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. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
. Direito Coletivo do Trabalho curso: Direito - Noite sala 403
. Professor: Matheus de Mendonça Gonçalves Leite
. Acadêmica: Luciana Nilo de Santana Santos - 836637
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. Introdução ao Direito Coletivo do Trabalho e Histórico do sindicalismo no Brasil e em outros países
Documentário
O início da Greve
A paralisação começou no final de junho no Cotonifício Crespi, uma grande fábrica de tecidos que empregava cerca de 1500 trabalhadores no bairro da Mooca. Os operários pediam aumento de salário, redução da jornada de trabalho, proibição do trabalho infantil e do trabalho feminino à noite. Entretanto, A Greve Geral de 1917 foi um movimento provocado pelos operários e comerciantes da cidade de São Paulo e municípios próximos. Todavia, o Brasil vivia um período de instabilidade econômica provocada pela escassez de alimentos e, consequentemente, de inflação. Em decorrência da Primeira guerra mundial, houve aumento da produção industrial brasileira, cujos produtos substituíram os importados. Em consequência, houve alta de preços e aumento excessivo das jornadas de trabalho nas fábricas. Porém, o aumento da produção e das horas de trabalho não foram acompanhados pelo aumento salarial aos trabalhadores. Estes passaram a se organizar em movimentos contra a “carestia”, isto é, contra o aumento do custo de vida.
As primeiras fábricas, no Brasil, começaram a abrir, atraindo camponeses que buscavam, na cidade, melhores oportunidades de salário e vida. As condições de trabalho nessas fábricas eram as piores possíveis. Não havia legislação trabalhista, as jornadas duravam até 16 horas por dia, mulheres e crianças realizavam trabalhos pesados e as questões laborais eram resolvidas com a polícia. A única entidade, a nível nacional, era a Confederação Operária Brasileira, fundada em 1906, por iniciativa dos sindicatos do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia. Também havia as “Sociedades de Socorro Mútuo” e “Caixas Beneficentes” que tinham caráter social. Estas instituiçõe garantiam assistência médica e indenizações por acidentes de trabalho aos seus membros.
Causas da greve
- Exploração da mão de obra operária: os trabalhadores enfrentavam longas jornadas que variavam entre 12 e 14 horas diárias, salários reduzidos e ambientes insalubres.
- Influência ideológica do anarquismo: muitos imigrantes trouxeram consigo ideias libertárias e anarquistas, que pregavam a auto gestão, o sindicalismo combativo e a greve como forma de resistência.
- Aumento do custo de vida: a inflação causada pela guerra encareceu os alimentos e produtos básicos, tornando insustentável a vida urbana para os mais pobres.
- Ausência de legislação trabalhista: até então, não havia leis que garantissem férias, descanso semanal, limite de jornada ou segurança no trabalho.
- Repressão policial sistemática: as manifestações trabalhistas anteriores foram brutalmente reprimidas, o que aumentou a tensão e o espírito de enfrentamento da classe trabalhadora.
Os objetivos dos grevistas
 Os grevistas reivindicavam uma série de melhorias imediatas e estruturais. Entre os objetivos centrais estavam: a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias, o aumento geral de salários, o fim do trabalho infantil, a liberdade para a organização sindical, melhores condições de trabalho nas fábricas e o fim da repressão policial às manifestações operárias.
Quem foram os líderes principais
 Embora não tenha havido uma liderança centralizada formal, a greve contou com a atuação de diversos militantes anarquistas e dirigentes operários que organizaram assembleias, panfletagens e comitês de greve. Entre os nomes mais proeminentes estavam Edgard Leuenroth, jornalista e tipógrafo, responsável pela imprensa operária; além de militantes como Gigi Damiani e Oreste Ristori, que atuavam junto aos sindicatos e grupos anarquistas da época. Esses líderes, ligados sobretudo à imprensa operária e às ligas de resistência, foram essenciais para a articulação do movimento.
Reivindicações da Greve
As principais reivindicações dos trabalhadores durante a Greve Geral de 1917 eram:
· Jornada de trabalho de oito horas;
· Fim do trabalho de crianças e restrições à contratação de mulheres e adolescentes;
· Segurança no trabalho;
· Pontualidade no pagamento dos salários;
· Aumento salarial;
· Redução do custo de vida;
· Direito de sindicalização;
· Libertação dos trabalhadores presos durante a greve;
· Recontratação de todos os grevistas demitidos.
Diante da forte repressão policial, os operários se recusam a negociar diretamente com os patrões e jornalistas se encarregam de formar uma comissão intermediadora entre empresários, governo e o Comitê de Defesa Proletária. Entre 14 e 16 de julho, vários empresários assinaram acordos para pôr fim à greve, aceitando o conjunto de reivindicações dos grevistas. Aos poucos, os trabalhadores foram retomando a seus postos, até que a situação se normalizasse já no final de julho.
Consequências da Greve
- Consolidação do movimento operário urbano: a greve de 1917 foi um marco na formação de uma consciência de classe mais ampla entre os trabalhadores, estimulando a criação de sindicatos mais estruturados.
- Repressão e vigilância do Estado: o governo intensificou a repressão aos movimentos operários, com perseguições, prisões e deportações de lideranças estrangeiras.
- Legado político: a greve influenciou outras mobilizações posteriores, como a greve de 1919 e a de 1920, além de contribuir para o surgimento de partidos voltados às causas operárias.
- Despertar da elite política: setores da elite passaram a reconhecer a necessidade de reformas trabalhistas para evitar novas explosões sociais.
- Avanço das discussões sobre direitos trabalhistas: embora não tenha resultado imediato em leis, a greve pressionou a discussão pública e o debate parlamentar sobre a regulamentação do trabalho no Brasil.
A greve teve como estopim a morte do operário espanhol José Martinez, atingido por tiros durante uma manifestação no bairro do Brás. Seu velório transformou-se em um ato de massa que mobilizou milhares de trabalhadores. A partir daí, greves se alastraram por fábricas, tipografias, oficinas e estabelecimentos comerciais. O movimento ganhou força com a criação de comitês de greve e com a adesão de diferentes categorias profissionais. Ocorreram confrontos com a polícia, saques de armazéns e barricadas em ruas da cidade. O Exército foi convocado para reforçar a repressão. Apesar disso, os grevistas conseguiram manter a paralisação por várias semanas, revelando um alto nível de organização e resistência. Por fim, A Greve Geral de 1917 representou, assim, um divisor de águas na história do movimento operário brasileiro, revelando as contradições do modelo de industrialização nascente e a urgência da inclusão de direitos sociais na agenda nacional.
 
Primeiros anos e ingresso na APEA (1924–1929)
O clube foi fundado como um time amador em 1924 por operários da Cotonifício Rodolfo Crespi, uma fábrica de tecidos de propriedade do Conde Rodolfo Enrico Crespi, a partir da fusão do Extra São Paulo FC e do Cavalheiro Crespi FC, dois clubes de várzea da Mooca na época. Em homenagem ao empresário italiano, o novo clube foi batizado 
como Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube. Filiado à Associação Paulista de Esportes Atléticos, o CR Crespi competiu em seus primeiros anos nas divisões intermediárias da entidade. Em 1929, a equipe conquistou o campeonato da Primeira Divisão da APEA — equivalente à atual Série A2 do Paulista. Com essa conquista, o clube foi convidado a integrar a Divisão Principal da APEA da temporada seguinte. Em 19 de fevereiro de 1930, a diretoria do CR Crespi aprovou a mudança do nome do clube que, a partir de uma sugestão do Conde Crespi, passaria a ser conhecido como Clube Atlético Juventus — em homenagem à Juventus de Turim.
"1917, a Greve Geral": filme sobre a primeira greve geral brasileira
O documentário "1917, A Greve Geral" de CarlosPronzato uma produção que celebra a primeira greve geral da história do Brasil, ocorrida em julho de 1917 em São Paulo. O filme fruto de pesquisa no jornais da época e entrevistas com pesquisadores, e recebeu o Prêmio Destaque Liberdade de Imprensa do jornal Tribuna de Imprensa Sindical. 
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