Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

A seguir está um estudo de caso completo em formato Nanda‑NOAA‑NOC (SAE), baseado em um relato verídico de uma médica nefrologista no Instagram sobre uma paciente que precisou de hemodiálise após um alisamento capilar com produtos químicos tóxicos (similar ao uso de formol/ácido glioxílico). 
Os dados são fictícios em relação ao nome e história detalhada, mas condizem com o contexto clínico relatado. 
1. Dados do caso clínico
Iniciais e idade: S. R. M., 30 anos.
Motivo de internação: Insuficiência renal aguda secundária a possível intoxicação por substância química em procedimento de alisamento capilar (formol/ácido glioxílico). 
Tempo de início dos sintomas: Aproximadamente 24–48 h após o procedimento capilar (náuseas, vômitos, dor lombar, redução de diurese). ��
Internação: UTI / enfermaria de nefrologia, com necessidade de hemodiálise em sessões múltiplas. 
2. Histórico de saúde e exame físico
Antecedentes: sem história prévia de doença renal crônica, diabetes ou hipertensão.
Sinais e sintomas na admissão:
Náusea e vômitos persistentes.
Dor em região lombar (flancos).
Disúria e oligúria/anhidria.
Fadiga, confusão leve (em graus mais avançados). 
Exames laboratoriais:
Aumento de ureia e creatinina sérica.
Alterações na gasometria (acidose metabólica).
Possível alteração de eletrólitos (hipercalemia, hiperfosfatemia). 
3. Diagnósticos de enfermagem (NANDA‑I)
Formulados com base na situação clínica de insuficiência renal aguda e hemodiálise por intoxicação química.
Risco de volume de líquidos excessivo relacionado à retenção de líquidos e disfunção renal
Evidência: aumento de peso, edema periférico, disúria, alterações de eletrólitos. 
Déficit de conhecimento (terapia de substituição renal) relacionado à hospitalização e necessidade de hemodiálise
Evidência: paciente e familiar relatam desconhecimento sobre procedimento, riscos e cuidados. �
Ansiedade relacionada à internação em UTI/instituição de nefrologia e necessidade de hemodiálise
Evidência: relato de medo, preocupação com prognóstico, pergunta frequente sobre “se vai ficar dependente de máquina”. 
Risco de infecção relacionado à presença de cateter venoso central para hemodiálise 
Evidência: uso de cateter de diálise, necessidade de punções, ambiente hospitalar.
Dor (aguda) relacionada à intoxicação renal e processo inflamatório sistêmico
Evidência: queixa de dor lombar intensa, náuseas, irritação cutânea (possível reação após alisamento). 
Risco de desequilíbrio nutricional menor que as necessidades relacionado à náusea, vômitos e restrições dietéticas (restrição de K, P, líquidos) 
4. Resultados de enfermagem (NOC)
Excesso de volume de líquidos:
Manutenção de balanço hídrico dentro de parâmetros normais. 
Ausência de edema periférico ou distensão jugular. 
Controle de sintomas (dor e náuseas):
Relato de dor controlada em escala ≤ 3/10. �
Ausência ou redução de episódios de vômitos. 
Conhecimento: terapia de substituição renal:
Paciente e família identificam pelo menos 3 orientações sobre hemodiálise (procedimento, riscos, cuidados com acesso vascular). 
Ansiedade:
Redução de sinais de tensão (frequência respiratória, FC dentro do padrão). 
Relato de menor sensação de medo sobre o prognóstico. 
Controle de infecção:
Temperatura corporal dentro da normalidade.
Ausência de sinais locais (eredema, calor, secreção) no cateter de diálise. 
Status nutricional:
Manutenção de peso corporal estável.
ingestão conforme dieta renal (proteínas, sódio, potássio adequados). 
5. Intervenções de enfermagem (NIC)
Gestão de fluidos e equilíbrio eletrolítico:
Aferir balanço hídrico (ingestão vs eliminação) a cada turno. 
Monitorar peso diário, pressão arterial, sinais de sobrecarga. 
Administração de hemodiálise / cuidado com o acesso vascular:
Verificar integridade do cateter venoso central, punção e fixação. 
Observar sinais de infecção (eritema, dor, secreção) e comunicar equipe médica. 
Educação em saúde para o paciente e família:
Explicar, em linguagem simples, o que é hemodiálise, por que é necessária neste caso e expectativa de melhora. 
Orientar sobre sinais de alerta (dor forte, febre, alteração da cor da pele em torno do cateter, falta de urina). 
Controle de dor e náuseas:
Aplicar escala de dor, associar analgesia prevista pela prescrição. 
Oferecer pequenos volume de líquidos, evitar alimentos gordurosos, manter ambiente ventilado. 
Suporte emocional:
Realizar escuta ativa, acolhimento, esclarecer dúvidas sem minimizar o medo. 
Promover presença familiar (quando possível) e manter rotina prevista (sono, higiene). 
Promoção de nutrição adequada:
Verificar dieta renal prescrita e auxiliar no planejamento de refeições. 
Registar ingestão e comunicar à equipe nutricionista toda alteração importante. 
6. Avaliação (outcome e critérios de sucesso)
Pós‑hemodiálise imediata:
Melhora da dor lombar e sensação de mal‑estar. 
Redução de ureia e creatinina, melhora da gasometria. 
Em médio prazo:
Recuperação parcial ou total da função renal (sem necessidade de diálise contínua). 
Paciente e família verbalizam compreensão sobre lesão renal aguda induzida por tóxico e riscos de produtos capilares. 
Critérios de alta:
Estabilidade hemodinâmica e laboratorial.
Ausência de complicações relacionadas à hemodiálise.
Paciente apto para cuidados domiciliares ou acompanhamento ambulatorial. 
7. Considerações de segurança e educação em saúde
Enfermagem e promotora de saúde:
Discutir com a paciente os riscos de alisamentos capilares com produtos químicos, incluindo formol e ácido glioxílico, que podem levar à lesão renal aguda e necessidade de hemodiálise. 
Incluir orientações sobre leitura de rótulos, preferência por locais regulamentados e busca por atendimento médico imediato em caso de sintomas após procedimentos estéticos.

Mais conteúdos dessa disciplina