtGLFD�GR�SHGLGR´�p�KLSyWHVH�TXH�JHUD�D�LPSURFHGrQFLD�GR�SHGLGR��H 
ª legitimidade e interesse passam a constituir pressuposto processual. 
Mas como acertar questões de prova? 
Pelo analisado das provas na égide do NCPC, ainda se fala em condições da ação. 
A grande vantagem é que dificilmente a banca pedirá para você julgar se as 
condições da ação existem ou não existem à luz do NCPC. No máximo, haverá 
referência no sentido de não há mais PREVISÃO EXPRESSA de condições da 
ação. 
Contudo, tudo que vimos em relação à teoria eclética e à teoria da asserção 
permanecem perfeitamente aplicáveis em prova. 
Confira como o assunto pode ser abordado: 
 (Câmara dos Deputados/Analista Legislativo/2014) 
Julgue o item seguinte, relativo à teoria e às condições da ação. 
Entre as condições da ação inclui-se a possibilidade jurídica do pedido, que consiste na 
exigência de que o pedido de tutela jurisdicional formulado em juízo não seja vedado pelo 
ordenamento jurídico. 
5 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, 
Parte Geral e Processo de Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora 
JusPodvim, 2016, p. 308. 
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A assertiva está incorreta em face do NCPC, que não aborda mais a 
³SRVVLELOLGDGH�MXUtGLFD�GR�SHGLGR´��DVVXQWR��DJRUD��GH�PpULWR� 
Confira uma questão: 
 (TJ-AM/Juiz Substituto/2016) 
A respeito da ação e dos pressupostos processuais, assinale a opção correta. 
a) Segundo a teoria da asserção, a análise das condições da ação é feita pelo juiz com base
nas alegações apresentadas na petição inicial. 
b) Na ação de alimentos contra o pai, o menor de dezesseis anos de idade tem legitimidade
para o processo, mas não goza de legitimidade para a causa. 
c) O direito a determinada prestação jurisdicional se esgota com o simples exercício do
direito de ação. 
d) Conforme a teoria concreta da ação, o direito de agir é autônomo e independe do
reconhecimento do direito material supostamente violado. 
e) Na hipótese de legitimidade extraordinária, a presença e a higidez dos pressupostos
processuais serão examinadas em face da parte substituída. 
A alternativa A está correta e representa justamente a teoria da asserção 
aplicada às condições da ação. 
A alternativa B está incorreta, pois no caso o adolescente tem legitimidade para 
a causa, ou seja, para figurar como parte, mas não goza de legitimidade para o 
processo, pelo que deverá ser assistido. 
A alternativa C está incorreta, pois a prestação jurisdicional esgota-se apenas 
com a satisfação. 
A alternativa D está incorreta, pois de acordo com a teoria concreta da ação o 
direito de ação nada mais é do que o direito material na forma dinâmica. Direito 
de ação é autônomo,mas não é independente. 
A alternativa E, por sua vez, está incorreta, pois a legitimidade extraordinária 
envolve situações nas quais o titular do direito material não é a parte processual, 
sob quem recaem os pressupostos processuais. 
Confira uma questão: 
 (TRT4ªRJuiz do Trabalho Substituto/2016) 
Julgue: 
São condições da ação, conforme previsão expressa, e, portanto, matéria de ordem pública, 
sobre as quais o Juiz deve se pronunciar de ofício, a legitimidade de parte, o interesse 
processual e a possibilidade jurídica do pedido. 
Essa questão, segundo o NCPC, contém dois erros: 
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ª não se fala mais em condições da ação, embora, como dito, isso ainda é 
discutível. 
ª ³SRVVLELOLGDGH�MXUtGLFD�GR�SHGLGR´�QmR�p�PDLV�UHWUDWDda no NCPC, constituindo 
temática a ser analisada no julgamento do feito. Não pode nem mesmo ser 
classificada como pressuposto processual. 
Incorreta a assertiva, portanto. 
Interesse e legitimidade 
Assim disciplina o art. 17, do NCPC: 
Art. 17. PARA POSTULAR EM JUÍZO é necessário ter interesse e legitimidade. 
Da leitura do dispositivo, nota-se um condicionamento para que a pessoa possa 
ingressar com uma ação. Desse, embora não nominado como condições, no 
fundo, trata-se de condicionamento para o exercício da ação, portanto, um 
pressuposto para o exercício do processo. 
Tal como estudado, em um primeiro momento o magistrado, ao tomar 
conhecimento da petição inicial, irá avaliar à vista das informações que constam 
da petição, sem considerar as provas que ainda serão produzidas, se a parte tem 
interesse e legitimidade. 
Essa cognição é prévia, é sumária e exercida in status assertionis (em 
asserção). 
Caso o juiz entenda que não há interesse ou legitimidade, indeferirá a 
petição inicial com extinção do processo sem resolução do mérito. Trata-
se, da denominada sentença terminativa, que não produz coisa julgada material. 
Superada a cognição sumária, se o magistrado decidir pela citação da parte ré, 
preclui a possibilidade da sentença terminativa pela não caracterização de 
interesse e legitimidade. Contudo, ao final da demanda, quando o juiz for 
sentenciar o mérito, o art. 17, do NCPC, poderá ser novamente referido pelo juiz, 
que poderá rejeitar o pedido do autor por entender que faltou interesse e 
legitimidade. Nesse caso, a sentença será de mérito e forma coisa julgada 
material. 
Na sequência, vamos distinguir e compreender o que é interesse e o que é 
legitimidade. 
Interesse 
O interesse refere-se à necessidade e utilidade da tutela jurisdicional 
pedida pelo demandante6. O autor deve demonstrar que o provimento 
pretendido é capaz de melhorar a sua situação fática a ponto de justificar o 
dispêndio de tempo, energia e dinheiro no processo. 
6 MARINONI, Luiz Guilherme, ARENHART, Sérgio Cruz e MITIDIERO, Daniel. Código de Processo 
Civil Comentado. 2ª edição, rev., atual. e ampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2016, 
p. 172.
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situações nas quais um mesmo processo seja simultaneamente proposto perante 
a jurisdição brasileira e a estrangeira. Nesse caso, há alguma regra de 
preferência para julgar a ação? Ambos os processos serão válidos? 
O art. 24, do NCPC, estabelece uma regra: será aplicada a sentença que transitar 
em julgado primeiro. As duas sentenças (a nacional e a estrangeira) terão ampla 
liberdade para serem decididas até o final, sem se falar em litispendência, cujo 
efeito é a extinção do julgamento do mérito. 
O aspecto mais relevante desse assunto, é compreender que, no território 
nacional, uma sentença estrangeira apenas transitará em julgado após a 
homologação pelo STJ, como define o NCPC no art. 961, do NCPC. 
Isso significa que ambos os processos podem tramitar regularmente. Caso o 
processo que tramite perante a jurisdição nacional transite em julgado, o 
procedimento de homologação será extinto sem julgamento de mérito. A partir 
da homologação, portanto, da sentença estrangeira, teríamos a litispendência em 
razão de formação de coisa julgada no território nacional. O mesmo vale para o 
procedimento inverso, no qual a homologação perante o STJ transita em julgado 
antes do processo em trâmite no território nacional. Nesse caso, o magistrado 
brasileiro irá extinguir o processo sem julgamento do mérito, pelo trânsito em 
julgado da sentença estrangeira que foi homologada pelo STJ. 
Há, entretanto, uma exceção: se entre o país estrangeiro e o Brasil houver um 
tratado internacional, ou acordo bilateral, atribuindo regras de prevenção da 
competência, essas normas devem ser observadas e ambas as ações não poderão 
tramitar ao mesmo tempo. Isso irá depender de cada tratado ou acordo. 
Hipoteticamente, se entre Brasil e Argentina houver um acordo internacional 
disciplinando que contratos de consumo serão da competência do Brasil em 
relação ao domiciliados em nosso país, seja ele brasileiro ou argentino, e serão 
da competência da Argentina em relação aos domiciliados naquele país, ainda 
que brasileiros, a competência não será mais concorrente (tal como prevista no 
art. 22, II). Em face desse acordo, a competência será exclusiva. 
A regra e a exceção acima constam do art. 24, do NCPC: 
Art. 24. A ação proposta perante tribunal estrangeiro NÃO induz litispendência e 
NÃO obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das 
que lhe são conexas, RESSALVADAS as disposições em contrário de tratados 
internacionais e acordos bilaterais em vigor no Brasil. 
Parágrafo único. A pendência de causa perante a jurisdição brasileira não impede a 
homologação de sentença judicial estrangeira quando exigida para produzir efeitos no 
Brasil. 
Outra exceção à concorrência da jurisdição nacional ou estrangeira está no art. 
25, do NCPC. Esse dispositivo trata da possibilidade de eleição foro pelas partes 
em relação às matérias disciplinadas no art. 21 e 22, do NCPC, nas quais a 
competência é concorrente. 
Com correta eleição do foro e desde que a parte alegue o respeito a essa cláusula, 
a competência deixa de ser concorrente, devendo observar o que disciplina a 
cláusula elegida pelas partes. 
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Por exemplo, no caso de contrato para prestação de uma obrigação de fazer no 
Brasil, cuja parte contratante é argentina e a contratada é brasileira, mas a 
execução se dará no Brasil, é possível que as partes estipulem a competência da 
Justiça Argentina. Nesse caso, se o processo for ajuizado no Brasil e o réu invocar 
a cláusula na contestação, a competência da Justiça Brasileira será afastada. 
Veja: 
Art. 25. NÃO compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento 
da ação quando houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em 
contrato internacional, arguida pelo réu na contestação. 
§ 1º NÃO se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional exclusiva
previstas neste Capítulo. 
§ 2º Aplica-se à hipótese do caput o art. 63, §§ 1º a 4º.
Apenas para esclarecer, os §§ do art. 63, acima referidos, trazem algumas regras 
para a cláusula de eleição de foro, que devem ser observadas no art. 25: 
ª A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir 
expressamente a determinado negócio jurídico. 
ª O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. 
ª Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz 
de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do 
réu. 
ª Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na 
contestação, sob pena de preclusão. 
Jurisdição nacional exclusivaEm relação ao art. 23, do NCPC, o ordenamento jurídico brasileiro não reconhece 
qualquer eficácia à decisão estrangeira, pois aqui a competência é exclusiva da 
jurisdição civil nacional. Importante frisar que em relação a essas matérias, nem 
mesmo a homologação da sentença ou a cláusula de eleição de foro farão a 
sentença a estrangeira produzir efeitos. 
Portanto, por questões ligadas à soberania nacional, não é aceita a sentença 
estrangeira. Ainda que tenhamos uma sentença estrangeira que verse sobre o 
assunto, ela não terá qualquer eficácia dentro do território brasileiro. 
Veja as hipóteses de jurisdição exclusiva: 
Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, COM EXCLUSÃO DE QUALQUER 
OUTRA: 
I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil; 
II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento 
particular e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, AINDA QUE o 
autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território 
nacional; 
III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de 
bens situados no Brasil, AINDA QUE o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha 
domicílio fora do território nacional. 
Podemos notar da leitura dos dispositivos acima que no caso de bens imóveis 
aqui situados a competência será sempre brasileira. Já na situação que envolver 
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De toda forma, em ambos os casos de cooperação (por intermédio de tratado ou 
por reciprocidade) devem ser observados os parâmetros previstos nos incisos do 
art. 26: 
Art. 26. A cooperação jurídica internacional será regida por tratado de que o Brasil faz 
parte e observará: 
I - o respeito às garantias do devido processo legal no Estado requerente; 
II - a igualdade de tratamento entre nacionais e estrangeiros, residentes ou não no Brasil, 
em relação ao acesso à justiça e à tramitação dos processos, assegurando-se assistência 
judiciária aos necessitados; 
III - a publicidade processual, exceto nas hipóteses de sigilo previstas na legislação 
brasileira ou na do Estado requerente; 
IV - a existência de autoridade central para recepção e transmissão dos pedidos de 
cooperação; 
V - a espontaneidade na transmissão de informações a autoridades estrangeiras. 
§ 1o Na ausência de tratado, a cooperação jurídica internacional poderá realizar-se com
base em reciprocidade, manifestada por via diplomática. 
§ 2o NÃO se exigirá a reciprocidade referida no § 1o para homologação de sentença
estrangeira. 
§ 3o Na cooperação jurídica internacional não será admitida a prática de atos que contrariem
ou que produzam resultados incompatíveis com as normas fundamentais que regem o 
Estado brasileiro. 
§ 4o O Ministério da Justiça exercerá as funções de autoridade central na ausência de
designação específica. 
Compreendido o que é a cooperação internacional, como ela funcionará e quais 
os parâmetros, permanece a dúvida: que tipos de atos processuais poderão 
ser objeto de cooperação internacional para a efetividade dos processos? 
O NCPC trata disso explicitamente no art. 27. 
Leia com atenção: 
Art. 27. A cooperação jurídica internacional terá por objeto: 
I - citação, intimação e notificação judicial e extrajudicial; 
II - colheita de provas e obtenção de informações; 
III - homologação e cumprimento de decisão; 
IV - concessão de medida judicial de urgência; 
V - assistência jurídica internacional; 
VI - qualquer outra medida judicial ou extrajudicial não proibida pela lei brasileira. 
Dos incisos citados, é importante destacar o inc. VI, que traz uma regra aberta. 
Prevê o dispositivo que qualquer medida judicial ou extrajudicial não proibida pela 
lei brasileira poderá ser objeto de cooperação internacional. Em outras palavras, 
TODOS os atos processuais que podem ser praticados no bojo do 
processo civil brasileiro poderão ser praticados em cooperação 
internacional. 
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ª O art. 40, do NCPC, esclarece que a execução de sentença no Brasil pode 
ocorrer por carta rogatória ou por intermédio de ação diretamente ajuizada 
perante o STJ. Ambos os recursos necessitam da ordem do STJ (denominada de 
exequatur) para que a execução seja eficaz em nosso ordenamento. 
Art. 40. A cooperação jurídica internacional para execução de decisão estrangeira 
dar-se-á por meio de carta rogatória ou de ação de homologação de sentença 
estrangeira, de acordo com o art. 960. 
ª Por fim, o art. 41, do NCPC, fixa que não necessária é a autenticação dos 
documentos judicias estrangeiros, exceto quanto o país estrangeiros exigir do 
Brasil a autenticação (regra da reciprocidade). 
Art. 41. Considera-se autêntico o documento que instruir pedido de cooperação jurídica 
internacional, inclusive tradução para a língua portuguesa, quando encaminhado ao 
Estado brasileiro por meio de autoridade central ou por via diplomática, 
dispensando-se ajuramentação, autenticação ou qualquer procedimento de legalização. 
Parágrafo único. O disposto no caput não impede, quando necessária, a aplicação pelo 
Estado brasileiro do princípio da reciprocidade de tratamento. 
Finalizamos, assim, o estudo da competência internacional e dos atos de 
cooperação internacional, que possuem, com o NCPC, uma estrutura 
diferenciada. 
4 - Competência Interna 
4.1 - Introdução 
Vimos que a competência é a capacidade de exercer a jurisdição. 
A jurisdição, como parcela do Poder Estatal, é a capacidade genérica de dizer o 
direito de forma definitiva. A competência, por sua vez, retrata essa capacidade 
aplicada ao caso concreto. 
Ao passo que a jurisdição é um poder nacional para dizer o direito, a competência 
é o exercício dessa jurisdição no caso concreto. Assim, enquanto todos os 
magistrados possuem jurisdição, apenas um deles será competente para resolver 
determinado caso. 
Estudar a competência interna, portanto, é desvendar quem é o juiz 
concretamente competente. Portanto, a finalidade principal da competência é 
organizar o sistema judiciário brasileiro, atribuindo a diferentes juízes a 
jurisdição no caso concreto. 
Nesse contexto, prevê o art. 42, do NCPC: 
Art. 42. As causas cíveis serão processadas e decididas pelo juiz nos limites de sua 
competência, RESSALVADO às partes o direito de instituir juízo arbitral, na forma da 
lei. 
O NCPC não aborda a competência nos processos que não tratam de causas 
cíveis, excluindo, portanto, aos processos criminais. 
Além disso, dentro dos processos de natureza cível que seguem a distribuição de 
competência do NCPC, devemos excluir o processo do trabalho, que possui 
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relativa de competência, conferindo às partes possibilidade de, em regra, 
derrogar tal competência pela vontade das partes. 
Embora haja legislação extravagante sobre o tema, o assunto é 
preponderantemente tratado entre os arts. 42 a 63, do NCPC. Eles servirão para 
definir, dentro da competência da justiça comum estadual ou federal, 
onde a demanda será proposta. 
Critério funcional 
No critério funcional são levados em consideração aspectos internos do processo, 
relacionando-se com as atribuições do magistrado na marcha processual. O 
critério funcional envolve a distinção entre: 
ª competência originária e recursal; 
ª competência de acordo com a fase do processo (cognição, cautelar ou execução); 
ª competência em razão de assunção de competência, instituto próprio do NCPC, que está 
previsto no art. 947; 
ª competência decorrente de arguição de inconstitucionalidade em controle difuso, 
disciplinada no NPCP, no art. 948. 
4.4 - Justiças Cíveis 
A distribuição da competênciano Brasil é efetuada a partir da Constituição, que 
atribui competência ao STF no art. 102, ao STJ no art. 105, à Justiça Federal 
(arts. 108 e 109) e àV�³MXVWLoDV�HVSHFLDLV´��HOeitoral, militar e trabalhista). 
Para nós interessa a distribuição de competência civil, razão pela qual não 
vamos aprofundar o estudo da competência penal e, consequentemente, da 
Justiça Militar. Feita essa premissa, vamos em frente! 
Justiça Eleitoral 
A Justiça Eleitoral tem as regras de competência estabelecida no art. 121 da CF, 
que atribui à lei complementar a responsabilidade para fixar a competência da 
Justiça Federal. Como essa lei não foi editada, é utilizado o Código Eleitoral, lei 
ordinária recepcionada como lei complementar. 
A definição da competência da Justiça Eleitoral é feita pela causa de pedir (os 
fundamentos de fato e de direito), abrangendo o que envolver o sufrágio 
(eleições, plebiscito e referendos) e questões político-partidárias. 
Justiça do Trabalho 
Novamente com base na causa de pedir, será da competência da Justiça do 
Trabalho os processos que envolverem as relações de trabalho, nos termos 
previstos no art. 114, da CF. 
Justiça Federal 
A competência da Justiça Federal é assentada em dois elementos da ação: em 
razão das partes no processo ou em razão da causa de pedir. 
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O critério mais comum é o da parte, em vista do que estabelece o art. 109, I, da 
CF, segundo o qual é da competência da Justiça Federal processar e julgar ações 
que tenha como parte a União, autarquias federais (por exemplo, INSS, IBAMA) 
e empresas públicas federais (por exemplo, Caixa Econômica Federal e Correios). 
É importante destacar que não compete à Justiça Federal o julgamento de ações 
de sociedades de economia mista federal, como é o caso do Banco do Brasil e da 
Petrobrás. 
Além disso, temos no art. 109, da CF, quatro exceções que, embora a parte seja 
a União, autarquia federal ou empresa pública, o processo não será julgado 
perante a Justiça Federal. Essas mesmas hipóteses estão disciplinadas 
expressamente nos inc. I e II do art. 45, do NCPC 
 São eles: 
ª matéria trabalhista (por exemplo, reclamatória trabalhista contra a 
Caixa Econômica); 
ª matéria eleitoral (por exemplo, autuação irregular efetuada pelo 
Correios no bojo de processo eleitoral cível); 
ª falência e recuperação judicial; e 
ª acidente de trabalho típico, quando o INSS é parte. 
Contudo, a competência da Justiça Federal poderá ser definida pela causa de 
pedir, por exemplo, em ações fundadas na aplicação de tratados e de convenções 
internacionais. Aqui não interessa a parte que está presente na ação, mas a causa 
de pedir, conforme se extrai da leitura do inc. III do art. 109 da CF: 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou 
organismo internacional; 
Outro exemplo, são as demandas que envolvem a disputa sobre direitos 
indígenas. Veja: 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
XI - a disputa sobre direitos indígenas. 
Para finalizar o tópico, resta estudar os §§ do art. 45, do NCPC. 
Ocorre, na prática, a situação de muitos processos iniciarem perante o poder 
judiciário estadual e, em seu curso, ocorrer o ingresso um ente público na 
demanda. Se houver intervenção da União, de autarquia ou empresas públicas 
federais, o processo deverá ser remetido à Justiça Federal para avaliar se há ou 
não interesse da União. 
Por exemplo, no processo entre dois particulares se a União tentar o ingresso 
relatando possuir interesse na causa, o magistrado da Justiça Comum deverá 
encaminhar o processo para o juiz federal para deliberar se há ou não 
competência. 
Se o magistrado federal entender que há competência do ente federal, esse ente 
se tornará parte interessada e o processo será conduzido perante a Justiça 
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Federal. Se o magistrado federal entender que o processo não é da competência 
da Justiça Federal determinará a exclusão do ente federal e fará a devolução dos 
autos para julgamento perante o poder judiciário comum. 
Ao retornar o processo, o magistrado estadual não poderá suscitar o conflito de 
competência. 
Veja o dispositivo do NCPC: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas 
e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou 
de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
§ 1o Os autos NÃO serão remetidos se houver pedido cuja apreciação seja de
competência do juízo perante o qual foi proposta a ação. 
§ 2o Na hipótese do § 1o, o juiz, ao não admitir a cumulação de pedidos em razão da
incompetência para apreciar qualquer deles, não examinará o mérito daquele em que exista 
interesse da União, de suas entidades autárquicas ou de suas empresas públicas. 
§ 3o O juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente
federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo. 
Ainda, a simples intervenção da União, de entidade autárquica ou de empresa 
pública federal é o suficiente para a remessa dos Autos à Justiça Federal. É 
exatamente nesse sentido, a Súmula STJ 150, segundo a TXDO�³compete à Justiça 
Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, 
no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas´. 
Os §§ 1º e 2º tratam dos pedidos cumulados. Quando houver mais de um pedido 
e um deles envolver matéria de competência de outro juízo, o processo será 
extinto em relação àqueles conteúdos que devem ser analisados da justiça 
comum, prosseguindo o processo tão somente em relação às partes cuja 
competência é estritamente da Justiça Federal. 
Com encerramos o estudo das regras relativas à Justiça Federal. 
Justiça Comum 
A competência da justiça estadual é determinada por exclusão. Se não for da 
FRPSHWrQFLD� GDV� ³MXVWLoDV� HVSHFLDLV´� RX� GD� -XVWLoD� )HGHUDO�� VHUi� DWULEXtGD� DR�
poder judiciário comum estadual. 
Para encerrar, vamos tratar de um ponto específico que envolve a delegação de 
competência material. Isso acontece excepcionalmente e a competência será 
delegada à Justiça Comum dada a capilaridade desse órgão judicial. 
São duas as hipóteses de delegação: 
1ª hipótese: assunção da competência da Justiça Federal (art. 109, §3º, da CF) 
Nos foros onde não houver vara da Justiça Federal, os juízes estaduais serão competentes 
para julgar os processos relacionados a benefícios previdenciárias de segurados ali 
domiciliados, a ser ajuizada contra o INSS. 
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Além disso, prevê o art. 103, §3º, da CF, que poderá ser editada uma lei federal para 
ampliar a competência da Justiça Estadual delegada da Federal desde que não haja vara 
federal na comarca. 
2ª hipótese: assunção da competência da Justiça do Trabalho (art. 112, da CF) 
Nos casos onde não houver vara do trabalho no local de residência do trabalhador, será 
possível ajuizar a reclamatória perante o juiz estadual. Esse dispositivo, contudo, depende 
de lei para conferir aplicabilidade. 
Veja o dispositivo da CF: 
Art. 112. A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas 
por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo 
Tribunal Regional do Trabalho. 
4.5 - Competência Territorial no NCPC 
O art. 46, do NCPC, afirma a regra clássica de distribuição de competência quandoenvolver questões de direito pessoal e de direito real fundada em bens móveis. 
A regra é a competência do foro do domicílio do réu. 
Veja: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis 
será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
§ 1o Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles.
§ 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde
for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
§ 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no
foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta 
em qualquer foro. 
§ 4o Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no
foro de qualquer deles, à escolha do autor. 
§ 5o A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou
no do lugar onde for encontrado. 
Podemos esquematizar esse dispositivo de duas formas: ações fundadas em 
direito pessoal ou direito real sobre bens móveis em geral e execuções 
fiscais. 
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No art. 50, do NCPC, está fixo o foro do domicílio do representante ou do 
assistente para ações que o incapaz for réu. 
Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
O art. 51, do NCPC, reproduz o que nós temos no art. 109, 
§§ 1º e 2º da CF, a respeito da competência da Justiça 
Federal, ao determinar que: 
ª nas ações ajuizadas pela a União o foro competente será o domicílio do réu; e 
O réu deve ajuizar a demanda no foro que abrange o seu domicílio, ainda que não haja 
propriedade órgão da Justiça Federal naquela cidade. Por exemplo, se na localidade não 
houver órgão jurisdicional federal, a ação será proposta perante a Vara Federal que é 
responsável territorialmente por aquela localidade. 
ª nas ações ajuizadas contra a União, o jurisdicionado tem três possibilidades: 
a) foro do domicílio;
b) no local do ato ou fato;
c) no foro da situação da coisa; ou
d) Distrito Federal.
Veja o dispositivo: 
Art. 51. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autora 
a União. 
Parágrafo único. Se a União for a demandada, a ação poderá ser proposta no foro de 
domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de 
situação da coisa ou no Distrito Federal. 
O art. 52 é outra novidade no NCPC e aborda as ações que envolverem Estado 
da Federação ou o Distrito Federal. De acordo com dispositivo, é competente 
o foro do domicílio do réu nas ações em que o Estado ou o Distrito forem autores.
Agora, quando o Estado ou Distrito Federal forem demandados, a competência 
será do foro do domicílio do autor, do foro de ocorrência do ato ou fato que 
originou a demanda, do foro da situação da coisa ou do foro da capital do 
respectivo ente federado. 
Veja: 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor 
Estado ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou 
a demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
Pergunta-se: 
Qual a distinção da regra de competências das ações propostas contra a 
União e contra o Estados e Distrito Federal? 
NENHUMA! São mesmas regras! 
Assim... 
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II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem 
alimentos; 
No caso do incs. III a IV temos algumas regras específicas, cuja leitura atenta se 
faz necessária: 
III - do lugar: 
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica;
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica
contraiu; 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação
sem personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o
cumprimento; 
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no
respectivo estatuto; 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano
por ato praticado em razão do ofício; 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano;
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios;
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano 
sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
Finalizamos mais um ponto muito relevante! 
4.6 ± Método para Identificar o Juízo Competente 
Existem vários métodos criados para identificação do competência. Esses 
métodos trilham um caminho que deve ser observado para determinar 
exatamente qual é o Juízo competente. Vamos utilizar um dos métodos sugeridos 
por Fredie Didier Jr.10: 
10 DIDER JR., Fredie. Curso de Direito Processual Civil: introdução ao Direito Processual Civil, 
Parte Geral e Processo de Conhecimento. Vol. 1, 18ª edição, rev., ampl. e atual., Bahia: Editora 
JusPodvim, 2016, p. 214. 
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§ 4º SALVO decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de
decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o 
caso, pelo juízo competente. 
O art. 65, por sua vez, estabelece a prorrogação da competência relativa: 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa SE o réu NÃO alegar a 
incompetência em preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
Confira uma questão: 
 (TRT23ªR/Juiz do Trabalho Substituto/2014) 
Analise as proposituras abaixo e responda: 
I) A Jurisdição é uma função do Estado, por meio da qual ele soluciona os conflitos de
interesse de forma coercitiva, aplicando a lei geral e abstrata aos casos concretos que lhe 
são submetidos. 
II) A Jurisdição possui como características a substitutividade, a definitividade,
imperatividade, inafastabilidade, a inércia e indelegabilidade. 
III) Reconhecida a incompetência absoluta, deve o juiz remeter os autos ao juízo
competente, sendo nulos os atos decisórios praticados até então. Mesmo que a sentença 
transite em julgado, a incompetência absoluta ensejará o ajuizamento de ação rescisória. 
IV) A incompetência relativa deve ser arguida por meio de exceção de incompetência, no
prazo da contestação, sob pena de preclusão, contudo o juiz poderá declará-la de ofício, 
caso haja prejuízo para quaisquer das partes. 
V) As ações possessórias em regra são consideradas reais imobiliárias e a competência para
julgá-las é do foro de situação da coisa. 
a) Apenas a propositura IV é falsa.
b) São verdadeiras apenas as assertivas I, II e V.
c) São verdadeiras apenas as assertivas II, III e V.
d) Apenas a propositura V é falsa.
e) As assertivas I e IV são corretas.
O item I está perfeito e retrata o conceito clássico de jurisdição. 
O item II também está correto, retratando características relevantes da 
jurisdição. Importante registrar que a imperatividade é considerada por alguns 
como característica, dado o poder de ser lei no caso concreto. 
O item III está incorreto à luz do NCPC, conforme consta do §4º, do art. 64, 
exceto no caso de decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os 
efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, 
se for o caso, pelo juízo competente. 
O item IV também está incorreto à luz do NCPC, pois a incompetência relativa 
deve ser arguida em preliminar de contestação. Alémdisso, não poderá ser 
declarada e ofício. 
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declinada, exceto se ele remeter a ação a um terceiro juiz. Esse terceiro poderá 
acolher a competência ou, se não concordar, deverá suscitar o conflito. 
Importante registrar que o julgamento do conflito de competência se dá pela 
autoridade judiciária superior ao dois ou mais juízes conflitantes e será sempre 
um tribunal. Veja alguns exemplos: 
ª se o conflito for entre dois Juízes do mesmo estado Æ competência do TJ 
ª se o conflito for entre dois Juízes Federais do mesmo TRF Æ competência do TRF 
ª se o conflito for entre juízes estaduais de Estados distintos Æ competência do STJ 
ª se o conflito for entre juízes federais de Estados distintos Æ competência do STJ 
ª se for conflito entre juiz estadual e juiz federal Æ competência do STJ 
5 - Cooperação Nacional 
Para finalizarmos o conteúdo teórico pertinente à aula de hoje, vamos estudar a 
questão relativa à cooperação nacional, estabelecida entres os arts. 67 e 69 do 
NCPC. 
Os órgãos jurisdicionais devem atuar em cooperação recíproca na condução da 
atividade jurisdicional, independentemente da instância ou se da justiça estadual 
ou federal. É o que estabelece o art. 67: 
Art. 67. Aos órgãos do Poder Judiciário, estadual ou federal, especializado ou comum, em 
todas as instâncias e graus de jurisdição, inclusive aos tribunais superiores, incumbe o 
dever de recíproca cooperação, por meio de seus magistrados e servidores. 
Nesse contexto, podem ser praticados quaisquer atos processuais no exercício da 
cooperação, conforme prevê o art. 68. Já o art. 69 estabelece alguns exemplos 
de atos que podem ser praticados pela via da cooperação, sem a necessidade de 
maiores formalidades. Leia: 
Art. 68. Os juízos poderão formular entre si pedido de cooperação para prática de 
QUALQUER ato processual. 
Art. 69. O pedido de cooperação jurisdicional deve ser prontamente atendido, prescinde de 
forma específica e pode ser executado como: 
I - auxílio direto; 
II - reunião ou apensamento de processos; 
III - prestação de informações; 
IV - atos concertados entre os juízes cooperantes. 
§ 1o As cartas de ordem, precatória e arbitral seguirão o regime previsto neste Código.
§ 2o Os atos concertados entre os juízes cooperantes poderão consistir, além de outros, no
estabelecimento de procedimento para: 
I - a prática de citação, intimação ou notificação de ato; 
II - a obtenção e apresentação de provas e a coleta de depoimentos; 
III - a efetivação de tutela provisória; 
IV - a efetivação de medidas e providências para recuperação e preservação de empresas; 
V - a facilitação de habilitação de créditos na falência e na recuperação judicial; 
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b) Na ação de alimentos contra o pai, o menor de dezesseis anos de idade
tem legitimidade para o processo, mas não goza de legitimidade para a 
causa. 
c) O direito a determinada prestação jurisdicional se esgota com o simples
exercício do direito de ação. 
d) Conforme a teoria concreta da ação, o direito de agir é autônomo e
independe do reconhecimento do direito material supostamente violado. 
e) Na hipótese de legitimidade extraordinária, a presença e a higidez dos
pressupostos processuais serão examinadas em face da parte substituída. 
Questão 02 ± FCC/DPE-RR ± Oficial de Diligência ± 2015 
O interesse do autor da ação 
a) não pode se limitar à declaração da existência de relação jurídica, caso já
tenha ocorrido a violação do direito. 
b) pode se limitar à declaração da inexistência de relação jurídica, ainda que
tenha ocorrido a violação do direito. 
c) não pode se limitar à declaração da autenticidade ou falsidade de
documento, ainda que tenha ocorrido a violação do direito. 
d) pode se limitar à declaração da existência de relação jurídica, mas não da
sua inexistência, independentemente de eventual violação do direito. 
e) pode se limitar à declaração da existência de relação jurídica, mas apenas
se já tiver ocorrido a violação do direito. 
Questão 03 ± FCC/TRT-9ª REGIÃO (PR) ± Técnico Judiciário ± 
Área Administrativa ± 2015 
Se estiverem ausentes as condições da ação, mas o réu nada alegar em 
contestação, o juiz deve: 
a) conhecer da matéria de ofício, em qualquer grau de jurisdição, e extinguir
o processo sem resolução de mérito.
b) dar ao processo curso normal, em razão da preclusão.
c) conhecer da matéria de ofício, desde que ainda não tenha ocorrido
audiência de instrução, e extinguir o processo com resolução de mérito. 
d) conhecer da matéria, em qualquer grau de jurisdição, mas apenas se a
matéria foi alegada pelo réu no curso do processo, extinguindo-o sem 
resolução de mérito. 
e) conhecer da matéria de ofício, em qualquer grau de jurisdição, e extinguir
o processo com resolução de mérito.
Questão 04 ± CESPE/Telebras ± Advogado ± 2015 
A respeito de jurisdição, ação e processo, julgue o item seguinte. 
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O interesse de agir, a possibilidade jurídica do pedido e a capacidade 
processual são condições indispensáveis da ação sem os quais o processo é 
extinto com a resolução do mérito. 
Questão 05 ± CESPE/TCU ± Procurador do Ministério Público ± 
2015 
Acerca de princípios gerais do processo, ação, jurisdição e pressupostos 
processuais, assinale a opção correta. 
a) Viola o princípio do juiz natural a criação, em tribunais de justiça, de
câmaras para julgamento de ações no período de recesso forense. 
b) A teoria da asserção só pode ser aplicada antes da apresentação da defesa
pelo réu. 
c) O substituto processual é aquele que está em juízo em nome alheio,
defendendo interesse alheio. 
d) É possível a propositura de ação de cunho declaratório para interpretar
decisão judicial. 
e) No âmbito do processo civil, a imputação de penalidades decorrentes da
violação ao princípio da boa-fé limita-se ao autor e ao réu. 
Questão 06 ± CESPE/TRE-PI ± Analista Judiciário ± Judiciária 
± 2016
Tendo em vista que, em uma relação processual, o pronunciamento de 
mérito está condicionado ao cumprimento de algumas formalidades, tais 
como a atuação do órgão jurisdicional competente e o tempo dessa atuação, 
as condições da ação e os pressupostos processuais, assinale a opção 
correta. 
a) Transcorrido o prazo legal sem que o jurisdicionado ingresse em juízo
para proteger seu direito, opera-se a preclusão do direito de ação. 
b) Quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal, a
morte de um dos sujeitos da relação processual provocará a extinção do 
processo sem resolução de mérito. 
c) Para não contrariar o princípio da inércia da jurisdição, segundo o qual a
jurisdição deve ser provocada, é vedado ao juiz determinar, de ofício, a 
produção de provas. 
d) A jurisdição voluntária pode ser exercida extrajudicialmente em casos
expressamente autorizados pelo ordenamento jurídico vigente, como nos 
casos de inventário ou divórcio extrajudiciais. 
e) O defeito ou a ausência de representação na relação processual provoca,
por falta de uma das condições da ação, a extinção do processo sem 
resolução de mérito. 
Questão 07 ± FCC/TJ-AL ± Juiz Substituto ± 2015 
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Em relação à jurisdição, considere os seguintes princípios e características: 
 I. As únicas soluções possíveis para a lide são por meio da jurisdição e pelos 
mecanismos alternativos da autocomposição e da arbitragem. 
II. Pelo princípio da indeclinabilidade, a prestação jurisdicional não é
discricionária e sim obrigatória para o Estado. 
III. Pelo princípio da inevitabilidade, tem-se que a jurisdição é atividade
pública que cria um estado de sujeição às partes do processo.IV. Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o
interessado a requerer, nos casos e forma legais, é enunciado relativo ao 
princípio da indelegabilidade das atribuições típicas e refere-se à jurisdição 
contenciosa e voluntária. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e IV.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) III e IV.
Questão 08 ± VUNESP/TJ-MS ± Juiz Substituto ± 2015 
É possível a existência de conflito de competência entre juízo estatal e 
câmara arbitral? 
a) Sim, porque a atividade jurisdicional estatal deve prevalecer sobre a
decisão arbitral. 
b) Não, porque a atividade arbitral não tem natureza jurídica compatível
para aplicação das normas processuais. 
c) Não, porque independentemente da natureza da câmara arbitral, inexiste
previsão legal para tanto. 
d) Sim, porque a atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem tem
natureza jurisdicional. 
e) Sim, porque embora a atividade arbitral não tenha natureza jurisdicional,
não é possível admitir dois entes julgadores. 
Questão 09 ± CEPERJ ± Prefeitura de Saquarema-RJ ± 
Procurador ± 2015 
São inúmeras as classificações das ações. Uma delas, a considerada clássica, 
estabelece que as ações podem ser consideradas cognitivas, cautelares e 
executivas. Outra, preconizada por Pontes de Miranda, utiliza critérios 
diversos, dentre os quais avulta o da ação: 
a) social
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b) mandamental
c) inibitória
d) preventiva
e) repressiva
Questão 10 ± FCC/MPE-PB ± Técnico Ministerial ± Sem 
Especialidade ± 2015 
A respeito da ação e da jurisdição, considere: 
I. O direito de ação depende do direito material ou da eventual relação 
jurídica entre as partes. 
II. O direito de ação é o direito subjetivo público de pleitear ao Poder
Judiciário uma decisão sobre uma pretensão. 
III. A jurisdição é o poder, função e atividade de aplicar o direito a um fato
concreto pelos órgãos públicos destinados a tal, obtendo-se a justa 
composição da lide. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II e III.
b) I e II.
c) II. 
d) I.
e) III. 
Questão 11 ± INSTITUTO AOCP/EBSERH ± Advogado ± 2015 ± 
Adaptada ao NCPC 
O interesse de agir é 
a) condição da ação.
b) intervenção iussu iudicis.
c) pressuposto processual.
d) faculdade da ação.
e) litisconsórcio.
Questão 12 ± FGV/DPE-RO ± Técnico da Defensoria Pública ± 
Oficial de Diligência ± 2015 
O Ministério Público, por seu Promotor de Justiça com atribuição para o feito, 
ajuizou ação de investigação de paternidade em face de João, para que fosse 
reconhecida a sua condição de pai em relação ao menor José, ainda sem 
registro. A legitimidade com que o autor da demanda atua no caso é: 
a) ordinária;
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b) passiva;
c) ativa;
d) mista;
e) extraordinária.
Questão 13 ± FUNIVERSA/PC-DF ± Delegado de Polícia ± 2015 
Assinale a alternativa correta acerca da jurisdição e de sua natureza, seus 
princípios e suas características. 
a) A jurisdição, atividade de poder decorrente da soberania, é una, mas seu
exercício é fragmentado pela distribuição de competências a diversos órgãos 
judiciais. O ordenamento brasileiro admite, assim, a justaposição de 
competências, mas não de diferentes jurisdições. 
b) A atividade jurisdicional submete as demais funções estatais ao seu
controle. A jurisdição mesma, porém, é controlada, via de regra, pela própria 
jurisdição, apenas admitindo-se excepcionalmente o seu controle externo 
pela administração e pelo Legislativo. 
c) A realização do direito objetivo é traço caracterizador da jurisdição,
suficientemente apto a distingui-la das demais atividades estatais. 
d) A jurisdição é atividade criativa, visto que o julgador pensa até o final o
que foi pensado antes pelo legislador, cabendo ao juiz-intérprete produzir a 
norma jurídica individualizada por meio de processo hermenêutico e 
linguístico que, a rigor, não conhece limites. 
e) O juiz natural é princípio jurisdicional que visa a resguardar a
imparcialidade e que pode ser desmembrado em tripla significação: no plano 
da fonte, cabe à lei instituir o juiz e fixar-lhe a competência; no plano 
temporal, juiz e competência devem preexistir ao tempo do caso concreto 
objeto do processo a ser submetido à apreciação; e no plano da 
competência, a lei, anterior, deve prever taxativamente a competência, 
excluindo juízos ad hoc ou de exceção. 
Questão 14 ± FCC/TCM-GO ± Procurador do Ministério Público 
de Contas ± 2015 ± Adaptada ao NCPC 
Quanto à ação e à jurisdição no direito processual civil, é correto afirmar: 
a) Preenchidos ou não os pressupostos de interesse de agir e legitimidade
da parte, o juiz sempre deverá dizer quem tem razão, ao proferir uma 
sentença de procedência ou improcedência 
b) A jurisdição é inerte, precisando que o autor ou interessado tome a
iniciativa de movimentá-la, o que se faz por meio do direito de ação, exercido 
contra o Estado, em face da parte adversa. 
c) A jurisdição, entre nós, exercida por meio da ação, é um direito sujetivo
privado exercido contra o adversário e coordenado pelo Estado. 
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d) A existência do direito de ação é condicionada à ocorrência do próprio
direito material postulado. 
e) Tanto o direito de acesso à justiça como o direito de ação em sentido
estrito são incondicionados, devendo o juiz apreciar necessariamente o 
mérito da causa. 
Questão 15 ± FGV/TJ-BA ± Técnico Judiciário ± Escrevente ± 
Área Judiciária ± 2015 
A jurisdição representa uma atividade estatal voltada à composição dos 
conflitos de interesses. No Brasil, uma das características fundamentais da 
jurisdição é a: 
a) inércia;
b) diametricidade;
c) eleição direta;
d) dualidade;
e) formalidade.
Questão 16 ± VUNESP/PC-CE ± Delegado de Polícia Civil de 1ª 
Classe ± 2015 
Sobre o princípio do juiz natural, é correto afirmar: 
a) faz referência à necessidade dos magistrados serem brasileiros, natos ou
naturalizados. 
b) tem relação com a prerrogativa de foro para determinadas pessoas, em
razão do cargo ou função que ocupam. 
c) garante que o juiz que primeiro conhecer a causa deve necessariamente
julgá-la. 
d) dispõe sobre a forma de promoção dos juízes, por antiguidade ou por
merecimento. 
e) está ligado à competência jurisdicional, imparcialidade do órgão julgador
e vedação aos tribunais de exceção. 
Questão 17 ± MPE-GO/MPE-GO ± Promotor de Justiça 
Substituto ± 2014 
O objeto material do processo é: 
a) A pretensão do autor.
b) A admissibilidade do julgamento de mérito.
c) A legitimidade ad causam.
d) A representação por advogado devidamente constituído.
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Questão 18 ± LEGALLE Concursos/Prefeitura de Silveira 
Martins-RS ± Procurador Jurídico ± 2014 
Sobre jurisdição e ação, conforme o Código de Processo Civil, assinale a 
alternativa incorreta. 
a) A jurisdição civil, contenciosa e voluntária, é exercida pelos juízes, em
todo o território nacional. 
b) O juiz poderá prestar a tutela jurisdicional mesmo quando a parte ou
interessado não a requerer, nos casos e forma legais. 
c) Para propor ou contestar a ação é necessário ter interesse e legitimidade.
d) O interesse do autor pode limitar-se à declaração da existência ou da
inexistência de relação jurídica ou da autenticidade ou falsidade de 
documento. 
e) Se, no curso do processo, se tornar litigiosa relação jurídica de cuja
existência ou inexistência depender o julgamento da lide, qualquer das 
partes poderá requerer que o juiz a declare por sentença. 
Questão 19 ± FCC/DPE-CE ± Defensor Público de Entrância 
Inicia ± 2014 
No tocante à jurisdição,examine os enunciados seguintes: 
I. Tecnicamente, a atividade jurisdicional é sempre substitutiva das 
atividades dos sujeitos envolvidos no conflito, a quem a ordem jurídica 
proíbe, como regra, atos de autodefesa. 
II. O caráter substitutivo da jurisdição está presente nas situações
envolvendo particulares, mas não quando um dos sujeitos litigantes é o 
próprio Estado, pois nesse caso haveria identidade de funções e de 
atividades estatais. 
III. Da natureza da jurisdição decorre sua definitividade, que é caracterizada
pela imunização dos efeitos dos atos realizados, cujo maior grau, outorgado 
pela ordem jurídica, é a autoridade da coisa julgada material. 
É correto o que se afirma APENAS em 
a) I
b) II
c) II e III.
d) I e II.
e) I e III.
Questão 20 ± FGV/TJ-RJ ± Técnico de Atividade Judiciária ± 
2015 
A alternativa que alude apenas aos elementos da ação é: 
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a) órgão jurisdicional, partes e pedido;
b) órgão jurisdicional, causa de pedir e demanda;
c) partes, causa de pedir e pedido;
d) partes, interesse processual e pedido;
e) causa de pedir, interesse processual e demanda.
Questão 21 ± FGV/Câmara Municipal do Recife-PE ± Assessor 
Jurídico ± 2014 
A teoria adotada no direito processual civil brasileiro que norteia a aferição, 
no caso concreto, da presença, ou não, das condições para o regular 
exercício da ação, é a da: 
a) asserção;
b) substanciação;
c) individuação;
d) causa madura;
e) concreta da ação.
Questão 22 ± FCC/DPE-PB ± Defensor Público ± 2014 ± 
Adaptada ao NCPC 
Em relação à ação, é correto afirmar: 
a) Os elementos da ação são as partes, o pedido e a causa de pedir, servindo
para identificá-la. 
b) Se os elementos da ação forem idênticos, ter-se-á a configuração de
continência ou conexão, conforme a natureza da demanda. 
c) Se os elementos da ação forem semelhantes, ter-se-á a caracterização de
litispendência ou coisa julgada. 
d) O direito de ação em sentido estrito é incondicionado, por decorrer do
direito de acesso à justiça. 
e) O interesse de agir e a legitimidade constituem condições da ação.
Questão 23 ± FCC/DPE-PB ± Defensor Público ± 2014 
"Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para 
estar em juízo". Este conceito é 
a) falso, porque é preciso ser advogado para se ter a capacidade processual
e para se estar em juízo. 
b) verdadeiro e diz respeito à capacidade postulatória, a ser exercida em
regra por meio de advogados que representem a parte. 
c) verdadeiro e diz respeito à legitimação processual, conceito que se
confunde com o de capacidade para estar em juízo. 
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d) falso, porque é preciso a maioridade civil para se estar em juízo e poder
exercer pessoalmente a capacidade postulatória nos autos. 
e) verdadeiro e diz respeito à capacidade processual, que não se confunde
com a capacidade postulatória. 
Questão 24 ± VUNESP/DPE-MS ± Defensor Público ± 2014 
No tocante à ação, adotou o Código de Processo Civil brasileiro a teoria 
a) imanentista.
b) eclética.
c) da ação concreta.
d) da ação como direito potestativo.
Questão 25 ± CESPE/TJ-SE ± Titular de Serviços de Notas e de 
Registros ± Remoção ± 2014 
A respeito da jurisdição e da ação, assinale a opção correta. 
a) Segundo a teoria da asserção, as condições da ação devem ser verificadas
conforme as afirmações do autor, antes de produzidas as provas. 
b) Dado o princípio da indeclinabilidade, o juiz não pode delegar a jurisdição
a outra pessoa. 
c) Conforme a doutrina majoritária, a mediação está inserida na atividade
jurisdicional. 
d) De acordo com a teoria clássica da ação, desenvolvida por Friedrich
Savigny, a ação é o direito a uma sentença favorável. 
e) Na teoria concretista, defendida por Adolf Wach, não se reconhece a
autonomia do direito de ação. 
Questão 26 ± CESPE/Câmara dos Deputados ± Analista 
Legislativo ± 2014 
Julgue o item seguinte, relativo à teoria e às condições da ação. 
Conforme a teoria da asserção, majoritariamente adotada pela doutrina, na 
análise das condições da ação, deve-se considerar o que foi afirmado pela 
parte autora na inicial. Essa análise permite que o magistrado, ao ter contato 
com o processo, pronuncie-se a respeito das condições da ação. 
Questão 27 ± FCC/TCE-PI ± Assessor Jurídico ± 2014 
Referente à jurisdição, é INCORRETO afirmar: 
a) A função jurisdicional tem caráter substitutivo, busca solucionar os
conflitos de interesses aplicando a lei ao caso concreto e pode produzir 
decisões definitivas e imutáveis. 
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b) Em relação ao objeto, a jurisdição classifica-se em civil, penal e
trabalhista; no tocante à hierarquia, em superior e inferior, tendo a justiça 
federal prevalência sobre a justiça estadual de mesma instância. 
c) Os juízes só podem prover a jurisdição dentro do território nacional,
respeitados os limites de sua competência, que vem a ser a medida territorial 
da jurisdição. 
d) A jurisdição é inafastável, isto é, a lei não pode excluir da apreciação do
Poder Judiciário nenhuma lesão ou ameaça a direito. 
e) A jurisdição é obrigatória, ou seja, mesmo que não haja lei aplicável ao
caso concreto, o juiz não poderá escusar-se de julgar invocando a lacuna, 
devendo fazê-lo com base na analogia, usos e costumes e princípios gerais 
de direito. 
Questão 28 ± FCC/TRT-14ª ± TJAA ± 2016 
Isael, advogado, viaja para a Espanha para fazer um curso com duração de 
6 meses na Universidade de Salamanca. Durante o trâmite do curso, Isael 
acaba se envolvendo em um acidente automobilístico e vem a óbito no local. 
Isael tem domicílio na cidade de Guajará-Mirim, Rondônia, onde reside 
sozinho há mais de dez anos e todos os seus bens imóveis estão situados na 
cidade de Salvador (Bahia), onde nasceu e foi criado. Os filhos de Isael, 
únicos herdeiros, residem na cidade de São Paulo, onde cursam 
universidades. Isael saiu do Brasil rumo à Espanha do Aeroporto 
Internacional do Rio de Janeiro. Neste caso, nos termos estabelecidos pelo 
Código de Processo Civil, a competência para processamento do inventário 
será o foro da 
a) comarca de São Paulo, onde residem os herdeiros do falecido.
b) comarca do Rio de Janeiro, último local onde o falecido esteve no Brasil.
c) comarca de Salvador, onde estão situados os bens imóveis do falecido.
d) cidade de Salamanca, na Espanha, onde ocorreu o óbito.
e) comarca de Guajará-Mirim, no estado de Rondônia, onde está situado o
domicílio do autor da herança. 
Questão 29 ± FCC - DPE/BA ± Defensor - 2016 
Sobre a competência, 
a) a ação fundada em direito real sobre bem móvel será proposta, em regra,
no foro da situação da coisa. 
b) a ação possessória imobiliária será proposta no foro da situação da coisa,
cujo juízo tem competência absoluta. 
c) são irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas
posteriormente ao registro ou à distribuição da petição inicial, ainda que 
alterem competência absoluta. 
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d) serão remetidos à Justiça Federal os processos nos quais intervier a União,
incluindo as ações de recuperação judicial e falência. 
e) uma vez remetidos os autos à Justiça Federal, em razão de intervenção
da União, o juízo federal suscitará conflito de competência se, 
posteriormente, esta for excluída do processo. 
Questão 30 ± CESPE/TCE-PR ± Auditor ± 2016 
A respeito da competência, assinale a opção correta. 
a) Declarada a incompetência, poderá ser conservado o efeito de decisão
proferida por juiz absolutamente incompetente. 
b) Tendo o réu domicílio certo, a propositura de execução fiscal no foro da
sua residência ensejaa extinção do processo caso não seja emendada a 
inicial. 
c) Sendo demandado estado da Federação, a ação deverá ser proposta pelo
réu, obrigatoriamente, no foro onde tiver ocorrido o ato que deu origem à 
demanda. 
d) Por ser matéria de ordem pública, sendo abusiva a cláusula de eleição de
foro, a ineficácia pode ser alegada a qualquer momento antes da sentença. 
e) A atuação do MP como custos legis impede a arguição de incompetência
relativa do juízo. 
Questão 31 ± FGV/TJ-PI ± AJOAF ± 2015 ± adaptada ao NCPC 
Günther, empresário alemão com domicílio em Teresina/PI, vem a falecer 
durante visita à Alemanha, deixando bens em território brasileiro. Nesse 
caso, à luz do disposto na Constituição e no Código de Processo Civil, a 
justiça brasileira: 
a) não é competente para conhecer de ações em que o espólio de Günther
for réu, nem para processar o inventário de seus bens; 
b) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther
no Brasil, bem como para conhecer de ações em que o seu espólio for réu; 
c) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther
no Brasil e no exterior, mas não para conhecer de ações em que o seu espólio 
for réu; 
d) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther
no Brasil, mas não para processar o inventário de eventuais bens deixados 
no exterior e conhecer de ações em que o seu espólio for réu; 
e) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther
no Brasil e no exterior, bem como para conhecer de ações em que o seu 
espólio for réu. 
Questão 32 ± CESPE/TRE-RS ± AJAJ ± 2015 
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Os órgãos do Poder Judiciário exercem a jurisdição, que é delimitada 
seguindo-se as regras de distribuição da competência previstas no 
ordenamento jurídico brasileiro. Acerca desse assunto, assinale a opção 
correta. 
a) O réu deve, por meio de exceção, alegar a incompetência absoluta, sob
pena de preclusão, momento em que se prorrogará a competência do foro. 
b) A incompetência absoluta, por não constituir matéria de ordem pública,
não pode ser reconhecida pelo juiz de ofício, devendo a parte alegá-la na 
primeira oportunidade em que couber citá-la nos autos, sob pena de 
responder integralmente pelas custas. 
c) A doutrina classifica a jurisdição, quanto ao organismo que a exerce, como
comum e especial. A jurisdição comum é exercida pela justiça estadual, 
enquanto a jurisdição especial é exercida pelas justiças federal, trabalhista, 
eleitoral e militar. 
d) A incompetência absoluta do juízo pode ser reconhecida de ofício,
inclusive em embargos infringentes e em reexame necessário. 
e) Havendo conexão, o juiz pode ordenar a reunião de ações propostas
separadamente, a fim de que sejam decididas simultaneamente. Correndo 
em separado as ações conexas perante juízes que têm a mesma 
competência territorial, considera-se prevento aquele que promoveu a 
juntada da citação válida em primeiro lugar. 
Questão 33 ± CESPE/TRE-MT ± AJAJ ± 2015 ± adaptada ao
NCPC 
Assinale a opção correta, no que se refere à competência no processo civil. 
a) A competência estabelecida por critérios em razão do valor e territorial
podem ser prorrogados em razão da conexão, continência e inércia da parte. 
b) Havendo conexão entre demandas, se os diferentes juízos para os quais
foram distribuídas as ações não tiverem a mesma competência territorial, a 
prevenção será daquele que primeiro realizou a citação válida do réu. 
c) Em se tratando de ação fundada em direito real sobre imóvel, a
competência é relativa se o litígio recai sobre direito de vizinhança. 
d) Distribuídas ações a diferentes juízos, para a modificação da competência
pela conexão, exige-se a demonstração de que entre as demandas há 
identidade do objeto e da causa de pedir. 
e) A declaração de incompetência absoluta importa em reconhecimento da
invalidade de todos os atos até então praticados perante o juízo 
incompetente. 
Questão 34 ± FCC/TRE-PB ± AJAA ± 2015 
No tocante a competência interna prevista no Código de Processo Civil 
brasileiro, considere: 
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I. Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele será demandado 
onde for encontrado ou no foro do domicílio do autor. 
II. Havendo dois ou mais réus, com diferentes domicílios, serão demandados
necessariamente no foro do autor. 
III. A competência em razão da matéria e da hierarquia é inderrogável por
convenção das partes; mas estas podem modificar a competência em razão 
do valor e do território, elegendo foro onde serão propostas as ações 
oriundas de direitos e obrigações. 
IV. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se
pela conexão ou continência. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, III e IV.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) II e IV.
e) I e III.
Questão 35 ± FCC/TRE-AP ± AJAA ± 2015 
Considere as seguintes hipóteses: O Processo A e o Processo B possuem em 
comum o objeto. O Processo C e o Processo D possuem em comum a causa 
de pedir. Nestes casos, 
a) há continência entre os processos A e B e entre os processos C e D.
b) há conexão entre os processos A e B e entre os processos C e D.
c) há conexão entre os processos A e B e continência entre os processos C
e D. 
d) há continência entre os processos A e B e conexão entre os processos C
e D. 
e) não há continência e nem conexão entres os processos A e B, nem entre
os processos C e D. 
Questão 36 ± FCC/TRE-AP ± Analista Judiciário ± Judiciária ± 
2015 
Considere a seguinte situação hipotética: Marcos, advogado recém formado, 
irá ajuizar duas ações. A ação A é fundada em direito pessoal e a ação B é 
fundada em direito real sobre bem móvel. Nestes casos, de acordo com o 
Código de Processo Civil brasileiro, em regra, 
a) a ação A será ajuizada no foro do domicílio do autor e a ação B no foro
do domicilio do réu. 
b) ambas as ações serão ajuizadas no foro do domicílio do réu.
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c) a ação A será ajuizada no foro do domicílio do réu e a ação B no foro do
domicilio do autor. 
d) ambas as ações serão ajuizadas no foro do domicílio do autor.
e) em ambas as ações o autor poderá escolher entre o foro do domicílio do
autor ou do domicílio do réu. 
Questão 37 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Juiz Leigo ± 2015 
ConsiderandoǦse as disposições do Código de Processo Civil vigente sobre a 
competência dos órgãos jurisdicionais, é correto afirmar que: 
a) a competência dos órgãos judiciários é estabelecida no momento em que
a ação é contestada. 
b) as ações fundadas em direitos reais sobre bens móveis serão propostas,
em regra, no foro do domicílio do autor. 
c) nas ações de reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente
de veículos, será competente o foro do domicílio do réu. 
d) a autoridade judiciária brasileira é competente para proceder a inventário
e partilha de bens situados no Brasil, mesmo que o inventariado seja 
estrangeiro e tenha residido em outro país. 
Questão 38 ± CESGRANRIO/LIQUIGÁS ± Professor Júnior ± 
Direito ± 2015 
Sr. X promove ação de cobrança de determinado crédito em face de Sra. Z. 
Sra. Z é domiciliada em Bebedouro-SP. Sr. X é domiciliado em Sorocaba-SP. 
A ação é proposta em Presidente Prudente-SP. A ré não apresenta exceção 
de competência. 
Nesse caso, ocorrerá a denominada 
a) prorrogação de competência
b) eleição de competência
c) convenção de competência
d) negação de competência
e) declaração de competência
Questão 39 ± FGV/TJ-RO ± Técnico Judiciário ± 2015 
No curso de um processo, em que o genitor pede em face da genitora a 
guarda unilateral de seu filho, o juízo identificou que ali já tramitava outro 
feito referente ao mesmo pedido, emboraformulado pela avó materna em 
face da genitora. 
Em razão dessa circunstância, deverá o juiz: 
a) determinar o prosseguimento de ambos os processos, sem reuni-los, uma
vez que as partes não coincidem; 
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b) determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em conjunto,
por força da conexão entre as causas e da necessidade de se afastar o risco 
de prolação de decisões conflitantes; 
c) extinguir o segundo processo distribuído, porque já está sendo discutida
a guarda do menor em outro feito; 
d) extinguir o segundo processo, porque configurada a hipótese de
litispendência; 
e) determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em conjunto,
dada a identidade do polo passivo, embora não ocorra a conexão. 
Questão 40 ± FUNCAB/Faceli ± Procurador ± 2015 ± adaptada
ao NCPC 
São condições para o provimento final ou legítimo exercício do direito de 
ação: 
a) capacidade de fato, interesse de agir e forma prescrita ou não defesa em
lei. 
b) possibilidade jurídica do pedido, existência de direito material e interesse
de agir. 
c) legitimação para a causa, resistência à direito subjetivo e interesse de
agir. 
d) violação de direito, interesse de agir e legitimidade das partes.
e) interesse de agir e legitimidade para a causa.
Questão 41 ± FCC/TJ-AL ± Juiz Substituto ± 2015 
A nulidade da cláusula de eleição de foro, em contrato de adesão, pode ser 
declarada de ofício pelo juiz, que declinará de competência para o juízo de 
domicílio do réu. 
Esta norma refere-se à competência 
a) em razão da pessoa.
b) funcional.
c) absoluta.
d) relativa.
e) em razão da matéria.
Questão 42 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Titular de Serviços de 
Notas e de Registros ± Provimento ± 2015 ± adaptada ao NCPC 
Sobre a incompetência relativa, observando o CPC, é correto afirmar: 
a) Pode ser suscitada a qualquer tempo e grau de jurisdição.
b) Será decidida por decisão terminativa.
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c) Será arguida em preliminar de contestação.
d) Será decidida por sentença definitiva.
Questão 43 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Titular de Serviços de 
Notas e de Registros ± Provimento ± 2015 
Quanto à competência absoluta, assinale a opção correta: 
a) Pode ser alterada apenas até a contestação.
b) Pode ser prorrogada por convenção das partes.
c) Pode ser prorrogada pelo juiz.
d) Não pode ser modificada ou prorrogada pela vontade das partes e do
órgão jurisdicional. 
Questão 44 ± FCC/TCM-RJ ± Auditor ± Substituto de 
Conselheiro ± 2015 
A respeito da competência, considere 
I. A incompetência absoluta deve ser arguida no âmbito de exceção de 
incompetência. 
II. Declarada a incompetência absoluta, todos os atos do processo são
declarados nulos, por afrontarem expressa disposição de lei. 
III. Declarada a incompetência absoluta, o processo é extinto sem resolução
de mérito, por ausência de condições da ação. 
IV. Duas ou mais ações são conexas quando comum o objeto ou a causa de
pedir. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) IV. 
b) II, III e IV.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) I e III.
Questão 45 ± FCC/TCE-CE ± Analista de Controle Externo ± 
Atividade Jurídica ± 2015 
As ações fundadas em direito real sobre bens 
a) móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu, tratando-
se de competência relativa. 
b) móveis serão propostas, em regra, no foro da situação da coisa, tratando-
se de competência absoluta. 
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c) imóveis serão propostas sempre no foro da situação da coisa, tratando-
se de competência relativa. 
d) móveis serão propostas sempre no foro do domicílio do réu, tratando-se
de competência absoluta. 
e) imóveis serão propostas sempre no foro do domicílio do réu, tratando-se
de competência absoluta. 
Questão 46 ± VUNESP/MPE-SP ± Analista de Promotoria ± 
2015 ± Adaptada ao NCPC 
Havendo modificação de competência no curso de um processo, em razão 
de incompetência absoluta, os atos processuais já praticados 
a) são ineficazes, devendo a ação prosseguir com nova citação.
b) são anuláveis.
c) estão automaticamente invalidados.
d) podem ser ratificados pelo juízo competente.
e) terão seus efeitos conservados, salvo decisão judicial em sentido
contrário. 
Questão 47 ± FCC/TJ-RR ± Juiz Substituto ± 2015 
Quanto à competência, 
a) se reconhecida a incompetência absoluta, o processo será extinto, sem
resolução do mérito. 
b) sua estabilidade se dá com a propositura da ação.
c) da decisão que reconhecer a incompetência relativa, não cabe recurso,
por ausência de gravame às partes. 
d) como regra geral, são relevantes as modificações do estado de fato ou de
direito ocorridas posteriormente à determinação da competência. 
e) as ações fundadas em direito real sobre móveis devem ser propostas em
regra no foro da situação da coisa, no momento da propositura. 
Questão 48 ± FCC/TER-RR ± Analista Judiciário ± Área 
Judiciária ± 2015 
No tocante à competência territorial, considere: 
I. Quando o réu não tiver domicílio nem residência no Brasil, a ação será 
proposta no foro do domicílio do autor. Se este também residir fora do Brasil, 
a ação será proposta obrigatoriamente no foro do réu. 
II. O foro do domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para
o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de
última vontade e todas as ações em que o espólio for réu, exceto se o óbito 
tenha ocorrido no estrangeiro. 
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III. Nas ações de reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente
de veículos, será competente o foro do domicílio do autor ou do local do fato. 
IV. Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro
da situação da coisa. Pode o autor, entretanto, optar pelo foro do domicílio 
ou de eleição, não recaindo o litígio sobre direito de propriedade, vizinhança, 
servidão, posse, divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, III e IV.
b) I e II.
c) I, II e III.
d) III e IV.
e) II, III e IV.
Questão 49 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Titular de Serviços de 
Notas e de Registro ± 2015 ± adaptada ao NCPC 
A respeito de competência, marque a alternativa INCORRETA: 
a) A competência territorial é, em regra, relativa.
b) A incompetência territorial deve ser arguida, segundo a norma legal, por
meio de preliminar de contestação, na primeira oportunidade em que 
cumprir à parte se manifestar nos autos. 
c) Reconhecida a incompetência absoluta, remetem-se os autos ao juiz
competente, reputando-se nulos todos os atos praticados, inclusive os 
decisórios. 
d) A incompetência absoluta pode ser reconhecida pelo magistrado ex officio.
Questão 50 ± FCC/TCM-GO ± Auditor Conselheiro Substituto ± 
2015 
Quanto à competência, é correto afirmar: 
a) As mudanças de domicílio do réu, depois de ajuizada a demanda, não
alteram a competência, já estabilizada com a propositura da ação. 
b) Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele será demandado
no foro de seu último domicílio. 
c) A ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre
bens móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do autor. 
d) A competência é determinada no momento em que a ação é proposta;
são, porém, relevantes, como regra geral, as modificações do estado de fato 
ou de direito ocorridas posteriormente. 
e) A ação intentada perante tribunal estrangeiro induz litispendência,
obstando a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e 
das que lhe são conexas. 
Prof. Ricardo Torques www.estrategiaconcursos.com.br 90 de 155Questão 51 ± FCC/TCM-GO ± Auditor Controle Externo ± 
Jurídica ± 2015 
No tocante à competência, 
a) ocorrendo em separado ações conexas perante juízes que têm a mesma
competência territorial, considera-se prevento aquele que saneou o feito em 
primeiro lugar. 
b) a conexão de causas é matéria de ordem privada, dependendo de
requerimento da parte para ser conhecida pelo juiz. 
c) para a ação em que se pedem alimentos, é competente o foro do domicílio
ou da residência do alimentante. 
d) quando decorrer da matéria e do território poderá modificar-se pela
conexão ou continência. 
e) como regra normativa, nas ações de reparação do dano sofrido em razão
de delito ou acidente de veículos, será competente o foro do domicílio do 
autor ou do local do fato. 
Questão 52 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Titular de Serviços de 
Notas e de Registros ± 2015 
Sobre a conexão entre ações, marque a alternativa correta: 
a) Ocorrendo a conexão entre ações cujos juízes tem a mesma competência
territorial, considera-se prevento aquele que teve o processo distribuído em 
primeiro lugar. 
b) Ocorrendo a conexão entre ações cujos juízes tem competência territorial
diversa, considera-se prevento aquele que tiver primeiro realizado a citação 
válida. 
c) Havendo conexão entre as ações o Juiz não pode ex officio ordenar a
reunião das ações propostas em separado. 
d) Dá-se a conexão entre duas ou mais ações sempre que há identidade
quanto às partes e à causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais 
amplo, abrange o das outras. 
Questão 53 ± FGV/TJ-BA ± Técnico Judiciário ± Escrevente ± 
Área Judiciária ± 2015 
A incompetência territorial: 
a) pode ter natureza absoluta, quando fundada em critérios de ordem
pública; 
b) deve ser alegada na primeira oportunidade, sob pena de preclusão;
c) deve ser arguída pela parte que propôs a demanda;
d) pode ser conhecida no curso do processo, em qualquer tempo ou grau de
jurisdição; 
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Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Segundo a teoria da 
asserção, a presença das condições da ação deve ser analisada pelo juiz com os 
elementos fornecidos pelo autor na petição inicial, sem qualquer desenvolvimento 
cognitivo. 
A alternativa B está incorreta. O menor de 16 anos tem legitimidade ad 
causam para propor ação contra seu suposto pai, mas não tem legitimidade ad 
processum, por não ter capacidade para estar em juízo, devendo ser 
representado. 
A alternativa C está incorreta. O direito de ação não pode ser apenas 
contemplado como direito ao exercício da função jurisdicional. Lembre-se da 
noção de satisfatividade do processo hodierno. 
A alternativa D está incorreta. A teoria concreta afirma que o direito de agir é 
autônomo, mas depende do reconhecimento do direito material supostamente 
violado. Apenas na teoria abstrata é que se postula total distinção. 
A alternativa E está incorreta. Como a parte que substitui é quem titulariza o 
direito de ação, os pressupostos processuais serão analisados em face dela. 
Questão 02 ± FCC/DPE-RR ± Oficial de Diligência ± 2015 
O interesse do autor da ação 
a) não pode se limitar à declaração da existência de relação jurídica, caso já
tenha ocorrido a violação do direito. 
b) pode se limitar à declaração da inexistência de relação jurídica, ainda que
tenha ocorrido a violação do direito. 
c) não pode se limitar à declaração da autenticidade ou falsidade de
documento, ainda que tenha ocorrido a violação do direito. 
d) pode se limitar à declaração da existência de relação jurídica, mas não da
sua inexistência, independentemente de eventual violação do direito. 
e) pode se limitar à declaração da existência de relação jurídica, mas apenas
se já tiver ocorrido a violação do direito. 
Comentários 
O interesse do autor da ação pode se limitar à declaração da inexistência de 
relação jurídica, ainda que tenha ocorrido a violação do direito, conforme art. 19 
e 20 do NCPC. 
Art. 19. O interesse do autor pode limitar-se à declaração: 
I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica; 
II - da autenticidade ou da falsidade de documento. 
Art. 20. É admissível a ação meramente declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação 
do direito. 
Dessa forma, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
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Questão 03 ± FCC/TRT-9ª REGIÃO (PR) ± Técnico Judiciário ± 
Área Administrativa ± 2015 
Se estiverem ausentes as condições da ação, mas o réu nada alegar em 
contestação, o juiz deve: 
a) conhecer da matéria de ofício, em qualquer grau de jurisdição, e extinguir
o processo sem resolução de mérito.
b) dar ao processo curso normal, em razão da preclusão.
c) conhecer da matéria de ofício, desde que ainda não tenha ocorrido
audiência de instrução, e extinguir o processo com resolução de mérito. 
d) conhecer da matéria, em qualquer grau de jurisdição, mas apenas se a
matéria foi alegada pelo réu no curso do processo, extinguindo-o sem 
resolução de mérito. 
e) conhecer da matéria de ofício, em qualquer grau de jurisdição, e extinguir
o processo com resolução de mérito.
Comentários 
6H� HVWLYHUHP� DXVHQWHV� DV� ³FRQGLo}HV� GD� DomR´� �OHLD-se, o interesse e a 
legitimidade), mas o réu nada alegar em contestação, o juiz deve conhecer da 
matéria de ofício, em qualquer grau de jurisdição, e extinguir o processo sem 
resolução de mérito. 
Vejamos o art. 485, VI, §3º, do NCPC. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
§ 3o O juiz conhecerá de ofício da matéria constante dos incisos IV, V, VI e IX, em qualquer
tempo e grau de jurisdição, enquanto não ocorrer o trânsito em julgado. 
Só através do interesse e da legitimidade será possível o exercício adequado da 
jurisdição em resposta ao pleito da parte. 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 04 ± CESPE/Telebras ± Advogado ± 2015 
A respeito de jurisdição, ação e processo, julgue o item seguinte. 
O interesse de agir, a possibilidade jurídica do pedido e a capacidade 
processual são condições indispensáveis da ação sem os quais o processo é 
extinto com a resolução do mérito. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. O interesse de agir e a legitimidade das 
partes são considerados expressamente como pressupostos processuais, cuja 
falta leva à improcedência do pedido. 
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Questão 05 ± CESPE/TCU ± Procurador do Ministério Público ± 
2015 
Acerca de princípios gerais do processo, ação, jurisdição e pressupostos 
processuais, assinale a opção correta. 
a) Viola o princípio do juiz natural a criação, em tribunais de justiça, de
câmaras para julgamento de ações no período de recesso forense. 
b) A teoria da asserção só pode ser aplicada antes da apresentação da defesa
pelo réu. 
c) O substituto processual é aquele que está em juízo em nome alheio,
defendendo interesse alheio. 
d) É possível a propositura de ação de cunho declaratório para interpretar
decisão judicial. 
e) No âmbito do processo civil, a imputação de penalidades decorrentes da
violação ao princípio da boa-fé limita-se ao autor e ao réu. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Não viola o princípio de juiz natural criação em 
tribunais de justiça, de câmaras para julgamento de ações no período de recesso 
forense, pois constitui mera técnica de organização judiciária. 
A alternativa B está incorreta. Na teoria da asserção, a análise das condições 
da ação é feita pelo juiz com base nas alegações apresentadas na petição inicial. 
A alternativa C está incorreta. O substituto processual é aquele que defende o 
direitoalheio em nome próprio. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. É possível a propositura 
de ação de cunho declaratório para interpretar decisão judicial. 
A alternativa E está incorreta. Todos os sujeitos que participarem do processo 
devem comportar-se de acordo com a boa-fé, conforme art. 5º, do NCPC. 
Art. 5o Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de acordo 
com a boa-fé 
Questão 06 ± CESPE/TRE-PI ± Analista Judiciário ± Judiciária 
± 2016
Tendo em vista que, em uma relação processual, o pronunciamento de 
mérito está condicionado ao cumprimento de algumas formalidades, tais 
como a atuação do órgão jurisdicional competente e o tempo dessa atuação, 
as condições da ação e os pressupostos processuais, assinale a opção 
correta. 
a) Transcorrido o prazo legal sem que o jurisdicionado ingresse em juízo
para proteger seu direito, opera-se a preclusão do direito de ação. 
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b) Quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal, a
morte de um dos sujeitos da relação processual provocará a extinção do 
processo sem resolução de mérito. 
c) Para não contrariar o princípio da inércia da jurisdição, segundo o qual a
jurisdição deve ser provocada, é vedado ao juiz determinar, de ofício, a 
produção de provas. 
d) A jurisdição voluntária pode ser exercida extrajudicialmente em casos
expressamente autorizados pelo ordenamento jurídico vigente, como nos 
casos de inventário ou divórcio extrajudiciais. 
e) O defeito ou a ausência de representação na relação processual provoca,
por falta de uma das condições da ação, a extinção do processo sem 
resolução de mérito. 
Comentários 
Aqui temos uma questão um pouco mais aprofundada, mas é sempre bom estar 
atento! 
A alternativa A está incorreta. Não há preclusão do direito de ação, o que há 
preclusão é a pretensão. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o art. 485, IX 
do NCPC. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
IX - em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição 
legal; 
A alternativa C está incorreta. Segundo o art. 370 do NCPC, caberá ao juiz 
determinar, de ofício ou a requerimento da parte, a produção de provas. 
Art. 370. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas 
necessárias ao julgamento do mérito. 
A alternativa D está incorreta. Não é necessário que esteja expressamente 
previsto o procedimento de jurisdição voluntária. 
A alternativa E está incorreta. O juiz não pode extinguir o feito sem resolver o 
mérito antes de dar à parte a oportunidade de regularizar a situação, conforme 
previsto no art. 76 do NCPC. 
Art. 76. Verificada a incapacidade processual ou a irregularidade da representação da parte, 
o juiz suspenderá o processo e designará prazo razoável para que seja sanado o
vício. 
Questão 07 ± FCC/TJ-AL ± Juiz Substituto ± 2015 
Em relação à jurisdição, considere os seguintes princípios e características: 
 I. As únicas soluções possíveis para a lide são por meio da jurisdição e pelos 
mecanismos alternativos da autocomposição e da arbitragem. 
II. Pelo princípio da indeclinabilidade, a prestação jurisdicional não é
discricionária e sim obrigatória para o Estado. 
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III. Pelo princípio da inevitabilidade, tem-se que a jurisdição é atividade
pública que cria um estado de sujeição às partes do processo. 
IV. Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o
interessado a requerer, nos casos e forma legais, é enunciado relativo ao 
princípio da indelegabilidade das atribuições típicas e refere-se à jurisdição 
contenciosa e voluntária. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e IV.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.
e) III e IV.
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está incorreto. A lide pode ser solucionada por diversas formas, inclusive 
por meios não jurisdicionais, como é o caso das instâncias administrativas não 
mencionadas na assertiva. 
O item II está correto. O princípio da indeclinabilidade ou da inafastabilidade da 
jurisdição está previsto no art. 5º, XXXV da CF, e afirma que a lei não excluirá 
da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Assim, não pode o 
juiz eximir-se de julgar a lide nem mesmo diante da ausência de lei ou de lacuna, 
hipóteses em que deverá decidi-la com base na analogia, nos costumes e nos 
princípios gerais de direito, conforme art. 140 do NCPC. 
O item III está correto. O princípio da inevitabilidade da jurisdição, do qual 
decorre o poder de coerção, afirma a vinculação das partes ao processo e ao 
estado de sujeição delas aos efeitos da decisão judicial proferida. 
O item IV está incorreto. A questão traz o enunciado relativo ao princípio da 
inércia da jurisdição. O princípio da indelegabilidade indica que o Estado não 
poderá delegar a outrem o exercício da jurisdição, sendo esta uma função 
eminentemente sua. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 08 ± VUNESP/TJ-MS ± Juiz Substituto ± 2015 
É possível a existência de conflito de competência entre juízo estatal e 
câmara arbitral? 
a) Sim, porque a atividade jurisdicional estatal deve prevalecer sobre a
decisão arbitral. 
b) Não, porque a atividade arbitral não tem natureza jurídica compatível
para aplicação das normas processuais. 
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c) Não, porque independentemente da natureza da câmara arbitral, inexiste
previsão legal para tanto. 
d) Sim, porque a atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem tem
natureza jurisdicional. 
e) Sim, porque embora a atividade arbitral não tenha natureza jurisdicional,
não é possível admitir dois entes julgadores. 
Comentários 
Sim, porque a atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem tem natureza 
jurisdicional. 
Segundo o Superior Tribunal de Justiça "É possível a existência de conflito de 
competência entre juízo estatal e câmara arbitral. Isso porque a atividade 
desenvolvida no âmbito da arbitragem tem natureza jurisdicional"13. 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 09 ± CEPERJ ± Prefeitura de Saquarema-RJ ± 
Procurador ± 2015 
São inúmeras as classificações das ações. Uma delas, a considerada clássica, 
estabelece que as ações podem ser consideradas cognitivas, cautelares e 
executivas. Outra, preconizada por Pontes de Miranda, utiliza critérios 
diversos, dentre os quais avulta o da ação: 
a) social
b) mandamental
c) inibitória
d) preventiva
e) repressiva
Comentários 
Falamos das classificações das ações em aula. Vamos relembrar os esquemas: 
ª Classificação de conhecimento: condenatórias, constitutivas e 
declaratórias 
13 STJ, 2ª Seção, CC 111230, j. 08/05/2013. 
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A alternativa C está correta e é p gabarito da questão. 
Questão 12 ± FGV/DPE-RO ± Técnico da Defensoria Pública ± 
Oficial de Diligência ± 2015 
O Ministério Público, por seu Promotor de Justiça com atribuição para o feito, 
ajuizou ação de investigação de paternidade em face de João, para que fosse 
reconhecida a sua condição de pai em relação ao menor José, ainda sem 
registro. A legitimidade com que o autor da demanda atua no caso é: 
a) ordinária;
b) passiva;
c) ativa;
d) mista;
e) extraordinária.
Comentários 
A legitimidade do Ministério Público na demanda é a extraordinária, quando o 
legitimado não coincide com o titular do direito, portanto, será legitimado para 
agir em nome próprio defendendo interesse alheio. 
O NCPC, prevê a legitimidade extraordinária no art.18. 
Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado 
pelo ordenamento jurídico. 
Lembre-se: 
Legitimidade ordinária: quando a lei atribui legitimidade ao titular da relação jurídica em questão, 
ou seja, a parte corresponde com o legitimado. 
Legitimidade passiva: refere-se à aquele que suporta os efeitos da ação e contra quem é pleiteado 
o pedido.
Legitimidade ativa: Só poderá propor uma ação quem for parte legítima. 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 13 ± FUNIVERSA/PC-DF ± Delegado de Polícia ± 2015 
Assinale a alternativa correta acerca da jurisdição e de sua natureza, seus 
princípios e suas características. 
a) A jurisdição, atividade de poder decorrente da soberania, é una, mas seu
exercício é fragmentado pela distribuição de competências a diversos órgãos 
judiciais. O ordenamento brasileiro admite, assim, a justaposição de 
competências, mas não de diferentes jurisdições. 
b) A atividade jurisdicional submete as demais funções estatais ao seu
controle. A jurisdição mesma, porém, é controlada, via de regra, pela própria 
jurisdição, apenas admitindo-se excepcionalmente o seu controle externo 
pela administração e pelo Legislativo. 
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c) A realização do direito objetivo é traço caracterizador da jurisdição,
suficientemente apto a distingui-la das demais atividades estatais. 
d) A jurisdição é atividade criativa, visto que o julgador pensa até o final o
que foi pensado antes pelo legislador, cabendo ao juiz-intérprete produzir a 
norma jurídica individualizada por meio de processo hermenêutico e 
linguístico que, a rigor, não conhece limites. 
e) O juiz natural é princípio jurisdicional que visa a resguardar a
imparcialidade e que pode ser desmembrado em tripla significação: no plano 
da fonte, cabe à lei instituir o juiz e fixar-lhe a competência; no plano 
temporal, juiz e competência devem preexistir ao tempo do caso concreto 
objeto do processo a ser submetido à apreciação; e no plano da 
competência, a lei, anterior, deve prever taxativamente a competência, 
excluindo juízos ad hoc ou de exceção. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O ordenamento jurídico não admite a 
justaposição de competências. Todos os órgãos jurisdicionais são portadores de 
jurisdição, mas cada um deve exercer dentro de uma determinada esfera de 
atuação, delimitada pela distribuição de competência. 
A alternativa B está incorreta. Não há previsão de controle externo da 
atividade jurisdicional no ordenamento jurídico brasileiro. O controle das 
decisões judiciais é realizado no próprio âmbito do Poder Judiciário, 
internamente, de modo que a decisão de um juízo inferior possa ser anulada ou 
reformada por um juízo superior. 
A alternativa C está incorreta. A possibilidade de realização do direito objetivo 
não é traço caracterizador apenas da jurisdição. O direito objetivo também pode 
ser assegurado administrativamente, sem necessidade de se recorrer ao Poder 
Judiciário. 
A alternativa D está incorreta. A jurisdição conhece, sim, limites. A atuação 
do juiz é limitada pela própria lei e por seus critérios de interpretação, não 
podendo o ato decisório ser considerado completamente livre. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pois está de acordo com 
o art. 5º, XXXVII e LIII da CF, onde aborda o princípio do juiz natural, postulado
derivado do direito fundamental de não ser processado por juízo ou Tribunal de 
exceção, mas, somente, pela autoridade competente. 
Questão 14 ± FCC/TCM-GO ± Procurador do Ministério Público 
de Contas ± 2015 ± Adaptada ao NCPC 
Quanto à ação e à jurisdição no direito processual civil, é correto afirmar: 
a) Preenchidos ou não os pressupostos de interesse de agir e legitimidade
da parte, o juiz sempre deverá dizer quem tem razão, ao proferir uma 
sentença de procedência ou improcedência 
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b) A jurisdição é inerte, precisando que o autor ou interessado tome a
iniciativa de movimentá-la, o que se faz por meio do direito de ação, exercido 
contra o Estado, em face da parte adversa. 
c) A jurisdição, entre nós, exercida por meio da ação, é um direito sujetivo
privado exercido contra o adversário e coordenado pelo Estado. 
d) A existência do direito de ação é condicionada à ocorrência do próprio
direito material postulado. 
e) Tanto o direito de acesso à justiça como o direito de ação em sentido
estrito são incondicionados, devendo o juiz apreciar necessariamente o 
mérito da causa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O reconhecimento da ausência do interesse de 
agir da legitimidade levará à extinção do processo sem julgamento de mérito, 
conforme art. 485, VI, do NCPC. 
Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: 
VI - verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O princípio da inércia da 
jurisdição está previsto nos art. 16 e no art. 2º, do NCPC. 
Art. 16. A jurisdição civil é exercida pelos juízes e pelos tribunais em todo o território 
nacional, conforme as disposições deste Código. 
Art. 2o O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo 
as exceções previstas em lei. 
Conforme se nota, o ordenamento jurídico proíbe que a jurisdição seja, em regra, 
exercida de ofício, por iniciativa própria dos juízes, de modo a se assegurar, 
também, a garantia da separação dos poderes e da independência e 
imparcialidade da jurisdição. 
A alternativa C está incorreta. O direito à jurisdição, por meio da ação, é direito 
subjetivo público e não privado, pois se exige do Estado a prestação de tutela 
jurisdicional. 
A alternativa D está incorreta. O direito de ação não está condicionado à 
existência do direito material postulado, sendo considerado um direito 
autônomo. 
A alternativa E está incorreta. O direito de ação não é incondicionado, 
devendo o autor demonstrar, na narrativa de sua petição inicial, o interesse de 
agir e a legitimidade. 
Questão 15 ± FGV/TJ-BA ± Técnico Judiciário ± Escrevente ± 
Área Judiciária ± 2015 
A jurisdição representa uma atividade estatal voltada à composição dos 
conflitos de interesses. No Brasil, uma das características fundamentais da 
jurisdição é a: 
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a) inércia;
b) diametricidade;
c) eleição direta;
d) dualidade;
e) formalidade.
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme o art. 2º, do 
NCPC. 
Art. 2o O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, 
salvo as exceções previstas em lei. 
Esse artigo refere-se ao que a doutrina denomina de princípio da inércia da 
jurisdição, o qual proíbe, que a jurisdição, em regra, seja exercida de ofício, por 
iniciativa própria dos juízes. 
Questão 16 ± VUNESP/PC-CE ± Delegado de Polícia Civil de 1ª 
Classe ± 2015 
Sobre o princípio do juiz natural, é correto afirmar: 
a) faz referência à necessidade dos magistrados serem brasileiros, natos ou
naturalizados. 
b) tem relação com a prerrogativa de foro para determinadas pessoas, em
razão do cargo ou função que ocupam. 
c) garante que o juiz que primeiro conhecer a causa deve necessariamente
julgá-la. 
d) dispõe sobre a forma de promoção dos juízes, por antiguidade ou por
merecimento. 
e) está ligado à competência jurisdicional, imparcialidade do órgão julgador
e vedação aos tribunais de exceção. 
Comentários 
O Princípio do Juiz Natural, previsto no art. 5º, XXXVII e LIII, CF, nada mais é do 
que uma garantia decorrente do devido processo legal. Segundo ele, não haverá 
tribunal de exceção, e a decisão será proferida pela autoridadecompetente. 
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção; 
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 17 ± MPE-GO/MPE-GO ± Promotor de Justiça 
Substituto ± 2014 
O objeto material do processo é: 
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a) A pretensão do autor.
b) A admissibilidade do julgamento de mérito.
c) A legitimidade ad causam.
d) A representação por advogado devidamente constituído.
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O objeto material do 
processo se refere a pretensão do autor ao propor a ação. Trata-se do conteúdo 
pelo qual foi ingressado com a ação para solicitar a tutela jurisdicional. 
Questão 18 ± LEGALLE Concursos/Prefeitura de Silveira 
Martins-RS ± Procurador Jurídico ± 2014 
Sobre jurisdição e ação, conforme o Código de Processo Civil, assinale a 
alternativa incorreta. 
a) A jurisdição civil, contenciosa e voluntária, é exercida pelos juízes, em
todo o território nacional. 
b) O juiz poderá prestar a tutela jurisdicional mesmo quando a parte ou
interessado não a requerer, nos casos e forma legais. 
c) Para propor ou contestar a ação é necessário ter interesse e legitimidade.
d) O interesse do autor pode limitar-se à declaração da existência ou da
inexistência de relação jurídica ou da autenticidade ou falsidade de 
documento. 
e) Se, no curso do processo, se tornar litigiosa relação jurídica de cuja
existência ou inexistência depender o julgamento da lide, qualquer das 
partes poderá requerer que o juiz a declare por sentença. 
Comentários 
A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão, por violação do princípio 
da inércia da jurisdição. 
Como dissemos em aula, a inércia é uma das características mais importantes da 
jurisdição. Vejamos todas as características: 
a) Caráter substitutivo - caracteriza-se a jurisdição por substituir a vontade
da parte pela vontade da Lei aplicada ao caso concreto, como forma de por
fim ao conflito.
b) Lide ± caracteriza-se a jurisdição por atuar quando há um conflito de
interesses em decorrência de uma pretensão resistida.
c) Inércia ± caracteriza-se a jurisdição por ficar subordinada à provocação
pela parte (princípio da demanda); e
d) Definitividade ± caracteriza-se a jurisdição por decidir o conflito de
interesses de forma incontestável, definitiva e imutável.
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Questão 19 ± FCC/DPE-CE ± Defensor Público de Entrância 
Inicia ± 2014 
No tocante à jurisdição, examine os enunciados seguintes: 
I. Tecnicamente, a atividade jurisdicional é sempre substitutiva das 
atividades dos sujeitos envolvidos no conflito, a quem a ordem jurídica 
proíbe, como regra, atos de autodefesa. 
II. O caráter substitutivo da jurisdição está presente nas situações
envolvendo particulares, mas não quando um dos sujeitos litigantes é o 
próprio Estado, pois nesse caso haveria identidade de funções e de 
atividades estatais. 
III. Da natureza da jurisdição decorre sua definitividade, que é caracterizada
pela imunização dos efeitos dos atos realizados, cujo maior grau, outorgado 
pela ordem jurídica, é a autoridade da coisa julgada material. 
É correto o que se afirma APENAS em 
a) I
b) II
c) II e III.
d) I e II.
e) I e III.
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está correto. Havendo conflito, a atividade jurisdicional sempre será 
substitutiva. A jurisdição é substitutiva da vontade das partes porque ao exercê-
la o juiz afasta a vontade das partes pela vontade do Estado. Diante da existência 
de conflito acerca da titularidade de um direito não pode uma parte invadir a 
esfera de direitos da outra para ter sua pretensão satisfeita. 
O item II está incorreto. O caráter substitutivo da jurisdição está presente em 
todas as hipóteses em que esta é exercida, não havendo diferença acerca de 
VHUHP� RV� LQWHUHVVDGRV� RX� DV� SDUWHV� HQYROYLGDV� QR� OLWtJLR� SDUWLFXODUHV� ³VWULFWR�
sensu" ou pessoas jurídicas de direito público. 
O item III está correto. A definitividade é uma das características da jurisdição. 
Ademais, segundo o art. 502, do NCPC, denomina-se coisa julgada material a 
autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita 
a recurso. 
Dessa forma, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 20 ± FGV/TJ-RJ ± Técnico de Atividade Judiciária ± 
2015 
A alternativa que alude apenas aos elementos da ação é: 
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b) Se os elementos da ação forem idênticos, ter-se-á a configuração de
continência ou conexão, conforme a natureza da demanda. 
c) Se os elementos da ação forem semelhantes, ter-se-á a caracterização de
litispendência ou coisa julgada. 
d) O direito de ação em sentido estrito é incondicionado, por decorrer do
direito de acesso à justiça. 
e) O interesse de agir e a legitimidade constituem condições da ação.
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Os elementos da ação 
são as partes, a causa de pedir e o pedido, os quais se destinam a individualizá-
la e a identificá-la, distinguindo-a das demais. 
A alternativa B está incorreta. Se todos os elementos da ação forem iguais 
haverá litispendência. 
A alternativa C está incorreta. A semelhança dos elementos da ação é causa de 
conexão ou continência, e a identidade entre esses elementos é causa de 
litispendência. 
A alternativa D está incorreta. O direito de ação é condicionado ao interesse de 
agir e à legitimidade. 
A alternativa E está incorreta. Como dissemos em aula, não se fala mais em 
condições da ação com a edição no novo CPC. Assim, o interesse de agir e a 
legitimidade são considerados pressupostos processuais. 
Questão 23 ± FCC/DPE-PB ± Defensor Público ± 2014 
"Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade para 
estar em juízo". Este conceito é 
a) falso, porque é preciso ser advogado para se ter a capacidade processual
e para se estar em juízo. 
b) verdadeiro e diz respeito à capacidade postulatória, a ser exercida em
regra por meio de advogados que representem a parte. 
c) verdadeiro e diz respeito à legitimação processual, conceito que se
confunde com o de capacidade para estar em juízo. 
d) falso, porque é preciso a maioridade civil para se estar em juízo e poder
exercer pessoalmente a capacidade postulatória nos autos. 
e) verdadeiro e diz respeito à capacidade processual, que não se confunde
com a capacidade postulatória. 
Comentários 
Este conceito é verdadeiro embora pareça falso. Para acertar a questão você não 
pode confundir capacidade processual com capacidade postulatória. 
Prof. Ricardo Torques www.estrategiaconcursos.com.br 110 de 155 
e) Na teoria concretista, defendida por Adolf Wach, não se reconhece a
autonomia do direito de ação. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Segundo a teoria da 
asserção, o juiz deve verificar a existência das condições da ação analisando 
apenas a narrativa trazida pelo autor em sua petição inicial. 
A alternativa B está incorreta. O princípio que veda ao juiz delegar a jurisdição 
a outrem é o da indelegabilidade. O princípio da indeclinabilidade ou da 
inafastabilidade da jurisdição está previsto no art. 5º, XXXV, da CF, e afirma 
que a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário nenhuma lesão ou ameaça 
a direito. 
A alternativa C está incorreta. A mediação é considerada pela doutrina 
majoritária equivalente jurisdicional e não atividade de jurisdição 
propriamente dita. 
A alternativa D está incorreta. A teoria que defende ser a ação o direito de se 
obter em juízo umasentença favorável é a teoria concreta da ação. 
A alternativa E está incorreta. A teoria concreta da ação vincula a existência do 
direito de ação à existência do direito material que se busca com ele tutelar, 
considerando o direito de ação o direito de se obter em juízo uma sentença 
favorável, mas, apesar disso, reconhecia o direito de ação e o direito material 
como institutos diversos. 
Questão 26 ± CESPE/Câmara dos Deputados ± Analista 
Legislativo ± 2014 
Julgue o item seguinte, relativo à teoria e às condições da ação. 
Conforme a teoria da asserção, majoritariamente adotada pela doutrina, na 
análise das condições da ação, deve-se considerar o que foi afirmado pela 
parte autora na inicial. Essa análise permite que o magistrado, ao ter contato 
com o processo, pronuncie-se a respeito das condições da ação. 
Comentários 
A assertiva está correta. De acordo com a teoria da asserção, o juiz deve 
verificar a existência das condições da ação analisando apenas a 
narrativa trazida pelo autor em sua petição inicial. Essa narrativa deve ser clara 
e coerente o suficiente para que a ação se apresente como juridicamente 
possível, necessária e instaurada entre as partes legítimas. Caso não seja, deverá 
o juiz extinguir o processo de plano, sem adentrar no mérito da ação.
Vejamos o esquema de aula: 
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A alternativa C está correta. Afirma-se que a competência é a medida da 
jurisdição porque embora sejam todos os órgãos jurisdicionais portadores de 
jurisdição, a lei determina que cada um somente pode exercê-la dentro de uma 
determinada esfera de atuação, sendo esta a sua esfera de competência. 
A alternativa D está correta, pois se refere ao art. 5º, XXXV da CF, a lei não 
excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. 
A alternativa E está correta. Refere-se ao princípio da vedação. Uma vez 
provocado o Poder Judiciário, este tem o dever de apreciar a demanda que lhe 
for submetida. Sendo a lei omissa e entendendo o juiz não haver comando 
legal aplicável ao caso concreto, deve ele decidir o caso com base na analogia, 
nos costumes e nos princípios gerais de direito, não podendo escusar-se de julgá-
lo. 
Competência 
Questão 28 ± FCC/TRT-14ª ± TJAA ± 2016 
Isael, advogado, viaja para a Espanha para fazer um curso com duração de 
6 meses na Universidade de Salamanca. Durante o trâmite do curso, Isael 
acaba se envolvendo em um acidente automobilístico e vem a óbito no local. 
Isael tem domicílio na cidade de Guajará-Mirim, Rondônia, onde reside 
sozinho há mais de dez anos e todos os seus bens imóveis estão situados na 
cidade de Salvador (Bahia), onde nasceu e foi criado. Os filhos de Isael, 
únicos herdeiros, residem na cidade de São Paulo, onde cursam 
universidades. Isael saiu do Brasil rumo à Espanha do Aeroporto 
Internacional do Rio de Janeiro. Neste caso, nos termos estabelecidos pelo 
Código de Processo Civil, a competência para processamento do inventário 
será o foro da 
a) comarca de São Paulo, onde residem os herdeiros do falecido.
b) comarca do Rio de Janeiro, último local onde o falecido esteve no Brasil.
c) comarca de Salvador, onde estão situados os bens imóveis do falecido.
d) cidade de Salamanca, na Espanha, onde ocorreu o óbito.
e) comarca de Guajará-Mirim, no estado de Rondônia, onde está situado o
domicílio do autor da herança. 
Comentários 
Nos termos estabelecidos pelo Novo Código, a competência para processamento 
do inventário será o foro da comarca de Guajará-Mirim, no estado de Rondônia, 
onde está situado o domicílio do autor da herança. 
Vejamos o art. 48 do NCPC. 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
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Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 29 ± FCC - DPE/BA ± Defensor - 2016 
Sobre a competência, 
a) a ação fundada em direito real sobre bem móvel será proposta, em regra,
no foro da situação da coisa. 
b) a ação possessória imobiliária será proposta no foro da situação da coisa,
cujo juízo tem competência absoluta. 
c) são irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas
posteriormente ao registro ou à distribuição da petição inicial, ainda que 
alterem competência absoluta. 
d) serão remetidos à Justiça Federal os processos nos quais intervier a União,
incluindo as ações de recuperação judicial e falência. 
e) uma vez remetidos os autos à Justiça Federal, em razão de intervenção
da União, o juízo federal suscitará conflito de competência se, 
posteriormente, esta for excluída do processo. 
Comentários 
Questão que aborda o conhecimento da competência territorial interna, segundo 
a disciplina do NCPC. 
A alternativa A está incorreta, pois o art. 46, do NCPC, disciplina que no caso 
GH�³ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu´��H�QmR�VREUH�R�IRUR�GD�VLWXDomR�
da coisa. 
A alternativa B é a correta e gabarito da questão. Ela cobrou expressamente o 
§2º do art. 47, do NCPC, que prevê competência do juízo da situação da coisa
para a ação possessória. Lembrando, essa é uma hipótese excepcional no qual a 
competência territorial é absoluta. 
A alternativa C está incorreta. De fato, são irrelevantes as modificações do 
estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente ao registro ou à distribuição 
da petição inicial, exceto no caso de competência absoluta, 
A alternativa D também está incorreta, pois as ações de recuperação judicial e 
falência constituem exceções à regra de remessa à Justiça Federal quando for 
parte a União, autarquias públicas e empresas públicas federais, do que se extrai 
do art. 45, do NCPC. 
A alternativa E está incorreta, pois o §3º do art. 45 do NCPC é expresso em 
sentido contrário ao prever que o juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual 
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sem suscitar conflito se o ente federal cuja presença ensejou a remessa for 
excluído do processo. 
Questão 30 ± CESPE/TCE-PR ± Auditor ± 2016 
A respeito da competência, assinale a opção correta. 
a) Declarada a incompetência, poderá ser conservado o efeito de decisão
proferida por juiz absolutamente incompetente. 
b) Tendo o réu domicílio certo, a propositura de execução fiscal no foro da
sua residência enseja a extinção do processo caso não seja emendada a 
inicial. 
c) Sendo demandado estado da Federação, a ação deverá ser proposta pelo
réu, obrigatoriamente, no foro onde tiver ocorrido o ato que deu origem à 
demanda. 
d) Por ser matéria de ordem pública, sendo abusiva a cláusula de eleição de
foro, a ineficácia pode ser alegada a qualquer momento antes da sentença. 
e) A atuação do MP como custos legis impede a arguição de incompetência
relativa do juízo. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme art. 64, §4º 
do NCPC. 
§ 4o Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo 
juízo competente. 
A alternativa B está incorreta. Para o STJ o réu não tem o direito de ser 
demandado no seu domicílio.Ademais, o art. 46, §3º, do NCPC estabelece 
três possibilidade, de modo que não é caso de incompetência, como defende a 
assertiva. 
§ 5º A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou
no do lugar onde for encontrado. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 52 do NCPC, a ação poderá 
ser proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que 
originou a demanda. 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado 
ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que 
originou a demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
A alternativa D está incorreta. A questão da abusividade da cláusula de eleição 
de foro não pode ser alegada a qualquer momento. Segundo o art. 63, §4º, do 
NCPC, citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro 
na contestação, sob pena de preclusão. 
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A alternativa E está incorreta. A incompetência relativa pode ser alegada pelo 
Ministério Público nas causas em que atuar. Vejamos o art. 65, parágrafo único, 
do NCPC. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público 
nas causas em que atuar. 
Questão 31 ± FGV/TJ-PI ± AJOAF ± 2015 ± adaptada ao NCPC 
Günther, empresário alemão com domicílio em Teresina/PI, vem a falecer 
durante visita à Alemanha, deixando bens em território brasileiro. Nesse 
caso, à luz do disposto na Constituição e no Código de Processo Civil, a 
justiça brasileira: 
a) não é competente para conhecer de ações em que o espólio de Günther
for réu, nem para processar o inventário de seus bens; 
b) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther
no Brasil, bem como para conhecer de ações em que o seu espólio for réu; 
c) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther
no Brasil e no exterior, mas não para conhecer de ações em que o seu espólio 
for réu; 
d) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther
no Brasil, mas não para processar o inventário de eventuais bens deixados 
no exterior e conhecer de ações em que o seu espólio for réu; 
e) é competente para processar o inventário dos bens deixados por Günther
no Brasil e no exterior, bem como para conhecer de ações em que o seu 
espólio for réu. 
Comentários 
Nesse caso, à luz do disposto na Constituição e no Novo Código de Processo Civil, 
a justiça brasileira é competente para processar o inventário dos bens deixados 
por Günther no Brasil, bem como para conhecer de ações em que o seu espólio 
for réu. 
Vejamos o art. 48 do NCPC: 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a 
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio 
for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 32 ± CESPE/TRE-RS ± AJAJ ± 2015 
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Os órgãos do Poder Judiciário exercem a jurisdição, que é delimitada 
seguindo-se as regras de distribuição da competência previstas no 
ordenamento jurídico brasileiro. Acerca desse assunto, assinale a opção 
correta. 
a) O réu deve, por meio de exceção, alegar a incompetência absoluta, sob
pena de preclusão, momento em que se prorrogará a competência do foro. 
b) A incompetência absoluta, por não constituir matéria de ordem pública,
não pode ser reconhecida pelo juiz de ofício, devendo a parte alegá-la na 
primeira oportunidade em que couber citá-la nos autos, sob pena de 
responder integralmente pelas custas. 
c) A doutrina classifica a jurisdição, quanto ao organismo que a exerce, como
comum e especial. A jurisdição comum é exercida pela justiça estadual, 
enquanto a jurisdição especial é exercida pelas justiças federal, trabalhista, 
eleitoral e militar. 
d) A incompetência absoluta do juízo pode ser reconhecida de ofício,
inclusive em embargos infringentes e em reexame necessário. 
e) Havendo conexão, o juiz pode ordenar a reunião de ações propostas
separadamente, a fim de que sejam decididas simultaneamente. Correndo 
em separado as ações conexas perante juízes que têm a mesma 
competência territorial, considera-se prevento aquele que promoveu a 
juntada da citação válida em primeiro lugar. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Somente a incompetência relativa poderá ser 
prorrogada. 
A alternativa B está incorreta. A competência absoluta é uma regra criada 
para atender o interesse público. Dessa maneira pode ser reconhecida pelo 
juiz de ofício, conforme art. 64, §1º do NCPC. 
§ 1o A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e
deve ser declarada de ofício. 
A alternativa C está incorreta. A doutrina classifica a jurisdição, quanto ao 
organismo que a exerce, como comum e especial. A jurisdição comum é 
exercida pela justiça federal em conjunto com a estadual, ao passo que a 
jurisdição especial é exercida pelas justiças eleitoral, trabalhista e 
militar. 
A alternativa D está correta, conforme art. 64, §1º, do NPC, mencionado acima. 
A alternativa E está incorreta. O NCPC prevê uma única regra determinante da 
prevenção, o registro ou distribuição judicial, com base no art. 59, do NCPC. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
Questão 33 ± CESPE/TRE-MT ± AJAJ ± 2015 ± adaptada ao
NCPC 
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Assinale a opção correta, no que se refere à competência no processo civil. 
a) A competência estabelecida por critérios em razão do valor e territorial
podem ser prorrogados em razão da conexão, continência e inércia da parte. 
b) Havendo conexão entre demandas, se os diferentes juízos para os quais
foram distribuídas as ações não tiverem a mesma competência territorial, a 
prevenção será daquele que primeiro realizou a citação válida do réu. 
c) Em se tratando de ação fundada em direito real sobre imóvel, a
competência é relativa se o litígio recai sobre direito de vizinhança. 
d) Distribuídas ações a diferentes juízos, para a modificação da competência
pela conexão, exige-se a demonstração de que entre as demandas há 
identidade do objeto e da causa de pedir. 
e) A declaração de incompetência absoluta importa em reconhecimento da
invalidade de todos os atos até então praticados perante o juízo 
incompetente. 
Comentários 
A alternativa A está correta. Segundo o art. 63 do NCPC, as partes podem 
modificar a competência em razão do valor e do território. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
A alternativa B está incorreta. Com a entrada em vigor do Novo Código de 
Processo Civil, a regra da prevenção é estabelecida com a distribuição/registro 
da petição inicial, conforme prevê o art. 59. 
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 47, §1º, do NCPC, o autor não 
pode optar pelo foro do domicílio do réu ou de eleição quando o litígio recair sobre 
direito de vizinhança. A competência é absoluta e, portanto, a ação deve 
ser proposta no foro da situação dacoisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não
recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de 
terras e de nunciação de obra nova. 
A alternativa D está incorreta. A conexão ocorre quando forem comuns o 
pedido OU a causa de pedir. 
A alternativa E está incorreta. O art. 64, §4º, menciona TXH� RV� ³HIHLWRV� GD�
GHFLVmR�SURIHULGD�SHOR�MXt]R�LQFRPSHWHQWH´�VHUmR conservados. 
4o Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão 
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo 
juízo competente. 
Questão 34 ± FCC/TRE-PB ± AJAA ± 2015 
No tocante a competência interna prevista no Código de Processo Civil 
brasileiro, considere: 
I. Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele será demandado 
onde for encontrado ou no foro do domicílio do autor. 
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II. Havendo dois ou mais réus, com diferentes domicílios, serão demandados
necessariamente no foro do autor. 
III. A competência em razão da matéria e da hierarquia é inderrogável por
convenção das partes; mas estas podem modificar a competência em razão 
do valor e do território, elegendo foro onde serão propostas as ações 
oriundas de direitos e obrigações. 
IV. A competência, em razão do valor e do território, poderá modificar-se
pela conexão ou continência. 
Está correto o que se afirma APENAS em: 
a) I, III e IV.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) II e IV.
e) I e III.
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está correto, prevê o art. 46, §2º do NCPC. 
§ 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for
encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
O item II está incorreto. De acordo com o art. 46, §4º, havendo dois ou mais 
réus, com diferentes domicílios, serão demandados no foro de qualquer um deles, 
à escolha do autor. 
§ 4o Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro
de qualquer deles, à escolha do autor. 
O item III está correto, pois reproduz os art. 62 e 63. 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
O item IV está correto. Vejamos o art. 54. 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela continência, 
observado o disposto nesta Seção. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 35 ± FCC/TRE-AP ± AJAA ± 2015 
Considere as seguintes hipóteses: O Processo A e o Processo B possuem em 
comum o objeto. O Processo C e o Processo D possuem em comum a causa 
de pedir. Nestes casos, 
a) há continência entre os processos A e B e entre os processos C e D.
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b) há conexão entre os processos A e B e entre os processos C e D.
c) há conexão entre os processos A e B e continência entre os processos C
e D. 
d) há continência entre os processos A e B e conexão entre os processos C
e D. 
e) não há continência e nem conexão entres os processos A e B, nem entre
os processos C e D. 
Comentários 
A conexão e a contingência estão previstas nos art. 55 e 56 do NCPC. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou 
a causa de pedir. 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade 
quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o 
das demais. 
Nestes casos, há conexão entre os processos A e B e entre os processos C e D. 
Dessa forma, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 36 ± FCC/TRE-AP ± Analista Judiciário ± Judiciária ± 
2015 
Considere a seguinte situação hipotética: Marcos, advogado recém formado, 
irá ajuizar duas ações. A ação A é fundada em direito pessoal e a ação B é 
fundada em direito real sobre bem móvel. Nestes casos, de acordo com o 
Código de Processo Civil brasileiro, em regra, 
a) a ação A será ajuizada no foro do domicílio do autor e a ação B no foro
do domicilio do réu. 
b) ambas as ações serão ajuizadas no foro do domicílio do réu.
c) a ação A será ajuizada no foro do domicílio do réu e a ação B no foro do
domicilio do autor. 
d) ambas as ações serão ajuizadas no foro do domicílio do autor.
e) em ambas as ações o autor poderá escolher entre o foro do domicílio do
autor ou do domicílio do réu. 
Comentários 
A ação A é fundada em direito pessoal e a ação B é fundada em direito real sobre 
bem móvel. Nesses casos, de acordo com o NCPC, em regra, ambas as ações 
serão ajuizadas no foro do domicílio do réu, conforme art. 46 do NCPC. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
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Questão 37 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Juiz Leigo ± 2015 
ConsiderandoǦse as disposições do Código de Processo Civil vigente sobre a 
competência dos órgãos jurisdicionais, é correto afirmar que: 
a) a competência dos órgãos judiciários é estabelecida no momento em que
a ação é contestada. 
b) as ações fundadas em direitos reais sobre bens móveis serão propostas,
em regra, no foro do domicílio do autor. 
c) nas ações de reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente
de veículos, será competente o foro do domicílio do réu. 
d) a autoridade judiciária brasileira é competente para proceder a inventário
e partilha de bens situados no Brasil, mesmo que o inventariado seja 
estrangeiro e tenha residido em outro país. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Segundo o art. 43, do NCPC, a competência é 
estabelecida no momento em que a ação é proposta. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição 
da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a 
competência absoluta. 
A alternativa B está incorreta. As ações fundadas em direitos reais sobre bens 
móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu, conforme art. 46, 
do NCPC. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 53, V, do NCPC, nas ações de 
reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, será 
competente o foro do domicílio do autor ou do local do fato. 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido 
em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, em razão do que prevê 
o art. 23, II, do NCPC.
Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra: 
II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular 
e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja 
de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional; 
Questão 38 ± CESGRANRIO/LIQUIGÁS ± Professor Júnior ± 
Direito ± 2015 
Sr. X promove ação de cobrança de determinado crédito em face de Sra. Z. 
Sra. Z é domiciliada em Bebedouro-SP. Sr. X é domiciliado em Sorocaba-SP. 
A ação é proposta em Presidente Prudente-SP. A ré não apresenta exceção 
de competência. 
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Nesse caso, ocorrerá a denominada 
a) prorrogação de competência
b) eleição de competência
c) convenção de competência
d) negação de competência
e) declaração de competência
Comentários 
Nesse caso, de acordo com o art. 65 do NCPC, ocorrerá prorrogação de 
competência. 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 39 ± FGV/TJ-RO ± Técnico Judiciário ± 2015 
No curso de um processo, em que o genitor pede em face da genitora a 
guarda unilateral de seu filho, o juízo identificou que ali já tramitava outro 
feito referente ao mesmo pedido, embora formulado pela avó materna em 
face da genitora. 
Em razão dessa circunstância, deverá o juiz: 
a) determinar o prosseguimento de ambos os processos, sem reuni-los, uma
vez que as partes não coincidem; 
b) determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em conjunto,
por força da conexão entre as causas e da necessidade de se afastar o risco 
de prolação de decisões conflitantes; 
c) extinguir o segundo processo distribuído, porque já está sendo discutida
a guarda do menor em outro feito; 
d) extinguir o segundo processo, porque configurada a hipótese de
litispendência; 
e) determinar a reunião de ambos os feitos para julgamento em conjunto,
dada a identidade do polo passivo, embora não ocorra a conexão. 
Comentários 
Em razão dessa circunstância, deverá o juiz determinar a reunião de ambos os 
feitos para julgamento em conjunto, por força da conexão entre as causas e da 
necessidade de se afastar o risco de prolação de decisões conflitantes. 
Visto que há identidade de objetos nas duas causas, houve conexão, conforme 
art. 55 do NCPC. Consequentemente, deve haver reunião das duas ações a fim 
de que sejam decididas ao mesmo tempo. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido 
ou a causa de pedir. 
Prof. Ricardo Torques www.estrategiaconcursos.com.br 122 de 155 
§ 1o Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um
deles já houver sido sentenciado. 
§ 2o Aplica-se o disposto no caput:
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. 
§ 3o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar
risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos 
separadamente, mesmo sem conexão entre eles. 
Dessa forma, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 40 ± FUNCAB/Faceli ± Procurador ± 2015 ± adaptada
ao NCPC 
São condições para o provimento final ou legítimo exercício do direito de 
ação: 
a) capacidade de fato, interesse de agir e forma prescrita ou não defesa em
lei. 
b) possibilidade jurídica do pedido, existência de direito material e interesse
de agir. 
c) legitimação para a causa, resistência à direito subjetivo e interesse de
agir. 
d) violação de direito, interesse de agir e legitimidade das partes.
e) interesse de agir e legitimidade para a causa.
Comentários 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Importante registrar que 
o NCPC não fala mais expressamente em condições da ação, pelo que devemos
considerá-la apenas se a questão referir expressamente. 
Questão 41 ± FCC/TJ-AL ± Juiz Substituto ± 2015 
A nulidade da cláusula de eleição de foro, em contrato de adesão, pode ser 
declarada de ofício pelo juiz, que declinará de competência para o juízo de 
domicílio do réu. 
Esta norma refere-se à competência 
a) em razão da pessoa.
b) funcional.
c) absoluta.
d) relativa.
e) em razão da matéria.
Comentários 
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Essa norma refere-se à competência relativa, pois somente ela, ao contrário da 
competência absoluta, poderá ser alterada por acordo entre as partes, por 
prorrogação ou quando dela declinar o juiz. A cláusula de eleição de foro refere-
se à fixação de competência territorial a qual, em regra, é relativa. Vejamos o 
art. 63, §3º e §4º, do NCPC. 
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada
ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro 
de domicílio do réu. 
§ 4o Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na
contestação, sob pena de preclusão. 
Assim, a alternativa D está correta e é gabarito da questão. 
Questão 42 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Titular de Serviços de 
Notas e de Registros ± Provimento ± 2015 ± adaptada ao NCPC 
Sobre a incompetência relativa, observando o CPC, é correto afirmar: 
a) Pode ser suscitada a qualquer tempo e grau de jurisdição.
b) Será decidida por decisão terminativa.
c) Será arguida em preliminar de contestação.
d) Será decidida por sentença definitiva.
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A competência absoluta poderá ser arguida a 
qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdição. A competência relativa deve 
ser alegada como questão preliminar de contestação. Vejamos os arts. 64 e 65, 
do NCPC. 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de 
contestação. 
§ 1o A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e
deve ser declarada de ofício. 
§ 2o Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de
incompetência. 
§ 3o Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo
competente. 
§ 4o Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em 
preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
As alternativas B e D estão incorretas, pois a alegação de incompetência pode 
ser acolhida ou não. Em todo caso, a decisão não será terminativa ou definitiva. 
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A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. A incompetência não 
será o objeto principal do processo, devendo ser arguida em preliminar de 
contestação. 
Questão 43 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Titular de Serviços de 
Notas e de Registros ± Provimento ± 2015 
Quanto à competência absoluta, assinale a opção correta: 
a) Pode ser alterada apenas até a contestação.
b) Pode ser prorrogada por convenção das partes.
c) Pode ser prorrogada pelo juiz.
d) Não pode ser modificada ou prorrogada pela vontade das partes e do
órgão jurisdicional. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
A competência absoluta não pode ser modificada ou prorrogada pela vontade das 
partes e do órgão jurisdicional. Trata-se de competência legal pré-determinada 
que não pode ser afastada. Apenas competência relativa permite prorrogação e 
escolha das partes. 
Questão 44 ± FCC/TCM-RJ ± Auditor ± Substituto de 
Conselheiro ± 2015 
A respeito da competência, considere 
I. A incompetência absoluta deve ser arguida no âmbito de exceção de 
incompetência. 
II. Declarada a incompetência absoluta, todos os atos do processo são
declarados nulos, por afrontarem expressa disposição de lei. 
III. Declarada a incompetência absoluta, o processo é extinto sem resolução
de mérito, por ausência de condições da ação. 
IV. Duas ou mais ações são conexas quando comum o objeto ou a causa de
pedir. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) IV. 
b) II, III e IV.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.e) I e III.
Comentários 
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Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está incorreto. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como 
questão preliminar de contestação, conforme prevê o art. 64, do NCPC. 
Contudo, diz o § 1º, do mesmo artigo, que a incompetência absoluta poderá ser 
alegada a qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdição. 
O item II está incorreto. Conforme art. 64, §4º, salvo decisão judicial em sentido 
contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo 
incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. 
O item III está incorreto. Ainda com base no art. 64, o §3º, o qual menciona que 
caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao 
juízo competente. 
O item IV está correto. De acordo com o art. 55, reputam-se conexas duas ou 
mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 45 ± FCC/TCE-CE ± Analista de Controle Externo ± 
Atividade Jurídica ± 2015 
As ações fundadas em direito real sobre bens 
a) móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu, tratando-
se de competência relativa. 
b) móveis serão propostas, em regra, no foro da situação da coisa, tratando-
se de competência absoluta. 
c) imóveis serão propostas sempre no foro da situação da coisa, tratando-
se de competência relativa. 
d) móveis serão propostas sempre no foro do domicílio do réu, tratando-se
de competência absoluta. 
e) imóveis serão propostas sempre no foro do domicílio do réu, tratando-se
de competência absoluta. 
Comentários 
Com base no art. 46, do NCPC, as ações fundadas em direito real sobre bens 
móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do réu. Além disso, trata-
se de competência relativa, pois as partes poderão dispor de forma diversa em 
contrato. 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será 
proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 46 ± VUNESP/MPE-SP ± Analista de Promotoria ± 
2015 ± Adaptada ao NCPC 
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Havendo modificação de competência no curso de um processo, em razão 
de incompetência absoluta, os atos processuais já praticados 
a) são ineficazes, devendo a ação prosseguir com nova citação.
b) são anuláveis.
c) estão automaticamente invalidados.
d) podem ser ratificados pelo juízo competente.
e) terão seus efeitos conservados, salvo decisão judicial em sentido
contrário. 
Comentários 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. No NCPC há aplicação do 
princípio do aproveitamento dos atos processuais. Assim, apenas de declarados 
inválidos pelo juízo competente, os atos praticas serão afastados do processo. 
Vejamos o art. 64, § 4º, do NCPC. 
§ 4o Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão
proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo 
competente. 
Questão 47 ± FCC/TJ-RR ± Juiz Substituto ± 2015 
Quanto à competência, 
a) se reconhecida a incompetência absoluta, o processo será extinto, sem
resolução do mérito. 
b) sua estabilidade se dá com a propositura da ação.
c) da decisão que reconhecer a incompetência relativa, não cabe recurso,
por ausência de gravame às partes. 
d) como regra geral, são relevantes as modificações do estado de fato ou de
direito ocorridas posteriormente à determinação da competência. 
e) as ações fundadas em direito real sobre móveis devem ser propostas em
regra no foro da situação da coisa, no momento da propositura. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Se reconhecida a incompetência absoluta do 
juízo, os autos serão encaminhados ao juízo, sem a necessidade de sentença, 
conforme art. 64, §2º do NCPC. 
§ 2o Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação
de incompetência. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois se refere ao art. 43. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição 
da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a 
competência absoluta. 
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A alternativa C está incorreta. A decisão que reconhece a incompetência relativa 
é uma decisão interlocutória, impugnável por meio do recurso de agravo. 
Vejamos o art. 1.015. 
Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem 
sobre: 
A alternativa D está incorreta. Como citado acima, o art. 43 prevê que são 
irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a 
competência absoluta. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 47, as ações fundadas em 
direito real sobre imóveis devem ser propostas, em regra, no foro da situação da 
coisa. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
Questão 48 ± FCC/TER-RR ± Analista Judiciário ± Área 
Judiciária ± 2015 
No tocante à competência territorial, considere: 
I. Quando o réu não tiver domicílio nem residência no Brasil, a ação será 
proposta no foro do domicílio do autor. Se este também residir fora do Brasil, 
a ação será proposta obrigatoriamente no foro do réu. 
II. O foro do domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para
o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de
última vontade e todas as ações em que o espólio for réu, exceto se o óbito 
tenha ocorrido no estrangeiro. 
III. Nas ações de reparação do dano sofrido em razão de delito ou acidente
de veículos, será competente o foro do domicílio do autor ou do local do fato. 
IV. Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro
da situação da coisa. Pode o autor, entretanto, optar pelo foro do domicílio 
ou de eleição, não recaindo o litígio sobre direito de propriedade, vizinhança, 
servidão, posse, divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I, III e IV.
b) I e II.
c) I, II e III.
d) III e IV.
e) II, III e IV.
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
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O item I está incorreto. Segundo o art. 46, §3º do NCPC, quando o réu não tiver 
domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do 
autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em 
qualquer foro. 
O item II está incorreto. De acordo com o art. 48, o foro de domicílio do autor da 
herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, 
o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação
de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda 
que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
O item III está correto, pois está previsto no art. 53, V. 
Art. 53. É competente o foro: 
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em 
razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
O item IV está correto. Vejamos o art. 47, §1º. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não
recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcaçãode terras e 
de nunciação de obra nova. 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
Questão 49 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Titular de Serviços de 
Notas e de Registro ± 2015 ± adaptada ao NCPC 
A respeito de competência, marque a alternativa INCORRETA: 
a) A competência territorial é, em regra, relativa.
b) A incompetência territorial deve ser arguida, segundo a norma legal, por
meio de preliminar de contestação, na primeira oportunidade em que 
cumprir à parte se manifestar nos autos. 
c) Reconhecida a incompetência absoluta, remetem-se os autos ao juiz
competente, reputando-se nulos todos os atos praticados, inclusive os 
decisórios. 
d) A incompetência absoluta pode ser reconhecida pelo magistrado ex officio.
Comentários 
A alternativa A está correta. Em regra, a competência territorial é relativa. 
É válido lembrar que a lei processual excepciona alguns casos em que a 
competência territorial é considerada absoluta, quando, por exemplo, determina 
que será competente o foro da situação da coisa para dirimir conflitos sobre 
direito de propriedade, de vizinhança, de servidão, de posse, de divisão, de 
demarcação de terras e de nunciação de obra nova. 
A alternativa B está correta. Como já citado, a incompetência territorial é 
relativa. Ela deve ser arguida na primeira oportunidade em que cumprir à parte 
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se manifestar nos autos, sob pena de prorrogação, agora, no NCPC, em 
preliminar de contestação. 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. Declarada 
incompetência absoluta, os autos serão remetidos ao juízo competente e todos 
os atos serão conservados, salvo decisão judicial em contrário. É o que dispõe o 
art. 64, § 4º, do NCPC. 
A alternativa D está correta, conforme previsto no art. 64, §1º. 
§ 1o A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e
deve ser declarada de ofício. 
Questão 50 ± FCC/TCM-GO ± Auditor Conselheiro Substituto ± 
2015 
Quanto à competência, é correto afirmar: 
a) As mudanças de domicílio do réu, depois de ajuizada a demanda, não
alteram a competência, já estabilizada com a propositura da ação. 
b) Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele será demandado
no foro de seu último domicílio. 
c) A ação fundada em direito pessoal e a ação fundada em direito real sobre
bens móveis serão propostas, em regra, no foro do domicílio do autor. 
d) A competência é determinada no momento em que a ação é proposta;
são, porém, relevantes, como regra geral, as modificações do estado de fato 
ou de direito ocorridas posteriormente. 
e) A ação intentada perante tribunal estrangeiro induz litispendência,
obstando a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e 
das que lhe são conexas. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. As mudanças de domicílio 
do réu, depois de ajuizada a demanda, não alteram a competência. Trata-se do 
princípio da perpetuação da competência. Vejamos o art. 43, do NCPC. 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição 
inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas 
posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência 
absoluta. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 46, §2º, sendo incerto ou 
desconhecido o domicílio do réu, a ação poderá ser proposta no local onde o 
réu for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
A alternativa C está incorreta. A ação fundada em direito pessoal e a ação 
fundada em direito real sobre bens móveis serão propostas, em regra, no foro do 
domicílio do réu, conforme art. 46. 
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A alternativa D está incorreta. Como já citado, a competência é determinada no 
momento em que a ação é proposta; são, porém, irrelevantes, como regra 
geral, as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente. 
A alternativa E está incorreta. Com base no art. 24, a ação proposta perante 
tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta que a autoridade 
judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas. 
Art. 24. A ação proposta perante tribunal estrangeiro não induz litispendência e não obsta 
a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, 
ressalvadas as disposições em contrário de tratados internacionais e acordos bilaterais em 
vigor no Brasil. 
Questão 51 ± FCC/TCM-GO ± Auditor Controle Externo ± 
Jurídica ± 2015 
No tocante à competência, 
a) ocorrendo em separado ações conexas perante juízes que têm a mesma
competência territorial, considera-se prevento aquele que saneou o feito em 
primeiro lugar. 
b) a conexão de causas é matéria de ordem privada, dependendo de
requerimento da parte para ser conhecida pelo juiz. 
c) para a ação em que se pedem alimentos, é competente o foro do domicílio
ou da residência do alimentante. 
d) quando decorrer da matéria e do território poderá modificar-se pela
conexão ou continência. 
e) como regra normativa, nas ações de reparação do dano sofrido em razão
de delito ou acidente de veículos, será competente o foro do domicílio do 
autor ou do local do fato. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 59, correndo em separado 
ações conexas perante juízes que têm a mesma competência territorial, 
considera-se prevento o juízo para o qual foi primeiro distribuído o processo e se 
manifestou no proceso. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
A alternativa B está incorreta. A conexão de causas é matéria de ordem 
pública, e pode ser conhecida de ofício pelo juiz, ou também requerida da 
parte. 
A alternativa C está incorreta. Para a ação de alimentos, é competente o foro 
do domicílio ou da residência do alimentando, conforme art. 53, II. 
Art. 53. É competente o foro: 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; 
A alternativa D está incorreta. Competência em razão da matéria não pode ser 
modificada por conexão ou continência, pois trata-se de competência absoluta. 
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A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 53, IV. 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano;
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios;
Questão 52 ± CONSULPLAN/TJ-MG ± Titular de Serviços de 
Notas e de Registros ± 2015 
Sobre a conexão entre ações, marque a alternativa correta: 
a) Ocorrendo a conexão entre ações cujos juízes tem a mesma competência
territorial, considera-se prevento aquele que teve o processo distribuído em 
primeiro lugar. 
b) Ocorrendo a conexão entre ações cujos juízes tem competência territorial
diversa, considera-se prevento aquele que tiver primeiro realizado a citação 
válida. 
c) Havendo conexão entre as ações o Juiz não pode ex officio ordenar a
reunião das ações propostas em separado. 
d) Dá-se a conexão entre duas ou mais ações sempre que há identidade
quanto às partes e à causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais 
amplo, abrange o das outras. 
Comentários 
Para responder a essa questão devemos lembrar dos arts. 58 e 59 do NCPC. 
Identificada a conexão ou continência haverá a reunião dos processos que deve 
ocorrer perante o Juízo prevento. A prevenção é fixada no art. 59 em razão do 
registro ou da distribuição da petição inicial. Veja: 
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, 
onde serão decididas simultaneamente. 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo.Assim, a alternativa A está correta, pois conforme o art. 59, do NCPC. 
A alternativa B, por sua vez, está incorreta. Embora fosse esse o gabarito sob 
a vigência do CPC73, para o NCPC a citação válida não terá o condão de prevenir 
a competência. 
A alternativa C está incorreta. A lei processual é expressa em afirmar que, 
havendo conexão entre as ações, o juiz poderá ordenar, de ofício, a reunião delas 
a fim de que sejam decididas simultaneamente. 
A alternativa D está incorreta. A afirmativa corresponde à de continência e não 
de conexão. Com base no art. 55, reputam-se conexas duas ou mais ações 
quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. 
Questão 53 ± FGV/TJ-BA ± Técnico Judiciário ± Escrevente ± 
Área Judiciária ± 2015 
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A incompetência territorial: 
a) pode ter natureza absoluta, quando fundada em critérios de ordem
pública; 
b) deve ser alegada na primeira oportunidade, sob pena de preclusão;
c) deve ser arguida pela parte que propôs a demanda;
d) pode ser conhecida no curso do processo, em qualquer tempo ou grau de
jurisdição; 
e) pode levar à extinção do processo sem resolução do mérito.
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A legislação processual 
excepciona alguns casos em que a competência territorial é absoluta. Vejamos o 
art. 47, §1º do NCPC. 
Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de 
situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não
recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e 
de nunciação de obra nova. 
A alternativa B está incorreta. A incompetência territorial deve ser alegada na 
primeira oportunidade em que couber a parte falar nos autos, sob pena de 
sofrer prorrogação. Há preclusão do prazo para alegar a incompetência com a 
entrega da contestação pela parte ré. 
A alternativa C está incorreta. O autor propõe a ação no juízo que entende 
competente para processá-la e julgá-la, cumprindo ao réu, ou ao Ministério 
Público em casos específicos, arguir a sua incompetência. 
A alternativa D está incorreta. A incompetência relativa deve ser arguida, 
por meio de preliminar à contestação, sob pena de preclusão. A incompetência 
absoluta não está sujeita à prorrogação, podendo ser conhecida no curso do 
processo, de ofício ou mediante requerimento da parte, a qualquer tempo e em 
qualquer grau de jurisdição. 
A alternativa E está incorreta. Como regra geral, a declaração da incompetência 
relativa leva à remessa dos autos ao juiz competente, e não à extinção do 
processo. 
Questão 54 ± FCC/TRT ± 6ª REGIÃO (PE) ± Juiz do Trabalho 
Substituto ± 2015 
José e Pedro celebraram contrato de compra e venda a prestação de um 
veículo. Tendo Pedro deixado de pagar as prestações, José moveu ação de 
cobrança e Pedro, ação de rescisão de contrato, por vício redibitório. Nesse 
caso, há, entre as ações propostas, 
a) coisa julgada.
b) conexão.
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c) afinidade que não acarreta conexão, litispendência ou continência.
d) litispendência.
e) continência.
Comentários 
A questão trata do ajuizamento de duas ações: a primeira, ajuizada por José em 
face de Pedro, requerendo o pagamento das prestações acordadas em um 
contrato por eles firmado. A segunda, ajuizada por Pedro em face de José, 
requerendo a rescisão do referido contrato. 
No caso da presente questão há mesmo objeto, ou seja, o contrato entre ambos. 
A causa de pedir, entretanto, é diferente, pois uma delas explora o vício no 
veículo e o outro explora o não pagamento. Portanto, não há possibilidade para 
ser contingência. 
Havendo identidade de partes ou de causa de pedir, as ações são reputadas 
conexas, conforme art. 55, do NCPC. 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou 
a causa de pedir. 
Portanto a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
A alternativa A está incorreta. Não há que se falar em coisa julgada se ainda 
não houve julgamento de quaisquer das ações, conforme art. 337, §3º. 
Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: 
§ 3o Há litispendência quando se repete ação que está em curso.
A alternativa C está incorreta. Como já citado, há conexão entre as ações. 
A alternativa D está incorreta. A litispendência pressupõe a equivalência dos 
três elementos identificadores da demanda, quais sejam, as partes, a causa de 
pedir e o pedido, previsto no art. 337, §§ 1º, 2º e 3º. Nesse caso não há 
equivalência entre os pedidos. 
§ 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente
ajuizada. 
§ 2o Uma ação é idêntica a outra quando possui as mesmas partes, a mesma causa de pedir
e o mesmo pedido. 
§ 3o Há litispendência quando se repete ação que está em curso.
A alternativa E está incorreta. Nesse caso, os seus pedidos são diversos, a 
primeira requer o pagamento das prestações, a segunda requer a rescisão do 
contrato e, portanto, o não pagamento das mesmas. Sendo os pedidos diversos, 
não há que se falar na abrangência de um pelo outro. 
6.4 - Lista de Questões de Aula 
(TRT4ªRJuiz do Trabalho Substituto/2016) 
Julgue: 
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São condições da ação, conforme previsão expressa, e, portanto, matéria de ordem pública, 
sobre as quais o Juiz deve se pronunciar de ofício, a legitimidade de parte, o interesse 
processual e a possibilidade jurídica do pedido. 
Gabarito: INCORRETA 
(TJ-AM/Juiz Substituto/2016) 
Acerca da jurisdição e dos princípios informativos do processo civil, assinale a opção correta. 
a) No âmbito do processo civil, admite-se a renúncia, expressa ou tácita, do direito atribuído
à parte de participar do contraditório. 
b) A jurisdição voluntária se apresenta predominantemente como ato substitutivo da
vontade das partes. 
c) A carta precatória constitui exceção ao princípio da indeclinabilidade da jurisdição.
d) A garantia do devido processo legal se limita à observância das formalidades previstas
no CPC. 
e) O princípio da adstrição atribui à parte o poder de iniciativa para instaurar o processo
civil. 
Gabarito: ALTERNATIVA A 
 (TRF5ªR/Juiz Federal Substituto/2015) 
Acerca da jurisdição e de seus equivalentes, assinale a opção correta. 
a) A sentença estrangeira arbitral não pode funcionar como título executivo devido ao
princípio da territorialidade, que rege a arbitragem no Brasil. 
b) A legislação civil brasileira prevê hipótese de autocomposição ao permitir que o possuidor
esbulhado obtenha de volta a posse de seu bem, por sua própria força, contanto que o faça 
logo. 
c) A jurisdição constitui atividade substitutiva do Estado para solução de conflitos e é
exercida, em regra, mediante provocação do interessado. 
d) A justiça federal é considerada especial em comparação com a justiça estadual.
e) O princípio dispositivo não se aplica à instrução do processo, podendo o juiz determinar
produção de provas não requeridas pelas partes. 
Gabarito: ALTERNATIVA E 
 (TRT23ªR/Juiz do Trabalho Substituto/2014) 
Analise as proposituras abaixo e responda: 
I) A Jurisdição é uma função do Estado, por meio da qual ele soluciona os conflitos de
interesse de forma coercitiva, aplicando a lei geral e abstrata aos casos concretos que lhe 
são submetidos. 
II) A Jurisdição possui como características a substitutividade, a definitividade,
imperatividade, inafastabilidade, a inércia e indelegabilidade. 
III) Reconhecida a incompetência absoluta, deve o juiz remeter os autos ao juízo
competente, sendo nulos os atos decisórios praticados até então. Mesmo que a sentençatransite em julgado, a incompetência absoluta ensejará o ajuizamento de ação rescisória. 
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IV) A incompetência relativa deve ser arguida por meio de exceção de incompetência, no
prazo da contestação, sob pena de preclusão, contudo o juiz poderá declará-la de ofício, 
caso haja prejuízo para quaisquer das partes. 
V) As ações possessórias em regra são consideradas reais imobiliárias e a competência para
julgá-las é do foro de situação da coisa. 
a) Apenas a propositura IV é falsa.
b) São verdadeiras apenas as assertivas I, II e V.
c) São verdadeiras apenas as assertivas II, III e V.
d) Apenas a propositura V é falsa.
e) As assertivas I e IV são corretas.
Gabarito: ALTERNATIVA B. 
(TRF1ªR/Juiz Federal Substituto/2015) 
Assinale a opção correta a respeito da jurisdição e dos equivalentes jurisdicionais. 
a) Na jurisdição voluntária, a lei confere maior flexibilidade ao julgador para conduzir o
processo, mas o obriga à observância de critérios de legalidade estrita quando da prolação 
da sentença. 
b) A imparcialidade é a característica da jurisdição contenciosa que impede o julgador de
determinar, de ofício, a produção de prova em juízo. 
c) A autodefesa, excepcionalmente permitida no direito brasileiro para a composição da lide,
pode ocorrer antes ou durante o processo. 
d) Na arbitragem, as partes podem escolher a norma de direito material a ser aplicada para
a solução do conflito. 
e) Configura exceção à regra da indelegabilidade da jurisdição a expedição de carta
precatória que delegue a oitiva de testemunha a outro juízo. 
Gabarito: ALTERNATIVA D 
(TJ-AM/Juiz Substituto/2016) 
A respeito da ação e dos pressupostos processuais, assinale a opção correta. 
a) Segundo a teoria da asserção, a análise das condições da ação é feita pelo juiz com base
nas alegações apresentadas na petição inicial. 
b) Na ação de alimentos contra o pai, o menor de dezesseis anos de idade tem legitimidade
para o processo, mas não goza de legitimidade para a causa. 
c) O direito a determinada prestação jurisdicional se esgota com o simples exercício do
direito de ação. 
d) Conforme a teoria concreta da ação, o direito de agir é autônomo e independe do
reconhecimento do direito material supostamente violado. 
e) Na hipótese de legitimidade extraordinária, a presença e a higidez dos pressupostos
processuais serão examinadas em face da parte substituída. 
Gabarito: ALTERNATIVA A 
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(PGFN/Procurador da Fazenda Nacional/2015) 
Segundo a teoria da asserção ou prospettazione: 
a) o juiz deve estrita observância aos limites do pedido, não podendo julgar além, aquém 
ou fora do que foi postulado pelas partes. 
b) as condições da ação devem ser apreciadas de acordo com as alegações do autor na
petição inicial, ou seja, não dependem da correspondência entre tais afirmações e a 
realidade verificada a partir da dilação probatória. 
c) trata-se de teoria relacionada à impugnação das decisões judiciais, que delimita o efeito
devolutivo dos recursos ao que consta precisamente da peça recursal. 
d) o autor deve descrever, na inicial, os fatos e os fundamentos jurídicos do pedido, ou 
seja, ao autor incumbe substanciar a causa de pedir com todos os fatos importantes que 
deram origem ao seu pleito. 
e) cabe ao réu impugnar todos os fatos articulados pelo autor na petição inicial, sendo
vedada a impugnação genérica. 
Gabarito: ALTERNATIVA B 
(Câmara dos Deputados/Analista Legislativo/2014) 
Julgue o item seguinte, relativo à teoria e às condições da ação. 
Entre as condições da ação inclui-se a possibilidade jurídica do pedido, que consiste na 
exigência de que o pedido de tutela jurisdicional formulado em juízo não seja vedado pelo 
ordenamento jurídico. 
Gabarito: INCORRETA 
(Câmara dos Deputados/Analista Legislativo/2014) 
Julgue o item seguinte , relativo à teoria e às condições da ação. 
A escola clássica, imanentista ou civilista, segundo a qual a ação é uma qualidade de todo 
direito ou o próprio direito como forma de reação a uma violação, é a teoria 
predominantemente adotada no direito processual civil brasileiro. 
Gabarito: INCORRETA 
(Câmara dos Deputados/Analista Legislativo/2014) 
Com referência a jurisdição, ação e competência, julgue os itens que se seguem. 
O Código de Processo Civil (CPC) adotou a teoria concreta do direito de ação que proclama 
como desdobramento lógico o reconhecimento da pretensão posta em juízo 
Gabarito: CORRETA 
(TJ-DFT/AJAJ/2015) 
Julgue o item seguinte, com base no que dispõe o Código de Processo Civil (CPC) a respeito 
de competência, intervenção de terceiros, liquidação de sentença e capacidade postulatória. 
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Situação hipotética: Carolina propôs na Circunscrição Judiciária de Brasília ação 
reivindicatória contra Júlia, domiciliada em Brasília ± DF, com a finalidade de discutir a 
propriedade de imóvel localizado em Goiânia ± GO. Assertiva: Nesse caso, o juiz deve 
declinar de sua competência de ofício, independentemente de oferecimento de exceção pela 
parte interessada. 
Gabarito: CORRETA 
7 - Destaques da Legislação 
ª art. 17, do NCPC: 
Art. 17. PARA POSTULAR EM JUÍZO é necessário ter interesse e legitimidade. 
ª art. 18, do NCPC: 
Art. 18. NINGUÉM poderá pleitear direito alheio em nome próprio, SALVO quando 
autorizado pelo ordenamento jurídico. 
Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como 
assistente litisconsorcial. 
ª art. 19, do NCPC: 
Art. 19. O interesse do autor pode limitar-se à declaração: 
I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica; 
II - da autenticidade ou da falsidade de documento. 
ª art. 20, do NCPC: 
Art. 20. É admissível a ação meramente declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação 
do direito. 
ª art. 21, do NCPC: 
Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: 
I - o réu, QUALQUER que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; 
II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; 
III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil. 
Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a 
pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal. 
ª art. 22, do NCPC: 
Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações: 
I - de alimentos, quando: 
a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil; 
b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, 
recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos; 
II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou 
residência no Brasil; 
III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional. 
ª art. 23, do NCPC: 
Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, COM EXCLUSÃO DE QUALQUER 
OUTRA: 
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I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil; 
II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento 
particular e ao inventário e à partilha de bens situados no Brasil, AINDA QUE o 
autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território 
nacional; 
III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de 
bens situados no Brasil, AINDA QUE o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha 
domicílio fora do território nacional. 
ª art. 43, do NCPC: 
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da 
petição inicial,sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito 
ocorridas posteriormente, SALVO quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem 
a competência absoluta. 
ª art. 44, do NCPC: 
Art. 44. Obedecidos os limites estabelecidos pela Constituição Federal, a competência é 
determinada pelas normas previstas neste Código ou em legislação especial, pelas 
normas de organização judiciária e, ainda, no que couber, pelas constituições dos 
Estados. 
ª art. 45, do NCPC: 
Art. 45. Tramitando o processo perante outro juízo, os autos serão remetidos ao juízo 
federal competente se nele intervier a União, suas empresas públicas, entidades autárquicas 
e fundações, ou conselho de fiscalização de atividade profissional, na qualidade de parte ou 
de terceiro interveniente, exceto as ações: 
I - de recuperação judicial, falência, insolvência civil e acidente de trabalho; 
II - sujeitas à justiça eleitoral e à justiça do trabalho. 
§ 1o Os autos NÃO serão remetidos se houver pedido cuja apreciação seja de
competência do juízo perante o qual foi proposta a ação. 
§ 2o Na hipótese do § 1o, o juiz, ao não admitir a cumulação de pedidos em razão da
incompetência para apreciar qualquer deles, não examinará o mérito daquele em que exista 
interesse da União, de suas entidades autárquicas ou de suas empresas públicas. 
§ 3o O juízo federal restituirá os autos ao juízo estadual sem suscitar conflito se o ente
federal cuja presença ensejou a remessa for excluído do processo. 
ª art. 46, do NCPC: 
Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis 
será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 
§ 1o Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles.
§ 2o Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde
for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 
§ 3o Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no
foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta 
em qualquer foro. 
§ 4o Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no
foro de qualquer deles, à escolha do autor. 
§ 5o A execução fiscal será proposta no foro de domicílio do réu, no de sua residência ou
no do lugar onde for encontrado. 
ª art. 47, do NCPC: 
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Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro 
de situação da coisa. 
§ 1o O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o
litígio NÃO recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação 
de terras e de nunciação de obra nova. 
§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo
juízo tem competência absoluta. 
ª art. 48, do NCPC: 
Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o 
inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última 
vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações 
em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. 
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: 
I - o foro de situação dos bens imóveis; 
II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; 
III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. 
ª art. 49, do NCPC: 
Art. 49. A ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último 
domicílio, também competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o 
cumprimento de disposições testamentárias. 
ª art. 50, do NCPC: 
Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu 
representante ou assistente. 
ª art. 51, do NCPC: 
Art. 51. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autora 
a União. 
Parágrafo único. Se a União for a demandada, a ação poderá ser proposta no foro de 
domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de 
situação da coisa ou no Distrito Federal. 
ª art. 52, do NCPC: 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor 
Estado ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser 
proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou 
a demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado. 
ª art. 53, do NCPC: 
Art. 53. É competente o foro: 
I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento 
ou dissolução de união estável: 
a) de domicílio do guardião de filho incapaz;
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz;
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal;
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II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem 
alimentos; 
III - do lugar: 
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica;
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica
contraiu; 
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação
sem personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o
cumprimento; 
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no
respectivo estatuto; 
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano
por ato praticado em razão do ofício; 
IV - do lugar do ato ou fato para a ação: 
a) de reparação de dano;
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios;
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano 
sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. 
ª art. 54, do NCPC: 
Art. 54. A competência relativa poderá modificar-se pela conexão ou pela 
continência, observado o disposto nesta Seção. 
ª art. 55, do NCPC: 
Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou 
a causa de pedir. 
§ 1o Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, SALVO se
um deles já houver sido sentenciado. 
§ 2o Aplica-se o disposto no caput:
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato 
jurídico; 
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. 
§ 3o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de
prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo 
sem conexão entre eles. 
ª art. 56, do NCPC: 
Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade 
quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, 
abrange o das demais. 
ª art. 58, do NCPC: 
Art. 58. A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, 
onde serão decididas simultaneamente. 
ª art. 59, do NCPC: 
Art. 59. O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. 
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ª art. 63, do NCPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
§ 1o A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir
expressamente a determinado negócio jurídico. 
§ 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes.
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada
ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicíliodo réu. 
§ 4o Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na
contestação, sob pena de preclusão. 
ª art. 62, do NCPC: 
Art. 62. A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é 
inderrogável por convenção das partes. 
ª art. 63, do NCPC: 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
ª art. 64, do NCPC: 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar 
de contestação. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de
jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de
incompetência. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo
competente. 
§ 4º SALVO decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de
decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o 
caso, pelo juízo competente. 
O art. 65, por sua vez, estabelece a prorrogação da competência relativa: 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa SE o réu NÃO alegar a 
incompetência em preliminar de contestação. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas 
causas em que atuar. 
8 - Súmulas e Jurisprudência Correlatos 
ª Súmula STJ 59: não se cogita conflito de competência se uma das causas já 
foi julgada. 
Súmula STJ 59 
Não há conflito de competência se já existe sentença com trânsito em julgado, proferida 
por um dos Juízos conflitantes. 
ª Súmula STJ 33: O reconhecimento da competência relativa depende de 
provocação, sob pena de prorrogação da competência. 
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Súmula STJ 33 
A incompetência relativa não pode ser declarada de oficio. 
ª Súmula STJ 150: para que a demanda seja deslocada para a Justiça Federal, 
basta a presença de interesse jurídico da União ou de suas autarquias ou 
empresas públicas para deslocamento do processo. 
Súmula STJ 150 
Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a 
presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas. 
ª Súmula STJ 181: exemplo de ação declaratória admissível à luz do art. 19 do 
NCPC. 
Súmula STJ 181 
É admissível ação declaratória, visando a obter certeza quanto à exata interpretação de 
cláusula contratual. 
ª Súmula STJ 213: exemplo de ação declaratória admissível à luz do art. 19 do 
NCPC. 
Súmula STJ 213 
O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito à 
compensação tributária. 
ª Súmula STJ 242: exemplo de ação declaratória admissível à luz do art. 19 do 
NCPC. 
Súmula STJ 242 
Cabe ação declaratória para reconhecimento de tempo de serviço para fins previdenciários. 
ª Súmula STJ 2: e enunciado traz hipótese de exceção à princípio da 
inafastabilidade do Poder Judiciário, ao condicionar o exercício da jurisdição à 
prévia recusa por parte da autoridade administrativa para o ajuizamento da ação 
constitucional. 
Súmula STJ 2 
Não cabe habeas data (CF, art. 5º, LXXI, a) se não houver recusa de informações por parte 
da autoridade administrativa. 
ª REsp. 796.533/BA14: indeferimento da petição com extinção do processo 
sem julgamento do mérito por faltar interesse dada a inexistência de utilidade 
prática da ação. 
PROCESSUAL CIVIL - EXECUÇÃO DE VALOR IRRISÓRIO - PRINCÍPIO DAUTILIDADE - 
AUSÊNCIA DE INTERESSE PROCESSUAL - EXTINÇÃO DO PROCESSOSEM JULGAMENTO DO 
MÉRITO - PRECEDENTES DESTA CORTE. 1. O exercício da jurisdição deve considerar a 
utilidade do provimento judicial, sopesando o custo social de sua efetivação, especialmente 
quando o exequente pertence à estrutura do Estado. 2. Consubstancia o interesse 
processual a utilidade prática do provimento judicial, que não ocorre na execução de valor 
irrisório, no montante de R$ 130,00 (cento e trinta reais), merecendo ser confirmada a 
extinção do processo sem julgamento do mérito. Precedentes desta Corte. 3. Recurso 
especial improvido. 
14 REsp 796.533/BA, Rel. Min. Paulo Furtado, DJe 24/02/2010. 
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ª EREsp 609.266/RS15: muito embora a sentença declaratória não se preste à 
execução forçada, possui eficácia executiva. 
PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS A TÍTULO DE 
FINSOCIAL. SENTENÇA DECLARATÓRIA DO DIREITO DE CRÉDITO CONTRA A FAZENDA 
PARA FINS DE COMPENSAÇÃO. EFICÁCIA EXECUTIVA DA SENTENÇA DECLARATÓRIA, PARA 
HAVER A REPETIÇÃO DO INDÉBITO POR MEIO DE PRECATÓRIO. 
1. No atual estágio do sistema do processo civil brasileiro não há como insistir no dogma de
que as sentenças declaratórias jamais têm eficácia executiva. O art. 4º, parágrafo único, do 
CPC considera "admissível a ação declaratória ainda que tenha ocorrido a violação do 
direito", modificando, assim, o padrão clássico da tutela puramente declaratória, que a tinha 
como tipicamente preventiva. 
Atualmente, portanto, o Código dá ensejo a que a sentença declaratória possa fazer juízo 
completo a respeito da existência e do modo de ser da relação jurídica concreta. 
2. Tem eficácia executiva a sentença declaratória que traz definição integral da norma
jurídica individualizada. Não há razão alguma, lógica ou jurídica, para submetê-la, antes da 
execução, a um segundo juízo de certificação, até porque a nova sentença não poderia 
chegar a resultado diferente do da anterior, sob pena de comprometimento da garantia da 
coisa julgada, assegurada constitucionalmente. E instaurar um processo de cognição sem 
oferecer às partes e ao juiz outra alternativa de resultado que não um, já prefixado, 
representaria atividade meramente burocrática e desnecessária, que poderia receber 
qualquer outro qualificativo, menos o de jurisdicional. 
3. A sentença declaratória que, para fins de compensação tributária, certifica o direito de
crédito do contribuinte que recolheu indevidamente o tributo, contém juízo de certeza e de 
definição exaustiva a respeito de todos os elementos da relação jurídica questionada e, 
como tal, é título executivo para a ação visando à satisfação, em dinheiro, do valor devido. 
Precedente da 1ª Seção: ERESP 502.618/RS, Min. João Otávio de Noronha, DJ de 
01.07.2005. 
4. Embargos de divergência a que se dá provimento.
ª Súmula STF 508, 517, 556 e Súmula 42 STJ: à Justiça Federal compete 
apenas processar e julgar ações em que a União, autarquias federais e empresas 
públicas federais forem partes, não abrangendo sociedades de economia mista. 
Súmula STF 508 
Compete à Justiça Estadual, em ambas as instâncias, processar e julgar as causas em que 
for parte o Banco do Brasil S.A. 
Súmula STF 517 
As sociedades de economia mista só têm foro na Justiça Federal, quando a União intervém 
como assistente ou opoente. 
Súmula STF 556: 
É competente a Justiça Federal para julgar as causas em que são partes a COBAL e a 
CIBRAZEM. 
Súmula 42 STJ 
Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em que é parte 
sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. 
15 EREsp 609.266/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, DJ 11/09/2006. 
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ª Súmula 1 STJ: dada a hipossuficiência da parte e consentâneo com a nova 
normativa do NCPC, em ações que envolvam alimentos e investigações de 
paternidade, o foro compete será o do domicílio/residência do incapaz. 
Súmula 1 STJ 
O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o competente para a ação de 
investigação de paternidade, quando cumulada com a de alimentos. 
ª Súmula 383 STJ: fundada na hipossuficiênciada parte, fixa-se o foro do 
domicílio do incapaz para ações que envolver interesses de menor. 
Súmula 383 STJ 
A competência para processar e julgar as ações conexas de interesse de menor é, em 
princípio, do foro do domicílio do detentor de sua guarda. 
9 - Resumo 
Jurisdição e Ação 
z ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO:
ª primeiro estágio: imanentistas, para os quais o processo civil é visto como parte 
integrante do Direito Civil. 
ª segundo estágio: autônoma, que possui regras e princípios próprios e está 
TOTALMENTE desvinculada do Direito Civil. 
ª terceiro estágio: instrumentalistas, que defendem a reaproximação do direito 
processual do direito material. 
z NEOCONCRETISTAS: o Direito Processual Civil e Direito Civil estão muito próximos um do
outro, o Direito Processual Civil tem um único sentido, o de prestar a tutela jurisdicional a 
quem fizer jus a ela no plano material. 
z JURISDIÇÃO: Jurisdição constitui parcela do Poder Estatal, voltada para a função jurisdicional,
que é executada como uma atividade, composta por um complexo de atos para a prestação 
efetiva da tutela jurisdicional. 
z JURISDIÇÃO É PODER, FUNÇÃO E ATIVIDADE:
x JURISDIÇÃO COMO PODER - Poder Estatal de interferir na esfera jurídica dos
jurisdicionados.
x JURISDIÇÃO COMO FUNÇÃO - Encargo atribuído pela CF ao Poder Judiciário (em regra).
x JURISDIÇÃO COMO ATIVIDADE - Conjunto de atos praticados pelos agentes estatais
investidos de jurisdição.
z CARACTERÍSTICAS:
e) Caráter substitutivo - caracteriza-se a jurisdição por substituir a vontade da parte pela
vontade da Lei aplicada ao caso concreto, como forma de por fim ao conflito.
f) Lide ± caracteriza-se a jurisdição por atuar quando há um conflito de interesses em
decorrência de uma pretensão resistida.
g) Inércia ± caracteriza-se a jurisdição por ficar subordinada à provocação pela parte
(princípio da demanda); e
h) Definitividade ± caracteriza-se a jurisdição por decidir o conflito de interesses de forma
incontestável, definitiva e imutável.
z EQUIVALENTES JURISDICIONAIS
ª autônomos: transação, reconhecimento jurídico do pedido, renúncia 
ª heterônomo: tribunais administrativos e arbitragem. 
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Sem necessidade de maior aprofundamento, é relevante ter em mente alguns conceitos: 
ª AUTOTUTELA: Solução de conflitos pelo uso da força, por intermédio do qual a parte 
vencedora sacrifica o interesse da outra. 
ª CONCILIAÇÃO: Solução de conflitos pela vontade das partes, por intermédio da 
conciliação (transação), da submissão ou da renúncia. 
ª MEDIAÇÃO: Solução de conflitos fundada no exercício da vontade das partes, sem a 
existência de um sacrifício de interesses, mas na investigação das causas que levaram ao 
conflito, com a finalidade de assegurar o real interesse de ambas as partes. 
ª ARBITRAGEM: Solução de conflitos por intermédio da nomeação consensual (prévia ou 
posterior ao conflito) de árbitros que tenham a confiança das partes para a solução do 
conflito de interesses. Essa solução decorre da imposição da decisão pelo terceiro (árbitro), 
independentemente da vontade das partes. 
ª TRIBUNAIS ADMINISTRATIVOS: A solução de questões por tribunais administrativos 
também é considerada como um equivalente jurisdicional para parte da doutrina . São 
exemplos o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o CARF (Conselho 
Administrativo da Receita Federal). 
z PRINCÍPIO
ª Princípio da investidura: necessidade de que a jurisdição seja exercida pela pessoa 
legitimamente investida na função jurisdicional. 
ª Princípio da territorialidade: apenas poderá ser exercida a jurisdição dentro dos limites 
territoriais brasileiros, em razão da soberania do nosso Estado. 
ª Princípio da indelegabilidade: a) externa; e b) interna. 
Pela perspectiva externa, o princípio da indelegabilidade remete à ideia de que o Poder 
Judiciário não poderá outorgar a sua competência a outros poderes. Dito de forma 
simples, não pode o Poder Judiciário delegar a atribuição de julgar os processos aos 
poderes Executivo ou Legislativo. 
Pela perspectiva interna, o princípio da indelegabilidade entende-se que a jurisdição é 
fixada por intermédio de um conjunto de normas gerais, abstratas e impessoais, 
não sendo admissível a delegação da competência para julgar de um Juiz para outro. 
ª Princípio da inevitabilidade: o princípio da inevitabilidade impõe às partes a vinculação 
ao processo e a sujeição à decisão judicial. 
1º momento: vinculação das partes ao processo judicial. 
2ª momento: estado de sujeição ante a vinculação automática. 
ª Princípio da inafastabilidade: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão 
ou ameaça de lesão a direito. 
1º aspecto: relação entre contencioso judicial e administrativo. 
2º aspecto: acesso à ordem jurídica justa. 
ª Princípio do juiz natural: ninguém será julgado a não ser pela autoridade competente. 
z ESPÉCIES DE JURISDIÇÃO
EM RELAÇÃO AO OBJETO DA DEMANDA 
- Jurisdição Penal - matéria penal 
- Jurisdição Civil - todas matérias não penais (conceito amplo e subsidiário) 
EM RELAÇÃO AO ÓRGÃO JURISDICIONAL 
- Jurisdição Inferior - enfrenta a demanda do início (originariamente) 
- Jurisdição Superior - enfrenta a demanda, em regra, na esfera recursal 
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- condicionado ao direito material 
- direito potestativo 
TEORIA ABSTRATA DO DIREITO DE AÇÃO 
- direito a um pronunciamento do Estado 
- direito de ação existe ainda que sem o direito material 
- não há condição da ação ou sentença terminativa por carência da ação 
- interesse e legitimidade são assuntos de mérito 
TEORIA ECLÉTICA 
- direito de ação condicionado (interesse e legitimidade) 
- carência da ação forma apenas coisa julgada formal 
- condição da ação é matéria de ordem pública analisável a qualquer momento 
- direito de petição é incondicionado 
TEORIA DA ASSERÇÃO 
- distinção entre direito material e direito de ação 
- direito de ação condicionado à legitimidade e interesse 
- avaliação das condições da ação à vista das afirmações do demandante em congnição sumária, 
que pode levar à carência da ação 
- avaliação do interesse e legitimidade como matéria de mérito que pode conduzir à rejeição do 
pedido 
z INTERESSE E LEGITIMIDADE
ª Essa cognição é prévia, é sumária e exercida in status assertionis (em asserção). 
Superada a cognição sumária, se o magistrado decidir pela citação da parte ré, preclui a 
possibilidade da sentença terminativa pela não caracterização de interesse e legitimidade. 
ª Interesse: 
¾ necessário toda vez que o autor não tiver outro meio para obter o bem da vida
pretendido, a não ser por intermédio do Poder Judiciário.
¾ adequado se, em razão dos pedidos deduzidos, o processo for apto a resolver o conflito
de interesses.
ª Legitimidade: pertinência subjetiva da ação, ou seja, refere-se à titularidade para 
promover ativa ou passivamente a ação. 
LEGITIMAÇÃO 
¾ ordinária - a parte pleiteia direito próprio
¾ extraordinária - a parte pleiteia direito alheio, quando expressamente autorizado pelo
ordenamento.
ª A legitimação extraordinária aplica-se apenas ao processo judicial individual. 
ª Legitimação extraordinária não se confunde com substituição processual. Ocorre substituição 
sempre que uma das partes é retirada da relação processual para dar lugar a outra parte, o que 
não ocorre na legitimação extraordinária. 
ª Legitimação extraordinária não se confunde com a legitimação ad processum, ou seja, a 
capacidade para estar em Juízo. 
ª Ainda em relação à legitimação extraordinária, cumpre observar que o substituto detém, em 
regra, todos os poderes inerentes à ação, como a capacidade de alegar, postular e produzir 
provas, etc. Contudo, não poderá: a) fazerdepoimento pessoal; b) não pode praticar atos de 
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disposição do direito material do titular do direito, como renunciar ou reconhecer o pedido e 
transicionar. Para esses atos é necessária a anuência expressa do substituído. 
z ELEMENTOS DA AÇÃO:
¾ parte
¾ pedido
¾ causa de pedir
ª Partes 
¾ Parte processual: aquela que está em uma relação jurídica processual, que exerce o
contraditório, atua com parcialidade e pode sofrer consequências com a decisão.
¾ Parte material: é o sujeito da relação jurídica discutida em Juízo, podendo (legitimação
ordinária) ou não (legitimação extraordinária) ser parte processual.
ª Causa de pedir 
¾ causa de pedir remota (ou fática)- constitui a descrição do fato que deu origem a lide
¾ causa de pedir próxima (ou jurídica)
o é o próprio direito, aplicado a partir da descrição fática
o envolve a concretização da norma, conferindo substância ao pedido do autor
ª Teoria da Individuação X Teoria da Substanciação 
¾ TEORIA DA INDIVIDUAÇÃO: a) causa de pedir composta tão somente pela relação jurídica
afirmada pelo autor; b) caráter meramente histórico.
¾ TEORIA DA SUBSTANCIAÇÃO: a) causa de pedir formada apenas pelos fatos jurídicos
narrados pelo autor; b) aplicada ao Direito Processual Civil brasileiro.
ª Pedido: objeto da ação, consiste na pretensão do autor que é levada ao Estado-Juiz, que irá 
prestar a tutela jurisdicional sobre essa pretensão. 
¾ pedido imediato: a) aspecto processual; b) espécie de tutela jurisdicional.
¾ pedido mediato: a) aspecto material; b) bem da vida
z ESPÉCIES DE AÇÃO
 Classificação segundo a natureza da relação jurídica discutida: real e pessoal 
¾ ação real: envolve relação jurídica de direito real
¾ ação pessoal: envolve relação jurídica de direito pessoal
ª Classificação segundo o objeto do pedido mediato: mobiliária e imobiliária 
¾ ação mobiliária: envolve bens móveis.
¾ ação imobiliária: envolve bens imóveis.
 Classificação segundo o tipo de tutela jurisdicional: conhecimento, cautelar e 
executiva (ações sincréticas) 
¾ ação de conhecimento - certificação de direito
¾ ação de execução - efetivação de direito
¾ ação cautelar - proteger a efetivação de um direito
ª Classificação de conhecimento: condenatórias, constitutivas e declaratórias 
¾ ação condenatória: aquela em que se afirma a titularidade de um direito a uma prestação
e pela qual se busca a certificação e a efetivação desse mesmo direito, com a condenação
do réu ao cumprimento da prestação devida.
¾ ações constitutivas: aquela que tem por objetivo obter uma certificação e efetivação de
um direito potestativo.
¾ ações declaratórias: aquela que tem o objetivo de certificar a existência, a inexistência ou
o modo de ser de uma relação jurídica.
Além das classificações acima, dois outros conceitos são importantes: 
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a) ação executiva em sentido amplo: é aquela pela qual se afirma um direito e se busca a
efetivação e certificação desse direito por intermédio de medidas de coerção direta. 
b) ação mandamental: é aquela pela qual se afirma um direito e se busca a efetivação e
certificação desse direito por intermédio de medidas de coerção indireta. 
Limites da Jurisdição Nacional e da Cooperação 
Internacional 
z LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL
ª Princípios: 
1 ± efetividade ± os países irão delimitar a jurisdição sobre processos que eles entendem 
que poderão posteriormente cumprir. 
2 ± interesse ± os países delimitam a jurisdição sobre processos que entendem que é de 
interesse do Estado. 
3 ± submissão ± os países respeitam a decisão das partes na eleição da jurisdição 
internacional (contratos internacionais). 
ª Jurisdição internacional concorrente: 
¾ ação contra réu domiciliado no Brasil;
¾ ação cujo objeto envolva obrigação que deve ser cumprida no país;
¾ ação cujo fato objeto de discussão tenha sido praticado no Brasil;
¾ ação de alimentos cujo credor seja domiciliado ou tenha, tão somente, residência no Brasil
ou mantenha vínculos no país (posse, proprietário, renda ou benefício econômico);
¾ ação decorrente de relação de consumo quando o consumidor tiver domicílio ou residência
no Brasil; e
¾ ação em que as partes se submetam à jurisdição nacional.
ª Jurisdição nacional exclusiva 
¾ ações relativas a imóveis situações no Brasil;
¾ ações para confirmação de testamento particular, de inventário e de partilha de bens
situados no Brasil, mesmo que o falecido seja estrangeiro ou tenha residido fora do Brasil;
e
¾ ações relativas à partilha de bens para divórcio ou dissolução de união estável quando
envolver bens situados no Brasil, mesmo que o titular dos bens seja de nacionalidade
estrangeira ou tenha domicílio fora do território brasileiro.
z COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
ª CARTA ROGATÓRIA 
¾ Sempre que o ato possuir conteúdo decisório, devendo passar pela homologação perante
o STJ.
¾ Para atos sem conteúdo decisório (como um intimação), quando não houver regra
expressa adotando o auxílio direto.
ª Atos processuais poderão ser objeto de cooperação internacional para a efetividade 
dos processos: 
¾ citação, intimação e notificação judicial e extrajudicial;
¾ colheita de provas e obtenção de informações;
¾ homologação e cumprimento de decisão;
¾ concessão de medida judicial de urgência;
¾ assistência jurídica internacional;
¾ qualquer outra medida judicial ou extrajudicial não proibida pela lei brasileira.
 AUXÍLIO DIRETO 
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¾ as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo
internacional;
¾ os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens, serviços ou
interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas, excluídas as
contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
¾ os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução
no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;
¾ as causas relativas a direitos humanos a que se refere o § 5º deste artigo;
¾ os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o
sistema financeiro e a ordem econômico-financeira;
¾ os habeas corpus, em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento
provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição;
¾ os mandados de segurança e os habeas data contra ato de autoridade federal, excetuados
os casos de competência dos tribunais federais;
¾ os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a competência da Justiça
Militar;
¾ os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a execução de carta
rogatória, após o "exequatur", e de sentença estrangeira, após a homologação, as causas
referentes à nacionalidade, inclusive a respectiva opção, e à naturalização;
¾ a disputa sobre direitos indígenas.
z JUSTIÇA COMUM
ª A competência da justiça estadual é determinada por exclusão. Se não for da competência das 
³MXVWLoDV�HVSHFLDLV´�RX�GD�-XVWLoD�)HGHUDO��VHUi�DWULEXtGD�DR�SRGHU�MXGLFLiULR�FRPXP�HVWDGXDO� 
z COMPETÊNCIA TERRITORIAL NO NCPC
Ações de direito pessoal ou direito real sobre bens móveis 
REGRA - foro do domicílio do réu 
ESPECIFICIDADES: 
¾ mais de um domicílio - qualquer um deles
¾ domicílio incerto ou desconhecido - onde for encontrado OU domicílio do autor
¾ não tiver domicílio ou residência no Brasil - domicílio do autor
¾ 2 réus com domicílios diferentes - qualquer deles a escolha do autor
Execuções Fiscais 
¾ foro de domicílio do réu, no de sua
¾ residência ou no do lugar onde for encontrado.
Ações fundadas em direito real sobre imóveis DEVEM SER AJUIZADA NOFORO DA 
SITUAÇAO DA COISA 
¾ competência relativa (EXCEÇÃO) - domicílio do réu ou foro de eleição
¾ competência absoluta (REGRA) - direito de propriedade, de vizinhança, de servidão, de
divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova E
Ações relativas à sucessão causa mortis 
1ª regra: o último domicílio do falecido; 
2ª regra: se não tiver domicílio certo, será o local da situação dos bens imóveis; 
3ª regra: se tiver bens em domicílios em vários locais, poderá ser juizado em qualquer 
foro; 
4ª regra: se não tiver domicílio, nem bens móveis, a ação poderá ser ajuizada em 
qualquer local dos bens móveis do espólio. 
Ação contra réu Ausente - foro do seu último domicílio 
Ações contra incapaz - foro do domicílio do representante ou do assistente. 
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Competência para julgar ações envolvendo a união, estados-membros e distrito federal 
¾ Se os entes públicos forem autores - domicílio do réu
¾ Se os entes públicos forem réus: a) foro do domicílio; b) no local do ato ou fato; c) no foro
da situação da coisa; ou d) Distrito Federal.
Ação de divórcio separação, anulação de casamento e reconhecimento de união estável 
1º - domicílio do incapaz; 
2º - não havendo, último domicílio do casal; e 
3º - se residirem em domicílios distintos do domicílio do casal, a competência será do foro do 
domicílio do réu. 
Ação de alimentos: de domicílio ou residência do alimentando. 
Ação em que a ré for pessoa jurídica: foro do lugar onde está a sede. 
Ação relativa às obrigações que a pessoa jurídica contraiu: local onde está a agência ou 
sucursal. 
Ação contra ré sociedade ou associação sem personalidade jurídica: local onde exerce 
suas atividades. 
Ação em que se lhe exigir o cumprimento: local onde a obrigação deve ser satisfeita. 
Ação que verse sobre direito previsto o estatuto: local de residência do idoso. 
Ação de reparação de dano por ato praticado em razão do ofício: local da serventia notarial 
ou de registro. 
Ação de reparação de dano ou cujo réu administrador ou gestor de negócios alheios: 
foro do lugar do ato ou do fato. 
Ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive 
aeronaves: foro do domicílio do autor do local do fato. 
z MÉTODO PARA IDENTIFICAR O JUÍZO COMPETENTE
a) verificar se a justiça brasileira é competente para julgar as causas (arts. 21 a 23 do NCPC);
b) se for, investigar se é caso de competência originária de Tribunal ou de órgão jurisdicional
atípico (Senado Federal ± art. 52, I e II, da CF; Câmara dos Deputados ± art. 51, da CF; 
Assembleia Legislativa estadual para julgar governador de Estado) 
c) não sendo o caso, verificar se é afeto à justiça especial (eleitoral, trabalhista ou militar) ou
justiça comum; 
d) sendo competência da justiça comum, verificar se é da justiça federal (arts. 108 e 109, da CF),
pois, não sendo, será residualmente da estadual; 
e) sendo da justiça estadual, deve-se buscar o foro competente, segundo os critérios do CPC
(competência absoluta e relativa, material, funcional, valor da causa e territorial); f) determinado 
o foro competente, verifica-se o juízo competente, de acordo com o sistema do CPC (prevenção,
p. ex.) das normas de organização judiciária.
z MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA
ª um Juiz que não era originariamente competente passará a ser 
ª isso somente é possível quando se tratar de competência relativa 
z PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA:
ª supressão do órgão judiciário (art. 43, do NCPC); 
ª alteração da competência absoluta (art. 43, do NCPC); 
ª conexão (art. 55, do NCPC) e continência (arts. 56 e 67, ambos do NCPC);

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