Prévia do material em texto
Profa. MSc. Bruno Rabite Dornelas ENSINO REMOTO EMERGENCIAL 1 Disciplina: Fisioterapia Hospitalar Adulto e Neonatal Área do conhecimento: Suporte ventilatório no paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) 2 PLANO DE ENSINO Curso: Fisioterapia Data: 1º Semestre de 2026 Período: 6º Professor: Bruno Rabite Dornelas Conteúdo Programático Abordado nesta videoaula: Suporte ventilatório no paciente com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 3 Doença respiratória prevenível e tratável, caracterizada por obstrução crônica ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível. Essa obstrução é progressiva e está relacionada a resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas e/ou gases tóxicos, sobretudo a fumaça de cigarro. (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD, 2018) FISIOPATOLOGIA DO DPOC 4 (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD, 2018) FISIOPATOLOGIA DO DPOC Causada primariamente pelo tabagismo e a veiculação de partículas e gases tóxicos, geralmente está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação desses componentes. São alterações estruturais frequentes: brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema pulmonar). As consequências são limitação do fluxo respiratório, alteração das trocas gasosas, hipersecreção brônquica e efeitos sistêmicos. 5 (FERREIRA, 2014; Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD, 2018) SINTOMATOLOGIA DO DPOC Tosse, a produção de expectoração e dispneia são os sintomas primordiais mais encontrados e, a depender da contextualização com história de exposição a fatores de risco e da intensidade dos sintomas respiratórios, deve-se levar a suspeita clínica a investigações mais específicas mediadas por avaliação espirométrica, radiológica ou gasométrica e do pH. Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também produz consequências secundárias significativas, em especial no músculo esquelético, no que se refere a alterações funcionais, estruturais e bioenergéticas. 6 (Pomies, 2015; Trendelenburg, 2009) LIMITAÇÕES FUNCIONAIS NO DPOC São fatores que contribuem para a atrofia muscular observada em pacientes com DPOC: Maior expressão de miostatina (MSTN)/ fator de crescimento e diferenciação (GDF-8), que é um fator que atua para limitar a massa muscular. Atrofia das fibras do tipo II. As fibras de contração rápida são de menor tamanho em pacientes com DPOC avançada e com baixa massa muscular, contribuindo para a fraqueza do músculo. Essa fadiga, juntamente com a disfunção ventilatória, leva a uma tolerância reduzida ao exercício em pacientes com DPOC, o que acaba resultando em um estilo de vida muito sedentário 7 DIAGNÓSTICO DO DPOC (Adaptação do Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD, 2018) O diagnóstico de DPOC deve ser pesquisado com base em dois pilares: Avaliação clínica dos sintomas: Baseia-se na caracterização da dispneia, o quanto ela impacta na vida do indivíduo, e os sintomas associados. 8 (Adaptação do Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD, 2018) Espirometria: Considerado pelo GOLD como padrão-ouro para o diagnóstico do DPOC. Obstrução ao fluxo aéreo e relação entre o Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1) e a Capacidade Vital Forçada (CVF) menor que 70% após o uso de broncodilatador, indica DPOC. Exames entre 0,6 e 0,8 devem ser repetidos para melhor avaliação e nesta atualização foi desconsiderada a resposta broncodilatadora, tanto para diferenciar DPOC e asma, como para prever resposta ao tratamento com corticóide. DIAGNÓSTICO DO DPOC 9 DIAGNÓSTICO DO DPOC A gravidade da obstrução brônquica combinada com o grau de dispneia e com o número de exacerbações da doença verificada no ano anterior definem a gravidade da DPOC, conforme mostrado na quadro abaixo: (SOPTERJ, 2018) 10 (SOPTERJ, 2018) DIAGNÓSTICO DO DPOC 11 Na avaliação do paciente com DPOC é necessário investigar a gravidade da obstrução, a presença de sintomas e de comorbidades, a história de exacerbações, ou seja, dados que contribuem para a redução da qualidade de vida. DIAGNÓSTICO DO DPOC 12 EXACERBAÇÕES NO PACIENTE COM DPOC 13 (Adaptação do Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD, 2018) As exacerbação podem ser classificadas em: Leves: resolve apenas com broncodilatadores. Moderadas: necessita de corticoide sistêmico. Graves: há necessidade de hospitalização, mesmo que apenas na emergência. Pacientes com piora da dispneia, da tosse e/ou da expectoração são considerados em exacerbação. A causa mais comum são infecções respiratórias virais. EXACERBAÇÕES NO PACIENTE COM DPOC 14 EXACERBAÇÕES NO PACIENTE COM DPOC 15 (Adaptação do Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD, 2018) VNI versus VMI ? EXACERBAÇÕES NO PACIENTE COM DPOC 16 SUPORTE VENTILATÓRIO NO PACIENTE COM DPOC 17 SUPORTE VENTILATÓRIO NO PACIENTE COM DPOC (Diretriz AMIB, 2013) 18 SUPORTE VENTILATÓRIO NO PACIENTE COM DPOC (Diretriz AMIB, 2013) 19 SUPORTE VENTILATÓRIO NO PACIENTE COM DPOC (Diretriz AMIB, 2013) 20 SUPORTE VENTILATÓRIO NO PACIENTE COM DPOC (Diretriz AMIB, 2013) Os principais parâmetros a serem monitorizados no indivíduo com DPOC: Pressão de platô, pressão de pico, auto-PEEP, resistência das vias aéreas e as curvas: fluxo x tempo, volume x tempo e pressão x tempo. Em crises de Broncoespasmo graves, pressão de pico de até 45 cmH2O pode ser tolerada, desde que esteja acompanhada de pressão de platô abaixo de 30 cmH2O. 21 SUPORTE VENTILATÓRIO NO PACIENTE COM DPOC (Diretriz AMIB, 2013) Os principais parâmetros a serem monitorizados no indivíduo com DPOC: Pressão de platô, pressão de pico, auto-PEEP, resistência das vias aéreas e as curvas: fluxo x tempo, volume x tempo e pressão x tempo. Em crises de Broncoespasmo graves, pressão de pico de até 45 cmH2O pode ser tolerada, desde que esteja acompanhada de pressão de platô abaixo de 30 cmH2O. Considerações Finais 22 A avaliação adequada do paciente com DPOC no momento da internação (emergência) faz toda diferença no manejo no período de internação. A indicação do suporte ventilatório invasivo ou não invasivo, irá depender da gravidade da doença e da condição clínica do paciente no momento da internação OBRIGADO !!! 23 image1.jpeg image2.jpeg image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png