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Unidade 3
Atividade Empresarial e Legislação Tributária
Aula 1
Teoria Geral do Tributo
Teoria geral do tributo
Teoria geral do tributo
Disciplina
LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL
APLICADA
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula, abordaremos a Teoria Geral do Tributo,
começando pela definição legal de tributo e suas
características. Em seguida, exploraremos as fontes do
direito tributário, diferenciando-as entre materiais e formais
e destacando a relevância da Constituição Federal e de
outras normas legislativas. A competência tributária também
será discutida a partir da compreensão de titularidade para
instituir tributos por cada ente federado. Por fim,
abordaremos as espécies tributárias, como impostos, taxas,
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contribuição de melhoria, empréstimo compulsório e
contribuições especiais. Ao final desta aula, você terá uma
compreensão sólida dos conceitos fundamentais do direito
tributário.
Para o desenvolvimento de nossas reflexões, considere as
seguintes questões: considerando os elementos essenciais
da definição legal de tributo, como a prestação pecuniária, a
compulsoriedade e a instituição por meio de lei impactam a
relação entre o Estado e os contribuintes? Qual a
importância desses elementos para a compreensão do
funcionamento do sistema tributário? Diante da
complexidade das fontes formais do direito tributário,
incluindo a Constituição Federal, as leis ordinárias, as leis
complementares, os tratados internacionais e os atos
normativos, como elas influenciam a criação, a modificação e
a aplicação das normas tributárias no Brasil?
Vamos em frente!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
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ç
Definição de tributo
A ciência do direito tributário constitui ramo autônomo da
pesquisa jurídica (especialmente quanto ao direito
financeiro), por isso conta com princípios e campo próprio
de investigação. No entanto, é importante lembrar que,
embora seja uma ciência autônoma, essa classificação é
meramente didática, até mesmo porque o direito tributário
sempre dialogará com outras disciplinas, como o direito civil,
quanto à definição de alguns institutos (como a
propriedade); o direito penal (crimes contra a ordem
tributária); o direito administrativo (processo administrativo
tributário); e, sobretudo, o direito constitucional (Amaro,
2023; Schoueri, 2023).
Como objeto, o direito tributário dedica-se ao estudo tanto
das características dos tributos instituídos pelo Estado
quanto da relação entre os entes tributantes (União, estados,
Distrito Federal e municípios), como sujeitos ativos da
obrigação tributária e sujeitos passivos (contribuintes e
responsáveis tributários), a partir da conjugação entre os
interesses do Estado quanto à arrecadação de receitas e às
limitações constitucionais impostas a ele, por meio de
normas de proteção (regras e princípios).
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A definição legal de tributo é encontrada no art. 3º do Código
Tributário Nacional (CTN), segundo o qual: “Tributo é toda
prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor
nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato
ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada” (Brasil, 1966, art. 3º).
Devemos notar que a definição legal em comento apresenta
uma série de elementos, cuja compreensão nos fornece
importantes informações sobre o que está abrangido pelo
direito tributário como um todo. Note, caro estudante, que o
art. 3º do CTN (Brasil, 1966) traz os seguintes elementos:
Prestação pecuniária.
Compulsoriedade.
Tributo (não é sanção por ato ilícito).
Instituição por meio de lei.
Cobrança por atividade administrativa plenamente
vinculada.
Vamos conhecer um pouco mais de cada um deles? A
prestação é o próprio objeto da relação jurídico-tributária,
que pode ser dividida em dois elementos para sua adequada
compreensão: de um lado, a prestação é o valor pago do
tributo, em si, e que chamaremos de prestação principal; de
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outro lado, a prestação também envolve o cumprimento dos
chamados deveres formais, acessórios, instrumentais, como
a emissão de notas fiscais e a entrega das declarações do
Imposto sobre a Renda (IR). A prestação principal, aliás, é de
natureza pecuniária, isto é, em dinheiro, via de regra. Isso
porque não é possível o pagamento do tributo por meio de
bens móveis (cujo termo técnico é pagamento in natura)
(Novais, 2022).
Além do mais, a prestação tributária é compulsória, isto é, é
uma obrigação que todos, enquanto contribuintes, têm
perante o Estado, e é inescapável, salvo em situações muito
específicas ligadas ao tema do planejamento tributário, nas
quais é possível reduzir a carga tributária. Quando essa
redução decorrer dos próprios processos empresariais que
visem à eficiência das operações, não há possibilidade de
não efetuar o pagamento dos tributos (Schoueri, 2023).
O tributo também não constitui sanção (punição) pelo
cometimento de ato ilícito, o que significa dizer que ninguém
suporta a tributação como uma penalidade por si só, isto é, o
ato de cumprir com as obrigações tributárias decorre de
previsões legais predeterminadas, não podendo essas
previsões serem utilizadas para efeito de punição a alguém
(Costa, 2023).
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O tributo decorre de uma previsão legal: sem lei, via de
regra, não há possibilidade de instituição (criação) ou
majoração (aumento) do tributo. No geral, fala-se aqui de lei
ordinária (que é a espécie legislativa mais comum). Note,
porém, que há atenuações (flexibilizações), isto é, algumas
situações, relativamente a alguns tributos, que não
dependem, na questão tributária, de lei em sentido estrito
para a modificação de alguns de seus elementos (como
alíquota e base de cálculo, por exemplo).
Tais tributos poderão ser modificados por atos infralegais,
como um decreto do Poder Executivo. Então, um ato do
prefeito de uma cidade poderá, por exemplo, atualizar a
base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Predial e
Territorial Urbana (IPTU) em virtude da inflação; um decreto
do presidente da República poderá alterar o prazo de
recolhimento dos tributos.
Além disso, para a alteração da alíquota (percentual que
incide sobre a base de cálculo) de alguns tributos, também
se dispensa a lei em sentido estrito, bastando apenas um ato
infralegal, como visto, um decreto do Executivo, uma
portaria do Ministério da Fazenda, para oficializá-la. O
Imposto de Importação (II), o Imposto de Exportação (IE), o
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a Contribuição
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de Intervenção sobre o Domínio Econômico nos
Combustíveis (CIDE-Combustíveis) e o Imposto sobre a
Circulação de Mercadorias e Serviços incidente sobre
combustíveis (ICMS-Combustíveis) são os tributos que
poderão sofrer alteração (majoração) por atos dessa
natureza.
Por fim, o tributo é cobrado mediante atividade
administrativa plenamente vinculada, o que significa dizer
que a autoridade tributária não pode escolher se procede ou
não à cobrança do tributo. Atividade administrativa
vinculada é, basicamente, a estrita observância da legislação
e da legalidade, não havendo margem para escolha por
parte da autoridade, que age em prol do interesse público:
afinal, a arrecadação de recursos por meio dos tributos é
essencial para a manutenção das atividades estatais.
O tributo, como já sabemos, decorre de uma atividade
estatal, sobretudo de uma previsão legal. Somente com isso,
via de regra, é que são instituídos os tributos e determinadas
as circunstâncias da vida real que sofrerão a incidência da
norma e a da atividade dofiscal que pode ser concedido ou retirado
conforme a vontade dos entes políticos, pois sua natureza é
permanente e unificada, sendo disciplinado por lei
complementar. No entanto, o legislador pode estabelecer
condições para a adesão. O art. 17, inciso V, da LC nº 123,
por exemplo, condiciona o ingresso e a permanência no
sistema à inexistência de débitos tributários, o que foi
considerado constitucional pelo STF no julgamento do RE
627.543 (Tema 363 de repercussão geral) (Paulsen, 2023).
A exigência de regularidade fiscal não viola os princípios da
isonomia, pois se aplica a todos os contribuintes,
proporcionando tratamento diverso e razoável àqueles em
situações desiguais perante as fazendas públicas dos entes
políticos. Além disso, o STJ já decidiu que, se o contribuinte
não atende aos requisitos estabelecidos, é legítimo o ato
fiscal que impede a fruição do benefício do Simples Nacional,
inclusive quando relacionado à quitação fiscal.
As alíquotas do Simples Nacional são determinadas pela
combinação de dois critérios, presentes nas tabelas anexas à
LC nº 123/2006, com redação da LC nº 139/2011: o tipo de
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atividade (comércio, indústria, serviços e locação de bens
móveis) e a receita bruta. Essas alíquotas variam de 4% (a
menor para o comércio) a 22,90% (a maior para serviços de
administração e locação de imóveis de terceiros).
Os débitos do Simples Nacional podem ser parcelados em
até 60 meses, com correção pela Selic, conforme autorização
da LC nº 139/2011, antes da qual não era possível parcelar os
débitos, pois as leis federais, estaduais ou municipais não
podiam ser aplicadas por analogia, considerando que o
sistema unificado de pagamento de tributos envolve as três
esferas e está sujeito à reserva de lei complementar.
O parcelamento e o reparcelamento de débitos do Simples
Nacional são tratados pelo art. 21 da LC nº 123/2006, com
destaque para os §§ 16 e 18, com redação da LC nº 155/2016.
Com isso, foram instituídos programas especiais de
parcelamento de débitos do Simples Nacional, como o
Programa Especial de Regularização Tributária das
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte optantes pelo
Simples Nacional (PERT-SN), criado pela LC nº 162/2018, e o
Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no
Âmbito do Simples Nacional (Relp), criado pela LC nº
193/2022.
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As empresas podem optar por sua exclusão do Simples
Nacional ou serem excluídas de ofício em casos como
exercício de atividade incompatível, extrapolação dos limites
de receita, embaraço à fiscalização ou falta de escrituração
do livro-caixa.
A fiscalização do cumprimento das obrigações principais e
acessórias relacionadas ao Simples Nacional é atribuída à
Secretaria da Receita Federal do Brasil, às Secretarias de
Fazenda ou de Finanças dos estados ou do Distrito Federal e,
quando há serviços sujeitos à competência tributária
municipal, também às Secretarias de Fazenda dos
Municípios. Cada uma dessas instâncias tem a competência
para fiscalizar e lançar. A colaboração e a troca de
informações entre os entes políticos, autorizadas pelo art.
34, § 1º, com a redação da LC nº 155/2016, são essenciais
para o planejamento e a execução de procedimentos fiscais.
Esse compartilhamento valoriza especialmente as
administrações tributárias municipais, beneficiadas pelo
Simples Nacional e com sua atuação fortalecida por essa
prerrogativa (Paulsen, 2023).
A LC nº 155/2016 introduziu o § 3º ao art. 34 da LC nº
123/2006, proporcionando a inovação positiva de permitir
que as administrações tributárias utilizem procedimento de
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notificação prévia para autorregularização das empresas.
Por não configurar início de procedimento fiscal, esse
procedimento possibilita a correção de equívocos e o
pagamento de diferenças antes de iniciar uma ação fiscal
individual. Essa abordagem aproxima a fiscalização tributária
dos empreendedores, melhorando o relacionamento entre
ambas as partes.
Siga em Frente...
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Lucro real
No regime tributário de lucro real, as empresas calculam
todos os impostos com base no lucro efetivo obtido durante
um período determinado, considerando o que resta em
caixa após o pagamento de todas as contas e despesas. Essa
opção é recomendada para empresas que preveem
lucratividade baixa ou nula, especialmente no início de suas
operações, pois quanto maior a lucratividade, maior será o
montante de impostos a pagar.
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Empresas que faturam R$ 78 milhões ou mais, que
pertencem ao setor financeiro, que executam factoring, que
usufruem de benefícios fiscais ou que recebem lucro/fluxo
de capital de outros países são obrigadas a adotar o lucro
real. A escolha por esse regime requer cuidados com as
obrigações junto à Receita Federal, incluindo a apresentação
de documentos adequados durante a declaração de
impostos.
É importante destacar que qualquer empresa,
independentemente de porte ou segmento de atuação,
conta com a possibilidade de optar por esse regime. A
escolha pelo lucro real é uma prerrogativa que as empresas
têm e que muitas vezes é estrategicamente adotada com
base em diferentes considerações. A flexibilidade oferecida
pelo lucro real é um ponto atraente para empresas cujo
objetivo é alinhar as obrigações tributárias à sua realidade
financeira. A opção por esse regime permite uma gestão
mais precisa dos tributos, pois os valores a serem pagos
estão diretamente relacionados ao desempenho econômico
da empresa.
No lucro real anual, a organização antecipa mensalmente os
tributos com base no faturamento mensal, aplicando
percentuais predeterminados. A opção permite levantar
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balanços ou balancetes mensais, reduzindo ou suspendendo
o recolhimento do IRPJ e da CSLL se o lucro real efetivo for
menor que o estimado. Ao final do ano, a empresa apura o
lucro real do exercício, calculando em definitivo esses dois
tributos, descontando as antecipações realizadas.
Já no lucro real trimestral, o IRPJ e a CSLL são calculados com
base no resultado de cada trimestre civil, sem antecipações
mensais. Essa modalidade deve ser considerada com cautela
em atividades sazonais, pois os lucros e prejuízos são
apurados trimestralmente de forma isolada. Prejuízos fiscais
de um trimestre só podem ser deduzidos até o limite de 30%
do lucro real dos trimestres seguintes.
Embora a opção pelo lucro real trimestral seja adequada
para empresas com lucros lineares, aquelas com picos de
faturamento ao longo do exercício podem encontrar
vantagens no lucro real anual. Esta última permite
suspender ou reduzir o pagamento do IRPJ e da CSLL com
base em balancetes que apontem lucro real menor que o
estimado, além de possibilitar a compensação integral do
prejuízo apurado no próprio ano com lucros do exercício. 
Lucro presumido
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No regime tributário de lucro presumido, o IRPJ e a CSLL são
calculados de forma trimestral. Nesse modelo, as alíquotas
de cada tributo (15% ou 25% de IRPJ e 9% da CSLL) incidem
sobre as receitas com base em um percentual de presunção
variável, que varia de 1,6% a 32% do faturamento, é
determinado pela legislação tributária e representa a
presunção de uma margem de lucro para cada atividade, daí
a denominação lucro presumido.
É importante destacar que nem todas as empresas têm a
opção de aderir ao lucro presumido, havendo restrições
relacionadas ao objeto social e ao faturamento. Empresas
com margens de lucratividade superiores à presumida, no
entanto, podem encontrar vantagens nesse regime,
tornando-o um instrumento eficaz de planejamento
tributário.
A modalidade de tributação pelo lucro presumido pode ser
especialmente atrativa para empresas que, mesmo tendo
uma margem de lucro real maior, preferem a simplicidade e
a previsibilidade proporcionadas por esse sistema. Por
exemplo, uma empresa comercial com uma margem de
lucro efetivo de 15% pode,ao optar pelo lucro presumido,
ter uma margem tributável fixada em 8%, tornando-se uma
escolha vantajosa para essa situação específica.
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Assim, é crucial considerar que as empresas tributadas pelo
lucro presumido não podem usufruir dos créditos do PIS e
da COFINS, uma vez que estão fora do sistema não
cumulativo. No entanto, em contrapartida, essas empresas
recolhem essas contribuições com alíquotas mais baixas.
Portanto, ao analisar a opção pelo lucro presumido, é
fundamental avaliar o impacto não apenas no IRPJ e na CSLL,
mas também nas contribuições para o PIS e a COFINS. 
Simples Doméstico
O regime simplificado e unificado de recolhimento de
tributos para o empregador doméstico (Simples Doméstico)
criado em 2015 resultou em mudanças significativas para o
cenário jurídico dos trabalhadores dessa categoria. A
promulgação da LC nº 150/2015 conferiu aos empregados
domésticos direitos semelhantes aos dos demais
trabalhadores, englobando limitações de carga horária diária
e semanal, depósito do FGTS e compensação financeira em
caso de demissão sem justa causa (Paulsen, 2023).
Visando facilitar o cumprimento das diversas obrigações
tributárias e trabalhistas impostas aos empregadores, a
mencionada lei complementar instituiu o denominado
Simples Doméstico. Esse regime unificado abrange o
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pagamento de tributos e demais encargos do empregador. A
Portaria Interministerial MF/MPS/TEM nº 822/2015 também
aborda o tema, estabelecendo as diretrizes do Simples
Doméstico em dez artigos (Paulsen, 2023).
A LC nº 150/2015 estabelece a consolidação do recolhimento
mensal unificado tanto dos encargos trabalhistas (depósito
do FGTS e compensação financeira por demissão sem justa
causa) quanto dos tributos (contribuição previdenciária a
cargo do segurado empregado doméstico, contribuição
patronal previdenciária conforme os arts. 20 e 24 da Lei nº
8.212/1991, e imposto sobre a renda retido na fonte,
regulamentado pelo art. 7º da Lei nº 7.713/1988). Os
pagamentos são efetuados por meio do Documento de
Arrecadação do eSocial (DAE), e a execução do Simples
Doméstico ocorre por meio do sistema eSocial (Paulsen,
2023).
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
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Nesta aula, exploramos os intricados regimes tributários,
como Simples Nacional, lucro real e lucro presumido. Ao
responder à primeira pergunta proposta no início da aula,
compreendemos que o Simples Nacional oferece às micro e
pequenas empresas uma forma simplificada de lidar com a
tributação. Este regime unifica diversos impostos em uma
única guia de pagamento, reduzindo a burocracia e
simplificando o processo tributário. Contudo, há limitações
quanto às atividades permitidas e limites de faturamento
anual para adesão ao regime. Além disso, empresas com
margens de lucro mais elevadas podem enfrentar alíquotas
maiores em comparação com outros regimes, como o lucro
real ou o lucro presumido.
No lucro real, as empresas têm a opção de escolher entre
apuração anual ou trimestral, o que impacta diretamente o
fluxo de caixa e as obrigações tributárias ao longo do ano. A
opção pelo regime trimestral implica pagamentos mais
frequentes, enquanto o regime anual pode concentrar o
pagamento de impostos no final do exercício fiscal,
proporcionando um planejamento financeiro mais
estratégico.
Por sua vez, o lucro presumido baseia-se em uma margem
de lucro presumida estabelecida pela legislação tributária. As
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alíquotas de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e de
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidem
sobre essa margem presumida, o que pode ser uma
vantagem ou desvantagem dependendo da lucratividade
real da empresa. A escolha entre lucro presumido e outros
regimes tributários deve considerar a natureza da atividade
da empresa, sua lucratividade efetiva e preferências quanto
à gestão tributária e burocrática.
Esses temas são fundamentais para uma gestão tributária
eficaz, por isso certifique-se de revisar os conceitos e
aprofundar seus conhecimentos para lidar de maneira
estratégica com os desafios tributários enfrentados pelas
empresas.
Com isso, encerramos nossa jornada nos estudos do direito
tributário. Que ela tenha sido bastante proveitosa para você!
Até a próxima!
Saiba mais
Saiba mais
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Para conhecer todas as regras dos regimes tributários,
acesse o site Portal tributário e clique na informação
desejada.
REGIMES de tributação. Portal tributário, [s. l., s. d.].
 
 
Referências
Referências
BRASIL. Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre
o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de
direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm. Acesso
em: 6 dez. 2023.
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https://www.portaltributario.com.br/tributario/regimes-de-tributacao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm
BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de
2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da
Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis no
8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei no
10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar no
63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis no 9.317, de 5
de dezembro de 1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999.
Brasília: Presidência da República, 2016. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm.
Acesso em: 28 abr. 2024.
BRASIL. Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de
2011. Altera dispositivos da Lei Complementar no 123, de 14
de dezembro de 2006, e dá outras providências. Brasília:
Presidência da República, 2011. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp139.htm.
Acesso em: 28 abr. 2024.
BRASIL. Lei Complementar nº 147, de 7 de agosto de 2014.
Altera a Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de
2006, e as Leis nos 5.889, de 8 de junho de 1973, 11.101, de 9
de fevereiro de 2005, 9.099, de 26 de setembro de 1995,
11.598, de 3 de dezembro de 2007, 8.934, de 18 de
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp139.htm
novembro de 1994, 10.406, de 10 de janeiro de 2002, e
8.666, de 21 de junho de 1993; e dá outras providências.
Brasília: Presidência da República, 2014. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp147.htm.
Acesso em: 28 abr. 2024.
BRASIL. Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015.
Dispõe sobre o contrato de trabalho doméstico; altera as
Leis no 8.212, de 24 de julho de 1991, no 8.213, de 24 de
julho de 1991, e no 11.196, de 21 de novembro de 2005;
revoga o inciso I do art. 3o da Lei no 8.009, de 29 de março
de 1990, o art. 36 da Lei no 8.213, de 24 de julho de 1991, a
Lei no 5.859, de 11 de dezembro de 1972, e o inciso VII do
art. 12 da Lei no 9.250, de 26 de dezembro 1995; e dá outras
providências. Brasília: Presidência da República, 2015.
Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp150.htm.
Acesso em: 28 abr. 2024.
BRASIL. Lei Complementar nº 155, de 27 de outubro de 2016.
Altera a Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de
2006, para reorganizar e simplificar a metodologia de
apuração do imposto devido por optantes pelo Simples
Nacional; altera as Leis nos 9.613, de 3 de março de 1998,
12.512, de 14 de outubro de 2011, e 7.998, de 11 de janeiro
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp150.htm
de 1990; e revoga dispositivo da Lei no 8.212, de 24 de julho
de 1991. Brasília: Presidência da República, 2016. Disponívelem:
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Acesso em: 28 abr. 2024.
PAULSEN, L. Curso de direito tributário completo. 14. ed. São
Paulo: Saraiva, 2023.
REGIMES de tributação. Portal tributário, [s. l., s. d.].
Disponível em:
https://www.portaltributario.com.br/tributario/regimes-de-
tributacao.htm. Acesso em: 6 dez. 2023.
SCHOUERI, L. E. Direito tributário. 12. ed. São Paulo: Saraiva,
2023.
Aula 5
Atividade Empresarial e Legislação Tributária
Videoaula de Encerramento
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https://www.portaltributario.com.br/tributario/regimes-de-tributacao.htm
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Ponto de Chegada
Olá, estudante!
A competência desta unidade – conhecer a legislação
tributária para identificar e interpretar as normas jurídicas
tributárias, além de aplicá-las às diversas situações
profissionais que envolvam a relação jurídico-tributária
estabelecida entre o fisco e o empresário ou a sociedade
empresarial – só pôde ser desenvolvida por você com o
estudo aprofundado de diversos conceitos e regras jurídicas
do direito tributário.
Por isso, você começou estudando a teoria geral do tributo
no intuito de entender o que é o tributo, quais são suas
características e como é importante a noção da chamada
regra-matriz de incidência tributária. Também estudou as
fontes do direito tributário, a competência tributária e as
espécies tributárias. Agora, você já construiu uma base
sólida para entender a relação entre Estado e contribuintes,
a influência das fontes formais e a distinção entre
competência e capacidade tributária.
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL
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Na sequência, você se dedicou ao estudo da relação jurídico-
tributária, entendendo-a como o vínculo entre o Estado (ente
tributante) e o sujeito passivo, estabelecido por meio de
previsão legal. Além disso, estudou a diferença entre
contribuinte e responsável, com enfoque na
responsabilidade dos sócios em sociedades empresárias.
Ainda, conheceu a obrigação tributária e entendeu como ela
surge, focando nas obrigações principal e acessória e nas
penalidades associadas.
Depois, você se debruçou sobre o estudo das nuances do
lançamento tributário, das suas modalidades e do papel do
contribuinte na declaração de ofício, que ocorre por
declaração e por homologação. Também estudou a
decadência e a prescrição, hipóteses de suspensão do
crédito tributário. Além disso, viu as causas de extinção,
exclusão, isenção e anistia, juntamente com a análise de
ações judiciais, como as declaratórias, as anulatórias e o
mandado de segurança.
Por fim, mas não menos importante, você estudou os
regimes tributários: Simples Nacional, regime simplificado
para microempresas e empresas de pequeno porte; lucro
real, indicador de que os impostos são calculados com base
no lucro efetivo; lucro presumido, que destaca a presunção
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de margem de lucro; e Simples Doméstico para
empregadores domésticos.
Veja quanto conteúdo importante e interessante compôs
esta unidade de ensino!
Reflita
Como o conhecimento adquirido sobre a teoria geral do tributo e a
relação jurídico-tributária pode impactar as decisões e as práticas
profissionais no contexto empresarial?
Qual a importância da diferenciação entre competência e
capacidade tributária, considerando a base sólida fornecida pelos
estudos desta unidade, para o entendimento das dinâmicas entre
Estado e contribuintes?
De que forma a compreensão dos regimes tributários, como o
Simples Nacional, o lucro real e o lucro presumido, pode
influenciar as escolhas estratégicas de microempresas, empresas
de pequeno porte e empregadores domésticos no cenário fiscal?
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
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Uma empresa atuante no ramo de energia renovável está se
preparando para iniciar suas operações em nível nacional,
migrando do Simples Nacional para o regime tributário do
lucro real, já que tem havido uma crescente demanda por
soluções sustentáveis. Contudo, novas dúvidas surgem em
relação ao PIS e à COFINS, tributos que permanecem
relevantes mesmo com possíveis alterações na legislação.
Ao analisar a complexidade do lucro real e as
particularidades das atividades da empresa em questão,
questionamentos surgem sobre como calcular e recolher o
PIS e a COFINS de maneira adequada, considerando o
impacto dessa mudança no planejamento tributário da
organização.
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Reflita
Diante da situação apresentada, pergunta-se: quais são as
implicações tributárias ao migrar do Simples Nacional para o
Lucro Real, especialmente no que diz respeito ao cálculo e ao
recolhimento do PIS e da COFINS? Como a natureza
sustentável das atividades da empresa em questão pode
impactar o enquadramento nas alíquotas do PIS e da
COFINS? Considerando o lucro real, quais estratégias a
organização pode adotar para otimizar o pagamento do PIS e
da COFINS, mantendo a sustentabilidade como parte
integrante de suas operações?
Resolução do Estudo de Caso
Este caso destaca os desafios enfrentados pela empresa
atuante no ramo de energia renovável ao migrar do Simples
Nacional para o lucro real, com foco no cálculo e no
recolhimento do PIS e da COFINS. A compreensão detalhada
das implicações tributárias dessa transição é crucial para o
sucesso da empresa no novo regime, permitindo o
desenvolvimento de estratégias tributárias alinhadas a seus
valores sustentáveis.
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Ao migrar para o lucro real, a empresa terá de adotar um
método de cálculo mais detalhado para o PIS e a COFINS, o
que envolve considerar a base de cálculo, as alíquotas
específicas desses tributos e eventuais ajustes necessários. A
organização também deve ficar atenta às regras de apuração
cumulativa ou não cumulativa, conforme a natureza de suas
atividades.
A natureza sustentável das operações da empresa pode
influenciar o enquadramento nas alíquotas do PIS e da
COFINS, pois, dependendo das atividades específicas, ela
pode buscar alíquotas mais vantajosas relacionadas a
práticas sustentáveis. Isso pode incluir benefícios fiscais e
reduções específicas que se alinhem aos princípios da
empresa.
No lucro real, a empresa pode explorar estratégias
tributárias para otimizar o pagamento do PIS e da COFINS,
incluindo a identificação de créditos tributários, como
despesas admitidas pela legislação, que podem ser abatidos
dessas contribuições. A empresa também deve estar atenta
a incentivos fiscais voltados para atividades sustentáveis, a
fim de buscar reduzir a carga tributária de forma alinhada à
sua missão.
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Assimile
A seguir, confira os principais tópicos estudados nesta
unidade.
Referências
AMARO, L. da S. Direito tributário brasileiro. 25. ed. São
Paulo: Saraiva, 2023.
BRASIL. Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre
o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de
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direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm. Acesso
em: 6 dez. 2023.
COSTA, R. H. Curso de direito tributário: constituição e código
tributário nacional. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2023.
MACHADO SEGUNDO, H. de B. Manual de direito tributário.
13. ed. Barueri: Atlas, 2023. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htmEstado para fins de arrecadação.
Diante disso, deve-se saber que a norma tributária deve
conter alguns elementos obrigatórios. Trata-se da chamada
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regra matriz de incidência tributária, hipótese de incidência
tributária (Baleeiro; Derzi, 2018).
A regra matriz de incidência reúne os elementos que
caracterizam o tributo, ou seja, aqueles que indicam quais as
situações (fatos da vida) nas quais incidirá a norma
definidora de tributo, resultando em uma obrigação, uma
prestação e na necessidade de pagamento do fisco (federal,
estadual ou municipal). A lei tributária é que trará essas
situações, como a de auferir renda (incide o IR); de ser
proprietário de um bem imóvel em área urbana (incide o
IPTU); de ser proprietário de um veículo automotor (incide o
IPVA). Contudo, não basta a lei prever a situação específica
na qual incide determinado tributo: é preciso que ela
apresente outros elementos, tais quais:
A causa do tributo (renda, patrimônio, serviço).
Quem deverá pagar (identificação do contribuinte ou
responsável).
Quanto deverá ser pago (alíquota e base de cálculo).
Quando deverá ocorrer o pagamento (prazo).
Onde deverá ocorrer o pagamento (local, espaço
geográfico) (Machado Segundo, 2023). 
Fontes do direito tributário
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De onde surgem os tributos? Quais as fontes do direito
tributário? Já comentamos sobre a previsão legal (via de
regra em lei ordinária) e já até sabemos que existe um
Código Tributário Nacional. Mas será que é só isso que
precisamos saber? Claro que não! Vamos aprofundar esse
conhecimento!
As fontes do direito tributário podem ser subdivididas em:
materiais e formais. As fontes materiais nada mais são do
que as riquezas em geral, isto é, os fatos da vida utilizados
pelo legislador como veículos da incidência tributária. Nesse
contexto, ele faz uma opção pelos fatos que sofrerão a
incidência dos tributos, por exemplo: a renda é tributada
pelo IR; os bens, pelo IPVA e pelo IPTU; os serviços, pelo ISS e
assim por diante (Carneiro, 2020; Sabbag, 2021). Já as fontes
formais revelam a origem dos tributos sob um ponto de vista
legislativo.
Quais são os instrumentos a partir dos quais os tributos são
previstos? São várias as fontes formais em direito tributário
que analisaremos a partir de agora. A primeira e mais
importante é a Constituição Federal de 1988, uma vez que
nela estão os fundamentos principiológicos das limitações
constitucionais ao poder de tributar que tem o Estado.
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Em seguida, temos que, à luz do art. 150, inciso I, da
Constituição Federal de 1988, os entes federados não podem
instituir ou majorar tributos sem lei que os estabeleça. Aqui
fala-se na lei ordinária, o tipo mais comum, como já tivemos
a oportunidade de comentar. Todavia, a lei complementar
(que é espécie legislativa adequada para matérias mais
complexas) servirá para o estabelecimento de normas gerais
em matéria tributária, conforme art. 146 da Constituição.
Tanto é assim que o CTN (Brasil, 1966) foi recepcionado pela
Carta Magna de 1988 como lei complementar.
Eventualmente, também é possível a utilização de medidas
provisórias (cuja competência para edição é do presidente
da República, em casos de relevância e urgência) para a
instituição de tributos (como o Imposto de Importação, o
Imposto de Exportação, o Imposto sobre Produtos
Industrializados, o Imposto sobre Operações Financeiras e o
Imposto sobre Grandes Fortunas).
Além disso, também constitui fonte formal a legislação
tributária, que, segundo o art. 96 do Código Tributário
Nacional (CTN), compreende as leis (ordinárias,
complementares, etc.), os tratados e as convenções
internacionais em matéria tributária (que possuem status de
norma legal), os decretos e as normas complementares
(editados pelo chefe do Poder Executivo para o fiel
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cumprimento da lei – por exemplo: regulamento do Imposto
de Renda, do ICMS, etc.).
Como fonte importante para o direito tributário, há também
as chamadas normas complementares, discriminadas no art.
100 do CTN. São as seguintes:
Atos Normativos (complementares a leis, tratados e
decretos: Instruções Normativas, Resoluções do
Ministério da Fazenda).
Decisões administrativas (p. ex.: aquelas proferidas pelo
Tribunal de Impostos e Taxas – TIT – de São Paulo quanto
ao ICMS. No plano federal, há o Conselho Administrativo
de Recursos Fiscais – CARF).
Práticas reiteradas (praxe administrativa: contribuinte
recolhe ISS ao invés de ICMS, presumindo ser aquele o
imposto devido; neste caso, por ser uma conduta
reiterada, não será infligida a ele condenação em multa,
somente encargos depois de notificado do dever de
pagar ICMS).
Convênios (entre entes tributantes, por exemplo, ocorre
no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária –
CONFAZ – quanto ao estabelecimento da política de
eventuais concessões de benefícios fiscais, como a
isenção, no caso do ICMS) (Schoueri, 2023).
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Siga em Frente...
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Competência tributária
O Sistema Tributário Nacional está previsto, em primeiro
lugar, na Constituição Federal de 1988, entre os arts. 145 e
162. Assim, são estabelecidas as competências tributárias
dos vários entes políticos, uma vez que, no federalismo
brasileiro, eles têm autonomia e independência relativas,
isso observando-se os parâmetros constitucionais fixados.
Logo, a competência tributária é a titularidade indelegável
que o ente possui para a matéria tributária (para a
instituição e majoração de tributos). Cada ente possui a sua
própria esfera de competências, de modo que o estado não
pode, por exemplo, instituir ou disciplinar um tributo da
competência do município.
Mas, atenção! Não se pode confundir a competência
tributária para a instituição e a majoração de tributos com a
chamada capacidade tributária ativa, que se refere
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meramente à fiscalização e à arrecadação. Assim,
determinado ente poderá transferir apenas essa parcela
para fiscalização e arrecadação de tributo da sua
competência. Por exemplo, é bastante comum que a União,
competente para instituir e majorar o Imposto Territorial
Rural (ITR), celebre convênio com os municípios para que
estes fiscalizem e arrecadem o referido tributo. Note que o
município não pode instituir, tampouco majorar o ITR.
Poderá, simplesmente, se houver tal convênio com a União,
apenas receber os valores em seu nome. 
Espécies tributárias
Agora que conhecemos as fontes, quais seriam os tributos
de competência de cada um dos entes federados (União,
estado, Distrito Federal e município)? Inicialmente,
precisamos compreender que tributo é gênero e, como tal,
comporta algumas espécies. Assim, são espécies tributárias:
Impostos.
Taxas.
Contribuição de melhoria.
Empréstimo compulsório.
Contribuições especiais.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) – órgão máximo do Poder
Judiciário brasileiro – estabeleceu a classificação pentapartite
ou quinquipartida das espécies tributárias. Isso porque se
considerou que o critério do art. 5º do CTN (Brasil, 1966), que
somente menciona imposto, taxa e contribuição de melhoria
como espécies, está superado. Afinal de contas, o CTN (Lei nº
5.172/1966) é anterior à Constituição Federal de 1988, a qual
consagrou outras espécies tributárias (empréstimo
compulsório e contribuições especiais). Assim, tributo
compreende as cinco espécies mencionadas.
Os impostos detêm a precípua finalidade de arrecadação de
recursos para a manutenção das atividades estatais. A
maioria dos tributos são compostos por impostos e, como
tal, servem basicamente para que o Estado tenha condições
de manter sua estrutura administrativa, bem como de
empreender as prestações de caráter social geral, tal como
previsto na Constituição Federal de 1988. Então, por
exemplo, o Estado, de um modo geral, utilizará o produto da
arrecadação para pagar seusservidores e suas estruturas
físicas; para construir escolas, hospitais e estradas; para
promover a segurança pública, etc. (Schoueri, 2023).
As taxas são tributos vinculados a uma contraprestação do
Estado, como uma taxa ambiental e uma taxa de emissão de
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passaporte. Nesse caso, o interesse primordial da tributação
não é o de arrecadar fundos para os cofres públicos, mas o
de custear determinado serviço que é colocado à disposição
dos cidadãos. Por isso, as taxas dependem da
individualização do serviço acessado pelo cidadão. No
exemplo dado, a pessoa somente pagará a taxa de emissão
do passaporte se, efetivamente, optar por tal serviço (Amaro,
2023).
A contribuição de melhoria tem lugar quando são realizadas
obras pelo poder público que resultem em valorização da
propriedade imobiliária. Se o município, por exemplo, fizer
uma obra viária que resulte em aumento do valor de
mercado de um imóvel situado às suas margens, poderá
haver a instituição da referida contribuição (Schoueri, 2023).
O empréstimo compulsório pode ocorrer tanto para fins de
custeio relacionado a despesas extraordinárias, como em
casos de calamidade pública ou guerra externa, quanto para
suplantar a necessidade de investimento público de caráter
urgente, que seja de interesse nacional. Neste caso, somente
a União pode instituir tal tributo e, como se trata de um
empréstimo, deverá ser posteriormente devolvido ao
contribuinte, nas condições que a lei estabelecer (Costa,
2023).
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Por fim, é importante conhecer as contribuições especiais.
Trata-se de um gênero que comporta uma série de espécies,
isto é, contribuições com fatos geradores e finalidades
distintas, consoante previsões legais respectivas. Via de
regra, tais contribuições são de competência da União para
fins de instituição. Servem para o custeio da Seguridade
Social (saúde, assistência social e previdência social) e como
forma de intervenção no domínio econômico, por intermédio
das chamadas CIDEs (Contribuição de Intervenção no
Domínio Econômico). Há, ainda, a Contribuição Patronal
sobre a folha de pagamento, a contribuição para o Programa
de Integração Social e de Formação do Patrimônio do
Servidor Público (PIS/PASEP), a Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e a
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Os estados,
o Distrito Federal e os municípios também poderão instituir
contribuições sociais (previdenciárias) que incidirão sobre a
remuneração dos seus próprios servidores, para fins de
custeio do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)
(Carneiro, 2020).
Com isso, caro aluno, encerramos a primeira etapa dos
nossos estudos tributários. Já aprendemos bastante, não é
mesmo? Mas continuemos, pois ainda há muito o que
aprender!
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Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Nesta aula, exploramos os fundamentos da Teoria Geral do
Tributo. Nesse contexto, abordamos a definição legal de
tributo, discutimos as fontes formais do direito tributário, a
competência tributária e as espécies tributárias. Para
consolidar esse conhecimento, propusemos uma reflexão
sobre a influência da autonomia do direito tributário em
diversas áreas e a complexidade das fontes formais.
Como resposta às perguntas feitas no início da aula,
podemos destacar a interdisciplinaridade do direito
tributário, a importância dos elementos essenciais na
relação Estado-contribuinte e a influência significativa das
fontes formais na estrutura normativa do sistema tributário
brasileiro. Essa compreensão é fundamental para uma
análise crítica e aprofundada do tema, essencial a nossa
preparação para desafios futuros na área tributária.
Os elementos essenciais da definição legal de tributo
(prestação pecuniária, compulsoriedade e instituição por
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meio de lei) são fundamentais para a relação Estado-
contribuintes e para entender o funcionamento do sistema
tributário. Eles garantem a obrigação financeira dos
contribuintes de maneira justa e previsível, limitam o poder
de tributar do Estado e promovem segurança jurídica.
As fontes formais do direito tributário no Brasil (Constituição
Federal, leis ordinárias, complementares, tratados
internacionais e atos normativos) são cruciais na criação,
modificação e aplicação das normas tributárias, assegurando
a legalidade e a coerência do sistema fiscal.
Continue a explorar esses conceitos para uma compreensão
mais ampla do direito tributário. Até a próxima aula.
Saiba mais
Saiba mais
Quer aprofundar seus conhecimentos em espécies
tributárias? Então leia o Capítulo III do livro Curso de direito
tributário completo, de Leandro Paulsen:
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PAULSEN, L. Curso de direito tributário completo. 14. ed. São
Paulo: Saraiva, 2023. 
 
 
Referências
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AMARO, L. da S. Direito tributário brasileiro. 25. ed. São
Paulo: Saraiva, 2023.
BALEEIRO, A.; DERZI, M. A. M. Direito tributário brasileiro. 14.
ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018.
BRASIL. Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre
o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de
direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em:
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LEGISLAÇÃO EMPRESARIAL
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553627185/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml]!/4/2[cover]/2%4050:77
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm. Acesso
em: 6 dez. 2023.
CARNEIRO, C. Curso de direito tributário e financeiro. 9. ed.
São Paulo: Saraiva, 2020.
COSTA, R. H. Curso de direito tributário: constituição e código
tributário nacional. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2023.
MACHADO SEGUNDO, H. de B. Manual de direito tributário.
13. ed. Barueri: Atlas, 2023.
NOVAIS, R. Direito tributário facilitado. 6. ed. São Paulo:
Método, 2022.
PAULSEN, L. Curso de direito tributário completo.14. São
Paulo: Saraiva, 2023.
SABBAG, E. Direito tributário essencial. 9. ed. São Paulo:
Método, 2021.
SCHOUERI, L. E. Direito tributário. 12. ed. São Paulo: Saraiva,
2023.
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm
Aula 2
Obrigação e Responsabilidade Tributária
Obrigação e responsabilidade tributária
Obrigação e
responsabilidade tributária
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Nesta aula, exploraremos os conceitos de relação jurídico-
tributária, responsabilidade tributária e obrigação tributária.
Analisaremos a estrutura dessa relação, a distinção entre
contribuinte e responsável e o papel dos sócios em
sociedades empresárias. Em seguida, abordaremos o
surgimento da obrigação tributária com o fato gerador, as
penalidades por descumprimento de obrigações acessórias e
a importância do crédito tributário na arrecadação. Além
disso, discutiremos garantias e privilégios, proporcionando
uma base sólida para o entendimento do sistema tributário.
Vamos prosseguir com nosso aprendizado!
Para o desenvolvimento da aula, considere as seguintes
questões: como a distinção entre contribuinte e responsável
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms/a8ff020d-af3e-5f58-b6c4-e251a90d11e9.pdf
influencia a dinâmica da relação jurídico-tributária e quais
são as implicações práticas dessa diferenciação no âmbito
das obrigações tributárias? Diante das diversas formas de
responsabilidade tributária, qual você considera mais
relevante ou desafiadora no contexto empresarial? No que
diz respeito à obrigação tributária, como o descumprimento
das obrigações acessórias pode transformar-se em uma
obrigação principal? Quais são as implicaçõespráticas para o
contribuinte nesse cenário?
Vamos lá? Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Relação jurídico-tributária
A relação jurídico-tributária é o vínculo por meio do qual o
Estado (ente tributante), enquanto sujeito ativo, relaciona-se
com o sujeito passivo mediante previsão legal, atribuindo-lhe
determinada carga tributária. A hipótese de incidência traz
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em si o fato material da vida que a lei tributária optou por
considerar suficiente e necessário para efeito do nascimento
do liame obrigacional. Assim se estabelece a estrutura
basilar da relação jurídico-tributária, que legitima ao Estado
a incidência tributária e o avanço sobre o patrimônio e os
bens dos sujeitos passivos (as pessoas em geral).
No entanto, o Código Tributário Nacional (CTN), no art. 12,
estabelece uma distinção quanto ao sujeito passivo, que será
tanto o contribuinte, aquele que efetivamente pratica o fato
gerador do tributo (por exemplo, auferir renda para o IR,
propriedade de veículo automotor para o IPVA e propriedade
imobiliária para o IPTU), quanto o responsável, que poderá
ser um terceiro escolhido pela lei tributária para, em
algumas situações, suportar o dever de pagamento do
tributo (Amaro, 2023).
Assim, o responsável tributário será aquele incumbido, por
lei, ao pagamento do tributo, sem que tenha qualquer
relação direta e pessoal com o fato gerador. Dessa maneira,
fica bem fácil entender a diferença entre o contribuinte e o
responsável. Nesse contexto, é importante lembrar que a
responsabilidade tributária sempre decorre da lei, isto é,
independe da vontade das partes, caso se queira opor ao
fisco eventual acordo particular bilateral. Afinal, as
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convenções particulares vinculam as partes, mas não podem
ser opostas perante o fisco, que seguirá, exclusivamente, os
critérios legais (Schoueri, 2023).
O sujeito passivo da relação jurídico-tributária é o
contribuinte ou o responsável. A depender da situação
qualificada na lei tributária, um ou outro suportará o dever
de pagamento do tributo, independentemente de ter
praticado pessoalmente o fato gerador. 
Responsabilidade tributária
Tema da mais alta relevância no campo da responsabilidade
tributária é o papel dos sócios em uma sociedade
empresária. Diversas são as hipóteses de responsabilidade
nesse cenário, porém vamos nos concentrar, inicialmente,
nesse caso especial, previsto no art. 134, inciso VII, do CTN
(Brasil, 1966) e depois no art. 135, inciso III, também do CTN
(Brasil, 1966). A primeira situação diz respeito à prática de
ato não doloso pelos sócios, caso em que eles responderão
subsidiariamente pela dívida da sociedade. Mais comum, no
entanto, é a hipótese de o sócio ser responsabilizado por
obrigações tributárias quando praticar atos com violação de
poderes, lei, contrato social ou estatuto. Quando o sócio
administrador pratica ato fraudulento, sua responsabilidade
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tributária será pessoal e não solidária (junto com a pessoa
jurídica) ou subsidiária (depois de se avançar sobre o
patrimônio da pessoa jurídica). Neste caso, portanto, o sócio
que extrapolou os poderes foi além do que poderia e
responderá pessoalmente pelas obrigações tributárias
decorrentes do seu ato.
O tema dos coobrigados (duas ou mais pessoas obrigadas ao
adimplemento tributário) diz respeito à solidariedade,
matéria prevista nos arts. 124 e 125 do CTN. Isso ocorre
quando mais de uma pessoa tem interesse na situação que
constitui o fato gerador da obrigação principal e, depois, nos
casos especificados em lei. Um exemplo disso é a situação
na qual duas pessoas figuram como proprietárias de um
bem imóvel, por cujo IPTU ambas serão responsáveis. O fisco
municipal pode exigir, por se tratar de responsabilidade
solidária, a integralidade do montante devido tanto de um
quanto de outro, não havendo, inclusive, qualquer benefício
de ordem (isto é, primeiro cobraria de um, depois do outro).
No exemplo dado, caso um realize o pagamento, o outro se
aproveitará. Igualmente, caso haja a instituição de algum
benefício fiscal (isenção, por exemplo), este exonerará todos
os coobrigados, salvo se for benefício de caráter pessoal,
hipótese em que subsistirá, em relação ao restante (ou os
demais) a responsabilidade solidária pelo saldo do valor do
tributo.
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Ademais, a responsabilidade presumida, que surge no art.
134 do CTN, trata da circunstância segundo a qual a lei
atribui a determinadas pessoas a responsabilidade pelo
pagamento de tributos. Então, de acordo com a previsão
legal, verifica-se que os pais são responsáveis pelos tributos
devidos pelos filhos, como no exemplo dado quanto ao IPTU,
caso o filho menor seja proprietário. Da mesma maneira e
seguindo a mesma lógica, os tutores e os curadores são
responsáveis pelos tributos devidos pelos tutelados e
curatelados. Ademais, os administradores serão
responsáveis pelo pagamento dos tributos que decorram
dos bens porventura administrados. Por fim, no caso da
sucessão, o inventariante será responsável pelo
recolhimento dos tributos devidos pelo espólio (Schoueri,
2023).
Situação que merece total atenção no campo do direito
tributário aplicado às atividades empresariais é a
responsabilidade tributária decorrente de operações
societárias. Em uma primeira hipótese, o art. 132 do CTN diz
que a pessoa jurídica que porventura resultar de processos
de fusão, transformação ou incorporação, será responsável
pelos tributos devidos até essa data. Por isso é muito
comum, nesse tipo de operação, o conhecimento detalhado
dos tributos que já constituem passivo das pessoas jurídicas
objetos de tais atos (fusão, transformação ou incorporação),
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pois isso interferirá diretamente até mesmo nos custos do
negócio (Baleeiro; Derzi, 2018).
Além disso, caso uma pessoa jurídica seja extinta e algum
dos sócios dela continue, sob outra razão social, isto é,
mediante a constituição de nova empresa, a praticar a
mesma atividade econômica, também será responsável
pelas dívidas tributárias da antiga empresa. Então, o fato de
extinguir-se uma pessoa jurídica não faz com que os tributos
devidos desapareçam, sobretudo quando o sócio da pessoa
extinta continua na mesma atividade econômica a partir de
uma nova empresa, em tese, sem dívidas. Essa
responsabilização, aliás, encontra-se prevista no parágrafo
único do art. 132 do CTN (Brasil, 1966).
Por fim, é muito importante que se reconheça a
responsabilidade decorrida da operação de venda de um
estabelecimento comercial, sobretudo no meio empresarial,
no qual esse tipo de negócio é frequente (Schoueri, 2023). De
acordo com o disposto no art. 133 do CTN, a pessoa, seja
jurídica, seja natural, que adquirir de outro estabelecimento
comercial, industrial ou profissional, e continuar sob mesma
ou outra razão social a respectiva atividade econômica,
responderá pelos tributos devidos pelo estabelecimento até
a data do negócio. Porém, o CTN estabelece algumas
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situações diferentes quanto a essa responsabilidade. Em um
dos casos, quem adquirir o estabelecimento responderá
integralmente pela dívida tributária caso o alienante cesse a
exploração da atividade (Costa, 2023).
Outra situação decorrente da alienação de estabelecimento
comercial é a responsabilidade subsidiária. Nesse caso,
conforme o art. 133, inciso II, do CTN, o adquirente
responderá de maneira subsidiária com o alienante, caso se
prossiga na exploração da mesma atividade econômica ou
caso o alienante inicie, dentro de 6 (seis) meses, contados da
data da alienação, “nova atividade no mesmo ou em outro
ramo de comércio, indústria ou profissão” (Brasil, 1966, art.
133, inc. II).
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Obrigação tributária
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Dando sequência aos nossos estudos, vamos tratar, a partir
de agora, do nascimento da obrigação tributária.Assim
sendo, é relevante pontuar que é no campo da incidência
tributária que ocorre a formação da relação jurídica; logo
precisaremos adentrar a seara de estudo da obrigação
tributária e do crédito tributário. Isso se dá porque, com a
prática do fato gerador, aciona-se a hipótese de incidência
prevista abstratamente na lei, fazendo com que nasça aí,
posteriormente, a obrigação tributária. Nesse contexto,
quando se pratica determinado fato gerador, a lei tributária
incide nessa situação, tornando o sujeito-ativo (Estado, ente
tributante) autorizado a deflagrar os procedimentos
administrativos de cobrança e, de outro lado, o dever de o
sujeito-passivo pagar o tributo (Machado Segundo, 2023).
A obrigação tributária nasce com a prática do fato gerador,
isto é, quando um sujeito aufere renda (por exemplo), nasce
para ele a obrigação de pagar o Imposto de Renda para a
União. Assim, a obrigação tributária, na ótica da relação
jurídico-tributária, é tanto o dever de pagamento pelo sujeito
passivo quanto a obrigação de o sujeito ativo exigi-lo. A
obrigação tributária pode ser dividida em principal (o tributo
em si) e acessória (os chamados deveres instrumentais). Por
exemplo, no Imposto de Renda, é preciso enviar a
declaração anual, bem como, se for o caso, pagar o imposto
respectivo.
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Caso haja descumprimento da obrigação acessória, o sujeito
receberá uma penalidade, ou seja, uma multa, cujo valor
será acrescido ao montante principal do tributo (Carneiro,
2020). Dessa maneira, o descumprimento de uma obrigação
acessória, resultante na imposição de penalidade pecuniária,
faz com que tudo se torne obrigação principal. Logo, se não
houve a entrega de uma declaração, ou algum fazer ou não
fazer que a lei tributária tenha exigido como obrigação
acessória para aquele determinado caso, uma vez imposta a
penalidade, o valor desta converte-se em obrigação
principal, isto é, o contribuinte ou responsável deverá pagar
a integralidade do tributo devido, o qual, nesse caso, será
tanto o valor principal quanto aquele decorrente da
penalidade.
Lembre-se de que tributo não é sanção por ato ilícito, e o
que estamos dizendo é que apenas o valor de eventual
multa será acrescido ao pagamento do montante principal. A
multa poderá ser: moratória (demora no adimplemento do
tributo) de, no máximo, 20%; ou punitiva (prática de atos
fraudulentos) de, no máximo, 100% do valor do tributo,
segundo entendimento majoritário do Supremo Tribunal
Federal.
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Depois de originada a obrigação tributária a partir da prática
do fato gerador, o tributo será cobrado pela constituição do
chamado “crédito tributário”, que nada mais é do que o
direito subjetivo do fisco (ente tributante) de cobrar o valor a
partir da individualização respectiva, com a identificação do
montante, o tributo referido e o momento do pagamento. O
instituto do lançamento tributário e, assim, da constituição
do crédito tributário será estudado posteriormente.
É, sobretudo, por meio da arrecadação tributária que o
Estado poderá amealhar recursos tanto para o custeio da
máquina administrativa quanto para a consecução das
finalidades sociais previstas na Constituição Federal. Por
essa razão, o crédito tributário precisa se revestir de
proteções especiais, de modo a garantir que o Estado não
fique sem recebê-lo. É o caso das chamadas garantias e
privilégios do crédito tributário, previstas a partir do art. 183
do CTN.
As garantias servem para fins de melhor efetividade da
execução fiscal, que é a ação judicial por meio da qual o fisco
busca a satisfação do crédito. Já os privilégios dizem respeito
à posição do crédito tributário relativamente às execuções
coletivas, como numa falência (Schoueri, 2023).
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Alguns casos de garantias e privilégios relacionados ao
crédito tributário precisam ser conhecidos. O primeiro
aspecto é o da responsabilidade patrimonial, isto é, o sujeito
passivo responderá pelo pagamento do crédito tributário da
totalidade dos bens e das rendas, de qualquer origem ou
natureza, ressalvados aqueles bens considerados
absolutamente impenhoráveis, tal como descrito no art. 833
do Código de Processo Civil (Brasil, 2015).
Ademais, presume-se que há fraude à execução fiscal
quando o sujeito passivo dilapida o seu patrimônio enquanto
é devedor da Fazenda Pública, situação caracterizada
quando o crédito (não pago) é inscrito em dívida ativa (nada
mais do que um procedimento administrativo de inserção do
nome do contribuinte em cadastro de inadimplência). Por
fim, o crédito tributário terá preferência perante quaisquer
outros, ressalvados os trabalhistas.
Vamos Exercitar?
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Nesta aula, exploramos conceitos cruciais da relação
jurídico-tributária, da responsabilidade tributária e da
obrigação tributária. As perguntas reflexivas feitas no início
destacaram aspectos relevantes desses temas,
proporcionando insights para melhor compreensão do
funcionamento do sistema tributário.
A distinção entre contribuinte e responsável é vital para
determinar quem suporta o dever de pagamento do tributo.
Essa diferenciação tem implicações práticas na distribuição
de responsabilidades e pode impactar a gestão financeira
das partes envolvidas.
Diversas formas de responsabilidade tributária foram
abordadas, sendo crucial compreender como as ações dos
sócios, em especial, podem gerar responsabilidades
distintas. No ambiente empresarial, a responsabilidade dos
sócios pode influenciar significativamente as decisões e
estratégias de uma empresa.
O descumprimento das obrigações acessórias pode
transformar-se em uma obrigação principal, resultando em
penalidades que se somam ao valor do tributo devido. Isso
destaca a importância da conformidade com as obrigações
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acessórias para evitar custos adicionais e complicações
legais.
Com isso, chegamos ao final de mais uma seção.
Aprendemos muito até aqui, mas o trabalho ainda não
acabou! Vamos em frente!
Saiba mais
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Se você deseja aprofundar seus estudos em obrigação e
responsabilidade tributária, leia os Capítulos 23 e 24 do livro
Manual de direito tributário, de Eduardo Sabbag.
SABBAG, E. Manual de direito tributário. 15. ed. São Paulo:
Saraiva, 2023. 
 
 
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553625983/epubcfi/6/8%5B%3Bvnd.vst.idref%3DFolhaDeRosto.xhtml%5D!/4%5BManuaDireitoTributario_15ed_Ebook_s_linha%5D/2/2%5B_idContainer001%5D/2%4051:3
Referências
Referências
AMARO, L. Direito tributário brasileiro. 25. ed. São Paulo:
Saraiva, 2023.
BALEEIRO, A.; DERZI, M. A. M. Direito tributário brasileiro. 14.
ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018.
BRASIL. Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre
o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de
direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm. Acesso
em: 6 dez. 2023.
CARNEIRO, C. Curso de direito tributário e financeiro. 9. ed.
São Paulo: Saraiva, 2020.
COSTA, R. H. Curso de direito tributário: constituição e código
tributário nacional. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2023.
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm
MACHADO SEGUNDO, H. de B. Manual de direito tributário.
13. ed. Barueri: Atlas, 2023.
SABBAG, E. Manual de direito tributário. 15. ed. São Paulo:
Saraiva, 2023.
SCHOUERI, L. E. Direito tributário. 12. ed. São Paulo: Saraiva,
2023.
Aula 3
Crédito Tributário E Lançamento
Crédito tributário e lançamento
Crédito tributário e
lançamento
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Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Bons estudos!
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Ponto de Partida
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Olá, estudante!
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Nesta aula, exploraremos as modalidades de lançamento
tributário, destacando o papel do contribuinte nas etapas de
ofício por declaração e homologação. Abordaremos também
questões temporais, como decadência e prescrição, e as
hipóteses de suspensão do crédito tributário. Além disso,
discutiremos as causas de extinção, exclusão, isenção e
anistia, juntamente com a análise de ações judiciais, como as
declaratórias, as anulatórias e o mandado de segurança.
Esses temas são fundamentais para a compreensão da
dinâmica da relação entre contribuintes e o fisco, no
contexto tributário.
Diante disso, tome como base para reflexão as seguintes
questões: como as diferentes modalidades de lançamento
tributário refletem a interação entre o contribuinte e a
autoridade administrativa na constituição do crédito
tributário? Diante das causas de extinção, qual a importância
desses mecanismos na dinâmica da relação jurídico-
tributária e como eles afetam tanto o contribuinte quanto a
autoridade fiscal? Considerando as hipóteses de exclusão do
crédito tributário, analise o impacto desses instrumentos na
política tributária e na relação entre o Estado e os
contribuintes.
Bons estudos!
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Vamos Começar!
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Modalidades de lançamento
De início, é fundamental revisitarmos a ideia de crédito
tributário e sua constituição pelo lançamento. Crédito
tributário é o direito que o Estado tem de exigir do
contribuinte o pagamento de um tributo. Em outras
palavras, é o valor que o contribuinte deve ao fisco,
decorrente da obrigação legal de pagar um imposto, taxa,
contribuição de melhoria ou qualquer outra espécie de
tributo. Esse crédito surge quando ocorre a situação definida
em lei como necessária para que o tributo seja devido. Por
exemplo, no caso do Imposto de Renda, o crédito tributário
surge quando se verifica que o contribuinte possui renda
tributável e está sujeito à alíquota correspondente.
O crédito tributário surge com a obrigação tributária e é
formalizado por meio do lançamento. De acordo com o art.
142 do CTN (Brasil, 1966, art. 142, caput), o lançamento
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tributário é “o procedimento administrativo tendente a
verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação
correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o
montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e,
sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível”.
Portanto, o lançamento é ato privativo da autoridade
administrativa, porquanto importa na criação de
obrigatoriedade de o sujeito passivo realizar o pagamento do
tributo devido. Ele conta com algumas espécies, que variarão
conforme o contribuinte participe mais ou menos desse
procedi- mento (Schoueri, 2023). Isso é o que veremos a
partir de agora.
O lançamento de ofício é aquele que parte exclusivamente
da autoridade administrativa, não havendo, então, qualquer
participação do contribuinte na apuração do tributo devido.
O melhor exemplo disso é o IPTU: nessa situação, o
município realiza o cálculo do imposto com base no valor
venal do imóvel e simplesmente envia o carnê para o
contribuinte pagá-lo. É importante pontuar que o
lançamento de ofício tem um caráter substitutivo em relação
aos demais, isto é, sempre que o contribuinte lançar alguma
informação de forma incorreta, o fisco realizará de ofício,
prestigiando a forma correta.
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O lançamento por declaração é quando há participação do
contribuinte ou de terceiros, ou seja, é com base nas
declarações enviadas por eles que o fisco calculará o tributo
devido. Ocorre quando o lançamento é realizado pelo sujeito
passivo ou terceiro, que entrega ao Poder Público uma
declaração em que devem constar todas as informações
sobre a matéria de fato, para que seja calculado o montante
devido e seja viabilizado o posterior lançamento do crédito
pelo fisco.
Por fim, no lançamento por homologação, a forma mais
comum, há grande participação do contribuinte (por
exemplo: ITCMD). Nesse caso, o contribuinte apura o valor,
envia para o fisco e já realiza o pagamento. Após isso, o fisco
homologa (valida) ou não aquilo que o contribuinte enviou e
pagou (Sabbag, 2021). A homologação pode ser tácita ou
expressa: esta acontece quando o fisco se manifesta de
modo inequívoco, validando as informações e o pagamento
feito pelo contribuinte; já aquela ocorre pelo decurso de 5
(cinco) anos, período durante o qual o fisco não se
manifesta. Somente após esse prazo é que se considera feita
a homologação.
Decadência e prescrição
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É preciso que se diga que a relação jurídico-tributária não é
eterna: realizado o fato gerador pelo contribuinte, o fisco
terá determinado prazo para que se constitua o crédito
tributário por meio do lançamento. Depois de vislumbrado o
fato gerador e a obrigação tributária, o fisco terá um prazo
decadencial de 5 (cinco) anos para constituir o crédito
tributário. Para cada tipo de lançamento, o prazo é contado
de maneira diferente (Costa, 2023). No lançamento de ofício,
são 5 (cinco) anos contados a partir do primeiro dia do
exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter
sido efetuado. No lançamento por declaração, 5 (cinco) anos
a partir do envio da declaração pelo contribuinte ou terceiro.
No lançamento por homologação, o prazo também será de 5
(cinco) anos a partir da ocorrência do fato gerador.
A prescrição é o outro instituto, ao lado da decadência, que
torna a relação jurídico-tributária limitada quanto à sua
exequibilidade, isto é, limitação no tempo. Quando da
constituição do crédito tributário, se não houver pagamento
ou impugnação ou, em havendo impugnação e conclusão do
eventual processo administrativo fiscal, esgotado o prazo
para pagamento, começa a fluir o prazo prescricional de
cinco anos para a Fazenda Pública propor a execução fiscal.
Tais prazos existem para que a relação jurídico-tributária não
seja eterna, o que geraria insegurança jurídica aos sujeitos
passivos (Amaro, 2023; Schoueri, 2023).
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Tanto os institutos da decadência quanto os da prescrição
figuram como importantes mecanismos de controle do
poder estatal em matéria tributária; inclusive, são
modalidades de extinção do crédito tributário, tal como
consta no art. 156, inciso V, do CTN. A partir de agora,
precisamos estudar como tal crédito, a princípio exigível,
poderá ter sua exigibilidade suspensa, isto é, muito embora
constituído, não poderá ser cobrado pelo fisco.
Uma vez constituído o crédito, o contribuinte pode não
concordar com o lançamento efetuado em dada situação.
Outra possibilidade é quando o contribuinte se encontra
inadimplente perante o fisco e deseja buscar um
parcelamento para regularizar tal estado. Assim, surgem as
hipóteses de suspensão do crédito tributário, previstas no
art. 151 do CTN, que estudaremos a partir de agora.
Hipóteses de suspensão da
exigibilidade do crédito tributário
De acordo com o CTN:
Art. 151. suspendem a exigibilidade do crédito tributário:
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I - moratória;
II - o depósito do seu montante integral;
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis
reguladoras do processo tributário administrativo;
IV - a concessão de medida liminar em mandado de
segurança.
V - a concessão de medida liminar ou de tutela
antecipada, em outras espécies de ação judicial;
VI – o parcelamento.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o
cumprimento das obrigações assessórios dependentes da
obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela
consequentes (Brasil, 1966, art. 151, inc. I-IV e parágrafo
único; Brasil, 2001, art. 151, inc. V e VI). 
A moratória é algo muito parecido com o parcelamento,pois
é também uma espécie de dilação, alargamento de prazo
para pagamento de tributo atrasado (vencido). Para tanto, é
preciso previsão legal pelo ente competente na qual conste a
forma de tal dilação (número de meses, juros, exigência ou
não de garantias). A adesão do contribuinte a tal
parcelamento importa em confissão de dívida. Durante o
parcelamento (ou moratória), o fisco não poderá cobrar
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(exigir) o tributo. No segundo caso, se o contribuinte não
concordar com determinado lançamento, pode ingressar
com uma ação judicial (uma anulatória, por exemplo), mas
isso não garante que o fisco não o cobrará ainda assim.
Logo, o sujeito pagante tem a possibilidade de depositar em
juízo o montante integral que está representado o crédito,
suspendendo, assim, a exigibilidade pelo fisco (Baleeiro;
Derzi, 2018).
Quanto às reclamações e aos recursos administrativos,
temos o seguinte: quando o contribuinte recebe a
notificação de lançamento do tributo ou de auto de infração,
poderá impugná-la na esfera administrativa. Cada ente
tributante pode estabelecer um prazo para tal impugnação,
por meio de lei, mas, geralmente, o prazo é de 30 dias a
contar do recebimento da notificação. Quando apresentada
a impugnação, instaura-se o processo administrativo e a
exigibilidade fica suspensa até seu término, de modo que,
nesse período, o fisco não pode cobrar o respectivo tributo.
Em primeira instância, o processo é julgado por uma
delegacia de julgamento composta por pessoas ligadas à
Administração Pública; em segunda instância, por um
tribunal administrativo.
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No plano federal, esse tribunal é o Conselho Administrativo
de Recursos Fiscais (CARF). Nos estados, variará conforme a
lei, assim como nos municípios. No estado de São Paulo, por
exemplo, é o Tribunal de Impostos e Taxas (TIT). Se o
contribuinte vencer o processo administrativo, tem-se a
chamada coisa julgada (não se pode mais discuti-la nem na
esfera judicial). Entretanto, se a decisão for contrária, o
contribuinte pode rediscuti-la integralmente no Judiciário,
por meio da competente ação judicial (Sabbag, 2021).
As hipóteses de concessão de medida liminar em mandado
de segurança e de concessão de liminar ou tutela antecipada
(tutela provisória de urgência em caráter antecipado, no
novo Código de Processo Civil) em outras espécies de ação
judicial seguem, basicamente, a mesma lógica. No direito
tributário, importam as liminares concedidas em mandado
de segurança e em ações declaratórias e anulatórias. Em
geral, os requisitos da liminar são o fumus boni iuris e o
periculum in mora. O primeiro é o fato de o direito ser
plausível, o segundo é a demonstração de urgência da
medida (Amaro, 2023).
Quanto ao parcelamento, vale o mesmo que já falamos
sobre a moratória. Durante o pagamento parcelado, no
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prazo, a exigibilidade está suspensa e o fisco não poderá
cobrar o tributo.
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Causas de extinção do crédito
tributário
De acordo com o CTN:
Art. 156. Extinguem o crédito tributário:
I - o pagamento;
II - a compensação;
III - a transação;
IV - remissão;
V - a prescrição e a decadência;
VI - a conversão de depósito em renda;
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VII - o pagamento antecipado e a homologação do
lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus
§§ 1º e 4º;
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do
disposto no § 2º do artigo 164;
IX - a decisão administrativa irreformável, assim
entendida a definitiva na órbita administrativa, que não
mais possa ser objeto de ação anulatória;
X - a decisão judicial passada em julgado.
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e
condições estabelecidas em lei
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da
extinção total ou parcial do crédito sobre a ulterior
verificação da irregularidade da sua constituição,
observado o disposto nos artigos 144 e 149 (Brasil, 1966,
art. 156, inc. I-X e parágrafo único; Brasil, 2001, art. 156,
inc. XI). 
Já vimos que, diante da relação jurídico-tributária
estabelecida entre o ente tributante e o contribuinte, o
caminho natural é o adimplemento do tributo. Esse tema
adentra o campo das causas de extinção do crédito
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tributário, que fazem com que, naturalmente, a relação
jurídico-tributária perca o seu objeto central, que é a própria
cobrança do tributo. Essa cobrança pode estar suspensa, nas
situações que já vislumbramos, mas não é certo que essa
suspensão resulte em extinção, pois há outras possibilidades
e nuances, previstas no art. 156 do CTN, que importam no
desaparecimento da própria obrigação tributária, a qual
passaremos a estudar a partir de agora (Costa, 2023).
O pagamento é a forma natural de extinção do crédito
tributário, pois é, em princípio, o dever básico do
contribuinte diante do lançamento ou do auto de infração,
desde que corretamente constituídos, segundo os
parâmetros legais.
A compensação é quando os sujeitos ativo e passivo da
relação tributária são, ao mesmo tempo, credores e
devedores uns dos outros. A compensação só é possível no
direito tributário caso exista lei prevendo tal hipótese e só
cabe relativamente ao mesmo ente tributante.
A transação é um acordo celebrado entre as partes da
relação jurídico-tributária para fins de extinção da obrigação
tributária. Também, só é possível quando houver previsão
legal (Schoueri, 2023).
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A remissão é o perdão do crédito tributário concedido pelo
Fisco ao contribuinte. É o perdão do tributo em si e não da
multa (cujo caso será estudado mais adiante). Nesse caso, é
preciso lei que autorize a remissão, pois, sem ela, é
impossível a utilização do instituto.
A prescrição, para o fisco, surge com o decurso do prazo de
cinco anos a contar da constituição definitiva do crédito
tributário para a cobrança judicial respectiva (execução
fiscal). Para o contribuinte, por exemplo, na restituição do
indébito, o prazo também é de cinco anos, contados na
forma do art. 165 do CTN (um exemplo é o pagamento de
tributo a mais).
A decadência para o fisco diz respeito ao prazo para o
lançamento. Para o contribuinte, a decadência tem a ver com
o prazo de que dispõe para pleitear, na esfera
administrativa, a restituição de valor pago a mais ou de
forma indevida (no geral 30 dias).
A conversão do depósito em renda lembra a causa de
suspensão vista anteriormente. Se o contribuinte perder a
ação, o valor depositado servirá para quitação do tributo
(Carneiro, 2020).
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O pagamento antecipado e a homologação dizem respeito
aos tributos sujeitos a lançamento por homologação, como
já visto, em que há grande participação do contribuinte na
constituição do crédito tributário. Nesse contexto, o
contribuinte apura o devido, preenche a guia de
recolhimento e paga o tributo. O fisco poderá homologá-lo
posteriormente. Caso o faça, há aí a extinção do crédito
tributário, na hipótese tratada.
A consignação em pagamento se trata de ação judicial na
qual o contribuinte deposita em juízo o valor do tributo
devido quando o fisco se recusa a recebê-lo ou quando o
contribuinte tem dúvida com relação a qual ente tributante
deverá receber o pagamento. Decidida a questão, o depósito
feito em consignação será convertido em renda, extinguindo-
se o crédito tributário respectivo (Machado Segundo, 2023).
Também extinguem o crédito tributário a decisão
administrativa irreformável e a sentença judicial que tiver
transitado em julgado. Como já vimos, o contribuinte, diante
da notificação do lançamento, poderá questioná-lo na esfera
administrativa do ente tributante. Caso ele vença, há coisa
julgada administrativa, extinguindo-se o crédito tributário.
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Da mesma forma, caso ele perca ou ajuíze diretamente com
uma ação judicial, caso saia vencedor e ocorrao trânsito em
julgado, haverá, igualmente, a extinção do crédito tributário.
Por fim, a dação de bens imóveis em pagamento é quando a
lei editada pelo ente tributante autoriza que o contribuinte
dê um bem imóvel como pagamento. Por exemplo, se
houver tal lei em um município, é possível que o contribuinte
entregue seu imóvel para pagar eventual dívida de IPTU.
Causas de exclusão do crédito
tributário
As causas de exclusão do crédito tributário impedem que o
tributo seja efetivamente constituído. Logo, atuam antes
mesmo do lançamento. Há o fato gerador, há o nascimento
da obrigação tributária, mas a lei, naquele caso, impede a
constituição do crédito. São, então, duas as hipóteses de
exclusão: a isenção e a anistia (Schoueri, 2023).
Isenção nada mais é do que a dispensa legal do pagamento
do tributo concedida pelo ente tributante. Vale lembrar que
somente o ente competente poderá deliberar, por meio de
lei, a concessão de isenção para o respectivo tributo. Já a
anistia é o perdão relativamente à penalidade pecuniária
incidente sobre o tributo, uma multa, por exemplo.
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Vale lembrar que a anistia não se confunde com a remissão,
que é perdão do tributo em si, o que extingue o crédito
tributário. Já a anistia recai somente sobre a penalidade, de
modo que, caso haja anistia também, pode ainda subsistir o
dever de pagamento do tributo – excluindo-se apenas as
penalidades porventura impostas. Tanto na isenção quanto
na anistia, o contribuinte ainda terá de cumprir com as
obrigações tributárias acessórias. Por exemplo, embora
isento ou anistiado, ainda deverá apresentar declarações,
documentos acessórios, etc.
Um último comentário precisa ser feito quanto a algumas
ações judiciais tipicamente utilizadas no âmbito tributário,
visto que é importante você saber um pouco sobre elas e
para o que servem. Isso porque, por meio delas, também é
possível, conforme o caso, a obtenção da Certidão Negativa
ou da Certidão Positiva com efeito de Negativa, já
comentadas. São três as principais: ação declaratória, ação
anulatória e mandado de segurança. No geral, é por meio
dessas ações que serão discutidas, no âmbito judicial, as
questões da incidência tributária, como o cabimento e a
extensão do tributo em si e das penalidades aplicadas, por
exemplo (Schoueri, 2023).
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Essas são as ações mais importantes e recorrentes no direito
tributário. As ações declaratória e anulatória seguem o rito
comum do direito processual civil brasileiro, isto é, são mais
extensas, complexas e marcadas por uma ampla
possibilidade probatória (podem ser apresentados
documentos, laudos técnicos periciais, prova testemunhal,
etc.). A ação declaratória serve justamente para a declaração
da existência ou da inexistência de relação jurídico-tributária,
isto é, para dizer que, em dado caso, não houve incidência
de determinado tributo, conforme suposto pelo fisco
inicialmente. Tal ação é manejada, geralmente, antes do
lançamento tributário, ou seja, antes de constituído o crédito
tributário (Costa, 2023; Machado Segundo, 2023).
A ação anulatória, por sua vez, ocorre a partir do
lançamento, pois tem o condão de anulá-lo em virtude da
ocorrência de algum vício, como no exemplo de uma pessoa
que recebe auto de infração por ocultamento de bens: se a
pessoa demonstrar que não houve tal ocultamento, mas um
erro do fisco, o lançamento será anulado (Schoueri, 2023).
Por fim, o mandado de segurança (Lei nº 12.016/2009) é uma
ação constitucional que tutela o direito líquido e certo, que
corre por rito especial e depende de prova pré-constituída
(sem dilação probatória, geralmente apresentam-se apenas
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documentos a partir dos quais o juiz poderá perceber,
imediatamente, a presença do direito reclamado). O
mandado de segurança pode ser usado como sucedâneo
tanto de uma ação anulatória, quanto de uma ação
declaratória, desde que impetrado no prazo decadencial de
120 dias, a contar da ciência do ato coator que violou o
direito líquido e certo. A vantagem é que, caso o contribuinte
perca, não pagará honorários de sucumbência (valores
devidos ao advogado da parte contrária quando se perde
uma disputa em uma ação judicial na qual não tenham sido
deferidos os benefícios da gratuidade de justiça), como nos
demais casos.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Nesta aula, exploramos profundamente as nuances do
lançamento tributário, desde suas modalidades até as
causas de extinção e exclusão do crédito tributário. Ao
refletir sobre as perguntas propostas, percebemos como a
dinâmica entre contribuintes e o fisco é complexa e regulada
por uma série de institutos legais.
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O crédito tributário é o direito do Estado de exigir do
contribuinte o pagamento de um tributo. Os diferentes tipos
de lançamento tributário refletem a forma como a relação
entre o contribuinte e a autoridade administrativa se
estabelece na constituição do crédito tributário, com a maior
ou menor participação do contribuinte nesse ato, que é
privativo da autoridade administrativa.
As causas de extinção do crédito tributário, como
pagamento, prescrição e decadência, são importantes para
regularizar a situação fiscal do contribuinte e limitar a
atuação da autoridade fiscal. Já as hipóteses de exclusão,
como isenção e anistia, são instrumentos na política
tributária que influenciam a relação entre Estado e
contribuinte, buscando equilíbrio e incentivos econômicos.
O entendimento das diferentes formas de lançamento, das
causas de extinção e exclusão, bem como das ações judiciais
pertinentes é crucial para uma visão abrangente do direito
tributário. Esses conhecimentos não apenas fortalecem sua
compreensão teórica, mas também oferecem insights
valiosos sobre a prática e os desafios enfrentados pelos
agentes nesse cenário. Continue explorando esses conceitos,
pois são fundamentais para uma atuação informada e
estratégica no contexto tributário.
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Até a próxima aula!
Saiba mais
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Quer aprofundar seus conhecimentos nas causas de
suspensão, exclusão e exclusão do crédito tributário? Então
leia os Capítulos XVIII, XIX e XX do livro Curso de direito
tributário completo, de Leandro Paulsen:
PAULSEN, L. Curso de direito tributário completo. 14. ed. São
Paulo: Saraiva, 2023. 
 
 
Referências
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786553627185/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover.xhtml]!/4/2[cover]/2%4050:77
Referências
AMARO, L. da S. Direito tributário brasileiro. 25. ed. São
Paulo: Saraiva, 2023.
BALEEIRO, A.; DERZI, M. A. M. Direito tributário brasileiro. 14.
ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018.
BRASIL. Lei n° 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre
o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de
direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios.
Brasília: Presidência da República, 1966. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm. Acesso
em: 6 dez. 2023.
BRASIL. Lei Complementar nº 104, de 10 de janeiro de 2001.
Altera dispositivos da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966
– Código Tributário Nacional. Brasília: Presidência da
República, 2001. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp104.htm.
Acesso em: 28 abr. 2024.
CARNEIRO, C. Curso de direito tributário e financeiro. 9. ed.
São Paulo: Saraiva, 2020.
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5172.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp104.htm
COSTA, R. H. Curso de direito tributário: constituição e código
tributário nacional. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2023.
MACHADO SEGUNDO, H. de B. Manual de direito tributário.
13. ed. Barueri: Atlas, 2023.
PAULSEN, L. Curso de direito tributário completo.14. São
Paulo: Saraiva, 2023.
SABBAG, E. Direito tributário essencial. 9. ed. São Paulo:
Método, 2021.
SCHOUERI, L. E.Direito tributário. 12. ed. São Paulo: Saraiva,
2023.  
Aula 4
Regimes Tributários
Regimes tributários
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Nesta aula, exploraremos quatro regimes tributários
essenciais: Simples Nacional, lucro real, lucro presumido e
Simples Doméstico. Nesse contexto, veremos como o
Simples Nacional simplifica a tributação para micro e
pequenas empresas; entenderemos como é feito o cálculo
do lucro real com base no lucro efetivo e quais são suas
modalidades (anual e trimestral); analisaremos alíquotas
sobre a receita do lucro presumido e suas implicações; e, por
fim, abordaremos o Simples Doméstico, um regime unificado
para empregadores domésticos. Prepare-se, portanto, para
uma aula prática e detalhada sobre as nuances tributárias
desses regimes.
Como de praxe, ao longo de seus estudos, reflita sobre as
seguintes questões: como o Simples Nacional proporciona
simplificação na tributação para micro e pequenas
empresas? Quais são as vantagens e desvantagens desse
regime em comparação com o lucro real e o lucro
presumido? No contexto do lucro real, quais são as
considerações que as empresas devem fazer ao escolher
entre o regime anual e o trimestral? Como essas escolhas
impactam o recolhimento de impostos ao longo do ano? No
regime de lucro presumido, como a margem de lucro
presumida influencia as alíquotas de Imposto de Renda da
Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL)? Quais fatores as empresas devem considerar
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ao decidir entre lucro presumido e outros regimes
tributários?
Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Simples Nacional
A Lei Complementar (LC) nº 123/2006 instituiu o Simples
Nacional como um regime tributário que oferece às
microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) a
possibilidade de simplificar a apuração e o recolhimento de
diversos tributos. Com isso, essas empresas podem
substituir o cálculo individual de cada imposto devido por
um único valor mensal, baseado no percentual sobre a
receita bruta.
O microempreendedor individual (MEI) pode aderir a esse
regime optando pelo pagamento de impostos e
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contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores
fixos mensais, independentemente da receita bruta mensal,
conforme os arts. 18-A a 18-F da LC nº 123/2006, que foram
alterados por leis complementares subsequentes: LC nº
147/2014, LC nº 155/2016 e LC nº 188/2021. Para os fins do
Simples Nacional, o microempreendedor individual é
considerado empresário individual ou empreendedor que
realiza atividades de industrialização, comercialização e
prestação de serviços no âmbito rural, com receita bruta de
até R$ 81.000,00.
O Simples Nacional abrange o recolhimento, por meio de um
único documento, não apenas de impostos e contribuições
federais, como IRPJ, Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI), CSLL, Contribuição para Financiamento da Seguridade
Social (COFINS), Programa de Integração Social/Programa de
Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e
contribuição previdenciária da empresa, mas também do
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e
do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). No
entanto, outros tributos e algumas situações de substituição
tributária não estão inclusos, como Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF), Imposto de Importação (II),
Imposto de Exportação (IE), Imposto sobre a Propriedade
Territorial Rural (ITR), imposto de renda de aplicações
financeiras, imposto de renda sobre ganhos de capital na
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alienação de bens do ativo permanente, contribuição
previdenciária do trabalhador e ICMS em operações ou
prestações sujeitas ao regime de substituição tributária,
entre outros. O art. 13 da LC nº 123/2006 especifica os
tributos incluídos e excluídos.
Ao aderir ao Simples Nacional, a empresa não pode
acumular esse regime com as prerrogativas específicas da
tributação individual de cada imposto, como a apropriação
de créditos de ICMS ou suspensões de IPI. Conforme decisão
do STJ, o Simples Nacional representa um sistema de
arrecadação que estabelece um pagamento único, excluindo
qualquer outra vantagem concedida a outras empresas.
O Simples Nacional é uma opção para o contribuinte, mas
obriga os estados e os municípios a adotarem esse regime. O
recolhimento é realizado por meio de um documento único
criado pelo Comitê Gestor, e os valores são repassados a
cada ente político de acordo com sua participação, conforme
estabelecido pelos arts. 21, inciso I, e 22 da LC nº 123/2006.
A classificação das pessoas jurídicas como microempresas
ou empresas de pequeno porte depende de sua receita
bruta anual. Conforme o art. 3º da LC nº 123/2006,
considera-se microempresa aquela que obtiver receita bruta
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de até R$ 360.000,00 no ano-calendário, enquanto empresa
de pequeno porte é aquela com receita bruta superior a R$
360.000,00 até R$ 4.800.000,00. Para o recolhimento do
ICMS e do ISS no Simples Nacional, o limite máximo é de R$
3.600.000,00, conforme o novo art. 13-A da LC nº 123/2006,
acrescido pela LC nº 155/2016 (Paulsen, 2023).
Nesse intervalo de receita bruta, a manutenção no Simples
não se aplica integralmente: seus efeitos são relativos
apenas aos tributos federais. Além disso, de acordo com o
art. 19 da LC nº 123/2006, com redação da LC nº 155/2016,
os Estados com participação no Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro de até 1% podem optar por aplicar um sublimite
para o recolhimento do ICMS no Simples Nacional em seus
territórios, para empresas com receita bruta anual de até R$
1.800.000,00.
Importante ressaltar que, embora o termo utilizado seja
"receita bruta", a lei a define como o produto da venda de
bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos
serviços prestados e o resultado nas operações de conta
alheia, restringindo-a à noção de faturamento. Por força da
LC nº 147/2014, as receitas auferidas no mercado interno e
as de exportação são consideradas separadamente para o
enquadramento como microempresa ou empresa de
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pequeno porte, de modo que cada campo deve manter-se
dentro dos limites de receita bruta anual. Isso permite que a
empresa tenha receitas internas até o limite e receitas de
exportação até o limite, nos termos do § 14 do art. 3º da LC
nº 123/2006, com redação da LC nº 147/2014. Para
determinar a alíquota a ser paga, as receitas internas e de
exportação também são consideradas separadamente
(Paulsen, 2023).
É importante observar que nem todas as empresas com
receita bruta inferior ao limite podem optar pelo Simples
Nacional. O art. 17 da LC nº 123/2006 estabelece uma lista de
vedações ao ingresso no Simples Nacional, incluindo
empresas com sócio domiciliado no exterior, prestadoras de
serviços de comunicação, decorrentes de atividades
intelectuais, técnicas, científicas, desportivas, artísticas ou
culturais, aquelas que realizam cessão ou locação de mão de
obra, entre outras.
A escolha pelo Simples Nacional implica a aceitação do uso
de um sistema de comunicação eletrônica para receber
intimações e notificações, incluindo indeferimento de opção,
exclusão do regime e ações fiscais, conforme o art. 16, § 1º-A,
da LC nº 123/2006, acrescido pela LC nº 139/2011.
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O Simples Nacional, que representa uma sistemática de
tributação simplificada, adequada à estrutura das
microempresas e das empresas de pequeno porte, não é um
benefício

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