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Ciência Política Prova: Do estado de natureza ao estado de sociedade (contrato social) Maquiavel e Realismo Político “A verdade efetiva das coisas” Política da forma como ela se dá e não idealizada. Análise empírica da política. Política como esfera autônoma da atividade humana, separada da moral, ética e da religião. Contexto: Renascimento, Guerras Itálicas. Pioneiro da análise empírica da política. Conceitos fundamentais: o Virtù – não é a virtude moral, mas a energia, habilidade e determinação (vontade) política do governante para agir eficazmente diante das circunstâncias. o Fortuna – O acaso, o imponderável, as circunstâncias históricas que o governante não controla. o A Virtù controla metade da Fortuna, mas a outra metade foge ao controlável e a razão. o Razão de Estado – O interesse e a sobrevivência do Estado como critério supremo da ação política. O governante pode e, ás vezes, deve agir de modo contrário a moral comum para preservar o Estado (Povo). o Autonomia da Política – A política tem suas próprias leis e lógicas, independente da moral religiosa e da filosofia. Contribuições para o Direito e Estado: o Conceito de Estado como Entidade Autônoma o Noção de interesse público como critério de governo o Importância das leis para uma república duradoura o Primeiras noções de cidadania estatal Tensões para o Direito Constitucional o Razão do Estado versus os Direitos Fundamentais: até onde o Estado pode agir em nome do “interesse público”. o O Estado de Exceção: situações em que o Poder suspende o Direito. o Os atos de governo e a dificuldade de submete-los ao controle judicial o Tensão entre eficácia e legitimidade Hobbes e o contrato absolutista Teoria do Leviatã – “A vida do homem no estado de natureza é solitária, pobre, sórdida, brutal e curta.” Materialismo Mecanicista: dedução geométrica a partir de premissas sobre a natureza humana. O ser humano é movido por apetites e aversões – o maior medo é o da morte violenta. Primeira justificativa racional e secular para o Estado soberano absoluto Contrato Social de Hobbes: o Estado de Natureza: igualdade radical entre os homens, guerra de todos contra todos. o As leis da natureza: descoberta das leis naturais da paz, abdicar de direitos em benefício mútuo. Essas leis não possuem poder coercitivo o O Contrato Social: cada individuo transfere todos os seus direitos naturais para um soberano. O contrato é entre os súditos – o soberano não é parte e não pode ser responsabilizado. o O Leviatã Soberano: O Estado como “Deus Mortal”, poder absoluto, indivisível e irresistível. O soberano não está vinculado pelas leis que cria. Sua única obrigação e garantir a segurança. Origem do positivismo jurídico – o Direito é o comando do soberano, não deriva da moral nem da razão divina, mas da vontade do poder político. Limites – se o soberano não garante a segurança, o fundamento do pacto desaparece. Locke e o Liberalismo Político Contexto: Substituição do absolutismo pelo governo parlamentar limitado. Base do liberalismo – propriedade e liberdade de expressão. Estado de Natureza de Locke: é liberdade e igualdade governado pela lei natural. Os homens já possuem direitos antes do Estado (contrato social). O problema é a ausência de um juiz para arbitrar as disputas. Constitucionalismo Liberal o Direitos Naturais preexistentes, o governo não os cria, mas os proteje o Governo por consentimento. Um governo só existe com o consentimento dos governados. Soberania Popular o Governo Limitado e fins determinados. O governo que ultrapassa os limites impostos perde sua legitimidade o Direito de resistência. O povo tem o direito de resistir e substituir o governo Locke apresentou a Bipartição dos poderes em legislativo e executivo. Montesquieu e a Separação dos Poderes Arquitetura institucional do Estados modernos Sistema de pesos e contrapesos Comparação sistemática do poder constituído como Estado Tipos de Governo e Separação dos Poderes o República: a virtude cívica – os cidadão colocam o bem público acima dos interesses privado. o Monarquia: a honra – cada um busca distinção e prestígio conforme as leis e a hierarquia social. o Despotismo: o medo – o déspota governa sem lei, por puro arbítrio. É a forma degenerada de governo para Montesquieu. o A separação entre os poderes é a forma de evitar o Despotismo. o Poder Legislativo: criar leis. Faz o controle político do Executivo. o Poder Executivo: executar leis e administrar Estado. o Poder Judiciario: aplicar a lei e resolver conflitos O poder deve frear o poder. Rossouea e a Soberania Popular Soberania popular absoluta e inalienável “O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se ferros” Antagônico a visão de propriedade de Locke. A liberdade do homem acabou com o advento da propriedade. Rousseau inverte a noção de Estado Natural de Hobbes: o ser humano nasce bom, é a sociedade e a civilização que o corrompem. A propriedade privada gerou desigualdade, que gerou o conflito, que levou os ricos a imporem um “contrato” falso aos pobres para legitimar dominação. O verdadeiro contrato social deve corrigir essa injustiça. Vontade Geral e Soberania Popular o O interesse comum objetivo da comunidade política é a lei legitima e que expressa a vontade geral, não os interesses particulares ou de grupos. o Soberania Inalienável do Povo não pode ser Ciência Política