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SISTEMA DE ENSINO
CONTABILIDADE 
PÚBLICA
Procedimentos Contábeis Patrimoniais 
– Parte II
Livro Eletrônico
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Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II
CONTABILIDADE PÚBLICA
Claudio Zorzo
Sumário
Procedimentos Contábeis Patrimoniais ..................................................................................... 3
Imobilizado ....................................................................................................................................... 3
Mensuração Inicial do Imobilizado ............................................................................................. 5
Mensuração após o Reconhecimento ......................................................................................... 8
Método de Custo ou Modelo de Custo ........................................................................................ 8
Método da Reavaliação ................................................................................................................. 9
Intangível ........................................................................................................................................ 10
Mensuração do Intangível ............................................................................................................ 11
Reavaliação de Ativos ...................................................................................................................21
Registro Contábil da Reavaliação ..............................................................................................24
Redução ao Valor Recuperável ...................................................................................................28
Teste de Recuperabilidade .......................................................................................................... 30
Depreciação, Amortização e Exaustão ......................................................................................31
Conceitos Básicos Relacionados ...............................................................................................34
Métodos de Depreciação ............................................................................................................. 35
Depreciação de Bens já em Uso ................................................................................................. 37
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II
CONTABILIDADE PÚBLICA
Claudio Zorzo
PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS PATRIMONIAIS
Prezado(a) aluno(a),
Espero que você esteja gostando do nosso curso de contabilidade e com vontade de obter 
mais conhecimento na busca de seu objetivo.
Uma bela frase para pensar:
“Se, ao enfrentar os problemas da vida, lhe parecer que está escalando uma montanha 
impossível, lembre-se de que a paisagem que avistará no topo compensará qualquer esforço 
seu. Você pode!”
Motivados pela busca do conhecimento para avistarmos um futuro melhor, hoje vamos 
começar a nossa aula sobre a segunda parte dos procedimentos contábeis patrimoniais. Nela, 
veremos o ativo imobilizado, o ativo intangível, a reavaliação e redução ao valor recuperável, 
bem como a depreciação, a amortização e a exaustão.
O assunto está previsto nos editais da seguinte forma:
Procedimentos contábeis patrimoniais. Ativo imobilizado. Ativo intangível. Reavaliação e 
redução ao valor recuperável. Depreciação, amortização e exaustão.
Desejo uma ótima aula para você.
ImobIlIzado
O imobilizado é o conjunto de itens tangíveis mantido para o uso na produção ou forneci-
mento de bens ou serviços, ou para fins administrativos, inclusive os decorrentes de operações 
que transfiram para a entidade os benefícios, riscos e controle desses bens, cuja utilização se 
dará por mais de um período (exercício social).
Normalmente, são apresentados por meio de bens móveis e bens imóveis.
• Bens móveis: compreendem o valor da aquisição ou incorporação de bens corpóreos, 
que têm existência material e que podem ser transportados por movimento próprio ou 
removidos por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico- 
social, para a produção de outros bens ou serviços.
São exemplos: máquinas, aparelhos, equipamentos, ferramentas, bens de informática (equi-
pamentos de processamento de dados e de tecnologia da informação), móveis e utensílios, 
materiais culturais, educacionais e de comunicação, veículos, bens móveis em andamento, 
entre outros.
• Bens imóveis: compreendem o valor dos bens vinculados ao terreno que não podem ser 
retirados sem destruição ou dano.
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Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II
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São exemplos desse tipo de bem os imóveis residenciais, comerciais, edifícios, terrenos, aero-
portos, pontes, viadutos, hospitais, estradas, redes de transmissão de energia elétrica, navios, 
aeronaves, equipamentos militares, plataformas de petróleo, entre outros.
Na esfera pública, os bens imóveis classificam-se por serem: de uso especial, dominiais, de 
uso comum, imóveis em andamento e demais bens imóveis.
• Bens de uso especial: são os edifícios ou terrenos destinados a serviço ou es-
tabelecimento da administração pública, inclusive os de suas autarquias e funda-
ções públicas, como imóveis residenciais, terrenos, glebas, aquartelamento, aeroportos, 
açudes, fazendas, museus, hospitais, hotéis, entre outros.
• Bens dominiais: compreendem os bens que constituem o patrimônio das pessoas ju-
rídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas 
entidades. Compreendem, ainda, não dispondo a lei em contrário, os bens pertencentes 
às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado, 
como apartamentos, armazéns, casas, glebas, terrenos, lojas, bens destinados à refor-
ma agrária, bens imóveis a alienar, entre outros.
• Bens de uso comum do povo: podem ser entendidos como os de domínio público, cons-
truídos ou não por pessoas jurídicas de direito público. Os bens de uso comum do povo 
podem ser encontrados em duas classes de ativos. São eles: ativos de infraestrutura e 
bens do patrimônio cultural.
− Ativos de infraestrutura são ativos que normalmente podem ser conservados por um 
número significativamente maior de anos do que a maioria dos bens de capital. Para 
serem classificados como ativos de infraestrutura, eles deverão ser parte de um sis-
tema ou de uma rede, especializados por natureza e não possuírem usos alternativos. 
Exemplos desses ativos incluem redes rodoviárias, sistemas de esgoto, sistemas de 
abastecimento de água e energia, rede de comunicação, pontes, calçadas, calçadões, 
entre outros.
− Ativos descritos como bens do patrimônio cultural são assim chamados devido a sua 
significância histórica, cultural ou ambiental.
O art. 216 da Constituição Federal de 1988 conceitua patrimônio cultural como sendo os 
bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de 
referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade 
brasileira.
Esse artigo prevê o reconhecimento dos bens culturais como patrimônios a serem preser-
vados pelo Estado em parceria com a sociedade e define que o poder público, com a colabora-
ção da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro por meio de inven-
tários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação e outras formas de acautelamento 
e preservação.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãomento). Exaurir significa esgotar completamente.
A Lei n. 6.404 estabelece que a diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado 
será registrada periodicamente nas contas de exaustão, quando corresponder à perda do valor 
decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais ou 
bens aplicados nessa exploração.
A amortização consiste na “recuperação contábil” do capital aplicado na aquisição de in-
tangíveis e de direitos, cuja existência ou exercício tenha duração limitada, ou de bens, cuja 
utilização pelo contribuinte tenha o prazo limitado por lei ou contrato.
De acordo com a legislação, a diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e 
intangível será registrada periodicamente nas contas de amortização quando corresponder à 
perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comer-
cial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam 
bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado.
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Na contabilidade, faz-se necessário o devido ajuste/apropriação do consumo desses ati-
vos ao resultado do período por meio da depreciação/exaustão/amortização, atendendo ao 
regime de competência. Assim, é importante verificar que o reconhecimento da diminuição do 
valor contábil se encontra vinculado à identificação das circunstâncias que determinem o seu 
registro, de forma que esse valor seja reconhecido no resultado do ente através de uma varia-
ção patrimonial diminutiva (VPD).
Os ativos imobilizados estão sujeitos ao ajuste no decorrer da sua vida útil e a manutenção 
adequada desses ativos não interfere na aplicação da depreciação.
A apuração da depreciação/exaustão/amortização deve ser feita mensalmente, a partir do 
momento em que o item do ativo se tornar disponível para uso, ou seja, quando está no local e 
em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração.
Por outro lado, se o método utilizado para o ajuste for o de unidades produzidas, a VPD de 
depreciação pode ser zero enquanto não houver produção.
A depreciação/exaustão/amortização cessa quando termina o período de vida útil do ativo, 
ou quando ele é abaixado, e se, ao final da vida útil, o valor contábil do ativo for igual ao seu 
valor residual ou – na falta deste – igual a zero.
A partir desse momento, o bem somente poderá ser ajustado se houver uma reavaliação 
acompanhada de uma análise técnica que defina o seu tempo de vida útil restante.
O PULO DO GATO
A depreciação/amortização/exaustão não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado 
de uso por tempo determinado.
Em função de suas características, alguns itens do ativo não deverão ser depreciados. 
Como exemplos de bens que não se encontram sujeitos à depreciação, têm-se os terrenos e 
os bens de natureza cultural.
O Casp destaca que não estão sujeitos à depreciação os seguintes ativos:
• bens móveis de natureza cultural, tais como obras de artes, antiguidades, documentos, 
bens com interesse histórico, bens integrados em coleções, entre outros;
• bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos, considerados, 
tecnicamente, de vida útil indeterminada;
• animais que se destinam à exposição e à preservação;
• terrenos rurais e urbanos.
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Os terrenos e edifícios são ativos separáveis e são contabilizados separadamente, mesmo 
quando sejam adquiridos conjuntamente. Com algumas exceções, como as pedreiras e os 
locais usados como aterro, os terrenos têm vida útil ilimitada e, portanto, não são depreciados. 
Os edifícios têm vida útil limitada e, por isso, são ativos depreciáveis.
conceItos básIcos relacIonados
• Valor depreciável: é o custo de um ativo, ou outra base que substitua o custo, menos o 
seu valor residual.
• Valor residual de um ativo: é o valor estimado que a entidade obteria com a venda do 
ativo, caso o ativo já tivesse a idade, a condição esperada e o tempo de uso esperados 
para o fim de sua vida útil. Assim, o valor residual seria o valor de mercado depois de 
efetuada toda a depreciação.
• Vida útil: é o período durante o qual a entidade espera utilizar o ativo, ou número de 
unidade de produção, ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela 
utilização do ativo.
• Valor líquido contábil: é o valor do bem registrado na contabilidade, em determinada 
data, deduzido da correspondente depreciação, amortização ou exaustão acumulada.
A estimativa da vida útil econômica do item do ativo é definida conforme alguns fatores:
• desgaste físico, pelo uso ou não;
• geração de benefícios futuros;
• limites legais e contratuais sobre o uso ou a exploração do ativo;
• obsolescência tecnológica.
A entidade deve utilizar o prazo de vida útil e as taxas anuais de depreciação conforme as 
peculiaridades de sua gestão. Por exemplo, um veículo utilizado que se destina apenas a servi-
ços burocráticos (levar correspondências, transportar servidores para um determinado lugar) 
pode não ter a mesma vida útil daquele utilizado pela ronda policial.
Assim, um veículo, por exemplo, poderá ser depreciado em período menor ou maior, devido 
às características do uso desse bem. Ao final do período de vida útil, o veículo ainda pode ter 
condições de ser utilizado, devendo ser feita uma reavaliação do bem, caso o valor residual 
não reflita o valor justo, atribuindo a ele um novo valor baseado em dados técnicos. A partir daí, 
pode-se iniciar um novo período de depreciação.
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Cada parte de um item do ativo imobilizado com custo significativo em relação ao valor total 
do bem deve ser depreciada, amortizada ou exaurida separadamente. Por exemplo: depreciar 
a fuselagem e os motores de um avião como se fossem dois bens diferentes.
A depreciação é uma VPD (despesa) que terá como contrapartida a conta redutora do ati-
vo, denominada de depreciação acumulada, e deverá ser realizada mensalmente em quotas 
que representam um duodécimo da taxa de depreciação anual do bem, por meio do seguinte 
registro contábil:
D- 3.3.3.x.x.xx.xx Depreciação
C- 1.2.x.x.x.xx.xx Depreciação Acumulada
Embora o lançamento contábil possa ser realizado pelo valor total da classe dos bens de-
preciados ao qual aquele item se refere, é importante notar que o cálculo do valor a depreciar 
deve ser identificado individualmente, item a item, em virtude da possibilidade de haver bens 
similares com taxas de depreciação diferentes e bens totalmente depreciados.
É importante destacar que, por vezes, os benefícios econômicos futuros ou potenciais de 
serviços incorporados no ativo são absorvidos para a produção de outros ativos. Nesses ca-
sos, a depreciação faz parte do custo de outro ativo, devendo ser incluída no seu valor contábil.
Com relação aos bens que entrem em condições de uso no decorrer do mês, existem duas 
alternativas para a realização da depreciação desse mês:
• A depreciação inicia-se no mês seguinte à colocação do bem em condições de uso, não 
havendo, para os bens da entidade, depreciação em fração menor que um mês.
• A taxa de depreciação do mês pode ser ajustadapro rata em relação à quantidade de 
dias corridos a partir da data que o bem se tornou disponível para uso.
Para se estabelecer o valor contábil de um ativo, devem ser respeitados 3 passos:
• Calcular a depreciação anual.
• Calcular a depreciação acumulada (soma das depreciações anuais).
• Diminuir do valor do bem o total da depreciação acumulada.
métodos de deprecIação
Vários métodos de depreciação podem ser utilizados para alocar, de forma sistemática, o 
valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. Não é exigido que todos os bens sejam 
avaliados pelo mesmo método. Entre os métodos, destacam-se o da linha reta (ou cotas cons-
tantes), o da soma dos dígitos e o de unidades produzidas.
O método das cotas constantes ou linear utiliza-se de taxa de depreciação constante du-
rante a vida útil do ativo, caso o seu valor residual não se altere.
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O método da soma dos dígitos resulta em uma taxa decrescente durante a vida útil. Esse 
é o método mais adequado para itens como, por exemplo, veículos, que costumam ter uma 
depreciação maior nos primeiros anos de uso.
O método das unidades produzidas resulta em uma taxa baseada no uso ou produção es-
perados. A vida útil do bem é determinada pela capacidade de produção.
• Método linear
Consiste na aplicação de taxas constantes durante o tempo de vida útil estimado para um 
bem. É o método mais frequentemente utilizado.
A depreciação é calculada pela seguinte fórmula:
DA = (VB – VR) /VU
DA = Depreciação acumulada
VB = Valor do bem
VR = Valor residual
VU = Valor útil
• Método dos saldos decrescentes
Neste método, a despesa com a depreciação é calculada de forma escalonada, partindo do 
maior valor para o menor, a partir de uma variável criada (denominador) pela soma dos anos de 
vida útil do bem. O numerador é representado pelos anos de vida útil.
Este método é conhecido como o método de cole e consiste em dividir o total da depre-
ciação em frações, de forma que o numerador expresse os períodos que faltam para o final da 
vida útil do bem e o denominador represente o somatório dos períodos, buscando depreciar 
mais quando o ativo é novo.
EXEMPLO
Um bem com vida útil de 5 anos que custou $180.000,00.
O denominador é determinado pela soma da vida útil = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15
O numerador é do maior prazo para o menor.
1º ano de uso = deprecia 5/15 do valor do bem = 60.000; acumulada 60.000
2º ano de uso = deprecia 4/15 do valor do bem = 48.000; acumulada 108.000
3º ano de uso = deprecia 3/15 do valor do bem = 36.000; acumulada 144.000
4º ano de uso = deprecia 2/15 do valor do bem = 24.000; acumulada 168.000
5º ano de uso = deprecia 1/15 do valor do bem = 12.000; acumulada 180.000
• Método das unidades produzidas
Consiste em dividir o número de unidades produzidas no período pelo total de unidades 
que a empresa estima produzir.
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A cota de depreciação está relacionada com a produção, ou seja, a vida útil da máquina 
será estabelecida por unidades de produção, e não por anos. Este método é próprio das em-
presas industriais.
O cálculo da quota de depreciação anual é efetuado pela seguinte fórmula:
Depreciação anual = Número de unidades produzidas no período.
Número de unidades estimadas durante a vida útil do bem
O método de depreciação aplicado a um ativo deve ser revisado, pelo menos, ao final de cada 
exercício e, se houver alteração significativa no padrão de consumo previsto, tal método deve 
ser alterado para refletir esta mudança, e ela deve ser registrada como mudança na estimati-
va contábil.
deprecIação de bens já em uso
Caso o bem a ser depreciado já tenha sido usado anteriormente à sua posse pela Adminis-
tração Pública, pode-se estabelecer como novo prazo de vida útil para o bem:
• metade do tempo de vida útil dessa classe de bens;
• resultado de uma avaliação técnica que defina o tempo de vida útil pelo qual o bem ain-
da poderá gerar benefícios para o ente;
• restante do tempo de vida útil do bem, levando em consideração sua primeira instalação.
A taxa de depreciação de bens usados é estabelecida pelo RIR/99 art. 311, podendo a ser 
calculada considerando como prazo de vida útil, o maior dentre as taxas apresentadas.
Quanto maior for o prazo de depreciação, menor é a taxa aplicada para calcular a deprecia-
ção do período.
Esse procedimento estabelece uma despesa de depreciação menor, um lucro maior, e com 
isso uma arrecadação fiscal maior.
As demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de imobilizado, em nota expli-
cativa: o método utilizado, a vida útil econômica, a taxa utilizada, o valor contábil bruto, a de-
preciação, a amortização e a exaustão acumuladas no início e no fim do período, as mudanças 
nas estimativas em relação a valores residuais, a vida econômica, o método e a taxa utilizados.
018. (IF-SERTÃO/IF-SERTÃO/TÉNICO EM CONTABILIDADE/2017) A depreciação é um pro-
cedimento contábil que objetiva:
a) Avaliar e reavaliar todos os bens do Ativo que estão sujeitos à depreciação.
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b) Distribuir o custo dos bens sujeitos à depreciação pelo período de sua vida útil.
c) Registrar a baixa dos bens de consumo sujeitos à depreciação.
d) Registrar a venda dos bem do Ativo Imobilizado Tangível e Intangível.
e) Valorizar os bens do Ativo Imobilizado e Diferido.
A depreciação é a diminuição do valor contábil de um ativo tangível.
Economicamente, ela representa a forma de a empresa recuperar o valor que foi aplicado no 
bem. Desta forma, é o mecanismo de apuração do custo de um bem em cada exercício contá-
bil considerando a vida útil estabelecida.
Letra b.
019. (FCC/DPE-RS/CONTADOR/2017) Um veículo foi adquirido, em 01/06/2015, por R$ 
72.000,00 à vista para ser utilizado na atividade de uma empresa. Na data de aquisição, a em-
presa definiu que a vida útil do veículo era 4 anos e o valor residual para este veículo no final 
da vida útil definida era R$ 24.000,00. Em 31/12/2016, a empresa vendeu este veículo por R$ 
59.000,00 à vista. Sabendo que a empresa calcula a despesa de depreciação pelo método das 
cotas constantes, o resultado evidenciado na Demonstração de Resultados de 2016, corres-
pondente à venda do veículo, foi um lucro, em reais, de
a) 5.000,00.
b) 6.000,00.
c) 11.000,00.
d) 15.500,00.
e) 30.000,00.
Para resolver a questão, devemos seguir os seguintes passos:
Calcular a depreciação anual
Calcular a depreciação acumulada
Calcular o valor contábil do bem
• Depreciação anual = (VB –VR) / VU
DA = (72.000 - 24.000) / 4
DA = 12.000 ao ano
• Depreciação acumulada = 19.000
2015 = 7.000
2016 = 12.000
• Valor contábil do bem = 53.000
Veículo = 72.000
Depreciação acumulada = (19.000)
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Como vendeu um bem de $ 53.000,00 por $ 59.000,00, a empresa apurou um ganho de 
$ 6.000,00.
Letra b.
020. (FDC/FIOCRUZ/ANALSTA CONTÁBIL/2014) Quanto ao imobilizado,podemos 
afirmar que:
a) não é reconhecido inicialmente com base no valor de aquisição, produção ou construção.
b) ficam isentos de depreciação, amortização ou exaustão sistemática durante esse período, 
sem prejuízo das exceções expressamente consignadas.
c) deve ser evidenciado em notas explicativas o critério de mensuração ou avaliação o imobi-
lizado obtido a título gratuito, bem como a eventual impossibilidade de sua valoração, devida-
mente justificada.
d) os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo imobilizado não pre-
cisam ser incorporados ao valor desse ativo quando houver possibilidade de geração de bene-
fícios econômicos futuros ou potenciais de serviços.
e) em nenhum caso há necessidade de mensuração dos bens de uso comum.
Vou comentar as assertivas.
�a) Errada. Os imobilizados são reconhecidos incialmente com base no valor de aquisição, pro-
dução ou construção.
�b) Errada. O imobilizado será ajustado pela depreciação, exaustão e amortização.
�c) Certa.
�d) Errada. Os gastos posteriores, que aumentam o potencial do ativo, devem ser tratados como 
custo.
�e) Errada. Todos os bens devem ser mensurados.
Letra c.
021. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/AUDITOR-FISCAL/2014) A Empresa de 
Transportes Manezinhos S/A adquiriu equipamentos de informática e softwares aplicativos de 
gestão no valor total de R$ 100.000.
Sabendo-se que 60% do valor total refere-se ao aplicativo citado, 10% ao software específico 
para funcionamento dos equipamentos e 30% aos equipamentos, assinale a alternativa correta 
do registro contábil dessa aquisição.
a) Intangível=R$ 100.000.
b) Imobilizado = R$100.000.
c) Imobilizado = R$40.000; Intangível = R$ 60.000.
d) Imobilizado=R$70.000; Intangível= R$ 30.000.
e) Imobilizado = R$30.000; Intangível = R$ 60.000; Despesas = R$ 10.000.
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Quando um intangível possuir vida própria, deve ser reconhecido como intangível; contudo, 
quando ele fizer parte ou compuser um imobilizado, deve ser tratado como imobilizado. O bem 
de maior valor e potencial é que conta.
Neste caso, teremos um intangível de $ 60.000 representado pelo software, que é o aplicativo, 
e um imobilizado de $ 40.000 representado pelos equipamentos e pelo software que será aco-
plado aos equipamentos.
Letra c.
022. (CFC/CFC/BACHAREL EM CONTABILIDADE/2016) De acordo com a NBC T 16 – Nor-
mas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, especificamente à Depreciação, 
Amortização e Exaustão, julgue os itens abaixo como verdadeiros (V) ou falsos (F) e, em segui-
da, assinale a opção CORRETA.
I – Depreciação é a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilida-
de por uso, ação da natureza ou obsolescência.
II – Valor residual é o montante líquido que a entidade, com razoável segurança, espera 
obter por um ativo no fim de sua vida útil econômica, deduzidos os gastos esperados 
para sua alienação.
III – Amortização é a redução do valor aplicado na aquisição de direitos de propriedade e 
quaisquer outros, inclusive ativos intangíveis, com existência ou exercício de duração 
limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente 
limitado.
IV – Valor líquido contábil é o valor do bem registrado na Contabilidade, em determinada 
data, deduzido da correspondente depreciação, amortização ou exaustão acumulada.
A sequência CORRETA é:
a) F, F, F, V.
b) F, V, F, V.
c) V, F, V, F.
d) V, V, V, V.
Todas as assertivas estão corretas.
Para completar a conceituação, faltou o conceito de vida útil, que é o período durante o qual a 
entidade espera utilizar o ativo ou número de unidade de produção ou de unidades semelhan-
tes que a entidade espera obter pela utilização do ativo.
Letra d.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II
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023. (FGV/DPE-RJ/CONTADOR/2019) Na mensuração subsequente de ativos imobilizados, 
após o seu reconhecimento inicial, a entidade deve escolher o modelo do custo ou o modelo 
da reavaliação como sua política contábil, conforme NBC TSP 07.
Caso uma entidade adote o modelo da reavaliação, como regra geral, o aumento ou redução do 
valor contábil de uma classe do ativo decorrente de reavaliação deve ser contabilizado:
a) à conta de reserva de reavaliação, tanto em caso de aumento quanto de redução.
b) à conta de reserva de reavaliação em caso de aumento, e no resultado do período em caso 
de redução.
c) no resultado do período, tanto em caso de aumento quanto de redução.
d) no resultado do período em caso de aumento, e à conta de reserva de reavaliação em caso 
de redução.
e) conforme política definida pela entidade, devidamente evidenciada em notas explicativas. 
A NBCSTP 07, que trata do imobilizado, em seus itens 54 e 55 estabelece o seguinte:
54. Se o valor contábil da classe do ativo aumentar em virtude da reavaliação, esse aumento 
deve ser contabilizado diretamente à conta de reserva de reavaliação.
55. Se o valor contábil da classe do ativo diminuir em virtude da reavaliação, essa diminuição 
deve ser reconhecida no resultado do período.
Letra b.
024. (UFG/UEAP/TÉCNICO DE ORÇAMENTO E PLANEJAMENTO/2016) Constituem objeto 
da exaustão:
a) as máquinas de propriedade da empresa.
b) os equipamentos de empresa mineradora.
c) os recursos florestais e minerais
d) as dívidas ou compromissos assumidos.
Questão simples, basta lembrar o conceito de exaustão previsto na Lei n. 6.404/76:
Exaustão é a perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos 
minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.
Letra c.
025. (UFPA/UFPA/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Determinada empresa, proprietária de uma ja-
zida cuja extração anual corresponde a 10.000 toneladas, tem esta registrada contabilmente 
pelo valor de R$ 5.000.000,00, assim como sua capacidade total de produção é de 100.000 
toneladas. Com base nesses dados é CORRETO afirmar:
a) Será contabilizado, de exaustão anual, o valor de R$ 500.000,00.
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b) A depreciação acumulada mensal corresponde a 10% do valor do bem.
c) Por se tratar de recurso natural finito, não se contabiliza a sua exaustão.
d) A exaustão será contabilizada como custo mensal no valor de R$ 50.000,00.
e) Ao final da exploração, o bem será baixado com o valor residual de R$ 1.500.000,00.
Para calcular a exaustão anual, basta aplicar a fórmula:
Exaustão anual = (VB – VR) / VU
Valor = 5.000.000
Vida útil = 100.000 toneladas/10.000 toneladas = 10 anos
Valor residual = 0
Exaustão anual = 5.000.000/10 = 500.000
Por se tratar em recurso finito a mina irá exaurir e não depreciar.
Letra a.
026. (FGV/TCM-SP/CONTADOR/2015) A IPSAS 21 trata da redução do valor recuperável de 
ativo não gerador de caixa. Em referência às disposições dessa norma, analise as afirmati-
vas a seguir:
I – A entidade deve realizar uma estimativa formal do valor de serviço recuperável somente 
se existir indicação de uma potencial perda por irrecuperabilidade.
II – A perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida imediatamente no superá-
vit ou déficit.
III – Quando o valor estimado de uma perda for maior do que o valor contábil do ativo ao 
qual se relaciona, a entidade deve reconhecerum passivo correspondente.
Está correto somente o que se afirma em:
a) I;
b) II;
c) III;
d) I e II;
e) II e III.
Esta questão foi um pouco complicada. Na minha visão, dava para entrar com recurso. Para 
ajudar, vou comentar item a item.
I – Certa. A entidade deve realizar uma estimativa formal do valor de serviço recuperável so-
mente se existir indicação de uma potencial perda por irrecuperabilidade.
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Como regra, este item está correto. Contudo, existem alguns ativos que devem sofrer o teste 
de recuperabilidade, independentemente de indicativos, como é o caso de ativos com vida útil 
indefinida e o fundo de comércio adquirido.
II – Certa. A perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida imediatamente no su-
perávit ou déficit.
A perda por recuperabilidade deve ser reconhecida como VPD – variação patrimonial diminuti-
va, na DVP, e não no superávit ou déficit, seja qual for.
III – Errada. Quando o valor estimado de uma perda for maior do que o valor contábil do ativo 
ao qual se relaciona, a entidade deve reconhecer um passivo correspondente.
A perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida no resultado patrimonial, poden-
do ter como contrapartida diretamente o bem ou uma conta retificadora. Entretanto, quando 
o valor estimado da perda for maior do que o valor contábil do ativo ao qual se relaciona, a 
entidade pode ter que reconhecer um passivo. Ao afirmar que DEVE, a alternativa passou a 
estar errada.
Letra d.
027. (FGV/IBGE/CONTADOR/2017) Um equipamento foi adquirido em 01/07/2013 e logo em 
seguida entrou em operação. O valor de aquisição do ativo foi $ 280.000,00. O seu valor resi-
dual foi estimado em 5% e a vida útil do bem é de 10 anos. Em julho de 2016, foi realizada uma 
manutenção periódica no equipamento, que incorreu em gastos de $ 2.500,00.
Considerando as disposições do MCASP para mensuração de ativos, em 31/12/2016, o valor 
contábil líquido desse equipamento é:
a) 172.075,00;
b) 172.900,00;
c) 182.000,00;
d) 186.075,00;
e) 186.900,00.
Os gastos com manutenção não entram no valor do ativo, devem ser tratados como despesa.
Para estabelecer o valor contábil do ativo, devemos calcular a depreciação anual e depois a 
depreciação acumulada.
Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) /vida útil
Depreciação Anual = (280.000 - 14.000) / 10 anos
Depreciação anual = 26.600 ao ano
Depreciação acumulada = 93.100
2013 – 6 meses = 13.300
2014 – 12 meses = 26.600
2015 – 12 meses = 26.600
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2016 – 12 meses = 26.600
Valor do bem = 280.000
(-) depreciação acumulada = (93.100)
(=) Valor contábil = 186.900
Letra e.
028. (FGV/IBGE/CONTADOR/2017) Uma entidade da administração pública adquiriu um bem 
que estava em utilização por outra entidade. Como se trata de um ativo imobilizado, a entidade 
da administração pública precisa definir a vida útil do bem para registrar a sua depreciação.
Acerca das possibilidades de definição da vida útil de bens usados prevista no MCASP, consi-
dere os itens a seguir:
I – tempo restante da vida útil do bem, levando em consideração a primeira instalação 
desse bem;
II – tempo definido em avaliação técnica que estime o prazo de vida útil pelo qual o bem 
ainda poderá gerar benefícios para o ente;
III – metade do tempo de vida útil para bens da mesma classe;
IV – vida útil estimada após a realização do teste de redução ao valor recuperável.
Está correto somente o que se afirma em:
a) I e II;
b) II e III;
c) II e IV;
d) I, II e III;
e) I, II e IV.
Caso o bem a ser depreciado já tenha sido usado anteriormente à sua posse pela Administra-
ção Pública, pode-se estabelecer como novo prazo de vida útil para o bem:
• metade do tempo de vida útil dessa classe de bens;
• resultado de uma avaliação técnica que defina o tempo de vida útil pelo qual o bem ain-
da poderá gerar benefícios para o ente;
• restante do tempo de vida útil do bem, levando em consideração a primeira instalação 
desse bem.
Letra d.
029. (FGV/IBGE/CONTADOR/2017) Um dos procedimentos apresentados no MCASP com o 
objetivo de evidenciar melhor a capacidade de geração de benefícios de um ativo é o teste de 
redução ao valor recuperável.
Entre as regras aplicáveis à realização desse teste, é correto afirmar que sua aplicação:
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a) é restrita aos ativos geradores de caixa;
b) é restrita, no caso dos intangíveis, aos ativos com vida útil definida;
c) é realizada a partir do menor valor recuperável do ativo;
d) engloba ativos tangíveis e intangíveis;
e) segue a mesma lógica da apuração da depreciação.
O procedimento do teste de recuperabilidade engloba ativos tangíveis e intangíveis. Con-
siste em comparar o valor contábil do ativo com o seu maior valor recuperável, pelo uso ou 
pela venda.
O teste de recuperabilidade utiliza métodos diferentes da reavaliação e da depreciação.
Letra d.
030. (FGV/IBGE/CONTADOR/2017) Uma entidade pública adquiriu um equipamento em 
01/07/2014, que foi classificado no subgrupo Ativo Imobilizado. O valor de aquisição do ativo 
foi R$ 120.000,00 e a sua vida útil estimada foi de 10 anos. Ao final do exercício de 2016, surgiu 
uma regulação ambiental que restringiu o uso do equipamento por no máximo 8 anos, a partir 
do início da utilização. Em decorrência disso, a entidade estimou o valor em uso do ativo em R$ 
83.000,00. Além disso, por meio de pesquisa de equipamentos usados, foi levantado um valor 
líquido para a venda do ativo de R$ 75.000,00.
A partir dos dados fornecidos e das orientações do MCASP para realização de teste de redu-
ção ao valor recuperável, é correto afirmar que: 
a) a entidade deve reavaliar o equipamento para refletir a sua capacidade de gerar benefícios 
econômicos.
b) a entidade deve reconhecer uma variação patrimonial diminutiva no valor de R$ 7.000,00.
c) a entidade deve reconhecer uma perda de R$ 15.000,00 por redução ao valor recuperável.
d) o valor recuperável do ativo ao final do exercício de 2016 é de R$ 79.000,00.
e) não há reconhecimento de perda, pois o valor contábil supera o valor recuperável.
Para aplicar o teste de recuperabilidade, devemos executar as seguintes etapas:
• Determinar o valor contábil líquido do bem
• Determinar o maior valor recuperável do bem
• Comparar o valor contábil e o maior valor recuperável
�Para calcular o valor contábil, precisamos calcular a depreciação acumulada:
�Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) /vida útil
�Depreciação Anual = (112.000 – 0) / 10 anos
�Depreciação anual = 12.000 ao ano
�Depreciação acumulada = 30.000
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�2014 – 6 meses = 6.000
�2015 – 12 meses = 12.000
�2016 – 12 meses = 12.000
�Valor do bem = 120.000
�(-) depreciação acumulada = (30.000)
�(=) Valor contábil = 90.000
�Valor recuperável = o maior dos dois = 83.000
�Pelo uso = 83.000
�Pela venda = 75.000
�Comparação:
Valor contábil = 90.000Valor recuperável = 83.000
Valor contábil maior que o valor recuperável = a diferença de 7.000 deve ser reconhecida 
como uma VPD.
Letra b.
No que se refere à contabilidade aplicada ao setor público, julgue o item.
031. (QUADRIX/CFO-DF/CONTADOR/2017) Uma praça de uso comum pela população, cons-
truída e mantida pelo Poder Público, cuja vida útil tenha prazo indeterminado, não está sujeita 
ao regime de depreciação.
Ativos com vida útil indefinida ou indeterminada não sofrem depreciação, exaustão nem 
amortização.
Certo.
De acordo com as normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público, julgue os 
próximos itens.
032. (CESPE/ANCINE/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2012) Obras de arte, antiguidades e 
bens de interesse histórico devem ser depreciados anualmente.
O CASP destaca que não estão sujeitos à depreciação os seguintes ativos:
• bens móveis de natureza cultural, tais como obras de artes, antiguidades, documentos, 
bens com interesse histórico, bens integrados em coleções, entre outros;
• bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos, considerados, 
tecnicamente, de vida útil indeterminada;
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• animais que se destinam à exposição e à preservação;
• terrenos rurais e urbanos.
Errado.
No que se refere à contabilidade aplicada ao setor público, julgue o item.
033. (QUADRIX/CFO-DF/CONTADOR/2017) A depreciação e a amortização devem ser reco-
nhecidas até que o ativo se torne obsoleto ou enquanto estiver retirado de operação.
Somente a depreciação está relacionada com a obsolescência de um bem. Contudo, um bem 
retirado de operação por tempo determinado continuará depreciando.
A amortização é a diminuição do valor contábil de um direito, pelo transcorrer de um prazo 
estabelecido.
Errado.
034. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) A vida útil de determinado ativo intangível foi conside-
rada indefinida, pois, com base na análise dos fatos relevantes, não foi possível prever um pe-
ríodo durante o qual seriam gerados fluxos de caixa líquidos positivos para a empresa. Nessa 
situação, o impairment test deve ser aplicado anualmente a esse intangível.
Os ativos que são considerados de vida útil indefinida ou vida indeterminada não podem ser 
depreciados, exauridos nem amortizados, pois não há fundamento para estabelecer com con-
fiança o tempo de uso do bem.
Quando um ativo não sofre depreciação, exaustão ou amortização, ele deverá sofrer o teste de 
recuperabilidade anualmente.
A entidade deve testar a perda de valor dos ativos com vida útil indefinida comparando o seu 
maior valor recuperável com o seu valor contábil anualmente e sempre que existam indícios de 
que o ativo intangível pode ter perdido valor.
Certo.
Julgue os seguintes itens, relativos aos aspectos inerentes ao grupo contábil do ativo e às 
suas respectivas contas.
035. (CESPE/SUFRAMA/CONTADOR/2014) A depreciação de um imobilizado calculada pelo 
método da soma dos dígitos apresenta despesas anuais de depreciação crescentes ao lon-
go do tempo.
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Este método é conhecido como o método de cole e consiste em dividir o total da depreciação 
em frações, de forma que o numerador expresse os períodos que faltam para o final da vida 
útil do bem, e o denominador represente o somatório dos períodos, buscando depreciar mais 
quando o ativo é novo.
Por exemplo, um bem com vida útil de 5 anos que custou $180.000,00.
O denominador é determinado pela soma da vida útil = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15
O numerador é do maior prazo de vida útil para o menor.
1º ano de uso = Deprecia 5/15 do valor do bem = 60.000; acumulada 60.000
2º ano de uso = Deprecia 4/15 do valor do bem = 48.000; acumulada 108.000
3º ano de uso = Deprecia 3/15 do valor do bem = 36.000; acumulada 144.000
4º ano de uso = Deprecia 2/15 do valor do bem = 24.000; acumulada 168.000
5º ano de uso = Deprecia 1/15 do valor do bem = 12.000; acumulada 180.000
A despesa anual é decrescente.
Errado.
Julgue o item seguinte, relativo ao conceito e à forma de avaliação de itens patrimoniais.
036. (CESPE/MPOG/CONTADOR/2015) O teste de recuperabilidade, também chamado de 
impairment, define que o valor recuperável de um ativo é o menor número absoluto entre o valor 
justo, líquido de despesas de venda, e o seu valor de uso.
O teste de recuperabilidade é também chamado de impairment, e o valor recuperável de um 
ativo é o MAIOR entre o valor justo e o seu valor de uso.
Errado.
Com relação às características e à forma de apresentação das demonstrações contábeis, jul-
gue o item a seguir.
037. (CESPE/TCU/AFCE/2015) Situação hipotética: ao final de 2014, determinada companhia 
estimou o valor em uso do seu imobilizado em R$ 2 milhões e o valor líquido de venda em R$ 
1,7 milhão. Na mesma data, o valor contábil líquido desse imobilizado era de R$ 1,5 milhão.
Assertiva: nesse caso, a companhia deve fazer um lançamento contábil para redução ao valor 
recuperável, cujo débito será em conta de resultado, resultando em redução da situação líquida 
da companhia.
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Para aplicar o teste de recuperabilidade, devemos executar as seguintes etapas:
• Determinar o valor contábil líquido do bem
• Determinar o maior valor recuperável do bem
• Comparação entre o valor contábil e o maior valor recuperável
Valor contábil = 1.5 milhão
Valor em uso = 2 milhões
Valor justo = 1.7 milhão
Como o maior valor realizável é maior que o valor contábil, a empresa não precisa registrar nada.
Errado.
O próximo item apresenta uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada em 
relação ao reconhecimento e à mensuração contábil, de acordo com os pronunciamentos con-
tábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis.
038. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) A vida útil de determinado ativo intangível foi conside-
rada indefinida, pois, com base na análise dos fatos relevantes, não foi possível prever um pe-
ríodo durante o qual seriam gerados fluxos de caixa líquidos positivos para a empresa. Nessa 
situação, o impairment test deve ser aplicado anualmente a esse intangível.
A regra é que o teste de recuperabilidade deve ser feito anualmente, sendo que, para ativos 
com vida útil definida, a empresa deve ver se existe algum indicativo de desvalorização. Entre-
tanto, para ativos considerados com vida útil indefinida, o teste deverá ser feito anualmente, 
independentemente de existir indicativo de desvalorização.
Guarde o seguinte:
Em caso de ativo imobilizado ou intangível com vida útil definida, a empresa faz o teste de re-
cuperabilidade quando houver um indicativo de desvalorização e calcula a depreciação/amor-
tização anual.
Em caso de ativo imobilizado ou intangível com vida útil indefinida, a empresa faz somente o 
teste de recuperabilidade, e não calcula depreciação/amortização anual.
Certo.
039. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) O pronunciamento técnico do Comitê de Pronuncia-
mentos Contábeis (CPC) que trata da redução ao valor recuperável de ativo estabelece que as 
empresas avaliem, ao fim de cada período de reporte contábil, se existe indicação de que um 
ativo possa ter sofrido alguma espécie de desvalorização. Considerando-se essas informa-
ções, é corretoafirmar que a redução do valor contábil de um ativo ocorrerá quando
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a) o valor contábil do patrimônio líquido da empresa for inferior ao valor de suas ações no 
mercado de bolsa.
b) o valor de mercado do ativo cair, como resultado do seu uso, em condições normais, 
pela empresa.
c) um ativo cuja vida útil tenha sido inicialmente considerada indefinida passar por nova avalia-
ção que constate que a sua vida útil é de fato finita.
d) o relatório interno da empresa indicar que o desempenho econômico do ativo permanecerá 
dentro do esperado.
e) as taxas de juros de mercado, que servem de base para o cálculo da taxa de desconto utili-
zada pela empresa para fins de cálculo do valor em uso de um ativo, sofrerem redução signifi-
cativa de valor durante o período.
Questão literal, o pronunciamento CPC 01 (R1) estabelece que os fatores que afetam a realiza-
ção do ativo são os seguintes:
• Fontes externas de informação
− Há indicações observáveis de que o valor do ativo diminuiu significativamente duran-
te o período, mais do que seria de se esperar como resultado da passagem do tempo 
ou do uso normal. (Alterada pela Revisão CPC 03)
− Mudanças significativas com efeito adverso sobre a entidade ocorreram durante o pe-
ríodo ou ocorrerão em futuro próximo no ambiente tecnológico, de mercado, econô-
mico ou legal, no qual a entidade opera ou no mercado para o qual o ativo é utilizado.
− As taxas de juros de mercado ou outras taxas de mercado de retorno sobre investi-
mentos aumentaram durante o período, e esses aumentos provavelmente afetarão a 
taxa de desconto utilizada no cálculo do valor em uso de um ativo e diminuirão mate-
rialmente o valor recuperável do ativo.
− O valor contábil do patrimônio líquido da entidade é maior do que o valor de suas 
ações no mercado.
• Fontes internas de informação
− Evidência disponível de obsolescência ou de dano físico de um ativo.
− Mudanças significativas, com efeito adverso sobre a entidade, ocorreram durante o 
período ou devem ocorrer em futuro próximo, na extensão pela qual, ou na maneira 
na qual, um ativo é ou será utilizado. Essas mudanças incluem o ativo que se torna 
inativo ou ocioso, planos para descontinuidade ou reestruturação da operação à qual 
um ativo pertence, planos para baixa de ativo antes da data anteriormente esperada e 
reavaliação da vida útil de ativo como finita ao invés de indefinida.
− Evidência disponível, proveniente de relatório interno, que indique que o desempenho 
econômico de um ativo é ou será pior que o esperado.
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− Para um investimento em controlada, empreendimento controlado em conjunto ou 
coligada, a investidora reconhece dividendo advindo desse investimento, e existe evi-
dência disponível de que:
 ◦ o valor contábil do investimento nas demonstrações contábeis separadas excede 
os valores contábeis dos ativos líquidos da investida reconhecidos nas demonstra-
ções consolidadas, incluindo eventual ágio por expectativa de rentabilidade futura 
(goodwill); ou
 ◦ o dividendo excede o total de lucro abrangente da controlada, empreendimento 
controlado em conjunto ou coligada no período em que o dividendo é declarado.
�a) Errada. Um indicativo é o PL maior que o valor das ações, assim, a empresa está contabil-
mente superavaliada em relação ao mercado.
�b) Errada. É um indicativo interno se o preço do ativo cair em valores substanciais, e não de 
forma normal.
�c) Certa.
�d) Errada. Se o desempenho permanecer dentro do esperado, não há indicativo de desvalori-
zação.
�e) Errada. O erro está em afirmar que o fato de a taxa de juros cair seria ruim para a empresa. 
Ruim seria se a taxa de juros subisse.
Letra c.
040. (CESPE/TRT 7ª/CONTADOR/2017) Determinada empresa adquiriu um equipamento 
produtivo, com vida útil estimada de dez anos, pelo valor de R$ 250 mil. A empresa trabalha 
com um valor residual de 10% para todos os seus ativos produtivos. Ao final do quinto ano de 
uso, após apurada e contabilizada a depreciação correspondente de todos os ativos da empre-
sa, avaliou-se o valor em uso do referido equipamento produtivo em R$ 125 mil, e o seu valor 
justo, líquido das despesas de venda, em R$ 135 mil.
Nessa situação hipotética, a empresa deverá reconhecer uma perda por desvalorização do 
equipamento no valor de
a) R$ 2,5 mil.
b) R$ 10,0 mil.
c) R$ 12,5 mil.
d) R$ 22,5 mil.
�Para aplicar o teste de recuperabilidade, devemos executar as seguintes etapas:
• Determinar o valor contábil líquido do bem
• Determinar o maior valor recuperável do bem
• Comparação entre o valor contábil e o maior valor recuperável
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Para calcular o valor contábil, precisamos calcular a depreciação acumulada:
Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) / vida útil
Depreciação Anual = (250.000 - 25.000) / 10 anos
Depreciação anual = 22.500 ao ano
Depreciação acumulada = 22.500 x 5 anos = 112.500
Valor do bem = 250.000
(-) depreciação acumulada = (112.500)
(=) Valor contábil = 137.500
Valor recuperável = o maior dos dois = 135.000
Pelo uso = 125.000
Pela venda = 135.000
Comparação:
Valor contábil = 137.500
Valor recuperável = 135.000
�Como o valor contábil é maior que o valor realizável, a empresa deverá reconhecer uma perda 
de $ 2.500,00
Letra a.
041. (CESPE/CGE-CE/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2019) Em dezembro de 20X7, o 
gestor orçamentário de uma unidade hospitalar pública identificou a obsolescência de um equi-
pamento de imagem adquirido em julho de 20X1, cujos dados contábeis eram os seguintes:
valor de aquisição: R$ 864.000;
tempo de vida útil: 8 anos;
valor residual: não tem.
A partir dessas informações, é correto afirmar que, com relação a esse equipamento, a depre-
ciação acumulada e o valor contábil do ativo a ser baixado pelo gestor são, respectivamen-
te, iguais a
a) R$ 468.000 e R$ 396.000.
b) R$ 475.200 e R$ 388.800.
c) R$ 594.000 e R$ 270.000.
d) R$ 702.000 e R$ 162.000.
e) R$ 756.000 e R$ 108.000.
Para calcular o valor contábil do bem, é necessário primeiro calcular a depreciação anual.
• Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) / vida útil
Valor do bem = 864.000
Valor residual = 0
Vida útil = 8 anos
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II
CONTABILIDADE PÚBLICA
Claudio Zorzo
DA = 864.000 / 8 anos
DA = $ 108.000
• Vamos calcular a depreciação acumulada:
X1 – 6 meses = 54.000
X2 – 12 meses = 108.000
X3 – 12 meses = 108.000
X4 – 12 meses = 108.000
X5 – 12 meses = 108.000
X6 – 12 meses = 108.000
X7 – 12 meses = 108.000
Depreciação acumulada = $ 702.000
• Vamos calcular o valor contábil do bem:
Equipamento = 864.000
(-) depreciação acumulada = 702.000
(=) valor contábil = 162.000
Letra d.
Uma empresa iniciou suas atividades sem estoques e adquiriu, a prazo, mercadorias para re-
venda por R$ 30.000, tendo pagado adiantado R$ 300 de frete. Quando do pagamento das 
mercadorias ao fornecedor, por pagar no prazo estipulado, a empresaobteve 2% de desconto 
financeiro sobre o preço de aquisição.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o seguinte item, desconsiderando quaisquer 
efeitos tributários.
042. (CESPE/SLU/CONTADOR/2019) Se, em vez de ter sido adiantado, o frete fosse pago 
somente após 30 dias da entrega das mercadorias pelo fornecedor, mantidas as demais con-
dições, o valor das mercadorias adquiridas a ser registrado seria de R$ 30.300.
O enunciado contextualiza uma compra de mercadoria a prazo, de R$ 30.000 com frete 
de R$ 300.
Mesmo com o frete sendo pago a posteriori, ele é um custo do estoque. Neste caso, o valor do 
estoque será de $ 30.300,00.
Certo.
O processo de mensuração consiste em determinar os valores pelos quais os elementos das 
demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados nestas. A respeito das ba-
ses de mensuração de ativos e passivos, julgue o item que se segue.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II
CONTABILIDADE PÚBLICA
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043. (CESPE/SLU/CONTADOR/2019) A amortização de ativo intangível com vida útil indefini-
da será iniciada quando ele estiver disponível para uso.
A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil e será iniciada quando estiver 
disponível para uso. Contudo, somente um ativo intangível com vida útil definida deve ser 
amortizado, assim, um ativo com vida útil indefinida não amortiza; ele sofrerá o teste de recu-
perabilidade.
Errado.
044. (CESPE/SEFAZ-RS/AFRE/2019) Determinado clube brasileiro de futebol adquiriu, por R$ 
20 milhões, o passe de um jogador uruguaio, de um clube uruguaio de futebol. Imediatamente 
após a aquisição, o clube brasileiro recebeu uma proposta de um clube argentino para a com-
pra do passe desse jogador uruguaio por R$ 40 milhões.
Nessa situação, assinale a opção correta quanto à contabilidade do clube brasileiro, no que se 
refere ao passe do jogador uruguaio.
a) Por ocasião da aquisição do passe do jogador, o clube brasileiro deverá registrá-lo como 
um ativo imobilizado, pelo seu custo, e realizar sua depreciação ao longo do tempo de vida útil 
estimado, não tendo a proposta do time argentino qualquer influência contábil.
b) Quando do recebimento da proposta do clube argentino, o clube brasileiro deverá registrá-lo 
como investimento, pelo valor de R$ 20 milhões, e apurar a valorização desse investimento, 
pelo seu valor de mercado.
c) O clube brasileiro deverá reconhecer, a custo histórico, um intangível, abstendo-se de qual-
quer procedimento quanto à proposta recebida do clube argentino.
d) O clube brasileiro deverá registrá-lo como estoque, pelo seu valor justo de R$ 40 milhões.
e) O clube brasileiro deverá registrar um ativo realizável em longo prazo, no valor de R$ 
20 milhões.
Para se enquadrar na definição de ativo intangível, é necessário que o item patrimonial seja: 
identificável, controlado e gerador de benefícios econômicos futuros.
Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando:
• for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, 
alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacio-
nado, independente da intenção de uso pela entidade; ou
• resultar de compromissos obrigatórios (incluindo direitos contratuais ou outros direitos 
legais), independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entida-
de ou de outros direitos e obrigações.
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O passe do jogador (direito contratual) é identificável, é controlado e gerador de benefício futu-
ro, pois há uma proposta de compra do jogador, assim, é um intangível.
Neste caso, o ativo intangível deve ser reconhecido inicialmente pelo seu custo (R$ 20 mi-
lhões) e ser avaliado anualmente pelo teste de recuperabilidade.
Letra c.
045. (CESPE/SEFAZ-RS/AFRE/2019) O imobilizado de certa empresa é composto pelos ati-
vos A e B. Os dados contábeis relativos a esses ativos, em R$, estão apresentados a seguir.
Em razão de cenário macroeconômico recessivo, a empresa resolveu realizar o teste de recu-
perabilidade desses ativos, tendo constatado as informações presentes na seguinte tabela 
(valores em R$).
Nessas condições, o procedimento contábil necessário é
a) constituir R$ 1.500 para perda de recuperabilidade do ativo A, baixar toda a perda relativa ao 
ativo B e baixar mais R$ 5.000 de sua depreciação.
b) constituir mais R$ 8.500 em perda por valor não recuperável, dos quais R$ 3.500 sejam rela-
tivos ao ativo A e R$ 5.000, relativos ao ativo B.
c) reverter toda a perda por valor não recuperável do ativo B e registrar perda de R$ 1.500 para 
o ativo A.
d) manter os saldos atuais, pois eles já refletem o valor recuperável dos ativos.
e) registrar R$ 3.500 por perda de recuperabilidade do ativo A.
Para resolver a questão, aplique a teoria Claudiana, que consiste em executar as seguin-
tes etapas:
• Determinar o valor contábil líquido do bem
• Determinar o maior valor recuperável do bem
− Determinar o valor contábil líquido do bem
Ativo A = 75.000 – 37.500 = 37.500
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Ativo B = 250.000 – 50.000 – 10.000 = 190.000
− Determinar o maior valor recuperável do bem
Ativo A = valor recuperável = 36.000 (maior entre valor em uso e valor justo)
Ativo B = valor recuperável = 205.000 (maior entre valor em uso e valor justo)
− Comparação entre o valor contábil e o maior valor recuperável
Ativo A > VC = 37.500 / VRL = 36.000 = Constituir uma perda por recuperabilidade de 1.500.
Ativo B > VC = 190.000 / VRL = 205.000 = como aumentou a empresa deve reverter a perda por 
valor não recuperável de 10.000.
Letra c.
O processo de mensuração consiste em determinar os valores pelos quais os elementos das 
demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados nestas. A respeito das ba-
ses de mensuração de ativos e passivos, julgue o item que se segue.
046. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) O custo de terreno adquirido por meio de transação 
sem contraprestação deve ser mensurado pelo seu valor justo, na data da aquisição.
Vimos na aula que um imobilizado adquirido por meio de uma transação sem contraprestação, 
como é o caso de terrenos recebidos por um particular sem pagamento ou com pagamento 
simbólico, deve ter o seu custo mensurado pelo seu valor justo na data da aquisição.
Certo.
Uma entidade pública adquiriu, em fevereiro de 2018, 10 caminhões para a coleta de resíduos 
sólidos, ao custo unitário de R$ 178.000, tendo a concessionária cobrado o valor de R$ 20.000 
pelo frete da entrega dos 10 veículos. A entidade estima em cinco anos o tempo de vida útil 
dos caminhões e em R$ 30.000 o valor residual unitário. Em março de 2018 eles entraram em 
funcionamento.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o próximo item.
047. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) A despesa de depreciação do ativo durante o perío-
do de utilização será de R$ 25.000 mensais.
Para calcular a depreciação mensal, basta calcular a depreciação anual e dividir por 12.
Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) / vida útil
Valor do bem = 178.000 x 10 veículos + 20.000 = 1.800.000
Valor residual = 30.000 x 10 veículos = 300.000
DA = (1.800.000 – 300.000) / 5 anos
DA = 300.000
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Mensalmente, a empresa irá registrar uma despesa com depreciação de $ 25.000 
(300.000/12 meses).
Certo.
048. (COMPERVE/UFRN/TÉCNICO CONTÁBIL/2021) A depreciação pode ser entendida 
como o custo ou a despesa da obsolescência de um determinado ativo. Na Demonstração 
das Variações Patrimoniais (DVP) da UFRN relativa ao exercício encerrado em 31/12/2019, foi 
evidenciada uma depreciação de cerca de R$ 40 milhões naquele ano. Numa reunião ocorrida 
no gabinete do Reitor em meados de junho de 2020, foi perguntado ao técnico em contabili-
dade quanto teria sido o valor da depreciação no ano anterior. Ao consultar sua pasta de do-
cumentos, o técnico percebeu que estava com todas as demonstrações contábeis do ano de 
2019, exceto a DVP. Para não ficar sem ter como responder à pergunta, o técnico conseguiu a 
informação a partir de um cálculo que ele realizou utilizando informações disponíveis em outra 
demonstração contábil. Essa outra demonstração foi
a) o Balanço Financeiro.
b) a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.
c) a Demonstração dos Fluxos de Caixa.
d) o Balanço Patrimonial.
A depreciação é uma VPD que será apresentada na DVP, contudo, também pode ser obtida por 
meio da análise do saldo da conta depreciação acumulada no Balanço Patrimonial.
Letra d.
049. (INSTITUTO AOCP/NOVO HAMBURGO-RS/CONTADOR/2020) A perda por irrecupera-
bilidade de um ativo imobilizado, ocorrida no patrimônio da Prefeitura Municipal de Novo Ham-
burgo (RS), representa um(a)
a) redução nos benefícios econômicos futuros ou no potencial de serviços desse ativo, que re-
flete um declínio na sua utilidade além do reconhecimento sistemático por meio da depreciação.
b) desvalorização desse ativo imobilizado, tendo em vista que seu valor contábil excedeu seu 
valor recuperável.
c) aumento do valor contábil desse ativo imobilizado, tendo em vista que seu valor contábil não 
excedeu seu valor recuperável.
d) redução do valor dos bens desse ativo imobilizado pelo desgaste ou perda de utilidade por 
uso, ação da natureza ou obsolescência.
e) reavaliação negativa desse ativo, tendo em vista que o valor de mercado do bem é inferior 
ao valor registrado na contabilidade, ocasionando a perda dos benefícios econômicos ou do 
potencial de serviços desse ativo.
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A perda por recuperabilidade de um ativo deve ser registrada quando o valor recuperável do 
bem é menor que o seu valor contábil, pois representa que a entidade não irá conseguir recu-
perar o valor aplicado no bem.
Letra b.
050. (INSTITUTO AOCP/BETIM-MG/CONTADOR/2020) A Prefeitura Municipal de Betim 
(MG) adquiriu, em 10/01/2018, um ativo intangível por R$ 80.000,00, incorrendo em gastos de 
R$ 2.000,00 para registro desse ativo intangível. Na data da aquisição, a Prefeitura estimou que 
a vida útil do ativo intangível era indefinida e não apresentava valor residual. Em 31/12/2018, 
ao realizar o teste de recuperabilidade do ativo (impairment), a Prefeitura Municipal obteve as 
seguintes informações:
Valor em uso: R$ 72.000,00. Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 65.000,00.
Com base nas informações apresentadas, a Prefeitura Municipal de Betim (MG) deverá reco-
nhecer um valor recuperável de
a) R$ 82.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 5.000,00.
b) R$ 65.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 5.000,00.
c) R$ 72.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 10.000,00.
d) R$ 65.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 10.000,00.
e) R$ 72.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 8.000,00.
A pegadinha da questão é que a prefeitura estimou a vida útil do intangível como indefinida, 
assim ele não sofrerá amortização, devendo sofrer somente o teste de recuperabilidade, com-
parando o valor contábil do bem com o seu maior valor realizável.
Valor contábil = 82.000
Valor recuperável = 72.000
Pelo uso = 72.000
Pela venda = 65.000
Neste caso, a entidade deverá reconhecer o ativo pelo seu maior valor recuperável (72.000) e 
registrar uma VPD pela perda de 10.000.
Letra c.
051. (UFG/UFG/CONTADOR/2019) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade NBC 
TSP 07 – Ativo imobilizado, o montante pelo qual um ativo é reconhecido após a dedução 
da depreciação acumulada e das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável, é 
denominado:
a) Valor recuperável de serviço.
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b) Valor residual do ativo.
c) Valor depreciável.
d) Valor contábil.
e) Valor específico para a entidade.
O valor contábil de um ativo é apurado deduzindo-se do valor original, dos valores da deprecia-
ção acumulada e da estimativa para perda, se houver.
É o valor que o bem está apresentado no balanço patrimonial.
Letra d.
052. (IESES/SÃO JOSE-SC/CONTADOR/2020) Com relação ao ativo imobilizado no meio pú-
blico temos o seguinte conceito. “É a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou per-
da de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.” Este conceito relaciona-se a(ao)?
a) Valor Depreciável.
b) Exaustão.
c) Depreciação.
d) Custo do Ativo.
A depreciação, que é uma VPD, representa a realização dos ativos tangíveis pelo desgaste ou 
perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.
Letra c.
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Bacharel em Ciências Contábeis, pós-graduado em Análise Gerencial, Docência para Nível Superior, 
Auditoria e Perícia Contábil. É ex-servidor público do Executivo Federal – Ministério do Exército e ex-
servidor público do Legislativo Federal – Assessor Parlamentar. Atualmente, é professor de Contabilidade 
e Auditoria Pública e Privada.
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	Procedimentos Contábeis Patrimoniais
	Imobilizado
	Mensuração Inicial do Imobilizado
	Mensuração após o Reconhecimento
	Método de Custo ou Modelo de Custo
	Método da Reavaliação
	Intangível
	Mensuração do Intangível
	Reavaliação de Ativos
	Registro Contábil da Reavaliação
	Redução ao Valor Recuperável
	Teste de Recuperabilidade
	Depreciação, Amortização e Exaustão
	Conceitos Básicos Relacionados
	Métodos de Depreciação
	Depreciação de Bens já em Uso
	AVALIAR 5: 
	Página 60:civil e criminal.
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Note que ativos descritos como bens do patrimônio cultural são assim chamados devido a 
sua significância histórica, cultural ou ambiental.
Exemplos incluem monumentos e prédios históricos, sítios arqueológicos, áreas de con-
servação e reservas naturais. Esses ativos são raramente mantidos para gerar entradas de 
caixa e pode haver obstáculos legais ou sociais para usá-los em tais propósitos.
Certas características são geralmente apresentadas por bens do patrimônio cultural (ape-
sar de não serem exclusivas de tais ativos):
 ◦ O seu valor cultural, ambiental, educacional e histórico provavelmente não é refleti-
do totalmente no valor financeiro puramente baseado no preço de mercado.
 ◦ As obrigações legais ou estatutárias podem impor proibições ou restrições seve-
ras na alienação por venda.
 ◦ São geralmente insubstituíveis e seus valores podem aumentar ao longo do tempo, 
mesmo se sua condição física se deteriorar.
 ◦ Pode ser difícil estimar sua vida útil, a qual em alguns casos pode ser de centenas 
de anos.
• Bens imóveis em andamento: compreendem os valores de bens imóveis em andamento 
ainda não concluídos. Exemplos: obras em andamento, estudos e projetos (que englo-
bem limpeza do terreno, serviços topográficos etc.) e benfeitoria em propriedade de 
terceiros.
• Demais bens imóveis: compreendem os demais bens imóveis não classificados ante-
riormente. Exemplos: bens imóveis locados para terceiros, imóveis em poder de tercei-
ros, entre outros bens.
Na prática contábil, antes de efetuar a avaliação ou mensuração de ativos, faz-se neces-
sário o reconhecimento do bem como ativo. Para isso, a entidade deverá aplicar o princípio 
geral de reconhecimento para todos os ativos imobilizados no momento em que os custos são 
incorridos, incluindo os custos iniciais e os subsequentes.
Os procedimentos de reconhecimento e mensuração de ativos imobilizados devem ser apli-
cados também para bens do patrimônio cultural que possuem, além de seu valor cultural, be-
nefícios econômicos futuros ou potencial de serviços. É o caso, por exemplo, de um prédio 
histórico usado como escritório.
mensuração InIcIal do ImobIlIzado
O ativo imobilizado é reconhecido inicialmente com base no valor de aquisição, produção 
ou construção.
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Um item do ativo imobilizado deve ser mensurado no reconhecimento pelo seu custo original.
• Os elementos do custo de um ativo imobilizado compreendem:
• seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e tributos não recuperá-
veis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos;
• quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição neces-
sários para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração. 
São exemplos de custos diretamente atribuíveis:
− custos de pessoal decorrentes diretamente da construção ou aquisição de item do 
ativo imobilizado;
− custos de preparação do local;
− custos de frete e manuseio (para recebimento e instalação);
− honorários profissionais.
Por outro lado, não se consideram custo de um item do ativo imobilizado as despesas ad-
ministrativas e outros gastos indiretos.
Um ponto importante a ser destacado é o de que, quando se tratar de ativos do imobilizado 
obtidos a título gratuito, devem ser registrados pelo valor justo na data de sua aquisição, sendo 
que deverá ser considerado o valor resultante da avaliação obtida com base em procedimento 
técnico ou valor patrimonial definido nos termos da doação.
Assim, para a mensuração inicial do custo de um item de ativo imobilizado pode haver 
duas alternativas:
• a do preço à vista; ou
• o valor justo na data do reconhecimento, quando um ativo é adquirido por meio de uma 
transação sem contraprestação.
Deve também ser evidenciado, em notas explicativas, o critério de mensuração ou avalia-
ção dos ativos do imobilizado obtidos a título gratuito, bem como a eventual impossibilidade 
de sua valoração devidamente justificada.
O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo imobilizado cessa 
quando o item está no local e nas condições operacionais pretendidas pela administração. 
Portanto, os custos incorridos no uso ou na transferência ou reinstalação de um item não são 
incluídos no seu valor contábil, como, por exemplo, os custos incorridos durante o período em 
que o ativo ainda não está sendo utilizado ou está sendo operado a uma capacidade inferior à 
sua capacidade total.
Dessa forma, os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo imobi-
lizado devem ser incorporados ao valor desse ativo quando houver possibilidade de geração 
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de benefícios econômicos futuros ou potenciais de serviços. Qualquer outro gasto que não 
gere benefícios futuros deve ser reconhecido como variação patrimonial diminutiva (VPD) do 
período em que seja incorrido.
É importante destacar que o gasto subsequente só será reconhecido como ativo quando 
ele melhorar as condições do ativo ampliando a vida útil econômica originalmente estimada. 
Como nos casos de:
• modificação de um bem da fábrica para prolongar sua vida útil, ou para aumentar sua 
capacidade;
• aperfeiçoamento de peças de máquina para conseguir um aumento substancial na qua-
lidade da produção; e
• adoção de novos processos de produção permitindo redução substancial nos custos 
operacionais anteriormente avaliados.
Veja o mnemônico abaixo:
Itens como peças de reposição, equipamentos sobressalentes e equipamentos de manuten-
ção devem ser reconhecidos como ativo imobilizado, quando atenderem à definição. Caso não 
atendam a definição de ativo imobilizado, devem ser classificados como estoques.
Equipamentos militares especializados geralmente se enquadram na definição de ativo imobi-
lizado, devendo ser reconhecidos como ativo.
Se o prazo de pagamento em imobilizado comprado a prazo excede os prazos normais de 
crédito, a diferença entre o preço equivalente à vista e o total dos pagamentos deve ser reco-
nhecida como despesa com juros durante o período.
Quando se tratar de ativos imobilizados obtidos a título gratuito, estes devem ser registra-
dos pelo valor justo na data de sua aquisição, sendo que deverá ser considerado o valor resul-
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tante da avaliação obtida com base em procedimentos técnicos ou o valor patrimonial definido 
nos termos da doação.
O reconhecimento e a mensuração de ativos classificados como bens do patrimônio cul-
tural são FACULTATIVOS. Porém, caso sejam registrados pelo ente, devem ser evidenciados 
conforme as normas apresentadas nesta aula.
EXEMPLO
Um prédio histórico utilizado como escritório pode possuir benefício econômico ou potencial 
de serviços além de seu valor cultural. Neste caso, o ativo deve ser reconhecido e mensurado 
na mesma base de outros ativos imobilizados. Ressalta-se que alguns recursos minerais e 
florestais, tais como petróleo,gás natural e recursos não regenerativos semelhantes, são de 
difícil mensuração e ainda carecem de normatização específica.
mensuração após o reconhecImento
Após o reconhecimento inicial do ativo imobilizado, com base no Manual de Contabilidade 
Aplicada ao Setor Público (MCASP), a entidade deve mensurar esses itens escolhendo entre 
o Método de Custo ou o Método da Reavaliação, devendo aplicar a política adotada para toda 
uma classe de ativos imobilizados.
Classe de ativo imobilizado é um agrupamento de ativos de natureza e uso semelhantes 
nas operações da entidade. São exemplos de classes individuais:
• terrenos;
• terrenos e edifícios;
• máquinas;
• navios;
• aviões;
• veículos a motor;
• móveis e utensílios; e
• equipamentos de escritório.
O modelo do custo consiste no valor de aquisição, produção ou construção menos a depre-
ciação acumulada e as perdas acumuladas por imparidade. É o custo ajustado.
O modelo da reavaliação consiste no valor justo sujeito à reavaliação periódica menos a 
depreciação acumulada e as perdas acumuladas por imparidade. É o valor de mercado.
método de custo ou modelo de custo
É o método onde um item do ativo é evidenciado pelo custo de aquisição menos qualquer 
depreciação e redução ao valor recuperável acumuladas.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II
CONTABILIDADE PÚBLICA
Claudio Zorzo
• Depreciação é a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade 
por uso, ação da natureza ou obsolescência.
• Redução ao Valor Recuperável (impairment) é a redução nos benefícios econômicos 
futuros ou no potencial de serviços de um ativo, que reflete um declínio na sua utilidade 
além do reconhecimento sistemático por meio da depreciação
O PULO DO GATO
Os itens do ativo imobilizado estão sujeitos à depreciação ou exaustão, cuja apuração deve ser 
feita mensalmente quando o item do ativo estiver em condições de uso.
método da reavalIação
É o método utilizado onde o item do ativo, cujo valor justo possa ser mensurado confia-
velmente, deve ser apresentado pelo seu valor reavaliado, correspondente ao seu valor justo à 
data da reavaliação, menos qualquer depreciação e redução ao valor recuperável acumuladas.
O valor justo de terrenos e edifícios é normalmente determinado com base no mercado 
onde ele está inserido. Para diversos ativos, o valor justo será prontamente determinável com 
referência a preços cotados em mercado ativo e líquido. Por exemplo, preços correntes de mer-
cado podem normalmente ser obtidos para terrenos, edificações não especializadas, motores 
de veículos e diversos outros tipos de instalações e equipamentos.
Note que, na prática, a reavaliação significa a adoção do valor de justo no mercado, aban-
donando-se para esses bens o custo original. Objetiva, conceitualmente, que o balanço reflita 
os ativos a valores mais próximos aos custos de reposição.
Caso não haja qualquer evidência disponível para determinar o valor de mercado em um 
mercado ativo de um item de terrenos e edifícios, o valor justo do item pode ser estabelecido 
com referência a outros itens com características semelhantes, em circunstâncias e locais 
semelhantes.
EXEMPLO
O valor justo de um terreno desocupado do governo que tenha sido mantido por um período 
em que poucas transformações tenham ocorrido pode ser estimado tendo como referência o 
valor de mercado de terreno com características e topologia semelhantes, em uma localização 
semelhante, para o qual haja evidências de mercado disponíveis.
O PULO DO GATO
A frequência das reavaliações, se permitidas por lei, depende das mudanças dos valores justos 
do ativo imobilizado que está sendo reavaliado. Assim, quando o valor justo de um ativo reava-
liado diferir materialmente do seu valor contábil, exige-se nova reavaliação.
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Após o reconhecimento inicial, a entidade detentora do ativo deve optar entre valorá-lo pelo 
modelo do custo ou da reavaliação.
O modelo do custo consiste no valor de aquisição, produção ou construção menos a deprecia-
ção acumulada e as perdas acumuladas por imparidade.
O modelo da reavaliação consiste no valor justo sujeito à reavaliação periódica menos a depre-
ciação acumulada e as perdas acumuladas por imparidade.
Intangível
O intangível é um ativo não monetário (não se transformará diretamente em dinheiro), sem 
substância física, identificável, controlado pela entidade, e gerador de benefícios econômicos 
futuros ou serviços potenciais. Compreende os direitos que tenham por objeto bens incorpóre-
os destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade.
Normalmente a contabilidade somente aceita o registro de ativos intangíveis adquiridos de 
forma individualizada, devendo ser registrado inicialmente pelo seu valor de aquisição, depois 
ajustado pela devida amortização.
Um ativo enquadra-se na condição de ativo intangível quando pode ser identificável, con-
trolado e gerador de benefícios econômicos futuros ou serviços potenciais. Caso essas carac-
terísticas não sejam atendidas, o gasto incorrido na sua aquisição ou geração interna deve ser 
reconhecido como variação patrimonial diminutiva.
Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando:
• for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, 
alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacio-
nado, independente da intenção de uso pela entidade; ou
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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• resultar de compromissos obrigatórios (incluindo direitos contratuais ou outros direitos 
legais), independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entida-
de ou de outros direitos e obrigações.
O reconhecimento inicial de um ativo intangível pode ocorrer de três formas:
• aquisição separada;
• geração interna; e
• aquisição por meio de transações sem contraprestação.
Não são considerados itens patrimoniais no ativo não circulante os seguintes intangíveis:
• fundo de comércio gerado internamente;
• gastos com treinamento de pessoal;
• gastos com publicidade e atividades promocionais (incluindo envio de catálogos);
• gastos com remanejamento ou reorganização, total ou parcial, de uma entidade;
• gastos com pesquisas de novos produtos.
Alguns ativos intangíveis podem estar contidos em elementos que possuem substância 
física, como no caso de software ou de licença ou patente. Para saber se um ativo que contém 
elementos intangíveis e tangíveis deve ser tratado como ativo imobilizado ou como ativo intan-
gível, a entidade avalia qual elemento é mais significativo.
EXEMPLO
Um software de uma máquina-ferramenta controlada por computador que não funciona sem 
esse software específico – sem similar no mercado – é parte integrante do referido equipa-
mento, devendo ser tratado como ativo imobilizado.
O mesmo se aplica ao sistema operacional de um computador. Quando o software não é 
parte integrante do respectivo hardware, ele deve ser tratado como ativo intangível.
mensuração do Intangível
Os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade 
pública ou exercidos com essa finalidade são mensurados ou avaliados com base no valor de 
aquisiçãoou de produção.
O critério de mensuração ou avaliação dos ativos intangíveis obtidos a título gratuito e a 
eventual impossibilidade de sua valoração devem ser evidenciados em notas explicativas.
É importante destacar que o órgão ou a entidade inicialmente devem realizar ajustes para 
que as demonstrações contábeis reflitam a realidade dos seus elementos patrimoniais.
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Dessa forma, por exemplo, intangíveis devem ser mensurados inicialmente pelo custo ou 
valor justo, adotando-se, posteriormente, procedimentos de mensuração após o reconheci-
mento (como a amortização para o caso do ativo intangível).
Os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo intangível devem ser 
incorporados ao valor desse ativo quando houver possibilidade de geração de benefícios eco-
nômicos futuros ou potenciais de serviços. Qualquer outro gasto deve ser reconhecido como 
despesa do período em que tenha incorrido.
O PULO DO GATO
Após o reconhecimento inicial do ativo imobilizado e intangível com base no MCASP, a entida-
de deve mensurar as classes que o compõem, escolhendo entre o Modelo de Custo – onde um 
item do ativo é evidenciado pelo custo menos qualquer depreciação, amortização e redução ao 
valor recuperável acumuladas – ou o Método de Reavaliação – onde o item do ativo deve ser 
apresentado pelo seu valor reavaliado, correspondente ao seu valor justo à data da reavaliação, 
menos qualquer depreciação/amortização e redução ao valor recuperável acumuladas. Depois 
de reconhecido, escolhido o método de avaliação e de estar em condições de uso, o intangível 
será deduzido do saldo da respectiva conta de amortização acumulada e do montante acumu-
lado de quaisquer perdas do valor que hajam sofrido ao longo de sua vida útil por redução ao 
valor recuperável (impairment).
Para ajustar o intangível, primeiro a entidade deve classificar a vida útil do ativo intangível 
em definida e indefinida.
• A vida útil é definida quando a entidade tem o prazo estabelecido para utilização do in-
tangível.
• A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível quando não existe um 
limite previsível para o período durante o qual o ativo deverá gerar fluxos de caixa líqui-
dos positivos ou fornecer serviços para a entidade. O termo “indefinida” não significa 
“infinita”.
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A amortização de ativos intangíveis com vida útil definida deve ser iniciada a partir do mo-
mento em que o ativo estiver disponível para uso. A amortização deve cessar na data em que 
o ativo é classificado como mantido para venda, quando estiver totalmente amortizado ou na 
data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro.
A amortização para cada período deve ser reconhecida no resultado, contra uma conta 
retificadora do ativo.
O período e o método de amortização de ativo intangível com vida útil definida devem ser 
revisados pelo menos ao final de cada exercício.
Caso a vida útil prevista do ativo seja diferente de estimativas anteriores, o prazo de amor-
tização deve ser devidamente alterado. Se houver alteração no padrão de consumo previsto 
dos benefícios econômicos futuros ou serviços potenciais atrelados ao ativo, o método de 
amortização deve ser alterado para refletir essa mudança.
Tais mudanças devem ser consideradas como mudanças nas estimativas.
O ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado. Entretanto, a entidade deve 
testar a perda de valor dos ativos intangíveis com vida útil indefinida, ou aqueles ainda não 
disponíveis para o uso, comparando o valor recuperável com o seu valor contábil sempre que 
existam indícios de que o ativo intangível possa ter perdido valor.
A vida útil de um ativo intangível que não é amortizado deve ser revisada periodicamente para 
determinar se eventos e circunstâncias continuam a consubstanciar a avaliação de vida útil 
indefinida.
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001. (IF-MT/IF-MT/PROFESSOR DE CONTABILIDADE/2014) O Ativo Imobilizado é forma-
do por bens
a) sujeitos à perda de valor por amortização.
b) corpóreos e incorpóreos de uso próprio da entidade.
c) corpóreos usados na manutenção das atividades da entidade.
d) de participações permanentes que não se destinam à manutenção das atividades da entidade.
Ativo imobilizado é o item tangível que: é mantido para uso na produção ou fornecimento de 
mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e se espera utilizar 
por mais de um período.
Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção 
das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de ope-
rações que transfiram a ela os benefícios, os riscos e o controle desses bens.
O imobilizado será ajustado, essencialmente, pela depreciação.
Letra c.
002. (CESPE/TRT-8ª/ANALISTA CONTADOR/2016) Assinale a opção que apresenta correta-
mente os itens patrimoniais que podem ser avaliados com base no valor de produção.
a) disponibilidades; investimentos permanentes; intangível.
b) estoques; ativo imobilizado; intangível.
c) estoques; investimentos permanentes; dívidas.
d) intangível; disponibilidades; dívidas.
e) estoques; dívidas; intangível
Na esfera pública, o custo de produção é o principal indicador de mensuração dos ativos, es-
pecialmente o estoque, o imobilizado e o intangível.
Letra b.
003. (VUNESP/TJ-SP/CONTADOR/2019) Uma entidade do setor público recebeu antecipada-
mente, no período, por meio de acordos que ainda não se tornaram obrigatórios, recursos no 
valor de R$ 2.670.000,00. Neste sentido, no momento do recebimento antecipado, a entidade
a) deve reconhecer um ativo e uma obrigação presente.
b) não deve realizar registro, uma vez que os acordos não são obrigatórios.
c) deve reconhecer uma variação patrimonial aumentativa.
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d) deve evidenciar uma despesa orçamentária.
e) deve registrar uma receita com valorização.
O valor recebido antecipadamente será registrado no ativo, na conta disponível, pela entrada 
do dinheiro; em contrapartida de uma VPA recebida antecipadamente, no passivo, pela obriga-
ção assumida.
Letra a.
004. (IADES/AL-GO/CONTADOR/2019) Os bens corpóreos destinados à manutenção das ati-
vidades da entidade adquiridos mediante operações de arrendamento mercantil, em que os 
benefícios, os riscos e os controles desses bens são transferidos para a empresa, são classi-
ficados no subgrupo ativo
a) realizável a longo prazo.
b) imobilizado.
c) investimento.
d) diferido.
e) intangível.
A questão está tratando de um ativo imobilizado. Nesse caso, foi obtido por meio de arrenda-
mento mercantil financeiro. O assunto é apresentado na Lei n. 6.404/76 em seu art. 179 da 
seguinte forma:
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:
IV – No ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreosdestinados à manu-
tenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os 
decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens 
(...).
Letra b.
005. (UFU/UFU/CONTADOR/2018) Conforme Estrutura Conceitual para Elaboração e Divul-
gação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, assinale a 
alternativa que NÃO corresponde às bases de mensuração para os ativos.
a) Custo histórico
b) Valor de mercado
c) Preço líquido de venda
d) Preço Presumido
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Conforme vimos na aula, as seguintes bases de mensuração para os ativos são identificadas 
e discutidas à luz da informação que fornecem sobre o custo de serviços prestados, a capaci-
dade operacional e a capacidade financeira da entidade, além da extensão na qual fornecem 
informação que satisfaça as características qualitativas: custo histórico, valor de mercado, 
custo de reposição ou substituição, preço líquido de venda e valor em uso.
Letra d.
006. (FGV/SEFIN-RO/CONTADOR/2018) A NBC T 16.9 – Depreciação, Amortização e Exaus-
tão define as informações que devem ser divulgadas em nota explicativa para cada classe de 
ativo imobilizado.
As opções a seguir, apresentam as informações necessárias, à exceção de uma. Assinale-a.
a) O motivo da baixa e o efeito gerado por ela.
b) O método utilizado, a vida útil econômica e a taxa utilizada.
c) O valor contábil bruto e a depreciação acumulada no início e no fim do período.
d) As mudanças de estimativas em relação ao valor residual e à vida útil econômica.
e) As mudanças de estimativas em relação ao método e à taxa utilizada.
Segundo o CFC, as demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de imobilizado, 
em nota explicativa: o método utilizado, a vida útil econômica e a taxa utilizada, o valor contábil 
bruto e a depreciação, a amortização e a exaustão acumuladas no início e no fim do período, 
as mudanças nas estimativas em relação a valores residuais e à vida econômica, o método e 
a taxa utilizados.
�Não há necessidade de divulgar o motivo da baixa do bem, pois isso não tem relação com a 
depreciação.
Letra a.
007. (CESGRANSRIO/IBGE/CONTADOR/2013) Considerando-se os estritos termos do Ma-
nual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, parte II – (Procedimentos Contábeis Patrimo-
niais) em vigor, os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos, desde que destinados à 
manutenção da atividade pública, devem ser mensurados ou avaliados com base no preço de 
aquisição ou produção,
a) acrescido do valor residual e deduzido da amortização acumulada.
b) acrescido do valor residual mais os ganhos acumulados pela avaliação de mercado.
c) deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável e do valor residual.
d) deduzido da amortização acumulada e das perdas acumuladas por redução ao valor 
recuperável
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e) deduzido da amortização acumulada e dos gastos indispensáveis à sua efetiva utilização.
A questão foi de contabilidade pública, mas se encaixa no nosso contexto.
Bens incorpóreos são os intangíveis e eles serão ajustados pela amortização acumulada e 
pelo ajuste do teste de recuperabilidade. Lembre-se de que ativos com vida útil indefinida so-
mente sofrerão o ajuste pelo teste de recuperabilidade.
Letra d.
008. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) Uma empresa possui uma marca de fama mun-
dial, que a possibilita vender seus produtos a um preço maior do que os dos seus concorrentes, 
uma vez que seus clientes valorizam a marca como sendo de qualidade, confiança e inovado-
ra. Do ponto de vista contábil, essa marca:
a) não tem nenhum valor.
b) gerencialmente, não pode ser contabilizada.
c) constitui-se num ativo intangível.
d) não seria jamais considerada quando da aquisição ou combinação de negócios.
e) deve ser depreciada periodicamente.
O intangível é um ativo não monetário, sem substância física, identificável, controlado pela 
entidade e gerador de benefícios econômicos futuros ou serviços potenciais. Compreende os 
direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou 
exercidos com essa finalidade, como é o caso da marca.
Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando: for separável, ou seja, puder ser 
separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente 
ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela 
entidade; ou resultar de compromissos obrigatórios (incluindo direitos contratuais ou outros 
direitos legais), independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da enti-
dade ou de outros direitos e obrigações.
Note que a empresa possui uma marca que está sob o seu controle e gera benefício econômi-
co futuro. Assim, a marca deve ser tratada como um intangível da empresa.
Esse intangível deve ser avaliado pelo teste de recuperabilidade anualmente.
Letra c.
009. (FGV/SUDENE/CONTADOR/2016) Quanto ao reconhecimento de um ativo intangível, é 
correto afirmar que ocorrerá quando
a) for provável que os benefícios econômicos atribuíveis ao ativo forem gerados em favor da 
entidade ou daquela a quem se pretende vender.
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b) o custo for mensurado com confiabilidade.
c) o método de custo aplicado for o de recuperabilidade.
d) for pelo valor justo a data de reavaliação com a contrapartida na reserva de reavaliação do 
patrimônio líquido.
e) a entidade adquirir o bem intangível pelo custo histórico deduzido da depreciação acumulada.
Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando: for separável, ou seja, puder ser 
separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente 
ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela 
entidade; ou resultar de compromissos obrigatórios (incluindo direitos contratuais ou outros 
direitos legais), independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da enti-
dade ou de outros direitos e obrigações.
Os intangíveis devem ser mensurados inicialmente pelo custo ou valor justo, adotando-se, 
posteriormente, procedimentos de mensuração após o reconhecimento (como a amortização 
para o caso do ativo intangível).
Os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo intangível devem ser 
incorporados ao valor desse ativo quando houver possibilidade de geração de benefícios eco-
nômicos futuros ou potenciais de serviços.
Letra b.
010. (IBADE/ITAPEMIRIM-ES/CONTADOR/2020) De acordo com a NBC T 16.9 – Deprecia-
ção, um item integrado ao ativo imobilizado terá sua depreciação iniciada, quando:
a) der entrada da entidade pública.
b) iniciada sua utilização produtiva.
c) tão logo sua saída da empresa que efetuou a venda.
d) estiver em condições de uso.
e) identificado o valor residual.
Um ativo deverá começar a depreciar quando estiver nas condições de uso estabelecidas pela 
administração da entidade.
Letra d.
011. (CESPE/DPF/CONTADOR/2014) Os valores de bens registrados no ativo imobilizado ou 
intangível podem ser aumentados em função de reavaliaçãoou de teste de impairment.
Reavaliação é diferente de teste de recuperabilidade.
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Reavaliação: quando houver valorização e o valor contábil é muito menor que o valor de mer-
cado. Visa a aumentar o valor do bem.
Teste de recuperabilidade: quando houver desvalorização e o valor contábil for maior que o 
valor recuperável. Visa a diminuir o valor do bem.
A regra contábil é que a reavaliação seja utilizada para aumentar o valor de um bem desva-
lorizado e o teste de recuperabilidade seja utilizado para diminuir o valor de um ativo super-
valorizado.
Contudo, como exceção, a reavaliação pode diminuir o valor do bem e o teste de recuperabili-
dade pode aumentar até o valor antigo.
Errado.
Com base no disposto nas normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público, 
emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, julgue os itens seguintes.
012. (CESPE/TRT 10ª/CONTADOR/2013) Os bens de uso comum, considerados tecnicamen-
te de vida útil indeterminada, não estão sujeitos ao regime de depreciação.
Não estão sujeitos à depreciação os seguintes ativos:
• bens móveis de natureza cultural, tais como obras de artes, antiguidades, documentos, 
bens com interesse histórico, bens integrados em coleções, entre outros;
• bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos, considerados, 
tecnicamente, de vida útil indeterminada;
• animais que se destinam à exposição e à preservação;
• terrenos rurais e urbanos.
Certo.
Julgue o próximo item com referência aos critérios de reconhecimento e classificação de ati-
vos e passivos.
013. (CESPE/STJ/CONTADOR/2015) Desde que sejam atendidos os critérios de reconheci-
mento de ativos, é possível fazer o registro de ativos intangíveis adquiridos por meio de transa-
ções sem contraprestação.
Transação sem contraprestação é aquela em que a entidade recebe ativos ou serviços ou tem 
passivos extintos e entrega valor irrisório ou nenhum valor em troca. É o caso quando a entida-
de recebe um intangível como doação.
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Exemplos de transações sem contraprestação incluem a receita decorrente do exercício do po-
der soberano (por exemplo, tributos diretos e indiretos, multas e tributos alfandegários), de sub-
sídios e de doações. Assim, um intangível pode ser obtido por transação em contraprestação.
Certo.
Acerca da mensuração de ativos e passivos e do tratamento contábil aplicável aos impostos e 
às contribuições no setor público, julgue os itens subsequentes.
014. (CESPE/TJ-SE/CONTADOR/2014) Para a adoção dos procedimentos descritos no 
MCASP, os itens do imobilizado devem ser mensurados inicialmente pelo valor de aquisição 
ou de produção, deduzido da depreciação acumulada.
O ativo imobilizado, incluindo os gastos adicionais ou complementares, é reconhecido inicial-
mente com base no valor de aquisição, produção ou construção.
Após o reconhecimento inicial, a entidade detentora do ativo deve optar entre valorá-lo pelo 
modelo do custo ajustado pela depreciação ou pelo método da reavaliação.
Errado.
Com relação à mensuração de ativos e passivos em entidades públicas, julgue o item seguinte.
015. (CESPE/CGE-PI/AUDITOR GOVERNAMENTAL/2015) Caso não seja possível, even-
tualmente, a valoração dos ativos intangíveis obtidos a título gratuito, eles não deverão ser 
evidenciados.
Evidenciar uma informação é apresentá-la nas notas explicativas. É um procedimento diferen-
te de reconhecer no balanço patrimonial.
Quando a empresa não conseguir estabelecer um valor confiável para um ativo, ela não deve 
reconhecê-lo no BP.
A contabilidade aplicada ao setor público (Casp) destaca que o critério de mensuração ou 
avaliação dos ativos intangíveis obtidos a título gratuito e a eventual impossibilidade de sua 
valoração devem ser evidenciados em notas explicativas.
Errado.
Com relação às variações patrimoniais e à mensuração de ativos e passivos, julgue os 
itens a seguir.
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016. (CESPE/ANTAQ/CONTADOR/2014) O valor de reposição de um ativo depreciado pode 
ser estabelecido por referência ao seu preço de compra ou de construção, sendo vedada a 
comparação com ativos semelhantes ou similares de características diversas.
O valor de reposição é o valor utilizado como entrada para avaliar/trocar um ativo por outro 
com características idênticas e mesmo potencial de geração de benefícios.
O MCASP estabelece que nos processos de reavaliação de ativos, caso o valor de reposição 
tenha como referência a compra de um bem, esse bem deverá ter as mesmas características 
e o mesmo estado físico do bem objeto da reavaliação.
Outra possibilidade é considerar como valor de reposição o custo de construção de um ativo 
semelhante, com similar potencial de serviço.
A assertiva está errada, pois o valor de reposição pode ser comprado com o custo de ativos 
semelhantes.
Errado.
Julgue o item a seguir, relativo à mensuração de ativos e passivos do setor público.
017. (CESPE/CODEVASF/CONTADOR/2021) Quando incorridos, os custos com a manutenção 
periódica de um item do ativo imobilizado devem ser reconhecidos no resultado do exercício.
Os gastos com manutenção dos ativos imobilizados serão lançados como Variação Patri-
monial Diminutiva, no resultado patrimonial da entidade, pois não aumentam o potencial de 
uso do ativo.
Certo.
reavalIação de atIvos
Na contabilidade, a avaliação patrimonial é a atribuição de valor monetário a itens do ativo 
e do passivo decorrentes de julgamento fundamentado em consenso entre as partes e que 
traduza, com razoabilidade, a evidenciação dos atos e dos fatos administrativos.
Dentro do conceito de avaliação patrimonial, a reavaliação é a adoção do valor de mercado 
ou de consenso entre as partes para bens do ativo. Objetiva que o balanço reflita os ativos a 
valores mais próximos aos custos de reposição.
Nós já vimos que o custo de reposição ou substituição é o custo mais econômico (menor 
valor) exigido para a entidade substituir o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante 
que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil) na data do relatório.
Assim, o custo de reposição (depreciado otimizado) envolve o custo atual de repor um ativo 
moderno eficiente e otimizado que provê uma qualidade de fornecimento similar ao ativo exis-
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tente, com capacidade suficiente para atender à demanda atual com previsão de crescimento 
futuro, que deveria ser instalado hoje de forma a prover o mesmo nível de serviços (manter o 
potencial de serviços), sendo depreciado com base nas taxas médias de depreciação.
EXEMPLO
Se a entidade possui uma escola que comporte quinhentos alunos, mas, devido a mudanças 
demográficas desde a sua construção, seja adequada uma escola para cem alunos para as 
necessidades atuais e razoavelmente requeridas, o custo de reposição do ativo é aquele deuma escola para cem alunos.
Um município tem um posto de saúde onde o custo do serviço é previsto para atender 1.000 
cidadãos ao mês. Contudo, o novo prefeito fechou um acordo com uma rede de hospitais pri-
vados que atenderão aos cidadãos no período noturno e, assim, a demanda do posto de saúde 
será de 300 pessoas ao mês. O custo de reposição é para 300 pessoas.
Uma entidade possui um ônibus comprado há 3 anos e com vida útil estabelecida para 5 anos. 
Porém, ele mudou sua destinação, sendo utilizado somente aos fins de semana para desloca-
mentos de estudantes para uma faculdade em outra cidade. O custo de reposição está relacio-
nado com a nova vida útil.
Na prática, dentro do conceito de prestação de serviço ao público, diversos fatores podem 
fazer com que o valor contábil de um ativo não corresponda ao seu valor justo. Desta forma, 
se após o reconhecimento inicial de uma classe de ativo imobilizado ou intangível a entidade 
adotar esse método de mensuração, é necessário que periodicamente esses bens passem por 
um processo visando a adequar o seu valor contábil.
Cabe ressaltar que, uma vez adotado o método da reavaliação, ela não pode ser realizada 
de forma seletiva. Ou seja, deve-se avaliar, na data das demonstrações contábeis, se há neces-
sidade de se proceder à reavaliação de todos os itens da mesma classe, e isso pode ensejar 
aumentos ou diminuições de valores contábeis de ativos, já que o modelo tem por principal 
referência o valor de mercado.
O PULO DO GATO
A frequência com que as reavaliações são realizadas depende das mudanças dos valores justos 
dos itens do ativo que serão reavaliados. Contudo, sempre que o valor justo de um ativo diferir 
materialmente do seu valor contábil registrado, exige-se nova reavaliação. Os itens do ativo que 
sofrerem mudanças significativas no valor justo necessitam de reavaliação anual.
Tais reavaliações frequentes são desnecessárias para itens do ativo que não sofrem mudanças 
significativas no valor justo. Para esses casos, as entidades podem reavaliar o item apenas a 
cada três ou cinco anos, devendo ser realizada somente se houver necessidade.
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Quando um item do ativo imobilizado é reavaliado, a depreciação acumulada na data da reavalia-
ção deve ser eliminada contra o valor contábil bruto do ativo, atualizando-se o seu valor líquido 
pelo valor reavaliado, sendo que o valor do ajuste decorrente da atualização ou da eliminação 
da depreciação acumulada faz parte do aumento ou da diminuição no valor contábil registrado.
É importante salientar que, se um item do ativo imobilizado for reavaliado, é necessário que 
toda a classe de contas do ativo imobilizado à qual pertence esse ativo seja reavaliada.
Classe de contas do ativo imobilizado é um agrupamento de ativos de natureza e uso se-
melhantes nas operações da entidade. São exemplos de classe de contas:
• terrenos;
• edifícios operacionais;
• estradas;
• maquinário;
• redes de transmissão de energia elétrica;
• navios;
• aeronaves;
• equipamentos militares especiais;
• veículos a motor;
• móveis e utensílios;
• equipamentos de escritório; e
• plataformas de petróleo.
Já uma classe de contas do ativo intangível é um agrupamento de ativos de natureza e 
uso semelhantes nas operações da entidade. São exemplos de classes de contas do ativo 
intangível:
• marcas;
• títulos de publicação;
• softwares para computador;
• licenças;
• direitos autorais, patentes e outros direitos de propriedade industrial, de serviços e ope-
racionais;
• receitas, fórmulas, modelos, projetos e protótipos; e
• ativos intangíveis em desenvolvimento.
Os itens da classe de contas do ativo imobilizado/intangível são reavaliados simultanea-
mente para que sejam evitadas a reavaliação seletiva de ativos e a divulgação de montantes 
nas demonstrações contábeis que sejam uma combinação de valores em datas diferentes.
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Na reavaliação de bens imóveis específicos, a estimativa do valor justo pode ser realizada 
utilizando-se o valor de reposição do bem devidamente depreciado. Caso o valor de reposição 
tenha como referência a compra de um bem, esse bem deverá ter as mesmas características 
e o mesmo estado físico do bem objeto da reavaliação.
Outra possibilidade é considerar como valor de reposição o custo de construção de um 
ativo semelhante com similar potencial de serviço.
Se o valor justo de ativo intangível reavaliado não puder mais ser mensurado em referência a 
mercado ativo, o valor contábil desse ativo deve ser o valor reavaliado na data da última reava-
liação em referência ao mercado ativo, menos quaisquer subsequentes amortizações e perdas 
por redução ao valor recuperável acumuladas.
O fato de não mais existir mercado ativo para o intangível reavaliado pode indicar que o ati-
vo foi objeto de redução ao valor recuperável, devendo ser testado (teste de recuperabilidade).
O modelo de reavaliação deve ser aplicado se o valor justo do ativo puder ser determinado 
em referência a mercado ativo na data de avaliação posterior.
A reavaliação pode ser realizada através da elaboração de um laudo técnico por perito ou 
entidade especializada, ou ainda através de relatório de avaliação realizado por uma comissão 
de servidores.
O laudo técnico ou relatório de avaliação conterá ao menos as seguintes informações:
• documentação com a descrição detalhada referente a cada bem que esteja sendo ava-
liado;
• a identificação contábil do bem;
• quais foram os critérios utilizados para avaliação do bem e sua respectiva fundamenta-
ção;
• vida útil remanescente do bem, para que sejam estabelecidos os critérios de deprecia-
ção, a amortização ou a exaustão;
• data de avaliação; e
• a identificação do responsável pela reavaliação.
regIstro contábIl da reavalIação
O MCASP 7ª edição destacava que a contabilização dos aumentos referentes à reavalia-
ção de ativos dependeria do nível de controle que cada ente possui sobre seu patrimônio. Em 
alguns casos, em que há um controle patrimonial avançado, é possível a criação de uma reser-
va de reavaliação no patrimônio líquido, prevista nas normas internacionais de contabilidade 
do setor público.
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Porém, em outros casos, em que os entes não possuam um sistema de controle patrimo-
nial adaptado para o registro da reserva de reavaliação, poderão, facultativamente, reconhecer 
os aumentos ou diminuições relativas à reavaliação de seus ativos no resultado patrimonial 
do período.
Assim, se o valor contábil de uma classe do ativo aumentasse em virtude de reavaliação, 
esse aumento deveria:
• ser creditado diretamente à conta de reserva de reavaliação, ou
• ser creditado diretamente à conta de resultado do período.
Contudo, o MCASP 8ª edição apresentou que os entes públicos que ainda não tenham 
um controle patrimonial adaptado para o registro da reserva de reavaliação e que estão re-
conhecendo os aumentos ou diminuições relativos à reavaliação de seus ativos no resultado 
patrimonial do período, conforme procedimento facultativo previsto na 7ª edição do MCASP, 
deverão fazer os ajustes necessários para a contabilização conforme o previsto nasnormas 
brasileiras de contabilidade do setor público.
Ficou estabelecido que, a partir do ano de 2021, não será mais admitido o reconhecimento 
facultativo dos aumentos ou diminuições relativas à reavaliação de seus ativos diretamente no 
resultado do exercício. Sendo que, nos casos em que o ente reconheceu o aumento relativo à 
reavaliação dos seus ativos diretamente em conta de resultado, não haverá registros de ajus-
tes posteriores.
Assim, atualmente o MCASP 8ª edição destaca que, em consonância com o previsto nas 
normas brasileiras de contabilidade do setor público, se o valor contábil da classe do ativo 
aumentar em virtude da reavaliação, esse aumento deve ser creditado diretamente à conta de 
reserva de reavaliação.
Contudo, antes de registrar o aumento pela reavaliação, a entidade deverá ajustar o valor 
líquido do bem, atualizando o valor do bem pela diminuição da depreciação acumulada.
EXEMPLO
O bem reavaliado é um imóvel com os seguintes dados:
Imóvel – 15.000.000
Depreciação acumulada – (7.000.000)
Note que o valor contábil do bem é de $ 8.000.000, e esse valor será a base para a reavaliação. 
Assim, para atualizar seu valor e depois registrar a reavaliação, é feito o seguinte registro con-
tábil:
Apuração do valor líquido contábil pela baixa da depreciação acumulada:
Natureza da informação: patrimonial
D 1.2.3.8.X.XX.XX (-) Depreciação acumulada
C 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado
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Quando o bem reavaliado aumentar de valor, depois de ajustado o seu valor contábil, esse 
aumento deverá ser creditado diretamente à conta de reserva de reavaliação da seguinte forma:
Valorização do Ativo pela Reavaliação
Natureza da informação: patrimonial
D 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado
C 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo
Entretanto, o aumento deve ser reconhecido no resultado do período, como uma VPA, quando 
se tratar da reversão de decréscimo por reavaliação da classe do ativo anteriormente reconhe-
cido no resultado.
Este registro é um ajuste da perda na reavaliação registrada anteriormente como VPD, o regis-
tro da reversão da perda é o seguinte:
D 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado
C 4.6.X.X.X.XX.XX Valorização e Ganhos com Ativos
Se o valor contábil de uma classe do ativo diminuir em virtude da reavaliação, essa diminui-
ção deve ser reconhecida no resultado do período como uma VPA. O lançamento contábil é o 
seguinte:
D 3.6.X.X.X.XX.XX Desvalorização e Perda de Ativos
C 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado
Porém, se houver saldo de reserva de reavaliação, a diminuição do ativo deve ser debitada dire-
tamente à reserva de reavaliação até o limite de qualquer saldo existente na reserva de reava-
liação referente àquela classe de ativo.
Neste registro, a entidade está ajustando a perda na reavaliação ao saldo positivo existente 
como reserva, no PL; o lançamento contábil é o seguinte:
D 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo
C 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado
A síntese do impacto da reavaliação é a seguinte:
Os entes que reconhecerem a reavaliação de seus ativos em conta de reserva no patrimô-
nio líquido deverão baixar a reserva de reavaliação:
• Pela baixa ou alienação do ativo.
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• Pelo uso. Neste caso, parte da reserva é transferida enquanto o ativo é usado pela entidade.
As transferências da reserva de reavaliação, quando da baixa do bem reavaliado, é feita 
para a conta resultados acumulados, no próprio PL, e não transitam pelo resultado do período.
O lançamento contábil é o seguinte:
D 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo
C 2.3.7.X.X.XX.XX Resultados Acumulados
Quando a reserva de reavaliação se realizar pelo uso do bem reavaliado – ou seja, o bem 
aumentou pela reavaliação e agora está diminuindo de valor pela depreciação – o valor da re-
serva de reavaliação a ser baixado é a diferença entre a depreciação baseada no valor contábil 
reavaliado do ativo e a depreciação que teria sido reconhecida com base no custo histórico 
original do ativo.
O lançamento contábil é o seguinte:
D 3.3.3.X.X.XX.XX Depreciação, Amortização e Exaustão
D 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo Imobilizado
C 1.2.3.8.X.XX.XX (-) Dep., Amortização e Exaustão Acumuladas
EXEMPLO
Um ativo que teve seu valor contábil aumentado pela reavaliação, teve uma depreciação no 
valor de R$ 50.000,00 (vamos considerar que 30.000 mil foi do valor original e 20.000 do valor 
reavaliado).
Como a depreciação total está incidindo sobre o valor original e sobre o valor reavaliado, deve-
mos separar a depreciação incidente sobre o ativo com base em seu custo histórico, que seria 
de R$ 30.000,00, da depreciação oriunda do ganho na reavaliação do ativo, que seria no valor 
de R$ 20.000,00. O valor da depreciação original será uma VPD no resultado. Já o valor da 
depreciação oriunda da reavaliação será em contrapartida da reserva de reavaliação.
O registro contábil é o seguinte:
D- 3.3.3.X.X.XX.XX Depreciação, Amortização e Exaustão 30.000, (valor original)
D- 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo Imobilizado 20.000, (valor reavaliado)
C- 1.2.3.8.X.XX.XX (-) Dep., Amortização e Exaustão Acumuladas 50.000, (redutora do ativo)
Não esqueça que o saldo acumulado relativo à reavaliação do ativo incluída no patrimônio 
líquido, como reserva de reavaliação, somente será transferido para resultados acumulados 
quando for realizada a baixa ou a alienação do ativo. Ou seja, como não existe mais o bem 
reavaliado, não pode existir mais a sua reserva de reavaliação.
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redução ao valor recuperável
Redução ao valor recuperável pode ser entendida como uma perda dos futuros benefícios 
econômicos ou do potencial de serviços de um ativo, além da depreciação.
A redução ao valor recuperável é um instrumento utilizado para adequar o valor contábil 
dos ativos à sua real capacidade de retorno econômico, por meio de um teste de recuperabili-
dade. Assim, reflete um declínio na utilidade de um ativo para a entidade que o controla.
O teste de recuperabilidade, conhecido como “impairment test”, tem por objetivo apresen-
tar de forma neutra e fidedigna o valor real líquido de realização de um ativo.
Reavaliação é diferente de teste de recuperabilidade.
Reavaliação: quando houver valorização e o valor contábil for muito menor que o valor 
de mercado.
Teste de recuperabilidade: quando houver desvalorização e o valor contábil é maior que o valor 
recuperável.
A redução ao valor recuperável pode ser aplicada para ativo gerador de caixa 
(aquele mantido com o objetivo principal de gerar retorno comercial), bem como a 
ativo não gerador de caixa (aquele mantido com o objetivo principal de prestar serviços).
A entidade deve avaliar, no mínimo ao fim de cada exercício social, se há alguma indicação 
de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma indicação de desvalori-
zação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo por meio de um teste de recupe-
rabilidade.
Ao avaliar se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido perda por irrecupera-
bilidade, a entidade deve considerar fatores externos e internos que possam levar aperda do 
valor do bem.
• Fontes Internas de Informação:
− Evidência de danos físicos no ativo.
− Mudanças significativas de longo prazo, com efeito adverso sobre a entidade na me-
dida ou maneira em que um ativo é ou será usado.
− Evidência disponível, proveniente de relatório interno, que indique que o desempenho 
dos serviços de um ativo é ou será pior do que o esperado.
• Fontes Externas de Informação:
− Cessação total ou parcial das demandas ou necessidade dos serviços fornecidos 
pelo bem.
− Para os casos em que haja um mercado ativo e o bem não puder mais ser utilizado, o 
valor de mercado desse bem caiu significativamente, mais do que seria esperado pela 
passagem do tempo ou uso normal.
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− Mudanças significativas, de longo prazo, com efeito adverso para a entidade ocorre-
ram ou estão para ocorrer no ambiente tecnológico, legal ou de política de governo no 
qual a entidade opera.
EXEMPLO
Uma entidade pode ter uma instalação de armazenamento para fins militares que já não é mais 
utilizada. Além disso, devido à natureza especializada dessa instalação e de sua localização, 
é improvável que possa ser arrendada ou vendida e, portanto, a entidade é incapaz de gerar 
fluxos de caixa por meio de arrendamento ou de venda do ativo.
O ativo é considerado como tendo sofrido perda por irrecuperabilidade, porque não é mais 
capaz de prover à entidade com potencial de serviços, pois tem pouca ou nenhuma utilidade 
na contribuição para que ela atinja seus objetivos.
O potencial de serviço de um ativo pode ser reduzido em consequência de uma mudança 
em uma lei ou em um regulamento.
EXEMPLO
Uma estação de tratamento de água que não pode ser usada porque não se encaixa nos novos 
padrões ambientais, sendo seu custo de adequação superior ao valor recuperável.
Uma escola projetada para 1.500 estudantes conta atualmente com a matrícula de 150 estu-
dantes – a escola não pode ser fechada, porque a mais próxima fica a 100 quilômetros. A enti-
dade não prevê o aumento de matrículas de estudantes.
No momento do estabelecimento da escola, o registro de matrículas era de 1.400 estudan-
tes – a entidade teria adquirido uma instalação menor se o número de matrículas tivesse sido 
previsto para ser de 150 estudantes. Desta forma, a entidade determina que a demanda dimi-
nuiu e o valor de serviço recuperável da escola deve ser comparado com o seu valor contábil.
A essência do teste de recuperabilidade é evitar que um ativo esteja registrado no balanço 
patrimonial por um valor contábil maior que o valor recuperável. Desta forma, os ativos devem 
ser evidenciados de forma a refletir os fluxos futuros que a entidade espera obter ou gerar em 
virtude de possuir tal ativo.
• Entende-se por valor contábil o valor que o ativo está apresentando no balanço patri-
monial, ou seja, pelo valor histórico deduzido de depreciação, exaustão ou amortização 
acumulada e de provisão para perda, se existir.
• Valor recuperável é o maior valor entre o valor justo líquido e o seu valor em uso.
− O valor justo é o valor pelo qual o ativo pode ser trocado, existindo um conhecimento 
amplo e disposição por parte dos envolvidos no negócio, em uma transação sem 
favorecimentos.
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− O valor em uso, ou valor específico para a entidade, é o valor presente de fluxos de 
caixa futuros estimados que a entidade espera obter se a empresa continuasse utili-
zando o bem em suas atividades.
teste de recuperabIlIdade
Para aplicar o teste de recuperabilidade nestes grupos, a administração deverá, no mínimo, 
executar as seguintes etapas:
• Determinar o valor contábil líquido do bem.
• Determinar o maior valor recuperável do bem.
• Comparação entre o valor contábil e o valor recuperável.
Quando ficar identificado que o MAIOR valor de realização do ativo é maior que o seu valor 
contábil, não será necessário nenhum tipo de registro.
Entretanto, se o MAIOR valor realizável do ativo for menor que o valor contábil, a empresa 
deverá efetuar o ajuste de emparelhamento.
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O PULO DO GATO
O teste de impairment é feito para avaliar a perda de recuperabilidade dos benefícios econô-
micos futuros que um ativo irá gerar para a entidade. Assim, se o valor recuperável exceder o 
contábil, não há que se falar em ajustes.
Caso, em período futuro, o ativo tenha o seu valor aumentado após uma nova avaliação de 
recuperabilidade, o valor ajustado não poderá ultrapassar o valor inicial do bem. Neste caso, a 
reversão da perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida diretamente no resul-
tado como VPA.
Assim, se na primeira avaliação o bem teve o seu valor diminuído, esse valor será reconhe-
cido como despesa. Caso, em nova avaliação, o valor do ativo aumentar, a empresa somente 
poderá reconhecer o aumento até o valor registrado antes da primeira avaliação.
Como resultado da aplicação do teste de recuperabilidade, não será mais aceita a existên-
cia de qualquer ativo, num balanço patrimonial, por valor superior ao que ele é capaz de produ-
zir de caixa líquido para a entidade, pela sua venda ou pela sua utilização.
A perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida no resultado patrimonial, poden-
do ter como contrapartida diretamente o bem ou uma conta retificadora. Entretanto, quando 
o valor estimado da perda for maior do que o valor contábil do ativo ao qual se relaciona, a 
entidade pode ter que reconhecer um passivo.
A redução ao valor recuperável pode ser realizada através da elaboração de um laudo téc-
nico por perito ou entidade especializada, ou ainda através de relatório de avaliação realizado 
por uma comissão de servidores.
O laudo técnico ou relatório de avaliação conterá, ao menos, as seguintes informações:
• documentação com descrição detalhada de cada bem avaliado;
• identificação contábil do bem;
• critérios utilizados para avaliação e sua respectiva fundamentação;
• vida útil remanescente do bem;
• data de avaliação; e
• identificação do responsável pelo teste de recuperabilidade.
deprecIação, amortIzação e exaustão
Conceitua-se depreciação como sendo a diminuição do valor contábil dos bens corpóreos 
que integram o ativo imobilizado ou investimentos (bens alugados para terceiros) em decor-
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rência de desgaste ou perda de utilidade pelo uso, ação da natureza ou obsolescência durante 
a sua vida útil.
A depreciação é o declínio do potencial de geração de serviços por ativos de longa dura-
ção, ocasionada pelos seguintes fatores:
• deterioração física;
• desgastes com uso; e
• obsolescência.
Exaustão é a diminuição do valor contábil de recursos naturais que estão sendo explorados 
pela empresa. Em termos contábeis, a exaustão se relaciona com a perda de valor dos bens 
ou direitos do ativo, ao longo do tempo, decorrentes de sua exploração (extração ou aproveita-

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