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Revisão Direito Civil
DIREITO DE FAMÍLIA
Aula 10/02/2025 – faltei
TÍTULO I
Do Direito Pessoal
SUBTÍTULO I
Do Casamento
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Art. 1.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges.
Art. 1.512. O casamento é civil e gratuita a sua celebração.
Parágrafo único. A habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei.
Art. 1.513. É defeso a qualquer pessoa, de direito público ou privado, interferir na comunhão de vida instituída pela família.
Art. 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados.
Art. 1.515. O casamento religioso, que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.
Art. 1.516. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos exigidos para o casamento civil.
§ 1 o O registro civil do casamento religioso deverá ser promovido dentro de noventa dias de sua realização, mediante comunicação do celebrante ao ofício competente, ou por iniciativa de qualquer interessado, desde que haja sido homologada previamente a habilitação regulada neste Código. Após o referido prazo, o registro dependerá de nova habilitação.
§ 2 o O casamento religioso, celebrado sem as formalidades exigidas neste Código, terá efeitos civis se, a requerimento do casal, for registrado, a qualquer tempo, no registro civil, mediante prévia habilitação perante a autoridade competente e observado o prazo do art. 1.532.
§ 3 o Será nulo o registro civil do casamento religioso se, antes dele, qualquer dos consorciados houver contraído com outrem casamento civil.
CAPÍTULO II
Da Capacidade PARA O CASAMENTO
Art. 1.517. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.
Parágrafo único. Se houver divergência entre os pais, aplica-se o disposto no parágrafo único do art. 1.631.
Art. 1.518.  Até a celebração do casamento podem os pais ou tutores revogar a autorização. (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
Art. 1.519. A denegação do consentimento, quando injusta, pode ser suprida pelo juiz.
Art. 1.520.  Não será permitido, em qualquer caso, o casamento de quem não atingiu a idade núbil, observado o disposto no art. 1.517 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 13.811, de 2019)
Aula 17/02/2025 - Carnaval
Aula 24/02/2025
CASAMENTO
Capacidade para o casamento: 
· Mínimo de 16 anos completos – idade núbil;
· De 16 a 18 anos precisam de autorização (art. 1517, CC), se não emancipados.
· Abaixo de 16 anos, pela quantidade de divórcios para quem casou antes dessa idade, há a presunção de imaturidade.
· Pais podem revogar a autorização até a celebração.
Impedimento Matrimonial
É quando se tem capacidade, mas não se tem legitimidade.
Os impedimentos estão dispostos no artigo 1521.
Impedimentos são circunstanciais.
Haverá nulidade, se houver a infração do artigo 1521. Logo, o casamento será NULO.
Tipos de Parentesco
· Natural ou consanguíneo: de sangue;
· Civil: adoção ou socioafetivo;
· Afinidade: parentes consanguíneos do cônjuge ou companheiro. E.g. enteado.
 
Linha de Parentesco
· Reta: são pessoas que descendem uma das outras. E.g. pai, filhos, avós, bisnetos e etc.
· Colateral: quando um não descende do outro, mas tem um tronco em comum. E.g. irmãos, primos.
Grau de Parentesco
· Linha reta: direto – primeiro, segundo, terceiro e etc.
· Colateral: tem que passar pelos troncos. Exemplo: primos – primeiro grau: pais, segundo grau: avós, terceiro grau: tios e quarto grau: primos. Colateral só vai até quarto grau.
Principais impedimentos (Art. 1521):
· Ascendentes com descendentes (pais com filhos, avós com netos), seja parentesco natural ou civil (adoção).
· Afinidade em linha reta (sogro/sogra com genro/nora, padrasto/madrasta com enteado).
· Adotante com o cônjuge do adotado e vice-versa.
· Irmãos (bilaterais ou unilaterais) e colaterais até o terceiro grau (tios e sobrinhos).
· Adotado com o filho do adotante.
· Pessoas casadas (proibição da bigamia).
· Cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o ex-cônjuge.
Logo:
- Não se pode casar com sogra/enteada = afins em linha reta. Mesmo se separando/divorciando, eles continuam sendo seus parentes. Não se divorcia de sogra e enteada.
- Não pode casar com cônjuge de quem o adotou, e retroage.
- PODE CASAR COM PRIMO. Vedado até 3º Grau.
- Se ficar comprovado por dois laudos médicos que não haverá problemas genéticos, o juiz pode autorizar casamentos com tios.
Aula 25/02/2025
Na união estável, as regras de impedimentos são aplicáveis. – Aplicação subsidiária à união estável – exceção: uma pessoa casada pode contrair união estável com outra.
Concubinato (impróprio/adulterino): Relação paralela a um casamento ou outra união estável. Pessoas impedidas de casar. Concubinato não tem efeito jurídico.
União estável é morar junto / constituir família com a pessoa.
Impedimentos podem se dar até a celebração do casamento (momento do sim + declaração de casados).
· Deve ser por escrito. Não basta ser verbal.
· Qualquer pessoa capaz pode opor impedimentos.
Caso o casamento tenha sido celebrado, é necessária uma ação judicial para anular o casamento.
CAUSAS SUSPENSIVAS
	O artigo 1523 do Código Civil Brasileiro trata das causas suspensivas do casamento, que são situações em que o matrimônio não é proibido, mas sim desaconselhado ou "suspenso" até que certas pendências sejam resolvidas. O objetivo é evitar confusão patrimonial (mistura de bens) e proteger herdeiros de casamentos anteriores. 
Principais Causas Suspensivas (Art. 1523):
· I - Viúvo(a) com filhos: O viúvo ou viúva que tem filhos do falecido e não realizou o inventário e a partilha dos bens.
· II - Prazo de 10 meses: A viúva (ou mulher com casamento anulado) que se casa antes de 10 meses do fim do casamento anterior, para evitar dúvidas sobre a paternidade (turbatio sanguinis).
· III - Divorciado: O divorciado que ainda não partilhou os bens do casal.
· IV - Tutor ou Curador: Tutor/curador e seus parentes próximos com a pessoa tutelada/curatelada, enquanto não prestadas as contas. 
Consequência:
Se a causa suspensiva for ignorada, o casamento é válido, mas impõe-se obrigatoriamente o regime de separação obrigatória de bens. 
Exceção:
O parágrafo único permite que os noivos solicitem ao juiz a não aplicação dessas regras se provarem que não há prejuízo para herdeiros ou ex-cônjuges.
Diferenças entre impedimento e causas suspensivas - consequências
1521 – se houver infringência, a consequência é nulidade.
1523 – se houver infringência, o casamento permanece válido, mas sob regime de separação total de bens. – nubentes não terão poder de escolha quanto à isso. Logo, a consequência é de cunho patrimonial.
O casamento celebrado com a infringência do 1523 é considerado casamento irregular.
Cessadas as causas do 1523, pode ser requerida a mudança de regime.
O Inciso II existe para certificar que não houve gravidez do casamento anterior.
· Se a mulher comprova que é impossível ela estar grávida, exclui-se a sanção ao 1523.
O Artigo 1.523 do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002) estabelece as causas suspensivas do casamento, que são situações em que a lei recomenda que o matrimônio seja adiado para evitar confusão patrimonial ou herdeiros. 
Os legitimados (ou seja, as pessoas que se enquadram nas causas suspensivas e não devem casar, salvo se sanada a situação) são:
· Viúvo(a) com filhos: Quem tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer o inventário e a partilha.
· Viúva ou mulher cujo casamento se desfez: Até dez meses após a viuvez ou dissolução da sociedade.
· Divorciado(a): Enquanto não for homologadaa partilha dos bens.
· Tutor/Curador e seus parentes: Enquanto não cessar a tutela/curatela e as contas não forem saldadas.
Diferenças entre impedimento e causas suspensivas - legitimidade
1521 – não há limitação de quem pode impor impedimento.
1523 – irmãos/cunhados/sogros/enteados e consanguíneos em linha reta e colaterais até 2º grau
As causas suspensivas previstas no artigo 1.523 do Código Civil Brasileiro (que impedem temporariamente o casamento ou impõem o regime de separação obrigatória de bens) podem ser opostas (alegadas) pelos seguintes legitimados, conforme o artigo 1.524 do mesmo código:
· Parentes em linha reta de um dos nubentes: Consanguíneos ou afins (pais, avós, filhos, netos, sogros, enteados).
· Parentes colaterais em segundo grau: Consanguíneos ou afins (irmãos ou cunhados).
HABILITAÇÃO E PUBLICAÇÃO EM EDITAL (do casamento)
· Ver capacidade núbil;
· Ver impedimentos (não pode casar. Se casar, é nulo – 1521);
· Ver causa suspensiva (não deve casar, mas se casar, tem que ser em regime de separação total de bens) – casamento válido, porém irregular pela infringência do 1523.
Procedimento de Habilitação – art. 1525
Pode ser representado por um procurador;
Pontos principais do Art. 1525 - O requerimento de habilitação para o casamento será firmado por ambos os nubentes, de próprio punho, ou, a seu pedido, por procurador, e deve ser instruído com os seguintes documentos:
· Assinatura: Deve ser assinado por ambos de próprio punho ou por procurador com poderes específicos.
· Documentação Necessária:
· I - Certidão de nascimento ou documento equivalente.
· II - Autorização por escrito de representantes legais (se menores) ou suprimento judicial.
· III - Declaração de duas testemunhas (parentes ou não) atestando que não há impedimentos para o casamento.
· IV - Declaração do estado civil, domicílio e residência dos noivos e seus pais.
· V - Certidão de óbito do cônjuge falecido, sentença de nulidade/anulação de casamento anterior ou sentença de divórcio (se aplicável). 
O artigo 1526 do Código Civil brasileiro regula o procedimento de habilitação para o casamento, estabelecendo que este deve ser feito pessoalmente perante o oficial do Registro Civil, com a participação do Ministério Público. A lei simplificou o processo, exigindo intervenção judicial apenas em caso de impugnação. Se houver impugnação, juiz de direito resolve. 
Pontos-chave do Artigo 1526 (após alteração pela Lei 12.133/2009):
· Habilitação Direta: O processo é feito diretamente no cartório de Registro Civil.
· Intervenção do MP: O Ministério Público é ouvido em todos os processos de habilitação.
· Casos de Impugnação: Se houver dúvida ou impugnação pelo oficial, MP ou terceiros, o caso é submetido ao juiz.
· Desburocratização: A mudança (lei de 2009) visou desonerar o Judiciário e acelerar o procedimento. 
O artigo 1527 do Código Civil brasileiro (Lei nº 10.406/2002) trata da publicação dos editais de proclamas no processo de habilitação para o casamento. Ele determina que, com a documentação em ordem, o oficial do Registro Civil deve afixar edital por 15 dias e publicá-lo na imprensa local. 
Pontos principais:
· Afixação: O edital de proclamas deve ficar exposto por 15 dias nas circunscrições do Registro Civil dos dois nubentes.
· Publicação: É obrigatória a publicação na imprensa local, se houver.
· Finalidade: Dar publicidade ao futuro casamento para que, caso exista algum impedimento legal, qualquer pessoa possa denunciá-lo.
· Dispensa de Publicação (Parágrafo único): Em casos de urgência, a autoridade competente (juiz) pode dispensar a publicação do edital. 
O artigo 1529 do Código Civil brasileiro (Lei 10.406/2002) determina que a oposição de impedimentos ou causas suspensivas ao casamento deve ser feita por declaração escrita e assinada. Essa impugnação precisa ser instruída com provas do fato alegado ou com a indicação de onde obtê-las. 
Pontos-chave do Artigo 1529:
· Forma: Exige-se formalidade, com declaração assinada, proibindo denúncias anônimas.
· Conteúdo: Deve conter a prova do impedimento (art. 1521) ou causa suspensiva (art. 1523).
· Objetivo: Agilizar a verificação de impedimentos matrimoniais antes da celebração. 
O Artigo 1530 do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002) trata da oposição ao casamento durante o processo de habilitação. Ele determina que o oficial do registro deve notificar os noivos sobre qualquer impedimento alegado, permitindo-lhes contestar os fatos e processar o oponente de má-fé. 
Detalhes do Artigo 1530:
· Notificação: O oficial do registro deve informar aos noivos (nubentes) ou seus representantes sobre a oposição, indicando os fundamentos, provas e quem a ofereceu.
· Parágrafo Único - Defesa: Os noivos podem solicitar um prazo razoável para provar a falsidade dos fatos alegados.
· Má-fé: Se a oposição for infundada ou de má-fé, os noivos podem promover ações civis e criminais contra o oponente. 
O dispositivo assegura o contraditório no processo de habilitação para o casamento. 
Art. 1531
"Art. 1.531. Cumpridas as formalidades dos arts. 1.526 e 1.527 e verificada a inexistência de fato obstativo, o oficial do registro extrairá o certificado de habilitação." 
Pontos importantes sobre este artigo:
· O que ele faz: Ele determina que, após o casal apresentar todos os documentos necessários (habilitação) e o cartório verificar que não há impedimentos legais (fato obstativo), o oficial do registro civil deve emitir o "certificado de habilitação".
· Validade: Esse certificado/certidão atesta que os noivos estão aptos a casar.
· Prazo: O artigo 1.532 (logo em seguida) complementa que este certificado tem validade de 90 dias, prazo durante o qual a celebração do casamento deve ocorrer.
Aula 03/03/2026
CELEBRAÇÃO DO CASAMENTO
O artigo 1533 do Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002) trata da celebração do casamento. Ele estabelece que o matrimônio deve ocorrer no dia, hora e local marcados pela autoridade competente, mediante petição dos noivos que já estejam habilitados com a certidão emitida conforme o art. 1531. 
Pontos principais do Art. 1533:
· Formalidade: O casamento é ato solene, realizado com publicidade.
· Requisito: É necessária a apresentação da certidão de habilitação (art. 1531) para que a autoridade designe o ato.
· Autoridade: Presidido por juiz de paz ou autoridade religiosa equivalente. 
Em regra, deve ocorrer no cartório, mas pode ser em outro lugar, desde que o juiz de paz concorde.
O artigo 1534 do Código Civil Brasileiro trata da celebração do casamento, determinando que ela ocorra de forma pública, na sede do cartório e com portas abertas. O ato exige a presença de pelo menos duas testemunhas, podendo ser realizado em outros locais com autorização da autoridade celebrante. 
Pontos principais do Art. 1534:
· Local: Sede do cartório ou, com consentimento e acordo, outro edifício público ou particular.
· Publicidade: O casamento deve ser de portas abertas (acesso livre).
· Testemunhas: Mínimo de duas testemunhas, parentes ou não.
· Casamento fora do cartório: Se for em edifício particular, este deve permanecer de portas abertas.
· Aumento de testemunhas: Exigem-se quatro testemunhas se o casamento for em edifício particular ou se algum dos contraentes não souber/puder escrever.
- Um casamento inexistente não preenche os requisitos de validade:
· Celebração na forma da Lei;
· Autoridade celebrante;
· Nesses casos, buscar declaração de inexistência.
- Se o casamento for celebrado em edifício particular ou sem um dos nubentes saber ou poder escrever, são necessárias 4 testemunhas, pois o casamento estará sendo contraído fora das formalidades legais.
Art. 1.535. Presentes os contraentes, em pessoa ou por procurador especial, juntamente com as testemunhas e o oficial do registro, o presidente do ato, ouvida aos nubentes a afirmação de que pretendem casar por livre e espontânea vontade, declarará efetuado o casamento, nestes termos:"De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, de vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei,vos declaro casados."
Pode-se casar por representação (procurador especial)
· Tem que ter testemunhas;
· Oficial de registro;
· Juiz de paz.
Art. 1536: após a celebração, o casamento é lavrado no assento no livro de registro.
O ato construtivo do casamento é quando há manifestação de vontade. Porém se for religioso com efeito civil, o ato construtivo é o REGISTRO.
O Artigo 1539 do Código Civil Brasileiro regula a celebração de casamento em caso de doença grave de um dos noivos (nubentes). Ele determina que a autoridade deve realizar a cerimônia onde o impedido se encontrar (hospital, residência, etc.), sendo urgente, perante duas testemunhas que saibam ler e escrever. 
Pontos-chave do Artigo 1539:
· Local da Celebração: Pode ser fora do cartório, no local onde o nubente com doença grave se encontra.
· Urgência: A celebração pode ocorrer a qualquer tempo, inclusive à noite.
· Testemunhas: Exige a presença de duas testemunhas que saibam ler e escrever.
· Substituição (§1º): Se a autoridade competente (juiz de paz) ou o oficial de registro faltar, serão substituídos por substitutos legais ou oficiais ad hoc (nomeados para o ato).
· Registro (§2º): O termo avulso lavrado deve ser registrado no cartório em até 5 dias. 
O juiz de direito pode dispensar a publicação do edital (15 dias). Mesmo com a dispensa, é preciso ver se houve habilitação.
Este artigo visa garantir o direito ao casamento mesmo em situações de emergência médica, prezando pela formalidade, mas adaptando-a à necessidade de saúde.
Art. 1.540. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, não obtendo a presença da autoridade à qual incumba presidir o ato, nem a de seu substituto, poderá o casamento ser celebrado na presença de seis testemunhas, que com os nubentes não tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, até segundo grau.
Art. 1.541. Realizado o casamento, devem as testemunhas comparecer perante a autoridade judicial mais próxima, dentro em dez dias, pedindo que lhes tome por termo a declaração de:
I - que foram convocadas por parte do enfermo;
II - que este parecia em perigo de vida, mas em seu juízo;
III - que, em sua presença, declararam os contraentes, livre e espontaneamente, receber-se por marido e mulher.
§ 1 o Autuado o pedido e tomadas as declarações, o juiz procederá às diligências necessárias para verificar se os contraentes podiam ter-se habilitado, na forma ordinária, ouvidos os interessados que o requererem, dentro em quinze dias.
§ 2 o Verificada a idoneidade dos cônjuges para o casamento, assim o decidirá a autoridade competente, com recurso voluntário às partes.
§ 3 o Se da decisão não se tiver recorrido, ou se ela passar em julgado, apesar dos recursos interpostos, o juiz mandará registrá-la no livro do Registro dos Casamentos.
§ 4 o O assento assim lavrado retrotrairá os efeitos do casamento, quanto ao estado dos cônjuges, à data da celebração.
§ 5 o Serão dispensadas as formalidades deste e do artigo antecedente, se o enfermo convalescer e puder ratificar o casamento na presença da autoridade competente e do oficial do registro.
Art. 1.542. O casamento pode celebrar-se mediante procuração, por instrumento público, com poderes especiais.
§ 1 o A revogação do mandato não necessita chegar ao conhecimento do mandatário; mas, celebrado o casamento sem que o mandatário ou o outro contraente tivessem ciência da revogação, responderá o mandante por perdas e danos.
§ 2 o O nubente que não estiver em iminente risco de vida poderá fazer-se representar no casamento nuncupativo.
§ 3 o A eficácia do mandato não ultrapassará noventa dias.
§ 4 o Só por instrumento público se poderá revogar o mandato.
A procuração tem validade de 90 dias. Se ambos os nubentes se casarem por procuração, os procuradores devem ser diferentes.
Aula 04/03/2026
PROVAS DO CASAMENTO
Através da Certidão de Registro ou Certidão de Casamento.
· Tem caráter público;
· Qq pessoa pode tirar qq certidão de casamento.
Art. 1543: se o registro se perder, qq outro meio de prova é admissível.
Art. 1.543. O casamento celebrado no Brasil prova-se pela certidão do registro.
Parágrafo único. Justificada a falta ou perda do registro civil, é admissível qualquer outra espécie de prova.
Art. 1.545. O casamento de pessoas que, na posse do estado de casadas, não possam manifestar vontade, ou tenham falecido, não se pode contestar em prejuízo da prole comum, salvo mediante certidão do Registro Civil que prove que já era casada alguma delas, quando contraiu o casamento impugnado.
· Os pais sumiram ou morreram e os filhos querem fazer aprova de que eles foram casados entre si. Se não se sabe onde eles se casaram, se ingressa com ação para posse do estado de casado. É possível provar através de:
· Nome: um usava o sobrenome do outro;
· Tratamento: entre pessoas – eles se tratavam como marido e mulher;
· Fama: como a sociedade vê o casal.
Isso é em caso de casamento e não união estável. Prole tem legitimidade.
In dubio pro matrimonio: na dúvida, é casado.
Art. 1.547. Na dúvida entre as provas favoráveis e contrárias, julgar-se-á pelo casamento, se os cônjuges, cujo casamento se impugna, viverem ou tiverem vivido na posse do estado de casados.
Art. 1544: Casamento realizado no exterior:
· Se quiser casar sob as Leis brasileiras, vão no consulado e realiza lá – de acordo com as regras do Brasil;
· Se for realizado lá, nas regras estrangeiras, terá que ser registrado no Brasil para que produza efeitos aqui;
· 180 dias da data que volta ao Brasil. Se ultrapassar o prazo, consegue registrar? Pq se negaria o registro? Ressalva dos doutrinadores.
Art. 1.544. O casamento de brasileiro, celebrado no estrangeiro, perante as respectivas autoridades ou os cônsules brasileiros, deverá ser registrado em cento e oitenta dias, a contar da volta de um ou de ambos os cônjuges ao Brasil, no cartório do respectivo domicílio, ou, em sua falta, no 1 o Ofício da Capital do Estado em que passarem a residir.
Plano Jurídico do Casamento – Existência
O Casamento existe ou inexiste. O Casamento pode ser nulo o anulável.
Para existir, o casamento tem que ter:
· Sexos diferentes – resolução 175;
· Consentimento – se for consentimento viciado, é anulável;
· Celebração por autoridade competente.
· A celebração absoluta refere-se a matéria;
· Se a incompetência for relativa (em relação ao lugar), o casamento é anulável.
Validade
Casamento existente que pode ser nulo ou anulável.
Art. 1.548. É nulo o casamento contraído:
I - (Revogado) ; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)
II - por infringência de impedimento.
Art. 1.549. A decretação de nulidade de casamento, pelos motivos previstos no artigo antecedente, pode ser promovida mediante ação direta, por qualquer interessado, ou pelo Ministério Público.
O casamento putativo é um casamento nulo ou anulável que, por ter sido contraído de boa-fé por pelo menos um dos cônjuges (que desconhecia o vício legal), produz efeitos jurídicos válidos até o dia da sentença que declara sua anulação. Ele protege o cônjuge inocente e os filhos, garantindo direitos como partilha de bens e alimentos. 
Pontos-chave sobre o Casamento Putativo:
· Conceito (Boa-fé): Ocorre quando um ou ambos os parceiros acreditam, sinceramente, que o casamento é válido, mesmo havendo um impedimento legal (ex: um dos cônjuges já era casado).
· Efeitos Jurídicos (Art. 1.561, Código Civil):
· Boa-fé de ambos: O casamento produz todos os efeitos de um casamento válido até a sentença de anulação.
· Boa-fé de um só: Os efeitos beneficiam apenas o cônjuge de boa-fé e os filhos.
· Má-fé de ambos: Os efeitos beneficiam apenas os filhos.
· Proteção à Prole: Independentemente da boa ou má-fé dos pais, os filhos do casamento putativo têm seus direitos garantidos como se o casamento fosse válido.
· Nome e Alimentos: O cônjuge de boa-fé mantém o direito de usar o nome de casado e pleitear alimentos até o trânsito em julgado da anulação. 
Em resumo, é um instituto que utiliza a "aparência de casamento" para evitar prejuízos a quem agiu de boa-fé. 
Aula 10/03/2026ANULABILIDADE
A única causa de NULIDADE é a infringência do artigo 1521.
O artigo 1523 não causa NULIDADE e nem ANULABILIDADE. Só altera o regime do casamento.
O CASAMENTO NULO nunca pode ser consertado. Nunca poderá ser válido. Não convalesce.
O CASAMENTO ANULÁVEL pode convalescer. O vício pode ser consertado e o casamento passa a ter validade. 
NULIDADE pode ser declarada a qualquer momento.
ANULIDADE, há prazo decadencial. Prazo para requerer.
Art. 1.550. É anulável o casamento:
I - de quem não completou a idade mínima para casar;
II - do menor em idade núbil, quando não autorizado por seu representante legal – é passível de anulação. Aplicação do 1551 e se houver consentimento tácito dos representates legais, como ter assistido à celebração ou manifestado de alguma outra maneira;
III - por vício da vontade, nos termos dos arts. 1.556 a 1.558;
IV - do incapaz de consentir ou manifestar, de modo inequívoco, o consentimento;
V - realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro contraente soubesse da revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges;
VI - por incompetência da autoridade celebrante.
§ 1 o . Equipara-se à revogação a invalidade do mandato judicialmente decretada. 
§ 2 o A pessoa com deficiência mental ou intelectual em idade núbia poderá contrair matrimônio, expressando sua vontade diretamente ou por meio de seu responsável ou curador. 
Art. 1.551. Não se anulará, por motivo de idade, o casamento de que resultou gravidez.
Art. 1.552. A anulação do casamento dos menores de dezesseis anos será requerida:
I - pelo próprio cônjuge menor;
II - por seus representantes legais;
III - por seus ascendentes.
A partir da data do casamento, o menor (em idade núbil) é automaticamente emancipado. Parte da doutrina entende que o prazo para anular o casamento do menor se conta a partir da data do casamento (pq ele vira emancipado) e parte da doutrina entende que o prazo corre da data dos 18 anos.
Art. 1.555. O casamento do menor em idade núbil, quando não autorizado por seu representante legal, só poderá ser anulado se a ação for proposta em cento e oitenta dias, por iniciativa do incapaz, ao deixar de sê-lo, de seus representantes legais ou de seus herdeiros necessários.
§ 1 o O prazo estabelecido neste artigo será contado do dia em que cessou a incapacidade, no primeiro caso; a partir do casamento, no segundo; e, no terceiro, da morte do incapaz.
§ 2 o Não se anulará o casamento quando à sua celebração houverem assistido os representantes legais do incapaz, ou tiverem, por qualquer modo, manifestado sua aprovação.
Vício de Vontade
Art. 1.556. O casamento pode ser anulado por vício da vontade, se houve por parte de um dos nubentes, ao consentir, erro essencial quanto à pessoa do outro.
Art. 1.557. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge:
I - o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado;
II - a ignorância de crime, anterior ao casamento, que, por sua natureza, torne insuportável a vida conjugal;
III - a ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável que não caracterize deficiência ou de moléstia grave e transmissível, por contágio ou por herança, capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência. 
O erro tem que ser essencial/grave (e.g. homossexual, tinha cometido um crime); o erro tem que ser ANTERIOR ao casamento; Tem que haver o DESCONHECIMENTO do erro; o erro se torna INSUPORTÁVEL à vida comum.
OU
Art. 1.558. É anulável o casamento em virtude de coação, quando o consentimento de um ou de ambos os cônjuges houver sido captado mediante fundado temor de mal considerável e iminente para a vida, a saúde e a honra, sua ou de seus familiares.
Legitimidade para coação: quem sofreu a coação. – a coabitação convalida o ato, sabendo do vício.
Art. 1.559. Somente o cônjuge que incidiu em erro, ou sofreu coação, pode demandar a anulação do casamento; mas a coabitação, havendo ciência do vício, valida o ato, ressalvadas as hipóteses dos incisos III e IV do art. 1.557.
Art. 1.560. O prazo para ser intentada a ação de anulação do casamento, a contar da data da celebração, é de:
I - cento e oitenta dias, no caso do inciso IV do art. 1.550;
II - dois anos, se incompetente a autoridade celebrante;
III - três anos, nos casos dos incisos I a IV do art. 1.557;
IV - quatro anos, se houver coação.
Prazo por erro: 3 anos.
Prazo por coação: 4 anos.
Art. 1550 - IV - do incapaz de consentir ou manifestar, de modo inequívoco, o consentimento.
Mesmo tendo deficiência intelectual, tem legitimidade atualmente.
Art. 1550 - V - realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro contraente soubesse da revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges.
· Realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro soubesse da revogação do mandato e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges:
· Prazo de 180 dias;
· E o mandatário toma conhecimento da revogação e mesmo assim procede com o casamento, a hipótese será de inexistência.
· Coabitação convalida.
Art. 1550 - VI - por incompetência da autoridade celebrante.
· Prazo: 2 anos;
· Incompetência relativa: a incompetência territorial;
· Competência absoluta: casamento inexistente.
Aula 11/03/2026
EFEITOS DO CASAMENTO - CIVIL
Art. 1.565. Pelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condição de consortes, companheiros e responsáveis pelos encargos da família.
§ 1 o Qualquer dos nubentes, querendo, poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro.
§ 2 o O planejamento familiar é de livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e financeiros para o exercício desse direito, vedado qualquer tipo de coerção por parte de instituições privadas ou públicas.
-Mudança de estado civil: “casado”;
- Emancipação – artigo 5º, CC: com o casamentom o menor de 18 se torna absolutamente capaz. Se divorciar, ou viuvar, não volta à condição de incapacidade. Emancipação é um ato irrevogável.
- Constituição de uma entidade familiar matrimonial. – Diferentemente da união estável, o casamento constitui automaticamente a família, enquanto na união estável, é preciso provar a família.
- Presunção da paternidade: se nascer a partir de 6 meses do casamento, o filho será presumidamente do marido.
Art. 1.597. Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos:
I - nascidos cento e oitenta dias, pelo menos, depois de estabelecida a convivência conjugal;
II - nascidos nos trezentos dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal, por morte, separação judicial, nulidade e anulação do casamento;
III - havidos por fecundação artificial homóloga, mesmo que falecido o marido;
IV - havidos, a qualquer tempo, quando se tratar de embriões excedentários, decorrentes de concepção artificial homóloga;
V - havidos por inseminação artificial heteróloga, desde que tenha prévia autorização do marido.
- Estabelecimento do vínculo de afinidade com os parentes do outro cônjuge;
Art. 1.595. Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade.
§ 1 o O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes, aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro.
§ 2 o Na linha reta, a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável.
EFEITOS DO CASAMENTO – PESSOAL
Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:
I - fidelidade recíproca;
II - vida em comum, no domicílio conjugal;
III - mútua assistência;
IV - sustento, guarda e educação dos filhos;
V - respeito e consideração mútuos.
CF/88
- Igualdade entre cônjuges, entre os filhos;
- Pluralidade de entidades familiares.
EFEITOS DO CASAMENTO – PATRIMONIAIS
Regime de bens – todo casamento tem.
São 4:
· Comunhão Parcial (regime supletivo – pq tem q ser): comunicação dos aquestos, exclui doação e herança;
· Comunhão total: comunica-se seus presentes e futuros;
· Separação total: nada se comunica;
· Participação final dos aquestos: caiu em desuso. 
Além desses, pode ser criadoum regime misto, através do pacto antenupcial. As cláusulas não podem ser contraditórias entre si e nem ilegais.
Os nubentes tem liberdade de escolha – Artigo 1636, CC.
O regime de comunhão parcial é chamado de Regime Supletivo Legal. 
Se o pacto for nulo, o regime mudará para comunhão parcial.
Pacto Antenupcial
CAPÍTULO II
Do Pacto Antenupcial
Art. 1.653. É nulo o pacto antenupcial se não for feito por escritura pública, e ineficaz se não lhe seguir o casamento.
Art. 1.654. A eficácia do pacto antenupcial, realizado por menor, fica condicionada à aprovação de seu representante legal, salvo as hipóteses de regime obrigatório de separação de bens.
Art. 1.655. É nula a convenção ou cláusula dela que contravenha disposição absoluta de lei.
Art. 1.656. No pacto antenupcial, que adotar o regime de participação final nos aqüestos, poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis, desde que particulares.
Art. 1.657. As convenções antenupciais não terão efeito perante terceiros senão depois de registradas, em livro especial, pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges.
Aquesto é aquilo que é partilhável.
Aula 17/03/2026
O pacto antenupcial é nulo se não for realizado por escritura pública, se o casamento não ocorrer (ineficaz) ou se violar a lei e a dignidade humana. As principais causas incluem ausência de forma solene (escritura), falta de capacidade dos nubentes, objeto ilícito (cláusulas que violam normas imperativas) e vícios de consentimento. 
Principais Causas de Nulidade (Art. 1.653 e seguintes, Código Civil):
· Ausência de Escritura Pública: O pacto deve ser feito obrigatoriamente por escritura pública em tabelionato de notas; documentos particulares são nulos.
· Não realização do casamento: O pacto antenupcial torna-se ineficaz se o casamento não se seguir.
· Vícios de Vontade: Ocorre se houver erro, dolo, coação, estado de perigo ou lesão, maculando a vontade livre dos noivos.
· Objeto Ilícito ou Imoral: Cláusulas que contrariam a lei (ex: renunciar a direitos fundamentais), a moral ou a dignidade da pessoa humana.
· Incapacidade dos contraentes: Realização por pessoa absolutamente incapaz sem representação. 
Observações Importantes:
· Ineficácia vs. Nulidade: O casamento não celebrado torna o pacto ineficaz (não produz efeitos), enquanto a falta de escritura pública o torna nulo (inválido desde o início).
· Registro: Embora a falta de registro em cartório de imóveis não anule o pacto entre o casal, ele é necessário para que as cláusulas valham contra terceiros.
· Pacto Pós-Nupcial: Após o casamento, a mudança de regime de bens só é possível via judicial e, se não seguir as normas, pode ser questionada.
DA DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE E DO VÍNCULO CONJUGAL
Fases do divórcio
1ª Fase: até 77 – não havia divórcio, somente desquite. A sociedade matrimonial era dissolvida, mas mantinha-se vínculo conjugal. Impossível se casar novamente.
2ª Fase: Divórcio;
3ª Fase: 2010 – emenda 66/10 – para o divórcio ser requerido, era preciso ter alguns requisitos – necessária prévia separação:
· Separação de fato por 2 anos ininterruptos;
· A emenda acabou com o prazo para se requerer o divórcio;
· Pararam de ter preocupação com a culpa pelo divórcio.
4ª Fase: Direito Potestativo.
Direito potestativo é o poder jurídico conferido a uma pessoa para, unilateralmente, alterar, criar ou extinguir uma situação jurídica, sem que a outra parte possa resistir. A vontade do titular é suficiente, gerando um estado de sujeição para o outro, que apenas aceita os efeitos. Não depende de contraprestação. 
Principais Características:
· Unilateralidade: Exercido apenas pela vontade do titular.
· Sujeição: A outra parte não tem como impedir, apenas aceitar.
· Modificação Jurídica: Cria, altera ou encerra relações. 
Exemplos Práticos:
· Direito do Trabalho: Demissão sem justa causa pelo empregador.
· Direito de Família: Pedido de divórcio (não exige aceitação do cônjuge).
· Direito do Consumidor: Direito de arrependimento da compra (prazo de 7 dias).
· Direito Civil: Rescisão unilateral de contrato de locação pelo inquilino. 
Diferente do direito subjetivo comum, que exige uma ação da outra parte (dever), o direito potestativo impõe um estado de sujeição, onde a contraparte não pode impedir a ação.
Art. 1.571. A sociedade conjugal termina:
I - pela morte de um dos cônjuges;
II - pela nulidade ou anulação do casamento;
III - pela separação judicial;
IV - pelo divórcio.
§ 1 o O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio, aplicando-se a presunção estabelecida neste Código quanto ao ausente.
§ 2 o Dissolvido o casamento pelo divórcio direto ou por conversão, o cônjuge poderá manter o nome de casado; salvo, no segundo caso, dispondo em contrário a sentença de separação judicial.
Ou seja,
Fim do vínculo conjugal:
· Morte;
· Nulidade ou anulabilidade;
· Separação ou Divórcio.
DIVÓRCIO / SEPARAÇÃO EXTRAJUDICIAL
É possível fazer via ação judicial consensual ou litigioso.
Extrajudicialmente é facultativo e possível via escritura pública, mas NÃO pode haver filho menor (incluindo nascituro) e TEM que ser consensual.
Aula 18/03/2026
Art. 1.573. Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida a ocorrência de algum dos seguintes motivos:
I - adultério;
II - tentativa de morte;
III - sevícia ou injúria grave;
IV - abandono voluntário do lar conjugal, durante um ano contínuo;
V - condenação por crime infamante;
VI - conduta desonrosa.
Parágrafo único. O juiz poderá considerar outros fatos que tornem evidente a impossibilidade da vida em comum.
Art. 1.574. Dar-se-á a separação judicial por mútuo consentimento dos cônjuges se forem casados por mais de um ano e o manifestarem perante o juiz, sendo por ele devidamente homologada a convenção.
Parágrafo único. O juiz pode recusar a homologação e não decretar a separação judicial se apurar que a convenção não preserva suficientemente os interesses dos filhos ou de um dos cônjuges.
Art. 1.575. A sentença de separação judicial importa a separação de corpos e a partilha de bens.
Parágrafo único. A partilha de bens poderá ser feita mediante proposta dos cônjuges e homologada pelo juiz ou por este decidida.
Art. 1.576. A separação judicial põe termo aos deveres de coabitação e fidelidade recíproca e ao regime de bens.
Parágrafo único. O procedimento judicial da separação caberá somente aos cônjuges, e, no caso de incapacidade, serão representados pelo curador, pelo ascendente ou pelo irmão.
Art. 1.577. Seja qual for a causa da separação judicial e o modo como esta se faça, é lícito aos cônjuges restabelecer, a todo tempo, a sociedade conjugal, por ato regular em juízo.
Parágrafo único. A reconciliação em nada prejudicará o direito de terceiros, adquirido antes e durante o estado de separado, seja qual for o regime de bens.
Art. 1.578. O cônjuge declarado culpado na ação de separação judicial perde o direito de usar o sobrenome do outro, desde que expressamente requerido pelo cônjuge inocente e se a alteração não acarretar:
I - evidente prejuízo para a sua identificação;
II - manifesta distinção entre o seu nome de família e o dos filhos havidos da união dissolvida;
III - dano grave reconhecido na decisão judicial.
§ 1 o O cônjuge inocente na ação de separação judicial poderá renunciar, a qualquer momento, ao direito de usar o sobrenome do outro.
§ 2 o Nos demais casos caberá a opção pela conservação do nome de casado.
Art. 1.579. O divórcio não modificará os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos.
Parágrafo único. Novo casamento de qualquer dos pais, ou de ambos, não poderá importar restrições aos direitos e deveres previstos neste artigo.
Art. 1.580. Decorrido um ano do trânsito em julgado da sentença que houver decretado a separação judicial, ou da decisão concessiva da medida cautelar de separação de corpos, qualquer das partes poderá requerer sua conversão em divórcio.
§ 1 o A conversão em divórcio da separação judicial dos cônjuges será decretada por sentença, da qual não constará referência à causa que a determinou.§ 2 o O divórcio poderá ser requerido, por um ou por ambos os cônjuges, no caso de comprovada separação de fato por mais de dois anos.
Art. 1.581. O divórcio pode ser concedido sem que haja prévia partilha de bens.
Art. 1.582. O pedido de divórcio somente competirá aos cônjuges.
Parágrafo único. Se o cônjuge for incapaz para propor a ação ou defender-se, poderá fazê-lo o curador, o ascendente ou o irmão.
RESUMÃO
Os artigos 1573 a 1582 do Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406/2002) tratam da dissolução da sociedade e do vínculo conjugal, focando especificamente na separação judicial (litigiosa ou consensual) e seus efeitos, além de mencionar procedimentos para o divórcio. 
Embora a Emenda Constitucional do Divórcio (2010) tenha tornado a separação judicial obsoleta na prática, estes artigos ainda regulam situações de ruptura da vida comum e os fundamentos para a dissolução. 
Aqui estão os destaques principais desse intervalo:
· Art. 1573 - Causas de Separação: Enumera motivos que caracterizam a impossibilidade da vida em comum (comunhão de vida), incluindo adultério, tentativa de morte, sevícia ou injúria grave, abandono do lar por um ano, condenação por crime infamante e conduta desonrosa.
· Art. 1573, Parágrafo Único: Permite ao juiz considerar outros fatos não listados que tornem a vida em comum insuportável.
· Art. 1574 - Separação Consensual: Estabelece os requisitos para a separação consensual (mútuo consentimento), quando o casal já está casado há mais de um ano.
· Art. 1575 e 1576 - Efeitos da Separação: Tratam da partilha de bens, o retorno ao sobrenome de solteiro (se for o caso) e o fim dos deveres de coabitação e fidelidade.
· Art. 1577 - Conversão em Divórcio: Trata da possibilidade de converter a separação judicial em divórcio.
· Art. 1582 - Ação de Separação: Define quem pode propor a ação e permite que o curador, ascendente ou irmão ajuíze a ação em caso de incapacidade de um dos cônjuges. 
Nota importante: Com a Emenda Constitucional nº 66/2010, não é mais necessário o prazo de separação de fato ou de separação judicial para requerer o divórcio. No entanto, estes artigos continuam regulando os procedimentos de dissolução. 
Aula 24/03/2026 – trabalho 
Aula 25/03/2026 - trabalho
Aula 31/03/2026 – faltei semana santa
Aula 01/04/2026 – faltei semana santa
SUBTÍTULO II
Das Relações de Parentesco
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Art. 1.591. São parentes em linha reta as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes e descendentes.
Art. 1.592. São parentes em linha colateral ou transversal, até o quarto grau, as pessoas provenientes de um só tronco, sem descenderem uma da outra.
Art. 1.593. O parentesco é natural ou civil, conforme resulte de consangüinidade ou outra origem.
Art. 1.594. Contam-se, na linha reta, os graus de parentesco pelo número de gerações, e, na colateral, também pelo número delas, subindo de um dos parentes até ao ascendente comum, e descendo até encontrar o outro parente.
Art. 1.595. Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade.
§ 1 o O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes, aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro.
§ 2 o Na linha reta, a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável.
RESUMÃO
Os artigos 1591 a 1595 do Código Civil brasileiro definem as regras gerais sobre parentesco, abrangendo linhas reta (ascendentes/descendentes) e colateral (até 4º grau), parentesco natural ou civil (adoção) e afinidade (parentes do cônjuge/companheiro). Eles estabelecem como contar os graus de parentesco e limitam a afinidade na linha reta. 
Principais tópicos dos artigos:
· Art. 1591 - Parentesco em Linha Reta: Define como parentes em linha reta aqueles que descendem uns dos outros (pais, filhos, avós, netos).
· Art. 1592 - Parentesco em Linha Colateral: Define parentes colaterais (ou transversais) aqueles com ancestral comum, até o 4º grau (irmãos, tios, sobrinhos, primos).
· Art. 1593 - Origem do Parentesco: Estabelece que o parentesco pode ser natural (consanguíneo) ou civil (adoção/outra origem, como inseminação heteróloga), com igualdade de direitos.
· Art. 1594 - Contagem de Graus: Explica que a contagem dos graus é feita por gerações, na linha reta e na colateral.
· Art. 1595 - Parentesco por Afinidade: Define afinidade como o vínculo com os parentes do cônjuge ou companheiro, limitado a ascendentes, descendentes e irmãos (sogros, noras, genros, cunhados). A afinidade na linha reta não acaba com o fim do casamento.
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