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Questões resolvidas

Caso: prefeito em segundo mandato consecutivo, com contas do primeiro mandato julgadas irregulares pelo TCE, com imputação de débito. Renúncia em março de 2026 para concorrer a deputado estadual. O MPE ajuizou AIRC com base na alínea "g" do inciso I do art. 1º da LC 64/1990.
Questão 4 (1,5 pt) – rejeição de contas e alínea "g"
a) A mera rejeição de contas pelo tribunal de contas basta para a inelegibilidade?
Não. A rejeição é apenas um dos requisitos. A alínea "g" exige, cumulativamente:
1. Contas rejeitadas por irregularidade insanável, em decisão do órgão competente. O TCE é o órgão competente, pois julgou contas de gestão com imputação de débito.
2. Ato doloso de improbidade administrativa reconhecido na decisão. Dano ao erário culposo não basta.
3. Decisão irrecorrível, não suspensa nem anulada pelo Judiciário.
4. Prazo de inelegibilidade contado a partir da decisão, conforme a redação vigente.
A LC 219/2025 alterou a LC 64/1990 nesses pontos, inclusive quanto ao prazo. Confira o texto atual antes de responder, pois a redação da prova pode ser anterior à reforma.
b) A alegação de ausência de ato doloso afasta, por si só, a inelegibilidade?
Não, por si só. Ela precisa ser verificada no conteúdo da decisão do TCE. Se o órgão reconheceu dolo, a defesa não pode simplesmente negá-lo na Justiça Eleitoral. Se a decisão não reconheceu dolo na improbidade, a inelegibilidade cai, porque um requisito cumulativo faltaria.
O segundo argumento da defesa, sobre ausência de enriquecimento ilícito, é fraco. Enriquecimento ilícito é elemento do art. 9º da Lei 8.429/1992. Dano ao erário doloso (art. 10) configura improbidade mesmo sem enriquecimento. O argumento forte é o primeiro, sobre dolo.

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Questões resolvidas

Caso: prefeito em segundo mandato consecutivo, com contas do primeiro mandato julgadas irregulares pelo TCE, com imputação de débito. Renúncia em março de 2026 para concorrer a deputado estadual. O MPE ajuizou AIRC com base na alínea "g" do inciso I do art. 1º da LC 64/1990.
Questão 4 (1,5 pt) – rejeição de contas e alínea "g"
a) A mera rejeição de contas pelo tribunal de contas basta para a inelegibilidade?
Não. A rejeição é apenas um dos requisitos. A alínea "g" exige, cumulativamente:
1. Contas rejeitadas por irregularidade insanável, em decisão do órgão competente. O TCE é o órgão competente, pois julgou contas de gestão com imputação de débito.
2. Ato doloso de improbidade administrativa reconhecido na decisão. Dano ao erário culposo não basta.
3. Decisão irrecorrível, não suspensa nem anulada pelo Judiciário.
4. Prazo de inelegibilidade contado a partir da decisão, conforme a redação vigente.
A LC 219/2025 alterou a LC 64/1990 nesses pontos, inclusive quanto ao prazo. Confira o texto atual antes de responder, pois a redação da prova pode ser anterior à reforma.
b) A alegação de ausência de ato doloso afasta, por si só, a inelegibilidade?
Não, por si só. Ela precisa ser verificada no conteúdo da decisão do TCE. Se o órgão reconheceu dolo, a defesa não pode simplesmente negá-lo na Justiça Eleitoral. Se a decisão não reconheceu dolo na improbidade, a inelegibilidade cai, porque um requisito cumulativo faltaria.
O segundo argumento da defesa, sobre ausência de enriquecimento ilícito, é fraco. Enriquecimento ilícito é elemento do art. 9º da Lei 8.429/1992. Dano ao erário doloso (art. 10) configura improbidade mesmo sem enriquecimento. O argumento forte é o primeiro, sobre dolo.

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Respostas	–	2º	Instrumento	Avaliativo	–	2026.2
Direito	Eleitoral	·	FATEPI
Questão	1	(0,5	pt)
Gabarito	provável:	A	(apenas	o	item	I	está	certo)
I	–	Correto.	Preparar,	organizar	e	administrar	o	processo	eleitoral	é	a	função	administrativa	da	Justiça
Eleitoral.
II	–	Errado.	Ao	TSE	cabe	julgar	originariamente	apenas	o	registro	de	candidatura	à	Presidência	e	à	Vice-
Presidência.	O	registro	de	candidatos	ao	Senado	é	de	competência	originária	dos	TREs.
III	–	Errado.	O	Código	Eleitoral	(art.	1º,	§3º)	veda	que	parentes,	consanguíneos	ou	afins	até	o	segundo
grau,	integrem	simultaneamente	o	mesmo	tribunal.	Há	impedimento,	sem	distinção	entre	vínculo	legítimo
e	ilegítimo.
IV	–	Errado.	A	proposta	de	criação	ou	supressão	de	cargos	da	Justiça	Eleitoral	não	segue	a	via	indicada
na	alternativa.	Confirme	na	sua	fonte,	pois	a	redação	é	o	ponto	mais	sensível.
Questão	2	(0,5	pt)
Pela	redação	visível,	nenhuma	alternativa	descreve	completamente	a	composição	do	TSE.	A	CF/88	(art.	119)
fixa	três	ministros	do	STF,	dois	do	STJ	e	dois	juristas	nomeados	pelo	Presidente	da	República.
A	é	a	mais	próxima:	os	três	ministros	do	STF	estão	corretos,	mas	a	alternativa	omite	os	demais	membros.
B	erra	ao	dizer	que	são	apenas	dois	juízes	do	STJ	e	ao	omitir	os	demais.
C	erra	ao	atribuir	a	nomeação	ao	Presidente	do	TSE.	Os	juristas	são	nomeados	pelo	Presidente	da
República.
D	descreve	corretamente	os	dois	juristas	(indicados	pelo	STF,	nomeados	pelo	Presidente	da	República,
art.	119,	II,	CF/88),	mas	não	a	composição	completa.
Se	o	enunciado	completo	perguntar	algo	específico,	como	"qual	parte	é	composta	por...",	a	resposta	muda.	Confira	o
enunciado	original	antes	de	marcar.
Questão	3	(0,5	pt)
Gabarito	provável:	E
A	–	Errada.	A	Justiça	Eleitoral	exerce	função	consultiva:	o	TSE	responde	a	consultas	sobre	matéria
eleitoral	(CE,	art.	23,	XII,	e	art.	30,	VIII).
B	–	Errada.	Solucionar	conflitos	de	interesses	é	função	jurisdicional.	A	função	administrativa	organiza	o
processo	eleitoral.
C	–	Errada.	A	consulta	do	art.	23,	XII,	do	Código	Eleitoral	é	restrita	a	matéria	eleitoral.
D	–	Errada.	A	vedação	de	agir	de	ofício	é	própria	da	função	jurisdicional,	em	que	o	juiz	depende	de
provocação.	Não	se	aplica	da	mesma	forma	à	função	administrativa.
E	–	Correta.	Ao	exercer	a	função	normativa	(CE,	art.	23,	IX),	o	TSE	expede	resoluções	e	outros	atos	de
caráter	geral	em	matéria	eleitoral.
Questão	4	(1,5	pt)	–	Enunciado:	rejeição	de	contas	e	alínea	"g"
Caso:	prefeito	em	segundo	mandato	consecutivo,	com	contas	do	primeiro	mandato	julgadas	irregulares	pelo
TCE,	com	 imputação	de	débito.	Renúncia	em	março	de	2026	para	concorrer	a	deputado	estadual.	O	MPE
ajuizou	AIRC	com	base	na	alínea	"g"	do	inciso	I	do	art.	1º	da	LC	64/1990.
a)	A	mera	rejeição	de	contas	pelo	tribunal	de	contas	basta	para	a	inelegibilidade?
Não.	A	rejeição	é	apenas	um	dos	requisitos.	A	alínea	"g"	exige,	cumulativamente:
1.	 Contas	rejeitadas	por	irregularidade	insanável,	em	decisão	do	órgão	competente.	O	TCE	é	o	órgão
competente,	pois	julgou	contas	de	gestão	com	imputação	de	débito.
2.	 Ato	doloso	de	improbidade	administrativa	reconhecido	na	decisão.	Dano	ao	erário	culposo	não	basta.
3.	 Decisão	irrecorrível,	não	suspensa	nem	anulada	pelo	Judiciário.
4.	 Prazo	de	inelegibilidade	contado	a	partir	da	decisão,	conforme	a	redação	vigente.
A	LC	219/2025	alterou	a	LC	64/1990	nesses	pontos,	inclusive	quanto	ao	prazo.	Confira	o	texto	atual	antes	de
responder,	pois	a	redação	da	prova	pode	ser	anterior	à	reforma.
b)	A	alegação	de	ausência	de	ato	doloso	afasta,	por	si	só,	a	inelegibilidade?
Não,	por	 si	 só.	Ela	precisa	 ser	verificada	no	conteúdo	da	decisão	do	TCE.	Se	o	órgão	 reconheceu	dolo,	a
defesa	 não	 pode	 simplesmente	 negá-lo	 na	 Justiça	 Eleitoral.	 Se	 a	 decisão	 não	 reconheceu	 dolo	 na
improbidade,	a	inelegibilidade	cai,	porque	um	requisito	cumulativo	faltaria.
O	segundo	argumento	da	defesa,	sobre	ausência	de	enriquecimento	ilícito,	é	fraco.	Enriquecimento	ilícito	é
elemento	do	art.	9º	da	Lei	8.429/1992.	Dano	ao	erário	doloso	(art.	10)	configura	improbidade	mesmo	sem
enriquecimento.	O	argumento	forte	é	o	primeiro,	sobre	dolo.
Questão	5	(1,5	pt)	–	Condições	de	elegibilidade
a)	Condições	de	elegibilidade	do	art.	14,	§3º,	da	CF/88
1.	 Nacionalidade	brasileira;
2.	 Pleno	exercício	dos	direitos	políticos;
3.	 Alistamento	eleitoral;
4.	 Domicílio	eleitoral	na	circunscrição;
5.	 Filiação	partidária;
6.	 Idade	mínima,	conforme	o	cargo	(35	anos	para	presidente,	vice	e	senador;	30	para	governador	e	vice;	21
para	deputados,	prefeito	e	vice;	18	para	vereador).
b)	Momento	para	comprovar	as	condições	e	efeito	de	fatos	supervenientes
A	 regra	 é	 que	 as	 condições	 sejam	 aferidas	 no	 momento	 do	 pedido	 de	 registro	 de	 candidatura.	 Os	 fatos
posteriores	têm	tratamento	diferente	conforme	o	sinal:
Supervenientes	desfavoráveis,	como	perda	de	direitos	políticos	ou	falta	de	filiação,	podem	levar	ao
indeferimento	ou	à	cassação	do	registro,	dependendo	do	momento	em	que	ocorrem.
Supervenientes	favoráveis,	como	o	alcance	da	idade	mínima	após	o	registro,	são	admitidos	pela
jurisprudência	do	TSE	em	certos	casos,	até	a	diplomação.	Esse	ponto	é	controverso;	cite	a	jurisprudência
com	cuidado.
Fundamentos:	Resolução	TSE	23.609/2019	e	jurisprudência	do	TSE	sobre	registro	de	candidatura.
Questão	6	(1,5	pt)	–	Condições	de	elegibilidade	x	causas	de	inelegibilidade
a)	Diferenciação	dogmática	e	reflexos	práticos
Condições	de	elegibilidade	são	requisitos	positivos.	Sem	elas,	a	pessoa	não	pode	ser	candidata.	Estão
no	art.	14,	§3º,	da	CF	e	são	aferidas	no	registro.
Causas	de	inelegibilidade	são	impedimentos	negativos.	Ainda	que	a	pessoa	preencha	todas	as
condições,	uma	causa	de	inelegibilidade	a	impede	de	ser	votada.	Estão	no	art.	14,	§§4º	a	9º,	da	CF	e	na
LC	64/1990.
Reflexos	práticos:
1.	 Instrumento	processual.	A	falta	de	condição	de	elegibilidade	leva	ao	indeferimento	do	registro.	A
inelegibilidade	é	discutida	por	meio	de	AIRC,	prevista	no	art.	3º	da	LC	64/1990.
2.	 Prazo.	A	AIRC	tem	prazo	de	cinco	dias	após	a	publicação	do	edital	de	registro	(art.	3º	da	LC	64/1990).
3.	 Interpretação.	As	causas	de	inelegibilidade	são	interpretadas	de	forma	restrita,	por	restringirem	direito
fundamental.
4.	Momento	e	alcance.	A	inelegibilidade	pode	ter	fato	gerador	anterior	ao	registro,	mas	o	TSE	a	analisa
com	foco	no	momento	do	pedido	e	na	vigência	da	causa	até	a	eleição.	Há	também	a	inelegibilidade
reflexa,	prevista	no	art.	14,	§7º,	da	CF.
Observação:	o	enunciado	da	questão	6	foi	fotografado	com	itens	além	do	item	A,	que	não	aparecem	na	imagem.	Envie	a
continuação	para	resposta	completa.

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