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INSTITUTO ITAPETININGANO DE ENSINO SUPERIOR- IIES 
CURSO SUPERIOR DE DIREITO 
 
 
 
 
KAUANY FERNANDA SANTANA 
LUIZ GUILHERME DE OLIVEIRA TAVARES CLÁUDIO 
MIKAELA SILVA EVANGELISTA 
RAFAEL VINICIUS CORREA SANTOS 
 
 
 
 
PUBLICIDADE NA ADVOCACIA E REDES SOCIAIS: LIMITES ÉTICOS 
SEGUNDO O PROVIMENTO 205/2021 DA OAB 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITAPETININGA 
2026
 
 
INSTITUTO ITAPETININGANO DE ENSINO SUPERIOR- IIES 
CURSO SUPERIOR DE DIREITO 
 
 
 
KAUANY FERNANDA SANTANA 
LUIZ GUILHERME DE OLIVEIRA TAVARES CLÁUDIO 
MIKAELA SILVA EVANGELISTA 
RAFAEL VINICIU CORREA SANTOS 
 
 
 
 
 
PUBLICIDADE NA ADVOCACIA E REDES SOCIAIS: LIMITES ÉTICOS 
SEGUNDO O PROVIMENTO 205/2021 DA OAB 
 
 
Trabalho apresentado à disciplina de 
Instituições Jurídicas e Ética do curso de 
Direito do Instituto Itapetiningano de 
Ensino Superior- IIES, como requisito 
parcial para obtenção de nota. 
 
Orientador(a): Paula Prado de Sousa 
Campos 
 
 
 
 
 
ITAPETININGA 
2026 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 1 
1.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................. 1 
2. CASO ................................................................................................................................. 2 
3. ANÁLISE CRÍTICA .......................................................................................................... 4 
4. CONSEQUÊNCIAS ......................................................................................................... 5 
5. CONCLUSÃO ................................................................................................................... 6 
6. REFERÊNCIAS ................................................................................................................ 7 
 
1 
1. INTRODUÇÃO 
Nos últimos anos, as redes sociais passaram a fazer parte do dia a dia de 
praticamente todas as profissões, inclusive da advocacia. Hoje, é comum ver 
advogados produzindo conteúdo, explicando temas jurídicos e compartilhando 
informações com o público, o que acaba aumentando a visibilidade e aproximando o 
profissional das pessoas. 
Porém, essa exposição também levanta algumas questões importantes, 
principalmente no campo da ética. Isso porque nem sempre é fácil identificar até que 
ponto o advogado está apenas informando e quando começa a tentar captar clientes 
de forma inadequada. Essa exposição excessiva, conhecida como "ostensividade", 
pode acabar descaracterizando o papel da advocacia e aproximando a atividade de 
uma lógica mais comercial. 
A publicidade na advocacia não funciona da mesma forma que em outras 
profissões. Enquanto empresas podem fazer propagandas mais diretas para atrair 
clientes, o advogado precisa seguir regras específicas, justamente para preservar a 
seriedade e a credibilidade da profissão. 
Diante disso, este trabalho tem como objetivo analisar justamente esses limites, 
com base no Provimento 205/2021 da OAB, buscando entender até onde vai a 
divulgação permitida e quando ela passa a violar as regras éticas da profissão. 
 
1.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
De acordo com o Estatuto da OAB, o Código de Ética e o Provimento 205/2021, 
a publicidade profissional do advogado deve ter caráter meramente informativo, 
primando pela discrição e sobriedade, sendo vedada qualquer forma de 
mercantilização da advocacia. 
Isso significa que o objetivo da divulgação não pode ser vender serviços ou 
convencer diretamente o cliente, mas sim informar e orientar. Por isso, práticas como 
promessa de resultados, uso de linguagem apelativa, sensacionalismo ou qualquer 
2 
tentativa de captação direta de clientela são proibidas, por violarem os princípios 
éticos da profissão. 
O Provimento 205/2021 também permite a utilização das redes sociais e 
ferramentas digitais pelos advogados, desde que respeitados esses limites éticos, 
mantendo sempre o caráter informativo da comunicação. 
O problema surge quando há excesso. A chamada "ostensividade" aparece 
quando o advogado ultrapassa esses limites, utilizando estratégias típicas de 
marketing comercial, como frases chamativas, promessas de ganhos ou conteúdos 
que incentivam diretamente a contratação. Nesses casos, a atuação deixa de ser 
informativa e passa a ser considerada mercantilização, o que é vedado pela norma. 
Por outro lado, é permitido ao advogado divulgar conteúdo jurídico, esclarecer 
dúvidas e se posicionar profissionalmente no ambiente digital, desde que isso seja 
feito com equilíbrio e responsabilidade. 
Assim, o grande desafio atual é encontrar o equilíbrio entre a presença nas 
redes sociais e a preservação dos princípios éticos da advocacia, evitando que a 
profissão perca sua credibilidade ao se aproximar de práticas comerciais. 
 
2. CASO 
A publicidade na advocacia brasileira passa por um processo de transformação 
impulsionado pelo uso crescente das redes sociais como ferramenta profissional. 
Nesse contexto, a Ordem dos Advogados do Brasil instituiu o Provimento 205/2021 
da OAB, com o objetivo de regulamentar o marketing jurídico e estabelecer limites 
éticos para a atuação digital dos advogados. A norma busca conciliar a necessidade 
de presença online com a preservação do caráter não mercantilista da profissão, 
restringindo práticas que configurem captação indevida de clientela. 
Um caso real recente que evidencia a extrapolação desses limites foi analisado 
pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB de São Paulo, conforme divulgado pelo 
portal Migalhas. Na 691.ª sessão de julgamento, realizada em 26 de junho de 2025 
(Processo n.º 25.0886.2025.002152-5), o Tribunal entendeu que advogados não 
podem utilizar casos concretos em publicações nas redes sociais, ainda que com 
3 
ocultação de dados das partes. Segundo o entendimento firmado, esse tipo de prática 
extrapola o caráter meramente informativo da publicidade jurídica e pode configurar 
forma indireta de captação de clientela, especialmente quando vinculada à 
autopromoção profissional. 
Nos termos do art. 3.º do Provimento 205/2021 da OAB, a publicidade na 
advocacia deve possuir caráter exclusivamente informativo, sendo vedada a utilização 
de estratégias que envolvam promoção pessoal, promessa de resultados ou 
exposição indevida de elementos capazes de induzir o público ao erro. Ainda 
conforme o entendimento do Tribunal de Ética, a publicidade do advogado deve primar 
pela discrição e sobriedade, não sendo ética a divulgação de casos concretos como 
forma de atrair clientes. 
Embora o caso analisado trate diretamente da divulgação de situações 
concretas, ele se conecta ao fenômeno mais amplo da ostensividade nas redes 
sociais, em que advogados passam a utilizar estratégias de autopromoção, exposição 
excessiva e construção de imagem para atrair clientela. Nessas situações, a atuação 
profissional deixa de priorizar a informação jurídica e passa a adotar características 
típicas de práticas mercantilistas, o que é vedado pelas normas éticas da profissão. 
Do ponto de vista ético, o problema central reside na indução do público ao erro 
e na substituição da qualificação técnica por elementos de persuasão. A advocacia é 
uma atividade de meio, e não de resultado, de modo que qualquer prática que sugira 
garantias implícitas de êxito viola princípios fundamentais da profissão. A distinção 
entre informação jurídica legítima e mercantilização está no propósito: enquanto a 
primeira busca orientar e educar a sociedade, a segunda utiliza estratégias 
persuasivas para atrair clientes. Essa distorção compromete a dignidade da advocacia 
e afasta o Direito de sua função social. 
Diante disso, conclui-se que o uso das redes sociais pelos advogados deve 
observar rigorosamente os limites éticos estabelecidos pela OAB. Embora a presença 
digital sejalegítima e necessária, ela não pode se sobrepor aos princípios da 
sobriedade, discrição e finalidade informativa, sob pena de descaracterizar a própria 
essência da profissão. 
4 
Um exemplo prático de captação indevida de clientes ocorreu em Caldas 
Novas, onde, após denúncia, a OAB de Goiás identificou uma associação que utilizava 
publicidade irregular e banners para oferecer serviços jurídicos à população. Nesse 
caso, os envolvidos estavam oferecendo ações de indenização para moradores, o que 
caracteriza captação indevida de clientela. 
Essa prática é proibida pelo Estatuto da OAB, especialmente pelo artigo 34, 
que considera infração disciplinar captar clientes, mesmo com a participação de 
terceiros. Além disso, a situação demonstra claramente a mercantilização da 
advocacia, já que o serviço jurídico passou a ser oferecido como se fosse um produto. 
Diante disso, a OAB afirmou que tomaria medidas para instaurar processo 
ético-disciplinar contra os envolvidos, reforçando a importância de preservar a ética e 
a credibilidade da profissão. 
3. ANÁLISE CRÍTICA 
Essa atitude dos advogados foi gravemente reprovável. A prática de captação 
indevida pode parecer totalmente inofensiva; no entanto, quando o advogado passa a 
vender o seu serviço quase como um produto, ele infringe o compromisso ético e 
coloca como primordial o interesse na obtenção de clientes. 
Esse caso está diretamente ligado à violação das regras da OAB, 
especialmente o artigo 34, inciso IV, da Lei n.º 8.906/1994, que proíbe a captação de 
clientes de forma antiética ou apelativa. 
O dever de um advogado é agir sempre com responsabilidade, ética e respeito 
às leis. Neste caso, os profissionais infringiram um código fundamental da profissão, 
levando à instauração de processo ético-disciplinar. 
De acordo com o Provimento 205/2021, o advogado pode fazer divulgações, 
utilizar as redes sociais e compartilhar conteúdos, desde que esses conteúdos e 
divulgações sejam informativos, educativos e, principalmente, éticos, sendo proibida 
qualquer forma de mercantilização ou captação indevida de clientes. 
Desta forma, os advogados deveriam divulgar o seu trabalho de maneira 
discreta e informativa, sem abordar casos concretos ou dirigir-se diretamente a 
5 
possíveis clientes. É necessário respeitar a liberdade de escolha e a dignidade da 
profissão. 
O mercado jurídico existe para uma organização social e um mundo mais justo; 
no entanto, esse mercado não pode funcionar como um comércio, por se embasar na 
ética, na justiça e na dignidade da profissão. 
 
4. CONSEQUÊNCIAS 
O art. 6.º do Provimento 205/2021 da OAB estabelece expressamente: 
Fica vedada, na publicidade ativa, qualquer informação relativa às 
dimensões, qualidades ou estrutura física do escritório, assim como a 
menção à promessa de resultados ou a utilização de casos concretos para 
oferta de atuação profissional. 
Parágrafo único. Fica vedada em qualquer publicidade a ostentação de bens 
relativos ao exercício ou não da profissão, como uso de veículos, viagens, 
hospedagens e bens de consumo, bem como a menção à promessa de 
resultados ou a utilização de casos concretos para oferta de atuação 
profissional. (CONSELHO FEDERAL DA OAB, 2021) 
Dentre as principais consequências para o advogado que descumprir essas 
normas, destacam-se: 
a) Processo Ético-Disciplinar: instauração de representação pelo Tribunal 
de Ética e Disciplina (TED) da OAB, podendo levar a penas de censura, 
suspensão ou, em casos extremos, exclusão dos quadros da Ordem. 
b) Ações Corretivas e Preventivas: remoção obrigatória de conteúdo, 
retificação de informações e imposição de normas mais rígidas de 
fiscalização sobre o profissional. 
c) Prejuízo à Reputação: perda de credibilidade e danos à imagem 
profissional decorrentes da violação da sobriedade exigida pela 
profissão. 
6 
A OAB estabelece critérios objetivos para a análise das infrações ético-
disciplinares, levando em conta a intenção do profissional, a repercussão da conduta, 
a frequência de reincidência e o contexto em que a publicidade foi realizada, buscando 
garantir equilíbrio entre o dever de fiscalização e o respeito à liberdade de expressão. 
 
5. CONCLUSÃO 
Advogados podem usar a internet, desde que seu uso seja limitado a instruir 
pessoas que não tenham conhecimento amplo das leis. Jamais deverão vender 
promessas ou realizar qualquer ato que configure mercantilização da profissão. 
A presença dos advogados nas redes sociais e em outras plataformas digitais 
exige não apenas domínio técnico das ferramentas de comunicação, mas também 
sensibilidade ética para lidar com os desafios de exposição pública. O ambiente 
digital, ainda que ofereça inúmeras possibilidades de alcance e visibilidade, também 
apresenta riscos associados ao excesso de informalidade, à superficialidade das 
mensagens e à possível banalização da profissão jurídica. Nesse sentido, o advogado 
deve atuar como agente de informação e formação, utilizando o marketing jurídico 
como meio de democratização do conhecimento e não como instrumento de 
mercantilização da advocacia. 
As transformações digitais, quando conduzidas com base na ética e na 
legislação vigente, não devem ser encaradas como ameaças ao exercício profissional, 
mas sim como oportunidades de reinventar a forma de interação entre advogados e 
seus públicos. O marketing jurídico ético contribui diretamente para o fortalecimento 
institucional da advocacia, promovendo a valorização da atividade profissional e a 
ampliação do acesso à justiça por meio de uma comunicação clara, transparente e 
responsável. 
 
 
 
 
 
7 
6. REFERÊNCIAS 
BRASIL. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Provimento n. 205, 
de 25 de novembro de 2021. Dispõe sobre a publicidade na advocacia. Brasília, DF: 
OAB, 2021. Disponível em: https://www.oab.org.br. Acesso em: 4 maio 2026. 
BRASIL. Lei n. 8.906, de 4 de julho de 1994. Dispõe sobre o Estatuto da Advocacia 
e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 5 
jul. 1994. 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. Código de Ética e Disciplina da OAB. 
Brasília, DF: OAB, 2015. 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – SEÇÃO GOIÁS (OAB-GO). Após 
denúncia, OAB-GO constata captação indevida de clientes em Caldas Novas. 
Goiânia, 14 abr. 2022. Disponível em: https://www.oabgo.org.br/apos-denuncia-oab-
go-constata-captacao-indevida-de-clientes-em-caldas-novas/. Acesso em: 4 maio 
2026. 
	1. INTRODUÇÃO
	1.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
	2. CASO
	3. ANÁLISE CRÍTICA
	4. CONSEQUÊNCIAS
	5. CONCLUSÃO
	6. REFERÊNCIAS

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