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UNIVERSIDADE ANHANGUERA EDUCACIONAL ACADÊMICA: ROSANGELA APARECIDA FLECK ROCHA ENGENHARIA CIVIL – 4 º SEMESTRE QUÍMICA E CIÊNCIA DOS MATERIAIS SAPIRANGA – RS 2026 UNIVERSIDADE ANHANGUERA EDUCACIONAL ACADÊMICA: ROSANGELA APARECIDA FLECK ROCHA QUÍMICA E CIÊNCIA DOS MATERIAIS Trabalho acadêmico apresentado à Universidade Anhanguera Educacional, como parte das atividades avaliativas da disciplina Química e Ciência dos Materiais, do curso de Engenharia Civil, 4º semestre. Professora: Katielly Tavares dos Santos. SAPIRANGA – RS 2026 1 INTRODUÇÃO A disciplina de Química e Ciência dos Materiais permite compreender as propriedades dos materiais e as transformações químicas e físicas presentes em diferentes situações. As atividades práticas propostas possibilitam relacionar os conhecimentos teóricos com procedimentos utilizados no estudo de líquidos, reações químicas, estruturas cristalinas e propriedades mecânicas dos materiais. Este trabalho tem como objetivo apresentar os conceitos relacionados às atividades práticas descritas no roteiro da disciplina. São abordados a medição de massa e volume de líquidos, a reação de neutralização ácido-base, a organização dos átomos nas estruturas cristalinas e a análise do comportamento de materiais metálicos por meio do diagrama tensão-deformação. 2 ATIVIDADE 1 – MEDIDAS DE MASSA E VOLUME DE LÍQUIDOS 2.1 Objetivo Identificar vidrarias e equipamentos de laboratório, compreender seu uso e relacionar massa e volume de líquidos por meio de medições. 2.2 Fundamentação teórica A massa representa a quantidade de matéria de um corpo e pode ser medida com uma balança. O volume corresponde ao espaço ocupado por uma substância e pode ser medido com vidrarias como proveta e pipeta. O béquer é utilizado principalmente para conter, misturar e transferir líquidos, não sendo a vidraria mais indicada quando se exige alta precisão volumétrica. A densidade relaciona a massa ao volume e pode ser calculada pela expressão: densidade = massa / volume. Para calcular a massa do líquido, subtrai-se a massa da vidraria vazia da massa total da vidraria com o líquido. 2.3 Registro dos dados Foram registrados os seguintes valores informados durante a simulação: proveta vazia = 28,0000 g; proveta com 15 mL de água = 43,2235 g. Assim, a massa calculada da água é 15,2235 g. Para o béquer, foi informado o valor de 180,000 g vazio. Como a leitura com água não foi incluída no relatório, foram apresentados separadamente valores de referência teórica para 15 mL de água no béquer: massa de água aproximada de 15,000 g e massa total aproximada de 195,000 g. Esses valores teóricos não são apresentados como leituras confirmadas do simulador. A temperatura foi identificada visualmente como aproximadamente 20 °C. Dado solicitado Proveta de 50 mL Béquer de 50 mL Massa da vidraria seca (g) 28,0000 g 180,000 g (informado) Massa da vidraria + 15 mL de água (g) 43,2235 g (informado) 195,000 g (referência teórica) Massa dos 15 mL de água (g) 15,2235 g (calculado) 15,000 g (referência teórica) Temperatura (°C) Aproximadamente 20 °C Aproximadamente 20 °C Densidade (g/mL) 1,0149 g/mL (calculada) 1,000 g/mL (referência teórica) Registro complementar informado: proveta vazia = 28,0000 g; proveta com 10 mL = 37,9678 g. Massa calculada para 10 mL = 9,9678 g; densidade calculada = 0,99678 g/mL. A leitura de um recipiente identificado como 250 mL foi informada como 56,0000 g vazio e 270,9999 g com água, resultando em diferença de 214,9999 g. Esse registro complementar foi mantido separado dos resultados da tabela principal. 2.4 Cálculos Massa da água = massa da vidraria com água − massa da vidraria seca. Densidade da água = massa da água (g) ÷ volume de água (mL). Cálculo com os dados registrados para a proveta: massa da água = 43,2235 − 28,0000 = 15,2235 g. Para 15 mL de água, densidade calculada = 15,2235 ÷ 15 = 1,0149 g/mL. Para o béquer, a referência teórica é: massa aproximada de 15 mL de água = 15,000 g; massa total estimada = 180,000 + 15,000 = 195,000 g; densidade de referência = 15,000 ÷ 15 = 1,000 g/mL. Os valores do béquer foram identificados como estimativas teóricas, e não como leituras confirmadas. 2.5 Avaliação dos resultados 1. Qual é a vantagem de tarar a balança com o béquer dentro? A tara zera a leitura considerando a massa do béquer, de modo que a balança passa a indicar diretamente a massa do material colocado nele. Isso evita a necessidade de subtrair manualmente a massa do recipiente, desde que a tara seja feita corretamente e o recipiente permaneça na balança. 2. Quais vidrarias são mais indicadas para medir volumes? Entre as vidrarias citadas, a pipeta graduada é adequada para transferir volumes com maior controle, e a proveta é mais indicada para medir volumes de líquidos com precisão intermediária. O béquer é menos preciso para medição volumétrica e é mais usado para conter ou misturar líquidos. 2.6 Síntese da atividade A atividade evidencia a importância de selecionar corretamente os instrumentos de laboratório e de distinguir entre massa, volume e densidade. A conclusão numérica sobre a densidade e a comparação das medições depende dos dados efetivamente registrados no simulador. 3 ATIVIDADE 2 – REAÇÃO DE NEUTRALIZAÇÃO ÁCIDO-BASE 3.1 Objetivo Compreender a titulação ácido-base e utilizar os dados de uma reação de neutralização para estimar a quantidade de ácido acetilsalicílico (AAS) presente em uma amostra. 3.2 Fundamentação teórica A titulação é uma técnica analítica na qual uma solução de concentração conhecida é adicionada gradualmente a uma amostra até que a reação atinja o ponto final indicado, neste roteiro, pela mudança de cor da fenolftaleína. A solução de hidróxido de sódio (NaOH) utilizada no procedimento tem concentração de 0,1 mol/L. O roteiro orienta calcular a quantidade de matéria do NaOH pela expressão n = M × V, em que M é a concentração molar e V é o volume consumido em litros. Para o cálculo da massa de AAS, o roteiro fornece a relação mAAS = nAAS × 180, utilizando 180 g/mol como massa molar do AAS. A aplicação numérica exige os volumes medidos nas três titulações. 3.3 Tabela de resultados da titulação Na primeira titulação, o simulador apresentou 36,5 mL quando a solução atingiu a coloração rosa e a válvula foi fechada. O valor foi registrado conforme observado. A interpretação como volume efetivamente consumido deve corresponder à leitura indicada pelo simulador. Titulação Volume de NaOH (mL) Concentração de NaOH (mol/L) Mols de NaOH 1ª 26,5 (observado) 0,1 0,00265 mol (calculado) 2ª 30,5 (observado) 0,1 0,00305 mol (calculado) 3ª 36,5 (observado) 0,1 0,00365 mol (calculado) 3.4 Cálculos Conversão do volume da primeira titulação: 36,5 mL ÷ 1000 = 0,0365 L. Número de mols de NaOH: n = M × V = 0,1 mol/L × 0,0365 L = 0,00365 mol. O roteiro fornece mAAS = nAAS × 180. A massa de AAS só pode ser determinada após confirmar a relação estequiométrica aplicável e os dados da titulação. O valor de 657 mg seria obtido se nAAS fosse igual a 0,00365 mol; como esse resultado difere da massa aproximada de 450 mg indicada para o comprimido selecionado, ele não é adotado como resultado definitivo sem conferência. Para estimar a quantidade de ácido acetilsalicílico (AAS), é necessário aplicar a relação estequiométrica descrita no roteiro e confirmar qual titulação deve ser utilizada como resultado final. Os volumes medidos variaram de 26,5 a 36,5 mL; por isso, a diferença entre as repetições deve ser considerada na interpretação, sem escolher um valor arbitrariamente. Depois, calcular: nNaOH = 0,1 mol/L × VNaOH (L). Para determinar a massa de AAS, deve-se seguir a relação e a estequiometria indicadas no roteiro, usando o número de molscorrespondente à reação. Como os volumes das três titulações não foram disponibilizados, não é possível calcular um teor em massa confiável neste momento. 3.5 Avaliação dos resultados 1. Por que é importante que a reação seja rápida na titulometria? Porque uma reação rápida permite que o ponto final seja identificado com maior segurança e que o volume de titulante consumido represente adequadamente a quantidade de substância presente na amostra. 2. Por que foi necessário acrescentar álcool etílico 99,5% ao Erlenmeyer? O álcool auxilia na dissolução do comprimido e do ácido acetilsalicílico, favorecendo o contato da amostra com a solução titulante durante a análise. 3. Por que a solução da bureta deve ser adicionada lentamente? A adição lenta permite observar a mudança de cor e interromper a titulação próximo ao ponto final, evitando adicionar excesso de NaOH e comprometer o resultado. 3.6 Síntese da atividade A titulação ácido-base permite estimar a quantidade de uma substância por meio de uma reação química de proporção conhecida. Nesta prática, foram registrados três volumes de NaOH: 26,5 mL, 30,5 mL e 36,5 mL. Com a concentração de 0,1 mol/L, calcularam-se, respectivamente, 0,00265 mol, 0,00305 mol e 0,00365 mol de NaOH. A diferença entre os volumes indica variação entre as titulações; assim, os resultados devem ser interpretados com cautela. A determinação final da massa de AAS depende da relação estequiométrica adotada no roteiro e da confirmação da amostra utilizada. 4 ATIVIDADE 3 – CONSTRUÇÃO DE CÉLULAS UNITÁRIAS CS, CCC E CFC 4.1 Objetivo Compreender a organização dos átomos em estruturas cristalinas cúbicas e identificar as diferenças entre as células simples, cúbica de corpo centrado e cúbica de face centrada. 4.2 Fundamentação teórica Uma estrutura cristalina é uma organização ordenada e repetitiva de átomos no espaço. A célula unitária é a menor unidade que, repetida nas três dimensões, representa a estrutura cristalina do material. 4.3 Tipos de estrutura • CS – Cúbica simples: apresenta átomos nos oito vértices do cubo. Considerando a contribuição de cada átomo de vértice compartilhado por oito células, a célula possui o equivalente a um átomo. • CCC – Cúbica de corpo centrado: apresenta átomos nos oito vértices e um átomo no centro do cubo. O total equivalente é de dois átomos por célula unitária. No roteiro, o lítio (Li) é usado como exemplo dessa estrutura. • CFC – Cúbica de face centrada: apresenta átomos nos oito vértices e um átomo no centro de cada uma das seis faces. O total equivalente é de quatro átomos por célula unitária. No roteiro, o níquel (Ni) é usado como exemplo dessa estrutura. 4.4 Registro visual Durante as aulas pude ter registros visuais e observer em cada prática que trabalhava no simulador e desenvolvendo as etapa do trabalho. 4.5 Síntese da atividade A comparação entre CS, CCC e CFC mostra que a posição dos átomos dentro da célula unitária varia conforme o tipo de estrutura. Essa organização influencia propriedades dos materiais, como empacotamento atômico e comportamento físico. 5 ATIVIDADE 4 – DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO DE MATERIAL METÁLICO 5.1 Objetivo Analisar dados de um ensaio de tração para interpretar o comportamento mecânico de um material e estimar propriedades como tensão máxima, tensão de ruptura e módulo de elasticidade. 5.2 Dados fornecidos no roteiro O roteiro informa comprimento útil do corpo de prova de 300 mm e área de seção transversal de 7,07 mm². Os pares de força e alongamento devem ser inseridos no software MDSolids para gerar o diagrama tensão-deformação. Força (N) Alongamento (mm) 0 0.0000 200 0.0125 400 0.0250 600 0.0375 800 0.0503 1000 0.0631 1200 0.0759 1400 0.0887 1600 0.1015 1800 0.1143 2000 0.1271 2200 0.1671 2400 0.2071 2600 0.2571 2600 0.3071 2800 0.4371 3000 0.5171 3500 0.6071 4000 0.7595 4500 0.9571 5000 1.1571 5300 1.4571 5000 1.8571 4800 2.2571 4500 2.6571 5.3 Cálculos e interpretação A tensão normal é calculada por σ = F/A, em que F é a força em newtons e A é a área em mm². Com essas unidades, o resultado é N/mm², equivalente a MPa. A maior força da tabela é 5300 N. Assim, a tensão máxima calculada a partir dos dados fornecidos é σmáx = 5300 N ÷ 7,07 mm² ≈ 749,6 MPa. O último ponto fornecido registra força de 4500 N. Se esse ponto for considerado o ponto de ruptura no diagrama, a tensão correspondente é σruptura = 4500 N ÷ 7,07 mm² ≈ 636,5 MPa. Essa identificação deve ser conferida no gráfico gerado pelo MDSolids, pois o roteiro solicita a leitura do diagrama. A deformação específica é calculada por ε = ΔL/L₀, em que ΔL é o alongamento e L₀ é o comprimento inicial de 300 mm. O módulo de elasticidade é estimado pela inclinação do trecho linear inicial do gráfico tensão-deformação. Usando o primeiro ponto não nulo (200 N e 0,0125 mm), obtém-se uma estimativa E ≈ (200/7,07) ÷ (0,0125/300) ≈ 679.000 MPa, ou cerca de 679 GPa. Esse valor é uma estimativa baseada no primeiro intervalo e deve ser conferido com a inclinação do trecho elástico do gráfico. 5.4 Avaliação dos resultados 1. O material é dúctil ou frágil? Os dados mostram aumento considerável do alongamento antes da queda da força após o valor máximo, o que sugere comportamento dúctil. A confirmação deve ser feita observando a forma do diagrama tensão-deformação produzido no software. 2. Quais são a tensão máxima e a tensão de ruptura? A tensão máxima calculada com os dados fornecidos é aproximadamente 749,6 MPa. Considerando o último ponto como ruptura, a tensão correspondente é aproximadamente 636,5 MPa; confirme essa leitura no gráfico do MDSolids. 3. É possível calcular o módulo de elasticidade? Sim. Ele é obtido pela inclinação do trecho linear elástico do diagrama tensão-deformação. A estimativa pelo primeiro intervalo é de aproximadamente 679.000 MPa (679 GPa), valor que deve ser validado com o gráfico. 5.5 Síntese da atividade O ensaio de tração permite relacionar força, alongamento, tensão e deformação para compreender o comportamento mecânico de um material. O diagrama permite identificar a região elástica, a deformação plástica, a tensão máxima e a rupture. 6 CONCLUSÃO As atividades abordadas permitem compreender a importância da medição e da análise das propriedades dos materiais. A medição de massa e volume relaciona grandezas físicas e permite calcular densidade; a titulação ácido-base demonstra como reações químicas podem ser utilizadas para quantificar substâncias; as estruturas cristalinas mostram diferentes formas de organização atômica; e o diagrama tensão-deformação auxilia na interpretação do comportamento mecânico dos materiais metálicos. Os resultados foram organizados com base nos dados observados e nos valores fornecidos pelo roteiro. Na atividade de titulação, os três volumes foram registrados e os mols de NaOH calculados; a variação entre as medições deve ser considerada ao interpretar o resultado. As estruturas cristalinas ainda precisam ser documentadas com as capturas de tela solicitadas, e os resultados gráficos da atividade de tensão-deformação devem ser conferidos com o simulador antes da entrega final. REFERÊNCIA UNIVERSIDADE ANHANGUERA EDUCACIONAL. Química e Ciência dos Materiais: roteiro de aula prática. Material didático disponibilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).