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Intoxicação e Toxinfecçã

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Questões resolvidas

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Intoxicação e Toxinfecção 
1. Diferença entre intoxicação (ocorre apenas quando o animal ingere toxina pré-
formada) e toxinfecção (ocorre quando o SER VIVO ingere microrganismo 
vivo, que invade tecidos profundos – lá libera a toxina) 
2. Bacillus cereus: forma emética x diarreica. 
3. Arroz cozido em temperatura ambiente. 
4. S. aureus: enterotoxina permanece mesmo após cozimento. 
5. Botulismo: bloqueio da acetilcolina e paralisia flácida. 
6. C. perfringens: enterite hemorrágica. 
7. Salmonella: invasão intestinal, macrófagos e septicemia. 
8. Shigella: fezes mucopiossanguinolentas e tenesmo. 
9. Listeria: silagem contaminada, encefalite e aborto. 
10. Micotoxinas: fumonisina, zearalenona e esporidesmina 
 
Toxina Característica Forma clínica Tempo de incubação 
Baixo peso molecular Termoestável Forma emética 1 a 6 horas 
Alto peso molecular Termolábil Forma diarreica 6 a 24 horas 
 
Resumo 
 
Micotoxina Fungo produtor Efeito principal 
Fumonisina Fusarium moniliforme leucoencefalomalácia 
Zearalenona 
Fusarium 
graminearum 
efeito semelhante ao estrogênio 
Esporidesmina Pithomyces chartarum 
associada a folhas mortas de Brachiaria 
decumbens 
Aflatoxinas 
principalmente 
Aspergillus 
hepatotoxicidade, intoxicação aguda ou 
crônica 
Ocratoxinas 
Aspergillus / 
Penicillium 
lesões renais e efeitos sistêmicos 
Resumo 
Agente Tipo Ponto-chave 
Bacillus cereus Intoxicação 
arroz cozido/temperatura 
ambiente; forma emética e 
diarreica 
Bacillus licheniformis Intoxicação/deterioração 
silagem/feno contaminados; 
aborto em bovinos e ovinos 
Staphylococcus 
aureus 
Intoxicação 
enterotoxina resistente; leite, 
carnes, confeitaria; 
enterotoxina A no Brasil 
Clostridium botulinum Intoxicação 
toxina botulínica; bloqueia 
acetilcolina; paralisia flácida 
Clostridium 
perfringens 
Intoxicação/toxinfecção 
enterite hemorrágica; tipo A; 
ração/feno/silagem 
Salmonella Toxinfecção 
invade intestino; pode 
sobreviver em macrófagos; 
septicemia 
Shigella Toxinfecção 
intestino grosso; fezes com 
muco, pus e sangue; primatas 
Listeria 
monocytogenes 
Toxinfecção 
silagem ruim; aborto, 
encefalite, septicemia 
Fusarium Micotoxina fumonisina e zearalenona 
Pithomyces chartarum Micotoxina 
esporidesmina em Brachiaria 
decumbens 
Aspergillus/Penicillium Micotoxinas 
aflatoxinas/ocratoxinas; grãos 
e rações 
 
 
 
Leptospira 
Tópico Resumo 
Doença Leptospirose 
Agente Leptospira interrogans 
Tipo Bactéria espiroqueta 
Principal reservatório 
urbano Ratos 
Fonte de infecção Urina de animais infectados 
Transmissão Água/lama/solo contaminados 
Porta de entrada Pele ferida, mucosas ou pele íntegra imersa 
Incubação 1 a 30 dias, geralmente 7 a 14 
Sintomas clássicos Febre, cefaleia, dor no corpo, dor em panturrilha 
Forma grave Síndrome de Weil 
Tríade de Weil Icterícia + insuficiência renal + hemorragia 
Diagnóstico Laboratorial 
Tratamento Antibiótico + suporte; graves internam 
Prevenção Saneamento, controle de roedores, EPI, vacinação 
animal 
Desinfecção Hipoclorito de sódio/água sanitária 
Notificação Casos suspeitos devem ser notificados 
 
 
1. Agente causador: Leptospira interrogans. 
2. Principal fonte: urina de ratos e outros animais infectados. 
3. Transmissão: água/lama contaminada, principalmente em enchentes. 
4. Entrada: pele com ferimentos, mucosas e pele íntegra imersa por tempo 
prolongado. 
5. Incubação: 1 a 30 dias, comum entre 7 e 14 dias. 
6. Sintomas clássicos: febre, dor de cabeça e dor muscular, principalmente na 
panturrilha. 
7. Formas graves: icterícia, sangramento, alteração urinária e insuficiência renal. 
8. Síndrome de Weil: icterícia + insuficiência renal + hemorragias. 
9. Diagnóstico: laboratorial. 
10. Prevenção: saneamento, controle de roedores, desinfecção e vacinação animal. 
 
 
Clostridiose 
Tópico Resumo 
Doença Clostridioses 
Agente Clostridium spp. 
Tipo 
Bactéria Gram-positiva, anaeróbia, formadora de 
esporos 
Principais espécies C. tetani, C. botulinum, C. perfringens, C. chauvoei 
Reservatório Solo, fezes e trato intestinal dos animais 
Fonte de infecção 
Esporos presentes no ambiente ou alimentos 
contaminados 
Transmissão 
Ingestão, contaminação de feridas ou ingestão de 
toxinas 
Porta de entrada Feridas ou trato digestório 
Incubação Variável conforme a espécie 
Sinais clássicos Febre, apatia, diarreia, edema, dor muscular 
Formas graves 
Tétano, botulismo, enterotoxemia e carbúnculo 
sintomático 
Principal fator de 
virulência 
Produção de toxinas 
Diagnóstico Clínico, necropsia e laboratorial 
Tratamento Antibióticos, antitoxinas e suporte 
Prevenção Vacinação e manejo sanitário 
Desinfecção Limpeza rigorosa; esporos são resistentes 
Notificação Algumas formas possuem importância sanitária 
 
 
1. Agente: Clostridium spp. 
2. Característica: Gram positivo, anaeróbio e formador de esporos. 
3. Principal mecanismo de doença: produção de toxinas. 
4. Tétano → rigidez muscular e espasmos. 
5. Botulismo → paralisia flácida. 
6. Enterotoxemia → diarreia e morte súbita. 
7. Carbúnculo sintomático → miosite e crepitação muscular. 
8. Reservatório → solo e trato intestinal. 
9. Diagnóstico → clínico + laboratorial. 
10. Prevenção → vacinação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esporotricose 
Tópico Resumo 
Doença Esporotricose 
Agente Sporothrix brasiliensis, S. schenckii 
Tipo Fungo dimórfico 
Principal reservatório Gatos infectados 
Fonte de infecção Lesões, arranhaduras e mordidas 
Transmissão Inoculação traumática do fungo 
Porta de entrada Pele lesionada 
Incubação Dias a semanas 
Sinais clássicos Nódulos, úlceras e feridas que não cicatrizam 
Espécie mais acometida Gatos 
Zoonose Sim 
Forma grave Disseminação sistêmica 
Diagnóstico Citologia, cultura e histopatologia 
Tratamento Itraconazol é o mais utilizado 
Prevenção Isolamento e tratamento dos animais 
Desinfecção Hipoclorito de sódio 
Notificação Importante em saúde pública 
 
1. Agente: Sporothrix brasiliensis. 
2. Tipo: fungo dimórfico. 
3. Principal transmissor urbano: gato. 
4. Transmissão: arranhadura e mordida de gatos infectados. 
5. Lesão típica: nódulos ulcerados. 
6. É zoonose? Sim. 
7. Diagnóstico: citologia e cultura. 
8. Tratamento de escolha: itraconazol. 
9. Entrada do fungo: pele lesionada. 
10. Controle: tratamento dos gatos e uso de EPI. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Streptococcus Equi. Garrotilho 
Tema Resposta-chave 
Doença Garrotilho / adenite equina 
Agente Streptococcus equi 
Tipo de bactéria Gram-positiva 
Morfologia Coco em cadeia 
Espécie principal Equinos 
Mais comum em Animais jovens 
Local afetado Trato respiratório superior e linfonodos 
Lesão clássica Abscessos em linfonodos 
Transmissão Direta e indireta 
Fômites Baldes, utensílios, água, alimentos, equipamentos 
Sinais Febre, secreção nasal, tosse, linfonodos aumentados 
Diagnóstico Clínica, isolamento, PCR, ELISA, hemograma 
Hemograma Anemia, leucocitose com neutrofilia 
Diferenciais Influenza, arterite viral, rinopneumonite, bronquite 
Tratamento Antibiótico, drenagem, suporte, isolamento 
Profilaxia Vacinação, higiene, isolamento, manejo 
Vacina Existe, mas proteção parcial 
 
1. Agente: Streptococcus equi subsp. equi. 
2. Espécie acometida: cavalos. 
3. Transmissão: contato com secreções nasais. 
4. Entrada: trato respiratório. 
5. Sinal principal: febre e corrimento nasal purulento. 
6. Lesão típica: abscesso de linfonodos mandibulares e retrofaríngeos. 
7. Diagnóstico: cultura e PCR. 
8. Forma grave: garrotilho bastardo. 
9. Prevenção: isolamento dos animais e vacinação. 
10. Palavra-chave de prova: "cavalo + abscesso em linfonodos + secreção 
nasal = Garrotilho". 
Macetes de prova 
• Leptospirose → Enchente + rato + dor na panturrilha + Síndrome de Weil. 
• Clostridiose → Anaeróbio + esporo + toxina + vacinação. 
• Esporotricose → Gato + arranhadura + fungo + zoonose. 
• Garrotilho→ Cavalo + abscesso de linfonodos + secreção nasal. 
 
RESUMÃO PARA PROVA 
�� Procarionte = bactéria 
�� Eucarionte = fungo, protozoário, animal e planta 
�� Carl Woese = 3 domínios 
�� Cocos = esféricos 
�� Bacilos = bastonetes 
�� Vibriões = vírgula 
�� Espiroquetas = espiral 
�� Gram+ = roxo 
�� Gram− = rosa 
�� BAAR = Mycobacterium 
 
 
 
 
 
 
Doenç
a 
Agent
e 
etiológ
ico 
Tipo 
de 
agent
e 
Princi
pais 
espécie
s 
acomet
idas 
Trans
missão 
Sinais 
clínicos 
principais 
Diagnó
stico 
Trata
mento 
Prevenç
ão/contr
ole 
Zoon
ose? 
Espor
otricos
e 
Sporot
hrix 
schenc
kii / 
compl
exo 
Sporot
hrix 
Fung
o 
dimó
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Princip
alment
e 
gatos, 
també
m cães 
e 
human
os 
Arranh
adura, 
morded
ura, 
contato 
com 
secreçõ
es de 
lesões, 
solo, 
matéria 
orgânic
a e 
plantas 
contami
nadas 
Nódulos 
cutâneos, 
feridas 
ulceradas, 
crostas, 
secreção, 
lesões em 
face, nariz, 
membros e 
cauda; em 
gatos pode 
ser grave e 
disseminad
a 
Exame 
clínico, 
citologi
a, 
cultura 
fúngica
, 
histopat
ologia e 
PCR 
Antifún
gico, 
princip
almente 
itracon
azol; 
tratame
nto 
prolong
ado; 
isolame
nto do 
animal 
Uso de 
luvas, 
isolamen
to de 
gatos 
suspeitos
, limpeza 
ambienta
l, 
castração
/controle 
de gatos 
errantes, 
tratament
o correto 
até alta 
Sim, 
zoono
se 
impo
rtant
e 
Leptos
pirose 
Leptos
pira 
interro
gans 
Bacté
ria 
espir
oquet
a 
Human
os, 
cães, 
bovino
s, 
suínos, 
equino
s, 
caprino
s, 
ovinos; 
roedore
s são 
reserva
tórios 
import
antes 
Contato 
com 
urina de 
animais 
infectad
os; 
água, 
lama e 
solo 
contami
nados, 
princip
almente 
em 
enchent
es 
Febre, dor 
de cabeça, 
dor 
muscular, 
principalm
ente em 
panturrilha
s, vômito, 
diarreia, 
tosse; 
formas 
graves com 
icterícia, 
hemorragia 
e 
insuficiênc
ia renal 
Diagnó
stico 
laborat
orial, 
sorolog
ia, 
PCR, 
exames 
renais/h
epático
s e 
históric
o 
epidem
iológic
o 
Antibió
tico, 
suporte 
clínico, 
hidrata
ção; 
casos 
graves 
exigem 
interna
ção e 
control
e da 
função 
renal 
Saneame
nto 
básico, 
controle 
de 
roedores, 
evitar 
água de 
enchente, 
uso de 
botas/luv
as, 
vacinaçã
o de 
cães, 
bovinos 
e suínos 
Sim 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doenç
a 
Agent
e 
etiológ
ico 
Tipo 
de 
agent
e 
Princi
pais 
espécie
s 
acomet
idas 
Trans
missão 
Sinais 
clínicos 
principais 
Diagnó
stico 
Trata
mento 
Prevenç
ão/contr
ole 
Zoon
ose? 
 
 
 
 
 
 
 
 
Clostri
dioses 
Clostri
dium 
spp. 
Ex.: C. 
tetani, 
C. 
botulin
um, C. 
perfrin
gens, 
C. 
chauv
oei, C. 
septicu
m 
Bacté
rias 
Gram
-
positi
vas, 
anaer
óbias 
e 
form
adora
s de 
espor
os 
Bovino
s, 
ovinos, 
caprino
s, 
equino
s, cães 
e 
outros 
animai
s, 
depend
endo 
da 
espécie 
Solo 
contami
nado, 
feridas 
profund
as, 
ingestã
o de 
toxinas 
ou 
aliment
os 
contami
nados, 
carcaça
s, 
silagem
/ração 
contami
nada 
Varia 
conforme a 
doença: 
tétano 
causa 
rigidez 
muscular; 
botulismo 
causa 
paralisia 
flácida; 
enterotoxe
mia causa 
diarreia, 
morte 
súbita; 
carbúnculo 
sintomátic
o causa 
edema 
muscular e 
claudicaçã
o 
Históri
co, 
sinais 
clínicos
, 
necrops
ia, 
cultura, 
PCR, 
detecçã
o de 
toxinas 
Suporte
, 
antibiót
ico em 
alguns 
casos, 
antitoxi
na 
quando 
disponí
vel; 
muitas 
formas 
são 
rápidas 
e 
graves 
Vacinaçã
o, 
higiene 
de 
feridas, 
manejo 
correto 
de 
carcaças, 
evitar 
alimento 
contamin
ado, 
conserva
ção 
adequada 
de 
silagem/r
ação 
Algu
mas 
têm 
risco, 
mas 
não é 
o 
grup
o 
mais 
clássi
co de 
zoono
se 
diret
a 
Garrot
ilho / 
Adenit
e 
equina 
Strept
ococcu
s equi 
subsp. 
equi 
Bacté
ria 
Gram
-
positi
va, 
coco 
em 
cadei
a 
 
 
Equino
s, 
princip
alment
e 
potros 
e 
animai
s 
jovens 
Contato 
direto 
com 
secreçã
o 
nasal/p
urulent
a; 
fômites, 
cochos, 
bebedo
uros, 
baias e 
equipa
mentos 
contami
nados 
Febre, 
apatia, 
secreção 
nasal 
mucopurul
enta, tosse, 
aumento e 
abscedação 
de 
linfonodos 
submandib
ulares e 
retrofaríng
eos, 
dificuldade 
para 
engolir 
 
 
 
Sinais 
clínicos
, 
cultura 
bacteria
na, 
PCR e 
coleta 
de 
secreçã
o nasal 
ou 
materia
l de 
abscess
o 
Isolame
nto, 
suporte, 
drenage
m de 
abscess
os 
maduro
s; 
antibiót
ico em 
casos 
específi
cos, 
confor
me 
avaliaç
ão 
veterin
ária 
Isolamen
to de 
doentes, 
quarente
na de 
novos 
animais, 
desinfecç
ão de 
ambiente 
e 
materiais
, controle 
de 
trânsito 
Não é 
zoono
se 
comu
m/clá
ssica 
Decoreba inteligente para prova 
Clostridiose = bactéria Gram-positiva + anaeróbia + esporulada + toxinas + evolução 
rápida. 
Tétano: C. tetani → rigidez, espasmos, posição de cavalete, trismo, prolapso da 3ª 
pálpebra. 
Botulismo: C. botulinum → toxina pré-formada → paralisia flácida, língua flácida, 
disfagia. 
Carbúnculo sintomático: C. chauvoei → miosite hemorrágica, gás, crepitação, morte 
rápida. 
Hemoglobinúria bacilar: C. haemolyticum → urina vinho do porto. 
Rim polposo: C. perfringens tipo D → cordeiros bem nutridos, superalimentação, 
glicosúria. 
RESUMÃO FINAL PARA DECORAR 
• Clostridiose: doença de bactéria Gram-positiva, anaeróbia, esporulada e 
produtora de toxinas. 
• Tétano: C. tetani → ferida profunda → toxina → rigidez, espasmos, trismo, 
posição de cavalete. 
• Botulismo: C. botulinum → ingestão de toxina → paralisia flácida, língua 
flácida, disfagia. 
• Carbúnculo sintomático: C. chauvoei → músculo → edema, gás, crepitação, 
morte rápida. 
• Edema maligno: C. septicum → ferida → edema frio, toxemia, morte rápida. 
• Gangrena gasosa: C. perfringens tipo A → músculo lesado → gás e toxemia. 
Doença negra: C. novyi tipo B + lesão hepática por Fasciola. 
• Hemoglobinúria bacilar: C. haemolyticum → fígado → urina vinho do porto. 
• Enterotoxemias: C. perfringens B, C e D → intestino → morte súbita, sangue 
nas fezes, rim polposo. 
 
Comparação rápida dos grupos de 
clostrídios 
Grupo Efeito principal Agentes principais 
Neurotrópicos Alteram função 
neuromuscular C. tetani, C. botulinum 
Histotóxicos Lesão em músculo/fígado 
e toxemia 
C. chauvoei, C. septicum, C. novyi, C. 
haemolyticum, C. sordellii 
Enteropatogênicos Lesão intestinal e 
enterotoxemia C. perfringens, C. difficile 
• As clostridioses são doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium, que 
são bastonetes Gram-positivos, anaeróbios e formadores de esporos. Esses 
esporos são muito resistentes e podem permanecer por longos períodos no 
ambiente, principalmente no solo. 
• As doenças podem ser divididas em três grandes grupos: 
o Neurotrópicas, como tétano e botulismo. 
o Histotóxicas, como carbúnculo sintomático, mionecroses e gangrena 
gasosa. 
o Enteropatogênicas, como enterotoxemias por C. perfringens e colite por 
C. difficile. 
• No tétano, C. tetani entra por feridas profundas, germina em ambiente 
anaeróbio e produz tetanospasmina, que bloqueia GABA e glicina, causando 
contração muscular contínua e paralisia espástica. 
• No botulismo, C. botulinum produz toxina ingerida em alimentos contaminados, 
carcaças ou água contaminada. A toxina bloqueia acetilcolina e causa paralisia 
flácida, podendo levar à morte por parada respiratória. 
• Nas mionecroses, clostrídios como C. chauvoei, C. septicum, C. perfringens, C. 
novyi e C. sordellii causam necrose muscular, gás, edema, crepitação e toxemia. 
• O C. perfringens é importante por produzir toxinas, como alfa-toxina, e causar 
enterotoxemias e enterites. Já o C. difficile está ligado à alteração da microbiota 
intestinal, principalmente após uso de antimicrobianos, causando diarreia e 
colite pseudomembranosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caracterís
tica 
Sporothri
x spp. 
Leishmania 
spp. 
Clostridium 
spp. 
Streptococc
us equi 
Espécies 
Mais 
Acometid
as 
Felinos 
(altamente 
suscetívei
s), caninos 
e 
humanos. 
Caninos 
(principal 
reservatório 
urbano), 
humanos e 
animais 
silvestres. 
Ruminantes 
(bovinos,ovinos), 
equinos, 
suínos e 
aves. 
Equídeos 
(cavalos, 
burros e 
mulas). 
Via de 
Transmiss
ão 
Implantaç
ão 
traumática 
na pele 
(arranhad
uras, 
mordidas 
de gatos 
doentes 
ou 
ferimentos 
com 
plantas/so
lo 
contamina
do). 
Vetorial: 
picada de 
fêmeas de 
mosquitos 
flebotomíne
os 
infectados 
(ex: 
mosquito-
palha). 
Ingestão de 
esporos/toxi
nas no 
ambiente 
(solo, 
pastagens, 
água, 
carcaças) ou 
contaminaçã
o de feridas 
profundas. 
Contato 
direto com 
secreções 
nasais ou 
pus de 
animais 
doentes, ou 
indireto via 
fômites 
(bebedouros, 
escovas, 
arreios). 
Sinais 
Clínicos 
Principais 
Nódulos 
cutâneos 
que 
ulceram e 
seguem o 
trajeto dos 
vasos 
linfáticos. 
Espirros e 
Emagrecim
ento, 
linfadenopa
tia, lesões 
cutâneas 
(alopecia 
periocular, 
descamaçã
o), 
Varia com a 
toxina: 
espasmos 
rígidos 
(Tétano), 
paralisia 
flácida 
(Botulismo), 
morte 
Febre alta, 
apatia, 
secreção 
nasal 
purulenta e 
aumento 
(com 
posterior 
ruptura e 
Caracterís
tica 
Sporothri
x spp. 
Leishmania 
spp. 
Clostridium 
spp. 
Streptococc
us equi 
lesões 
nasais em 
gatos. 
cresciment
o exagerado 
das unhas 
(onicogrifos
e) e 
insuficiênci
a renal. 
súbita/diarrei
a 
(Enterotoxe
mias), 
edema 
gasoso 
muscular 
(Mionecrose
s). 
drenagem de 
pus) dos 
linfonodos 
submandibul
ares. 
Tratament
o Base 
Antifúngic
os 
sistêmicos 
(ex: 
Itraconazo
l) ou 
iodeto de 
potássio. 
Fármacos 
específicos 
(ex: 
Miltefosina 
+ 
Alopurinol). 
O 
tratamento 
visa a cura 
clínica, mas 
o animal 
pode 
continuar 
como 
portador. 
Antibioticote
rapia 
(Penicilinas), 
soro 
antitóxico 
(para 
neutralizar 
toxinas 
circulantes), 
limpeza 
cirúrgica de 
feridas e 
suporte 
intensivo. 
Drenagem de 
abscessos, 
antibioticoter
apia 
(Penicilina - 
uso 
estratégico 
dependendo 
da fase da 
doença) e 
anti-
inflamatórios
. 
Prevenção 
e Controle 
Castração 
e 
manutenç
ão de 
gatos 
restritos 
ao 
ambiente 
interno. 
Uso de 
Uso de 
coleiras 
repelentes 
(deltametri
na) nos 
cães, 
manejo 
ambiental 
(limpeza de 
matéria 
Vacinação 
sistemática 
do rebanho 
com vacinas 
toxoides e 
bacterinas. 
Correto 
manejo de 
Isolamento 
rigoroso de 
animais 
doentes ou 
novos no 
plantel 
(quarentena), 
desinfecção 
de 
instalações e 
Caracterís
tica 
Sporothri
x spp. 
Leishmania 
spp. 
Clostridium 
spp. 
Streptococc
us equi 
luvas ao 
manipular 
animais 
doentes 
ou terra. 
orgânica 
onde o 
mosquito 
procria) e 
vacinação. 
pastagens e 
carcaças. 
fômites, e 
vacinação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doença 
Agent
e 
Tipo 
Espéci
es 
Transm
issão 
Sinais 
Clínic
os 
Diagnó
stico 
Trata
ment
o 
Contr
ole 
Zoono
se 
Botulis
mo 
Clostri
dium 
botuli
num 
Bactér
ia 
anaer
óbia, 
toxina 
Rumin
antes, 
aves, 
eq., 
cães 
Ingestã
o de 
toxina 
(carcaç
a, água, 
ossos) 
Paralisi
a 
flácida
, língua 
caída, 
morte 
Detecç
ão 
toxina 
Suport
e, 
antitox
ina 
Evitar 
carcaç
as, 
suple
mentar 
fósforo 
Sim 
Tétano 
Clostri
dium 
tetani 
Bactér
ia 
anaer
óbia, 
toxina 
Equino
s, 
rumina
ntes, 
human
os 
Feridas 
contam
inadas 
Paralisi
a 
espásti
ca, 
trismo, 
cauda 
rígida 
Clínico 
Antito
xina, 
penicil
ina, 
suport
e 
Vacina
ção, 
higien
e 
Sim 
Carbún
culo 
Hemáti
co 
(Antraz) 
Bacill
us 
anthra
cis 
Bactér
ia 
espor
ulada 
Rumin
antes, 
eq., 
human
os 
Solo 
contam
inado, 
carcaça
s 
Morte 
súbita, 
sangue 
escuro 
não 
coagul
a 
Baixa 
manipu
lação, 
PCR 
Proibi
do 
tratar 
Vacina
ção, 
abate, 
inciner
ação 
Sim 
(grave) 
Edema 
Maligno 
Clostri
dium 
septic
um 
(princi
pal) 
Anaer
óbio 
espor
ulado 
Bovino
s, 
ovinos, 
eq. 
Feridas 
profund
as 
Edema 
quente
, 
crepita
ção, 
toxemi
a 
Cultura
, PCR 
Penicil
ina 
alta 
dose 
Vacina
ção 
clostri
dial 
Não 
comu
m 
Leptosp
irose 
Lepto
spira 
interro
gans 
Espiro
queta 
Cães, 
bovino
s, 
suínos
, eq., 
Urina 
contam
inada, 
água 
Icteríci
a, 
hemorr
agias, 
IRA 
Sorolog
ia, PCR 
Penicil
ina, 
doxici
clina 
Vacina
ção, 
control
e 
Sim 
(impor
tante) 
Doença 
Agent
e 
Tipo 
Espéci
es 
Transm
issão 
Sinais 
Clínic
os 
Diagnó
stico 
Trata
ment
o 
Contr
ole 
Zoono
se 
human
os 
roedor
es 
Strepto
coccus 
equi 
(Garrotil
ho) 
S. 
equi 
subsp
. equi 
Coco 
Gram+ 
Equino
s 
Contato 
direto, 
fômites 
Linfade
nite 
purule
nta, 
febre, 
descar
ga 
nasal 
Cultura
, PCR, 
sorolog
ia 
Penicil
ina, 
drena
gem 
Quare
ntena, 
vacina
ção 
Baixa 
Esporot
ricose 
Sporo
thrix 
brasili
ensis 
Fungo 
dimórf
ico 
Gatos, 
cães, 
human
os 
Arranhõ
es, 
mordid
as, solo 
Nódulo
s 
ulcera
dos, 
linfangi
te 
Cultura
, 
citologi
a, PCR 
Itraco
nazol 
Contro
le 
felinos
, EPI 
Sim 
(alta 
em 
gatos) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Característica Botulismo Tétano Edema Maligno 
Agente C. botulinum C. tetani C. septicum, C. chauvoei, C. novyi 
Tipo Neurotoxina Neurotoxina Toxina necrosante 
Ambiente Solo, carcaças Solo Solo 
Via Oral (toxina) Feridas Feridas profundas 
Sinais Paralisia flácida Paralisia espástica Edema quente, crepitação 
Letalidade Alta Alta Alta 
Diagnóstico Toxina Clínico Cultura 
Tratamento Antitoxina Antitoxina + ATB Penicilina 
Prevenção Evitar carcaças Vacina Vacina clostridial 
Zoonose Sim Sim Rara 
 
 
 
 
Item Descrição 
Agente Streptococcus equi subsp. equi 
Tipo Coco Gram+ 
Espécies Equinos 
Transmissão Aerossóis, fômites, contato 
Sinais Linfadenite purulenta, febre, descarga nasal 
Complicações Empiema de bolsa gutural, púrpura hemorrágica 
Diagnóstico Cultura, PCR, sorologia 
Tratamento Penicilina + drenagem 
Controle Quarentena, vacinação 
Zoonose Baixa 
 
 
 
 
 
 
 
 
Item Descrição 
Agente Sporothrix brasiliensis 
Tipo Fungo dimórfico 
Espécies Gatos, cães, humanos 
Transmissão Arranhões, mordidas, solo 
Sinais Nódulos ulcerados, linfangite, disseminação 
Diagnóstico Citologia, cultura, PCR 
Tratamento Itraconazol 
Controle Manejo de gatos, EPI 
Zoonose Sim (alta em gatos) 
 
 
Item Descrição 
Agente Bacillus anthracis 
Tipo Bactéria esporulada 
Espécies Bovinos, ovinos, eq., humanos 
Transmissão Solo contaminado, carcaças 
Sinais Morte súbita, sangue escuro, baço aumentado 
Diagnóstico PCR, esfregaço (sem abrir carcaça) 
Tratamento Proibido (risco ambiental) 
Controle Vacinação, incineração 
Zoonose Sim (grave) 
 
 
Item Descrição 
Agente Leptospira interrogans 
Tipo Espiroqueta 
Espécies Cães, bovinos, eq., humanos 
Transmissão Urina, água, solo úmido 
Sinais Icterícia, hemorragias, IRA, febre 
Diagnóstico MAT, PCR, urinálise 
Tratamento Penicilina, doxiciclina 
Controle Vacinação, saneamento 
Zoonose Sim (importante)

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