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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 
PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO - PARTE I
Livro Eletrônico
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Processo Judicial Eletrônico – Parte I
Prof. Gustavo Deitos
Direito Processual do Trabalho
Processo Judicial Eletrônico (PJE) na Justiça do Trabalho – Parte I .....................4
1. Aspectos Introdutórios do Processo Judicial Eletrônico .................................5
2. Disposições da Resolução n. 185 do CSJT ...................................................8
3. Novo CPC: Prática Eletrônica de Atos Processuais ......................................33
Exercícios ................................................................................................39
Gabarito ..................................................................................................48
Gabarito Comentado .................................................................................49
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Processo Judicial Eletrônico – Parte I
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Direito Processual do Trabalho
PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO (PJE) NA JUSTIÇA DO 
TRABALHO – PARTE I
Item do edital: 24. Processo Judicial Eletrônico
Olá, querido(a) aluno(a). Você, que tem tudo para ser um(a) futuro(a) advoga-
do(a), terá conosco, do Gran Cursos Online, uma série de aulas em PDF destinadas 
a abranger todo o conteúdo de Direito Processual do Trabalho do mais recente edi-
tal do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Nesta aula, abordaremos a primeira parte de outro tópico muito importante do 
seu edital: Processo Judicial Eletrônico (PJE). Esse tópico, assim como outros 
tratados ao longo deste curso, sofreu grande impacto da Reforma Trabalhista, ra-
zão pela qual esta aula é, igualmente, muito importante para o nosso curso.
O direito processual do trabalho sofreu profundas modificações no ano de 2017, 
em virtude da entrada em vigor da Lei n. 13.467/2017, popularizada com o nome 
de “Reforma Trabalhista”. Além dessa relevante alteração, você deve levar em con-
ta que, no ano de 2016, entrou em vigor o Novo Código de Processo Civil, publicado 
em 2015.
Todas essas alterações colocam em nosso caminho um fato que impacta forte-
mente em seu estudo: não existem, ainda, muitas questões atualmente válidas da 
OAB sobre cada tema do nosso edital. Portanto, para seu exercício com questões, 
procurarei apresentar as questões existentes e, ainda, questões inéditas com o 
perfil da banca FGV, que comportam enunciados de casos concretos e quatro alter-
nativas (“a” a “d”). Se houver maior escassez de questões sobre o assunto, apre-
sentarei questões da banca FGV oriundas de provas diversas da OAB, sempre com 
vistas a prepará-lo(a) para conhecer muito bem a banca.
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Mesmo que a banca da nossa prova seja a FGV, apresentarei questões de outras 
bancas que abordem as disposições legais e jurisprudenciais específicas do tema, 
com a finalidade de atrair seu foco total para a fixação de algumas regras específi-
cas, cujo conhecimento ajudará a tornar mais sólida sua bagagem para as demais 
questões.
Juntamente com toda a equipe do Gran Cursos Online, procurarei ajudá-lo(a) ao 
máximo a tornar-se habilitado(a) a exercer a advocacia, cuja carreira é fantástica e 
repleta de desafios entusiasmantes para um comprometido profissional do Direito.
Bons estudos!
Seja imparável!
1. Aspectos Introdutórios do Processo Judicial Eletrôni-
co
No Brasil, o processo judicial eletrônico foi introduzido pela Lei n. 11.419/2006, 
em todos os ramos do Poder Judiciário. Segundo o Conselho Nacional de Justiça 
(CNJ), a tramitação dos processos judiciais pelo meio eletrônico é uma forma de 
conferir maior celeridade a todos os processos, reduzindo-se o tempo de sua du-
ração em virtude da praticidade proporcionada pela instrumentalidade eletrônica.
A natureza do processo judicial, tanto nos processos físicos quanto nos ele-
trônicos, é exatamente a mesma. Os institutos jurídicos não sofrem nenhuma in-
terferência pela forma de tramitação do processo. O verdadeiro ganho, na forma 
eletrônica, reside em dois grandes pontos: maior rapidez de tramitação e redução 
de trabalho burocrático manual e repetitivo.
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O próprio CNJ elencou uma série de vantagens conferidas pela tramitação ele-
trônica dos processos judiciais. De acordo com ele, a redução do tempo de trami-
tação pode ocorrer das seguintes formas:
• extinguindo atividades antes existentes e desnecessárias em um cenário de 
processo eletrônico, tais como juntadas de petições, baixa de agravos de 
instrumento, juntadas de decisões proferidas por Cortes especiais ou pelo 
Supremo Tribunal Federal;
• suprimindo a própria necessidade de formação de autos de agravo em razão 
da disponibilidade inerente do processo eletrônico;
• eliminando a necessidade de contagens e prestação de informações geren-
ciais para órgãos de controle tais como as corregedorias e os conselhos;
• atribuindo ao computador tarefas repetitivas antes executadas por pessoas – 
e, portanto, propensas a erros –, tais como a contagem de prazos processuais 
e prescricionais;
• otimizando o próprio trabalho nos processos judiciais, acrescentando funcio-
nalidades antes inexistentes capazes de agilizar a apreciação de pedidos e 
peças processuais;
• deslocando a força de trabalho dedicada às atividades suprimidas para as re-
manescentes, aumentando a força de trabalho na área-fim;
• automatizando passos que antes precisavam de uma intervenção humana;
• permitindo a execução de tarefas de forma paralela ou simultânea por várias 
pessoas.1
Você já sabe que a Lei n. 11.419/2006 foi o diploma que instituiu o Processo 
Judicial Eletrônico (PJE) no Brasil, certo? Na Justiça do Trabalho, as normas aplicá-
1 Disponível em: 
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veis ao PJE foram regulamentadas por Resoluções do Conselho Superior da Justiça 
do Trabalho (CSJT).
Até 2017, a Resolução vigente sobre o tema era a de n. 136 do CSJT, que foi 
revogada pela Resolução n. 185 do CSJT, atualmente vigente.
A Resolução n. 185 do CSJT sofreu grandes modificações por meio da Resolução 
n. 241 do CSJT, para que fosse adaptado às novas disposições– Parte I
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Logo, os arquivos e documentos dos processos devem ser salvos em formatos le-
gíveis por programas de código aberto. Ademais, na medida do possível, o PJE 
deve ser desenvolvido de forma padronizada, isto é, todos os arquivos e docu-
mentos semelhantes ou iguais devem ter igual formato e serem lidos pela mesma 
plataforma. Este é o Princípio da Padronização.
A seguir, apresentarei os conceitos técnicos de cada qualidade dos dados do 
PJE. Os conceitos de autenticidade e integridade estão de acordo com as definições 
da Lei de Acesso à Informação (Lei n. 12.527/2011).
AUTENTICIDADE: qualidade da informação que tenha sido produzida, expedi-
da, recebida ou modificada por determinado indivíduo, equipamento ou sis-
tema. Em suma, uma informação autêntica é aquela cujo autor pode ser plena e 
corretamente identificado.
INTEGRIDADE.: qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à 
origem, trânsito e destino. É a informação que não tenha sido adulterada ou sofrido 
nenhum tipo de interferência indevida.
TEMPORALIDADE: as informações cronológicas sobre o envio de informações 
devem ser corretamente informadas.
NÃO REPÚDIO: os operadores do processo não podem negar a validade dos 
documentos juntados ao sistema do PJE, que goza de presunção de veracidade e 
confiabilidade.
CONSERVAÇÃO: os dados devem ser protegidos por mecanismos que impe-
çam sua perda na rede, ou sua exclusão aleatória e indevida.
CONFIDENCIALIDADE: quando determinado processo tramitar em segredo 
de justiça, o sistema do PJE deverá proteger as informações contra a visualização 
de pessoas não autorizadas legalmente a consultar os autos.
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Art. 196. Compete ao Conselho Nacional de Justiça e, supletivamente, aos tribunais, 
regulamentar a prática e a comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico 
e velar pela compatibilidade dos sistemas, disciplinando a incorporação progressiva de 
novos avanços tecnológicos e editando, para esse fim, os atos que forem necessários, 
respeitadas as normas fundamentais deste Código.
O CNJ exerceu tal atribuição editando a Resolução n. 185/2013. Na Justiça do 
Trabalho, tal atribuição foi exercida de forma supletiva pelo CSJT, que editou Reso-
lução de idêntico número (185) para tratar do tema.
O CNJ tem a atribuição principal de regulamentar a prática eletrônica de atos 
processuais, enquanto os demais tribunais têm a atribuição de suplementar tais 
normas, de modo a atender às peculiaridades de seus âmbitos. Portanto, ninguém 
possui competência exclusiva sobre a regulamentação da prática eletrônica dos 
atos processuais.
Art. 197. Os tribunais divulgarão as informações constantes de seu sistema de auto-
mação em página própria na rede mundial de computadores, gozando a divulgação de 
presunção de veracidade e confiabilidade.
Parágrafo único. Nos casos de problema técnico do sistema e de erro ou omissão do 
auxiliar da justiça responsável pelo registro dos andamentos, poderá ser configurada a 
justa causa prevista no art. 223, caput e § 1º.
Primeiramente, veja o que dispõe a íntegra do art. 223 do CPC:
Art. 223. Decorrido o prazo, extingue-se o direito de praticar ou de emendar o ato pro-
cessual, independentemente de declaração judicial, ficando assegurado, porém, à parte 
provar que não o realizou por justa causa.
§ 1º Considera-se justa causa o evento alheio à vontade da parte e que a impediu de 
praticar o ato por si ou por mandatário.
§ 2º Verificada a justa causa, o juiz permitirá à parte a prática do ato no prazo que lhe 
assinar.
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O problema técnico do sistema e de erro ou omissão do auxiliar da justiça res-
ponsável pelo registro dos andamentos processuais configura um motivo de justa 
causa para que a parte possa ter seu prazo devolvido/prorrogado.
�bss.:� nos casos de problema técnico do sistema e de erro ou omissão do auxiliar 
da justiça responsável pelo registro dos andamentos, poderá o juiz permitir 
à parte a prática do ato no prazo que lhe assinar.
Art. 198. As unidades do Poder Judiciário deverão manter gratuitamente, à disposição 
dos interessados, equipamentos necessários à prática de atos processuais e à consulta 
e ao acesso ao sistema e aos documentos dele constantes.
Parágrafo único. Será admitida a prática de atos por meio não eletrônico no local onde 
não estiverem disponibilizados os equipamentos previstos no caput.
O art. 11, § 3º, da Lei n. 11.419/2006, reproduz a mesma regra. Sistema-
ticamente, a regra ora em comento une-se à regra do art. 11, § 3º, da Lei n. 
11.419/2006.
Art. 199. As unidades do Poder Judiciário assegurarão às pessoas com deficiência aces-
sibilidade aos seus sítios na rede mundial de computadores, ao meio eletrônico de 
prática de atos judiciais, à comunicação eletrônica dos atos processuais e à assinatura 
eletrônica.
O CNJ dispõe, na Resolução n. 230/2016, que a acessibilidade dos usuários com 
deficiência ao Poder Judiciário deve ser promovida mediante algumas condutas, 
destacadamente:
• atendimento ao público – pessoal, por telefone ou por qualquer meio eletrôni-
co – que seja adequado a esses usuários, inclusive aceitando e facilitando, em 
trâmites oficiais, o uso de línguas de sinais, braille, comunicação aumentativa 
e alternativa, e de todos os demais meios, modos e formatos acessíveis de 
comunicação, à escolha das pessoas com deficiência;
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• adaptações arquitetônicas que permitam a livre e autônoma movimentação 
desses usuários, tais como rampas, elevadores e vagas de estacionamento 
próximas aos locais de atendimento; e
• acesso facilitado para a circulação de transporte público nos locais mais pró-
ximos possíveis aos postos de atendimento.
Outras normas específicas sobre peculiaridades da acessibilidade nos serviços 
judiciais constam da Resolução n. 230/2016 do CNJ.
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EXERCÍCIOS
Questão 1 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, assinale a alternativa correta:
a) É vedada a definição de perfilde diretor, assessor ou chefe de gabinete aos usu-
ários que não ocupam a referida função, em qualquer hipótese.
b) A disponibilidade do PJe é garantida apenas aos acessos de internet protocol 
(IP) nacionais.
c) Os usuários externos poderão juntar tantos documentos quantos autorizados 
expressamente pelo juiz.
d) Na exclusão de petição incidental tornar-se-á indisponível somente a parte que 
o juiz determinar.
Questão 2 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, assinale a alternativa correta:
a) Sistema satélite é aquele periférico ao PJe, que com ele tenha relação e/ou in-
tegração negocial, funcional ou técnica e que tenha sido homologado e distribuído 
pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) para funcionamento conjunto.
b) Usuários internos do PJe são os magistrados e servidores da Justiça do Trabalho, 
bem como outros a que se reconhecer acesso às funcionalidades internas do Siste-
ma, tais como estagiários, prestadores de serviço e advogados.
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c) As petições e os documentos enviados sem observância às normas da referida 
Resolução poderão ser excluídos somente a requerimento das partes.
d) As petições, manifestações e documentos serão juntados mediante protocolo do 
servidor da unidade judiciária.
Questão 3 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
A uniformização dos perfis de usuários será definida em ato do presidente do CSJT, 
observada a natureza de sua atuação na relação jurídico-processual e a padroniza-
ção da estrutura organizacional e de pessoal dos órgãos da Justiça do Trabalho de 
primeiro e segundo graus.
Questão 4 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Ato do próprio Tribunal Regional do Trabalho definirá o tamanho máximo dos arqui-
vos e extensões suportadas pelo PJe.
Questão 5 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
As audiências serão sempre reduzidas a termo e o arquivo eletrônico que utilize lin-
guagem padronizada de marcação genérica daí decorrente será, ao final da audiên-
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cia, obrigatoriamente enviado ao PJe, imediatamente após o término da audiência, 
também impossibilitando a alteração de sua forma e conteúdo.
Questão 6 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Como regra geral, fica dispensada a formação de autos suplementares em casos 
de exceção de impedimento ou suspeição, agravos de instrumento e agravos regi-
mentais.
Questão 7 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Nos tribunais trabalhistas, as atas de sessões deverão ser lavradas pela secretaria 
e aprovadas pelo presidente do respectivo órgão colegiado.
Questão 8 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
A exclusão de permissões nos perfis dos usuários pode ser determinada tanto por 
ato do presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho quanto por ato do 
presidente de cada Tribunal Regional.
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Questão 9 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
A cópia de documento extraída dos autos eletrônicos deverá conter elementos que 
permitam verificar a sua autenticidade no endereço referente à consulta pública do 
processo judicial eletrônico.
Questão 10 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Sempre que houver interrupção da disponibilidade do sistema do processo judicial 
eletrônico, a prorrogação dos prazos processuais que se vencerem na mesma data 
será certificada automaticamente.
Questão 11 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, assinale a alternativa correta:
a) O estagiário poderá, a critério do magistrado gestor da unidade, ocupar perfil de 
serventuário, inclusive de diretor de secretaria.
b) O estagiário poderá, a critério do magistrado gestor da unidade, ocupar perfil de 
serventuário, desde que não seja o perfil de diretor de secretaria.
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c) O estagiário não pode receber perfil diferente daquele próprio de estagiários, 
exceto se prestar assessoria a magistrado, caso em que poderia receber o perfil de 
assessor.
d) O estagiário não pode receber perfil diferente daquele próprio de estagiários, em 
qualquer hipótese.
Questão 12 (QUESTÃOINÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O peticionamento avulso deve ser utilizado somente por advogados que não te-
nham poderes nos autos para representar qualquer das partes.
Questão 13 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
A definição dos perfis dos usuários da unidade judiciária é incumbência do diretor 
de secretaria da respectiva unidade.
Questão 14 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Usuários internos do PJe são as partes, estagiários e membros da Advocacia e do 
Ministério Público, defensores públicos, peritos, leiloeiros, as sociedades de advo-
gados, os terceiros intervenientes e outros auxiliares da justiça.
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Questão 15 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
As partes ou terceiros interessados desassistidos de advogado poderão apresentar 
peças processuais e documentos em papel, segundo as regras ordinárias, nos lo-
cais competentes para recebê-los, que serão autuados, também, de forma física.
Questão 16 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O relatório de indisponibilidade do sistema do processo judicial eletrônico deve 
conter, dentre outros elementos, assinatura digital do responsável pela unidade de 
tecnologia da informação do TRT, ou a quem este delegar, com efeito de certidão, 
devendo estar acessível, preferencialmente, em tempo real, ou, no máximo, até as 
15h do dia seguinte ao da indisponibilidade.
Questão 17 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Aos estagiários poderá ser atribuído o perfil de diretor de secretaria, se o presiden-
te do Tribunal assim determinar.
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Questão 18 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O peticionamento de habilitação nos autos deve ser utilizado apenas para o ca-
dastramento específico do advogado ou da sociedade de advogados no processo, 
sendo que a sociedade de advogados poderá praticar atos processuais em nome da 
própria sociedade, regularmente.
Questão 19 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O sistema deverá permitir o cadastramento de pessoas jurídicas de direito privado 
com o status similar à “Procuradoria”.
Questão 20 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O credenciamento dos advogados no PJe dar-se-á pela identificação do usuário por 
meio de seu certificado digital e remessa do formulário eletrônico disponibilizado no 
portal de acesso ao PJe, devidamente preenchido e assinado digitalmente.
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Questão 21 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições do Código de Pro-
cesso Civil sobre a prática eletrônica dos atos processuais, analise as afirmativas a 
seguir e assinale a correta:
a) Os tribunais divulgarão as informações constantes de seu sistema de automa-
ção em página própria na rede mundial de computadores, gozando a divulgação de 
presunção de veracidade e confiabilidade somente após a ratificação da informação 
pelo departamento de tecnologia da informação.
b) Nos casos de problema técnico do sistema e de erro ou omissão do auxiliar da 
justiça responsável pelo registro dos andamentos, poderá o juiz permitir à parte a 
prática do ato no prazo que lhe assinar.
c) As unidades do Poder Judiciário deverão manter à disposição dos interessados, 
mediante pagamento de taxas, equipamentos necessários à prática de atos proces-
suais e à consulta e ao acesso ao sistema e aos documentos dele constantes.
d) Compete ao Conselho Nacional de Justiça, de forma exclusiva, regulamentar a 
prática e a comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico e velar pela 
compatibilidade dos sistemas, disciplinando a incorporação progressiva de novos 
avanços tecnológicos e editando, para esse fim, os atos que forem necessários.
Questão 22 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições do Código de Pro-
cesso Civil sobre a prática eletrônica dos atos processuais, analise as afirmativas a 
seguir e assinale a incorreta:
a) As unidades do Poder Judiciário assegurarão às pessoas com deficiência aces-
sibilidade aos seus sítios na rede mundial de computadores, ao meio eletrônico de 
prática de atos judiciais, à comunicação eletrônica dos atos processuais e à assina-
tura eletrônica.
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b) Os atos processuais podem ser total ou parcialmente digitais, de forma a per-mitir que sejam produzidos, comunicados, armazenados e validados por meio ele-
trônico, na forma da lei.
c) Os sistemas de automação processual respeitarão a publicidade dos atos, o aces-
so e a participação das partes e de seus procuradores, inclusive nas audiências e 
sessões de julgamento, observadas as garantias da disponibilidade, independên-
cia da plataforma computacional, acessibilidade e interoperabilidade dos sistemas, 
serviços, dados e informações que o Poder Judiciário administre no exercício de 
suas funções.
d) O registro de ato processual eletrônico deverá ser feito em padrões abertos ou 
fechados, que atenderão aos requisitos de autenticidade, integridade, temporali-
dade, não repúdio, conservação e, nos casos que tramitem em segredo de justiça, 
confidencialidade, observada a infraestrutura de chaves públicas unificada nacio-
nalmente, nos termos da lei.
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GABARITO
1. b
2. a
3. C
4. E
5. E
6. C
7. C
8. E
9. C
10. C
11. d
12. C
13. E
14. E
15. E
16. E
17. E
18. E
19. C
20. C
21. b
22. d
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GABARITO COMENTADO
Questão 1 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, assinale a alternativa correta:
a) É vedada a definição de perfil de diretor, assessor ou chefe de gabinete aos usu-
ários que não ocupam a referida função, em qualquer hipótese.
b) A disponibilidade do PJe é garantida apenas aos acessos de internet protocol 
(IP) nacionais.
c) Os usuários externos poderão juntar tantos documentos quantos autorizados 
expressamente pelo juiz.
d) Na exclusão de petição incidental tornar-se-á indisponível somente a parte que 
o juiz determinar.
Letra bs
a) Errada. Conforme o art. 9º, § 2º, o substituto do diretor também pode ocupar 
tal perfil. Logo, tal proibição não é generalizada.
b) Certas É a regra literal da primeira parte do art. 10.
c) Errada. De acordo com o art. 13, os usuários externos poderão juntar quantos 
arquivos se fizerem necessários à ampla e integral atividade probatória.
d) Errada. De acordo com o art. 15, § 1º, na exclusão de petição incidental dever-
-se-á tornar indisponível todo o documento a ela anexado.
Questão 2 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
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instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, assinale a alternativa correta:
a) Sistema satélite é aquele periférico ao PJe, que com ele tenha relação e/ou in-
tegração negocial, funcional ou técnica e que tenha sido homologado e distribuído 
pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) para funcionamento conjunto.
b) Usuários internos do PJe são os magistrados e servidores da Justiça do Trabalho, 
bem como outros a que se reconhecer acesso às funcionalidades internas do Siste-
ma, tais como estagiários, prestadores de serviço e advogados.
c) As petições e os documentos enviados sem observância às normas da referida 
Resolução poderão ser excluídos somente a requerimento das partes.
d) As petições, manifestações e documentos serão juntados mediante protocolo do 
servidor da unidade judiciária.
Letra a.
a) Certa. É o conceito literal do art. 2º, inciso I.
b) Erradas Na verdade, os advogados compõem o conjunto de usuários externos.
c) Errada. O juiz pode (e deve) excluir de ofício os documentos irregulares.
d) Errada. Não há nenhuma atuação do servidor para que os documentos e peças 
sejam juntados aos autos.
Questão 3 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
A uniformização dos perfis de usuários será definida em ato do presidente do CSJT, 
observada a natureza de sua atuação na relação jurídico-processual e a padroniza-
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ção da estrutura organizacional e de pessoal dos órgãos da Justiça do Trabalho de 
primeiro e segundo graus.
Certo.
É a regra literal do art. 7º, § 1º.
Questão 4 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Ato do próprio Tribunal Regional do Trabalho definirá o tamanho máximo dos arqui-
vos e extensões suportadas pelo PJe.
Errado.
Tal ato é de competência do presidente do CSJT (art. 12).
Questão 5 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
As audiências serão sempre reduzidas a termo e o arquivo eletrônico que utilize lin-
guagem padronizada de marcação genérica daí decorrente será, ao final da audiên-
cia, obrigatoriamente enviado ao PJe, imediatamente após o término da audiência, 
também impossibilitando a alteração de sua forma e conteúdo.
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Errado.
Conforme o art. 23, a providência citada neste item é facultativa. Inclusive, existe 
outra providência que pode alternativamente ser tomada, conforme o inciso I do 
mesmo artigo: arquivo imediatamente assinado pelo magistrado, impossibilitando 
a alteração de sua forma e conteúdo.
Questão 6 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior daJustiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Como regra geral, fica dispensada a formação de autos suplementares em casos 
de exceção de impedimento ou suspeição, agravos de instrumento e agravos regi-
mentais.
Certo.
É exatamente o comando do art. 26. Esta é a regra geral, embora existam exceções 
em seus incisos (AIMS e pedido de revisão).
Questão 7 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Nos tribunais trabalhistas, as atas de sessões deverão ser lavradas pela secretaria 
e aprovadas pelo presidente do respectivo órgão colegiado.
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Certo.
É a regra dispositiva do art. 27:
Art. 27. As atas de sessões deverão ser lavradas pela secretaria e aprovadas pelo pre-
sidente do respectivo órgão colegiado, com envio para publicação na forma do art. 3º 
desta Resolução.
Questão 8 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
A exclusão de permissões nos perfis dos usuários pode ser determinada tanto por 
ato do presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho quanto por ato do 
presidente de cada Tribunal Regional.
Errado.
De acordo com o art. 8º, inciso I, tal atitude só pode ser tomada pelo presidente 
do CSJT.
Questão 9 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
A cópia de documento extraída dos autos eletrônicos deverá conter elementos que 
permitam verificar a sua autenticidade no endereço referente à consulta pública do 
processo judicial eletrônico.
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Certo.
É a regra do art. 3º, § 1º, em termos gramaticais.
Questão 10 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Sempre que houver interrupção da disponibilidade do sistema do processo judicial 
eletrônico, a prorrogação dos prazos processuais que se vencerem na mesma data 
será certificada automaticamente.
Certo.
É a regra depreendida do art. 10, inciso IV.
Questão 11 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, assinale a alternativa correta:
a) O estagiário poderá, a critério do magistrado gestor da unidade, ocupar perfil de 
serventuário, inclusive de diretor de secretaria.
b) O estagiário poderá, a critério do magistrado gestor da unidade, ocupar perfil de 
serventuário, desde que não seja o perfil de diretor de secretaria.
c) O estagiário não pode receber perfil diferente daquele próprio de estagiários, 
exceto se prestar assessoria a magistrado, caso em que poderia receber o perfil de 
assessor.
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d) O estagiário não pode receber perfil diferente daquele próprio de estagiários, em 
qualquer hipótese.
Letra d.
Conforme o art. 9º, § 1º, aos estagiários apenas poderá ser atribuído o perfil “es-
tagiário”, vedando-se qualquer outra definição. Ademais, de acordo com o § 2º, 
é vedada a definição de perfil de diretor, assessor ou chefe de gabinete aos usuá-
rios que não ocupam a referida função, salvo quanto a seus substitutos imediatos, 
ressalvada a hipótese do art. 7º, § 2º, desta Resolução e observado o § 1º desse 
artigo.
Questão 12 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O peticionamento avulso deve ser utilizado somente por advogados que não te-
nham poderes nos autos para representar qualquer das partes.
Certo.
É a regra literal do § 9º do art. 5º.
Questão 13 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
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A definição dos perfis dos usuários da unidade judiciária é incumbência do diretor 
de secretaria da respectiva unidade.
Errado.
De acordo com o art. 9º, tal atribuição pertence ao magistrado gestor da unidade, 
ou seja, o juiz titular.
Questão 14 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Usuários internos do PJe são as partes, estagiários e membros da Advocacia e do 
Ministério Público, defensores públicos, peritos, leiloeiros, as sociedades de advo-
gados, os terceiros intervenientes e outros auxiliares da justiça.
Errado.
Tal conceito pertence aos usuários externos (art. 2º, inciso III).
Questão 15 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
As partes ou terceiros interessados desassistidos de advogado poderão apresentar 
peças processuais e documentos em papel, segundo as regras ordinárias, nos lo-
cais competentes para recebê-los, que serão autuados, também, de forma física.
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Errado.
De acordo com o art. 4º, mesmo que a parte desassistida de advogado apresente a 
petição e os documentos de forma física, o servidor deverá autuá-los todos no PJE, 
sempre. A forma física não está mais surgindo.
Questão 16 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O relatório de indisponibilidade do sistema do processo judicial eletrônico deve 
conter, dentre outros elementos, assinatura digital do responsável pela unidade de 
tecnologia da informação do TRT, ou a quem este delegar, com efeito de certidão, 
devendo estar acessível, preferencialmente, em tempo real, ou, no máximo, até as 
15h do dia seguinte ao da indisponibilidade.
Errado.
O limite máximo preferencial é até às 12 horas, conforme o art. 10, § 1º, inciso IV.
Questão 17 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
Aos estagiários poderá ser atribuído o perfil de diretor de secretaria, se o presiden-
te do Tribunal assim determinar.
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Errado.
O art. 9º, § 1º, proíbe a concessão de qualquer perfil diferente de “estagiário” para 
o estagiário.
Questão 18 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O peticionamento de habilitação nos autos deve ser utilizado apenas para o ca-
dastramento específico do advogado ou da sociedade de advogados no processo, 
sendo que a sociedade de advogados poderá praticar atos processuais em nome da 
própria sociedade, regularmente.
Errado.
Conforme o art. 5º, § 8º, a primeira parte do item estaria correta. Todavia, o art. 17, 
§ 3º, dispõe que é vedada às sociedades de advogados a prática eletrônica de atos 
processuais, sendo considerada usuária externa apenas para recebimento de inti-
mações.
Questão 19 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O sistema deverá permitir o cadastramento de pessoas jurídicas de direito privado 
com o status similar à “Procuradoria”.
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Certo.
É a regra do art. 17, § 4º.
Questão 20 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições atualizadas da Re-
solução n. 185 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, que regulamenta a 
instituição e a aplicação do processo judicial eletrônico no âmbito da Justiça do 
Trabalho, julgue o item subsequente:
O credenciamento dos advogados no PJe dar-se-á pela identificação do usuário por 
meio de seu certificado digital e remessa do formulário eletrônico disponibilizado no 
portal de acesso ao PJe, devidamente preenchido e assinado digitalmente.
Certo.
É a regra literal do art. 5º. Lembre-se: o advogado precisa tanto do certificado 
digital quanto do formulário para seu credenciamento.
Questão 21 (QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições do Código de Pro-
cesso Civil sobre a prática eletrônica dos atos processuais, analise as afirmativas a 
seguir e assinale a correta:
a) Os tribunais divulgarão as informações constantes de seu sistema de automa-
ção em página própria na rede mundial de computadores, gozando a divulgação de 
presunção de veracidade e confiabilidade somente após a ratificação da informação 
pelo departamento de tecnologia da informação.
b) Nos casos de problema técnico do sistema e de erro ou omissão do auxiliar da 
justiça responsável pelo registro dos andamentos, poderá o juiz permitir à parte a 
prática do ato no prazo que lhe assinar.
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c) As unidades do Poder Judiciário deverão manter à disposição dos interessados, 
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d) Compete ao Conselho Nacional de Justiça, de forma exclusiva, regulamentar a 
prática e a comunicação oficial de atos processuais por meio eletrônico e velar pela 
compatibilidade dos sistemas, disciplinando a incorporação progressiva de novos 
avanços tecnológicos e editando, para esse fim, os atos que forem necessários.
Letra bs
a) Errada. A presunção (relativa) de veracidade e confiabilidade decorre da sim-
ples divulgação, sem nenhuma exigência quanto à ratificação de quem quer que 
seja (art. 197 do CPC).
b) Certas De acordo com o art. 197, parágrafo único, nos casos de problema técni-
co do sistema e de erro ou omissão do auxiliar da justiça responsável pelo registro 
dos andamentos, poderá ser configurada justa causa. Justa causa é o evento que 
autoriza o juiz a dar novo prazo à parte para que pratique determinado ato proces-
sual, que não havia sido praticado por justa causa (art. 223, § 1º, CPC). Conforme 
o § 2º do art. 223 do CPC, verificada a justa causa, o juiz permitirá à parte a prática 
do ato no prazo que lhe assinar.
c) Errada. Tais equipamentos devem ser fornecidos gratuitamente, independente-
mente de qualquer pagamento (art. 198 do CPC).
d) Errada. Tal competência é, realmente, do CNJ, mas não de forma exclusiva. 
O art. 196 do CPC outorga aos tribunais em geral a competência supletiva para 
dispor sobre tal tema.
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Questão 22(QUESTÃO INÉDITA) Considerando as disposições do Código de Pro-
cesso Civil sobre a prática eletrônica dos atos processuais, analise as afirmativas a 
seguir e assinale a incorreta:
a) As unidades do Poder Judiciário assegurarão às pessoas com deficiência aces-
sibilidade aos seus sítios na rede mundial de computadores, ao meio eletrônico de 
prática de atos judiciais, à comunicação eletrônica dos atos processuais e à assina-
tura eletrônica.
b) Os atos processuais podem ser total ou parcialmente digitais, de forma a per-
mitir que sejam produzidos, comunicados, armazenados e validados por meio ele-
trônico, na forma da lei.
c) Os sistemas de automação processual respeitarão a publicidade dos atos, o aces-
so e a participação das partes e de seus procuradores, inclusive nas audiências e 
sessões de julgamento, observadas as garantias da disponibilidade, independên-
cia da plataforma computacional, acessibilidade e interoperabilidade dos sistemas, 
serviços, dados e informações que o Poder Judiciário administre no exercício de 
suas funções.
d) O registro de ato processual eletrônico deverá ser feito em padrões abertos ou 
fechados, que atenderão aos requisitos de autenticidade, integridade, temporali-
dade, não repúdio, conservação e, nos casos que tramitem em segredo de justiça, 
confidencialidade, observada a infraestrutura de chaves públicas unificada nacio-
nalmente, nos termos da lei.
Letra d.
�a) Errada, pois a questão pede pela alternativa incorreta. É a regra do art. 199 
do CPC.
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�b) Errada, pois a questão pede pela alternativa incorreta. É a regra do art. 193 
do CPC.
�c) Errada, pois a questão pede pela alternativa incorreta. É a regra do art. 194 
do CPC.
d) Certa, pois a questão pede pela alternativa incorreta. Na verdade, os padrões 
de tais registros devem seguir padrões abertos, somente (art. 195 do CPC).
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	Processo Judicial Eletrônico (PJE) na Justiça do Trabalho – Parte I
	1. Aspectos Introdutórios do Processo Judicial Eletrônico
	2. Disposições da Resolução n. 185 do CSJT
	3. Novo CPC: Prática Eletrônica de Atos Processuais
	Exercícios
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Botão 6:da Reforma Traba-
lhista (Lei n. 13.467/2017). Todavia, a norma aplicável continua sendo a Resolução 
n. 185, embora tenha sido consideravelmente alterada.
Nesta primeira aula sobre o PJE, estudaremos a Resolução n. 185 do CSJT, 
que vem sendo cobrada nos últimos concursos da área trabalhista e, naturalmente, 
tenderá a ser cobrada nas provas da OAB, inclusive na próxima. Ainda nesta pri-
meira aula, também abordaremos os artigos 193 a 199 do CPC, que contemplam 
regras sobre a prática eletrônica de atos processuais, que conservam forte relação 
prática com as disposições da Resolução n. 185 do CSJT, uma vez que este ato nor-
mativo visa à regulamentação da lei processual.
Na segunda aula, abordaremos a Lei n. 11.419/2006, que instituiu o PJE no 
Brasil e serviu como parâmetro para a edição da Resolução que estudaremos, bem 
como para a fixação de novas normas sobre a prática eletrônica de atos processuais 
no CPC.
Para a prova da OAB, o enfoque da banca certamente será destinado à prá-
tica eletrônica dos atos processuais e às definições básicas dos conceitos 
aplicáveis ao processo judicial eletrônico. Por essa razão, abordaremos tanto 
a Resolução n. 185 do CSJT quanto os artigos 193 a 199 do CPC.
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Não trabalharemos os artigos que tratam da manutenção do PJE e da sua admi-
nistração, porque esses temas são afetos à atuação dos órgãos púbicos, e não dos 
advogados.
Nosso papel, caro(a) aluno(a), é preparar você para todos os obstáculos possí-
veis e prováveis nessa honrosa e nobre jornada que você está trilhando.
2. Disposições da Resolução n. 185 do CSJT
CAPÍTULO I
DO PROCESSO JUDICIAL ELETRÔNICO INSTALADO NA
JUSTIÇA DO TRABALHO
Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 1º A tramitação do processo judicial no âmbito da Justiça do Trabalho e a prática 
eletrônica de atos processuais, nos termos da Lei n. 11.419/2006, dos arts. 193 a 199 
do CPC, e 847, parágrafo único, da CLT serão realizadas exclusivamente por inter-
médio do Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) instalado na Justiça do Trabalho, 
regulamentado por esta Resolução.
Desde a entrada em vigor dessa Resolução, todo e qualquer processo judi-
cial a ter início no âmbito da Justiça do Trabalho deve tramitar em meio eletrô-
nico, necessariamente. Não há mais qualquer exceção que justifique o início de 
processos, hoje, em meio físico.
Art. 2º Para o disposto nesta Resolução, considera-se que:
I – “Sistema satélite” é aquele periférico ao PJe, que com ele tenha relação e/ou in-
tegração negocial, funcional ou técnica e que tenha sido homologado e distribuído pelo 
Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) para funcionamento conjunto;
O sistema satélite é o elemento que “dá sinal” ao PJE, mantendo-o funcionando 
e devidamente hospedado na rede mundial de computadores.
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II – “Arquivo eletrônico que utilize linguagem padronizada de marcação gené-
rica” é todo aquele que, independente do sufixo que designe seu formato ou função que 
desempenhe no computador, seja capaz de descrever diversos tipos de dados, gerando 
metadados;
“Sufixos” são as letras que definem o formato do arquivo.
Exemplo:.pdf,.doc,.exe etc. Portanto, o conceito posto em negrito neste inciso II 
refere-se a qualquer arquivo que consiga construir metadados, independentemente 
de seu formato.
III – “Usuários externos” do PJe são as partes, estagiários e membros da Advocacia 
e do Ministério Público, defensores públicos, peritos, leiloeiros, as sociedades de advo-
gados, os terceiros intervenientes e outros auxiliares da justiça; e
IV – “Usuários internos” do PJe são os magistrados e servidores da Justiça do Traba-
lho, bem como outros a que se reconhecer acesso às funcionalidades internas do Siste-
ma, tais como estagiários e prestadores de serviço.
A diferenciação de usuários internos e externos é fácil. Os internos são os que 
trabalham no âmbito da Justiça do Trabalho com vínculo funcional ou contratual 
com ela ou, mesmo fora dela, trabalhem em favor dela. Já os usuários externos 
são os sujeitos responsáveis por postular (MP, advogados) e os terceiros que sejam 
chamados para intervir no processo, sem vínculo com a Justiça do Trabalho (peri-
tos, leiloeiros).
�bss.:� você pode ter notado que os “estagiários” são mencionados tanto nos usu-
ários internos quanto nos externos. Afinal de contas, o estagiário seria um 
sujeito “em cima do muro”? Não, caro(a) aluno(a). Embora o dispositivo não 
seja tão claro, os estagiários serão usuários externos quando trabalharem 
para uma instituição externa (advogado, MP etc.). Serão internos quando 
prestarem estágio para a Justiça do Trabalho.
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Art. 3º Os atos processuais terão sua produção, registro, visualização, tramitação, con-
trole e publicação exclusivamente em meio eletrônico e serão assinados digitalmen-
te, contendo elementos que permitam identificar o usuário responsável pela sua prática.
Já que os processos devem seguir somente em meio eletrônico, é óbvio que os 
atos processuais serão integralmente produzidos e mantidos nos autos eletrônicos.
O ponto mais importante deste artigo é esclarecer que todos os atos processu-
ais terão assinatura digital do sujeito processual que o produziu: do advogado, do 
juiz, do membro do MPT, do servidor, do perito etc.
Todos os sujeitos atuantes em processos judiciais eletrônicos devem ter um 
certificado digital. Este certificado é, na prática, um token (dispositivo semelhan-
te a um pen drive) que guarda um conjunto de informações que individualizam o 
sujeito que está praticando o ato processual. Por meio desse token, o sujeito assi-
nará o ato processual, digitando uma senha por ele formulada.
CERTIFICAÇÃ� DIGITAL.: é um mecanismo criptografado destinado a asse-
gurar a autenticidade do sujeito que pratica um ato por meio eletrônico, por meio 
da assinatura digital. É um sistema destinado a identificar quem está assinando 
o documento.
Autenticidade nada mais é do que a garantia de que o ato está sendo pratica-
do pela própria pessoa que deveria praticá-lo.
Criptografia é um sistema de dados cifrados em forma de códigos. Tais códigos 
existem para assegurar a confidencialidade das comunicações eletrônicas. Por meio 
da criptografia, o sujeito formula uma senha para assinar os documentos.
Assinatura digital é o processo de comparação, em códigos, da chave privada 
fornecida por quem assina (senha digitada) com a chave pública insculpida no cer-
tificado digital (senha cadastrada).
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§ 1º A cópia de documento extraída dos autos eletrônicos deverá conter elementos que 
permitam verificar a sua autenticidade no endereço referente à consulta pública do PJe, 
cujo acesso também será disponibilizado nos sítios do Conselho Superior da Justiça do 
Trabalho (CSJT) e dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) na rede mundial de com-
putadores.
Todos os atos processuais praticados de forma eletrônica, bem como suas assi-
naturas, têm um código numérico. Tal código pode ser digitado em aba específica 
nos sites dos órgãos judiciários, para que, apenas com o código, a pessoa possa ver 
o conteúdo do ato, mesmo sem acesso aos autos eletrônicos do processo.
§ 2º Os usuários são responsáveis pela exatidão das informações prestadas, quando de 
seu credenciamento, assim como pela guarda, sigilo e utilização da assinatura digital, 
não sendo oponível, em qualquer hipótese, alegação de uso indevido, nos ter-
mos da Medida Provisória n. 2.200-2, de 24 de agosto de 2001.
Por meio da certificação digital, sempre será possível saber quem foi o sujeito 
que praticou o ato processual: o sujeito que o assinou. A assinatura digital torna 
presumido, para todos os fins, que o ato foi praticado pelo sujeito portador do 
nome constante da assinatura. Portanto, se o dono do certificado digital fornecer 
sua senha para empregado, estagiário ou qualquer terceiro, ele se responsabilizará 
por todo e qualquer ato praticado com o uso daquele certificado digital.
Eventual desfazimento de ato praticado com o uso de certificado digital, com 
fundamento em falta de autenticidade, só ocorre de forma mais fácil em caso de 
ataque cibernético ou coação absoluta (fornecimento da senha mediante tor-
tura, ameaça, coação etc.).
Simples alegações de uso indevido, por falta de técnica com o equipamento ou 
por erro de terceiro ao qual o portador do certificado confiou a operacionalização do 
sistema do PJE, não possibilitam qualquer mudança no ato processual.
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Seção II
Do Acesso
Art. 4º As partes ou terceiros interessados desassistidos de advogado poderão apre-
sentar peças processuais e documentos em papel, segundo as regras ordinárias, nos 
locais competentes para recebê-los, que serão inseridos nos autos eletrônicos pela 
unidade judiciária, em arquivo eletrônico que utilize linguagem padronizada de 
marcação genérica.
Você já aprendeu neste curso que o jus postulandi é viabilizado por intermédio 
do servidor. É possível que a parte apresente reclamação verbal ou, até mesmo, 
que ela leve à Vara do Trabalho sua petição já devidamente elaborada. Neste caso, 
a petição poderá ser entregue ao servidor de forma física, na Secretaria da Vara do 
Trabalho.
Bastará que o servidor digitalize a peça e junte-a ao processo, que tramitará, 
sempre, por meio eletrônico.
Art. 5º O credenciamento dos advogados no PJe dar-se-á pela identificação do usuário 
por meio de seu certificado digital e remessa do formulário eletrônico disponibilizado no 
portal de acesso ao PJe, devidamente preenchido e assinado digitalmente.
§ 1º O credenciamento da sociedade de advogados dar-se-á pela remessa do formulário 
eletrônico disponibilizado no portal de acesso ao PJe, devidamente preenchido e assina-
do digitalmente, dispensando-se a identificação do usuário por meio de seu certificado 
digital.
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§ 2º As alterações de dados cadastrais poderão ser feitas pelos próprios usuários, 
a qualquer momento, utilizando funcionalidade específica do PJe para este fim, salvo 
as informações obtidas de bancos de dados credenciados, como Receita Federal, Justiça 
Eleitoral e Ordem dos Advogados do Brasil – OAB –, que deverão ser atualizadas dire-
tamente nas respectivas fontes.
§ 3º O credenciamento implica a aceitação:
I – de remessa ao usuário, pelo CSJT de pesquisas relacionadas ao uso do PJe;
II – de remessa ao usuário, pelo PJe de informações referentes aos processos;
III – das normas estabelecidas nesta Resolução;
IV – das demais normas que vierem a regulamentar o uso do PJe no âmbito da Justiça 
do Trabalho; e
V – da responsabilidade do credenciado pelo uso indevido da assinatura eletrônica.
§ 4º O credenciamento na forma prevista neste artigo não dispensa:
I – a habilitação de todo advogado e sociedade de advogados nos autos eletrônicos em 
que atuarem; e
II – a juntada de procuração para postular em Juízo, na forma do art. 104 do CPC.
O simples fato de um advogado assinar digitalmente uma petição inicial, por 
exemplo, não o desobriga de atender às formalidades essenciais do mandado ju-
dicial: a juntada de procuração aos autos. Se a procuração não for juntada, apli-
car-se-ão os efeitos práticos da irregularidade de representação: intimação para 
juntada de procuração ou substabelecimento, sob pena de extinção do processo 
sem resolução do mérito.
Como dito antes, a forma eletrônica de tramitação, acompanhada de todas suas 
circunstâncias, não interfere na essência jurídica dos institutos que acercam a es-
trutura do processo judicial.
§ 5º A habilitação nos autos eletrônicos para representação das partes, tanto no polo 
ativo como no polo passivo, efetivar-se-á mediante requerimento específico de habili-
tação pelo advogado e habilitando-se apenas aquele que peticionar, em qualquer 
grau de jurisdição.
§ 6º Poderão ser habilitados os advogados e sociedades de advogados que requeiram, 
desde que haja pedido e constem da procuração ou substabelecimento, na forma do 
art. 105 do CPC.
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Sinteticamente, estes são os requisitos para que um advogado ou sociedade de 
advogados seja habilitado nos autos:
• requerer a habilitação;
• peticionar nos autos, solicitando a habilitação (na própria manifestação pro-
cessual ou em ato processual específico de habilitação);
• ter poderes outorgados por meio de procuração ou substabelecimento.
§ 7º É atribuição do magistrado determinar, por despacho ou delegação de ato ordi-
natório, a alteração da autuação para inativação de advogado indevidamente habilitado, 
ou que deixou de representar quaisquer das partes.
O magistrado, por meio dos serventuários, determinará que sejam corrigidos 
os erros detectados sobre os advogados habilitados, por terem sido habilitados de 
forma indevida ou por deixarem de representar a respectiva parte. Trata-se de uma 
feição digital de exercício do poder de polícia.
§ 8º O peticionamento de habilitação nos autos deve ser utilizadoapenas para o cadas-
tramento específico do advogado ou da sociedade de advogados no processo, ficando 
disponível para juntada, como anexos, somente os tipos de documentos de “represen-
tação judicial” e de “identificação das partes”.
Se o advogado pretender ser habilitado por meio de petição específica de habi-
litação, ele não poderá requerer outras coisas na mesma petição.
�bss.:� essa regra não se aplica à hipótese de o requerimento de habilitação acom-
panhar peça que, de forma principal, constitua manifestação da parte no 
processo (ex.: petição inicial, contestação etc.).
§ 9º O peticionamento avulso deve ser utilizado somente por advogados que não 
tenham poderes nos autos para representar qualquer das partes, na forma do art. 107, 
inciso I, do CPC.
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Peticionamento avulso é o protocolo de petições em um processo quando o su-
jeito peticionante não representa nenhuma das partes do processo. Isso ocorre na 
Justiça do Trabalho, por exemplo, com o MPT, com Procuradores da Fazenda Nacio-
nal, dentre outros.
§ 10 O advogado que fizer o requerimento para que as intimações sejam dirigidas a 
este ou à sociedade de advogados a que estiver vinculado deverá requerer a habilitação 
automática nos autos, peticionando com o respectivo certificado digital.
Na Justiça do Trabalho, algumas empresas aderem a um cadastro específico 
para serem imediatamente intimadas assim que uma ação for contra elas ajuizada. 
Neste caso, os advogados da empresa cadastrada serão automaticamente habilita-
dos no processo.
Este procedimento é na prática mais recomendado às empresas que possuem 
corpos jurídicos nelas centralizados (advogados empregados), mas nada impossi-
bilita que as empresas contratantes de escritórios de advocacia autônomos façam 
o mesmo.
Art. 6º O uso e a concessão de certificados digitais institucionais no âmbito da Justiça 
do Trabalho de primeiro e segundo graus observarão o disposto na Resolução CSJT n. 
164, de 18 de março de 2016.
Subseção I
Dos Perfis de Usuário
Art. 7º Os usuários terão acesso às funcionalidades do PJe de acordo com o perfil que 
lhes for atribuído no Sistema.
§ 1º A uniformização dos perfis de usuários será definida em ato do presidente do CSJT, 
observada a natureza de sua atuação na relação jurídico-processual e a padronização 
da estrutura organizacional e de pessoal dos órgãos da Justiça do Trabalho de primeiro 
e segundo graus prevista na Resolução CSJT 63/10.
§ 2º Faculta-se aos Tribunais Regionais do Trabalho a atribuição de perfil aos usuários 
de forma diversa da estabelecida pelo § 1º deste artigo, quando definida em ato do 
presidente do TRT respectivo, desde que ouvido o Comitê Gestor Regional (CGRPJe) e 
informada a Coordenação Nacional Executiva do PJe (CNEPJe).
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Todos os usuários internos terão perfis de acordo com seus cargos ou funções: 
secretário de audiência, chefe de secretaria, assistente de execução etc. O CJST 
possui um padrão de usuários, mas o TRT, se quiser, pode criar o próprio padrão, 
desde que o presidente do respetivo TRT publique ato administrativo organizando 
tal padrão de forma que melhor atenta aos interesses do órgão.
Art. 8º Apenas por ato do presidente do CSJT, ouvido o Comitê Gestor Nacional do 
PJe instalado na Justiça do Trabalho (CGNPJe), serão:
I – criadas, excluídas ou alteradas as permissões dos perfis de usuários do PJe;
II – excluídos os perfis de usuários já existentes no PJe; e
III – criados novos perfis de usuários do PJe.
Art. 9º Caberá ao magistrado gestor da unidade judiciária, na forma do art. 7º des-
ta Resolução e em estrita observância à função desempenhada por cada servidor, definir 
os perfis dos usuários nela lotados.
§ 1º Aos estagiários apenas poderá ser atribuído o perfil “estagiário”, vedando-se qual-
quer outra definição.
§ 2º É vedada a definição de perfil de diretor, assessor ou chefe de gabinete aos usu-
ários que não ocupam a referida função, salvo quanto a seus substitutos imediatos, 
ressalvada a hipótese do art. 7º, § 2º desta Resolução e observado o § 1º deste artigo.
§ 3º Nas localidades em que houver central de mandados o perfil de oficial de justiça de-
verá ser definido para os usuários que executam as atividades nas respectivas centrais.
O juiz titular da Vara do Trabalho controlará os perfis ocupados por cada servi-
dor no PJE.
Quanto ao § 1º, verifica-se que é proibido dar ao estagiário perfil de servidor. 
Esta regra destina-se a evitar a tão corriqueira e irregular “funcionalização” do es-
tagiário, transformando-o em um funcionário executor de tarefas. Sabemos que a 
finalidade do estágio é a associação da teoria estudada na universidade à prática 
na unidade judiciária. Logo, o estagiário deve ter a oportunidade de, em caráter 
principal, aprimorar seu conhecimento. Transformá-lo em um funcionário é algo 
contrário à essência do estágio e, inclusive, ilícito.
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Sempre foi muito comum em algumas Varas do Trabalho que todos os servi-
dores tivessem o perfil de Diretor de Secretaria, porque este perfil tem acesso a 
todas as funcionalidades possíveis do PJE, enquanto os demais perfis são repletos 
de limitações. Por isso, o perfil de diretor era dado a todos os usuários internos.
Agora, somente o diretor ou o substituto do diretor podem ter o perfil de 
diretor. Os demais servidores deverão ter perfis adequados às funções que de fato 
ocupam, cabendo ao juiz titular da unidade fiscalizar a correção dos perfis ocupa-
dos.
Subseção II
Da Disponibilidade
Art. 10. A disponibilidade do PJe, garantida apenas aos acessos de internet proto-
col (IP) nacionais, será aferida na forma definida pelo Conselho Nacional de Justiça 
– CNJ -, havendo, quanto às interrupções:
I – registro em relatório de indisponibilidade do funcionamento;
II – divulgação ao público, no sítio do Tribunal respectivo, na rede mundial de compu-
tadores;
III – juntada automática do relatório de indisponibilidade nos processos; e
IV – registro automático da prorrogação dos prazos processuais no PJe.
§ 1º O relatório de que trata o caput deste artigo deverá conter, pelo menos, as seguin-
tes informações:
I – data, hora e minuto de início da indisponibilidade;
II – data, hora e minuto de término da indisponibilidade;
III – serviços que ficaram indisponíveis; e
IV – assinatura digital do responsável pela unidade de tecnologia da informação do TRT, 
ou a quem este delegar, com efeito de certidão, devendo estar acessível, preferencial-
mente, em tempo real, ou, no máximo, até as 12h do dia seguinte ao da indispo-
nibilidades
§ 2º Os Tribunais Regionais do Trabalho manterão o controle dos registros no PJe acerca 
de feriados, da ausência de expedienteforense, da prática de atos e da suspensão de 
prazos prevista nos arts. 214 e 220 do CPC.
O relatório de indisponibilidade do sistema do PJE é relevante para a aferição 
da suspensão dos prazos processuais. Portanto, é imprescindível a exata precisão 
do horário de início e término da indisponibilidade do sistema. Os técnicos de infor-
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mática do tribunal devem resolver o problema, no máximo, até 12h horas do dia 
seguinte ao da indisponibilidade.
CAPÍTULO II
DA PADRONIZAÇÃO DO USO
Art. 11. Os manuais do PJe para todos os usuários, informações gerais das versões e 
informações de sistemas satélites do PJe serão divulgadas e atualizadas constantemen-
te, inclusive para pessoas com deficiência, no sítio https://pje.csjt.jus.br/manual.
Art. 12. Ato do presidente do CSJT definirá o tamanho máximo dos arquivos e ex-
tensões suportadas pelo PJe.
§ 1º O PJe deve dispor de funcionalidade que permita o uso exclusivo de documento 
digital que utilize linguagem padronizada de marcação genérica, garantindo-se, de todo 
modo, a faculdade do peticionamento inicial e incidental mediante juntada de arquivo 
eletrônico portable document format (.pdf) padrão ISO-19005 (PDF/A), sempre com a 
identificação do tipo de petição a que se refere, a indicação do Juízo a que é dirigida, 
nomes e prenomes das partes e número do processo.
Tal documento digital consiste em um editor do próprio PJE, no qual o sujeito 
operador poderá digitar os seus requerimentos. É como se fosse um editor de texto 
do próprio PJE.
Ademais, deve ser garantida a possibilidade de o sujeito anexar arquivos de for-
mato PDF ao sistema, tendo em vista a maior preferência das pessoas pela edição 
de suas manifestações nos seus próprios editores de textos, aos quais é possível 
transportar os modelos personalizados da pessoa.
§ 2º REVOGADO.
§ 3º O Agrupamento de documentos em um mesmo arquivo eletrônico portable docu-
ment format (.pdf) sempre deverá corresponder a documentos de mesmo tipo, com 
classificação disponível no PJe.
§ 4º Autoriza-se o uso do tipo “documento diverso” apenas para agrupamento de docu-
mentos que não contenham tipo de documento específico no PJe.
§ 5º Nas hipóteses dos parágrafos 3º e 4º deste artigo, sempre haverá o preenchimento 
do campo “descrição”, identificando-se resumidamente a informação correspondente ao 
conteúdo dos documentos agrupados, além dos períodos a que se referem, vedando-se 
a descrição que não possibilite a correta identificação do conteúdo do arquivo.
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O tipo “documento diverso” é um dos tipos de classificação da natureza do do-
cumento. Existem várias naturezas, como: recurso ordinário, petição inicial, con-
testação, manifestação, laudo pericial etc.
Às vezes, o documento será tão diferente que não terá uma classificação pa-
dronizada no PJE. Nesse caso, a parte poderá inseri-lo como “documento diverso”.
Na prática, é relativamente comum a violação desta norma por parte de usuá-
rios externos, que insistem em inserir ao PJE documentos classificados como “do-
cumentos diversos”, coisa que dificulta consideravelmente o trabalho dos serven-
tuários, tornando-o mais penoso e demorado. Em uma situação dessas, o servidor 
sofre para navegar de arquivo em arquivo. Se os documentos fossem corretamente 
classificados, o servidor poderia acessar, rapidamente, a peça processual que está 
procurando.
Além do mais, o PJE tem campo específico para que o operador digite a descri-
ção do documento.
Exemplo: tipo de documento é manifestação. Descrição do documento: “con-
cordância com desistência da ação”.
Art. 13. Os usuários externos poderão juntar quantos arquivos se fizerem necessários 
à ampla e integral atividade probatória, observado o art. 12 desta Resolução e demais 
atos normativos referentes à matéria.
§ 1º Os arquivos juntados aos autos devem utilizar descrição que identifique, resumi-
damente, os documentos neles contidos e, se for o caso, os períodos a que se referem, 
e, individualmente considerados, devem trazer os documentos da mesma espécie, or-
denados cronologicamente.
§ 2º O campo “descrição” deve ser automaticamente preenchido pelo Sistema com o 
mesmo nome do “tipo de documento”, mas sempre passível de edição pelo usuário, 
exceto quando o tipo de petição for “manifestação” ou o tipo de documento for “docu-
mento diverso”, porquanto, nestes casos, o preenchimento do campo descrição deverá 
ser feito pelo usuário.
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Todos os documentos necessários à prova das alegações das partes poderão ser 
juntados ao PJE. A única coisa que se exige dos operadores externos é que insiram, 
na descrição, termos que identifiquem minimamente o que tal documento repre-
senta.
Exemplo: extrato do FGTS, termo de rescisão do contrato de trabalho, diálogos 
por meio de aplicativo de mensagens, ata notarial, fotografias, atestados médicos, 
acordo coletivo de 2015/2016, acordo coletivo de 2017/2018 etc.
�bss.:� eventuais provas cuja natureza impossibilite juntada no sistema poderão ser 
depositadas na Secretaria, como mídias físicas, tacógrafos, ferramentas etc.
Art. 14. As petições, manifestações e documentos serão juntados automaticamente, 
independentemente de ato de servidor da justiça, na forma do art. 228, § 2º, do CPC.
Parágrafo único. Fica dispensada a certificação da juntada, pelo usuário interno, nas 
hipóteses do caput deste artigo.
Essa é uma das maiores vantagens do processo eletrônico sobre o processo 
físico. No físico, os servidores da unidade deveriam certificar a juntada do docu-
mento/requerimento da parte aos autos. Agora, as partes fazem isso sozinhas, sem 
necessidade de aprovação ou juntada por parte do servidor.
Aqui, consta o reflexo prático do propósito de reduzir-se o trabalho burocrático 
das unidades judiciárias, fazendo-se com que o foco do trabalho dirija-se ao trâ-
mite dos atos processuais em si e, no fim das contas, ao jurisdicionado e a seus 
advogados.
Art. 15. As petições e os documentos enviados sem observância às normas desta Reso-
lução poderão ser excluídos por expressa determinação do magistrado, com o registro 
respectivo, assinalando-se, se for o caso, novo prazo para a adequada apresentação da 
petição, e em se tratando de petição inicial, será observada a regra prevista no art. 321 
e parágrafo único do CPC.
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§ 1º Na exclusão de petição incidental dever-se-á tornar indisponível todo o docu-
mento a ela anexado.
§ 2º Sendo a exclusão de que trata este artigo referente à petição cujo tipo gere mo-
vimento estatístico, deverá ser precedida de pronunciamento do magistrado, com o 
registro do movimento correspondente à solução dada ao incidente ou recurso.
Lembra-se do caso corriqueiro dos operadores que juntam aos autos eletrônicos 
vários documentos sem descrição suficiente e/ou com tipo incorreto? Veja: tais do-
cumentos são sempre sujeitos à exclusão, por determinação do juiz.
Sendo excluídos, os documentos devem ser integralmente removidos dos autos. 
Não é possível a manutenção de qualquer resquício da manifestação nos autos.
Se a petição inicial tiver sido incorretamente protocolada, será dado o prazo 
previsto no CPC para emenda da petição inicial (15 dias), como se ela tivesse um 
defeito formal. Embora o erro no protocolo da petição inicial seja raro, isso acaba, 
em um ou outro caso, acontecendo. Este professor já verificou, na prática, uma 
petição inicial sendo juntada como “recibo”. Como o serventuário conseguiria nave-
gar no processo sendo que a petição inicial está cadastrada no sistema com o tipo 
“recibo”?
Em casos como esse, que geram movimento estatístico (número de ações por 
Vara, no caso), o magistrado deve fazer constar em sua decisão, de forma expres-
sa, o vício verificado (classificação errônea que levou à extinção do processo sem 
resolução do mérito).
Art. 16. REVOGADO
Seção I
Da Prática Eletrônica dos Atos Processuais
Art. 17. No processo eletrônico, as citações, intimações e notificações, inclusive as des-
tinadas à União, Estados, Distrito Federal, Municípios e suas respectivas autarquias e 
fundações de direito público serão feitas por meio eletrônico, sem prejuízo da publicação 
no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT) nas hipóteses previstas em lei.
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§ 1º O cadastro das partes deverá ser efetivado pela inserção do CPF ou CNPJ res-
pectivo.
§ 2º As citações, intimações e notificações destinadas à União, Estados, Distrito Federal, 
Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público serão realiza-
das perante os órgãos responsáveis por sua representação processual.
§ 3º É vedada às sociedades de advogados a prática eletrônica de atos processuais, 
sendo considerada usuária externa apenas para recebimento de intimações, na 
forma dos arts. 106, I e 272, § 2º, do CPC.
�bss.:� quem pratica atos processuais é o advogado, em si considerado. Os mem-
bros da sociedade de advogados podem ser todos habilitados automatica-
mente nos autos quando a sociedade for cadastrada, mas o poder de pos-
tular pertence ao advogado, individualmente. A única função de advogado 
que a sociedade pode, em tese, exercer é o recebimento de intimações e 
notificações iniciais.
§ 4º O Sistema deverá permitir o cadastramento de pessoas jurídicas de direito pri-
vado com o status similar à “Procuradoria” no PJe, conforme regulamentação da 
Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.
De acordo com o art. 270 do CPC, as intimações realizam-se, sempre que pos-
sível, por meio eletrônico, na forma da lei. É um propósito do legislador fazer com 
que, um dia, todas as comunicações processuais ocorram por meio eletrônico, que 
é o mais rápido e menos oneroso para as partes e para o Poder Judiciário. Este pro-
pósito é tão atrativo que, em algumas unidades, os servidores já costumam realizar 
comunicações por meio de aplicativos de mensagens instantâneas.
Essa mudança começa pelos entes de direito público: esses entes possuem um 
sistema específico para recebimento de intimações e notificações iniciais expedidas 
em ações judiciais, inclusive trabalhistas. A responsabilidade pelo controle dessas 
comunicações é da procuradoria do respectivo ente/entidade: Procuradoria do Mu-
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nicípio, Procuradoria do Estado, Procuradoria da Fazenda Nacional, MPT, Advocacia-
-Geral da União, a depender do caso.
Somente quando o meio eletrônico parecer inviável é que as comunicações se-
rão feitas por meio diverso: via postal, mandado cumprido por oficial de justiça, 
edital, dentre outras formas.
Art. 18. No expediente de notificação inicial ou de citação constará indicação da forma 
de acesso ao inteiro teor da petição inicial no endereço referente à consulta pública do 
PJe, cujo acesso também será disponibilizado nos sítios dos TRTs e do CSJT na rede 
mundial de computadores.
Parágrafo único. As notificações iniciais e intimações poderão ser assinadas digitalmente 
pelo próprio Sistema.
Cada documento juntado ao processo terá uma chave de acesso, consistente 
em um código de barras e um conjunto de números, que permite aos portadores da 
chave a consulta do documento no sítio eletrônico do tribunal respectivo.
O momento em que essa funcionalidade é mais necessária é logo após a notifi-
cação inicial. O reclamado, ao receber a notificação inicial, também receberá uma 
chave de acesso. Ao colar o número da chave de acesso no campo pertinente do 
sítio eletrônico do tribunal, o reclamado conseguirá ver todas as petições e do-
cumentos juntados pelo reclamante.
Art. 19. A distribuição da ação e a juntada da resposta, dos recursos e das petições 
em geral, todos em formato digital, nos autos de processo eletrônico, serão feitas di-
retamente por aquele que tenha capacidade postulatória, sem necessidade da 
intervenção da secretaria judicial, de forma automática. (Redação dada pela Resolução 
n. 241/CSJT, de 31 de maio de 2019)
Essa é uma das maiores vantagens do processo eletrônico sobre o processo 
físico. No físico, os servidores da unidade deveriam certificar a juntada da petição 
inicial, da defesa e das demais peças de manifestação aos autos. Agora, as partes 
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fazem isso sozinhas, sem necessidade de aprovação ou juntada por parte do ser-
vidor.
Aqui, consta o reflexo prático do propósito de reduzir-se o trabalho burocrático 
das unidades judiciárias, fazendo-se com que o foco do trabalho dirija-se ao trâ-
mite dos atos processuais em si e, no fim das contas, ao jurisdicionado e a seus 
advogados.
§ 1º A petição inicial conterá, além dos requisitos do art. 840, § 1º, da CLT, a indicação 
do CPF ou CNPJ das partes, na forma do art. 15, caput, da Lei n. 11.419/2006.
A CLT não exige, expressamente, a indicação do CPF ou do CNPJ das partes na 
petição inicial. Todavia, o CSJT, que tem a atribuição de supervisionar o funciona-
mento do PJE na Justiça do Trabalho, percebeu que o conhecimento do CPF/CNPJ 
da partefacilita muito a certificação da dados concernentes às partes.
Ademais, a inclusão de partes e terceiros interessados, no sistema, é feita por 
meio do número do CPF ou do CNPJ do sujeito a ser incluído. Esta informação, em 
associação com cadastros dos demais órgãos públicos, facilita muito a operacionali-
zação da retificação dos polos ativo e passivo e da inclusão de terceiros, bem como 
peritos e leiloeiros ao processo.
Portanto, cumulando-se o art. 840, § 1º, da CLT, com o parágrafo ora em co-
mento, conclui-se que a petição inicial na Justiça do Trabalho deve conter:
• designação do juízo;
• qualificação das partes;
• CPF/CNPJ do reclamante e do reclamado;
• breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio;
• pedido certo, determinado e com valor;
• data;
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• assinatura do reclamante ou de seu representante.
�bss.:� de acordo com o art. 319, § 1º, do CPC, se o reclamante não tiver o CNPJ 
da empresa ou se tal dado for desconhecido, ele poderá requerer ao juiz 
as diligências necessárias para obtenção do número do CNPJ (por meio dos 
convênios judiciários).
§ 2º É de responsabilidade exclusiva do autor cadastrar corretamente todos os as-
suntos abordados na petição inicial, bem como indicar a correta e precisa atividade 
econômica do réu exercida pelo autor, conforme opções disponibilizadas pelo Sistema.
§ 3º No lançamento de dados do processo pelo usuário externo, além dos dados conti-
dos no § 2º, sempre que possível serão fornecidos, na forma do art. 31, II, da Conso-
lidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho (CPCGJT) e do 
art. 2º do Provimento n. 61/2017 da Corregedoria Nacional de Justiça:
I – o CEI (Cadastro Específico do INSS contendo número da matrícula do empregador 
pessoa física);
II – o Número de Identificação do Trabalhador (NIT) perante o INSS;
III – o PIS ou PASEP;
IV – o número da CTPS do empregado;
V – o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas – código do ramo de ati-
vidade) do empregador;
VI – profissão;
VII – nacionalidade;
VIII – estado civil, existência de união estável e filiação;
IX – e-mail (correio eletrônico)
§ 4º O PJe fornecerá, na distribuição da ação, o número atribuído ao processo, o órgão 
julgador para o qual foi distribuída e, se for o caso, o local, a data e o horário de reali-
zação da audiência, da qual estará a parte autora imediatamente intimada.
Na aula em que estudamos a figura do distribuidor (Organização da Justiça do 
Trabalho), destaquei que, na prática, a distribuição acontece de maneira automáti-
ca pelo sistema do PJE. De fato, assim que a parte envia sua petição inicial, aparece 
janela específica informando:
• vara do trabalho para onde o processo foi distribuído (se for vara única na 
jurisdição, esse dado não terá relevância);
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• número do processo;
• se for marcada audiência de forma automática, sua data, horário e local.
O autor será considerado imediatamente intimado dessas informações, assim 
que a janela lhe for mostrada.
Art. 20. A funcionalidade do PJe que indica a ocorrência de possível prevenção somen-
te deve distribuir o processo ao Juízo presumidamente prevento, cabendo ao 
magistrado a análise do feito, com o pronunciamento em que reconheça a regularidade 
da distribuição, ou recuse a prevenção.
Utilizando-se de dados do processo, o sistema poderá detectar prevenção. Pre-
venção é o fenômeno processual que determina que todas as questões decor-
rentes de um mesmo fato devem ser analisadas e julgadas pelo mesmo juiz, em 
observância ao princípio do juiz natural.
Exemplo: ocorreu um incêndio na empresa. Todas as reclamações trabalhistas em 
que sejam postulados direitos decorrentes desse mesmo fato serão julgados pelo 
mesmo juiz do trabalho.
Ao detectar possível prevenção, o sistema distribuirá o processo ao mesmo juiz 
que, em tese, seria prevento. Todavia, é possível que o sistema falhe, não é mes-
mo? É por isso que o juiz deverá analisar novamente a petição para verificar se, de 
fato, o processo versa sobre o mesmo fato que o tornou prevento.
Se o juiz não for prevento, ele simplesmente devolverá o feito ao procedimento 
de distribuição. Dessa forma, o processo poderá cair tanto com outro juiz como, 
inclusive, com ele mesmo.
§ 1º O PJe deve dispor de funcionalidade que indique a existência de possível litispen-
dência e coisa julgada, sem prejuízo de livre distribuição ou distribuição por preven-
ção, nos termos do caput deste artigo.
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A lógica, aqui, é a mesma da prevenção. Se o sistema detectar que o processo 
iniciado tem iguais partes, causa de pedir e pedido de outro processo, ele remeterá 
o feito à análise do juiz que julgou o processo já julgado (se for coisa julgada) ou 
que está responsável pelo processo pendente (se for litispendência).
Se a litispendência ou coisa julgada for confirmada, o processo será extinto sem 
exame do mérito (art. 485, inciso V, do CPC). Não sendo caso de litispendência 
ou coisa julgada, o juiz simplesmente devolverá o feito ao procedimento de distri-
buição. Dessa forma, o processo poderá cair tanto com outro juiz como, inclusive, 
com ele mesmo.
§ 2º Nas classes processuais que exigem a indicação de processo de referência, em 
qualquer grau de jurisdição, haverá distribuição para o Juízo do processo de referência, 
exceto no ajuizamento de ação rescisória, cabendo ao magistrado reconhecer a regula-
ridade da distribuição ou recusá-la.
Processo de referência é o processo em que se discute matéria de interesse di-
reto para o novo processo.
Exemplo clássico é o dos embargos de terceiro. Neste caso, os embargos de 
terceiro deverão ser distribuídos ao juízo do processo de referência (juízo que de-
terminou a constrição ou ameaça determinar constrição sobre o bem do terceiro 
embargante).
§ 3º Nas classes recursais será observada a distribuição por prevenção ao relator para 
eventual recurso subsequente, interposto no mesmo processo ou em processo conexo, 
na forma do art. 930, parágrafo único, do CPC, observada a compensação.
Na Justiça do Trabalho, há dois casos frequentes em que o tribunal analisa re-
curso ou impugnação em face de um mesmo processo. Esses dois casos são:
• agravo de petição, na fase de execução, depois de o tribunal já ter apreciado 
recurso ordinário quando da fase de conhecimento;
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• recurso ordinário, após já ter sido impetrado um mandado de segurança con-
tra decisão interlocutória do juiz de primeiro grau.
Nesses casos, dentre outros, o mesmo relator que apreciou a primeira impug-
nação (mandado de segurança ou recurso propriamente dito) deverá apreciar a 
segunda impugnação.
Diante desse contexto, a compensação de processos entre os desembargado-
res/ministros deverá ser observada. Recebendo um recurso/impugnação por pre-
venção, o relator ficará excluído do próximo rodízio de processos distribuídos no 
âmbito do tribunal. Trata-se de distribuição equânime e proporcional dos trabalhos 
entre os magistrados das instâncias superiores.
Art. 21. A distribuição de ação, inclusive incidental, será unicamente por meio ele-
trônico, mesmo na hipótese de ações cautelares, tutelas de urgência e embargos de 
terceiros, quando ajuizados em processos que tramitam em meio físico.
Parágrafo único. A atribuição dos pesos na distribuição deverá ser realizada pela Cor-
regedoria-Geral da Justiça do Trabalho, após ouvido o Comitê Gestor Nacional do PJe 
instalado na Justiça do Trabalho.
Antes da Resolução n. 185, os embargos de terceiro e pedidos de tutelas pro-
visórias apresentadas em face de processos que tramitavam em meio físico eram 
também autuados em autos físicos.
Agora, até mesmo estes instrumentos são autuados em meio eletrônico. 
Dessa forma, todas as peças do processo físico que interessem ao novo processo 
eletrônico deverão ser digitalizadas e anexas aos autos eletrônicos.
Art. 22. A contestação ou a reconvenção e seus respectivos documentos deverão ser 
protocolados no PJe até a realização da proposta de conciliação infrutífera, com a 
utilização de equipamento próprio, sendo automaticamente juntados, facultada a apre-
sentação de defesa oral, na forma do art. 847, da CLT.
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§ 1º No expediente de notificação inicial ou de citação constará recomendação para 
que a contestação ou a reconvenção e os documentos que as acompanham sejam pro-
tocolados no PJe com pelo menos 48h de antecedência da audiência.
Não existe uma obrigatoriedade de juntada nas 48 horas que precederem à audi-
ência. Essa é apenas uma recomendação, a fim de que o direito de apresentar 
defesa não seja frustrado por eventuais problemas técnicos de indisponibilidade do 
sistema ou do equipamento do usuário externo. Lembro-lhe, ainda, que a indispo-
nibilidade do sistema pode acarretar suspensão de prazos processuais, mas não o 
adiamento de audiências. Por isso, é importante que as partes sigam tal recomen-
dação.
§ 2º O autor poderá atribuir segredo de justiça ao processo no momento da propo-
situra da ação, cabendo ao magistrado, após a distribuição, decidir sobre a manutenção 
ou exclusão dessa situação, nos termos do art. 189 do CPC e art. 770, caput, da CLT.
§ 3º Com exceção da petição inicial, as partes poderão atribuir sigilo às petições e do-
cumentos, nos termos do parágrafo único do art. 773 do CPC.
§ 4º Com exceção da defesa, da reconvenção e dos documentos que os acompanham, 
o magistrado poderá determinar a exclusão de petições e documentos indevidamente 
protocolados sob sigilo, observado o art. 15 desta Resolução.
§ 5º O réu poderá atribuir sigilo à contestação e à reconvenção, bem como aos docu-
mentos que as acompanham, devendo o magistrado retirar o sigilo caso frustrada a 
tentativa conciliatória.
Os documentos mantidos sob sigilo podem ser visualizados somente pela parte 
que os juntou, pelo juiz e pelos serventuários da justiça. A parte contrária e os ter-
ceiros interessados ou intervenientes não poderão vê-los, até que o juiz determine 
o contrário.
Essa funcionalidade é útil, por exemplo, quando a parte indica bens penhorá-
veis. Se a parte executada souber da possibilidade de penhora do bem, ela poderá 
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tentar frustrar a execução, escondendo-o ou alienando-o. Com a opção de sigilo, 
somente os usuários internos (magistrados e servidores) e a própria parte reque-
rente poderão ver tal indicação.
Existe apenas um documento que, em hipótese alguma, pode ser posto em si-
gilo nos autos: petição inicial. Se o processo correr em segredo de justiça, o sigilo 
necessário é assegurado de modo que somente as próprias partes poderão verificar 
o conteúdo dos autos. A parte reclamada, em qualquer hipótese, deve ter a 
possibilidade de ler a petição inicial.
§ 6º A partir de 1º de janeiro de 2020, quaisquer cálculos deverão obrigatoria-
mente ser juntados por meio do PJe-Calc, vedado o uso de PDF ou HTML para essa 
finalidade.
Art. 23. As audiências serão sempre reduzidas a termo e o arquivo eletrônico que utilize 
linguagem padronizada de marcação genérica daí decorrente será, ao final da audiência:
I – imediatamente assinado pelo magistrado, impossibilitando a alteração de sua forma 
e conteúdo; ou
II – facultativamente enviado ao PJe, imediatamente após o término da audiência, tam-
bém impossibilitando a alteração de sua forma e conteúdo e deflagrando o procedimen-
to dos parágrafos 1º e 2º deste artigo.
Esses dois incisos correspondem a atitudes que podem ser tomadas após a for-
mação do arquivo de documento com os termos da audiência (ata de audiência). 
A mais utilizada é a segunda: o programa de elaboração de atas envia o documento 
da ata diretamente ao sistema do PJE, para que o juiz o assine e o junte ao pro-
cesso. Nesse caso, assim que ocorrer tal envio, a ata fica totalmente bloqueada e 
inalterável.
§ 1º Após o envio do arquivo eletrônico que utilize linguagem padronizada de marcação 
genérica referido no caput para o PJe, a secretaria, imediatamente após o término da 
audiência, realizará o lançamento dos movimentos processuais, encaminhando-o 
para assinatura digital pelo magistrado.
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Os movimentos processuais que devem ser lançados pelo secretário de audiên-
cia consistem na consequência da audiência: homologação de acordo, desistência 
da ação, prosseguimento para a fase de instrução, término da instrução, deferi-
mento de tutela provisória etc.
§ 2º O magistrado assinará eletronicamente o arquivo eletrônico que utilize linguagem 
padronizada de marcação genérica referido no caput até o primeiro dia útil subse-
quente ao término da sessão.
Esse arquivo a ser assinado no prazo de UM dia útil a contar da audiência 
é aquele que contém a redação da ata, que se extrai do software utilizado para sua 
formação.
§ 3º Na hipótese de celebração de acordo e impossibilidade de assinatura imediata do 
arquivo eletrônico que utilize linguagem padronizada de marcaçãogenérica referido no 
caput, havendo requerimento da parte, a ata deverá ser impressa, assinada manu-
almente pelas partes e magistrado e, então, digitalizada e inserida no PJe.
Às vezes, é impossível a assinatura digital da ata, por problemas técnicos. Nes-
se caso, se a parte precisar da assinatura para aquele exato momento, a secretaria 
deverá providenciar a impressão da ata para que o juiz a assine manualmente.
A assinatura imediata do juiz ganha maior importância em situações especiais, 
como quando a ata autoriza o saque do FGTS ou a habilitação do trabalhador no 
programa seguro-desemprego. Nesses casos, a ata da audiência tem força de al-
vará judicial.
§ 4º Os depoimentos gravados em áudio e vídeo deverão ser disponibilizados às partes, 
sem necessidade de transcrição, sendo que, em caso de solicitação de fornecimento de 
cópia, a mídia deverá ser fornecida pelo interessado.
§ 5º O magistrado poderá determinar aos servidores que estejam afetos a seu gabinete 
ou à secretaria que procedam à degravação.
Art. 24. Os tipos de classe, petição, documentos, movimentos e complementos de 
movimentos disponibilizados no PJe devem corresponder aos previstos nas tabe-
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las processuais unificadas publicadas pelo CNJ, cujas alterações serão realizadas 
apenas pela Coordenação Técnica do Sistema PJe (CTPJe) no CSJT e disponibilizadas a 
cada nova versão do Sistema.
Art. 25. REVOGADO.
Art. 26. Fica dispensada a formação de autos suplementares em casos de exceção de 
impedimento ou suspeição, agravos de instrumento, agravos regimentais e agravo pre-
visto no art. 1.021 do CPC, exceto quanto:
I – ao agravo de instrumento em mandado de segurança, na forma do art. 7º, 
§ 1º, da Lei n. 12.016/09; e
II – ao pedido de revisão do valor da causa, na forma do art. 2º, § 2º, da Lei n. 
5.584/70.
�bss.:� o inciso I do art. 26 da Resolução n. 185/2017 é de duvidosa correção jurí-
dica, porque, no processo do trabalho, o agravo de instrumento NÃO TEM 
a função de impugnar decisões interlocutórias, como acontece no Processo 
Civil.
 � Portanto, preciso registrar que não entendo correto que o CSJT textu-
almente admita a interposição de AI contra a decisão judicial que conceda 
ou negue liminar em mandado de segurança.
Sem embargo da observação acima, sintetizo, com a ilustração a seguir, os dois 
únicos casos expressamente previstos em que há necessidade de formação de au-
tos suplementares:
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Art. 27. As atas de sessões deverão ser lavradas pela secretaria e aprovadas pelo 
presidente do respectivo órgão colegiado, com envio para publicação na forma do 
art. 3º desta Resolução.
Art. 28. Durante o recesso judiciário e o período de suspensão de prazo processual, 
previstos no art. 775-A da CLT, serão mantidas as disponibilizações no DEJT, ob-
servados os termos do art. 4º, §§ 3º e 4º, da Lei n. 11.419/06 e a regulamentação do 
CNJ sobre expediente forense no período natalino e suspensão dos prazos processuais.
3. Novo CPC: Prática Eletrônica de Atos Processuais
O Novo CPC, nos arts. 193 a 199, institui regras básicas sobre os processos ju-
diciais eletrônicos, especialmente quanto à prática dos atos processuais. A seguir, 
apresentarei comentários individualizados a cada um dos dispositivos, com as ne-
cessárias considerações.
Art. 193. Os atos processuais podem ser total ou parcialmente digitais, de forma a 
permitir que sejam produzidos, comunicados, armazenados e validados por meio ele-
trônico, na forma da lei.
Parágrafo único. O disposto nesta Seção aplica-se, no que for cabível, à prática de atos 
notariais e de registro.
Esse artigo permite que os autos sejam conservados em meios “total ou par-
cialmente” eletrônicos. Todavia, atualmente, não há mais nenhum tipo de autuação 
física na Justiça do Trabalho quanto a novos processos.
Art. 194. Os sistemas de automação processual respeitarão a publicidade dos atos, 
o acesso e a participação das partes e de seus procuradores, inclusive nas audiências e 
sessões de julgamento, observadas as garantias da disponibilidade, independência da 
plataforma computacional, acessibilidade e interoperabilidade dos sistemas, serviços, 
dados e informações que o Poder Judiciário administre no exercício de suas funções.
O sistema do PJE deve garantir que todas as características constitucionalmente 
asseguradas ao processo (especialmente da publicidade e da garantia de participa-
ção das partes) sejam observadas.
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Ademais, os sistemas, serviços, dados e informações relativos aos processos 
judiciais devem, programaticamente, ser cada vez mais conectados, de modo que 
os operadores dos processos (serventuários e advogados) tenham plena ciência 
deles. Exemplo claro de interoperabilidade é o sistema de detecção de coisa julga-
da, litispendência ou de prevenção.
DISPONIBILIDADE: a informação deve ser acessível no momento em que o 
usuário quiser, evitando-se ao máximo eventuais indisponibilidades.
INDEPENDÊNCIA DA PLATAFORMA COMPUTACIONAL: o sistema eletrôni-
co do PJE deve sustentar-se de maneira independente de quaisquer mecanismos 
físicos. Todos os incidentes processuais devem ser resolvidos em autos eletrônicos, 
mesmo que não sejam os autos do mesmo processo.
ACESSIBILIDADE: devem ser garantidos todos os recursos técnicos para que 
todas as pessoas consigam visualizar ou trabalhar com o conteúdo do processo, 
seja qual for a limitação técnica ou física do sujeito que acessa o conteúdo.
Exemplo: recurso auditivo para deficientes visuais.
INTEROPERABILIDADE: como dito acima, os sistemas, serviços, dados e in-
formações relativos aos processos judiciais devem, programaticamente, ser cada 
vez mais conectados, de modo que os operadores dos processos (serventuários e 
advogados) tenham plena ciência deles.
Art. 195. O registro de ato processual eletrônico deverá ser feito em padrões abertos, 
que atenderão aos requisitos de autenticidade, integridade, temporalidade, não repúdio, 
conservação e, nos casos que tramitem em segredo de justiça, confidencialidade, ob-
servada a infraestrutura de chaves públicas unificada nacionalmente, nos termos da lei.
Programas de padrão aberto (ou código aberto) são aqueles que podem 
ser acessados de forma livre e gratuita por qualquer pessoa com acesso à internet. 
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