Prévia do material em texto
Material de estudo — Psicologia Jurídica Página 1 Psicologia Jurídica e violência contra crianças e adolescentes Proteção, escuta qualificada e prevenção da revitimização Material educativo para estudo. Não substitui formação específica, supervisão, consulta às normas vigentes ou orientação jurídica. A atuação deve observar o Código de Ética, resoluções do CFP, legislação aplicável e os limites das competências da Psicologia. Resumo A atuação diante de suspeitas de violência exige cuidado técnico, ético e interinstitucional. O profissional deve acolher sem induzir relatos, reconhecer sofrimento sem transformar indicadores em prova isolada e articular-se com a rede de proteção. 1. Proteção integral O ECA estabelece a proteção integral. A criança ou adolescente deve ser tratado como sujeito de direitos, e não apenas como fonte de informação. 2. Entrevista A entrevista deve usar linguagem compatível com o desenvolvimento e evitar perguntas sugestivas. O profissional deve diferenciar relato e interpretação. 3. Revitimização A repetição desnecessária da narrativa pode aumentar sofrimento. É importante conhecer os fluxos institucionais e procedimentos legalmente previstos. 4. Indicadores Mudanças comportamentais, medo e sintomas emocionais podem indicar sofrimento, mas não identificam sozinhos sua causa. 5. Rede Saúde, assistência social, educação, Conselho Tutelar, Ministério Público e Judiciário possuem atribuições diferentes. O compartilhamento deve respeitar sigilo e finalidade. Conclusão A Psicologia contribui para a proteção quando combina escuta qualificada, conhecimento do desenvolvimento e responsabilidade institucional. Referências BRASIL. Lei nº 8.069/1990. Estatuto da Criança e do Adolescente. BRASIL. Lei nº 13.431/2017. Sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos.