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ENFERMAGEM EM TERAPIA INTENSIVA Lesão por Pressão no Paciente Grave A importância da assistência de enfermagem qualificada e sistemática à beira do leitoDesafio Clínico na UTI FISIOPATOLOGIA QUALIDADE Vulnerabilidade Tecidual Papel do Enfermeiro O paciente crítico em terapia intensiva une imobilidade O desenvolvimento de LPP é majoritariamente evitável. É absoluta, instabilidade hemodinâmica sistêmica e hipoperfusão principal indicador de qualidade assistencial da enfermagem, tecidual periférica. Esse estado catabólico crônico e severo uma vez que a prevenção efetiva depende da aplicação reduz radicalmente a tolerância microvascular do tecido celular rigorosa de protocolos, avaliação de risco e tomada de decisão. subcutâneo.Dimensão do Impacto Clínico Epidemiologia na Terapia Intensiva 40% Dentre todos os setores hospitalares, a Unidade de Terapia Intensiva apresenta as maiores taxas de prevalência de lesão por pressão, acometendo até 40% dos pacientes graves. Este cenário de alta Prevalência em Unidades Críticas suscetibilidade reforça a urgência de uma enfermagem proativa com vigilância ininterrupta e protocolos preventivos rígidos.Avaliação de Risco Estruturada Subescala de Parâmetro Clínico Avaliado Gravidade no Paciente de UTI Braden Percepção Sensorial Capacidade de sentir e responder ao desconforto Geralmente nula devido ao uso de sedativos e analgésicos. Umidade do Tecido Exposição da pele ao suor, urina ou fluidos Aumenta risco de maceração da barreira epidérmica. corporais Mobilidade e Atividade Capacidade de controle e mudança de decúbito no Dependência total da equipe de saúde por imobilização leito mecânica. Arrasto mecânico e estiramento de tecidos Fricção e Cisalhamento Agravado pelo posicionamento incorreto e cabeceira alta adjacentes prolongada.Protocolos Baseados em Evidências A união entre a ciência de enfermagem e os cuidados integrados preventivos na redução da incidência de novas lesões.I Pilares do Bundle de Prevenção Redistribuição Pele e Microclima Pontos Críticos Mudança de decúbito de forma Higienização diária com pH compatível Aplicação profilática de películas contínua e adaptada. Uso com a derme, seguida de hidratação protetoras e espumas de silicone complementar de colchões pneumáticos intensa. Barreiras protetoras tópicas multicamadas nas regiões sacra, de pressão alternada à beira do leito. contra a umidade. calcâneos e trocanteres.I Instabilidade Hemodinâmica Avaliação Crítica e Reposicionamento Embora a mudança de decúbito seja mandatória, pacientes 120/80 (90) 40 hemodinamicamente instáveis em uso de altas doses de aminas 15 vasoativas exigem maior rigor na conduta assistencial. Nestes casos de alta gravidade, cabe ao enfermeiro liderar reposicionamento por meio de micro-mudanças lentas e graduais. Esse cuidado diminui as oscilações pressóricas repentinas, garantindo a proteção tecidual periférica sem descompensar o estado cardiovascular do paciente.I Nutrição e Cicatrização Fator Metabólico estado nutricional comprometido impacta severamente a integridade celular em pacientes de UTI. A ausência de suporte proteico adequado debilita a síntese de colágeno e a perfusão local. O enfermeiro atua em sincronia com a equipe multidisciplinar para viabilizar suporte nutricional enteral precoce. A adição de imunonutrientes como arginina e zinco é vital na reconstituição tecidual dos tecidos sob compressão mecânica sustentada.Classificação das Lesões i Estágio 1 (Eritema não branqueável): Pele íntegra, porém com vermelhidão persistente e que não clareia sob compressão digital. Sinal crítico inicial de estresse vascular local. ! Estágio 2 (Perda parcial de pele): Exposição de derme superficial, com leito da úlcera em tom vermelho/rosa úmido, ou se manifestando sob a forma de flictema (bolha) íntegra. Estágio 3 e 4 (Perda profunda): Comprometimento de gordura subcutânea (Estágio 3) ou dano grave estendendo-se a músculos, fáscias, tendões e proeminências ósseas subjacentes (Estágio 4). ! Lesão não Classificável: Leito tecidual completamente obstruído por esfacelo ou escara, inviabilizando a avaliação visual precisa da profundidade real do dano cicatricial.I Impacto da Adesão ao Protocolo Baixa Adesão ao Protocolo (Até 30%) Incidência 28% Adesão Intermediária Incidência 15% (Aproximadamente 60%) Alta Adesão ao Protocolo (Acima de cia 90%) A aplicação rigorosa e sistematizada do 'Bundle' assistencial pela enfermagem, com auditoria diária e identificação do paciente em risco, reduz em até 85% a incidência de LPP. Isso demonstra que a liderança do enfermeiro é pilar mais eficaz para a proteção tecidual.Tratamento de Alta Performance ABORDAGEM ASSISTENCIAL INOVAÇÃO E TECNOLOGIA Prescrição e Coberturas Terapias Adjuvantes O enfermeiro prescreve coberturas que otimizam A fotobiomodulação (laser de baixa intensidade) tem se microambiente da ferida, baseadas no controle de umidade e consolidado como excelente aliada na regeneração tecidual. Em exudação. O uso de hidrogel, alginato de cálcio, carvão ativado lesões profundas, a Terapia por Pressão Negativa (vácuo) e espumas de poliuretano combate infecções e acelera o tecido estimula a neovascularização local e encurta expressivamente o de granulação. período de cicatrização.Conclusão & Perguntas A presença contínua, a competência clínica e a liderança do enfermeiro à beira do leito constituem a principal linha de defesa contra as lesões por pressão em pacientes graves. Programa de Residência de Enfermagem em Terapia Intensiva comissao.ensino@residenciamedica.gov.br www.residenciasaude.com.brImage Sources Source: www.usa.philips.com https://acibademinternational.com/wp-content/uploads/2026/07/overview-what-is-a-balanced-diet-94390-Xv17UFpng Source: acibademinternational.com