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Centro Universitário Estácio de Ji-Paraná CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL Emilly Kristtyne Avila Araújo PROJETO DE EXTENSÃO: MAQUETE ARQUITETÔNICA COMO FERRAMENTA DIDÁTICA Ji-Paraná – RO Novembro/2024 Emilly Kristtyne Avila Araújo PROJETO DE EXTENSÃO: MAQUETE ARQUITETÔNICA COMO FERRAMENTA DIDÁTICA O projeto de extensão apresentado como parte dos requisitos para obtenção de nota Parcial da disciplina de Tecnologia da Construção Professora: Bárbara Moreira Cecílio Ji-Paraná – RO Novembro/2024 Sumário 1. Resumo …………………………………………. 4 2. Introdução ………………………………………. 5 3. Objetivos ………………………………………… 4 3.1 Objetivo Geral 3.2 Objetivos Específicos 4. Metodologia ……………………………………. 5 4.1 Descrição 4.2 Cronograma 5. Resultados Esperados ……………………... 6 6. Avaliação e Monitoramento ……………… 8 6.1 Relatório Coletivo 6.2 Relatório Individual 7. Conclusão ………………………… 9 8. Anexos - Evidências ………………………… 9 3 1. RESUMO A prática fundamental no campo da arquitetura e engenharia civil, não apenas como ferramenta de apresentação de projetos, mas também como recurso didático para consolidar o entendimento das etapas construtivas e dos materiais utilizados. Este projeto propôs a execução de uma maquete tridimensional de uma residência unifamiliar, com o objetivo de reproduzir em escala reduzida os processos reais de construção civil, utilizando materiais acessíveis e técnicas que exploram o equilíbrio entre estética, funcionalidade e sustentabilidade. A maquete foi desenvolvida com a utilização de uma variedade de materiais, como EPS (isopor), MDF, argamassa, grama sintética, papel acetato e palitos de picolé, representando componentes arquitetônicos essenciais. O isopor foi empregado como base estrutural para as paredes, devido à sua leveza e maleabilidade, enquanto o MDF foi utilizado no telhado aparente, oferecendo um acabamento robusto e refinado. Os palitos de picolé, por sua vez, foram transformados em um deck de madeira na área externa, adicionando um elemento artesanal ao projeto. A grama sintética foi aplicada no paisagismo, simulando a vegetação natural, e o piso interno recebeu acabamento com argamassa, imitando a textura do porcelanato líquido. O projeto teve como objetivo não apenas proporcionar uma experiência prática de construção, mas também incentivar o desenvolvimento de habilidades criativas, técnicas e colaborativas. Por meio da simulação das etapas construtivas, os participantes vivenciaram os desafios reais da construção civil, aprendendo a tomar decisões sobre materiais, acabamentos e estética, com base em critérios de funcionalidade, sustentabilidade e custo-benefício. . 4 2. INTRODUÇÃO A utilização de maquetes arquitetônicas como ferramenta didática transcende o simples caráter representativo de um projeto, oferecendo uma visão tangível das etapas construtivas e da interação entre os elementos arquitetônicos e estruturais. Neste contexto, este projeto teve como propósito a criação de uma maquete arquitetônica detalhada, que não apenas reproduzisse fielmente uma residência unifamiliar, mas também servisse como um experimento prático para explorar soluções construtivas e alternativas criativas no uso de materiais. Para tanto, foi utilizada uma abordagem que integra materiais convencionais e não convencionais, simulando processos reais da construção civil em escala reduzida. O isopor (EPS) foi escolhido como material estrutural para as paredes, oferecendo leveza e flexibilidade no manuseio, além de ser uma alternativa sustentável quando reaproveitado. O telhado e a piscina foram confeccionados em MDF, material conhecido por sua resistência e versatilidade, enquanto o chão da área externa e a borda da piscina foram feitos deck de madeira produzido manualmente com palitos de picolé, destacando o valor do trabalho artesanal no acabamento. O paisagismo foi representado por grama sintética, garantindo um aspecto visual harmônico e natural. Outro destaque do projeto foi a utilização de argamassa para o revestimento do piso interno, recriando a aparência do porcelanato líquido, um acabamento popular por sua estética moderna e alta durabilidade. Essa escolha reflete a preocupação em alinhar as técnicas utilizadas na maquete às práticas mais adotadas no mercado atual. A partir dessas escolhas, o projeto também buscou estimular o trabalho em equipe e a resolução de problemas, preparando os participantes para os desafios reais encontrados na execução de obras de pequeno, médio e grande porte. 5 3. OBJETIVOS 3.1 OBJETIVO GERAL Produzir uma maquete arquitetônica detalhada, em escala reduzida, que simule processos e técnicas da construção civil, visando proporcionar aprendizado prático, estimular o desenvolvimento de habilidades criativas e promover a colaboração em atividades individuais e em grupo. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Desenvolver uma representação tridimensional de uma residência unifamiliar, que simule as etapas construtivas reais. • Utilizar materiais alternativos e sustentáveis, como isopor, MDF e grama sintética, para recriar elementos arquitetônicos e estruturais. • Experimentar técnicas práticas, como a aplicação de argamassa para acabamento interno e o uso artesanal de palitos de picolé. • Promover o aprendizado colaborativo, incentivando a troca de conhecimentos entre os participantes. • Concluir um produto final que una estética, funcionalidade e inovação, consolidando os conhecimentos adquiridos. 6 4. METODOLOGIA 4.1 DESCRIÇÃO A execução da maquete foi estruturada em etapas interdependentes, cada uma focada na representação de elementos específicos da residência, abrangendo desde a fundação e as paredes até os acabamentos e o paisagismo. Inicialmente, foi realizada a etapa de planejamento, na qual foi elaborado um layout detalhado do projeto arquitetônico. Nessa fase, definiram-se as dimensões, os materiais e as técnicas a serem utilizados. Também foram realizados cálculos e esboços técnicos para garantir a proporcionalidade e a funcionalidade da maquete, alinhando-a aos princípios da engenharia civil. A primeira etapa prática envolveu o aterramento e a construção da fundação, fundamentais para a sustentação da estrutura. Foi simulado um nivelamento do solo com a utilização de argamassa, representando o aterro compactado, e posteriormente foi criada uma base de concreto, que recebeu uma camada lisa para garantir estabilidade e aderência às paredes. Na sequência, passou-se à estruturação das paredes, que foram construídas utilizando EPS (isopor). Este material foi escolhido por sua leveza, facilidade de corte e compatibilidade com os elementos estruturais simulados, permitindo a criação de divisórias precisas e resistentes. Após a montagem, as superfícies foram revestidas com argamassa e tinta acrílica na cor cinza, de modo a simular texturas e acabamentos reais. Para a construção do telhado, utilizou-se MDF, material reconhecido por sua resistência e pelo acabamento visualmente atrativo. As peças foram recortadas e fixadas com cuidado, a fim de reproduzir fielmente o design arquitetônico proposto no projeto. A área externa contemplou a construção de um deck de madeira, feitos artesanalmente com palitos de picolé, destacando a atenção aos detalhes e a valorização do trabalho manual. O paisagismo foi finalizado com a aplicação de grama 7 sintética, criando uma representação visualmente realista e harmoniosa da vegetação planejada. No acabamento do piso interno, optou-sepor revestir as superfícies com argamassa, simulando porcelanato líquido. Essa escolha conferiu brilho e uniformidade ao piso, alinhando o projeto a uma estética contemporânea e funcional. Por fim, a piscina foi finalizada com um acabamento em madeira branca de MDF nas bordas, assegurando um design limpo e elegante. Para representar a água, utilizou-se gel incolor de cabelo, que, além de garantir realismo à aparência, ofereceu praticidade no processo de finalização. Com essas etapas, o projeto buscou reproduzir, de maneira fiel, técnicas e processos da construção civil, promovendo aprendizado prático e explorando diferentes abordagens criativas no contexto da engenharia e arquitetura. 4.2 CRONOLOGIA Data Ação 12/09 Começamos o processo de escavação e a parte estrutural das sapatas. 19/09 Fizemos o contrapiso da residência. 26/09 Fizemos os cortes no EPS para o fechamento da estrutura e as passagens e ventilação. 29/09 Iniciado o processo de argamassa nas placas de EPS para pintura das paredes. 03/10 Iniciado o processo de cortar a cerâmica para o piso. 10/10 Iniciamos o processo de corte das divisórias internas. 17/10 Começamos a assentar as paredes e o processo de pintura. 24/10 Começamos a estudar os detalhes e discutir o processo (portas, janelas, piscina). 31/10 Começamos as molduras das janelas e portas; o telhado ficou pronto. 07/11 Tínhamos que mexer na estrutura do telhado para ajustar a montagem 13/11 Fizemos o deck da piscina e a estrutura das janelas. 14/11 Pintamos o deck da piscina e fizemos o piso interno de porcelanato líquido. 19/11 Iremos finalizar as janelas e as divisórias internas. 21/11 Finalizaremos tudo para deixar exposta a maquete. 8 5. RESULTADOS ESPERADOS Ao final do projeto, espera-se que a maquete concluída reflita um equilíbrio entre realismo e inovação, demonstrando o potencial didático da prática na construção civil. A experiência proporcionará aos participantes uma visão detalhada e prática das etapas construtivas, além de desenvolver habilidades como criatividade, trabalho em equipe e tomada de decisão estratégica. O produto final será uma representação tridimensional de alta qualidade, com acabamentos que simulam fielmente os materiais e técnicas utilizadas na construção em escala real. 9 6. AVALIAÇÃO E MONITORAMETO 6.1 RELATÓRIO COLETIVO Trabalhar em um grupo grande apresenta desafios similares aos enfrentados por um engenheiro ao chegar em uma obra com muitos terceirizados. Os problemas sempre existirão, mas a diferença entre um profissional e outro está na maneira como esses problemas são resolvidos. Durante o processo de criação da maquete, enfrentamos discussões devido a divergências de ideias e diferenças no nível de dedicação dos integrantes - enquanto alguns contribuíam ativamente, outros demonstravam pouco esforço. No entanto, isso era algo previsível. Apesar das dificuldades, essa experiência foi bastante enriquecedora, pois mostrou que, ao lidarmos com obras reais, sempre haverá prestadores de serviço que entregam seus trabalhos antes do prazo e outros que precisam ser cobrados para garantir que o serviço seja executado de forma correta. Outro ponto importante é que, mesmo com todo o conhecimento teórico, é fundamental que o engenheiro civil mantenha um diálogo aberto com o mestre de obras. Sentar-se com ele para explicar o planejamento e ouvir sua opinião sobre a execução do projeto é essencial, já que, embora o engenheiro tenha conhecimento técnico, o mestre de obras, por estar diariamente no local, possui uma visão prática mais aprofundada. Portanto, ficou evidente que, durante todo o processo de construção, o alinhamento entre engenheiro civil, arquiteto e mestre de obras é indispensável para garantir um serviço de qualidade. Dessa forma, problemas que surgirem poderão ser resolvidos de maneira prática e ágil, mantendo a eficiência e a excelência da obra. 10 6.2 RELATÓRIO INDIVIDUAL A participação na construção da maquete arquitetônica foi uma experiência significativa, não apenas pela aplicação prática dos conhecimentos adquiridos no laboratório, mas também pelo desenvolvimento de habilidades técnicas, criativas e interpessoais. Este projeto de extensão trouxe uma oportunidade única de vivenciar, em escala reduzida, o processo de concepção e execução de um projeto arquitetônico, consolidando conceitos e ampliando minha visão sobre o papel da construção civil na sociedade. Desde o início, a execução da maquete revelou-se um exercício complexo e desafiador, exigindo planejamento detalhado, escolhas precisas e soluções inovadoras. Cada decisão tomada — desde o projeto em layout, e a seleção dos materiais até a organização das etapas de montagem — foi guiada por um equilíbrio entre funcionalidade, estética e viabilidade técnica. A maquete, além de representar um modelo físico do projeto arquitetônico, tornou-se uma ferramenta didática relevante, permitindo uma compreensão mais real dos conceitos estudados e aproximando a teoria da prática. Entre os elementos mais marcantes da maquete, realizado na área externa foi a piscina que eu pude fazê-la, com materiais, como madeira em MDF branca, um fundo impresso realista, e o gel incolor de cabelo para dar o efeito de água. Aonde, também se destaca o deck de madeira, feito com palitos de picolé, proporcionando um efeito rústico, o que exigiu paciência e atenção aos detalhes para alcançar um acabamento de qualidade. Essa etapa aprimorou minhas habilidades e despertou a importância do acabamento nos projetos arquitetônicos. Outro destaque foi a construção do telhado aparente com chapas de MDF, que proporcionou robustez e realismo, além de ensinar técnicas de encaixe e montagem de estruturas de cobertura. A escolha do isopor (EPS) para as paredes demonstrou como soluções simples e adaptadas às limitações do projeto podem ser eficientes na simulação de elementos estruturais. O revestimento do piso com argamassa simulando porcelanato líquido foi um desafio criativo que reforçou a importância de detalhes e acabamentos precisos. O paisagismo com grama sintética integrou elementos internos e externos, trazendo harmonia e realismo ao projeto. 11 Além dos aspectos técnicos, a construção da maquete foi uma ferramenta didática essencial para compreender conceitos de proporção, escala e volumetria de maneira prática, complementando o aprendizado teórico e preparando para os desafios profissionais. A experiência também ressaltou o valor do trabalho em equipe. Cada etapa foi realizada em colaboração, envolvendo trocas de ideias, divisão de responsabilidades e resolução conjunta de problemas. Essa dinâmica reforçou minha compreensão sobre a importância da comunicação, da flexibilidade e do respeito às diferentes perspectivas dentro de um grupo de trabalho. Por fim, construir esta maquete foi muito mais do que uma atividade acadêmica; foi uma oportunidade de transformar conhecimento em prática, desafios em aprendizado e ideias em realidade. Esta experiência ficará marcada na minha trajetória acadêmica, reforçando meu compromisso com a excelência e minha busca constante por evolução profissional e pessoal. 12 7. ANEXOS – EVIDÊNCIAS • https://journalsemiarid.com/index.php/ijsa/article/download/113/158 • https://editorarealize.com.br/editora/anais/enanpege/2021/TRABALHO_COMPLET O_EV154_MD1_SA106_ID171416112021233132.pdf • https://memoriajornada.ifsuldeminas.edu.br/index.php/jcmuz2/jcmuz2/paper/viewFi le/4580/2944 • https://cte.com.br/blog/sustentabilidade/o-que-sao-construcoes-sustentaveis/ • https://www.westwing.com.br/guiar/maquete/• https://www.archdaily.com.br/br/903351/os-melhores-materiais-para-fazer-suas- maquetes-de-estudo https://journalsemiarid.com/index.php/ijsa/article/download/113/158 https://editorarealize.com.br/editora/anais/enanpege/2021/TRABALHO_COMPLETO_EV154_MD1_SA106_ID171416112021233132.pdf https://editorarealize.com.br/editora/anais/enanpege/2021/TRABALHO_COMPLETO_EV154_MD1_SA106_ID171416112021233132.pdf https://memoriajornada.ifsuldeminas.edu.br/index.php/jcmuz2/jcmuz2/paper/viewFile/4580/2944 https://memoriajornada.ifsuldeminas.edu.br/index.php/jcmuz2/jcmuz2/paper/viewFile/4580/2944 https://cte.com.br/blog/sustentabilidade/o-que-sao-construcoes-sustentaveis/ https://www.westwing.com.br/guiar/maquete/ https://www.archdaily.com.br/br/903351/os-melhores-materiais-para-fazer-suas-maquetes-de-estudo https://www.archdaily.com.br/br/903351/os-melhores-materiais-para-fazer-suas-maquetes-de-estudo