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Aula Prática: Determinação do Tempo de Residência do CSTR em série Docente: Carlos Minoru Nascimento Yoshioka Monitor: David Manuel Costa Passinhas 1. Introdução Teórica O desempenho de um reator químico está diretamente relacionado ao tempo que os reagentes permanecem em seu interior, o chamado tempo de residência. Esse parâmetro é de fundamental importância no estudo de reatores contínuos, pois influencia diretamente a conversão das reações químicas, o rendimento dos produtos, a segurança operacional e o dimensionamento das unidades industriais. A análise do tempo de residência permite identificar o tipo de escoamento predominante dentro do reator, além de revelar possíveis não idealidades, como zonas mortas, recirculação e canais de bypass, que podem comprometer a eficiência do processo. Para determinar o tempo de residência real de um reator, utiliza-se um traçador inerte, isto é, uma substância que acompanha o fluido sem participar das reações químicas e sem interagir com o meio. O traçador é introduzido no sistema e sua concentração na saída do reator é monitorada ao longo do tempo. A partir dessa resposta, é possível construir a chamada curva de distribuição do tempo de residência (DTR ou RTD - Residence Time Distribution), que fornece informações sobre o comportamento do escoamento no interior do reator. Existem dois métodos principais de introdução do traçador: ● Método de pulso: Uma pequena quantidade de traçador é injetada de forma instantânea na entrada do reator. A resposta na saída é registrada como uma curva de concentração versus tempo. Esse método é útil para obter a função E(t), que representa a fração do fluido que permanece um tempo t dentro do reator. ● Método de degrau: O traçador é introduzido de maneira contínua a partir de um determinado tempo, substituindo o fluido sem traçador. Nesse caso, monitora-se o crescimento da concentração até atingir o regime permanente. A curva resultante é utilizada para determinar a função F(t), que representa a fração cumulativa do fluido que já saiu do reator até o tempo t. 1 Ambas as técnicas permitem caracterizar o reator e comparar seu comportamento com os modelos ideais de escoamento: o reator de mistura completa contínua (CSTR) e o reator de fluxo pistão (PFR). No CSTR, assume-se que o fluido é perfeitamente misturado, e todas as partículas possuem o mesmo tempo médio de residência. Já no PFR, considera-se que o escoamento ocorre de forma ordenada, sem mistura axial, e cada partícula mantém seu tempo de residência individual. O estudo da distribuição do tempo de residência é amplamente utilizado na indústria química, petroquímica, farmacêutica e de alimentos, onde o controle preciso das condições de reação é essencial para garantir a qualidade do produto final, a segurança operacional e a conformidade ambiental. Além disso, esse tipo de análise é empregado no diagnóstico de problemas em reatores existentes, na validação de projetos e na otimização de processos industriais. Dessa forma, a prática experimental de determinação do tempo de residência proporciona uma base sólida para a compreensão da dinâmica de fluidos em reatores, permitindo aliar teoria e prática na modelagem de processos e no desenvolvimento de soluções tecnológicas mais eficientes e sustentáveis. 2. Objetivo Geral Determinar a distribuição do tempo de residência (DTR) em um reator contínuo, a fim de caracterizar o comportamento do escoamento do fluido no interior do reator e compará-lo com os modelos teóricos ideais, como o reator de mistura completa (CSTR). 3. Objetivos Específicos ● Coletar e analisar experimentalmente a curva de concentração do traçador ao longo do tempo; ● Calcular o tempo médio de residência experimental e compará-lo com o teórico. 4. Materiais Materiais Reator e Sistema de Escoamento Traçador Cronômetro 2 Espectrofotômetro Becker e tubos de ensaio Pipetas 5. Procedimentos - Determinação do Tempo de Residência no CSTR em série 1. Dividir os alunos em 3 grupos, cada grupo fará a DTR de um reator; 2. Preencher o sistema com água limpa (2 tanques lado inferior esquerdo); 3. Ajustar a vazão das duas bombas para operarem na capacidade máxima; 4. Calcular a vazão com que os reatores são preenchidos para o cálculo teórico do tempo de residência (Q); 5. Após o enchimento, garantir a agitação máxima que evite formação de vórtice; 6. Aguardar 5 minutos para estabilizar o fluxo antes de iniciar o experimento; 7. Enumerar os tubos para facilitar durante o experimento; 8. Com o sistema em fluxo contínuo, injetar rapidamente 5 mL de traçador (corante); 9. Iniciar o cronômetro no exato momento da injeção; 10. Coletar as primeiras 5 amostras a cada 30s e as outras 7 amostras a cada 1min em tubos de ensaio ou béqueres devidamente rotulados; 11. Medir a absorbância do traçador nas amostras utilizando o espectrofotômetro configurado a 500 nm. 12. Meça o volume do reator para o cálculo teórico do tempo de residência (V); Referência: Fogler, Elementos de Engenharia das Reações Químicas, 4 edição, capítulo 13 3