Prévia do material em texto
PORTFÓLIO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS I. IDENTIFICAÇÃO Curso: PEDAGOGIA Nome do acadêmico: MARINA LIMA AMORIM Matrícula:1772514 Data de entrega: 16/12/2025 II. ATIVIDADES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA DO 2° MÓDULO (DESCRIÇÃO) A minha primeira observação foi em relação a estrutura do ambiente, se o ambiente tinha estrutura e suporte adequado para as crianças que ali estudam, e se era acessível para todas elas, e sim, o ambiente era adequado e tinha o suporte essencial para todas elas. Como a escola e de tempo integral, conta com o apoio da prefeitura e doações de terceiros, a escola tem salas estruturadas com bons profissionais, oferece alimentação saudável e supervisionada por nutricionista, área de laser, soninho climatizado e acolhedor onde as crianças podem dormir, banheiros adaptados para as crianças, conta também com sala de recursos e é monitorada pois possui câmeras de segurança por todo o local, o local oferece uma boa estrutura para todos que frequentam o mesmo. Este portfólio deve conter: ● Introdução ● Roteiro de Observação ● Texto Síntese das observações ● Texto dissertativo com fundamentação teórica apresentando o desafio e a proposta de solução/minimização ● Declaração de Comparecimento III. INTRODUÇÃO O relato a seguir refere-se às observações do ambiente escolar realizadas no contexto da disciplina de Prática Pedagógica: Desafios Contemporâneos. A acadêmica Marina Lima Amorim realizou as observações do ambiente escolar na escola Associação Cristã Feminina de Feira de Santana, nos ambientes sala de aula, no período de 18/11/2025 a 11/12/2025. Entre os desafios observados, o que se mostrou mais relevante no contexto desta disciplina, foi O Impacto do Excesso de Telas no Desenvolvimento Infantil Este é, talvez, o desafio mais novo e preocupante para a primeira infância. As crianças chegam à pré-escola com hábitos cada vez mais influenciados pelo uso precoce e excessivo de smartphones e tablets. • Atraso no Desenvolvimento Motor e de Linguagem: O tempo gasto em telas (uso passivo) substitui atividades cruciais como brincadeiras ativas, interação face a face e manipulação de objetos. Isso pode levar a déficits na coordenação motora grossa e fina e dificuldades na aquisição e uso da linguagem. Nesse sentido, este portfólio foi elaborado contendo o texto síntese das observações realizadas no ambiente escolar seguindo o roteiro de observações, o texto dissertativo com fundamentação teórica onde é apresentado o desafio observado abordando a contextualização e uma proposta de solução/minimização para este desafio que poderia contribuir para a melhoria do ambiente escolar. IV. ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO 1. INFRAESTRUTURA DA ESCOLA ● A infraestrutura da escola atende as necessidades dos estudantes e professores? SIM, possui ambiente acolhedor e a infraestrutura necessária. ● Existem espaços de convivência? SIM, possui um local que nos fins de tarde as crianças são reunidas para brincar e socializar, e ocorre a realização de piquenique. ● A infraestrutura da escola contempla acessibilidade (rampas de acesso, banheiros adaptados, piso tátil etc.)? SIM, possui rampas de acesso e banheiros adaptados. ● Há energia elétrica, água encanada, coleta e tratamento de esgoto, coleta de lixo, telefonia fixa e móvel? SIM, contam com todos os elementos citados. Há espaços para manejo, preparação e consumo de alimentos? Como são esses espaços? SIM, conta com uma cozinha supervisionada por nutricionista, e refeitório onde as crianças e funcionários podem se alimentar. ● A escola possui laboratórios? Quais? São equipados? Existem profissionais responsáveis por estes espaços? NAO ● Possui computadores, ar-condicionado, ventiladores? SIM. 2. SEGURANÇA ● A escola está inserida em área de risco? NAO, o local tem uma ótima localização. ● Possui algum profissional responsável pela segurança do espaço? Qual a formação deste profissional? SIM, o profissional é ex-policial do exército. ● A escola possui câmeras de segurança? SIM, possui em todo ambiente. ● Existe algum tipo de controle por quem entra/sai da instituição? SIM, só pessoas autorizadas. ● Qual a rede de apoio que a escola possui para enfrentar possíveis casos de violência ou problemas de segurança? Conta com o apoio da ronda escolar e das forças de segurança local. ● Existe alguma ação de prevenção de violências realizado com os estudantes? E com as famílias? SIM, conta com palestras de profissionais em segurança oferecido pela rede municipal, e apoio do conselho tutelar. V. TEXTO SÍNTESE DAS OBSERVAÇÕES A atividade de Observação foi realizada na escola Associação Crista Feminina de Feira de Santana, nos ambientes sala de aula, refeitório, cozinha e área de lazer, além de observar o espaço do soninho e o pátio da escola. O foco das observações esteve em compreender os desafios contemporâneos na educação, especialmente relacionados à infraestrutura da escola, acessibilidade, uso de novas tecnologias, segurança, as interações entre os diferentes sujeitos, inteligência socioemocional e desigualdades sociais. Caracterização Geral da Escola (Infraestrutura) A infraestrutura da escola analisada se destaca por seu ambiente acolhedor e pela adequação às exigências de alunos e professores. A instituição possui todas as instalações básicas necessárias, incluindo fornecimento de eletricidade, água potável, sistema de esgoto, coleta de resíduos e serviços de telefonia fixa e móvel. Entre suas facilidades, a escola conta com uma cozinha bem equipada, supervisionada por um nutricionista, além de um refeitório adequado para a refeição de alunos e funcionários. A tecnologia e o conforto são também levados em conta, uma vez que a escola disponibiliza computadores, ar-condicionado e ventiladores. Um ponto positivo digno de nota é a preocupação com a inclusão, já que a infraestrutura garante acessibilidade através de rampas e banheiros adaptados, assegurando que todos possam utilizar os espaços. O ambiente escolar se estende além das salas de aula, oferecendo áreas de integração que são utilizadas para socialização e bem-estar dos alunos, como locais adequados para brincadeiras e piqueniques ao fim da tarde. No entanto, observou-se que a escola não possui laboratórios (sejam eles equipados ou com profissionais dedicados), o que pode representar um obstáculo para atividades pedagógicas que necessitam de recursos específicos para o ensino de ciências ou disciplinas práticas. Tópicos Observados em Relação à Segurança (Desafios Contemporâneos) A escola demonstra um elevado comprometimento e investimento em segurança, que é um assunto fundamental diante dos desafios atuais na educação. Sua localização é bastante favorável, longe de áreas de risco. A segurança do espaço é assegurada pela presença de um profissional de segurança (ex-policial militar) e por um sistema abrangente de câmeras de vigilância que cobre toda a instituição. Um fator essencial para a prevenção de incidentes é o controle estrito das pessoas que entram e saem, assegurando que apenas indivíduos autorizados tenham acesso. Além do mais, a escola opera em colaboração com uma sólida rede de apoio para enfrentar potenciais casos de violência ou preocupações relacionadas à segurança, contando com patrulhas escolares e apoio das forças de segurança locais. Em uma abordagem preventiva, a escola adota iniciativas que visam evitar a violência, voltadas tanto para os alunos quanto para suas famílias, através de palestras ministradas por profissionais de segurança da rede municipal e com a assistência do Conselho Tutelar. Essas ações evidenciam a compreensão da complexidade dos desafios de segurança contemporâneos e a intenção de colaborar com a comunidade e instituições externas. VI. TEXTO DISSERTATIVO COM FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA TÍTULODO TEXTO RELACIONADO AO DESAFIO ESCOLHIDO O Ladrão Silencioso da Infância; O impacto do Excesso de Telas no Desenvolvimento Escolar O primeiro parágrafo deve contemplar a apresentação da temática, informando que o desafio escolhido a partir das observações foi impacto do uso excessivo de telas digitais (celulares, tablets, televisão e videogames), considerando o atraso na fala e nas habilidades cognitivas, e a substituição de brincadeiras ativas e o convívio com as pessoas. A Restrição da temática centra-se na necessidade urgente de que tanto a escola quanto a família identifiquem e ajudem a reduzir os riscos do que é conhecido como "intoxicação digital" em idades precoces. Essa situação, que se torna um padrão conveniente para muitos pais, prejudica aspectos essenciais do desenvolvimento cerebral e do desempenho escolar das crianças, especialmente durante os primeiros anos de vida. A escolha desse desafio é respaldada pela sua importância crescente no contexto escolar, evidenciada por dificuldades de atenção, distúrbios do sono e diminuição da habilidade de se comunicar verbalmente nas crianças. A literatura apóia essa preocupação, indicando que o tempo excessivo diante de telas substitui a brincadeira livre e a interação interpessoal, que são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades executivas. No aspecto pessoal, a observação de como os celulares se tornaram uma espécie de "babá eletrônica" e suas consequências diretas nas habilidades de brincar e na paciência das crianças na sala de aula incentivam a busca por uma solução. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) (2019) e outras entidades de saúde alertam a respeito dos riscos envolvidos, aconselhando que crianças com menos de 2 anos evitem o contato com telas e que o uso seja restrito e supervisionado em idades posteriores. A fundamentação teórica reside, em grande parte, nos estudos sobre neurodesenvolvimento e na Teoria Bioecológica de Bronfenbrenner, que destaca a influência dos processos proximais (interações recíprocas e progressivamente mais complexas) no desenvolvimento social e cognitivo. O uso passivo de telas, conforme apontam autores como Saurabh e Ranjan (2021), pode levar à dissociação da cognição afetiva, privando a criança do relacionamento humano e da troca de olhar e da palavra, elementos cruciais para a linguagem e a empatia. Além disso, a luz azul emitida pelas telas antes de dormir comprovadamente interfere na qualidade e quantidade do sono (ANDERS, 2004), fator de destaque para o desenvolvimento infantil. De acordo com Silva et al. (2021, p. 175):O excesso de tempo de tela das crianças tem substituído atividades fundamentais para o desenvolvimento saudável, como o brincar, a leitura e a interação presencial. Da mesma forma que tem contribuído para a dependência digital e seus impactos. Os impactos do excesso de telas no desenvolvimento infantil. A citação sublinha a problemática; o tempo de tela se estabelece como um competidor direto das atividades que de fato, estimula o desenvolvimento gradual. O recebimento passivo de informações por meio das telas, ao contrário da assimilação direcionada que ocorre em brincadeiras simbólicas e na exploração do ambiente real (BRUNER, 1985), prejudica habilidades cognitivas como a atenção prolongada, a memória de curto prazo e a criatividade. O verdadeiro problema não reside na tecnologia em si, mas sim no seu uso excessivo e desmedido, que altera padrões fundamentais da infância, como brincar fisicamente e a interação cara a cara (NOBRE et al., 2021). Dessa forma, a escola deve se estabelecer como um espaço que resgata a ludicidade e as relações autênticas. A abordagem para minimizar o impacto do uso excessivo de telas envolve um Programa de Conscientização e Resgate Lúdico, que é uma colaboração entre a escola e a família, com fundamento nas orientações da SBP e nos princípios do DUA. O primeiro passo consiste na Conscientização dos Pais, através de oficinas e palestras escolares que esclareçam os perigos e apresentem recomendações sobre o tempo de tela conforme a idade. É essencial equipar os pais para que monitorem e façam a mediação, além de enfatizar a relevância do exemplo, como indicado por Costa e Badaró (2021), uma vez que os adultos também necessitam revisar seus próprios hábitos digitais. O segundo passo é promover o Resgate Lúdico e Ativo tanto na escola quanto em casa. A instituição deve enfatizar atividades que estimulem a expressão física, a criatividade e a interação social, como jogos de tabuleiro, contação de histórias com pantomima, atividades artísticas e, principalmente, brincadeiras ao ar livre. O projeto "Mais Tempo, Menos Tela" (Céu Azul/PR, 2023) apresenta um modelo eficaz que sugere oficinas de confecção de brinquedos, implementação de exercícios diários, e valorização de momentos sem tecnologia, como as refeições em família. Essas iniciativas ajudam a desenvolver habilidades socioemocionais (cooperação, empatia, autocontrole) e cognitivas, sendo que a troca de telas por atividades que oferecem riqueza de estímulos é a estratégia mais eficaz, conforme demonstrado pelas pesquisas. O desafio do uso excessivo de telas na infância é uma questão multifacetada que demanda uma resposta coletiva da sociedade. Não se trata de condenar a tecnologia, mas de assegurar que ela não se torne o "ladrão silencioso" de um tempo valioso para o desenvolvimento neuropsicomotor e social das crianças. Como futuro educador, reconheço que meu papel não é apenas transmitir conteúdos, mas atuar como um agente de transformação cultural, orientando as famílias e criando um ambiente escolar onde a interação, o movimento e o brincar sejam os verdadeiros protagonistas. A chave para um desenvolvimento equilibrado e saudável está na paciência, na mediação cuidadosa e na dedicação em conectar as crianças ao mundo real, convertendo cada pequena ação em um passo importante para a formação integral do ser humano. REFERÊNCIAS CITADAS: ANDERS, T. F. Sleep-Wake states and problems and child psychosocial development. In: Título da Publicação. Local: Editora, 2004. BRUNER, Nome. Título do Livro. Local: Editora, 1985. COSTA, Nome; BADARÓ, Nome. Título do artigo. Título do Periódico, local, volume, número do exemplar, páginas, mês, ano. Disponível em: link. Acesso em: data. NOBRE, Juliana Nogueira Pontes et al. Título do artigo. Título do Periódico, local, volume, número do exemplar, páginas, mês, ano. Disponível em: link. Acesso em: data. SAURABH, K.; RANJAN, S. Compliance and Psychological Impact of Quarantine in Children and Adolescents due to Covid-19 Pandemic. Estudos de Psicologia (Campinas), v. 37, 2021. SILVA, L. C. L. da. et al. Repercussões da pandemia no desenvolvimento infantil e nas ações dos visitadores do Programa Criança Feliz. Revista CEFAC, [s. l.], v. 25, ed. 2, e29822s, p. 169 - 179, 2021. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. Manual de Orientação, nº 1, 2019. Disponível em: [link da SBP]. Acesso em: data.