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FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
PEDRO CASALS
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Aula 1: CONJUNTOS.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Conceitos sobre conjuntos
• O conceito de conjunto é primitivo,
isto é, não definível. Conjunto nos
traz a ideia de coleção de
elementos.
• Chamamos de elemento ao
componente de um conjunto.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Representação de um conjunto
Temos três diferentes formas para representar um
conjunto
• Representação tabular.
• Representação por diagrama de Venn.
• Representação por meio de uma propriedade
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Relação de pertinência
• Considere os conjuntos A e B.
• Veja que “i” é um elemento de B, mas não é
elemento de A e representamos:
• i B (i pertence a B)
• i A (i não pertence a A)
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Tipos de Conjunto
• Conjunto unitário.
• Conjunto vazio.
• Conjunto finito.
• Conjunto infinito.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Conjuntos iguais
• A = B
• A C
• B C
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Conjunto universo (U)
O conjunto universo de um estudo é
aquele ao qual pertencem todos os
elementos desse estudo.
• Considere, por exemplo, os
números menores do que 6.
• Se o conjunto universo é o conjunto
dos números naturais.
• Se o conjunto universo é o conjunto
dos números naturais pares.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Aula 2: SUBCONJUNTOS, OPERAÇÕES
ENTRE CONJUNTOS, CONJUNTOS
NUMÉRICOS, FORMAS DE REPRESENTAÇÃO.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Subconjunto
Sendo A e B dois conjuntos, dizemos que A
é subconjunto de B se, e somente se, todos
os elementos de A pertencem a B.
• A B (A está contido em B) ou
• B A (B contém A)
• O conjunto vazio é subconjunto de
qualquer conjunto.
• Todo conjunto é subconjunto de si
mesmo.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Operações com conjuntos: interseção
Dados dois conjuntos A e B, chamamos de
interseção de A com B ao conjunto formado pelos
elementos comuns ao conjunto A e ao conjunto
B.
• A B (A interseção B) ou
• A B = {x| xA e xB}
• Se B A; então, A B = B
• A B = B A (propriedade comutativa).
• (A B) C = A (B C) (propriedade associativa)
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Operações com conjuntos: união
Dados dois conjuntos A e B, chamamos de união
de A com B ao conjunto formado pelos elementos
que pertencem ao conjunto A ou ao conjunto B.
• A B (A união B) ou
• A B = {x| xA ou xB}
• Se B A; então, A B = A
• A B = B A (propriedade comutativa).
• (A B) C = A (B C) (propriedade associativa)
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Operações com conjuntos: Diferença
Dados dois conjuntos A e B, chamamos de
diferença entre A e B ao conjunto formado pelos
elementos que pertencem ao conjunto A e que
não pertencem ao conjunto B.
• A - B (A menos B) ou
• A - B = {x| xA e xB}
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Conjuntos numéricos
• Conjunto dos números naturais: N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,...}
• Conjunto dos números naturais não nulos: N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,...}
• Conjunto dos números inteiros: Z = {...-4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
• Inteiros negativos: Z- = {..., -6, -5, -4, -3, -2, -1, 0}
• Inteiros positivos: Z+ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,...}
• Inteiros negativos não nulos: Z*- = {..., -5, -4, -3, -2, -1}
• Inteiros positivos não nulos: Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7,...}
Conjuntos numéricos
Conjuntos numéricos
Conjunto dos números reais (R):
corresponde à união do conjunto
dos números racionais com o
conjunto dos números
irracionais.
Formas de representação numérica e transformação:
forma fracionária e forma decimal
• Os números decimais originam-se nas frações decimais (aquelas cujo
denominador é uma potência de 10): 1/10, 3/100, 25/1000, etc.
• Por exemplo: a fração ½ equivale à fração 5/10 que, por sua vez,
equivale ao número decimal 0,5.
• Podemos representar uma fração decimal por um número decimal ou
transformar um número decimal em fração decimal.
• Exemplo: 25/100 = 0,25 e 7,345 = 7345/1000
Intervalos numéricos
Podemos representar o conjunto dos
números reais associando cada
número a um ponto localizado sobre
uma linha reta.
Adotando uma unidade e um sentido
para esta reta, teremos uma reta
denominada de reta orientada.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Intervalos numéricos
Considere dois números reais a e b (a < b); são
subconjuntos de R os seguintes intervalos:
• Intervalo fechado: conjunto dos números reais
maiores ou iguais a a e menores ou iguais a b.
• Intervalo aberto: conjunto dos números reais
maiores do que a e menores do que b.
• Intervalo fechado à esquerda: conjunto dos
números reais maiores ou iguais a a e menores
do que b.
• Intervalo fechado à direita: conjunto dos
números reais maiores do que a e menores ou
iguais a b.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Intervalos numéricos
Considere dois números reais a e b (a < b); são
subconjuntos de R os seguintes intervalos:
• Semi-reta esquerda, fechada, de origem em b.
• Semi-reta esquerda, aberta, de origem em b.
• Semi-reta direita, fechada, de origem em a.
• Semi-reta direita, aberta, de origem em a.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Aula 3: Potenciação, radiciação,
expressões algébricas, operações com
expressões algébricas, fatoração e
produtos notáveis.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Potenciação
• A potência do expoente n (n N e n > 1) do número a equivale ao produto de n
fatores iguais a a.
• O número a é chamado de base e o número n de expoente.
• Notação: na
• Toda potência de base a (a 0) elevada a um expoente par é positiva.
• Toda potência de base a (a 0) elevada a um expoente ímpar, tem o mesmo sinal da
base.
• Todo número elevado a 0 (zero) é igual a 1.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Operações com potências
• Multiplicação de potências de mesma base: conserva-se a base e somam-se os
expoentes.
• Divisão de potências de mesma base: conserva-se a base e subtraem-se os
expoentes.
• Potenciação do produto.
• Potenciação do quociente.
• Todo número a (a0) elevado a um expoente negativo é igual ao inverso desse
número elevado ao simétrico do expoente.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Radiciação
• A raiz de índice n de um número a é o número b quando .
• O número a é chamado de base e o número n de expoente.
• Notação: na
• O índice n é um número inteiro maior do que 1.
• O número a é chamado de radicando.
• Quando o expoente é fracionário, podemos escrever:
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Propriedades dos radicais
• Raiz do produto:
• Raiz de uma divisão:
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Expressões algébricas
• Termo algébrico (monômio) é o produto entre incógnitas ou entre
números e incógnitas. Exemplo: 3.x.y.z
• Grau de um monômio é a soma dos expoentes quando todos os
expoentes são números inteiros. Exemplo:
• Expressão algébrica é a soma ou subtração de termos algébricos.
• Valor numérico de uma expressão algébrica é o valor obtido quando
atribuímos valores às incógnitas. Exemplo: Para x = 3
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Expressõesalgébricas
• Monômios semelhantes têm mesma parte literal.
• Adição ou subtração de monômios semelhantes: repetimos a parte
literal e somamos ou subtraímos os coeficientes.
• Multiplicação ou divisão de monômios semelhantes: multiplicamos ou
dividimos tanto as partes literais quanto os coeficientes.
• Expressões algébricas classificam-se em:
• Racionais;
• Racionais inteiras;
• Racionais fracionárias;
• Irracionais.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Polinômios
• Polinômios são expressões algébricas racionais inteiras.
• Adição ou subtração de polinômios: adicionamos ou subtraímos os
termos semelhantes.
• Multiplicação: multiplicamos cada termo de um polinômio por todos os
termos do outro polinômio e, a seguir, reduzimos os termos
semelhantes.
• Divisão: dividimos cada termos de um polinômio por todos os termos do
outro polinômio e, a seguir, reduzimos os termos.
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Produtos notáveis
• Quadrado da soma:
• Quadrado da diferença:
• Produto da soma pela diferença:
• Quadrado da soma de três termos:
FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA
Produtos notáveis
• Cubo de uma soma:
• Cubo de uma diferença:
• Soma do cubo de dois termos:
• Diferença do cubo de dois termos:
Produtos de Stevin
•
• Quando n for ímpar:
•
• Onde r1 e r2 são as raízes da equação.
Fatoração
• Fatorar é transformar a soma de uma ou mais parcelas em um produto
de um ou mais fatores.
• Fator comum (evidência):
• Agrupamento:
Aula 4: Razão e proporção, propriedades
das proporções, regra de três simples e
composta e percentagem.
Razão
• A razão entre dois números a e b é o quociente a/b.
• A razão compara quantidades por meio do quociente entre elas e
dizemos: a está para b.
• O numerador a é o antecedente e o denominador b é o consequente da
razão.
• Duas ou mais razões são equivalentes quando as frações que as
representam são equivalentes. Exemplo: 3/5 = 12/20
• Duas razões são inversas quando o antecedente de uma é igual ao
consequente da outra.
Proporção
• Proporção é a igualdade entre razões.
• K é a constante da proporção.
• a e d são os extremos da proporção
• b e c são os meios da proporção.
Propriedades das proporções
• Seja a proporção a/b = c/d.
• O produto dos meios é igual ao produto dos extremos: a.d = b.c.
• A soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes assim
como cada antecedente está para seu consequente.
Grandezas proporcionais
• Duas grandezas são diretamente proporcionais quando multiplicando o valor de uma delas
por um número positivo, o valor da outra também fica multiplicado por esse mesmo
número positivo.
• Exemplo: Se uma bala custa R$1,00; duas balas custarão R$2,00 e 5 balas custarão
R$5,00; assim, o preço cobrado pelas balas é diretamente proporcional à quantidade
comprada.
• Duas grandezas são inversamente proporcionais quando multiplicando o valor de uma
delas por um número positivo, o valor da outra é dividido por esse mesmo número
positivo.
• Exemplo: Se eu percorro uma distância de 100Km a 50Km/h, levarei duas horas; se eu
percorro a mesma distância a 100Km/h eu levarei apenas uma hora; assim, velocidade e
tempo gasto para percorrer uma distância são inversamente proporcionais.
Regra de três simples
• A regra de três simples serve para calcularmos o quarto termo de uma
proporção quando conhecemos os outros três termos e há apenas duas
grandezas envolvidas.
• Para resolver uma regra de três simples basta que identifiquemos se as
grandezas envolvidas são direta ou inversamente proporcionais.
• Se as grandezas forem diretamente proporcionais, mantemos as
razões e montamos a proporção entre essas razões.
• Se as grandezas forem inversamente proporcionais, invertemos uma
das razões e montamos a proporção entre essas razões.
Regra de três simples: exemplo
• Uma máquina fabrica três peças em 20 minutos. Quantas peças ela
produzirá em oito horas de trabalho?
• Solução:
Primeiro, devemos transformar a unidade tempo para minutos; assim teremos uma
única grandeza associada à variável tempo: 8 horas = 480 minutos.
Se temos mais tempo, a máquina faz mais peças; logo, as grandezas são
diretamente proporcionais e temos:
Logo:
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Regra de três composta
• A regra de três composta envolve três ou mais grandezas.
• O primeiro passo para resolver uma regra de três composta é organizar
as grandezas em uma tabela, identificando se as grandezas envolvidas
são direta ou inversamente proporcionais, relacionando cada grandeza
com aquela cujo valor é desconhecido (x).
Regra de três composta: exemplo
• Um grupo de 10 trabalhadores descarrega 210 caixas em 3 horas. Quantas horas são
necessárias para que 25 trabalhadores descarreguem 350 caixas?
• Inicialmente, marcamos o valor conhecido na coluna do valor desconhecido (horas).
• Se aumentamos os trabalhadores, diminui o número de horas; assim essas grandezas são
inversamente proporcionais; logo marcamos o valor que está em oposto em linha ao valor
desconhecido.
• Se aumentarmos o número de caixas, aumenta o número de horas; logo, essas grandezas
são diretamente proporcionais; assim, marcamos o valor que está em linha com o valor
desconhecido.
Trabalhadores Caixas Horas
10 210 3
25 350 x
Regra de três composta: exemplo
• Assim, montamos a seguinte equação:
Trabalhadores Caixas Horas
10 210 3
25 350 x
Percentagem
• Considere uma pizza dividida em 100 pedaços. Cada pedaço dessa pizza
corresponderá a um por cento ou 0,01, ou 1/100 ou, ainda, 1%.
Aula 5: Relações e funções.
Plano Cartesiano
• O sistema cartesiano ortogonal de coordenadas auxilia na determinação
de um ponto por meio de um conjunto de informações.
• Para determinarmos um ponto de um plano, precisamos fixar nesse
plano dois eixos reais x e y perpendiculares entre si.
• O plano que contém este sistema é chamado de plano cartesiano.
Coordenadas de um ponto no plano Cartesiano
• Dado um ponto P no plano cartesiano, chamamos de projeção ortogonal de P
sobre um dos eixos (x ou y) à interseção desse eixo com a perpendicular a ele
traçada, por P.
Par ordenado
• Para indicar que um ponto possui abcissa a e ordenada b, representamos:
• O símbolo P(a,b) é chamado de par ordenado.
Produto cartesiano
• Sejam A e B dois conjuntos, consideremos o conjunto AxB = {(x,y)| xA e yB}.
• Chamamos ao conjunto AxB de produto cartesiano de A por B.
Relações
• Seja R um conjunto e supondo que todos os elementos de R sejam pares
ordenados, podemos dizer que R é uma relação.
• Se (x,y) R, então dizemos que x e y estão associados (ou relacionados)
por meio de R.
• Assim, o produto cartesiano AxB é uma relação de A em B dada por
R = {(x,y)|xA e yB} .
• Se R é uma relação de A em B, então chamamos A de conjunto de
partida (domínio) e B de conjunto de chegada (imagem).
• O plano que contém este sistema é chamado de plano cartesiano.
Funções
• Uma função é um tipo particular de relação entre conjuntos que possui
uma propriedade especial.
• Sejam A e B dois conjuntos e R uma relação de A em B, se a cada
elemento xA corresponde um único elemento yB, podemos afirmarque R é uma função de A em B.
• SejamA e B dois conjuntos não vazios, uma relação f de A em B é função
se, e somente se, todo elemento de A estiver associado a um único
elemento de B por meio de f.
Aula 6: Funções e seus gráficos.
Imagem de um elemento
• Considere a função mostrada no diagrama abaixo. Se um elemento y de
B estiver associado a um elemento x de A por meio da função f,
podemos dizer que y é a imagem de x através de f.
• Indicamos: y = f(x)
Imagem de um elemento
• Considere o gráfico da função y = f(x) abaixo. Cada ponto (x,y) do gráfico
deve ser interpretado como (x, f(x)) ou, em outras palavras, a ordenada é
a imagem ada abcissa por meio de f.
Função crescente – Função decrescente
• Uma função f(x) é considerada crescente em um intervalo numérico no
qual é definida e, para dois valores quaisquer x1 e x2, dentro desse
intervalo e com x1 < x2, f(x2) > f(x1).
• Uma função f(x) é considerada decrescente em um intervalo numérico
no qual é definida e, para dois valores quaisquer x1 e x2, dentro desse
intervalo e com x1 < x2, f(x2) < f(x1).
• Uma função f(x) é constante em um intervalo numérico no qual é
definida e, para dois valores quaisquer x1 e x2, dentro desse intervalo e
com x1 diferente de x2, f(x2) = f(x1).