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1 AS CIVILIZAÇÕES ANTIGAS: O EGITO Uma viagem ao Egito Antigo desde o período arcaico até a sua decadência com base no livro “História da Antiguidade: Sociedade Primitiva e Oriente” Lucas Wendell de Oliveira Barreto 1. Períodos: Pré-dinástico (Arcaico)- 4.000 a.C Dinástico-3.200 a.C Época Tinita-3.200 à 2.800 a.C Antigo Império- 2800 à 2.300 a.C Médio Império- 2.300 à 1.750 a.C Novo Império- 1.750 à 1.080 a.C Baixo Império- 1.080 à 525 a.C 1. Geografia O Egito Antigo ocupa o nordeste da Africa no vale do Nilo, rodeado de montanhas, sua área é de 15 à 25 km. Ao oeste as montanhas separam-no do deserto da Líbia1, ao leste, encontram-se as margens do Mar Vermelho, ao sul ocorrem as quedas d’águas que separam o Egito das regiões meridionais. Ao norte, percebemos o alargamento do rio, terminando no delta, que deságua no mediterrâneo. As montanhas eram muito ricas em minérios, tais como basalto, granito, pedra calcária, ótimos para construções. Além disso, havia grandes reservas de ouro e em algumas montanhas cresciam árvores como a tamareira, cuja madeira era usada na construção de embarcações. No Egito Antigo nunca chovia, quando, em suas raras vezes, acontecia, era visto como uma maldição, um mau presságio. O que salvava o Egito era as cheias do Nilo (única fonte de umidade) que irrigavam as terras tornando-as férteis em virtude dos materiais orgânicos que a água trazia. O rio transbordava no mês de julho, em novembro as águas começavam a decrescer gradativamente e em janeiro a terra estava pronta para ser trabalhada. 1 Ou “Saara” como muitos preferem. 2 2. Os primeiros habitantes Inicialmente os primitivos, quando não dominavam ainda a agricultura não se atreviam a ocupar a região do vale do Nilo, pois, as enchentes eram vistas como maldição. Isto no período Paleolítico, muito antes de 4.000 a.C. Na era Neolítica quando o homem passou a dominar os primeiros objetos rudimentares, a agricultura e, posteriormente, a pecuária, eles começaram a ver que o Egito poderia trazer benefícios para o seu trabalho. Eles cultivavam trigo, cevada, linho, criavam porcos, bois e carneiros. As primeiras tribos pertenciam a diferentes grupos étnicos. Segundo pesquisas antropológicas, as primeiras tribos correspondem aos líbios, negroides e alguns povos semitas, ou seja, a sociedade egípcia se formou a partir do cruzamento de vários povos já existentes. Nos 4.000 a.C, as tribos já estavam um pouco mais aperfeiçoadas no que diz respeito as utensílios, agricultura e pecuária. Os metais como o ouro começaram a ser empregados na fabricação de adornos e outras ferramentas resultando num comércio com países vizinhos. Esses fatores contribuíram para o aumento da população e para a desigualdade social, visto que a sociedade começou a ser hierarquizada em aristocratas, homens livres e escravos. Nessa época, um pouco mais tarde, surgiram os artesãos profissionais, os egípcios passaram a criar as primeiras obras de irrigação para o cultivo da terra que nada mais era que a criação de fossos nas margens do Nilo onde barragens regulavam o consumo das águas. O regime era o Patriarcado, um grupo de pessoas sob a liderança de um patriarca (homem, chefe de família) e o papel da mulher era fazer algumas atividades como preparar comida, cuidar da casa e dos fílhos e praticar a tecelagem. A comunidade era das águas e das terras, ou seja, era através de vínculos de propriedade comum das terras e das águas. Por conta da evolução econômica, do aperfeiçoamento das técnicas do neolítico e do crescimento populacional, as tribos se organizaram em “nomos” ou “spat”. Utilizemos aquele. Era possível que cada nomo tinha sua própria língua. Os mais extensos eram os de Elefantina, Hieracompolis, Abidos, Mênfis e Buto. Elefantina mais ou menos nessa região Na liderança, encontravam-se os nomarcas, um dos tais foi o Rei Escorpião que conseguiu reunir um território de Hieracompolis a Mênfis, do sul ao norte. Ele não era um rei, “reeeeeeei”, porque não existia isso na sociedade egípcia, não existia um Estado (ainda), chamemos ele, então, de chefe de tribo. Nessa época (finzinho dos 4.000 a.C) foram criadas as duas grandes uniões das tribos. Uma abrangeu a região do delta que fora chamada de Baixo Egito, (como pode ver no mapa acima) e a outra de Alto Egito que abrange todo o sul. 3 3. Época Tinita (3.200 à 2.800) Logo após o reinado do chefe de tribo Escorpião, o Estado se formou dando origem a primeira e segunda dinastia que corresponde a época Tinita. Nessa época, podemos perceber a desigualdade de condições através de monumentos (tumbas): homens simples eram enterrados em fossas comuns e os ricos e nobres em suntuosas tumbas com todo um conjunto arquitetônico com várias câmaras que tinham vários objetos de luxo (estes saqueados ainda na antiguidade). Alguns vestígios dessa época, retratam várias lutas, dentre elas a que unificou o Alto e Baixo Egito, segundo alguns historiadores, quem unificou foi o fundador da primeira dinastia Menés, já outros afirmam ter sido Narmer. Vale ressaltar que no fim da segunda dinastia faraônica, ocorreu no Baixo Egito uma guerra que deixou mais ou menos 50 mil feridos. Nessa época, segundo historiadores e documentários do Discovery Civilization. Menés, o faraó do baixo egito, construiu barragens ao redor da capital egípcia para impedir que as águas do Nilo invadissem a cidade. Eram barragens imensas e alguns arqueólogos afirmam que foram as primeiras grandes construções do Egito Antigo. 4. Antigo Império ( 2.800 à 2.300 a.C) Esse período começou na terceira dinastia e terminou na oitava, nessa época a economia baseava-se na agropecuária, a terra era lavrada com enxadas de madeira, arados puxados por bois, as uvas eram esmagadas com os pés, trigo era pisoteado pelos bois e os utensílios de metal eram usados para construir objetos e embarcações. Havia várias oficinas como a de artesanato, curtume, tecelagem. Todas praticadas por homens, com exceção da tecelagem que podia ser praticada por mulheres. As de madeira-carpintaria produziam desde objetos pequenos até grandes “navios”. Existiam também as panificadoras e as cervejarias. O comércio não utilizava moedas, mas, a troca de produtos, alguns pelo seu peso, como o cobre. Geralmente os egípcios dessa época praticavam o intercambio com a Síria, da qual importava o cedro, e a Etiópia que exportava artigos de luxos apenas para nobres. A escravidão já existia desde o Egito Arcaico e nesse período era mais difundida. Não existia escravos por cor de pele como no século 15 adiante. Mas por dívida ou prisioneiros de guerras. Ainda persistia a comunidade de vizinhança das distribuições de terras e águas. Os bens materiais poderiam ser passados por herança para o primogênito, e o patriarca tinha o direito de passar para outro desconhecido, caso seus herdeiros não fizessem por merecer, Afora os escravos, havia os homens livres que também trabalhavam nas oficinas, eram os chamados mertus, eles também sofriam punições assim como os escravos, segundo pinturas da época, é possível perceber um chefe segurando um chicote e bastão, estes usados na ação punitiva. Os operários eram fiscalizados pelos escribas (os intelectuais que dominavam a escrita pictográfica) e como remuneração recebiam víveres: pão, trigo, e afins. Regime Político O regime era uma monarquia despótica 2 e teocrática, ou seja ligada à religião, tanto é que os reis eram divinizados pelo povo, eram o deus na terra. A capital do antigo império foi Mênfis (olhar mapa), lá era o centro do comércio, o centro políticoe era o local que situavam-se as casas dos aristocratas. Essa região abrangia a maioria dos pomares e vinhedos e outrora foi conquistada por Narmer. Mais tarde, o rei foi intitulado “faraó” que tinha o poder absoluto, um aparelho de funcionários ao seu dispor e um vizir, ou seja, um governador que fosse responsável pela parte burocrática do Egito. Os três principais serviços eram: o fisco (coleta de impostos), os serviços públicos (obras de irrigação), o exército (câmara das armas). O exército era composto geralmente por mercenários etíopes e por egípcios dos nomos. Eram equipados por arcos, pedras, punhados de bronze como armas defensivas, escudos de madeira e, bem depois, a espada. Havia, também, as fortalezas que tinham um poder defensivo. Os templos serviam para adorar aos deuses e também para consolidar o poder do Faraó e eram isentos do pagamento de impostos. Pelo que entende-se das fontes, os faraós da terceira e quarta dinastias eram conquistadores como Snofru, que em uma de suas expedições à Etiópia com seguiu 200 mil cabeças de gado, anexou o Sinai além de outras peripécias. Além de conquistadores, eram voltados para as construções, temos por exemplo 2 O poder centralizado nas mãos de um governante. Absolutismo. 4 as pirâmides que eram as tumbas dos faraós, a maior delas, construída pelo faraó Queops, que fica na região de Gizé. Quem construía, de fato, as pirâmides, ou seja, o trabalho pesado, eram alguns escravos e trabalhadores remunerados que recebiam viveres. Para essa construção, Queops organizou 4 equipes, cada uma com arquitetos e especialistas em construções. Os faraós da quinta dinastia renunciaram essas pirâmides, não sabe-se o motivo, e suas tumbas eram mais modestas, estes consolidaram as relações econômicas com a Síria, inclusive, há relatos que uma princesa síria se tornou esposa do Faraó Saúre, nas ultimas dinastias. Decadência do Antigo Império Meados desse período, o poder dos nomarcas cresceu absurdamente, as tumbas dos senhores não mais se encontravam em Mênfis, mas nos próprios nomos. Os normarcas reforçaram sua posição e se transformaram em soberanos hereditários e independente. Organizavam expedições e aumentavam suas riquezas. Mas, reconheciam a autoridade do Faraó. Contudo, temos um desequilíbrio. Conforme o poder dos nomarcas aumenta, o do Faraó diminui. Os reis da última dinastia mal tinha prestígio. Por conta desse enfraquecimento, o Egito acabou dividindo-se novamente em “nomos” e foi invadido por algumas tribos semíticas (talvez hebreus, judeus, heteus..). 5. Médio Império Devido a decadência do último império, o Egito passou por uma fase trágica, houve fome, há relatos até de canibalismo. Tudo se enfraqueceu, os locais onde tinha vastas terras, plantações, os senhores que eram muito ricos em sua maioria sumiram. Porém ainda existiam os poderosos nezes (pequenos), eles tinham conquistado o título de nobre, ou seja, não nasceram nobres. Possuíam várias terras e escravos. No antigo império quem ocupava o topo da pirâmide era o faraó e os nomarcas, nobres e o clero, agora, quem ocupa são os senhores de escravo, os nezes que antes eram apenas membros da sociedade. Estes estavam interessados na reunificação do Egito, pois através dela iria melhorar todos os âmbitos da sociedade, principalmente o econômico, as redes de irrigação. Logo, foram os responsáveis por essa reunificação que se deu em Heracleópolis. Essa nova dinastia, do rei Queti III, prioriza mais o econômico. Segundo um escrito daquela época, quem não tinha bens era um rebelde. O faraó Queti III fundava o seu poder sobre as classes. O texto ainda fala sobre um exército formados por jovens, sendo estes aqueles que abandonaram suas famílias desagregadas. Agora, o rei não é apenas um rei, mas, um pastor que cuida do seu povo. Essa reunificação não teve êxito. Tal peripécia só teve bons resultados com os reis de Tebas iniciando a 11º dinastia, aí os antagonismos são menores do que em Heracleópolis, cujo poder dos nomarcas as vezes ultrapassava o do faraó Queti III, resultando em revoltas, talvez seja por isso que a reunificação nessa região não fora satisfatória. O fundador da 12º dinastia, Amenehet I, deu um fim nas ideias separatistas dos nomarcas e estes tiveram que aceitar ‘na tora’, ou então seriam expulsos. Tal rei foi um dos mais poderosos e consolidou o novo Estado. Basicamente tudo continuou como no ultimo período, os fiscos, exercito, administração dos nomos e outros. A diferença é que agora com mais intensidade. Nesse período, os nomarcas se comportavam como pequenos reis e acompanhavam os faraós nas expedições militares. Nessa época, aperfeiçoaram os sistemas de irrigação, um dois mais importantes foi ao sudoeste de Mênfis, fortaleceram as fortalezas para além do deltas visto que sofriam de invasões etíopes pelo leste. Nessa época aconteciam várias guerras. Agora o comércio, também era mais intenso, havia uma camada maior de mercadores, artesãos devido ao abandono do campo pelos camponeses que foram para a cidade em busca de melhores condições de vida. Estes viviam nos bairros pobres que eram separados dos ricos por muralhas. Em meados do século 18 a.C (1.750), logo após a morte do Amenemhet III, houve várias “guerras”. Dos seus dois sucessores, um reinou nove anos e o outro quatro anos, depois a dinastia e o Médio Império se afundou. Durante 80 anos houve rebeliões de camponeses e escravos e, por conta disso, o Egito enfraqueceu-se novamente e os Hicsos (povos asiáticos) invadiram e estabeleceram um Estado cuja capital foi Avaris. O julgo deles durou mais de 100 anos. 6. Novo Império Era preciso libertar os egípcios dos estrangeiros, essa libertação começou no sul visto que os Hicsos se apoderaram com mais intensidade do norte (baixo Egito). Quem liderou esse movimento foram os reis 5 de Tebas com apoio dos soberanos. Após uma longa luta, o Egito fora libertado e voltou com mais força no ano de 1560 a.C por Amés I, com ele começou a 18º dinastia. O fator econômico que merece destaque foi o surgimento do artesanato do bronze, que antes era só da pedra e do cobre e ouro. Os nomarcas “falsos” foram substituídos por pessoas de confiança de Amés I e o governo passou a ser mais centralizado no faraó, sem tanto poder e autonomia para os nomarcas. Aumentou a massa trabalhadora para ocupar serviços visto que a população foi arrasada pelos hicsos em termos de economia. Todas as armas eram adquiridas no armazém do rei e todas foram aperfeiçoadas, inclusive, nessa época surge a espada. As conquistas O Egito precisava reestabelecer seu poder e sua fama de “anexador”, logo, Amés I organizou expedições a Núbia, Palestina, Síria, de início adquiriram riquezas. Só no reinado de Tutmés III (1525) que a Palestina e a Síria foram anexadas ao Egito. Seu principal opositor era o país de Cadesh, com a ajuda dos reis da Síria e Palestina, eles se reergueram e Tutmés foi obrigado a fazer campanhas para pacificar o Egito e a Palestina e Síria. Depois, voltou-se novamente contra essas nações e se tornou o país mais poderoso da região. Após isso, houve várias rebeliões na Palestina e na Síria sem trégua É óbvio que o Egito cresceu abruptamente na economia, tanto é que foi necessário dois Vizir para administrá-lo. Grandes partes das terras foram cedidas aos nobres e aos templos, principalmente o de Amon, deus do sol. A sociedade egípcia estava dividida em nobres e sacerdotes; militares; camponeses e escravos. As condições dos camponeses permaneciam a mesma, muito desgaste físico, pouca remuneração, altos impostos. Os escravos eram desigualmente distribuídos. Em relaçãoao intercâmbio comercial, só as regiões da Fenícia e Tiro puderam manter as trocas. Os mercadores eram obrigados a oferecer os primeiros materiais ao Faraó. Sobre os opositores do regime do novo império, encontram-se os antigos pequenos proprietários de escravos. Após o governo de Tutmés III, houve várias revoltas e o Estado militar egípcio entrou em crise. A luta foi entre os “pequenos reis” dos países conquistados pelo Egito, na Ásia, enquanto os cabirus (tribos estrangeiras, talvez, semíticas) invadiam as regiões conquistadas. Os Hititas invadiram a Síria e os faraós foram incapazes de pacificar as regiões. Nesse período, o rei Amenófis IV introduziu o monoteísmo no Egito, o culto ao único Deus Atom, deus solar. Fechou inúmeros templos, abandonou Tebas e se instalou em Aquetaton (Tele l-Amarna), huve várias resistências e ele reprimiu todas, morreu e deixou o império egípcio desorganizado. O seu sucessor reestabeleceu o politeísmo no Egito. Os Faraós da 19º dinastia se preocuparam em reestabelecer o domínio sobre a Síria e a Palestina e o sul da Nubia. Apoiavam-se nos mercenários líbios e sírios, em detrimento das tropas egípcias. Séti I conseguiu anexar novamente Tiro e reestabeleceu as relações marítimas com a Síria, logo após conquistou a região do Líbano e a Palestina. Ramsés II seu sucessor, fez campanhas de anexação na Síria , porém, essa estava dominada pelo grande império Hitita o que resultou na derrota do Ramsés II em Cadesh, que quase ficou preso. Mais tarde houve uma pacificação entre os hititas e os egípcios, para selar esse acordo, o faraó casou-se com uma princesa hitita, mas não teve dominância sobre esse povo. Após a morte de Ramsés II, e só o seu sucessor conseguiu manter a autoridade. Houve novas invasões (pelasgos<povos do mar>) e a nação ficou entregue à anarquia e os grandes senhores agiam como se fossem donos dos nomos. 7. Baixo Império No século 10 a.C ocorreu a reunificação e a centralização do poder nas mãos do faraó, este agora estrangeiro núbio. Durante seu reinado, o Egito foi atacado pelos cruéis assírios mas o Egito era mais “esperto” e conseguiu se reestabelecer sob o domínio de Psamético I (654 a.C), estabeleceu relações econômicas com países tipo Grécia, não podiam agir como conquistadores por conta de seu enfraquecimento. Após várias sucessões, o Egito foi exterminado por lutas internas e invadido pelos Persas até o fim da Antiguidade. 6 8. Características gerais da civilização egípcia. Religião: Politeísta. Cada nomo tinha os seus deuses. Segundo o livro aqui trabalhado, “o deus local filiava-se a um animal e muitos nomos tinham nome de animais: nomo do Crocodilo, da Gazela(...) Em Mênfis adorava-se o boi Ápis, encarnação do Deus Ftá. Em Tinis adorava-se o falcão Horus. Alguns deuses do egito eram antropozoomórfico, isto é, metade homem e metade animal.” (p.213) Vamos à lista de dos principais deuses: SETH O deus do caos e da escuridão. RÁ-ATUM O principal, o criador de tudo, o deus representante do sol. ÍSIS Deusa da piedade. Amorosa e protetora. Última a ser adorada antes da chegada do Cristianismo. OSÍRIS Descendente direto de Rá (o deus da criação). Após ser morto por seu irmão, SETH, tornou-se juiz no mundo dos mortos. HÓRUS Protetor dos faraós. Lutou com Seth e venceu, conseguindo supremacia, na mitologia. Filho de Ísis e Osiris. HATHOR A esposa de Hórus, deusa guardiã das mulheres e dos amantes. ANÚBIS Deus da mumificação. BASTET Ligada à fertilidade, é a deusa da sexualidade e do parto. Filha de Rá. Julgamento Final: ao morrer o ser humano vai para o julgamento com os deuses Anúbis, Osíris e Amnut. De início, Anúbis pesa o coração do morto em uma balança, se ele for mais pesado que uma pena, o morto iria ser devorado por Amnut, mas, após ser reprovado na balança de Anúbis, o morto poderia ser “libertado” por Osíris mediante uma longa conversa sobre as ações durante a vida na terra. Osíris era o responsável pelo julgamento final, se o morto fosse livre, iria viver no paraíso parecido com a terra mas na companhia dos deuses. 7 Escrita: a escrita egípcia teve três fases: hieroglífica, hierática e demótica. Cada uma mais aperfeiçoada que a outra. De início ela era uma figura que representava uma ideia (pictografia) depois foi evoluindo, a hierática, no Antigo Império, era mais cursiva. Depois transformou-se em demótica. Segundo o livro estudado “muitos dos hieróglifos haviam adquirido um senso silábico, e 24 caracteres designavam consoantes. Esses 24 sinais e algumas dezenas de outro- 70 ao todo- constituíam a base da escrita egípcia.” (p215) . Ciência: inventaram a medicina através da mumificação, dominavam a agrimensura, a geometria, a matemática, as técnicas de arquitetura. Era um povo avançado no seu próprio tempo. Eles criaram a numeração decimal para representar os números 1, 10, 100 etc., o calendário era o solar, o ponto de partida, o início do ano, era quando começavam as cheias. No fim de todos esses anos de observação e estudo, descobriu-se que o fenômeno das cheias se repetiam após 365 dias, e assim, criou-se o termo “ano”, dividido em 12 meses. Sociedade Faraós 9. Referências Bibliográficas: 8 DIACOV, v. COVALEV, s. História da Antiguidade: sociedade primitiva e oriente. São Paulo: Fulgor, 1965. Daniel Cezar Cabral, Quais são os principais deuses egípcios?. Disponível em <www.mundoestranho.abril.com.br/cultura/quais-sao-os-principais-deuses-egipcios > Acesso em 14/12/2016 às 23h30