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15/05/2026, 12:59 Os erros e acertos na jornada do Moradigna, que faz reformas de baixo custo em casas insalubres LIFEHACKERS NEGÓCIOS DE IMPACTO IMPACTA MAIS NEGÓCIOS CRIATIVOS STARTUPS ENTREVISTA DRAFT NEWSLETTER LIFEHACKERS NEGÓCIOS DE IMPACTO IMPACTA MAIS NEGÓCIOS CRIATIVOS STARTUPS ENTREVISTA DRAFT NEGÓCIOS DE IMPACTO Os erros e acertos na jornada do Moradigna, que faz reformas de baixo custo em casas insalubres MARÍLIA MARASCIULO 23 AGO 2017 Os sócios do Moradigna: Matheus Cardoso, Vivian Sória e Rafael Veiga. COMPARTILHAR f in P t Por mais de 40 anos, o ajudante de obras Eliseu Martins da Cunha enfrentou um inimigo dentro da própria casa: o mofo. As paredes de um dos dois cômodos da casa em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, eram pretas, cheias de bolor e o cheiro no ambiente, segundo Eliseu, era insuportável. "Só Deus para ter misericórdia da minha casa, era mofo por tudo, estragava até as roupas", conta. Isso porque a construção é praticamente colada à dos vizinhos - e esse "praticamente" era um dos problemas. No vão de três dedos entre uma parede e outra, a água da chuva ficava acumulada, infiltrando-se nas paredes. Para piorar, não havia janela. Com pouco dinheiro para pagar uma reforma, especialmente 1/515/05/2026, 12:59 Os erros e acertos na jornada do Moradigna, que faz reformas de baixo custo em casas insalubres LIFEHACKERS NEGÓCIOS DE IMPACTO IMPACTA MAIS NEGÓCIOS CRIATIVOS STARTUPS ENTREVISTA DRAFT NEWSLETTER Por cerca de três mil reais valor que pode ser parcelado em 12 vezes no boleto -, o Moradigna reformou o cômodo de Eliseu. piso foi trocado, as paredes receberam novo revestimento e pintura e foram colocadas janelas e uma porta para melhorar a ventilação no ambiente. "Agora chego em casa e tem um cheirinho gostoso", diz ele, que construiu, com a ajuda do sogro, mais dois cômodos no andar superior e pretende transformar antigo quarto em sala. "Achei o preço cabível, até porque deram a tinta, que deve custar uns 300 reais, e as janelas, que devem custar uns 700." A história de Eliseu não é muito diferente da de Matheus Cardoso, 22, técnico de edificações e engenheiro civil, que em 2014, aos 19 anos, criou o Moradigna. Matheus cresceu no bairro Jardim Pantanal, também na zona leste de São Paulo, e enfrentou a insalubridade debaixo do próprio teto. Às margens do Rio Tietê, alagamentos e enchentes são comuns no local: "Minha casa vivia em obra, eram reformas e puxadinhos infinitos. Chegamos a perder tudo em uma enchente uma vez" A experiência serviu para que, ao cursar uma disciplina de empreendedorismo social, no sétimo semestre da faculdade, ele tivesse a ideia de criar uma empresa de "reformas sem dor de cabeça", lema do Moradigna até hoje. A semelhança com o Programa Vivenda não é à tôa: Matheus foi trabalhar lá para ver de perto como o projeto funcionava. Ele conta: "Eu queria trabalhar com habitação, queria fazer o Moradigna acontecer. Então pedi um estágio para o pessoal do Vivenda justamente para ter essa experiência. Lá, identifiquei que poderia ou não ser aplicado ao Moradigna, para depois seguir em frente e criar o negócio nos moldes que eu queria". RISCO DE TRABALHAR COM AMIGOS Com mais de 300 reformas realizadas desde a criação e um faturamento de mais de 1,5 milhão de reais, o negócio deu certo: gera lucro ao mesmo tempo em que melhora a habitação de pessoas de baixa renda. Mas caminho até lá não foi livre de dores de cabeça. A primeira foi montar uma equipe. No meio de 2014, quando iniciou processo para abrir a empresa, Matheus recorreu à ajuda de amigos. Ele fala sobre este erro comum a muitos empreendedores: "Convidei pessoas para trabalhar comigo mais por afinidade do que por habilidade técnica. Deu errado" Em menos de seis meses, no fim do ano letivo e prestes a começar as primeiras reformas, ele se viu sozinho. O que fazer? No início de 2015, ele teve a ideia de convidar a arquiteta Vivian Sória, 29, que havia sido sua mentora em uma empresa de engenharia, para fazer parte de uma sociedade. Ela topou. passo seguinte, também comum a qualquer jornada empreendedora, era o desafio de conseguir um investimento inicial. Para poder realizar reformas parceladas, uma espécie de concessão de crédito às famílias de baixa renda, era necessário ter dinheiro antes de começá-las. A solução veio através de um crowdfunding. Em uma campanha online de financiamento coletivo bem sucedida, Matheus e Vivian arrecadaram 16 mil reais, o empurrãozinho necessário para iniciar as obras. Pouco tempo depois, em abril de 2015, o Moradigna recebeu outro apoio importante: a passagem por uma das Matheus (à esq.), do Moradigna, entrevista um morador maiores aceleradoras de negócios sociais do mundo, a para combinarem a reforma. Yunus Social Business, do economista Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2006. De abril a setembro, tiveram orientações de especialistas das mais variadas áreas de negócios, em uma verdadeira imersão. "Vivemos em cinco meses o que poderíamos levar dois anos para viver", conta Vivian. A partir daí, define, "a roda começou a girar", e a empresa ganhou um terceiro sócio: o contador Rafael Veiga, 30, esposo de Vivian, que ajudava o Moradigna de forma extraoficial, passou a fazer parte da sociedade oficialmente, em 2016. De lá para cá, a equipe também cresceu. Atualmente, dez pessoas trabalham nas áreas de atendimento, vendas e supervisão de obras. Para a execução das reformas (que acontecem somente na zona leste de São Paulo, por enquanto), a 2/515/05/2026, 12:59 Os erros e acertos na jornada do Moradigna, que faz reformas de baixo custo em casas insalubres LIFEHACKERS NEGÓCIOS DE IMPACTO IMPACTA MAIS NEGÓCIOS CRIATIVOS STARTUPS ENTREVISTA DRAFT NEWSLETTER nosso foco é combater a insalubridade, não melhorar a estética, embora isso acabe melhorando, é claro", afirma Matheus. Os serviços mais procurados, diz ele, são as reforma de banheiros. SEM PARCERIAS, NADA FEITO Para conseguir realizar as obras com valores acessíveis, Moradigna conseguiu fechar parcerias com empresas de construção civil. A Votorantim, de cimentos, a Coral, de tintas, e a Vedacit, de impermeabilizantes, a Amanco, de tubulação, estão entre algumas das que apoiam a empresa. Há um acordo diferente para cada uma, desde valores diferenciados ou descontos no material, até patrocínio ou fornecimento de material gratuito. Além disso, o Moradigna possui uma parceria com o Instituto Phi, ONG que faz a ponte entre pessoas físicas ou jurídicas e projetos sociais. Ele patrocina reformas do Moradigna para famílias listadas no Serviço de Assistência Social à Família da Prefeitura de São Paulo. Mesmo com as parcerias e os patrocínios, Moradigna ainda enfrenta desafio de estabelecer uma forma segura de concessão de crédito. "Muitos dos nossos clientes sequer têm conta em banco", diz Rafael. Ao mesmo tempo em que se tornam financiadores das famílias e correm o risco de inadimplência, os sócios não podem tomar como base os indicadores tradicionais de crédito e precisam flexibilizar para se adaptar à clientela. Um dos objetivos para o futuro, portanto, é conseguir fechar cada vez mais parcerias - ou mesmo terceirizar o processo de concessão de crédito, para que eles atuem apenas como empresa de reformas de baixo custo, e poderem ajudar ainda mais pessoas. Ou fazê-lo mais vezes. Como Eliseu, o cliente de quem falamos no início desse texto, que já tem planos para quando quitar as parcelas da obra na sala: contratar o Moradigna novamente para reformar, adivinhe? banheiro de casa. Digno. DRAFT CARD Draft Card Logo Projeto: Moradigna que faz: Reformas de baixo custo Sócio(s): Matheus Cardoso, Rafael Veiga e Vivian Sória Funcionários: 10 (incluindo os sócios) Sede: São Paulo Início das atividades: 2014 Investimento inicial: 16.000 Faturamento: R$ 1,5 milhão desde início da operação Contato: contato@moradigna.com.br e (11) 3372-9990 COMPARTILHAR in P t CONFIRA TAMBÉM: NEGÓCIOS DE IMPACTO 3/515/05/2026, 12:59 Os erros e acertos na jornada do Moradigna, que faz reformas de baixo custo em casas insalubres LIFEHACKERS NEGÓCIOS DE IMPACTO IMPACTA MAIS NEGÓCIOS CRIATIVOS STARTUPS ENTREVISTA DRAFT NEWSLETTER "Quem desenrola na favela desenrola em qualquer lugar": como a Escola de desNegócio impulsiona O empreendedorismo periférico BRUNO LEUZINGER Desconstruir mitos e fórmulas prontas, falando a língua de quem vive na periferia: a Escola de desNegócio aposta nessa pegada para alavancar pequenos empreendedores de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. NEGÓCIOS DE IMPACTO NEGÓCIOS DE IMPACTO Eles mapearam centenas de rios escondidos João Souza, cofundador da FA.VELA: "Muitos sob as ruas de São Paulo. E sonham em empreendedores que trabalham com impacto mudar a relação da metrópole com a não vão na ponta, nem sabem como natureza funciona" MAISA INFANTE LUIZA VIEIRA Em vez de rios canalizados que transbordam a cada enchente, por "Nerd da favela", João Souza sempre fugiu dos Hoje que não parques alagáveis? Saiba como José Bueno e Luiz de ele lidera a ONG FA.VELA, com foco em educação digital e 4/515/05/2026, 12:59 Os erros e acertos na jornada do Moradigna, que faz reformas de baixo custo em casas insalubres LIFEHACKERS NEGÓCIOS DE IMPACTO IMPACTA MAIS NEGÓCIOS CRIATIVOS STARTUPS ENTREVISTA DRAFT NEWSLETTER FAÇA PARTE DA NOSSA COMUNIDADE LIFEHACKERS NÓS f in NEGÓCIOS DE IMPACTO DRAFTERS MISSÃO INOVAÇÃO CORPORATIVA ASSINE A NOSSA NEWSLETTER: IMPACTA MAIS MANIFESTO NEGÓCIOS CRIATIVOS INSIGHTS STATEMENT SEUEMAIL@AQUI.COM.BR > STARTUPS VERBETE DRAFT (ENGLISH) CONTATO ENTREVISTA DRAFT DRAFT BOOKS COPYRIGHT 2026 PROJETO DRAFT - TODOS os DIREITOS RESERVADOS 5/5

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