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ATIVIDADE AVALIATIVA – LÍNGUA PORTUGUESA LEITURA EXTRACLASSE – A HORA DA ESTRELA (CLARICE LISPECTOR) Objetivo: Observar o comprometimento dos alunos com relação à leitura integral da obra e à compreensão da mesma. Valor da atividade avaliativa escrita: 7,0 pontos / Valor da atividade avaliativa oral: 3,0 pontos. Valor total da atividade avaliativa (parte escrita + parte oral): 10,0 pontos. IMPORTANTE: Nas questões abertas: Poderá ser considerado o meio certo; Só serão consideradas as respostas que estiverem A TINTA.
(0,5) 01. (FUVEST) Sobre o narrador de A hora da estrela, de Clarice Lispector, pode-se afirmar que:
(A) é do tipo observador, pois revela não ter conhecimento sobre o que se passa no universo sentimental e psíquico da personagem (Macabéa).
(B) é onisciente, pois assume o papel de criador de uma vida, sobre a qual detém todas as informações; o poder da onisciência é, para ele, fonte de satisfação, pois Rodrigo S. percebe que os fatos dependem de seu arbítrio.
(C) é do tipo observador, pois limita-se a descrever superficialmente as emoções de Macabéa, o que fica evidente nas ocorrências enigmáticas do termo “explosão“, apresentado sempre entre parênteses.
(D) constitui-se como um personagem, pois narra em primeira pessoa; não há, entretanto, referências à sua história pessoal, visto que seu objetivo é falar sobre um personagem de ficção (Macabéa).
(E) é um dos personagens do livro; entretanto, ao apresentar-se não só como narrador, mas também como criador da história, problematiza a essência da literatura de ficção, que reside na recriação arbitrária do real.

Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou. [...] Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos – sou eu que escrevo o que estou escrevendo. [...] Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes. Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual – há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se mais tarde saberei. Como que estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida – porque preciso registrar os fatos antecedentes.
(1,0) 04. (Enem 2013) A elaboração de uma voz narrativa peculiar acompanha a trajetória literária de Clarice Lispector, culminada com a obra A hora da estrela, de 1977, ano da morte da escritora. Nesse fragmento, nota-se essa peculiaridade porque o narrador:
a) observa os acontecimentos que narra sob uma ótica distante, sendo indiferente aos fatos e às personagens.
b) relata a história sem ter tido a preocupação de investigar os motivos que levaram aos eventos que a compõem.
c) revela-se um sujeito que reflete sobre questões existenciais e sobre a construção do discurso.
d) admite a dificuldade de escrever uma história em razão da complexidade para escolher as palavras exatas.
e) propõe-se a discutir questões de natureza filosófica e metafísica, incomuns na narrativa de ficção.

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ATIVIDADE AVALIATIVA – LÍNGUA PORTUGUESA LEITURA EXTRACLASSE – A HORA DA ESTRELA (CLARICE LISPECTOR) Objetivo: Observar o comprometimento dos alunos com relação à leitura integral da obra e à compreensão da mesma. Valor da atividade avaliativa escrita: 7,0 pontos / Valor da atividade avaliativa oral: 3,0 pontos. Valor total da atividade avaliativa (parte escrita + parte oral): 10,0 pontos. IMPORTANTE: Nas questões abertas: Poderá ser considerado o meio certo; Só serão consideradas as respostas que estiverem A TINTA.
(0,5) 01. (FUVEST) Sobre o narrador de A hora da estrela, de Clarice Lispector, pode-se afirmar que:
(A) é do tipo observador, pois revela não ter conhecimento sobre o que se passa no universo sentimental e psíquico da personagem (Macabéa).
(B) é onisciente, pois assume o papel de criador de uma vida, sobre a qual detém todas as informações; o poder da onisciência é, para ele, fonte de satisfação, pois Rodrigo S. percebe que os fatos dependem de seu arbítrio.
(C) é do tipo observador, pois limita-se a descrever superficialmente as emoções de Macabéa, o que fica evidente nas ocorrências enigmáticas do termo “explosão“, apresentado sempre entre parênteses.
(D) constitui-se como um personagem, pois narra em primeira pessoa; não há, entretanto, referências à sua história pessoal, visto que seu objetivo é falar sobre um personagem de ficção (Macabéa).
(E) é um dos personagens do livro; entretanto, ao apresentar-se não só como narrador, mas também como criador da história, problematiza a essência da literatura de ficção, que reside na recriação arbitrária do real.

Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou. [...] Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos – sou eu que escrevo o que estou escrevendo. [...] Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes. Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual – há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se mais tarde saberei. Como que estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não inicio pelo fim que justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida – porque preciso registrar os fatos antecedentes.
(1,0) 04. (Enem 2013) A elaboração de uma voz narrativa peculiar acompanha a trajetória literária de Clarice Lispector, culminada com a obra A hora da estrela, de 1977, ano da morte da escritora. Nesse fragmento, nota-se essa peculiaridade porque o narrador:
a) observa os acontecimentos que narra sob uma ótica distante, sendo indiferente aos fatos e às personagens.
b) relata a história sem ter tido a preocupação de investigar os motivos que levaram aos eventos que a compõem.
c) revela-se um sujeito que reflete sobre questões existenciais e sobre a construção do discurso.
d) admite a dificuldade de escrever uma história em razão da complexidade para escolher as palavras exatas.
e) propõe-se a discutir questões de natureza filosófica e metafísica, incomuns na narrativa de ficção.

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ATIVIDADE AVALIATIVA – LÍNGUA PORTUGUESA 
LEITURA EXTRACLASSE – A HORA DA ESTRELA (CLARICE LISPECTOR) 
Objetivo: Observar o comprometimento dos alunos com relação à leitura integral da obra e à compreensão da mesma. 
Valor da atividade avaliativa escrita: 7,0 pontos / Valor da atividade avaliativa oral: 3,0 pontos. 
Valor total da atividade avaliativa (parte escrita + parte oral): 10,0 pontos. 
 
IMPORTANTE: Nas questões abertas: 
 Poderá ser considerado o meio certo; 
 Só serão consideradas as respostas que estiverem A TINTA. 
 
(0,5) 01. (FUVEST) Sobre o narrador de A hora da estrela, de Clarice Lispector, pode-se afirmar que: 
(A) é do tipo observador, pois revela não ter conhecimento sobre o que se passa no universo sentimental e 
psíquico da personagem (Macabéa). 
(B) é onisciente, pois assume o papel de criador de uma vida, sobre a qual detém todas as informações; o 
poder da onisciência é, para ele, fonte de satisfação, pois Rodrigo S. percebe que os fatos dependem de 
seu arbítrio. 
(C) é do tipo observador, pois limita-se a descrever superficialmente as emoções de Macabéa, o que fica 
evidente nas ocorrências enigmáticas do termo “explosão“, apresentado sempre entre parênteses. 
(D) constitui-se como um personagem, pois narra em primeira pessoa; não há, entretanto, referências à sua 
história pessoal, visto que seu objetivo é falar sobre um personagem de ficção (Macabéa). 
(E) é um dos personagens do livro; entretanto, ao apresentar-se não só como narrador, mas também como 
criador da história, problematiza a essência da literatura de ficção, que reside na recriação arbitrária do 
real. 
 
(0,5) 02. (FUVEST) Identifique a afirmação correta sobre A hora da estrela, de Clarice Lispector: 
(A) A força da temática social, centrada na miséria brasileira, afasta do livro as preocupações com a 
linguagem, freqüentes em outros escritores da mesma geração. 
(B) Se o discurso do narrador critica principalmente a própria literatura, as falas de Macabéa exprimem 
sobretudo as críticas da personagem às injustiças sociais. 
(C) O narrador retarda bastante o início da narração da história de Macabéa, vinculando esse adiamento a 
um autoquestionamento radical. 
(D) Os sofrimentos da migrante nordestina são realçados, no livro, pelo contraste entre suas desventuras 
na cidade grande e suas lembranças de uma infância pobre, mas vivida no aconchego familiar. 
(E) O estilo do livro é caracterizado, principalmente, pela oposição de duas variedades linguísticas: 
linguagem culta, literária, em contraste com um grande número de expressões regionais nordestinas. 
 
(1,0) 03. (FUVEST) Devo registrar aqui uma alegria. é que a moça num aflitivo domingo sem farofa teve 
urna inesperada felicidade que era inexplicável: no cais do porto viu um arco-íris. Experimentando o leve 
êxtase, ambicionou logo outro: queria ver, como uma vez em Maceió, espocarem mudos fogos de artifício. 
Ela quis mais porque é mesmo uma verdade que quando se dá a mão, essa gentinha quer todo o resto, o 
zé-povinho sonha com fome de tudo. E quer mas sem direito algum, pois não é? 
(Clarice Lispector, A hora da estrela) 
 
Considerando-se no contexto da obra o trecho sublinhado, é correto afirmar que, nele, o narrador: 
(A) assume momentaneamente as convicções elitistas que, no entanto, procura ocultar no restante da 
narrativa. 
(B) reproduz, em estilo indireto livre, os pensamentos da própria Macabéa diante dos fogos de artifício. 
(C) hesita quanto ao modo correto de interpretar a reação de Macabéa frente ao espetáculo. 
(D) adota uma atitude panfletária, criticando diretamente as injustiças sociais e cobrando sua superação. 
(E) retoma uma frase feita, que expressa preconceito antipopular, desenvolvendo-a na direção da ironia. 
 
 
 
 
 
 
CENTRO EDUCACIONAL SESI 227 
Disciplina: Língua Portuguesa 
Profª Tatiana de O. Nacarato Lozano 
 
Nome: _______________________________________________ Nº: ______ 
3º Ano Ensino Médio Turma: _______ Data: ______/10/2015 
 
Nas questões objetivas: 
 Só serão consideradas as respostas que 
estiverem A TINTA; 
 Não serão aceitas respostas rasuradas. 
 
(1,0) 04. (Enem 2013) 
 Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. 
Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. 
Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou. 
 [...] 
 Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo 
início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia os monstros 
apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois 
juntos – sou eu que escrevo o que estou escrevendo. [...] Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, 
inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes. 
 Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual – há dois anos e meio 
venho aos poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se mais tarde 
saberei. Como que estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não inicio pelo fim que 
justificaria o começo – como a morte parece dizer sobre a vida – porque preciso registrar os fatos 
antecedentes. 
LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (fragmento). 
 
A elaboração de uma voz narrativa peculiar acompanha a trajetória literária de Clarice Lispector, culminada 
com a obra A hora da estrela, de 1977, ano da morte da escritora. Nesse fragmento, nota-se essa 
peculiaridade porque o narrador: 
a) observa os acontecimentos que narra sob uma ótica distante, sendo indiferente aos fatos e às 
personagens. 
b) relata a história sem ter tido a preocupação de investigar os motivos que levaram aos eventos que a 
compõem. 
c) revela-se um sujeito que reflete sobre questões existenciais e sobre a construção do discurso. 
d) admite a dificuldade de escrever uma história em razão da complexidade para escolher as palavras 
exatas. 
e) propõe-se a discutir questões de natureza filosófica e metafísica, incomuns na narrativa de ficção. 
 
(1,0) 05. A respeito da obra da escritora Clarice Lispector, é correto afirmar: 
I. Apresentou poucas inovações em relação à linguagem, revelando ainda uma grande preocupação em dar 
continuidade às transformações literárias oriundas do Movimento Modernista. 
II. Embora nunca tenha aceitado o rótulo de “escritora feminista”, Clarice explorava em seus contos e 
romances o universo feminino através de personagens quase sempre urbanas. 
III. Clarice destacou-se por sua poesia sensual e social, mostrando o sensualismo da vida cotidiana nos 
diversos poemas sobre o amor e a mulher. 
IV. Um dos aspectos inovadores da prosa de Clarice Lispector é o fluxo de consciência, técnica que rompe 
com os limites espaço-temporais responsáveis por garantir a verossimilhança em uma narrativa. 
V. Clarice foi responsável por introduzir em nossa Literatura técnicas de expressões novas, subvertendo a 
estrutura dos gêneros narrativos tradicionais. 
 
Assinale a alternativa correta: 
a) Apenas I e III estão corretas. 
b) Apenas II e III estão corretas. 
c) Apenas II e V estão corretas. 
d) Apenas I, II e IV estão corretas. 
e) Apenas II, IV e V estão corretas. 
 
(UFSCAR) Leia o trecho a seguir e responda ao que se pede: 
 
 Talvez a nordestina já tivesse chegado à conclusão de que vida incomoda bastante, alma que não 
cabe bem no corpo, mesmo alma rala como a sua. Imaginavazinha, toda supersticiosa, que se por acaso 
viesse alguma vez a sentir um gosto bem bom de viver — se desencantaria de súbito de princesa que era e 
se transformaria em bicho rasteiro. Porque, por pior que fosse sua situação, não queria ser privada de si, 
ela queria ser ela mesma. Achava que cairia em grave castigo e até risco de morrer se tivesse gosto. Então 
defendia-se da morte por intermédio de um viver de menos, gastando pouco de sua vida para esta não 
acabar.Essa economia lhe dava alguma segurança pois, quem cai, do chão não passa. 
 
(Clarice Lispector, A hora da estrela.) 
 
 
 
06. Nesse trecho, Clarice Lispector principia a falar de Macabéa, uma nordestina que, tendo vindo de 
Alagoas para o Rio de Janeiro, sofre o choque social da cidade grande. 
(1,5) a) Tendo em vista o tema social tratado na obra A hora da estrela e, mais especificamente, o texto 
apresentado, o que caracteriza a escritura da autora, no tratamento desse tipo de tema? 
 
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(1,5) b) Uma das características de Clarice, segundo Alfredo Bosi, é o uso da metáfora insólita. Qual delas, 
nesse texto, pode enquadrar-se dentro dessa característica? 
 
 
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BOA SORTE! 
PROFESSORA TATIANA