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Analise comportamental 
Introduçäo e Contexto Histórico
Análise Experimental do Comportamento
“Nenhum relato do que está acontecendo dentro do corpo 
humano, por mais completo que seja, irá explicar as origens do 
comportamento [...] O que acontece dentro do corpo não é um 
ponto de partida.” . F. Skinner (1989)
Introdução
O que é a Análise do Comportamento?
A Análise Experimental do Comportamento se desenvolveu como 
uma área dentro da Psicologia que busca entender o 
comportamento humano e animal de forma científica. 
A abordagem se baseia em métodos científicos para investigar:
● As relações entre estímulos e respostas.
● As consequências dos comportamentos.
"Comportamento humano e animal ocorre em função da 
interação entre eventos ambientais e o organismo."
Contexto Histórico
Antes que essa abordagem surgisse com Watson e Skinner, 
outros teóricos lançaram as bases experimentais para o estudo 
do comportamento e mente. Entre eles estão Wilhelm Wundt, 
Edward Titchener e Oswald Külpe.
1. Wilhelm Wundt (1832-1920) - O "Pai da Psicologia 
Experimental" foi o fundador do primeiro laboratório de 
Psicologia Experimental, em Leipzig, na Alemanha, em 1879. Ele 
é conhecido como o "pai" da Psicologia Científica, pois propôs 
que a mente deveria ser estudada de forma sistemática e com 
métodos experimentais rigorosos. Criador da Teoria da 
Apercepção; É a interpretação consciente e a compreensão de uma
cena, situação ou estímulo, atribuindo significado ao que é percebido.
Contexto Histórico
Primeiro laboratório dedicado à 
Psicologia, na Universidade de 
Leipzig, Alemanha (1879)
 E. B. Titchener (1867–1927) - Estruturalismo foi um aluno de 
Wundt que levou suas ideias para os Estados Unidos, 
estabelecendo o estruturalismo, uma escola de pensamento 
dedicada a estudar a estrutura da mente humana. Defendia que 
a mente é a soma da experiência em um dado momento e deve 
ser decomposta em seus componentes. Titchener dividia a 
consciência em sensações, imagens e sentimentos, 
caracterizados por qualidade, intensidade, duração e nitidez. 
Sua teoria foi altamente criticada devido ao método pouco 
confiável e reducionista, apesar disso, fortaleceu a ideia de 
estudar aspectos psicológicos de maneira analítica e 
experimental, algo que influenciaria o desenvolvimento de 
abordagens mais objetivas no futuro (como o Behaviorismo).
3. O. Külpe (1862–1915) - Psicologia Experimental Aplicada,
discípulo de Wundt, seguiu um caminho crítico em relação ao 
Mestre e trouxe contribuições importantes: o uso de métodos 
experimentais para estudar processos cognitivos complexos, 
como julgamento, pensamento e resolução de problemas e 
Influenciou o avanço de métodos objetivos para estudo de 
fenômenos psicológicos.
O Surgimento da AEC 
A partir dessas bases experimentais e do esforço por 
compreender os fenômenos mentais, o campo da Psicologia 
começou a migrar para abordagens mais objetivas e 
mensuráveis. Essa transição foi marcada pelo Behaviorismo, que 
rejeitava a introspecção(a mente) e propunha o estudo exclusivo 
de comportamentos observáveis.
Por que não a mente?
O Surgimento da Análise do 
Comportamento
• Redundância teórica que invariavelmente fragmenta o corpo e 
a “mente”;
• Conceito socialmente aceito que valida características 
supostamente intrínsecas à espécie humana;
• Mundo menor e interior (como consciência, ego, 
personalidade) que, por sua vez, não é objetivamente observável;
• Pensamentos e sentimentos são comportamentos privados, 
provocados por estímulos físicos, portanto não se justificam por 
conta própria;
• Preferência por análises quantitativas e qualitativas de um 
objeto de estudo mensurável e verificável: o comportamento 
(Baum, 2019)
A partir dessas bases experimentais e do esforço por 
compreender os fenômenos mentais, o campo da Psicologia 
começou a migrar para abordagens mais objetivas e 
mensuráveis. Essa transição foi marcada pelo Behaviorismo, que 
rejeitava a introspecção e propunha o estudo exclusivo de 
comportamentos observáveis.
 A Psicologia Comportamental é uma perspectiva psicológica 
fundada por J. B. Watson (1878–1958) a partir da publicação 
do manifesto A psicologia como um behaviorista a vê em 
1913, que visa a análise do comportamento associado aos 
estímulos ambientais;
Base histórica - Behaviorismo, com ênfase no “ismo”, não é o estudo científico 
do comportamento, mas uma filosofia da ciência preocupada 
com o tema e os métodos da Psicologia (Skinner, 1969/1980, p. 
339);
• Behavioristas acreditam que os comportamentos podem ser 
aprendidos por meio do condicionamento. Isto é, as condições 
ambientais têm influência direta no comportamento do indivíduo 
ou animal.
1. Ivan Pavlov (1849–1936):
○ Descobriu o condicionamento clássico enquanto 
estudava reflexos digestivos.
○ Exemplo: Um cão salivando ao ouvir o som de um sino 
associado à comida.
2. John B. Watson (1878–1958):
○ Fundador do Behaviorismo como ciência, promovendo o 
estudo dos comportamentos observáveis.
○ Condicionamento clássico: O "Pequeno Albert" mostra a 
indução de medo em uma criança diante de estímulos 
neutros.
3. Burrhus F. Skinner (1904–1990):
○ Desenvolveu o conceito de condicionamento operante, 
destacando manipuladores do ambiente (reforços e 
punições).
○ Criou a caixa de Skinner, usada para estudar 
comportamento operante em animais.
Behaviorismo Clássico
• Fundado por Watson, o behaviorismo clássico ou metodológico 
foi o ponto de partida da Psicologia Comportamental, com base 
nas teorias sobre condicionamento do fisiologista I. P. Pavlov;
• Se opôs à instrospecção e ao mentalismo, ou seja, descartou os 
estudos relacionados à mente, ao pensamento e aos 
sentimentos;
• Baseou-se na observação e experimentação ao defender que o 
comportamento pode ser previsto e controlado a partir de 
estímulos.
Experimento com o Bebê Albert (1920).
O experimento com o bebê Albert, de dez meses, que vivia em um orfanato e 
tinha um comportamento tranquilo, foi exposto a um rato branco e outros 
animais peludos, como um coelho e um cachorro, um algodão, lã, que a 
princípio não causava medo à criança. O teste prosseguiu, foi inserido um 
barulho muito alto com um martelo, assustando Albert e o fazendo chorar. 
Depois que esse procedimento foi repetido por várias vezes, o bebê começou a 
sentir medo do rato mesmo antes do som alto ser reproduzido. O bebê passou 
cerca de um ano sendo submetido a vários testes, associando os outros 
elementos que antes não lhe causava medo, ao estrondoso som produzido por 
Watson e sua assistente. No final dos experimentos, o bebê passou de muito tranquilo e calmo a um bebê com ansiedade e episódios de angústia. 
Isso mostrou que o bebê havia aprendido a associar a sua resposta, o medo que sentia e o choro provocado, a um outro estímulo que antes não lhe causava medo.
Behaviorismo radical 
• Epistemologia, Filosofia da Ciência ou Teoria do 
Conhecimento é o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e 
dos resultados das diversas ciências, com a finalidade de 
determinar seus fundamentos lógicos, seu valor e sua importância 
objetiva;
• A ciência busca explicar, prever e controlar fatos da natureza;
• Criada por Skinner, diz respeito à filosofia que fundamenta a 
Análise do Comportamento.
Influências
a. Operacionalismo: relação entre fatores (contingências);
b. Monismo: corpo e “mente” são indivisíveis, por isso fala-se em 
organismo;
c. Materialismo: a realidade e os estímulos captados pelos 
sentidos são físicos;
d. Fisiologia: experimentos Pavlov e J. B. Watson;
e. Positivismo (A. F. Comte): estudo do que é observável por duas 
ou mais pessoas;
f. CiênciasNaturais: rigor científico, Teoria da Evolução (Darwin) e 
testes com animais não humanos em laboratório;
g. Lei do Efeito (E. L. Thorndike): consiste na negação ou 
repetição de um mesmo comportamento mediante ao grau de 
agradabilidade da consequência;
h. Determinismo ambiental: comportamentos atuais foram 
aprendidos ao longo da história de interação entre o sujeito e o 
ambiente e poderão ocorrer também no futuro.
a. Os organismos agem sobre o mundo, o modificam e são 
modificados pelas consequências de suas ações (Skinner, 
1957/1978);
b. Estuda o comportamento de forma direta, com base no 
ambiente em que vive o sujeito e no condicionamento 
(aprendizagem);
c. Comportamento é toda interação entre o organismo e o 
ambiente, e estímulo é uma ação ou um agente do ambiente 
detectado por pelo menos um dos órgãos dos sentidos.
Premissas 
Behaviorismo radical
Skinner postula que o comportamento não é consequência do 
livre-arbítrio, mas das consequências dos próprios atos, sejam 
eles agradáveis ou desagradáveis: partindo da premissa que o 
indivíduo busca sobreviver, se proteger, se autorrealizar à medida 
que alcança o seu objetivo, o comportamento tende a se manter e 
repetir. Esse mecanismo de repetição é chamado de operante 
(Moreira & Medeiros, 2019).
A Análise do Comportamento desenvolveu-se como uma entre 
as abordagens da Psicologia capaz de orientar a atuação do 
psicólogo. Os métodos de trabalho na pesquisa caracterizam-se 
pela utilização conjunta dos seguintes aspectos quando o 
trabalho é de análise experimental:
A. Estudo intensivo do comportamento do indivíduo;
B. Controle estrito do ambiente experimental;
C. Uso de uma resposta repetitiva que produz pouco efeito 
imediato no ambiente;
D. Meios eficazes de controle do comportamento do sujeito;
E. Observação e registro contínuo do comportamento; 
F. Programação de estímulos e registro de eventos 
automáticos.
Método Experimental
• A AEC baseia-se sobretudo em experimentos empíricos, 
controlados e de alto rigor metodológico com animais não 
humanos e animais humanos, em que os resultados 
experimentais são diretamente aplicados a contextos não 
controláveis objetivamente, como acontece na maioria das 
formulações de estratégias terapêuticas;
• Único método científico capaz de identificar comportamentos, 
não sendo aplicável a ambientes não controláveis pelo(s) 
experimentador(res), como nos contextos clínico, escolar, 
hospitalar e organizacional:
Assim, a Análise do Comportamento implica determinar as 
características da ocasião em que o comportamento ocorre, 
identificar as propriedades públicas e privadas da ação e 
definir as mudanças produzidas pela emissão das respostas*, 
tanto no ambiente quanto no organismo (Skinner, 2006).
● A Análise do Comportamento (AC) é uma abordagem 
científica que sustenta todo um arcabouço teórico, sendo 
composta pela Análise Experimental do Comportamento 
(AEC), que investiga o comportamento de animais não 
humanos e humanos segundo a filosofia do behaviorismo 
radical, tendo na Análise do Comportamento Aplicada 
(ABA) a área responsável por prestar serviços mediante 
intervenções pontuais e realizar pesquisas com a população 
por meio de manipulação de variáveis.
ANÁLISE DO COMPORTAMENTO (AC)
1. BEHAVIORISMO RADICAL
2. ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO (AEC)
3. ANÁLISE DO COMPORTAMENTO APLICADA (ABA)
Conceitos Fundamentais
Organismo:
O organismo é entendido como um sistema biológico vivo e 
funcional que interage ativamente com o ambiente, sendo o 
sujeito que se comporta, é o palco onde ocorrem as interações, 
moldado pela sua história filogenética (espécie) e ontogenética 
(história de vida).
Agente do Comportamento: O organismo é o indivíduo que 
emite respostas (comportamento operante ou respondente) a 
partir de estímulos do ambiente.
O que é ambiente?
Conjunto de estímulos externos ao organismo que influenciam, 
direta ou indiretamente, suas ações e respostas 
comportamentais. Não é apenas o local físico, mas toda a 
situação contextual (antecedentes e consequências) que interage 
com o indivíduo, determinando ações, escolhas e o 
desenvolvimento da personalidade.
Compõem o ambiente os estímulos antecedentes: Eventos 
que ocorrem antes do comportamento e sinalizam as condições 
para a ação e os estímulos consequentes: Eventos que seguem 
a resposta, responsáveis por reforçar ou punir o comportamento.
Inclui tanto o ambiente físico (objetos, infraestrutura) quanto o 
ambiente social (pessoas, cultura, normas sociais).
Estímulos
Estímulo é qualquer fator, interno ou externo, capaz de provocar 
uma reação, resposta ou comportamento em um organismo, 
agindo como um incentivo ou impulso para ação.
Estímulo Externo: Sinais percebidos pelos sentidos, como luz, 
som ou toque.
Estímulo Interno: Fatores biológicos ou emocionais, como fome, 
sede ou pensamentos
Estímulo Neutro: Estímulo que não gera a resposta esperada 
inicialmente (ex: uma parede branca).
Estímulo Incondicionado: Estímulo natural que produz reflexo 
sem aprendizado prévio (ex: comida).
Respostas
O tipo mais simples de interação entre organismo e ambiente é 
quando uma alteração no ambiente produz uma alteração 
involuntária, automática no organismo.
Esse tipo de interação recebe o nome de REFLEXO
 Alterações no ambiente
Alterações no organismo
Reflexo.
Reflexo: 
Um reflexo nervoso é uma resposta rápida, automática e 
involuntária do sistema nervoso a um estímulo específico, eliciada 
em situações potencialmente perigosas ou perturbadoras e em 
situações prazerosas. 
Há dois tipos de reflexos:
Reflexos naturais, espontâneos e inatos, comuns a todas as 
pessoas, ditos reflexos incondicionados;
Reflexos adquiridos e aprendidos, ditos reflexos condicionados.
Ambos são meios de adaptação e defesa diante do ambiente ou 
modos de obter algum tipo de recompensa. 
Também chamados de comportamentos respondentes.
Por exemplo, a contração da pupila quando se projeta sobre ela 
um feixe de luz é um reflexo incondicionado; o sono, na hora 
dormir, ou a fome, na hora de nos alimentarmos, são, em grande 
parte, reflexos condicionados. 
Os reflexos incondicionados são os mesmos para todas as 
pessoas, mas os reflexos condicionados pode variar de uma 
pessoa para outra.
Reflexos Inatos
Reflexo primitivo (inato) é um comportamento que não precisou 
ser ensinado. Sendo um mix da genética e ambiente, são 
respostas automáticas e estereotipadas a um determinado 
estímulo externo.
Acender luz forte (Estímulo) → Contração da pupila (Resposta). 
(S → R). Quando falamos que é inato, quer dizer que esse reflexo 
acontecerá independente da vontade do sujeito, ou seja, como já 
dito, o Reflexo é a relação entre o estímulo e a sua resposta.
a. Ato reflexo de salivar: alimento–saliva;
b. Ato reflexo pupilar: intensidade da luz–contração pupilar;
c. Ato reflexo patelar: pancada no tendão–flexão da perna.
Estímulo - Resposta
O estímulo elicia uma resposta. 
Esta relação é unilateral: o organismo não afeta o ambiente, mas 
em lugar disso, é afetado por ele.
Leis do reflexo inato.
a. Limiar: valor mínimo para eliciar a resposta.
b. Intensidade-magnitude: proporcionalidade entre a intensidade 
do estímulo e a magnitude da resposta.
c. Latência: tempo entre a intensidade do estímulo e a magnitude 
da resposta, sendo o produto da segunda lei.
d. Habituação: um estímulo apresentado na mesma intensidade 
elicia uma diminuição na magnitude da resposta.
e. Potencialização ou Sensibilização: um estímulo apresentado 
na mesma intensidade elicia um aumento na magnitude 
da resposta.
Resumidamente:
● “Força do Reflexo”: quanto maior a intensidade do estímulo, 
maior a magnitude e a duraçãoe menor a latência. (e vice e 
versa)
● “Eliciações Sucessivas”: A partir do apresentar sucessivas 
vezes o mesmo estímulo
● Habituação: diminuição do responder
● Sensibilização: aumento do responder
Respostas Condicionadas
O reflexo condicionado é uma resposta automática e aprendida 
(fisiológica, motora ou emocional) desenvolvida através da 
associação repetida entre um estímulo neutro e um estímulo 
incondicionado (natural).
É uma forma de aprendizado associativo em que um estímulo 
inicialmente neutro passa a desencadear uma resposta reflexa, 
devido à associação repetida com um estímulo naturalmente 
desencadeador dessa resposta.
 
É crucial para a adaptação, permitindo que organismos antecipem 
eventos, como perigos ou recompensas. Influencia áreas como 
psicologia (tratamento de fobias), medicina e educação.
Exemplos: nossas reações físicas e emocionais ao ouvir uma 
música, como o coração acelerado ou o frio na barriga.
Condicionamento 
O condicionamento é o processo de aprendizagem e modificação 
de comportamento através de mecanismos estímulo-resposta 
sobre o sistema nervoso central do indivíduo.
Corresponde a um tipo de memória implícita chamada 
"associativa".
Condicionado= aprendido
Condicionamento = =
aprendizagem por experiência
Tenha sempre em mente que o termo técnico condicionado, em Análise do Comportamento, significa apenas aprendido. Da mesma forma, o termo técnico condicionamento significa apenas aprendizagem por experiência. É importante lembrar também que reflexos, e não as pessoas, são condicionados.
Condicionamento Clássico 
O condicionamento clássico consiste na associação de um 
estímulo inicialmente neutro com um estímulo significativo 
gerando uma resposta associada à esse estímulo.
Para isso, é necessário a presença de um estímulo 
incondicionado que elicie determinada resposta, para que este 
seja associado ao estímulo neutro o tornado condicionado e 
eliciando a mesma resposta.
Experiência do cão de Pavlov
a. Estímulo Incondicionado: alimento.
b. Resposta Incondicionada: saliva.
c. Estímulo Condicionado: som (ação, agente ou 
evento ambiental inicialmente neutro).
d. Resposta Condicionada: saliva.
Condicionamento Clássico 
O condicionamento clássico consiste na associação de um 
estímulo inicialmente neutro com um estímulo significativo 
gerando uma resposta associada à esse estímulo.
Para isso, é necessário a presença de um estímulo 
incondicionado que elicie determinada resposta, para que este 
seja associado ao estímulo neutro o tornado condicionado e 
eliciando a mesma resposta.
Experiência do cão de Pavlov
a. Estímulo Incondicionado: alimento.
b. Resposta Incondicionada: saliva.
c. Estímulo Condicionado: som (ação, agente ou 
evento ambiental inicialmente neutro).
d. Resposta Condicionada: saliva. 
Condicionamento Clássico
Nomenclatura do condicionamento respondente: Sigla
Estímulo incondicional (unconditional stimulus) US/SI
Resposta incondicional (unconditional response) UR/RI
Estímulo condicional (conditional stimulus) CS/SC
Resposta condicional (conditional response) CR/RC
** Na literatura também pode aparecer a nomenclatura incondicionado e condicionado (unconditioned/ conditioned)
Paradigma do Condicionamento Clássico.
O Condicionamento Clássico é o aprendizado por associação. Um estímulo que antes não significava nada passa a provocar uma resposta automática após ser repetidamente associado a um estímulo natural.
Aqui está o resumo objetivo de cada elemento usando o exemplo clássico do cão e da sineta:
· EI (Estímulo Incondicionado): O gatilho natural e biológico.
· Exemplo: A comida (provoca o reflexo natural).
· RI (Resposta Incondicionada): A reação natural e involuntária ao EI.
· Exemplo: Salivar ao ver a comida.
· EN (Estímulo Neutro): O estímulo que, no início, não gera nenhuma reação.
· Exemplo: O som da sineta.
· EC (Estímulo Condicionado): É o antigo Estímulo Neutro (sineta) após ser associado ao EI (comida) e passar a provocar a resposta sozinho.
· Exemplo: O som da sineta sinalizando que a comida vem aí.
· RC (Resposta Condicionada): A resposta aprendida, que agora é disparada pelo EC.
· Exemplo: Salivar apenas ao ouvir a sineta.
A Fórmula do Processo
1. Antes: EI = (Comida) RI (Salivar)
2. Treino: EM (sineta) + EI (comida) = RI (Salivar)
3. Depois: EC (Sineta) = RC (Salivar)
Comportamento Operante
“O comportamento operante é alterado pela consequência que 
segue a ação, sendo esta a chave para a modificação do 
comportamento.”
 B. F. Skinner (1938)
Comportamento: Qualquer interação entre o organismo e o 
ambiente.
Reflexos/Respostas também são comportamentos, são 
comportamentos respondentes.
Comportamento Operante: Ação voluntária e deliberada realizada 
pelo organismo.
O comportamento operante é controlado por suas consequências 
e ocorre de forma voluntária. Ele é aprendido e alterado com base 
nos efeitos que produz no ambiente.
Sendo um "organismo vivo", ele está em constante mudança, com 
seu comportamento sendo alterado por consequências 
(reforçamento/punição) e estímulos. 
Exemplo: Estudar para tirar boas notas ou obedecer o chefe para 
não ser repreendido.
A Caixa de Skinner, também chamada de 
câmara de condicionamento operante, consiste 
em uma ferramenta fundamental para o estudo 
do comportamento e aprendizado animal, 
desenvolvido por ele.
Trata-se de uma estrutura fechada, com paredes 
suaves e um piso de grade metálica onde 
passam correntes elétricas. No seu interior, 
possui uma alavanca, uma pequena barra que 
pode ser pressionada pela pata ou pelo bico do 
animal, um comedouro, um recipiente que solta 
alimento ao ser ativado por um mecanismo 
específico, luzes, uma lâmpada verde e uma 
vermelha que podem ser ligadas ou desligadas e 
um alto-falante que emite sons de diferentes 
intensidades e tons.
S→ R → C
 Onde S é o estímulo;
 R é a resposta operante;
 C a consequência atuando sobre a relação estímulo resposta.
 Essa relação de dependência entre os termos recebe o nome de contingência.
Tríplice Contingência
É a relação de dependência entre eventos, especificamente entre 
um Estímulo, uma Resposta e uma Consequência (a relação 
S-R-C), onde a consequência altera a probabilidade de a resposta 
ocorrer novamente em situações semelhantes, sendo 
fundamental para entender como o ambiente molda o 
comportamento.
● Estímulo Antecedente : O que ocorre antes do 
comportamento e sinaliza a ocasião para ele (ex: o sinal 
vermelho no trânsito).
● Comportamento/Resposta : A ação ou comportamento do 
indivíduo (ex: frear o carro).
● Consequência: O que acontece depois do comportamento, 
podendo reforçá-lo (aumentar a chance de ocorrer) ou puni-lo 
(diminuir a chance) (ex: evitar uma multa).
Reforçamento
➔ O que é reforçamento? 
É o processo no qual uma consequência que se segue a um 
comportamento aumenta a probabilidade de esse 
comportamento ocorrer novamente no futuro.
É um mecanismo fundamental de aprendizado, operando pelo 
aumento da frequência de respostas desejadas através da 
adição ou remoção de estímulos.
O procedimento de reforçamento pode ser:
Reforçamento Positivo; Adição de um estímulo com 
consequência agradável para aumento ou manutenção 
da emissão da resposta.
Reforçamento Positivo
Em outras palavras, reforçamento positivo significa um 
fortalecimento do comportamento, ou seja, um aumento na 
frequência da resposta a partir do acréscimo do estímulo 
reforçador.
Ex: Uma criança chora para receber atenção dos pais.
Sujeito: Uma criança
Comportamento: Chorar
Consequência: receber atenção dos pais
Procedimento: reforçamento positivo.
Tipo de estímulo: estímulo reforçador.
Reforçamento Negativo
Reforçamento negativo significaum fortalecimento do 
comportamento, ou seja, um aumento na frequência da resposta 
a partir da remoção do estímulo aversivo.
A consequência é agradável ao sujeito pela retirada de um 
estímulo aversivo.
Ex: Felipe sai da sala quando o colega inconveniente levanta a 
mão para participar da aula.
Inclui comportamentos de fuga (remover um estímulo aversivo já 
presente) e esquiva (evitar que o estímulo aversivo apareça).
Assim, no reforçamento negativo, o comportamento sempre é 
realizado por meio de fuga ou esquiva.
Fuga e Esquiva
Fuga
O sujeito entra em contato direto com o estímulo aversivo e busca 
eliminá-lo do ambiente para interromper a interação.
Ex.: Victória foi a um show com os amigos, mas imediatamente 
deixou o local ao encontrar o ex-namorado.
Esquiva
O sujeito se previne para adiar ou para não entrar em contato 
direto com o estímulo aversivo. 
Ex.: Victória preferiu ficar em casa no dia de uma festa entre 
amigos para evitar encontrar o ex-namorado.
Reforçamento negativo
Priscila retirou o par de tênis que a incomodava.
Sujeito: Priscila
Comportamento: retirar o tênis
Consequência: acabar com o incômodo.
Procedimento: reforçamento negativo por fuga.
Tipo de estímulo: estímulo aversivo.
Condicionamento Clássico II - Punição
CONDICIONAMENTO OPERANTE:
PROCEDIMENTOS.
Assim como no condicionamento clássico, o condicionamento 
operante também possui contingências, sendo nesse processo 
de aprendizagem representada pelo paradigma estímulo 
antecedente – comportamento → consequência.
Há quatro procedimentos operantes que descrevem 
contingências:
• Reforçamento positivo;
• Reforçamento negativo por fuga ou esquiva;
• Punição positiva;
• Punição negativa.
consequências 
agradáveis ao 
sujeito.
consequências 
desagradáveis ao 
sujeito.
Contingências - Triplice
• Para analisar o comportamento operante considera-se a tríplice 
contingência (ou contingência de três termos), que é a relação 
de interdependência entre estímulo antecedente, 
comportamento e consequência:
Estímulo antecedente Comportamento Consequência
 (evoca) (provoca.
Reforçamento
● O termo “reforçamento” é utilizado porque a consequência resulta 
no aumento ou na manutenção da probabilidade do 
comportamento reforçado ocorrer novamente:
● No procedimento de reforçamento a consequência é agradável 
ao sujeito.
REFORÇAMENTO POSITIVO: A consequência é agradável ao 
sujeito pelo acréscimo do estímulo reforçador.
REFORÇAMENTO NEGATIVO: A consequência é agradável ao 
sujeito pela remoção do estímulo aversivo por:
a. Fuga : O sujeito entra em contato direto com o estímulo aversivo e 
busca eliminá-lo do ambiente para interromper a interação
b. Esquiva: O sujeito se previne para adiar ou para não entrar em 
contato direto com o estímulo aversivo.
Armadilhas do
 Reforçador
Referem-se aos estímulos reforçadores que no momento 
presente são prazerosos, mas que a médio ou a longo prazo 
provocam efeitos nocivos ao sujeito, como, por exemplo:
• as substâncias químicas;
• o vício por apostas e jogos;
• as compulsões alimentares;
• se relacionar com colega de trabalho;
• estudar e/ou trabalhar ininterruptamente.
Punição
● O termo “punição” é utilizado porque a consequência resulta na 
redução ou na supressão temporária da probabilidade do 
comportamento punido ocorrer novamente.
● No procedimento da punição a consequência é desagradável ao 
sujeito.
Ponição positiva
● A consequência é desagradável ao sujeito pela apresentação do 
estímulo aversivo.
● Um comportamento punido positivamente refere-se à ação 
consequenciada pela introdução do estímulo aversivo no 
ambiente, sendo algo incômodo ou ruim para o sujeito: animais, 
brinquedos, comidas, lugares, objetos, pessoas e situações;
● Em outras palavras, punição positiva significa um 
enfraquecimento do comportamento, ou seja, uma diminuição 
na frequência da resposta a partir do acréscimo do estímulo 
aversivo.
Uma criança recebeu broncas dos pais por jogar bola dentro de 
casa.
Sujeito: criança.
Estímulo antecedente: bola.
Comportamento: jogar bola.
Consequência: broncas dos pais.
Procedimento: punição positiva.
Tipo de estímulo: estímulo aversivo.
A paciente de um clínico analítico-comportamental relatou ter ido a 
um restaurante com os novos colegas de trabalho e encontrado o 
ex-chefe, mas devido às companhias não se sentiu confortável o 
suficiente para deixar o ambiente.
Sujeito: paciente.
Estímulo antecedente: ex-chefe.
Comportamento: foi a um restaurante com os novos colegas de 
trabalho.
Consequência: encontrou o ex-chefe.
Procedimento: punição positiva.
Tipo de estímulo: estímulo aversivo.
Punição Negativa
● A consequência é desagradável ao sujeito pela remoção do 
estímulo reforçador.
● Um comportamento punido negativamente refere-se à ação 
consequenciada pela remoção do estímulo reforçador do 
ambiente, sendo algo bom ou interesante para o sujeito: animais, 
brinquedos, comidas, lugares, objetos, pessoas e situações;
● Em outras palavras, punição negativa significa um 
enfraquecimento do comportamento, ou seja, uma diminuição 
na frequência da resposta a partir da subtração do estímulo 
reforçador.
A turma de Análise Experimental do Comportamento do período 
noturno deixará de realizar os TEAs com o auxílio da professora 
Andreia devido à bagunça, às conversas e a falta de engajamento 
durante as aulas.
Sujeito: turma de AEC do período noturno.
Estímulo antecedente: aulas de AEC.
Comportamento: bagunça, conversas e falta de engajamento 
durante as aulas.
Consequência: deixar de realizar os TEAs com o auxílio da professora 
Andreia.
Procedimento: punição negativa.
Tipo de estímulo: estímulo reforçador.
Punição: 
Vantagens e Desvantagens
➔ Porquês da utilização da punição:
• praticidade a quem pune;
• diminuição abrupta da frequência da resposta de quem é punido;
• e o punidor geralmente não é responsabilizado pelas 
consequências produzidas.
➔ Entre os efeitos colaterais mais frequentes do uso da punição 
estão:
• eliciação de respondentes intensos ao sujeito punido, como 
ansiedade, medo e raiva;
• tendência à recorrência do comportamento punido;
• supressão de outros comportamentos além do punido;
• e tendência ao contracontrole.
Punição: 
 Contracontrole
O contracontrole é uma estratégia do organismo punido para 
livrar-se da punição.
“O primeiro passo no contracontrole de uma agência poderosa é o 
aumento da força do controlado. Se não se pode fazer com que a 
agência governante entenda o valor do indivíduo para ela própria, 
deve-se fazer com que o próprio indivíduo compreenda (e exerça) 
seu poder.” (SKINNER, 1953)
** SKINNER, B. F. Walden II: uma sociedade do futuro. Tradução: 
Rachel Moreno e Nelson Raul Saraiva.
Revisão I
A análise experimental do comportamento é uma maneira de 
estudar o comportamento, origina-se de uma posição 
behaviorista radical assumida por Skinner.
Os behavioristas acreditam que os comportamentos podem 
ser aprendidos por meio do condicionamento. Isto é, as 
condições do ambiente têm influência direta no 
comportamento do indivíduo ou animal.
ambiente Todo conjunto de eventos que afetam e são 
afetados pelo comportamento dos organismos.(Para Skinner, o 
ambiente inclui não só o local com o qual o sujeito interage, 
mas também todos os objetos e seres vivos incluídos nessa 
interação e o próprio organismo, que nesse caso é chamado de 
ambiente interno).
➢ Estímulo é qualquer evento ou condição que afeta o 
comportamento/resposta de uma pessoa, seja ele interno ou 
externo. São classificados como incondicionados, neutros e 
condicionados.
Respostas são reações/comportamentos que os organismos 
expressam. Podem ser respostas reflexas; que são o tipo mais 
simples de interação com o ambiente, são vindas do organismo 
de forma autônomae involuntária. Podendo ser inatas, ou seja, 
àquelas inerentes da espécie, ou aprendidas (condicionadas) a 
partir da vivência do indivíduo.
Ex de respostas inatas: contração da pupila diante de feixe de 
luz nos olhos, salivação, fome diante de alimentos, ansiedade 
diante eventos estressantes, medo diante de escuro .
Ex de respostas aprendidas; medo de barata, salivação, 
fome ao meio dia.
Respostas Reflexas possuem “leis” que as regem, são elas:
Limiar; Diz respeito ao ponto mínimo necessário de força ou 
intensidade de apresentação de um estímulo para que esse 
seja percebido e elicie então uma
resposta.
Ex: Para que um sabor seja percebido e elicie 
resposta(perceber se é doce ou
azedo) é necessário um mínimo de intensidade desse sabor, 
ou para que a pupila contraia é necessário uma 
intensidade mínima de luz.
Magnitude; Trata-se da relação entre a força e intensidade 
de um estímulo e a proporção da resposta.
Ex: Quanto maior o calor mais você sua. Quanto mais eu 
baixo a temperatura de um ambiente mais rápido você para 
de suar.
Latência: É o tempo entre a apresentação de um estímulo e a 
resposta.
Ex: Ao entrar em uma sala com 5 graus de temperatura 
você levou 3 minutos para arrepiar de frio.
Sensibilização; Diz respeito ao aumento da resposta diante 
do estímulo.
Ex: Conforme eu subo mais meu coração acelera e minhas 
mãos suam.
Habituação: Diminuição da resposta diante a exposição ao 
estímulo.
Ex: Ao acender a luz a pupila contrai, após alguns 
segundos ela vai dilatando naturalmente pois 
houve habituação ao estímulo.
Condicionamento é o nome dado ao processo de 
aprendizagem. Chamado de condicionamento Respondente, 
Reflexo, Clássico ou Pavloviano quando faz emparelhamento 
de um estímulo neutro, com um estímulo incondicionado
eliciando uma resposta condicionada.
Ex: Um garoto ao entrar em uma cachoeira fica arrepiado 
devido a temperatura fria da água, após isso acontecer 
algumas vezes consecutivas basta o garoto ver uma cachoeira 
e se arrepia.
Estímulo Incondicionado: evento que não depende de 
aprendizagem para eliciar determinada resposta reflexa.
Resposta Incondicionada: resposta orgânica, autônoma e 
involuntária que não depende de aprendizagem.
Estímulo Condicionado: Necessário ser associado, 
emparelhado, pareado ao estímulo incondicionada para 
eliciar(provocar) a mesma resposta: 
Resposta Condicionada: Resposta acontece a 
partir da associação ao estímulo eliciador incondicionado.
Paradigma respondente: S —> R
Relação entre Estimulo que elicia Resposta
Paradigma do condicionamento clássico, também conhecido 
como Pavloviano: descreve como um estímulo neutro, 
repetidamente associado a um estímulo incondicionado (que 
naturalmente causa uma resposta), passa a elicitar uma resposta 
semelhante, que é a resposta condicionada. 
Sn Si —> Ri
 Sc —> Rc
Ao falarmos de condicionamento é necessário considerarmos 
a relação de dependência entre os termos analisados, essa 
relação recebe o nome de contingências.
Ex: Eu preciso de um estímulo eliciador que elicia 
determinada resposta, para que isso ocorra ele precisa 
atingir um limiar, assim, “SE” o sabor for ácido suficiente
“ENTÃO” eu sentirei a acidez na língua.
Generalização respondente: Conceito onde um organismo 
passa a emitir uma resposta condicionada (emocional ou 
reflexa) diante de estímulos semelhantes ao estímulo 
condicionado original, ou seja, é a tendência de responder da 
mesma forma a estímulos diferentes, porém parecidos com o 
estímulo original. 
Ex: Uma pessoa com fobia de cães grandes (estímulo 
condicionado) pode sentir medo de cães pequenos ou de 
pelúcia (generalização).
Generalização respondente: Conceito onde um organismo 
passa a emitir uma resposta condicionada (emocional ou 
reflexa) diante de estímulos semelhantes ao estímulo 
condicionado original, ou seja, é a tendência de responder da 
mesma forma a estímulos diferentes, porém parecidos com o 
estímulo original. 
Ex: Uma pessoa com fobia de cães grandes (estímulo 
condicionado) pode sentir medo de cães pequenos ou de 
pelúcia (generalização).
Comportamento Operante: Comportamento Voluntário que 
opera nas contingências. Não é produto do estímulo que o 
antecede. É seguido de consequência.
Os comportamentos operantes são controlados pelos 
estímulos consequentes(consequências).
Contingências: Relação de dependência entre os termos.
Vamos estudar a triplice contingência(três termos); relação 
entre os estímulos antecedentes, o comportamento e os 
estímulos consequentes(consequências).
Condicionamento Operante: S→ R → C
Onde S é o estímulo, R é a resposta operante e C a 
consequência atuando sobre a relação estímulo resposta. 
Em suma, o condicionamento operante busca 
prever/controlar comportamentos utilizando procedimentos 
para aumento ou diminuição da frequência desses através de 
consequências.
Para isso, utiliza quatro procedimentos:
Reforçamentos, para aumento da frequência de respostas;
Sendo positivo quando um reforçador é inserido como 
consequência agradável e negativo quando um estímulo 
aversivo é retirado como consequência agradável. 
Os reforços podem ser naturais; resultado direto da resposta 
emitida(intrínseco) ou arbitrário(extrínseco); fornecido pelo 
ambiente. 
Reforços podem apresentar armadilhas, serem nocivos
à médio/longo prazo.
Punições, para diminuição da frequência de respostas;
Sendo positiva quando um estímulo aversivo é inserido 
como consequência desagradável e negativa quando um 
estímulo reforçador é retirado como consequência 
desagradável. 
Punições são mais práticas de serem aplicadas, mas geram 
consequências emocionais como ansiedade, medo e raiva e 
levam ao contracontrole.
O contracontrole é uma estratégia do organismo punido para 
livrar-se da punição.
Reforçamento = 
Consequência agradável
Punição = Consequência 
desagradável
Reforçamento Positivo = 
Adicionar estímulo reforçador
Reforçamento Negativo = 
Retirar estímulo aversivo
Por fuga; estar diante de um 
estímulo aversivo e se retirar.
Por esquiva; evitar entrar em 
contato com o estímulo 
aversivo 
Punição Positiva = Adicionar 
estímulo aversivo
Punição Negativa = Retirar 
estímulo reforçador
Reforços, Extinção Operante, Resistência e Desamparo Aprendido
Reforçadores naturais e arbitrários
Reforço natural (Intrínseco): A consequência é o resultado natural 
da resposta emitida.
○ Exemplos: Ler um livro e adquirir conhecimento, tocar um 
instrumento e ouvir a música, treinar um esporte e melhorar a 
saúde.
○ Vantagens: Fortalece uma ampla classe de respostas, promove 
a autonomia e é mais sustentável a longo prazo.
Reforço Arbitrário (Artificial/Extrínseco): Consequências planejadas 
ou mediadas por outra pessoa, não sendo um produto direto do 
comportamento.
○ Exemplos: Receber elogios, ganhar um brinquedo, ganhar uma 
nota alta, receber um prêmio em dinheiro.
○ Vantagens/Desvantagens: Útil para comportamentos que não 
têm consequências naturais imediatas ou para crianças que 
ainda não valorizam reforços sociais (comum no TEA). No 
entanto, pode criar dependência do mediador e limitar o 
comportamento àquela situação.
Contexto na Aplicação da Análise do coportamento:
● Controle Social: Reforçadores sociais (atenção, abraço, elogio) 
muitas vezes funcionam como uma ponte entre o arbitrário e 
o natural.
● Educação/Terapia: O ideal é planejar a transição de 
reforçadores arbitrários para naturais para garantir que o 
comportamento seja mantido pelo ambiente, e não apenas 
quando houver alguém controlando.
Extinção Operante
A extinção operante é a interrupção da consequência que 
mantinha o comportamento (ex: parar de dar atenção a um grito 
que antes era atendido).
O comportamento não desaparece imediatamente; ele pode 
aumentarde intensidade ou frequência no início (surto de 
extinção) antes de diminuir.
Pode gerar respostas emocionais, como frustração, raiva ou choro, 
e aumento da variabilidade comportamental.
Exemplo: Uma criança chora para ganhar um doce (reforço). Se os 
pais pararem de dar o doce (extinção), após um tempo de choro 
intenso, ela parará de chorar, pois o comportamento não produz 
mais o resultado esperado.
Resistência a Extinção Operante
A resistência à extinção refere-se à persistência de um 
comportamento diante da suspensão do reforço. Quanto maior a 
resistência, mais tempo (ou mais respostas) o organismo emite o 
comportamento antes de extingui-lo. Esse fenômeno é 
diretamente influenciado pelo histórico de reforçamento.
Principais Fatores e Características:
Histórico de Reforçamento: Comportamentos reforçados por 
longos períodos ou muitas vezes são mais resistentes à extinção.
Esquema de Reforço Intermitente: Comportamentos que não são 
reforçados todas as vezes (reforçamento parcial) demoram mais 
para sumir do que aqueles com reforço contínuo.
Custo da Resposta: Comportamentos que exigem muito esforço 
(alto custo) tendem a desaparecer mais rápido.
Exemplo Prático:
O jogo patológico é um dos exemplos mais ilustrativos de 
resistência à extinção em seres humanos. Máquinas caça-níqueis 
operam em esquema de razão variável: o reforço (ganhar 
dinheiro) é liberado após um número imprevisível de respostas 
(apostas).
Segundo os princípios de Moreira e Medeiros, isso explica por que 
o comportamento de jogar persiste mesmo após longas 
sequências de perdas: o histórico de reforçamento intermitente 
torna esse comportamento extremamente resistente à extinção.
❏ O mesmo princípio se aplica ao comportamento de verificar o 
celular repetidamente — as notificações chegam em 
intervalos imprevisíveis, criando um padrão de alta resistência.
Desamparo Aprendido
O desamparo aprendido é um fenômeno psicológico onde 
indivíduos, após repetidas experiências com situações aversivas 
incontroláveis, passam a acreditar que não têm controle sobre seu 
destino. 
Estudado por Martin Seligman, o conceito surgiu de estudos com 
animais submetidos a choques incontroláveis, que depois não 
tentavam fugir mesmo em situações evitáveis. Esse estado leva à 
passividade, desistência e baixa autoestima, mesmo quando a 
fuga ou mudança é possível.
O Experimento de Seligman (1967)
Nesse experimento, cachorros foram 
distribuídos em duas alas e os 
experimentadores observaram que: ao 
apresentarem choques elétricos em um dos 
compartimentos (punição positiva), os cães 
pulavam para a outra divisória (reforçamento 
negativo por fuga).
Entretanto, quando os pesquisadores 
passaram a apresentar cargas elétricas em 
ambas repartições, em determinado 
momento os animais paralisaram devido à 
impossibilidade de diminuir, evitar ou 
remover as consequências desagradáveis 
provocadas pelas cargas.
Desamparo Aprendido
Pesquisas posteriores passaram a indicar que há uma tendência 
dos organismos animais não humanos e também humanos de não 
reagirem diante de eventos aversivos intensos que a princípio 
sejam incontroláveis ou inalteráveis;
Pessoas que vivenciam traumas, abusos ou falhas repetidas (como 
desemprego crônico ou pobreza) podem desenvolver essa inércia. 
Inclui desesperança, desmotivação, humor negativo, ansiedade e 
depressão.
O desamparo aprendido tornou-se uma das explicações para 
quadros ansiosos, depressivos e de inabilidade social: frente a 
estímulos aversivos que pareçam inevitáveis (como ambientes 
específicos, dores, traumas, etc), o sujeito tende a não emitir 
ações que proporcionem reforçamento negativo por fuga e/ou 
esquiva, ou seja, se avalia como incapaz e/ou paralisa perante o 
evento estressor ou antes mesmo de entrar em contato com ele. 
É visto como um modelo para entender a depressão, indicando 
que a inatividade não é preguiça, mas um comportamento 
"aprendido" de que tentativas de mudança são inúteis.
Pode ser desaprendido através de terapia, que ajuda a 
reestruturar crenças de impotência e reforçar a autoeficácia.
Efeitos do Desamparo Aprendido
Moreira e Medeiros destacam que o desamparo aprendido produz 
três categorias principais de déficits, com profundas implicações 
clínicas e educacionais.
Déficit Motivacional= Redução na iniciativa 
comportamental. O 
organismo não inicia 
respostas de 
enfrentamento, mesmo 
quando há oportunidade 
real de controle. 
Associado à apatia e à 
inação observadas em 
quadros depressivos.
Déficit Cognitivo = Dificuldade em aprender 
novas contingências de 
controle. Mesmo quando 
o ambiente muda e o 
controle se torna possível, 
o organismo tem 
dificuldade em perceber e 
aprender essa nova 
relação.
Déficit Emocional = Surgimento de reações 
emocionais negativas 
como ansiedade, medo e 
estado análogo à 
depressão. Seligman 
propôs o desamparo 
aprendido como modelo 
animal para compreender 
a depressão humana.
Na prática
Alunos que fracassam repetidamente em 
tarefas escolares, independentemente de 
seu esforço, podem desenvolver 
desamparo aprendido: passam a acreditar 
que estudar não adianta e deixam de 
tentar. Professores devem garantir 
contingências claras e alcançáveis.
Trabalhadores em ambientes onde seus 
esforços não resultam em recompensas ou 
reconhecimento previsíveis podem 
desenvolver baixo engajamento e 
produtividade, caracterizando o 
desamparo aprendido no mundo do trabalho.
Controle de Estímulos
Controle de Estímulos
O comportamento não ocorre no vácuo — ele é moldado pelo 
contexto ambiental. Vamos explorar como estímulos 
antecedentes influenciam a probabilidade de uma resposta 
ocorrer, um fenômeno central para compreender o 
comportamento humano e animal.
O Estímulo Discriminativo (Sd) é qualquer estímulo antecedente 
cuja presença indica que determinado comportamento será 
seguido de reforço. O Sd não provoca a resposta diretamente — 
ele sinaliza que o reforço está disponível, aumentando a 
probabilidade da resposta ocorrer.
Exemplo: O toque do celular (Sd) sinaliza que verificar o aparelho 
pode trazer uma mensagem reforçadora — uma notícia 
importante ou contato social.
O Estímulo Delta (SΔ) é o estímulo antecedente na presença do 
qual a resposta não é reforçada. Ele sinaliza que o reforço não está 
disponível naquele momento, diminuindo a probabilidade da 
resposta ocorrer.
● Funciona em oposição ao Sd
● Resulta da história de extinção na sua presença
● Essencial para o desenvolvimento da discriminação
● Reduz comportamentos desnecessários e ineficientes.
Exemplo:
Sinal Vermelho
Na condução, o semáforo vermelho é SΔ para avançar — o 
comportamento não será reforçado (chegada rápida), mas será 
punido.
Porta Fechada.
A porta fechada do consultório é SΔ para entrar — o cliente 
aprende que bater (Sd) é o comportamento a emitir.
Sd vs. SΔ: 
A Relação Fundamental
A distinção entre Sd e SΔ é a base do Controle de Estímulos. 
Juntos, eles definem quando um comportamento é e quando não 
é apropriado ao contexto.
O Controle de Estímulos existe quando a probabilidade, 
frequência, duração ou topografia de uma resposta é influenciada 
pela presença ou ausência de um estímulo antecedente. É o 
resultado de uma história de vida individual.
Controle de Estímulos
O Controle de Estímulos se desenvolve por meio de respostas 
reforçadas na presença do Sd e extintas na presença do SΔ, até 
que o estímulo passe a "controlar" o comportamento.
Aplicação Clínica: Em ABA, o controle de estímulos é manipulado 
para ensinar habilidades, reduzir comportamentos 
inadequados e promover independência funcional.
A Generalização de Estímulos ocorre quando um organismoemite 
a mesma resposta na presença de estímulos semelhantes ao Sd 
original, mesmo sem ter sido reforçado naqueles contextos. 
Quanto maior a semelhança com o Sd, maior a tendência à 
generalização.
O gradiente de generalização demonstra que a força da resposta 
diminui progressivamente à medida que o novo estímulo se afasta 
das propriedades do Sd original. Isso é fundamental para 
compreender tanto aprendizados adaptativos quanto respostas de 
ansiedade generalizada.
Generalização: 
 Exemplos Práticos
Intervenção com Autismo: Uma criança aprende a cumprimentar 
com "Bom dia" na terapia. A generalização ocorre quando ela 
reproduz esse comportamento na escola e em casa — objetivo 
central das intervenções em ABA.
Ansiedade Generalizada: Uma pessoa que sofreu um susto em 
elevador pode generalizar o medo a outros espaços fechados 
(metrô, salas pequenas). A generalização aqui representa um 
problema clínico a ser trabalhado.
Discriminação de Estímulos
A Discriminação de Estímulos é o processo inverso à 
generalização. Ocorre quando o organismo aprende a responder 
de forma diferente a estímulos distintos — emitindo a resposta na 
presença do Sd e suprimindo-a na presença do SΔ. É resultado do 
treino de discriminação.
Treino de Discriminação: Procedimento no qual a resposta é 
reforçada na presença do Sd e extinta (ou punida) na presença do 
SΔ, até que o controle discriminativo seja estabelecido.
● Discriminação simples: dois estímulos (Sd e SΔ)
● Discriminação condicional: contexto determina qual é Sd
● Matching-to-sample: comparação de estímulos
Exemplos Clínicos
Controle de impulsos: aprender a falar em momentos 
apropriados (aula) vs. inapropriados (silêncio)
Habilidades sociais: identificar quando pedir ajuda vs. tentar 
sozinho
Regulação emocional: reconhecer situações que pedem 
diferentes estratégias de enfrentamento
Leitura e escrita: discriminar letras e fonemas semelhantes (b/d, 
p/q).
Generalização e discriminação são fenômenos complementares e 
opostos que coexistem na aprendizagem. O equilíbrio entre 
ambos é fundamental para o comportamento adaptativo.
- Princípio Clínico: Em muitas intervenções, o terapeuta 
promove deliberadamente a generalização de 
comportamentos adaptativos e a discriminação de 
comportamentos-problema — sempre manipulando os 
estímulos antecedentes e consequentes do ambiente.
Reforçamento Diferencial
O reforçamento diferencial é uma estratégia comportamental em 
que o reforçador é entregue somente quando determinado 
comportamento (ou ausência dele) ocorre, enquanto outros 
comportamentos são extintos ou ignorados.
Por que utilizamos?
Essa técnica é fundamental para reduzir comportamentos 
indesejados sem recorrer à punição, promovendo comportamentos 
alternativos, incompatíveis ou mais adequados à situação clínica ou 
educacional.
DRO - Reforçamento Diferencial 
de Outros Comportamentos
No DRO (Differential Reinforcement of Other Behavior), o 
reforçador é apresentado após um intervalo de tempo em que o 
comportamento-alvo(comportamento que desejamos extinguir) 
não ocorreu. Não importa qual comportamento a pessoa emite — 
desde que não seja o comportamento problemático.
 
 
DRO: Como Funciona na Prática?
1 Defina o comportamento-alvo
Identifique claramente o comportamento que deseja reduzir, como autolesão, birras cu gritos em sala de aula,
2 Estabeleca o intervalo
Determine um perioda (ex.: 5 minutos) durante o qua o comportamento-aivo não deve ocorre para que o reforça saja entregue
3 Entregue o reforço
Se s intervalo transcorrar sem a omissás do comportamento grobemático, a reforçador e apresentado imediatamente
4 Aumente progressivamente
A medida que o cliente avança, armpir gradualmente os Intervalos cara proniover manutenção a longo prazo.
DRA - Reforçamento Diferencial 
de Comportamento Alternativo
No DRA (Differential Reinforcement of Alternative Behavior), o 
reforço é entregue quando o indivíduo emite um comportamento 
alternativo ao comportamento-problema — geralmente um 
comportamento que serve à mesma função, mas de forma 
socialmente adequada.
A lógica é simples: se o comportamento alternativo "funciona" 
para obter o mesmo reforçador, a motivação para emitir o 
comportamento problemático diminui naturalmente.
Ex: Aluno ser respondido somente após levantar a mão antes de 
participar da aula ou fazer uma pergunta.
DRI - Reforçamento Diferencial 
de Comportamento Incompatível
O DRI (Differential Reinforcement of Incompatible Behavior) é um 
subtipo do DRA em que o comportamento reforçado é fisicamente 
incompatível com o comportamento-problema — ou seja, os dois 
não podem ocorrer ao mesmo tempo.
Exemplo: Criança grita para obter atenção - DRI - É reforçada 
quando fala baixo 
Gritar e falar baixo ao mesmo tempo é impossível.
DRL - Reforçamento Diferencial 
 de Baixa TaxaNo DRL (Differential Reinforcement of Low Rates), o objetivo não 
é eliminar o comportamento, mas sim reduzir sua frequência a 
um nível aceitável. O reforço é entregue apenas quando o 
comportamento ocorre com menor frequência do que um critério 
estabelecido.
Quando é indicado?
O DRL é ideal para comportamentos que são aceitáveis em baixa 
frequência, mas problemáticos quando ocorrem em excesso:
Perguntar repetidamente durante uma aula
Levantar da cadeira durante atividades
Verificar o celular durante o trabalho
Comer petiscos ao longo do dia.
DRH -Reforçamento Diferencial 
 de Alta TaxaNo DRH (Differential Reinforcement of High Rates), o reforço é 
entregue quando o comportamento ocorre com frequência igual 
ou maior do que um critério pré-estabelecido. O objetivo é 
aumentar a ocorrência de comportamentos desejáveis.
Aumentar o número de exercícios físicos por semana
Elevar a frequência de leitura de textos acadêmicos
Ampliar tentativas de comunicação verbal em crianças com TEA
Incrementar respostas corretas em sessões de ensino.
Comparativo entre os Cinco 
Procedimentos
Tipo
O que é reforçado?
Objetivo
Exemple
DRO
Ausência do comportamento-problema em um intervalo
Eliminar o comportamento-alvo
Sem autolesão por 5 minneforça
DRA
Comportamento alternativo (mesma função)
Substituir sor conduta adequada
Levantar a mão em vez tegrita
DRI
Comportamento fisicamente Incompativel
Tornar o probleme impossivel de ocorter
Mãos na mesa em vez be bater
DRL
Comportamento em baixa Frequência
Reduzi a taxa, não eliminar
Até 3 nterrupções por hora reforço
DRH
Comportamento zm alta frequência
Aurrentlar a taxa de comportamento desejado
5+ verbelizações por sessão reforço