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Curso NR-01 - Disposições Gerais, Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e Psicossociais- Unidade Gerenciamento de
Riscos Ocupacionais - Aluno Leonardo Ferreira De Souza - Matrícula QM04NY - CPF: 04874872905
Copyright - É proibida a reprodução por qualquer meio, sem autorização do AVAPRO - Ambiente Virtual de Aprendizagem Profissional. Lei 9.610/98.
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NR-01 - Disposições
Gerais, Gerenciamento
de Riscos Ocupacionais
e Psicossociais
Gerenciamento de Riscos
Ocupacionais
Curso NR-01 - Disposições Gerais, Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e Psicossociais- Unidade Gerenciamento de
Riscos Ocupacionais - Aluno Leonardo Ferreira De Souza - Matrícula QM04NY - CPF: 04874872905
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Descrição e Identificação dos Riscos
Primeiro é necessário entender a diferença entre riscos e perigos. Apesar de terem um significado
parecido, há uma diferença sutil entre esses dois conceitos.
O perigo pode ser definido como uma situação, equipamento ou atividade que pode causar danos
ao trabalhador, já o risco é a probabilidade de que esse dano possa ser causado, ou seja, é a
consequência de se expor a uma situação perigosa.
Por exemplo, imagine um trabalhador rural que realiza atividades com pesticidas e agrotóxicos,
esta é uma atividade que pode gerar danos, logo, um perigo. Quando exposto a esse perigo o
trabalhador está sujeito aos riscos químicos gerados pelos pesticidas e agrotóxicos, que podem ir
desde irritações na pele, até o desenvolvimento de câncer. De forma resumida o perigo se
relaciona com a fonte geradora, já o risco é referente à exposição e a probabilidade desses danos
serem causados devido a execução desta atividade.
Descrição e Identificação dos
Riscos 
A descrição e identificação dos riscos é um processo de análise relacionado às atividades e
ambiente de trabalho, buscando por situações de perigo que possam causar acidentes. Essa
análise é fundamental para minimizar os riscos, os danos e as situações de perigo dentro de uma
empresa.
Existem diversos tipos de ambientes de trabalho, e para cada tipo de trabalho haverá vários riscos
diferentes, o que pode dificultar um pouco a identificação, porém é possível classificá-los de
acordo com sua natureza. Os riscos ocupacionais são divididos em:
Riscos Físicos;
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Riscos Químicos;
Riscos Biológicos;
Riscos Mecânicos ou de acidentes; e os
Riscos Ergonômicos.
Tendo isso em mente, para analisar os riscos e perigos é preciso:
Identificar processos e situações que possam causar danos;
Determinar a probabilidade de cada perigo, além da gravidade das consequências; e
Definir quais passos a organização pode dar para impedir que esses riscos ocorram, ou para
controlá-los.
 Para auxiliar nesse processo de identificação dos perigos, é recomendada a utilização de técnicas
de análise de riscos. Algumas das técnicas mais comuns são: 
Análise Preliminar de Risco (APR);
Análise de Árvore de Falhas (AAF);
Análise de Modos de Falhas e Efeitos (FMEA);
Estudo de Perigos e Operabilidade (HAZOP);
Técnica de Incidentes Críticos (TIC); e
Método do “E SE”.
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Riscos Ambientais
Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, além dos
riscos mecânicos (acidentes). Esses riscos existem nos ambientes de trabalho que, devido a sua
natureza, tempo de exposição e concentração ou intensidade, são capazes de causar danos à
saúde do trabalhador. Os riscos são classificados em:
Riscos Físicos, Cor verde;
Riscos Quıḿicos Cor vermelha;
Riscos Biológicos, Cor Marrom;
Riscos Ergonômicos, Cor Amarela;
Riscos Mecânicos ou de Acidentes, Cor Azul.
 
Riscos Fıśicos
Os agentes físicos são as diversas formas de energia às quais os trabalhadores possam estar
expostos, tais como:
Ruıd́o;
Vibracõ̧es;
Radiacã̧o ionizante;
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Radiacã̧o não ionizante; 
Temperaturas extremas;
Pressões anormais; 
Umidade.
Riscos Quıḿicos
Os agentes químicos são as substâncias compostas ou produtos que possam entrar no organismo
pela via respiratória, nas formas de:
Poeiras;
Fumos;
Névoas; 
Neblinas; 
Gases; 
Vapores.
Ou que pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo
organismo através da pele ou por ingestão.
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Riscos Biológicos 
Os agentes biológicos são as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros.
É mais comum que esses riscos sejam encontrados em trabalhos na área de saúde.
Riscos Mecânicos (Acidentes)
São variados, como, falta de iluminacã̧o, probabilidade de incêndio, explosão, piso escorregadio,
armazenamento, ferramenta e arranjo fıśico inadequados, máquina defeituosa, entre outros.
Riscos Ergonômicos
Eles surgem através de local de trabalho inadequado, como:
Levantamento e transporte de pesos sem meios auxiliares corretos;
Postura inadequada;
Repetitividade;
Ritmo excessivo, entre outros.
No caso da empresa possuir agentes agressivos em sua fase de produção, é preciso estabelecer
uma política de recrutamento e seleção que preze por não agravar a situação de doenças já
existentes, por meio de exames admissionais que são realizados por médicos do trabalho e
adotando sistemas de exames complementares para cada função da empresa. 
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Riscos Físicos
São inúmeros os riscos aos quais os trabalhadores estão submetidos durante suas atividades,
dentre eles temos os riscos físicos, que precisam de ar como meio de condução para a sua
propagação. A prevenção desses riscos é de extrema importância, pois assim as chances de
acidentes de trabalho diminuem significativamente. 
Os principais riscos físicos que podemos encontrar são ruídos, vibrações, radiações, temperaturas,
pressão e umidade.
Ruído 
Pode ser considerado o mais comum, pois corresponde a oscilações queexistem 7 principais técnicas para a realização do estudo, que são a análise preliminar de
risco, análise da árvore de falhas, árvore de causas, análise de modos de falhas e efeitos, estudos
de perigo e operabilidade, técnica de incidentes críticos e o What If. 
Análise Preliminar de Risco
(APR)
A análise preliminar de risco é um estudo antecipado e detalhado das fases da realização do
serviço, com a finalidade de identificar possíveis problemas e perigos que possam surgir durante a
operação.
Na realização deste estudo é importante que sejam seguidos os seguintes passos: a identificação
dos perigos do trabalho, a detecção dos riscos do trabalho, a listagem das causas dos riscos, a
identificação de quem está sob o risco, avaliar os efeitos gerados pelos riscos, realizar uma análise
qualitativa e implementar medidas de controle e prevenção.
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Análise da Árvore de Falhas
(AAF)
Esse método tem como objetivo a construção de um processo lógico dedutivo, ou seja, na análise
de um caso hipotético. O processo investiga o progresso de inúmeras falhas até atingir uma única
falha, conhecida como Evento-Topo, que seria a falha completa do sistema, é como se fosse um
estudo de uma árvore a partir de suas raízes até suas folhas. É um estudo de fácil compreensão
pela maneira que pode ser visualizado.
Árvore de Causa (ADC)
É o método de análise das causas de um acidente de trabalho. É uma ferramenta de estudo da
qualidade, que analisa o acidente de trabalho como uma consequência de inúmeros fatores
prévios, como a queda de uma fileira de dominós, como por exemplo, a ruptura de uma caldeira
por conta do seu desgaste e corrosão ao longo de um período.
Se baseia na teoria de sistemas para a análise de acidentes, por entender que os imprevistos
foram ocasionados por inúmeros fatores de diferentes origens, procurando buscar a origem do
acidente e a implementação de medidas de prevenção.
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Análise dos Modos de Falhas e
Efeitos (FMEA)
A análise dos modos de falhas e efeitos, que recebeu a sigla FMEA que tem origem do inglês
(Failure Modes, Effects Analysis), busca estudar as possíveis falhas dentro de um processo do
trabalho. Além disso, identifica quais as falhas mais graves e perigosas para que sejam aplicadas
as medidas de prevenção e contenção de acordo com o nível de risco.
O modo de falha faz uma análise sobre todas as falhas que possam ocorrer durante o processo,
podendo ser observadas de inúmeras formas, como através da inspeção, da análise do histórico de
acidentes, entre outros.
Estudos de Perigo e
Operabilidade
O estudo de perigo e operabilidade tem como objetivo identificar riscos e problemas de operação
durante a instalação de um novo procedimento de trabalho, ou seja, avalia os perigos sobre a
implementação de um serviço em uma empresa, através de perguntas e palavras chaves. É
necessária uma equipe multidisciplinar de especialistas para realizar esse estudo.
Técnica de Incidentes Críticos
(TIC)
É um método que busca através de uma técnica qualitativa identificar falhas e condições
inseguras que possam ocasionar um acidente ou uma situação de risco, com a finalidade de
implementar as medidas de segurança necessárias.
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Para realizar um TIC é necessário entrevistar um grupo de representantes dos principais setores
da empresa, para identificar os mais diversos tipos de perigos.
What if? 
A tradução desse método é a pergunta “E se?”, que tem o objetivo de propor essa pergunta a
diversas situações hipotéticas para uma equipe que conheça os procedimentos de maneira
completa, sendo analisados os fluxogramas, planta da empresa e outros documentos que possam
auxiliar no estudo. Um exemplo de pergunta é “e se o tanque transbordar com uma quantidade
elevada de água?”.
A finalidade desse método é a criação de um relatório que busque soluções e medidas de proteção
para possíveis acidentes e riscos.
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dissipam no ar e, conforme a intensidade, podem acabar prejudicando a audição do trabalhador.
Os ruídos são comumente encontrados no trânsito ou quando se está próximo de veículos,
máquinas ou equipamentos. 
Sempre na existência de ruídos, uma análise do seu risco deverá ser feita através da medição do
nível do ruído em dB(A) e o tempo de exposição do trabalhador ao ruído, conforme definido pela
OMS (Organização Mundial da Saúde) através da tabela de Limites de Tolerância para Ruído
Contínuo ou Intermitente que consta na NR-15, que trata sobre Atividades e Operações
Insalubres: 
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Nesta tabela, quanto maior o nível do ruído menor será o tempo de exposição e vice versa,
iniciando em 85 dB(A) onde o trabalhador não deve ter mais de 8 horas de exposição diária, então,
conforme os níveis de decibéis aumentam, o nível de tempo de exposição diminui, indo até 115
dB(A) com no máximo 7 minutos de exposição diária. 
Acima de 115 dB(A), sem proteção adequada, haverá risco grave e iminente ao trabalhador,
podendo ocorrer a surdez temporária ou permanente. 
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Medidas de prevenção:
Instalação de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s) com o intuito de reduzir ruídos,
como exemplo temos a instalação de placas de isolamento acústico em salas de máquinas; 
Obrigatoriedade do uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI’s);
Controlar o tempo de exposição do trabalhador aos ruídos aplicando o revezamento de
colaboradores na função ou no ambiente; 
Adotar equipamentos mais silenciosos; 
Realizar exames periódicos, principalmente audiométricos.
Vibrações
 
Correspondem a um risco físico comum, que vai de qualquer oscilação de um corpo, equipamento
ou superfície que o trabalhador venha a entrar em contato. Pode ser classificada como: 
Vibração localizada (mãos e braços): são normalmente causadas por ferramentas manuais,
elétricas ou pneumáticas, como motosserras, britadeiras e furadeiras; 
Vibração de corpo inteiro: são causadas normalmente por caminhões, tratores e ônibus.
As vibrações causam danos como: 
Formigamento;
Problemas nas articulações;
Dores musculares e na coluna; 
Osteoporose; 
Alterações neurovasculares. 
Medidas de prevenção: 
Cuidados com a postura ao usar os equipamentos;
Revezamento dos trabalhadores que usam os equipamentos; 
Intervalos para descanso dos trabalhadores; e
Adequação do maquinário para redução das vibrações.
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Radiações
Podem ser divididas em duas, a ionizante, que vem de materiais radioativos, e a não ionizante,
que vem de raios UV, (Ultravioleta). 
Radiação Ionizante:
A radiação ionizante é capaz de ionizar os átomos do corpo do trabalhador, essa ionização é o
processo em que um átomo ganha uma carga positiva ou negativa e quando este processo
acontece com tecidos vivos, pode alterar o funcionamento das células, podendo causar câncer,
lesões na pele e osteoporose, como também causar problemas em seus descendentes, como o
próprio câncer e deformidades. 
A radiação ionizante é normalmente encontrada em aparelhos que usam material radioativo no
seu funcionamento, como as máquinas de Raio X, e em materiais radioativos que são encontrados
em usinas nucleares e laboratórios. 
Medidas de prevenção:
Redução do tempo de exposição; 
Uso de avental plumbífero;
Barreiras físicas entre o profissional e a fonte; 
Armazenamento e descarte correto dos materiais;
Medidas administrativas: dosímetro de bolso aos trabalhadores para a medição da exposição
à radiação; e
Monitoramento Médico: exames periódicos.
Radiação Não Ionizante:
Já a radiação não ionizante é uma radiação de baixa frequência, que não é capaz de interagir com
os átomos de células vivas, porém, ainda assim, fornece perigos à saúde dos trabalhadores. 
São várias as fontes deste tipo de radiação, entre as principais estão a radiação ultravioleta,
presente na luz solar e em operações de solda elétrica e a radiação infravermelha presente em
siderúrgicas ou solda oxiacetilênica.
Os principais riscos que este tipo de radiação pode fornecer à saúde são lesões nos olhos e na
pele, catarata e câncer de pele. 
 
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Medidas de prevenção: 
Isolamento da fonte de radiação com o biombo protetor para operação em solda;
EPI’s adequados como:
Avental;
Luva;
Perneira e mangote de raspa para soldadores;
Óculos de segurança para proteção dos olhos contra radiação infravermelha;
Protetores solar; 
Chapéus protetores com aba larga; e
Vestimentas adequadas.
Os itens de proteção irão variar de acordo com a atividade.
Temperaturas
Este risco está relacionado com as variações significativas de temperatura e são riscos comuns,
correspondendo a temperaturas extremas, seja de calor ou frio que possam trazer danos à saúde
do trabalhador. 
No calor, o risco pode ser encontrado em atividades realizadas a céu aberto pela incidência solar,
em cozinhas pelos fornos e fogão, na mineração pelas fornalhas, em siderúrgicas e vários outros.
Os trabalhadores expostos a essas condições podem sofrer danos como a desidratação e
insolação, câncer de pele e problemas na visão. 
Medidas de prevenção ao calor excessivo: 
Uso de EPI’s voltados para a proteção térmica e luz incidente;
Proteção coletiva: isolar a fonte de calor;
Ventilação do ambiente;
Uso de protetor solar; e
Intervalos durante os momentos com maior incidência solar.
No frio, os danos à saúde podem ser encontrados em trabalhos realizados a céu aberto em regiões
frias, em câmaras frigoríficas, operações com manuseio de cargas congeladas, açougues e demais
trabalhos envolvendo itens congelados. Trabalhos efetuados no frio excessivo podem causar
hipotermia, problemas de pele e no sistema respiratório, além do aumento da predisposição para
acidentes. 
Medidas de prevenção ao frio excessivo: 
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Uso de EPI’s que mantenham a temperatura corporal, como luvas, toucas e aventais;
Intervalos durante a jornada de trabalho; e
Monitorar a temperatura do ambiente.
Pressões Anormais 
Este riscoestá relacionado a pressões acima e abaixo da pressão atmosférica normal. Não é um
risco tão comum, e pode ser dividido em dois tipos, pressão hiperbárica e hipobárica. 
Pressão Hiperbárica:
A pressão hiperbárica é quando o trabalhador executa sua função em ambiente com pressão
atmosférica maior que a normal, normalmente abaixo da linha da terra, como no caso dos
mergulhadores. É considerada a mais perigosa pois causa diversos problemas na descida e
principalmente na subida, podendo atingir vários órgãos do corpo humano com lesões simples até
muito graves, inclusive a morte. 
 
Medidas de prevenção: 
Devido aos altos riscos deste tipo de trabalho, se faz necessário seguir o disposto na NR-15. 
Pressão Hipobárica:
A pressão hipobárica por sua vez é quando o trabalhador fica exposto a um ambiente com a
pressão menor do que a pressão atmosférica normal, ocorre com pessoas que trabalham em
grandes altitudes. Pode ocasionar dor de cabeça, náusea e também desmaios.
Medidas de prevenção:
Podem ser realizada de duas formas distintas, podendo fazer a ingestão de uma grande
quantidade de água e uso de bombas de oxigênio.
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Umidade
A umidade não é incomum de ser encontrada, mas quando em excesso e com exposição
prolongada se torna prejudicial à saúde, e em locais de trabalho é normalmente encontrada em
locais alagáveis, encharcados de água ou com excesso de umidade (como ambientes com muito
vapor d’água ou com superfícies úmidas). Esses locais são considerados insalubres, pois podem
provocar quedas, escorregamentos, doenças respiratórias e problemas de pele. 
Esse risco é encontrado em construções com a presença de água, como piscinas, lava jato,
frigoríficos entre outros. 
Medidas de prevenção:
Adoção de proteções coletivas como: 
colocação de estrados
instalação de ralos para escoamento; e
mudança nos processos que minimizem o risco.
Uso de EPI’s como luvas e botas de borracha.
Para finalizar, não importa o risco, sempre deve-se priorizar a eliminação ou atenuação do risco,
adotar medidas de controle como isolamento do risco, EPC’s ou mudanças nos métodos de
trabalho e por último a adoção de EPI’s. 
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Riscos Químicos
Os riscos químicos são a exposição de um trabalhador a agentes químicos, podendo gerar um
acidente de trabalho, sendo considerado um dos riscos ambientais, podendo causar danos físicos e
trazer graves riscos à saúde.
Agentes químicos são substâncias ou compostos que possam entrar no organismo, isso pode
ocorrer pela respiração, estando na forma de poeira, névoa, gases, entre outros; por meio do
contato com a pele; ou pela ingestão de produtos como gasolina ou benzeno. Os agentes químicos
podem ser encontrados nos três estados, sólido, líquido e gasoso e seu estado está diretamente
ligado à maneira que ele afeta o corpo.
No estado líquido, sendo o seu principal meio de absorção é por meio da ingestão e no
contato com as mucosas, que são as “paredes” internas de um órgão. Em alguns casos
podem causar danos graves no contato com a pele, gerando queimaduras, como por
exemplo o Benzeno ou Ácido Nítrico Fumegante.
No estado sólido, podem ser absorvidas pela ingestão ou no contato da pele, em alguns
casos específicos podem ser absorvidos por meio da respiração, como por exemplo poeiras e
fibras.
No estado gasoso a absorção ocorre principalmente pela respiração, em alguns casos
podem ser absorvidos pela pele. Alguns agentes químicos nesse estado são o nitrogênio,
dióxido de carbono, propano, entre outros. 
Os efeitos do risco químico no corpo podem ser diversos, variando pelos seus tipos de agentes e
da forma de contato, os tipos de agentes químicos podem ser asfixiantes, anestésicos, tóxicos,
cancerígenos, irritantes, alergênicos, mutagênicos, corrosivos ou inflamáveis: 
Agentes Asfixiantes: São divididos entre os simples ou químicos, os simples não agem no
organismo, mas na atmosfera, já os químicos agem diretamente no trabalhador. No geral, os
agentes asfixiantes impedem a respiração, podendo deixar um trabalhador desacordado e
levar à morte, um exemplo desse agente é o monóxido de carbono;
Agentes Anestésicos: Causam ações depressivas e narcóticas no sistema nervoso central,
como a tontura, alterações visuais e auditivas, podendo levar à perda de consciência da
pessoa. Exemplos desses agentes são os gases butano ou propano;
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Agentes Tóxicos: Têm a capacidade de produzir lesões estruturais ou funcionais nos
órgãos, causando intoxicação. Podem ser ingeridos ou inalados e o risco aumenta com o
tempo de exposição ao agente. Um exemplo são as partículas de chumbo; 
Agentes Cancerígenos: Quando em contato com o organismo, geram o crescimento de
tumores malignos, podendo ser absorvidos por meio da inalação ou do contato direto com a
pele. Um exemplo desse agente é o urânio; 
Agentes Irritantes: Geram uma irritação na pele ou nas vias nasais, como por exemplo o
cloro; 
Agentes Alergênicos: Provocam reações alérgicas e são mais comuns em pessoas que já
tenham uma alergia a determinado agente, como por exemplo a poeira do cimento; 
Agentes Mutagênicos: Quando em contato com um organismo podem gerar problemas
hereditários, por exemplo, pode gerar uma má formação em um feto; 
Agentes Corrosivos: São extremamente perigosos e quando em contato com o organismo
causam a destruição do tecido, podendo corroer até os ossos de uma pessoa. Um exemplo é
o ácido fluorídrico; 
Agentes Inflamáveis: Quando entram em contato com uma fonte de ignição, como o fogo,
podem entrar em combustão, causando explosões, por exemplo o gás metano. 
Medidas de Prevenção
As medidas de prevenção em relação aos riscos químicos começam na sua identificação no
ambiente de trabalho, com inspeções, sendo que durante o processo de reconhecimento é feita
uma avaliação, que se divide em quantitativa e qualitativa:
Avaliação Quantitativa: É feita apenas para produtos que já tenham dados prévios sobre
a relação de dose e efeito, ou seja, qual a quantidade de um agente químico é necessária
para produzir um determinado efeito no trabalhador. É necessário que cada agente seja
avaliado separadamente e levando em consideração sua concentração no ar em um
ambiente.
Avaliação Qualitativa: Somente é realizada para agentes que não tenham definidos os
limites da exposição ocupacional, levando em conta a natureza do agente e sua
concentração.
Depois do reconhecimento dos riscos e da realização das avaliações, é necessária a
implementação dos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s), como exaustores e capelas
químicas. Caso os EPC’s não eliminem os riscos por completo, é necessário que seja realizada a
distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s).Em conjunto aos EPC’s e aos EPI’s, é fundamental que sejam feitos treinamentos periódicos dos
trabalhadores e inspeções rotineiras, sempre tendo em vista a diminuição dos riscos pela
exposição a agentes químicos.
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Para além dessas medidas ainda existe a Norma Regulamentadora nº15, que estabelece limites de
tolerância para exposição a cada agente químico, trazendo uma descrição para a identificação do
nível de risco para que possa ser determinada a melhor maneira de implementar as medidas de
proteção.
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Riscos Biológicos
Diversos profissionais como médicos, farmacêuticos, funcionários da saúde no geral, agricultores e
funcionários da indústria alimentícia, estão expostos a riscos biológicos no seu dia-a-dia. Por isso é
necessário o cumprimento da NR-32, que é responsável por estabelecer as medidas de segurança
à saúde dos trabalhadores.
A NR-32 considera por riscos biológicos a probabilidade de exposição do ambiente a agentes
biológicos que podem ser:
 Microrganismos, geneticamente modificados ou não;
 Culturas de células;
 Parasitas;
 Toxinas; e
 Príons.
Os riscos biológicos podem ser classificados em quatro tipos:
Risco 1: Baixo nível de perigo individual e coletivo, com poucas chances de causar doença ao
ser humano.
Risco 2 : nível de perigo individual moderado, baixa probabilidade de disseminação para
coletividade, podem causar doenças ao ser humano para as quais existem métodos de
prevenção e tratamento.
Risco 3: Nível de perigo individual elevado, probabilidade média de disseminação para a
coletividade, podem causar doenças e infecções graves ao ser humano para as quais nem
sempre há tratamento eficaz ou prevenção.
Risco 4: nível de perigo individual elevado para o trabalhador e com probabilidade elevada
de disseminação para a coletividade. Apresenta grande poder de transmissibilidade de um
indivíduo a outro. Podem causar doenças graves ao ser humano, para as quais não existem
meios eficazes de prevenção ou tratamento.
Obrigações das empresas:
O empregador deve informar imediatamente aos trabalhadores e aos seus representantes sobre
qualquer acidente ou incidente grave que possa provocar a disseminação de um agente biológico
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suscetível de causar doenças graves nos seres humanos, assim como informar as suas causas e as
medidas a serem adotadas para corrigir a situação.
Para evitar as mais diversas complicações advindas de riscos biológicos, a NR-32 cita o programa
de gerenciamento de risco (PGR), que é estabelecido pela NR-01, Os documentos integrantes do
PGR devem ser elaborados sob a responsabilidade da organização, respeitando o disposto nas
demais Normas Regulamentadoras, datados e assinados. Os documentos integrantes do PGR
devem estar sempre disponíveis aos trabalhadores interessados ou seus representantes e à
Inspeção do Trabalho. O PGR deve conter no mínimo inventário de riscos e plano de ação. 
Inventário de Riscos deve contar com: caracterização dos processos e ambientes de trabalho,
caracterização das atividades, descrição de perigos e de possíveis lesões ou agravos à saúde dos
trabalhadores, com a identificação das fontes ou circunstâncias, descrição de riscos gerados pelos
perigos, com a indicação dos grupos de trabalhadores sujeitos a esses riscos, e descrição de
medidas de prevenção implementadas, dados da análise preliminar ou do monitoramento das
exposições a agentes físicos, químicos e biológicos.
Os riscos biológicos, mais comuns são os patógenos (que podem causar e transmitir doenças),
dentro dos patógenos temos os: vírus, bactérias, fungos e protozoários.
Vírus: São causadores de diversas doenças, desde um simples resfriado até os casos
pandêmicos, como a COVID-19.
Bactérias: Podem causar desde uma infecção alimentar até doenças graves, como
pneumonia, tuberculose e meningite.
Fungos: Podem causar micose, candidíase e outras condições que afetam principalmente
peles e mucosas.
Protozoários: podem causar desde problemas intestinais até mesmo doença de chagas.
As profissões que geralmente estão expostas aos patógenos citados são: agentes de saneamento,
profissionais da saúde no geral, coletores de lixo, serviços de exumação de corpos, abatedouros,
frigoríficos, entre outras profissões.
Métodos de Prevenção:
É importante deixar claro que as medidas de prevenção são de responsabilidade da empresa e que
o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) deve ficar acessível para todos os
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funcionários.
Alguns cuidados gerais para prevenção contra os patógenos citados são:
Higienização e desinfecção frequente das mãos, roupas e ambientes;
Uso de EPIs como luvas, toucas, máscaras e jalecos;
Estabelecer rígidos padrões sobre o manuseio de objetos perfurocortantes;
Descartar resíduos corretamente;
Limitar o número máximo de funcionários expostos ao risco; e
Instalar sistemas de esterilização de ar.
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Riscos Ergonômicos
Os riscos ergonômicos estão diretamente ligados a integridade física e mental do trabalhador,
podendo gerar distúrbios psicológicos, como transtorno de ansiedade ou síndrome de Burnout, e
fisiológicos, como Lesão por Esforço Repetitivo (LER). É importante prevenir estes riscos já que
causam efeitos na saúde, produtividade e segurança dos profissionais.
Surgindo a partir de condições inadequadas do ambiente de trabalho, esses riscos são os mais
comuns. O primeiro passo para a eliminação desses riscos é a sua identificação, pois como estão
dentro da rotina podem passar despercebidos.
As situações mais recorrentes são a repetitividade, a postura e iluminação inadequada, ritmo
excessivo de trabalho, jornadas prolongadas de trabalho, atividades monótonas, manuseio de
cargas e controle rígido de produtividade, vamos entender melhor cada um deles a seguir:
Repetitividade: A repetição em excesso dos movimentos e das atividades laborais afeta
tanto fisicamente, com tendinite ou LER, quanto psicologicamente, gerando fadiga e
desgaste. A melhor forma de prevençãoé realizar intervalos e ginástica laboral no decorrer
do trabalho; 
Postura inadequada: Pode gerar lesões, fadigas e enfraquecimentos, em partes do corpo
como a coluna, pulso ou lombar, está muito associada a Distúrbios Osteomusculares
Relacionados ao Trabalho (DORT). Caso a postura inadequada esteja relacionada à repetição
em excesso das atividades do trabalhador, os transtornos podem ser maiores e mais
preocupantes. A melhor maneira de prevenir está diretamente ligada a como se realiza o
trabalho, no caso, se for sentado, a prevenção vem a partir de cadeiras que auxiliam no
alinhamento da postura, e no caso de ser uma atividade em pé, é necessário ter um local de
descanso com assentos para fazer as pausas;
Iluminação Inadequada: Tanto com luz forte ou fraca demais, pode gerar problemas na
visão, dores de cabeça, estresse e irritação, podendo gerar até acidentes de trabalho;
Ritmo Excessivo de Trabalho: Mesmo que esteja dentro do horário normal, um
trabalhador pode acabar acumulando inúmeras funções e acabar lidando com prazos curtos
e muitas metas, gerando um estresse físico e psicológico, afetando seu sistema imunológico,
podendo desenvolver inúmeras doenças, um exemplo disso é o trabalho realizado por
bancários;
Jornadas Prolongadas de Trabalho: Tem várias semelhanças com o ritmo excessivo de
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trabalho, imagine um trabalhador que faça jornadas de 11 ou 12 horas, sem levar em
consideração o tempo que pode levar para ir até o ambiente de trabalho ou voltar para casa,
esse esforço pode gerar fadiga, estresse e surgimento de vários distúrbios, como a síndrome
de Burnout;
Atividades Monótonas: Em serviços ou trabalhos extremamente monótonos, o trabalhador
pode desenvolver doenças como depressão e ansiedade, podendo gerar uma desmotivação
que afeta diretamente na sua produtividade, por exemplo, pessoas que trabalham em
cartórios; 
Manuseio de Cargas: O levantamento ou manuseio de cargas pesadas é considerada uma
atividade de risco para a saúde física do trabalhador, podendo provocar lesões na sua
musculatura e ossos, como DORT e LER;
Controle Rígido de Produtividade: Um trabalhador que tem sua produtividade
constantemente vigiada, pode se sentir pressionado, podendo desenvolver doenças
psicológicas e afetar diretamente sua produtividade.
Além desses fatores, a desorganização do ambiente do trabalho é um gerador de risco
ergonômico, por exemplo, a falta de pessoas qualificadas pode gerar um ritmo excessivo de
trabalho. 
As medidas de prevenção ao risco ergonômico se dão através do estudo da ergonomia, ou seja, da
relação entre trabalhador e seu ambiente de trabalho, para isto foi criada a Norma Regulamentar
nº 17, que orienta sobre os principais procedimentos e medidas para a prevenção e melhoria no
ambiente de trabalho. 
A legislação brasileira ainda impõe que seja realizada uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET),
que tem o objetivo de relatar os riscos ergonômicos e buscar uma solução, procurando eliminar ou
reduzir os riscos, fazendo o ambiente de trabalho um lugar seguro e saudável. 
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Riscos Mecânicos
Os riscos mecânicos tem origem nas situações do ambiente do trabalho que podem gerar um
acidente. Geralmente, são resultados da omissão na organização de trabalho, de ambientes
inadequados, do despreparo, falta de medidas de proteção, o uso incorreto de ferramentas ou
tecnologias, entre outros. Os principais riscos mecânicos encontrados nos ambientes de trabalho
são: 
Queda;
Corte;
Esmagamento;
Perfuração;
Ferimento por estilhaços;
Choque elétrico;
Queimadura; e
Explosão.
Os riscos mecânicos podem ser encontrados em qualquer tipo de ambiente de trabalho, pois um
advogado pode sofrer um choque enquanto liga seu computador, como um chef de cozinha pode
se cortar ou se queimar ao cozinhar.
Como os riscos mecânicos não estão associados à dificuldade ou complexidade do trabalho, mas à
uma desorganização no ambiente de trabalho, é de extrema importância o planejamento, a
devida manutenção dos equipamentos, a utilização correta de ferramentas e uma política de
segurança do trabalho para diminuir os riscos.
 
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Medidas de prevenção
As medidas de prevenção aos riscos mecânicos, se dão de duas maneiras extremamente eficazes
e práticas: pelas medidas de controle de risco e pelo treinamento da equipe. 
As medidas de controle de risco são providências que tem o objetivo de eliminar ou diminuir os
riscos no ambiente de trabalho, essas precauções são tomadas em três momentos separados,
sendo eles: 
No próprio risco;1.
No ambiente de trabalho; e2.
No trabalhador.3.
Nos dois primeiros momentos, as medidas a serem tomadas devem elimininar a existência do
risco, porém nem sempre isso é possível, por isso no terceiro e último momento, entram os EPI’s e
o treinamento, que são fundamentais para a proteção do trabalhador. Porém, em casos onde não
há EPI, o treinamento adequado para utilização dos equipamentos deve ser realizado. Em ambos
casos a instalação de EPC’s também é fundamental. 
Além disso, é necessário que sempre exista uma comunicação diária de segurança, entre os
trabalhadores e a empresa, com instruções sobre as atividades, riscos que possam ter surgido,
utilização de proteção, entre outros.
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Prevenção de Riscos Ocupacionais
A prevenção de riscos ocupacionais são medidas com a função de neutralizar os perigos que
envolvem as atividades realizadas no ambiente de trabalho, com o objetivo de prevenir acidentes
ou doenca̧s. Na maioria dos casos, esses acidentes ou doenças são consequências das condições
ambientais ou pessoais, por exemplo:
Uso inadequado do EPI, ou a sua ausência;
Falta de fiscalização;
Ambiente de trabalho inseguro;
Falta de atenção dos colaboradores.
O Efeito Dominó e os Acidentes
de Trabalho 
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Quando as pedras de um dominó estão enfileiradas em sequência e uma delas cai, todas as
demais acabam caindo. É possível imaginar que algo semelhanteacontece quando um acidente de
trabalho ocorre. Dessa forma, pode-se concluir que o acidente e uma possível lesão sofrida por um
trabalhador são causados por uma sequência anterior de fatores, sendo eles:
O Ambiente Social do trabalhador envolve um subfator muito importante: a influência. O
comportamento de uma pessoa pode ser influenciado pelas outras que compartilham o
mesmo ambiente. Desta forma, uma pessoa que negligencia as atividades de segurança do
trabalho em uma empresa pode acabar influenciando muitas outras a fazerem o mesmo,
podendo desenvolver assim: 
Excesso de confiança; 
Irresponsabilidade; e
Resistência em aceitar determinados procedimentos de segurança.
As Causas Pessoais de acidentes estão relacionadas ao conjunto de conhecimentos e
habilidades das pessoas e às condições do momento que cada um está presenciando. Por
exemplo, a probabilidade de envolvimento em acidentes aumenta quando o trabalhador está
cansado, irritado, deprimido, etc. Ou ainda quando o profissional é designado para realizar
uma tarefa para a qual ele não recebeu o preparo adequado.
A Causa Mecânica diz respeito às falhas materiais existentes no ambiente de trabalho, que
podem expor as pessoas a acidentes. Por exemplo: quando o equipamento não apresenta
proteção adequada ao risco da atividade, quando a iluminação do ambiente de trabalho é
deficiente ou ainda quando há falta de manutenção das máquinas e equipamentos.
Assim, para evitar que acidentes ocorram, devemos controlar os fatores que antecedem o
acidente, ou seja, o ambiente social, a causa pessoal e a causa mecânica.
Medidas de Prevenção Contra
os Fatores de Risco
Para adotar medidas efetivas na prevenção de acidentes, é necessária a realização de análises no
contexto de trabalho. A partir dessas análises, é possível desenvolver medidas para frear os
fatores de risco, como por exemplo: 
Ambiente social: é importante cultivar um ambiente de trabalho rico em exemplos
positivos. Por exemplo, a educação e o treinamento do trabalhador para o exercício de suas
funções são recursos importantíssimos para reduzir o risco de acidentes.
Causas Pessoais: também podem ser reduzidas, observando-se a adaptação do
trabalhador ao seu trabalho, e proporcionando-lhe cuidados médicos e assistenciais
adequados.
Causa Mecânica: é o fator que mais reduz a probabilidade de um acidente ocorrer. Sendo
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assim, as máquinas necessitam passar por manutenções e inspeções regularmente, de
modo a garantir a segurança do trabalhador.
É indicado que as empresas possuam grupos de pessoas responsáveis pela aplicação dessas
medidas de prevenção, como:
Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT;
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - a CIPA.
No entanto, é muito importante que todos os trabalhadores da empresa estejam comprometidos
em cuidar da segurança e dispostos a colaborar com a prevenção de acidentes
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Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR
Anteriormente as questões voltadas para preservação da saúde e da integridade dos
trabalhadores eram estabelecidas pelo Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, por
meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos
ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. 
Porém, com as mudanças em normas regulamentadoras, o PPRA foi substituído pelo Programa de
Gerenciamento de Riscos - PGR. Essa substituição ocorreu com a atualização da NR-01 de 2020,
que passou a vigorar em 2022. 
Um fator importante é que a NR-01 passou a estabelecer não apenas o PGR, mas também o
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais - GRO. 
Gerenciamento de Riscos
Ocupacionais (GRO) 
É o processo contínuo e sistemático para identificar perigos, avaliar e controlar riscos ocupacionais
de uma organização de trabalho, com o objetivo de garantir locais de trabalho seguros e saudáveis
para prevenir lesões e agravos à saúde dos trabalhadores. 
Vale saber ainda que o gerenciamento de riscos ocupacionais deve abranger os riscos que
decorrem dos agentes físicos, químicos e biológicos, incluindo também riscos de acidentes, riscos
ergonômicos e riscos psicossociais relacionados ao trabalho. 
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Programa de Gerenciamento de
Riscos (PGR) 
É o conjunto coordenado de ações da organização de trabalho para alcançar os objetivos de
prevenção e gerenciamento dos riscos ocupacionais. E esse conjunto de ações deve ser
formalmente documentado. 
Além disso, o PGR deve contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros
documentos previstos na legislação de segurança e saúde no trabalho.
Mas afinal, qual a diferença
entre o Gerenciamento de
Riscos Ocupacionais - GRO e o
Programa de Gerenciamento de
Riscos - PGR? 
Com base na NR-01, o GRO atua como uma determinação ampla que gerencia todas as medidas
para garantir condições de trabalho seguras e saudáveis, ou seja, ele gerencia desde a
identificação de perigos até a implementação de medidas de controle e segurança no trabalho. Já
o PGR atua como uma parte prática do GRO, isso porque ele garante a execução das medidas
necessárias que foram determinadas pelo GRO, isso por meio de documentos.
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Principais especificações do
Gerenciamento de Riscos
Ocupacionais - GRO e do
Programa de Gerenciamento de
Riscos - PGR
Conforme o estipulado na NR-01, a relação do PGR com o GRO gira em torno de algumas etapas,
tais como: 
Identificação de perigos: É a etapa em que não apenas serão identificados os perigos no
local de trabalho, mas também será feita a avaliação de riscos ocupacionais, considerando o
disposto nas NR e exigências legais de segurança e saúde no trabalho. 
Levantamento preliminar de perigos: É a etapa de descrição dos perigos e possíveis
lesões ou agravos à saúde do trabalhador que podem ocorrer em decorrência do trabalho,
bem como a identificação das fontes ou circunstâncias dos perigos e indicação do grupo de
trabalhadores sujeitos a esses riscos. Em geral, nessa etapa de levantamento e na de etapa
de identificação é onde se começa a recolher as informações necessárias para o PGR. 
Avaliação dos riscos ocupacionais: É a etapa de organização, onde é preciso avaliar os
riscos ocupacionais relativos aos perigos que foram identificados nos locaisde trabalho, de
forma a manter informações para adoção de medidas de prevenção. 
Definição e implementação de controles de riscos: É a etapa na qual a organização do
trabalho vai realizar a adoção de medidas de prevenção para eliminar, reduzir ou controlar
os riscos. E essa etapa deve sempre ser feita: 
Quando as Normas Regulamentadoras e as leis exigirem; 
Quando a classificação dos riscos ocupacionais indicar; 
Quando houver evidências de que os riscos e as condições de trabalho estão causando
lesões ou problemas de saúde nos trabalhadores; e 
Quando as análises de acidentes e doenças mostrarem que isso é necessário. 
Além dessas etapas, há outra etapa mais específica do PGR que é a formulação de documentação,
ou seja, segundo a NR-01, o PGR deve conter, no mínimo, os documentos de: 
Inventário de Riscos: É o documento responsável por identificar e registrar os riscos
presentes nas atividades de trabalho. e 
Plano de ação: É o documento responsável por propor medidas de prevenção, controle e
combate aos riscos ocupacionais listados no inventário, contendo cronogramas e formas de
monitoramento desses riscos. 
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Um fator importante é que esses documentos integrantes do PGR devem ser elaborados sob a
responsabilidade da organização de trabalho, respeitando o disposto nas demais Normas
Regulamentadoras, e devem ser datados e assinados. Além disso, eles devem estar sempre
disponíveis à Inspeção do Trabalho e aos trabalhadores interessados ou seus representantes.
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Plano de Emergência
Segundo a NBR 15219, o plano de emergência é um documento que formaliza e descreve o
conjunto de ações e medidas a serem adotadas no caso de uma situação crítica, visando proteger
a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e danos ao meio ambiente. Ele
estabelece responsabilidades e procedimentos para organizações e indivíduos, a fim de
desempenharem ações específicas, conforme o local e o tempo em que venha a ocorrer uma
emergência ou desastre.
Elaboração do Plano de
Emergência
Para a elaboração de um Plano de Emergência contra incêndio é necessário realizar uma análise
preliminar dos riscos de incêndio, buscando identificá-los, relacioná-los e representá-los em uma
Planta de risco de incêndio (Anexo B). Conforme o nível dos riscos de incêndio existentes, o
levantamento prévio e o plano de emergência deve ser elaborado formalmente por uma equipe
multidisciplinar, liderado por um ou mais profissionais especializados, ou seja, engenheiros,
técnicos ou especialistas em gerenciamento de emergências. 
O profissional habilitado deve realizar uma análise dos riscos da edificação com o objetivo de
minimizar e/ ou eliminar todos os riscos existentes, recomendando-se a utilização de métodos
consagrados. Para realização do plano de emergência a equipe multidisciplinar deve seguir as
orientações da NBR 15219 e da Instrução Técnica (IT) do Corpo de Bombeiros do seu estado. O
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plano de emergência deve considerar os seguintes aspectos:  
Tipo de ocupação, conforme estabelecido no Anexo A da NBR 15219. 
Por exemplo: residencial, comercial, industrial, educacional, entre outros.
Riscos específicos inerentes à ocupação; 
Construção, acabamento e revestimentos. 
Por exemplo: alvenaria, concreto, metálica, madeira, parede construída sem argamassa ou outros
métodos construtivos.
Dimensões da área total construída e de cada uma das edificações, altura de cada
edificação, número de pavimentos, se há subsolos, garagens e outros detalhes; 
População fixa ou flutuante e suas características.
Por exemplo: crianças, idosos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras
características.
Característica de funcionamento, horários e turnos de trabalho, e os dias e horários fora do
expediente;
Acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; 
 Rotas de fuga e áreas de refúgio;  
Recursos humanos integrantes da equipe de emergência.
Por exemplo: a brigada de emergência, bombeiros civis, grupos de apoio e outros recursos
humanos dedicados ao atendimento de emergências.
Recursos materiais, sistemas e equipamentos existentes.
Por exemplo: Os extintores de incêndio, sistema de hidrantes, iluminação de emergência, escada
para acesso à saída de emergência, portas corta-fogo, saídas de emergência, chuveiros
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automáticos, sistema de detecção e alarme de incêndio, sistema moto-gerador de incêndio ou
outros sistemas e equipamentos.
Localização e recursos externos.
Por exemplo: área urbana, área rural, características da vizinhança, distâncias de outras
edificações ou riscos, tempo de resposta médio do corpo de bombeiros, do SAMU, defesa civil,
polícias, remoção para os hospitais, existência de planos de auxílio mútuo e outros recursos
dedicados para atendimento de emergências.
 
Após o levantamento das características da planta e da localidade, o profissional especializado
deve realizar a análise da planta, com o objetivo de minimizar, controlar e eliminar todos os riscos
e perigos existentes. O plano de emergência deve contemplar todas as hipóteses acidentais
identificadas nas análises e na avaliação das características da planta previamente efetuadas. São
exemplos de hipóteses acidentais de emergência:
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Acidente com vítima em qualquer área; 
Acidente com vítima em áreas energizadas; 
Acidente com vítima em altura ou espaços confinados;  
Acidente com vítima por produtos perigosos diversos; 
Vazamento ou derrame de produtos perigosos diversos; 
Vazamento de gases combustíveis; 
Incêndio em qualquer área;
Incêndio em painéis elétricos;  
Incêndio em veículos e equipamentos móveis;
Explosões em qualquer área;  
Desastres naturais, como descargas atmosféricas, ventos, inundações, deslizamento,
escorregamentos e abalos sísmicos; 
Desmoronamentos ou colapso estruturais;  
Emergênciasdecorrentes de ações intencionais de dano, como atentados, crimes ou
sabotagens, entre outras hipóteses.
De acordo com o seu potencial de risco, a emergência deve ser classificada em níveis de
magnitude: 
Emergência de magnitude leve: hipótese acidental que pode ser controlada com
recursos do próprio local de trabalho, não havendo o acionamento do plano de emergência,
mas devendo o fato ser registrado; 
Emergência de magnitude média: hipótese acidental que pode ser controlada com
recursos próprios da planta, em que os efeitos não extrapolam os limites físicos da área da
planta e não afetam os processos de rotina da planta, podendo haver o acionamento do
plano de emergência;
Emergência de magnitude grave: hipótese acidental cujos efeitos podem extrapolar os
limites físicos da área da planta; que requer o acionamento do plano de emergência, com a
mobilização de todos os recursos humanos e materiais disponíveis na planta, podendo
envolver, se necessário, o acionamento de recursos externos como corpo de bombeiros,
defesa civil, SAMU, polícia, entre outros.
No plano de emergência deve constar:
 
O organograma da equipe de emergências, incluindo o organograma da brigada de
emergência e o detalhamento das atribuições dos principais integrantes da equipe de
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emergência, como o coordenador de emergências, chefe de brigada, líder de brigada, líder
de abandono, integrantes do grupo de apoio permanente, integrantes do grupo de apoio
técnico, bombeiro civil e recursos externos;
Os procedimentos de comunicações internas e externas para o atendimento de emergências
da planta; 
Os procedimentos para cada integrante da equipe de emergência e os procedimentos
específicos para cada hipótese acidental da planta; e
Os procedimentos para abandono de áreas de toda a população fixa e flutuante,
considerando ainda os procedimentos específicos para as pessoas com deficiência ou
mobilidade reduzida.
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Manutenção, Revisão e Auditoria do Plano de Emergência
Deve ser realizadas reuniões periódicas, preferencialmente sob a coordenação do responsável pela
gestão de riscos de incêndio, juntamente com: 
Equipe multidisciplinar, caso houver;
Coordenador geral da brigada de incêndio;
Chefes e líderes de brigada de incêndio;
Brigadistas profissionais, caso houver; 
Um representante do grupo de apoio.
A reunião deve ter registro em ata e envio às áreas competentes para as providências
pertinentes. Nas reuniões periódicas devem ser discutidos os seguintes itens:
Calendário dos exercícios de abandono; 
Funções de cada pessoa dentro do plano de emergência contra incêndio; 
Condições de uso dos equipamentos de combate a incêndio; 
Apresentação dos problemas relacionados à prevenção de incêndios, encontrados nas
inspeções, para que sejam feitas propostas corretivas; e 
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Atualização de técnicas e táticas de combate a incêndio. 
Devem ser realizadas reuniões extraordinárias para análise de situação sempre que: 
Ocorrer um sinistro; 
For identificado um perigo iminente; 
Ocorrer uma alteração significativa dos processos industriais ou de serviços, de área ou de
layout; 
Houver a previsão e execução de serviços que possam gerar algum risco.
Revisão do Plano de
Emergência: 
O plano de emergência deve ser revisado por profissional especializado, ou seja, engenheiros,
técnicos ou especialistas em gerenciamento de emergências, sempre que: 
Ocorrer uma alteração significativa nos processos industriais, processos de serviços, de área
ou layout; 
Ocorrer o aumento de mais de 50 % do número de pessoas da planta contando a populações
fixa e flutuante;  
For constatada a possibilidade de melhoria do plano; 
Completar de 12 a 24 meses de sua última revisão, esse prazo varia e vai depender da
Instrução Técnica (IT) do Corpo de Bombeiros onde está instalada a edificação. 
As alterações significativas nos processos industriais, processos de serviços, de área ou layout,
devem ser acompanhadas de uma avaliação do responsável pela elaboração, a fim de que avalie e
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efetue as eventuais alterações necessárias.
Quando ocorrerem alterações significativas nos processos industriais, processos de serviços, de
área ou layout, o profissional especializado deve consultar os seguintes profissionais da planta ou
evento, quando houver:
 Profissional de segurança, saúde e meio ambiente;  
Grupos de apoio técnico e permanente;  
Coordenador de emergências;  
Bombeiros civis; 
 Membros da comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA). Se considerado necessário,
o profissional especializado pode consultar também pessoas, empresas vizinhas ou
comunidades para a revisão do plano de emergência.
Auditoria do Plano de
Emergência:
Um profissional especializado, ou seja, engenheiros, técnicos ou especialistas em gerenciamento
de emergências, deve realizar uma auditoria do plano a cada 12 meses, preferencialmente antes
de sua revisão. Nesta auditoria deve-se avaliar se o plano está sendo cumprido em conformidade
com a NBR 15219 e a Instrução Técnica (IT) do Corpo de Bombeiros, bem como verificar se os
riscos encontrados na análise foram eliminados, controlados ou reduzidos. O profissional
especializado deve emitir um relatório da avaliação, que deve descrever as circunstâncias em que
os requisitos não estão sendo atendidos e explicar as consequências previsíveis destas
deficiências, bem como recomendar as medidas necessárias para alcançar a conformidade.
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Vistoria do Corpo de Bombeiros:
A vistoria do Corpo de Bombeiros segue padrões e procedimentos distintos de estado para estado,
deve ser verificado o procedimento através das Instruções Técnicas (IT) do estado onde se
encontra a planta.
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Técnicas de Análise de Riscos
Os acidentes são materializações dos riscos associados com as atividades, com os procedimentos,
projetos, instalações, máquinas e os equipamentos. Para reduzir a frequência de acidentes, é
preciso avaliar e controlar os riscos e responder às seguintes perguntas:
O que pode acontecer errado?
Quais são as causas básicas dos eventos não desejados?
Quais são as consequências?
A análise de riscos se constitui em um conjunto de métodos e técnicas, que aplicados a uma
atividade proposta ou existente identificam e avaliam, qualitativa e quantitativamente, os riscos
que essa atividade representa para a população vizinha, ao meio ambiente e à própria empresa.
A utilização de técnicas e de métodos específicos para a análise de riscos ocupa cada vez mais, o
espaço nos programas sobre segurança e gerenciamento ambiental das indústrias, como evidência
da preocupação destas, dos governos e de toda a sociedade com respeito aos temas relacionados
à segurança e ao meio ambiente.
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Os principais resultados de uma análise de riscos são:
Identificação de cenários de acidentes;
As frequências esperadas de ocorrência destes acidentes;
Magnitude das possíveis consequências.
Deve-se incluir nas medidas de prevenção de acidentes e nas medidas para controle, as
consequências dos acidentes para os trabalhadores, para as pessoas que vivem ou trabalham
próximo às instalações e/ou para o meio ambiente.
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Análise Preliminar de Riscos
A Análise Preliminar de Risco (APR) é uma técnica que consiste em identificar eventos perigosos,
suas causas e consequências e estabelecer medidas de controle de forma preliminar, sendo
utilizada como primeira abordagem do objeto de estudo. Em um grande número de casos ela é
suficiente para estabelecer medidas de controle de riscos.
É muito importante que na identificação dos riscos eles sejam controlados conforme exigem as
normas regulamentadoras de cada atividade. Por exemplo, quando houver uso de Máquinas e
Equipamentos, o objetivo da APR, além de conhecer a tarefa, é verificar se os mesmos estão em
conformidade com a NR 12 - Máquinas e Equipamentos; quando o trabalho a ser realizado tiver
risco de eletricidade, é preciso estar em conformidade com a NR-10, e assim por diante. O foco da
APR são todos os perigos ou eventos indesejáveis.
É necessário realizar uma avaliação qualitativa dos riscos associados, identificando, desta forma,
aqueles que precisam ser priorizados. Além disso, são sugeridas medidas preventivas contra os
riscos, a fim de eliminar as causas ou reduzir as consequências dos cenários de acidente
identificados.
A APR deve ser sempre desenvolvida com a participação dos trabalhadores e implantada antes da
execução de determinadas atividades, seja para trabalhos realizados pela própria empresa ou
através de empresas contratadas.
O SESMT (Serviço Especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho) é responsável por
auxiliar no processo de aplicação da APR, com o objetivo de integrar os envolvidos na identificação
e reconhecimento dos riscos, bem como adotar medidas de controle para assegurar e garantir a
realização dos trabalhos com total segurança.
Já os supervisores do trabalho devem:
Assegurar que os serviços somente serão inicializados depois de concluída a elaboração da
APR e adotadas todas as medidas de controle e segurança do trabalho para a execução da
atividade;
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Preencher e assinar todos os campos específicos da análise preliminar de risco – APR;
Cobrar e verificar a assinatura de toda equipe envolvida no trabalho. No caso de dúvidas a
respeito do preenchimento da APR ou sobre um determinado risco, deve-se procurar
imediatamente o SESMT da empresa a fim de esclarecer;
Zelar para que as tarefas sejam realizadas com segurança, conforme definido na APR e
incumbir-se pela guarda e conservação da APR, mantendo-a acessível aos demais
componentes da equipe e possíveis fiscalizações. Bem como comunicar ao SESMT
dificuldades para realização das atividades dentro do escopo de segurança estabelecido;
Realizar avaliação sobre a necessidade de interromper o trabalho, caso seja identificada
alguma situação de risco iminente de acidente, que inicialmente não havia sido identificada.
O SESMT e os supervisores responsáveis pelo trabalho possuem algumas obrigações em conjunto,
que são:
Assegurar que os trabalhadores tenham pleno conhecimento do conteúdo da análise
preliminar de risco – APR e suas obrigações na execução do trabalho; 
Prestar orientações técnicas necessárias às equipes de campo, de forma a assegurar a
efetiva aplicação da análise preliminar de risco – APR; 
Assegurar que a análise preliminar de risco – APR esteja sendo efetivamente aplicada.
A análise preliminar de risco deve ser minuciosamente estudada e elaborada de maneira
compreensível a todos envolvidos. Para a elaboração de uma boa análise preliminar de risco é
recomendável sempre buscar o máximo de informações com o supervisor e a equipe responsável
pela realização do trabalho, é muito importante sempre realizar uma visita ao local onde o
trabalho será executado. Dessa forma, se obtêm mais detalhes sobre o serviço, facilitando a
compreensão para melhorar o desenvolvimento da APR.
É importante a participação de toda equipe de trabalho na elaboração da análise preliminar de
risco – APR, dessa forma é possível conhecer os procedimentos de trabalho, os riscos identificados
e os controles necessários à prevenção de acidentes.
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Desenvolvimento de Estudos de Análise de Riscos
 
O estudo de análise de riscos pode ser realizado de inúmeras maneiras, porém o primeiro passo
fundamental é a caracterização da empresa, a partir das funções e trabalhos exercidos no
ambiente de trabalho, tornando a análise mais prática e direta. A necessidade desses estudos ou
análises é criar programas de prevenção e medidas de proteção necessárias para evitar ameaças
e perigos ao trabalhador e ao ambiente de trabalho.
Para isso

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