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Fundamentos 
da Terapia 
Ocupacional 
UNIDADE I
Introdução e 
Fundamentos da 
Terapia Ocupacional 
Lucimara Ferreira Magalhães
Fundamentos da Terapia 
Ocupacional 
3
Apresentação
A disciplina “Fundamentos da Terapia Ocupacional” tem como objetivo introduzir os 
alunos ao conhecimento inicial da Terapia Ocupacional, explorando seus princípios 
básicos, a história e a evolução da profissão e da prática clínica. Assim, a disciplina 
propõe o estudo das bases teóricas que sustentam a profissão, bem como a 
importância da atuação dos profissionais formados para o desenvolvimento humano, 
a promoção da saúde e o bem-estar. 
Introdução e Fundamentos 
da Terapia Ocupacional
4
Introdução
Compreender os conceitos iniciais sobre a profissão da Terapia Ocupacional é um 
ponto importante quando estamos começando estes estudos. Desse modo, ao 
longo desta primeira unidade, estudaremos os conceitos básicos e as definições 
relacionadas à profissão, além de compreender o panorama básico da profissão e 
seu campo de atuação. 
Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:
• Conhecer os conceitos iniciais e as definições sobre a Terapia Ocupacional. 
• Compreender o papel do terapeuta ocupacional e explorar seu campo de atuação. 
5
Definições e Conceitos 
A Terapia Ocupacional pode ser definida como uma área que busca compreender a 
ocupação do indivíduo, sendo esse processo dinâmico e central para sua identidade 
e organização da vida em sociedade. Segundo Law e MacDermid (2014), o terapeuta 
ocupacional intervém com o objetivo de restaurar, manter ou melhorar a capacidade 
funcional dos indivíduos, permitindo que eles realizem suas atividades de maneira 
mais satisfatória. 
De acordo com Kielhofner (2010), o Modelo de Ocupação Humana amplia a 
compreensão da Terapia Ocupacional. Para ele, a ocupação está relacionada a fatores 
internos, como valores, interesses e habilidades do indivíduo, assim como a fatores 
externos, como o ambiente físico e social, que também podem exercer influências 
importantes nesse contexto. Assim, a Terapia Ocupacional assume a responsabilidade 
de equilibrar esses fatores para promover uma ocupação saudável e significativa. 
Segundo Duncan (2020), a Terapia Ocupacional oferece uma perspectiva importante 
ao ser guiada por princípios éticos e valores que priorizam o respeito à dignidade, 
à autonomia e à qualidade de vida dos pacientes. A prática deve ser desenvolvida 
com foco no paciente, promovendo sua colaboração ativa e respondendo às suas 
necessidades, de forma a atender seus desejos e objetivos por meio de intervenções 
culturalmente sensíveis e contextualmente relevantes. 
Percebe-se, portanto, que a prática da Terapia Ocupacional abrange diversos campos 
de atuação, como a reabilitação física, saúde mental e áreas específicas como 
pediatria e geriatria. Cada um desses campos deve abordar o paciente com uma visão 
holística e humanizada, considerando sua individualidade e garantindo a eficiência 
do atendimento ao contemplar todas as dimensões necessárias, sejam elas físicas, 
mentais, sociais ou culturais (Kielhofner, 2010). 
6
Desenvolvimento de tarefas cotidianas 
Fonte: Freepik (2024). 
#pratodosverem: uma paciente sentada a uma mesa encaixando um círculo 
em uma tábua com formatos de peças. A terapeuta está do outro lado da mesa 
e segura a tábua para o paciente. A tarefa mostra o encaixe de peças com 
formatos variados. 
Introdução e Definição da Terapia Ocupacional 
A Terapia Ocupacional é uma profissão que, embora próxima da fisioterapia, se distingue 
por seu foco principal nas questões ocupacionais dos pacientes. Enquanto a fisioterapia 
se concentra predominantemente nos aspectos físicos, a Terapia Ocupacional surgiu 
da necessidade de atender pacientes que enfrentam dificuldades significativas para 
realizar suas atividades cotidianas de maneira satisfatória (Duncan, 2020). 
7
Tarefas significativas para vários tipos de pacientes 
Fonte: Freepik (2024). 
#pratodosverem: ilustração de três situações com tarefas diferenciadas. Na 
primeira, uma idosa realiza a rega de plantas, na segunda uma criança faz ativi-
dades deitada sobre a bola e na terceira um idoso treina a deambulação com o 
andador. Em todas as situações, há uma terapeuta ao lado auxiliando. 
A Terapia Ocupacional foca na capacitação de pacientes, ajudando-os a superar ou 
minimizar as limitações decorrentes de doenças, lesões ou condições de saúde mental. 
O conceito de ocupação em Terapia Ocupacional abrange uma ampla variedade de 
atividades, como trabalho, autocuidado, participação social e lazer (Kielhofner, 2010). 
Segundo Kielhofner (2010), a Terapia Ocupacional não vê a ocupação apenas como 
um meio para alcançar a saúde, mas como um fim em si mesma. A ocupação deve 
ser entendida como algo que dá sentido à vida humana, e os terapeutas trabalham 
para garantir a participação social e o sentido da vida de seus pacientes de maneira 
engajada e satisfatória. 
Dessa forma, a profissão dispõe de um importante arsenal para a restauração da 
função física, estando amplamente entrelaçada com a fisioterapia. No entanto, 
a Terapia Ocupacional coloca maior ênfase na inclusão plena dos pacientes em 
ocupações significativas, permitindo sua integração na sociedade, apesar de suas 
limitações e adaptações. 
A profissão está centrada na promoção da saúde e bem-estar, 
com uma abordagem holística e focada no paciente e em suas 
ocupações cotidianas. Como, então, o profissional pode atuar para 
cumprir essa máxima? 
Reflita
8
Principais Conceitos em Terapia Ocupacional 
A ocupação refere-se às atividades que envolvem o tempo das pessoas e que são, de 
certa forma, significativas para elas. Essas ocupações incluem trabalho, autocuidado, 
participação social e lazer. Kielhofner (2010) destaca que a ocupação é essencial 
para a identidade e a saúde humana, sendo por meio dela que as pessoas encontram 
sentido na vida. 
A autonomia está diretamente relacionada à capacidade dos pacientes de tomar 
decisões sobre sua vida e atividades, tema que será abordado em tópicos posteriores. 
Já a qualidade de vida é outro conceito-chave na Terapia Ocupacional, uma vez que 
está ligada ao bem-estar geral dos pacientes, incluindo a saúde física, mental e social 
(Kielhofner, 2010). 
Histórico da Terapia Ocupacional 
A Terapia Ocupacional começou a se desenvolver no final do século XIX e início do 
século XX, quando a compreensão sobre saúde começou a se distanciar do modelo 
centrado apenas na doença. Nesse período, a atenção se expandiu para incluir a 
promoção e a prevenção da saúde, além do tratamento de doenças já instaladas 
(Duncan, 2020). 
Este contexto também foi favorável ao desenvolvimento de práticas 
adaptativas, nas quais as limitações dos pacientes poderiam ser 
ajustadas para a execução de tarefas cotidianas, proporcionando 
maior conforto e qualidade de vida. 
Atenção
Na época em que se buscava a reabilitação dos soldados da Primeira Guerra Mundial, 
a Terapia Ocupacional introduziu novas abordagens terapêuticas, melhorando o 
tratamento desses pacientes, em conjunto com a fisioterapia. A reabilitação física 
passou a ser utilizada por meio de técnicas como exercícios, mobilizações e terapias 
manuais, voltadas para a restauração das funções físicas dos soldados afetados pela 
guerra (Duncan, 2020). 
9
Melhora da função 
Fonte: Freepik (2024). 
#pratodosverem: uma terapeuta ocupacional em pé ao lado da paciente que 
está sentada à mesa. A terapeuta segura numa das mãos da paciente, alongan-
do os dedos, simbolizando a mobilização para ganho de funções da mão. Em 
cima da mesa há algumas letras grandes espalhadas. 
Assim, a prática da Terapia Ocupacional começou a se formalizar durante e após a 
Primeira Guerra Mundial, período em que as lesões físicas e traumas mentais dos 
soldados dificultavam sua reintegração social. A necessidade de reabilitação dos 
soldados levou à criação de programas com atividadessignificativas, objetivando 
a recuperação funcional e emocional dos pacientes. Esses programas foram 
fundamentais para o surgimento dos princípios da Terapia Ocupacional e para o 
reconhecimento da profissão, que se dedicava ao uso terapêutico da ocupação 
(Duncan, 2020). 
Fundamentos da Terapia Ocupacional 
Os fundamentos da Terapia Ocupacional estão enraizados na compreensão de que 
a ocupação é um componente essencial para a saúde e o bem-estar do paciente. 
Os profissionais utilizam esse conceito tanto como objeto de estudo quanto como 
meio de transformação para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A prática da 
profissão está diretamente ligada ao respeito e à dignidade dos diretos dos pacientes. 
10
As práticas também devem ser baseadas em evidências científicas para acompanhar 
as novas diretrizes de cuidado com o paciente e garantir a maior eficácia das 
intervenções. A Terapia Ocupacional visa, então, transformar o ambiente físico e 
social, desempenhando um papel importante na capacidade das pessoas de realizar 
suas ocupações cotidianas (Law; MacDermid, 2014). 
Objetivos e Objeto de Estudo da Terapia Ocupacional 
Os objetivos da profissão estão relacionados aos conceitos de autonomia, qualidade 
de vida, funcionalidade, prevenção e inclusão social. A promoção da autonomia deve 
ser associada à capacitação dos indivíduos, para que possam realizar atividades 
significativas de forma independente. A melhora da qualidade de vida busca levar 
o paciente a alcançar um estado de bem-estar físico, mental e social, apesar de 
quaisquer limitações que ele possa apresentar (Law; MacDermid, 2014). 
Treinamento cognitivo 
Fonte: Freepik (2024). 
#pratodosverem: uma terapeuta ocupacional em pé ao lado de uma criança que 
está sentada a uma mesa e na sua frente há um ábaco colorido. A terapeuta 
está ajudando a criança na tarefa de contar contas nesse brinquedo, estimulan-
do que ele realize as tarefas de forma independente. 
11
A reabilitação funcional busca restaurar e melhorar as capacidades físicas, cognitivas 
e emocionais dos pacientes para que eles escolham participar das ocupações que 
desejam. A prevenção das disfunções envolve a implementação de estratégias que 
evitem o surgimento de incapacidades ou limitações funcionais. Já a inclusão social 
tem como objetivo facilitar a participação plena e ativa dos pacientes na sociedade, 
de forma independente, apesar de suas limitações (Kielhofner, 2010). 
O objeto de estudo da Terapia Ocupacional é a ocupação humana em todas as suas 
dimensões, incluindo as atividades realizadas e a forma como essas podem ser 
afetadas por condições de saúde. O profissional busca compreender essas relações, 
propor adaptações e maximizar a participação social dos pacientes, levando em 
consideração não apenas as atividades físicas, mas também os aspectos emocionais, 
sociais e culturais envolvidos (Law; MacDermid, 2014). 
A profissão analisa a interação entre o indivíduo, suas ocupações e 
o ambiente, entendendo como essas interações podem influenciar 
seu bem-estar e sua saúde de maneira integral. A partir dessa 
compreensão, é possível estabelecer objetivos que promovam uma 
vida plena e satisfatória para os pacientes, integrando a prática 
profissional aos campos sociais e culturais. 
Atenção
Princípios e Valores da Terapia Ocupacional 
A Terapia Ocupacional, assim como outras profissões da área da saúde, é fundamentada 
em princípios e valores humanos, alinhados ao atendimento humanizado do paciente. 
Os principais princípios e valores são a autonomia, a dignidade e a qualidade de vida. 
Com base nesses pilares, o profissional pode oferecer serviços que visem melhorar 
as funções, especialmente daqueles que são mais vulneráveis. A literatura sugere 
que a Terapia Ocupacional deve colocar o ser humano no centro da prática clínica, 
reconhecendo-o como um agente ativo em seu próprio tratamento (Almeida; Soares; 
Carlo, 2013; Barros; Galheigo, 2010). 
Almeida, Soares e Carlo (2013) destacam que a Terapia Ocupacional deve ser orientada 
pelo respeito às diversidades e pela promoção da equidade. Espera-se, portanto, que 
o profissional reconheça o contexto social, cultural e econômico de cada paciente, 
garantindo que suas intervenções sejam significativas e respeitem a dignidade e as 
particularidades de cada indivíduo. 
12
Segundo Barros e Galheigo (2010), a Terapia Ocupacional é uma prática social que pode 
ser transformadora, visando à inclusão e à participação ativa dos pacientes em seu 
meio social. Essa prática terapêutica deve estar vinculada à promoção da justiça social, 
permitindo que o paciente exerça seus direitos e deveres como membro da sociedade. 
Para Bennett e Bennett (2000), é importante que o terapeuta mantenha um 
compromisso ético com o paciente, exercendo suas funções com empatia, respeito e 
profissionalismo. As ações do terapeuta devem sempre buscar melhorar a qualidade 
de vida dos pacientes e oferecer um atendimento humanizado. Além disso, essas 
práticas devem ser baseadas em evidências científicas, considerando o conhecimento 
e a experiência do paciente, valorizando suas histórias de vida e perspectivas. 
No âmbito da Terapia Ocupacional, dignidade refere-se ao reconhecimento e respeito 
pelo valor intrínseco do indivíduo. Law e MacDermid (2014) enfatizam que a dignidade é 
preservada é quando o terapeuta trata o paciente com respeito, considera suas necessidades 
e desejos e reconhece seu direito de ser tratado como um ser humano completo e valioso. 
Kielhofner (2010) acrescenta que dignidade envolve reconhecer o indivíduo como um 
agente ativo em seu processo de reabilitação, respeitando suas escolhas e promovendo 
um ambiente onde ele possa exercer sua autodeterminação. Duncan (2020) reforça 
a importância de práticas que respeitem a dignidade do paciente, especialmente em 
contextos onde a vulnerabilidade e a dependência são mais acentuadas, como em 
cuidados paliativos ou reabilitação intensiva. 
A autonomia é central na prática da Terapia Ocupacional, referindo-se ao direito e à 
capacidade do indivíduo de fazer escolhas informadas e tomar decisões sobre sua 
própria vida. Law e MacDermid (2014) afirmam que a promoção da autonomia é um 
dos principais objetivos da Terapia Ocupacional para que os indivíduos recuperem ou 
mantenham a capacidade de realizar atividades significativas em suas vidas. 
Kielhofner (2010) aborda a autonomia como uma parte essencial do Modelo de Ocupação 
Humana, para o qual o indivíduo é visto como capaz de influenciar e moldar sua própria 
ocupação e ambiente. Duncan (2020) discute a autonomia como um princípio ético que 
orienta a prática terapêutica, garantindo que os pacientes participem ativamente na 
definição de suas metas terapêuticas e no processo de tomada de decisões. 
A qualidade de vida, no contexto da Terapia Ocupacional, está 
diretamente relacionada à capacidade do indivíduo de participar 
de atividades que são significativas para ele.
Atenção
13
Law e MacDermid (2014) sugerem que a qualidade de vida é o resultado final da 
prática baseada em evidências, quando as intervenções são orientadas para melhorar 
a capacidade funcional e o bem-estar geral do cliente. Kielhofner (2010) destaca que 
a qualidade de vida é influenciada pela congruência entre as ocupações do indivíduo 
e seus valores pessoais, interesses e habilidades. Duncan (2020) amplia essa visão, 
apontando que a qualidade de vida é alcançada quando as intervenções terapêuticas 
possibilitam aos indivíduos realizar atividades que lhes proporcionam satisfação, 
promovam o equilíbrio ocupacional e facilitem sua participação plena na sociedade. 
Assim, um resumo dos fundamentos da Terapia Ocupacional estudados nesta unidade 
pode ser acompanhado no esquema a seguir. 
Fundamentos da Terapia Ocupacional
Fatores 
extrísecos
Fatores 
intrísecos
Objetivos
Terapia ocupacional
Qualidade de vida;
Autonomia;
Bem-estar
Ocupação
 
Fonte: elaborada pela autora (2024). 
#pratodosverem:a imagem mostra um organograma dos fundamentos da 
Terapia Ocupacional: ocupação (fatores intrínsecos e extrínsecos) e objetivos 
(qualidade de vida, autonomia e bem-estar.) 
Para saber mais sobre este tema, assista ao vídeo neste link. 
Saiba mais
 
https://www.youtube.com/watch?v=xzz5tac2iPI 
14
Conclusão 
A Terapia Ocupacional, desde sua criação histórica até os dias atuais, está 
fundamentada na compreensão do papel da ocupação na vida humana. Com base 
em princípios éticos sólidos, o profissional desenvolve uma abordagem centrada 
no paciente, dedicando-se a capacitá-lo para a participação plena nas atividades 
que lhe trazem significado e satisfação. Dessa forma, o profissional contribui para a 
promoção da qualidade de vida, autonomia e saúde do paciente, adaptando os meios 
de participação para que sejam eticamente e significativamente aceitáveis tanto para 
ele quanto para a sociedade. 
 
15
Referências 
ALMEIDA, M. A. L. P.; SOARES, C. A. R.; CARLO, M. M. R. Terapia Ocupacional em 
Gerontologia: práticas cotidianas. São Paulo: Roca, 2013. 
BARROS, D. D.; GALHEIGO, S. M. Terapia Ocupacional em contextos hospitalares: 
teoria e prática. São Paulo: Roca, 2010. 
BENNETT, S.; BENNETT, J. W. The process of evidence-based practice in occupational 
therapy: informing clinical decisions. Australian Occupational Therapy Journal, Carlton 
South, v. 47, n. 4, p. 171-180, 2000. 
DUNCAN, E. A. S. Foundations for practice in Occupational Therapy. London: Elsevier 
Health Sciences, 2020. 
KIELHOFNER, G. Model of human occupation: theory and application. Philadelphia, PA: 
Lippincott Williams & Wilkins, 2010. 
LAW, M.; MACDERMID, J. Evidence-based rehabilitation: a guide to practice. 3. ed. 
Thorofare, NJ: SLACK Incorporated, 2014. 
WHAT is occupational therapy? Understanding the profession, 2023. [S. l.: s. n.], 2023. 1 
vídeo (1 min 57 s). Publicado pelo canal McMaster University Health Sciences. Disponível 
em: https://www.youtube.com/watch?v=xzz5tac2iPI. Acesso em: 24 ago. 2024.
https://www.youtube.com/watch?v=xzz5tac2iPI

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