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S729i Souza, Elnivan Moreira de.
 Inovação e negócios criativos [recurso eletrônico] : inovação / Elnivan Moreira 
de Souza. -- Fortaleza : Universidade de Fortaleza, [2021].
 19 p. -- ( Percurso de Aprendizagem ; 3)
 1. Inovação e Criatividade. 2. Administração. I. Título. II. Série.
 CDU 65.01:159.928
Este Material de Leitura, produzido em agosto de 2021 © Universidade de 
Fortaleza, está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0. Para visualizar uma cópia 
desta licença, visite https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/.
INOVAÇÃO
Sumário
Sumário clicável
Inovação na Empresa1.
Inovação e competitividade2.
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ário
Neste Percurso de Aprendizagem, apresentamos o 
conceito de Inovação e apontamos os mecanismos 
que permitem sua difusão, tanto nos processos 
gerenciais quanto nos aspectos mercadológicos. 
Explicamos os principais tipos de inovação: de 
processo, de produto e organizacionais. Discutimos, 
ainda, a respeito das Fontes de Inovação associadas 
ao contexto brasileiro mediante o uso de dados de 
Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC), que 
é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE). E, por fim, explicamos como a 
integração entre as Capacidades Tecnológicas e a 
Estratégia Competitiva pode viabilizar o processo 
de inovação nas empresas. Seja bem-vindo(a) ao 
Percurso de Aprendizagem 3 da disciplina Inovação 
e Negócios Criativos.
Olá
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Inovação na Empresa1.
As empresas industriais recorrem a diferentes fontes de informações e conhecimentos 
para inovar, podendo ter origem interna e externa. As principais fontes internas de inovação 
são as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), as melhorias incrementais 
obtidas por meio do aprendizado contínuo e da experiência acumulada, a engenharia 
reversa, os programas de qualidade e de treinamento interno. Além disso, a capacidade 
técnica e a gestão da informação são basilares para que a empresa inove a partir de seus 
recursos internos (TIGRE, 2019).
Já as fontes externas abrangem um número maior de possibilidades de natureza 
formal e/ou informal. As formas mais simples de obter informações tecnológicas são 
as consultas à Internet, a compra de livros e revistas especializados, a participação em 
cursos de especialização, as visitas a congressos, exposições e feiras, a participação em 
redes temáticas (formais ou informais) e o intercâmbio de informações com fornecedores 
e clientes (TIGRE, 2019). Fontes formais de aquisição externa incluem a compra de 
tecnologia introduzida em bens de capital, a contratação de consultores externos, a 
cooperação com universidades e centros de P&D, a participação em projetos conjuntos 
de pesquisa e contratos formais de transferência de tecnologia de produtos, processos, 
marcas e patentes. Os fluxos externos de informação são importantes para fomentar o 
processo de inovação, principalmente nas empresas de pequeno e médio porte, em que 
as atividades formais de P&D são infrequentes (TIGRE, 2019).
O acesso à tecnologia depende também da infraestrutura conhecida como Tecnologia 
Industrial Básica (TIB). Isso inclui regulamentos (obrigatórios) e normas (voluntárias); 
certificação por entidade independente que comprove a adequação do produto e do 
processo aos parâmetros químicos e físicos convencionais e laboratórios de metrologia 
para assegurar a confiabilidade e a credibilidade das mensurações na produção (TIGRE, 
2019). 
A Tecnologia Industrial Básica (TIB) é essencial para empresas exportadoras que 
atuam em mercados exigentes e mais regulados e quanto à segurança, qualidade 
e respeito às questões ambientais.
O sistema de propriedade intelectual permite proteção a invenções, a modelos de 
utilização, a design original e marcas. O valor de uma determinada tecnologia geralmente 
depende da possibilidade de o inovador manter controle monopolista sobre ela em um 
período de tempo suficiente para obter retorno sobre o investimento em P&D. A proteção 
se dá por meio de segredo industrial, patentes ou copyrights (TIGRE, 2019).
Para melhor contextualizar o processo de aquisição de tecnologia, observamos as fontes 
de tecnologia mais utilizadas na indústria brasileira. A Pesquisa de Inovação Tecnológica 
(PINTEC) do IBGE indica que as fontes de inovação consideradas mais importantes no 
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Brasil são a aquisição de máquinas e equipamentos, treinamento e software. As grandes 
empresas diversificam mais suas fontes de tecnologia, incluindo P&D e aquisição de 
tecnologia externa via licenciamento. Observa-se também o crescimento das fontes 
abertas de conhecimento, pois a informação pode ser partilhada por inúmeros usuários 
sem danos ao conteúdo.
Inovação e Difusão Tecnológica
A fronteira entre inovação em novos produtos e processos e sua ampla difusão 
no mercado não é claramente delimitada, pois são fenômenos fundamentalmente 
complementares. Quando uma inovação radical é inicialmente introduzida na indústria, 
seus impactos econômicos são limitados, pois há necessidade de testá-la no mercado 
e fazer adaptações. Em diversos casos é necessária a criação de nova infraestrutura, de 
inovações complementares e até mesmo de “ambientar” os consumidores para que a 
inovação se difunda de forma efetiva. A difusão de uma tecnologia no mercado estimula 
seu aperfeiçoamento e energiza o processo de inovação.
Estudos a respeito da difusão de inovações são importantes para avaliar trajetórias 
tecnológicas e realizar exercícios de prospecção, buscando identificar tendências e 
antecipar oportunidades. Instituições públicas e privadas vêm recorrendo frequentemente 
a esses instrumentos no intuito de antecipar necessidades de investimentos, 
conhecimentos técnico-científicos, novas capacitações e demais ativos intangíveis 
necessários para introduzir inovações no mercado (TIGRE, 2019).
O futuro não é uma mera repetição ampliada do passado, pois a mudança tecnológica 
altera trajetórias estabelecidas, criando e destruindo produtos, empresas e empregos. 
Nessa perspectiva, é necessário analisar os impactos potenciais das inovações mais 
radicais, aferir se elas ocorrerão de forma lenta ou rápida e formular estratégias (públicas 
e privadas) para usufruir dos benefícios e minimizar os riscos das inovações.
Conceitos de Mudança Tecnológica
Rogers e Shoemaker (1971) definem inovação como uma ideia, uma prática ou um objeto 
percebido como novo pelo indivíduo. Essa interpretação, por seu alcance, é coerente com o 
conceito de Schumpeter, pois não associa necessariamente a inovação ao conhecimento 
tecnológico. Sequer ela precisa ser nova para os competidores ou para o país. Na prática, 
muitas inovações são frutos da experimentação prática ou da combinação criativa de 
tecnologias existentes, buscando criar valor para um negócio, bem, produto ou serviço. 
Isso inclui o desenvolvimento de novos produtos e processos, as atividades de criação 
de um novo mercado, a exploração de uma nova fonte de suprimentos e a alteração dos 
métodos de organização da produção. Esse conceito abrangente de inovação é útil para 
abordar a gestão tecnológica e organizacional, pois está diretamente focado na melhoria 
das condições de competitividade das organizações.
As pesquisas  sobre inovação vêm permitindo realizar comparações entre países, 
direcionando políticas industriais e tecnológicas. No Brasil, desde 2000, o Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica estatísticas sobre inovação com 
base nas metodologias da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico 
(OCDE), por meio da Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC), que monitora três tipos 
de inovação: a) produtos; b) processos; e c) mudanças organizacionais. As informações 
coletadas abordam os estágios inovativos das empresas, os tipos de atividades 
desenvolvidas,os impactos alcançados e os obstáculos e incentivos à inovação.
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De acordo com a PINTEC, “produto tecnologicamente novo é aquele cujas características 
fundamentais diferem significativamente de todos os produtos previamente produzidos 
pela empresa”. Inclui também o aperfeiçoamento tecnológico de produto existente, 
cujo desempenho foi substancialmente aprimorado por meio da utilização de novos 
componentes ou matérias-primas e subsistemas de melhor desempenho (OCDE, 2005). 
Dessa definição são excluídas as mudanças puramente estéticas ou de estilo e a 
comercialização de produtos novos integralmente desenvolvidos e produzidos por outra 
empresa.
Já as inovações de processos referem-se a “formas de operação tecnologicamente novas 
ou substancialmente aprimoradas, obtidas pela introdução de novas tecnologias de 
produção assim como de métodos novos ou substancialmente aprimorados de manuseio 
e entrega de produtos” (OCDE, 2005). Os resultados das inovações de processos devem 
alterar significativamente o nível de qualidade do produto e/ou reduzir custos de produção 
e prazos de entrega. São excluídas as mudanças rotineiras, que não causem impactos 
significativos em aumento de desempenho, ou redução de custos, nos processos 
produtivos existentes, e aquelas puramente administrativas ou organizacionais.
As inovações de processo geralmente estão associadas a novos investimentos para 
a produção de bens ou serviços (OCDE, 2005). Uma nova planta industrial, via de 
regra, incorpora equipamentos e processos inovadores, o que torna a modernização 
de uma indústria dependente da velocidade de seu crescimento. Países em rápido 
desenvolvimento industrial, como a China, têm a oportunidade de introduzir tecnologias 
no estado da arte. Nos setores industriais maduros ou em indústrias localizadas em 
países (ou regiões) estagnados, as empresas tendem a inovar de forma incremental, de 
forma a preservar o capital fixo existente (TIGRE, 2019). O baixo crescimento da demanda 
leva as empresas a aproveitar o vintage capital já amortizado, uma estratégia que pode 
excluí-las do mercado no longo prazo.
As inovações organizacionais,  por sua vez, referem-se a mudanças que ocorrem na 
estrutura gerencial da empresa, na especialização dos trabalhadores, no relacionamento 
com fornecedores e clientes, nas múltiplas técnicas de organização dos processos de 
negócios e na forma de articulação entre suas diferentes áreas.
Segundo o modelo proposto por Abernathy e Utterback (1975), as atividades de inovação 
inicialmente se aplicam em produtos, enquanto a preocupação com o processo de 
produção surge à medida que sua aceitação no mercado evolui (Figura  1).  Os novos 
produtos, via de regra, são caros e instáveis, porém, se bem-sucedidos, passam a ser 
imitados por concorrentes, realocando a competição da diferenciação para os preços. 
Nessa fase do ciclo de vida do produto, os esforços das fábricas se concentram no 
aprimoramento dos processos produtivos, buscando aumento de escala, redução de 
custos e melhoria na qualidade.
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Figura 1 - Inovação em produtos e processos
Ta
xa
 d
e 
in
ov
aç
ão
Fase inicial
Inovação de produto
Inovação de processo
Fase de transição Fase madura
Fonte: Adaptado de Abernathy e Utterback (1975) por EAD Unifor (2021)
A difusão tecnológica pode ser entendida como o processo pelo qual uma inovação é 
comunicada por meio de diversos canais, através do tempo, entre os integrantes de um 
sistema social (ROGERS; SCHOEMAKER, 1971). Os processos de inovação e difusão, 
entretanto, não podem ser tratados de forma separada, pois a difusão realimenta o 
processo de inovação, demonstrando a necessidade de adaptação do produto às 
demandas dos usuários. Quando uma inovação se difunde no mercado é possível 
identificar oportunidades para introduzir inovações complementares, descobrir problemas 
relacionados ao uso, testar a qualidade e obter outras informações úteis para aprimorar o 
produto e reposicionar novas versões no mercado. A capacidade técnica para aperfeiçoar 
e adaptar um novo produto ou processo aos requisitos especificados pelos usuários, 
setores, regiões ou países é fundamental para um processo de difusão tecnológica bem-
sucedido.
Tipos de Inovação
As mudanças tecnológicas são comumente diferenciadas pelo seu grau de inovação e 
pela extensão das mudanças em relação ao padrão anterior. O Quadro 1 apresenta a 
variedade de inovações identificadas na atividade econômica e classificadas segundo os 
seus impactos (FREEMAN; SOETE, 1997).
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Quadro 1 – Classificação das Mudanças Tecnológicas
Tipo de Mudança Características
Incremental
Radical
Novo Sistema 
Tecnológico
Novo Paradigma 
Tecnológica
Melhoramentos e modificações cotidianas em produtos e 
processos.
Saltos descontínuos na tecnologia de p rodutos e 
processos, promovendo mudanças sociais e 
econômicas.
Mudanças abrangentes afetando mais de um setor e 
dando origem a n ovos setores e atividades econômicas.
Mudanças que afetam toda a economia envolvendo 
mudanças técnicas e organizacionais, alterando 
produtos e processos criando novas indústrias e 
estabelecendo trajetórias de inovações por várias 
décadas.
Fonte: Adaptado de Freeman e Soete (1997) por EAD Unifor (2021)
O nível básico das mudanças tecnológicas é representado pelas inovações incrementais. 
Elas abrangem melhorias feitas no desenho ou no nível de qualidade dos produtos, 
aperfeiçoamentos em processos e layout, novas práticas de compra e/ou venda, novos 
arranjos organizacionais e logísticos. As inovações incrementais ocorrem de forma 
contínua independentemente do tipo de indústria, embora possam variar conforme o 
setor, país ou região em decorrência da pressão da demanda, oportunidades, fatores 
socioculturais e trajetórias tecnológicas (FREEMAN; SOETE, 1997). Elas não se originam 
necessariamente de atividades de P&D, sendo frequentemente resultado do processo de 
aprendizado interno e experiência acumulada.
A inovação tecnológica é considerada radical quando rompe as trajetórias e o padrão 
existentes, inaugurando uma nova rota tecnológica. A inovação radical geralmente tem 
sua origem em atividades de P&D e tem um caráter descontínuo no espaço, tempo e 
setores da atividade econômica (TIGRE, 2019). A descontinuidade pode ser caracterizada 
pelo clássico exemplo de Schumpeter: “Muitas carroças enfileiradas não formam um 
trem.” Ou seja, a inovação radical rompe os limites da inovação incremental, dando origem 
a novas trajetórias tecnológicas. As inovações radicais são definidas também como 
“disruptivas”. A Figura 2 exemplifica as diferentes trajetórias para o caso de inovações 
em processos.
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Figura 2 – Trajetória Tecnológica de Inovações Incrementais e Radicais
P
R
O
D
U
T
IV
ID
A
D
E
TEMPO
Inovação 
Incremental
Inovação 
Radical
Fonte: Adaptado de Tigre (2019) por EAD Unifor (2021)
Nesta sequência evolutiva, o estágio seguinte é o das mudanças no sistema tecnológico, 
no qual um grupo de setores (ou único setor) é transformado pelo surgimento de um novo 
campo tecnológico. Tais inovações são acompanhadas de mudanças organizacionais, 
tanto nas empresas como em sua relação com o mercado. Os materiais sintéticos de 
origem petroquímica, como plásticos e elastômeros desenvolvidos a partir da segunda 
metade do século XX, por exemplo, deram origem a novos materiais de uso generalizado 
na indústria. (TIGRE, 2019).
As mudanças no paradigma técnico-econômico, por sua vez, envolvem inovações não 
apenas na tecnologia como também nas esferas social e econômica da qual fazem 
parte. Essas revoluções não ocorrem com frequência, mas sua influência é significativa 
e duradoura. Um paradigma não é apenas técnico, pois necessita de transformações 
organizacionais e institucionais para se consolidar. Uma mudança de paradigma engloba 
várias camadas de inovações radicais e incrementais, afetando diversos setores da 
economia. Os longos ciclos dedesenvolvimento são atribuídos a intercâmbios sucessivos 
de paradigma tecnológico, como, por exemplo, a máquina a vapor, a eletricidade e as 
tecnologias da informação. Essas inovações constituíram, em diferentes momentos 
históricos, os principais fatores que compreendiam as bases das transformações 
tecnológicas e econômicas do mundo. Segundo Tigre (2019), para constituir um fator-
chave de um novo paradigma, uma nova tecnologia deve apresentar as seguintes 
condições:
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Custos baixos com tendências declinantes
Somente grandes reduções de custos podem motivar mudanças de comportamento 
nos agentes econômicos. 
Oferta aparentemente ilimitada
Os fatores-chave não podem ser escassos, pois precisam estar disponíveis 
de forma abundante e sustentável em longo prazo. Por exemplo, a ausência de 
sustentabilidade econômica e ambiental dos combustíveis fósseis inviabilizou o 
paradigma das inovações intensivas em energia. Em contrapartida, a microeletrônica 
e a Internet praticamente não dependem de materiais e de energia. O principal 
insumo desse novo paradigma é o conhecimento, um recurso que aparentemente 
é inesgotável.
Potencial de difusão em muitos setores e processos
Um fator-chave não pode ter uso restrito a poucos setores específicos, mas ser 
universalmente aplicável. A Internet constitui uma mudança de paradigma, pois 
vem revolucionando as formas de interação e criando novas áreas de atividade 
econômica.
Possibilidade de integrar diferentes tecnologias
A combinação de tecnologias desenvolvidas de forma independente pode resultar 
em novos paradigmas. O conceito de Indústria 4.0, por exemplo, integra pelo 
menos nove inovações radicais diferentes, resultando em saltos qualitativos e 
quantitativos em função da geração de sinergias que não ocorreriam caso tais 
tecnologias continuassem a ser aplicadas de forma isolada.
Fonte de Inovação das Empresas Brasileiras
No Brasil, a fonte de inovação considerada mais importante pelas empresas que 
responderam a PINTEC é a aquisição de máquinas e equipamentos, com cerca de 
50% dos gastos das empresas com inovação. Entretanto, o maior desafio é utilizar, 
de forma eficiente, a tecnologia incorporada aos equipamentos, de modo a aumentar 
a produtividade e gerar inovações em produtos e processos. A segunda fonte mais 
importante de inovação apontada pelas empresas é o treinamento de pessoal, tendo em 
vista que após a aquisição dos equipamentos é necessário treinar a mão de obra. Este 
ranking permanece o mesmo desde a primeira pesquisa (ver Quadro 2).
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Quadro 2 – Grau de Importância das Atividades de Inovação nas Empresas do Brasil
Atividade Inovativa
Aquisição de máquinas e 
equipamentos
Treinamento
Projeto industrial e 
outras preparações técnicas
Atividades internas de P&D
Introdução de inovações 
tecnológicas no me rcado
Aquisição de out ros 
conhecimentos externos
Aquisição externa de P&D
Aquisição de softwa re
2000 2003 2005 2008 2011 2014
1 1 1 1 1 1
2 2 2 2 2 2
3 3 3 3 5 5
4 4 5 6 6 6
5 5 4 4 4 4
6 6 7 7 7 7
7 7 8 8 8 8
- - 6 5 3 3
Ranking (1 é o mais importante)
Fonte: Adaptado de PINTEC/IBGE (2000; 2003; 2005; 2008; 2011; 2014) por EAD Unifor (2021)
A principal diferença encontrada na edição da PINTEC de 2014 em relação às pesquisas 
anteriores foi o terceiro lugar atribuído à aquisição de software. Ferramentas de 
produtividade e processos codificados em programas de computador se tornaram 
basilares para a inovação. A computação em nuvem, especificamente, expandiu o acesso 
ao conhecimento ao permitir a utilização de aplicativos e serviços especializados a custos 
menores. A nuvem permite compartilhar softwares e equipamentos na medida em que 
dispensa a instalação de programas e arquivos de dados.
Percebe-se um crescimento das fontes abertas de conhecimento, como, por exemplo, 
a engenharia reversa e o software livre. A informação e o conhecimento, enquanto um 
bem não rival, podem ser compartilhados por diversas pessoas sem perda de conteúdo. 
Empresas de pequeno e médio porte, via de regra, recorrem a fontes gratuitas de 
conhecimentos para a obtenção de informações e tecnologias. A difusão da banda 
larga e das redes de troca de conhecimentos vem facilitando o acesso a informações 
tecnológicas, permitindo o intercâmbio de informações entre fornecedores, clientes, 
colaboradores, universidades e centros de pesquisa. O processo de democratização 
do acesso ao conhecimento, entretanto, é detido pela baixa capacitação técnica de 
diversas empresas para decodificar e colocar em prática as informações disponíveis. 
Sem uma base sólida de conhecimentos, as informações não têm valor prático para as 
organizações (TIGRE, 2019). Por isso, a educação e o aprendizado contínuo exercem um 
papel fundamental para o desenvolvimento de inovações. Quanto mais livre o acesso 
às informações e mais capacitados forem os colaboradores, maior será o potencial de 
disseminação do conhecimento.
A respeito das atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), embora tenham 
perdido importância, continuam crescendo. De 2000 a 2014 ocorreu um aumento de 0,6% 
para 0,89% nos gastos de P&D em relação à receita líquida total. Esses gastos estão cada 
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vez mais concentrados em grandes empresas, que respondem hoje por mais de 80% 
dos gastos totais em P&D no Brasil, contra 75% em 2000. O país dispõe de empresas 
de impacto mundial, como Embraer, Petrobrás, WEG, Natura, TOTVS, entre outras, que 
são multinacionais e investem agressivamente em P&D. Os investimentos em P&D no 
Brasil representam 1,16% do PIB, dos quais aproximadamente 60% são realizados em 
universidades e instituições de pesquisa públicas. Esse percentual é superior ao de outros 
países latino-americanos, mas inferior ao de países avançados, que superam os 3% do 
PIB. Nesses países, os gastos das empresas privadas em P&D atingem 70%, o que indica 
uma maior aplicação prática do P&D.
Outras fontes de inovação importantes para as empresas são os contratos com 
universidades e centros de P&D, participação em projetos conjuntos de pesquisa, 
contratação de consultores externos e contratos de transferência de tecnologia de 
produtos, processos, marcas e patentes. Verifica-se, de um modo geral, que as empresas 
estão mudando sua forma de inovar, recorrendo com maior frequência às fontes externas 
de conhecimentos.
A difusão das redes de relacionamento e da banda larga vem facilitando o acesso a 
informações tecnológicas, possibilitando a troca de conhecimentos entre clientes, 
fornecedores, colaboradores, universidades e centros de pesquisa. O processo de 
democratização do acesso ao conhecimento, entretanto, é detido pela baixa capacitação 
técnica de diversas empresas para decodificar e pôr em prática as informações disponíveis. 
Sem conhecimento, a informação não tem valor e, à medida que a capacitação técnica 
dos agentes econômicos evolui, empresas ganham novas habilidades para inovar a 
partir do estoque de conhecimento codificado disponível no cyber espaço. Isto justifica o 
segundo lugar atribuído às atividades de treinamento no ranking da PINTEC. Da mesma 
forma, quanto mais livre o acesso a informações, maior será o potencial de disseminação 
do conhecimento. Por ser um bem não rival, a informação pode ser compartilhada por 
inúmeros usuários sem perda de conteúdo.
Quanto aos problemas e obstáculos enfrentados pelas empresas brasileiras para inovar, 
destacam-se os custos e riscos econômicos, a falta de pessoal qualificado, o acesso à 
informação e a disponibilidade de infraestrutura tecnológica. Mais de 80% das empresas 
industriais pesquisadas pela PINTEC apontam que os riscos da inovação são excessivos 
e que envolvem custos elevados. A ausência de pessoal qualificado vem a seguir, mas 
perdeu posições entre os obstáculos na última edição da pesquisa em função da recessão.
Destacam-se ainda como barreiras à inovação a carência de fontes de financiamento, 
a rigidez organizacionale a ausência de informações sobre tecnologias. Devido a sua 
natureza intangível, as atividades de inovação deparam com dificuldades de obter 
recursos financeiros no mercado, pela ausência de garantias reais. A maioria das 
empresas utiliza recursos próprios ou busca apoio em agências do governo que têm como 
incentivo financiar atividades inovativas de maior incerteza e risco. A última edição da 
PINTEC apontou que os recursos próprios representam 84% das fontes de financiamento 
utilizadas pelas empresas para realizar atividades de inovação.
O principal objetivo dos esforços tecnológicos das empresas brasileiras é seguir a 
dinâmica competitiva por meio do lançamento de novos produtos ou adaptação de 
produtos existentes às necessidades do mercado, às normas técnicas internacionais 
e aos padrões de qualidade. No entanto, a demanda por tecnologias de processos e 
mudanças organizacionais indica a necessidade de reduzir custos de produção, de 
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viabilizar soluções para problemas ambientais e incentivar o aumento da produtividade 
do trabalho (TIGRE, 2019).
Outro fato revelado pelas edições da PINTEC é que o registro de propriedade intelectual 
perdeu importância relativa no país, pois apenas 7,2% das empresas que inovaram 
depositaram pedidos de patentes em 2008 (último ano que essa informação foi levantada) 
contra 8,1% em 2000. Na edição de 2014 foi reintroduzida a questão dos métodos de 
proteção, porém não mais considerando os métodos formais (registro de desenho 
industrial, patentes, marcas e direitos de autor), mas apenas os métodos estratégicos (ou 
não formais) como segredo industrial, complexidade no desenho do produto e tempo de 
liderança sobre os competidores. O principal método de proteção estratégica, utilizado por 
10,7% das empresas inovadoras, foi o segredo industrial, seguido do tempo de liderança, 
com 6,5%, e da complexidade do desenho, com 5,7%. Pode-se inferir que a maior parte 
das empresas não se preocupa com a proteção formal ou informal de suas tecnologias, 
provavelmente pelo fato de suas inovações não serem exclusivas e a competição ser 
baseada em preços (liderança em custos).
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Inovação e Competitividade2.
Dentre a diversidade de questões que influenciam o comércio internacional, a inovação 
tecnológica se apresenta como essencial para a competitividade. Apesar de sua limitação 
para explicar, isoladamente, o sucesso de um país em determinadas indústrias, a relação 
entre inovação e competitividade internacional é largamente comprovada na literatura, 
mediante cruzamento de indicadores agregados de desempenho tecnológico (TIGRE, 
2019).
Para formuladores de política e empreendedores, uma questão importante é entender 
como se articula a relação entre o modelo de especialização de um país e sua demanda 
por tecnologia. Países especializados no setor primário são comumente considerados 
menos dinâmicos tecnologicamente do que aqueles que são especializados em produtos 
manufaturados (TIGRE, 2019). Contudo, a difusão de novas tecnologias no setor primário 
da economia vem gradativamente modificando essa relação. A aplicação de novas 
técnicas de produção e de distribuição de commodities agrícolas e minerais manifesta-
se cada vez mais importante para sustentar a competitividade das empresas que atuam 
na exploração de recursos naturais.
As necessidades tecnológicas das empresas exportadoras é outro tema proeminente. 
Empresas exportadoras demandam não apenas inovações em produtos e processos, mas 
também tecnologias industriais básicas que garantam qualidade e adequação ao padrão 
internacional. O uso de ferramentas como certificação, metrologia, padrões técnicos e 
informação tecnológica vem se revelando eficaz para atender necessidades específicas 
de importadores, evitando, assim, barreiras técnicas e sanitárias ao comércio.
O processo de globalização tem levado a uma relativa harmonização das regras 
comerciais e das barreiras tarifárias e não tarifárias. Acordos bilaterais e multilaterais 
estão incorporando temas relacionados com a economia do conhecimento, como 
tecnologia, propriedade intelectual e comércio eletrônico.
Em uma economia baseada em informação e conhecimento, o desempenho exportador 
de um país não depende apenas das vantagens competitivas naturais e de menores 
custos relativos de produção, mas da sua capacidade de construir vantagens competitivas 
dinâmicas a partir da inovação tecnológica. Empresas inovadoras desenvolvem um 
monopólio exportador em seu país de origem, criando assimetrias no acesso à tecnologia 
capazes de entregar competitividade internacional.
Fatores macroeconômicos, a exemplo da taxa de câmbio e dos salários, isoladamente, 
não são suficientes para explicar as mudanças na competitividade em longo prazo. 
Países que se desenvolveram nas últimas décadas mostram que a mudança estrutural 
está associada à entrada em indústrias dinâmicas e intensivas em conhecimento.
Países produtores de bens e serviços de menor valor agregado, embora possam se 
beneficiar de períodos de aumento da demanda mundial, têm um potencial limitado de 
crescimento no longo prazo, caso não participem da cadeia produtiva a montante, que 
inclui elevado conteúdo tecnológico. Esses países precisam desenvolver a infraestrutura 
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tecnológica para inovar em processos e adaptar os produtos às constantes e crescentes 
exigências dos mercados. Isso inclui não apenas laboratórios de certificação e 
ensaio, como também capacidade desenvolver tecnologias próprias como forma de 
complementar as tecnologias obtidas do exterior.
Do ponto de vista das negociações internacionais, os países mais desenvolvidos 
pressionam pela assinatura de acordos para aumentar o prazo de proteção e a abrangência 
da propriedade intelectual, incluindo copyrights e patentes. Tais exigências, entretanto, 
precisam ser confrontadas com as necessidades de difusão de novas tecnologias a um 
custo viável para os produtores.
Integração entre Capacitação Tecnológica e Estratégia Competitiva 
A tecnologia compreende um aspecto do planejamento estratégico que precisa ser 
cotejado com padrões de competição que caracterizam os mercados de atuação das 
empresas. A partir de uma perspectiva dinâmica, o desempenho comercial e a eficiência 
produtiva de uma empresa emergem da capacidade acumulada, do aprendizado contínuo 
e do acesso a ativos complementares. As decisões estratégicas são tomadas, via de 
regra, em função das observações quanto às forças e fraquezas internas, das ameaças e 
oportunidades externas, do nível de intensidade da concorrência e das características do 
ambiente macroeconômico.
As áreas de capacitação de uma empresa podem ser classificadas, de forma genérica, 
em quatro funções básicas. Cada setor ou segmento da indústria tem características 
organizacionais próprias que precisam ser relacionadas com aspectos particulares 
dessas funções (TIGRE, 2019):
Desenvolvimento tecnológico
Compreende os esforços das empresas para desenvolver e incorporar novas 
tecnologias, incluindo atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos e 
processos, aquisição de tecnologia, obtenção de licenças de fabricação, acesso a 
informações codificadas, aprendizado interno contínuo e cooperação com outros 
agentes.
Produção
Refere-se ao conjunto de recursos utilizados na atividade de manufatura, podendo 
contemplar tanto os equipamentos e instalações como os métodos de controle 
de qualidade e de organização da produção. As tecnologias de produção podem 
ser obtidas por meio da compra de bens de capital, contudo, sua adaptação ao 
contexto interno requer um esforço tecnológico individualizado.
Marketing
Inclui atividades de promoção, publicidade, vendas e serviços pós-venda. 
Gestão
Envolve tarefas administrativas típicas, incluindo a gestão de recursos humanos, 
o planejamento estratégico, a administração financeira e o suporte à tomada de 
decisão.
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A capacidade representa oestoque de recursos de todos os tipos – humanos, materiais, 
informacionais, entre outros, além de intangíveis como marcas e patentes de propriedade 
da empresa. As capacidades estão em constante mudança, são revigoradas pela inclusão 
de novos conhecimentos e pelo abandono de capacidades que se tornaram obsoletas. 
Sua evolução depende de acesso a informações, aprendizado dinâmico, esforços de 
treinamento, cooperação com outras empresas e instituições, além de investimentos em 
P&D. A intensidade desses esforços depende das escolhas feitas pelas empresas em 
função de suas estratégias competitivas.
A estratégia empresarial e tecnológica deve ser baseada em fatos. Isso depende 
basicamente da própria capacidade acumulada, do tempo de preparação e maturação 
exigido por cada estratégia, do potencial financeiro e das economias e deseconomias 
dinâmicas existentes. Diversas organizações confiam na superioridade tecnológica de 
um produto sem medir adequadamente o padrão de competição e a necessidade de 
capacitação e financiamento. Algumas empresas adotam estratégias de negócios sem 
realizar uma avaliação adequada dos custos que terão no futuro.
Os padrões de concorrência são impactados pelas características estruturais do ambiente 
competitivo da empresa. Isso inclui o mercado de atuação ou setor e as características do 
sistema econômico. No aspecto setorial, é preciso avaliar a rivalidade entre as empresas 
e o grau de concorrência, as escalas de produção, o ritmo de inovações e a natureza 
das vantagens competitivas. Dentro de um setor podem existir nichos de mercado que 
as empresas podem utilizar para fugir da concorrência das empresas líderes do setor. 
Nesses nichos, a empresa pode se concentrar em grupos específicos de consumidores, 
a partir de critérios como: classe de renda, região geográfica, grupos com necessidades 
especiais, faixa de idade, nível de capacitação e escolaridade. Para cada um desses 
segmentos precisa haver uma adequação em nível de preços e produtos.
Em relação ao ambiente econômico, é necessário considerar tanto as questões conjunturais 
(taxa de câmbio, juros, oportunidades sazonais etc.) quanto os fatores institucionais como 
o funcionamento do sistema jurídico, a disponibilidade de infraestrutura, os incentivos e a 
política industrial de recursos financeiros e humanos e demais características vinculadas 
ao ambiente. A competitividade é, portanto, função do ajuste das estratégias individuais 
das empresas ao padrão de concorrência vigente no mercado específico. Em cada 
mercado predomina um padrão de concorrência que é definido por meio da interação 
entre as estruturas e as condutas predominantes no setor. São competitivas as empresas 
que, constantemente, adotam estratégias adequadas ao padrão de concorrência setorial.
A formulação da estratégia depende de dois insumos principais: primeiro, da percepção 
das forças e fraquezas internas à empresa em termos de capacitação produtiva e 
técnica. Segundo, da análise do ambiente setorial, nacional e internacional e de como as 
mudanças nesse ambiente podem afetar as ameaças e as oportunidades enfrentadas 
pela empresa. A tecnologia contempla toda a organização, sendo aplicada não só ao 
desenvolvimento de produtos, mas também à produção, logística de distribuição e 
marketing. O desenvolvimento em cada uma dessas áreas pode influenciar a direção que 
a empresa irá seguir.
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Resumo
Neste Percurso de Aprendizagem, buscamos explicar como ocorre o processo inovativo 
na empresa e sua relação com o conceito de competitividade. Para tanto, abordamos 
como ocorre a inovação na empresa, demonstrando como ocorre a difusão tecnológica, 
apresentando os tipos de inovações e discutindo as fontes de inovação das empresas 
brasileiras. Adicionalmente, tratamos sobre inovação e competitividade, explicando as 
possibilidades de integração entre a capacidade tecnológica e a estratégia competitiva. 
Dessa forma, foi possível ampliar o escopo de compreensão do aluno a respeito da 
relação entre inovação e competitividade.
RESUMO DO PERCURSO DE APRENDIZAGEMRESUMO DO PERCURSO DE APRENDIZAGEM
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REFERÊNCIAS
ABERNATHY, W., UTTERBACK, J. A Dynamic Model of Process and Product Innovation. 
Omega. vol. 3, n. 6, p. 639–656, 1975.
FREEMAN, C., SOETE L. The Economics of Industrial Innovation. 3ª ed. Cambridge: The 
MIT Press; 1997.
IBGE (2014). Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica – PINTEC, Relatórios 
Metodológicos, Rio de Janeiro.
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Manual de Oslo: 
Proposta de Diretrizes para Coleta e Interpretação de Dados sobre Inovação Tecnológica. 
Paris, OCDE, 2005.
ROGERS E, SCHOEMAKER F. Communication of Innovations: A Cross Cultural Approach. 
New York: Free Press; 1971.
TIGRE, P. B. Gestão da inovação: uma abordagem estratégica, organizacional e de gestão 
de conhecimento. 3ª ed. Elsevier Brasil, 2019.
COORDENAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Coordenação Geral 
Andrea Chagas Alves de Almeida
Supervisão de Planejamento EAD 
Ana Flávia Beviláqua Melo
Supervisão de Recursos EAD 
Francisco Weslley Lima
Analista Educacional - Pedagógico 
Lara Meneses Saldanha Nepomuceno
Analista Educacional - Mídias 
Emanoel Alves Cavalcante
Projeto Instrucional 
Ana Lucia Do Nascimento 
Maria Mirislene Vasconcelos
Revisão Gramatical 
Janaína de Mesquita Bezerra 
José Ferreira Silva Bastos
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA (UNIFOR)
Presidência 
Lenise Queiroz Rocha
Vice-Presidência 
Manoela Queiroz Bacelar
Reitoria 
Fátima Maria Fernandes Veras
Vice-Reitoria de Ensino de Graduação e Pós-Graduação 
Maria Clara Cavalcante Bugarim
Vice-Reitoria de Pesquisa 
José Milton de Sousa Filho
Vice-Reitoria de Extensão 
Randal Martins Pompeu
Vice-Reitoria de Administração 
José Maria Gondim Felismino Júnior
Diretoria de Comunicação e Marketing 
Ana Leopoldina M. Quezado V. Vale
Diretoria de Planejamento 
Marcelo Nogueira Magalhães 
Diretoria de Tecnologia 
José Eurico de Vasconcelos Filho 
Diretoria do Centro de Ciências da Comunicação e Gestão 
Danielle Batista Coimbra
Diretoria do Centro de Ciências da Saúde 
Lia Maria Brasil de Souza Barroso
Diretoria do Centro de Ciências Jurídicas 
Katherinne de Macêdo Maciel Mihaliuc
Diretoria do Centro de Ciências Tecnológicas 
Jackson Sávio de Vasconcelos Silva
AUTOR 
ELNIVAN MOREIRA DE SOUZA
Doutor em Administração de Empresas pela Universidade 
de Fortaleza - UNIFOR (2015-2019), com estágio 
no exterior (doutorado sanduíche) na Simon Fraser 
University (Canadá, 2018). Mestre em Administração de 
Empresas pela Universidade Estadual do Ceará - UECE 
(2012-2014). Especialista em Marketing (2007-2009) 
e Graduado em Administração de Empresas (2001-
2006) pela Universidade Federal do Ceará - UFC. Tem 
experiência na área de Administração, com ênfase em 
Empreendedorismo, Inovação, Estratégia e Tecnologias de 
Apoio à Gestão. Seus tópicos de pesquisa são Capacidade 
Dinâmica (Gerencial e Cognitiva), Modelo de Negócios, 
E-business e Indústria 4.0.
RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Identidade Visual / Arte 
Francisco Cristiano Lopes de Sousa 
Paulo Renato Mendes Almeida
Editoração / Diagramação 
Emanoel Alves Cavalcante 
Rafael Oliveira de Souza 
Rebeka Melo Peres 
Régis da Silva Pereira
Produção de Áudio e Vídeo 
José Moreira de Sousa 
Pedro Henrique de Moura Mendes
Programação / Implementação 
Renan Alves Diniz 
Thais Rozas Teixeira

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