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1 ANEMIAS 1- ANEMIAS MICROCÍTICAS E HIPOCRÔMICAS ANEMIA FEROPRIVA EPIDEMIO e ETIOLOGIA CLÍNICA LABORATÓRIO TRATAMENTO De acordo com a OMS define ANEMIA como * Hb < 13 g/dl sexo ♂ * Hb < 12 - sexo ♀ * Hb < 11 p/ gestantes * Hb < 12 g/dl p/ crianças > 6 anos * Hb < 11cg/dl p/ crianças entre 6 meses e < 6 anos * Anemia Ferropriva: ↓ do estoque de Fe no organismo. O Fe é essencial na formação da hemoglobina e transportar O2 no sangue. - valor normal de FERRO SÉRICO: 50 a 150 mcg/dl - principal causa de anemia no MUNDO- 10% da população mundial - + comum sexo ♀ ( menstruação e gravidez) ETIOLOGIA: 1- ↑ demanda de Fe - perda sanguínea - crescimento - gravidez - hemólise 2- Suprimento inadequado - dieta inadequada - má – absorção ( cirurgia de bypass gástrico; Crohn; acloridria e doença celíaca) 3- Função anormal da transferrina - glossite atrofica ( língua despapilada- atrofia das papilas linguais) - queilite Angular - unhas quebradiças e coiloniquia ( unha em forma de colher) - esplenomegalia de pequena monta - esclera azul - perversão do apetite ( PICA) ( comer gelo- pagofagia; terra...) - SX. De Plummer-vinson ou Paterson- Kelly ( disfagia por membrana esofagiana- + comum em mulheres idosas com anemia ferropriva na fase mais tardia) - fase inicial da doença: Anemia normo-normo ( VCM e HCM normais) ANEMIA FERROPRIVA: * Hb < 9- 12 g/dl- anemia * ↓ VCM < 70- microcitose GRAVE! * ↓ HCM < 28- hipocromia * ↑ RDW > 14%- anisocitose * ↓ RETICULÓCITOS < 2% ( é uma anemia hipoproliferativa, caracterizada pela síntese prejudicada de hemácias na medula óssea, porque a anemia ferropriva é um tipo de anemia carencial) * FERRO ↓ < 30 mcg/dl * FERRO ORAL – sulfato ferroso: 300 mg de sulfato ferroso ( 60 mg de ferro elementar) 3x ao dia por 6-12 meses após normalização do hemograma ( restabelecer os estoques corporais ou os valores de ferritina ultrapassarem 50 ng/ml.) - Criança: 3-5 mg/kg de ferro elementar por dia, dividida em 3 tomadas,1 a 2 horas antes das refeições e de preferência associada a vitamina C ou suco de laranja ou limão ( ↑ a absorção), caso não tolere se deve administrar ↓ O2 na circulação → estimula os RINS a produzir ERITROPOETINA → ↑ EPO -hormônio produzido pelos rins em reposta a hipóxia tecidual, esses hormônios estimula a MEDULA ÓSSEA a produzir ERITROCITOS ( hemácias), contanto que haja um suprimento adequado de FEFRRO, AC. FOLICO e B12)... alem do mecanismo de defesa do organismo: ↑ DC e desvio para DIREITA da curva de dissociação da oxiemoglobina causada pelo ↑ 2, 3- DPG ( difosfoglicerato) que ↓ a afinidade da Hb pelo O2, permitindo sua liberação para os tecidos. * Vida media do eritrócito: 100 a 120 dias. x VCM - volume corpuscular Médio ( tamanho da hemácia) : valores normais= 80 a 100 x HCM -hemoglobina corpuscular Médio ( cor da hemácia): valores normais: 28 a 32 x RDW - variação do tamanho das hemácias= ANISOCITOSE : valores normais 10 a 14% Carlos Abad Galecio 2 - a principal fonte de Fe pra produzir Hb vem da destruição das hemácias velhas ( senescentes) pelos macrófagos do baço. - O Fe é armazenado ( reserva de ferro) como forma de FERRITINA ou HEMOSIDERINA. - O Fe é absorvido no intestino delgado e é + facilmente absorvido na forma de FERRO FERROSO. - a enzima ferro-redutase transforma ferro férrico em ferro ferroso. - Molécula responsável por transportar o Fe no plasma= transferrina. OBS: o conteúdo de Ferro do leito humano é absorvido de 2 a 3 vezes mais em comparação com o leite de vaca. OBS: acloridria ou hipocloridria ↓ a absorção de ferro. - PRINCIPAIS CAUSAS DE ACORDO COM A IDADE: * em ♂ ou ♀ > 50 anos: sempre que tiver anemia ferropriva tem que investigar CANCER DE CÓLON, fazer COLONOSCOPIA. * crianças: CRESCIMENTO ( ↑ a demanda de ferro). A principal causa de anemia ferropriva em crianças é por INGESTÃO INADEQUADA DE FERRO. - anorexia, irritabilidade - sx. Da perna inquieta OBS: HEPCIDINA: molécula produzida pelo fígado e funciona com reguladora da homeostase de ferro no organismo, tem 2 ações: ↓ a absorção de Fe no intestino e ↓ a liberação de ferro do sistema reticuloendotelial . As situações que estimula a síntese de Hepcidina e portanto ↓ a disponibilidade do Fe, são: inflamação ( anemia de doença crônica) e sobrecarga de Fe. QUANDO A REPOSIÇÃO ORAL NÃO SURTE EFEITO- refratário ao tratamento oral: - anemia multifatorial - má adesão ao tratamento - sangramento crônico - não absorção de ferro ( doença celíaca; infecção por H.PYLORI e gastrite atrófica.) * FERRITINA ↓ < 15-30 ( nl de 40 a 200) (significa estoque de ferro baixo e a ferritina é o 1ª exame a se alterar na dieta pobre em ferro) * ↓ saturação da transferrina * ↑ da capacidade total de ligação ao ferro -( TIBIC) > 360 * ↑ protoporfirina - ESFREGAÇO DO SANGE PERIFÉRICO: * HIPOCROMIA ( ↓ HCM) * MICROCITOSE ( ↓ VCM) * ANISOCITOSE ( ↑ RDW) * POIQUILOCITOSE ( hemácias em forma de charuto, lápis ou alvo) - PADRÃO-OURO: aspirado da medula óssea = mostra a ausência de ferro nos macrófagos e eritroblastos. junto com as refeições AVALIAÇÃO DA RESPOSTA TERAPEUTICA: - os reticulócitos começam aumentar entre 48-72 hrs e atinge seu pico 5-7 dias. - a hemoglobina aumenta dentro de 4-30 dias e normaliza em 6 semanas. - melhora dos sintomas na 1ª semana ( fadiga..) OBS: o exame de escolha para avaliar a resposta PRECOCE ao tratamento é CONTAGEM DE RETICULÓCITOS. * FERRO PARENTERAL Indicações: - intolerância oral - incapacidade de atender as necessidades de ferro oral - hemodiálise - sangramento GI persistente Calculo para reposição: Peso corporal (Kg) x 2,3 x ( 15- hemoglobina sérica em g/dl) + 500 3 ANEMIA DE DÇA CRÔNICA EPIDEMIOLOGIA LABORATÓRIO TRATAMENTO - ANEMIA INFLAMATÓRIA- Secundaria a ativação imune aguda ou crônica. ETIOLOGIA: - Artrite reumatoide - LES -Sarcoidose - doença inflamatória intestinal - TBC / empiema/ abscesso/ pneumonia - endocardite infecciosa - meningite - HIV .... qualquer doença crônica!!! - 2ª causa + COMUM de anemia. - PRINCIPAL causa de anemia em pacientes HOSPITALIZADOS. Ela é causada por distúrbio na homeostase do ferro, caracterizada por estimulo à produção de HEPCIDINA, que leva ao “aprisionamento” do ferro nos macrófagos do sistema reticuloendotelial, e como isso, ↑ os estoques de ferro ( FERRITINA ↑) e ↓ da disponibilidade de Fe ( FERRO ↓) A ≠ entre anemia ferropriva e anemia de doenças crônicas é que na anemia ferropriva o Fe sérico e a ferritina estão ↓ e já na anemia crônica a FERRITINA esta normal ou ↑, mas as capacidades de ligação com o ferro e a quantidade dos receptores de transferrina estão ↓. OBS: a liberação de citocinas inflamatórias estimula a produção de Hepcidina. - níveis moderados de Hb ( raro < 8 g/dl) - anemia NORMO- NORMO( em 80% dos casos) VCM > 80 ou levemente MICRO. - FERRO NL ou ↓ - FERRITINA ↑ou NL - RDW NORMAL - ↓ RETICULOCITOS ( anemia hipoproliferativa) - TIBIC normal ou ↓ ( o que diferencia da anemia ferropriva) - Índice de SATURAÇÃO DA TRANSFERRINA ↓ - PCR ou VHS ↑ CLINICA: Evidencia clinica ou laboratorial de inflamação. OBS: o MELHOR exame para ≠ anemia ferropriva da anemia de doença crônica é FERRITINA. TTO: se trata a doença de base. TALASSEMIAS FISIOPATOLOGIA CLINICA LABORATÓRIO e TTODiminuição da síntese da GLOBINA. - representam os defeitos hereditários da hemoglobina + comum - é a doença GENÉTICA + comum do mundo. - são + frequentes na região do mediterrâneo, 1- alfatalassemia (↓ da produção de cadeias α) 2- betatalassemia ( ↓ da produção de cadeias β ou não produz nada) Tipos: - TALASSEMIA MAJOR ( anemia de Cooley) β 0 /β 0 ou β +/β 0 : não Betatalassemia: * TALASSEMIA MAJOR: - os sintomas se tornam evidentes a partir do 6 mês de vida. - anemia grave ( Hb entre 3,0 e 5,0) - icterícia - ICC de ↑ debito - deformidades ósseas por expansão da MO ( predomínio dos MAXILARES com ↑ da arcada Betatalassemia: - anemia HIPO-MICRO ( VCM < 72 e CHCM < 32) OBS: microcitose GRAVE!!! - FERRO NL ou ↑ - FERRITINA NL ou ↑ - RDW ↓ ou NL ( obs: na anemia ferropriva o RDW esta ↑) - TIBC normal 4 sudoeste da Ásia e África HEMOGLOBINA: globina ↕ globina↔HEME↔ globina ↕ Globina * no adulto normal a molécula de hemoglobina é formada por 4 cadeias de globinas: -97% de hemoglobina A ou A1( a hemoglobina possui 2 cadeias α e 2 β.) - 2% de hemoglobina A2 ( 2 α e 2 delta - 1% hemoglobina F ( 2 α e 2 δ)- F de Fetal, é a principal Hb da vida Fetal. produz nada ou produz muito pouco. - TALASSEMIA INTERMEDIA β +/ β + : produz pouco - TALASSEMIA MINOR Β 0/ β ou β +/β : produz um pouco abaixo do normal. OBS: β/β= pessoa NORMAL. FISIOPATOLOGIA: - ↓ a quantidade de Hb A em cada hemácia- que leva a hemácia micro/ hipo. - hemácias com pouca hemoglobina( ↓ da síntese de Hb) são hipocromicas e microciticas. - fica sobrando muita cadeia α leva a destruição dos precursores eritropoiéticos na medula óssea – eritropoiese ineficaz→ ↑ da absorção intestinal de Fe e pode causar hemocromatose - hemólise crônica. - ativação plaquetária- estado de hipercoagulabilidade. superior com separação do dentes- “fascie talassêmico” ou fascie de esquilo.) - litíase biliar pela hemólise crônica - hepatoesplenomegalia - comprometimento do desenvolvimento, fertilidade e disfunção endócrina. - RX de crâneo “HAIR-ON-END” * TALASSEMIA INTERMEDIA: - geralmente se manifesta na adolescência. - crescimento, desenvolvimento, fertilidade preservado. - clinica + branda * TALASSEMIA MINOR: - assintomática ou anemia leve ( hipo- micro)- costuma exacerbar na gravidez. - Hb entre 9- 11g/dl * Alfatalassemia - os sintomas da doença só se manifesta com 3 deleções ( doença da Hb H) ou 4 deleções ( hidropisia fetal) 1- HIDROPISIA FETAL Já pode se manifestar na vida fetal ou pós-natal. A ausência de cadeia α é incompatível com a vida extrauterina que evolui para óbito. Sem nenhuma cadeia α, as cadeias gama (δ) se juntam, formando tetrâmero δ4 ou hemoglobina de BART ( tem altíssima afinidade pelo O2, sendo incapaz de libera-la aos tecidos que leva a hipoxia tecidual severa, edema, ICC e morte. 2- DOENÇA DA Hb H: Ausência de 3 genes permite o nascimento da criança sem maiores problemas, mas já com anemia hemolítica. - Saturação de transferrina normal ou ↑ - ↑ BI; LDH * ESFREGAÇO DO SANGUE PERIFÉRICO: - anisopoiquilocitose - HEMÁCIAS em ALVO - HIPOCROMIA ( ↓ HCM e CHCM) - PONTILHADO BASÓFILO - RDW ↓ * PADRÃO-OURO: ELETROFORESE DE Hb→ Níveis aumentados de Hb A2 e F e níveis baixos ou ausentes de Hb A . * Alfatalassemia -Hidropsia fetal: eletroforese de Hb com 80% de Hb BART e ausência de Hb A - doença da HbH: eletrofrese de Hb com 5 a 40% de Hb H níveis de HbF e HbA2 normais. TRATAMENTO: Betatalassemia: - hipertranfusão crônica- objetivando o Ht 27 a 30% - quelante de Ferro com deferoxamina ( quando ferritina > 1.000) - acido fólico - esplenectomia - transplante de MO- é o único tratamento curativo 5 ANEMIA SIDEROBLÁSTICA ETIOLOGIA CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Anemia por ↓síntese da porção HEME da Hb. OBS: o grupo HEME é formado por Protoporfirina IX + íon Ferroso. - acumulo excessivo de FERRO dentro das mitocôndrias dos precursores eritroides. * HEREDITÁRIA: - herança ligada ao X - herança autossômica dominante - congênita: SX. De PEARSON * ADQUIRIDA - mielodisplasia - isoniazida, clorafenicol - alcoolismo - deficiência de COBRE - intoxicação por CHUMBO Intoxicação por chumbo é causa clássica de anemia sideroblastica. - sintomas de anemia e pelo acumulo de ferro ( hemocrormatose) - anemia HIPO/MICRO - FERRO NL ou ↑ ( acumulo de Fe) - pode haver hemácias normo ou macrociticas- RDW ↑ - FERRITINA NL ou ↑ - TIBC NL - saturação de transferrina ↑ * PADRÃO-OURO: aspirado de medula óssea: mostra os sideroblastos em ANEL perfazendo + de 15% dos eritroblastos. - hematoscopia ( esfregaço de sangue periférico)= corpúsculos de Pappenheimer - excluir problemas reversíveis - suporte transfusional - quelante de ferro com deforaxamina ou com deferasorox - suplemento de vitamina B6 ( piridoxina) 2- ANEMIAS NORMOCÍTICAS E NORMOCRÔMICAS= H Se ÷ em anemias HIPOPROLIFERATIVAS e HIPERPROLIFERATIVAS: HIPOPROLIFERATIVAS: a medula óssea NÃO esta produzindo eritrócitos de forma adequada. contagem de RETICULÓCITOS reduzida ( < 40-50.000 ou < 2%) x EX:- fase inicial da anemia ferropriva; x anemia de doença crônica; x anemia de doença Renal Crônica ( ↓ EPO) x Anemia Aplásica x Anemia das doenças Endócrinas ( Hipopituitarismo; hipotireoidismo; hipertireoidismo; doença de Addison; hipogonadismo; hiperparatireoidismo; DM) 6 ANEMIAS HEMOLÍTICAS ALOGARITIMO DE INVESTIGAÇÃO DE ANEMIAS HEMOLÍTICAS + HIPERPROLIFERATIVAS: bom funcionamento da medula, mas esta havendo DESTRUIÇÃO aumentada de eritrócitos (hemólise); ou hemorragia hemorragia aguda que suplantam a capacidade de reação da medula. Contagem de RETICULÓCITOS aumentada ( > 100.OOO ou > 2%) x EX: anemia do Sangramento Agudo x Anemias Hemolíticas: destruição prematura de hemácias na periferia. Clinica: anemia normo normo + Icterícia + esplenomegalia + litíase biliar x RETICULOCITOSE > 100.000 ou > 2% x ↑ BI x ↑ LDH x ↓ HAPTOGLOBINA COOMBS DIRETO (+) ↓ ANEMIA HEMOLITICA AUTO-IMUNE- AHAI ANTICORPOS QUENTES (IgG) ANTICORPOS FRIOS (IgM) ( IgG-75%) - intravascular - Extravascular COOMBS DIRETO ( - ) ANEMIA HEMOLITICA NÃO AUTO-IMUNE ↓ CONGÊNITA: x Defeitos de Membrana: ESFEROCITOSE HEREDITÁRIA x Defeitos Enzimáticos: -DEFICIÊNCIA de GLICOSE 6-FOSFATO DESIDROGENASE ( G6PD) -DEFICIÊNCIA de PIRUVATO-QUINASE (PK) x Defeitos da Hemoglobina: ANEMIA FALCIFORME ↓ x ADQUIRIDAS: - HEMOGLOBINÚRIA PAROXÍSTICA NOTURNA 7 AHAI EPIDEMIOLOGIA ETIOLOGIA CLINICA e DIAGNOSTICO TRATAMENTO É uma desordem de origem idiopática ou secundaria a doenças autoimunes ou drogas, que ocorre uma formação de anticorpos contra a membrana das hemácias, que leva sua destruição pelo baço ou fígado. FISIOPATOLOGIA: * Ac quentes ( IgG): + comum- 75% dos casos. As hemácias cobertas por Ac IgG são retiradas da circulação por macrófagos do baço, levando ahemólise EXTRAVASCULAR. * Ac frios (IgM): ocorre lise direta- hemólise INTRAVASCULAR ou pela células de Kuppfer no fígado. - a incidência ↑ com a idade > 50 anos e + no sexo ♀ - AHAI é a causa + comum de anemia hemolítica adquirida, com exceção dos países em que a malária é endêmica. OBS: qual anti- hipertensivo que leva a anemia hemolítica? Alfametildopa. * IDIOPATICA * SECUNDARIA Ac quentes: - Doença autoimunes ( LES; AR; RCU) - Drogas: METILDOPA ( principal); penicilina; procainamida , quinidina. - carcinomas; linfomas... - doenças linfoproliferativas Ac frios: *doença crioaglutinina - idiopática - secundaria: Infecções MYCOPLASMA ( pneumonia por Mycoplasma pneumoniae) * CLINICA: sintomas relacionados a anemia, a hemólise e a doença de base. - Cursa com ESPLENOMEGALIA de GRANDE MONTA. * DIAGNOSTICO: - teste de COOMBS DIRETO ( + ) - ↑ RETICULOCITOS - ↓ HAPTOGLOBINA - ↑ LDH; BI - pesquisa dos títulos séricos de crioaglutinina 1- Tratamento de ESCOLHA: GLICOCORTICOIDES ( predinisona) 2- esplenectomia: somente para quem não responde ao glicocorticoide. OBS: SX. De ZIEVE: anemia hemolítica autolimitada ( com reticulocitose, icterícia, hiperlipidemia e esplenomegalia) que pode ocorrer em etilistas crônicos, independente da presença de hipertensão porta ou cirrose. ESFEROCITOSE HEREDITÁRIA FISIOPATOLOGIA CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Ou MICROESFEROCITOSE HEREDITÁRIA É um tipo de anemia hemolítica NÃO autoimune do tipo Defeitos no citoesqueleto da membrana da hemácia. A hemólise ocorre no baço por FALHA na DEFORMAÇÃO das Anemia congênita + historia familiar (+) + reticulocitose + icterícia ( ↑ BI) hiperbilirrubinemia intensa + esplenomegalia - Historia familiar ( + ) - COOMBS ( - ) - ESFREGAÇO DO SANGUE PERIFÉRICO: * presença de esferócitos ( TTO de ESCOLHA: - ESPLENECTOMIA: sempre fazer!!!! PREPARO PRÉ- OPERATORIO: 8 CONGÊNITA. hemácias, dificultado a passagem delas pelo cordão de Bilroth, onde são fagocitadas por macrófagos. + litíase biliar hemácias arredondadas ● e sem palidez central) * reticulocitose - PADRÃO-OURO: teste de FRAGILIDADE OSMÓTICA ( utiliza solução salina que leva a lise das hemácias) - fazer vacinação contra pneumococo e H. influenza B mínimo 2 semanas antes da cirurgia. - sempre fazer USG abdominal para avaliar a presença de LITIASE BILIAR associada, caso tenha se deve realizar a colecistectomia junto com esplenectomia laparoscópica. - profilaxia P.O com penicilina V oral. D6PD FISIOPATOLOGIA CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - é a desordem do metabolismo da hemácia + frequente. - é anemia hemolítica NÃO imune do tipo CONGÊNITA - a deficiência de D6PD leva a uma incapacidade de inativação de compostos oxidantes, que se acumulam no eritrócito com consequente hemólise. - o principal mecanismo de hemólise é intravascular- hemoglobinemia, hemoglobinúria e ↑ BI. - CRISES hemolíticas que são causadas pelo ↑ de estresse oxidativo, precipitadas por infecção, cetoacidose diabética e uso de drogas oxidativas ( SULFAMETOXAZOL, NITROFURANTOINA, PRIMAQUINA( antimalárico) e ingestão acidental de “BOLINHA DE NAFTALINA” . - dosagem de G6PD - prevenção de hemólise: evitar contato com drogas e tratamento adequado as infecções. 9 ANEMIA FALCIFORME CLÍNICA e COMPLICAÇÕES DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Anemia hemolítica crônica hereditária por defeito qualitativo da hemoglobina. É uma hemoglobinopatia hereditária marcada pela ocorrência de fenômenos vaso-oclusivos decorrentes do “afoiçamento” das hemácias no interior da microcirculação. EPIDEMIOLOGIA: - países da área equatorial, região do “cinturão da malária”. ETIOLOGIA: Uma única mutação: troca do acido glutâmico por valina- gera produção da Hemoglobina S. FISIOPATOLOGIA: Polimerização da hemoglobina S desoxigenada, levando a: AFOIÇAMENTO DA HEMÁCIA, ↑ de viscosidade, ↓ da capacidade de deformação que leva a: - destruição prematura COMPLICAÇÕES AGUDAS 1- CRISES VASO-OCLUSIVAS * SX. MÃO-PÉ ( Dactilite Falcêmica) -Isquemia aguda dos ossos das mãos e pés que leva a DOR e EDEMA dos digitais. -Ocorre por volta do 5- 6 meses ( 1ª manifestação de DOR na criança) * CRISE ÁLGICA É a causa mais comum de admissão hospitalar. - dor óssea; abdominal ( isquemia e infarto mesentérico que pode simular abdome agudo); priaprismo ( ereção involuntária > 30 min) * SX. TORÁCICA AGUDA - principal causa de MORTE na anemia falciforme - febre alta, taquipneia, dor torácica, leucocitoses e infiltrado pulmonar, que evolui para Insuficiência respiratória. - o AGENTE infeccioso + COMUM: S. PENEUMONIAE. - Tratamento empírico: cefuroxime + azitromicina * AVE- pode ser isquêmico ( + em crianças) ou hemorrágico ( + em adultos). O AVE hemorrágico ocorre ao ↑ da contagem dos Leucócitos. TTO agudo: exanguineotransfusão. 2- DISFUNÇÃO ESPLÊNICA- PREDISPOSIÇÃO A INFECÇÕES Aproximadamente aos 6 meses, o baço irá crescer devido a hemólise intensa. Mas depois de um período começa acumular muitas hemácias afoiçadas e causar múltiplos infartos e assim o baço começa a se atrofiar, tornar-se duro e com fibrose, processo chamado → AUTOESPLENECTOMIA. OBS: o baço é um órgão muito importante para - ESFREGAÇO DO SANGUE PERIFÉRICO: * hemácias em FOICE * Policromasia ( indicativo de reticulocitose) * Corpos de Howell-Jolly ( hipoesplenismo) - PADRÃO-OURO: eletroforese de Hemoglobina. - LABORATÓRIO * Anemia leve a moderada * ↑ RETICULOCITOS * leucocitose neutrofilica * ↑ BI * ↑ LDH * ↓ Haptoglobina 1- Profilaxia de infecções: * Penicilina V oral: iniciar aos 3 meses e continuar ate os 5 anos ( 125 mg/kg ate 3 anos , após = 250 mg 2 x ao dia) * Imunização: Pneumococo, anti- hemofilos, hepatite B e influenza. 2- Suplemento com FOLATO 1 a 2 mg/dia 3- Hemotransfusão: esta contraindicada na anemia assintomática e deve ser evitada ao Maximo, exceto em casos graves com SX. Torácica aguda. 4- HIDROXILUREIA: agente mielossupressor que ativa a síntese de HbF ( a HbF protege a hemácia do afoiçamento, por inibir a polimerização da HbS). ↓ o numero de crises de falcemização e aumenta a sobrevida do paciente. 5- Transplante de MO- para pacientes jovens e 10 das hemácias→ anemia hemolítica. - oclusão da microvasculatura→ isquemia. * Expectativa de vida dos pacientes é de 50-60 anos. resposta imune, e tem bactérias que dependem do baço para serem destruídas, ex: S. PNEUMONIAE, H. INFLUENZA B e SALMONELLA. Portanto pensou em infecção de paciente falcêmico, pensou em PNEUMOCOCO, exceto na situação de osteomielite e artrite séptica, ai devo pensar em SALMONELLA ( tratar com ceftriaxone). OBS: a principal causa de morte em crianças entre 1 e 5 anos com anemia falciforme é por SEPSE PENEUMOCÓCICA. A profilaxia do pneumococo com penicilina V oral ate os 5 anos de vida todos os dias e vacina antipneumococica a partir da 6ª semana de vida, diminui bastante a incidência. 3- CRISES ANÊMICAS Piora aguda da anemia, pode ser de 4 tipos: * CRISE APLÁSICA(+ comum): causa ANEMIA HEMOLÍTICA com RETICULÓCITOS MUITO ↓↓↓↓↓ ou ZERADO! causada pelo PARPOVÍRUS B-19 ( agente etiológico do eritema infeccioso)- geralmente apresenta febre. * CRISE DO SEQUESTRO ESPLÊNICO ( + grave): anemia grave com ↑↑ reticulocitos e baço ↑ subitamente de tamanho + HIPOVOLEMIA e pancitopenia,costuma aparecer entre 6 meses e 1 ano de idade, não costuma aparecer após 2 anos. TTO: esplenectomia para evitar recorrência. * CRISE MEGALOBLÁSTICA: deficiência de acido fólico. * CRISE HIPER-HEMOLITICA graves. 6- Conduta no manuseio da dor: administrar combinações analgésicas, em doses plenas e horários fixos, incluindo opiáceos, ate o alivio da dor. 11 VARIANTES FALCÊMICAS: 1- TRAÇO FLACÊMICO- - indivíduos assintomáticos - hemograma normal - expectativa de vida normal 2- HEMOGLOBINOPATIA SC- menos intensa que anemia falciforme, porem + grave que traço falcêmico. Não cursa com retinopatia e nem osteonecrose da cabeça do fêmur. 3- S/ BETATALASSEMIA 4- HEMOGLOBINA S/ PERSISTÊNCIA HEREDITÁRIA DA HEMOGLOBINA FETAL: os pacientes em geral não tem anemia e nem manifestações vaso- oclusivas. O paciente ira apresentar HbF ( hemoglobina fetal elevada entre 15-35%) COMPLICAÇÕES CRÔNICAS 1- Envolvimento Osteoarticular: * Necrose séptica (osteonecrose) da cabeça do fêmur ( dor no quadril de evolução insidiosa) * vértebra em “BOCA DE PEIXE”- formato bicôncavo. 2- Envolvimento Renal: * ↓ creatinina –( fase inicial do acometimento renal) * hematuria ( necrose de papila) * ISOSTENÚRIA ( incapacidade de concentrar urina) * glomerulopatia ( Glomerulonefrite segmentar e focal- GESF) * hipoaldosteronismo hiporreninêmico ( caracterizada por ↑ K, acidose metabólica, ↓ NA ( aumenta a excreção de NA urinário) 3- Anemia hemolítica crônica 4- Atraso no crescimento e desenvolvimento 5- Envolvimento Hepatobiliar * colelitiase/ coledocolitiase ( calculo de bilirrubinato de cálcio) alta incidência. * Hepatite viral * hepatopatia falcêmica crônica * sobrecarga de ferro 6- Envolvimento Pulmonar- hipertensão pulmonar 7- Envolvimento Cardiovascular 8- Envolvimento do SNC 9- Envolvimento Ocular ( retinopatia não proliferativa ( hemorragias cor de salmão e manchas negras irradiantes) 10- Envolvimento Cutâneo-Subcutâneo: devido a isquemia crônica da pele, localização + comum região maleolar. 11- Gestação: complicações como pré-eclanpsia, sx. Torácica aguda, pielonefrite, endocardite, aborto espontâneo, baixo peso ao nascer, natimorto... 12 HEMOGLOBINÚRIA PAROXÍSTICA NOTURNA FISIOPATOLOGIA CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - é a única anemia hemolítica em que existe um defeitos ADQUIRIDO e não herdado, da membrana celular do eritrócito. * ocorre em qualquer idade, mais comum em adulto jovem. Pensar em Hemoglobinuria, quando: - ANEMIA HEMOLÍTICA + PANCITOPENIAS ( leucopenia, anemia e plaquetopenia) + TROMBOSE - mutação do gene PIG-A que leva a deficiência da GIP. Por conta disso ocorre deficiência de 3 principais proteínas: * CD 55 * CD 59 * C 8 - elas tem função de inativar o complemento. Na ausência dessa proteína as hemácias se tornam sensível a lise. - Episódios agudo de hemólise intravascular que leva a hemoglobinúria, principalmente a noite. - dor abdominal; cefaleia e febre. - exacerbação da hemólise nas infecções , cirurgias e transfusões. - hemoglobinúria e hemossiderinuria que leva a deficiência de ferro. - hipercoagulabilidade que pode levar a trombose. LABORATÓRIO - hemácias macro, normo, ou micro. - ↑ RETICULÓCITOS - deficiência de FERRO - hemoglubinuria e hemossiderinuria - leucopenia e plaquetopenia. DIAGNÓSTICO - pesquisa das moléculas CD 55 e CD 59 na superfícies da hemácias ou dos granulócitos, a partir da citometria de fluxo. - corticoide - reposição de sulfato ferroso - suplementação de acido fólico. - A principal causa de morte é por TROMBOSE! OBS: - todo paciente NÃO hepatopata que apresenta a SX. De BUDD.CHIARI ( trombose aguda das veias supra-hepáticas) deve ser avaliado para a possibilidade de hemoglobinúria paroxística noturna. SHU EPIDEMILOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO SX. HEMOLÍTICO URÊMICO: doença trombótica de pequenos vasos glomerulares - é a principal causa de INSFICIENCIA RENAL em CRIANÇAS. - 80% dos casos é devido a uma gastroenterite previa ( 5 a 10 dias antes) causada por E. COLI entero-hemorrágica ( cepa O157: H7) e SHIGELLA e SALMONELLA. * ANEMIA HEMOLITICA microangiopática ( ESQUIZÓCITOS- hemácias fragmentadas no esfregaço do sangue periférico) + * TROMBOCITOPENIA ( ↓ plaquetas) + * INSUF. RENAL AGUDA oligúrica - historia clinica + achados laboratoriais. “pensar em criança que faz diarreia e depois quadro de IRA oligúrica+ anemia e ESQUIZÓCITOS no esfregaço + ↓ plaquetas”. - suporte e correção hidroeletrolitica - evitar ATB na suspeita de E. COLI, pois pode agravar o quadro. 13 3- ANEMIAS MACROCÍTICAS ( VCM > 100) ANEMIA MACROCÍTICA CAUSAS CLÍNICA e DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - anemia causada por defeito na síntese do DNA, que leva a ↓ do n° de ÷ celular dos precursores eritroides, que passam a apresentar núcleos grandes e imaturos, porem o citoplasma amadurece normalmente. Ocorre uma dissociação núcleo/citoplasma: MEGALOBLASTOSE. OBS: a manifestação clinica da deficiência de folato se desenvolve após 2 a 3 meses na dieta sem acido fólico. OBS: o fator intrínseco é fundamental para perfeita absorção da VIT. B12. 2 principais causas: 1- Def. de COBALAMINA ( vitamina B12) + freq. em idosos. 2- Def. de ÁCIDO FÓLICO MAS, também pode ser causada por drogas. DEFICIÊNCIA DE ÁC. FÓLICO: - fonte: folhas verdes, aveia, cogumelo, algumas frutas e proteína animal. - causas + comuns: ALCOOLISMO ( causa + comum).- o etanol interfere no metabolismo do folato. -GRAVIDEZ: ↑ a demanda de acido fólico ( pode levar a defeitos na formação do tubo neural do feto na 1ª semana de gravidez- predispõe a malformação neurológicas ( espinha bífida, anencefalia)- reposição de ácido fólico 400 mg/d 3 meses antes da gravidez. - LEITE DE CABRA: é pobre em ácido fólico- → leva a anemia megaloblástica por def. de ac. Fólico. - FENITOÍNA: ↓ a absorção do acido fólico no organismo - ESPRU TROPICAL - uso de METOTREXATE e trimetropim DEFICIÊNCIA DE COBALAMINA ( VIT. B12) - DIETA VEGETARIANA ESTRITA ( umas das causas + comuns) - principal fonte de vit. B12: produtos de origem * Manifestações hematológicas: - fraqueza, dispneia aos esforços.. - petequias, e sangramento- devido a ↓ plaquetas. * Manifestações digestivas: - glossite atrófica dolorosa, queilite angular - diarreia e perda ponderal * Manifestações neurológicas: Ocorre apenas na deficiência de VITAMINA B12 ( COBALAMINA): - neuropatia periférica; alteração da marcha - demência - perda propriocepção - ↓ sensibilidade vibratória - parestesia de extremidades - sinal de Romberg + fraqueza e espasticidade de MMII OBS: ANEMIA + alteração NEUROLÓGICAS = anemia megaloblástica por carência de B12. DIAGNÓSTICO - MACROCITOSE ( VCM > 100) - HCM normal - RDW ↑ - anisocitose - RETICULOCITOS ↓ < 2% ( se trata de uma anemia carencial- *Reposição B12 ( IM) via PARENTERAL é a preferencial. : 1.000 mg/dia por 1 semana – 1.000 mg/semana por 4 semanas – 1.000 mg/mês por toda vida ( anemia perniciosa ou alguma outra causa irreversível) * Reposição de Ac. Fólico 1-5 mg/dia VO COMPLICAÇÃO: - B12 parenteral pode levar a retenção de NA e a ↓ K grave. RESPOSTA AO TRATAMENTO: - Pico reticulocitário em 7 a 10 dias - melhora da anemia com 2 meses. 14 animal ( ovo, leite, carne) - estado de ACLORIDRIA ↓ a absorção de Vit. B12) – uso de medicamento IBP. - PÓS-GASTRECTOMIA: desenvolve carência de B12 por remoção da fonte do fator intrínseco ( cel.Gástricas parietais) - distúrbio do íleo terminal: DOENÇA DE CROHN ( ileite regional) e Doença celíaca. - anestésico de inalação de ÓXIDO NITROSO: destrói a cobalamina endógena. Esta relacionada com a inativação de enzima metiona sintase. - causa + comum de def. de B12: ANEMIA PERNICIOSA: doença autoimune, gera anticorpos contra as células parietais ( oxinticas) gástricas produtoras de fator intrínseco, e secreção de acido clorídrico, levando estado de acloridria e ATROFIA GASTRICA – GASTRITE ATRÓFICA e ↓ da absorção de vit. B12. - anticorpos detectados no soro: anticélula parietal ( 90%) e antifator intrínseco ( 60% dos casos) - + comum em idosos - incidência ↑ em associação com GRAVES, HASHIMOTO, VITILIGO. - EDA revela presença de atrofia da mucosa gástrica e o teste de Schilling se torna ( + ) na administração de vit. B12 sendo detectado na urina. - fator de risco para Câncer gástrico. hipoproliferativa) - LDH ↑ e BI ↑ - leucócitos e plaquetas: normais ou ↓- tendência a pancitopenia. - NEUTROFILOS HIPERSEGMENTADOS ( característico de anemia megaloblástica) OBS: neutrófilos hipossegmentados e hipogranulares são característicos de sx. Mielodisplasica. OBS: a anemia megaloblástica é a que mais aumenta o LHD OBS: ANEMIA PERNICIOSA é causa clássica de PLAQUETOPENIA. - ESFREGAÇO DO SANGUE PERIFERICO: * NEUTROFILOS HIPERSEGMENTADOS * macro-ovalócito- eritrócitos grandes, ovais, cheios de hemoglobina * anisocitose ( hemácias de tamanho ≠) * poiquilocitose ( hemácias de formatos ≠) - DOSAGEM DE VIT. B12: Normal de 200 a 900 - DOSAGEM DE FOLATO: Carlos Abad Galecio 15 Normal de 6 a 20 - NA DUVIDA COMO ≠ A DEFICIENCIAS DE VITAMINAS: * acido metilmalônico ↑ - somente na def. de VIT. B12 ( COBALAMINA) * sintomas neurológicos ( somente na def. de VIT. B12) OBS: a HEMOCISTEÍNA estará ↑ nas 2 deficiências ( vitamina B12 e ácido fólico) 16 ARTRITE → MONO/ OLIGOARTICULARES OBS: toda quadro de monoartrite deve Ser PUNCIONADO ( ARTROCENTESE) Para analise do liquido sinovial. GOTA EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA e DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - ARTRITE POR DEPOSIÇÃO DE CRISTAIS. A gota é uma doença METABÓLICA, causada pelo acumulo de acido úrico corporal, um produto de degradação das PURINAS. OBS: a hiperuricemia e gota NÃO são sinônimos! A GOTA ocorre quando há precipitação e depósito ( geralmente crônico) de acido úrico nos tecidos. * Principal órgãos afetados: rins e pele. PATOGENIA: Acido úrico > 7 mg/dl→ hiperuricemia→ gota- deposito de cristais de urato monossódico nas articulações e em diversos - HOMENS- ♂ 30-60 anos ( 7-9: 1) em relação ao sexo ♀. - na mulher ↑ a incidência pós- menopausa, pela perda do efeito uricosúrico do estrogênio. CLASSIFICAÇÃO: * PRIMÁRIA- idiopática, associada a alterações enzimáticas- SX. De LESH-NYHAN- deficiência de hipoxantina guanina fosforibosil transferase. * SECUNDÁRIA- - neoplasia- tratamento quimioterápico - hiperparatireoidismo - psoríase - estresse - INGESTÃO DE ALCOOL - insuficiência renal - intoxicação por 4 FASES DA DOENÇA: 1- HIPERURICEMIA ASSINTOMÁTICA: - acido úrico > 7 mg/dl- começa a se precipitar no corpo - 2/3 dos pacientes hiperuricemicos se mantém assintomáticos. 2- ARTRITE GOTOSA AGUDA: Crise aguda de gota→ geralmente inicia a NOITE, extremamente DOLOROSA com sinais flogisticos( ERITEMA, CALOR, RUBOR) de inicio SÚBITO- , abre o quadro com uma MONOARTRITE ( classicamente no 1ª pododáctilo- ARTRITE “PODAGRA”- DEDÃO do PÉ- HALUX). - duração de 3 a 10 dias. * fatores que predispões a crise ( após uma variação quanto pra mais , quanto pra menos da uricêmia): - traumatismo - consumo de álcool ( cerveja e vinho) - alguns medicamentos- diuréticos, ASS em baixas doses - ingestão excessiva de carne - qualquer remédio que ↓ acido úrico ( aloperidol) * DIAGNÓSTICO: - ATROCENTESE- PUNÇÃO DO LIQUIDO ARTICULAR ( sempre fazer!) → * TRATAMENTO DA CRISE: 1ª linha: - AINES- INDOMETACINA- IBUPROFENO- DICLOFENACO 2ª linha- COLCHICINA 3ª linha- CORTICOIDE CONTRAINDICAÇÃO: * ASS *ALOPURINOL – porque ela faz ↓ os níveis de acido úrico e vai precipitar ainda mais a crise. OBS: a ↓ da hiperuricemia não deve fazer parte do tratamento da crise aguda da gota e sim to tratamento profilático. * TRATAMENTO PROFILÁTICO: 1- afastar os fatores de risco: álcool, carne, diuréticos tiazídicos. 2- COLCHICINA : ação anti- inflamatória- inibição da movimentação e fagocitose dos leucócitos intra-articular. NÃO ↓ acido úrico. x - ARTRITE GOTOSA x - ARTRITE SÉPTICA GONOCÓCICA x - ARTRITE SÉPITICA NÃO GONOCÓCICA x - SX. DE REITER x - ARTRITE PSORIASICA x - ARTRITES CRONICAS: TUBERCULOSA E FUNGICA 17 tecidos, sob forma de TOFOS. Na articulação ocorre SINOVITE decorrente da fagocitose desses cristais destes por neutrófilos, desencadeando inflamação. *2 mecanismos que justificam o ↑ do acido úrico: produção ↑ de acido nucleicos e eliminação ↓ pelos rins. chumbo - ASPECTO do LIQUIDO SINOVIAL: - leitoso - ↑ de leucócitos - presença de cristais de acido úrico no interior dos leucócitos intra-articular com forte birrefrigência negativa . - Luz Polarizada no Microscópio- apresenta cristais de Birrefrigência NEGATIVA. 3- PERIODO INTERCRÍTICO Período SEM crise Obs: quanto + o tempo passa, mais articulações são envolvidas a cada crise, cada vez mais articulações proximais, e menos é o período de intercrise. ( recorrentes e aditivas!) - as crises posteriores são mais graves e tende a assumir caráter POLIARTICULAR e acompanhada de febre ↑. 4- GOTA TOFOSA CRÔNICA ↑↑↑ de acido úrico por anos não tratado→ deposito de GRANDES GOTAS TOFOSAS na pele, tendão, cartilagens ( orelha- pavilhão auricular externo). - Articulações que RARAMENTE são afetadas: ombro, quadril, coluna, sacroiliaca. - muitas vezes os tofos se ulceram e eliminam substancias de aspecto pastoso, rico em cristais de urato monossódico- análise da secreção classifica o nódulo como tofo gotoso. 3- fármacos que ↓ acido úrico: 1- URICOSÍDICO- PROBENECIDA ( estimula a excreção renal) - droga de escolha para pacientes hipoexcretores de ácidos úricos. - droga de escolha p/ < 60 anos e rins com função normal - 10% dos pacientes desenvolvem cálculos renais. 2-ALOPURINOL ( inibe a síntese do acido úrico) - uma vez iniciado deve se manter por toda vida. O LOSARTAN é bom pra quem tem HAS e GOTA ( tem função uricosúrica) INDICAÇÃO de TTO da hiperuricemia ASSINTOMÁTICA: - níveis séricos persistentemente > 13 mg/dl em ♂ e > 10 em ♀ - pacientes em tratamento de quimioterapia e radioterapia, para prevenir a SX. Da lise tumoral que faz ↑ acido úrico. - uricosúria > 1100 mg/24h pelo risco ↑ de urolitíase. 18 ARTRITE SÉPTICA GONOGÓCICA ARTRITE SÉPTICA NÃO GONOCÓCICA AGENTE CAUSADOR Neisseria gonorrhoeae diplococo gran ( - ), sexualmente transmissível- relacionado a DST Staphylococcus Aureus ( cocos gran ( + ) em cachos) DISSEMINAÇÃO via hematogênica geralmente a porta de entrada é cutânea EPIDEMIOLOGIA JOVEM (< 40 anos) e sexualmente ativos + no sexo ♀ CRIANÇAS e IDOSOS e imunocomprometidos FATORES DE RISCO - JOVEM sadios e sexualmente ativo - menstruação recente - gravidez ou puerpério - deficiência congênita ou adquirida do sist. complemento - LES - crianças - idosos -paciente imunocomprometido - usuários de drogas EV - portadores de alterações articulares de base ( AR; gota; Osteoartrite; prótese articular, aplicação intra-articular decorticoide.) CLÍNICA OBSERVAÇÃO 1: quando o quadro clinico tiver ERITEMA INTENSO ( rubor e calor articular intenso)→ pensar em : → ARTRITE SÉPITICA ou → GOTA. OBSERVAÇÃO 2: JOVEM + MONOARTRITE de grandes artic. ( joelho ou joelho e cotovelo) ↓ Ate que se provo contrario , pensar em ↓ → SX. De REITER → ARTRITE GONOCÓCICA Quadro BIFÁSICO: 1ª FASE: POLIARTICULAR: fase de gonococcemia ou SX. Atrite- Dermatite ♀ jovem + FEBRE + + POLIARTRITE (DOR- EDEMA- ERITEMA )+ DERMATITE + TENOSINOVITE * poliartrite ASSIMÉTRICO de - GRANDES articulações ( joelho, cotovelo, tornozelo) *Dermatite: LESÕES CUTÂNEAS- pústula indolor, com base eritematosa e centro necrótico ( + nas mãos) * HEMOCULTURA ( + ) * CULTURA do liquido sinovial – ATROCENTESE é ( - ) * CULTURA da orofaringe, reto, uretra, colo uterino ( + ) 2ª FASE: MONOARTICULAR: - artrite supurativa- o gonococo MIGRA para o interior do espaço articular→ que leva a uma artrite séptica propriamente dita. * HEMOCULTURA ( - ) * CULTURA do liquido sinovial- ARTROCENTESE ( + ) em 30% apenas. * CULTURA do reto, colo uterino e reto- ( + em 80% ) - Já inicia com MONOARTRITE PURULENTA, associada a sinais sistêmicos de toxemia- FEBRE- DOR a movimentação- ERITEMA. - Tenosinovite é RARA - AUSENCIA de LESÕES CUTÂNEAS * HEMOCULTURA ( + ) em + de 50% * CULTURA de liquido SINOVIAL- ARTROCENTESE ( + ) em 90% 19 CARACTERISTICA DO LIQUIDO SINOVIAL - turvo, purulento, com leucócitos entre 10.000 a 100.000 ( inferior a artrite NÃO gonocócica), predomínio de NEUTROFILOS, ↓ glicose e ↑ de proteínas. - bacterioscopia:diplococos gran ( - ) leucócitos ate 200.000, com predomínio de neutrófilos, ↓ glicose e ↑ proteínas. - bacterioscopia do liquido : gran ( + ) – 70- 80% TRATAMENTO * CEFTRIAXONE ( 1g IV ou IM cada 24 hrs) ate melhorar os sinais sistêmicos... depois completar 7 DIAS de tratamento com * CIPORFLOXACINO 500 mg 12/12 h NÃO esperar pelo resultado, inicia logo ATB EMPÍRICA: ate sair o resultado da hemocultura e cultura do liquido sinovial: * RN: oxacilina + cefotaxima * 1 MÊS E 5 ANOS: cefalosporina de 3ª G * > 5 anos: oxacilina TERAPIA INDIVIDUALIZADA: * S. AUREUS: oxacilina por 3- 4 semanas * MRSA: vancomicina por 3- 4 semanas * GONOCOCO: cefitriaxone por 2 semanas ARTROSCOPIA * RARAMENTE é necessário esta INDICADA em TODOS casos ARTRITE REATIVA EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA TRATAMENTO - é uma condição sistêmica, caracterizada pelo desenvolvimento de uma forma de artrite ESTÉRIL, SORONEGATIVA, deflagrada por alguma infecção a distancia. OBS: a Sx. De REITER é um grande exemplo de artrite reativa oriunda de infecção genital com tríade clássica ( artrite + uretrite + conjuntivite. - PÓS- DISENTÉRICA ( pós- gastroenterite) ou EPIDÊMICA: → + comum em CRIANÇA *causada por: sighela salmonella campylobacter yersina. - PÓS-VENÉRIA ( pós-uretrite) ou ENDÊMICA: → + comum em ♂ JOVEM. * causada por: clamydia tracomatis - parece esta ligada ao HLA- B27 em 60% dos casos. SX. De REITER: tríade→ *ARTRITE monoarticular ASSIMETRICA de GRANDES articulações predomina em MMII ( joelho)- de 1 a 4 semanas após a infecção precipitante. + URETRITE +CONJUNTIVITE( olho vermelho) Outros achados associados: - Presença de tendinite de Aquiles e sacroilite e dactilite ( dedo em “salsicha”) - balanite circinada - ulceras orais - ceratoderma blenorrágico - - uveíte anterior SINTOMÁTICO: * AINES: indometacina ou naproxeno por 2 semanas * azitromicina ou doxicilina = para tratar clamydia. 20 →POLIARTRITES ( 4 ou + articulações acometidas) ARTRITE REUMATOIDE CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Doença inflamatória crônica sistêmica, caracterizada por agressões articulares autoimunes. - artrite soropositiva! EPIDEMIOLOGIA: - ♀ ( 3:1) de 35-55 anos - parentes de 1ª grau (4:1) - melhora durante a gestação e piora no pós- parto. PATOGENIA: - Idiopática e tem participação imunológica: 1) FATOR REUMATÓIDE- WALLER-ROSE: - é um auto-anticorpo IgM que ataca as IgGs do paciente. - pouco sensível e especifico (70-80%) - FR positivo é encontrado em 5% da população NORMAL e em 10-20% dos Características: - poliartrite inflamatória periférica e SIMÉTRICA de inicio insidioso com edema de partes moles e derrame articular e intermitente - prefere articulações pequenas: MÃO- PÉ- PUNHO é pronto! - NÃO é saltatório e nem migratório - RIGIDEZ MATINAL (+ de 1 h de duração) * MÃOS e PÉS: - as artic + afetadas: MCF e IFP - artic. POUPADA: IFD - desvio ULNAR dos DEDOS - deformidade em “PESCOÇO DE CISNE”- extensão da IFP e flexão da IFD. - deformidade em “ABOTOADURA”- flexão das IFP e extensão IFD. * PUNHO: - desvio RADIAL do CARPO - alteração da MCF- punho “em dorso de CAMELO”. - compressão do NERVO MEDIANO→ leva a SX. Do TÚNEL DO CARPO: parestesia do polegar, 2ª – 3ª e metade radial do 4ª dedo. - 2 manobras pode precipitar a sx. Do túnel do carpo: 1- manobra de Tinel: digito percussão sobre o * ENVOLVIMENTO ARTICULAR: - 1 grande artic= 0 ponto - 2 a 10 grandes artic= 1 ponto - 1 a 3 PEQUENAS artic ( MCF; IFP; MTF e polegar)= 2 pontos - 4 a 10 PEQUENAS artic= 3 p - > 10 artic ( sendo ao menos 1 pequena)= 5 pontos * SOROLOGIA: - FR e ACPA ( anti-CCP) ( - )= 0 p - FR e ACPA ≤ 3 x valor de referencia= 2 pontos - FR e ACPA > 3 x = 3 pontos * REAGENTE DA FASE AGUDA: - PCR e VHS normal= 0 ponto - PCR e VHS ↑ = 1 ponto * DURAÇÃO DOS SINTOMAS: - < 6 SEMANAS= O ponto - > 6 SEMANAS= 1 ponto RESULTADO: ≥ 6 PONTOS= dá o diagnostico definitivo de AR. 1- SINTOMÁTICO: * AINES: - não evita a progressão da doença * GLICOCORTICOIDES: - suprime sinais e sintomas inflamatórios - usado em BAIXAS doses - sempre usado associado com outra droga. - predinisona: 7,5 a 10 mg/dia 2- DROGAS ANTIRREUMÁTICAS MODIFICADORES DA DOENÇA ( DARMD) * NÃO BIOLÓGICOS: - MTX ( metotrexate)- de escolha! Dose semanal de 7,5 a 25 mg. - HIDROXICLOROQUINA ( antimalárico)- 200-400 mg/dia - SULFASSALAZINA x ARTRITE REUMATOIDE x SX. REUMATOIDE ( artrite viral) x ARTRITE GONOCÓCICA- fase inicial x ARTRITE DO LÚPUS ERITEMATOSO x DOENÇA DE WIPPLE- ( esta no resumo de sx. Diarreica) x DOENÇA DE LYME ( esta na apostila de sx. Febril) 21 idosos . 2) ANTICORPO ANTICITROLINA- CICLICA( anti- CCP ou ACPA): ↑ especificidade ( quase 100%)- se encontrar esse anticorpo + tem praticamente certeza do DX. FISIOPATOLOGIA: -O LOCAL da articulação + acometida→ MEMBRANA SINOVIAL, que leva a uma SINOVITE CRONICA ( edema) e formação de PANNUS – tecido extremamente corrosivo que destrói o osso e cartilagem, levando a DEFORMIDADE ARTICULAR. OBS: é a única artrite que deforma! OBS: A articulação que NÃO é acometida geralmente é a coluna DORSAL e LOMBAR ( é mais característico da espondilite anquilosante). O que é SX. DE FELTY? AR crônica ( fase tardia) + esplenomegalia e neutropenia. nervo mediano ano nível do punho ( região volar- palmar do punho). 2- manobra de Phalen: mão em flexão forçada por 30-60 seg. * JOELHOS: - Cisto de BAKER: o ↑ da pressão intra-articular causada pelo acumulo de liquido leva a um abaulamento na porção posterior do joelho, este cisto pode se romper e simulando uma TVP. EXCESSÃO: * PESCOÇO: - Acometimento da C1 e C2 ( atlanto- axial) - artic. Cricoaritenoides: o paciente pode apresentar ROUQUIDÃO , DISFAGIA e dor na região anterior do pescoço que pode levar a Insuf. Resp. aguda. - artrite Temporomandibular: limitação dolorosa da abertura da boca.* MANIFESTAÇÕES EXTRA-ARTICULARES: “Peguei nojo de vasca” PE: PERICARDITE ( + comum) NO: NÓDULOS SUBCUTANÊOS: + comum na face extensora dos braços. JO: SX. DE SJOGREN (30% dos pacientes) DE: DERREME PLEURAL- é exudativo: ↑ LDH e proteínas; ↓ glicose e FR + . VAS: VASCULITE CA: SX. DE CAPLAN: AR. Em mineradores de carvão- pneumoconiose. OBS: - Artrite reumatoide :Pode apresentar glicose MUITO BAIXA (< 30) OBS: 40% tem manifestação extra-articular e 15% são graves. Principais FATORES DE RISCO para doença progressiva e PIOR PROGNÓSTICO: - idade avançada ou jovem que apresenta doença “ativa” - tabagismo - genótipo HLA- DR4 + - múltiplas artic. Inflamadas - presença de nódulos reumatoides - envolvimento extra-articulas - incapacidade funcional - erosão no RX - FR e anti-CCP (+) - VHS e PCR ↑↑ Fator de risco ( + ) ↓ Inicio precoce de terapia + agressiva ↓ MTX ( de escolha) + corticoide em baixas doses Pode Tb associar hidroxicloroquina Fator de risco ( – ) ↓ Coxib ou hidroxicloriquina + baixas doses de corticoide - PROGNÓSTICO: a AR ↓ a sobrevida do paciente e a principal causa de óbito e a doença cardiovascular . - sais de outro - leflunomida OBS: melhora sinais e sintomas e lentifica o dano as estruturas articulares. - melhor resposta quando combina MTX ou outro DARMD. - OBS; paciente com uso de MTX deve ser monitorados com hemograma e transminases cada 4-8 sem. Pois é hepatotóxico. - fazer abstinência alcoólica durante o uso de MTX. * BIOLÓGICOS: - inibidores do TNF-α: infliximab; etanercept - antagonista dos receptores IL-1: anakinra 3- IMUNOSSUPRESSORES OBS: NÃO são de 1ª escolha, são menos eficazes que o DARMDs. - ciclosporina - azatioprina - ciclosfosfamida 22 SÍNDROME REUMATÓIDE- artrite VIRAL PRINCIPAIS VÍRUS RELACIONADOS: CLÍNICA Poliartrite AGUDA de pequenas articulações, diferencia da AR por ser AUTOLIMITADA que NÃO ULTRAPASSA 6 SEMANAS. - ocorre + em crianças e jovens + do sexo ♀ - RUBÉOLA - HEPATITE B - PARVOVÍRUS B 19 - HIV - idêntica da AR porem < 6 semanas * DIAGNÓSTICO: - SOROLOGIA: ↑ IgM em 15 a 21 dias * TRATAMENTO: sintomático. ARTRITE DO LÚPUS ERITEMATOSO Caracteriza por originar “ITES” nos seus focos de lesão: nos rins: glomerulonefrites; nas articulações : artrites; nos vasos : vasculites; no pulmão: pleurites, pneumonites... ARTRITE do LES= ARTTRITE da AR + ARTRITE DA FEBRE REUMATICA Ou seja: acomete pequenas articulações periféricas das mãos, pés e punho , MASSS, é MIGRATÓRIA, ASSIMÉTRICA ( assim como na FR) e a inflamação costuma durar poucos dias e NÃO FAZ EROSÃO ÓSSEA ( a principio não deforma, exceto na artrite de JACCOUD: causa uma frouxidão ligamentar. ARTRITE EM PEDIATRIA FEBRE REUMATICA CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO Complicação tardia NÃO supurativa após infecção pelo S. pyogenes do trato respiratório superior ( após uma faringoamidalite bacteriana ou escarlatina). AGENTE: STREPTOCOCOS PYOGENES- β HEMOLITICOS DO GRUPO A EPIDEMIOLOGIA: * idade: 5 a 15 anos * > incidência em países CRITÉRIOS DE JONES: 2 critérios > ou 1 critério > + 2 <. CRITERIOS MAIORES : * POLIARTRITE MIGRATÓRIA ( 75%): - GRANDES artic. - MIGRATÓRIO que persiste 1-3 dias em cada articulação e não aditiva e ASSIMÉTRICO - não deixa sequelas e é autolimitada - dura no Max. 1 mês e é manifestação clinica + precoce. OBS: a melhora rápida da artrite com o uso de anti- inflamatório oral é característica da FR. * CARDITE ( 50-60%): - tem potencial de uma pericardite, cardiomegalia, ICC ( CRITERIOS OBRIGATORIOS: 2 > OU 1 > e 2 < + confirmar infecção estreptocócica prévia: - ANTICORPOS ( + ) : - ASLO- (antiestreptolisina 0) - ANTI-DNA ase-B - anti-HIALURONIDASE - CULTURA da orofaringe - teste rápido do antígeno Estreptococo. 1ª MEDIDA: erradicar S. hemolítico grupo A: ATB - PENICILINA BENZATINA- dose única IM: - < 25 Kg: 600.000 U > 25 Jg: 1.200.000 U OU amoxilina ou eritromicina x 10 dias OBS: mesmo com tratamento adequado o ASLO pode permanecer (+) por ate 6 meses. * ARTRITE: - ASPIRINA (ASS): 23 em desenvolvimento PATOGENIA: - Historia prévia de Faringoamidalite nas ultimas semanas ( 2 a 4 semanas antes) em indivíduos geneticamente predisposto. OBS: NÃO há relação com impetigo- piodermite - é a principal causa de cardiopatia adquirida em todas as faixas etárias no mundo. Geralmente ocorre 10-20 anos depois do ataque original. ACHADO PATOGNOMÔNICO: nódulos de ASCHOFF: lesões inflamatórias perivasculares focais. edema) e SOPRO cardíacos→ é uma PANCARDITE - a válvula + acometida é VALVULA MITRAL, seguida da aórtica e tricúspide. - qual o processo + comum AGUDO? INSUFICIENCIA MITRAL- presença de sopro e regurgitação. OBS: ela é a única alteração que pode deixa sequelas de toda F.R. - qual é a sequela? – lesão crônica? ESTENOSE MITRAL * COREIA de SYDENHAM: Ou doença de São Vito- - lesões dos gânglios da base: movimentos involuntários, não ritmados e sem propósito. - é benigna e não deixa sequelas - aparece tardiamente de 1 a 8 meses - pode ser a única manifestação da febre reumática. - desaparece no sono * ERITEMA MARGINATUM- 3% - NÃO pruriginoso, serpentinosa. - mais no tronco e aparece com o calor * NÓDULOS SUBCUTÂNEOS ( raros 1-5%) São firmes e indolores, SEM sinais flogísticos - Localiza na fascie extensora dos braços ou na superfície óssea ou próximos a tendões. - apresenta relação com a gravidade do comprometimento cardíaco!!!!!!!. - EXAMES COMPLEMENTARES: * ECG: ↑ intervalo PR * VHS e PCR * FR: apenas 10 a 20% revelam FR (+). OBS: quando aparece a coreia você pode falar que é F.R. , porque ela aparece muito tardiamente e ai já não tem os outros critérios. E também pode ser o único achado clinico. OBS: Paciente alérgico a penicilina, usar ERITROMICINA. O que é SX. De REYE? Uso de salicilatos principalmente em pacientes com varicela ou infecção por influenza A e B, associada por um erro inato no metabolismo. Ë uma condição rapidamente progressiva marcada por encefalopatia e disfunção Cça: 100 mg/Kg/dia VO 6/6 h por 3 a 5 dias e depois 75 mg/Kg/dia x 4 semanas Adulto: 6-8 g/dia * CARDITE: - PREDINISONA em dose imunossupressora: 2mg/ Kg/dia VO 6/6 hrs x 2-3 sem, seguido de redução para 5 mg a cada 3 dias. - ASPIRINA: 75mg/Kg/dia- iniciada quando reduz a dose do corticoide e mantida por 6 semanas. * COREIA: - repouso/ fenobarbital/ carbamazepina/ valproato PROFILAXIA: PRIMÁRIA: 1ª: - evitar a doença a quem NÃO teve, porem esta sobre risco = ou seja, criança que tem faringoamidalite bacteriana→ * PENICILINA BENZATINA – dose única IM SECUNDÁRIA: 2ª : - A paciente já teve F.R- Prevenir novos surtos: - PENICILINA BENZATINA < 20 kg (600.000) e 24 CRITERIOS MENORES * FEBRE * ARTRALGIA * intervalo PR alargado ( BAV de 1ª grau) *↑ PCR e VHS hepática. Sendo assim o tratamento de FR associada a presença de processo agudo viral deve levar a suspensão do salicilato. > 20 kg ( 1.2000.000) IM, cada 21 dias ate quando? * SEM CARDITE: ate os 21 anos ou 5 anos após o ultimo surto. ( o que durar mais tempo de tto) * COM CARDITE e SEM SEQUELAS: ate os 25 anos ou ate 10 anos do ultimo surto *COM CARDITE GRAVE e COM REPERCUÇAO SISTEMICA: para o RESTO DA VIDA. ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL- AIJ CLASSIFICAÇÃO E CLÍNICA Inflamação CRÔNICA ( > 6 SEMANAS) da sinóvia das articulações ( SINOVITE CRÔNICA) periféricasem crianças e adolescentes < 16 anos. CARACTERISTICA: 1- inicio antes dos 16 anos + no sexo ♀ 2- ARTRITE CRÔNICA: x -rigidez matinal x - Dor artic. No fim da tarde x - Edema/ Calor x - Limitação de movimento x - Dor a mobilização 3- duração ≥ 6 SEMANAS 4- Os subtipos da AIJ: 1- PAUCIARTICULAR/ OLIGOARTICULAR ( + comum- 50% ) - acometimento ≤ 4 artic. Nos 1ª 6 meses da doença - predomina em MENINAS ≤ 4 ANOS - artic. + acometidas: + MMII: joelhos e tornozelos - FR ( - ) e VHS NORMAL FAN :fator antinuclear ( + ) Esta intimamente ligado ao aparecimento da Uveite anterior. - Manifestação extra-articular: associada a UVEÍTE ANTERIOR OBS: pode evoluir para cegueira em 15% dos casos - TRATAMENTO: AINES intra-articular e corticoide. 2- POLIARTICULAR- 30-40% - acomete ≥ 5 artic - MENINAS > 10 ANOS - acomete tanto MMSS, quanto MMII - observa nódulos reumatoides na superfície extensora dos cotovelos ou tendões de Aquiles. - são + propensas a deformidades ósseas ( coluna cervical e quadril) 25 x Pauciarticular - ≤ 4 artic x Poliarticular- ≥ 5 artic x Sistêmica- STILL ( artrite + febre + rash salmão + trombocitose) 5- excluir outras causas de artrite. - FR variável e VHS ↑ - FAN ( + ) - TRATAMENTO: imunomoduladores ( MTX) e drogas anti- TNF . 3- SISTÊMICA ( DOENÇA DE STILL)- 10-15% - 2/3 dos pacientes tem inicio antes do 5 anos - alem da ARTRITE por + 6 semanas, tem comprometimento visceral com : * FEBRE ≥ 38,5° quase diária por + 2 semanas + hepatomegalia, lifadenomegalia e derrame pericárdico. * RASH SALMÃO * TROMBOCITOSE/ LEUCOCITOSE acentuada ANEMIA e ↑ VHS (> 100 mm/h) * FR ( - ) e FAN ( - ) ARTRITE SÉPTICA DO QUADRIL + comum em lactantes e pré- escolar. AGENTE: S. Aureus ( + comum) Geralmente ocorre após infecção das vias aéreas superiores ou pós-trauma. - CLINICA: surgimento AGUDO de FEBRE ALTA + MONOARTRITE : dor no quadril com limitação de movimento permanecendo a coxa fétida, em abdução e Rotação Externa. - DIAGNOSTICO: VHS e PCR ↑ + LEUCOCITOSE RX: NORMAL US: derrame articular punção aspirativa do espaço cartilaginoso- ANALISE do LIQUIDO ARTICULAR - TRATAMENTO: não pode esperar resultado de analise laboratoriais. Esta indicado diretamente o tratamento CIRURGICO o mais RÁPIDO POSSIVEL, para DRENAGEM articular + ATB venoso ( cefalosporina de 1ª G ou oxacilina) e analgesia. 26 CEFALEIAS→ PRIMÁRIAS: a cefaleia constitui a própria doença ( surge do nada e não tem uma doença que desencadeia) → SECUNDÁRIAS: geralmente se associam a lesão neurológica ou distúrbio sistêmico. Vem acompanhada de SINAIS DE ALARME CEFALEIAS PRIMÁRIAS ENXAQUECA ( MIGRÂNEA) TENSIONAL ( + comum) EM SALVAS PREVALÊNCIA - 10% da população - mais comum em ♀ JOVEM - inicio na adolescência, pico 30-50 anos - 40-70% da populaça ( + comum) - mais comum em sexo ♀ - pico aos 30-40 anos - RARA, pertence ao grupo de “cefaleias trigêmio-autonômicas” - mais comum em ♂ ( HOMENS) - pico aos 30-40 anos HISTORIA FAMILIAR - SIM ( genética e hereditária em 60-80%) - NÃO - NÃO FATORES PRECIPITANTES - clima, estresse, alimentos, álcool, período menstrual; odores - estresse - álcool ( em 70%) DOR - PULSÁTIL/ LATEJANTE de MODERADA a FORTE intensidade- a DOR se PIORA com ATIVIDADE FÍSICA - pode ser incapacitante em alguns casos ( pois LIMITA AS ATIVIDADES DA VIDA DIÁRIA) - LOCAL: frontotemporal UNILATERAL - OPRESSIVA de LEVE a moderada - BILATEAL holocraniana- em FAIXA - geralmente contínua que afeta toda a cabeça. - “EM FACADAS”- INSUPORTÁVEL - PERIORBITAL UNILATERAL DURAÇÃO 4- 72 horas - 30 minutos a 7 dias -15 a 180 minutos x - Após 50 anos ( pensar em arterite cerebral ou lesão do SNC) x - inicio SUBITO e INTENSA: hemorragia subaracnoide- ruptura de aneurisma ou AVE hemorrágico intraparenquimatoso. x - Progressiva ( hipertensão intracraniana; tumor, abscesso) x - recente em paciente com neoplasia ou HIV ( metástase cerebral, neurotoxoplasmose, abscesso cerebral ou meningite) x - historia de queda ou TEC recente ( pode esta havendo instalação de hematoma subdural ou epidural) x - achados sistêmicos ( febre, rigidez de nuca; rash) x - sinal neurológico focal x - edema de papila 27 PERÍODO - manha ou final da tarde - final da tarde - noturno APRESENTAÇÃO DO PACIENTE - prefere repouso em ambiente calmo e com pouca luz - a cefaleia NÃO impede as atividades do paciente - muito agitado, bate a cabeça na parede e ameaça suicídio AURA - SIM ( em 20% dos casos) O que é AURA?sinais e sintomas neurológicos focais: dormência, tontura, escotoma cintilantes; parestesia que pode durar ate 60 min; podendo surgir antes, durante ou depois da enxaqueca. OBS: a enxaqueca pra ser classificada como CLÁSSICA, tem que ter AURA! Se não tiver aura, é considerada enxaqueca COMUM! - NÃO - NÃO OBS: os episódios da dor pode se repetir quase diariamente durante até 10 semanas, geralmente no mesmo horário, sendo seguidos por longo período assintomáticos e o posterior retorno das crises. TIPOS DE ENXAQUECA - enxaqueca CLÁSSICA: COM AURA - enxaqueca COMUM: SEM AURA - enxaqueca TRANSFORMADA: as crises de mensais, passam a ser semanal ou diárias. - enxaqueca HEMIPLÉGICA: associada a hemiplegia ou paresia de membros - enxaqueca BASILAR ou de BICKERSTAFF: associada a VERTIGEM, ZUMBIDO, DIPLOPIA, DISARTRIA, PARESTESIA BILATERAL. Outro tipo de “cefaleias Trigêmio- autonômica”= HEMICRANIA PAROXÍSTICA: igual a em salvas, porem com menor duração das crises e > frequência diária ( > 5 episódios por dia). Seu tratamento : responde bem a INDOMETACINA OUTROS ACHADOS - fotofobia, fonofobia, osmofobia, vômitos COM náuseas. - hiperestesia e hipertonia da musculatura pericraneana - hiperemia conjuntival, lacrimejamento, congestão nasal, sudorese facial, miose, ptose, edema palpebral TRATAMENTO ABORTIVO- durante a CRISE - de escolha: TRIPTANOS- Sumatriptano 25, 50 ou 100 mg VO ou 6 mg- SC ( agonistas dos receptores de serotonina- leva a vasoconstricção dos vasos cerebrais e meníngeos) OBS: os Triptanos NÃO servem para prevenir crises de enxaqueca- seu uso é restrito ao período de sintomas. - analgésico comum - AINES - TRIPTANO ( sumatriptano (6 mg- SC- Maximo 3 injeções por dia) + OXIGENIO a 100% No 1ª episódio: fazer TC com e sem contraste para diag. ≠. Caso seja normal, pedir punção lombar. 28 + analgésicos e metoclopramida- 10 mg- VO pra vômitos. - FALHA TERAPEUTICA: clorpromazina ou proclorperazina( neuroléptico) ou corticoide ( dexametasona) OBS: tomar remédio por no Maximo 2 semanas ( porque se não transforma em cefaleia por uso de medicamento crônico) - NÃO é necessário pedir nenhum exame complementar! OBS: na 1ª consulta deve abordar a crise e já iniciar a profilaxia. INDICAÇÃO DE PROFILAXIA - ≥ 3 a 5 crises/ mês OBS: o tto profilático é mantido por 6 meses. - cefaleia ≥ 15 dias/mês ( é considerada crônica) SEMPRE TTO PROFILATICO - de escolha: BETA-BLOQUEADOR: Propranolol ( 80- 320 mg/dia) Atenolol ( 50-150 mg/dia) Outras opções: - ANTI-DEPRESSIVO TRICICLICO: amitriptilina - BLOQUEADOR do CANAL DE CALCIO: flunarizina - ANTICONVULSIVANTE: valproato de sódio ou topiromato - ANTIDEPRESSIVO TRICICLICO: Amitriptilina 10 a 50 mg/dia ao deitar. OBS: o antidepressivos tricíclicos esta associados a ↑ do intervalo QT no ECG que podelevar a taquicardia ventricular “torsades dês pointes” - de escolha: VERAPAMIL ( bloq. Do canal de cálcio) Outras opções: - acido valproico, lítio. SECUNDÁRIAS MENINGITE BACTERIANA ETIOLOGIA CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO - infecção purulenta das meninges e espaço subaracnoideo. - 80% crianças ate 5 anos - > incidência no inverno * PERÍODO NEONATAL ( ate 28 dias) 1ª lugar: S. AGALACTIAE 2ª: E.COLI ( gran - ) 3ª :LISTERIA ( bastonete gran +): acomete neonato e > 55 anos -TRIADE CLASSICA: * CEFALEIA * FEBRE *↓ NIVEL DE CONSCIENCIA + - RIGIDEZ DE NUCA - inicio súbito - náuseas, VÔMITOS * PUNÇAO LOMBAR: realizada entre L1 e S1 Contraindicações a PL: - infecção no local da punção - signos de PIC - Insf. Respiratória aguda - discrasia sanguínea DOENÇA de NOTIFICAÇAO COMPULSORIA. ATB: EMPIRICA: HARISSON 0-1 mês: AMPICILINA + CEFOTAXIMA 1-3 meses: ampicilina + cefota ou ceftriaxa 29 * a principal via transmissão é por via RESPIRATÓRIA e a invasão do SNC se da por via hematogênica. Qual é o patógeno mais associado a SURTOS e EPIDEMIAS de meningite? - MENINGOCOCO, sorotipo C: fazer profilaxia dos contactantes íntimos ou creches, para que tiveram 20 horas de convivência com o caso índice, nos últimos 7 dias, com RINFAMPICINA 10 mg/kg ou 600 mg cada 12 horas por 2 DIAS – VO + VACINAÇAO BLOQUEIO para surtos e epidemias na população considerada de risco. OBS: profilaxia para HEMÓFILO: RINFAMPICINA por 4 DIAS. OBS:a meningite por penumococo pode ocorrer como sequela- PERDA AUDITIVA em ate 30% *1 MÊS ao 20 ANOS: 1ª lugar: NEISSERIA MENINGITIDIS MENINGOCOCO ( GRAN - ) ( É o principal) OBS: diplococo gran (-) Negativo= Neiseria 2ª lugar : PNEUMOCOCO 2ª o MS, o meningococo é o + prevalente em todas as idades, sendo a principal bactéria causadora de meningite. * > 20 ANOS: segundo Harisson: 1ª: S. PNEUMONIAE- PNEUMOCOCO( GRAN +) ( + grave, leva a morte 20- 30%) OBS:diplicoco gran- Positivo= Pneumococo * > 55 anos: 1ª : PNEUMOCOCO 2ª : LISTERIA : é um bastonete gran + OBSERVAÇÕES: OBS: a meningite pós punção lombar tem como o principal agente - choro com caráter de grito - convulsões - ptose palpebral - reflexo de cushing - rash petequial, púrpura * MENINGOCEMIA- sepse por meningococo, as principais características são alterações vasculiticas cutâneas ( petequias, rash, púrpura), e presença de crise convulsiva que pode evoluir pra choque rapidamente. * As principais complicações são: choque refratário e CID * a sequela neurológica + comum é a surdez neurosensorial Quais os principais critérios de Um MAL prognostico da doença meningocócica? MENINGOCEMIA: - IDADE > 60 anos - CHOQUE e RASH purpúrico - COMA - AUSENCIA de sinais OBS: nesses casos de CI da PL, iniciar ATB empírico e colher hemocultura. O objetivo é iniciar o ATB em 60 min da chegada do paciente. * NEUROIMAGEM: - pedir o exame de neuroimagem ANTES da PL, somente nesses casos: - pcte imnucomprometido - TCE recente - alt. Do nível de consciência - papiledema - déficit neurológico focal. > 3meses ate 55 anos: cefotaxime OU CEFTRIAXONE + associado ou não a vancomicina ( para cobrir pneumococo de alta resistência) > 55 anos: cefalosp. 3ª G + vancomicina + AMPICILINA MINISTERIO DA SAUDE: < 2 meses: ampi + genta 2 m a 5 anos: ampi + clorafenicol > 5 anos: penicilia G cristalina + ampicilina OBS: de acordo com MS o tratamento de meningite bacteriana SEM etiologia determinada na faixa etária 2 anos e 5 anos é CEFTRIAXONE OBS: toda ATB terapia é IV, por 7-21 dias TTO ESPECIFICO DE ACORDO COM AGENTE: * PSEUDOMONAS: ceftazidime ( 3ª G) ou cefepime ou meropenem ( 4ª G) * LISTERIA: adicionar ampicilina no esquema em 30 MORTALIDADE: 3-7% MENINGOCOCO 15% LISTERIA 20% PNEUMOCOCO VACINAÇÃO: MENINGOCOCO: p/ sorotipo C: - faz parte do calendário vacinal do MS: < 1 ano (2 doses- 3-5 mês ) PNEUMOCOCO: -faz parte do calendário vacinal do MS: Crianças: vacina pneumocócica 10-valente: 3 doses ( 2-4-6 meses) e reforço 12 e 15 meses > 60 anos: pneumocócica 23- valente: dose de 5 em 5 anos HAEMÓFILOS B: Criança < 1 ano: 3 doses ( 2-4-6 meses) etiológico S. AUREUS e PSEUDOMONAS. TTO: ceftazidime + oxacilina OBS: indivíduos com fratura de crânio e P.O de neurocirurgias é mais causada por S. AUREUS e GRAN - entéricos. TTO: ceftazidime Ou Meropenem + vancomicina + ampicilina OBS: principal agente de meningite em paciente com DPOC: pneumococo OBS: Qual é o principal agente causador de meningite em pacientes com SIDA? CRIPTOCOCCUS neoformans ( fungos). * Clinica: cefaleia, febre, rebaixamento de consciência SEM déficit neurológico focal. A rigidez de nuca nem sempre esta presente! * Tratamento: anfotericina B x 2 semanas + fluconazol por 8 semanas. menÍngeos - AUSENCIA de leucocitose ou leucopenia - PCR reativo e VHS ↓ NEONATO E LACTANTE - febre,irritabilidade, grito meníngeo, recusa mamar, abaulamento da fontanela,letargia, gemência, convulsões. OBS :os neonatos e lactantes geralmente NÃO apresenta sinais de irritação meníngea- rigidez de nuca. SINAL DE KERNING: Paciente em decúbito dorsal, fletir a coxa sobre o quadril e o joelho sobre a coxa. Quando o examinador tenta estender a perna o paciente refere dor. SINAL DE BRUDZINSKI: Flexão involuntária da perna sobre a coxa e dessa sobre a bacia ao tentar fletir a cabeça. MENINGITE TUBERCULOSA - é umas das formas + graves de TBC e ↑ mortalidade. - a vacina BCG reduz o risco, mas não impede. - CLINICA: quadro crônico de febre arrastada > 3 semanas e depois evolui com vomito, cefaleia... * DIAGNÓSTICO: -Rx de tórax -TC de crânio com contraste: principal a HIDROCEFALIA - Exame do liquor - ADA ( acurácia de 90%) - BAAR raramente é + - PPD geralmente NÃO é importante, porque geralmente vai da não reagente. *TRATAMENTO: esquema RIPE por 9 meses + CORTICOIDE nas 4-8 primeiras semanas. < 3 meses e > 55 anos * S. AGALACTIAE: penicilina G ou ampicilina * MENINGOCOCO e PNEUMOCOCO: penicilina G cristalina * glicocorticoides- DEXAMETASONA: usar somente para PNEUMOCOCO e HEMOFILO Deve ser usada antes com junto com ATB *isolamento respiratório por 24 hrs após inicio de ATB: somente P/ MENINGOCO E HEMOFILO - hidratação com solução isomolar - elevar a cabeceira da cama - manitol p/ manutenção - diazepan PROFILAXIA P/ CONTACTANTES INTIMOS: Fazer somente em caso de MWNINGOCOCO e HEMOFILO: RINFAMPICINA por 2 dias. OBS: pneumococo NÃO precisa de PROFILAXIA. 31 MENINGITE VIRAL ETIOLOGIA CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO - principal via de transmissão é FECAL- ORAL - É + comum que a MBA. - ENTEROVIRUS – 75% → fazem parte: *COXSACKIE * ECOVIRUS ou ECHO vírus * POLIOVIRUS * ENTROVIRUS HUMANO 68 A 71 - HERPES VIRUS TIPO 2- 25% em ♀ e 11% em ♂ OBS: é a principal causa de meningite recorrente. - EBV - quadro clinico semelhante ao MBA, porem mais arrastado - geralmente menos grave e prognostico melhor. - sinal de KERNING e BRUDZINKI geralmente estão ausentes. - PCR ( principal) - cultura do liquor - sorologias virais. - SUPORTE - reposição hidroeletrolitica - o TTO pode ser ambulatorial em pacientes imunocompetentes. - ACICLOVIR: oral ou venoso TABELA DE RESUMO DAS CARACTERISTICAS DO LIQUORNORMAL BACTERIANA VIRAL TBC CELUERIDADE- leucócitos 4 > 500 ( ↑↑↑) < 500 < 500 PROTEÍNAS 40 > 40 ( ↑ proteína) 20-80 > 100 ( ↑↑↑ proteína) GLICOSE > 40 < 40 ( ↓ glicose) NORMAL < 40 ( ↓ glicose) CULTURA NORMAL POSITIVA NEGATIVA NEGATIVA ou POSITIVA Predomínio de PMN ( neutrófilos)- liquido cor TURVA Predomínio de LINFÓCITOS em alguns caso pode ter predomínio de PMN- cor CLARA Predomínio de LINFÓCTOS 32 AVE HEMORRÁGICO HEMORRAGIA SUBARACNÓIDE ( HSA) AVE HEMORRÁGICO INTRAPARENQUIMATOSO TRIADE CLASSICA: - Principal causa: ruptura de aneurisma sacular ou malformação arteriovenoso. - DIAGNÓSTICO: TC de crânio SEM CONTRASTE: imagem hiperdensa “branca”..... se vier normal... pedir PUNÇÃO LOMBAR: liquor com XANTOCROMIA. - mais comum dos AVEs hemorrágicos. TRIADE CLASSICA: - Principal causa: etiologia hipertensiva. - DIAGNÓSTICO: TC de crânio SEM CONTRASTE, se vier sem alteração pedir→ PUNÇÃO LOMBAR. ABSCESSO CEREBRAL PATOGENIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Localização + comum: frontal e frontoparietal ( a maioria das vezes a partir de sinusite ou infecção dentária.) BACTÉRIAS + FREQ: - Imunocompetentes: Streptococo - Imunocomprometidos: a maioria são de causa não bacteriana: norcadia, toxoplasma, aspergillus, cândida, criptococo. Pode se originar de: - foco supurativo: complicação de mastoidite ou sinusite - TCE penetrante, neurocirurgia - disseminação hematogênica - criptogênico Sintomas ao “efeito de massa” TRÍADE CLÁSSICA: CEFALEIA holocranaiana ou lateralizada + FEBRE + DEFICTE NEUROLÓGICO FOCAL ( hemiparesia) OBS: o principal agente causador de lesão com “efeito em massa”em paciente com SIDA é? TOXOPLASMA GONDII ( neurotoxoplasmose) * TC COM CONTRASTE * RM: imagem anelar- “em forma de anel”. *diagnostico definitivo= DRENAGEM DO MATERIAL ( coleta do material pra Gran e Cultura OBS: NÃO pedir punção lombar LABORATÓRIO: - leucocitose neutrofilica; ↑ VHS e PCR - SEMPRE o abscesso deve ser DRENADO - iniciar ATB empírica mantido por 6 a 8 sem. - anticonvulsivante- mínimo 3 meses - dexametasona OBS: a principal causa de morte por abscesso é causado é por : herniação cerebral - Cefaleia SÚBITA INTENSA ( diferente de qualquer episódio) + PERDA DA CONSCIÊNCIA- SÍNCOPE + RIGIDEZ DE NUCA SEM FEBRE - CEFALEIA SÚBITA INTENSA + AGRAVAMENTO DA PA COM DEFICITE NEUROLÓGICO FOCAL( hemiplegia contralateral) + REBAIXAMENTO DA CONSCIÊNCIA ao longo dem3-6 hrs. 33 TUMORES DO SNC CLÍNICA DIAGNÓSTICO Os tumores SECUNDÁRIOS do SNC ( metastáticos) são + comum que os PRIMARIOS; portanto: as neoplasias + comuns do SNC são as metastáticas. Qual principal sítio de metástase para SNC? PULMÃO Qual tumor PRIMÁRIO + comum do SNC: GLIOMAS ( das cel. Gliais) Qual tumor BENIGNO + comum do SNC: MENINGIOMA (80%) Qual tumor MALIGNO + comum do SNC? GLIOMAS -ASTROCITOMAS: tipos: Melhor prognostico: astrocitoma policístico juvenil Pior prognostico: glioblastoma multiforme TUMORES do SNC associado a SIDA: pensar sempre em LINFOMA 1ª DO SNC e esta sempre associada ao vírus Epstein- Barr) Sintomas de Hipertensão Craniana: - cefaleia continua que piora pela manha e ao deitar ( pois ↑ PIC) - Vômitos em jato ( não precedido de náuseas) - irritabilidade e sonolência - paralisia de VI par: estrabismo convergente à Esquerda e ptose palpebral - reflexo de Cushing: HTA + bradicardia + arritmia respiratória. - rebaixamento do nível de consciência. - crise convulsiva - Edema de papila ( sinal de gravidade) - Sx. atáxicas - TC de crânio COM contraste - RNM COM gadolínio: + sensível que TC NÃO realizar punção lombar! SINAIS DE GRAVIDADE de um PRÉ- ESCOLAR: - < 6 anos e inicio recente dos sintomas ( < 6 meses) - piora progressiva - acorda o paciente a noite - sinais de hipertensão intracraniana : HTA + bradicardia. ARTERITE TEMPORAL ou de CÉLULAS GIGANTES CLÍNICA- DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Vasculite de artérias de GRANDE e MÉDIO calibre, tem predisposição pelos ramos extracranianos da carótida ( como artéria temporal) OBS: a polimialgia reumática esta presente em 40% dos casos de arterite temporal. Tratamento difere da arterite com inicio de prednisona em DOSES BAIXAS ( 10-20 mg/dia) IDOSO (> 50 anos) + CEFALEIA TEMPORAL + CLAUDICAÇÃO DE MANDIBULA ( dificuldade de mastigação) + alterações visuais ( CEGUEIRA) + VHS ↑ + FEBRE e PERDA DE PESO. Diag: biopsia da artéria temporal TTO: prednisona – iniciar com doses ALTAS - 60-80 mg/dia ( ótima resposta ao corticoide) OBS: em caso de associação com alterações visuais se deve associar a corticoides e iniciar imediatamente o tratamento. O controle da doença é obsevada pelo VHS 34 COLAGENOSES LES- LÚPUS ERITEMATOSO CLÍNICA LABORATÓRIO TRATAMENTO Inflamação dos tecidos por ataque autoimune. Fatores genéticos e ambientais relacionados a perda da “autotolerância” do LES: 1- luz ultravioleta: comportamento epidêmico do lúpus nos períodos de verão. 2- hormônios sexuais: o estrogênio são imuno estimulantes. Isso explica a predominância em ♀ idade fértil. 3- medicamentos. EPIDEMIOLOGIA: - + freq. em ♀ na idade fértil ( 9:1) - + freq. em ♀ NEGRAS. * OBS: Fator de risco ↑ para doença aterosclerótica ( 7 a 10 x > no LES) OBS: > mortalidade dos pacientes com LES é por complicação cardiovascular. * Período de exacerbação e remissão da doença. - as manifestações clinicas + comuns são :mialgia e fadiga, alem de febre e emagrecimento . * PELE e MUCOSA: - ESPECÍFICAS: AGUDAS- x RASH MALAR- em “asa de borboleta” x Fotossensibilidade- associado ao ANTI-RO x Lúpus bolhoso SUBAGUDAS- x Eritema em forma de anel x Rash no dorso das falanges poupando os nós articulares ( inverso das manchas de GOTTRON da polimiosite) x Associado ao anticorpo ANTI-RO CRÔNICA- x Lesão discoide no couro cabeludo- alopecia. - INESPECÍFICAS: x Alopecia não discoide x Fenômeno de Raynaud x Livedo reticular x Telancioectasias * INESPECÍFICOS: - anemia de doença crônica, carencial e imuno-hemolítica - plaquetopenia; leucopenia - ↑ VHS e PCR - ↓ complemento sérico C3 e C4 * ESPECÍFICOS: - ANTICORPOS: x FAN ( + ) ≥ 1: 80= ↑ sensibilidade e ↓ especificidade - melhor teste para TRIAGEM do LES - Em ate 10% da população NORMAL apresenta FAN ( + ) e isso NÃO significa o desenvolvimento futuro da doença. - NÃO esta relacionado com a atividade da doença. - cerca de 5% dos pacientes com LES tem FAN ( - ) - Qual anticorpo + SENSÍVEL para diagnostico de LES? FAN ( + )- fator antinuclear - Qual os anticorpos + ESPECÍFICOS do LES? 1ª : anti- SM 2ª : anti- DNA nativo ( dupla hélice) * MEDIDAS GERAIS: - repouso e evitar estresse - uso de protetor solar - evitar tetraciclina ( ↑ efeito U.V) * MEDICAMENTOS: CUTÂNEAS: - CORTICOIDE TÓPICO - ANTIMALÁRICOS ( hidroxicloriquina; cloriquina)- droga de ESCOLHA! - CORTICOIDE SISTEMICO OSTEOARTICULAR: - AINES: ibuprofeno, cetoprofeno, diclofenaco... Para casos + intensos e refratários: - ANTIMALARICO - CORTICOIDE SISTÊMICO - MTX SEROSITE: - CORTICOIDE SISTÊMICO ( dose anti- inflamatória- baixas doses 0,25 a 0,5 mg/Kg/dia de predinisona) * FORMA MODERADA E GRAVE: - IMUNOSSUPRESSÃO: *CORTICOIDE DOSE 35 x Ulceras mucosas ( lábios, orais, nasal, vagina) * OSTEOARTICULAR x ARTRITE: Poliartralgia de PEQUENAS articulações ( mão-punho e joelho) ASSIMETRICOe MIGRATÓRIA. x NÃO cursa com EROSÃO articular- Padrão deformante, porem NÃO erosivo- ARTRITE de JACCOUD. * PULMONAR E CARDÍACO x PLEURITE- dor pleurítica x PERICARDITE ( manifestação ♥ + freq) - derrame do tipo exsudado com glicose NORMAL e complemento reduzido. x SX. Do PULMÃO CONTRAÍDO ( raro)- ↓ do volume pulmonar, pode levar a atelectasia- ocorre por miosite do diafragma. x ENDOCARDITE de LIBMAN-SACKES- tipo de endocardite verrucosa NÃO bacteriana, localização + frequente é a FACE ATRIAL DA VALVA MITRAL. + frequente nos 3ª anti- P - Qual anticorpo relacionado a ATIVIDADE DA DOENÇA? ↑ anti- DNA nativo e ↓ C3 Quais os MARCADORES relacionados a atividade da doença? VHS ↑, hemoglobina, plaquetas, creatinina, albumina, EAS. - Qual anticorpo + relacionado a LESÃO RENAL? Anti- DNA nativo ( dupla hélice) - Qual anticorpo + relacionado ao lúpus FARMACOINDUZIDO? Anti-Histona - Qual anticorpo + relacionado a RASH por HIPERSENSIBILIDADE? Anti- RO - Qual o + relacionado ao LUPUS CUTÂNEO SUBAGUDO? Anti- RO - Qual o + relacionado ao LUPUS NEONATAL ( bloqueio ♥ congênito)? Anti- RO IMUNOSSUPRESSORA ( 1 a 2 mg/kg/dia de predinisona) OU *CITOTÓXICOS: ciclofosfamida, azatioprina, micofenolato. - Glomerulonefrite rapidamente progressiva, lúpus grave do SNC: pulsoterapia ( metilpredinisolona) OBS: * não usar AINES nos pacientes com nefrite. * fazer avaliação oftalmológica periódica nos usuários de antimaláricos * cuidado com ESTRONGILOIDÍASE disseminada a usar corticoide em doses imunossupressoras nesses pacientes, pois pode levar a sepse, se indica tratar antes a parasitose ( tiabendazol) * usuários crônicos de corticoide: repor CÁLCIO e vitamina D para prevenir osteoporose. LES NA GRAVIDEZ: - O LES não reduz a chance da mulher engravidar - a gestação é considerada de alto risco - a gestação EXACERBA a doença: é recomendado a gestação após 6 meses de remissão da doença 36 portadores de LES + SX. Do anticorpo antifosfolipídeo. * HEMATOLÓGICAS x ANEMIA de doença CRONICA: normo-normo ( forma + comum do LES, mas NÃO é critério de DX) x ANEMIA IMUNO- HEMOLITICA- Coobs direto + x TROBOCITOPENIA < 100.000 x LEUCOPENIA < 4.000 x LINFOPNEIA < 1.500 x Distúrbio da hemostasia – anticorpo antifator VIII ( é um fator anti- hemofílico- na falta dele leva a “hemofilia adquirida”) * RENAL x Anticorpo da nefrite lupica: anti-DNA- nativo + ( dupla hélice) e ↓ C3 e C4 x Proteinuria > 500mg/24 h x Cilindros Celulares x Lesão Renal + COMUM no LES: CASSE IV x Lesão renal + GRAVE: CLASSE IV - Qual o + relacionado ao LUPUS FAN ( - )? Anti- RO - Qual possui associação NEGATIVA com a NEFRITE lúpica? Anti- LA - Qual esta relacionado a PSICOSE lúpica? Anti- P OBS: o VDRL FALSO positivo pode ser encontrado em baixos títulos nos pacientes ( ≤ 1: 8), principalmente nos casos associados à SX. do anticorpo antifosfolipideo. Neste caso se deve fazer os testes treponêmicos específicos da doença ( FTA-ABS) que será negativo neste caso. DIAGNÓSTICO: 11 CRITÉRIOS P/ DX: - Resultado: 4 ou + critérios positivos. 1- Exantema Malar- asa de borboleta. 2- Exantema Discoide 3- Fotossensibilidade 4- Ulceras Orais e nasais ( ulceras genitais NÃO faz parte do dx) - ↑ risco de complicações fetais ( parto prematuro, aborto, natimorto) - anti-RO ( + ) tem > chance de RN com lúpus cutâneo e bloqueio cardíaco congênito que tem letalidade de 20% - ciclosfosfamida, MTX e talidomida são CONTRAINDICADAS na gestação. - a azatioprina pode ser usada com cuidado - o sofrimento fetal relacionado ao anticorpo antifosfolipidio deve ser tratado com heparina plena. LES e CONTRACEPÇÃO: - os ACO contendo ↑ doses de ESTROGÊNIO aumenta a chance de exacerbação do LES. - o DIU deve ser evitado pelo > risco de hemorragias e infecçõe . - INDICAÇÃO de anticoncepção: injeção trimestral de acetato de medroxiprogesterona e minipilula. OBS: o progesterona NÃO interfere na atividade do lúpus. LUPUS FARMACOINDUZIDO DROGAS: - Hidralazina - procainamida - isoniazida 37 x LES que cursa com sx. Nefrótica Pura e simples- proteinúria > 3,5 g/24h: CLASSE V ( cursa com complemento normal) x Complicação da CLASSE V: trombose da veia renal x Peculiaridade da classe V: geralmente anti- DNA ( - ) e complemento sérico NORMAL. * NEUROLÓGICA: x CEFALEIA ( manifestação neurológica + frequente) x Convulsões * PSIQUIÁTRICA: x Depressão; demência lúpica x PSICOSE lúpica ( esta associada ao anticorpo ANTI-P ( P de- Psicose) * OFTALMOLÓGICA: x SX. De SJOGREN- ceratoconjuntivite seca x Vasculite retiniana ( exudatos algodanosos à fundoscopia) 5- Artrite ( não erosiva; que pega 2 ou + articulações) 6- Serosite: PLEURITE e PERICARDITE 7- Distúrbios Hematológicos: anemia HEMOLITICA ou Leucopenia ( < 4 000) ou Linfopenia ( < 1 500) ou Trombocitopenia ( < 100.000) 8- Distúrbio Renal: PROTEINÚRIA > 500 g/dia ou ≥ 3+ Ou CILINDROS CELULARES 9- Distúrbios Neurológicos: CONVULSÕES ou PSICOSE 10- Distúrbios Imunológicos: ANTICORPO ANTIFOSFOLIPIDIOS ( anticardiolipinia; anticoagulante lupico e VDRL falso positivo) ou ANTI-DNA ( + ) ou ANTI- SM ( + ) 11- FAN ( + )- FATOR ANTINUCLEAR OBS: LUPUS LEVE: pele, mucosa e articulações e serosas LUPUS MODERADO: + hematológicos LUPUS GRAVE: + renal ou manifestações neurológicas e psiquiátricas. - Fenitoína - Clopromazina - d- penicilamina - Metildopa - Quinidina - Alfainterferon FORMA CLINICA: - é branda - NÃO acomete os RINS ou SNC - NÃO consome complemento - ANTI-DNA dupla hélice ( - ) - FAN é ( + ) em ALTOS títulos - anticorpo ANTI-HISTONA ( + ) em > 95% dos casos. 38 SX. Do ANTICORPO ANTIFOSFOLIPIDIO- SAF CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO É caracterizada por eventos tromboembolíticos ( arteriais ou venosos), ABORTAMENTO espontâneo de repetição e presença no soro dos anticorpos antifosfolipidios: *anticardiolipina IgG ou IgM * anticoagulante lúpico * anti- β2 glicoproteina EPIDEMIOLOGIA: - SAF PRIMÁRIO ( 50% dos casos): incidência igual em ♀ e ♂. - SAF SECUNDÁRIO ( 50% dos casos): incidência bem > em ♀. É a principal associação com o lúpus. OBS: anticoagulante lúpico: prolongamento do PTTa que NÃO corrige com adição de plasma- nos pacientes com LES a presença de antifator VIII ( hemofilia adquirida) leva a um achado laboratorial semelhante porem com uma diferença clinica: o paciente com LES apresenta hemorragia e o paciente com SAF apresenta trombose. - Tromboses arteriais e venosas de repetição- evento mais comum /e TVP seguida por AVE isquêmico. - Tromboflebite superficial - trombocitopenia - levedo reticular: espasmos de arteríolas dérmicas, formando uma malha na pele. - abortamento espontâneo de repetição por oclusão de vasos uteroplacentários - endocardite de Libman- Sackes. DIAGNÓSTICO: tem que ter pelo ao menos 1 critério clinico e 1 critério laboratorial. * CRITÉRIOS CLINICOS: 1- TROMBOSE Vascular: Um ou mais episodio confirmado pelo Doppler ou exame histopatológico. 2- ABORTAMENTO: Morbidade Gestacional: A) 1 ou + mortes de feto morfologicamente NORMAL com + de 10 sem de gestação. B) 1 ou + nascimento prematuro de feto morfologicamente NORMAL com 34 sem C) 3 ou + abortos espontâneos antes da 10 semana de gestação * CRITÉRIOS LABORATORIAIS: 1- ACA- anticardiolipina IgG ou IgM em títulos moderados ou altos ( 40 unidade) em2 ou + ocasiões com intervalo de no mínimo 6 -1 2 semanas. 2- anticoagulante lupico ( + ) é o teste laboratorial + sensível para diagnostico- leva a trombose e tem Tempo parcial de tromboplastina alargado! 3- anticorpos anti- β 2 glicoproteina acima do percentil 99 -- Pacientes Assintomáticos: * ASS em doses baixas Pacientes Ssintomáticas: * 1ª episódio: anticoagulação com Warfarin por 6 meses a 1 ano- manter o INR entre 2 e 3. * 2ª episódio: anticoagulação por toda a vida - Pacientes refratários: * imunoglobulina IV ou anticorpo anti- CD20 - Gestante: * ASS em baixas doses e HEPARINA ( preferível a HBPM- enoxaparina) OBS: se deve evitar o WARFARIN. O tratamento deve ser mantido durante 4 a 6 semanas após o puerperio, para reduzir risco de trombose materna. 39 ESCLERODERMIA CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO Ou ESCLEROSE SISTÊMICA Esclerodermia significa “pele dura”. Caracterizada pela FIBROSE dos órgãos acometidos, através da superprodução de COLÁGENO. Leva a disfunção vascular de pequenas artérias e microvasos de diversos órgãos, gerando um estado de isquemia tecidual crônica. PATOGENIA: Ativação anormal do sistema imune, leva a → mobilização de células inflamatórias e fibroblastos→ superprodução de COLÁGENO→ FIBROSE EPIDEMIOLOGIA: - + no sexo ♀ entre 30 e 50 anos - é menos frequente que o LES. - apresenta mortalidade > que a forma cutânea limitada ( a principal causa de morte é doença pulmonar) * FORMA SISTÊMICA: aqui em todas as formas há acometimento de órgãos internos. 1) CUTÂNEA DIFUSA: acometimento de órgãos internos + qualquer parte da pele - Acometimento pulmonar + comum é alveolite com fibrose intersticial - responde pela grande maioria dos episódios de “crise Renal” - o fenômeno de raunaud se inicia junto com o acometimento cutâneo. - anticorpo + comum na forma difusa: ANTITOPOISOMERASE I 2) CUTÂNEA LIMITADA: acometimento de órgãos internos + cutâneo limitado as regiões distais aos cotovelos, joelhos e superiores a clavícula ( mãos e faces- NÃO atinge o tronco!!!). SX. De CREST: C: Calcinose R: Raynaud E: Esofagopatia S: Sclerodactyly ( esclerodactilia) T: telangioectasias - NÃO ocorre fase de remissão e recidiva, uma vez instalada, progride lentamente de forma irreversível. Possui 3 etapas: edema (precoce)→ fibrose → atrofia tecidual ( tardia). - Manifestações clinicas comuns: perda de peso e fadiga. FEBRE NÃO é comum! * MANIFESTAÇÕES VASCULARES x FENÔMENO DE RAYNAUD - manifestação + COMUM da esclerodermia, abrindo o quadro clinico de quase todos os pacientes. - Qual a colagenose + associada ao fenômeno de Raynaud? - Esclerodermia. - precipitada pelo FRIO e estresse e geralmente observada nas mãos- ocorre vasoespasmo das arteríolas digitais que leva a: - PALIDEZ → CIANOSE → RUBOR ( causado pela vasodilatação de rebote - dor e formigamento) - principal causa de fenômeno de Raynaud é a DOENÇA de Raynaud que acomete de 3 a 20% da população , mais comum em ♀ jovens com historia familiar positiva para a doença. - em raros os casos o fenômeno de Raynaud pode ocorrer após uso de quimioterápicos e * LABORATORIO: - anemia - geralmente NÃO tem leucopenia, plaquetopenia e nem elevação do VHS. DIAGNÓSTICO: 1)CLINICA 2) ANTICORPOS: * Anticentromero: 38% dos pacientes na forma cutânea limitada ( CREST) * Antitopoisomerase I ou anti- Scl 70: 31% na forma cutânea difusa – é muito especifico e pouco sensível. * FAN e FR : pode ser + 3) CAPILAROSCOPIA DO LEITO UNGUEAL: 98% de sensibilidade TRATAMENTO: * NÃO tem cura! * Geral: d-penicilamina e ASS em baixas doses. * fenômeno de Rayunaud: - evitar tabagismo, betabloqueadores, frio e simpaticomiméticos. 40 O diagnostico é firmado por pelo menos 3 dos 5 critérios. - o fenômeno de Raynaud inicia isoladamente anos antes do aparecimento das lesões cutâneas. - o acometimento pulmonar + comum é vasculopatia com hipertensão pulmonar - crise renal é rara - antiCorpo + comum na SX. DE CREST: ANTICENTRÔMERO. 3) VISCERAL: ( rara < 5%): acomete SOMENTE órgãos internos- esclerose SEM esclerodermia. * FORMA LOCALIZADA: 1) MORFEIA ( forma + comum da localizada): placas de esclerose bem limitada na pele 2) ESCLERODERMIA LINEAR: bandas fibroticas longitudinal. Mais comum na infância e adolescência. 3) LESÃO EM GOLPE DE SABRE: em face e couro cabeludo Qual a colagenose + associada a hipertensão arterial pulmonar? ESCLERODERMIA betabloqueadores. * CUTÂNEAS: x ESCLERODACTILIA- fibrose da pele das mãos, leva ao desaparecimento das pregas cutâneas, limitação dos movimentos dos dedos→FLEXÃO DOS DEDOS, alem da queda dos pelos. x ULCERAS CUTÂNEAS- nas pontas dos dedos e sobre as articulações IF x Fibrose da pele da face, afina o nariz e desaparecimento das pregas cutâneas- Limitação da abertura e fechamento da boca- leva a microstomia e deixando os dentes à mostra. x LEUCOMELANODERMIA- Despigmentação cutânea poupando as áreas perifoliculares- aspecto em “sal e pimenta”. x CALCINOSE- deposição de cálcio subcutâneo x TELANGIECTASIA * SISTÊMICAS: x MIALGIA, POLIARTRALGIA ( dor nas articulações, mas sem sinais inflamatórios – não cursa com artrite!); ATROFIA - vasodilatadores: nitroglicerina tópica, antagonista de cálcio ( nifedipina), simpaticolíticos e análogos da prostaciclina . * Alveolite fibrosante: pedinisona + ciclofosfamida ou azatioprina * Vasculopatia com Hipertensão pulmonar: Oxigenoterapia + anticoagulante ( warfarin) + vasodilatadores. * Crise renal: IECA- não suspender o IECA mesmo que haja deterioração da função renal- dialisar - evitar diuréticos, corticoides e imunossupressores→ pois podem agravar o dano renal da esclerodermia. 41 E FRAQUEZA MUSCULAR. * GASTROINTESTINAIS: x ESOFAGOPATIA ( ocorre em 90% dos casos)- acomete o esôfago distal, leva a incompetência do EEI que leva a refluxo e disfagia de condução.. x ESTASIA VASCULAR ANTRAL ( estomago em melancia) que pode levar a Hemorragia digestiva. x HIPOMOTILIDADE INTESTINAL- constipação → formação de DIVERTICULO com BOCA LARGA ( luz ampla) x INCONTINENCIA FECAL- disfunção do esfíncter anal * PULMONARES: x ALVEOLITE COM FIBROSE INTERSTICIAL: dispneia e tosse seca- típica da forma cutânea difusa. x VASCULOPATIA PULMONAR com HIPERTENSÃO PULMONAR- típica da forma cutânea limitada- SX. De CREST * RENAIS: x Crise renal da esclerodermia- quase exclusivo da forma cutânea difusa. Cursa com: IRA oligurica; HAS grave; anemia Hemolítica 42 microangiopatica. * OUTRAS MANIFESTAÇÕES: x NEURALGIA DO TRIGEMIA x SX. DO TUNEL DO CARPO x HIPOTIREOIDISMO ( fibrose tireoidiana- 20% dos casos) x Risco ↑ para Câncer de Pulmão e esôfago. x PERICARDITE SX. DE SJOGREN CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO SX. SECA- boca e olhos secos! EPIDEMIOLOGIA: - é a mais comum das colagenoses- presente em 1% da população. - 50% dos pacientes possui a forma PRIMARIA ( idiopática)- + no sexo ♀ entre 30-50 anos - 50% forma SECUNDÁRIA a outras doenças: AR ( + comum) e LES. PATOGENESE: - infiltração linfocitária das glândulas exócrinas, causando disfunção glandular - deposição de imunocomplexos em diversos órgãos pode causar vasculite e glomerulonefrite. * XEROFTALMIA: olhos secos ( ceratoconjuntivite seca), sensação de areia nos olhos, queimação ocular * XEROSTOMIA: boca seca→ caries, halitose e disfagia * ↑ parotídeo: mais na sx.De sjogren primaria. * Acloridria- gastrite crônica atrofica * artralgia e artrite NÃO erosiva ( 60 a 70%) * fenômeno de Raynaud- 30% * cirrose biliar 1ª – hepatomegalia e icterícia. *Doença Pulmonar 9 20%): fibrose intersticial * Doença Renal ( 15%) : nefrite intersticial linfocitária e glomerulonefrite por imunocomplexo * Vasculite ( 10%) * Pseudolinfoma e Linfoma NÃO Hodgkin ( 10% ) * LABORATORIO: - anemia de doença crônica - ↑ VHS - ANTI- RO ( + ) em 60% - ANTI-LA ( + ) em 40% - FAN ( + ) em 80 a 90% - FR ( + ) em 75 a 90% * DIAGNÓSTICO: - Teste de Schirmer: avaliação da produção anormal das glândulas lacrimais- fita colocada sobre a pálpebra por 5 min. - Escore de Rosa Bengala: substancia que cora as áreas de ceratoconjuntivite seca. - ↑ da ingestão hídrica - colírio - saliva artificial - colinérgicos - corticoterapia nos casos graves. 43 DOENÇA MISTA DO TECIDO CONJUNTIVO CLINICA LABORATÓRIO Mistura de doenças reumatologicas: lúpus, esclerodermia, poliomiosite, artrite reumatoide. OBS: doença cheia de consoantes= autoanticorpos cheio de consoantes: DMTC= anti- RNP - Mãos edemaciadas + fenômeno de Raynaud - artrite não erosiva; miosite e sinovite - hipertensão pulmonar ( principal causa de morte) - nefropatia Membranosa - Neuropatia do trigêmeo - geralmente NÃO tem acometimento grave dos RINS e SNC. - FAN ( + ) em ALTOS TITULOS > 1:1000 - anticorpo ANTI-RNP ( + ) > 1: 1600 - FR ( + ) em 50-70% TRATAMENTO: - antimalárico - corticoide em baixas doses VASCULITES Vasculite de GRANDES VASOS ARTERITE TEMPORAL ou ARTERITE DE CÉLULAS GIGANTES * Principal vaso acometido: ramos extracranianos da carótida- como a ARTÉRIA TEMPORAL. IDOSO (> 50 anos) + CEFALEIA TEMPORAL + CLAUDICAÇÃO DE MANDIBULA ( dificuldade de mastigação) + alterações visuais ( CEGUEIRA) + FEBRE e PERDA DE PESO + dor na cintura escapular + VHS ↑ > 50 Diag: biopsia da artéria temporal TTO: prednisona – iniciar com doses ALTAS - 60-80 mg/dia ( ótima resposta ao corticoide) OBS: em caso de associação com alterações visuais ,iniciar imediatamente o tratamento. O controle da doença é obsevada pelo VHS ARTERITE DE TAKAYASU ou SX. DO ARCO AÓRTICO * Principal vaso acometido: Aorta e seus ramos- carótida, SUBCLÁVIA, coronárias, pulmonares, mesentérica, renais e femorais ♀ JOVEM ( 15 a 30 a) + CLAUDICAÇÃO DE MMSS ( ↓ de pulso braqueal ) HAS + SOPRO subclávios, carotídeos ou abdominais + ASSIMETRIA DE PRESSÃO ARTERIAL ( ≠ de PA sistólica > 10 mmHg entre o MSD e MSE) + FEBRE – ATRALGIA- MIALGIA- ASTENIA E PERDA DE PESO. Diag: aortografia ( estenose vascular, com ou sem oclusão , dilatação pós- estenóticas, aneurismas arteriais e circulação colateral) * artéria + acometida: SUBCLÁVIA ( 93%) Vasculite de MÉDIOS VASOS POLIARTERITE NODOSA CLASSICA- PAN OBS: não acomete os microvasos, e NÃO causa HOMENS ( 2:1) entre 40-60 a + PERDA DE PESO > 4 kg + LIVEDO reticular + GANGRENA DIGITAL DOR TESTICULAR + MONONEUROPATIA MULTIPLA ( parestesia) + MIALGIA e FRAQUEZA + HTA de inicio recente + UREIA > 85 e CREATININA > 1,5 ( insuf. Renal) + HBsAg ( + ) 44 glomerulonefrite e não acomete dos pulmões o que diferencia da Poliangeíte Microscópica e também NÃO é P- ANCA ( + ) OBS: ate 30% dos pacientes com PAN são positivos para HBsAg e HbeAG-. *Associação com a HEPATITE B OBS: NÃO acomete os PULMÃO e nos RINS não causa golemrulonefrite. Diag: arteriografia ( aneurismas ou oclusões de artérias viscerais) e BIOPSIA ( biopsia contem neutrófilos) DOENÇA DE KAWASAKI * Principal vaso acometido: especialmente CORONÁRIAS. Em 20% dos pacientes apresentam ANEURISMAS CORONARIANOS. CRIANÇA ( < 5 a) + FEBRE ≥ 5 dias + CONJUNTIVITE BILATERAL não exudativa + ALT. Da CAVIDADE ORAL (língua em framboesa, fissura labial e descamação labial) + LINFADENOPATIA CERVICAL não supurativa + EXANTEMA POLIMORFO + MÃOES E PÉS EDEMATIZADOS e ENDURECIDOS Diag: febre ↑ ≥ 5 dias + 4 dos 5 critérios. TTO: imunoglobulina e ASS COMPLICAÇÃO: Aneurisma coronariano que pode levar ao infarto agudo do miocárdio. VASCULITE ISOLADA DO SNC - vasculite restrita ao SNC * Principal vaso acometido: artérias CEREBRAIS. HOMEM ( 30-50 a) + CEFALEIA de inicio recente + ENCEFALOPATIA + INFARTOS MULTIFOCAIS + DEMÊNCIA PROGRESSIVA Vasculite de PEQUENOS VASOS GRANULOMATOSE DE WEGENER * Principal vaso acometido: artérias e arteríolas do trato RESPIRATÓRIO superior e GLOMERULARES AMBOS OS SEXOS 40 a +SINOSITE de repetição + RINORREIA PURULENTA ou SANGUINOLENTA + RX de tórax com infiltrado, nódulos ou cavitações + ULCERAS ORAIS + GLOMERULONEFRITE ( GNRP) OBS: acomete principalmente PULMÃO e RINS - C- ANCA ( + ) 97%- ( anticorpo anticitoplasma de neutrófilo ) POLIANGEITE MICROSCOPICA * acomete artérias de pequeno e médio calibre e principalmente MICROVASOS capilares, arteríolas e vênulas. HOMEM DE 40-60 a + PÚRPURA PALPÁVEL + GOLMERULONEFRITE (80%) + HEMOPTISE + INFILTRADO PULMONAR ( pode haver sx. Pulmão-rim) + P- ANCA ( + ) em 50-60% e C- ANCA ( + ) em 30% OBS: P- ANCA ( + ) ( P de perinuclear) OBS: acomete RINS e PUMÃO Diag: BIOPSIA: vasculite granulomatosa ( granulomas dos vasos acometidos) SX. DE CHURG-STRAUSS Ou granulomatose ALÉRGICA. - tem associação com ATOPIA e infiltração EOSINOFÍLICA. MULHER ( 48 a) + ASMA ou RINITE ALÉRIGICA grave + ↑↑↑ EOSINOFILIA ( > 10% ) + infiltrados pulmonares MIGRATÓRIOS + VASCULITE cutânea + MONONEURITE 45 - LABORATÓRIO: Eosinofilia > 1.000 ( 80% dos pacientes) ; Ig E ↑ P- ANCA ( + ) Vasculite de MICROVASOS PÚRPURA DE HENOCH- SCHONLEIN É a vasculite + comum na INFÂNCIA. Tem bom prognostico é auto limitada, mas pode esta envolvida com o acometimento RENAL CRIANÇA + em MENINOS ( 2 a 8 a) + PURPURA PALPAVEL NÃO TROMBOCITOPÊNICA ( + em nadegas e MMII) + ARTRITE ( + em joelhos e tornozelos) + DOR ABDOMINAL ( tipo cólico com abdome inocente) + DIARREIA SANGUINOLENTA + sx. NEFRITICA ( HEMATÚRIA) - diag: BIOPSIA: vasculite leucocitoclástica com deposito de IgA e C3 OBS: as PLAQUETAS esta NORMAL e ↑ IgA. - TTO: Corticoide VASCULITE CRIOGLOBULINÊMICA PURPURA palpável + GLOMERULONEFRITE MEMBRANOPROLIFERATIVA + CONSUME C4 ( única vasculite que consome complemento C4) + ASSOCIAÇÃO com HEPATITE C *A crioglobulinemia tipo II tem associação com a HEPATITE C OBS: É a única vasculite que cursa com Hipocomplementaria ( ↓ C4) OUTRAS VASCULITES DOENÇA DE BEHÇET * acomete vasos de qualquer calibre. ADULTO JOVEM ( 20- 35 a) + ULCERAS ORAIS AFTOSAS E GENITAIS recorrentes + LESÕES OCULARES ( uveite anterior ou posterior + lesões cutâneas ( ACNE , PSEUDOFOLICULITE) + TESTE DA PATERGIA ( papula eritematosa no local da introdução de uma agulha) COGAN * acomete AORTA e vasos de médio e pequeno calibre. CERATITE INTERSTICIAL ( alteração ocular) + PERDA AUDITIVA neurossensorial + ATAXIA ( alteração vestíbulo-auditivo) DOENÇA DE BUERGER Ou TROMBOANGEÍTE OBLITERANTE * acomete artérias e veia de MÉDIO e PEQUENO calibre, especialmente da porção DISTAL dos membros com comprometimento associados a veias e nervos das extremidades. HOMEM ADULTO TABAGISTA + DOR e ISQUEMIA de ambas extremidade dos membros ( comausência de pulso) – CLAUDICAÇÃO INTERMITENTE NA REGIAO PLANTAR + TROMBOFLEBITE MIGRATÓRIA SUPERFICIAL * sintomas iniciais pode ser parestesia e dor com exposição ao frio. * pode esta associada ao fenômeno de Raynaud. - Diag: arteriografia com estreitamento e oclusão vascular. Pode observar presença de colaterais ao redor da oclusão com aspecto de “saca rolhas”. - TTO: interronper o tabagismo 46 DISPNEIA ESPIROMETRIA- PROVA DE FUNÇÃO PULMONAR → noções básicas: DISTÚRBIO OBSTRUTIVO DISTÚRBIO MISTO DISTÚRBIO RESTRITIVO * encontrado em: ASMA e DPOC, FIBROSE CISTICA, BRONQUIECTASIA * REDUÇÃO dos volumes Dinâmicos e fluxos expiratórios: ↓↓↓ VEF1 ( vol. Expiratório forçado no 1ª seg) ↓ CV (capacidade vital) CV=VC+VRI + VRE ↓ CVF ( capacidade vital forçada). Índice Tiffeneau VEF1/CVF < 70% ( diminuída) OBS: o VEF1 esta bem mais reduzida do que o CVF. VEF1 pós PBD (+ ) * AUMENTO dos volumes Estáticos: ↑ ↑↑ VR ( volume residual) ↑ CPT ( capacidade pulm. Total) CPT= CV + VR ↑ CRF ( capacidade residual funcional) CRF= VRE + VR. PERGUNTAS: 1) qual é parâmetro mais SENSÍVEL para detectar distúrbio obstrutivo ? FEF( fluxo expiratório forçado do volume CVF ou fluxo mesoexpiratório) 2) qual é o principal parâmetro no estadiamento da gravidade de doenças obstrutivas? VEF1 * encontrado em: SARCOIDOSE; PARACOCODIODOMICOSE; TBC; BRONQUIECTASIA, ICC; LINFANGIOLEIMIOMATOSE. Índice de TiffeneauVEF1/CVF < 70%( diminuída) OBS: aqui para diferenciar do distúrbio obstrutivo é que CVF esta bem mais reduzida do que o VEF1. VEF1 pós PBD ( – ) O QUE É PROVA BRONCODILATADORA (PBD)? - teste importante para avaliar a reversibilidade da obstrução das vias aéreas através da espirometria com uso de salbutamol ou fenoterol via inalatória e realizando espirometria 15 a 20 minutos após. Compara o resultado com a espirometria sem broncodilatador→ será POSITIVA se houver um AUMENTO do VEF1 ≥ 7% - 12% do valor previsto após uso de broncodilatador. - Diagnostico importante para ASMA. * encontrado em: PNEUMOPATIAS INTERSTICIAIS DIFUSAS, acomete o pulmão bilateralmente e de forma difusa que leva a fibrose. Ex: Fibrose Pulmonar Idiopática; * REDUÇÃO de TODOS os volumes pulmonares- estáticos e dinâmicos: ↓↓↓ CVF ( normal é ± 5 L – homem adulto) ↓ CV ↓ VEF1 ( normal é ±3,8) ↓ CPT Índice VEF1/CVF ≥ 70% ( normal ou elevada) OBS: o VEF1 se reduz proporcionalmente à CVF ou CVF se reduz mais que o VEF1. 47 DOENÇAS OBSTRUTIVAS ASMA BRÔNQUICA FATORES DE RISCO CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Inflamação crônica das VA inferiores, potencialmente reversível, que resulta em hiper-reatividade da arvore brônquica a diversos estímulos ( alergenos inalados, micro- organismo, frio, exercícios físico...) * a INFLAMAÇÃO é predominantemente de EOSINÓSFILOS e LINFÓCITOS T CD4. EPIDEMIOLOGIA: - quase 5% da população mundial tem asma. - afeta principalmente CRIANÇAS, mais do sexo ♂ - pico da incidência aos 3 anos de idade. Qual é a IMUNOGLOBULINA mais envolvida nos processos alérgicos? IgE ( ela induz a degranulação dos mastócitos, e assim libera uma serie de mediadores inflamatórios que provoca - Predisposição genética - atopia - moradia em gdes cidades - exposição ocupacional - exposição a alérgenos ( pólen, fungos, ácaros, tabaco; cão, gato, baratas..) - infecções Virais - obesidade - peso baixo ao nascer TIPOS DE ASMA: 1)- Asma extrínseca atópica ou alérgica (+ freq): > 90% dos casos em crianças e 50% em adultos. 2) Asma criptogênica ( intrínseca) : 50% em adultos. É o principal tipo de asma que se inicia na fase adulta. 3) Asma extrínseca NÃO alérgica : 10% dos casos de asma. A asma é por contato repetitivo. EX: pintores, trabalhadores plásticos, borracha, madeira vermelha, padeiros, animais ( veterinários). O Os sintomas são: EPISÓDICOS ou FLUTUANTES, que pode ser precipitado por exercício físico, mudança de temperatura, umidade, inalação de alergenos, poluição, etc. Os sintomas predominam pela MANHÃ, logo após despertar e no fim da noite e nos casos mais graves o despertar noturno. * TOSSE * SIBILÂNCIA- chiado de peito. * DISPINEIA * APERTO NO PEITO RX: Geralmente é normal TTO P/ CRISE ASMÁTICA 1ª – AVALIAR: o paciente quanto a gravidade da crise.Colher gasometria e PFE. Encaminhar a UTI para IOT no caso de CRISE MUITO GRAVE: cianose, sudorese, confusão mental, dispneia grave, fala frases curtas ou - critérios clínicos típicos ou em casos de duvidas fazer espirometria para confirmar o Diagnostico: * Espirometria com PBD: - Padrão obstrutivo = VEF1/CVF < 75%% ( adulto) VEF1/CVF < 86% ( criança) + PBD + = ↑ VEF1 > 7-12% em relação ao valor antes de fazer a PBD). * Teste de Broncoprovocação com= -agentes broncoconstritores ( metacolina, histamina ou carbacol)= ↓ VEF1 > 20% - exercício físico= ↓ VEF1 > 10 – 15%. * Variabilidade do Pico de Fluxo Expiratório (PFE) ou peak flow= ↑ PFE em 15 a 20% após uso de broncodilatador ou corticoide oral ou variação diurna do PFE > 20%. - ASMA INTERMITENTE: Higiene + broncodilatador( – β2 agonista inalatório de CURTA duração) apenas: *durante a crise: salbutamol ( aerolin) ou fenoterol ( berotec) ou terbutalina ( brincanyl)- Tem ação imediata em 1 a 2 minutos com duração de 4 hrs. OBS: o β2 de curta duração NÃO deve ser usado como terapia de manutenção!!! - ASMA PERSISTENTE LEVE: * a terapia de manutenção( período de intercrise) esta indicada com corticoide INALATÓRIO em baixas doses: budesonida; beclometasona ( dose em criança 100-200 mcg/dia e adulto 200 a 500 mcg/dia) * durante a crise: β2agonista de CURTA duração. 48 broncoconstricção, edema e produção de muco) O que é ATOPIA? É uma reação exacerbada a antígenos, mediada pela produção de IgE, ou seja, uma reação de hipersensibilidade tipo I. Formas de manifestações da atopia: * rinite alérgica; asma; dermatite atópica e febre do feno. OBS: Classificação de gravidade da asma esta na apostila de pediatria. OBS: qual alteração na gasometria arterial mais comum na asma ? Alcalose respiratória ( paciente hiperventila, que acarreta > eliminação de CO2, levando a alcalose). E nos casos de crise grave de broncoespasmo e falência ventilatória, pode haver retenção de CO2 com acidose respiratória. diagnostico é suspeitado quando os sintomas de asma aparecem nos dias de trabalho e melhoram nos fins de semana. 4) Asma induzida por aspirina: 10% dos casos em adultos OBS: O β2 agonista de CURTA duração e os corticoides inalatórios são SEGUROS para o uso de GESTANTE asmática. Mas o β2 agonista de LONGA duração aumenta o risco de edema agudo de pulmão, para gravidez múltipla, polidramnia, HTA, devendo ser evitada nestas situações. Os corticoides ORAL aumenta o risco de pré- eclampsia e prematuridade OBS: Quais são os mais comuns efeitos adversos do uso de corticoide inalatório? - candidíase oral - disfonia (rouquidão) - tosse monossilábico, movimentos torácicos paradoxais, retração costal, desaparecimento do pulso paradoxal, ausência de MV e sibilos, FR ↑, FC >140, PFE <30%, Sat02 , 90%, PaCo2 >45 e PaO2 < 60. 2ª - β2 agonista de curta ação via inalatória ( NBZ 10 gotas em 3 a 5 ml de SF ou aerossol 4-8 jatos) cada 20 min na 1ª hora, O2 suplementar a 3L/min se Sat O2≤ 92% 3ª REAVALIAR: - ausência de critérios de gravidade: PEF>70%= alta hospitalar com indicação de β2 de curtade 4-4 hrs por 2 dias + corticoide oral por 7 a 10 dias ( predinisona 1 a 2 mg/Kg/dia ) - melhora incompleta dos sinais: Β2-agonista cada 20 min por ate 4 hrs + brometo de ipatrópio- 20 gotas + 60 mg de predinisona OBS: qual é o distúrbio eletrolítico decorrente do uso de β2 agonista? ↓ K ( hipopotassemia ou hipocalemia) OBS: Tratamento de manutenção que deve ser usado mesmo na ausência de sintomas, preservando a função pulmonar a longo prazo, reduzindo os riscos de remodelamento das vias aéreas OBS: qual é a causa + frequente de falha no tratamento? Técnica inadequada na administração das drogas inalatórias. OBS: os antileucotrienos são drogas de escolha para o manejo de asma induzida por AAS ou AINES. OBS: os mucolíticos devem ser evitados, pois pioram a tosse! - ASMA PERSISTENTE MODERADA: *Terapia de manutenção: Corticoide INALATÓRIO em BAIXAS doses: budesonida; beclometasona + + β2 de LONGA duração (salmEterol ou FORMOterol) - ASMA PERSISTENTE GRAVE: Corticoide INALATÓRIO em MÉDIA ou ALTAS doses: budesonida; beclometasona + + β2 de LONGA duração salmEterol ou FORMOterol + associar a uma 3ª ou 4ª droga: metilxantina ou antileucotrieno ou corticoide ORAL: predinisona 5-10 mg em dias alternados por no Maximo 3 meses. 49 DPOC PATOGENIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - obstrução crônica e parcialmente reversível das VA inferiores, com destruição progressiva do PARENQUIMA PULMONAR. A INFLAMAÇÃO é predominantemente de NEUTRÓFILOS, MACRÓFAGOS e LINFÓCITOS T CD8. FATORES DE RISCO - tabagismo (+ importante) - exposição ocupacional - infecção respiratória por repetição. - deficiência de α 1- antitripsina - má condição sócio- econômica - hiperatividade das VA inferiores. OBS: o risco de DPOC depende da carga tabagista cumulativa ( n° de maços/dia x quantidade de anos) Carga tabagista > 40 maços/ano a chance de DPOC chega a 25%. OBS: em 1 maço de cigarro 1) BRONQUITE OBSTRUTIVA CRÔNICA Inflamação da parede brônquica > 2mm com infiltrado leucocitário. 2) ENFISEMA PULMONAR Atinge os ÁCINOS ( unidade funcional de troca gasosa), ocorre destruição progressiva dos septos alveolares. Existe 2 tipos: * CENTROACINAR: típico de TABAGISMO ( 90%) - destruição começa no centro do ácino - predomínio nos lobos superiores e progride para região inferior. * PANACINAR: típico de DEFICIENCIA DE α1- ANTRIPSINA - destruição já começa em todo ácino ( periferia e centro) - predomina nos lobos inferiores e progride mais pra região superior. - pacientes + JOVENS (<45) com ausência de fatores de risco ( não fumante) + lesão hepatocelular sem causa aparente. BLE BLOATER ( inchado azul) * estereótipo de bronquítico crônica: - cianose crônica ( paciente azul) + edema - 1ª sintomas: Tosse produtiva há + de 2 anos durante pelo ao menos 3 meses consecutivos ( predomínio matinal) ( tosse do fumante) - Tórax ruidoso na ausculta com roncos, sibilos e elimina bastante secreção. - troca gasosa bastante comprometida - hipoxemia GRAVE e retenção crônica de CO2 que promove vasoconstrição das arteríolas pulmonares que leva a hipertensão pulmonar e cor pulmonale, resulta em disfunção do VD, EDEMA de MMII, TURGENCIA jugular, hepatomegalia, e ascite, Hiperfonese de B2. PINK PUFFER ( soprador Rósea) * estereótipo de enfisematoso : Magro; ↑ diâmetro A-P do - ESPIROMETRIA Índice VEF1/CVF < 70%, após uso de PBD ( ou seja, não melhora o índice após uso de broncodilatador como ocorre na asma!) O VEF1 esta sempre mais reduzido que o CVF ( padrão obstrutivo) OBS: a 1ª coisa a fazer com um paciente com sintomas de DPOC é fazer espirometria e assim classifica-lo do escore de GOLD. - RX: hiperinsuflação pulmonar ( ↑ CPT): * ↑ dos espaços intercostais * visualização de + de 9 a 10 arcos costais anteriores * retificação de cúpula diafragmática * hipotransparência pulmonar ( ↑ transparência) * coração alongado verticalmente ( em gota) - ESTADIAMENTO DE GOLD PARA DPOC: I: tifeneau < 70% OBS: os broncodilatadores inalatórios são as grandes drogas na terapia do DPOC *** iniciar o tratamento quando for DPOC sintomático ou VEF1 < 60% do previsto. 1ª : parar de fumar 2ª : Broncodilatadores INALATÓRIOS- Β2-agonista de LONGA duração: formoterol, salmeterol) cada 12 hrs. O indacaterol é um novo fármaco que requer apenas uma dose diária. * se os sintomas persistirem, associar: Anticolinérgico inalatório: (efeito parassimpaticolítico) - BROMETO de IPATRÓPIO cada 6 hrs ou brometo de tiotrópio 1 x ao dia. 3ª : Corticoide INALATÓRIO- (budesonida ou beclometasona) :apenas para estagio III de GOLD ( VEF1< 50% do previsto) ou nas exacerbações. 4ª : Metilxantinas ( 50 vem 20 cigarros FISIOPATOLOGIA - desequilíbrio V/Q, leva a hipoxemia e hipoventilação crônica, com retenção de CO2- hiperinsuflação pulmonar- “SX. Do aprisionamento de ar”. * PO2, SatO2 ↓ * PCO2, HCO3, BE ↑ * PH normal ( 7,35 -7,45) ou diminuído. OBS: os retentores crônicos de CO2 acabam desenvolvendo retenção compensatória de bicarbonato, de modo a tentar manter o PH sanguíneo normal, causando ↑ BE ( > 3 mEq/L). Já nos casos AGUDOS, o organismo do paciente não tem tempo pra esta compensação fazendo com que o PH sanguíneo caia < 7,3. Então, o melhor parâmetro pra identificar o quadro de exacerbação aguda da doença? PH < 7,3 ( acidose respiratória descompensada) ABORDAGEM nas EXACERBAÇÕES AGUDAS da DPOC: DPOC descompensada: Clinica: dispneia, ↑ volume de escarro e escarro purulento. A causa + comum é: INFECÇÃO RESPIRATÓRIA: 3 bactérias + comuns: * Haemophilus influenza ( 50% dos casos) * S. pneumoniae * Moraxella catarralis Conduta: 1ª : IOT ( nos casos de esforço respiratório ou rebaixamento do nível de consciência) ou CPAP ou O2 a baixo fluxo 1-3 L/min. 2ª : Broncodilatadores Inalatórios: β2-agonista de CURTA duração + Anticolinérgico 3ª : Corticoide Oral ( sistêmico): prednisona 40 mg/dia x 10 dias. 4ª : ATB: pra iniciar o ATB é imprescindível 1 dos sintomas: dispneia, ↑ do volume de escarro e escarro purulento. tórax ( tórax em tonel) - pletora facial ( face rosea) - 1ª simtomas: dispenia ao esforço progressiva, ate o surgimento de ortopineia. - MV ↓, quase abolido, SEM ruídos adventícios - dispneia – tipo soprador ( sopra pra ↑ o tempo EXPIRATÓRIO) - hipoxemia LEVE, que raramente evolui com hipertensão arterial pulmonar e cor pulmonale. OBS: a hipoxemia crônica estimula a produção renal de eritropoietina, resultando num ↑ do hematocrito. OBS: O uso de corticoide sistêmico nas exacerbações da DPOC reduzem o tempo de internação e a chance de recidiva. VEF1 pós PBD ≥ 80% do previsto II: <70% e VEF1 ≥ 50% e < 80% III: <70% e VEF1 ≥ 30% e < 50% ( GRAVE) IV: <70% e VEF1< 30% ou <50% + insuf. Respiratória crônica ( PaO2 < 60mmHg)- ( MUITO GRAVE) OBS: todos vão ter o índice de tifeneau < 70% pois se trata de um distúrbio obstrutivo!!!! O que vai mudar é VEF1 após PBD. OBS: apenas 3 intervenções se mostram capaz de atrasar a progressão do DPOC, interferindo favoravelmente na historia clinica da doença: 1) parar de fumar 2) oxigenioterapia 3) cirurgia O restante das condutas terapêuticas são necessárias para alivio dos sintomas e reduzir a gravidade das exacerbações. teofilina, bamifilina): drogas de 2ª linha para DPOC 5ª : Vacinação : anti- inflenza anualmentee antipneumocócica polivalente 23 cada 5 anos. 6ª : Reabilitação pulmonar: esteira e bicicleta 7ª : Oxigenoterapia domiciliar: indicado de acordo com a gasometria: * PaO2 ≤ 55 ou SatO2 ≤ 88% em repouso * PaO2 entre 55 e 60 + policetemia (Ht >55%) ou Cor Pulmonale ou Hipertensão pulmonar OBS: O2 a baixo fluxo (1-3 L/min) durante 15 hrs por dia. O objetivo é manter PaO2≥ 60 mmHg e SatO2 ≥ 90%. 8ª : Cirurgia de Bulectomia 9ª : Cirurgia Pneumorredutora ( cirurgia de Brantigan): DPOC grau III e IV 10ª : Transplante de Pulmão 51 DOENÇAS RESTRITIVAS PNEUMOPATIAS INTERSTICIAIS DIFUSAS: compreende um grande grupo de doenças pulmonares , caracterizada pelo acometimento DIFUSO e BILATERAL dos septos alveolares, que levam FIBROSE. - Padrão na Tomografia Computadorizada do infiltrado pulmonar: inicialmente caracteriza-se por uma alveolite ( VIDRO-FOSCO) , e já na fase crônica com fibrose ( FAVEOLAMENTO PULMONAR), que são alterações já irreversíveis. - Espirometria: PADRÃO RESTRITIVO. - Clinica: dispneia aos esforços, tosse seca - Quais são os Medicamentos associados ao surgimento de doença intersticial Pulmonar? Nitrofurantoina, MTX, amiodarona, blomicina, ciclofosfamida, bussulfan, procarbazina, fenitoina, AINES e sais de ouro. PRINCIPAIS PNEUMOPATIAS INTERSTICIAIS DIFUSAS FIBROSE PULMONAR IDIOPÁTICA PNEUMONITE POR HIPERSENSIBILIDADE SX. PULMONARES EOSINOFÍLICAS GRANULOMATOSE DE CÉLULAS DE LANGERHANS SX. HEMORRAGICAS PULMONARES - idade: 40-60 anos - dispneia lentamente progressiva, com estertores creptantes (“em velcro”) nas BASES pulmonares, no RX infiltrado reticular bibasal. -TC: infiltrado em vidro fosco e faveolamento . OBS: o FAN é (+) em 25% dos casos. DX: PADRÃO-OURO: BIOPSIA pulmonar. TTO: predinisona + drogas imunossupressoras. - Prognostico ruim. - associada a exposição prolongada ou aguda a agentes inorgânicos ou orgânicos, causando aveolite granulomatosa. -Ex: pulmão do fazendeiro ( exposição ao feno); pulmão do criador de pássaros (penas de aves); pulmão do ar condicionado , pulmão da sauna e bagassose ( exposição a cana de açúcar), fungos ou bactérias termofilicas. - O TABAGISMO é fator de PROTEÇÃO!!! - RX: infiltrado reticulonodular ou nodular difuso. -TC: infiltrado nodular broncogênico - caracterizada por infiltrado pulmonar eosinofílico. EX: 1)- Arpergilose Broncopulmonar alérgica 2) Sx. De LOEFFLER: infiltrado migratório em ambos os pulmões ricos em eosinofilia. Pode esta associado a parasitas intestinais. Quais são os parasitas associados: SANTA. * Strongyloides stercoralis * Ancylostoma duodenale * Necator americanus * Toxocara canis * Ascaris lumbricoides 3) Pneumonia Eosinofilica aguda: febre alta, tosse e infiltrado pulmonar que Antigamente conhecida como Histiocitose X. - idade: 20-30 anos, + sexo ♂. - TABAGISMO é fator de RISCO em 90% dos casos - marcado por episódios de pneumotórax recorrente ( por ruptura de cistos) e hemoptise. - RX: infiltrado reticulonodular 2/3 superior e com múltiplos cistos medindo 0,5 a 1 cm. - DX: PADRÃO-OURO: biopsia, revela infiltrado granulomatoso e células com grânulos de BIRBECK ( células de langerhans). - é comum associação Inclui: 1) SX. DE GOODPASTURE: é uma doença automune marcada pela formação de anticorpos antimembrana basal alveolar e glomerular. Mais comum é jovens do sexo ♂. - Clinica: síndrome pulmão- rim recorrente: hemoptise e glomerulonefrite rapidamente progressiva. 2) HEMOSSIDEROSE PULMONAR IDIOPÁTICA: Acomete mais crianças e adolescentes. -Clinica: hemoptises recorrentes e infiltrado alveolar. 52 - Padrão-histopatologico: nódulos granulomatosos. - Bom prognostico. NÃO responde a ATB. 4) Pneumonia eosinofilica Crônica 5) sx. Hiperinofilica 6) angeite de Churg- Srauss. com doença óssea. PNEUMOCONIOSES SILICOSE ASBESTOSE São doenças causadas pela inalação de poeira ou partículas < 10 mm de determinadas substancias geradas no ambiente de trabalho. Dentre as pneumoconioses as mais cobradas são a asbestose e silicose. * diagnostico: Historia clinica e ocupacional com período de latência compatível + exames de imagens alterado. BISSINOSE é o conjunto de lesões da arvore respiratória devido a poeira de? ALGODÃO. É a pneumoconiose + comum no BRASIL e em todo mundo!!!. - Agente causador: trabalhos que envolvam AREIA e CERÂMICA. Ex: jateamento de areia; pedreiras, mineração, corte de pedras, atividades de escavações de tuneis, poços. - Período de exposição: mínimo 10 anos, em média 20- 30 anos. - Clinica: dispneia leve a moderada. - RX: múltiplos nódulos que dão origem a um infiltrado nodular difuso maior ( nódulo silicótico) nos 2/3 SUPERIORES. Dentro destes nódulos, no centro estão as partículas de sílica que podem ser demonstradas por luz polarizada, que com o tempo evolui pra fibrose e cor pulmonale. Pode ter calcificação com aspecto de CASCA de OVO. - DIAG: historia clinica e ocupacional + exame de imagem (RX) - Associação de SILICOSE + TBC: silicotuberculose. OBS: a silicose pulmonar aumenta em ate 30 X o risco de TBC. O QUE É SX. DE CAPLAN? é uma síndrome associada a presença de nódulos periféricos reumatoides no RX, com Fator reumatoide (+), associada a silicose / pneumoconiose dos minerais de carvão. Doença de caráter progressivo e irreversível. - Agente causador: fabricação de cimento, telha de amianto, caixa d’água, freios ou tubulações e materiais de fricção, produtos têxteis ( luvas, mangueiras, forração de roupa. A exposição também ocorre na construção ou na demolição de prédios. - Período de exposição: > 15 anos - Clinica: dispneia aos esforços, tosse seca, que evolui pra dispneia em repouso, hipoxemia e cor pulmonale. - RX: opacidades irregulares predominando nos campos INFERIORES e formações de placas de calcificações que contem cálcio que aparece como áreas hipotransparentes ou espessamento pleural e atelectasia redonda. - Associado a MESOTELIOMA PLEURAL ( tumor maligno raro, associado a exposição prolongada ao abesto). Principal sintomas do Mesotelioma: dor torácica NÃO pleurítica + dispneia e tosse seca. Principal achado no RX é o derrame pleural unilateral de grande monta. - a Asbestose aumenta o risco de CARCINOMA BRONCOGÊNICO em cerca de 5 X. 53 SARCOIDOSE CLÍNICA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO É uma doença sistêmica caracterizada pela formação de GRANULOMAS NÃO CASEOSO em diversos órgãos, alterando a organização de suas estruturas teciduais O pulmão é o órgão mais afetado (90%) e também o olho. OBS: toda vez que no enunciado tiver linfadenopatia hiliar bilateral e PPD ( -), a 1ª opção de resposta é SARCOIDOSE. EPIDEMIOLOGIA: - prevalente entre 20 e 40 anos. - mais em ♀ negras. ETIOLOGIA: Resposta imunológica anormal envolvendo o linfócito T helper. Cerca de 60% dos pacientes apresentam remissão em até 10 anos do diagnostico. A mortalidade é baixa, menos de 5%. Pode ser forma assintomática, aguda ou crônica. * assintomática: costuma ser uma achado em RX de rotina, apresentando LINFADENOPATIA HILIAR BILATERAL simétrica com ou sem infiltrado. * AGUDA existe 2 síndromes características da forma aguda: - SX. De LOEFGREN - SX. HEERFORDT- WALDENSTROM - Uveíte - Eritema nodoso - RX de adenopatia bilateral - Artrite periférica aguda ou poliartralgia - ↑ da parótida - Uveíte anterior - Paralisia do nervo facial bilateral. - febre * CRÔNICA: a forma insidiosa é a que mais evolui para cronicidade com lesão permanente de órgão e pulmão. * acometimentode órgãos específicos: - Pulmão: 90% dos pacientes tem anormalidades no RX e 50% desenvolvem fibrose. Ocorre pneumopatia intersticial. - 20% se manifesta com obstrução nasal - ↑ dos linfonodos intratorácicos em 90% dos pacientes, geralmente bilateral e simétrico. - Pele: eritema nodoso; nódulos maculopapulares e lúpus pérnio ( lesões endurecidas azuladas e brilhantes no nariz, bochechas, lábios, orelhas, dedos). -olhos: uveite anterior - Rins: os granulomas produzem vitamina D e leva a hiperCalcemia. - SNC: acometimento do nervo facial. Pode levar a meningite asséptica ( meningite sarcoide) - glândula exócrina: ↑ da parótida - ♥: bloqueios, arritmias, aneurisma, IC diastólica, cardimiopatia restritiva. Exames: ecocardiograma ou Holter, biopsia endomiocardica - Osso: distrofia ungueal e deformidade dos dedos, formação de cistos ósseos. Artrite aguda Quadro clinico compatível + alterações de imagem ( * RX: padrão de infiltrado + frequente é o reticulonodular; adenopatia hiliar e paratraqueal bilateral e simétrica) + BIOPSIA com processo mononuclear granulomatoso NÃO caseoso estéril e sem partículas. A biopsia deve ser realizada nos acometimentos cutâneos ou na ausência deles, se deve biopsiar o pulmão. O que é o teste de Kviem- Siltzbach? Realizado a partir de material obtido do baço de paciente sabidamento portador de sarcoidose, que é preparado e inoculado na derme do paciente com suspeita da doença sendo a região biopsada após 4-6 semanas. A observação de granulomas não caseoso no material de biopsia é fortemente sugestivo de sarcoidose. TRATAMENTO: - glicocorticoides: predinisona 20 a 60 mg 1x ao dia, mantendo a dose por 9 a 12 meses. OBS: paciente com doença pulmonar assintomática não é tratado! 54 DOENÇAS VACULARES DOS PULMÕES TEP CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Tromboembolismo pulmonar, é um distúrbio causado pela obstrução em graus variados dos vasos pulmonares. * a principal fonte desses êmbolos é a circulação venosa profunda dos MMII. FATORES DE RISCO * TROMBOFILIAS ADQUIRIDOS: - pós-operatório - eventos obstétricos - imobilização - Câncer, HAS, ICC, DPOC, tabagismo - ACO, reposição hormonal - SAF - viagem de avião prolongada * TROMBOFILIAS HEREDITÁRIOS: PRIMÁRIAS: - Fator V de Leiden: - é a trombofilia hereditária + comum. -ativa a cascata de coagulação - fator de coagulação resistente à inativação da proteína C ativada. - mutação do gene de protrombina: -caracterizado pelo ↑ da CLINICA DA TVP - 60% dos pacientes com TVP em MMII são assintomático . - edema mole e ASSIMÉTRICO, ↑ da T° e dor a palpação. - sinal de HOMANS: dor na panturrilha durante a dorsiflexão do pé. - PHLEGMASIA ALBA/ CERUELA DOLES: persistência do edema, que leva a comprometimento da perfusão arterial do MI, surgindo palidez, cianose e dor intensa. CLÍNICA DA TEP Os sintomas + comuns são dispneia e dor torácica e o sinal mais comum é taquipneia. A repercussão clinica dependerá da extensão da obstrução vascular: * infarto pulmonar: embolo pequeno que obstrui a parte distal do parênquima pulmonar. Sintomas: dor pleurítica, tosse e hemoptise, febre e leucocitose de inicio SÚBITO. * embolia submaciça: a isquemia pulmonar, leva a liberação de serotonina que causa EXAMES INESPECÍFICOS: 1) D-DÍMERO: * exame de TRIAGEM para suspeita de TEP e na TVP *↑ sensibilidade, ↑ valor preditivo negativo * ↓ especificidade - é um produto de degradação da fibrina Indicado quando: - pacientes que NÃO estão internados e com escore de WELLS ≤ 4 ( ↓ probabilidade clinica de TEP) OBS: em pacientes internados ele perde muita especificidade porque na sepse, IAM, câncer, gestação tem aumento do dímero. Neste caso fazer direto ANGIO-TC (exame de escolha para diagnostico de TEP). 2) GASOMETRIA: - alcalose respiratória ( devido a hiperventilação) e hipoxemia. 3) ECG: - padrão S1 Q3 T3 ( ↑ especificidade e ↓ sensibilidade) - taquicardia sinusal - inversão da onda T 4) ECOCARDIOGRAMA: * NÃO GRAVE: - ANTIGOAGULAÇÃO: não dissolve o trombo, porem evita aumentar de tamanho. Devemos alcançar o estado de anticoagulação plena dentro das 1ª 24 horas com medicações parenterais ( HBPM ou HNF) e deve ser mantido ate que a medicação oral- cumarínicos ( warfarin 5 mg/dia)) faça efeito ( ± 5 a 7 dias). Manter pó 3- 6 meses em pacientes que desenvolveram TEP com fator de risco removível ( cirurgia, trauma...) ou por toda vida em pacientes com TEP idiopática ou fator de risco permanente ou TEP recorrente. OBS: o Warfarin alarga o TAP ou INR OBS: INR > 2-3 pode tirar a heparina e deixar só o warfarin OBS: nos primeiros dias do uso do warfarin se observa um estado pró-trombótico, só depois de 5 a 7 dias que se observa o efeito anticoagulante. HNF : heparina NÃO fracionada: via intravenosa - de escolha para pacientes 55 protrombina circulante ( fator de coagulação produzido em excesso) - Hiper-homocisteinemia: - ocorrência de trombose venosa e ARTERIAL. - deficiência de Proteína C - deficiência de Proteína S - deficiência de antitrombina III OBS: deficiência dos anticoagulantes endógenos levam a trombofilia hereditária: - deficiência de antitrombina III - deficiência de Proteína C e S OBS: as trombofilias que causam eventos ARTERIAIS são: hiper- homocisteinemia e SAF. broncoconstrição pulmonar e hipertensão pulmonar que leva a taquipneia e dispneia e sibilos SÚBITO. * embolia maciça: ( obstrução > 50% do pulmão) com aumento súbito da Pressão da artéria pulmonar faz ↑ pós-carga→ cor pulmonale agudo→ hipotensão e choque cardiogênico. OBS: pensar em TEP sempre que: “paciente com fatores de risco que desenvolvem dispneia SÚBITA e com ausculta pulmonar NORMAL ( inocente) “. ESCORE DE WELLS : para suspeita de embolia pulmonar - clinica de TVP – 3 pontos - S/outro dx. provável – 3 pontos - FC > 100 – 1,5 pontos - imobilização > 3 dias ou cirurgia < 4 semanas- 1,5 pontos - episódio prévio- 1,5 pontos - hemoptise- 1 ponto - câncer – 1 ponto * resultado: > 4: probabilidade clinica alta ≤ 4: probabilidade clinica baixa - disfunção do VD ( dilatação e hipocinesia do VD) 5) RX: - OBS: a radiografia de tórax apresenta normal em ate ¼ dos casos de TEP - pode achar derrame pleural, atelectasia, infiltrado pulmonar - sinal de WESTERMARK: comparação da região de hipertransparência com o pulmão contralateral. - CORCOVA de HAMPTON: imagem hipotransparente com formato de cunha ( triangulo-▲) sobre o diafragma. Indica infarto pulmonar. - sinal de PALLA: dilatação da artéria pulmonar direita descendente. EXAMES ESPECÍFICOS 1) EXAME INICIAL para DX: ANGIO-TC - melhor método radiológico para diagnostico. É o 1ª exame a ser pedido em pacientes internados e com escore ≥ 4. - fazer cintilografia se o paciente tiver alergia do contraste ou insuficiência renal. 2) CINTILOGRAFIA PULMONAR DE V/Q:: instáveis hemodinamicamente - candidatos a trombólise - obesos mórbidos - portadores de IRC com CLCr < 30 - ↓ mortalidade de 30% para a 8% - meia vida de 6 horas - dose de ataque: 5.000 U- EV seguida em bomba infusora 1250 U/h OU 80 U/kg IV em bolus seguida de 18 U/kg/h em bomba infusora. _ ajustar a dose de acordo com PTTa. OBS: HNF ALarga o PTTa. - objetivo de obter PTTa cerca 1,5 a 2,5 vezes do valor de controle. - necessita de monitorização com PTTa cada 6 horas ate que seja ajustada a dose ideal. - complicação + temida: trombocitopenia auto-imune ( risco de 10%) que consta a partir do 5ª dia deuso. HBPM: - anticoagulante de escolha para pacientes estáveis hemodinamicamente. - usada na maioria dos casos devido a posologia ser mais fácil, uso SC e NÃO precisar de monitorização com PTTa. Exceto em instabilidade, obesos mórbidos e IRC c/ CLCr< 30 que se 56 PROGNÓSTICO: * FATORES RELACIONADOS A PIOR PROGNOSTICO NO 1ª EPISODIO DE TEP: - disfunção de VD - ↑ níveis de BNP - > 100 ( peptídeo natriurético cerebral): são excelentes preditores de mortalidade no TEP ( 6 x mais). O BNP esta associado a disfunção ventricular e insuficiência cardíaca. - ↑ da TROMBINA sérica: seu aumento esta associado a sobrecarga do VD. - 40% de sensibilidade - caracteriza por cintilografia de perfusão ANORMAR e cintilografia de ventilação NORMAL. 3) PADRÃO-OURO para TEP: ARTERIOGRAFIA PULMONAR - reservados para casos altamente suspeitos que tem a angio-TC inconclusiva e para aqueles que vão se submeter a embolectomia ou trombose guiada por cateter. 4) DUPLEX-SCAN DE MMIIl: - MELHOR exame para TVP no território ileofemoral. OBS: no TEP é observado: redução: * fibrinogênio. aumento: * dímero D (>500), * troponina * BNP. O dímero D aparece com o aumento do produto de degradação de fibrina. dá preferência a HNF. - empregada no TEP associado a TVP. - não necessita de monitorização, com 3 exceções: portadores de IR; gestante e obesos . Neste caso esta indicado quantificação do fator Xa. - desvantagem em relação a HNF: meia vida maior ( 12 hrs) - tipos disponíveis no mercado: * Nadroparina: 225 U/kg/dia SC- 12/12 hrs. * Enoxaparina ( clexane) : dose de anticoagulação plena: 1 mg/kg- SC - 12/12 hrs - FILTRO DE VEIA CAVA INFERIOR Indicações: - embolia pulmonar na presença de sangramento ativo ( porque contraindica coagulação) - Trombose venosa recorrente mesmo com uso de anticoagulante. O filtro é posicionado abaixo das veias renais. Fazer venocavografia após procedimento. OBS: nos primeiros 2 anos que coloca o filtro, aumenta o risco de TVP, assim é recomendado o paciente continue recebendo anticoagulantes após instalação do filtro, exceto nos pacientes 57 EMBOLIA GORDUROSA - Causa + comum: fratura de ossos longos e pelve ( principalmente fechadas). - Clinica: tríade: 1)- hipoxemia 2) alteração neurológica ( agitação, queda no nível de consciência, confusão mental) 3) rash petequial ( região + comum no tórax, axilas, cervical e conjuntiva) Que se instala entre 12 a 72 horas após a fratura. - diagnóstico: clinico, não tem exame complementar. - Tratamento: de suporte hemodinâmico e ventilatório. - Prevenção: 1)- imobilização precoce de fratura 2) evitar fatores que elevem a pressão dentro do osso 3) prescrição de metilprednisolona para pacientes de alto risco. - mortalidade de 10% RESUMO P/ DIAGNÓSTICO de TEP: ↓ *↓ probabilidade para TEP ( WELLS ≤ 4 )ou paciente NÃO internado→ pedir o D-DÍMERO - normal (<500): excluir TEP - alto (>500): pedir angio-TC * ↑ probabilidade WELLS > 4 ou paciente internado→ pedir ANGIO-TC ou cintilografia e fazer DOPPLER de MMII ↓ Se der negativo a ANGIO-TC e o DOPPLER fazer: com sangramento ativo! Ou seja, ↓ pra TEP e ↑ risco para TVP. * PACIENTE GRAVE: TROMBOLÍTICO - dissolve a > parte dos trombos - é possível empregar o trombolítico ate 14 DIAS após o inicio dos sintomas!!! Indicações: - paciente chocado- instabilidade hemodinâmica - falha perfusional na metade da vasculatura - falência do VD Trombolíticos existentes no mercado: - t-PA: ( de escolha): 100 mg em infusão continua em 2 horas. - estreptoquinase - Uroquinase OBS: t-PA tem > risco de hemorragia intracraniana 1-3%. A HNF deve ser suspensa ate o termino da infusão do trombolítico, após isso se o PTTa for inferior a 2 x do limite superior da normalidade a heparina pode ser reiniciada sem dose de ataque. Contraindicação aos trombolíticos: - PA ≥ 185 x110 mmhg - glicemia < 50 ou > 400 - coagulopatia ( plaquetas < PADRÃO-OURO: ARTERIOGRAFIA Suspeita clinica 58 EMBOLIA GASOSA Menos comum que a TEP e embolia gordurosa, a embolia gasosa pode complicar procedimentos videolaparoscópicos e histeroscópicos. O som de moinho de vento no lado direito do coração é causa de acumulo de bolhas de CO2 no átrio direito. OBS: EXISTEM 3 INDICAÇÕES PARA USO DE TROMBOLÍTICO: 1) AVE isquêmico ( ate 4 horas e meia) 2) TEP ( ate 14 dias após inicio dos sintomas) 3) IAM ( ate 12 horas) 100.000, INR e/ou PTT elevados) - hemorragia cerebral previa - AVE isquêmico ou TCE grave nos últimos 3 meses - grande cirurgia ou hemorragia GI recente - estupor e coma EMBOLECTOMIA - para pacientes instáveis hemodinamicamente, com embolia maciça que apresenta contraindicação a trombolítico. 59 DISTÚRBIOS DA HEMOSTASIA E TROMBOSE HEMOSTASIA → Fases da Hemostasia: * Hemostasia 1ª : objetivo: formação de TAMPÃO plaquetário= “soldados” na 1ª fase: PLAQUETAS - 3 etapas da hemostasia 1ª : 1- ADESÃO ( ligação das plaquetas ao colágeno); precisa do GP Ia/IIa e GP VI que se liga no colágeno e a GP Ib que se lia ao FvWB. 2- ATIVAÇÃO- as plaquetas que estão no local da lesão mudam sua conformação e “chamam”outras plaquetas para ajudar, através de 2 substancias liberadas na circulação: ADP e TROMBOXANE A2. 3- AGREGAÇÃO de novas plaquetas, ligação através da GP IIb/IIIa, unidas por pontes de fibrinogênio. - Característica Clinica do distúrbio da Hemostasia 1ª: * o paciente NÃO para de sangrar – o sangramento é imediato * sangramento de Pele e Mucosa (petequias; epistaxe, gengivorragia, púrpuras, equimoses, hematuria). * fácil controle- compressão mecânica - Quais os EXAMES INICIAIS para avaliação da Hemostasia PRIMÁRIA: 1- CONTAGEM DE PLAQUETAS: normal 150-450 mim – avalia o distúrbio plaquetário QUANTITATIVO. : 2- TEMPO DE SANGRAMENTO: normal de 3 a 7 min- avalia o distúrbio plaquetário QUALITATIVO. - TRATAMENTO: transfusão de plaquetas. - PRINCIPAIS FÁRMACOS ANTIPLAQUETÁRIOS: OBS: são uteis apenas na trombose ARTERIAL e não na venosa profunda!!! 60 * ASS ( aspirina): inibição IRREVERSÍVEL da COX- 1 → enzima necessária para produção do TROMBOXANE A2, sem TxA2 a ativação plaquetária é inibida. O ASS deve ser suspenso no Pré- operatório de cirurgias eletivas 7 dias antes, para reduzir complicação hemorrágica. * AINE: inibição REVERSÍVEL da COX-1, necessária para produção de TxA2. O AINE deve ser suspenso 1 a 3 dias antes da cirurgia. * CLOPIDOGREL: bloqueador do receptor de ADP, inibindo a ativação plaquetária de forma IRREVERSÍVEL. Deve ser suspenso 5 a 7 dias antes da cirurgia. * Hemostasia 2ª: Objetivo: formação de REDE de FIBRINA: “soldados”da 2ª fase são os FATORES DE COAGULAÇÃO. - quase todos os fatores de coagulação são produzidos no FÍGADO ( exceto FvWB, fator III ( tromboplastina) e IV ( cácio) - OBS: o fator VIII ( da via intrínseca) só é ativado na presença do FvWB. - QUAIS SÃO OS FATORES DE COAGULAÇÃO VITAMINAK- DEPENDENTES ( dependem da vit. K para serem sintetizadas) ? 2-7-9-10, alem da proteína C e S. - Características Clinicas do distúrbio 2ª : * parou e voltou a sangrar * sangramento de Articulações, músculos, órgãos internos ( hemartrose, hematomas musculares e retroperitoneais; hemorragias) * difícil controle; sangramentos profundos. - exames INICIAIS para investigação da hemostasia 2ª : 1- TP ou TAP ou INR(TEMPO de PROTROMBINA)- normal de 10 a 13 segundos → avalia a via rápida- VIA EXTRÍNSECA – fator VII (7) 2- PTTa ( TEMPO DE TROMBOPLSTINA PARCIAL ATIVADO)- normal de 25 a 30 segundos → avalia via lenta -VIA INTRÍNSECA – fator VIII, IX, XI e FvWB ( 8-9-11) 61 - OBS: o objetivo de ambas as vias é ativar a via COMUM ( fator X) → transformação de Protrombina ( fator II) em trombina que converte fibrinogênio em FIBRINA ( que se coloca em cima do tampão plaquetário e deixa o coagulo estável). - o “prego”que fixa a rede de fibrina em cima do tampão plaquetário é o fator de coagulação “meio rebelde”- XIII ( 13), que é o fator de estabilização de fibrina, onde os exames de TAP ou PTTa NÃO conseguem avalia-lo, ou seja, o TAP e PTTa estão NORMAIS, alem de plaquetas e tempo de sangrado também normais- Embora o paciente tenha clinica de distúrbio de hemostasia 2ª. O diagnostico se da pelo teste da UREIA. - TRATAMENTO: transfusão de PLASMA + vitamina K. - PRINCIPAIS FÁRMACOS ANTICOAGULANTES: * HNF: aumenta a atividade da antitrombina III (ATIII) que é um anticoagulante endógeno. Leva a um ALARGAMENTO do PTTa. * HBPM: também aumenta a atividade da ATIII, com ação inibitória sobre o fator Xa. NÃO alarga o PTTa. * WARFARIN ( cumarínico): inibe a formação dos fatores de coagulação vitamina K-dependentes ( 2-7-9-10). Leva a um ALARGAMENTO do TAP ou TP ou INR. * 3ª fase: - fase de reparo tecidual, visa destruir a rede de fibrina já formada- “soldado”da 3ª fase é PLASMINA. - a PLASMINA gerada degrada a rede de fibrina→ leva ao aparecimento de produtos de degradação de fibrina, como D-dímero no sangue. - PRINCIPAIS FÁRMACOS TROMBOLÍTICOS: * rtPA: potente trombolítico de uso venoso, causa trombólise seletiva, é usado pra quebrar as redes de fibrina em pacientes com IAM, AVE isquêmico e TEP. * ESTREPTOQUINASE: antitrombolitico NÃO fibrino-especifico, ativa tanto o plasminogenio ligado a rede de fibrina quanto o circulante- leva a hipofibrinogemia e aumenta o risco de sangramento. 62 DISTÚRBIOS DA HEMOSTASIA PRIMÁRIA: DISTÚRBIO QUANTITATIVO – TROMBOCITOPENIA PTI – IDIOPÁTICA EVOLUÇÃO CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO * Púrpura Trombocitopênica imune idiopática. O que é Púrpura? Manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele causada pelo extravasamento de hemácias na derme que NÃO desaparecem sob compressão. Se vê em: trombocitopenia; vasculite e escorbuto. ( OBS: vasculite e escorbuto não cursa com plaquetopenia) PATOGENIA: - as plaquetas são revestidas com anticorpos para antígenos de membranas das plaquetas, resultando em sequestro esplênico e fagocitose por macrófagos→ Destruição excessiva de plaquetas ciruculantes. -presença de anticorpos contra GP IIb/IIIa, causa desconhecida. * Crianças: ( + freq) - entre 1-4 anos: (+ freq) - quadro agudo que remite em 90% dos casos, independente do tratamento. - geralmente é precedida por infecção respiratória VIRAL de ate 4 semanas antes. OBS: é a causa mais comum de trombocitopenia aguda em crianças. * Adultos: - evolução crônica ( > 6 meses) - + comum em ♀ 20-40 anos - ao contrario das crianças, no adulto existe necessidade de tratamento na maioria das vezes- apenas 10% dos casos tem resolução espontânea. - PETEQUIAS, EQUIMOSES, PÚRPURAS, gengivorragia, epistaxe. OBS: hematomas geralmente NÃO ocorre!! OBS: NÃO há hepatoesplenomegalia!! OBS: Paciente com ↓ de plaquetas com ou sem sintomas e NADA MAIS→ pensar em PTI idiopática. OBS: a PTI deve ser diferenciada de púrpura de Henoch-Schonlein ( vasculite com plaquetas NORMAL) COMPLICAÇÃO: - hemorragia intracraniana ( é rara) OBS: para que seja considerado remissão completa, deve manter as plaquetas < 150 mil durante 6 meses. - OBS: o diagnostico é clinico e de exclusão. * ESFREGAÇO DE SANGUE PERIFÉRICO: - presença de MACROPLAQUETAS - Plaquetopenia - ausência de esquizócitos, blastos OBS: pode haver anemia e leucocitose em resposta ao sangramento agudo. * ASPIRADO DE MEDULA ÓSSEA: normal ou com HIPERPLASIA do setor MEGACARIÓCITOS. OBS: o aspirado não é feito de rotina, apenas nos casos de PTI crônica com > 60 anos ( diag. ≠ com mielodisplasia) ou quando não responde ao tratamento. * se deve excluir causa 2ª como LES, LLC, HIV, HCV, drogas... * PTI + anemia Hemolítica = sx. De EVANS - NÃO adianta transfundir PLAQUETAS!!! Porque serão destruídas também. OBS: transfundir plaquetas só em ultimo caso!!!! Indicações de TTO: - plaquetas < 30.000 + sangramento mucoso ( digestivo, urinário..) OU plaquetas < 20.000 * tratamento de escolha: CORTICOIDE: predinisona 1 mg/kg/dia x 2 a 6 sem. * P/ sangramento GRAVE ou antes de uma cirurgia de urgência que necessita de ↑ rápido de plaquetas: IMUNOGLOBULINA polivalente-IV- 1 g/kg dose única; ou METILPREDINISOLONA em altas doses * casos REFRATÁRIOS: ESPLENECTOMIA: indicação: refratariedade à corticoide com ausência de resposta após 3 meses 63 de terapia; intolerância a corticoide e doses toxicas de corticoide; recidiva a terapia. PTI SECUNDÁRIA CAUSAS CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Púrpura Trombocitopênica imune secundária. FISIOLOGIA: anticorpo contra a “complexo” PF4- heparina ativa a plaqueta, em vez de destruí-la. Por isso leva a eventos trombóticos → consumo de plaquetas e ↓ da plaquetometria. * HEPARINA ( principal causa)- ocorre em ate 15% dos pacientes - inicia no 5ª a 14ª dia de uso - + comum em ♀ e pacientes cirúrgicos. *Outras drogas: quinidina, sulfas, betalactâmicos, sais de ouro... *infecções: HIV, dengue, CMV, EBV * LES e outras doenças autoimunes * LLC * gestação OBS: a trombocitopenia induzida pela heparina geralmente não esta associada a sangramentos, e sim a eventos trombóticos. COMPLICAÇÃO + FREQ: - TVP 3 critérios clínicos presentes no DX: 1- ↓ das plaquetas durante a administração da heparina ( < 150.000) ou ↓ de 50% ou + da contagem de plaquetas. 2- trombose durante a administração de heparina 3- ↑ das plaquetas após retirada da heparina. 4- lesões cutâneas necróticas nos sítios de injeções da heparina. - prevenção de eventos trombóticos que pode ocorrer em ate 50%→ transfusão de plaquetas NEM PENSAR!!!!- esta CONTRAINIDICADO! - NÃO tem benefícios o uso de corticoides!!! - 1ª passo: RETIRAR A HEPARINA e associar a outros anticoagulantes alternativos: argatroban ou hirudina e após contagem de plaquetas em níveis normais iniciar cumarinico: warfarin ( manter por 4 sem) PTT/ SHU PATOGÊNESE- PTT CLÍNICA – PTT DIAGNÓSTICO- PTT TRATAMENTO Estas 2 doenças são “irmãs”. Púrpura TrombocitopênicaTrombótica e Sx. Hemolítica Urêmica. * ambas cursam com oclusão trombótica - trombose e injuria endotelial→ isquemia de múltiplos órgãos → consumo de plaquetas e lise de hemácias. - ocorre + em ♀ ADULTAS - DOR ABDOMINAL, náuseas, vômitos- FEBRE - anemia HEMOLÍTICA MICROANGIOPATICA ( encontra-se ESQUIZÓCITOS no sangue periférico) * anemia hemolítica com coombs direto ( - ) : reticulocitose, ↑ LDH e ↑ BI; haptoglobulina ↓. * leucocitose * plaquetopenia < 50.000 * TAP e PTTa normal - PLASMAFARESE- troca de plasma; pode transfundir plasma fresco. * NÃO TRANSFUNDIR PLAQUETAS- esta formalmente 64 disseminada do vaso, sendo denominadas microangiopatias trombocitopênicas trombóticas. HISTOPATOLOGIA: Depósito hialinos subendoteliais. ETIOLOGIA:formação de anticorpos contra a protease endógena ADAMTS-13 - icterícia - TROMBOCITOPENIA de consumo - petequias, equimoses -MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS- cefaleia, paralisia dos pares cranianos; afasia, hemiparesia... - INSF. RENAL- ( é raro) - ESFREGAÇO DO SANGUE PERIFÉRICO: * ESQUIZÓCITOS ( fragmentos de hemácias- fecha o diagnostico de anemia hemolítica microangiopática) - BIOPSIA: depósitos hialinos subendoteliais em 50% dos casos. CONTRAINDICADA !!!!!!! OBS: esfregaço de sangue periférico com presença de ESQUIZÓCITOS, só se deve pensar em 2 diagnósticos= PTT e SHU - PTT: anemia hemolítica, dor abdominal + manifestações neurológicas - SHU: crianças com anemia hemolítica + IRA SHU EPIDEMILOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO SX. HEMOLÍTICO URÊMICO: doença trombótica de pequenos vasos glomerulares. PATOGÊNESE: Diarreia sanguinolenta pela E.coli O157: H7→ produção de toxina shiga →lesão endotelial com ativação plaquetaria e trombose. - é a principal causa de INSFICIENCIA RENAL em CRIANÇAS. - 80% dos casos é devido a uma gastroenterite previa ( 5 a 10 dias antes) causada por E. COLI netero-hemorrágica ( cepa O157: H7) e SHIGELLA e SALMONELLA. ETIOLOGIA: infecção por E.COLI O 157-H7. * DIARRÉIA * ANEMIA HEMOLITICA microangiopática ( ESQUIZÓCITOS- hemácias fragmentadas no esfregaço do sangue periférico) + * TROMBOCITOPENIA (↓ plaquetas < 50.000) + * INSUF. RENAL AGUDA oligúrica- é comum! - historia clinica + achados laboratoriais. * anemia hemolítica com coombs direto ( - ) ↑ LDH e BI , reticulocitose e haptoglobulina ↓. * leucocitose * plaquetopenia < 50.000 - ESREGAÇO DO SANGUE PERIFÉRICO: ESQUIZÓCITOS “pensar em criança que faz diarreia e depois quadro de IRA + anemia”. - SUPORTE e correção hidroeletrolitica - evitar ATB na suspeita de E. COLI, pois pode agravar o quadro. 65 DISTÚRBIOS PLAQUETÁRIOS QUALITATIVOS- TEMPO DE SANGRAMENTO AUMENTADO E PLAQUETAS NORMAL ou pouco ↓ HEREDITÁRIAS ADQUIRIDAS * SX. De BERNARD SOULIER: deficiência de GP Ib, leva a um prejuízo na ADESÃO plaquetária. * TROMBASTENIA de GLANZMANN: defeito da GP IIb/IIIa, prejuízo na AGREGAÇÃO plaquetária. É + grave! O paciente apresenta TS alterado com PLAQUETAS NORMAIS. TTO: transfundir plaquetas. * DOENÇA do POOL de ARMAZENAMENTO PLAQUETÁRIO: deficiência de ADP, prejuízo na ADESÃO e AGREGAÇÃO plaquetaria. * DOENÇA DE VON WILLEBRAND: ↓ a produção de FvWB. * UREMIA- história de um paciente com DOENÇA RENAL CRÔNICO, que progride com sangramento- disfunção plaquetaria pela uremia: substancia toxica para plaquetas, que leva ao ↑ de óxido nítrico, que dificulta a ADESÃO plaquetaria. Causa prejuízo na GP Ia/IIa e a GP VI que se ligam ao colágeno e GP Ib que se liga ao FvWB. TTO: -DDAVP ( desmopressina): ↑ a atividade e quantidade de FvWB. - Crioprecipitado: fonte de FvWB - DIÁLISE: retira o excesso de toxina. - Transfusão de HEMÁCIAS: corrige a anemia NÃO ADIANTA TRANSFUNDIR PLAQUETAS!! * DROGAS: - ASS: inibe a COX1 irreversível ( durante toda vida media da plaqueta- 7 a 10 dias) que reduz TxA2 - CLOPIDOGREL e TICLOPIDINA: inibe a ADP DISTÚRBIOS DA HEMOSTASIA SECUNDÁRIA- DISTURBIO DOS FATORES DE COAGULAÇÃO * HEREDITÁRIOS HEMOFILIAS PATOGÊNESE CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - Distúrbio hereditário dos fatores de coagulação. OBS: as hemofilias A e B são ligadas ao CROMOSSOMO X. - mulheres são portadoras da doença, mas não há desenvolve. Quando devemos suspeitar de um caso de hemofilia? * Deficiência dos fatores da via INTRÍNSECA ( 8-9- 11- FvWB)→ levando a disfunção da hemostasia 2ª com ↑ PTTa. 3 tipos: *Hemofilia A (+comum): deficiência do fator VIII (8) - herança recessiva ligada ao X- acomete sexo ♂. * Hemofilia B: deficiência 3 H: * Hemartroses- de grandes articulações ( joelho), podendo causar deformidades. Geralmente é o 1ª sinal de hemofilia grave . * Hemorragias- GI e geniturinária ( hematúria). No SNC( AVE hemorrágico) - são geralmente diagnosticadas na infância. - casos suspeitos + * TS e plaquetas NORMAIS *TP ou TAP NORMAL +PTTa alargado ( > 35 seg)- distúrbio da via INTRÍNSECA ↓ Fazer exames para detecção e atividade dos Indicações: - paciente com hemofilia quando tiver hemorragia, hemartrose ou na prevenção de sangramentos durante e após cirurgia. * hemofilia A: reposição de fator VIII, crioprecipitado ou plasma fresco. 66 - episodio de sangramento espontâneo ou não - hematomas musculares PÓS-VACINAL - HEMARTROSE - HISTORIA FAMILIAR ( + ) de sangramento espontâneo anormal em 70% dos casos. do fator IX (9) - herança recessiva ligada ao X- acomete sexo ♂. * Hemofilia C (rara): deficiência do fator XI (11). a mortalidade é de 30%. * Hematomas- intramuscular, retroperitoneais, de orofaringe... Podem trazer complicações como compressão de nervos, artérias e sx. Compartimental. fatores VIII; IX e XI. - Principais causas de MORTE nos hemofílicos: 1ª : AIDS e hepatite C 2ª : hemorragia intracraniana. OBS: muitos hemofílicos haviam sido contaminado pelo HIV e hepatite C, devido a transfusões de crioprecititados. * hemofilia B: reposição fator IX ou plasma fresco. * hemofilia C: plasma fresco. Outros tratamentos: - agentes antifibrinoliticos - DDAVP ( desmoressina)- ↑ FvWB que ↑ fator VIIII ( só para hemofilia A) DOENÇA de VON WILLEBRAND PATOGÊNESE CLÍNICA LABORATÓRIO TRATAMENTO Deficiência do FvWB. - é a causa + COMUM de distúrbio da hemostasia HEREDITÁRIO ( 1% da população) FUNÇÃO: - ajuda na adesão das plaquetas ao endotélio- atua na hemostasia 1ª → se espera que o Tempo de sangrado seja alargado. - protege o fator VIII e atua na hemostasia 2ª → se espera um PTTa alargado. * tipo I ( + comum-80%): ↓ moderada do FvWB * tipo II: distúrbio qualitativo do FvWB * tipo III ( + raro < 5%): ↓ intensa FvWB – é o único autossômico recessivo os outros são autossômicos dominantes. OBS: no tipo 3 com a degradação rápida do FvWB, ocorre também depleção do fator VIII- levando a hemofilia A. HISTORIA FAMILIAR + - sangramento intenso após trauma ou uso de antiplaquetário + - equimoses com pequenos traumas e sangramento após procedimentos ( extração dentária) * nos pacientes tipo 3, a apresentação clinica é igual da hemofilia A. OBS: o paciente deve evitar antiplaquetário. * TS alargado ( normal é de 3 a 7 min): tempo de sangrado ( pela alteração da adesão plaquetária) * PTTa alargado ( normal é de 25 a 35 seg) > 35 seg ( pela ↓ do fator VIII) OBS: TAP e plaquetas NORMAIS! DIAGNÓSTICO: * teste de RISTOCETINA * dosagem do FATOR VIII * ANTICORPOScontra FVWB - sangramento mucoso: * DDAVP( desmopressina) → ↑ os níveis de FvWB. O principal efeito colateral da DDAVP é a ↓ Na, causada pela redução da eliminação de H2O. O paciente deve evitar a ingestão hídrica 24 seguintes do uso de DDAVP. - sangramento grave: reposição de fator VIII, crioprecipitado, plasma fresco ( igual a hemofilia A) 67 * ADQUIRIDOS USO DE DROGAS WARFARIN HEPARINA - Ação: impede a ação da Vitamina K e formação dos fatores de coagulação ( 2-7- 9- 10) e também fatores anticoagulantes endógenos : proteínas C e S. OBS: os efeitos dessa droga é mais observada em 2 fatores que tem a meia vida mais curta: fator VII e a proteína C. *Por isso que para MONITORAR o efeito dos CUMARÍNICOS os primeiros exames que se alteram são: o TAP/TP ou INR ( avalia a via extrínseca dos fatores de coagulação – fator VII). OBS: efeito PRÓ-COAGULANTE nas primeiras 48 hrs de uso do warfarin se da pela redução do anticoagulante endógeno- PROTEÍNA C. Piorando a trombose e podendo levar a necrose cutânea pela trombose de pequenos vasos Os sítios + comuns da necrose é no pênis, mama e tronco. O tratamento inclui heparinização plena. Por isso que esses pacientes devem ser anticoagulados com heparina junto com warfarin ate que o INR esteja na faixa terapêutica entre 2 e 3. * AMIODARONA ↑ o efeito do warfarin e o paciente fica propenso a sangramento. * RINFAMPICINA inibe o efeito do warfarin. - MEIA-VIDA do warfarin: 36 a 42 horas. * Para reverter o sangramento dos pacientes com uso de warfarin: - sangramento leve a moderado: administrar vitamina K. - sangramento grave: vit. K – IV ( 10 mg) + fatores prontos ( plasma fresco complexo protrombínico ou fator VII recombinantes) * se não houver sangramento, apenas um alargamento do INR? - INR < 5: apenas suspender o warfarin - INR entre 5 e 9: + vit. K oral ( 1 a 2,5 mg) - INR > 9: + vit. K oral ( 2,5 a 5 mg) * Conduta em pacientes com uso de Cumarínicos, submetidos a procedimento cirúrgico: 1- Qx. De Emergência: suspender o cumarínico e na mesma hr administrar plasma fresco + vit. K- IV ou SC ( 5-10 mg) - Ação: aumenta 1.000 x a atividade do anticoagulante endógeno- ANTITROMBINA III. 2 TIPOS: * HBPM: teste para MONITORAR a função do HBPM é dosar fator X ativado ( porque ele inibe apenas 1 fator da via comum) * HNF: teste para MONITORAR a sua função é PTTa ( porque ele inibe a maioria dos fatores da via Intrínseca). O PTTa deve manter entre 1,5 a 2,5 vezes o controle; ou seja se o PTTa vier de 60 seg, quer dizer que ta entre 1, 5 a 2 x do seu controle normal que é 30 a 35 seg. * Para reverter o sangramento dos pacientes com uso de HNF: - sangramento leve: suspender a infusão da droga - sangramento moderado a grave: + PROTAMINA- IV ( se liga a heparina e impede sua ação) . Para cada 1mg de Protamina antagoniza 100 U de HNF. * Qual o antagonista da Heparina ou seja seu ANTÍDOTO? PROTAMINA * Quais os efeitos adversos da Protamina? Bradicardia, hipotensão, depressão miocárdica 68 2- QX. De Urgência ( entre 1 -4 dias): suspender cumarínico e adm Vit. K oral 3- QX. Eletiva com ↓ risco para trombose: suspender cumarínico 5 dias antes e liberar para procedimento se INR < 1,5 e atividade de protrombina > 50%. 4- QX. Eletiva com ↑ risco para trombose: suspender cumarínico 5 dias antes e iniciar heparina 12 hrs após, liberar para cirurgia se INR < 1,5 e suspender HBPM 12-24 hrs antes do procedimento e se for HNF 4-6 hrs antes da cirurgia. Quais são os pacientes com ↑ risco de trombose? - portador de prótese valvar mecânica - fibrilação atrial e alto risco para TEP ( doença mitral reumática, FE < 40%; HTA; hipertireoidismo, idade > 65 anos e historia de eventos prévio) - estado de trombose venosa ou TEP há menos de 3 meses. - estado de hipercoagulabilidade TROMBOLÍTICOS - Ação: estimula a 3ª fase da hemostasia, ou seja, transforma o plasminogênio em PLASMINA. Degrada a fibrina e o fibrinogênio, levando a dissolução do coágulo. *Quando ocorre sangramento em pacientes com uso de Trombolíticos: - Crioprecipitados ou plama fresco. CIDV PATOGÊNESE CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - Coagulação Intravascular Disseminada. Ocorre ativação excessiva das hemostasias 1ª e 2ª e 3ª , levando a um consumo de plaquetas e fatores de coagulação e fibrinolise. FORMAS: * AGUDA: ( sepse, emergências obstétricas, politraumatizados, grandes queimados...)→ predomina a HEMORRAGIA. * CRÔNICA: ( neoplasias sólidas que secretam fator tecidual)→ predomina TROMBOSE. Exposição do fator tecidual→ ativação da coagulação → risco de TROMBOSE → consumo de plaquetas e fatores de coagulação → risco de HEMORRAGIA. * PRINCIPAIS CAUSAS: - sepse bacteriana - trauma: queimaduras extensas; rabdomiólise - obstétricas: PP; feto morto retido - envenenamento: cobras - Câncer: adenocarcinoma de próstata, pâncreas...) LMA M3. - CIVD AGUDA: sangramento cutaneomucoso e de órgãos internos. Alem do sangramento ocorre microtrombos difusos que leva a IRA, disfunção hepática,depressão sensorial, gangrena de dígitos. * mortalidade de 30-80%. - CIVD CRÔNICA: trombose de repetição. * ↓ fibrinogênio * ↑ D-dímero- produto de degradação de fibrinas. * alargamento do PTTa, TAP e TS * alargamento do Tempo de Trombina ( TT- teste que indica alteração do fibrinogênio; a trombina pertence a via comum de coagulação e ela transforma fibrinogênio e fibrina que culmina na formação de coagulo) * ↓ plaquetas * anemia hemolítica microangiopática COM ESQUIZÓCITOS no sangue * AGUDO:- Concentrado de plaquetas, plasma fresco e crioprecipitado * CRÔNICO: heparinização OBS: o CIVD é o principal exemplo de HIPOFRBRINOGENEMIA grave adquirida. Em somente uma condição que o fibrinogênio esta em níveis ELEVADOS: toxemia da gravidez ( eclampsia e pré- eclampsia). 69 DOENÇA HEPÁTICA - hepatopatas - ↓ de quase todos os fatores de coagulação, em especial dos VITAMINA K DEPENDENTES ( 2-7-9-10). - os hepatopatas se caracteriza por um ALARGAMENTO do TAP ( porque o fator VII o único que pertence a via EXTRÍNSECA tem meia vida curta sendo o primeiro a ser alterado). Nos estágios + avançados o PTTa também ira se alargar. * nos adultos a principal causa de depleção da VITAMINA K são: - HEPATIPATIA, - COLESTASE ( a vitamina K é uma vitamina lipossolúvel e depende dos sais biliares para sua absorção, e os pacientes com colestase apresenta obstrução da via biliar e ↓ a quantidade de sais biliares lançadas no intestino), - MÁ-ABSORÇÃO INTESTINAL - USO PROLONGADO de ATB ( leva a perda da flora intestinal, responsável pela produção de parte da vit. K necessária) e - USO PROLONGADO de CUMARÍNICOS - TTO: vitamina K IV ou SC e nos casos graves de hemorragia administrar plasma fresco e vitamina K. DOENÇA HEMORRAGICA DO RN- associada a deficiência de vit. K. Sempre no caso clinico vai ter historia de RN, geralmente nascido em casa em domicilio que apresenta sangramento e com aleitamento materno exclusivo. Todos RN possuem baixa reserva de Vitamina K e fica propensos a sua carência, principalmente se for prematuro e aleitamento exclusivo com leite materno ( pobre em Vitamina K). Para prevenir se deve aplicar IM ou IV 1 g de Vitamina K ao nascer. O exame que reflete a carência de vitamina K é o TAP alargado, pois mede a eficácia da via extrínseca que utiliza os principais fatores dependentes de vitamina K. 70 TROMBOFILIAS TVP FATORES DE RISCO CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - TROMBOSE VENOSA PROFUNDA. OBS: 90% dos TEP são secundários a TVP. SX. DE BUDD-CHIARI:Trombose das veias supra- hepáticas. Clinica: dor abdominal ; hepatomegalia e ascite refratária. TROMBOSE DE VEIA RENAL: * ocorre principalmente em portadores de SX. NEFRÓTICA): - nefropatia membranosa; - glomerunefrite membranoproliferativa -amiloidose * Clinica: lombalgia intensa de instalação aguda + hematúria e perda da função dos rins afetado. - imobilização - cirurgia recente - tromboembolia prévia - trombofilias - neoplasias e QT - ICC - câncer - AVE - gestação e puerpério - obesidade - uso de ACO COMPLICAÇÕES DE TVP: - TEP - AVE - 60% dos pacientes com TVP em MMII são assintomático . - edema mole UNILATERAL e ASSIMÉTRICO com empastamento muscular na panturrilha + dor, rubor e sensação de peso ↑ da T° e dor a palpação. - sinal de HOMANS: dor na panturrilha durante a dorsiflexão do pé. Tem ↓ sensibilidade e especificidade. - sinal de LOWENBERG: dor insuflação de manguito na panturrilha. - sinal de MOSES/ sinal de BANCROFT: dor à compressão da panturrilha - PHLEGMASIA ALBA/ CERUELA DOLES: persistência do edema, que leva a comprometimento da perfusão arterial do MI, surgindo palidez, cianose e dor intensa. - prova de PERTHES: oclui- se o sistema venoso superficial com um garrote ESCORE DE WELLS : para suspeita de embolia pulmonar - clinica de TVP – 3 pontos - S/outro dx. provável – 3 pontos - FC > 100 – 1,5 pontos - imobilização > 3 dias ou cirurgia < 4 semanas- 1,5 pontos - episódio prévio- 1,5 pontos - hemoptise- 1 ponto - câncer – 1 ponto * resultado: > 4: probabilidade clinica alta ≤ 4: probabilidade clinica baixa *↓ probabilidade para TEP ( WELLS ≤ 4 )ou paciente NÃO internado→ pedir o D-DÍMERO - normal (<500): excluir TEP - alto (≥500): fazer US Doppler ( dupplex scan) → se vier normal: repetir PREVENÇÃO 2ª – o paciente já tem TVP e/ou TEP: Anticoagulação Plena *HNF: 80 U/kg IV em bolus seguida de 18 U/kg/h em bomba infusora. _ ajustar a dose de acordo com PTTa. * HBPM: Enoxaparina ( clexane) : 1 mg/kg- SC - 12/12 hrs _ Indicação de controle da dose através da dosagem do fator X ativado: IR; gestação e obesidade. * WARFARIN: 5 mg/dia _ dose ajustada de acordo com INR ( alvo entre 2 e 3). OBS: nos pacientes com ↑ probabilidade de TEP, se deve iniciar heparina mesmo antes de confirmar o diagnostico. - CONTRAINDICAÇÃO À ANTICOAGULAÇÃO PLENA ( em caso de sangramento 71 no meio da coxa, pede-se para andar o paciente. Se o sistema venoso profundo estiver ocluído, 3 resultados podem acontecer: 1- dor a deambulação 2- cianose à estase venosa 3- tumefação do sistema superficial que regride após a retirada do garrote. OBS: D-DÍMERO tem *↑ sensibilidade, ↑ valor preditivo negativo * ↓ especificidade em 5-8 dias. - se vier anormal: confirma o diagnostico de TVP. * ↑ probabilidade WELLS > 4 OU paciente INTERNADO→ pedir US com DOPPLER ( dupplex scan) ↓ → se vier ALTERADO: confirmar TVP →se der NORMAL: repetir em 5-8 dias e considerar o PADRÃO-OURO: venografia ↓ OBS: o US Doppler é o teste de escolha para diagnostico de TVP. ativo, TCE, grande cirurgia recente, AVE hemorrágico < 30 dias): * FILTRO DE VEIA CAVA INFERIOR * uso de meias compressivas: ↓ o risco em 50% num período de ate 2 anos após TVP. PREVENÇÃO PRIMÁRIA ( evitar o 1ª episódio) * HNF: dose profilática: 5000 U SC de 8/8 h ou 12/12 h. - seu efeito é imediato, decrescendo rapidamente nos primeiros 15 minutos. * HBPM ( de escolha por ser seguro e custo-eficaz): dose profilática: enoxaparina 40 mg SC 1x/dia. OBS: na anticoagulação profilática não é necessário monitorar laboratorialmente. CONTRAINDICAÇÃO a ANTICOAGULAÇÃO: * MEIAS COMPRESSIVAS * COMPRESSÃO PNEUMÁTICA PADRÃO-OURO: VENOGRAFIA ou FLEBLGRAFIA 72 HEMOCOMPONENTES E HEMODERIVADOS: CONCENTRADO DE HEMÁCIAS: cada bolsa tem cerca de 200 ml e aumenta a Hb do paciente em 1 g/dl e o Ht em 3%. * COMPLICAÇÕES DA HEMOTRANSFUSÃO: 1- Aloimunização: repetidas transfusões estimulam que o receptor desenvolva anticorpos contra antígenos presentes na superfície das células, aumentando o risco de reação hemolítica nas próximas transfusões. 2- Reação Hemolitica aloimune aguda: imcponpatibilidade ABO. No inicio da transfusão o paciente apresenta febre, taquicardia, dispneia, hipontensão, podendo evoluir para choque e hemólise intravascular intensa. Conduta: interrupção imediata da transfusão, seguida de coleta de amostra da bolsa e do paciente para analise. 3- Reação hemolítica aloimune tardia: imconpatibilidade de Rh. Febre baixa, icterícia e reticulocitose dias após a transfusão. 4- Os agentes contaminantes + frequentemente encontrado nos concentrados de hemácias: YERSINIA e SERRATIA. 5- Reação alérgica ao plasma: urticária, angioedema e broncoespasmo que muito raramente evolui para choque anafilático. 6- Reações à hemotransfusão maciça: após a 8 a 10 concentrado de hemácias: * HIPOTERMIA; * HIPERVOLEMIA; * CONGESTÃO PULMONAR: ALCALOSE METABOLICA, ↓ Ca ; * ↓ PLAQUETAS; * COAGULAÇÃO DILUCIONAL PLASMA FRESCO CONGELADO: corresponde ao sangue sem hemácias, leucócitos e plaquetas. Contem todos os fatores de coagulação e proteínas. Dose 15-20 ml/kg. x *indicações de plasma fresco: - reposição de fatores de coagulação o - intoxicação por cumarínicos o - Insuficiência hepática o - CIDV o - PTT o - coagulopatia hereditárias ( exceto hemofilia A) CRIOPRECIPITADO: é um derivado do plasma fresco, rico em FIBRINOGÊNIO ( fator I), fator VIII , FvWB , fator XIII e fibronectina. 73 PANCITOPENIAS ( ↓ de Hemácias, Leucócitos e plaquetas) RETICULÓCTIOS HEMÁCIAS HEMOGLOBINA HEMATOCRITO LEUCÓCITOS PLAQUETAS Ate 100.000 ou ate 2% do total da hemácia. - são hemácias jovens - vida media: 1-2 dias ♂: 4,5- 6 milhões/mm ♀: 4- 5,4 milhões/mm - vida media: 120 dias. ♂: 13- 17g/dl ♀: 12- 16g/dl ♂: 40-52% ♀: 36- 48% Obs: 3x + que o valor da Hb 5.000- 10.000 Se ÷ em granulocitos ( neutrófilos, eosinofilos, basófilos) e agranulocitos ( linfócitos e monócitos) Obs: os bastões são células jovens precursores dos neutrófilos- é indicativo de uma infecção bacteriana. - Neutrófilos maduros são chamados Tb de segmentados ou PMN) - vida media do neutrófilo: 7 HORAS - vida media do linfócito: HORAS a ANOS. 150.000 a 450.000 - vida media: 7 a 10 DIAS no sangue. Obs: megacariócitos são os precursores das plaquetas Transfusão de PLAQUETAS Transfusão de HEMÁCIAS 1 unidade de plaquetas para cada 10 Kg do paciente; espera ↑ 10.000 plaquetas para cada bolsa transfundida. Indicações: - sangramento ativo de MUCOSA comm plaquetas < 50.000 - < 100.000: transfundir apenas no pré-operatório de cirurgia oftalmológica ou neurológica - < 50.000: em sangramento graves ou grandes cirurgias - < 30.000: para sangramento espontâneo ou cirurgia de médio/pequeno porte - < 20.000- 10.000: - sangramento espontâneo é comum- transfundir se houver febre ou infecção. ( infecção, febre e sangramento ativo ↓ consumo de plaquetas) - ≤ 10.000- 5.000: transfundir profilaticamente OBS: lembre-se que na Púrpura trombocitopenia Idiopática ( PTI)- se deve evitar transfusão; e na Púrpura trombocitopenia Trombótica ( PTT) NÃO transfundir! Para cada 1 concentrado de hemácia, espera-se ↑ de 0,5 a 1 g/dl de Hb e de 3- 5% de Hematocrito. Indicações: - > 10 g/dl de Hb: evitar transfusão - 8 a 10 g/dl: não transfundir em anemia crônica e paciente estável sem evidencia de isquemia. Considerar transfusão apenas emanemia aguda. - > 6 g/dl: nível tolerado, indica para portadores de anemia crônica estáveis hemodinamicamente. OBS: estado de hipovolemia deve ser corrigido apropriadamente. 74 NEUTROPENIA FEBRIL CAUSAS DE NEUTROPENIA MANEJO CLÍNICO Presença de Neutropenia GRAVE ( < 500) + FEBRE, geralmente após ciclo de QUIMIOTERAPIA ( 1 a 2 semanas após a QT) OBS: uso de Sonda urinaria e GI são fatores complicadores da neutropenia febril. - QT - anemia aplásica - invasão tumoral ( leva a falência da MO) - mielofibrose - deficiência de B12 e acido fólico - AIDS - leishmaniose visceral - infecção bacteriana maciça DIAGNÓSTICO - neutrófilos < 500 + pico febril ≥ 38,5° ou 3 pico de 38° C em 24 hrs -internar o paciente e rastrear foco infeccioso ( colher cultura e exame de imagem) - iniciar ATB empírica de largo espectro ( cobrir pseudômonas- CEFEPIME- IV - o ATB deve ser mantido ate a resolução da neutropenia (ate atingir 500 de neutrófilos) - se deve associar a VANCOMICINA ao esquema inicial quando considerar colonização de MRSA ( infecção do sitio do cateter, mucosite, infecção da pele, uso prévio de quinolonas ou choque séptico.) - FEBRE persistente após 4-7 dias de ATB se deve acrescentar: ANFOTERICINA B. - NÃO prescrever ATB profilática para todo paciente em QT, porque ↑ o risco de infecção por bactérias resistente e não aumenta a sobrevida do paciente. - GRANULOKINE: ele ↓ o tempo de neutropenia e de hospitalização, porem não reduz a mortalidade. NÃO é indicado de rotina, apenas em casos graves com previsão de longo período de neutropenia ( > 20 dias) PANCITOPENIAS ANEMIA APLÁSICA (AA) EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO -hiperfunção acentuada da MO, leva a ↓ ou ausência dos precursores hematopoiéticos - instala- se PANCITOPENIA, geralmente grave. * Principais causa de morte é por infecções e hemorragias. - rara - ambos sexos; + em adultos jovens e idosos. PATOGENESE: - idiopática ( + de 50%) - adquirida: exposição ao benzeno, radiações ionizantes, CLORAFENICOL, anticonvulsivante e diureticos) - congênita ( raro)- - manifestações de pancitopenia: febre, sangramento ou equimoses, anemia - NÃO tem esplenomegalia e nem linfadenopatia. PANCITOPENIA + MEDULA HIPOCELULAR e mais nada→ pensar AA - BIOPSIA da MO: medula Hipocelular com infiltração gordurosa. - SANGUE PERIFÉRICO: * SEM reticulocitose e SEM BLASTOS e SEM fibrose medular. PANCITOPENIA ( anemia macrocitica; Htc < 25%; plaquetopenia < 50.000, leucócitos entre 150 e -suporte: transfundir hemácias, plaquetas e tratar infecções. - Especifico: Transplante de MO em pacientes < 45 anos- cura de 70%. - globulina antitimocito e ciclosporina devem ser usadas antes do TMO. - pacientes > 45 anos: apenas terapia imunossupressora 75 anemia de Fanconi e Sx. De Diamond- Blackfan. 1500) com morfologia celular NORMAL OBS: as plaquetas estão diminuídas, mas os exames de coagulação ( TAP e PTTa) estão normais. (globulina antitimocito e ciclosporina) ANEMIA de FANCONI: SX. De DIAMOND-BLACKFAN: doença autossômica recessiva, causa + comum de AA congênita- Criança de +- 8 anos se apresenta com: * palidez cutâneomucosa * manchas café com leite * baixa estatura * ausência dos POLEGARES * microcefalia - Diag: se dá + ou – aos 8 anos. *hemograma: VCM ↑( macrocitose) e PANCITOPENIA - eletroforese de Hemoglobina: níveis ↑ de hemoglobina F. anemia hipoplásica congênita isolada do setor eritroide da medula. Leva a ANEMIA macrocitica PROFUNDA e ISOLADA ( ↑ VCM e Hb ↓) importante SEM reticulocitose, e todos outros aspectos normais. - Diagnostico geralmente é no 3ª MÊS de vida, outras características: * baixa estatura * espessamento do lábio superior * pulsos filiforme * achatamento da eminência tênar e polegar apresentado 3 falanges. TTO: responde bem a corticoide ( predinisona) LEUCEMIAS AGUDAS LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA- LMA LEUCEMIA LINFOCÍTICA AGUDA ( LLA) INCIDÊNCIA É a leucemia + COMUM entre todos os tipos ( Aguda e Crônica) - é a leucemia + COMUM em CRIANÇAS - É a NEOPLASIA MALIGNA + comum de CRIANÇAS IDADE > 60 anos ( sua incidência ↑ com a idade); + no sexo ♂ - entre 2 e 6 anos CAUSAS * Primaria: ocorre em individuo previamente hígido * Secundaria: - quimuioterapia - exposição ao benzeno;- radiações ionizante - mielodisplasia, leucemia crônica, HPN - distúrbios hereditários ( anemia de Fancini e Sx. De Down) * ocorre com > frequência em portadores de distúrbios genéticos ( ex. SX. DE DOWN) ou imunodeficiência. OBS: a LLA é a principal causa de leucemia em portadores de Sx. De DOWN ( o risco é 14 > em Sx. Down) 76 QUADRO CLÍNICO Tríade das leucemias agudas: instalação aguda de FADIGA- ASTENIA + SANGRAMENTO ( petequias; manchas no corpo; equimoses devido a trombocitopenia) + INFECÇOES ( FEBRE) * achados + específicos de LMA: - HIPERPLASIA GENGIVAL - CLOROMA ( tumoração orbitária- extramedular) - CIDV ( os promielócitos neoplásicos secretam substancias pró- coagulantes, desencadeando a síndrome, marcada pelo consumo de fatores de coagulação)- subtipo + associado é o LMA-M3. - PLACAS ERITEMATOSAS ( infiltração cutânea) - Sx. DA LEUCOSTASE ( ↑ dos leucócitos): ocorre pelo grande numero de blastos circulantes. Quadro de taquidispneia, hipoxemia, distúrbios neurológicos e sangramento anormal. TTO: QT + hidroxilureia em doses altas , transfusão de plaquetas, ou ate leucoaférese. OBS: evitar a transfusão de hemácias. Tríade das leucemias agudas + * achados específicos da LLA: - DOR ÓSSEA- muito frequente ( 80%), pode ser o 1ª sintomas, com pouca resposta a analgésicos. - ADENOMEGALIAS- LINFADENOPATIA ( cervical ou generalizada) - ESPLENOMEGALIA - FEBRE NEOPLASICA - ACOMETIMENTO de TESTICULOS - ACOMETIMENTO do SNC ( se deve pesquisar através da analise do liquor e RM de crânio) DIAGNÓSTICO LABORATÓRIO: Hemograma completo ( exame inicial) :PANCITOPENIA: Anemia; trombocitopenia, leucopenia ou leucocitose (as custas de blastos) com neutropenia marcante * Sangue Periférico: presença de BLASTOS * ASPIRADO E BIOPSIA DE MEDULA ÓSSEA ou mielograma- Padrão-ouro: presença ≥ 20% de BLASTOS ( critério da OMS) LMA LLA MORFOLOGIA Blastos mieloides ( são > que os linfoides) e possuem: - grânulos azurófilos - BASTONETES DE AUER ( patognomônico) - Blastos < que LMA CITOQUIMICA Corado pela: - mieloperoxidase ( + ) - somente PAS ( + ) - Sudan Black B ( + ) - esterases não especificas IMUNOFENOTIPAGEM ( CALLA): - positivos p/ CD 34-33-13-14. - CD 10; CD 19, CD 20; (LLA 77 Método de > acurácia para ≠ as leucemias agudas ( meiloide ou linfocitica) - glicoforina e espectrina – LMA- M6 - fator de Von Willebrand e glicoproteina IIb e IIIa : LMA- M7 cél B) - CD 2; CD 3; CD 5 ( LLA cel. T) PATOGÊNSE: Acumulo de BLASTOS (células jovens) não funcionantes e possuem ↑ poder de divisão e multiplicação. O fato de a produção de BLASTOS ocupar boa parte da medula óssea, a produção de células hematopoiéticas é reduzida, levando a uma PANCITOPENIA.. SUBTIPOS 8 subtipos ( M0 ate M7) - melhor Prognostico: M3 ( leucemia promielocítica aguda) - pior prognostico: os da “ponta”: M0, M1, M6, M7 - + frequente: M2 ( leucemia mieloblastica aguda) - + associado a Sx. De DOWN: M7 (leucemia megacarioblástica ag) - + associado a CIDV: M3 3 subtipos: L1: variante INFANTIL: + freq. em crianças (85%)- blastos, pequenos, citoplasma escasso e SEM nucléolo. L2: variante do ADULTO: + freq. em adultos ( 70%)-blastos maiores, irregulares, COM nucléolo. L3: variante BURKITT-SÍMILE: + freq. em adultos- blastos maiores, nucléolo proeminente, citoplasma vacuolado e basofílico ( azulado)- sempre é um precursor do linfocito B e tem associação com EBV. TRATAMENTO * suporte * Indução a remissão: QT com arabinosídeo-C + daunorrubicina OBS: o aspirado e biopsia de MO devem ser realizado entre 7 a 10 dias após o termino da indução a remissão. * terapia pós-remissão:- QT- arabinosideo ( p/ prognostico bom) - TMO alogênico p/ < 60 anos com prognostico ruim e que encontrou um doador compatível. - TMO autólogo ( o doador de medulo é o próprio paciente): paciente > 60 anos , prognostico ruim e NÃO encontrou um doador compatível. EXCEÇÃO: * subtipo M3: QT ( ATRA- acido transretinoico) é capaz de controlar a CIDV típica desta leucemia. O uso de ATRA mudou drasticamente o prognostico da LMA-M3, sendo o subtipo de melhor prognostico ( 70% de cura). CURA: 40-60% e a porcentagem aumenta com o TMO. - Pacientes submetidos a QT deve prevenir a SX. De LISE TUMORAL: 48 horas antes e durante toda a QT ( hidratação * suporte * QT em 4 fases: tempo total 2-3 anos 1- indução a remissão- 4 semanas 2- profilaxia do SNC- 12 semanas 3- consolidação da Remissão- 2 ciclos de 4 semanas + 1 ciclo de 8 semanas 4- Manutenção – ate completar 2 anos OBS: locais chamados “santuários- são locais do corpo do paciente em que as células leucêmicas se infiltram e se tornam menos sensíveis a QT ( ex: testículos e SNC) OBS: NÃO esta indicado esplenectomia em pacientes com leucemias agudas. 78 venosa + Alopurinol- ↓ a produção de acido úrico). Critérios de MELHOR Prognostico - idade entre 2 e 50 anos - leucocitose < 25.000 LDH sérica normal - alterações cito genéticas t (8;21), t (15;17) e inv (16) - subtipos do “meio”: M2; M3 e M4 - idade entre 1 e 10 anos - HIPERploidia - rearranjo dos genes TEL/ AML 1 Critérios de PIOR prognostico - idade < 2 ou > 60 anos - leucocitose > 100.000 - LDH ↑ - alterações cito geneticas inv (3) ou t (3;3); Del (5q) e t (6;9) - subtipos da “ponta”: M0; M1; M6 e M7 - idade < 1 ou > 10 ( especialmente > 30 anos) - leucocitose > 50.000 a 100.000 - HIPOploidia - cromosso Philadelphia t (9;22); t (4;11); t (8;14 e t (1;19) - rearranjo dos genes MLL MIELODISPLASIAS- MDS EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Presença de clone defeituoso de células hematopoiéticas, levando a maturação defeituosa delas ( mielodisplasia), marcada por hematopoiese ineficaz e BLASTOS < 20%. - tem potencial para evoluir para LMA - ocorre + em IDOSOS Causas: - idiopática: + comum em idosos - secundaria a agentes QT ou ao benzeno: em qualquer idade e pior prognostico. OBS: 50% são assintomáticos no momento do diagnostico, sendo notado a partir do hemograma de rotina. - Fadiga + sangramento + febre - perda ponderal - hepatoesplenomegalia e linfadenopatia são incomuns - 14% dos pacientes tem manifestação autoimune associada: vasculite cutânea e artrite monoarticular. OBS: a presença de ≥ 20% blastos define como LMA secundaria a mielodisplasia. - ANEMIA sem reticulocitose - leucopenia ( 50% dos casos) - trombocitopenia ( 25%) - BIOPSIA DE MO: * medula HIPERCELULAR ou hipocelular ( 20%). * Diseritropoiese - sideroblastos em anel - SANGUE PERIFÉRICO: * uni, bi, ou pancitopenia * anormalia pseudo Pelger- Huet * neutrófilos HIPOGRANULARES e HIPOSSEGMENTADOS- Suporte: transfusões , eritropoietina e granulokine * TMO em casos selecionados ( < 60 anos, boas condições clinicas) Critérios de MELHOR prognostico: - cariótipo normal, deleção 5q, deleção 20q - percentual de blastos < 5% - displasia eritroide apenas 79 com corpúsculo de Dohle * plaquetas gigantes Outras patologias que cursam com Pancitopenia: Mielofribrose; linfomas; anemia megaloblástica; HPN; LES. OUTROS TIPOS DE LEUCEMIAS, MAS QUE NÃO CURSAM COM PANCITOPENIA- LEUCEMIAS CRÔNICAS Caracterizado pelo acumulo lento e gradativo de clones neoplásicos leucocitários na MO e no sangue. LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA ( + frequente que LMC) INCIDÊNCIA - sexo ♂; idade media 50 anos - + comum em IDOSOS ( > 60 anos), sexo ♂ - é o tipo de leucemia + comum do IDOSO. PATOGÊNESE - anomalia citogenetica do cromossomo PHILADELPHIA t (9:22) e formação de um gene hibrido BCR-ABL - clone neoplásico é um linfócito B maduro, mas que não produz anticorpos. Por isso que na sua clinica tem LINFOCITOSE acentuada com predisposição a infecção devido a falta de anticorpos. - LLC tem baixa atividade mitótica FATORES de RISCO Exposição a altas doses de radiação ionizante CLÍNICA - LEUCOCITOSE NEUTROFILICA acentuada com desvio p/ E + ESPLENOMEGALIA de GRANDE MONTA + TROMBOCITOSE Outros achados: febre vespertina, sudorese noturna; astenia e desconforto abdominal no quadrante superior E saciedade precoce . OBS: infecção NÃO é frequente! LINFADENOPATIA CERVICAL + astenia, febre, sudorese noturna e perda ponderal. - esplenomegalia ( 40% dos pacientes) - predisposição a infecções - anemia e plaquetopenia se vê em estágios mais avançados. LABORATÓRIO - ANEMIA + LEUCOCITOSE NEUTROFILICA- segmentados ( > 50.000) + TRMBOCITOSE - LINFOCITOSE ( > 4.000) acentuada + ADENOPATIA CERVICAL DIAGNÓSTICO OBS: as leucemias crônicas NÃO há * Aspirado ou Biopsia da MO: HIPERPLASIA mieloide acentuada, com relação mieloide-eritroide (15:1)- normal é 3:1 e cariótipo das células aspiradas presença do cromossomo PHILADELPHIA (95% dos casos) e gene BCR-ABL ( 5% dos * Sangue Periférico: LINFOCITOSE > 4.000 formado por células B monoclonais que expressam o antígeno CD5, alem, do CD 19, CD 20, CD 21, CD23 e CD 24. Linfócitos “amassados ou em cestos”. 80 formação de BLASTOS. casos) OBS: o cromossomo Philadelphia não é patognomônico da LMC. * Aspirado da MO: > 30% de LINFÓCITOS, formado por células B monoclonais indistinguível dos linfócitos B de indivíduos normais: linfócitos pequenos, com núcleo arredondado e cromatina comdensada e citoplasma escasso. * Alterações citogenéticas (presente 40-50% dos pacientes): - mais comum: 13 q - pior prognostico: 11 q e 17 p e trissomia do 12. ESTÁGIOS DA DOENÇA: 1- hipoproliferativa por ocupação medular 2- hiperproliferativas por destruição autoimune: anemia hemolítica Coombs direto ( + ) e Púrpura Trombocitopênica imune (PTI). Os casos autoimune respondem bem a Corticoides. TRATAMENTO - Mesilato de IMATINIBE: objetiva remissão citogenetica ( desaparecimento do cromossomo philadelphia)- Droga de escolha, pois melhorou drasticamente o prognostico dos pacientes. OBS: o tratamento de escolha pra CRIANÇAS com LMC não é o IMATINIBE é o TMO alogênico. - TMO alogênico ( em pacientes estáveis, com < 60 anos e doador de 1ª grau compatível, que não responde ao imatinibe). - Suporte e Hidroxiureia: pode ajudar no controle sintomático ( reduz a leucocitose, esplenomegalia) - NÃO há CURA!!! A terapia visa ↑ a sobrevida e alivio dos sintomas. - QT ( indicada para pacientes sintomáticos): flurarabina + rituximab + ciclofosfamida - TMO alogênica não tem bons resultados. - Corticoides são usados para PTI e anemia hemolítica autoimune associada a LLC. OBS: Quais outras doenças cursam com LINFOCITOSE , alem da LLC? - Mononucleose infecciosa – infecção do Vírus Epstein – Barr- com + de 10% de “linfócitos atípicos”. - Infecção pelo Coxackie B - outras viroses: sarampo, varicela, caxumba, influenza81 - Coqueluche: infecção pela bactéria Bordetella Pertussis.- a linfocitose é regra nessa infecção com valores > 50.000 - Bartonelose: febre da arranhadura do gato, causada pela Bartonella Henselae- causa linfocitose atípica, eosinofilia, monocitose, anemia, e trombocitopenia. - Toxoplasmose: causada pelo Toxoplasma gondii. Costuma provocar uma sx. De mononucleose, com linfocitose atípica, adenomegalia e hepatoesplenomegalia. Eosinofilia é observada em 10-20% dos casos. - Linfocitoses Malignas: LLC – principal causa neoplásica de linfocitose. LLA e linfoma linfoblastico Timona Maligno. FAZ PARTE DA SINDROME MIELOPROLIFERATIVAS: - Policitemia vera - mielofibrose - LMC - Trombocitemia essencial 82 PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE ( PAC) ( até 48 horas de internação) PAC ETIOLOGIA/ PATOGENIA CLASSIFICAÇÃO CLINICA E DIAGNOSTICO TRATAMENTO - todo processo inflamatória agudo do parênquima pulmonar. PAC são aquelas adquiridas na comunidade e ate 48 HORAS de internação, ou seja, fora do ambiente hospitalar. PNEUMONIA ASSOCIADA A CUIDADOS DE SAÚDE – NÃO pertence a PAC, são eles: - casa de repouso, asilos - home care - instituições de tto psiquiátrico - hemodiálise - quimioterapia - paciente com internação há menos de 90 dias OBS: esses pacientes serão tratados como pneumonia nosocomial, porque são classificados como “pneumonia relacionada a cuidados de saúde”, que tem fatores de risco para microrganismos MDR. AGENTE ETIOLOGICO + COMUM DA PAC? - Streptococus pneumoniae- 30-40% ( é o patógeno mais comum em todas as idade ( exceto em recém-nascidos); mesmos nos casos mais graves, o pneumococo continua sendo o principal!. AMBULATORIO - S. pneumoniae ( + freq) - Mycoplasma pneumonia - Clamydia pneumoniae - vírus respiratório - Haemophilus influenza UTI - S. pneumoniae ( + freq) - Bastonetes - gran – - H. inlfuenza - Leigionella - S. aureus ASSOCIADA A DPOC - Haemophilus influenza ( + freq e, DPOC) - M. catarralis TIPICOS: S. PNEUMONIAE - diplococo gran+ - é o que + causa DERRAME PARANEUMONICO 25-50% e 1 a 5% se tornam EMPIEMA - sua complicação + frequente é derrame pleural. H. INFLUENZA - pctes c/ DPOC TTO: cefalosp. 2ª e 3ª G S. AUREUS - causa pneumonia GRAVE desde o inicio com febre alta, toxemia e alterações radiológicas, geralmente complicada com pneumotórax, pneumatocele e empiema, alem de formação de cavitações e abscessos. - 2ª agente etiológico do lactante, perde para pneumococo - usuário de DROGAS - bonquiectasia em idosos TIPICOS: PADRÃO PNEUMOCOCO - instalação HIPER-AGUDA ( 2 – 3 dias) - calafrios, febre ↑, dor pleurítica, tosse c/ expectoração purulenta - leucocitose ( neutrófilos) OBS: em pacientes idosos a febre pode não existir, e as vezes o único sinal de pneumonia é a prostração, desorientação, deliriun e taquidispneia... SX. De consolidação: - sopro tubário - ↓ MV - ↑ F/V ( frêmito) - submacicez à percussão - broncofonia - pectoriloquia fônica (ausculta nítida a palavra) RX: - Infiltrado pulmonar do tipo broncopneumônico ( + frequente ) e lobar (quase todas as PAC lobar são causadas por S. pneumoniae.) TTO AMBULATORIAL ou HOSPITALAR ?? = CURB-65 (avalia a gravidade, indicando ou não a internação em enfermaria ou CTI) C- confusão metal-1 ponto U- ureia > 43 –(1p) R- respiração > 30- (1p) B- baixa PA (≤ 90/60) - (1p) 65- idade ≥ 65 anos – ( 1p) .... resultado: 0 ou 1: NÃO interna > = 2: interna 4 ou 5= UTI CRITERIOS DE EWIG: enfermaria ou CTI??? >: - necessidade de VM - Choque séptico <: - PaO2/FIO2 < 250 - Envolvimento de + de um lobo pulmonar - PA <90/60 mmHg * 2 critérios < ou 1 > indica internação na UTI TTO AMBULATORIAL GERAL ( p/ típicos e atípicos) 83 COMPLICAÇÕES A) DERRAME PARAPNEUMÔNICO - ocorre de 20-70% - + comum por penumococo ( 25-50%); alem de S.aureus e anaeróbios. “ TODO derrame parapneumônico é um EXUDATO”. * Fazer toracocentese para obter amostra do material para diagnosticar: →EXUDADO: - proteína pleural 3.0 -relação proteína pleural/ proteína sérica >0.5 - LDH>200 -relação LDH pleural / LDH sérico> 0.6 TRATAMENTO: ATB - 1 a 5% se transforma em derrame complicado ( EMPIEMA) →EMPIEMA: - PH < 7,3 - PUS franco - glicose < 40 - LDH > 1000 - neutrófilos > 1000 TRATAMENTO DO EMPIEMA: vai depender - S. Pneumoniae - P. aeroginosa - Leigionella ASSOCIADA A ALCOLISMO - S. penumoniae - Anaerobios - Klebsiella - M. tuberculosis ASSOCIADA A ABSCESSO - S. aureus - anaeróbios - pneumococo do TIPO 3 - klebsiella ASSOCIADA A ASPIRAÇÃO - Anaeróbios - gran – entéricos ASSOCIADA A FEZES DE MORECEGO - Histoplasma capsulatum EXPOSIÇÃO A PASSAROS - Clamydoplhila psittaci EXPOSIÇÃO A AGUA CONTAMINADA EM SISTEMA DE CALEFAÇÃO E AR CONDICIONADO - Legionella - disseminação hematogênica - o derrame parapneumônico aparece em 40% dos casos em adultos e 70% em crianças. - piopneumotorax ocorre em 25% - pneumoatocele em 40- 60% dos casos - tratamento: oxacilina; e para MRSA usar vancomicina ou linezolida) KLEBSIELLA - pneumonia do lobo pesado ( quando a pneumonia acomete o lobo superior, este lobo faz um abaulamento na sua borda inferior ANAERÓBIOS - causada devido a aspiração da flora bacteriana da boca - acomete pacientes que tem mau estado de conservação dos dentes; pacientes com queda no nível de consciência ( AVE, convulsões, intoxicação alcoólica...)→ tem > risco de macroaspiração. ATIPICOS: - instalação SUBAGUDA ( + ou – 10 dias) - jovens de 5 a 40 anos - sintomas de virose respiratória prolongada - dor de garganta, mal estar, mialgia, cefaleia, tosse seca, febre ↓ -Manifestações Extrarrespiratórias do Micoplasma Pneumoniae: 1- miringite bolhosa ( vesículas na membrana timpânica) 2- anemia hemolítica por CRIOAGLUTININAS 3- sx. De Stevens- Jonhson- lesões ertemovesiculares. 4- fenômeno de Raynald 5- sx. De guillain-barre, pericardite, miocardite.... RX: - infiltrado tipo broncopneumonico OU - infiltrado intersticial ( típico de virose) - tratamento: macrolideos ou doxicilina. 1)- Sem fatores de risco 1ª linha: MACROLIDEO (azitromicina, eritro e claritromicina) Ou Doxicilina ou Amoxilina 2) -Com comorbidades, uso de ATB nos últimos 3 meses FLUOROQUINOLONA RESP (moxifloxacin, gemifloxacin ou lefloxacin ( 750 mg/dia) OU MACROLIDEO + B LACTAMICOS ( amoxilina em dose alta ou associado a clavulanico ou cefalosporina 2ª e 3ª ) ENFERMARIA FLUOROQUINOLONA RESP OU MACROLIDEO + B LACTAMICO ( cefal. 3ª G) CTI CEFOTAXIMA OU CEFTRIAXONE + FLUOROQUINOLONA OU CEFOTAXIMA OU CEFTRIAXONE + AZITROMICINA 84 da fase evolutiva: 1) fase exudativa ou aguda: liquido claro, SEM formação de septação→ fazer DRENAGEM PLEURAL FECHADA ( toracostomia tubular em selo d’agua.) 2) fase fibrinopurulenta ou subaguda: liquido purulento, espesso, presença de fibrina, tente a formar septações → PLEUROSCOPIA. Não tem necessidade do uso de fibrinolítico. 3) fase de organização ou crônica: → decorticação pulmonar ou DRENAGEM PLEURAL ABERTA ( pleurostomia) OBS: TODO derrame complicado DEVE ser DRENADO, ou seja: PH for < 7,2 e ou glicose < 40. B) PNEUMONIA NECROSANTE: corresponde a presença de cavitações ( < 2 cm) ouABSCESSO ( cavitações > 2 cm). * Causado por: anaeróbios, S. aureus; gran -. * o que é abscesso? É PATOGENIA: 1- ASPIRAÇÃO (+ comum) 2- INALAÇÃO 3- VIA HEMATOGENICA ( S. Aureus) PADRÃO HISTOPATOLOGICO - broncopneumonia ( principal) - pneumonia lobar PREVENÇÃO: A) Vacina anti-influenza: * > 50 anos/ anualmente * contatos íntimos com pessoas de risco * pessoas de risco com comorbidades * indígenas ( independente da idade) B) Vacina anti- pneumocócica 23- valente: * > 60 anos de 5 em 5 anos. C) Vacina anti- pneumocócica 10- valente: * para CRIANÇAS: 3 doses ( 2-4-6 meses) e reforço aos 12 e 15 meses. - pode ocorrer também com aspiração do suco gástrico- que leva a uma pneumonia química aspirativa “sx. De Mendelson”. - é mais comum no PULMÃO DIREITO ( segmento posterior do lobo superior) - tendência a formar empiema, abscesso . * droga de escolha: clindamicina 600 mg IV de 6/6 hrs , seguida por amoxilina-clavulanato. ATIPICOS: M. PNEUMONIAE ( causa mais frequente de PNM atípica.) - predomina em adolescente, geralmente febril e a toxemia não é importante. CLAMYDIA pneumoniae - VÍRUS - LEIGIONELLA: Apesar de ser um germe atípico, causa uma pneumonia semelhante a dos germes típicos, GRAVE e de alta letalidade. - presentes em águas de DIAGNOSTICO GERAL: CLINICA + EX. FISICO + RX Paciente com quadro clinico sugestivo de PAC, o exame complementar indicado para confirmar o diagnostico é? RX OBS: o padrão radiológico das pneumonias NÃO tem relação com o provável agente etiológico, portanto não é de grande utilidade para o inicio da ATB empírica. Pacientes: AMBULATOREAIS: iniciar o TTO EMPIRICO. INTERNADOS: pesquisar o agente etiológico com: - EXAME DO ESCARRO ( gran , e cultura- fazer em TODOS os pacientes INTERNADOS!!!) - BRONCOFIBROSCOPIA - HEMOCULTURA: Ela é capaz de diagnosticas apenas uma MINORIA dos casos de pneumonia comunitária. - INICIAR O TTO EMPIRICO, P/ PSEUDOMONAS CEFALOSPORINA DE 4ª G + LEVOFLOXACIN OU CIPRO OU AMIGLICOSIDEO E FLUOQUINOLONA OU AMINOGLICOSIDEO E AZITRO. P/ S. AUREUS- MRSA Adicionar VANCO ou LINEZOLIDA OBS: * DURAÇÃO DO TRATAMENTO: 10 a 14 dias. * para suspender a ATB o paciente deve ta AFEBRIL por no mínimo 3 dias. OBS: não usar o RX como critério para alta ou suspensão do ATB, pois demoram a se resolver . OBS: em geral o paciente com pneumonia terna-se afebril em ate 72 hrs de ATB. Se o paciente não melhorar tem que investigar Com exame de BRONCOFIBROSCOPIA e se mesmo assim o paciente não melhorar se 85 necrose do parênquima pulmonar por infecção microbiana que leva a formação de uma lesão cavitária, escavada, com mais de 2 cm, que contem fragmentos necróticos em seu interior. A principal causa é por aspiração. * localização mais frequente no pulmão: POSTERIOR do lobo SUPERIOR DIREITO. * indicações cirúrgicas dos abscessos pulmonares: - hemoptises refratarias - suspeita de neoplasias - resposta inadequada ao tratamento clinico ( > 6 semanas de ATB). OBS: o que é pneumonia CASEOSA? É uma pneumonia por MICOBACTÉRIAS ( mycobacterium tuberculosis) Qual o mecanismo de resistência do pneumococo frente a penicilina? - mudança no sitio de ligação (PBP- proteína ligadora de penicilina) lagoas, rios e reservatórios de abastecimento. - sintomas: febre alta ( acima dos 40 graus associado a quadro de gastrointestinal, diarreia, náuseas... -Paciente com HIPONATREMIA GRAVE e ↑ das ENZIMAS HEPATICAS são mais comuns em pneumonia por Leigionella. - tratamento: macrolideo ( eritro, azitro e claritromicina) venoso associado ou não a rinfampicina. antes mesmo do resultado do exame de escarro. PADRAO-OURO: Biopsia a céu aberto ou guiada pela toracoscopia endoscópica ( indicado sé em casos duvidosos) deve fazer BIOPSIA toracoscopia guiada ou a céu aberto ( padrão-ouro). PNEUMONIA NOSOCOMIAL PNEUMONIA NOSOCOMIAL FATORES DE RISCO CLÍNICA E DIAGNOSTICO TRATAMENTO Ocorre após 48 HORAS da internação do paciente. * Mecanismo de ação: principalmente através de microaspiração do material da orofaringe, que geralmente esta modificada naqueles com mais de 48 horas de internação. * fatores de Risco para bactérias resistentes a ATB ( MDR): - - casa de repouso, asilos - home care - instituições de tto psiquiátrico - hemodiálise - quimioterapia - paciente com internação com uso de ATB há menos de 90 dias * CRITÉRIOS CLÍNICOS: - agravamento de infiltração pulmonar no RX; associada a pelo menos 2 dos seguintes: - febre ≥ 38° - leucocitose > 10.000 ou leucopenia < 4.000 - purulência do escarro ou secreção traqueal - PNM nosocomial PRECOCE ou associada a VM PRECOCE: ate 4ª dia de internação e em pacientes sem fatores de risco para MDR ( multi- droga resistente). * CEFTRIAXONE 2g/dia OU * LEVOFLOXACINA 750 mg/dia OU * AMPICILINA/SUBACTAM 3g - 86 * Qual a ≠ entre PNM nosocomial precoce e tardia? - PRECOCE: se manifesta nos primeiros 4 dias de internação, onde ganha importância as bactérias da PNM comunitária ( S. pneumoniae; H. influenzae e os gran-negativos entéricos não multiresistente a drogas- MDR). - TARDIA: se manifesta a partir do 5ª dia de internação., ou em pacientes com fatores de risco para resistência a ATB ( MDR). Costuma ser causada com gran- negativos entéricos ( P. aeruginosa; S. aureus; enterobacteriaceae; Acinetobacter sp, frequentemente pertencem ao grupo de bactérias MDR- multi- drogas resistente). - uso de corticoide e imunossupressor - hospitalização a mais de 5 dias - submetidos a neurocirurgia. - SDRA - intubação e VM. É o principal fator de rsico para PNM nosocomial) ...o que ocorrem com estes pacientes??? As bactérias gran positivas são substituídas por germes gran negativos. O QUE É PNEUMONIA ASSOCIADA A VENTILAÇÃO MECÂNICA? - é aquela que se instala pelo menos 48-72 HORAS APÓS INTUBAÇÃO. O principal mecanismo é por microaspiração do material da orofaringe. - piora da oxigenação. DIAGNÓSTICO: - HEMOCULTURA: sempre deve coletar 2 amostras de sanguíneas do inicio do ATB durante o pico febril. - COLETA DE SECRÇÃO TRAQUEAL: pesquisa gran e cultura quantitativa. Como deve coletar? 1)- método broncoscopico: broncoscopia com escovado brônquico ou lavado broncoalveolar. 2) método não broncoscopico: aspiração traqueal, mini- lavado broncoalveolar ou aspiração a cega. - PADRÃO-OURO: biopsia pulmonar ( é raramente realizado) OBS: se deve iniciar o tratamento empiricamente antes do resultado da cultura. * DURAÇÃO DO TRATAMENTO: 14 a 21 dias. 6/6 hrs - PNM nosocomial TARDIA ou associada a VM TARDIA: 5 ou mais dias de internação ou com fatores para MDR → fazer terapia combinada! * CEFEPIME ou IMIPENEM ou MEROPENEM ou PIPERACILINA- TAZOBACTAM + LEVOFLOXACINA ou CIPRO ou AMIKACINA ... pode associar também a VANCOMICNA ou LINEZOLIDA ( para cobrir MRSA – resistentes a S. AUREUS). Estratégias realizadas para reduzir o risco de um paciente evoluir com PNM nosocomial ou associada a VM: - cabeceira elevada 30 a 45° - evitar uso de ranitidina indiscriminado ( porque ela ↑ PH acido eliminando a barreira de proteção contra colonização pelas bactérias) - utilizar dieta enteral preferindo cateter oral e não nasal e posicionar a ponta do cateter alem do piloro. - aspirar as vias aéreas de maneira asséptica * o paciente deve obter resposta ao tratamento em 72 hrs de ATB. 87 SÍNDROME DIARREICAINVASIVA - com sangue, muco, pus = disenteria NÃO INVASIVA -sem sangue, muco, pus ALTA= delgado ( absorve 80% de H20; ± 8 ,5 LITROS) * ↑ volume * ↓ frequência * Sem tenesmo * fezes c/ restos alimentares. BAIXA= colón ( absorve ± 1,5 L de H2O) * ↓ volume *↑ frequência * Com tenesmo * fezes aquosas AGUDA < 3 SEMANAS CRONICA > 3 SEMANAS DIARREIAS AGUDAS: é por infecção intestinal e intoxicação alimentar - 90% dos casos das diarreias é aguda, causada por vírus ou bactéria - VIRAL: geralmente não invasiva; Sintomas + brandos NOROVIRUS= principal de adultos ROTAVIRUS= grave em < de 2 anos ( geralmente causa diarreia NÃO invasiva) - BACTERIANA: geralmente invasiva * EXAMES PARA DIARREIAS AGUDAS COM SINAIS DE ALARME: EAF ( elementos anormais nas fezes); LEUCÓCITOS FECAIS ( para confirmar sua invasividade); COPROCULTURA ( para descobrir o agente etiológico bacteriano) OBS: a base do tratamento de diarreias agudas é HIDRATAÇÃO OBS: de acordo com a OMS recomenda que todas as crianças com diarreias agudas receba ZINCO oral por 10-14 dias de 10 a 20mg/dia, pois o ZINCO reduz o risco de recorrência de diarreia aguda e persistente! HIDRATAÇAO VENOSA para pacientes com perda > 10% do peso corporal ANTIDIARREICO NÃO pode usar em diarreias invasivas ATB : usar em febre alta, leucocitose, sinais de alarme (desidratação com perda corporal > 10% do peso; fezes com sangue; não melhora após 48 hras; idosos > 70 anos; uso recente de ATB, imunodeprimidos) 88 TIPOS DE DIARREIAS AGUDAS BACTERIANAS: E. COLI enterotoxigênica E.COLI êntero hemorrágica SHIGELLA SALMONELLA ( não typhi e paratyphy) CAMPYLOBACTER S. AUREUS - Diarreia do viajante - Diarreia voluminosa, - explosiva, SEM muco, pus e sangue, e com hiponatremia. - é autolimitada ( 1- 5 dias) - é a principal causa de diarreia bacteriana no Brasil YERSINA - associada a adenite mesentérica, ela gera um quadro que se confunde com apendicite aguda. - carne mal cozida e sucos de fruta - Clinica: disenteria + dor abd e pode NÃO ter febre. - produz toxina shiga-like O157-H7, ( causa colite hemorragia e manifestações sistêmicas) - 5 a 10% se complica- SX HEMOLITICO UREMICA→ *anemia hemolítica + *insuf. Renal + *plaquetopenia - gran – - muito invasiva - Clinica: pequenos volumes de fezes muco, pus e sangue( diarreia inflamatória) , associadas a manifestações NEUROLOGICAS:convuls ões . - complicação: SX HEMOLITICO UREMICA - TTO: tratar TODOS os pacientes com CIPROFLOXACINA x 5 dias. - gran – - aves, ovos, leite, água contaminada - Clinica: N, V, diarreia de 6 a 48 hrs após a ingestão + febre - 5-10% apresenta manifestação SNC, pulmão, ossos ( osteomielite por salmonella na anemia falciforme), articulações. - pode se complicar com megacolon toxico - TTO: CIPROFLOXACINA só para RN; > 50 anos; imunodeprimido, paciente com prótese, doença vascular. - gran - Associada a- SX de GUILLAIN- BARRE - carne crua, contato direto com animal infectado. - clinica: Diarreia voluminosa (> 10 evacuações/ dia) + dor abdominal e sangue - pode confundir com apendicite aguda - TTO: p/ Diarréia > 1 semana: ERITROMICINA - comida expostas a T® ambiente (cremes, carnes, ovos,maionese) - é uma toxina termoestável com tempo de incubação curto. Exemplo: “família que comeu uma salada de batatas num piquenique” - OBS: sintomas inicia em algumas horas (1-6 hrs) - clinica: febre é incomum CLOSTRIDIUM DIFFICILE- colite pseudomembranosa VIBRIO CHOLERAE - gran( + ) - presente em ambiente hospitalar, asilos - uso de ATB prévio ate 6 semanas antes ( CLINDAMICINA, AMPICILINA, AMOXI, CEFALOSPORINA, QUINOLONAS...) - gran ( – ) - água costeira salgada - transmissão oral- fecal - fatores que ↑ a possibilidade de infecção : *HIPOCLORIDRIA; *INGESTAO DO INOCUO; * ESVAZIAMENTO; * 89 OBS: apenas 20% dos pacientes com diarreia que estão em uso de ATB apresentam de fato infecção por C. difficile. - clinica: diarreia que inicia 4-6 dias após uso de ATB, pode apresentar ate 20 evacuações/ dia + febre + dor abdominal + leucocitose OBS: geralmente o paciente vai ter historia de internação prévia ou com uso de ATB. - Diag: - > 3 evacuação/ dia por ≥ 2 dias - detecção de TOXINA A ou B nas fezes (Elisa ou Cultura) - C dificile + nas fezes - pseudomembrana esbranquiçada na endoscopia -TTO: - suspensão de ATB causador da colite - METRONIDAZOL (casos leves) ou VANCOMICINA( casos graves) por VIA ORAL x 10 a 14 dias. GASTRICO ACELERADO; *GRUPO SANGUINEO O +. -clinica: inicio dos sintomas 24-48 hrs- diarreia aquosa indolor, ↑↑↑↑↑ voluminosa, cor cinza, água de arroz, turva, com flocos de muco, odor ligeiramente adocicado seguida por vômitos, NÃO tem FEBRE. Leva a distúrbios hidroeletrolitico e desidratação rápida e muito intensa, perda de liquido de 500- 1000 ml hora, com perda de 10 % do peso em algumas horas. - Diag: identificação do bacilo nas fezes – microscopia em campo escuro - TTO: - soro de hidratação oral- corrigir distúrbios eletrolíticos, acidose metabólica -ATB para casos graves – TETRACICLINA x 3 dias ou DOXICILINA dose única * Para CÇAS: SMz_TMP, eritromicina e azitro * GESTANTE: ampicilina OBS: CASO DE NOTIFICAÇAO COMPULSORIA!!! DIARREIAS CRONICAS 1)- DIARREIA DESABSORTIVA ( esteatorreia- fezes amareladas, brilhantes, fétidas que boiam no vaso + anemia) DOENÇA CILIACA CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO - intolerância ao GLUTEN - doença autoimune - doença imunomediada a proteína do glúten (trigo; cevada), que causa lesão na mucosa do delgado por linfócitos em indivíduos geneticamente predisposto ( HLA- DQ2 e DQ8). OBS: o íleo do intestino delgado é - diarreia crônica desabsortiva ( esteatorreia; perda ponderal e anemia ferropriva) - distensão abdominal - déficit de crescimento - alterações neurológicas (miopatia, epilepsia, ataxia) - atrofia da musc. Glútea - edema SOROLOGIA ( ELISA): EXAME INICIAL : Dosagem de anticorpos- - antitrasglutaminase IgA ( + especifico- DE ESCOLHA) OU antiendomisio IgA. PADRAO-OURO: BIOPSIA DO DELGADO ( obter 4 fragmentos - Excluir glúten – TRIGO, CENTEIO, CEVADA, para o resto da vida! * lista de alimentos permitidos: - arroz; aveia; batata; milho; mandioca, carnes; manteiga, óleo; leite; queijo minas e ricota; frutas, legumes e verduras. 90 a porção que mais absorve nutrientes como carboidratos e proteínas e é importante na absorção de sais biliares e vitamina B12. EPIDEMIOLOGIA: - 1% da população geral - 5-20% de parentes de 1ª grau OBS: Lactante com historia de diarreia crônica + déficit de crescimento que se inicia no momento em que se faz a troca do leite materno por dieta alimentar→ pensar em DC. - artrite - anemia ferropriva ( refrataria a reposição de ferro oral) -↓ Ca (osteoporose), vitaminas OBS- nos adultos predominam sintomas atípicos: osteoporose, anemia, pelo ao menos 50% não apresentam diarreia. da porção mais distal do duodeno)- Atrofia + infiltrado de LINFOCITOS + hiperplasia de criptas. COMPLICAÇÕES: 1- ADENOCARNOMA DE JEJUNO 2- LINFOMA NÃO HODGKIN ( principalmenteno jejuno) Associada: - DERMATITE HERPETIFORME: erupções cutâneas vesiculopapular pruriginosa no tronco e superfície extensora dos membros. OBS: 85% dos paciente com dermatite herpetiforme apresenta DC. - DEF. de IgA - SX DOWN - DM tipo I - dça TIREOIDIANA E HEPATICA DOENÇA DE WHIPPLE CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO - Agente: TROPHERYMA WHIPPLEI Gran+ - doença bem rara - geralmente acomete homens BRANCOS de meia –idade que meche com a terra; a contaminação parece ser através do solo!. - diarreia alta e crônica e desabsortiva ( esteatorreia) + - artralgia migratória (75%) - MIOARRITIMIA OCULO- MASTIGATORIA E OCULOFACIALESQUELETICA + PARALISIA DO OLHAR VERTICAL SUPRANUCLEAR → PATOGNOMONICO!!!! - BIOPSIA do intestino delgado: macrófagos PAS + - PENICILINA G CRISTALINA x 2 sem + SMZ/TMP x 1 ano cada 12 hrs. OBS: melhora do quadro com SMZ/TMP é sugestivo de DW. OBS: é 1 ano de tratamento. A doença não tratada é fatal! SX. DO SUPERCRESCIMENTO BASTERIANO: DIARREIA + ESTEATORREIA + ANEMIA MACROCITICA com níveis baixos de cobalamina e elevados de ácido fólico. OBS: TESTE DE SCHILLING: serve p/ determinar a causa da má-absorção de COBALAMINA. 91 2)- DIARREIA INFLAMATORIA ( associadas a acometimentos sistêmicos )- característica: presença de muco, pus ou sangue nas fezes. DOENÇA DE CROHN RETOCOLITE ULCERATIVA FATORES DE RISCO - historia familiar ( + importante); tabagismo; aines; ↓ ingestão de fruta e ↑ consumo de carne; amigdalectomia; ACO - historia familiar FATOR PROTETOR: - tabagismo possui risco 40% MENOR de ter RCU. - apendicectomia EPIDEMIOLOGIA - + no sexo masc. ; adolescentes e adultos jovens de 15- 30 anos e 60-80 anos - população urbana com melhor nível econômico - judeus e população branca - + no sexo masc. ; adolescentes e adultos jovens de 15- 30 anos e 60-80 anos - população urbana com melhor nível econômico - judeus LOCALIZAÇÃO - afeta todo trato GI ( boca ao anus) afeta mais o ILEO TERMINAL , geralmente o reto é preservado - 40-50% limitada no reto e sigmoide - 30-40% intestino GROSSO - 20% pancolite Obs: NÃO afeta o intestino delgado! PROGRESSÃO - saltatória e não é continua - 30-40% limitada a ao intestino delgado - ascendente e continua ( inicia no reto) - 40 a 50% é limitada ao reto e sigmoide PATOLOGIA - lesão TRASMURAL - imagem em pedra de calçamento ( intercala lesão com mucosa normal) - PATOGNOMONICO: GRANULOMA SARCOIDES NÃO GASEOSO - afeta a MUCOSA e submucosa intestinal - pseudopolipos - criptite CLÍNICA - DIARREIA - DOR ABDOMINAL - PERDA DE PESO Pode seguir 3 padrões: 1- inflamatório 2- fistulizante 3- estenosante - DIARREIA BAIXA com sangue e muco( intercala com período de remissão e exacerbação); com presença de tenesmo - dor a palpação abdominal e SANGUE na luva ao toque retal COMPLICAÇÕES - fistula ( + em jovens) 20-40% OBS- PNEUMATURIA ( fistula entero-vesical) - colite toxica - megacolon toxico ( pacientes graves) 92 - fissura - abscesso - estenose - doença perianal (1/3 dos pacientes- abscesso anoperineal) - adenocarcinoma ( menos que RCU)) - perfuração ( é a complicação + temida) - câncer – ADENOCARCINOMA de colón ( ↑ o risco em paciente com pancolite e > tempo de duração da RCU) MANIFESTAÇÕES EXTRAINTESTINAIS - articulares: ARTRITE, -( + em crohn) e se relaciona com a ATIVIDADE DA DOENÇA. SACROILITE e ESPONDILITE ANGUILOSANTE- NÃO se relaciona com a atividade da doença. - dermatológicas: ERITEMA NODOSO 15% ( + em crohn) – indica ATIVIDADE DA DOENÇA - oculares: UVEITE, conjuntivite - hepatobiliares- colelitiase - PIODERMA GANGRENOSO- lesão ulcerada. - COLANGITE ESCLEROSANTE ( obs: a colangite não melhora com o controle da RCU) - ERITEMA NODOSO ( presente em 10% dos pacientes) DIAGNÓSTICO - SOROLOGIA: P- ANCA – ( NÃO CROHN !!!) ASCA + ( SIM CROHN !!!) - ENDOSCOPIA:* Ulcera aftosa ( manifestação inicial + comum)) *Ulceras longitudinais e transversais ( desenho em ladrilho) - TC – ENTEROGRAFIA POR TC ( exame inicial de primeira linha) OBS: faz diagnostico diferencial com doença celíaca - retosigmoidoscopia e colonoscopia - SOROLOGIA: P-ANCA + ASCA - TRATAMENTO OBS: ressecção do Íleo terminal na DC leva a uma ↓ de absorção de sais biliares e consequentemente a - aminossalicilatos- 5 ASA ( induz a remissão) - CORTICOIDE ( para remissão da forma moderada a grave- , se deve realizar TC para excluir abscesso) - ATB : para DC ATIVA, fistulizante ou perianal- canal anal: CIPROFLOXACINA e METRONIDAZOL ( o suo prolongado do metronidazol pode induzir a NEUROPATIA PERIFÉRICA) - IMUNOMODULADORES: AZATIOPRINA – - aminossalicilato ( induz a remissão e ajuda na manutenção) - TTO CIRURGICO ( para casos refratários, displasia/ CA e complicações). ELETIVA: PROTOCOLECTOMIA COM IPAA – complicações: bolsite ( + comum 50%, apresenta febre, sangramento, cólica, aumento das evacuações) e obstrução do delgado 93 diarreia crônica secretória. Se trata com colestiramina.→ Mercaptopurina ( droga de escolha para manutenção) - OBS: o tratamento cirúrgico NÃO CURA a DC, somente se complicar se faz CIRURGIA: ressecção local com anastomose 1a . Contraindicado: > 65 anos e incontinência fecal- realizarão proctocolectomia total com ileostomia. URGENCIA: COLECTOMIA TOTAL A HARTMAN ( para megacolón toxico e dça grave fulminante) OBS: o tratamento cirúrgico CURA a RCU 3)- DIARREIA SECRETORIA- diarreia aquosa, volumosa, indolor, que persiste em jejum . Exemplo: SX. CARCINOIDE , VIPOMA, CARCINOMA MEDULAR DE TIREOIDE E ADENOMA VILOSO COLORRETAL. VIPOMA ou SX. De Verner- Morrison EPIDEMIOLOGIA CLINICA E DIAGNOSTICO TRATAMENTO Tumor neuroendócrino secretor de VIP ( polipeptideo intestinal vasoativo). *LOCALIZAÇÃO: pâncreas ( + na cauda do pâncreas) O VIP ↑ a secreção de fluidos e eletrolíticos no lúmen intestinal, levando a diarreia aquosa. - acomete crianças de 2 a 4 anos e adultos de 30 a 50 anos. - esta associado com a SX. De NEM 1 * hiperparatiroidismo 1ª * tumor hipofisario * gastrinoma - no momento do diagnostico 60 a 80% já tem metástase. - diarreia aquosa; volumosa (>700ml/dia) - NÃO melhora com jejum - alta concentração de Sódio - ↓ POTÁSSIO ( hipocalemia) e CLORO ( hipocloridria em 75% ) - ↑ CALCIO e GLICOSE - rubor cutâneo ( FLUSH) DX: - dosagem do VIP > 200 + TC . - hidratação e correção dos distúrbios hidroeletroliticos - cirurgia para ressecção do sitio primário - OCTREOTIDEO: para controle da diarreia, ele bloqueia a secreção do VIP. TUMOR CARCINOIDE SINDROME CARCINOIDE CLÍNICA DA SX. CARCINOIDE TRATAMENTO - é um tipo de tumor neuroendócrino que secreta principalmente SEROTONINA. - LOCALIZAÇÃO + FREQUENTE DO TUMOR CARCINOIDE: apêndice - a maioria dos tumores são pequenos e NÃO fazem a síndrome carcinoide. - 10% dos tumores carcinoides vem associados a NEM – 1 - LOCALIZAÇÃO + FREQ: intestino médio ( é onde se produz mais serotonina) - MENOS de 10% dos tumores carcinoides fazem a SX. Carcinoide, sendo a grande maioria são do intestino médio e os que já apresentam metástase principalmente para o fígado. * TRIADE da SX. CARCINOIDE - flush cutâneo ( rubor facial) - diarreia - lesão orovalvar ( o ♥ direito é + acometido( insuficiência tricúspide) - é PATOGNOMONICO! - DIAGNÓSTICO: Excreção urinária de acido 5- hidroxiindolacético + - Ressecção tumoral - controle dos sintomas com OCTREOTIDE. 94 - dosagem de cromogramina A + - TC/ cintiligrafia4)- DIARREIA POR DISMOTILIDADE SX. DO INTESTINO IRRITAVEL CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO - é uma doença funcional e não tem alteração estrutural do intestino. - 10 a 20 % da população - é a CAUSA + FREQUENTE de DIARREIA CRONICA no ADULTO!!! - + freq em ♀ 30-50 anos - é a causa + frequente de diarreia crônica do adulto! - alterações psiquiátricas acometem ate 80% dos pacientes. - dor abdominal tipo cólica - alternância entre diarreia e ou constipação com ausência de doença orgânica - piora da diarreia após refeições. OBS: NÃO ocorre perda de peso! OBS: não interfere no sono! * O exame físico é NORMAL . * PATOGENESE: alteração da motilidade intestinal + hipersensibilidade visceral. - POR EXCLUSAO Critério de ROMA III- - DOR ou desconforto abdominal Recorrente pelo ao menos 3 dias por mês nos últimos 3 meses ; + 2 ou + dos seguintes abaixo: 1- melhora c/ evacuação 2- inicio associado a mudança frequência das evacuações 3- inicio associado a mudança na forma ( aparência) das fezes. - não há cura - redução de cafeína, medicamento que interfere no ritmo, bebidas alcoólicas, estresse, tratar doenças psiquiátricas, comer alimentos ricos em fibras, dieta SEM lactose. 95 PARASITAS INTESTINAIS 1) PROTOZOARIOS: - unicelulares ( não coloca ovo) - NÃO tem EOSINOFILIA - tem que tratar mesmo que assintomático - DIAG: cistos/ trofozoitas nas fezes AMEBÍASE GIARDÍASE AGENTE: Entamoeba histolytica CICLO: vive no intestino grosso sob forma de trofozoita e cisto Invade a mucosa intestinal causa colite, invade o sangue e faz ABSCESSO HEPÁTICO , pulmonar e cerebral. CLINICA:* 90% assintomático * Disenteria( diarreia com sangue e muco) * amebona ( causa lesão estenosante e faz diag. diferencial com neoplasia maligna) * abscesso hepático amebiano DIAG: pesquisa de trofozoita ou cisto nas fezes - EPF: 3 amostras TTO: teclosan ( assintomáticos) ou METRONIDAZOL ou tinidazol ( sintomáticos) ABSCESSO HEPATICO: único; + no lobo D ; + no sexo ♂ jovem. Clinica: dor no HD + febre ↑, sudorese noturna; sinal de TORRES HOMEM + (percussão dolorosa no gradil costal D) Punção: liquido achocolatado; liquido em “pasta de anchova”, sem cheiro DX: sorologia (ELISA) e US OBS: tratar todos os casos de Entamoeba Hystolytica, mesmo os Giardia Lambia Vive no intestino delgado OBS: a água é um meio transmissor do parasita. * período de incubação: 7 a 10 dias. * NÃO há invasão intestinal * Assintomático ou diarreia alta NÃO invasiva * Ma absorção intestinal - diarreia com restos alimentares, esteatorreia, perda de peso, anemia; deficiências de vitaminas. A diarreia NÃO tem muco e nem sangue ( não é invasiva) DIAG:pesquisa de trofozoita ou cisto nas fezes – EPF 3 amostras ou detecção de antígeno TTO: tinidazol ou METRONIDAZOL - OBS: fazer controle da cura com exame parasitológico - Não responde ao tratamento com mebendazol!!!!!!! 96 assintomáticos. Existem outras espécies de amebas que fazem parte do intestino humano e NÃO DEVEM SER TRATADAS (entamoeba díspar, entamoeba coli, endolimax nana, entamoeba hartinani, loboameba butschili). 2) HELMINTOS – Rash cutâneos - Pneumonia intersticial - EOSINOFILIA ASCARIDIASE ANCILOSTOMIASE ESTRONGILOIDIASE AGENTE: Ascaris lumbricoides - é o helminto mais prevalente do mundo! - + comum em crianças de 2- 10 anos - baixo níveis socioeconômicos - CICLO: verme vive no jejuno, contaminação após ingestão de H2O ou alimentos contaminados, passa pelos PULMÕES – ciclo de loss, causa tosse seca irritante, pneumonia intersticial, com eosinofilia – ciclo pulmonar larvário = síndrome de LOEFFLER) - RX: infiltrado intersticial múltiplo e MIGRATÓRIO no pulmão. - pode causar OBSTRUÇÃO intestinal (40% das obstruções intestinais agudas pediátricas)- - imagem em MIOLO DE PÃO no intestino. - DIAG: - pesquisa de ovos nas fezes - pode ser observadas larvas no escarro - TTO: sempre deve ser tratado!! * Necatur americanus (AMARELAO ou DÇA DO JECA TATU)- a infecção ocorre por via percutânea. * Ancylostoma duodenalis – a infecção se da por via percutânea e também por via oral, pela água e alimentos contaminados. - associada ao baixo nível econômico. - CICLO: penetração das larvas através de pés descalços, faz ciclo pulmonar- sx. De LOFFLER, e se aloja no duodeno e jejuno proximal→ causa ANEMIA FERROPRIVA e DERMATITE PRURIGINOSA, causa EOSINOFILIA. - acomete mais pessoas que vivem no meio rural e com habito de andar descalço. -DIAG: ovos nas fezes - TTO: ALBENDAZOL e MEBENDAZOL OBS: NÃO confunda ancilostomíase com Strongyloides stercoralis CICLO: larvas eliminadas nas fezes – e através do SOLO CONTAMINADO- penetração na pele sã- pulmão -sx de LOFFLER – se aloja no duodeno-jejuno, pode causar DUODENITE PARASITARIA (cursa com sx dispeptica) - causa SEPSE ( estrongiloidiase disseminada causa sepse por gran – entérico), pacientes que tomam corticoide ou imunocomprometidos ou desnutridos graves.) OBS: deve ser tratado da parasitose todas as vezes antes de iniciarmos imunossupressão. - parasita associada a MENINGITE SÉPTICA por E. COLI - causa erupção SERPENTINOSA com rápida progressão na pele – LARVA CURRENS (larva que corre) - DIAG: pesquisa de larvas RABDITOIDES nas 97 ALBENDAZOL E MEBENDAZOL - obstrução: PIPERAZINA + OLEO MINERAL + ANTIESPASMODICO + HIDRATAÇAO LARVA MIGRANS CUTANEA (bicho geográfico) causado pelo ANCYLOSTOMA BRAZILIENSE. Diagnostico é feito por exame clinico da pele. fezes ( método de Baermann e Moraes) + sorologia - TTO:- TIABENDAZOL( 25 a 50mg/Kg 3 x ao dia por 5 dias) ,ALBENDAZOL, IVERMECTINA - Melhoria da rede de esgoto. TOXOCARIASE ENTEROBIASE- OXIURIASE Toxocara canis – LARVA MIGRANS VISCERAL CICLO: cães infectados – ovos nas fezes – ingestão do ovo- ciclo pulmonar –sx de LOFFLER- sintomas SISTEMICOS - CLINICA: HEPATOMEGALIA, INTENSA EOSINOFILIA, LEUCOCITOSE. OBS: geralmente não esta presente dor abd, diarreia, vomito e náuseas. OBS: é o helminto que mais causa eosinofilia OBS: o paciente pode evoluir com manifestações oftalmológicas ( pela larva migrans ocular); levando a uveite e inflamação no vítreo. - DIAG: SOROLOGIA + para T. canis (ELISA) EXAME DE FEZES será NEGATIVO - TTO: é autolimitada e nos casos graves – CORTICOIDE - Enterobius vermiculares - É o único helminto que ATINGE TODA CLASSE SOCIAL ( do pobre ao rico) - é o único helminto que NÃO OBSERVA EOSINOFILIA nas maioria dos casos - vive no intestino grosso e libera seus ovos na região anal - causa PRURIDO ANAL - DIAG: fita gomada - TTO: pomada de pivinio ou pomada de pirantel MEBENDAZOL ( 3 DIAS CONSECUTIVOS) OU ALBENDAZOL (DOSE ÚNICA) TRICURIASE - Thichuris trichiura - causa PROLAPSO RETAL; - VIVE NO CECO - comum em comunidades rurais pobres - as crianças pode apresentar carga viral alta e anemia ferropriva alta. TENÍASE e NEUROCISTICERCOSE ESQUISTOSSOMOSE - Tenia solium (PORCO); e Tenia saginata ( BOI) - ingestão de carne contaminada - ELIMINAÇAO DE PROGLOTES NAS FEZES - DIAG: detecção de ovos ou PROGLOTES nas fezes. CISTICERCOSE - Schitosoma mansoni É um helminto que possui característica única, em vez de parasitar o intestino, ele PARASITA OS VASOS SANGUÍNEOS - circulação porta; após ser fecundado nesse território a fêmea migra ate a junção retossigmoide onde ocorre a ovipostura. O ovoentão segue 3 caminhos: * plexo venoso RETAL ( pode ser eliminado pelas fezes e contaminando a H2O ) ou fica retiro na mucosa retal ou volta pra corrente sanguínea e atinge órgãos como o FÍGADO. * quando o ovo entra em contato com a H2O, ele penetra no caramujo; após 1 mês dão 98 - Agente: TENIA SOLIUN (PORCO) - homem ingere ovos e proglotes que vai para SNC, músculos, olhos... - CLINICA: CRISE CONVULSIVA na neurocisticercose. - DIAG: clinica + neuroimagem ( microcalcificação, lesões císticas com escolex) + teste sorológico + LCR ( pleocitose, EOSINOFILORRAQUIA) + historia de exposição. - TTO: TENIASE: PRAZIQUANTEL , MEBENDAZOL, ALBENDAZOL NEUROCISTICERCOSE: PRAZIQUANLTEL x 21 dias + DEXAMETASONA ou ALBENDAZOL por 30 dias + METILPREDINISOLONA. origem a centenas de cercarias que saem do caramujo e ganham as águas dos lagos e córregos, penetram na pele SADIA do ser humano. - REGIOES ENDÊMICAS NO BRASIL: do MA ate MG. - CLINICA: ESQUITOSSOMOSE AGUDA: - dermatite cercaniana ( bastante pruriginosa) e depois de 4 a 8 sem → - febre de KATAYAMA ( febre alta eosinofilica; calafrios; sudorese noturna, anorexia; dor abdominal , diarreia.) - hepatoesplenomegalia - eosinofilia marcada - DIAG: sorologia ( OBS: na fase aguda não se encontra ovos nas fezes, somente na crônica) ESQUITOSSOMOSE CRÔNICA: - formação de FIBROSE GRANULOMATOSA intra-hepatico pré-sinusoidal ( fibrose de Symmers), que leva a Hipertensão Porta, formação de varizes do esôfago e esplenomegalia congestiva ( a esplenomegalia pode ser de GRANDE MONTA!). Pode também causar hipertensão pulmonar e cor pulmonale. - Pode causar GLOMERULONEFRITE ESQUITOSSOMOTICA ( tipo mais comum é a MEMBRANOPROLIFERATIVO)- presente em ate 15%. - NEUROESQUITOSSOMOSE ( meilorradiculite esquitossomótica ou MIELITE TRANSVERSA- apresenta perda de foca muscular em MMII e arreflexia; dor lombar) - DIAG: pesquisa de ovos nas fezes através do método LUTZ e KATO- KATZ e por biopsia da mucosa retal. NOTIFICAÇÃO COMPLUSÓRIA em áreas não endêmicas ou todas as formas graves. - TRATAMENTO: PRAZIQUANTEL ( não usar em grávidas, amamentação; crianças < 2 anos, insuf. Hepática e renal) 99 SÍNDROME EDEMIGÊNICA- DERRAMES CAVITÁRIOS : Derrame Pleural; Ascite ( GASA ≥ 1,1 é transudado e ≤ 1,1 é exsudado) e Derrame Pericárdico ( todos são exsudados) DERRAME PLEURAL ETIOLOGIA DIAGNÓSTICO Acúmulo anormal de líquidos entre as pleuras visceral e parietal. ÷ DP em transudado e exsudado. PATOGÊNESE: * TRANSUDADO: ↑ P. hidrostática capilar ( ex: IC) ↓ P . coloidosmotica do plasma ( ex: sx. Nefrotica) * EXSUDADO: ↑ permeabilidade capilar ( ex: infecção, neoplasia) Obstrução linfática OBS: Qual a principal causa de DP em pacientes JOVENS no nosso meio? TBC ( atinge + do lado E) e o diagnostico se da através de BIOPSIA ( presença de granuloma caseoso) OBS: o DP do pós-operatório de cirurgia cardíaca é do tipo exudativo!!! * TRANSUDADO: - ICC ( + comum) - Sx. Nefrotica - Cirrose - Desnutrição proteica - Mixedema (hipotireoidismo) - atelectasia - Sx. Da veia cava superior - TEP ( 20% dos casos) * EXSUDADO: ( cursa com↓ glicose < 60 ) - Pneumonia ( derrame para pneumônico)- + comum! Pode apresentar glicose MUITO BAIXA ( < 30) - Empiema pleural e Abscesso Pulmonar - TBC - glicose ↓, ADA ↑ ( > 40), RICO em Linfócitos e POBRE em células mesoteliais (<5%) → fazer BIPSIA para confirmar! - Carcinoma - RICO em células mesoteliais - Artrite reumatoide:Pode apresentar glicose MUITO BAIXA (< 30) ( cursa com↑ amilase) - Pancreatite - Ruptura esofágica - carcinoma ( cursa com ↑ triglicerídeos ( > 110 mg/dl) - Quilotórax - sx. De Meigs - TEP – 80% dos casos 1) TORACOCENTESE - deve haver no mínimo 300 ml de liquido na cavidade pleural, que corresponde a uma “lamina”> 1 cm de liquido no RX na incidência de “laurell”( dec. Lateral do lado do derrame) CRITÉRIOS DE LIGHT 1 ou + = exudado!!! - proteína pleural/proteína sérica > 0,5 - LHD pleural/ LDH sérico > 0,6 - LDH pleural > 200 ou > 2/3 dos valores normais. ... Outros dados que sugerem que é DP do tipo exsudado e tem acurácia semelhante aos critérios de Light: - proteína total > 2,9 - colesterol > 45 mg/dl 2) ASPECTO DO LIQUIDO - turvo: derrame inflamatório - leitoso : quilotorax - Hemorrágico: acidente por punção, Ca ou TEP - purulento: empiema 3) CITOMETRIA DIFERENCIAL - predomínio de PMN: pensar em pneumonia ( derrame para pneumônico), TEP, pancreatite - mononucleares ( linfócitos ou monócitos): AR, Câncer, TBC Colagenoses, sarcoidose, quilotorax - Eosinófilos: doença parasitaria ou fungica, hidropneumotorax, infarto pulmonar, asbestoses. 100 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA INSUF. CARDÍACA CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Desordem estrutural ou funcional com perda habilidade do ventrículo se encher ou ejetar o sangue, Sendo incapaz de garantir o DC adequado. Leva a uma Sx. Congestiva ( acumulo de sangue no aparelho circulatório). EPIDEMIOLOGIA: - o avanço da terapêutica tem contribuído para o AUMENTO da PREVALÊNCIA ( n° de casos novos e antigos) da doença. OBS: a principal causa de IVD é a evolução da própria IVE. - IVE é + comum que IVD. O que é REMODELAMENTO CARDÍACO? É resposta à sobrecarga hemodinâmica e efeitos direto de mediadores neuro-humorais ( angiotensina II, * DIREITA E ESQUERDA →D: congestão do tipo sistêmica ( jugular, fígado e MMII) →E ( + comum): congestão pulmonar * CRÔNICA E AGUDA - AGUDA: principal causa é o IAM, ou miocardite aguda, crise hipertensiva grave. Os paciente com IC aguda podem se apresentar com: Edema Agudo de Pulmão e Choque Cardiogênico. - CRÔNICA: > 6 meses. * SISTÓLICA E DIASTÓLICA - SISTÓLICA ( + freq): ocorre redução da força contrátil do miocárdio. ↓ FE( fração de ejeção): < 45% ( normal é 50-65%): ao ejetar menos sangue → ↓ DC, ocorre ativação do sistema Renina- agiotensida- aldosterona- retendo H2O e NA, ↑ * CLÍNICO * MARCADORES: - ↑ BNP > 100: ele é indispensável para diferenciar se a dispneia é origem cardiogênica ( BNP elevado) ou de origem pulmonar ( BNP normal). - Pró-BNP: define prognostico > 300-400. OBS: quanto mais grave for IC, mais elevado será o BNP. * RX: - Inversão do padrão vascular pulmonar ( devido a congestão pulmonar) - cardiomegalia - derrame pleural - linhas B de Kerley * ECOCARDIOGRAMA- DOPPLER TRANSTORÁCICO * CRITÉRIOS DE FRAMINGHAM ( sinais clínicos e radiológicos): 2 > Ou 1 > e 2< - MAIORES: * IC – SISTÓLICA 1)- DROGAS QUE APENAS ALIVIAM OS SINTOMAS (diuréticos e digitálicos) *DIURÉTICOS: -↓ pré e pós-carga e aliviam a sobrecarga ventricular - devem ser prescrito a todo paciente SINTOMÁTICO, e deve ser usado em associação a outras drogas com IECA e β-BLOQ. * FUROSEMIDA ( lasix): 20-40 mg/dia VO 2 x ao dia. ( diurético alça.) * HIDROCLOROTIAZIDA ( tiazidico): bom para pacientes menos sintomáticos. Dose: 12,5 a 25 mg/dia * FUROSEMIDA IV: para pacientes descompensados. OBS: os diuréticos devem ser tomados associados a restrição de sódio na dieta ( 4g de sal/dia). O paciente deve perder entre 0,5 a 1 kg por dia de peso na 1ª semana de tratamento. EFEITOS ADVERSOS: - ↓ K; ↓ Mg, alcalose metabólica e hipovolemia. * DIGITÁLICOS: - são drogas inotrópicas + ( cardiotônico) e podem ser usadas a longo prazo na IC sistólica - ↑ a contratilidade do miocárdio - indicado para Fibrilação atrial em IC ( inibição do NA) - NÃO aumenta a sobrevida do paciente, MAS reduz as descompensações e a taxa de hospitalização . - NÃO é mais considerado droga de 1ªlinha na IC sistólica. - NÃO usar na IC diastólica * DIGOXINA ORAL : 0,125 a 0,25 mg/dia 1 x ao dia. - meia –vida de 36 hrs 101 aldosterona, noradrenalina). Que leva ao remodelamento cardíaco: - ventrículo dilatado - degeneração e apoptose dos miócitos - fibrose miocárdica - redução da sobrevida do paciente. CLÍNICA: IVE ( ESQUERDA)→ leva a congestão pulmonar: -cansaço aos esforços, fadiga, e intolerância a esforço físico. - dispneia aos esforços; ortopneia ( dispneia da posição supina, que alivia imediatamente quando paciente senta) - DPN ( asma cardíaca) : taquidispneia acompanhada de tosse, que acorda o paciente à noite, acompanhado de sibilância)- demora um pouco para melhorar os sintomas após levantar-se - Derrame Pleural do tipo transudado ( + comum do lado D) volemia e o RV ao ♥, o ventrículo com disfunção sistólica acumula sangue e torna-se dilatado ( dilatação ventricular- cardiomegalia→ SOBRECARGA DE VOLUME ( ↑ volume de enchimento ventricular- vol. Diastólico final= PRÉ-CARGA excessiva). Ex. principal são as regurgitações valvares, em resposta ao estresse sistólico ocorre HIPERTROFIA VENTRICULAR EXCÊNTRICA. Ocorre liberação de hormônios: ↑ADH, e noradrenalina que leva a vasoconstrição e provoca ↑ RVP e surge o ↑ PÓS- CARGA ( é definida como a resistência imposta à ejeção ventricular na sístole) ou seja vasocontrição é = A:aumento da jugular e refluxo hepatojugular B: presença de B3 C: cardiomegalia D:diurético terapia perda > 4,5Kg E: estertores pulm.- EAP RESUMO do DX... - SISTÓLICO: - FE < 45% - ↑ diâmetro do VE- cavidade aumentada - Presença de B3 - Cardiomegalia no RX- hipertrofia excêntrica. - ictus do VE difuso e desviado - DIASTÓLICO: - FE normal ( > 45%) - Cavidade normal- Hipertrofia concêntrica com ↑ da P. enchimento do VE. - Sinais de disfunção no Doppler mitral ( déficit de relaxamento ou padrão restritivo) - presença B4 - ictus do VE normal - predomina em ♀ idosas hipertensas. - apresenta índice terapêutico estreito entre o efeito clinico e toxidade ( > 2 ng/ml) * FATORES QUE ↑ RISCO DE INTOXICAÇÃO: ↓ k ( o K protege o miocárdio contra o efeito digital) ;↓ Mg ; ↑ Ca; insuficiência renal ; hipotireoidismo; hipoxemia e idade avançada. * DROGAS QUE ↑ NÍVEL DE DIGOXINA: - amiodarona, verapamil, itraconazol, quinidina, eritromicina, ciclosporina, espinorolactona. *ECG:- extrassístole ventricular ( + precoce e + comum) -Taquicardia ventricular bidirecional - Taquicardia atrial com BAV 2:1 * COMO TRATAR A INTOXICAÇÃO DIGITÁLICA: - retirar a droga e dosar níveis séricos - avaliar níveis de K e Mg - atropina ( em caso de bradiarritmia importante) ou Marca passo transcutâneo. -fenitoína- IV ( em caso de taquiarritmia ventricular) ou Lidocaína IV. Se deve evitar cardioversão pelo risco de FA e assistolia. - antídoto da digoxina: anti-FAB * QUAL ACHADO ECG QUE É ENCONTRADO NA IMPREGNAÇÃO DIGITÁLICA? INFRA de ST “escavado” ou em “pá de pedreiro” 2- DROGAS QUE ↑ SOBREVIDA: - agem inibindo os efeitos neuro-humorais do remodelamento cardíaco . * BETA-BLOQUEADORES - inibe o efeito da noradrenalina ( são inotrópicos – ), ↓ a hipertrofia do VE e melhora o edema. - Indicação: assintomático estágios B ou sintomáticos ( 102 - estertorização bibasal IVD ( DIREITA)→ leva a congestão sistêmica: - cansaço aos esforços - Turgência jugular - refluxo hepatojugular - hepatomegalia ( pode evoluir com cirrose, insuf. Hepática nos casos crônicos.) - sinal de Kussmaul ( aumenta da jugular na inspiração) - Ascite ( de alto gradiente ≥ 1,1), derrame pleural - edema simétrico gravidade – dependente COM CACIFO (MMII e bolsa escrortal) - diarreia. IC AVANÇADA: * respiração de CHEYNE- STOKES: período alterado de apneia e respiração profunda e rápida ( taquipneia)- ocorre devido a diminuição do DC e ↓ da sensibilidade do centro respiratório à PaCO2 arterial. Pós-carga alta. Formula da FE: FE é ≠ entre vol. Diastólico final e vol. Sistólico final ÷ pelo vol. Diastólico final. - PRINCPIAL CAUSA DE IC sistólica AGUDA: IAM - PRINCIPAL CAUSA DE IC sistólica CRÔNICA: - dça coronariana aterosclerótica- isquemia; - HTA - miocardiopatia DILATADA. - DIASTÓLICA: ocorre resistência ao enchimento ventricular ( ↑ P. de enchimento). FE normal ( > 45%) e NÃO há dilatação ventricular ( os ventrículos estão rígidos)→ SOBRECARGA DE PRESSÃO ( pós-carga excessiva- ↑ resistência imposta a ejeção ventricular e leva a HIPERTROFIA VENTRICULAR CONCÊNTRICA) - mais comuns em IDOSAS ESTADIAMENTO A: paciente tem FATORES DE RISCO para IC ( HAS, aterosclerose, diabetes, obesos, dislipdemia...), mas NÃO tem alteração estrutural e nem sintomas. B: apresenta alteração ESTRUTURAL ( IAM prévio, hipertrofia do VE...) , mas NÃO apresenta sintomas→ TTO: IECA + β - BLOQ. OBS: pacientes em estagio B não tem sobrecarga de volume, portanto não precisa usar diurético!!!!. C: alteração estrutural + SINTOMAS.→ IECA + β- BLOQ + DIURÉTICO D: paciente REFRATÁRIO ao tratamento. CLASSE FUNCIONAL DE NYHA: 1- dispneia a GRANDES esforços- sem limitações nas atividades cotidianas- tolera 6 METs na NYHA de I a IV) - NÃO deve ser usado em IC DESCOMPENSADA Tipos de drogas que tem benefícios comprovados na IC sistólica: * CARVEDILOL: dose inicial: 3,125 mg/ 2x/dia Dose plena: 25 mg/2x/dia * BOSIPROLOL * SUCCINATO DE METOPROLOL OBS: inicialmente eles pioram os sintomas do paciente, mas depois do 3ª mês melhora!!! Para que o paciente tolere esta fase, ele deve esta compensado, usar associado a diuréticos e IECA e começar com doses baixíssimas e vai aumentando a dose de 2 em 2 semanas. - CONTRAINDICAÇÕES : - paciente DESCOMPENSADO - asma ou broncoespasmo - bradicardia sintomática ( FC < 50) e - hipotensão sintomática ( OBS: o carvedilol ainda mais a PA do paciente em relação aos outros) OBS: em caso de descompensação aguda do paciente que toma betabloqueador se deve somente suspender caso sinais de hipoperfusão periférica ( hipotensão), nos demais casos se deve manter a dose do betabloqueador! * IECA - causa vasodilatação com redução da pós-carga, e ainda permite acumulo de bradicinina que causa tosse e angioedema. - ↓ a hipertrofia do VE - indicação: IC sistólica SINTOMÁTICA e assintomático estagio B, C e D e NYHA I, II, III e IV. Tipos: * CAPTOPRIL: dose inicial: 6,25 mg/3x/dia- dose Max: 50 mg/3x/dia 103 IC DESCOMPENSADA: - principal causa: má aderência ao tratamento farmacológico. OBS: os β-BLOQ só devem ser suspensos em caso de hipotensão arterial com sinais de má perfusão periférica. * Classificação do perfil Clinico hemodinâmico do paciente: - perfil A: quente e seco : boa perfusão sistêmica e SEM congestão. É considerado normal!!. - perfil B: quente e úmido: boa perfusão e COM congestão. É o perfil + comum nas descompensações e deve ser tratado com diurético. - perfil C: frio e úmido: MAL perfundido e COM congestão . Deve ser tratado com inotrópico ( dobutamina) - perfil L: frio e seco: MAL perfundido e SEM congestão. Fazer reposição volêmica cautelosa. hipertensas do sexo ♀; obeso e raça negra, diabéticas. PRINIPAL CAUSA da IC diastólica: HTA ( hipertrofia concêntrica da parede do VE) ...outras causas: - miocardiopatia HIPERTROFICA - miocardiopatia RESTRITIVA - amiloidose, sarcoidose, hemocromatose, pericardite constritivas. OBS: apresenta melhor prognosticoque a IC sistólica/ * ALTO E BAIXO DEBITO - ALTO: Tireotoxicose, beribéri ( déficit de Vit. B1- tiamina, comum em paciente alcoólatra)), fistula arteriovenosas, anemia, febre; doença de Paget, meiloma múltiplo - BAIXO ( ↑ resistência vascular sistêmica) + freq: cardiopatia isquêmica, hipertensiva, vavulopatias. ergometria. TTO: IECA + β- BLOQ. 2- dispneia a MÉDIOS esforços. EX: varrer casa, subir escada...) – tolera 4- 6 METs na ergometria. TTO: IECA + β- BLOQ. 3- dispneia PEQUENOS esforços. EX: andar devagar, vestir-se... tolera < 4 METs na ergometria. TTO: IECA + β-BLOQ + ESPIRONOLACTONA OBS: pode acrescentar diurético na terapia. 4- dispneia em REPOUSO. EX: pentear cabelo, levantar da cama...) não tolera ergometria.- sobrevida em 1 ano de 50%. TTO: ESPIRONOLACTONA + IECA + β-BLOQ - DIURÉTICO- ( se tiver congestão) - DIGITÁLICO- ( só usar em pacientes refratários, ou seja, pacientes que permanecem sintomáticos mesmo com uso otimizado * ENALAPRIL: dose inicial: 2,5 mg/2x/dia- dose Max: 10 mg/2x/dia OBS: na sobrecarga de volume um diurético deve ser sempre associado ao IECA> - CONTRAINIDCAÇÕES: ↑ k > 5,5 Creatinina > 3 Estenose bilateral da Artéria Renal. Hipovolemia, hipotensão com PA < 80 mmHg. Angioedema ( inchaço causado pelo IECA através do ↑ da bradicinina podem causar angioedema reversível com a suspensão da droga) OBS: pacientes negros se beneficiam menos que os brancos com o IECA. * BRA ( BLOQUEADORES DOS RECEPTORES DA ANGIOTENSINA) - indicação: em pacientes que não toleram IECA por tosse ou angioedema Tipo: * CANDESARTAN * VALSARTAN - CONTRAINDICAÇÕES: as mesmas do IECA. * ANTAGONISTA DA ALDOSTERONA - indicação: IC SINTOMÁTICA classe III e IV da NYHA. - Tem efeito na prevenção do remodelamento cardíaco. Tipo: * ESPIRONOLACTONA: a dose de ser baixa pra evitar hipercalemia – 25-50 mg/dia. - CONTRAINDICAÇÕES: ↑K > 5 Cratinina > 2 – 2,5 mg/dl * HIDRALASINA + NITRATO - aumenta a sobrevida em NEGROS. - indicação: paciente que NÃO pode usar IECA ou BRA, 104 * FIBRILAÇÃO ATRIAL: É a arritmia atrial mais frequente na IC. - droga pra indicada para o controle da FA é digoxina + β-BLOQ OBS: a digoxina esta contraindicada em IC DIASTÓLICA. Droga utilizada para manutenção do paciente após cardioversão para prevenir o retorno da FA é a amiodarona. * paciente DIABÉTICO + IC: Contraindica o uso de METFORMINA ; TIAZOLIDINEDIONAS ( rosiglitazona). das drogas de 1ª linha , porque leva a intoxicação.) - HIDRALASINA + NITRATO * TRATAMENTO DE EDEMA AGUDO DE PULMÃO 1- O2 a fluxo continuo 2- DIURÉTICO: FUROSEMIDA IV- 40 mg IV ( 2 ampolhas) ou 0,5-1 mg/kg 3- NITRATO: ↓ pré-carga DINITRATO DE ISORBIDA ( isordil)- 5mg SL 4- MORFINA: 2 a 4 mg IV- geralmente dilui 1 ampolha de 10 mg ( 1 ml) em 9 ml de SF: ↓ pré-carga pela venodilatação e sensação dispneia 5- P/ paciente HTA: CAPTOPRIL 25 mg SL ou VO P/ HTA refratária ou muito grave: NITROPRUSSIATO DE SÓDIO: 0,5-10 mcg/kg/min devido a ↑ K e insuficiência Renal. Paciente que ainda permanece sintomático apesar do uso de diuréticos + IECA + β-BLOQ, especialmente na raça NEGRA. INDICAÇÃO P/ ANTICOAGULAR: - FA persistente ; - embolia previa ou TEP em parente de 1ª grau ; - cardiopatia dilatada; - amiloidose TERAPIA INTERVENSIONISTA * MARCA-PASSO ( terapia de ressincronização) - IC sistólica, NYHA III e IV refrataria a terapia - FE ≤ 35% - QRS alargado ≥ 12 s ou 120 ms * TRANSPLANTE ♥: - choque cardiogênico refratário - dependência de aminas para manter a homeostasia - ergometria com VO2 max. De 10 ml/Kg/min - sintomas de angina grave que limita a atividade diária que não diminui por angioplastia ou revascularização cirúrgica. - arritmia ventricular sintomática, refrataria a tratamento * IC-DIASTÓLICA: - fazer o controle rigoroso da Pressão Arterial e FC. - tratar paciente com sintomas de congestão com DIURÉTICOS ( furosemida , tiazidico) - tratar a HTA com : IECA , BRA, 𝛽- BLOQ , antagonista de Ca ( verapamil ou diltiazem). - Revascularização miocárdica em paciente com IC diastólica refrataria - FA: β- BLOQ , amiodarona * CONTRAINDICAÇÃO: digitálico ( digoxina)- porque o problema NÃO esta na contratilidade do miocárdio. 105 CAUSAS DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA- MIOCARDIOPATIAS: CARDIOMIOPATIA DILATADA CARDIOMIOPATIA RESTRITIVA CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA * causa tipicamente: IC SISTÓLICA - doença primaria do músculo cardíaco. * ETIOLOGIA: - idiopática ou primária : + comum em ♂ negros entre 30 e 50 anos - álcool - doença de chagas: síndrome clinica: ICC ( acomete mais o VD, apresenta bloqueio de ramo D) + arritmia + tromboembolismo. - periparto: aparecimento de cardiomiopatia em gestantes sem doença previa, entre ultimo trimestre de gestação ate 6ª mês pós-parto. Caracteriza-se por dilatação ventricular E com disfunção SISTÓLICA. * ECOCARDIOGRAMA - dilatação e disfunção do VE - insuficiência MITRAL e TRICÚSPIDE * EXAME FÍSICO - ictus desviado e difuso - B3 - hipofonese de B1 - sopro de insuficiência MITRAL secundária. MIOCARDITE - infiltrado inflamatório e degeneração de miocitos. Caracterizado por DILATAÇÃO do VE e instalação de IC AGUDA. - A ETIOLOGIA + comum é VIRAL ( vírus Coxsackie e enterovirus) - Clinica: quadro viral inespecífico ( febre, prostração , mialgia..) + sinais de ICC * causa tipicamente: IC DIASTÓLICA * ETIOLOGIA: - amiloidose ( causa + comum): no Ecocardiograma apresenta miocárdio cintilante e na RNM contraste tardio do endocárdio com gadolínio. Prognostico ruim! - hemocromatose - sarcoidose- para confirmar o DX. Solicitar Holter e ecocardiograma e biopsia endomiocardica. - encardiomiopatia eosinofilica de Loeffler - cardiomiopatia restritiva idiopática -endocardiomiofibrose * ECOCARDIOGRAMA - ↑ da espessura da parede do VE - função do VE normal ou discretamente ↓ - B4 * Clinica de IC diastólica - ictus de VE tópico - pulso venoso em “ W “ou em “ M ” - sinal de Kussmaul * causa tipicamente: IC DIASTÓLICA + angina * ETIOLOGIA: - doença genética ( 50% tem historia familiar + - nesta caso os familiares devem passar por triagem com ecocardiograma cada 1 a 2 anos entre os 12 e os 20 anos.)- principal causa de morte súbita em atletas! O paciente possui hipertrofia do VE CONCENTRICA e frequentemente assimétrica. OBS: já na cardiopatia HIPERTENSIVA a hipertrofia é SIMÉTRICA. * FORMAS DE APRESENTAÇÃO: - hipertrofia SEPTAL assimétrica ( + comum) - hipertrofia APICAL assimétrica * CLINICA: - dispneia aos esforços ( pela IC diastólica) - angina pectoris ( pela isquemia do miocárdio) - sinal de ↓ debito ( sincope), geralmente durante o esforço físico. * ECOCARDIOGRAMA - hipertrofia septal ASSIMÉTRICA na maioria dos casos - movimento anterógrado sistólico da valva mitral → estenose subaórtica funcional * EXAME FÍSICO - ictus propulsivo - B4 - sopro SISTÓLICO ejetivo é RUDE, em forma de diamante e que ocorre logo após a 1ª bulha ( pela insuf. Mitral ou estenose subaórtica pela hipertrofia do miocárdio obstrutiva)→ AUMENTA de intensidade com a manobra de VALSALVA e posição ortostática e DIMINUI com handgrip e posição de CÓCORAS. 106 HIPERTENSÃO PULMONAR HIPERTENSÃO PULMONAR CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO P. arterial Pulmonar > 25mmHg em repouso e > 30 mmHg durante o exercício na presença de P. capilar pulmonar < 15mmHg.. * CAUSAS: - idiopática ( > incidência em ♀ e jovens) - familiar - associadaa: colagenose ( sx. De CREST/ esclerodermia), hipertensão portal, shunts congênitos sistêmico-pulmonares, HIV, drogas anorexígenas - HAP persistente do RN - esquitossomose - dispneia aos esforços, fadiga, fraqueza e sincope ( esta relacionado a baixos débitos cardíacos) - dor torácica por distensão da artéria pulmonar ou isquemia miocárdica. - falência do VD com congestão sistêmica - fenômeno de Reynaud em 30% dos pacientes. EXAME FÍSICO: - hiperfonese de P2, ictus de VD e B4 de VD - B3 de VD e sopro de insuficiência tricúspide em casos avançados. *RX: abaulamento do 2ª arco à E, ↓ da vascularização pulmonar, ↑ do AD e VD – “coração em bota”. * ECG: sobrecarga do VD *TRIAGEM: ECOCARDIOGRAMA- DOPLLER → estima a PA pulmonar sistólica. * CATETERIZAÇÃO CARDÍACA DIREITA: confirma o DX!!! OBS: A colagenose + frequente associada a HAP é? Esclerodermia ( SX. De CREST) - anticoagulação com Warfarin em TODOS os casos - teste da vasorreatividade aguda positiva: usar bloqueadores dos canais de Cálcio - Pacientes com teste negativo ou refratários: usar análogos de prostaciclina ( epoprotenol, iloprost...); inibidores da fosfadiesterase ( sindenafil...) e antagonistas do receptor da endotelina ( bosentan, ambrisetan) - TTO paliativo: sestostomia atrial - TTO definitivo: transplante pulmonar. QUAIS SÃO AS CUASAS CLASSICAS DE EDEMA SEM CACIFO? * Obstrução linfática ( linfedema- a principal causa de linfedema do mundo é FILARIOSE ou elefantíase e a droga de escolha para tratamento é Dietilcarbamazepina). * mixedema pré-tibial da doença de Graves. O QUE É A doença de MILROY é caracterizada por: LINFEDEMA CONGÊNITO. 107 SINDROME METABOLICA HIPERTENSÃO ARTERIAL HIPERTENSAO ARTERIAL 1® ETIOLOGIA CLASSIFICAÇAO DIAGNOSTICO TRATAMENTO HIPERTENSAO MASCARADA? Consultório normal e fora do consultório elevada. HIPERTENSAO RESISTENTE OU REFRATARIA? PA> 140/90 mesmo usando 3 remédios na dose máxima (sendo um deles diurético) , adicionar ESPIRONOLACTONA ou SIMPATICOLITICOS ou BETABLOQUEADORES, se ainda NÃO responder, adicionar vasodilatadores diretos ( MINOXIDIL e HIDRALASINA) , SE NÃO melhorar pensar em HTA SECUNDARIA, afastar PSEUDORESISTENCIA E MÁ ADESAO AO TTO. - PRIMARIA ou essencial – 90-95% - SECUINDARIA * dça parenquimatosa renal ( + freq) HTA esta presente em 35% da população brasileira com > 40 anos. OBS: a HTA é a principal causa de Hemorragia Intracerebral espontânea (HICE) - PA normal < 120/80 - Pré-HTA 120/39 - 80/89 - HTA I 140/159 – 90/99 - HTA II ≥ 160 – 100 - ISOLADA ≥ 140 < 90 Pressão sistólica isolada é do tipo + comum em idosos (principal fator de risco p/ AVE isquêmico) Com o TRATAMENTO vai buscar chegar numa - PA ALVO: 140/90 -PA ALVO P/ DIABETICOS < 130/80 -PA ALVO P/ RENAL CRONICO <125/75 5 MANEIRAS P/ DX HTA: 1- media de 3 ocasiões no consultório > ou = 140/90 2- MAPA (medida automática a cada 20min por 24 hrs) PADRA0-OURO >130/85 3- MRPA( 3 medidas de manha e 3 a noite x 5 dias) >130/85 4- PA > 180/110 ( em uma única medida) 5- lesão de órgão ALVO: *Coração (HVD) *cérebro (AVC, demência) *rins * vasos sanguíneos (claudicação intermitente) * retina I- estreitamento arteriolar II- cruzamento AV III- manchas algodanosa IV- papiledema - Pré HTA: mudança do estilo de vida e reavaliar em 6 meses - grau I: confirmar em 2 meses e considerar o MAPA e MRPA Grau II: confirmar em 1 mês e considerar MAPA e MRPA - >180/110 : intervenção medicamentosa imediata ou reavaliar em 1 semana TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Grau I: MONOTERAPIA (diurético tiazidico) Grau II: 2 drogas ( tiazidico + IECA ou Bloq. Ca) QUANDO O TIAZIDICO DEIXA DE SER 1ª OPCÃO: - B- BLOQ: coronariopatia, ICC, FA, enxaqueca - IECA/BRA II: diabete, insf. Renal - Bloq. Ca: dça vascular periférica, transplantados x 3 dos 5 critérios confirmam o DX x - Circunferência abdominal : ♀ > 88 e ♂ > 102 x - PA >130/85 x - triglicerídeos > ou = 150 x - HDL : ♀ <50 e ♂ < 40 x - Glicemia > ou = 100 (é o principal fator de risco para doença cardiovascular). 108 EFEITOS ADVERSOS e VANTAGENS TIAZIDICOS IECA “pril” e BRA II “lartan” BETA BLOQUEADORES BLOQUEADORES DE CALCIO EFEITOS ADVEROSOS Dose Max > 25 mg/dia de hidroclorotiazida (dose > que isso não trás benefícios para HTA) 4 HIPO: Hipovolemia Hipo NA Hipo k Hipo Mg 3 HIPER: Hiper uricemia (gota) Hiper Glicemia Hiper trigliceridemia VANTAGENS - retenção de Ca ( ↓ risco de fratura x osteoporose) - ↓ a calciuria ( beneficio para tto de nefrolitiase) - bom para IDOSOS - são diuréticos - Pós- AVC e HAS sistólica EFEITOS ADVERSOS - Hiper K ( Potássio sérico ate 5,5) - ↑ creatinina sérica (aceita ate 3,0) - tosse crônica ( x↑ de bradicina) – no BRA não ocorre!!) - angioedema - ↓ tônus da art. EFERENTE CONTRA-INDICADO IECA - estenose BILATERAL da art. Renal - gestantes VANTAGENS - nefropatas proteinuricos com creatinina < 3 e K normal - ICC sistólico - nefroprotetores - DM com nefropatia ( nefropatia diabética) EFEITOS ADVEROSOS - broncoespasmo - fenômeno de RAYNAUD - NÃO iniciar em ICC descompensada VANTAGENS - angina - ICC SISTOLICA - TAQUIARRITMIAS - PÓS-IAM - enxaqueca - tremor essencial Obs: SÃO DROGAS CARDIOPROTETORAS ( melhor em brancos e jovens) ALFA BLOQUEADOR - bom para hiperplasia benigna de próstata. “dipinas” (age nos vasos) e verapamil (cardioseletiva) EFEITOS ADVERSOS - efeito dose dependente - edema maleolar VANTAGENS - drogas ANTIANGINOSAS ( coronariodilatadoras) - FA - bom para IDOSOS E NEGROS OBS:é a ÚNICA DROGA onde seus efeitos NÃO são inibido pelos AINES QUAL DROGA QUE CAUSA DERRAME PERICARDICO? - minoxidil (2ª linha) QUAL A DROGA ANTIHIPERTENSIVA QUE MAIS PODE LEVAR A ANEMIA HEMOLÍTICA? - Alfametildopa 109 HIPERTENSAO SECUNDARIA 11 SINAIS SUGESTIVOS DE HTA SECUNDARIA: DÇA PARENQUIMATOSA RENAL (RENAL CRONICO) DÇA RENOVASCULAR (HTA DA ATERIA RENAL) HIPERALDOSTERONISMO PRIMARIO FEOCROMOCITOMA SX. DA APNEIA DO SONO - PRINCIPAL causa de HAS 2ª - ocorre a perda da função renal por isquemia - Hiperativação do sist. RENINA-ANGIOTENSINA - insuf. Renal+ edema, ureia ↑, creatinina ↑, proteinuria e hematuria - EXAMES: TFG, USG renal, clearance creatinina - TTO: IECA e BRAII ( cuidado com nível de K e piora da função renal) HIPERALDOSTERONISMO SECUNDARIO - ↑ renina plasmática - SOPRO ABDOMINAL - EDEMA PULMONAR SUBITO - alteração da função renal por IECA e BRA II EXAME PADRAO-OURO: - ARTERIOGRAFIA RENAL TTO: -IECA , BRAII, ANTAG. CA E BETABLOQ. Obs: IECA é contraindicado em estenose bilateral da art. Renal - IMPLANTE DE STENT/ QX - ↑ ALDOSTERONA (no córtex da supra renal) - HTA + HIPO K - ↓ da renina plasmática - adenoma da supra renal - + em jovens com HTA de difícil controle EXAME: - aldosterona sérico (>5) - renina plasmática TTO: - localizar o adenoma e ressecção. - espironolactona CONTRA-INDICADO: - tiazidico (perde k) - Alternância de crise HIPERTENSIVA E hipotensão + PALPITAÇAO, SUDORESE E CEFALEIA - surtos adrenérgicos (libera as catecolaminas) - Tumor na medula da supra renal) EXAME: - METANEFRINA DE 24 H - TC e RM TTO: - SEMPRE CIRURGICO Preparo PRÉ-OPERATORIO: -bloqueio α ( 10 dias antes) e β adrenérgico -RONCO, SONOLENCIA DIURNA E OBESIDADE. EXAME: - polisonografia. TTO: CPAP durante o sono. COARCTAÇAO DA AORTA - é congênito - causa de HTA em criança e jovens - diferença de pulso entre MMSS e MMII x - Inicio súbito precoce ou tardio (<30 e >55) x - HAS grave (180/110) ou refrataria x - HAS labil + tríade do feocromocitoma x - sx Cushing, hipo e hipertiroidismo, hiperparatiroidismo x - presença de massa ou sopro abdominal x - assimetria de pulso femoral x -↑ creatinina, piora da função renal com uso de IECA (estenose da art. Renal bilateral x - ↓ Potássio inexplicada x - proteinuria e hematuria x - apneia durante o sono 110 CRISE HTA URGENCIA EMERGENCIA - NÃO tem lesão aguda de ORGÃO ALVO - PRESSAO >180/120 - NÃO pode ir pra casa- hospitalizar por 8-12 hrs, e só quando sua PA estiver <120/100 ir pra casa. - TTO: drogas VO - FUROSEMIDA, CAPITOPRIL, CLONIDINA ( não suspender essa droga abruptamente, pq pode levar a emergência hipertensiva) - TEM LESAO DE ORGAO ALVO ( infarto, encefalopatia hipertensiva, convulsão, EAP, dissecação da aorta, sx. Coronariana aguda, eclampsia, sx de hellp...) - a PA deve ser reduzida em 20% imediatamente nas 3 1ª hrs com drogas PARENTERAIS ( NITROPRUSSIATO DE SODIO OU LABETALOL), seguida por manutenção com drogas VO OBS: o DIAGNOSTICO de HTA em CRIANÇAS e ADELESCENTE é realizado de forma diferente dos adultos, devendo levar em conta a IDADE, SEXO e ALTURA, com PRESSAO = OU> ao PERCENTIL DE 95. DISLIPIDEMIA COLESTEROL TOTAL TRIGLICERIDEOS – responde bem a exercícios físicos num valor de 150 a 499, > que 500 tratar com FIBRATOS, AC. NICOTINICO, OMEGA 3 HDL- M > 40 e H >50 → dieta e exercício físico, NUNCA tomar remédio! LDL- CONTROLE DO LDL: QTOS FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR?? HAS; IDADE (H:>45 e M:>55); HDL <40, TABAGISMO, HISTORIA FAMILIAR. Cada 1 vale 1 ponto: 0-1: ↓ risco LDL alvo < 160 dieta hipolipidica por 6 meses e se não melhorar- ESTATINA >OU =2: risco intermediário LDL alvo < 130 e deita por 3 meses e se não melhorar ESTATINA >4 : ↑ risco LDL alvo < 100 e para CARDIOPATAS < 70- TOMAR ESTATINA ROSUVASTATINA ( Crestor, Vivacor) – 10 a 40 mg/dia ATORVASTATINA ( Lipitor, Citalor)- 10-80 mg/dia SINVASTATINA ( Zocor, Vaslip) 20 a 80 mg/dia- tomar a noite, tem meia vida curta. PRAVASTATINA e FLUVASTATINA ( lescol) - Estatina + potente, porem + cara. Reservada para os casos + graves. - 2ª estatina + potente. - é a + eficaz para ↓ TRIGLICERÍDEOS. - Estatina + usada no nosso meio - potencia intermediaria. - estatina + SEGURA em usuários de inibidores de protease e RENAIS CRONICOS. 111 DIABETES MELLITUS DIABETES MELLITUS CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO É um distúrbio do metabolismo intermediário, caracterizado pelas condições agudas ou crônicas da hiperglicemia. FISIOPATOLOGIA O que é metabolismo intermediário? É um conjunto de reações responsáveis pela síntese ( anabolismo) e degradação ( catabolismo) de proteínas, carboidratos e lipídios. E quem regula essas reações? INSULINA e HORMÔNIOS CONTRAINSULINICOS. * INSULINA: promove a entrada da glicose na célula, é secretada pelas células β pancreática, é estimulada para sua secreção quando ↑ glicemia após as refeições. ↓ glicemia ↓ corpos cetônicos ↑ anabolismo OBS: como faço para dosar a insulina sanguínea? Através da dosagem do PEPTÍDEO C ( ele é liberado junto com a insulina pelo pâncreas, e apresenta meia-vida mais longa que a insulina - a * TIPO 1 : - doença autoimune: presença de Anti-ICA ( 80%) Anti-GAD ( 70%) Anti-IA-2 ( 60%)- permanece (+) por mais tempo- ideal p/ investigar DM de longa duração ! 2 tipos: * I A: origem autoimune, com autoanticorpos (+) e predomina em caucasianos. * I B: idiopática, com autoanticorpos (-) e mais comum em negros e asiáticos. - deficiência ABSOLUTA na produção de insulina→ destruição completa das ilhotas pancreática. - paciente MAGRO(↑ catabolismo) - inicio antes dos 30 anos, de forma abrupta e sintomática - Peptídeo C indetectável ou níveis < 0,1 ng/dl - insulinodependente - Sintomas clássicos: poliúria, polifagia, polidipsia; perda de peso. * TIPO 2 : ( + comum -90%) - doença genética precipitada por fatores ambientais. ( 80% entre RASTREAMENTO: GLICEMIA DE JEJUM TOTG 75 (2h) HbA1c - qualquer pessoa > 45 anos - para qualquer idade em paciente com sobrepeso (IMC > 25) + 1 dos fatores de risco: * historia familiar de 1ª grau * negros, americanos, asiáticos, moradores da ilha do pacifico * HTA ≥ 140/90 mmHg * dislipidemia HDL < 35 e triglicerídeos > 250 * sedentarismo * SOP * historia de doença cardiovascular *historia de diabetes gestacional *historia de glicemia alterada ou intolerância a glicose ou HbA1c ≥ 5,7% * acantose nigrans, obesidade mórbida PRÉ- DIABETES GLICEMIA DE JEJUM 100-125 TOTG 75 (2h) de 140-199 HbA1c 5,7 a 6,4% 1)- CONTROLE DA GLICEMIA: * HEMOGLOBINA GLICADA < 7% : PADRÃO-OURO para acompanhamento a longo prazo, deve ser solicitada pelo ao menos 2 x/ ano ou de 3 em 3 meses. * GLICEMIA CAPILAR: - P/ DM tipo 1 e gestante:medir a glicemia 3 ou + x/dia Pré-café da manha Pré-almoço Pré-jantar Antes de dormir - P/ DM tipo 2: pelo ao menos 1 ou 2 testes por semana. ALVO GLICÊMICO: GLICEMIA DE JEJUM: < 100 GLICEMIA PRÉ-PRANDIAL < 110 GLICEMIA PÓS-PRANDIAL < 140 OBS: Alvo Glicêmico em pacientes internados: para paciente críticos internados manter alvo glicêmico pós- prandial entre 140 e 180. 2) CONTROLE DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULARES: * HTA: - em paciente DM tipo 2 é encontrada em 40-60% 112 insulina tem meia vida muito curta, sendo difícil sua dosagem) * HORMÔNIOS CONTRAINSULINICOS: são todos hiperglicemiantes, estimulam a produção hepática de glicose- gliconeogênese; ↑ corpos cetônicos ( devido a lipólise extrema, faz liberar muitos ácidos graxos) e ↑ catabolismo. EX: - glucagon ( cel. Α das ilhotas do pâncreas) - adrenalina ( produzida pela medula suprarrenal) - cortisol ( córtex da suprarrenal) - GH ( produzido na adenoipófise) *** em virtude da deficiência de insulina, os hormônios contrainsulinicos irão predominar. RESPOSTA AO ESTADO DE JEJUM PROLONGADO E ↓ GLICEMIA: - ↓ secreção de insulina - ↑ glicogenólise, lipólise, proteólise e gliconeogênese( catabolismo) gêmeos monozigotos) - inicia após 45 anos de forma insidiosa e assintomática. - deficiência PARCIAL de insulina - autoanticorpos NEGATIVO - 80% dos pacientes são OBESOS ( obesidade androgênica tipo abdominovisceral) que leva a ↑ da resistência periférica a insulina. OBS: cerca de 20% dos pacientes com diabetes tipo II são MAGROS- possuem LADA ( uma variante da DM tipo I – são indivíduos que possuem autoanticorpos +, mas cuja destruição das ilhotas pancreáticas evoluem de forma mais lenta) - Peptídeo C > 0,1 ng/dl - NÃO insulinodependente ( pelo ao menos na fase inicial da doença) - SX. MODY: DM tipo II que se inicia na faixa etária pediátrica ou adolescência. É uma doença genética autossômica dominante que provoca uma grave disfunção das células beta das ilhotas pancreáticas.Estima-se que 5% dos diabéticos tipo II sejam MODY tipo 3 . Conduta: -o paciente deve ser monitorada anualmente; - perda de 7% do peso corporal - melhora do sedentarismo - metformina pode ser considerada. OBS: a glicemia de jejum tem correlação direta com a produção hepática de glicose, e após uma glicemia de jejum alterada,esta indicada a realização do TOTG 75 porque ele nos oferece mais informações a respeito do metabolismo glicêmico e resistência PERIFÉRICA e assim pode fechar o diagnostico. DIAGNÓSTICO DE DIABETES: GLICEMIA DE JEJUM ≥ 126 em 2 ocasiões. TOTG 75 (2h) ≥ 200 em 2 ocasiões HbA1c ≥ 6,5% em 2 ocasiões ou em qualquer momento se associada a sintomas clássicos GLICEMIA ≥ 200 em qualquer momento + sintomas associados. - ALVO DA PA EM DIABÉTICOS → < 130/80 - Anti-hipertensivo de escolha para DM tipo 2: IECA ou BRA II + tiazidico + β- BLOQ ou bloq. De Ca. * DISLIPIDEMIA: ALVO LIPIDEMICO EM DM→ LDL < 100 HDL ♂ > 40 e ♀ > 50 TG < 150 OBS: a dislipdemia clássica dos diabéticos é: ↑ dos triglicerídeos e ↓ HDL: fazer dieta e exercício físico. * OBESIDADE: DM tipo 2 + IMC > 35 = cirurgia bariátrica. * EFEITO ANTITROMBÓTICO: - a diabete leva ao aumento da atividade plaquetária; fazer profilaxia com AAS em pacientes com risco cardiovascular aumentado. OBS: a hemoglobina glicada passou a ser o melhor marcador para diagnostico, apresenta a média das glicemias durante os últimos 2 a 3 meses, exceto em gestantes; portadores de anemia hemolítica ; hipervitaminose C e E, hipertiroidismo e dif. De vit. B6 -12 que ↓ seus níveis. E a def. de Ferro ↑ seus níveis. 113 TRATAMENTO E CONTROLE DA GLICEMIA TIPO 1 TIPO 2 * INSULINOTERAPIA - tentar reproduzir a secreção normal de insulina endógena. TRATAMENTO CLÁSSICO → secreção basal de insulina: NHP- 2x/dia ( insulina de ação lenta que dura 10-18 hrs e efeito em 2-4 hrs) → pico de insulina Pós-prandial: REGULAR – 3x/ dia , aplicar 30 min. Antes da refeição ( insulina de ação rápida e duração de 5 a 8 hrs e efeito em 30 min) -/ ----------------------------------------/---------------------/-----------------/--- Café da manha almoço janta antes de dormir EFEITOS ADVERSOS: 1) EFEITO SOMOGYI: paciente faz hipoglicemia na madrugada e como efeito rebote faz hiperglicemia no inicio da manha ( matinal) 2) FENÔMENO DO ALVORECER ou DAWN ( + comum): hiperglicemia matinal, devido ao pico fisiológico de GH durante o sono e ao amanhecer. Como diferenciar os 2 efeitos: fazer teste de glicemia capilar da madrugada ( 03:00 hrs), se tiver reduzida o diagnostico é Somogyi e se tiver normal é Alvorecer. OBS: hoje em dia não vê mais esses efeitos devido a aplicação da NHP antes de dormir, mas acaso ele ocorra se deve ↑ a dose da insulina NPH da noite. MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS: - dieta hipocalórica: perda de 5-10% do peso anterior. - exercício físico: exercício aeróbico x 30 min – 5x/sem OBS: IMC > 35 a cirurgia bariátrica passa a ser indicada!!! MEDIDAS FARMACOLÓGICAS: 1) DROGAS QUE ↓ A RESISTÊNCIA INSULÍNICA: * BIGUANIDAS (metformin): 850 mg/ dia ou 500 mg 2x/dia. Tomar junto com as refeições. Após 5 a 7 dias se não houve intolerância GI passar para 850 mg 2x/dia antes das refeições. Em 2 a 3 meses tentar alcançar a dose máxima de 1.000 mg 2x/dia ou 1 cp de 850 mg 3x/dia. - efeito esperado: redução da HbA1c de 1-2%. - NÃO estimula a secreção pancreática de insulina- NÃO É HIPOGLICEMIANTE!!! - ↑ a sensibilidade hepática a insulina ( sensibilizadora de insulina) e ↓ a produção hepática de glicose ( gliconeogênese e glicólise) - tem efeito anorexígeno ( ↓ peso nos obesos) - ↓ risco cardiovasculares nos diabéticos obesos. - efeito adverso: * intolerância gástrica ( + comum) * ACIDOSE LÁTICA ( + grave e fatal): esta contraindicada em todos os tipos de insuficiência: cardíaca, renal, hepática ; instabilidade hemodinâmica e durante cirurgia . * ↓ na absorção da Vitamina B12 * GLITAZONAS ( TIAZOLIDINEDIONAS): rosiglitazona.. DROGA SUSPENSA em vários países- risco cardiovascular!!! - efeitos adversos:* ↑ peso; * acumulo de gordura do tipo periférico * RETENÇÃO DE NA: esta contraindicada em ICC grave ( classe III e IV de NYHA) e insuf. Hepática. PODE usar em IR!!! 2) ↑ DA SECREÇÃO DE INSULINA * SULFONILUREIAS- glibenclamida ( 2ª geração) e glimepirida ( 3ª G) - estimula as células β pancreáticas, aumentando a secreção basal de - NHP + regular regular Regular NPH 114 TRATAMENTO ALTERNATIVO ( + caro!) → secreção basal de insulina: GLARGINA 1x/dia antes de dormir ( insulina de ação prolongada 24 hrs ( ex: glargina e detemir), que não faz pico, possui um perfil semelhante à secreção fisiológica basal da insulina endógena e tem menor chance de que ocorra hipoglicemia em relação a NHP.) →pico de insulina Pós-prandial: LISPRO – 3x/dia, aplicar na hora da refeição. (insulina de ação ultrarrápida (ex: lispro; asparte e glulisina), duração 3-5 hrs e efeito em 5-15 min) _________________24 HRS___________________→ --/---------------------------------------/----------------------------------------------/--- Café da manha almoço janta TRATAMENTO PADRÃO-OURO * BOMBA DE INSULINA - complicação: entupir o cateter e risco de infecção, se deve trocar o sitio de aplicação cada 2-3 dias. OBS: criança diabética com uso de insulina que tem uma complicação pneumônica, se deve aumentar a dose de insulina , por causa do processo infeccioso, como qualquer estresse metabólico que induz o aumento da glicemia, com isso ira aumentar concomitantemente a insulina. OBS: PRANLINTIDA é usada em DM tipo 1 e 2 em uso de insulina, quando NÃO tem controle glicêmico desejado. É um análogo da amilina, é administrado SC antes das refeições. insulina. É UMA DROGA HIGLICEMIANTE!!!. - efeito esperado: ↓ da HbA1c de 1-2 % - efeito adverso: HIPOGLICEMIA IATROGÊNICA ( se deve sempre investigar a função renal) e ganho de peso. * contraindicadas em Insuficiência renal e hepática. * GLINIDAS: repaglinida; nateglinida - apresenta ↑ pico pós-prandial e tem o principal papel no ↓ a hiperglicemia pós-prandial e só pode ser administrada antes das refeições ( 3x/dia) - efeito adverso: HIPOGLICEMIA IATROGÊNICA ( se adm em jejum) * contraindicação: insf. Renal e hepática. OBS: as INCRETINAS são as drogas mais novas do mercado que estimula o aumento da secreção de insulina, mas NÃO leva a HIPLOGLICEMIA. 3) ↓ NA ABSORÇÃO INTESTINAL DE GLICOSE * ARCABOSE - inibição da alfaglucosidade - inibe a digestão de carboidratos e ↓ a hiperglicemia pós-prandial - efeito adverso: FALTULÊNCIA e diarreia . 4) AÇÃO INCRETINOMIMÉTRICA As INCRETINAS são hormônios ( ex: GLP-1) que promove o aumento da secreção da insulina , inibe a secreção do glucagon e retarda o esvaziamento gástrico. Drogas que aumenta a ↑ a secreção do GLP-1: * EXENATIDE ( 2x/dia SC) e LIRAGLUTIDE ( dose única/dia- SC): - análogos da GLP-1 endógeno - a grande vantagem desta droga é a perda de peso Droga que inibe a enzima DPP-IV ( essa enzima inativa o GLP-1): * GLIPTINA - são drogas caras e sem estudo garantido. - existe relato de urticaria, angioedema e pancreatite. - NÃO altera o peso corporal - a dose deve ser corrigida em caso de Insuficiência Renal. GLARGINA LISPRO LISPRO LISPRO 115 TRATAMENTO NA PRATICA MÉDICA 1ª PASSO: NO MOMENTO DO DIAGNÓSTICO - Modificação do estilo de vida- MEV - metformin para TODOS os paciente ( prescrever logo após o diagnostico de DM) Objetivo: ↓ a HbA1c em 1-2%. .... depois de 2 a 3 meses se NÃO atingiu o ALVO GLICÊMICO ( HbA1c ainda permanecer ≥ 7%), devemos passar para 2ª PASSO: 2ª PASSO: - associar agente oral- ou associar a agonista do GLP-1 ou inibidor do DPP-4 - ou insulina basal P/ HbA1c entre 8,5 – 10%: metformina + sulfonilureia ou inibidores do DPP-4 ou associar a insulinoterapia ( NHP) ao deitar ou GLARGINA. P/ HbA1c > 10% - insulinoterapia 3ª PASSO: ALVO GLICÊMICO AINDA NÃO ATINGIDO * INDICAÇÕES DE INSULINOTERAPIA NO DM TIPO 2: - paciente refratário a dieta, exercício físico e droga VO ( monoterapia com metformin ou terapia combinada) - glicemia de jejum > 250-300 mg/dl ou Cetose - paciente em franco estado catabolizo: emagrecimento, poliúria e polidipsia. - troca de diagnostico: o que parecia ser DM tipo 2, na verdade é tipo 1 tardio ( sx. De LADA) - estresse cirúrgico, ou clinico ou durante a gestação. ALVO GLICÊMICO: - HbA1c < 6,5% ( 7%) - pré-prandial e jejum < 110 ( 70-130) - pós-prandial < 140 – 180 - PA < 130/80 - LDH < 100 - TG < 150 - HDL ♀ > 50 e ♂ > 40 116 COMPLICAÇÕES AGUDAS DO DIABETES CRISES HIPERGLICÊMICAS CETOACIDOSE DIABÉTICA ( CAD)- GLICEMIA > 250 mg/dl ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR ( EHH)- GLICEMIA > 600 - é uma complicação aguda clássica da DM tipo 1, mas NÃO é exclusiva da tipo 1, pode ocorrer também na tipo 2. FISIOPATOLOGIA: *catabolismo intenso → ↑ lipólise → ↑ ac. Graxos livres que se transformam em corpos cetônicos no fígado ( cetogênese), o principal corpo cetônico é o beta-hidroxibutirato. * Catabolismo intenso→ libera glicerol, aminoácidos e lactato que serão utilizados na gliconeogênse hepática→ hiperglicemia → leva a glicosúria DESENCADEADA POR: * estresse metabólico ( infecção, cirurgia, isquemia...) * suspensão da insulinoterapia * distúrbios alimentares, drogas CLÍNICA: * sintomas GI ( vomito, dor abdominal, náuseas..) * dispneia devido a hiperventilação pra compensar a acidose ( respiração de Kussmaul) * rebaixamento da consciência ( PH < 7) * poliúria, polidipsia, perda de peso; polifagia e desidratação * halito cetônico DISTURBIOS HIDROELETROLITICOS: * perda de NA, água, K , fosfato e Mg * ↑ ureia e creatitina ( escórias nitrogenadas) * leucocitose neutrofilica ( ate 25.000) mesmo na ausência de infecção * ↑ triglicerídeos e amilase sérica DIAGNÓSTICO: - é uma complicação aguda mais característica da DM tipo 2 DESENCADEADO POR: * infecção * AVE * IAM A grande maioria dos paciente são da faixa etária idosa. CLÍNICA: * rebaixamento do nível de consciência * espoliação hidroeletrolitica > que na CAD, e > intensidade da poliúria e perda volêmica > que na CAD ( perda de 8-10 L) * AUSENCIA de sintomas GI e taquidispneia ( respiração de Kussmaul)- porque o paciente não tem acidose metabólica!!!! * AUSENCIA de hálito cetônico DIAGNÓSTICO: OBS: O normal da osmolaridade é ate 295 mOsm/L. TRATAMENTO: - A letalidade é bastante alta, e mesmo com a reposição volêmica a letalidade ainda alcança 20%. Tripé de tratamento: - HIPERGLICEMIA ( > 250) - ACIDOSE METABÓLICA ( PH < 7,3 e HCO3 < 18- 15 ) - CETOSE MODERADA: cetonúria do tipo Anion Gap ↑ > 10 a 12 ( formula do AG: Na – Cl- HCO3) - HIPERGLICEMIA EXTREMA ( > 600 ) - HIPEROSMOLARIDADE ACENTUADA (OSM >320 ) - AUSÊNCIA DE ACIDOSE E CETOSE IMPORTANTE ( PH > 7,30; HCO3 > 18 mEq/L e CETONÚRIA < +2) - REPOSIÇÃO VOLÊMICA ( salina 0,45%) - INSULINOTERAPIA - REPOSIÇÃO DE POTÁSSIO E FOSFATO 117 TRATAMENTO: OBS: sem tratamento a mortalidade é de 100%!!! 1) REPOSIÇÃO VOLÊMICA RÁPIDA: 1L a 1,5L de SF na 1ª hora ( 15-20 ml/kg/h IV). * SODIO NORMAL ( > 135): utilizar solução salina 0,45%( misturar 50% de SF +50% água destilada ) * SODIO BAIXO ( < 135): utilizar SF 0,9% 2) INSULINOTERAPIA: - começar a insulinoterapia após o 1ª litro de soro . - insulina REGULAR 0,1 U/Kg em bolus, seguida de bomba de infusão 0,1 U/Kg/h. OBS: também poderia utilizar insulina de ação ultrarrápida ( IM ou SC) - aferir a glicemia cada 1-2 hrs no 1ª dia. - durante a insulinoterapia a hidratação venosa deve continuar, ate que déficit volêmico seja restaurado ( cerca de 3 a 5L) - quando a glicemia cair para 200 mg/dl, não devemos suspender a infusão de insulina, mas sim reduzi-la para 0,05 U/Kg/h e o soro ser trocado por 50% de glicosado 5% e 50% de SF 0,9%, mantendo 150- 200 ml/hr para prevenir hipoglicemia. 3) REPOSIÇÃO DE POTÁSSIO E FOSFATO: OBS: avaliar a função renal do paciente antes de infundir K ( diurese 50 ml/h OBS: o bicarbonato de sódio só esta indicada quando PH < 6.9 ( 100 mEq - 100 ml diluídos em 400 ml de água destilada + 20 mEq de KCL passar em 2 hrs). OBS: nunca acompanhe a eficácia do tratamento da cetoacidose pela cetonúria!! COMPLICAÇÕES: * EDEMA CEREBRAL IATROGÊNICO ( + temida)- causada pela correção rápida da glicemia. CRISE HIPOGLICEMIA O percentual dos pacientes em uso de insulina desenvolver hipoglicemia sintomática é de 100%!!!!! * Quem tem mais tendência a HIPOGLICEMIA? DM tipo 1 ( a destruição das ilhotas pancreáticas, impede o principal mecanismo de defesa contra hipoglicemia- secreção de glucagon! ) DESENCADEADO POR: * má disciplina terapêutica e controle cronológico entre a aplicação da insulina, alimentação e exercício físico. * BETABLOQUEADORES: predispões a hipoglicemia nos DM tipo 1- bloqueia os receptores beta-2 hepáticos, necessários para o estimulo da gliconeogênese pela adrenalina. Por isso são contraindicação relativa nestes pacientes. * INGESTÃO DE ÁLCOOL * NEFROPATIA DIABÉTICA: a ↓ TFG prejudica a depuração da insulina que leva a hipoglicemia. Sempre que tiver paciente com DM em uso de insulina que passa necessitar de doses maiores de insulina ou apresenta hipoglicemia com “doses normais→ pensar em Insuficiência Renal! * TERAPIA COM SULFONILUREIA: hipoglicemiante oral . É a causa + frequente em pacientes com DM tipo 2. DIAGNÓSTICO: TRÍADE DE WHIPPLE: x - se K >5,2: aguardar a próxima dosagem ( 2 e, 2 hrs) x - K 3,3 a 5,2: repor 20-30 meq em cada Litro da solução de reposição IV x - K < 3,3: não administrar provisoriamente a insulina. Repor 20-30 meq/hora ate que o K > 3,3. x - HIPOGLICEMIA < 50 x - SINTOMAS de hipoglicemia: ADRENÉRGICOS ( tremores finos de extremidade, sudorese fria, palpitação , HTA) e NEUROGLICOPÊNICOS ( dificuldade de concentração, incoordenação, ataxia, letargia, coma..) x - REVERSÃO DO ▀ C/ NORMALIZAÇÃO DA GLICOSE. 118 ! – são detectados na urina dois tipo de “corpos cetônicos”= acetoacetato e beta-hidroxibutirato. Mas somente o acetoacetato é detectado pelo exame de fitas do EAS. - Se o tratamento for correto a compensação glicêmica ( glicose < 200), ocorre em 8 hrs e a compensação da acidose metabólica em 16 hrs. COMPLICAÇÕES: * complicações eletrolíticas iatrogênicas ( hipocalemia) * hipoglicemia iatrogênica * edema cerebral iatrogênico * TVP ( a cetoacidose é uma condição pró- coagulante) * mucormicose ( zigomicose): a cetoacidose diabética é o principal fator de risco para esta rara micose profunda invasiva, causada por fungos saprófitas oportunistas. O 1ª sinal é de eliminação enegrecida inodora pelo nariz. A forma rinocerebral é a + comum. Conduta: anfotericina B venosae debridamento cirúrgico. OBS: a CAD é a complicação + frequente no DM tipo1, ocorre de 20 a 40%, muitas vezes sendo sua 1ª manifestação clinica evidente da doença. OBS: a tríade de Wipple vai aparecer nos casos de hipoglicemia, e também nos estados de excesso de insulina endógena ( ex: INSULINOMA). TRATAMENTO: - injeção SC de glucagon 0,5-1 mg ou - GLICOSE hipertônica IV- 20 g ( 4 ampolas glicose a 50% ou 8 ampolas de glicose a 25%). O que é ENCEFALOPATIA DE WERNICKE? Causada por deficiência de TIAMINA ( vitamina B1), comum em alcoólatras e desnutridos crônicos. TRÍADE: OBS: antes de repor glicose em pacientes alcoólatras e desnutridos se deve administrar TIAMINA 100 mg. x - ALTERAÇÃO DOS MOVIMENTOS OCULARES ( nistagmo, paralisia do VI par) x - ATAXIA CEREBELAR x - CONFUSÃO MENTAL 119 COMPLICAÇÕES CRÔNICAS DO DIABETES → MICROVASCULARES ( retinopatia – nefropatia- neuropatia) → MACROVASCULARES- principal causa de óbitos em diabéticos por atetosclerose, IAM e AVE!!! RETINOPATIA DIABÉTICA NEFROPATIA DIABÉTICA NEUROPATIA DIABÉTICA - É a causa mais importante de cegueira entre os 20 e 74 anos. - é a complicação mais COMUM dos DM, ocorrendo após os 20 anos em quase 100% dos DM tipo 1 e em 60-80% nos tipo 2. * RASTREAMENTO: - exame oftalmológico com dilatação pupilar e fundoscopia. DM tipo 1: a partir dos 10 anos de idade ou 5 anos após o diagnostico. DM tipo 2: rastrear desde o momento do diagnostico de DM. GESTANTE: logo no 1ª trimestre, durante o parto e 1 ano pós-parto. FORMAS DAS LESÕES 1) RETINOPATIA DIABÉTICA NÃO PROLIFERATIVA ( RDNP) LEVE: microaneurismas ( pequemos pontos vermelhos), seguido de exsudados “duros”→ acompanhamento anual. MODERADA:lesões mais abundantes e manchas “algodonosas” ( microinfarto retiniano e tem pior prognostico)→ acompanhamento 6-12 meses. AVANÇADA: isquemia localizada com hemorragias em “chama de vela”e com Aparecimento de veias tortuosas- “veias em rosário”.→ acompanhamento de 2-4 meses - na ausência de controle da PA rígido, desenvolve em 30% dos DM tipo 1 e 20% dos DM tipo 2. * RASTREAMENTO: - pesquisa de microalbuminúria anualmente ( excreção 30 a 300 mg de albumina em 24 hrs)- é a alteração mais precoce da nefropatia. DM tipo1: a partir de 5 anos de doença DM tipo 2: desde o diagnóstico FORMAS DE LESÕES - INICIAL: microalbuminúria - AVANÇADA: macroalbuminúria ( ALBUMINA > 300) e proteinuria → insuficiência renal crônica com rins de tamanho aumentado ( creatinina ≥1,5) LESÃO HISTOPATOLÓGICA: 1)- PRÉ-NEFROPATIA - INICIAL(): expansão mesangial e hiperfiltração glomerular com clearance cratinina acima de 120 ml/min ( ↑ TFG). - AVANÇADA: * lesão + específica: Glomeruloesclerose focal - lesão de Kimmelstiel-Wilson- especifica da nefropatia FORMAS DE LESÃO: * NEUROPATIA SENSITIVOMOTORA 1) POLINEUROPATIA SIMÉTRICA DISTAL ( PERFÉRICA) ( + comum): forte predomínio sensitivo: parestesia ( ↓ da sensibilidade)- Acometimento de “botas e luvas”; DOR neurogênica ( costuma acordar o paciente a noite, sensação de facadas na planta do pé). OBS: a 1ª sensibilidade a ser perdida é a VIBRATÓRIA. - Rastreamento 5 anos após o diagnóstico para DM tipo 1 e no momento do diagnóstico para DM tipo 2. Avaliação da sensibilidade dolorosa, tátil, térmica e vibratória e pesquisa dos reflexos tendinosos ( aquileu, patelar, tricipital) - TRATAMENTO: antidepressivo tricíclico ( amitriptilina ou Nortriptilina). 2) NEUROPATIA FOCAL Mononeuropatia diabética: * Mononeuropatia do III° par: marcada pela falta de midríase, o que não ocorre em outras paralisias do III° par, só na diabética! * Sx. Do túnel do carpo: neuropatia do N. Mediano ( É a mononeuropatia diabética + comum) * NEUROPATIA AUTOSSÔMICA 120 TRATAMENTO: - controle da glicemia, PA e dislipidemia. - Ruboxistaurina ( inibidor da proteína quinase C , ela é uma enzima que é ativada pela hiperglicemia e causa dano microvascular. 2) RETINOPATIA DIABÉTICA PROLIFERATIVA ( RDP) Forma mais grave e avançada com isquemia difusa - Formação de neovasos ( neovasculogênse)- forma aderências vitreo- retinianas, com retração degenerativa e perda súbita da visão.1) hemorragia vítreo e 2) deslocamento tradicional da retina→ acompanhamento de 2-4 meses. TRATAMENTO: - fotocoagulação panretiniana. 3) MACULOPATIA DIABÉTICA Lesão macular, mais comum em DM TIPO 2- exudatos “duros”em volta da mácula, edema macular. Sintomas: borramento visual, metamorfopsia ( visão distorcida) e escotma central. TRATAMENTO: - fotocoagulação. diabética. * lesão + comum: Glomeruloesclerose difusa. TRATAMENTO: - fazer controle glicêmico rígido - dieta com restrição proteica - interrupção do tabagismo 2)- NEFROPATIA DIABÉTICA: FASE DE MICROALBUMINÚRIA ( 30 a 300mg/dia): TRATAMENTO: IECA ou ARAII- devem tomar mesmo que a PA encontra em níveis normais, pois agem reduzindo a hiperfiltração glomerular e previnem a evolução da lesão renal. 3)- NEFROPATIA DIABÉTICA DECLARADA: * FASE DE MACROALBUMINÚRIA ( proteinuria > 300 mg/urina 24 hrs): fazer controle rígido da PA. Pacientes com proteinuria > 1g/24 hrs devem receber antihipertensivo para manter o alvo da PA < 125x 75 mmHg- IECA ou ARAII + diuréticos tiazidicos ( TFG > 30) ou de alça ( TFG < 30). 4)- * FASE DE AZOTÊMIA ( ↑ das escórias nitrogenadas- Ur e Cr e IRC) OBS: IRC geralmente cursa com DIMINUIÇÃO do tamanho renal; exceto na DM que irá cursar com AUMENTO do tamanho renal. OBS: o IECA protege o paciente contra a deteriorização da função renal, mas inicialmente pode ↑ a creatinina e K. Por isso nos primeiros meses os níveis séricos de - SX. DISAUTONOMICA: ( é a neuropatia + preocupante!) *hipotensão postural sem taquicardia postural ( tratar com flodrocortisona, meias compressivas) * gastroparesia: plenitude pós-prandial, náuseas, diarreia e constipação intestinal, incontinência fecal ( tratar com bromoprida). * bexiga neurogênica ( bexigoma) e impotência ( sindanafil) * hiperhidrose ( tratar com simpatectomia ou botox) * anidrose * PÉ DIABÉTICO A DM é a principal causa de ulceras de MMII que não cicatrizam e de amputação não traumática ( 50 -70%). As ulceras são as complicações mais comuns dos DM. É uma forma de polineuropatia simétrica distal ( Polineuropatia Periférica) * Principal fator de risco: neuropatia periférica. EXAME FÍSICO: - inspeção geral com remoção de sapatos e meia. - avaliação neurológica: avaliar a Perda de Sensibilidade Protetora ( PSP), com: 1- estesiômetro ou monofilamento de náilon de 10 g ( cor laranja) + 1 dos 4 testes abaixo: * diapasão 128Hz ( avaliação da sensibilidade vibratória. Deve ser testado na proeminência óssea do halux ( joanete) 121 cratinina e K devem ser avaliados. Mas não se deve suspender o uso de IECA. OBS: para diferenciar a Sx. Nefrotica do diabético da sx. Nefrotica NÃO relacionada a diabetes, é importante saber que nefropatia e retinopatia andam juntas e que o exame de urina do DM apresenta proteinuria isolada, SEM cilindros celulares ou hematuria dismorfica. OBS: o DM também tem predisposição a nefrotoxidade pelo radiocontraste iodado, necrose da papila renal, ITU em ♀, candidíase genital e bexiga neurogênica. * martelo ( reflexo aquileu) * pino ou palito * bioestesiômetro ou neuroestesiômetro: quantifica o limiar de sensibilidade vibratória - Palpação de pulsos tibial posterior e pédico em ambos os pés. PREVENÇÃO: - controleglicêmico e pressórico - nunca andar descalço - evitar contato com água quente - usar palmilhas ou órteses ortopédicas apropriadas - examinar os pés todos os dias. TRATAMENTO: * feridas e ulceras não infectadas ou calos: tratamento local com curativos e compressas úmidas. * Feridas infectadas: ATB ( amoxilina- clavulanato; ampicilina-subactam, clindamicina + fluoroquinolona ou cefalosporina de 2ª ou 3ª G) * sinais de gangrena: internação com ATB venoso e debridamento de todos os tecidos desvitalizados OBS: pesquisar osteomielite em todas as ulceras infectadas profundas. * A isquemia do pé com ausência dos pulsos pediosos deve ser investigada com arteriografia e o tratamento é revacularização distal. OBS: estima-se que 20% dos pés-diabéticos irá precisar de amputação em algum momento. 122 OBESIDADE OBESIDADE DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Estado de armazenamento excessivo de gordura corporal. EPIDEMIOLOGIA: - + em ♀ e debaixo nível socioeconômico. - no Brasil 1/3 da população é obesa e 2% é obesos mórbidos. FATORES QUE INFLUENCIAM NO DESENVOLVIMENTO DA OBESIDA? * genéticos: gene da leptina e Sx. De Prader Willi. * ambientais: sedentarismo, ↑ cosumo de calorias, produtos industrializados. ETIOLOGIA: * obesidade secundária ( corresponde a 1% dos casos de obesidade): -SX. De cushing; def. de GH; hipogonadismo - insulinoma - SOP Quem regula a ingestão alimentar e o acúmulo de lipídeos? ANOREXÍGENOS: * hormônios periféricos: - GLP-1; -colecistoquinina; - leptina ( produzida no tecido adiposo- conhecida como o hormônio da saciedade- promove inibição da liberação dos orexígenos e estimula os anorexígenos); - amilina - insulina * moduladores centrais: seretonina; neurotensina; urocortina; ocitocina; IL 1- beta; peptídeo CART e MSH ( estimula melanócitos) ; CRH ( hormônio que libera corticotropina); TRH ( tireotropina) OREXÍGENOS ( produz apetite): * hormônios periféricos: grelina ( produzida pela cel.do corpo Gástrico- a * QUANTITATIVO- IMC Peso/ altura x altura Baixo peso IMC < 18,5 Peso nl 18,5 - 24,9 Sobrepeso ≥ 25 Pré-obeso 25 – 29,9 Obeso 1 30 – 34,9 Obeso 2 35 – 39,9 Obeso 3 ≥ 40 * QUALITATIVO - circunferência abdominal ♂ > 102 cm e ♀ > 88 cm. - índice ou relação cintura- quadril ( RCQ)= ♂ < 1 e ♀ > 0,8 OBS; a obesidade androgênica ( gordura abdominovisceral) esta mais relacionada com risco cardiovascular. - TC= melhor exame para ≠ o tipo de obesidade ( visceral ou subcutânea) O valor total de gordura visceral normal para ♀ e♂ é < 130 cm₂. CLÍNICA: 1- TTO CLÍNICO * NÃO farmacológico: dieta, exercício físico e modificação comportamental. META: perda de peso de 10% em 6 meses. * farmacológico: - p/ IMC ≥ 30 ou IMC > 25 ou 27 acompanhada de comorbidade ( HTA, diabetes, dislipdemia). Que não tiveram sucesso no tratamento conservador. 1) anerexígenos: anfepramona; femproperex, mazindol 2) sacietógenos adrenérgicos e serotoninérgicos: sibultramina 3) redutores da absorção de gordura: orlistat 2) TTO CIRURGICO- Cirurgia Bariátrica: * Indicações: - obeso mórbido IMC ≥ 40 com insucesso de tratamento por pelo menos 2 anos. - IMC ≥ 35 + comorbidade, após ser submetido a tto clinico. * Contraindicações: - obesidade de causa endócrina - doença cardiopulmonar em fase terminal - SX. De Prader-willy ( obesidade + retardo mental+ baixa estatura) - dependência alcoólica * TECNICA: a técnica ideal é a laparoscópica.: < dor no P.O; < complicações da parede abdominal; < resposta metabólica e recuperação mais rápida. 123 - drogas: ACO; haloperidol; anticonvusivante; antedepressivo tricíclico; lítio; corticoide; glitazona - transtornos alimentares ( bulimia nervosa) - nutrição por SNG cirurgia de Sleeve gastrectomy remove a parte secretora de grelina) * moduladores centrais: neuropeptídeo Y, sistema endocanabinoide, hipocretinas e orexinas, noradrenalina; galanina OBS: a SX. De hipoventilação por obesidade é conhecida como SX. De PICKWICK: IMC > 30 + hipoventilação PaCO2 > 45 e NÃO pode ser atribuída a outros distúrbios ( pulmonares, restrição óssea, fraqueza neuromuscular, hipotireoidismo). -doenças associadas a obesidade: -DM tipo 2; - diabetes gestacional - puberdade precoce ; - SOP - dislipidemia - osteoartrite, discopatia -Sx. Do túnel do carpo - gota - HAS- ICC; cor pulmonale - hipertrofia ventricular D - insuf. Venosa, TVP - apneia do sono - asma - hipoventilação alveolar - incontinência urinaria de esforço - hipogonadismo - Ca de mama, endométrio, cérvice, ovário, próstata, estomago, colorretal, pâncreas, fígado, vesícula. - hérnias - DRGE, colelitíase, esteatose hepática - infecções fungicas, linfedema, abscessos, acantose nigricans - pseudotumor cerebral ( hipertensão intracraniana idiopática), depressão, demência; distúrbios alimentares; distorção corporal, isolamento social. * MECANISMO DE AÇÃO: - RESTRITIVO ( puro): reduz a entrada de alimento no tubo * anel ou banda gástrica ajustável: perda de peso moderada e baixa taxa de complicação. - Predominantemente RESTRITIVO: - MISTO- porque associa restrição gástrica e desvio alimentar da porção inicial do intestino delgado.: * Bypass gástrico com Y-Roux- CAPELLA ou Wittgrove: é uma cirurgia predominantemente Restritiva - cirurgia mais realizada no EUA e a tecinica PADRÃO-OURO para obeso mórbido e diabéticos. Compilcação: - gera uma doença desabsortiva: carência de Fe; vit. B 12 e cálcio. e leva a hiperoxalúria. - Predominatemente DESABSORTIVO- MISTO: retira um segmento * derivação bilioprancreatica- SCOPINARO- > taxa de desnutrição proteica, que pode levar a deficiência de vitamina B1 ( sx. De wernicke- Korsakoff) * Switch duodenal: reduz a incidência de ulcera da anastomose. OBS: a perda de peso é maior nos procedimentos desabsortivos e não nos restritivos. OBS: a cirurgia será um sucesso quando alcançar IMC ≤ 35 ou perda de peso > 50%. 124 SÍNDROMES COMPORTAMENTAIS RENAIS SÍNDROMES GLOMERULARES = Acometimento da função infiltrativa ( glomérulo)= sintomas clássicos: hematúria e proteinúria. SX. NEFRÍTICA- GNDA ETIOLOGIA CLÍNICA e LABORATÓRIO Mesmo que Glomerulonefrite Difusa Aguda ( GNDA) - conjunto de sinais e sintomas e achados laboratoriais que surgem quando há INFLAMAÇÃO dos glomérulos renais. PRIMÁRIAS do glomérulo: - doença de BERGER ( nefropatia por IgA) - glomerulonefrite mesangiocapilar SECUNDÁRIAS: 1- Pós-infecciosa: pós-estreptococica- GNPE - NÃO pós-estreptococica: endocardite; abscessos; hepatite B e C e malaria 2- Dça sistêmica: LES; crioglobulinemia - Hematúria DISMÓRFICA + HTA + -OLIGURIA + - EDEMA ( com retenção de H2O e sal e tendência a hipervolemia- usar diuréticos em altas doses) - EAS: CILINDROS HEMATICOS- - HEMATURIA DISMÓRFICA - PIÚRIA - PROTEINÚRIA ( de 150 mg e 3,5 g /24h) - se a oliguria persistir= ↑ ureia e creatinina. GNPE ETIOLOGIA CLÍNICA E LABORATÓRIO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO GLOMERULONEFRITE PÓS-ESTREPTOCÓCICA É INFLAMAÇÃO glomerular que ocorre por sequela de infecção estreptocócica- (BETA- HEMOLÍTICO do grupo A- cepas nefritogênicas : após: * FARINGOAMIDALITE: * PIODERMITE - + no sexo ♂ entre 5-12 anos (+freq)- incomum antes dos 3 anos. - Na criança o prognostico é excelente- 95% se curam sem deixar sequelas. - nos ADULTOS tem pior prognostico. OBS: a hematuria microscópica e a proteinuria pode persistir Sintomas e sinais de sx. Nefrítica clássica e “PURA”. É a única forma PURA de GNDA.- Hematúria DISMÓRFICA com CILINDROS HEMATICOS -OLIGURIA (↓ TFG) - EDEMA com retenção de H2O e NA 1ª PASSO: Historia de * FAA ou PIODERMITE antes? 2ª PASSO: Período de incubação compatível? * FAA: 1 a 2 semanas * PIODERMITE: 3 A 6 sem 3ª PASSO: A infecção foi estreptocócica? Avaliar: 1- repouso relativo- - restrição hidrosalina 2- diuréticos ( furosemida) 3- vasodilatadores : hidralazina; anti-Ca; IECA; nitroprussiato - 4- diálise ( se necessário) 5- ATB: penicilina ou azitromicina. OBS: NÃO há benefício de CORTICOIDE!!! x -SX. Nefrítica(GNDA)= GNPE x - Glomerulonefrite rapidamente progressiva= DÇA DE GOOODPASTURE ( sx. Pulmão-rim) x - SX. Nefrotica= 5 tipos ( DLM; GEFS; GN PROLIFERATIVA MESANGIAL; GM e GNMP) x - Alterações Urinárias assintomáticas =doença de BERGER e MAL DE ALPORT (Nefrite hereditária autossômica DOMINANTE ligada ao CROMOSSOMO X, caracterizada por: hematúria + surdez) x - Trombose Glomerular: SHU ( síndrome Hemolítico-Urêmico) 125 Quais são as glomerulopatias da sx. NEFRITICA que cursa com queda do complemento C3? * GNPE * GN não pós- esptreptococica * GN do LÚPUS E quaL é a glomerulopatia da sx. NEFRÓTICA que cursa com queda com complemento C3? * GNMP ( Hipocomplementaria > 8 semanas) por anos, não indicando mal prognostico!. OBS: alem da GNPE que cursa com queda do complemento C3 a GN do LÚPUS também cursa com ↓ C3 e C4; alem da GNRP por imunocomplexos- LES, também consome C3) (HIPERVOLEMIA) -HTA - PIÚRIA - PROTEINÚRIA ( de 150 mg e 3,5 g /24h) - ↓ C3- CONSOME COMPLEMENTO OBS: o ASLO pode esta (-) em + 50% dos casos! . * ASLO (> 330) e ANTI * DNAse B 4a PASSO: houve ↓ C3? Indicação de BIOPSIA: * anuria ou IR acelerada ( rápida deteriorização da função renal) * oliguria > 72 hrs ou 7 dias * ↓ C3 > 8 – 12 sem * proteinuria nefrotica ( > 3,5 ou > 50mg/kg/dia) * HAS ou hematuria macro > 6 semanas. BIOPSIA: nódulos subepiteliais eletrodensos “GIBA” ou “CORCOVA” ou “humps” GNRP DÇA DE GOOODPASTURE CLINICA TRATAMENTO GLOMERULONEFRITE RAPIDAMENTE PROGRESSIVA É uma GNDA que evolui em pouco tempo para lesão renal terminal rica em fibrose, a partir de uma lesão IMUNE da MEMBRANA BASAL. Causas: *anticorpo anti-MBG (10%): DOENÇA DE GOODPASTURE: padrão LENEAR de depósito de autoanticorpo anti-MBG Doença raríssima AUTOIMUNE, presença de anticorpo antimembrana basal (MBG) * EPIDEMIO: ♀ 60-70 anos ♂ 20-30 anos *OS anticorpos atacam o pulmão e os rins ( membrana basal glomerular) OBS: não tem ↓ C3. “SX. PULMÃO-RIM” ↓ SX. NEFRITICA GRAVE ( glomerulonefrite e IRA ) + HEMORRAGIA PULMONAR ( hemoptise) DIAGNÓSTICO: -90% do anticorpo é encontrado no sangue ( mas não sela o DX ) - BIOPSIA RENAL: Padrão de depósito LINEAR na MB e CRESCENTES em + 50% dos * Plasmaferese : ate a negativação do anticorpo antimembrana basal * Predinisona + Imunossupressor ( ciclosfamida ou azatioprina) 126 * Imunocomplexos (45%): LES ( consome C3); GNMP; NEFROPATIA POR IgA- padrão GRANULAR * Pauci-imunes(45%): possui marcador sorológico: anticorpo anticitoplasma de neutrófilo (ANCA +) glomérulos. SÍNDROME NEFRÓTICA CLÍNICA e LABORATÓRIO COMPLICAÇÕES Sx. Caracterizada pela excreção de proteínas > 3-3,5g/ dia em adulto e > 50 mg/Kg/dia ou 40 mg/m2 /h em crianças. OBS: a sx. Nefrotica é 15x + comum em crianças que em adultos. 5 formas de SX. NEFRÓTICA PRIMARIA: 1- Doença por lesões mínimas- DLM 2) Glomeruloesclerose Focal e Segmentar- GEFS 3) GN Proliferativa Mesangial 4) Glomerulopatia Membranosa 5) Glomerulonefrite Mesangiocapilar QUAIS AS FORMAS + ASSOCIADAS A TVR? 1); Glomerulopatia Membranosa ( principal) 2) Glomerulonefrite Membranoproliferativa 3) Amiloidose 1- PROTEINÚRIA: >3- 3,5g/dia ou > 50mg/kg/dia 2- HIPOALBUNEMIA < 2,5g/dl 3- HIPERLIPIDEMIA 4- LIPIDÚRIA 5- EDEMA PERI—ORBITÁRIO PALPEBRAL MATUTINO - com tendência a hipovolemia ( então usar diuréticos em baixas doses) OBS: a PRINCIPAL causa de HEMATÚRIA em NEONATAL É? TROMBOSE DA VEIA RENAL- TVP - Quais são as PROTEÍNAS QUE PERDE? 1* ANTITROMBINA III- : ação anticoagulante- leva a um estado de HIPERCOAGUBILIDADE e TROMBOSE- TVP e TROMBOSE DA VEIA RENAL →TROMOSE DA VEIA RENAL- TVR: - dor lombar, em flancos e virilha - hematúria macroscópica - PIORA da proteinúria - oliguria inexplicada - ↑ creatinina - varicocele súbita do lado E ( sinal clássico no sexo ♂) - edema renal - Tratamento: heparina e warfarin 2* IMUNOGLOBULINA (IgG): ↑ a susceptibilidade as infecções bacteriana ( principalmente pelo S. PNEUMONIAE)→ PERITOMITE BACTERIANA ESPONTÂNEA 3* TRANSFERRINA: tendência a ANEMIA HIPO-MICRO 127 DLM EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO DÇA por LESÃO MÍNIMA = Nefrose Lipoide PRINCIPAL COMPLICAÇÃO: - PERITONITE bacteriana por PNEUMOCOCO) A criança pode apresentar uma quadro de ASCITE, dor abdominal aguda, junto com o edema e proteinuria , febre, leucocitose. - Crianças (2 a 6 anos + no sexo ♂) - é a principal FORMA de SX. NEFROTICA em CRIANÇAS. HISTOPATOLOGIA: Mic. Eletrônica: Fusão dos processos podocitários. Microscopia óptica é NORMAL PATOGENIA: -perda da “barreira de carga”- proteinuria seletiva- albumina. “caracterizada por períodos de REMISSÃO e ATIVIDADE”: PROTEINURIA ... NADA... PROTEINURIA.... NADA... PROTEINURIA... NADA Criança que surge com EDEMA sem historia pregressa + EAS com PROTEINURIA > 3g/24h ou > 50mg/Kg/dia e depois desaparece, voltando a reaparecer do nada!!!! - PROTEINURIA INTENSA - NÃO consome complemento. * É a única sx. Nefrotica que NÃO precisa de BIOPSIA porque a doença responde drasticamente a corticoides!!! Pode esta associada a LINFOMA DE HODGKIN - CORTICOIDE “é a única das 5 formas de SX. Nefrotica 1a que responde MUITO BEM a CORTICOIDE”- 95% dos casos. * prevenção de recaída: - VACINA PNEUMOCÓCICA em todas as crianças não imunizadas. GEFS EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO GLOMERULOESCLEROSE FOCAL E SEGMENTAR Pode ser : Primaria ou idiopática- 80% ( Lesão direta) Secundária ( hiperfluxo e sobrecarga). - é a principal FORMA de SX. NEFROTICA em ADULTOS. - forma + comum em NEGROS 25-35 anos! OBS: é a glomerulopatia + associada a HIV Sx. Nefrótica + Insuficiência Renal PODE esta ASSCOCIADA: * HIV * uso de HEROÍNA * OBESIDADE MORBIDA * HAS * ANEMIA FALCIFORME * REFLUXO VESICOURETRAL - BIOPSIA: presença de “esclerose” cicatriz nos glomérulos. OBS: o diagnostico só pode ser obtido por biopsia. - CORTICOIDE: responde MAL ao corticoide, o tratamento precisa ser mais longo! - IMUNOSSUPRESSORES - IECA: reduzem os níveis de proteinúria e retardam a evolução para IRC. - ESTATINAS ( controle lipidêmico) GM EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO GLOMERULOPATIA MEMBRANOSA - causa lesão na membrana basal, que sofre espessamento - 2ª causa + comum em ADULTOS ( em geral!) - forma + comum em ADULTO BRANCO e IDOSO SX. Nefrótica FRANCA com quadro de proteinúria intensa e sx. edemigênica e alta tendência a TVR - BIOPSIA - NÃO consome complemento - EAS inocente - 20% dos pacientes apresentam remissão espontânea - 50% dos pacientes podem evoluir para 128 HISTOPATOLOGIA: - Espessamento da MEMBRANA BASAL - deposito SUBEPITELIAIS de IgG e C3 - + no sexo ♂ 30-50 anos - é a glomerulopatia+ associada a HEPATITE B - associada a TVR- trombose venosa Renal PODE esta ASSOCIADA: * HEPATITE B * NEOPLASIAS ( pulmão, mama, colón, ...) * SÍFILIS * uso de CAPTOPRIL; SAIS DE OURO; d- PENICILAMINA * pode ser o 1ª sinal de LES Insuficiência Renal Crônica em 15 anos. * a principio o tratamento deve aguardar evolução, se piorar associar a imunossupressor ; predinisona GNMP EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA e CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO TRATAMENTO GLOMERULONEFRITE MESANGIOCAPILAR Ou MEMBRANOPROLIFERATIVA - GNMP HISTOPATOLOGIA: - Espessamento das alças capilares com aspecto “DUPLO CONTORNO”. - CRIANÇAS e ADULTOS JOVENS - rara na raça negra - é precipitada pelo VIRUS DA HEPATITE C - associada a TVR- trombose venosa Renal Faz também SX. NEFRÍTICA + NEFRÓTICA - Alta tendência a TVR CLASSIFICAÇÃO: * tipo I ( + comum): associada a vírus da HEPATITE C, crioglobulinemia e LES. * tipo II * tipo III PROTEINÚRIA NEFROTÍCA > 3 g/dl + HEMATURIA DISMÓRFICA + consumo de COMPLEMENTO: ↓ C3 MANTIDA por mais de 8- 12 semanas! - em 50% dos casos há historia de infecção previa ( com ↑ ASLO) - BIOPSIA: ≠ GNPE da GNMP OBS: faz diagnostico diferencial com GNPE * PREDINISONA - OBS: é a única sx. NefrOtica que consome complemento.!!! E é a única que tem clinica de sx. NEFRITICA associada a nefrotica. 129 DOENÇA DE BERGER EPIDEMIOLOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO - NEFROPATIA por IgA A lesão glomerular encontrada na doença de Berger e idêntica a encontrada na PURPURA de HENOCH-SCHONLEIN: depósito de IgA- pode ser considerada comum uma forma monoassintomática de uma vasculite: púrpura de HENOCH-SCHONLEIN - é a glomerulopatia primaria + COMUM DO MUNDO! - acomete + sexo ♂ de 20- 30 anos - + comum em asiáticos e raras em negros OBS: a doença de Berger cursa em 10% dos casos com sx. Nefritica ( mas NÃO consome complemento) o que a ≠ da GNPE ( quadro + florido e ↓ o COMPLEMENTO e BIOPSIA) HEMATÚRIA .... NADA...HEMATÚRIA... NADA...HEMATÚRIA... OBS: a hematúria é assintomática e do tipo dismorfica ( ou seja, de origem glomerular) PODE esta ASSOCIADA: * NEFRITE LÚPICA: deposito de IgA e ↓ C3 * CIRROSE: deposito de IgA pode ser encontrado em ate 1/3 dos cirróticos. * DÇA CELÍACA * HIV: < associação que a GEFS A biopsia nem sempre esta indicada porque a doença tente a ser benigna: - INDICAÇÃO DE BIOPSIA: * Proteinuria > 1g/dia *sinais de SX. NEFRITICA * Insuficiencia Renal - BIOPSIA: depósitos de IgA no mesângio. - dosar IgA sérica( no sangue -50%) - deposito de IgA na pele ( 50%) - EAS: HEMATÚRIA DISMÓRIFCA ISOLADA - NÃO consome C3 *em < de 5% ocorre remissão completa sem complicações. E < 5% evolui pra IR . - fator de Pior Prognóstico: sexo ♂. TRATAMENTO: - Na > parte não esta indicado, somente quando desenvolver proteinuria > 1g/d ou HTA ou creatinina > 1,5. * corticoide, óleo de peixe * imunossupressores * IECA SHU EPIDEMILOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO SX. HEMOLÍTICO URÊMICO: doença trombótica de pequenos vasos glomerulares. PATOGÊNESE: Diarreia sanguinolenta pela E.coli O157: H7→ produção de toxina shiga →lesão endotelial com ativação plaquetaria e trombose. - é a principal causa de INSUFICIÊNCIA RENAL em CRIANÇAS. - 80% dos casos é devido a uma gastroenterite previa ( 5 a 10 dias antes) causada por E. COLI entero-hemorrágica ( cepa O157: H7) e SHIGELLA e SALMONELLA. * ANEMIA HEMOLITICA microangiopática ( ESQUIZÓCITOS- hemácias fragmentadas no esfregaço do sangue periférico) + * TROMBOCITOPENIA (↓ plaquetas < 50.000) + * INSUF. RENAL AGUDA oligúrica - historia clinica + achados laboratoriais. * anemia hemolítica com coombs direto ( - ) * leucocitose * plaquetopenia < 50.000 SANGUE PERIFÉRICO: presença de ESQUIZÓCITOS “pensar em criança que faz diarreia e depois quadro de IRA + anemia”. - SUPORTE e correção hidroeletrolitica - evitar ATB na suspeita de E. COLI, pois pode agravar o quadro. 130 SÍNDROMES TUBULOINTERSTICIAIS= Acometimento da função reabsortiva, Ocorre mais distúrbios da concentração Da urina e hidroeletroliticos. NTA ETIOLOGIA Distúrbios associados a NTA: NECROSE TUBULAR AGUDA. Destruição de células tubulares renais bilateralmente. Trata-se de um evento mais comum no túbulo proximal e porção ascendente da alça. * na maioria das vezes é um distúrbio autolimitado ( 7 a 21 dias). * é considerado atualmente a principal causa de IRA ( principalmente causada por SEPSE) nos pacientes hospitalizados- TERAPIA INTENSIVA. * na NTA os rins tem geralmente o tamanho NORMAL. - ISQUEMIA: hipoperfusão renal por um quadro Pré- renal ( choque circulatório, SIRS, SEPSE- levam a vasoconstricção renal) - NEFROTOXIDADE: toxinas endógenas ( mioglobulina) e exógenas ( medicamentos- * principais Medicamentos: aminoglicosídeo; anfotericina B; aciclovir; cisplatina; venenos * Principais características da NTA causada pelos AMINOGLICOSÍDEOS? - a disfunção em geral ocorre 7 dias após o uso do fármaco. - insuf. Renal aguda NÃO oligúrica - ocorre disfunção renal Como ≠ da NTA da IRA pré-renal? BIOQUIMICA URINÁRIA NTA ( lesão renal intrínseca): - fração excretória de ureia > 50% (é o parâmetro + importante para ≠ as 2 entidades) -não responde a reposição volêmica; -↑ a excreção de NA , H2O e ureia. - SODIO urinário > 40 - fração excretória de NA > 1% - Osm urinária < 350 - Cr urin/plasm < 20 - ureia plasmática/ creatinina plasmática <20 - Urina diluída - sedimento urinário: cilindros GRANULARES pigmentados 1) RABDOMIÓLISE:- - destruição do músculo que leva a NTA por: * hipovolemia * pigmentúria: liberação de mioglobulina na circulação é tubulotóxica ( o pigmento heme é toxico!) * vasoconstricção Evento agudo: nas 1ª 24 hrs devido ao rompimento dos miócitos pode levar a uma parada cardíaca por acidose + ↑ K Evento tardio da rabdomiólise: IRA – NTA * LABORATÓRIO: - CPK > 1000 - ↑ k; ↑ fosfato; ↑ acido láctico e úrico ( devido a ruptura dos miócitos) e ↓ Ca. - dipstick + para hemoglobina * CAUSAS: - trauma e compressão muscular - sx. Do soterramento ( paciente soterrado) - exercício físico intenso - imobilização prolongada - drogas e toxinas : COCAÍNA; colchicina; ESTATINA ( inibidores de redutase de coenzima –A) - infecções - distúrbio eletrolítico ( ↓ K e P) x - Necrose Tubular Aguda ( NTA)= quadro de IRA x - Nefrite Intersticial Aguda (NIA) x - Nefrite Intersticial Crônica ( NIC)= quadro de IRC x - Necrose de Papila= clinica de pielonefrite 131 PROXIMAL: aumenta o aporte distal de Na e promove a excreção do K. - HIPOCALEMIA (↓ k) - HIPOMAGNESEMIA (↓ Mg) OBS: é um caso raro de IRA que cursa com HIPOcalemia ( ↓ K) Como ≠ se é NTA ou NIA causada pelo medicamento? Na NIA tem que ter eosinofilúria ou sinais e sintomas de reação sistêmica de hipersensibilidade (urticária, febre; rash cutâneo) ; ↑ do tamanho dos rins. OBS: a cisplatina causa lesão direta no túbulo renal do tipo OLIGÚRICA. AZOTEMIA PRÉ-RENAL ( causa pré-renal): - fração excretória de Ureia < 35% -é reversível a reposição volêmica. - ↑ reabsorção de NA e H2O - SODIO urinário < 20 - fração excretória de NA < 1% - Osm urinário > 500 - Cr urin/plasm > 40 - ureia plasm/Cr plasm >40 - urina hiperconcentrada com pouco NA e ureia. - Sedimento urinário: tipo acelular ouconter cilindros HIALINOS- Geralmente não tem proteinúria, hematúria e nem leucocitúria. presente de 20-30%- não sendo necessários para diagnóstico. - hipotireoidismo - miopatias inflamatórias * TRATAMENTO: - ressuscitarão volêmica agressiva ( pq tem muito sequestro de liquido para 3ª espaço) com SF 1-2 L /h ate obter diurese entre 200 e 300ml/h. - monetarização de Cálcio plasmático e PCV - hemodiálise ( quando tiver sinais de Sx. Urêmica) - alcalinização urinaria com bicarbonato. 2) SX. DA LISE TUMORAL São rupturas de células neoplásicas, geralmente dos tumores hematológicos mais agressivos que são submetidos a QT e RT. O SLT libera ACIDO ÚRICO que leva a NTA. LABORATÓRIO: - Relação entre Acido úrico/ creatinina > 1 - ↑ K ( + grave); ↑ fosfato e ↓ Ca, acidose metabólica. Como prevenir as lesões Renais na SLT? - hidratação venosa maciça; alopurinol;alcalinização urinária. 3)- NEFROPATIA INDUZIDA PELO RADIOCONTRASTE: O contraste iodado pode causar NTA através da vasoconstricção da arteríola aferente que leva a isquêmica tubular e NTA. OBS: mesmo sendo NTA terá uma alteração bioquímica urinário com padrão de IRA ( ou seja com FRAÇÃO EXCRETÓRIO DE SÓDIO < 1%). Como prevenir? Solução isotônica de bicarbonato de sódio e acetilcisteína. *FATORES DE RISCO: - insuf. Renal previa ( creatinina > 1,5) + importante! - DM com disfunção renal previa - ICC; CIRROSE HEPATICA; HIPOALBUNEMIA 132 - mieloma múltiplo - altas doses de contraste NIA ETIOLOGIA CLÍNICA e DIAGNÓSTICO Inflamação aguda dos rins. Caracterizada pela infiltração do interstício por LEUCÓCITOS + intenso EDEMA que obstrui os túbulos que leva a OLIGÚRIA e ↓ TFG. QDO PENSAR EM NIA? Paciente com USO DE MEDICAMENTO , desenvolveu IRA com QUADRO ALÉRGICO Drogas causadoras de NIA: -β-lactâmicos e sulfonamidas: ampicilina; penicilina cefalotina - esquema RIP: RINFAMPICINA - anticonvulsivante: FENITOÍNA - anti- hipertensivo: HIDROCLOROTIAZIDA - anticoagulante: WARFARIN - AINES derivados do AC. Propiônico: ibuprofeno; cetoprofeno...) OBS: os AINES causam NIA com padrão morfológico de SX. Nefrotica- (doença de LESÃO MÍNIMA). Fenômenos alérgicos: - eosinofilia, eosinofilúria - cilindros LEUCOCITÁRIO - ↑ IgE sérico - hematúria NÃO dismórfica - oliguria - rash cutâneo, febre; dor lombar - ↑ do tamanho dos rins - fração excretória de sódio > 1% - ↑ UREIA e CREATININA NECROSE DE PAPILA CLÍNICA E LABORATÓRIO Destruição da papila renal. PRINCIPAIS CAUSAS: 1)- nefropatia por analgésico 2) nefropatia obstrutiva 3) pielonefrite ( dor lombar, piuria, febre) 4) anemia FALCIFORME 5) diabetes melitus CLINICA DE PIELONEFRITE - Febre com calafrios - dor lombar + disúria - hematúria LABORATÓRIO: - urinocultura + (75% dos casos) 133 DISTÚRBIOS TUBULARES ESPECÍFICOS NÉFRON PROXIMAL ALÇA DE HENLE NÉFRON DISTAL * REABSORVE normalmente: - glicose; aminoácidos; fosfato; acido urino E Bicarbonato →SX. DE FANCONI( glicosúria renal) Desligamento TOTAL da reabsorção no túbulo proximal, que leva a: - glicosúria com NORMOglicemia - aminiaciduria- doença de HARTUNUP - hiperfosfaturia com hipofosfatemia ( ↓ P ) leva a hipofosfatemia crônica que leva ao raquitismo ( crianças) e osteomalácia ( adulto) - hiperuricosuria com hipouricemia - bicarbonaturia (↓ HCO3)- ATR tipo II OBS: a sx. De Fanconi é o famoso “ rim do Mieloma” OBS: paciente NÃO é diabético, mas é portadora de glicosúria renal, que NÃO aumenta o risco para diabetes. →SX. DE BARTTER Desligamento congênito na reabsorção de SÓDIO na alça de henle como se fosse uma intoxicação por FUROSEMIDA * poliúria e polidipsia * HIPERcalciúria e HIPOcalcemia (↓ Ca) * hipocalemia ( ↓ K) *ALCALOSE metabólica ( ↓ HCO3) * Tendência a hipovolemia, ativa o sistema RAA, leva a hiperaldosteronismo crônico com aumento da prostaglandina E. * Pressão arterial NORMAL * paciente tem tendência a nefrolitíase de repetição OBS: geralmente a criança apresenta déficit ponderoestrutural. TTO: espironolactona. →SX. DE GITELMAN Desligamento congênito da reabsorção de SÓDIO no túbulo contorcido distal como se fosse intoxicação por TIAZÍDICOS. NÃO ocorre poliúria . * HIPOcalciúria e HIPERcalcemia (↑ Ca) * HIPERmagnesiúria e hipomagnesemia (↓Mg) * HIPOcalemia (↓ K ) . ACIDOSE TUBULARRES RENAIS – ATR *TIPO I: *TIPO II: *TIPO IV: ocorre no túbulo COLETOR – incapacidade de secretar de H+, urina alcalina e leva a ↓ K ( aumenta sua excreção)= PACIENTE C/ ACIDOSE METABÓLICA hipercloremica com anion- gap +( normal) E URINA ALCALINA. - Tratamento: citrato de potássio ( dose baixa) ocorre no túbulo PROXIMAL pela ↓ da reabsorção de HCO3 ( O HCO3 não é reabsorvido, ocorre uma bicarbonatúria e ↓ K.)= PACIENTE C/ ACIDOSE METABÓLICA ( hipercloremica) com anion gap normal E URINA ÁCIDA. SX. Do HIPOALDOSTERONISMO, mas sem doença de ADDISON= PACIENTE C/ ACIDOSE LEVE, HIPERCALEMIA ( ↑ k ) e NEFROPATIA PERDEDORA DE SAL. - Tratamento: fludrocortisona e furosemida 134 OBS: valor do anion-gap normal: 8-12 mEq/L OBS: acidose metabólica decorrente da perda de HCO3 e retenção de H+, deve ser compensada com aumento do cloreto, que resulta em um anion gap normal e acidose hiperclorêmica!) - Marcador p/ diagnóstico: excreção fracionada de bicarbonato. - Tratamento: citrato de potássio dose alta. SÍNDROMES VASCULARES RENAIS: ESTENOSE UNILATERAL DA ARTERIA RENAL ETIOLOGIA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO é* HIPERTESÃO RENOVASCULAR- HRV Estenose da artéria renal é o estreitamento da luz do vaso que leva a hipoperfusão em um dos rins→ hipofluxo → ativação de sistema RAA→ que leva a vasoconstricção ( efeito da angiotensina II) e retenção hidrosalina ( efeito da aldosterona) → ↑ PA. * a estenose da artéria renal esta presente em 2- 4% dos hipertensos. * ATEROSCLEROSE (90%) - + comum em IDOSO - ambos sexos - ocorre oclusão PROXIMAL da art. Renal - tende a evoluir com atrofia * DISPLASIA FIBROMUSCULAR - + comum em JOVENS - sexo ♀ - oclusão da art. MÉDIO- DISTAL - quase não evolui para atrofia OBS: fazer sempre diagnostico ≠ com arterite de Takayassu ( vasculite de grandes vasos também comum em ♀ jovens)- para ≠ fazer prova de atividades inflamatória ( OBS: Considere HRV sempre que tiver isto no enunciado: - hipertensão GRAVE e REFRATÁRIA e de inicio recente - aterosclerose difusa, associada a SOPRO ABDOMINAL - assimetria renal na USG - alcalose metabólica + ↓ K na ausência de diuréticos - edema agudo de repetição, apesar de terapia anti-hipertensiva adequada. - cintilografia com captopril - ecodoppler da artéria renal ( é mais sensível que a cintilografia) - angio-TC – PRESENÇA DE SOPRO na artéria renal - angio- RM - OBS esta CONTRAINDICADO o uso de RM com GADOLÍNEO em pacientes com nefropatia avançada, pelo risco de induzir quadro de FIBROSE SISTÊMICA PROGRESSIVA- esclerodermia por gadolíneo. * PADRÃO-OURO: arteriografia renal- só *IECA e ARAII: assim não deixa converter angiotensina I em II e assim não leva a vasoconstricção e ↑ da PA. - p/ pacientes jovens com displasia fibromuscular o tratamento de escolha é angioplastia por balão- revascularização SEM implantação de STENT OBS: o tratamento da ESTENOSE BILATERAL DAS ARTERIAS RENAIS É: REVASCULARIZAÇÃO . 135 VHS , Proteína C reativa) seria (+) na arterite de Takayassu) deve ser indicado em casos de duvidas. ESTENO BILATERAL DAS ARTERIAS RENAIS QuandoPENSAR EM ESTENOSE BILATERAL DA ARTERIA RENAL: ATEROEMBOLISMO Quando PENSAR EM ATEROEMBOLISMO : AMILOIDOSE: x - Falência renal crônica progressiva x - quase todos os casos são devidos a aterosclerose x - perfil: paciente idoso, hipertenso, diabético, dislipidêmico x - grande sinal clinico: agudização de um quadro de INSUF. RENAL CRÔNICO E FIBROSE INTERTICIAL com quadro urêmico, após utilizar IECA ou ARAII ( pq piora o quadro!!!!). x - Tratamento é REVASCULARIZAÇÃO x -INSUF.RENAL AGUDA + x - o paciente fez CATETERISMO ARTERIAL NOS ULTIMOS DIAS!! x - Doença causadas pela deposição de fibrilas no espaço extracelular de vários tecidos e órgãos. x - causa de amiloidose PRIMÁRIO: idiopático e MIELOMA MULTIPLO x - Principal causa de amiloidose SEUCUNDÁRIA: ARTRITE REUMATOIDE x - ORGÃO mais acometido na primaria: RINS (80%)- manifestação de sx. Nefrotica ( proteinúria nefrotica) + Hipoalbuminemia significativa com ANASARCA + acometimento cardíaco com disfunção diastólica; neuropatia periférica; equimoses cutânea ( ao redor dos olhos- olhos de guaxinim) x - BIOPSIA RENAL: depósitos de amorfos em nível glomerular CORÁVEIS pelo VERMELHO DE CONGO! E na USG RENAL IRC com rins de tamanho NORMAL ou AUMENTADO. 136 SÍNDROME URÊMICA- INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA IRA CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO ↓ da função renal em horas ou dias com: * ↓ TFG ( normal entre 90- 120 ml/min) * volume urinário ( < 0,5 ml/kg/h por + 6 hrs); *retenção de escórias nitrogenadas ( Ur e Cr ≥0,3 mg/dl em 48 hrs ou ↑ 1,5 a 2 vezes do seu valor basal) * distúrbios hidroeletroliticos. COMO AVALIAR A TFG? 1) PADRÃO-OURO: Clearance de INULINA: é cara, difícil de medir e invasiva. 2) Creatinina sérica: variam de acordo com a massa muscular, sexo, raça; idade; ingesta de carne, dieta... 3) Clearance de Creatinina ( depuração da creatinina na urina de 24hrs):é a + usada!!!: leva em consideração a idade, peso CRITÉRIOS DE AKIN: I: Alto risco de disfunção Renal: - ↑ abrupto em 48 hrs da Cr ≥ 0,3 ou entre 1,5 a 2 x o valor basal - DU < 0,5 ml/kg/hr > 6 hrs II- Lesão Renal : - ↑ Cr entre 2 a 3 x valor basal e DU < 0,5 ml/kg/h >12 hrs III- Falência Renal: - ↑ Cr 3 x do valor basal OU Cr sérica > 4 com aumento agudo de 0,5mg/dl - DU < 0,3 ml/kg/h OU anuria por 12 hrs. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM DU ( débito urinário): *NÃO oligurica: DU > 400 ml/dia * Oligúrica: DU < 400 * Anúrica: DU < 100 Quadro de SX. URÊMICA: *↑ UREIA ( uremia): anerexia, náuseas, vômitos, cefaleia - ENCEFALOPATIA URÊMICA: - confusão metal; mioclonias, FLAPPING; hiper-reflexia; sinal de BABINSKI bilateral e agitação psicomotora. - Pericardite hemorrágica - sangramento urêmico DISTURBIOS HIDROELETROLITICOS: * HIPERVOLEMIA: - HAS leve; - Derrame Pleural - ascite e Edema periférico - Edema agudo de Pulmão * ACIDOSE METABÓLICA com ANION GAP ELEVADO * ↑ ACIDO ÚRICO * diminui: ↓ SÓDIO ( Na) e CALCIO ( Ca) * aumenta: ↑ POTÁSSIO ( k) FOSFATO ( P); MAGNÉSIO( Mg) ≠ causa PRÉ-RENAL da RENAL INTRINSECA: 1) BIOQUIMICA URINÁRIA e SEDIMENTO URINARIO: AZOTEMIA PRÉ-RENAL ( causa pré-renal): - fração excretória de Ureia < 35% -é reversível a reposição volêmica. - ↑ reabsorção de NA e H2O - SODIO urinário < 20 - fração excretória de NA < 1% - Osm urinário > 500 - Cr urin/plasm > 40 - ureia plasm/Cr plasm >40 - tendo urina hiperconcentrada com pouco NA e ureia. - Sedimento urinário: tipo acelular ou conter cilindros HIALINOS- Geralmente não tem proteinúria, hematúria e nem leucocitúria. presente de 20-30%- não * IRA PRÉ-RENAL: Restaurar a PA - interromper diuréticos * IRA PÓS-RENAL: - desobstrução do trato urinário com nefrostomia percutânea *IRA INTRINSECA: - tratar a doença de base INDICAÇÃO DE DIALISE DE URGÊNCIA: - acidose metabólica grave refrataria - hipercalemia(↑k) grave - hipervolemia grave refrataria ( HAS , edema pulmonar) - encefalopatia, hemorragia, pericardite - Sepse, choque com disfunção orgânica e NTA PROGNÓSTICO - taxa de mortalidade entre 20-50% - IRA PRÉ-RENAL: 10% mortalidde - IRA RENAL: pode chegar 137 e sexo do paciente. Formula de Cockcroft- Gault: ClCr= (140-idade)x peso ÷ creatinina plasm x 72 Multiplicar o resultado por 0,85 se for do sexo ♀ - só pode ser usada esta formula em pacientes com função renal estável!!! OBS: não deve ser usado no caso de injuria renal aguda ( com ↑ 50% do valor basal em alguns dia ou anúria ou sintomas urêmicos)- sendo assim a TFG por definição encontra-se maximamente reduzida- < 10 – 20 ml/min. OBS: a creatinina só ↑ após comprometimento de 50% da função renal, portanto ela não é um marcador precoce de lesão renal!!!! OBS: o CONTRASTE IODADO e RABDOMIOLISE, pode ETIOLOGIA: * CAUSA PRÉ-RENAL: - causa + comum 55%; exceto em pacientes hospitalizados, assim passa a ser a causa + comum a Intrínseca (NTA por sepse). - hipovolemia - ↓ DC - vasoconstrictores renais: noradrenalina, ergotamina; sx. Hepatorrenal e - HIPOCALCEMIA ( ↓ Ca) - IECA na estenose bilateral de artérias renais leva a hipoperfusão renal grave - AINES: impede que a prostaglandina dilate a arteríola aferente. * CAUSAS INTRÍNSECA - lesões glomerulares, tubulointersticiais e vasculares. - OBS: a NTA isquêmica ( hipofluxo renal) ou nefrotoxica é responsável por 80-90% dos casos de IR intrínseca. OBS: o ↑ K leva a alterações no ECG: onda T em TENDA ( apiculada) com ↓ do intervalo Q-T e nos casos mais graves ausência de onda P. Se deve tratar a HIPERcalemia com GLUCONATO de CALCIO- 1g IV em 2-3 min ( não reduz o K sérico, mas estabiliza eletricamente o miocárdio e evita arritmia) ; glicoinsulina venosa; nebulização com β-2 agonista; diuréticos alça, bicarbonato de sódio venoso , resinas de troca e diálise. OBS: a IRA quase sempre cursa com ↑ K, exceto na Necrose Tubular Aguda (NTA) NÃO oligurica pelo uso de aminoglicosídeo, irá cursar com ↓ K e Mg. OBS: na IRA a HIPOcalcemia é geralmente assintomática, porque a acidose possui um efeito protetor contra tetânia. OBS: a hiponatremia diluicional na IRA pode sendo necessários para diag) NTA ( lesão renal intrínseca): - fração excretória de ureia > 50% (é o parâmetro + importante para ≠ as 2 entidades) -não responde a reposição volêmica; -↑ a excreção de NA , H2O e ureia. - SODIO urinário > 40 - fração excretória de NA > 1% - Osm urinária < 350 - Cr urin/plasm < 20 - ureia plasmática/ creatinina plasmática <20 - Urina diluída - sedimento urinário: cilindros GRANULARES pigmentados 2) EXAME DE IMAGEM: * principal exame: USG * BIOPSIA: indicada somente em casos de DÚVIDA, que já excluiu causas pré-renal e pós- renal e não consegue identificar causa intrínseca. 80% de mortalidade. SINAIS DE PIOR PROGNÓSTICO: - Oigúria na apresentação - ↑ creatinina > 3 - Idosos - Pacientes com falência múltiplas dos órgãos. OBS: o uso de furosemida NÃO reduz a mortalidade na IRA. * Qual é a principal causa de IRA do recém – nascido? Axfixia perinatal SAIBA MAIS... * Exemplos de ACIDOSE com ANION GAP ↑: acidose lática; cetoacidose; uremia; intoxicação por salicilato; metanol. * ex. de acidose com anion gap NORMAL: acidose metabólica decorrente da perda HCO3 ( ATR tipo II) ou retenção de H+ ( ATR tipo I)- leva a uma acidose metabólica hipercloremica com anion 138 causar IR intrínsecacom FE de SÓDIO < 1% ( bioquímica compatível com IRA pré-renal) OBS: quadro de ANÚRIA SÚBITA pensar em obstrução completa e bilateral do trato urinário- IRA PÓS-RENAL. OBS: ANÚRIA PERSISTENTE do RECÉM- NASCIDO PRÉ-TERMO ASFÍXICO pensar em IR. AGUDA INSTRINSECA * CAUSAS PÓS-RENAL -5% dos casos: - obstrução mecânica no sistema coletor urinário. - Hiperplasia Prostática Benigna ( HPB) - Neoplasias levar a quadro de convulsões . * RNM c/ contraste: contraindicada ClCr <30 gap normal. * esta CONTRAINDICADO RNM com GADOLÍNEO em pacientes com Cl. Cr < 30 ml/min- risco de desenvolver FIBROSE SISTÊMICO NEFROGÊNICA INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA IRC CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO DIÁLISE Anormalidade estrutural ou funcional ≥ 3 meses C/ ou S/ ↓ TFG < 60 ml/min OU ↓ da TFG com ou sem evidencias de danos renais ( microalbuminúria ou albuminuria) FISIOPATOLOGIA ↓ progressiva da massa renal com hipertrofia funcional e estrutural dos nefrons remanescentes. -o sinal + precoce da IRC é: NOCTÚRIA. - ↓ TFG →↑ k ( POTÁSSIO) e acumula ( FOSFATO)→ * ↑ P → estimula ↑ PTH e inibe a formação renal do CALCITRIOL → ↓ VIT. D renal e assim ↓ reabsorção intestinal de CALCIO (↓ CALCIO) → hipoparatireoidismo 2ª * ACIDOSE METABÓLICA Como ≠ IRA de IRC? CRÔNICO: - presença de anemia; alt. Ósseas - ↑ PTH - sedimentos urinários inativos ou com proteinuria e cilindros GROSSEIROS. - USG:- * tamanho renal ↓ e simétrico ( < 8,5 cm) e * Relação cortico/medular * Evitar a progressão da doença: 1- Controle da Glicemia, obesidade; hiperlipidemia e interromper tabagismo -2Restrição proteica na dieta: 0,6 a 0,75 g/kg- cuidado para não causar desnutrição proteica. 3- Controle Pressórico: IECA ou BRA II INDICAÇÕES: IRA ou IRC AGUDIZADA: - realizar diálise de urgência na Sx. Urêmica aguda, caracterizada por ao menos 2 dos seguintes achados: 1) HTA grave e refratária 2) EAP refratário 3)↑ K > 6 mEq/L 4) acidose metabólica grave e refratária 5) encefalopatia uremica, 139 OBS: nos estágios iniciais da IRC a TFG permanece normal ou em estado de HIPERFILTRAÇÃO, devido a resposta ao estimulo proteico aumentado. ETIOLOGIA: *Principal causa no MUNDO: DM- nefropatia DIABÉTICA. * Principal causa no BRASIL: HAS- nefropatia HIPERTENSIVA CLASSIFICAÇÃO 0: fatores de risco (+): HAS; DM;; dislipidemia; obesidade; idade > 60 anos; historia familiar; tabagismo... TFG normal 1: Lesão renal com microalbuminúria (nl de 30 a 300mg/dia) ou albuminúria persistente. 1: TFG ≥ 90 ml/min 2: TFG entre 89-60 ml/min 3: TFG 59-30 ml/min 4: TFG 29-15 ml/min → gravemente reduzida 5: TFG < 15 ml/min→ falência renal P/ calcular a TFG: utilizar a com ANION GAP ↑ OBS: um dos fatores que contribui p/ gênese da acidose metabólica na IRC são os níveis ↑ PTH. * DISLIPIDEMIA: ↑ triglicerídeos e ↓ HDL *HAS ( 85% dos casos) 2 anti-hipertensivos de escolha pra previnem a evolução da lesão renal: IECA ou BRA II + diuréticos tiazidicos ( TFG > 30) ou de alça ( TFG < 30). Manter níveis pressóricos < 130x 80 mmHg * ANEMIA NORMO- NORMO: por ↓ da produção de ERITROPOIETINA renal. *SANGRAMENTO URÊMICO com Tempo de sangramento ↑ * PERICARDITE: febre, dor pleurítico, atrito pericardico. * NEUROROPATIA URÊMICA: ( encefalopatia; ↓ ( perda da dissociação corticuossinusal) * hiperecogenicidade cortical AGUDO: - sem anemia E sem osteodistrofia - USG: rins de tamanho NORMAL ( 9- 12 cm) e Relação cortico/medular preservada e ecogenicidade preservada. Quais as causas de IRC com RIM de tamanho NORMAL ou AUMENTADO: - amiloidose 1ª ( MIELOMA MULTIPLO) - DM - anemia falciforme - dça renal policística - nefropatia obstrutiva- hidronefrose) - nefropatia por HIV - esclerodermia Quais os principais fatores envolvidos na AGUDIZAÇÃO da IR? - depleção de volume - HTA acelerada ou NÃO -Manter níveis pressóricos < 130 x 80 mmHg e em DM < 125 x 75 mmHg→ inibe a progressão da lesão renal. OBS: se creatinina for > 3 mg/dl se deve suspender o IECA, porque ele pode desencadear hipercalemia, ↓ abrupta da TFG. 4-manutenção da proteinuria < 1,0 g/dia * Tratamento da Acidose Metabólica - Bicarbonato de Na * Tratamento da Osteodistrofia Renal - Restrição de fosfato na dieta - uso de quelante de fosfato para TFG < 30 ml/min: sais de Cálcio ( carbonato de cálcio 2,5- 20 g/dia 3x /dia. Evitar quelante como hidróxido de alumínio, mesmo ele sendo mais efetivo e leva a intoxicação de pacientes com IRC, demência, osteomalácia e anemia refrataria. pericardite uremica ou hemorragia uremica. 6) choque ou sepse com disfunção orgânica e NTA IRC NÃO AGUDIZADA: 1) sinais e sintomas de Sx. Urêmica com ClCr < 10 OU 15 ml/min em situação de DM, ICC e desnutrição. Principais Métodos dialíticos: * HEMODIÁLISE: * DIÁLISE PERITONEAL O que deve suplementar na DIETA do paciente com IRC em HEMODIÁLISE? Acido fólico Qual o método de diálise + indicado para pacientes com INSTABILIDADE HEMODINÂMICA, hipercatabolismo e hipervolemia? Hemodiálise continua Qual é a VEIA DE ESCOLHA para acesso vascular central na hemodiálise? jugular interna D 140 formula do ClCr: ClCr= (140-idade)x peso ÷ creatinina plasm x 72 Multiplicar o resultado qdo for sexo ♀ por 0,85 * PADRÃO-OURO: Clearance INULINA. OBS: Quais são os MEDICAMENTOS causadores de HIPERCALEMIA ( ↑ k)? - IECA - BRA II ( bloq. Dos receptores de angiotensina II) - ESPIRONOLACTONA - AINES polineuropatia) *ALT. GI ( náuseas, vômitos, anorexia; halito urêmico) * PALIDEZ CUTÂNEA; equimoses, hematomas *PRURITO URÊMICO ( NÃO melhora com a diálise!) * NEVE URÊMICA ( ↑ concentração de ureia no suor, após evaporar fica uma camada no pó na pele.) *OSTEODISTROFIA RENAL: Representada por: A) Osteíte fibrosa cística: (típica de hiperpara 2ª) : ↑ dos osteoclastos com ↑ da reabsorção óssea e ↑ da deposição de colágeno. ↑ P → ↑ PTH e ↓ Calcitriol e ↓ Ca. RX: -crânio em “sal e pimenta” - reabsorção subperiosteal das falanges da mão ( achado + típico) controlada - ITU - uropatia obstrutiva com cálculos ou necrose de papila - Drogas ( AINES; IECA; ouro, ATB, Lítio, penicilamina) - radiocontraste - reativação da causa original *Quando devemos BIOPSIAR O RIM? - rins de tamanho próximo do normal, onde outros exames menos invasivos NÃO definiram o diagnostico ou na suspeita de causa potencialmente tratável. - calcitriol * Tratamento da anemia: - reposição de Ferro ( deve ser feita antes da eritropoietina) - Eritropoetina recombinante humana 50 a 100 U/Kg/sem * manter a Hb alvo de 10- 12 g/dl e Ht > 33% OBS: pacientes tratados com eritropoiéticos ↑ AVE e eventos tromboembólicos. * Tratamento para sangramento uremico: Desmopressima PREPARAÇÃO P/ TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO RENAL Indicada para estagio V ( TFG < 15 ml/min), devendo ser preparado a partir do estagio IV ( TFG 20-25 ml/min) * o melhor método é o TRANSPLANTE RENAL, mas a maioria dos pacientes necessitam de diálise durante algum período ate o transplante. Qual complicação mais comum na confecção de uma fistula arteriovenosa para hemodiálise? Estenose do componente venoso proximal. Contraindicação ABSOLUTA da diálise PERITONEAL? - Ausência da integridade do diafragma. - fibrose e obliteração da cavidade abdominal por cirurgia prévia - clearanceperitoneal inadequado Qual agente etiológico de um paciente que evolui com PERITONITE em uso de DIÁLISE PERITONEAL( incidência de 20-80%)? * S. coagulase negativo ( epidermidis) * S. aureus Qual ATB usar em uma PERITONITE 2ª À INSF. RENAL? - Cefitriaxone e metronidazol. - fazer coleta de cultura 141 - cistos ósseos e tumores marrons de ossos longos- OSTEOCLASTOMA - coluna “Rugger Jersey” - osteoporose e fraturas patológica e dor óssea. OBS: sítio ósseo que apresenta > perda mineral a porção distal do radio. - Diagnóstico: exames inicias: dosagem de P; Ca e PTH Padrão-ouro: biopsia óssea. B) Osteomalácia: Causada por: *↓ VIT. D → ↓ Ca e ↓ P e ↑ FA * toxidade de alumínio: é um quelante do P ( leva a ↓ P) RX: - osteopenia generalizada - adelgaçamento do córtex linhas de pseudofraturas (zonas de Looser) principalmente no fêmur e quadril. C) Doença óssea Adinâmica: típico de paciente com IRC avançada que recebe * Manifestações da SX. URÊMICA que NÃO responde a DIÁLISE: - anemia - osteodistrofia renal - distúrbios do CÁCIO e FOSFATO - prurido urêmico - dislipdemia - hipercatabolismo com desnutrição proteicocalórica - depressão imunológica com predisposição a infecções. - aterosclerose acelerada 142 tratamento adequado, mantendo seu PTH normal, mas com o hiperparatireoidismo controlado a tendência é que a uremia afete o tecido ósseo reduzindo seu metabolismo. 143 SINDROMES FEBRIS DENGUE EPIDEMIO- FISIOPATO CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO - É a mais importante ARBOVIROSE do planeta - AGENTE CAUSADOR: arbovirus, do gênero FLAVIVIRUS 4 sorotipos: DEN 1, 2, 3, 4. * + freq: DEN 1 * + grave: DEN 2 - AGENTE TRASMISSOR (VETOR): FÊMIA do mosquito AEDES AEGYPTI ( Tb transmite a febre amarela urbana) - PERIODO DE VIREMIA no homem: 1 dia antes da febre, até o 6ª dia da doença. Este é o período de transmissibilidade da doença intrínseca no ser humano, onde a transmissão do ser humano para o mosquito ocorre quando houver a presença do vírus no sangue humano, chamado período de viremia. -HOSPEDEIRO: homem (principal) e mosquito. - 1ª caso documentado clinico laboratorialmente no BRA foi 1981. - 1ª EPIDEMIA: 1986 no RJ - REGIAO + AFETADA: SUDESTE - Índices de infestação não devem ser superior a 1% para prevenção da dengue, de 5% já previnem as epidemias de febre amarela. A pessoa pode ter ate 4 dengues da vida, cada vez com um sorotipo diferente. A infecção por um sorotipo confere imunidade ao sorotipo especifico e adquire imunidade cruzada TEMPORARIA para os demais sorotipos. FEBRE HEMORRAGICA DA DENGUE: Infecções sequenciais por diferentes sorotipos de DENGUE CLASSICA - febre↑, inicio abrupto - cefaleia, mialgia, artralgia, anorexia, dor retro-orbital, náuseas, vômitos - exantema: tipo maculo- papular na face, tronco, ocorre em muitos casos no 1ª dia da doença. - prurido - pode ter petequias, epistaxis, gengivo e metrorragia- manifestações hemorrágicas. - duração: 5 a 7 dias. OBS: nas crianças o inicio da doença pode passar desapercebido e as manifestações da dengue aparecem já como quadros graves. LABORATORIO: - LEUCOPENIA com LINFOCITOSE - ↓ plaquetas leve (> 100.000) - ↑ TGO EXAMES INESPECIFICOS - hemograma completo e dosagem de albumina EXAMES ESPECIFICOS -1ª SEMANA: -isolamento viral (PADRAO –OURO) coleta de sangue nos 1ª 5 dias - antígeno NS1 ( nos 1ª 3 dias- marcador da infecção aguda ativa) - APÓS 6ª DIA: - SOROLOGIA PARA DENGUE – MAC- ELISA (IgM)- método de escolha na rotina. ( permanecem elevados ate 30-90 dias) QUANDO SOLICITAR EXAME? -período NÃO epidêmico: para TODOS os pacientes suspeitos!! - período epidêmico: para grupo B, C, D, ou seja casos graves, duvidosos, situações especiais ( lactantes, gestante e portadores de - NOTIFICAR TODOS OS CASOS SUSPEITOS DE DENGUE! - CASOS GRAVE DE DENGUE É NOTIFICADO DENTRO DE 24 HRS. CLASSIFICAÇAO DE RISCO GUPO A: - sem alteração - prova de laço – - ausência de hemorragias e comorbidade - TTO: AMBULATOREAL *volume de liquido (80ml/ kg/ dia VO (1/3 SRO + 2/3 liquido) *ANTITERMICO: dipirona e paracetamol * ANTIEMETICO: plasil ou bromoprida * ANTIPRURIGINOSO: dexclorfeniramina, loratadina *ASS é CONTRAINDICADO GRUPO B: - Prioridade não urgente - ausência de sinais de alarme - prova de laço + - paciente com 144 - HABITO DO MOSQUITO: diurno e vespertino ** de acordo ao MS a DENGUE e a FEBRE AMARELA são doenças RE- EMERGENTE, e tem preocupado as autoridades devido ao risco potencial de reurbanização da febre amarela, relacionada ao vetor da dengue. NÃO EXISTE VACINAS OU DROGAS ANTIVIRAIS CONTRA DENGUE! O ÚNICO PONTO VULNERAVEL NA CADEIA EPIDEMIOLOGICA É O MOSQUITO! vírus da dengue, após um período de 3 m a 5 anos. * A reintrodução do sorotipo 4 em 2010 no Brasil é uma preocupação devido a susceptibilidade da população ao sorotipo 4 e ao > risco de desenvolver complicações com a febre hemorrágica da dengue. ** crianças com menos de 1 ano de idade podem adquirir passivamente anticorpos antidengue da mãe durante a gestação e, uma infecção primaria pelo mesmo vírus , pode produzir a forma hemorragia da doença. OBS: nas crianças a forma hemorrágica (grave) ocorreria pelo mesmo sorotipo que infectou a mãe e NÃO a um NOVO sorotipo como ocorre no adulto. CASOS CONFIRMADOS da dengue clássica: Será confirmado laboratorialmente ou durante uma epidemia pode ser confirmado através de critérios clinico epidemiológico. FEBRE HEMORRAGICA DA DENGUE Presença obrigatória de HEMOCONCENTRAÇÃO ( + importante) E PAQUETOPENIA - agravamento do quadro no 3ª, 4ª dia, com desaparecimento da febre e com manifestações hemorrágicas e colapso circulatório→ choque ( ↑ da permeabilidade capilar e hemoconcentração e falência circulatória) CONFIRMAÇÃO DE FHD: - ↑ 20% HEMATOCRITO ou sua ↓ de 20% após o tto - ↓ PLAQUETAS < 100.000 - LEUCOPENIA - PROVA DO LAÇO + - presença de DERRAME PLEURAL, ASCITE, comorbidades) Grupo B: homograma completo é obrigatório Grupo C e D: hemograma completo e sorologia/ isolamento viral é obrigatório. OBS: -paciente em uso de ASS e CLOPIDOGREL – indica transfusão de plaquetas - paciente em uso de WARFARIN com sangramento grave- indica administração de plasma fresco congelado. comorbidade, gestante, < 2 anos, > 65 anos -TTO:- deixar o paciente em OBSERVAÇÃO : HIDRATA e pede HEMATOCRITO - ↑10% do hematocrito( C>38%, M>44%, H>50%) = TTO: supervisionado oral (80ml/kg/dia, sendo 1/3 de SRO) ou parenteral ( SF ou RINGER LACTATO 40ml/kg em 4 horas.) - hematocrito normal= tratar igual grupo A ** surgimento de sinais de alarme, ou ↑ hematocrito mesmo com hidratação adequada ou paciente com PLAQUETOPENIA < 20.000= INTERNAÇAO. GRUPO C - urgência, atendimento o mais rápido possível SINAIS DE ALARME: a) dor abd. Intensa b) vômitos persistente c) hipo tensão postural d) hepatomegalia e) sangra// de mucosa f) somolencia ou irritabili// g) ↓ diureses<1,5ml/kg/h 145 HIPOPROTEINEMIA. - febre com duração de 7 dias PROVA DE LAÇO: - obrigatória em TODOS os pacientes - avalia a FRAGILIDADE CAPILAR - A prova é realizada com esfignomanometro.- ▀ 2,5 x2,5 - ADULTO 5 min: 20 ou + petequias. -CRIANÇA 3 min: 10 ou + DENGUE COMPLICADA Todo caso que evolui para forma grave, mas NÃO apresenta TODOS os critérios de FHD - alt. Neurológica - disf. Cardiorrespiratória - insf. Hepática - hemorragia digestiva - derrame cavitario - paquetas < 20.000 - leucopenia < 1000 OBS: A principal de morte se deve a homoconcentração e CHOQUE HIPOVOLÊMICO. h) hipotermia i) ↑ hematocrito j) ↓plaquetas l) desconforto resp -TTO:- INTERNAÇÃO min 48 hrs *fase de expansão: 20ml/kg/ em 2 hras IV com SF ou RL - reavaliação do hematocrito * dose de manutenção: 25ml/kg/ em 6 hras -se melhora 25ml/kg/ cada 8 hras sendo 1/3 de SF e 2/3 de glicosado - se NÃO melhorar conduzir ao grupo D. GRUPO D SINAIS DE CHOQUE: hipotensão, pulso fino e rápido, enchimento capilar lento, extremidades frias, cianose. - TTO: UTI * fase de expansão rápida: 20ml/kg passar em 20 min IV, pode repetir ate 3 X - reavaliar hematocrito em 2 horas - se melhorar, fazer a fase de expansão do GRUPO C. 146 FEBRE AMARELA EPIDEMIOLOGIA CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO Doença do interior do pais. - AGENTE CAUSADOR: arbovirus da família FLAVIVIRUS - AGENTE TRANSMISSOR: FA URBANA: aedes aegypti FA SILVESTRE: haemagogus janthinomys - RESERVATORIO: mosquito - PERIODO DE VIREMIA: 1 dia antes do inicio dos sintomas ate 3ª , 4ª dia da doença. - PERIODO DE INCUBAÇAO NO HOMEM: 3- 6 dias. - ocorre + nos meses de janeiro a abril!. FA URBANA: - NÃO existe FA URBANA no BRASIL desde 1942!!! - mas mesmo assim o risco de reurbanização da doença existe. HOSPEDEIRO: Homem FA SILVESTRE: - ativa nas zonas tropicais - Homens com + de 15 anos que entraram na mata - não vacinados q residem próximos aos ambientes silvestres. - turistas - Em intervalos cíclicos de 5 a 7 anos, a FA silvestre pode aparecer em surtos, consequentes a epidemias em macacos HOSPEDEIRO- macaco - > frequência da doença é nos meses de janeiro a abril. O acometimento epidemiológico mais relevante em relação a FA no Brasil é o ↑ da área de transição em direção a costa atlântica. - assintomáticas 90% - formas grave 10% = TRIADE DE DISFUNÇÃO HEPATORRENAL: 1- ICTERICIA 2- OLIGURIA 3-HEMATEMESE * LETALIDADE ALTISSIMA 50% 1ª FASE – período de infecção( VIREMIA): Febre, cefaleia de inicio abrupto, náuseas, vômitos, epistaxe, icterícia - SINAL DE FAGET: desproporção PULSO/ T® 2ª FASE- período toxemico: Formas + graves: reaparecimento da febre, diarreia, vômitos ( borra de café) - insuficiência hepatorrenal ( icterícia, oliguria, anuria, albuminuria, hemorrgias) - prostração - desidratação - morte no 6ª -7ª dia do inicio dos sintomas, raramente após 10 dias, quando parte dos doentes evoluem para cura . ALTERAÇAO LABORATOREAL: - só nas formas graves DIAGNOSTICO: - apartir 6ª dia= MAC ELISA IgM FISIOPATOLOGIA: - A DOENÇA confere IMUNIDADE ATIVA NATURAL - a VACINA confere IMUNIDADE ATIVA ARTIFICIAL - LACTANTES ATE 6 MESES TEM IMUNIDADE PASSIVA NATURAL de mães imunes. **Manifestações hemorrágicas são + freq. Na febre amarela. NOTIFICAÇÃO COMPULSORIA - TRATAMENTO DE SUPORTE PREVENÇÃO: - vacina aos 9 meses e depois de 10 em 10 anos para todos moradores de área endêmica, ou turistas, caminhoneiros, , garimpeiros. - Fazer 10 dias antes a vacina se for viajar para áreas endêmicas. - nas epidemias recomenda-se a vacinação acima de 6 meses. 147 MALARIA EPIDEMIOLOGIA FISIOPATOLOGIA CLINICA E DIAGNOSTICO TRATAMENTO É uma doença febril aguda, causada por um PROTOZOARIO do gênero Plasmodium e é transmitida por um mosquito. - AGENTE CAUSADOR: - P.VIVAX (+ comum 90%) - P.FALCIPARUM ( + grave e + LETAL- porque tem capacidade de invadir hemácias de qualquer idade) - P.MALARIE ( pode causar nefropatia) - AGENTE TRANSMISSOR- VETOR: mosquito- Anopheles Darlingi, infectada pelo plasmodiun * vetores da malaria são conhecidos como: carapanã; muriçoca; sovela; mosquito prego e bicudo. - RESERVATORIO: homem exclusivamente. Região de > risco no BRA? Região NORTE 99%- Amazonas, Amapá, Acre, Roraima, Rondônia, Pará - transmissão através da picada da FÊMEA do mosquito anopheles - vetores são + abundantes nos horários crepusculares (ao entardecer e ao amanhecer) O P.VVAX e P. OVALE, são capazes de formar os hipnozoitas, que são formas latentes no fígado e responsáveis pela RECAIDAS TARDIAS. MALÁRIA CRÔNICA ou INFECÇÃO RECORRENTE ? - caracterizada por esplenomegalia de GRANDE MONTA - hipergamaglobulinemia com inversão do padrão albumina/ globulina e pancitopenia. - no homem tem 2 ciclos : 1- hepático 2- eritrocitário - Onde ocorrem as fases do ciclo evolutivo? * CICLO ASSEXUADO: No hepatocito humano ( ocorre a 1ª multiplicação no homem) e hemácias OBS: os gametas são formados no homem e ingeridos pelo mosquito. * CICLO SEXUADO: no mosquito ALTERAÇÕES GRAVE DA MALARIA ? - malária cerebral - hipoglicemia - acidose lática - edema pulmonar não cardiogênico - insf. Renal - disfunção hepática P. VIVAX e FALCIPARUM= FEBRE TERÇÃ ( 2 dias sem febre e no 3ª dia com febre, mais 2 dias sem febre e no 3ª dia sem febre...) P. MALARIE= FEBRE QUARTÃ (cada 72 hrs) → pode ocorrer SX. Nefrotica ( nefropatia) - FEBRE ALTA (± 40°), calafrios, sudorese profunda, cefaleia que ocorrem em padrões cíclicos + ANEMIA hemolítica (icterícia, esplenomegalia de GRANDE MONTA) - hipoglicemia - hiperlactato= acidose lacta DIAGNOSTICO: - parasitológico= GOTA ESPESSA SINAIS DE MAL PROGNOSTICO : Prostração, alt. Da consciência, dispneia, hiperventilação, convulsão, hipotensão e choque, oliguria, hemorragia, icterícia, hiperpirexia. - NOTIFICAÇÃO COMPULSORIA VIVAX= cloroquina + PRIMAquina ( contra- indicada em grávidas, devido ao risco de homolise) FACIPARUM= clindamicina + artesunato PREVENÇÃO: ** NÃO existe vacina com resultados satisfatórios **não se indica quimioprofilaxia para viajantes em território nacional, exceto se o viajante for pra região de alto risco de FALCIPARUM na Amazônia, 1 semana antes, ate 4 semanas após abandonar a área de risco. (MEFLOQUINA) * Medidas como uso de repelentes, roupas compridas e mosquiteiro; devem ser recomendadas a todos viajantes para áreas de alto risco. 148 LEISHMANIOSE VESCERAL – CÃO EPIDEMIOLOGIA CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO * Leishmaniose visceral ou CALAZAR: quando o parasita invade o sistema reticuloendotelial. - AGENTE CAUSADOR da visceral: protozoários do gênero leishmania- L. CHAGASI. - AGENTE TRANSMISSOR ou VETOR: flebotomineos ( mosquito palha e birigui)- Lutzomyia longipalpis e a Lutzomyia cruzi. * tem atividade CREPUSCULAR e NOTURNA. * não ocorre transmissão direta, pessoa-pessoa! - RESERVATORIO * área urbana: CÃO * área silvestre: RAPOSAS e MARSUPIAIS * Leishmaniose tegumentar: infecção que * CRIANÇAS DA ZONA RURAL: A grande maioria acontece em < 10 anos . Até os 5 anos em ambos os sexos, e a partir dessa idade predomina sexo masculino. - doença GRAVE, que não tratada evolui pra óbito em mais de 90% dos pacientes. - no BRA a LV é uma doença endêmica, principalmente no nordeste. PERIODO DE INCUBAÇÃO: Homem: 10 dias a 24 MESES Cão:3 meses a vários anos * As crianças e imunocomprometidos são + suscetível ao desenvolvimento da doençaclinica. OBS: LV pode ser uma infecção oportunista nos pacientes com HIV, geralmente com contagem CD4 + baixa (<200). Infecção assintomática ( > parte) Não tem manifestações clinicas, mas o diagnostico sorológico e intradermorreação de MONTENEGRO é + → NÃO deve ser NOTIFICADO e NÃO deve receber TTO especifico. SINTOMÁTICO: - Febre PROLONGADA em picos , mal-estar, anorexia, perda ponderal, petequias ( pela plaquetopenia) - micropoliadenopatia generalizada ( predomínio cervical) - ↑↑↑↑↑↑↑ explenomegalia- de GRANDE MONTA! - hepatomegalia OBS: criança com febre + desnutrição + esplenomegalia de grande monta→ pensar em CALAZAR! LABORATORIO: -PANCITOPENIA - PARASITOLOGICO- identificar o parasita ( forma amastigota) ( é o + UTILIZADO, e de ESCOLHA para forma visceral! ) : - aspirado da Medula óssea - MIELOGRAMA ( + USADO) - punção esplênica - é o + SENSÍVEL, porem da muitas complicações! - METODO SOROLOGICO- pesquisa de anticorpos contra leishmania, através: imunofluorescencia indireta ou ( ELISA rK39) (↓específicos e ↑sensibilidade) TESTE DE MONTENEGRO ( teste da hipersensibilidade tardia) - resultado POSITIVO para infecção assintomáticas e nas formas CUTÂNEAS da Leishmaniose. - resultado NEGATIVO para forma clássica de leishmaniose VISCERAL (CALAZAR); - o resultado geralmente será NOTIFICAÇÃO COMPULSORIA Cães com LV tem que ser notificado e sacrificado! - ANTIMONIAL PENTAVALENTE : é a droga de escolha, mas não é a melhor ( lembrar da toxidade cardíaca) x 20 dias. - ANFOTERICINA B- x 14 a 20 dias: é a melhor droga, mas só ta indicado para: * gestantes * transplantados * HIV + * Insf. Renal * casos graves : < 6 meses e > 65 anos Desnutrição grave Comorbidade Icterícia e hemorragia Anasarca Toxemia A droga mais usada é a deoxicolato de anfotericina B, mas para transplantados, IR, historia de toxidade ao 149 se limita a pele, ou compromete a mucosa nasal , orofaríngea. Ulcera com bordas bem definidas e fundo necrótico. DIAG: identificação dos amastigotas no tecido ( exame direto) ou crescimento em cultura de promastigotas ( indireto).Teste de Montenegro será (+). O MS recomenda que seja oferecida sorologia pra HIV em todos os pacientes com diagnostico de leishimaniose. CURIOSIDADES: Quais outras Patologias que cursam com esplenomegalia? M- malaria E- esquitosomose GA- gaucher L- leishmaniose visceral IA- neoplasia hematológica * anemia normo- normo ( ↓ Hb) * plaquetopenia * leucopenia c/ neutropenia E LINFOCITOS ↑↑ * hipergamaglubulinemia c/ inversão do padrão albumina/globulina * transminases nl ou ↑ * ↑ VHS e PCR COMPLICAÇÕES - OMA - piodermites - ITU - Infecção respiratória negativo devido a ↓ imunidade celular, costuma de positivar entre 6 meses a 3 anos após o TTO, com o estabelecimento da imunidade. OBS: por isso com um teste + na ausência de manifestações clinicas, NÃO indica necessidade de TTO. deoxicolato, usar a anfotericina B lipossomal ( tem < toxidade). *causa ↓Mg e ↓ K LEPTOSPIROSE – RATO EPIDEMIO- FISIOPATO CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO É uma doença aguda febril, por uma esqiroqueta que tem o rato como reservatório. * ARDE ESTE CONCEITO: É uma doença generalizada e sistêmica, traduzida por VASCULITE INFECCIOSA. - AGENTE CAUSADOR: Leptospira interrogans ( espiroqueta) - RESERVATORIO: Rins dos ratos e o homem é um reservatório acidental. - + nos climas tropicais, no Brasil a doença é endêmica e torna-se epidêmicas em períodos chuvosos. - acomete + sexo ♂( 29-49 anos) - + na região SUDESTE- SP QUAIS SÃO AS ALTERAÇÕES RENAIS? - Nefrite intersticial aguda, e lesão no túbulo contorcido proximal que causa ↑ da excreção de NA e K ( HIPOCALEMIA) , oliguria. FORMA ANICTERICA - 90% dos casos são na forma anictérica e auto- limitada. - sintomas semelhantes a GRIPE. - FEBRE ↑+ SUFUSÃO CONJUNTIVAL + CEFALEIA+ DOR NAS PANTURRILHAS ( mialgia) FORMA ÍCTERO- HEMORRAGICO - após 4 a 9 dias, aparece icterícia rubinica e disfunção renal → QUAL O PRINCIPAL ALVO DA DOENÇA: Endotélio vascular SUGESTIVOS: - IRA com HIPOCALEMIA - ↑ CPK - ↑ BD - leucocitose ESPECIFICOS: - Isolamento da bactéria Leptospira, através: * sangue e liquor ( nos primeiros 10 dias) * urina ( a partir da 2ª NOTIFICAÇÃO COMPLUSORIA LEVE/ PROFILAXIA: - Doxicilina ou - amoxilina x 5 a 7 dias. OBS: a doxicilina não deve ser usada em crianças < 9 anos, gravidez e portadores de nefropatias. GRAVE: - penicilina G cristalina por mínimo 7 dias, 1.5 milhões IV 6/6 h. - diálise para Insf. Renal 150 COMO OCORRE O CONTATO? Durante as enchentes, ou contato com lixo, esgoto contaminado com urina dos ratos. A água é o principal veiculo para transmissão. PERIODO DE INCUBAÇÃO: Ate 4 semanas ALTERAÇÃO PULMONAR: Causa hemorragia pulmonar maciça, é a causa + comum de morte! ALTERAÇÃO NO FIGADO: Icterícia rubinica intensa - tom alaranjado na pele (↑ BD) , não ocorre necrose hepatocelular, as aminotrasferases são pouco alteradas, o que diferencia da hepatite viral e febre amarela. SX. DE WEIL= icterícia + disfunção renal aguda com hipocalemia + diátese hemorrágica( hemorragia pulomonar). PRINCIPAL MECANISMO DE LESÃO LEPTOSPIROSE? Vasculite infecciosa, secundaria a infecção sistêmica. semana) - Métodos sorológicos: - MICROAGLUTINAÇÃO- ( MAT): títulos 1:400 ou 1:800 confirma o diagnostico. O teste é realizado a partir da 2ª semana no inicio dos sintomas ( PADRÃO- OURO) - TESTE ELISA – IgM OBS: não existe vacina HANTAVIROSE EPIDEMIOLOGIA CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO É uma doença emergente que se manifesta desde a forma febril aguda, ate quadros pulmonares e cardiovasculares . AGENTE CAUSADOR: vírus Hantavirus- Bunyaviridae. RESERVATÓRIO: roedores silvestres. São eliminados pela urina, saliva e fezes. - Região Sul; Sudeste e Centro-oeste, são registrados os maiores números de casos; a metade residem em áreas rurais, relaciona com atividades agrícola e do sexo ♂. - taxa de letalidade: 46,5% OBS: no BRASIL só encontra a forma cardiopulmonar ( SCPH): - fase de sintomas inespecíficos que dura 3-4 dias: febre, mialgia, mal estar, sintomas GI, e dor abdominal. - fase cardiopulmonar: insf. Respiratória e choque circulatório ( ↓ DC + ↑ da permeabilidade vascular - fase diurética com eliminação de líquidos acumulados. - fase de cavalescencia - Sorologia em IgM ELISA ou identificação de antígeno especifico de hantavírus ou PCR. LABORATÓRIO: -↑ do hematocrito; ↓ plaquetas, leucocitose MECANISMO DE TRANSMISSÃO: através de inalação de partículas de aerosol contaminada com fezes, saliva ou urina de roedores silvestres, alem do contato direto com este detritos NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA - tratamento de SUPORTE, não há tratamento especifico. FISIOPATOLOGIA: O hantavírus infecta a células endoteliais, determina uma capilarite, com extravasamento de liquido para os alvéolos, leva a EDEMA PULMONAR não cardiogênico, podendo evoluir para SARA 151 FEBRE TIFOIDE EPIDEMIO- FISIOPATO CLINICA DIAGNOSTICO TRATAMENTO Doença sistêmica febril causada pela bactéria Salmonella tyhi e paratyhi -AGENTE CAUSADOR: Salmonella tyhi e paratyhi TRANSMISSÃO: fecal – oral, através de água e alimentos contaminados ( leite e seus derivados, ostras, moluscos,mexilhões.) PERIODO DE INCUBAÇÃO: 3 a 21 dias - esta relacionado com as condições de saneamento básico. HOSPEDEIRO: homem OBS: PROTADOR CRONICO DE FT: ocorre cerca 1 a 5%, Mais comum em MULHERES IDOSAS Elimina bactérias nas fezes e na urina, mas NÃO adoece mais. Geralmente tem alteração da veicula biliar. 7 dias após o tratamento se deve coletar 3 coproculturas com intervalo de 1 mês entre elas. Caso positivo deve ser tratado novamente, agora com uma quinolona. TTO: ATB x 4 semanas + colecistectomia. FASE BACTEREMICA 7-10 dias- * febre (75% dos casos) * Sinal de FAGET: dissociação pulso / T® em < 50% dos casos * confusão mental 2ª SEMANA * Hepato esplenomegalia * roseola tifica no abdome e tórax 3ª SEMANA * eliminar a bactéria pela bile→ intestino e fezes ( contamina outra pessoa através das fezes na 3ª semana. * ou a bactéria pode voltar a recircular no corpo, inicio da DOR abdominal , se complicando de 10 a 15% com → perfuração intestinal ( Sinal de JOBERT +) ou sangramento digestivo. -PADRÃO-OURO: MIELOCULTURA – cultura da medula- óssea( + sensível 90%) - HEMOCULTURA- ate 2ª semana - COPROCULTURA ( a partir da 2ª semana) - BIOPSIA DE PELE - BIOPSIA DA PLACA DE PAYER - IMUNOLOGICO NOTIFICAÇAO COMPULSORIA ATB: CIPROFLOXACINA por 10 dias ou CEFTRIAXONE OBS: Ministério da Saúde usa como 1ª linha o : CLORAFENICOL X 10-14 dias. * casos graves: associar a dexametasona. PROFILAXIA: * VACINA - pessoas sujeitas a exposição excepcional, como trabalhadores q entram em contato com esgoto - para viajantes de áreas de alta endemicidade - área de incidência ↑ * MEDIDAS SANITARIAS e PESSOAIS. 152 DOENÇA DE LYME CLÍNICA TRATAMENTO AGENTE CAUSADOR: Borrelia Burdgorferi. RESERVATÓRIO carrapato da espécie Ixodes scapularis. TRANSMISSÃO - VETOR: mordida do carrapato, com saliva infectado. PERIODO DE INCUBAÇÃO: 3 a 32 dias 3 estágios clínicos da doença: * estagio 1- infecção localizada: ERITEMA MIGRATÓRIO * estagio 2- infec. disseminada: anormalidades neurológicas ou cardíacas * estagio 3- infec. persistente: ARTRITE ( 60% dos pacientes): artrite com episódio intermitente, principalmente de GRANDES articulações . OBS: - DOXICILINA SX. FEBRIL + ARTRITE 153 SÍNDROMES ICTÉRICAS → ( bilirrubina total normal ate 1,2 mg/dl)- clinica aparece quando Bilirrubina > 2,5-3 mg/dl ↑ da BILIRRUBINA INDIRETA ( normal ate 0,9 mg/dl) ↑ da BILIRRUBINA DIRETA ( normal ate 0,3 mg/dl) CAUSAS: 1) HEMÓLISE ( superprodução de BI) 2) ↓ da CAPTAÇÃO da BI pelo fígado → * medicamentos ( rinfampicina, probenecida) * jejum prolongado * ICC, shunt porto-ssistêmico 3) ↓ da CONJUGAÇÃO da BI pelo Fígado → * Distúrbios do metabolismo da bilirrubina ( SX. De Gilbert e Crigler-Najjar) * imaturidade do sistema de conjugação ( recém-nascidos) CAUSAS: * ↑ da BD isolada → Distúrbios do metabolismo do bilirrubina ( SX. De Dubin-Johnson e Rotor) * ↑ da BD + teste hepáticos alterados → ↑ TGP/TGO > 300 = LESÃO HEPATOCELULAR → ↑ FA > 4x do seu valor normal e GGT ( 5- nucleotidase) = SX. COLESTATICA ↑ da BILIRRUBINA DIRETA LESÃO HEPATOCELULAR 1- HEPATITES VIRAIS x - ↑ BD x - transminases > 1.000 - > 10 x do valor normal( TGP > TGO) x OBS: TGP (ALT) é mais especifica do fígado e já a TGO (AST) pode ser encontrada no miocárdio, músculo e cérebro. x - Padrão- histopatológico ( biopsia): padrão PERIPORTAL com infiltração MONONUCLEAR de linfócitos. x - FASE PRODRÔMICA ( dura dias de 2 a 7 dias): febre, mal estar, mialgias, artralgias, náuseas, vômitos x - FASE ICTÉRICA ( dura semanas 2 a 6 semanas) : ↓ dos sintomas inespecíficos e ↑ da icterícia ( OBS: a icterícia esta presente em apenas 30% dos casos); coluria, acolia fecal; dor em HD. x - FASE DE CONVALESCÊNCIA ( dura de 2 a 12 semanas): regressão clinico laboratorial. x - sinal de mau prognostico na hepatite viral aguda é o alargamento do tempo de protrombina 154 HEPATITE A HEPATITE B - vírus RNA - período de incubação: 4 semanas ( 5 a 45 dias) - transmissão: FECAL-ORAL - epidemiologia: baixo nível socioeconômico; no BRASIL mais de 90% dos adultos já tiveram hepatite A em algum momento da vida( anti-HVA IgG + ) - idade: 5-14 anos - manifestação clinica: > parte são assintomáticos; na maioria simula um gripe os sintomas são mais leves em crianças do que em adultos. Geralmente subclinica em lactante. - OBS: tem relação com SX. COLESTATICA - DIAGNÓSTICO: anti-HVA IgM - período de contagio: 2 semanas antes e ate 1 a 2 semanas do inicio da icterícia. - NUNCA SE CRONIFICA!!! - prognostico: excelente e não deixa sequelas. - prevenção: * isolamento dos pacientes: de 7 a 15 dias após o surgimento da icterícia. * lavar as mãos antes de preparar alimentos e troca de fraldas. - pofilaxia: * PRÉ-EXPOSIÇÃO: < 1 ano: imunoglobulina ( Ig) > 1 ano imunocompetente: vacina (2 doses) > 1 ano imunocomprometido: vacina + Ig OBS: o MS só disponibiliza vacina e apenas para grupos especiais. * PÓS- EXPOSIÇÃO: Ig ate 14 dias após inicio dos sintomas para < 1 ano ou imunodeprimidos ou portadores de doenças crônicas. - é o único que é vírus DNA - período de incubação : 8 a 12 semanas ( 30 dias a 6 meses) - transmissão: SEXUAL, perinatal ( vertical) e percutânea. - epidemiologia: alta endemicidade na região amazônica O vírus B esta mais associado ao Câncer!. - manifestações clinicas: 70% dos pacientes não desenvolvem a fase ictérica. - manifestações EXTRA-HEPATICAS: * Poliarterite Nodosa ( PAN) * glomerulonefrite membranosa * doença de Gianotti-Crosti - DIAGNÓSTICO: marcadores sorológicos: * HBS Ag (+)– 1ª marcador que aparece, ainda no período de incubação, antes dos sintomas→ significa que o paciente TEM o VIRUS. * anti- HBC (+) → significa CONTATO com o vírus, já teve hepatite B ou ainda tem? - IgM: agudo- aparece junto com os sintomas e com o ↑ das transminases. - IgG: crônica ou curada. * Anti- HBC ( - ) : NUNCA teve contato c/ vírus. OBS: o MS utiliza o marcador anti-HBC total como teste de triagem. * anti- HBS → Aparece na fase de convalescência quando ocorre queda das transminases, e negativação do HBS Ag. Indica se já curou ou não? Anti-HBS (+ ) isolado→ vacina Anti-HBS ( + ) e anti-HBC IgG (+ ) → cura OBS: HBS Ag ( + ) x mais de 6 meses e anti- HBS ( - ) e ↑↑↑ de transminases é = hepatite crônica. HBS Ag ( + ) e anti- HBS ( + ) = erro de laboratório ou por escape * HBeAg ( + ) → significa que o vírus esta na fase de REPLICAÇÃO VIRAL - Método mais sensível: HBV-DNA - padrão histopatológico da biopsia: inclusões em vidro- fosco ( esses depósitos só são encontrados na forma crônica). - Complicações: *hepatite FULMINANTE: ocorre com anti- HBC IgM altíssimo e precoce. 155 HEPATITE E É igual hepatite A, a única diferença é que quando ocorre em gestantes tem risco de 20% de evoluir para hepatite fulminante. HEPATITE C - vírus RNA - período de incubação: 7 semanas (15 a 160 dias) - transmissão: DROGAS INJETÁVEIS e TRANSFUSÃO. - É a hepatite que mais se CRONIFICA ( 80 a 90%). - mais associada a CIRROSE ( 20 a 50%) - Manifestaçõesclinicas: 80% dos casos da hepatite C aguda são assintomáticas. E sendo os assintomáticos os que mais tem chance de se cronificar. *A icterícia é rara. * sintomas mais comuns é a fadiga. - associação com anti-LKM1, que normalmente é encontrado na hepatite autoimune. - Manifestações Extra-hepaticas: * CRIOGLOBULINEMIA - Diagnostico: sorologia anti-HCV (+) + HCV RNA ( PCR) teste qualitativo - Complicações: * hepatite CRONICA ( 80-90%) * crioglobulinemia - Tratamento: É única forma de hepatite aguda que se trata especificamente. - tem que fazer biopsia hepática para iniciar o tratamento - 2 esquemas de tratamento: IFN convencional isolado por 6 meses ou IFN em doses mais baixas + ribavirina por 6 meses. * contraindicação ao tratamento: sinais de insuficiência hepática, porque a ribavirina causa hemólise. * hepatite CRONICA: 90% dos RN se cronifica; 1 a 5% se cronifica em ADULTO. - tratamento: * a hepatite B aguda não se trata, somente em casos muito grave, tratar com lamivudina ( 100 mg/dia) * dieta hipercalórica rica em carboidrato ( por isso que é bom comer suspiro!!!) * suspensão da ingestão de álcool por mínimo 6 meses OBS: 90% dos adultos se cura! - transmissão vertical ( perinatal) de mães HBsAg (+): * a chance de transmissão vertical depende do HBeAg, ou seja, mãe HBeAg (+) tem 90% de chance de passar vírus para seu filho; e mãe HBeAg (-) de 10 a 15%. * Profilaxia: - imunoglobulina + vacina ate 12 hrs pós-parto no RN em 2 sítios ≠. - não há indicação da via de parto: indicação obstétrica. - aleitamento materno NÃO esta contraindicado. - Profilaxia PRÉ- EXPOSIÇÃO: * vacina ( 3 doses 0-1-6), indicação: - RN ou < 20 anos - comunicante sexual - profissional da saúde, do sexo, caminhoneiro; manicure, podólogos, militares; indígenas - gestante a partir do 1ª T - vírus C + ; HIV + - portadores de doença crônica ; doadores de órgãos. * Esquemas especiais com 4 doses ( 0-1-2-6): - prematuros; < 2 kg; imunodeprimidos; renais crônicos. OBS: se der anti-HBS(-) após 3 doses da vacina, se deve refazer o esquema vacinal, e se continuar dando anti-HBS (-), deve ser considerado não respondedores e suscetíveis em caso de exposição. - Profilaxia PÓS-EXPOSIÇÃO: * imunoglobulina + vacina ate 14 dias: esta indicado para os NÃO vacinados: mãe HBsAg +; comunicante sexual de casos agudos; vitima de abuso sexual; vitima de acidente com material biológico +. E para os previamente vacinados esta indicado imunoglobulina para os imunodeprimidos após exposição de risco. 156 - Avaliar a resposta ao tratamento: HCV-RNA ira se negativar. - Prevenção: Não há vacina ou imunoglobulina. - medidas gerais de proteção: usar seringas e agulhas descartáveis. - NÃO existe medidas profiláticas para transmissão vertical do vírus C e nem rastreio pré- natal HEPATITE D - É um vírus RNA incompleto formado pelo antígeno S do vírus B. * COINFECÇÃO HBV-HDV: hepatite B e D AGUDA. NÃO ↑ risco de cronificar. * SUPERINFECÇÃO HBV-HDV: hepatite B CRONICA + hepatite D. Aumenta o Risco de 20% de hepatite fulminante e risco de cirrose. OBS: a superinfecção tem pior prognostico que a coinfecção. - diagnostico: anti-HDV (+) + HBsAg (+) OBS: só há hepatite D se o HBsAg for positivo! OBS: alguns casos de hepatite D são anti-LKM-3 positivos. 2- HEPATITE ALCOÓLICA HEPATITE ALCOÓLICA FATORES DE RISCO CLINICA LABORATÓRIO TRATAMENTO LESÃO PELO ALCOOL: * esteatose: 90-100% * hepatite alcoólica: 10- 20% * cirrose: 1-6% OBS: a mortalidade da hepatite alcoólica em 6 meses é de 40%. OBS: menos de 1/3 dos etilistas desenvolvem hepatite alcoólica. O termo hepatite alcoólica é usado para descrever as manifestações clinicas agudas da doença hepática alcoólica. - sexo ♀ - hepatite C crônica- polimorfismo genético - obesos - quantidade e duração da ingestão alcoólica *40-80 g/dia p/ ♂ * 20-40 g/dia p/ ♀ OBS: as mulheres apresentam mais susceptibilidade à lesão hepática alcoólica quando comparadas ao homem. BEBEDOR CRÔNICO + - icterícia ( ↑ BD); febre; dor abdominal; anorexia . O álcool leva a remodelamento hepático, e lipogênese ( formação de depósitos de gordura). OBS: as lesões hepáticas da hepatite alcoólica são REVERSIVEIS. ↑ das transminases ( TGOoooo 2 x > TGP) em geral < 400 BIOPSIA: - Padrão histopatológico: necrose lesão CENTROLOBULAR - corpúsculos de Mallory - leucocitose NEUTROFILICA OBS: a dosagem de GGT é usada como teste de triagem para monitorizar a abstinência alcoólica, pois ela pode ser usada como indicador sensível do abuso de bebidas alcoólicas. - abstinência alcoólica. Tratar a sx. De abstinência com benzodiazepínicos. - reposição de líquidos - reposição de vitaminas - corticoides: predinisona ( 32 mg/dia x 4 semanas) - terapia nutricional - encaminhar a programas anti alcolismo. OBS: não são candidatos imediatos a transplantes. * Critério para indicação de tratamento com corticoide é a FD ( função discriminativa, com resultado sendo > que 32); excessao paciente com encefalopatia o corticoide esta indicado FD < 32 157 3- HEPATITE MEDICAMENTOSA HEPATITE MEDICAMENTOSA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO CASOS ESPECIAIS PRINCIPAIS TIPOS DE LESÕES: 1- hepatocelular: paracetamol ( acetaminofeno), halotano, isoniazida, fenitoina, AINEs. 2- colestática: ACO, eritromicina, amoxilina/clavulanato, rinfamicina. 3- indução de esteatose: amiodarona, tetraciclina, zidovudina. - exposição ao medicamento - ↑ TGO/ TGP/ FA e GGT - melhora do quadro clinico após suspensão da droga. - suspensão do medicamento e tratamento sintomático. OBS: o paracetamol causa lesão de maneira previsível e dependente da dose ( dose- dependente) * PARACETAMOL Sua relação com a hepatite é dose dependente, são necessários de 10 a 15g /dia para gerar sintomas ( dose máxima recomendada é 4g/dia). Ocorre ↑ das aminotransferases podendo chegar a 30.000. O tratamento é feito com lavagem gástrica e N- acetilcisteina nas primeiras 24/36 hrs. 4 – HEPATITE ISQUMICA E CONGESTIVA HEPATITE ISQUÊMICA HEPATITE CONGESTIVA *Fisiopatologia: necrose tecidual hepática por ↓ do aporte sanguíneo, ocorre em casos de instabilidade hemodinâmica ( choque). * diagnostico: paciente grave + ↑ transitório de aminotransferases e ↑ LDH * Padrão-histopatologico: necrose centrolobular. * tratamento: recuperar o mais rápido os parâmetros hemodinâmicos. * Fisiopatologia: congestão venosa sistêmica, principalmente de origem cardíaca. * clinica: turgencia jugular; edema MMII; hepatomegalia; pulso hepático; refluxo hepatojugular; ascite e icterícia. * Patologia: fígado em “NOZ-MOSCADA” e necrose hemorrágica centrolobular. 5- HEPATITE FULMINANTE- Insuficiência hepática aguda. HEPATITE FULMINANTE ETIOLOGIA QUADRO CLINICO LABORATÓRIO TRATAMENTO É a instalação de sinais e sintomas de insuficiência hepática grave, com INR ≥ 1,5 e algum grau de * EUA e Reino Unido: intoxicação por paracetamol * demais regiões: vírus da Quadro de hepatite aguda clássica que evolui subitamente para encefalopatia , edema * alargamento do tempo de protombina e fator V para níveis < 50% do normal. - o paciente deve ir para UTI e o centro de transplante deve ser contatados. 158 encefalopatia, num paciente sem doença hepática previa, no período de ate 8 SEMANAS do inicio dos sintomas. hepatite B ( risco de 1% de causar HF) e superinfecção B+D. * vírus hepatite A: risco de 0,3% de causar HF. * doença de Wilson * esteatose hepáticada gravidez - + frequente em usuários de drogas endovenosas, idosos e hepatopatias. cerebral com hipertensão intracraniana, coagulopatia com hemorragia; SX. Hepatorrenal ( oliguria não responsiva a volume; elevação da creatinina sem aumento da ureia e sódio urinário baixo) * INR > 1,5 * bilirrubina > 18 * queda abrupta das transaminases * elevação da amônia (NH3) sérica * hipoglicemia * azotemia - o transplante é a única esperança de vida porem 20% dos casos há uma recuperação espontânea sem deixar sequelas. - terapia de suporte com controle da PIC; tratar a encefalopatia hepática com lactulose, metronidazol, flumazenil; diálise; reposição glicemia ( manter glicemia > 65 mg/dl); reposição de plasma fresco. QUANDO INDICAR TRANSPLANTE HEPATICO? * paciente em uso de paracetamol: - PH < 7,3 - INR > 6,5 - creatinina > 3,4 * paciente que não usa paracetamol: INR > 6,5 ou 3 dos critérios abaixo: - idade < 10 ou > 40 - etiologia: hepatites - INR > 3,5 - bilirrubina > 17,6 - instalação de encefalopatia > 7 dias após inicio da icterícia. 159 SX. COLESTÁTICA COLELITÍASE FATORES DE RISCO CLÍNICA TRATAMENTO COMPLICAÇÕES Presença de calculo na vesícula biliar. TIPOS DE CÁLCULO 1- de colesterol (80%)- são radiotrasnparentes ( não aparecem no RX), pois não contem cálcio em sua formação. São cálculos ricos em colesterol e pobres em sais biliares. 2- pigmentados pretos (15-20%)- calculo de bilirrubinato de cálcio, são radiopacos, PEQUENOS e MULTIPLOS e sua formação ocorre por hemólise crônica e ↑ da bilirrubina indireta que se liga ao cálcio que serão formados na vesícula biliar. 3- pigmentados castanhos ( < 5%)- são os únicos cálculos formados FORA da vesícula, será formado no interior dos ductos. São cálculos de tamanho GRANDE e bastante FRIAVEL, são formados depende da bile esta infectada por bactérias. - idade avançada ( principal) - sexo feminino - gravidez - ACO ( o estrogênio ↑ a excreção de colesterol) - obesidade - nutrição PARENTERAL - perda ponderal rápida; cirurgia bariátrica ( operação de Capella) - dieta gordurosa - doença de Crohn com ressecção do íleo terminal ( leva a ↓ da absorção de sais biliares e intensa diarreia secretora- se trata com colestiramina) - hipomotilidade da vesícula - hemólise crônica ( anemia falciforme, esferocitose, talassemias) - cirrose hepática - fibrose cística - estase biliar - doença de caroli ( múltiplos cistos intra- hepáticos) - colangite bacteriana crônica + parasitose - > parte são assintomáticos (85%), os sintomas aparecem em 1/3 dos casos. -DOR BILIAR súbita de moderada a forte intensidade que dura até( < 6 HORAS ); do tipo aperto, localizada no HD ou epigástrio, que irradia para ESCAPULA ou OMBRO DIREITO, geralmente precipitada por alimentação gordurosa. OBS: a dor não dura mais do que 6 horas, pq ocorre uma obstrução transitória do ducto cístico pelo calculo. Neste momento ocorre uma contração vigorosa da musculatura da vesícula para tentar expulsar o calculo. - NÁUSEA, VÔMITOS - PLENITUDE PÓS- PRANDIAL * DIAGNÓSTICO: *PADRÃO-OURO: USG abdominal - TRATAMENTO P/ COLELITIASE ASSINTOMÁTICA: conservador. - INDICAÇÃO P/ QX: colelitíase SINTOMÁTICA- COLECISTECTOMIA LAPAROSCÓPICA. REGRA DE EXCEÇÃO para OPERAR colelitíase ASSINTOMÁTICA: - vesícula em porcelana - pólipo de alto risco ( idade > 60 anos, > 1 cm, crescimento documentado pela USG seriada)→ colecistectomia ABERTA - calculo > 3 cm - vesícula com anomalia congênita TERAPIA MEDICAMENTOSA: - acido ursodesoxicólico , indicado para: * cálculos de colesterol * < 1 cm * com vesícula funcionante. As principais complicações são decorrentes da migração do calculo para o ducto cístico ou colédoco. * migração para o ducto cístico: - colecistite aguda - hidropsia de vesícula - sx. De mirizzi * migração para o colédoco: - coledocolitíase - colangite - pancreatite biliar OBS: a prevalência de calculo biliar na população adulta é de 10 a 20%. 160 - drogas: CEFTRIAXONE, octreotide. COLECISTITE AGUDA CLÍNICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO COMPLICAÇÕES Inflamação aguda da vesícula biliar, causada por um calculo impactado no ducto cístico. A vesícula cheia de bile e cálculos e com um deles encravado no cístico, levara a um efeito irritativo dos cálculos que faz com que libere uma enzima ( fosfolipase A) que ira converter a lectina da bile em lisolecitina, que é um potente irritante químico. Esta substancia é o grande vilão da colecistite aguda. QUAL MECANISMO DA INFLAMAÇÃO? * químico: irritação química pela lisolecitina. * bacteriano ( tardio): após 2 -3 dias pode haver proliferação bacteriana -enterobacterias (68%)- E. COLI e KLEBSIELLA - enterococus (14%) - anaeróbios (10%) * FEBRE * DOR ABDOMINAL QSD > 6 HORAS inicio a dor é mal localizada ( dor visceral), depois se torna localizada ( dor somática) que irradia para escapula e ombro D. * MASSA DOLOROSA e SINAL DE MURPHY + : dor a palpação do ponto cístico durante a inspiração profunda. Sinal (+) quando o paciente para de respirar subitamente pela dor. OBS: NÃO TEM ICTERÍCIA Pois o calculo esta impactado no cístico e portanto deixa as vias biliares livres para escoar a bile. OBS: a vesícula NÃO é palpável e NÃO tem dilatação da arvore biliar. LABORATÓRIO - leucocitose (12.000 a 15.000) * 1ª INICIAL : USG abdominal. - espessamento da parede da vesícula > 4mm - distensão da vesícula - calculo impactado - sinal de Murphy ultrassonografico ( pelo toque do transdutor * exame MAIS indicado: USG abdominal * PADRÃO- OURO: CINTILOGRAFIA SX. DE MIRIZZI Obstrução extrínseca do ducto hepático comum por um calculo impactado no cístico. TIPOS: I: sem fistula II- c/ fistula biliobiliar. OBS: a vesícula não é palpável e HÁ dilatação da arvore biliar ate o cístico. CLINICA: colecistite que faz ICTERÍCIA, coluria, hipocolia. Colecistite aguda é Causa clássica de abdome AGUDO CIRURGICO! * TRATAMENTO INCIAL: - ATB venosa( cefalos.3ª G + metronidazol) - hidratação venosa - analgésico ( evitar morfina- usar AINE, meperidina) - dieta “0” * TRATAMENTO DEFINITIVO: * COLECISTECTOMIA VIDEOLAPAROSCOPICA. Sempre indicada!!! - momento ideal: 24 a 72 horas do inicio dos sintomas. OBS: SE tiver sinais e sintomas de coledocolitiase associada, durante a cirurgia se deve fazer colangiografia associada. * Quando optar pela cirurgia ABERTA? - idade avançada De 10 a 20% dos pacientes evoluem com graves complicações: 1)- EMPIEMA DE VESÍCULA- deve ser operado precocemente pelo risco de sepse abdominal. 2) GANGRENA + PERFURAÇÃO: leva a: - Abscesso sub-hepático - Peritonite generalizada - fistula colecisto-entérica 3)- COLECISTITE ENFISEMATOSA: forma GRAVE de colecistite aguda é mais comum em DIABÉTICOS IDOSOS. Causada pelo Clostridium Welchii ( bactéria anaeróbia produtora de gás) COLECISTITE ACALCULOSA ou ALITIÁSICA * + comum em pacientes criticamente enfermos, como doentes internados em terapia intensiva e grandes queimados. 161 - ↑ leve das enzimas hepáticas - bilirrubina NORMAL OBS: em ate 20% dos paciente com colecistectomia podem desenvolver diarreia secretora crônica no 1ª ano, devido ao aumento súbito de ácidos biliares no duodeno, pela perda do efeito armazenador da vesícula. Na maioria das vezes a diarreiatende a melhorar sozinha, embora apresente boa resposta ao uso de colestiramina ( sequestrador de ácidos biliares). DX: US e CPER TTO: sempre cirúrgico. - sexo masculino - ASA elevado - obesidade - parede > 4 mm OBS: quando o paciente não é operado dentro de 3 dias do inicio dos sintomas, ele deve ser tratado com ATB e realizar cirurgia eletiva dentro de 6 a 10 dias. * Fisiopatologia: hipomobilidade da vesícula, que leva a uma estase de bile, que é seguida de absorção de seu conteúdo hídrico, formando bile mais espessa- lama biliar que pode obstruir seu trato de saída. * costuma ter comportamento mais fulminante que a forma calculosa e progride mais rapidamente para complicações . * tratamento: colecistectomia ABERTA de URGÊNCIA , se o paciente tiver instável clinicamente são candidatos inicialmente a colecistectomia percutânea guiada por USG ou TC. COLEDOCOLITÍASE CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Presença de um ou mais cálculos no colédoco, provocando obstrução parcial ou completa do fluxo biliar ( colestase) ETIOLOGIA: de onde vem o calculo? *90% coledocolitiase secundaria ( - ICTERÍCIA FLUTUANTE ( intermitente) - COLURIA - pode ocorrer DOR - vesícula NÃO palpável COMPLICAÇÕES DE TRATAMENTO: * exame INICIAL: USG abdominal - HÁ DILATAÇÃO da arvore biliar intra e extra-hepatica , colédoco > 5-8 mm ( normal ate 6 mm) * PADRÃO-OURO: CPRE: diagnostica e também pode ser terapêutico. Suas principais - sempre será tratada com preferência com a retirada dos cálculos. 1)- ENDOSCÓPICA- papilotomia endoscópica ou esfincterotomia endoscópica: * método de escolha para tratar coledocolitiase que descobriu 162 cálculos que migram da vesícula, 80% de colesterol e 20% pigmentados) * 10% coledocolitiase primaria ( o calculo é formado no próprio colédoco – são cálculos pigmentado castanho e vem associado a estase biliar e infecção. CLASSIFICAÇÃO: * cálculos RESIDUAIS: identificados nos 2 primeiros anos após colecistectomia. * cálculos RECORRENTES: identificados após 2 anos após colecistectomia. 1)- Coledocolitiase residual- 5% dos casos. Calculo na via biliar ate 2 anos após colecistectomia. Leva a icterícia flutuante. Tratamento: papilotomia endoscópica. 2)- estenose cicatricial –ocorre por lesão iatrogênica das vias biliares, se manifesta nos primeiros meses do P.O. Provoca sintomas como: icterícia continua e progressiva. Se não tratar leva a cirrose biliar secundaria e colangite. Tratamento: CPER com colocação de stent. complicações são: colangite e pancreatite. OBS: NÃO é realizada em todos os pacientes, apenas nos pacientes de alto risco para coledocolitiase. LABORATORIO: - BILIRRUBINA DIRETA > 1,5 - FA > 150 - TRANSMINASE > 100 ANTES da colecistectomia. * método de escolha para tratar coledocolitiase RESIDUAL. A taxa de sucesso da extração dos cálculos é de 90%!! - complicação + freq: hemorragia. 2) EXPLORAÇÃO CIRURGICO DO COLEDOCO: * método de escolha para coledocolitiase que se descobre durante a colecistectomia. 3) DERIVAÇÃO BILIODIGESTIVA- coledocoduodenostomia ou coledocojejunostomia em Y de Roux: Método de escolha para: * colédoco muito dilatado (>1,2 cm ou 12 mm) * múltiplos cálculos (+ 6 ); lama biliar; calculo gigante * cálculos intra-hepaticos * coledocolitiase 1ª ( calculo 1ª ) * divertículo duodenal COLANGITE BACTERIANA PATOGENIA CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Obstrução do fluxo de bile seguido de infecção aguda das vias biliares por bactérias piogênicas : - E.COLI -enterobacteria principal); - KLEBSIELLA, - ENTEROCOCCUS, - ANAERÓBIOS. Estase biliar + presença de calculo. 2 FORMAS: 1)- NÃO SUPURATIVA: + comum 80% dos casos 2) SUPURATIVA: ou séptica ( pus na via biliar) ocorre em 20% dos casos, necessita de procedimento de TRIADE DE CHARCOT- 50- 75% dos pacientes * icterícia * febre alta (39-40°) e calafrios * dor biliar PENTADA DE REYNOLDS: * tríade de charcot + * hipotensão - clinico - EXAME INICIAL: USG abdominal - HÁ DILATAÇÃO da arvore biliar intra e extra- hepatica - PADRÃO-OURO: CPRE- confirma o diagnostico e é terapêutica. - Triade de Charcot: ATB venoso + descompressão ELETIVA (CPRE com papilotomia; se a obstrução for alta fazer colangiografia trans- hepatica percutânea) - Pentada de Reynolds: ATB venoso + descompressão de 163 drenagem de urgência! * confusão mental LABORATÓRIO: * leucocitose > 15.000 * ↑ BD; FA e transminases. URGÊNCIA. Via de preferência é endoscópica. NEOPLASIAS DO SISTEMA BILIAR E PERIAMPULARES CARCINOMA DE VESICULA BILIAR FATORES DE RISCO CLINICA E DIAGNÓSTICO TRATAMENTO * tipo histológico mais comum: ADENOCARCINOMA - É o câncer mais comum da via biliar. - mais comum no sexo feminino. - Prognostico muito ruim- sobrevida 1-3 meses. -COLELITIASE (90%) - vesícula em porcelana OBS: pacientes com colelitiase o risco de fazer CA de vesícula é de apenas 0,5% ou 1,5% em idosos em 20 anos. - ASSINTOMATICO ate estágios avançados. - Sintomas mais comum: dor biliar episódica * EXAME DE ESCOLHA: USG No momento do diagnostico 40% já tem metástase. Maioria irressecavel ao diagnostico, tratamento paliativo. PÓLIPO DA VESICULA BILIAR QUANDO INDICAR COLECISTECTOMIA? - cerca de 5% dos adultos apresentam pelo ao menos um pólipo na USG - Os pólipos de vesícula MAIS COMUNS são os pólipos de COLESTEROL, que geralmente são < 1 cm, múltiplos e tem aspecto pediculado. - nos casos sintomáticos - casos assintomáticos com risco de malignidade: 1) associado a colelitiase; 2) idade > 60 anos; 3) > 1 cm; 4) crescimento visto USG seriada → OBS: quando houver suspeita de malignidade ( carcinoma) fazer SEMPRE colecistectomia ABERTA ( laparoscópica) COLANGIOCARCINOMA FATORES DE RISCO CLÍNICA DIAGNOSTICO COMPLICAÇÃO Tipo histológico mais comum: ADENOCARCINOMA * Tipo mais importante: TUMOR DE KLATSKIN ( Peri-hiliar, na confluência dos ductos hepáticos. Tipo I: acomete só - idade avançada (50-70 a) - colangite esclerosante 1ª - cistos congênitos - hepatite B e C *predomínio no sexo ♂ ICTERÍCIA PROGRESSOVA E INDOLOR - emagrecimento - prurido - coluria e hipocolia - vesícula MURCHA OBS: TUMOR DE KLATSKIN NÃO - Exame Inicial: USG e TC de abdome LEI de Couvoisier-Terrier: * vesícula reduzida, sem bile: colangiocarcinoma proximal ( Tumor de Kltatskin) * vesícula distendida e - colangite bacteriana PROGNÓSTICO * irressecável: 5 a 8 meses * ressecavel: 10-40% sobrevida em 5 anos. 164 hepático comum Tipo II: acomete bifurcação Tipo III: invade hepático D OU E. Tipo IV: hepático D + E. distende a vesícula; causa dilatação apenas das vias biliares intra-hepaticas. A vesícula e as vias extra- hepaticas ficam MURCHAS. palpável: Tumor periampulares ( cabeça de pâncreas, ampola de vater ou colangiocarcinoma do colédoco) CARCINOMA DA CABEÇA DE PÂNCREAS FATORES DE RISCO CLINICA DIAGNÓSTICO TRATAMENTO * Tumor PERIAMPULAR + COMUM (85% dos casos) * Tipo histológico + comum: ADENOCARCINOMA DUCTAL (80-90%) - idade avançada - sexo ♂ - raça negra - tabagismo - pancreatite crônica - historia familiar de CA pancreático. OBS: Paciente com imagem altamente sugestiva e doença potencialmente ressecavel pode ir direto para cirurgia sem biopsia. - ICTERÍCIA CONTÍNUA PROGRESSIVA INDOLOR - EMAGRECIMENTO ( sintomas mais comum) - DOR ( pode ser em barra) - VESICULA PALPÁVEL, DISTENDIDA e INDOLOR ( sinal de COURVOISIER (+) →