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� ESCOLA DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM PROFª FABRÍCIA FIUZA DISCIPLINA: ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM TRATAMENTO CLÍNICO # SISTEMA DIGESTÓRIO É responsável por retirar dos alimentos ingeridos todos os elementos essenciais ao funcionamento do organismo (nutrientes) e eliminar aqueles que são desnecessários, transformando-os em fezes. Para isso, o sistema digestório quebra os alimentos, decompondo-os em partículas cada vez menores, para que seus nutrientes possam ser absorvidos e transportados até as células pela corrente sanguínea. Nas células, os nutrientes participam de uma série de reações químicas vitais à manutenção da vida, como divisão e crescimento celular, regeneração celular e produção de calor. ORGÃOS DA DIGESTÃO: O sistema digestivo funciona como uma linha montagem de uma fábrica. Como operários, diferentes órgãos desempenham funções especificas, cada um com sua tarefa e a seu tempo. A digestão é o resultado da somatória do trabalho harmonioso de todos eles. O sistema digestivo é composto por um conjunto de órgãos tubulares conectados entre si e também por glândulas anexas e vesícula biliar. É um tubo continuo de cerca de 9 metros de comprimento, que se estende da boca até o anus, atravessando o pescoço, o tórax e o abdome. Fazem parte dele a boca, faringe, esôfago, estomago, intestino delgado, intestino grosso, reto e anus. As glândulas anexas são as glândulas salivares, fígado e pâncreas. Vários órgãos digestivos funcionam involuntariamente, isto é, não obedecem aos comandos do individuo; entram em atividade sem mesmo que sua ação seja percebida. A BOCA E SUAS ESTRUTURAS: O processo de digestão tem inicio quando o alimento entra na boca. O alimento é mastigado, lubrificado pela saliva e movido no interior da cavidade oral pela língua. Em cerca de um minuto, o alimento se torna uma massa macia e úmida, denominada de bolo, sendo engolido através da faringe, passando pelo esôfago. A boca e suas estruturas – língua, dentes e bochechas – têm a função de receber os alimentos e prepara-los para a deglutição, transformando-os numa massa pastosa ou bolo alimentar, de forma a facilitar o processo de digestão. A língua e as bochechas, por meio dos músculos faciais, também auxiliam na acomodação e redirecionamento do alimento dentro da boca, tornando mais fácil a mastigação e sua condução para a faringe. BOCA E GARGANTA: O interior dos lábios, da bochecha e da cavidade oral é revestido por uma membrana mucosa espessa e firmemente ancorada, e um tipo de tecido denominado de epitélio pavimentoso não queratinizado. Aqui as células se multiplicam rapidamente para substituir aquelas removidas ao morder, mastigar e engolir. O lado inferior da parte anterior da língua, tem uma crista cárnea central, o frênulo, que se liga ao assoalho da boca. A língua é o musculo mais flexível do corpo. No seu interior existem três pares de músculos intrínsecos; e fora dela, três pares de músculos extrínsecos que se dirigem da língua a outras partes da garganta e do pescoço. A língua participa da digestão movimentando o alimento dentro da boca na mastigação e deglutição. Na superfície da língua existem estruturas chamadas papilas gustativas, que são sensíveis a estímulos químicos, tornando-as responsáveis pela percepção de sabores – doce, salgado, azedo e amargo. Há quatro tipos de papilas: foliácea, filiforme, fungiforme e circunvalada. O teto da boca, ou cavidade oral, é formado por projeções de ossos maxilares e palatinos do crânio, conhecidos em conjunto como palato duro. Este se estende para trás como palato mole, que contém fibras musculares esqueléticas que permitem sua flexão durante a deglutição. A parte central posterior do palato mole se estende num pequeno “dedo”, a úvula, que pode ser vista através da boca aberta, pendendo da parte posterior, onde ela ajuda a dirigir o alimento para baixo. DENTES: São os primeiros responsáveis em reduzir o alimento em partículas menores, dando inicio ao processo digestório. Eles são adaptados para cortar, triturar, prender ou rasgar alimentos. Formados de material calcificado e muito resistente, os dentes estão presos ao osso maxilar. Existem quatro tipos de dentes, cada qual com um papel diferente. Os incisivos, localizados na frente, têm formato de formão e bordas afiadas para cortar o alimento, enquanto os caninos pontiagudos são projetados para rasga-lo. Os pré-molares, com duas cristas, e os molares, mais planos, os dentes maiores e mais fortes do fundo da cavidade oral, esmagam a trituram o alimento. A porção do dente acimada gengiva é a coroa; a parte encaixada na maxila ou mandíbula é conhecida como raiz; e a área onde estas duas se encontram, na superfície gengival, é denominada como colo do dente. A camada externa da coroa é feita de uma substancia resistente semelhante ao osso, denominado esmalte, que é a substancia mais dura de todo o corpo. Abaixo dela, está uma camada de tecido mais mole, mas ainda forte, denominada de dentina, que absorve impactos. No centro do dente, a popa digital macia contém vasos sanguíneos e nervos. Abaixo da gengiva, o cemento semelhante a osso e os tecidos, que formam os ligamentos periodontais, firmam o dente na arcada dentaria. GLANDULAS SALIVARES: A ação das glândulas salivares corresponde ao inicio do processo químico da digestão. Elas liberam enzimas e substancias que colaboram no amolecimento e redução das partículas de alimento. Algumas das substancias liberadas têm ação bactericida, ajudando a destruir germes e bactérias e a manter a boca limpa. A salivação ocorre o tempo todo, até mesmo durante o sono. Entretanto, ela é mais intensa quando um alimento é colocado na boca ou quando a pessoa está com fome, o que significa que o organismo está se preparando para o processo de digestão. A saliva é produzida por três tipos de glândulas salivares: as parótidas (à frente e imediatamente abaixo de cada orelha); as submandibulares (nas faces internas da mandíbula) e as sublinguais (no assoalho da boca, abaixo da língua). Além disso, numerosas pequenas glândulas acessórias se encontram nas membranas mucosas que revestem a boca e a língua. Embora composta de 99,5 por cento de água, a saliva também contém importantes solutos, como a amilase, uma enzima digestiva que inicia a degradação de amidos, e sais. A saliva lubrifica o alimento para facilitar a mastigação e a deglutição, e mantém a boca úmida entre períodos de alimentação. ESOFAGO: Com a forma de um tubo muscular flexível e cerca de 25 centímetros de comprimento, é o órgão do sistema digestivo encarregado de conduzir os alimentos da faringe ao estomago. Por meio de contrações involuntárias e ritmadas (ondas peristálticas) de suas paredes, o esôfago faz com que os alimentos deslizem até o estomago. Isso acontece porque os músculos dos trechos já percorridos pelo bolo alimentar contraem enquanto os músculos seguintes relaxam para permitir a passagem do alimento. Esse mecanismo ocorre mesmo no caso de uma pessoa alimentar-se de cabeça para baixo, garantindo que o bolo chegue ao estomago. O bolo alimentar leva, em média, de 5-8 segundos para percorrer todo o esôfago. ESTÔMAGO: Localizado na parte esquerda do abdome, entre o esôfago e o intestino delgado, esse órgão faz a primeira grande transformação química e física do bolo alimentar. Com a forma aproximada de uma bolsa em formato de J, o estomago libera suco gástrico, produzido por glândulas gástricas situadas em suas paredes, além de misturar e amassar mecanicamente o bolo, até transformá-lo em uma massa pastosa, chamada quimo, deixando-a em condições adequadas para ser enviada ao intestino delgado. Suas paredes são musculares, na qual o alimento é armazenado, agitado, misturado com sucos gástricos secretados pelo seu revestimento. Esseprocesso se inicia logo após o alimento entrar no estomago proveniente do esôfago, através da junção gastresofágica. Os sucos gástricos incluem enzimas digestivas e ácido clorídrico, o qual não apenas degrada os alimentos, mas também mata micróbios potencialmente nocivos. As camadas de musculo liso da parede do estomago se contraem para combinar e impelir a mistura semilíquida de alimento e sucos gástricos. A parede do estomago tem quatro camadas principais: serosa, muscular, submucosa e mucosa. A mucosa tem criptas profundas que contêm as glândulas gástricas. As células mucosas, na parte superior de cada cripta, secretam um revestimento mucoso para impedir o estomago de digerir e si mesmo. Mais profundamente estão as células parietais, produtoras de ácido, e as células zigomênicas (secretoras de pepsinogênio) e as secretoras de lipase para a digestão. As células enterodócrinas secretam o hormônio gastrina. O estomago também funciona como um depósito temporário que armazena o bolo alimentar enquanto aguarda sua passagem para o intestino delgado, que é percorrido pelo quimo em ritmo bem mais lento do que a deglutição. Para isso, o estomago possui um mecanismo que lhe permite expandir-se como um balão de ar, graças às muitas pregas longitudinais, chamadas pregas gástricas, presentes na mucosa. INTESTINO DELGADO: Com cerca de 6 metro de comprimento e a forma de um tubo enrolado em torno de si mesmo, o intestino delgado é considerado o principal órgão do sistema digestivo, onde ocorre a maior parte da absorção dos nutrientes contidos nos alimentos. Esse processo de absorção é feito, em parte, por milhões de microestruturas contidas no revestimento interno do intestino delgado – as vilosidades ou vilos intestinais. Recobertos por células absorventes, grande parte dos vilos intestinais tem a forma de pregas, que ajudam a ampliar a superfície do intestino delgado para aumentar a atividade de absorção. O duodeno, o jejuno e o íleo formam o intestino delgado. A primeira parte, o duodeno, recebe não somente quimo processado do estomago, mas também secreções digestivas do fígado (incluindo a bile) e do pâncreas. O jejuno e o íleo são longos e formam as alças, mas o jejuno é mais espesso e avermelhado e um pouco mais curto que o íleo. No intestino delgado, o quimo é decomposto ainda mais pelos sucos pancreáticos, a bile e as secreções do próprio intestino para que os nutrientes possam ser absorvidos nas circulações sanguínea e linfática. Os movimentos musculares que misturam e propelem o alimento liquido no intestino delgado são a segmentação e o peristaltismo. INTESTINO GROSSO: O intestino grosso é a parte final do trato digestivo. Com cerca de 1,5 metro de comprimento, é o órgão encarregado de absorver água e dispensar os restos alimentares que não foram aproveitados pelo intestino delgado (o que sobrou do quimo), transformando-os em fezes, que seguem para o reto e são eliminadas pelo anus. Grande parte da água absorvida ajuda a manter o equilíbrio hídrico do corpo. O intestino grosso é formado por quatro porções – ceco, cólon, reto e canal anal. O cólon, por sua vez, é dividido em quatro porções. O reto é uma pequena câmara entre o cólon sigmoide e o anus. Quando as fezes chegam ao reto, provocam sensação de urgência de evacuação. No ato da defecação, os músculos do reto contraem-se e aumentam a pressão sobre as fezes, enquanto os músculos dos esfíncteres interno e externo do anus relaxam, facilitando sua passagem. Paralelamente, também aumenta a pressão dos músculos do abdome e da pelve, auxiliando a empurrar as fezes para fora do corpo. O reto tem cerca de 12 centímetros de comprimento e está, normalmente, vazio, exceto imediatamente antes e durante uma defecação. Abaixo do reto fica o canal anal, com cerca de 4 centímetros de comprimento. Nas paredes do canal anal existem dois fortes conjuntos de músculos formando tubos curtos – os esfíncteres interno e externo no anus. Durante a defecação, ondas peristálticas empurram as fezes para o interior do reto, o que desencadeia o reflexo de defecação. As contrações empurram as fezes, e os esfíncteres anais se relaxam para permitir sua saída do corpo, através do anus. FÍGADO: Com peso médio de 1,3 quilo, é o maior órgão interno do corpo humano. Localizado na cavidade abdominal, logo abaixo do diafragma, é responsável por numerosas funções essenciais, como a produção de bile e a degradação de substancias toxicas absorvidas durante a digestão ou produzidas em outras regiões do corpo. Tem coloração vermelho-escuro e está dividido em lóbulos, que são constituídos por células chamadas de hepatócitos. Essas substancias são dispensadas pela bile (passam ao intestino e são eliminadas com as fezes) ou pelo sangue (são filtradas nos rins e eliminadas com a urina). Único órgão interno humano com capacidade de regeneração, o fígado responde, entre outros, pela produção de 80% do colesterol presente no organismo (o restante é proveniente da alimentação); pela síntese, armazenamento e liberação de vitaminas; e pela síntese, armazenamento e liberação de glicogênio (açúcar) para as células entre as refeições. O fígado recebe sangue proveniente do intestino delgado através da veia porta. No interior do fígado ocorre o processamento de nutrientes e de substancias nocivas. O sangue livre de impurezas, vindo do coração, entra pela artéria hepática, trazendo oxigênio para as células hepáticas. O sangue proveniente do intestino e do coração se misturam e retornam ao coração através das veias hepáticas e da veia cava inferior. A bile é continuamente produzida pelas células que formam o fígado – os hepatócitos, e é drenada por ductos (hepáticos e colédoco) do fígado para o duodeno. Quando o intestino delgado está vazio, ela é conduzida à vesícula biliar, onde fica armazenada. A bile é um liquido verde que contém sais biliares, bilirrubina (substancia que resulta da destruição de células do sangue) e colesterol, entre outros compostos. Uma de suas funções é reduzir as moléculas de gordura em moléculas menores e mais simples para facilitar o trabalho de digestão feito pelo intestino delgado. PÂNCREAS E VESÍCULA BILIAR: O pâncreas e a vesícula biliar, assim como o fígado, não fazem parte do tubo digestivo, mas estão localizados na cavidade abdominal e realizam tarefas fundamentais na digestão química dos alimentos. O pâncreas é responsável pela produção das enzimas que digerem principalmente as gorduras e ainda produz bicarbonato, que ajuda a neutralizar a acidez do quimo. A vesícula biliar armazena a bile, que é produzida pelo fígado, e passa a liberá-la sobre o bolo alimentar assim que este chega ao duodeno, no inicio do intestino delgado. O pâncreas é considerado uma glândula mista, porque desenvolve uma função endócrina e outra exócrina: na endócrina, ele secreta os hormônios insulina e glucagon diretamente no sangue; na exócrina, secreta o suco pancreático através do ducto pancreático, que se une ao ducto biliar comum e desemboca no duodeno. O suco pancreático é composto de diversas enzimas digestivas que facilitam o trabalho de absorção de nutrientes realizado pelo intestino delgado. A vesícula biliar, localizada junto ao fígado, pode armazenar de 35-50 ml de bile. Quando cheia, assim como uma bolsa, a vesícula se expande até assumir o tamanho e a forma aproximada de uma pequena pera. Isso graças à elasticidade de sua mucosa interna, que contém pregas de distensão parecidas com as do estomago. Para liberar a bile sobre o quimo, no intestino delgado, a vesícula biliar faz movimentos de contração, estimulados por um hormônio chamado colecistocinina. Pode secretar até 1 litro de bile diariamente. A bile chaga à vesícula, vinda do fígado, por meio de dois ductos (cístico e hepático). Desse órgão é enviada ao duodeno por um único canal (ducto colédoco). A função da bile é reduzir as moléculas de gordura em partes cada vez menores, facilitando o trabalho da digestão. DIGESTÃO:O processo digestivo envolve uma série de ações físicas e químicas que decompõem os componentes dos alimentos em partículas de nutrientes, pequenas o suficiente para a absorção. Uma digestão física vigorosa dos alimentos – esmagamento e agitação – ocorre na boca, mas se torna progressivamente menos importante nas partes sucessivas do trato digestivo. O estomago também decompõe fisicamente os alimentos em partículas pequenas usando movimentos musculares, mas, como na boca, também secreta substancias químicas digestivas (enzimas). Quando os alimentos pulverizados e as enzimas (quimo) chegam ao duodeno (a primeira parte do intestino delgado), muitas partículas de alimento já são microscopicamente pequenas, mas ainda não o suficiente para atravessarem membranas celulares para chegar aos tecidos do corpo. A digestão química adquire então a maior importância, com moléculas grandes sendo quebradas em partículas ainda menores, absorvíveis, que podem entrar na corrente sanguínea. O revestimento do estomago é pontilhado com microscópicas criptas gástricas, que contêm células que secretam varias substancias. O ácido clorídrico, proveniente de células situadas nas criptas, mata quaisquer micróbios presentes nos alimentos ingeridos. Outras células liberam a enzima gástrica lipase, que inicia a primeira decomposição de gorduras. A digestão de proteínas pela pepsina se inicia cautelosamente. A pepsina é primeiramente liberada em forma inativa (pepsinogênio), depois é convertida pelo acido gástrico. Se fosse ativa já na sua liberação, ela digeriria a própria parede do estomago. Um revestimento de muco também protege o estomago contra enzimas digestivas. O conteúdo parcialmente digerido do estomago, conhecido como quimo, é esguichado no duodeno – a primeira parte do intestino delgado. Ductos entregam liquido biliar do fígado e da vesícula biliar, e uma complexa mistura de secreções do pâncreas. Os sucos pancreáticos incluem álcalis, como bicarbonatos, que neutralizam o acido do estomago, e cerca de 15 enzimas, que atuam sobre os três maiores componentes dos alimentos – carboidratos, proteínas e gorduras. Após o duodeno, o restante do intestino delgado é o local da decomposição final de substancia dos alimentos e da sua absorção no sangue e linfa. Os sucos pancreáticos e a bile continuam a atuar, mas o intestino delgado libera poucas enzimas adicionais na sua luz. Em vez disso, suas enzimas atuam no interior e na superfície das células de revestimento. Estas enzimas incluem a lactase e a maltase, que decompõem os açúcares duplos (dissacarídeos), lactose e maltose, nos açucares simples, glicose e galactose. As peptidases intestinais convertem cadeias curtas de peptídeos (originalmente proteínas) em suas subunidades, os aminoácidos. As células de superfície das vilosidades digitiformes do revestimento intestinal possuem projeções próprias menores (microvilosidades) onde ocorrem algumas das alterações finais. ESFÍNCTER ESOFAGIANO INFERIOR: Localizado na junção do esôfago com o estomago, é formado por fibras musculares que se contraem assim que o bolo alimentar passa, impedindo que o conteúdo gástrico retorne para o esôfago (refluxo). Eventualmente, conteúdos do estomago podem retornar ao esôfago, causando a sensação de ardência (azia), vômitos e, no caso de recém-nascidos, as frequentes regurgitações. GLÂNDULAS GÁSTRICAS: Localizadas na túnica mucosa (camada que reveste as paredes do estômago), produzem e lançam sobre o bolo alimentar grande quantidade de suco gástrico, um líquido formado de ácido clorídrico (HCl) e de outras substâncias, cuja função é digerir vários componentes do bolo alimentar. Uma dessas substancias é a enzima digestiva pepsina, encarregada da digestão das proteínas contidas no bolo. As glândulas gástricas respondem pela secreção de numerosos elementos vitais ao organismo, como hormônios, neurotransmissores e até um muco que protege a túnica mucosa de ser corroída pela forte ação do ácido clorídrico e da enzima pepsina. O aumento da secreção desses ácidos ou mesmo a redução dos níveis de muco protetor podem causar as conhecidas gastrites e ulceras estomacais. TRANSFORMAÇÃO EM FEZES: A desidratação do quimo ocorre no cólon ascendente, que tem capacidade de absorver 850 ml de água diariamente. Em seguida, o restante do quimo, agora mais consistente, é empurrado por contrações musculares involuntárias até o cólon transverso, onde começa a se transformar em fezes, e ao cólon descendente, onde as fezes são consolidadas e armazenadas. Durante o período em que ficam armazenadas no cólon descendente, as fezes recebem a ação de milhões de bactérias intestinais, inofensivas à saúde quando não se espalham para outras regiões. VILOSIDADES INTSTINAIS: Cada vilosidade é recoberta por epitélio, uma camada celular que permite a passagem dos nutrientes digeridos para o interior ou luz. Alguns nutrientes passam para a linfa que flui lentamente, enquanto outros passam para o sangue e são transportados para o fígado. As células epiteliais de cada vilosidade também têm projeções digitiformes, denominadas de microvilosidades. Em conjunto, as pregas, vilosidades e microvilosidades do revestimento do intestino delgado aumentam sua superfície mais de 500 vezes, e comparação com um revestimento liso, para a eficiente absorção de nutrientes. células caliciformes dispersas por todo o epitélio secretam muco, que auxilia na passagem dos alimentos.