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COLÉGIO MILITAR DE BRASÍLIA
Revisão de História para AE
2º ano
As Revoluções Inglesas e os Atos de Navegação (1651)
O Contexto Histórico
No século XVII, a Inglaterra vivia uma guerra civil entre o Rei (Absolutista) e o Parlamento
(representando a burguesia e puritanos). Após a vitória do Parlamento liderado por Oliver
Cromwell, a prioridade tornou-se transformar a Inglaterra em uma potência comercial global.
O que foram os Atos de Navegação?
Foi uma lei protecionista que determinava que qualquer mercadoria que entrasse ou saísse da
Inglaterra deveria ser transportada em navios ingleses ou em navios do país que produziu a
mercadoria.
Por que isso é importante? (A "Robusteza" do argumento)
Ataque ao monopólio holandês: Na época, a Holanda era a "carreteira do mar", lucrando
com o transporte de produtos de outros países. Os Atos enfraqueceram os holandeses.
Acúmulo de Capital: Ao garantir que o lucro do frete e do comércio ficasse em mãos
inglesas, a Coroa acumulou os recursos necessários para, um século depois, financiar a
Revolução Industrial.
A Revolução Francesa e a Declaração de 1789
A Estrutura da Sociedade e a Ruptura
A Revolução Francesa não foi apenas uma revolta, foi a destruição do Antigo Regime. A
sociedade era dividida em estamentos (clero, nobreza e povo), onde o nascimento determinava
seus direitos.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
Publicada em 1789, ela é o "manifesto" da burguesia.
Igualdade Jurídica: O ponto central é que "os homens nascem e permanecem livres e iguais em
direitos". Isso destrói os privilégios da nobreza.
Limitação do Poder Real: O rei não é mais um representante de Deus, mas um servidor da
Nação.
A Contradição (Importante para a prova): A igualdade defendida era jurídica e não social ou
econômica. A propriedade privada continuava sagrada, o que mantinha a desigualdade entre
ricos e pobres.
A Revolução Francesa levou à guerra contra outros países
Causa Política: As monarquias absolutistas vizinhas (Áustria, Prússia) temiam que o "vírus
revolucionário" se espalhasse e derrubasse seus próprios reis.
Defesa da Revolução: A França declarou guerra para proteger suas conquistas e expandir
os ideais de liberdade, transformando o conflito em uma luta entre o "Novo Mundo Liberal"
e o "Velho Mundo Absolutista".
Dica importante: a Revolução Francesa representava uma ameaça à ordem absolutista
europeia. Os reis europeus queriam restaurar o poder de Luís XVI para evitar que ideais de
soberania popular chegassem aos seus territórios.
Conflitos Napoleônicos e Impacto Ambiental
A Guerra dos Recursos
No final do século XVIII e início do XIX, a guerra não era feita apenas com soldados, mas com
tecnologia naval.
A Supremacia Inglesa: A Inglaterra dependia de sua marinha para manter o bloqueio
contra Napoleão.
A Escassez de Madeira: Construir navios de linha exigia milhares de carvalhos
centenários. A França, para tentar igualar o poder naval inglês, promoveu um
desmatamento agressivo em cadeias montanhosas.
Geopolítica da Madeira: Como as florestas europeias estavam se esgotando, a Inglaterra
passou a explorar intensamente as florestas canadenses para manter sua frota.
Dica importante: a necessidade militar de construir frotas navais robustas para a guerra exigia
quantidades massivas de madeira. Isso resultou no esgotamento de recursos naturais e em um
desmatamento sem precedentes no Hemisfério Norte para sustentar o esforço bélico.
A Primeira Revolução Industrial (Sécs. XVIII - XIX)
O Salto Tecnológico
A Primeira Revolução Industrial não foi apenas o surgimento de fábricas, mas a mudança na fonte
de energia. Antes, dependia-se da força humana, animal ou da natureza (ventos/rios).
A Máquina a Vapor: O aperfeiçoamento do motor a vapor (James Watt) permitiu que as
fábricas fossem instaladas em qualquer lugar, não apenas perto de rios.
Combustível: O carvão mineral tornou-se a fonte de energia essencial para alimentar
essas máquinas.
Indústria Têxtil: Foi o setor pioneiro, utilizando teares mecânicos que produziam muito
mais rápido que qualquer artesão
Impactos Sociais e o Mundo do Trabalho
Da Oficina para a Fábrica
O Artesão (que domina todas as etapas da produção e é dono das suas ferramentas)
O operário (que vende sua força de trabalho e executa apenas uma tarefa repetitiva).
As Condições de Exploração
Para maximizar os lucros na falta de leis trabalhistas, os industriais adotaram práticas severas:
Trabalho Infantil e Feminino: Eram preferidos por receberem salários muito menores que
os homens e serem considerados mais dóceis (obedientes).
Ambiente Insalubre: As fábricas eram escuras, mal ventiladas e extremamente perigosas,
sem qualquer equipamento de proteção.
Jornadas Exaustivas: Não havia limite de horas; trabalhadores chegavam a cumprir 14 ou
16 horas diárias.
Dica importante: Ao analisar o impacto social, lembre-se que a industrialização inicial não trouxe
direitos. Ela trouxe aumento de produção, mas à custa da precarização da vida do trabalhador,
especialmente o uso massivo de mulheres e crianças devido aos baixos salários
Ideologias Sociais e Políticas do Século XIX
No século XIX, o abismo entre a riqueza da burguesia e a miséria do operariado gerou várias
correntes de pensamento que buscavam reformar ou destruir o sistema capitalista.
1. Liberalismo Econômico
A Ideia: Defende a liberdade individual e a propriedade privada.
O Estado: O governo não deve interferir na economia (Laissez-faire).
Mercado: A "mão invisível" do mercado deve regular preços e salários.
2. Socialismo Utópico
A Ideia: Crítica severa à miséria e exploração geradas pelo liberalismo.
Ação: Propunham reformas sociais e a criação de comunidades ideais (cooperação), mas
não explicavam o método prático ("científico") para derrubar o capitalismo.
3. Socialismo Científico (Marxismo)
A Ideia: Propõe a socialização dos meios de produção (terras, fábricas, bancos),
tornando-os propriedade coletiva ou estatal.
Método: Baseia-se na luta de classes e na revolução do proletariado para alcançar uma
sociedade sem exploração.
4. Anarquismo
A Ideia: Defesa da supressão total do Estado, considerado desnecessário e prejudicial à
liberdade.
Objetivo: Uma sociedade autogerida, sem classes e sem governantes.
5. Doutrina Social da Igreja
A Ideia: Reação da Igreja Católica (Encíclica Rerum Novarum) aos problemas sociais.
Conciliação: Conclama patrões e empregados a seguirem princípios cristãos, buscando
justiça social sem necessariamente abolir a propriedade privada ou pregar a luta de
classes.
Período Joanino no Brasil (1808)
O Alvará de Liberdade Industrial (1808)
A Intenção: D. João revogou a proibição de fábricas no Brasil (que existia desde 1785)
para promover a riqueza nacional.
O Fracasso: Apesar da liberdade legal, a industrialização não ocorreu na prática.
Por que o Brasil não se industrializou com D. João?
Tratados de 1810: Os ingleses pagavam taxas alfandegárias menores (15%) do que os
próprios portugueses (16%) para entrar no Brasil.
Inundação de Mercadorias: A Inglaterra, já industrializada, inundava o mercado brasileiro
com produtos baratos e de melhor qualidade, tornando impossível a competição para as
fábricas nacionais nascentes.
Dica importante: pense na vantagem comercial britânica. O alvará de D. João foi anulado na
prática pela concorrência desleal dos produtos ingleses, que gozavam de tarifas privilegiadas nos
portos brasileiros.
O Congresso de Viena (1815)
Os Três Princípios Norteadores
1. Legitimidade: Defendia que os tronos europeus deveriam ser devolvidos às dinastias que
os ocupavam antes da Revolução Francesa e das invasões napoleônicas.
2. Restauração: O objetivo de restaurar o absolutismo e as fronteiras geográficas da Europa
de 1792.
3. Equilíbrio Europeu (ou Solidariedade): A criação de um sistema de alianças (como a
Santa Aliança) onde as potências se ajudariammilitarmente para sufocar qualquer nova
revolução liberal.
Os objetivos do congresso de Viena foram atingidos?
Sim, porque conseguiram manter uma paz relativa entre as grandes potências por décadas
e restauraram monarquias.
Não, porque não conseguiram apagar os ideais liberais e nacionalistas semeados pela
Revolução Francesa, o que levaria às revoluções de 1830 e 1848 (Primavera dos Povos).
Independência do Brasil – Ruptura e Continuidade
O Conceito de Ruptura
Político-Administrativa: O Brasil deixou de ser uma colônia (ou parte do Reino Unido de
Portugal e Algarves) para se tornar um Império soberano, rompendo com as Cortes de
Lisboa e o governo português.
O Conceito de Continuidade
A independência brasileira foi conservadora porque manteve:
A Forma de Governo: Diferente de toda a América Latina (que virou república), o Brasil
continuou sendo uma Monarquia.
A Economia: O país continuou dependente da exportação de produtos agrícolas
(latifúndio).
Dica importante: observe os apontamentos quanto ao rompimento com Portugal (ruptura)
aliado à preservação da escravidão ou da monarquia (continuidades). A independência não
trouxe direitos trabalhistas ou democracia popular.
A Confederação do Equador (1824)
O Contexto de Revolta
Causa: O fechamento da Assembleia Constituinte e a outorga da Constituição de 1824
por D. Pedro I, que criou o Poder Moderador, dando poderes absolutos ao Imperador.
O Movimento: Centrado em Pernambuco, estendeu-se ao Ceará e outras províncias
do Nordeste. Tinha caráter republicano, liberal e separatista.
O Personagem: Frei Caneca e o Padre Mororó foram líderes intelectuais do
movimento.
Dica importante: a execução do Padre Mororó ocorreu devido à participação na Confederação
do Equador. Não confunda com a Revolução Pernambucana de 1817, que ocorreu ainda sob o
governo de D. João VI.
Expansão Territorial dos EUA e o Destino Manifesto
A Ideologia do Destino Manifesto
O Conceito: A crença de que os colonos americanos eram um "povo escolhido por Deus"
com a missão divina de expandir a civilização, a democracia e o protestantismo do
Atlântico ao Pacífico.
A Justificativa: Essa ideia servia para legitimar a anexação de territórios (como os
tomados do México) e o genocídio de povos indígenas, vistos como "obstáculos" ao
progresso.
A Imagem (John Gast): A figura central (Colúmbia) carrega um livro (escola/leis) e fios de
telégrafo, trazendo a luz do progresso para o "oeste selvagem e escuro", enquanto índios e
bisões fogem.
A expansão "Destino Manifesto" não era vista apenas como política, mas como um dever moral e
religioso, onde o avanço da tecnologia (ferrovias e telégrafo) provava a superioridade da
civilização americana sobre as populações nativas.
Unificações Italiana e Alemã
1. A Unificação Italiana e a frase de D'Azeglio
"Fizemos a Itália, agora temos que fazer os italianos".
O Significado: A Itália foi unificada politicamente em 1861 sob a liderança do Reino de
Piemonte-Sardenha, mas a população ainda era fragmentada por dialetos, culturas e
economias diferentes (o Norte industrial vs. o Sul agrário).
Unificar o território (fazer o mapa) foi mais fácil do que criar um sentimento de nação (fazer
o povo). A unificação foi um processo de cima para baixo, liderado pela elite piemontesa,
deixando o povo à margem do processo inicial.
2. A Unificação Alemã e a frase de Treitschke
"A Alemanha se fundiu na Prússia".
O Significado: Diferente da Itália, onde houve um ideal romântico, a Alemanha foi
unificada pelo Militarismo Prussiano e pela diplomacia de Otto von Bismarck ("Ferro e
Sangue"). Não foi uma fusão entre iguais; a Prússia, com seu exército e burocracia, impôs
seu modelo ao restante dos estados alemães.
A Alemanha nasceu como um Estado forte, autoritário e industrializado desde o berço, sob
a hegemonia prussiana.
Semelhanças
Liderança de Estados Fortes: Piemonte-Sardenha (Itália) e Prússia (Alemanha) foram os
"motores" que guiaram o processo.
Interesses Econômicos: A necessidade de criar um mercado interno unificado para a
burguesia industrial (destaque para o Zollverein na Alemanha, a união aduaneira).
Papel da Guerra: Ambos os países utilizaram conflitos contra a Áustria para expulsar a
influência estrangeira e consolidar o território.
Nacionalismo: O uso da ideia de "nação" como ferramenta para convencer a população a
aceitar um governo centralizado.
Dica importante: lembre-se que as unificações foram tardias e elitistas. Na Itália, o desafio era
criar uma cultura comum após a união política, enquanto na Alemanha, a união foi marcada pela
predominância do poder militar e político da Prússia sobre os demais estados.
As Revoluções Inglesas e os Atos de Navegação (1651)
O Contexto Histórico
O que foram os Atos de Navegação?
Por que isso é importante? (A "Robusteza" do argumento)
A Revolução Francesa e a Declaração de 1789
A Estrutura da Sociedade e a Ruptura
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão
A Revolução Francesa levou à guerra contra outros países
Conflitos Napoleônicos e Impacto Ambiental
A Guerra dos Recursos
Ideologias Sociais e Políticas do Século XIX
1. Liberalismo Econômico
2. Socialismo Utópico
3. Socialismo Científico (Marxismo)
4. Anarquismo
5. Doutrina Social da Igreja
O Congresso de Viena (1815)
Os Três Princípios Norteadores
Os objetivos do congresso de Viena foram atingidos?
Independência do Brasil – Ruptura e Continuidade
O Conceito de Ruptura
O Conceito de Continuidade
Dica importante: observe os apontamentos quanto ao rompimento com Portugal (ruptura) aliado à preservação da escravidão ou da monarquia (continuidades). A independência não trouxe direitos trabalhistas ou democracia popular.
A Confederação do Equador (1824)
O Contexto de Revolta
Expansão Territorial dos EUA e o Destino Manifesto
A Ideologia do Destino Manifesto
Unificações Italiana e Alemã
1. A Unificação Italiana e a frase de D'Azeglio
2. A Unificação Alemã e a frase de Treitschke
Semelhanças