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Fechamento de Balanço /2015 - PME
  
Balanço/2015
 Com ênfase na ECD
Instrutora: Nilde Carvalho
Mar/2016
1. AS NOVAS PRÁTICAS CONTÁBEIS - AS LEIS Nº 11.638, 11.941/2009 E 12.973/2014 
CONTEXTO HISTÓRICO-LEGISLATIVO
Lei nº 6.404/1976: Dispõe sobre as Sociedades por Ações e estabelece normas para elaboração e divulgação das demonstrações financeiras das companhias.
Decreto-Lei nº 1.598/77: Altera a legislação do Imposto de Renda, adequando às novas normas da Lei das S/A.
Lei nº 11.638/2007: Altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404/76, no Capítulo relativo à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras.
MP nº 449/2008: Institui o Regime Tributário de Transição (RTT) e altera dispositivos da legislação tributária e societária. Posteriormente convertida na Lei nº 11.941/2009.
Instrução Normativa RFB nº 1.397/2013: Dispõe sobre o RTT e institui a tributação do excesso de dividendos – lucro fiscal x societário.
MP nº 627/2013 => Lei 12.973/2014: Extingue o RTT e altera a legislação tributária federal. Posteriormente convertida na Lei 12.973/2014, com vetos e alterações.
Instrução Normativa RFB nº 1.515/2014: Regulamenta a Lei nº 12.973/2014 e revoga a IN RFB nº 1.493/2014, que disciplinava os arts. 1º a 75 da Lei nº 12.973/2014.
IN RFB 1.575/2015 – Altera a Instrução Normativa RFB nº 1.515, de 24 de novembro de 2014, que dispõe sobre a determinação e o pagamento do imposto sobre a renda e da contribuição social sobre o lucro líquido das pessoas jurídicas, disciplina o tratamento tributário da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins no que se refere às alterações introduzidas pela Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014, e dá outras providências.
	
ATIVO
	
PASSIVO
	
OUTRAS ALTERAÇÕES
	Classificação do Ativo em Circulante e Não-Circulante
	Classificação do Passivo em Circulante e Não-Circulante
	Extinção da classificação das receitas e despesas em Operacionais e Não-Operacionais
	Extinção do grupo Ativo Permanente
	Registro das contas de arrendamento mercantil financeiro (leasing)
	Substituição da DOAR pela DFC
	Restrição ao longo do exercício de 2008 e extinção na data de 05/12/2008 do subgrupo Ativo Diferido
	Extinção do grupo Resultado de Exercícios Futuros
	Obrigatoriedade da elaboração da DVA (Demonstração do Valor Adicionado) pelas Companhias Abertas
	Criação do grupo Intangível no Grupo do Ativo Não-Circulante
	Criação no Patrimônio Líquido, da conta de Ajuste de Avaliação Patrimonial
	Criação do RTT
	Proibição da prática da reavaliação espontânea de ativos
	Destinação do saldo de lucros acumulados
	
	Aplicação ao final de cada exercício social, do teste de recuperabilidade dos ativos (teste de impaiment)
	Alteração da sistemática de contabilização das doações e subvenções fiscais anteriormente contabilizadas em conta de reservas de capital
	
	Registro dos contratos de arrendamento mercantil financeiro (leasing)
	Alteração da sistemática de contabilização dos prêmios nas emissões de debêntures, anteriormente contabilizadas em contas de reservas de capital
	
	Implantação da apuração do Ajuste a Valor Presente dos elementos do Ativo
	Implantação da apuração do Ajuste a Valor Presente dos elementos do Passivo
	
2.FIM DO REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO - O QUE É O RTT?
Por 6 anos, garantiu a neutralidade tributária durante o período de adaptação das empresas brasileiras ao padrão contábil internacional.O RTT tratava de ajustes tributários decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis, entre os quais a Lei nº 11.638/2007 (Lei das S/A). Foi optativo nos anos-calendário de 2008 e 2009, passando a ser obrigatório a partir de 2010, para todas as empresas, independente do regime de tributação ou forma de constituição.
Com o advento da Lei 12.973/2014, art. 71 e 98, passamos a conviver com o fim do RTT partir de 2014, para quem optar, ou apenas em 2015, para quem não optar. Assim, em 2014, a opção é facultativa. Quem não fez a opção, deveria seguir o artigo 15 da Lei 11.941/2009.
IMPLICAÇÕES DO FIM DO RTT: A extinção do Regime Tributário de Transição (RTT), promove reflexos fiscais relativos à inserção das novas práticas contábeis, a partir de 2015, mas que podiam ser antecipadas para 2014, à escolha do contribuinte.
AS SUBCONTAS – A UTLIZAÇÃO DE SUBCONTAS NA ADOÇÃO INICIAL (2015): A fim de regulamentar o procedimentos tributários instituídos pela Lei nº 12.973/14, no dia 27/07/2015 foi editada a IN RFB nº 1.575 alterando as disposições da IN RFB nº 1.515/2014 sobre a evidenciação das diferenças existentes entre a contabilidade societária e a contabilidade fiscal.
A IN RFB nº 1.575/2015ampliou a sistemática de controle por subcontas, facultando aos contribuintes a evidenciação das diferenças entre a contabilidade societária e a contabilidade fiscal por meio da utilização de duas subcontas: 
Através da norma em referência foi alterada a IN 1515/2014 que versa sobre a determinação e o pagamento do Imposto sobre a Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), disciplina o tratamento tributário das contribuições para o PIS/Pasep e da Cofins no que se refere às alterações introduzidas pela Lei nº 12.973/2014, e dá outras providências.
As principais alterações trazidas pela instrução normativa contemplam à utilização de subcontas e subcontas auxiliares que possibilitam à pessoa jurídica, tributada pelo lucro real, diferir a tributação da diferença positiva e excluir a diferença negativa, verificadas entre o valor de ativo na contabilidade societária e no FCONT na data da adoção inicial da Lei nº 12.973/2014, da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, conforme segue:
Diferença positiva a ser adicionada – Ativo
Alternativamente ao disposto na IN RFB nº 1.515/2014, o contribuinte poderá evidenciar a diferença positiva entre o valor de ativo na contabilidade societária e no FCONT, por meio da utilização de duas subcontas, uma vinculada ao ativo e a outra chamada de subconta auxiliar. Assim:
i) A diferença positiva será registrada a débito na subconta vinculada ao ativo e a crédito na subconta auxiliar;
ii) O valor registrado na subconta vinculada ao ativo será baixado à medida que o ativo for realizado, inclusive mediante depreciação, amortização, exaustão, alienação ou baixa;
iii) A baixa supramencionada será feita mediante registro a crédito na subconta vinculada ao ativo e a débito na subconta auxiliar;
Caso o valor realizado do ativo seja dedutível, o valor da subconta baixado deverá ser adicionado ao lucro líquido na determinação do lucro real no período de apuração relativo à baixa. Sendo indedutível, o valor realizado do ativo deverá ser adicionado.
Diferença negativa a ser adicionada – Passivo – Alternativa – Subconta auxiliar
i) A diferença negativa será registrada a débito na subconta vinculada ao passivo e a crédito na subconta auxiliar;
ii) o valor registrado na subconta vinculada ao passivo será baixado à medida que o passivo for baixado ou liquidado;
iii) A baixa será feita mediante registro a crédito na subconta vinculada ao passivo e a débito na subconta auxiliar;
O valor da subconta baixado ser adicionado ao lucro líquido na determinação do lucro real no período de apuração relativo à baixa.
Diferenças negativas e positivas a serem excluídas – Ativo e Passivo – Alternativa – Subconta auxiliar
Essa forma de utilização de duas subcontas, uma vinculada ao ativo/passivo e outra auxiliar, também será aplicado para a diferença negativa e positiva a ser excluída (Ativo e Passivo), assim como para controle do ativo diferido.
 
Foram aprovados ainda os Anexos, de I a V, da IN RFB nº 1.515/2014, sendo que o V (utilização de subcontas auxiliares) foi acrescido a IN 1515/2014 , alterada pela norma em referência.
ADOÇÃO INICIAL – EXEMPLO - IN 1.515/2014 – ANEXO I – VER EXEMPLO
O CONTROLE POR SUBCONTAS NÃOÉ OBRIGATÓRIO PARA AS PESSOAS JURÍDICAS OPTANTES PELO LUCRO PRESUMIDO.
Lucro Presumido antes e depois da data da adoção inicial:
A PJ deverá fazer os ajustes necessários na base de cálculo dos períodos posteriores à data da adoção inicial, e o controle por subcontas não será obrigatório. Caso não faça o controle por subcontas, a PJ deverá manter controle extracontábil das diferenças e suas realizações. (Abrasca)
1.2. ESTRUTURA CONCEITUAL PARA ELABORAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS;
Estrutura Conceitual estabelece os conceitos que fundamentam a preparação e a apresentação de demonstrações contábeisdestinadas a usuários externos(serve como arcabouço para a elaboração de todas as normas contábeis.
Finalidades da Estrutura conceitual
Dar suporte ao desenvolvimento de novos Pronunciamentos Técnicos e á revisão de Pronunciamentos existentes quando necessário;
Dar suporte aos responsáveis pela elaboração das demonstrações na aplicação dos Pronunciamentos Técnicos e no tratamento de assuntos que ainda não tiverem sido objeto de Pronunciamentos Técnicos;
Auxiliar os auditores independentes a formar sua opinião sobre a conformidade das demonstrações contábeis com os Pronunciamentos Técnicos;
Apoiar os usuários das demonstrações contábeis na interpretação de informações nelas contidas, preparadas em conformidade com os Pronunciamentos Técnicos;
Proporcionar, àqueles interessados, informações sobre o enfoque adotado na formulação dos Pronunciamentos Técnicos.
1.3. ME/EPP x SGP - PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS A SEREM ADOTADOS EM DECORRÊNCIA DAS ALTERAÇÕES CONTÁBEIS
Lei 11.638/2007
Demonstrações Financeiras de Sociedades de Grande Porte
Art. 3o  Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações, as disposições da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.
Parágrafo único.  Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais).
	CPC 26
	Sociedades Anônimas / Capital Aberto
Sociedades de Grande Porte (S/A Capital Fechado e demais sociedades – Limitada) com:
Faturamento: Superior a R$ 300 milhões ou Ativo Total superior a R$ 240 milhões
Análise: individual e/ou em conjunto de sociedade sob controle comum
	CPC PME – ITG 1000 – Resolução 1.255/2009
	Pequenas e Médias Empresas
Faturamento: Superior a R$ 3,6 milhões e Inferior a R$ 300 milhões
1.3.1. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS -OBJETIVOS- USUÁRIOS
Informações úteis para a 
tomada de decisão
 por usuários que não está em posição de exigir relatórios feitos sob medida para atender suas necessidades particulares de informação.
T
ambém mostram os resultados da 
diligência da administração
 – a responsabilidade da administração pelos recursos confiados a ela. 
IFRS x CPC:
Fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as mudanças na posição financeira da entidade, que sejam úteis a um 
grande número de usuários
 em suas avaliações e tomadas de decisão econômica.
 
1.3.3. CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE INFORMAÇÃO EM DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
Atributos que tornam as informações úteis
2. ASPECTOS GERAIS – TRATAMENTOS ESPECÍFICOS 
2.1CONCEITO DE RECEITA BRUTA E RECO HECIMENTO DAS RECEITAS, CUSTOS E DESPESAS 
Art. 12 do Decreto 1.598/1077
	Receita Bruta
(+) Produto da venda de bens nas operações de conta própria;
(+) Preço da prestação de serviços em geral;
(+) Resultado auferido nas operações conta alheia, e
(+) Receitas da atividade ou objeto da pessoa jurídica, não compreendidas nos itens 1,2,e 3.
(-) Devoluções/Vendas Canceladas
(-) Descontos Incondicionais Concedidos
(-) Tributos sobre a Receita Bruta
(-) Juros de AVP de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404/1976,das operações vinculadas à receita bruta
(=) Receita Líquida
Os juros ativos e os descontos obtidos em pagamentos
Demais receitas, rendimentos e resultados positivos
E as exclusões?
2.2. AJUSTE A VALOR PRESENTE
O que é?
Estimativa do valor presente descontado de fluxos de caixa líquidos no curso normal dos negócios.O Ajuste a Valor Presente tem por objetivo efetuar o ajuste para demonstrar o valor presente de um fluxo de caixa futuro.
“Os elementos integrantes do ativo e do passivo decorrentes de operações de longo prazo, ou de curto prazo quando houver efeito relevante, devem, ser ajustados a valor presente com base em taxas de desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quando o valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datas originais.”(NBC TG 12, item 21).
NBC TG 12 e a Lei n. 11.638/2007 estabelecem o desconto a valor presente para contas a receber e a pagar de longo prazo e em alguns casos para as contas de curto prazo.
Não se aplica:
Contratos de mútuo realizados entre partes relacionadas;
Contrato onde não fica claro o prazo de vencimento;
Quando não se possui a taxa, e também não é possível mensurá-la.
	CONTROLES A PARTIR DE 2015 AJUSTE A VALOR JUSTO E AJUSTE A VALOR PRESENTE 
	Controle por subcontas
	Contas e subcontas => analíticas 
	Saldo Subconta + Saldo Conta = saldo societário 
	Ativo/passivo representados por mais de uma conta (ex: bens depreciáveis) => uma subconta para o bem e outra para a depreciação 
	Conta com grupo de Ativo/Passivo => subconta pode se referir ao grupo + Razão Auxiliar individualizando os itens (Sped, ADE Cofis) 
	Controle contábil das subcontas => dispensa controle na parte B Lalur
	Relação conta/subconta: 1:N (havendo fundamentos distintos) 
	AJUSTE A VALOR PRESENTE
	ATIVO
	PASSIVO
	• Creditado em conta de juros a apropriar 
•Adicionados quando a receita ou resultado for tributado 
• Excluídos quando apropriados 
	•debitados na subconta a credito de juros a apropriar 
•adicionados quando apropriados 
	
Venda a prazo: 
• Debitado em conta de dedução da receita bruta 
	Excluídos e baixado quando: 
•o bem for revendido, quando aquisição a prazo para revenda (*) 
•o bem for utilizado como insumo (*) (**) 
•o ativo for realizado (se realização for dedutível), nos demais casos (*) 
•a despesa ou o custo for incorrido (se despesa/custo for dedutível) 
(*) se evidenciados em subconta distinta 
•(**) na inexistência de controle individual das unidades em estoque: PEPS (independente de haver registro permanente de estoque) 
Demais operações: 
•Relacionado a outro ativo => creditado na subconta e excluído quando realizado (se realização dedutível) 
•Relacionado a despesa ou custos => exclusão quando a despesa ou custo for incorrido.
	
Demais operações: 
•Relacionado a outro ativo: adição na realização do ativo 
• Relacionado a despesa ou custos: adição quando a despesa ou custo for incorrido 
	
2.3. ARRENDAMENTO MERCANTIL
“É um acordo pelo qual o arrendador transmite ao arrendatário em troca de um pagamento ou série de pagamentos o direito de usar um ativo por um período de tempo acordado.”
Assemelha-se a operação de aluguel e, até a edição Lei 11.638/2007, eram contabilizadas como tal. Com o advento da Nova Lei das S.As e a adoção do CPC 06, a prática contábil brasileiro passou a adotar uma nova sistemática de contabilização dos arrendamentos mercantis estando, portanto, alinhada aos padrões internacionais.
Segundo o CPC 06, as operações de arrendamento mercantil podem ser classificadas em:
Arrendamento mercantil financeiro: é aquele que transfere substancialmente os riscos e recompensas inerentes àpropriedade de um ativo. O título de propriedade ou posse pode ou não ser eventualmente transferido.
Arrendamento mercantil operacional: é aquele que, diferentemente de um arrendamento mercantil financeiro, não transfere  substancialmente todos os riscos e recompensas inerentes à propriedade.
A classificação deve ser feita, necessariamente, no inicio do arrendamento mercantil, e depende da essência da transação e não da forma jurídica do contrato. 
Resumindo: Leasing financeiro
Deve ser reconhecido como uma compra no ativo não circulante (venda financiada) 
Em se tratando de leasing operacional continua sendo reconhecido como despesa.
RECONHECIMENTO DA RECEITA DE VENDA EXIGE SIMULTANEAMENTE
Transferência para o comprador dos riscos e benefícios mais significativos do produto;
Não exista mais por parte da entidade vendedora a gestão dos produtos;
O valor da transação é possível de ser mensurado de maneira confiável;
É provável que os benefícios econômicos associados com a transação fluirão para a entidade;
Exemplos de situações que, individualmente ou em conjunto, classificam o arrendamento mercantil como financeiro:
a) Transferência da propriedade ao final do contrato.
b) Existe a opção de compra por um preço significativamente abaixo do valor justo.
c) Prazo do contrato refere-se à maior parte da vida útil econômica do ativo.
d) Ativos arrendados são especializados ou feitos sob encomenda.
e) Valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil totaliza pelo menos substancialmente todo o valor justo do ativo arrendado.
2.4. REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL (IMPAIRMENT) 
Reduzir um ativo ao seu valor recuperável significa assegurar que esse ativo não esteja registrado contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou até mesmo por venda. 
Caso existam evidências claras e objetivas de que ativos estejam avaliados por valor não recuperável no futuro, (sofreu desvalorização) a entidade deverá imediatamente reconhecer essa redução por meio da constituição de uma estimativa de perdas.
A análise do Valor Recuperável de um ativo ser aplica a todos os ativos relevantes relacionados às atividades comerciais, industriais, agropecuárias, minerais, de serviços, financeiras e outras, cujos critérios e tratamentos contábeis a serem adotados são definidos pelo Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1).
O contribuinte poderá reconhecer na apuração do lucro real somente os valores contabilizados como REDUÇÃO ao valor recuperável de ativos que não tenham sido objeto de reversão, quando ocorrer a alienação ou baixa do bem correspondente.
A finalidade do ajuste do ativo é adequar o seu valor ao provável valor líquido de realização. Alguns exemplos:
Estimativa de perdas com recebíveis ou contas a receber
Estimativa para redução dos estoques ao valor de Mercado
                     
Máquina “X”
Reconhecimento inicial.............R$ 30.000,00;
Depreciação acumulada.......... R$ 10.000,00;
Valor contábil..................... R$ 20.000,00.
A entidade percebeu que o valor de mercado deste ativo diminuiu consideravelmente e assim irá fazer o teste de impairment.
LAUDO DE AVALIAÇÃO DE RECUPERABILIDADE – IMPAIRMENT
Para uma melhor visualização, suponha a venda, a prazo, no valor de R$ 500.000,00:
 
Momento da venda a prazo (valor acordado, aceito entre as partes)
Débito:Clientes, Duplicatas a Receber ou Contas a Receber 			(R$ 500.000,00)
Crédito:Receita de Vendas ou Serviços 			(R$ 500.000,00)
 
No reconhecimento em que o risco de não recebimento for identificado (valor da perda estimada), neste caso identificou-se que não se receberia 40% (R$ 200.000,00) do valor registrado:
Débito:Despesa com Estimativa de Perdas com Créditos (CR) 		R$ 200.000,00)
Crédito:Estimativa de Perdas com Créd. LiqDuvid (conta retificadora do ativo: R$ 200.000,00)
 
Na identificação da perda efetiva (pela baixa do ativo de certamente não será recuperado:
Débito:Estimativa de Perdas com CrédLiqDuvid(conta de retificadora de ativo R$ 200.000,00)
Crédito:Clientes ou Contas a Receber ou Duplicatas a Receber (R$ 200.000,00)
EXEMPLO - Alfa tem um ativo registrado por $ 1.000 e em 20x1constituiu provisão para redução do seu valor recuperável em $ 50. Em 20x3 Alfa vendeu esse ativo por $ 1.010.
	
	20x1
	20x3
	Perda com redução do valor recuperável 
	(50)
	0
	Valor da venda 
	0
	1.010
	Valor contábil do ativo vendido 
	0
	(950)
	CONTÁBIL 
	(50)
	60
	Perda considerada dedutível somente em 20x3 
	50
	(50)*
	LUCRO REAL 
	0
	10
*Perda considerada dedutível na alienação ativo.
2.5. AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL (AAP) e AJUSTE A VALOR JUSTO (AVJ)
O ajuste da avaliação patrimonial é o resultado do valor da avaliação dos bens em relação ao seu valor justo. O valor justo é a quantia pela qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, por duas partes dispostas a isso e independentes entre si. 
O objetivo está em garantir que a determinação do valor justo ocorra em condições usuais de mercado, ou seja, que fatores que pressionem para a liquidação da transação não interfiram na definição do valor final.
Serão avaliados ao valor justo e reconhecidos na conta ajuste da avaliação patrimonial, os seguintes itens:
a) Instrumentos financeiros destinados à venda futura, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo;
b) Passivos financeiros que atendam as classificações do mercado;
c) Ativos e passivos resultantes de reorganização societária – Fusão, Cisão e Incorporação;
d) Variações cambiais de investimentos no exterior.
AJUSTE A VALOR JUSTO POSITIVO E NEGATIVO
 Deverá ser segregado em subcontas distintas vinculadas aos respectivos A/P. 
AJUSTES POSITIVOS - GANHOS
GANHO computado no LR pela realização do ativo (depreciação, amortização, exaustão, alienação ou baixa) ou liquidação ou baixa do passivo.
 Tributação imediata se o AVJ não for controlado em subconta específica.
AJUSTES NEGATIVOS - PERDAS
 DEDUTÍVEIS: pela realização do Ativo (depreciação, amortização, exaustão, alienação ou baixa) ou liquidação ou baixa do Passivo. 
Embora esteja no PL, não se trata de reserva, uma vez que seu valor não transitou por contas de resultado. Será registrado em conta de resultado somente quando os ativos e passivos (avaliados a preço justo) forem sendo realizados, salvo por disposição diversa em norma específica, onde o valor poderá ser transferido diretamente para a conta de Lucros/Prejuízo Acumulado.
Ajuste a Valor Justo (AVJ) - Ganho
Alfa adquiriu à vista propriedade para investimento em janeiro de 20x1 por $ 10.000. Em dezembro desse mesmo ano, peritos avaliaram a valor justo a propriedade em $ 10.200.
	BP
	
	DRE
	
	Propriedade para investimento 
	
	
	
	 - Custo de aquisição 
	10.000 
	
	
	 - Ajuste a valor justo: Ganho evidenciado em subconta vinculada ao ativo 
	200
	Ganho com ajuste a valor justo : Ganho será tributado quando da venda da propriedade 
	200 
3. PROCEDIMENTOS PARA O FECHAMENTO
 
3.1. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO:
O primeiro passo para o fechamento do Balanço Patrimonial é o levantamento do balancete de verificação. 
É um demonstrativo contábil auxiliar de caráter não obrigatório,de uso interno na empresa, que reúne TODAS as contas em movimento na empresa e seus respectivos saldos (saldos de débito/saldos devedores e saldos de crédito/saldos credores). 
Consiste na ordenação das contassegundo a natureza de seus saldos, de um lado os saldos devedores e de outro os saldos credores, e é imprescindível para se verificar se o método de partidas dobradas está sendo observado pela escrituração da empresa.
Apresenta os itenspatrimoniais e de resultado, seus saldos em uma determinada data e sua movimentação entre um período inicial e um período final.
Tem várias funções de verificação, tais como: 
realizar conferência e ajustes contábeis; 
acompanhar a evolução das vendas, custos, despesas e lucro; e 
acompanhar asituação econômica e financeira por meio de índices; 
Periodicidade diária/mensal/anual (fluxo de documentos na movimentação)
	Título das Contas
	Saldo Devedor
	Sado Credor
	Listar todas as contas de ativo
	
	
	Listar todas as contas de passivo
	
	
	Listar todas as contas de receitas
	
	
	Listar todas as contas de despesas
	
	
	Total
	xx
	xx
DÉBITO = CRÉDITO
Débito # Crédito => ajustes
DOCUMENTAÇÃO PARA CONTABILIZAÇÃO – Falta grave
Não recebimento em tempo hábil a documentação que suporta a contabilização de diversas operações bancárias.
Deve-se insistir com as instituições financeiras a fim de que elas forneçam a documentação relativa a juros, taxas e outras despesas debitadas em conta bancária.
Na ausência da documentação pode-se efetuar as contabilizações, tendo por base os valores constantes dos extratos de movimentação bancária e controles internos que assegurem a origem e a natureza do valor a ser contabilizado, levando-se em conta a sua materialidade.
É a base para elaboração das Demonstrações.
3.2. CONCILIAÇÕES DOS SALDOS CONTÁBEIS 
A conciliação consiste, basicamente, na comparação do saldo de uma conta com uma informação externa à contabilidade, de maneira que se possa ter certeza quanto à exatidão do saldo em análise.
Fontes:livros fiscais, os extratos bancários, as posições de financiamentos e carteiras de cobranças, as folhas de pagamento, os controles de caixa, etc.
Nas conciliações das contas do disponível deve-se ter uma atenção especial à contabilização dos valores recebidos ou pagos pelas empresas com a utilização de cheques pré-datados. 
3.3. AVALIAÇÃO DOS INVESTIMENTOS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
Na existência de investimentos relevantes em controladas ou coligadas, deve-se proceder à avaliação desses investimentos pelo método da equivalência patrimonial.
3.4. VERIFICAÇÃO DA CONTABILIZAÇÃO DE RECEITAS, CUSTOS E DESPESAS
Deverão ser apropriados pelo regime de competência todas as receitas, custos e despesas relativas ao período a que se refere o balanço. 
3.4.1. Regime de Caixa ou de Competência
Regime de Caixa:efetivo recebimento.IN RFB 1.515/2015, Art. 129.
As empresas tributadas pelo Lucro Presumido e Simples Nacional têm esta possibilidade.
Regime de Competência: independe de recebimento. 
As empresas tributadas pelo Lucro Real deverão tributar suas receitas pelo regime de competência.
A Empresa NILDES NOVELINO CONSULTORIA EMPRESARIAL, vendeu em X1, $ 100.000 e só recebeu $ 60.000 (o restante será recebido em X2). Teve como despesa incorrida $ 80.000 e pagou somente $ 50.000 até o último dia do ano X1. Os resultados pelos dois regimes seriam:
A Empresa NILDE DO S. CARVALHO ME, vendeu em Dezembro/2014 uma máquina por R$ 120.000,00, para ser paga da seguinte forma: R$ 50.000,00 de entrada; R$ 35.000,00 para 30 dias (Janeiro/ 2015) e R$ 35.000,00 para 30 dias (Fevereiro/2015).
A mesma máquina foi comprada pelo valor de R$ 80.000,00 no mês de Novembro/2014 a ser paga da seguinte forma: R$ 40.000,00 de entrada; R$ 20.000,00 para 30 dias (Dezembro/2014) e R$ 20.000,00 para 60 dias (Janeiro/2015).
Sem considerar impostos, o resultado da Empresa no exercício de 2014, pelos dois regimes seria:
 3.5. VENDAS PARA ENTIDADES GOVERNAMENTAIS – REGIME DE CAIXA – IN RFB 1.515/2015, art. 4º, § 15º
A receita decorrente de fornecimento de bens e serviços para pessoa jurídica de direito público ou empresas sob seu controle, empresas públicas, sociedades de economia mista ou suas subsidiárias, nos casos de empreitada ou fornecimento contratado nas condições previstas nos arts. 407 e 408 do Decreto nº 3.000/1999, será reconhecida no mês do recebimento.
3.6. BENS DE PEQUENO VALOR
Por força do artigo 15 do Decreto-Lei 1.598/1977,  com a redação pelo o art. 2º da Lei nº 12.973/2014, o custo de aquisição de bens do ativo não circulante imobilizado e intangível não poderá ser deduzido como despesa operacional, salvo se:
a) os bens ou melhorias cuja vida útil não ultrapasse o período de 1 (um) ano; e
b) os bens de pequeno valor, assim considerados aqueles cujo valor unitário seja igual ou inferior a R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais), adquiridos a partir de 01 de janeiro de 2015.
O valor unitário referido na letra “b”, deve ser entendido como sendo o valor em função da utilidade que o bem possa prestar singularmente tomado ao objeto da empresa. Como exemplo, podemos citar, dentre outros, os seguintes bens: uma cadeira, uma escrivaninha, um ventilador, etc.
A relação atividade da empresa “versus” utilidade do bem no contexto dessa atividade constitui-se no motivo determinante para a ativação ou não das aquisições de bens de valor igual ou inferior a R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais). 
3.7. TRANSFERÊNCIA DE VALORES REGISTRADOS NO LONGO PRAZO PARA O CIRCULANTE
Algumas empresas registram os valores realizáveis e os valores de financiamentos em contas de longo prazo, pois esse procedimento permite um melhor controle desses valores a receber e a pagar.
Os valores registrados no realizável e no exigível a longo prazo deverão ser reclassificados por ocasião do fechamento do balanço.
Os saldos dos valores a receber e a pagar devem ser apresentados de acordo com o seu grau de liquidez. Assim, devem ser transferidos para o circulante os valores a RECEBER E A PAGARaté 360 dias após a data do encerramento do balanço. 
3.8 VENDA DE BENS DO IMOBILIZADO E O DIFERIMENTO DA TRIBUTAÇÃO – RECEBIMENTO A LONGO PRAZO – IN RFB 1.515/2015, art. 5º, § 12º 
O ganho de capital auferido na venda de bens do ativo não circulante imobilizado, investimentos e intangíveis para recebimento do preço, no todo ou em parte, após o término do ano-calendário seguinte ao da contratação DEVERÁ INTEGRAR A BASE de cálculo do imposto sobre a renda mensal, PODENDO ser computado na proporção da parcela do preço recebida em cada mês.
3.9. ATIVO NÃO CIRCULANTE PARA VENDA E OPERAÇÃO DESCONTINUADA
Conforme CPC 31, alcança ativos do imobilizado, Intangível e Investimentos, e deve-se proceder o reclassificação contábil para conta do Ativo Circulante, pelo menor valor entre o seu valor líquido contábil e seu valor justo, líquido das despesas de vendas.
A sistemática aplica-se ás Companhias Abertas e às Sociedades de Grande Porte, ficando as PMEs, de fora dessa obrigação, conforme a ITG 1000, seção 17, item 26.
3.10. ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
Receita # Despesas/Custos: contas temporárias
Após os lançamentos dos valores relativos às provisões e despesas em obediência ao princípio da competência, as contas de resultado (receitas e despesas) são absorvidas (zeradas) por uma conta de apuração, intitulada "Resultado do Exercício".
O encerramento/zeramento das contas de resultado é procedimento obrigatório que possibilita a separação dos resultados apurados em exercícios diferentes.
Conta ARE (Apuração do Resultado do Exercício) =>é meramente transitória, servindo única e exclusivamente para a recepção do Resultado do Exercício, logo ela não aparece no Balanço Patrimonial, e o seu saldo deve ser transferido para a conta Lucros do Exercício ou Acumulado.
Para zerar a conta ARE, deve-se debitá-la pelo valor total. Com esse lançamento a débito, encerra-se a conta Resultados (ARE), uma vez que já cumpriu sua missão: confrontar despesa com receita e apurar o resultado (Lucro ou Prejuízo). Pelo método das partidas dobradas sabe-se que para todo débito há um crédito correspondente de mesmo valor, assim credita-se a conta Lucros Acumulados.
A grande maioria dos sistemas contábeis por processamento eletrônico de dados possui esquemas para zeramento automático das contas de resultado.
3.11. LEVANTAMENTO DA DRE
A Demonstração do Resultado do Exercício tem como objetivo principal apresentar, de forma vertical resumida, o resultado apurado em relação ao conjunto de operações realizadas em determinado período. Nela apura-se a diferença entre as receitas e despesas, a qual poderá demonstrar lucro ou prejuízo.
O saldo apuradona DRE será utilizado para cálculo do IRPJ e CSLL e para cálculo das destinações que serão efetuadas do lucro líquido do exercício.
O saldo final apurado (lucro ou prejuízo) será transferido para a conta "Lucros ou Prejuízos Acumulados no Patrimônio Líquido".
Receita de Vendas
( – ) Custos
( = ) Lucro Bruto
( – ) Despesas Operacionais
( = ) Lucro Operacional
( +-) Resultado não Operacional
( = ) Lucro Antes de Impostos sobre a Renda
( – ) Impostos
( = ) Resultado Líquido ou Lucro ou Prejuízo Líquido
3.12. PROVISÃO PARA O IRPJ E CSLL
A provisão para o Imposto de Renda e para a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido são itens que exigem grande atenção no fechamento do Balanço. A velocidade imprimida pelo Fisco nas alterações da legislação obriga os responsáveis pela elaboração do Balanço a um esforço contínuo para manter adequados os registros relativos a essa obrigação fiscal.
Antes do fechamento do Balanço devemos apurar extra contabilmente o lucro real e a base de cálculo da CSLL da empresa e registrar a provisão para o Imposto de Renda e a CSLL devidos, tendo como contrapartida o resultado do exercício.
3.13. CÁLCULO DAS PARTICIPAÇÕES NO RESULTADO
Algumas empresas destinam parte de seus lucros aos empregados, aos administradores, aos detentores de partes beneficiárias. Essas destinações em razão de sua dedutibilidade ou não na determinação do lucro real demandam um laborioso trabalho de cálculo por parte dos responsáveis pela elaboração do Balanço.
3.14. ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES
A montagem das demonstrações financeiras deve levar em conta a quais usuários elas serão destinadas.
Após o zeramento das contas de resultado, levantamento da DRE, cálculo das provisões para o IRPJ e CSLL e cálculo das participações no lucro líquido, poderá então ser levantado o balanço patrimonial da empresa.
3.14.1. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL DIGITAL X TRANSCRIÇÃO NO LIVRO DIÁRIO
As demonstrações financeiras devem ser elaboradas com todos os detalhes obtidos na contabilidade, isto é, o mais analítico possível. 
Os lançamentos relativos ao encerramento das contas de resultado, a demonstração do resultado do exercício, Balanço patrimonial, e demais demonstrações contábeis elaboradas pela empresa destina-se ao uso dos contadores e deverão também ser transcritas no livro Diário.
ECD – IN RFB 1.420/2014
A Escrituração Contábil Digital (ECD) é parte integrante do projeto SPED e tem por objetivo a substituição da escrituração em papel pela escrituração transmitida via arquivo, ou seja, corresponde à obrigação de transmitir, em versão digital, os seguintes livros:
I - Livro Diário e seus auxiliares, se houver; 
II - Livro Razão e seus auxiliares, se houver; 
III - Livro Balancetes Diários, Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles transcritos. 
Decreto Nº 8.683 de 26/02/2016.
 Art. 1º O Decreto nº 1.800, de 30 de janeiro de 1996, passa a vigorar com as seguintes alterações:
 "Art. 78-A. A autenticação de livros contábeis das empresas poderá ser feita por meio do Sistema Público de Escrituração Digital - Sped de que trata o Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, mediante a apresentação de escrituração contábil digital. 
§ 1º A autenticação dos livros contábeis digitais será comprovada pelo recibo de entrega emitido pelo Sped. § 2º A autenticação prevista neste artigo dispensa a autenticação de que trata o art. 39 da Lei nº 8.934, de 18 de novembro de 1994, nos termos do art. 39-A da referida Lei." (NR) 
Art. 2º Para fins do disposto no art. 78-A do Decreto nº 1.800, de 1996, são considerados autenticados os livros contábeis transmitidos pelas empresas ao Sistema Público de Escrituração Digital - Sped, de que trata o Decreto nº 6.022, de 22 de janeiro de 2007, até a data de publicação deste Decreto, ainda que não analisados pela Junta Comercial, mediante a apresentação da escrituração contábil digital. 
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica aos livros contábeis digitais das empresas transmitidos ao Sped quando tiver havido indeferimento ou solicitação de providências pelas Juntas Comerciais até a data de publicação deste Decreto. 
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 
4. AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS X SEUS ASPECTOS FORMAIS
Atenção!
INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB 1.595/2015 – 03/12/2015 altera IN RFB 1.422/2013
Inclui na composição da ECF a apresentação do Demonstrativo de Livro Caixa, a partir do ano-calendário 2016, para as pessoas jurídicas optantes pela sistemática do lucro presumido que se utilizem da prerrogativa prevista no parágrafo único do art. 45 da Lei nº 8.981/1995, Ecuja receita bruta no ano SEJA SUPERIOR A R$ 1.200.000,00(um milhão e duzentos mil reais), ou proporcionalmente ao período a que se refere. 
Parágrafo único do art. 45 da Lei 8.981/95: 
Art. 45. A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter:
 I - escrituração contábil nos termos da legislação comercial;
 II - Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano-calendário abrangido pelo regime de tributação simplificada;
III - em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica, bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal.
Parágrafo único. O disposto no inciso I deste artigo não se aplica à pessoa jurídica que, no decorrer do ano-calendário, mantiver livro Caixa, no qual deverá estar escriturado TODA A MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA, INCLUSIVE BANCÁRIA. 
ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
A escrituração contábil pode servir de base para:
1. Distribuir lucros;
2. Compensar prejuízos;
3. Não pagar imposto de renda, por comprovar prejuízo;
4. Comprovar, em juízo, fatos cujas provas dependam de perícia contábil;
5. Contestar reclamações trabalhistas, quando as provas a serem apresentadas dependam de perícia contábil;
6. Provar, em juízo, sua situação patrimonial, em questões que possam existir com herdeiros e sucessores do sócio falecido;
7. Requerer concordata, por insolvência financeira;
8. Evitar que sejam consideradas fraudulentas as próprias falências, sujeitando-se seus sócios a penalidades da Lei;
9. Provar, a sócios que se retiram da sociedade, a verdadeira situação patrimonial da empresa, para fins de restituição de capital ou venda de participação societária; e
10. Comprovar a legitimidade dos créditos, em caso de impugnação de habilitações feitas em concordatas preventivas ou falências.
11. Elaborar as demonstrações contábeis.
Elaboração das Demonstrações contábeis: 
Fins contábeis: devem ser levantadas de acordo com as novas regras contábeis introduzidas pelas Leis nº. 11.638/2007 e 11.941/2009.
Fins fiscais: devem ser levantadas de acordo com as regras contábeis vigentes em 31/12/2007 (Lei nº 6.404/1976).
As normas contábeis brasileiras deverão ser observadas pelas empresas, em conformidade com as seguintes orientações:
	CPC 26
	Sociedades Anônimas / Capital Aberto
Sociedades de Grande Porte(Capital Fechado – Limitada)
Faturamento: Superior a R$ 300 milhões ou 
Ativo Totalsuperior a R$ 240 milhões
	CPC PME – ITG 1000 – Resolução 1.255/2009
	Pequenas e Médias Empresas
Faturamento: Superior a R$ 3,6 milhões e Inferior a R$ 300 milhões
“Microempresa e Empresa de Pequeno Porte” a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada ou o empresário a que se refere o Art. 966 da Lei n.º 10.406/02,que tenha auferido, no ano calendário anterior,receita bruta anual até os limites previstos nos incisos I e II do Art. 3º da Lei Complementar n.º 123/06.
QUADRO RESUMO DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS
	DEMONSTRAÇÃO
CONTÁBIL
	ME E EPP 
ITG 1000
	PME
NBC TG 1000
	ESFL
(ITG 2002)
	S/A DE 
CAPITAL ABERTO E DE GRANDEPORTE
(IFRS COMPLETO)
	BP
	Obrigatório
	Obrigatório
	Obrigatório
	Obrigatório
	DRE
	Obrigatório
	Obrigatório
	Obrigatório
	Obrigatório
	DRA
	Facultativo
	Pode ser substituída pela DLPA
	Não Exigido
	Obrigatório
	DLPA
	Facultativo
	Facultativo
	Não Exigido
	Não Exigido
	DMPL
	Facultativo
	Pode ser substituída pela DLPA
	Obrigatório
	Obrigatório
	DFC
	Facultativo
	Obrigatório
	Obrigatório
	Obrigatório
	DVA
	Facultativo
	Facultativo
	Facultativa
	Obrigatório
	NE
	Obrigatório
	Obrigatório
	Obrigatório
	Obrigatório
A regra geral aplica-se a todas as empresas, exceto às S.A. de capital Aberto. Nos casos em que as ME/EPP e PME`s não optarem pela adoção da ITG 1000 e NBC TG 1000, respectivamente, deverão seguir a regra geral.
Atenção!
COMPARATIVO COM EXERCÍCIOS ANTERIORES: De acordo com o § 1º do artigo 176 da Lei 6.404/76, as demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. 
CPC PME - É necessária a comparabilidade nas Demonstrações Contábeis?
• Sim, de acordo com o item 28, devem ser evidenciados na primeira coluna os valores do período encerrado e na segunda os valores do período anterior. (Ex. 2012 e ao lado direito 2011)
• Se a entidade adotou em 2011 a NBC TG 1000 e a apresentação foi diferente da ITG 1000, deverá promover as adequações necessárias ao novo modelo.
CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO (MICROEMPRESAS)
A ITG 1000 – Modelo Contábil para Microempresas e Empresa de Pequeno Porte (doravante, ITG 1000) foi aprovada pela Resolução CFC No. 1.418/12, emitida pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) em 05 de dezembro de 2012. É aplicável para os exercícios sociais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2012, visando beneficiar as microempresas e empresas de pequeno porte, permitindo que estas possam adotar seus requisitos de forma alternativa aos estabelecidos pela NBC TG 1000.
A ITG 1000 estabelece que as microempresas e empresas de pequeno porte devem elaborar e divulgar OBRIGATORIAMENTE o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado e as Notas Explicativas ao final de cada exercício social. 
A elaboração do conjunto completo das Demonstrações Contábeis, incluindo além das previstas no item 26 da ITG 1000, a Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Demonstração do Resultado Abrangente e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, apesar de não serem obrigatórias para as entidades alcançadas por esta Interpretação, é ESTIMULADA pelo Conselho Federal de Contabilidade.
4.1. BALANÇO PATRIMONIAL
RESOLUÇÃO CFC 1.157/2009
O balanço patrimonial representa a posição estática da entidade em um determinado momento. 
	
Lei 6.404/1976 - Art. 178, 179... Classificação das contas no Balanço...
	ATIVO: Um recurso controlado por uma entidade como resultado de eventos do passado onde benefícios econômicos futuros irão fluir pra a entidade.
As contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: 
	PASSIVO: Uma obrigação presente originada de eventos do passado onde benefícios econômicos futuros irão fluir para a entidade.
	Ativo Circulante 
(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 
	Passivo Circulante
(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 
	Ativo Não Circulante
 (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 
	Passivo Não Circulante
(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009) 
	     Realizável a Longo Prazo
	PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Valor residual dos ativos de uma entidade, após a dedução de todas as suas obrigações.
	     Investimento
	     Capital Social
	     Imobilizado
	       (-) Gastos com Emissão de Ações
	     Intangível
	     Reservas de Capital
	
	          Opções Outorgadas Reconhecidas
	
	      Reservas de Lucros
	
	      (-) Ações em Tesouraria
	
	     Ajustes de Avaliação Patrimonial
	
	     Ajustes Acumulados de Conversão
	
	     Prejuízos Acumulados
	Ativos x Passivos
	Circulante
	Até 12 MESESAPÓS a data das Demonstrações Contábeis
Os ativos são circulantes quando:
- a entidade espera realizar, vender ou consumir tal ativo durante o ciclo operacional normal;
- o ativo for mantido essencialmente com a finalidade de negociação;
- espera realizar o ativo no período de até doze meses após a data das demonstrações contábeis; ou,
- o ativo for caixa ou equivalente de caixa.
	Não-Circulante
	APÓS 12 MESES DA DATAdas Demonstrações Contábeis
Os passivos são circulantes quando:
- a entidade espera liquidar o passivo durante o ciclo operacional normal;
- quando o passivo for mantido essencialmente com a finalidade de negociação;
- quando for exigível no período de até doze meses após a data das demonstrações contábeis; ou,
- quando a entidade não tiver direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data de divulgação.
“Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: 
I - no Ativo Circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte; 
II - no Ativo Realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia; 
III – em Investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa; 
IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) 
V – (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009) 
VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. 
PASSIVO EXIGÍVEL
Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada. 
§ 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: 
a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias; 
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; 
§ 2° Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não-capitalizado.
§ 3o  Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídos a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na competência conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)”
As empresas regidas pela Lei n. 6.404/1976estão impedidas da utilização da conta Lucros Acumulados, conforme art. 178, parágrafo 2º. III, porém o Pronunciamento Técnico PME, Item, 4.11, letra “f” permite tal utilização.
	ATIVO
	31/12/2014
	31/12/2013
	 ATIVO CIRCULANTE
	DISPONÍVEL
	 
	 
	Caixa e Bancos
	 R$        441.841,99
	 R$          156.584,54
	Aplicações financeiras
	 R$     1.813.131,80
	 R$       2.195.892,84
	Outros créditos
	 R$        448.456,23
	 R$          125.970,23
	 ATIVO NÃO CIRCULANTE 
	INVESTIMENTOS
	 
	 
	Ações BMF
	 R$           1.820,00
	 R$             1.820,00
	Imóveis para Renda
	 R$   10.375.586,72
	 R$       8.943.646,49
	IMOBILIZADO
	 
	 
	Outros ativos imobilizado
	 R$         39.069,00
	 R$            39.069,00
	(-) Depreciação acumulada
	-R$         25.707,44
	-R$            21.800,57
	 TOTAL DO ATIVO
	 R$   13.094.198,30
	 R$     11.441.182,53
	PASSIVO
	 
	 
	 PASSIVO CIRCULANTE 
	Fornecedores
	 R$              265,00
	 R$            26.732,20
	Tributos e outros a pagar
	 R$         70.651,22
	 R$          123.065,94
	PATRIMÔNIO LÍQUIDO
	CAPITAL SOCIAL
	 
	 
	Capital Social
	 R$     6.000.000,00
	 R$       6.000.000,00
	(-) Capital social a integralizar
	 R$                     -  
	-R$          108.000,00
	RESERVAS DE LUCROS
	 
	 
	Reserva Legal
	 R$        428.321,70
	 R$          333.856,81
	Retenção de Lucros
	 R$     6.594.960,38
	 R$       5.065.527,58
	 TOTAL DO PASSIVO
	 R$   13.094.198,30
	 R$     11.441.182,53
4.2. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é uma demonstração contábil dinâmica que se destina a evidenciar a formação do resultado líquido em um exercício, através do CONFRONTO das receitas, custos e despesas, apuradas segundo o princípio contábil do regime de competência, gerando informações significativas para a tomada de decisão. 
PROCEDIMENTOS PARA FECHAMENTO DA DRE
As empresas podem ficar dispensadas da escrituração comercial, perante a Legislação do Imposto de Renda, nos seguintes casos:
Quando submetidas ao regime do Simples Nacional ou se adotarem a tributação com base no Lucro presumido.
Nota: A dispensa da escrituração contábil refere-se apenas à legislação do Imposto de Renda, NÃO ESTANDO a empresa DESOBRIGADA DA ESCRITURAÇÃO exigida pelas leis comerciais.
A ITG 1000 visa desobrigar esse conjunto de empresas da adoção da Norma Brasileira de Contabilidade Técnica Geral - NBC TG 1000 - Contabilidade para PMEs (equivalente a IFRS para PME), permitindo-lhes adotar um MODELO SIMPLIFICADO para a escrituração e elaboração de demonstrações contábeis.
A Lei 11.638/2006 introduziu algumas alterações na DRE em especial relacionadas com as despesas não operacionais e na participação do lucro.
CPC PME - Para os optantes pelo Simples Nacional, o IRPJ e a CSLL, por ter sua base da cálculo na receita bruta e não no lucro, tais valores devem ser apresentados como “Deduções de Tributos, Abatimentos e Devoluções” e não ao final da DR
Por força das normas internacionais de contabilidade, também não mais há a segregação entre resultados operacionais e não-operacionais, assim no processso de convergência às normas interncionaisas entidades deverão apresentar as "outras receitas/despesas" no grupo operacional e não após a linha do "resultado operacional". 
Os itens “outras receitas operacionais”ou “outras despesas operacionais”foram incluídos em uma única linha, visto não serem usuais. Se houver necessidade, sugere-se evidenciá-los, inclusive em nota explicativa.
Assim, evidencia-se a divisão dos resultados em resultados das atividades continuadas e resultados das atividades não continuadas, o que viabiliza a capacidade de o usuário prospectar com relação ao futuro da entidade.
A DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO DEVE, NO MÍNIMO, INCLUIR AS SEGUINTES RUBRICAS, OBEDECIDAS TAMBÉM AS DETERMINAÇÕES LEGAIS: 
(a)receitas; 
(b)custo dos produtos, das mercadorias ou dos serviçosvendidos; 
c) lucro bruto; 
(d)despesas com vendas, gerais, administrativas e outras despesas e receitas operacionais; 
(e)parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida por meio do método de 
equivalência patrimonial; 
(f)resultado antes das receitas e despesas financeiras
(g)despesas e receitas financeiras; 
(h)resultado antes dos tributos sobre o lucro; 
(i) despesa com tributos sobre o lucro; 
(j)resultado líquido das operações continuadas; 
(k)valor líquido dos seguintes itens: 
i) resultado líquido após tributos das operações descontinuadas;
(ii) resultado após os tributos decorrente da mensuração ao valor justo menos despesas de venda ou na baixa dos ativos ou do grupo de ativos à disposição para venda que constituem a unidade operacional descontinuada. 
(l) resultado líquido do período. 
	DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO  DO EXERCÍCIO
	31/12/2014
	31/12/2013
	Receitas de aluguéis
	 R$     2.293.226,36
	 R$       1.887.530,52
	(-) Impostos incidentes
	-R$         83.702,78
	-R$            68.894,88
	(-) Desp administrativas e outras
	-R$        204.463,56
	-R$          250.320,14
	(-) Depreciações
	-R$           3.906,87
	-R$             3.906,87
	(+) Receitas financeiras líquidas
	 R$        173.376,49
	 R$             3.504,13
	(+) outras receitas
	 R$                52,14
	 R$                  53,37
	Lucro líquido operacional
	 R$     2.174.581,78
	 R$       1.567.966,13
	(-) Despesa de IRPJ e CSLL
	-R$        285.284,09
	-R$          188.743,15
	Lucro líquido do exercício
	 R$     1.889.297,69
	 R$       1.379.222,98
4.3. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO - DMPL
	DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO Patrimônio LÍQUIDO
	31/12/2014
	31/12/2013
	Capital social no início do exercício
	 R$     6.000.000,00
	 R$       6.000.000,00
	Capital social no fim do exercício
	 R$     6.000.000,00
	 R$       6.000.000,00
	Capital a integralizar no início do exercício 
	 R$        108.000,00
	-R$          108.000,00
	Capital a integralizar no fim do exercício
	 R$                     -  
	-R$          108.000,00
	Reserva legal no início do exercício
	 R$        333.858,61
	 R$          264.895,67
	Reserva legal no fim do exercício
	 R$        428.321,70
	 R$          333.856,81
	Retenção de lucros no inicio do exercício
	 R$     5.065.527,58
	 R$       3.755.265,74
	Lucros distribuídos 
	-R$        265.400,00
	 R$                       -  
	Lucro transferido de Lucros Acumulados
	 R$     1.794.832,80
	 R$       1.310.261,84
	Retenção de lucros no fim do exercício
	 R$     6.594.960,38
	 R$       5.065.527,58
DEMONSTRAÇÃO DE VALOR ADICIONADO (DVA)
Visa mensurar o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.
MODELO BÁSICO DE DVA – CPC 09 X Artigo 188 da Lei 6.404/1976 – CIA. ABERTA 
	Demonstração do Valor Adicionado - Cia. Produtiva
	Em R$ mil 
	20X1
	20X2
	DESCRIÇÃO
	 
	 
	1-RECEITAS
	 
	 
	1.1) Vendas de mercadoria, produtos e serviços
	 
	 
	1.2) Provisão p/devedores duvidosos – Reversão/(Constituição)
	 
	 
	1.3) Não operacionais 
	 
	 
	2-INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI)
	 
	 
	2.1) Matérias-Primas consumidas
	 
	 
	2.2) Custos das mercadorias e serviços vendidos 
	 
	 
	2.3) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
	 
	 
	2.4) Perda/Recuperação de valores ativos
	 
	 
	3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
	 
	 
	4 – RETENÇÕES
	 
	 
	4.1) Depreciação, amortização e exaustão
	 
	 
	5 –VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE(3-4)
	 
	 
	6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
	 
	 
	6.1) Resultado de equivalência patrimonial
	 
	 
	6.2) Receitas financeiras
	 
	 
	7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)
	 
	 
	8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 
	 
	 
	8.1) Pessoal e encargos
	 
	 
	8.2) Impostos, taxas e contribuições
	 
	 
	8.3) Juros e aluguéis
	 
	 
	8.4) Juros s/ capital próprio e dividendos 
	 
	 
	8.5) Lucros retidos / prejuízo do exercício
	 
	 
	* O total do item 8 deve ser exatamente igual ao item 7.
	 
	 
	Demonstração do Valor Adicionado – DVA do Exercício de 31/12/20XX
	Demonstração do Valor Adicionado 
	R$
	1 RECEITAS 
	5.650,00
	1.1 Vendas de mercadorias, produtos e serviços 
	5.400,00
	1.2 Provisão p/ Créditos Liquidação duvidosa 
	-
	1.3 Outras Receitas e Outras Despesas 
	250,00
	2 INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS 
	1.912,00
	2.1 Custos das Mercadorias e Serviços Vendidos 
	1.800,00
	2.2 Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
	112,00
	2.3 Perda/Recuperação de Valores Ativos
	
	2.4 Outras
	
	3 VALOR ADICIONADO BRUTO (1 - 2) 
	3.738,00
	4 RETENÇÕES 
	-
	4.1 Depreciação, amortização e exaustão -
	
	5 VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3 - 4) 
	3.738,00
	6 VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 
	-
	6.1 Resultado de Equivalência Patrimonial 
	-
	6.2 Receitas Financeiras 
	-
	7 VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5 + 6) 
	3.738,00
	8 DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO 
	3.738,00
	8.1 Pessoal e encargos,00
	290,00
	8.2 Impostos, taxas e contribuições 
	1.320,00
	8.3 Juros e Aluguéis 
	-
	8.4 Juros sobre capital próprio e dividendos 
	-
	8.5 Lucros retidos/ (prejuízo do exercício) 
	2.128,00
4.5. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA (DFC)
Esta demonstração apresenta ao usuário informações sobre as alterações no caixa e equivalentes de caixa de um período contábil. É o fluxo de pagamentos e recebimentos.
Objetivo: Fornecer informações acerca das alterações no caixa e equivalentes de caixa da entidade para um período contábil, evidenciando separadamente as mudanças nas atividades operacionais, investimentos e financiamentos;
Equivalente de caixa: são as aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez e apresentam insignificante risco de mudança de valor. Assim, via de regra, um investimento que possui liquidez e que esteja aplicado com vencimento não superior a 90 dias pode ser considerado como equivalente de caixa.
Para se confeccionar o DFC devemos partir do Razão das contas essencialmente financeiras, tais como: Caixa, Bancos C/Movimento, e da conta Aplicação de Curtíssimo Prazo, e das contas que são só contábeis, tais como: Depreciação, Amortização, Exaustão, Receita com Equivalência Patrimonial Positiva e Despesa com Equivalência Patrimonial Negativa.
O Demonstrativo de Fluxo de Caixa - DFC é feito pelo REGIME DE CAIXA, onde as contas exclusivamente financeiras, de acordo com o seu histórico, deverão ser classificadas em três atividades: Operacional, Investimento e Financiamento.
a) Atividades Operacionais: 
ligadas a 
operação da entidade
, ou seja, as principais atividades geradoras de receitas para entidade como recebimento de: venda de mercadorias, prestação de serviços, 
royalties
, honorários, comissões entre outros ligados a atividade.
Também são consideradas atividades operacionais os desembolsos de caixa ligados a atividade como pagamento de: fornecedores de produtos, mercadorias ou serviços, empregados, tributos, empréstimos, entre outros.
b) Atividades de Investimento: registra-seas aquisições ou alienações de investimentos de ativos de longo prazo, ou seja, investimentos não inclusos nos equivalentes de caixa. Os principais exemplos são os pagamentos para: 
compra de imobilizado, intangível, instrumentos da dívida ou patrimoniais de outras entidades, empréstimos concedidos a terceiros, contratos de swap e outros. Também da mesma maneira os recebimentos de longo prazo ou não ligados a operação como: imobilizado, instrumentos da dívida ou patrimoniais de outras entidades, swap e outros recebimentos.
c) Atividades de Financiamento: estas produzem alterações no tamanho no montante ou na composição do patrimônio líquido e dos empréstimos da sociedade, entre eles os principais são:
recebimentos de caixa por emissão de ações ou quotas ou por instrumentos patrimoniais, emissão de debêntures, empréstimos recebidos, títulos da dívida, hipotecas e outros similares. Também fazem parte das atividades de financiamento os pagamentos realizados para: adquirir ações ou quotas, amortização de empréstimo, de leasing financeiro entre outros.
A apresentação do fluxo de caixa operacional deverá ser utilizada a partir de um dos métodos a seguir: direto ou indireto.
O método indireto é realizado a partir dos elementos que não afetam o caixa, fato este que justifica o seu nome. Assim o resultado é ajustado levando-se em conta os seguintes itens: mudanças nos estoques e contas operacionais a receber e a pagar durante o período, depreciação, provisões, tributos diferidos, receitas e despesas contabilizados pelo regime de competência e que ainda não foram pagas ou recebidas, variações cambiais não realizadas, lucros de coligadas e controladas não distribuídos, participação de não controladores, enfim itens que não afetam o caixa, e ainda, todos os demais itens cujos efeitos sobre o caixa sejam decorrentes das atividades de investimento ou de financiamento.
O método direto utiliza-se do princípio de demonstrar o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais a partir dos recebimentos e pagamentos de caixa, obtidos a partir dos: registros contábeis, ajustado as vendas, os custos dos produtos e serviços vendidos e demais itens da demonstração do resultado e do resultado abrangente referente a: mudanças ocorridas nos estoques, contas operacionais a receber e a pagar e todos os outros itens que envolvem caixa e ainda as contas que possuem efeitos no caixa e que sejam decorrentes dos fluxos de caixa para financiamentos ou investimentos.
DFC – MÉTODO DIRETO (CPC 03)
	EXEMPLO DE DFC – MÉTODO INDIRETO
	Lucro Líquido do exercício 
	1.950,00
	(+) Depreciação 
	120,00
	Lucro que afeta o caixa 
	2.070,00
	Variações no Circulante
	
	Duplicatas a receber 
	(500,00)
	Estoques 
	(500,00)
	Fornecedores 
	1.000,00
	Imposto de renda a pagar 
	1.050,00
	Caixa gerado nos negócios 
	1.050,00
	Atividades de Investimento
	
	(-) Aquisição de Permanentes 
	(3.440,00)
	Móveis e Utensílios 
	(300,00)
	Terrenos 
	(1.000,00)
	Ações de outras Cias. 
	(2.140,00)
	Atividades de Financiamento 
	1.120,00
	Integralização do capital 
	1.500,00
	Empréstimos bancários 
	470,00
	(-) Dividendos pagos 
	(850,00)
	Resultado final de caixa 
	800,00
	Saldo existente no inicio do exercício 
	1.500,00
	Saldo final de caixa 
	2.300,00
	DFC – MÉTODO DIRETO
	Atividades Operacionais
	
	Recebimento de vendas
	9.500,00
	(-) Pagamento de compras
	(5.000,00)
	Caixa bruto obtido nas operações
	4.500,00
	(-) Despesas Operacionais vendas
	(500,00)
	Administrativas
	(380,00)
	Caixa gerado no negócio
	3.620,00
	(-) Despesas Financeiras Pagas
	(500,00)
	Caixa gerado após as operações financeiras
	3.120,00
	Atividades de Investimento
	
	(-) Aquisição de Permanentes
	(3.440,00)
	Móveis e Utensílios
	(300,00)
	Terrenos
	(1.000,00)
	Ações de outras Cias.
	(2.140,00)
	Atividades de Financiamento
	1.120,00
	Integralização do capital
	1.500,00
	Empréstimos bancários
	470,00
	(-) Dividendos pagos
	(850,00)
	Resultado final de Caixa
	800,00
	(+) Saldo existente em 31-12-X6
	1.500,00
	Saldo existente em 31-12-X7
	2.300,00DEMONSTRAÇÕES COMPARATIVAS
	DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - DFC
	31/12/2014
	31/12/2013
	Geração de caixa p/ ativ operacionais
	 R$     1.226.436,64
	 R$       1.379.222,98
	Geração de caixa p/ financiamentos
	 R$        108.000,00
	 R$            59.857,53
	Geração de caixa p/ investimentos
	-R$     1.431.940,23
	-R$          201.275,60
	Geração de caixa no exercício
	-R$         97.503,59
	 R$       1.237.804,91
	Saldo Disponível no início do exercício
	 R$     2.352.477,38
	 R$       1.114.672,47
	Saldo Disponível no fim do exercício
	 R$     2.254.973,79
	 R$       2.352.477,38
	Movimentação do Disponível no exercício
	-R$     97.503,59
	 R$   1.237.804,91
4.6. NOTAS EXPLICATIVAS
NOTAS EXPLICATIVAS NO BALANÇO – MICROEMPRESA
O item 39 da ITG 1000 estabelece a divulgação mínima de informações que a microempresa e a empresa de pequeno porte devem fazer por meio de notas explicativas, relacionando aquelas que, em geral, devem ser evidenciadas juntamente com as demonstrações contábeis anuais.
As notas explicativas são partes integrantes das demonstrações contábeis da microempresa e da empresa de pequeno porte, e fornecem informações adicionais, relevantes e necessárias para sua adequada compreensão.
A empresa não está obrigada a divulgar todas as notas e pode elaborar apenas aquelas que considere importante para explicar sua atividade ou para o melhor entendimento das suas demonstrações contábeis.
ITG 1000 - NO MÍNIMO, AS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DEVEM INCLUIR:
(a) declaração explícita e não reservada de conformidade com esta Interpretação;
(b) descrição resumida das operações da entidade e suas principais atividades;
(c) referência às principais práticas contábeis adotadas na elaboração das demonstrações contábeis;
(d) descrição resumida das políticas contábeis significativas utilizadas pela entidade;
(e) descrição resumida de contingências passivas, quando houver; e
(f) qualquer outra informação relevante para a adequada compreensão das demonstrações contábeis.
Nesse contexto, e com o objetivo de melhor esclarecer e orientar sobre os principais conteúdos que a microempresa e a empresa de pequeno porte devem divulgar ou evidenciar, esta orientação apresenta, de forma exemplificativa, os seguintes exemplos de textos de notas explicativas:
(a)   Nota sobre a “Declaração de Conformidade” ou nota sobre “Base de Preparação e Apresentação”
Essa nota explicativa deve evidenciar que a microempresa e a empresa de pequeno porte adotaram a ITG 1000. Dessa forma, sugere-se o seguinte texto:
“A empresa X Ltda – ME ou EPP elaborou e está apresentando as suas Demonstrações Contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 20XX de acordo com a ITG 1000 – Modelo Contábil para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, emitida pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC).”
(b) Nota sobre “Descrição Resumida das Operações”
Essa nota explicativa deve descrever, de forma sucinta, as atividades que são exercidas pela microempresa e pela empresa de pequeno porte. Dessa forma, sugere-se o seguinte texto:
 “A empresa dedica-se ao comércio (indústria ou serviço) de produtos (mercadorias ou prestação de serviços), estando em plena atividade desde ….. (data da constituição ou início das atividades)”.
(c)   Nota sobre “Principais Práticas e Políticas Contábeis Adotadas”
Esclarecemos que as políticas são aquelas em que a microempresa e a empresa de pequeno porte têm opções para a adoção de práticas, critérios e procedimentos contábeis, como, por exemplo: critérios de depreciação do imobilizado; critérios de avaliação dos estoques, etc. Dessa forma, sugere-se o seguinte texto:
“A depreciação foi calculada pelo método linear, de acordo com a vida útil dos bens”;
“Os estoques foram avaliados pelo custo médio ponderado de aquisição (ou pelo PEPS)”.
Essa nota também deve ser usada pela microempresa e empresa de pequeno porte para divulgar a ocorrência, ou não, de “evidências observáveis” ou “indícios” de desvalorização de ativos, que requeiram o reconhecimento, ou não, de perda por valor não recuperável.
Dessa forma, sugere-se o seguinte texto:
“A administração da empresa constatou que houve a deterioração de ativos imobilizados, em face de acidente ocorrido em um veículo cujo conserto supera o valor de mercado, tendo sido reconhecida, no resultado, a perda por não recuperabilidade do referido imobilizado no valor de R$ X.XXX,XX.”
(d) Nota sobre contingências passivas
Nessa nota, deve ser divulgada a descrição resumida de contingências passivas, quando houver.
Dessa forma, sugere-se, como exemplo, o seguinte texto:
 “A empresa tem ações trabalhistas em andamento movidas por ex-empregados, com valor de perda considerado possível pela assessoria jurídica, e a estimativa de desembolso, no ano seguinte, no valor de R$ X.XXX,XX.”
(e)   Nota sobre qualquer outra informação relevante
A empresa abandonou a produção de um produto.
Dessa forma, sugere-se o seguinte texto:
 “A empresa descontinuou a produção de uma de suas linhas de produtos. Todavia, isso não significa que existe risco de descontinuidade das atividades operacionais, uma vez que a empresa vem apresentando crescimento consistente nas suas demais linhas de produção, não havendo perspectiva de insolvência”.
Base: itens 30 a 32 da OTG 1000 – CFC.
A publicação de Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras está prevista no § 4º do artigo 176 da Lei 6.404/1976 (Lei das S/A), adiante transcrito:
"as demonstrações serão complementadas por Notas Explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício".
SÃO INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES QUE VISAM AUXILIAR O USUÁRIO FACILITANDO O ENTENDIMENTO E A TOMADA DE DECISÃO.
É PRECISO QUE CADA NOTA FAÇA REFERÊNCIA A QUAL ITEM DA DEMONSTRAÇÃO SE REFERE.
As notas explicativas devem apresentar INFORMAÇÕES SOBRE AS BASES APLICADAS PARA ELABORAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕEScontábeis e ainda sobre as práticas e políticas contábeis utilizadas. Assim não se trata de fazer uma repetição do que já foi apresentado por alguma demonstração contábil, e sim, apresentar complementos e fatos novos que deixem claro os critérios aplicados para facilitar o julgamento por parte do usuário.
A comparabilidade exigida pela doutrina contábil obriga além das demonstrações comparativas de no mínimo dois períodos, também a comparabilidade das notas explicativas. Geralmente as notas explicativas do ano (s) anterior (es) não são publicadas integralmente, mas através de quadros e comentários comparativos. 
De modo prático é preciso que cada nota faça referência a qual item da demonstração se refere. Via de regra isto é realizado através de nota indicativa ao lado da conta a qual a nota faz referência.
Principais itens que precisam fazer parte das notas explicativas, porém tal rol não pretende esgotar o assunto, servindo apenas de ilustração:
01. Identificação da empresa, descrevendo o segmento de atuação, contexto operacional e informações relevantes ao usuários da informação contábil.
02. Declaração que as demonstrações contábeis foram elaboradas em conformidade com o Pronunciamento Técnico PME Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Quando não for possível aplicar parte do PME tal fato deverá ser explicado.
03. Descrever as principais práticas e políticas contábeis utilizadas para elaboração das demonstrações contábeis.
04. Informações explicativas dos principais itens das demonstrações contábeis.
05. Fontes de incertezas e sobre os pressupostos relativos ao futuro da entidade.
06. Dúvidas sobre a continuidade da entidade nos próximos doze meses.
07. Periodicidade das demonstrações contábeis quando diferente de um ano.
08. Demonstrar os procedimentos de ajustes realizados para permitir a uniformidade das demonstrações contábeis.
09. Nas sociedades por ações divulgar quantidade autorizada, subscrita,valor nominal, direitos preferenciais e outra informações relevantes.
10. No caso de consolidação informar a data focal das demonstrações que foram consolidadas. 11 Mudanças nas políticas contábeis e demonstrar seus reflexos nas demonstrações contábeis.
12. Mudanças nas estimativas contábeis e os reflexos nas demonstrações contábeis.
13. Erros, omissões, falhas de exercícios anteriores, demonstrando a natureza, valores antes e depois da correção.
14. Os ativos e passivos financeiros, especialmente os ativos financeiros a valor justo no resultado, demonstrando os critérios aplicados.
15. Ativos avaliados pelo custo amortizado.
16. Instrumentos patrimoniais avaliados pelo custo menos redução ao valor recuperável.
17. Passivos financeiros avaliados pelo custo amortizado.
18. Empréstimos avaliados pelo custo menos redução recuperável.
19. Empréstimos e financiamentos: as condições contratuais, taxas de juros, prazos, garantias e demais cláusulas relevantes.
20.Desreconhecimento e baixa de ativos.
21. Quebra de contratos.
22. Receitas e despesas por mudanças de critérios de avaliação.
23. Contratos de seguros: os principais fatos relevantes.
24. Contratos de arrendamento mercantil: cláusulas relevantes.
25. Segregação dos estoques: matéria-prima, produtos em elaboração, produtos acabados, mercadorias, e outros que existirem.
26. Critério de avaliação dos estoques.
27. Perdas de valor dos estoques por redução ao valor recuperável e reversões.
28. Garantias e penhoras de estoques e outros ativos.
29. Relações com controladas e coligadas, divulgando a política contábil, valor contábil dos investimentos e condições relevantes.
30. Valor dos dividendos e lucros recebidos.
31. Para Joint Venture divulgar política contábil, investimentos, total dos compromissos financeiros quando avaliados pela equivalência patrimonial e se valor justo a base de cálculo e técnica de avaliação.
32. Propriedade para Investimento: o método de avaliação e pressupostos significativos, restrições, obrigações contratuais, ganhos, perdas e alienações.
33. Imobilizado: para cada classe de ativos as bases de mensuração para determinar o valor contábil, depreciação, vida útil, comparando os dados do início e do final do período, baixas, reversões e alienações.
34. Intangível: vida útil, taxa e método de amortização, conciliação entre valor contábil e amortização no início e do final do período, adições, baixas e demais alterações relevantes.
35. Combinação de negócios: nome e descrição das entidades ou negócios combinados, data, percentual com direito a voto, custo e seus componentes, valores ativados, passivos e passivos contingentes da entidade adquirida, ágio por expectativa de rentabilidade futura, excessos reconhecidos no resultado, mudanças provocadas pela combinação de negócios, perdas por impairment.
36. Arrendamento Mercantil Financeiro (Arrendatário): valor contábil líquido ao final dos períodos de cada classe, total dos pagamentos futuros mínimos, segregados por períodos de até um ano, mais de um até três, mais de três até cinco e mais de cinco anos e descrição geral do arrendamento.
37. Arrendamento Mercantil Operacional (Arrendatário): total dos pagamentos futuros mínimos até um ano, mais de um até três, mais de três até cinco e mais de cinco anos, total pago reconhecido como despesa e descrição geral do acordo.
38. Arrendamento Mercantil Financeiro (Arrendador): conciliação entre investimento bruto no final do período e o valor presente do pagamentos mínimos de até um ano, mais de um e até três, mais de três e até cinco e mais de cinco anos, receita financeira que não foi apropriada, valores residuais, provisão acumulada para recebíveis incobráveis, pagamentos contingentes reconhecidos como receitas e descrição geral.
38. Arrendamento Mercantil Operacional (Arrendador): pagamentos mínimos futuros até um ano, mais de um até três anos, mais de três e até cinco anos e mais de cinco anos, total contingente reconhecido como receita, informações gerais relevantes.
40.Leaseback: tanto para arrendatários como para arrendadores a descrição geral dos pontos relevantes do arrendamento.
41. Provisões Ativas: conciliar o valor contábil dos início e do final do período, adições, reversões, natureza do direito, incertezas e reembolso especial.
42. Provisões Passivas: estimativa do seu efeito financeiro, incertezas, momento da ocorrência, possibilidade de reembolso.
43. Receitas: políticas contábeis de reconhecimento, valor de cada categoria de receita.
44. Subvenções: natureza, valores recebidos, situações e condições e demais fatos relevantes.
45. Tributos: segregar os tributos demonstrando os aspectos relevantes de cada um.
46. Câmbio: conversões e suas bases, mudança na moeda funcional, variações cambiais que transitaram pelo resultado e moeda funcional.
47. Evento Subseqüente: os efeitos financeiros de combinações de negócios, alienação de controlada, descontinuidade, aquisições importantes, evento fortuito relevante, reestruturação importante, emissões e recompras de investimentos da dívida ou títulos patrimoniais, alterações grandes nos preços dos ativos ou na taxa de câmbio, alterações de alíquotas de tributos, contingência passiva, início de litígio após o encerramento do período.
48. Partes Relacionadas: remuneração dos administradores, transações com partes relacionadas.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014
 
1)CONTEXTO OPERACIONAL
A ______________ Ltda é uma sociedade empresária limitada, com sede e foro na cidade de _________/PA, tendo como objeto social _________, com início de atividades em  __/__/____. 
 
2)APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
As demonstrações contábeis foram elaboradas em consonância com os ditames do ITG 1000, além dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e demais práticas emanadas da legislação societária brasileira.
 
3)PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
3.1) Aplicações Financeiras
Estão registrados ao custo de aplicação, acrescidos dos rendimentos proporcionais até a data do balanço;
3.2) Direitos e obrigações
Estão demonstrados pelos valores históricos, acrescidos das correspondentes variações monetárias e encargos financeiros, observando o regime de competência;
3.3) Imobilizado
Demonstrado pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada calculada pelo método linear.
3.4) Ajuste de avaliação patrimonial
A empresa nunca efetuou ajuste de avaliação patrimonial.
3.5) Investimentos em empresas coligadas e controladas
A empresa não participa do capital social de outras sociedades.
3.6) Impostos Federais
A empresa está no regime do lucro presumido e contabiliza os encargos tributários pelo regime de competência.
 
4)EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS
A empresa conta com um passivo, relacionado à empréstimos e financiamentos, no valor de R$ _________, junto à instituições financeiras nacionais.
 
5)RESPONSABILIDADES E CONTINGÊNCIAS
Não há passivo contingente registrado contabilmente, tendo em vista que os administradores da empresa, escudados em opinião de seus consultores e advogados, não apontam contingências de quaisquer natureza.
 
6)CAPITAL SOCIAL
O capital social é de R$ _______, dividido em ____ quotas de R$ _______, totalmente integralizado, apresentando a seguinte composição:
Nome do sócio – participação percentual
 
7)PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO
Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou edificação) mantida pelo proprietário para auferir aluguel ou para valorização do imóvel.
Os imóveis contabilizados como propriedade para investimento importam em  R$ _________
 
8)EVENTOS SUBSEQUENTES
Os administradores declaram a inexistência de fatos ocorridos subseqüentemente à data de encerramento do exercício que venham a ter  efeito relevante sobre a situação patrimonial ou financeira da empresa ou que possam provocar efeitos sobre seus resultados futuros.
 
Local e data 
 
 
ASSINATURAS
 
 
SÓCIOS ADMINISTRADORES
 
 CONTADORMODELO QUE DEVE SER ADAPTADO DE ACORDO COM AS NECESSIDADES DE CADA EMPRESA
 
MODELO DE NOTAS EXPLICATIVAS APLICÁVEIS À MICROEMPRESA E AS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ENCERRADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 201X.
 
1.CONTEXTO OPERACIONAL                                                                                   
 A Sociedade XYZ Ltdaé uma sociedade constituída por quotas de responsabilidade limitada, com sede no Rio de Janeiro, à Rua (endereço) e tem como principal objetivo a comercialização de (descrever todo objeto), foi constituída em ___/__/___ conforme seu documento constitutivo.
2. DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE E POLÍTICA CONTÁBIL SIGNIFICATIVAS
A administração declara que as Demonstrações Contábeis da sociedade XYZLtda do período compreendido entre 01 de janeiro de 201X e 31 de dezembro de 201X, apresentam adequadamente a posição patrimonial e financeira, o desempenho e os fluxos de caixa da entidade, com observância aos Princípios de Contabilidade e foram elaboradas em conformidade com a ITG 1000, aprovada pela resolução CFC 1418/2012. As demonstrações contábeis, exceto informações de fluxo de caixa foram elaborados segundo o regime de competência e estão representadas em real, a moeda nacional brasileira.
2.1.ESTOQUES - são demonstrados pelo menor valor entre o custo e o valor líquido realizável. O custo é determinado usando-se o método de média ponderada móvel.O valor realizável líquido é o preço de venda estimado para o curso normal dos negócios, deduzidos os custos de execução e as despesas de vendas.
2.2. IMOBILIZADO – Os terrenos e imóveis estão demonstrados ao valor justo (custo atribuído) conforme opção prevista no Pronunciamento Técnico CPC 27, aprovado pelo CFC – Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução 1.177/09. A avaliação pelo custo atribuído, bem como suas estimativas de vida útil dos imóveis foram determinadas com base em laudo técnico emitida por empresa especializada para a data base de 1º de janeiro de 201X. Os demais itens de ativo imobilizado são demonstrados ao custo de aquisição, mais todos os gastos incorridos para colocar o bem em condições de uso. As depreciações das edificações são calculadas com base na estimativa de vida útil dos bens determinados em virtude do custo atribuído. Os demais itens são depreciados linearmente com base nas mesmas taxas estabelecidas conforme legislação brasileira.”
2.3 CONTINGÊNCIAS PASSIVAS - A entidade tem uma reclamatória trabalhista em andamento, e estima que haverá uma perda de aproximadamente de R$ .... 
2.4.IMPAIRMENT – PERDAS POR DESVALORIZAÇÃO - Representam o valor contábil do ativo que excede no caso de estoques, seu preço de venda menos o custo para completa-lo e despesa de vendê-lo, e no caso dos outros ativos, seu valor justo menos a despesa para a venda. A entidade efetuou testes de impairmentem seus ativos e não identificou perdas neste sentido.
3. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
3.1. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO:Demonstração contábil que apresenta todos os itens de receita e despesa reconhecidos no período, excluindo os itens de outros resultados abrangentes;
3.2. BALANÇO PATRIMONIAL -Demonstração que apresenta a relação de ativos, passivos e patrimônio líquido de uma entidade em data específica,entendendo que Ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados do qual se esperam benefícios econômicos futuros para a entidade, passivo,como Obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos,, cuja liquidação se espera resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos e patrimônio líquido como o valor residual dos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos;
3.3.DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOSDemonstração contábil que apresenta as alterações em lucros ou prejuízos acumulados para um período.
3.4.DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE:Demonstração que começa com lucro ou prejuízo do período e a seguir mostra os itens de outros resultados abrangentes do período, que não foram demonstradas no Resultado do Exercício. 
3.5.DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA:Demonstração que oferece informações sobre as alterações em caixa e equivalentes de caixa da entidade por um período, mostrando alterações separadamente durante o período em atividades operacionais, de investimento e de financiamento.
ADMINISTRAÇÃO                                           CONTADOR
 
MODELO
1. CONTEXTO OPERACIONAL
	SUPRAMEL COM. DE MAT. P/ ESCRITÓRIO LTDA, cadastrada no CNPJ sob o número 00.000.000/0001-00, constituída em 00/00/0000, tributada pelo Simples Nacional com apuração mensal, com ramo de atividade comércio de materiais para escritório, suprimentos, manutenção e locação de máquinas e copiadoras, duplicadoras; serviços de reprografia, heliografia, plotagem e fotocópias com ou sem operador, sistema de impressão, encadernação, plastificação e recarga de toner/revelador. Com sede no município de Pinhais/PR, na Rua Brasholanda, nº 63 - Centro.
2. POLÍTICA ADOTADA
	As demonstrações contábeis encerradas em 31 de Dezembro de 2012 e 31 de Dezembro de 2011 (comparativas), aqui compreendidos: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) e Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC), foram elaboradas a partir das diretrizes contábeis e dos preceitos da Legislação Comercial, Lei n. 10.406/2002 e demais legislações aplicáveis e aos Princípios Contábeis.
	O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento.
	As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas aos títulos descontados ou ainda as relacionadas às operações com o exterior, que são calculadas com base no método linear.
	As principais práticas contábeis na elaboração das demonstrações contábeis levam em conta as características qualitativas e quantitativas conforme determina a NBC TG 1000: Compreensibilidade, Competência, Relevância, Materialidade, Confiabilidade, Primazia da Essência sobre a Forma, Prudência, Integralidade, Comparabilidade e Tempestividade, estando assim alinhadas com normas internacionais de contabilidade emitidas pelo InternationalAccounting Standards Board (IASB) adequadas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas.
3. MOEDA FUNCIONAL E DE APRESENTAÇÃO 
	As demonstrações contábeis estão apresentadas em REAIS, que é a moeda funcional da empresa. Assim os ativos, os passivos e os resultados apresentados nas demonstrações contábeis mesmo quando contratados em moeda estrangeira são ajustados às diretrizes contábeis vigentes no Brasil e convertidos para Reais, de acordo com as taxas de câmbio da moeda local. Os eventuais ganhos e perdas resultantes do processo de conversão são transferidos para o resultado do período atendendo ao regime de competência.
4. TESTE DE RECUPERABILIDADE PARA ATIVOS (IMPAIRMENT)
	Atendendo ao conteúdo da NBC TG 1000, editada pelo Conselho Federal de Contabilidade através da Resolução 1255/2009, a administração da empresa, fez a análise sobre a recuperabilidade dos ativos submetidos a tal resolução levando em conta os principais indicadores de desvalorização, tais como: uma redução sensível, além do esperado, no valor de mercado do ativo; o valor contábil do ativo líquido é maior que o valor justo estimado; obsolescência ou dano físico de ativo; mudanças significativas que afetam o ativo; informações internas (empresa) que espelhem desempenho econômico pior que o esperado. Após está análise à administração chegou à conclusão de que todos os ativos se encontram a valorrecuperável através da Venda ou do Uso, dispensando assim a realização dos testes efetivos de Impairment uma vez que não existia indicação relevante de não recuperabilidade.
5. AJUSTE A VALOR PRESENTE 
	O Ajuste a Valor Presente que tem por objetivo demonstrar o valor presente de um fluxo de caixa, o qual se encontra determinado para as operações de longo prazo, tanto para os ativos e quanto para os passivos, foi realizado no reconhecimento inicial de cada operação de longo prazo em base exponencial pro rata, registrado em conta retificadora para que os ativos e passivos reflitam a realidade. Os juros foram sendo reconhecidos como receitas ou despesas com o transcorrer do tempo como receitas ou despesas financeiras na Demonstração do Resultado do Exercício através do método da taxa efetiva de juros.
6. DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE 
	A empresa declara expressamente que a elaboração e a apresentação das demonstrações contábeis estão em conformidade com o NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, expedida pelo Conselho Federal de Contabilidade através da Resolução 1.255/2009. A administração da empresa também procedeu ao exame conceitual e concluiu que a empresa não possui prestação pública de contas e assim encontra-se apta a exercer a faculdade pela aplicação do previsto na Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas.
7. PROVISÕES, ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES
	As provisões quando constituídas encontram-se fortemente alicerçadas nas opiniões dos assessores jurídicos ou advogados, levando em conta a natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de Tribunais. Assim, a administração considera que tais provisões são suficientes para atender as perdas decorrentes dos respectivos processos. Mesmo que algum passivo esteja sendo discutido judicialmente, tal obrigação, é mantida até o ganho definitivo quando não couberem mais recursos ou quando da sua prescrição.	
8. DETERMINAÇÃO DO RESULTADO 
	O resultado foi apurado em 31 de Dezembro de 2012 e 31 de Dezembro de 2011 (comparativamente) e está em obediência ao regime de competência. As Demonstrações Contábeis foram elaboradas e apresentadas em conformidade com a legislação societária, conforme a Lei n. 10.406/2002 e demais legislações aplicáveis, os pronunciamentos técnicos, orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), pelas normas brasileiras de contabilidade expedidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, especialmente NBC TG 1000. 
9. ATIVOS CIRCULANTES 
	A classificação das contas é realizada com base no 	que determinada o Pronunciamento Técnico PME – Pequenas e Médias Empresas, sendo classificados como circulantes quando: a) espera realizar o ativo, ou pretender vendê-lo ou consumi-lo durante o ciclo operacional normal da entidade; b) o ativo for mantido essencialmente com a finalidade de negociação; c) espera realizar o ativo no período de até doze meses da data das demonstrações contábeis; ou o ativo for caixa ou equivalente de caixa. (NBC TG 1000, item 4.5).
10. ESTOQUES
	Os estoques são avaliados no reconhecimento inicial pelo custo histórico, onde que todos os gastos necessários até o momento da disponibilidade para venda sendo considerados como custos, exceto os tributos recuperáveis. Os descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes são deduzidos do custo de aquisição. Os juros incorridos pela aquisição dos estoques são considerados como despesas financeiras e, portanto não são incluídos nos custos de aquisição.
	Ao final do período foi realizada a análise de recuperabilidade dos estoques, e de acordo com a experiência da administração da sociedade foram considerados recuperáveis pela venda, menos despesas para completar e vender conforme os requisitos previstos na NBC TG 1000 e estão assim representados:
	Mercadorias para Revenda R$ 0,00
	Produtos para comercialização R$ 0,00.	
11. ATIVOS NÃO CIRCULANTES
	A classificação das contas é realizada com base no 	que determinada o Pronunciamento Técnico PME – Pequenas e Médias Empresas, sendo classificados como não circulantes todos aqueles fatos contábeis que não se classificam como sendo circulantes. Os itens classificados neste grupo foram avaliados pela administração quanto a sua recuperabilidade e foram considerados que estão registrados pelos valores recuperáveis pela venda ou pelo uso.	
12. IMOBILIZADO 
	Avaliado inicialmente ao custo histórico, sendo considerados como custo todos os valores necessários para que o imobilizado estivesse à disposição da administração. As alíquotas de depreciação estão fundamentadas no tempo de utilização dos referidos bens e considerando o valor residual para fins de cálculo dentro do método linear, tudo em conformidade com a Resolução 1255/2009 que instituiu o Pronunciamento Técnico PME – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. 
13. INTANGÍVEL
	Os intangíveis estão registrados no reconhecimento inicial ao custo histórico, sendo alocados a tal custo todos os gastos incorridos até o momento em que estiver disponível para ser utilizado. Os eventuais intangíveis produzidos internamente foram considerados integralmente como despesa do período, conforme determina o NBC TG 1000. A amortização foi realizada de acordo com a vida útil estimada, porém na impossibilidade de estimar tal vida útil à mesma foi considerada como sendo de dez anos. 
14. PASSIVO CIRCULANTE 
	A classificação das contas é realizada com base no 	que determinada o Pronunciamento Técnico PME – Pequenas e Médias Empresas, sendo classificados como circulantes quando: a) espera liquidar o passivo durante o ciclo operacional normal da entidade; b) o passivo for mantido essencialmente para a finalidade de negociação; c) o passivo for exigível no período de até dozes meses após a data das demonstrações contábeis; ou a entidade não tiver direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data de divulgação. (NBC TG 1000, item 4.7).
5.7. MODELO DE CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO
A realização tempestiva e uniforme da escrituração contábil e a elaboração das Demonstrações Contábeis dependem de informações que são geradas e disponibilizadas pela administração das microempresas e empresas de pequeno porte.
Dessa forma, a Carta de Responsabilidade tem por objetivo distinguir as responsabilidades dos profissionais da contabilidade da dos administradores das microempresas e empresas de pequeno porte. 
A Carta de Responsabilidade deve ser obtida conjuntamente com o contrato de prestação de serviços contábeis de que trata a Resolução CFC n.º 987/03 e renovada ao término de cada exercício social.
 
5. ITG 2002 – ENTIDADES SEM FINALIDADE DE LUCROS
	ITG 2002 – ENTIDADES SEM FINALIDADE DE LUCROS
Aprovada pela Resolução CFC nº 1.409/12, com aplicabilidade a partir de 1º/01/2012.
	Estabelece critérios e procedimentos específicos de avaliação, de reconhecimento das transações e variações patrimoniais, de estruturação das DC e as informações mínimas a serem divulgadas em notas explicativas.
	BP - Balanço Patrimonial
DRE - Demonstração do Resultado do Período
DMPL - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
DFC - Demonstração dos Fluxos de Caixa, e
NE - Notas Explicativas, conforme previsto na NBC TG 26 ou na Seção 3 da NBC TG 1000, quando aplicável.
Atenção 
No Balanço Patrimonial e nas Demonstrações do Resultado do Período, das Mutações do Patrimônio Líquido e dos Fluxos de Caixa, as palavras lucro ou prejuízo devem ser substituídas por superávit ou déficit do período.
Conta Capital deve ser substituída por Patrimônio Social
Modelo de Estrutura Demonstração do Resultado do Período
Na Demonstração do Resultado do Período, devem ser destacadas as informações de gratuidade concedidas e serviços voluntários obtidos, e divulgadas em notas explicativas por tipo de atividade.
Observações:
1) As despesasadministrativas se referem àquelas indiretas ao programa (atividades);
2) As gratuidades e o trabalho voluntário devem ser demonstrados por programa (atividades) em Nota Explicativa.
Divulgação em NE por tipo de atividade
Fontes de pesquisa
Slides ABRASCA
Vídeo Professor Formiga
Apostila da ABAT
Apostila KPMG
Nildes Novelino Consultoria Empresarial – 98088-0248

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