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AULA 2 - A RELAÇÃO 
JURÍDICA DE CONSUMO
Prof. Lázaro Pereira Dourado – MSC e ADV.
1. Por que surgiu a inquietação do Direito do
Consumidor no ordenamento jurídico nacional?
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A inquietação...
• De acordo com Fernando Costa de Azevedo, a inquietação com a
consignação de uma tutela legal das indigências dos consumidores
tem como marco histórico de sua consolidação, a segunda metade do
século XX, nos Estados Unidos, ao brotar das transformações
ocorridas no sistema capitalista de produção e circulação de bens e
serviços.
• A preocupação com o estabelecimento, nos ordenamentos jurídicos
nacionais, de uma tutela das necessidades e interesses dos
consumidores se consolidou na segunda metade do século XX, fruto
das transformações ocorridas no sistema capitalista de produção de
bens e serviços.
2. Como pode ser definido o CONSUMIDOR? 
Justifique com o artigo do CDC.
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3. Como pode ser definido o FORNECEDOR? 
Justifique com o artigo do CDC.
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Art. 1° O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de
ordem pública e interesse social, nos termos dos arts. 5°, inciso XXXII, 170, inciso V, da
Constituição Federal e art. 48 de suas Disposições Transitórias.
Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
serviço como destinatário final.
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que
indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.
Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou
estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de
produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação,
distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.
§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.
§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante
remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as
decorrentes das relações de caráter trabalhista.
LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990.
4. O que é a Doutrina Finalista no CDC?
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5. O que é a corrente MAXIMALISTA NO CDC?
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Direitos básicos amparados pela lei
• O Direito do Consumidor é uma relação:
AMPARADA 
PELA LEI
para conceder ao CONSUMIDOR 
o direito de adquirir ALGO 
amparado pela LEI.
O que é uma relação jurídica de consumo no 
CDC?
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•A relação jurídica, 
em sentido amplo, consiste em um 
vínculo entre pessoas, em razão da qual 
uma pode pretender um bem que a outra 
parte é que tem responsabilidade 
objetiva. Só há relação jurídica se o 
vínculo entre as pessoas estiver regulado 
por norma jurídica com o objetivo de 
proteção.
EXPLICANDO
• Segundo Hely Lopes Meirelles, serviços públicos uti universi são
aqueles que a administração presta sem ter usuários determinados,
para atender à coletividade no seu todo, como os de polícia,
iluminação pública, calçamento e outros dessa espécie.
• Serviços públicos uti singuli são os que têm usuários determinados e
utilização particular e mensurável para cada destinatário, como
ocorre com o telefone, a água e a energia elétrica domiciliares.
os direitos fundamentais são:
• 1ª Geração - Direitos Civis e Políticos – LIBERDADE; 
• 2ª Geração - Direitos Sociais, Econômicos e Culturais – IGUALDADE; 
3ª Geração - Direitos Metaindividuais -
FRATERNIDADE/SOLIDARIEDADE; 
• 4ª Geração - Proteção do Patrimônio Genético; 
• 5ª Geração - Proteção de Direitos no Mundo Digital.
Quais são os elementos da relação de 
consumo?
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Os elementos da relação de consumo.
• - o consumidor, o fornecedor e o produto ou serviço, que, nos dias de hoje são
balizados como polos constitutivos de dois, dos três, elementos da relação
jurídica de consumo, a saber: elemento subjetivo, objetivo e o finalístico.
• - Henry Ford, um dos maiores empresários da história, que revolucionou a forma
de produção da indústria automobilística: “O consumidor é o elo mais fraco da
economia” (...);
Produto é definido pela Lei 8078/90 como
bem móvel ou imóvel, material ou imaterial
• Produto é definido pela Lei 8078/90 como
bem móvel ou imóvel, material ou imaterial,
de modo que é aplicável o Código de Defesa
do Consumidor a contratos imobiliários e a
eles conexos – financiamento ou empréstimos
para a aquisição de imóveis.
• Nesses contratos, aplicam-se as normas do
Código Civil quanto às solenidades, às regras
de transmissão da propriedade e as
concernentes ao direito das coisas ligado ao
conjunto normativo do Código de Defesa do
Consumidor.
A boa-fé contratual
•A boa-fé objetiva é um princípio basilar do
direito do consumidor, segundo o qual as partes
possuem o dever de agir com base em valores
éticos e morais da sociedade. Desse
comportamento, decorrem outros deveres
anexos, como lealdade, transparência e
colaboração, a serem observados em todas as
fases do contrato.Acórdão 1168030, 07148415120188070003, Relator: FERNANDO
ANTONIO TAVERNARD LIMA, Terceira Turma Recursal dos Juizados
Especiais do Distrito Federal, data de julgamento: 30/4/2019,
publicado no DJE: 8/5/2019.• Trecho de ementa
• "(...) IV. O princípio da boa-fé objetiva impõe às partes de uma relação
de consumo a adoção de postura que guarde conformidade com os
padrões sociais de ética, correção e transparência, a respeitar a
legítima expectativa depositada nessa relação. Nesse contexto, o
princípio da boa-fé objetiva cria deveres anexos à obrigação
principal, os quais devem ser também respeitados por ambas as
partes contratantes. Dentre tais deveres, há o dever de cooperação,
que pressupõe ações recíprocas de lealdade dentro da relação
contratual, que, uma vez descumprido, implicará inadimplemento
contratual de quem lhe tenha dado causa (violação positiva do
contrato).” (grifamos)
Atividade: Peça Profissional (Exame XXXIII 2021.2)
• João Paulo, residente na cidade do Rio de Janeiro, ao tentar comprar um eletrodoméstico, foi
informado pelo estabelecimento vendedor que não seria possível aceitar o pagamento
financiado, em virtude de uma negativação de seu nome junto aos cadastros restritivos de crédito
pelo Banco XYZ, sediado no Rio de Janeiro. João Paulo ficou surpreso, tendo em vista que nunca
contratou com tal banco.
• Diante do ocorrido, João Paulo buscou informações e verificou que a dívida, origem da
negativação, era referente a um contrato de empréstimo de R$ 10.000,00 que ele nunca celebrou,
sendo, portanto, fruto de alguma fraude com seu nome. João Paulo dirigiu-se ao banco, pedindo
a imediata exclusão de seu nome do cadastro restritivo de crédito, o que foi negado pelo Banco
XYZ.
• Diante desse cenário, João Paulo entra em contato com você, como advogado(a), pois pretende a 
retirada imediata de seu nome dos cadastros restritivos de crédito, já que nunca contraiu a dívida 
apontada, além de indenização por danos morais no equivalente a R$ 30.000,00.
• Na condição de advogado(a) de João Paulo, elabore a peça processual cabível e mais adequada 
para a tutela integral de todos os pedidos. 
• Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação.

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