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SISTEMA DE ENSINO CONTABILIDADE PÚBLICA Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II Livro Eletrônico 2 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Sumário Procedimentos Contábeis Patrimoniais ..................................................................................... 3 Imobilizado ....................................................................................................................................... 3 Mensuração Inicial do Imobilizado ............................................................................................. 5 Mensuração após o Reconhecimento ......................................................................................... 8 Método de Custo ou Modelo de Custo ........................................................................................ 8 Método da Reavaliação ................................................................................................................. 9 Intangível ........................................................................................................................................ 10 Mensuração do Intangível ............................................................................................................ 11 Reavaliação de Ativos ...................................................................................................................21 Registro Contábil da Reavaliação ..............................................................................................24 Redução ao Valor Recuperável ...................................................................................................28 Teste de Recuperabilidade .......................................................................................................... 30 Depreciação, Amortização e Exaustão ......................................................................................31 Conceitos Básicos Relacionados ...............................................................................................34 Métodos de Depreciação ............................................................................................................. 35 Depreciação de Bens já em Uso ................................................................................................. 37 a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS PATRIMONIAIS Prezado(a) aluno(a), Espero que você esteja gostando do nosso curso de contabilidade e com vontade de obter mais conhecimento na busca de seu objetivo. Uma bela frase para pensar: “Se, ao enfrentar os problemas da vida, lhe parecer que está escalando uma montanha impossível, lembre-se de que a paisagem que avistará no topo compensará qualquer esforço seu. Você pode!” Motivados pela busca do conhecimento para avistarmos um futuro melhor, hoje vamos começar a nossa aula sobre a segunda parte dos procedimentos contábeis patrimoniais. Nela, veremos o ativo imobilizado, o ativo intangível, a reavaliação e redução ao valor recuperável, bem como a depreciação, a amortização e a exaustão. O assunto está previsto nos editais da seguinte forma: Procedimentos contábeis patrimoniais. Ativo imobilizado. Ativo intangível. Reavaliação e redução ao valor recuperável. Depreciação, amortização e exaustão. Desejo uma ótima aula para você. ImobIlIzado O imobilizado é o conjunto de itens tangíveis mantido para o uso na produção ou forneci- mento de bens ou serviços, ou para fins administrativos, inclusive os decorrentes de operações que transfiram para a entidade os benefícios, riscos e controle desses bens, cuja utilização se dará por mais de um período (exercício social). Normalmente, são apresentados por meio de bens móveis e bens imóveis. • Bens móveis: compreendem o valor da aquisição ou incorporação de bens corpóreos, que têm existência material e que podem ser transportados por movimento próprio ou removidos por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico- social, para a produção de outros bens ou serviços. São exemplos: máquinas, aparelhos, equipamentos, ferramentas, bens de informática (equi- pamentos de processamento de dados e de tecnologia da informação), móveis e utensílios, materiais culturais, educacionais e de comunicação, veículos, bens móveis em andamento, entre outros. • Bens imóveis: compreendem o valor dos bens vinculados ao terreno que não podem ser retirados sem destruição ou dano. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo São exemplos desse tipo de bem os imóveis residenciais, comerciais, edifícios, terrenos, aero- portos, pontes, viadutos, hospitais, estradas, redes de transmissão de energia elétrica, navios, aeronaves, equipamentos militares, plataformas de petróleo, entre outros. Na esfera pública, os bens imóveis classificam-se por serem: de uso especial, dominiais, de uso comum, imóveis em andamento e demais bens imóveis. • Bens de uso especial: são os edifícios ou terrenos destinados a serviço ou es- tabelecimento da administração pública, inclusive os de suas autarquias e funda- ções públicas, como imóveis residenciais, terrenos, glebas, aquartelamento, aeroportos, açudes, fazendas, museus, hospitais, hotéis, entre outros. • Bens dominiais: compreendem os bens que constituem o patrimônio das pessoas ju- rídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real, de cada uma dessas entidades. Compreendem, ainda, não dispondo a lei em contrário, os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado, como apartamentos, armazéns, casas, glebas, terrenos, lojas, bens destinados à refor- ma agrária, bens imóveis a alienar, entre outros. • Bens de uso comum do povo: podem ser entendidos como os de domínio público, cons- truídos ou não por pessoas jurídicas de direito público. Os bens de uso comum do povo podem ser encontrados em duas classes de ativos. São eles: ativos de infraestrutura e bens do patrimônio cultural. − Ativos de infraestrutura são ativos que normalmente podem ser conservados por um número significativamente maior de anos do que a maioria dos bens de capital. Para serem classificados como ativos de infraestrutura, eles deverão ser parte de um sis- tema ou de uma rede, especializados por natureza e não possuírem usos alternativos. Exemplos desses ativos incluem redes rodoviárias, sistemas de esgoto, sistemas de abastecimento de água e energia, rede de comunicação, pontes, calçadas, calçadões, entre outros. − Ativos descritos como bens do patrimônio cultural são assim chamados devido a sua significância histórica, cultural ou ambiental. O art. 216 da Constituição Federal de 1988 conceitua patrimônio cultural como sendo os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Esse artigo prevê o reconhecimento dos bens culturais como patrimônios a serem preser- vados pelo Estado em parceria com a sociedade e define que o poder público, com a colabora- ção da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro por meio de inven- tários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação e outras formas de acautelamento e preservação. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilizaçãomento). Exaurir significa esgotar completamente. A Lei n. 6.404 estabelece que a diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrada periodicamente nas contas de exaustão, quando corresponder à perda do valor decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais ou bens aplicados nessa exploração. A amortização consiste na “recuperação contábil” do capital aplicado na aquisição de in- tangíveis e de direitos, cuja existência ou exercício tenha duração limitada, ou de bens, cuja utilização pelo contribuinte tenha o prazo limitado por lei ou contrato. De acordo com a legislação, a diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de amortização quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comer- cial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Na contabilidade, faz-se necessário o devido ajuste/apropriação do consumo desses ati- vos ao resultado do período por meio da depreciação/exaustão/amortização, atendendo ao regime de competência. Assim, é importante verificar que o reconhecimento da diminuição do valor contábil se encontra vinculado à identificação das circunstâncias que determinem o seu registro, de forma que esse valor seja reconhecido no resultado do ente através de uma varia- ção patrimonial diminutiva (VPD). Os ativos imobilizados estão sujeitos ao ajuste no decorrer da sua vida útil e a manutenção adequada desses ativos não interfere na aplicação da depreciação. A apuração da depreciação/exaustão/amortização deve ser feita mensalmente, a partir do momento em que o item do ativo se tornar disponível para uso, ou seja, quando está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. Por outro lado, se o método utilizado para o ajuste for o de unidades produzidas, a VPD de depreciação pode ser zero enquanto não houver produção. A depreciação/exaustão/amortização cessa quando termina o período de vida útil do ativo, ou quando ele é abaixado, e se, ao final da vida útil, o valor contábil do ativo for igual ao seu valor residual ou – na falta deste – igual a zero. A partir desse momento, o bem somente poderá ser ajustado se houver uma reavaliação acompanhada de uma análise técnica que defina o seu tempo de vida útil restante. O PULO DO GATO A depreciação/amortização/exaustão não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado de uso por tempo determinado. Em função de suas características, alguns itens do ativo não deverão ser depreciados. Como exemplos de bens que não se encontram sujeitos à depreciação, têm-se os terrenos e os bens de natureza cultural. O Casp destaca que não estão sujeitos à depreciação os seguintes ativos: • bens móveis de natureza cultural, tais como obras de artes, antiguidades, documentos, bens com interesse histórico, bens integrados em coleções, entre outros; • bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos, considerados, tecnicamente, de vida útil indeterminada; • animais que se destinam à exposição e à preservação; • terrenos rurais e urbanos. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Os terrenos e edifícios são ativos separáveis e são contabilizados separadamente, mesmo quando sejam adquiridos conjuntamente. Com algumas exceções, como as pedreiras e os locais usados como aterro, os terrenos têm vida útil ilimitada e, portanto, não são depreciados. Os edifícios têm vida útil limitada e, por isso, são ativos depreciáveis. conceItos básIcos relacIonados • Valor depreciável: é o custo de um ativo, ou outra base que substitua o custo, menos o seu valor residual. • Valor residual de um ativo: é o valor estimado que a entidade obteria com a venda do ativo, caso o ativo já tivesse a idade, a condição esperada e o tempo de uso esperados para o fim de sua vida útil. Assim, o valor residual seria o valor de mercado depois de efetuada toda a depreciação. • Vida útil: é o período durante o qual a entidade espera utilizar o ativo, ou número de unidade de produção, ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo. • Valor líquido contábil: é o valor do bem registrado na contabilidade, em determinada data, deduzido da correspondente depreciação, amortização ou exaustão acumulada. A estimativa da vida útil econômica do item do ativo é definida conforme alguns fatores: • desgaste físico, pelo uso ou não; • geração de benefícios futuros; • limites legais e contratuais sobre o uso ou a exploração do ativo; • obsolescência tecnológica. A entidade deve utilizar o prazo de vida útil e as taxas anuais de depreciação conforme as peculiaridades de sua gestão. Por exemplo, um veículo utilizado que se destina apenas a servi- ços burocráticos (levar correspondências, transportar servidores para um determinado lugar) pode não ter a mesma vida útil daquele utilizado pela ronda policial. Assim, um veículo, por exemplo, poderá ser depreciado em período menor ou maior, devido às características do uso desse bem. Ao final do período de vida útil, o veículo ainda pode ter condições de ser utilizado, devendo ser feita uma reavaliação do bem, caso o valor residual não reflita o valor justo, atribuindo a ele um novo valor baseado em dados técnicos. A partir daí, pode-se iniciar um novo período de depreciação. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Cada parte de um item do ativo imobilizado com custo significativo em relação ao valor total do bem deve ser depreciada, amortizada ou exaurida separadamente. Por exemplo: depreciar a fuselagem e os motores de um avião como se fossem dois bens diferentes. A depreciação é uma VPD (despesa) que terá como contrapartida a conta redutora do ati- vo, denominada de depreciação acumulada, e deverá ser realizada mensalmente em quotas que representam um duodécimo da taxa de depreciação anual do bem, por meio do seguinte registro contábil: D- 3.3.3.x.x.xx.xx Depreciação C- 1.2.x.x.x.xx.xx Depreciação Acumulada Embora o lançamento contábil possa ser realizado pelo valor total da classe dos bens de- preciados ao qual aquele item se refere, é importante notar que o cálculo do valor a depreciar deve ser identificado individualmente, item a item, em virtude da possibilidade de haver bens similares com taxas de depreciação diferentes e bens totalmente depreciados. É importante destacar que, por vezes, os benefícios econômicos futuros ou potenciais de serviços incorporados no ativo são absorvidos para a produção de outros ativos. Nesses ca- sos, a depreciação faz parte do custo de outro ativo, devendo ser incluída no seu valor contábil. Com relação aos bens que entrem em condições de uso no decorrer do mês, existem duas alternativas para a realização da depreciação desse mês: • A depreciação inicia-se no mês seguinte à colocação do bem em condições de uso, não havendo, para os bens da entidade, depreciação em fração menor que um mês. • A taxa de depreciação do mês pode ser ajustadapro rata em relação à quantidade de dias corridos a partir da data que o bem se tornou disponível para uso. Para se estabelecer o valor contábil de um ativo, devem ser respeitados 3 passos: • Calcular a depreciação anual. • Calcular a depreciação acumulada (soma das depreciações anuais). • Diminuir do valor do bem o total da depreciação acumulada. métodos de deprecIação Vários métodos de depreciação podem ser utilizados para alocar, de forma sistemática, o valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. Não é exigido que todos os bens sejam avaliados pelo mesmo método. Entre os métodos, destacam-se o da linha reta (ou cotas cons- tantes), o da soma dos dígitos e o de unidades produzidas. O método das cotas constantes ou linear utiliza-se de taxa de depreciação constante du- rante a vida útil do ativo, caso o seu valor residual não se altere. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo O método da soma dos dígitos resulta em uma taxa decrescente durante a vida útil. Esse é o método mais adequado para itens como, por exemplo, veículos, que costumam ter uma depreciação maior nos primeiros anos de uso. O método das unidades produzidas resulta em uma taxa baseada no uso ou produção es- perados. A vida útil do bem é determinada pela capacidade de produção. • Método linear Consiste na aplicação de taxas constantes durante o tempo de vida útil estimado para um bem. É o método mais frequentemente utilizado. A depreciação é calculada pela seguinte fórmula: DA = (VB – VR) /VU DA = Depreciação acumulada VB = Valor do bem VR = Valor residual VU = Valor útil • Método dos saldos decrescentes Neste método, a despesa com a depreciação é calculada de forma escalonada, partindo do maior valor para o menor, a partir de uma variável criada (denominador) pela soma dos anos de vida útil do bem. O numerador é representado pelos anos de vida útil. Este método é conhecido como o método de cole e consiste em dividir o total da depre- ciação em frações, de forma que o numerador expresse os períodos que faltam para o final da vida útil do bem e o denominador represente o somatório dos períodos, buscando depreciar mais quando o ativo é novo. EXEMPLO Um bem com vida útil de 5 anos que custou $180.000,00. O denominador é determinado pela soma da vida útil = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15 O numerador é do maior prazo para o menor. 1º ano de uso = deprecia 5/15 do valor do bem = 60.000; acumulada 60.000 2º ano de uso = deprecia 4/15 do valor do bem = 48.000; acumulada 108.000 3º ano de uso = deprecia 3/15 do valor do bem = 36.000; acumulada 144.000 4º ano de uso = deprecia 2/15 do valor do bem = 24.000; acumulada 168.000 5º ano de uso = deprecia 1/15 do valor do bem = 12.000; acumulada 180.000 • Método das unidades produzidas Consiste em dividir o número de unidades produzidas no período pelo total de unidades que a empresa estima produzir. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo A cota de depreciação está relacionada com a produção, ou seja, a vida útil da máquina será estabelecida por unidades de produção, e não por anos. Este método é próprio das em- presas industriais. O cálculo da quota de depreciação anual é efetuado pela seguinte fórmula: Depreciação anual = Número de unidades produzidas no período. Número de unidades estimadas durante a vida útil do bem O método de depreciação aplicado a um ativo deve ser revisado, pelo menos, ao final de cada exercício e, se houver alteração significativa no padrão de consumo previsto, tal método deve ser alterado para refletir esta mudança, e ela deve ser registrada como mudança na estimati- va contábil. deprecIação de bens já em uso Caso o bem a ser depreciado já tenha sido usado anteriormente à sua posse pela Adminis- tração Pública, pode-se estabelecer como novo prazo de vida útil para o bem: • metade do tempo de vida útil dessa classe de bens; • resultado de uma avaliação técnica que defina o tempo de vida útil pelo qual o bem ain- da poderá gerar benefícios para o ente; • restante do tempo de vida útil do bem, levando em consideração sua primeira instalação. A taxa de depreciação de bens usados é estabelecida pelo RIR/99 art. 311, podendo a ser calculada considerando como prazo de vida útil, o maior dentre as taxas apresentadas. Quanto maior for o prazo de depreciação, menor é a taxa aplicada para calcular a deprecia- ção do período. Esse procedimento estabelece uma despesa de depreciação menor, um lucro maior, e com isso uma arrecadação fiscal maior. As demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de imobilizado, em nota expli- cativa: o método utilizado, a vida útil econômica, a taxa utilizada, o valor contábil bruto, a de- preciação, a amortização e a exaustão acumuladas no início e no fim do período, as mudanças nas estimativas em relação a valores residuais, a vida econômica, o método e a taxa utilizados. 018. (IF-SERTÃO/IF-SERTÃO/TÉNICO EM CONTABILIDADE/2017) A depreciação é um pro- cedimento contábil que objetiva: a) Avaliar e reavaliar todos os bens do Ativo que estão sujeitos à depreciação. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 38 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo b) Distribuir o custo dos bens sujeitos à depreciação pelo período de sua vida útil. c) Registrar a baixa dos bens de consumo sujeitos à depreciação. d) Registrar a venda dos bem do Ativo Imobilizado Tangível e Intangível. e) Valorizar os bens do Ativo Imobilizado e Diferido. A depreciação é a diminuição do valor contábil de um ativo tangível. Economicamente, ela representa a forma de a empresa recuperar o valor que foi aplicado no bem. Desta forma, é o mecanismo de apuração do custo de um bem em cada exercício contá- bil considerando a vida útil estabelecida. Letra b. 019. (FCC/DPE-RS/CONTADOR/2017) Um veículo foi adquirido, em 01/06/2015, por R$ 72.000,00 à vista para ser utilizado na atividade de uma empresa. Na data de aquisição, a em- presa definiu que a vida útil do veículo era 4 anos e o valor residual para este veículo no final da vida útil definida era R$ 24.000,00. Em 31/12/2016, a empresa vendeu este veículo por R$ 59.000,00 à vista. Sabendo que a empresa calcula a despesa de depreciação pelo método das cotas constantes, o resultado evidenciado na Demonstração de Resultados de 2016, corres- pondente à venda do veículo, foi um lucro, em reais, de a) 5.000,00. b) 6.000,00. c) 11.000,00. d) 15.500,00. e) 30.000,00. Para resolver a questão, devemos seguir os seguintes passos: Calcular a depreciação anual Calcular a depreciação acumulada Calcular o valor contábil do bem • Depreciação anual = (VB –VR) / VU DA = (72.000 - 24.000) / 4 DA = 12.000 ao ano • Depreciação acumulada = 19.000 2015 = 7.000 2016 = 12.000 • Valor contábil do bem = 53.000 Veículo = 72.000 Depreciação acumulada = (19.000) a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Como vendeu um bem de $ 53.000,00 por $ 59.000,00, a empresa apurou um ganho de $ 6.000,00. Letra b. 020. (FDC/FIOCRUZ/ANALSTA CONTÁBIL/2014) Quanto ao imobilizado,podemos afirmar que: a) não é reconhecido inicialmente com base no valor de aquisição, produção ou construção. b) ficam isentos de depreciação, amortização ou exaustão sistemática durante esse período, sem prejuízo das exceções expressamente consignadas. c) deve ser evidenciado em notas explicativas o critério de mensuração ou avaliação o imobi- lizado obtido a título gratuito, bem como a eventual impossibilidade de sua valoração, devida- mente justificada. d) os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo imobilizado não pre- cisam ser incorporados ao valor desse ativo quando houver possibilidade de geração de bene- fícios econômicos futuros ou potenciais de serviços. e) em nenhum caso há necessidade de mensuração dos bens de uso comum. Vou comentar as assertivas. �a) Errada. Os imobilizados são reconhecidos incialmente com base no valor de aquisição, pro- dução ou construção. �b) Errada. O imobilizado será ajustado pela depreciação, exaustão e amortização. �c) Certa. �d) Errada. Os gastos posteriores, que aumentam o potencial do ativo, devem ser tratados como custo. �e) Errada. Todos os bens devem ser mensurados. Letra c. 021. (FEPESE/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/AUDITOR-FISCAL/2014) A Empresa de Transportes Manezinhos S/A adquiriu equipamentos de informática e softwares aplicativos de gestão no valor total de R$ 100.000. Sabendo-se que 60% do valor total refere-se ao aplicativo citado, 10% ao software específico para funcionamento dos equipamentos e 30% aos equipamentos, assinale a alternativa correta do registro contábil dessa aquisição. a) Intangível=R$ 100.000. b) Imobilizado = R$100.000. c) Imobilizado = R$40.000; Intangível = R$ 60.000. d) Imobilizado=R$70.000; Intangível= R$ 30.000. e) Imobilizado = R$30.000; Intangível = R$ 60.000; Despesas = R$ 10.000. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Quando um intangível possuir vida própria, deve ser reconhecido como intangível; contudo, quando ele fizer parte ou compuser um imobilizado, deve ser tratado como imobilizado. O bem de maior valor e potencial é que conta. Neste caso, teremos um intangível de $ 60.000 representado pelo software, que é o aplicativo, e um imobilizado de $ 40.000 representado pelos equipamentos e pelo software que será aco- plado aos equipamentos. Letra c. 022. (CFC/CFC/BACHAREL EM CONTABILIDADE/2016) De acordo com a NBC T 16 – Nor- mas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, especificamente à Depreciação, Amortização e Exaustão, julgue os itens abaixo como verdadeiros (V) ou falsos (F) e, em segui- da, assinale a opção CORRETA. I – Depreciação é a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilida- de por uso, ação da natureza ou obsolescência. II – Valor residual é o montante líquido que a entidade, com razoável segurança, espera obter por um ativo no fim de sua vida útil econômica, deduzidos os gastos esperados para sua alienação. III – Amortização é a redução do valor aplicado na aquisição de direitos de propriedade e quaisquer outros, inclusive ativos intangíveis, com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado. IV – Valor líquido contábil é o valor do bem registrado na Contabilidade, em determinada data, deduzido da correspondente depreciação, amortização ou exaustão acumulada. A sequência CORRETA é: a) F, F, F, V. b) F, V, F, V. c) V, F, V, F. d) V, V, V, V. Todas as assertivas estão corretas. Para completar a conceituação, faltou o conceito de vida útil, que é o período durante o qual a entidade espera utilizar o ativo ou número de unidade de produção ou de unidades semelhan- tes que a entidade espera obter pela utilização do ativo. Letra d. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo 023. (FGV/DPE-RJ/CONTADOR/2019) Na mensuração subsequente de ativos imobilizados, após o seu reconhecimento inicial, a entidade deve escolher o modelo do custo ou o modelo da reavaliação como sua política contábil, conforme NBC TSP 07. Caso uma entidade adote o modelo da reavaliação, como regra geral, o aumento ou redução do valor contábil de uma classe do ativo decorrente de reavaliação deve ser contabilizado: a) à conta de reserva de reavaliação, tanto em caso de aumento quanto de redução. b) à conta de reserva de reavaliação em caso de aumento, e no resultado do período em caso de redução. c) no resultado do período, tanto em caso de aumento quanto de redução. d) no resultado do período em caso de aumento, e à conta de reserva de reavaliação em caso de redução. e) conforme política definida pela entidade, devidamente evidenciada em notas explicativas. A NBCSTP 07, que trata do imobilizado, em seus itens 54 e 55 estabelece o seguinte: 54. Se o valor contábil da classe do ativo aumentar em virtude da reavaliação, esse aumento deve ser contabilizado diretamente à conta de reserva de reavaliação. 55. Se o valor contábil da classe do ativo diminuir em virtude da reavaliação, essa diminuição deve ser reconhecida no resultado do período. Letra b. 024. (UFG/UEAP/TÉCNICO DE ORÇAMENTO E PLANEJAMENTO/2016) Constituem objeto da exaustão: a) as máquinas de propriedade da empresa. b) os equipamentos de empresa mineradora. c) os recursos florestais e minerais d) as dívidas ou compromissos assumidos. Questão simples, basta lembrar o conceito de exaustão previsto na Lei n. 6.404/76: Exaustão é a perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Letra c. 025. (UFPA/UFPA/TÉCNICO CONTÁBIL/2017) Determinada empresa, proprietária de uma ja- zida cuja extração anual corresponde a 10.000 toneladas, tem esta registrada contabilmente pelo valor de R$ 5.000.000,00, assim como sua capacidade total de produção é de 100.000 toneladas. Com base nesses dados é CORRETO afirmar: a) Será contabilizado, de exaustão anual, o valor de R$ 500.000,00. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo b) A depreciação acumulada mensal corresponde a 10% do valor do bem. c) Por se tratar de recurso natural finito, não se contabiliza a sua exaustão. d) A exaustão será contabilizada como custo mensal no valor de R$ 50.000,00. e) Ao final da exploração, o bem será baixado com o valor residual de R$ 1.500.000,00. Para calcular a exaustão anual, basta aplicar a fórmula: Exaustão anual = (VB – VR) / VU Valor = 5.000.000 Vida útil = 100.000 toneladas/10.000 toneladas = 10 anos Valor residual = 0 Exaustão anual = 5.000.000/10 = 500.000 Por se tratar em recurso finito a mina irá exaurir e não depreciar. Letra a. 026. (FGV/TCM-SP/CONTADOR/2015) A IPSAS 21 trata da redução do valor recuperável de ativo não gerador de caixa. Em referência às disposições dessa norma, analise as afirmati- vas a seguir: I – A entidade deve realizar uma estimativa formal do valor de serviço recuperável somente se existir indicação de uma potencial perda por irrecuperabilidade. II – A perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida imediatamente no superá- vit ou déficit. III – Quando o valor estimado de uma perda for maior do que o valor contábil do ativo ao qual se relaciona, a entidade deve reconhecerum passivo correspondente. Está correto somente o que se afirma em: a) I; b) II; c) III; d) I e II; e) II e III. Esta questão foi um pouco complicada. Na minha visão, dava para entrar com recurso. Para ajudar, vou comentar item a item. I – Certa. A entidade deve realizar uma estimativa formal do valor de serviço recuperável so- mente se existir indicação de uma potencial perda por irrecuperabilidade. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Como regra, este item está correto. Contudo, existem alguns ativos que devem sofrer o teste de recuperabilidade, independentemente de indicativos, como é o caso de ativos com vida útil indefinida e o fundo de comércio adquirido. II – Certa. A perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida imediatamente no su- perávit ou déficit. A perda por recuperabilidade deve ser reconhecida como VPD – variação patrimonial diminuti- va, na DVP, e não no superávit ou déficit, seja qual for. III – Errada. Quando o valor estimado de uma perda for maior do que o valor contábil do ativo ao qual se relaciona, a entidade deve reconhecer um passivo correspondente. A perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida no resultado patrimonial, poden- do ter como contrapartida diretamente o bem ou uma conta retificadora. Entretanto, quando o valor estimado da perda for maior do que o valor contábil do ativo ao qual se relaciona, a entidade pode ter que reconhecer um passivo. Ao afirmar que DEVE, a alternativa passou a estar errada. Letra d. 027. (FGV/IBGE/CONTADOR/2017) Um equipamento foi adquirido em 01/07/2013 e logo em seguida entrou em operação. O valor de aquisição do ativo foi $ 280.000,00. O seu valor resi- dual foi estimado em 5% e a vida útil do bem é de 10 anos. Em julho de 2016, foi realizada uma manutenção periódica no equipamento, que incorreu em gastos de $ 2.500,00. Considerando as disposições do MCASP para mensuração de ativos, em 31/12/2016, o valor contábil líquido desse equipamento é: a) 172.075,00; b) 172.900,00; c) 182.000,00; d) 186.075,00; e) 186.900,00. Os gastos com manutenção não entram no valor do ativo, devem ser tratados como despesa. Para estabelecer o valor contábil do ativo, devemos calcular a depreciação anual e depois a depreciação acumulada. Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) /vida útil Depreciação Anual = (280.000 - 14.000) / 10 anos Depreciação anual = 26.600 ao ano Depreciação acumulada = 93.100 2013 – 6 meses = 13.300 2014 – 12 meses = 26.600 2015 – 12 meses = 26.600 a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 44 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo 2016 – 12 meses = 26.600 Valor do bem = 280.000 (-) depreciação acumulada = (93.100) (=) Valor contábil = 186.900 Letra e. 028. (FGV/IBGE/CONTADOR/2017) Uma entidade da administração pública adquiriu um bem que estava em utilização por outra entidade. Como se trata de um ativo imobilizado, a entidade da administração pública precisa definir a vida útil do bem para registrar a sua depreciação. Acerca das possibilidades de definição da vida útil de bens usados prevista no MCASP, consi- dere os itens a seguir: I – tempo restante da vida útil do bem, levando em consideração a primeira instalação desse bem; II – tempo definido em avaliação técnica que estime o prazo de vida útil pelo qual o bem ainda poderá gerar benefícios para o ente; III – metade do tempo de vida útil para bens da mesma classe; IV – vida útil estimada após a realização do teste de redução ao valor recuperável. Está correto somente o que se afirma em: a) I e II; b) II e III; c) II e IV; d) I, II e III; e) I, II e IV. Caso o bem a ser depreciado já tenha sido usado anteriormente à sua posse pela Administra- ção Pública, pode-se estabelecer como novo prazo de vida útil para o bem: • metade do tempo de vida útil dessa classe de bens; • resultado de uma avaliação técnica que defina o tempo de vida útil pelo qual o bem ain- da poderá gerar benefícios para o ente; • restante do tempo de vida útil do bem, levando em consideração a primeira instalação desse bem. Letra d. 029. (FGV/IBGE/CONTADOR/2017) Um dos procedimentos apresentados no MCASP com o objetivo de evidenciar melhor a capacidade de geração de benefícios de um ativo é o teste de redução ao valor recuperável. Entre as regras aplicáveis à realização desse teste, é correto afirmar que sua aplicação: a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 45 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo a) é restrita aos ativos geradores de caixa; b) é restrita, no caso dos intangíveis, aos ativos com vida útil definida; c) é realizada a partir do menor valor recuperável do ativo; d) engloba ativos tangíveis e intangíveis; e) segue a mesma lógica da apuração da depreciação. O procedimento do teste de recuperabilidade engloba ativos tangíveis e intangíveis. Con- siste em comparar o valor contábil do ativo com o seu maior valor recuperável, pelo uso ou pela venda. O teste de recuperabilidade utiliza métodos diferentes da reavaliação e da depreciação. Letra d. 030. (FGV/IBGE/CONTADOR/2017) Uma entidade pública adquiriu um equipamento em 01/07/2014, que foi classificado no subgrupo Ativo Imobilizado. O valor de aquisição do ativo foi R$ 120.000,00 e a sua vida útil estimada foi de 10 anos. Ao final do exercício de 2016, surgiu uma regulação ambiental que restringiu o uso do equipamento por no máximo 8 anos, a partir do início da utilização. Em decorrência disso, a entidade estimou o valor em uso do ativo em R$ 83.000,00. Além disso, por meio de pesquisa de equipamentos usados, foi levantado um valor líquido para a venda do ativo de R$ 75.000,00. A partir dos dados fornecidos e das orientações do MCASP para realização de teste de redu- ção ao valor recuperável, é correto afirmar que: a) a entidade deve reavaliar o equipamento para refletir a sua capacidade de gerar benefícios econômicos. b) a entidade deve reconhecer uma variação patrimonial diminutiva no valor de R$ 7.000,00. c) a entidade deve reconhecer uma perda de R$ 15.000,00 por redução ao valor recuperável. d) o valor recuperável do ativo ao final do exercício de 2016 é de R$ 79.000,00. e) não há reconhecimento de perda, pois o valor contábil supera o valor recuperável. Para aplicar o teste de recuperabilidade, devemos executar as seguintes etapas: • Determinar o valor contábil líquido do bem • Determinar o maior valor recuperável do bem • Comparar o valor contábil e o maior valor recuperável �Para calcular o valor contábil, precisamos calcular a depreciação acumulada: �Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) /vida útil �Depreciação Anual = (112.000 – 0) / 10 anos �Depreciação anual = 12.000 ao ano �Depreciação acumulada = 30.000 a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 46 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo �2014 – 6 meses = 6.000 �2015 – 12 meses = 12.000 �2016 – 12 meses = 12.000 �Valor do bem = 120.000 �(-) depreciação acumulada = (30.000) �(=) Valor contábil = 90.000 �Valor recuperável = o maior dos dois = 83.000 �Pelo uso = 83.000 �Pela venda = 75.000 �Comparação: Valor contábil = 90.000Valor recuperável = 83.000 Valor contábil maior que o valor recuperável = a diferença de 7.000 deve ser reconhecida como uma VPD. Letra b. No que se refere à contabilidade aplicada ao setor público, julgue o item. 031. (QUADRIX/CFO-DF/CONTADOR/2017) Uma praça de uso comum pela população, cons- truída e mantida pelo Poder Público, cuja vida útil tenha prazo indeterminado, não está sujeita ao regime de depreciação. Ativos com vida útil indefinida ou indeterminada não sofrem depreciação, exaustão nem amortização. Certo. De acordo com as normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público, julgue os próximos itens. 032. (CESPE/ANCINE/TÉCNICO ADMINISTRATIVO/2012) Obras de arte, antiguidades e bens de interesse histórico devem ser depreciados anualmente. O CASP destaca que não estão sujeitos à depreciação os seguintes ativos: • bens móveis de natureza cultural, tais como obras de artes, antiguidades, documentos, bens com interesse histórico, bens integrados em coleções, entre outros; • bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos, considerados, tecnicamente, de vida útil indeterminada; a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 47 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo • animais que se destinam à exposição e à preservação; • terrenos rurais e urbanos. Errado. No que se refere à contabilidade aplicada ao setor público, julgue o item. 033. (QUADRIX/CFO-DF/CONTADOR/2017) A depreciação e a amortização devem ser reco- nhecidas até que o ativo se torne obsoleto ou enquanto estiver retirado de operação. Somente a depreciação está relacionada com a obsolescência de um bem. Contudo, um bem retirado de operação por tempo determinado continuará depreciando. A amortização é a diminuição do valor contábil de um direito, pelo transcorrer de um prazo estabelecido. Errado. 034. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) A vida útil de determinado ativo intangível foi conside- rada indefinida, pois, com base na análise dos fatos relevantes, não foi possível prever um pe- ríodo durante o qual seriam gerados fluxos de caixa líquidos positivos para a empresa. Nessa situação, o impairment test deve ser aplicado anualmente a esse intangível. Os ativos que são considerados de vida útil indefinida ou vida indeterminada não podem ser depreciados, exauridos nem amortizados, pois não há fundamento para estabelecer com con- fiança o tempo de uso do bem. Quando um ativo não sofre depreciação, exaustão ou amortização, ele deverá sofrer o teste de recuperabilidade anualmente. A entidade deve testar a perda de valor dos ativos com vida útil indefinida comparando o seu maior valor recuperável com o seu valor contábil anualmente e sempre que existam indícios de que o ativo intangível pode ter perdido valor. Certo. Julgue os seguintes itens, relativos aos aspectos inerentes ao grupo contábil do ativo e às suas respectivas contas. 035. (CESPE/SUFRAMA/CONTADOR/2014) A depreciação de um imobilizado calculada pelo método da soma dos dígitos apresenta despesas anuais de depreciação crescentes ao lon- go do tempo. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 48 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Este método é conhecido como o método de cole e consiste em dividir o total da depreciação em frações, de forma que o numerador expresse os períodos que faltam para o final da vida útil do bem, e o denominador represente o somatório dos períodos, buscando depreciar mais quando o ativo é novo. Por exemplo, um bem com vida útil de 5 anos que custou $180.000,00. O denominador é determinado pela soma da vida útil = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 = 15 O numerador é do maior prazo de vida útil para o menor. 1º ano de uso = Deprecia 5/15 do valor do bem = 60.000; acumulada 60.000 2º ano de uso = Deprecia 4/15 do valor do bem = 48.000; acumulada 108.000 3º ano de uso = Deprecia 3/15 do valor do bem = 36.000; acumulada 144.000 4º ano de uso = Deprecia 2/15 do valor do bem = 24.000; acumulada 168.000 5º ano de uso = Deprecia 1/15 do valor do bem = 12.000; acumulada 180.000 A despesa anual é decrescente. Errado. Julgue o item seguinte, relativo ao conceito e à forma de avaliação de itens patrimoniais. 036. (CESPE/MPOG/CONTADOR/2015) O teste de recuperabilidade, também chamado de impairment, define que o valor recuperável de um ativo é o menor número absoluto entre o valor justo, líquido de despesas de venda, e o seu valor de uso. O teste de recuperabilidade é também chamado de impairment, e o valor recuperável de um ativo é o MAIOR entre o valor justo e o seu valor de uso. Errado. Com relação às características e à forma de apresentação das demonstrações contábeis, jul- gue o item a seguir. 037. (CESPE/TCU/AFCE/2015) Situação hipotética: ao final de 2014, determinada companhia estimou o valor em uso do seu imobilizado em R$ 2 milhões e o valor líquido de venda em R$ 1,7 milhão. Na mesma data, o valor contábil líquido desse imobilizado era de R$ 1,5 milhão. Assertiva: nesse caso, a companhia deve fazer um lançamento contábil para redução ao valor recuperável, cujo débito será em conta de resultado, resultando em redução da situação líquida da companhia. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 49 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Para aplicar o teste de recuperabilidade, devemos executar as seguintes etapas: • Determinar o valor contábil líquido do bem • Determinar o maior valor recuperável do bem • Comparação entre o valor contábil e o maior valor recuperável Valor contábil = 1.5 milhão Valor em uso = 2 milhões Valor justo = 1.7 milhão Como o maior valor realizável é maior que o valor contábil, a empresa não precisa registrar nada. Errado. O próximo item apresenta uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada em relação ao reconhecimento e à mensuração contábil, de acordo com os pronunciamentos con- tábeis emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis. 038. (CESPE/FUB/CONTADOR/2015) A vida útil de determinado ativo intangível foi conside- rada indefinida, pois, com base na análise dos fatos relevantes, não foi possível prever um pe- ríodo durante o qual seriam gerados fluxos de caixa líquidos positivos para a empresa. Nessa situação, o impairment test deve ser aplicado anualmente a esse intangível. A regra é que o teste de recuperabilidade deve ser feito anualmente, sendo que, para ativos com vida útil definida, a empresa deve ver se existe algum indicativo de desvalorização. Entre- tanto, para ativos considerados com vida útil indefinida, o teste deverá ser feito anualmente, independentemente de existir indicativo de desvalorização. Guarde o seguinte: Em caso de ativo imobilizado ou intangível com vida útil definida, a empresa faz o teste de re- cuperabilidade quando houver um indicativo de desvalorização e calcula a depreciação/amor- tização anual. Em caso de ativo imobilizado ou intangível com vida útil indefinida, a empresa faz somente o teste de recuperabilidade, e não calcula depreciação/amortização anual. Certo. 039. (CESPE/TRE-BA/CONTADOR/2017) O pronunciamento técnico do Comitê de Pronuncia- mentos Contábeis (CPC) que trata da redução ao valor recuperável de ativo estabelece que as empresas avaliem, ao fim de cada período de reporte contábil, se existe indicação de que um ativo possa ter sofrido alguma espécie de desvalorização. Considerando-se essas informa- ções, é corretoafirmar que a redução do valor contábil de um ativo ocorrerá quando a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo a) o valor contábil do patrimônio líquido da empresa for inferior ao valor de suas ações no mercado de bolsa. b) o valor de mercado do ativo cair, como resultado do seu uso, em condições normais, pela empresa. c) um ativo cuja vida útil tenha sido inicialmente considerada indefinida passar por nova avalia- ção que constate que a sua vida útil é de fato finita. d) o relatório interno da empresa indicar que o desempenho econômico do ativo permanecerá dentro do esperado. e) as taxas de juros de mercado, que servem de base para o cálculo da taxa de desconto utili- zada pela empresa para fins de cálculo do valor em uso de um ativo, sofrerem redução signifi- cativa de valor durante o período. Questão literal, o pronunciamento CPC 01 (R1) estabelece que os fatores que afetam a realiza- ção do ativo são os seguintes: • Fontes externas de informação − Há indicações observáveis de que o valor do ativo diminuiu significativamente duran- te o período, mais do que seria de se esperar como resultado da passagem do tempo ou do uso normal. (Alterada pela Revisão CPC 03) − Mudanças significativas com efeito adverso sobre a entidade ocorreram durante o pe- ríodo ou ocorrerão em futuro próximo no ambiente tecnológico, de mercado, econô- mico ou legal, no qual a entidade opera ou no mercado para o qual o ativo é utilizado. − As taxas de juros de mercado ou outras taxas de mercado de retorno sobre investi- mentos aumentaram durante o período, e esses aumentos provavelmente afetarão a taxa de desconto utilizada no cálculo do valor em uso de um ativo e diminuirão mate- rialmente o valor recuperável do ativo. − O valor contábil do patrimônio líquido da entidade é maior do que o valor de suas ações no mercado. • Fontes internas de informação − Evidência disponível de obsolescência ou de dano físico de um ativo. − Mudanças significativas, com efeito adverso sobre a entidade, ocorreram durante o período ou devem ocorrer em futuro próximo, na extensão pela qual, ou na maneira na qual, um ativo é ou será utilizado. Essas mudanças incluem o ativo que se torna inativo ou ocioso, planos para descontinuidade ou reestruturação da operação à qual um ativo pertence, planos para baixa de ativo antes da data anteriormente esperada e reavaliação da vida útil de ativo como finita ao invés de indefinida. − Evidência disponível, proveniente de relatório interno, que indique que o desempenho econômico de um ativo é ou será pior que o esperado. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 51 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo − Para um investimento em controlada, empreendimento controlado em conjunto ou coligada, a investidora reconhece dividendo advindo desse investimento, e existe evi- dência disponível de que: ◦ o valor contábil do investimento nas demonstrações contábeis separadas excede os valores contábeis dos ativos líquidos da investida reconhecidos nas demonstra- ções consolidadas, incluindo eventual ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill); ou ◦ o dividendo excede o total de lucro abrangente da controlada, empreendimento controlado em conjunto ou coligada no período em que o dividendo é declarado. �a) Errada. Um indicativo é o PL maior que o valor das ações, assim, a empresa está contabil- mente superavaliada em relação ao mercado. �b) Errada. É um indicativo interno se o preço do ativo cair em valores substanciais, e não de forma normal. �c) Certa. �d) Errada. Se o desempenho permanecer dentro do esperado, não há indicativo de desvalori- zação. �e) Errada. O erro está em afirmar que o fato de a taxa de juros cair seria ruim para a empresa. Ruim seria se a taxa de juros subisse. Letra c. 040. (CESPE/TRT 7ª/CONTADOR/2017) Determinada empresa adquiriu um equipamento produtivo, com vida útil estimada de dez anos, pelo valor de R$ 250 mil. A empresa trabalha com um valor residual de 10% para todos os seus ativos produtivos. Ao final do quinto ano de uso, após apurada e contabilizada a depreciação correspondente de todos os ativos da empre- sa, avaliou-se o valor em uso do referido equipamento produtivo em R$ 125 mil, e o seu valor justo, líquido das despesas de venda, em R$ 135 mil. Nessa situação hipotética, a empresa deverá reconhecer uma perda por desvalorização do equipamento no valor de a) R$ 2,5 mil. b) R$ 10,0 mil. c) R$ 12,5 mil. d) R$ 22,5 mil. �Para aplicar o teste de recuperabilidade, devemos executar as seguintes etapas: • Determinar o valor contábil líquido do bem • Determinar o maior valor recuperável do bem • Comparação entre o valor contábil e o maior valor recuperável a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Para calcular o valor contábil, precisamos calcular a depreciação acumulada: Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) / vida útil Depreciação Anual = (250.000 - 25.000) / 10 anos Depreciação anual = 22.500 ao ano Depreciação acumulada = 22.500 x 5 anos = 112.500 Valor do bem = 250.000 (-) depreciação acumulada = (112.500) (=) Valor contábil = 137.500 Valor recuperável = o maior dos dois = 135.000 Pelo uso = 125.000 Pela venda = 135.000 Comparação: Valor contábil = 137.500 Valor recuperável = 135.000 �Como o valor contábil é maior que o valor realizável, a empresa deverá reconhecer uma perda de $ 2.500,00 Letra a. 041. (CESPE/CGE-CE/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/2019) Em dezembro de 20X7, o gestor orçamentário de uma unidade hospitalar pública identificou a obsolescência de um equi- pamento de imagem adquirido em julho de 20X1, cujos dados contábeis eram os seguintes: valor de aquisição: R$ 864.000; tempo de vida útil: 8 anos; valor residual: não tem. A partir dessas informações, é correto afirmar que, com relação a esse equipamento, a depre- ciação acumulada e o valor contábil do ativo a ser baixado pelo gestor são, respectivamen- te, iguais a a) R$ 468.000 e R$ 396.000. b) R$ 475.200 e R$ 388.800. c) R$ 594.000 e R$ 270.000. d) R$ 702.000 e R$ 162.000. e) R$ 756.000 e R$ 108.000. Para calcular o valor contábil do bem, é necessário primeiro calcular a depreciação anual. • Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) / vida útil Valor do bem = 864.000 Valor residual = 0 Vida útil = 8 anos a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 53 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo DA = 864.000 / 8 anos DA = $ 108.000 • Vamos calcular a depreciação acumulada: X1 – 6 meses = 54.000 X2 – 12 meses = 108.000 X3 – 12 meses = 108.000 X4 – 12 meses = 108.000 X5 – 12 meses = 108.000 X6 – 12 meses = 108.000 X7 – 12 meses = 108.000 Depreciação acumulada = $ 702.000 • Vamos calcular o valor contábil do bem: Equipamento = 864.000 (-) depreciação acumulada = 702.000 (=) valor contábil = 162.000 Letra d. Uma empresa iniciou suas atividades sem estoques e adquiriu, a prazo, mercadorias para re- venda por R$ 30.000, tendo pagado adiantado R$ 300 de frete. Quando do pagamento das mercadorias ao fornecedor, por pagar no prazo estipulado, a empresaobteve 2% de desconto financeiro sobre o preço de aquisição. Com referência a essa situação hipotética, julgue o seguinte item, desconsiderando quaisquer efeitos tributários. 042. (CESPE/SLU/CONTADOR/2019) Se, em vez de ter sido adiantado, o frete fosse pago somente após 30 dias da entrega das mercadorias pelo fornecedor, mantidas as demais con- dições, o valor das mercadorias adquiridas a ser registrado seria de R$ 30.300. O enunciado contextualiza uma compra de mercadoria a prazo, de R$ 30.000 com frete de R$ 300. Mesmo com o frete sendo pago a posteriori, ele é um custo do estoque. Neste caso, o valor do estoque será de $ 30.300,00. Certo. O processo de mensuração consiste em determinar os valores pelos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados nestas. A respeito das ba- ses de mensuração de ativos e passivos, julgue o item que se segue. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 54 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo 043. (CESPE/SLU/CONTADOR/2019) A amortização de ativo intangível com vida útil indefini- da será iniciada quando ele estiver disponível para uso. A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil e será iniciada quando estiver disponível para uso. Contudo, somente um ativo intangível com vida útil definida deve ser amortizado, assim, um ativo com vida útil indefinida não amortiza; ele sofrerá o teste de recu- perabilidade. Errado. 044. (CESPE/SEFAZ-RS/AFRE/2019) Determinado clube brasileiro de futebol adquiriu, por R$ 20 milhões, o passe de um jogador uruguaio, de um clube uruguaio de futebol. Imediatamente após a aquisição, o clube brasileiro recebeu uma proposta de um clube argentino para a com- pra do passe desse jogador uruguaio por R$ 40 milhões. Nessa situação, assinale a opção correta quanto à contabilidade do clube brasileiro, no que se refere ao passe do jogador uruguaio. a) Por ocasião da aquisição do passe do jogador, o clube brasileiro deverá registrá-lo como um ativo imobilizado, pelo seu custo, e realizar sua depreciação ao longo do tempo de vida útil estimado, não tendo a proposta do time argentino qualquer influência contábil. b) Quando do recebimento da proposta do clube argentino, o clube brasileiro deverá registrá-lo como investimento, pelo valor de R$ 20 milhões, e apurar a valorização desse investimento, pelo seu valor de mercado. c) O clube brasileiro deverá reconhecer, a custo histórico, um intangível, abstendo-se de qual- quer procedimento quanto à proposta recebida do clube argentino. d) O clube brasileiro deverá registrá-lo como estoque, pelo seu valor justo de R$ 40 milhões. e) O clube brasileiro deverá registrar um ativo realizável em longo prazo, no valor de R$ 20 milhões. Para se enquadrar na definição de ativo intangível, é necessário que o item patrimonial seja: identificável, controlado e gerador de benefícios econômicos futuros. Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando: • for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacio- nado, independente da intenção de uso pela entidade; ou • resultar de compromissos obrigatórios (incluindo direitos contratuais ou outros direitos legais), independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entida- de ou de outros direitos e obrigações. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 55 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo O passe do jogador (direito contratual) é identificável, é controlado e gerador de benefício futu- ro, pois há uma proposta de compra do jogador, assim, é um intangível. Neste caso, o ativo intangível deve ser reconhecido inicialmente pelo seu custo (R$ 20 mi- lhões) e ser avaliado anualmente pelo teste de recuperabilidade. Letra c. 045. (CESPE/SEFAZ-RS/AFRE/2019) O imobilizado de certa empresa é composto pelos ati- vos A e B. Os dados contábeis relativos a esses ativos, em R$, estão apresentados a seguir. Em razão de cenário macroeconômico recessivo, a empresa resolveu realizar o teste de recu- perabilidade desses ativos, tendo constatado as informações presentes na seguinte tabela (valores em R$). Nessas condições, o procedimento contábil necessário é a) constituir R$ 1.500 para perda de recuperabilidade do ativo A, baixar toda a perda relativa ao ativo B e baixar mais R$ 5.000 de sua depreciação. b) constituir mais R$ 8.500 em perda por valor não recuperável, dos quais R$ 3.500 sejam rela- tivos ao ativo A e R$ 5.000, relativos ao ativo B. c) reverter toda a perda por valor não recuperável do ativo B e registrar perda de R$ 1.500 para o ativo A. d) manter os saldos atuais, pois eles já refletem o valor recuperável dos ativos. e) registrar R$ 3.500 por perda de recuperabilidade do ativo A. Para resolver a questão, aplique a teoria Claudiana, que consiste em executar as seguin- tes etapas: • Determinar o valor contábil líquido do bem • Determinar o maior valor recuperável do bem − Determinar o valor contábil líquido do bem Ativo A = 75.000 – 37.500 = 37.500 a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Ativo B = 250.000 – 50.000 – 10.000 = 190.000 − Determinar o maior valor recuperável do bem Ativo A = valor recuperável = 36.000 (maior entre valor em uso e valor justo) Ativo B = valor recuperável = 205.000 (maior entre valor em uso e valor justo) − Comparação entre o valor contábil e o maior valor recuperável Ativo A > VC = 37.500 / VRL = 36.000 = Constituir uma perda por recuperabilidade de 1.500. Ativo B > VC = 190.000 / VRL = 205.000 = como aumentou a empresa deve reverter a perda por valor não recuperável de 10.000. Letra c. O processo de mensuração consiste em determinar os valores pelos quais os elementos das demonstrações contábeis devem ser reconhecidos e apresentados nestas. A respeito das ba- ses de mensuração de ativos e passivos, julgue o item que se segue. 046. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) O custo de terreno adquirido por meio de transação sem contraprestação deve ser mensurado pelo seu valor justo, na data da aquisição. Vimos na aula que um imobilizado adquirido por meio de uma transação sem contraprestação, como é o caso de terrenos recebidos por um particular sem pagamento ou com pagamento simbólico, deve ter o seu custo mensurado pelo seu valor justo na data da aquisição. Certo. Uma entidade pública adquiriu, em fevereiro de 2018, 10 caminhões para a coleta de resíduos sólidos, ao custo unitário de R$ 178.000, tendo a concessionária cobrado o valor de R$ 20.000 pelo frete da entrega dos 10 veículos. A entidade estima em cinco anos o tempo de vida útil dos caminhões e em R$ 30.000 o valor residual unitário. Em março de 2018 eles entraram em funcionamento. Com referência a essa situação hipotética, julgue o próximo item. 047. (CESPE/SLU-DF/CONTADOR/2019) A despesa de depreciação do ativo durante o perío- do de utilização será de R$ 25.000 mensais. Para calcular a depreciação mensal, basta calcular a depreciação anual e dividir por 12. Depreciação anual = (valor do bem - valor residual) / vida útil Valor do bem = 178.000 x 10 veículos + 20.000 = 1.800.000 Valor residual = 30.000 x 10 veículos = 300.000 DA = (1.800.000 – 300.000) / 5 anos DA = 300.000 a sua reprodução, cópia,divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Mensalmente, a empresa irá registrar uma despesa com depreciação de $ 25.000 (300.000/12 meses). Certo. 048. (COMPERVE/UFRN/TÉCNICO CONTÁBIL/2021) A depreciação pode ser entendida como o custo ou a despesa da obsolescência de um determinado ativo. Na Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) da UFRN relativa ao exercício encerrado em 31/12/2019, foi evidenciada uma depreciação de cerca de R$ 40 milhões naquele ano. Numa reunião ocorrida no gabinete do Reitor em meados de junho de 2020, foi perguntado ao técnico em contabili- dade quanto teria sido o valor da depreciação no ano anterior. Ao consultar sua pasta de do- cumentos, o técnico percebeu que estava com todas as demonstrações contábeis do ano de 2019, exceto a DVP. Para não ficar sem ter como responder à pergunta, o técnico conseguiu a informação a partir de um cálculo que ele realizou utilizando informações disponíveis em outra demonstração contábil. Essa outra demonstração foi a) o Balanço Financeiro. b) a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. c) a Demonstração dos Fluxos de Caixa. d) o Balanço Patrimonial. A depreciação é uma VPD que será apresentada na DVP, contudo, também pode ser obtida por meio da análise do saldo da conta depreciação acumulada no Balanço Patrimonial. Letra d. 049. (INSTITUTO AOCP/NOVO HAMBURGO-RS/CONTADOR/2020) A perda por irrecupera- bilidade de um ativo imobilizado, ocorrida no patrimônio da Prefeitura Municipal de Novo Ham- burgo (RS), representa um(a) a) redução nos benefícios econômicos futuros ou no potencial de serviços desse ativo, que re- flete um declínio na sua utilidade além do reconhecimento sistemático por meio da depreciação. b) desvalorização desse ativo imobilizado, tendo em vista que seu valor contábil excedeu seu valor recuperável. c) aumento do valor contábil desse ativo imobilizado, tendo em vista que seu valor contábil não excedeu seu valor recuperável. d) redução do valor dos bens desse ativo imobilizado pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. e) reavaliação negativa desse ativo, tendo em vista que o valor de mercado do bem é inferior ao valor registrado na contabilidade, ocasionando a perda dos benefícios econômicos ou do potencial de serviços desse ativo. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo A perda por recuperabilidade de um ativo deve ser registrada quando o valor recuperável do bem é menor que o seu valor contábil, pois representa que a entidade não irá conseguir recu- perar o valor aplicado no bem. Letra b. 050. (INSTITUTO AOCP/BETIM-MG/CONTADOR/2020) A Prefeitura Municipal de Betim (MG) adquiriu, em 10/01/2018, um ativo intangível por R$ 80.000,00, incorrendo em gastos de R$ 2.000,00 para registro desse ativo intangível. Na data da aquisição, a Prefeitura estimou que a vida útil do ativo intangível era indefinida e não apresentava valor residual. Em 31/12/2018, ao realizar o teste de recuperabilidade do ativo (impairment), a Prefeitura Municipal obteve as seguintes informações: Valor em uso: R$ 72.000,00. Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 65.000,00. Com base nas informações apresentadas, a Prefeitura Municipal de Betim (MG) deverá reco- nhecer um valor recuperável de a) R$ 82.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 5.000,00. b) R$ 65.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 5.000,00. c) R$ 72.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 10.000,00. d) R$ 65.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 10.000,00. e) R$ 72.000,00 e VPD - Perda por impairment de R$ 8.000,00. A pegadinha da questão é que a prefeitura estimou a vida útil do intangível como indefinida, assim ele não sofrerá amortização, devendo sofrer somente o teste de recuperabilidade, com- parando o valor contábil do bem com o seu maior valor realizável. Valor contábil = 82.000 Valor recuperável = 72.000 Pelo uso = 72.000 Pela venda = 65.000 Neste caso, a entidade deverá reconhecer o ativo pelo seu maior valor recuperável (72.000) e registrar uma VPD pela perda de 10.000. Letra c. 051. (UFG/UFG/CONTADOR/2019) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade NBC TSP 07 – Ativo imobilizado, o montante pelo qual um ativo é reconhecido após a dedução da depreciação acumulada e das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável, é denominado: a) Valor recuperável de serviço. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 59 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo b) Valor residual do ativo. c) Valor depreciável. d) Valor contábil. e) Valor específico para a entidade. O valor contábil de um ativo é apurado deduzindo-se do valor original, dos valores da deprecia- ção acumulada e da estimativa para perda, se houver. É o valor que o bem está apresentado no balanço patrimonial. Letra d. 052. (IESES/SÃO JOSE-SC/CONTADOR/2020) Com relação ao ativo imobilizado no meio pú- blico temos o seguinte conceito. “É a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou per- da de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.” Este conceito relaciona-se a(ao)? a) Valor Depreciável. b) Exaustão. c) Depreciação. d) Custo do Ativo. A depreciação, que é uma VPD, representa a realização dos ativos tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. Letra c. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br Claudio Zorzo Bacharel em Ciências Contábeis, pós-graduado em Análise Gerencial, Docência para Nível Superior, Auditoria e Perícia Contábil. É ex-servidor público do Executivo Federal – Ministério do Exército e ex- servidor público do Legislativo Federal – Assessor Parlamentar. Atualmente, é professor de Contabilidade e Auditoria Pública e Privada. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Procedimentos Contábeis Patrimoniais Imobilizado Mensuração Inicial do Imobilizado Mensuração após o Reconhecimento Método de Custo ou Modelo de Custo Método da Reavaliação Intangível Mensuração do Intangível Reavaliação de Ativos Registro Contábil da Reavaliação Redução ao Valor Recuperável Teste de Recuperabilidade Depreciação, Amortização e Exaustão Conceitos Básicos Relacionados Métodos de Depreciação Depreciação de Bens já em Uso AVALIAR 5: Página 60:civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Note que ativos descritos como bens do patrimônio cultural são assim chamados devido a sua significância histórica, cultural ou ambiental. Exemplos incluem monumentos e prédios históricos, sítios arqueológicos, áreas de con- servação e reservas naturais. Esses ativos são raramente mantidos para gerar entradas de caixa e pode haver obstáculos legais ou sociais para usá-los em tais propósitos. Certas características são geralmente apresentadas por bens do patrimônio cultural (ape- sar de não serem exclusivas de tais ativos): ◦ O seu valor cultural, ambiental, educacional e histórico provavelmente não é refleti- do totalmente no valor financeiro puramente baseado no preço de mercado. ◦ As obrigações legais ou estatutárias podem impor proibições ou restrições seve- ras na alienação por venda. ◦ São geralmente insubstituíveis e seus valores podem aumentar ao longo do tempo, mesmo se sua condição física se deteriorar. ◦ Pode ser difícil estimar sua vida útil, a qual em alguns casos pode ser de centenas de anos. • Bens imóveis em andamento: compreendem os valores de bens imóveis em andamento ainda não concluídos. Exemplos: obras em andamento, estudos e projetos (que englo- bem limpeza do terreno, serviços topográficos etc.) e benfeitoria em propriedade de terceiros. • Demais bens imóveis: compreendem os demais bens imóveis não classificados ante- riormente. Exemplos: bens imóveis locados para terceiros, imóveis em poder de tercei- ros, entre outros bens. Na prática contábil, antes de efetuar a avaliação ou mensuração de ativos, faz-se neces- sário o reconhecimento do bem como ativo. Para isso, a entidade deverá aplicar o princípio geral de reconhecimento para todos os ativos imobilizados no momento em que os custos são incorridos, incluindo os custos iniciais e os subsequentes. Os procedimentos de reconhecimento e mensuração de ativos imobilizados devem ser apli- cados também para bens do patrimônio cultural que possuem, além de seu valor cultural, be- nefícios econômicos futuros ou potencial de serviços. É o caso, por exemplo, de um prédio histórico usado como escritório. mensuração InIcIal do ImobIlIzado O ativo imobilizado é reconhecido inicialmente com base no valor de aquisição, produção ou construção. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 6 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Um item do ativo imobilizado deve ser mensurado no reconhecimento pelo seu custo original. • Os elementos do custo de um ativo imobilizado compreendem: • seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e tributos não recuperá- veis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos; • quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição neces- sários para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração. São exemplos de custos diretamente atribuíveis: − custos de pessoal decorrentes diretamente da construção ou aquisição de item do ativo imobilizado; − custos de preparação do local; − custos de frete e manuseio (para recebimento e instalação); − honorários profissionais. Por outro lado, não se consideram custo de um item do ativo imobilizado as despesas ad- ministrativas e outros gastos indiretos. Um ponto importante a ser destacado é o de que, quando se tratar de ativos do imobilizado obtidos a título gratuito, devem ser registrados pelo valor justo na data de sua aquisição, sendo que deverá ser considerado o valor resultante da avaliação obtida com base em procedimento técnico ou valor patrimonial definido nos termos da doação. Assim, para a mensuração inicial do custo de um item de ativo imobilizado pode haver duas alternativas: • a do preço à vista; ou • o valor justo na data do reconhecimento, quando um ativo é adquirido por meio de uma transação sem contraprestação. Deve também ser evidenciado, em notas explicativas, o critério de mensuração ou avalia- ção dos ativos do imobilizado obtidos a título gratuito, bem como a eventual impossibilidade de sua valoração devidamente justificada. O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo imobilizado cessa quando o item está no local e nas condições operacionais pretendidas pela administração. Portanto, os custos incorridos no uso ou na transferência ou reinstalação de um item não são incluídos no seu valor contábil, como, por exemplo, os custos incorridos durante o período em que o ativo ainda não está sendo utilizado ou está sendo operado a uma capacidade inferior à sua capacidade total. Dessa forma, os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo imobi- lizado devem ser incorporados ao valor desse ativo quando houver possibilidade de geração a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo de benefícios econômicos futuros ou potenciais de serviços. Qualquer outro gasto que não gere benefícios futuros deve ser reconhecido como variação patrimonial diminutiva (VPD) do período em que seja incorrido. É importante destacar que o gasto subsequente só será reconhecido como ativo quando ele melhorar as condições do ativo ampliando a vida útil econômica originalmente estimada. Como nos casos de: • modificação de um bem da fábrica para prolongar sua vida útil, ou para aumentar sua capacidade; • aperfeiçoamento de peças de máquina para conseguir um aumento substancial na qua- lidade da produção; e • adoção de novos processos de produção permitindo redução substancial nos custos operacionais anteriormente avaliados. Veja o mnemônico abaixo: Itens como peças de reposição, equipamentos sobressalentes e equipamentos de manuten- ção devem ser reconhecidos como ativo imobilizado, quando atenderem à definição. Caso não atendam a definição de ativo imobilizado, devem ser classificados como estoques. Equipamentos militares especializados geralmente se enquadram na definição de ativo imobi- lizado, devendo ser reconhecidos como ativo. Se o prazo de pagamento em imobilizado comprado a prazo excede os prazos normais de crédito, a diferença entre o preço equivalente à vista e o total dos pagamentos deve ser reco- nhecida como despesa com juros durante o período. Quando se tratar de ativos imobilizados obtidos a título gratuito, estes devem ser registra- dos pelo valor justo na data de sua aquisição, sendo que deverá ser considerado o valor resul- a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo tante da avaliação obtida com base em procedimentos técnicos ou o valor patrimonial definido nos termos da doação. O reconhecimento e a mensuração de ativos classificados como bens do patrimônio cul- tural são FACULTATIVOS. Porém, caso sejam registrados pelo ente, devem ser evidenciados conforme as normas apresentadas nesta aula. EXEMPLO Um prédio histórico utilizado como escritório pode possuir benefício econômico ou potencial de serviços além de seu valor cultural. Neste caso, o ativo deve ser reconhecido e mensurado na mesma base de outros ativos imobilizados. Ressalta-se que alguns recursos minerais e florestais, tais como petróleo,gás natural e recursos não regenerativos semelhantes, são de difícil mensuração e ainda carecem de normatização específica. mensuração após o reconhecImento Após o reconhecimento inicial do ativo imobilizado, com base no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), a entidade deve mensurar esses itens escolhendo entre o Método de Custo ou o Método da Reavaliação, devendo aplicar a política adotada para toda uma classe de ativos imobilizados. Classe de ativo imobilizado é um agrupamento de ativos de natureza e uso semelhantes nas operações da entidade. São exemplos de classes individuais: • terrenos; • terrenos e edifícios; • máquinas; • navios; • aviões; • veículos a motor; • móveis e utensílios; e • equipamentos de escritório. O modelo do custo consiste no valor de aquisição, produção ou construção menos a depre- ciação acumulada e as perdas acumuladas por imparidade. É o custo ajustado. O modelo da reavaliação consiste no valor justo sujeito à reavaliação periódica menos a depreciação acumulada e as perdas acumuladas por imparidade. É o valor de mercado. método de custo ou modelo de custo É o método onde um item do ativo é evidenciado pelo custo de aquisição menos qualquer depreciação e redução ao valor recuperável acumuladas. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 9 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo • Depreciação é a redução do valor dos bens tangíveis pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. • Redução ao Valor Recuperável (impairment) é a redução nos benefícios econômicos futuros ou no potencial de serviços de um ativo, que reflete um declínio na sua utilidade além do reconhecimento sistemático por meio da depreciação O PULO DO GATO Os itens do ativo imobilizado estão sujeitos à depreciação ou exaustão, cuja apuração deve ser feita mensalmente quando o item do ativo estiver em condições de uso. método da reavalIação É o método utilizado onde o item do ativo, cujo valor justo possa ser mensurado confia- velmente, deve ser apresentado pelo seu valor reavaliado, correspondente ao seu valor justo à data da reavaliação, menos qualquer depreciação e redução ao valor recuperável acumuladas. O valor justo de terrenos e edifícios é normalmente determinado com base no mercado onde ele está inserido. Para diversos ativos, o valor justo será prontamente determinável com referência a preços cotados em mercado ativo e líquido. Por exemplo, preços correntes de mer- cado podem normalmente ser obtidos para terrenos, edificações não especializadas, motores de veículos e diversos outros tipos de instalações e equipamentos. Note que, na prática, a reavaliação significa a adoção do valor de justo no mercado, aban- donando-se para esses bens o custo original. Objetiva, conceitualmente, que o balanço reflita os ativos a valores mais próximos aos custos de reposição. Caso não haja qualquer evidência disponível para determinar o valor de mercado em um mercado ativo de um item de terrenos e edifícios, o valor justo do item pode ser estabelecido com referência a outros itens com características semelhantes, em circunstâncias e locais semelhantes. EXEMPLO O valor justo de um terreno desocupado do governo que tenha sido mantido por um período em que poucas transformações tenham ocorrido pode ser estimado tendo como referência o valor de mercado de terreno com características e topologia semelhantes, em uma localização semelhante, para o qual haja evidências de mercado disponíveis. O PULO DO GATO A frequência das reavaliações, se permitidas por lei, depende das mudanças dos valores justos do ativo imobilizado que está sendo reavaliado. Assim, quando o valor justo de um ativo reava- liado diferir materialmente do seu valor contábil, exige-se nova reavaliação. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Após o reconhecimento inicial, a entidade detentora do ativo deve optar entre valorá-lo pelo modelo do custo ou da reavaliação. O modelo do custo consiste no valor de aquisição, produção ou construção menos a deprecia- ção acumulada e as perdas acumuladas por imparidade. O modelo da reavaliação consiste no valor justo sujeito à reavaliação periódica menos a depre- ciação acumulada e as perdas acumuladas por imparidade. Intangível O intangível é um ativo não monetário (não se transformará diretamente em dinheiro), sem substância física, identificável, controlado pela entidade, e gerador de benefícios econômicos futuros ou serviços potenciais. Compreende os direitos que tenham por objeto bens incorpóre- os destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Normalmente a contabilidade somente aceita o registro de ativos intangíveis adquiridos de forma individualizada, devendo ser registrado inicialmente pelo seu valor de aquisição, depois ajustado pela devida amortização. Um ativo enquadra-se na condição de ativo intangível quando pode ser identificável, con- trolado e gerador de benefícios econômicos futuros ou serviços potenciais. Caso essas carac- terísticas não sejam atendidas, o gasto incorrido na sua aquisição ou geração interna deve ser reconhecido como variação patrimonial diminutiva. Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando: • for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacio- nado, independente da intenção de uso pela entidade; ou a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo • resultar de compromissos obrigatórios (incluindo direitos contratuais ou outros direitos legais), independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entida- de ou de outros direitos e obrigações. O reconhecimento inicial de um ativo intangível pode ocorrer de três formas: • aquisição separada; • geração interna; e • aquisição por meio de transações sem contraprestação. Não são considerados itens patrimoniais no ativo não circulante os seguintes intangíveis: • fundo de comércio gerado internamente; • gastos com treinamento de pessoal; • gastos com publicidade e atividades promocionais (incluindo envio de catálogos); • gastos com remanejamento ou reorganização, total ou parcial, de uma entidade; • gastos com pesquisas de novos produtos. Alguns ativos intangíveis podem estar contidos em elementos que possuem substância física, como no caso de software ou de licença ou patente. Para saber se um ativo que contém elementos intangíveis e tangíveis deve ser tratado como ativo imobilizado ou como ativo intan- gível, a entidade avalia qual elemento é mais significativo. EXEMPLO Um software de uma máquina-ferramenta controlada por computador que não funciona sem esse software específico – sem similar no mercado – é parte integrante do referido equipa- mento, devendo ser tratado como ativo imobilizado. O mesmo se aplica ao sistema operacional de um computador. Quando o software não é parte integrante do respectivo hardware, ele deve ser tratado como ativo intangível. mensuração do Intangível Os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade pública ou exercidos com essa finalidade são mensurados ou avaliados com base no valor de aquisiçãoou de produção. O critério de mensuração ou avaliação dos ativos intangíveis obtidos a título gratuito e a eventual impossibilidade de sua valoração devem ser evidenciados em notas explicativas. É importante destacar que o órgão ou a entidade inicialmente devem realizar ajustes para que as demonstrações contábeis reflitam a realidade dos seus elementos patrimoniais. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Dessa forma, por exemplo, intangíveis devem ser mensurados inicialmente pelo custo ou valor justo, adotando-se, posteriormente, procedimentos de mensuração após o reconheci- mento (como a amortização para o caso do ativo intangível). Os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo intangível devem ser incorporados ao valor desse ativo quando houver possibilidade de geração de benefícios eco- nômicos futuros ou potenciais de serviços. Qualquer outro gasto deve ser reconhecido como despesa do período em que tenha incorrido. O PULO DO GATO Após o reconhecimento inicial do ativo imobilizado e intangível com base no MCASP, a entida- de deve mensurar as classes que o compõem, escolhendo entre o Modelo de Custo – onde um item do ativo é evidenciado pelo custo menos qualquer depreciação, amortização e redução ao valor recuperável acumuladas – ou o Método de Reavaliação – onde o item do ativo deve ser apresentado pelo seu valor reavaliado, correspondente ao seu valor justo à data da reavaliação, menos qualquer depreciação/amortização e redução ao valor recuperável acumuladas. Depois de reconhecido, escolhido o método de avaliação e de estar em condições de uso, o intangível será deduzido do saldo da respectiva conta de amortização acumulada e do montante acumu- lado de quaisquer perdas do valor que hajam sofrido ao longo de sua vida útil por redução ao valor recuperável (impairment). Para ajustar o intangível, primeiro a entidade deve classificar a vida útil do ativo intangível em definida e indefinida. • A vida útil é definida quando a entidade tem o prazo estabelecido para utilização do in- tangível. • A entidade deve atribuir vida útil indefinida a um ativo intangível quando não existe um limite previsível para o período durante o qual o ativo deverá gerar fluxos de caixa líqui- dos positivos ou fornecer serviços para a entidade. O termo “indefinida” não significa “infinita”. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo A amortização de ativos intangíveis com vida útil definida deve ser iniciada a partir do mo- mento em que o ativo estiver disponível para uso. A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda, quando estiver totalmente amortizado ou na data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro. A amortização para cada período deve ser reconhecida no resultado, contra uma conta retificadora do ativo. O período e o método de amortização de ativo intangível com vida útil definida devem ser revisados pelo menos ao final de cada exercício. Caso a vida útil prevista do ativo seja diferente de estimativas anteriores, o prazo de amor- tização deve ser devidamente alterado. Se houver alteração no padrão de consumo previsto dos benefícios econômicos futuros ou serviços potenciais atrelados ao ativo, o método de amortização deve ser alterado para refletir essa mudança. Tais mudanças devem ser consideradas como mudanças nas estimativas. O ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado. Entretanto, a entidade deve testar a perda de valor dos ativos intangíveis com vida útil indefinida, ou aqueles ainda não disponíveis para o uso, comparando o valor recuperável com o seu valor contábil sempre que existam indícios de que o ativo intangível possa ter perdido valor. A vida útil de um ativo intangível que não é amortizado deve ser revisada periodicamente para determinar se eventos e circunstâncias continuam a consubstanciar a avaliação de vida útil indefinida. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo 001. (IF-MT/IF-MT/PROFESSOR DE CONTABILIDADE/2014) O Ativo Imobilizado é forma- do por bens a) sujeitos à perda de valor por amortização. b) corpóreos e incorpóreos de uso próprio da entidade. c) corpóreos usados na manutenção das atividades da entidade. d) de participações permanentes que não se destinam à manutenção das atividades da entidade. Ativo imobilizado é o item tangível que: é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e se espera utilizar por mais de um período. Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de ope- rações que transfiram a ela os benefícios, os riscos e o controle desses bens. O imobilizado será ajustado, essencialmente, pela depreciação. Letra c. 002. (CESPE/TRT-8ª/ANALISTA CONTADOR/2016) Assinale a opção que apresenta correta- mente os itens patrimoniais que podem ser avaliados com base no valor de produção. a) disponibilidades; investimentos permanentes; intangível. b) estoques; ativo imobilizado; intangível. c) estoques; investimentos permanentes; dívidas. d) intangível; disponibilidades; dívidas. e) estoques; dívidas; intangível Na esfera pública, o custo de produção é o principal indicador de mensuração dos ativos, es- pecialmente o estoque, o imobilizado e o intangível. Letra b. 003. (VUNESP/TJ-SP/CONTADOR/2019) Uma entidade do setor público recebeu antecipada- mente, no período, por meio de acordos que ainda não se tornaram obrigatórios, recursos no valor de R$ 2.670.000,00. Neste sentido, no momento do recebimento antecipado, a entidade a) deve reconhecer um ativo e uma obrigação presente. b) não deve realizar registro, uma vez que os acordos não são obrigatórios. c) deve reconhecer uma variação patrimonial aumentativa. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo d) deve evidenciar uma despesa orçamentária. e) deve registrar uma receita com valorização. O valor recebido antecipadamente será registrado no ativo, na conta disponível, pela entrada do dinheiro; em contrapartida de uma VPA recebida antecipadamente, no passivo, pela obriga- ção assumida. Letra a. 004. (IADES/AL-GO/CONTADOR/2019) Os bens corpóreos destinados à manutenção das ati- vidades da entidade adquiridos mediante operações de arrendamento mercantil, em que os benefícios, os riscos e os controles desses bens são transferidos para a empresa, são classi- ficados no subgrupo ativo a) realizável a longo prazo. b) imobilizado. c) investimento. d) diferido. e) intangível. A questão está tratando de um ativo imobilizado. Nesse caso, foi obtido por meio de arrenda- mento mercantil financeiro. O assunto é apresentado na Lei n. 6.404/76 em seu art. 179 da seguinte forma: Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: IV – No ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreosdestinados à manu- tenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens (...). Letra b. 005. (UFU/UFU/CONTADOR/2018) Conforme Estrutura Conceitual para Elaboração e Divul- gação de Informação Contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público, assinale a alternativa que NÃO corresponde às bases de mensuração para os ativos. a) Custo histórico b) Valor de mercado c) Preço líquido de venda d) Preço Presumido a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 16 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Conforme vimos na aula, as seguintes bases de mensuração para os ativos são identificadas e discutidas à luz da informação que fornecem sobre o custo de serviços prestados, a capaci- dade operacional e a capacidade financeira da entidade, além da extensão na qual fornecem informação que satisfaça as características qualitativas: custo histórico, valor de mercado, custo de reposição ou substituição, preço líquido de venda e valor em uso. Letra d. 006. (FGV/SEFIN-RO/CONTADOR/2018) A NBC T 16.9 – Depreciação, Amortização e Exaus- tão define as informações que devem ser divulgadas em nota explicativa para cada classe de ativo imobilizado. As opções a seguir, apresentam as informações necessárias, à exceção de uma. Assinale-a. a) O motivo da baixa e o efeito gerado por ela. b) O método utilizado, a vida útil econômica e a taxa utilizada. c) O valor contábil bruto e a depreciação acumulada no início e no fim do período. d) As mudanças de estimativas em relação ao valor residual e à vida útil econômica. e) As mudanças de estimativas em relação ao método e à taxa utilizada. Segundo o CFC, as demonstrações contábeis devem divulgar, para cada classe de imobilizado, em nota explicativa: o método utilizado, a vida útil econômica e a taxa utilizada, o valor contábil bruto e a depreciação, a amortização e a exaustão acumuladas no início e no fim do período, as mudanças nas estimativas em relação a valores residuais e à vida econômica, o método e a taxa utilizados. �Não há necessidade de divulgar o motivo da baixa do bem, pois isso não tem relação com a depreciação. Letra a. 007. (CESGRANSRIO/IBGE/CONTADOR/2013) Considerando-se os estritos termos do Ma- nual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, parte II – (Procedimentos Contábeis Patrimo- niais) em vigor, os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos, desde que destinados à manutenção da atividade pública, devem ser mensurados ou avaliados com base no preço de aquisição ou produção, a) acrescido do valor residual e deduzido da amortização acumulada. b) acrescido do valor residual mais os ganhos acumulados pela avaliação de mercado. c) deduzido das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável e do valor residual. d) deduzido da amortização acumulada e das perdas acumuladas por redução ao valor recuperável a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo e) deduzido da amortização acumulada e dos gastos indispensáveis à sua efetiva utilização. A questão foi de contabilidade pública, mas se encaixa no nosso contexto. Bens incorpóreos são os intangíveis e eles serão ajustados pela amortização acumulada e pelo ajuste do teste de recuperabilidade. Lembre-se de que ativos com vida útil indefinida so- mente sofrerão o ajuste pelo teste de recuperabilidade. Letra d. 008. (VUNESP/MPE-SP/CONTADOR/2019) Uma empresa possui uma marca de fama mun- dial, que a possibilita vender seus produtos a um preço maior do que os dos seus concorrentes, uma vez que seus clientes valorizam a marca como sendo de qualidade, confiança e inovado- ra. Do ponto de vista contábil, essa marca: a) não tem nenhum valor. b) gerencialmente, não pode ser contabilizada. c) constitui-se num ativo intangível. d) não seria jamais considerada quando da aquisição ou combinação de negócios. e) deve ser depreciada periodicamente. O intangível é um ativo não monetário, sem substância física, identificável, controlado pela entidade e gerador de benefícios econômicos futuros ou serviços potenciais. Compreende os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade, como é o caso da marca. Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando: for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade; ou resultar de compromissos obrigatórios (incluindo direitos contratuais ou outros direitos legais), independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da enti- dade ou de outros direitos e obrigações. Note que a empresa possui uma marca que está sob o seu controle e gera benefício econômi- co futuro. Assim, a marca deve ser tratada como um intangível da empresa. Esse intangível deve ser avaliado pelo teste de recuperabilidade anualmente. Letra c. 009. (FGV/SUDENE/CONTADOR/2016) Quanto ao reconhecimento de um ativo intangível, é correto afirmar que ocorrerá quando a) for provável que os benefícios econômicos atribuíveis ao ativo forem gerados em favor da entidade ou daquela a quem se pretende vender. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo b) o custo for mensurado com confiabilidade. c) o método de custo aplicado for o de recuperabilidade. d) for pelo valor justo a data de reavaliação com a contrapartida na reserva de reavaliação do patrimônio líquido. e) a entidade adquirir o bem intangível pelo custo histórico deduzido da depreciação acumulada. Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando: for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade; ou resultar de compromissos obrigatórios (incluindo direitos contratuais ou outros direitos legais), independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da enti- dade ou de outros direitos e obrigações. Os intangíveis devem ser mensurados inicialmente pelo custo ou valor justo, adotando-se, posteriormente, procedimentos de mensuração após o reconhecimento (como a amortização para o caso do ativo intangível). Os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo intangível devem ser incorporados ao valor desse ativo quando houver possibilidade de geração de benefícios eco- nômicos futuros ou potenciais de serviços. Letra b. 010. (IBADE/ITAPEMIRIM-ES/CONTADOR/2020) De acordo com a NBC T 16.9 – Deprecia- ção, um item integrado ao ativo imobilizado terá sua depreciação iniciada, quando: a) der entrada da entidade pública. b) iniciada sua utilização produtiva. c) tão logo sua saída da empresa que efetuou a venda. d) estiver em condições de uso. e) identificado o valor residual. Um ativo deverá começar a depreciar quando estiver nas condições de uso estabelecidas pela administração da entidade. Letra d. 011. (CESPE/DPF/CONTADOR/2014) Os valores de bens registrados no ativo imobilizado ou intangível podem ser aumentados em função de reavaliaçãoou de teste de impairment. Reavaliação é diferente de teste de recuperabilidade. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Reavaliação: quando houver valorização e o valor contábil é muito menor que o valor de mer- cado. Visa a aumentar o valor do bem. Teste de recuperabilidade: quando houver desvalorização e o valor contábil for maior que o valor recuperável. Visa a diminuir o valor do bem. A regra contábil é que a reavaliação seja utilizada para aumentar o valor de um bem desva- lorizado e o teste de recuperabilidade seja utilizado para diminuir o valor de um ativo super- valorizado. Contudo, como exceção, a reavaliação pode diminuir o valor do bem e o teste de recuperabili- dade pode aumentar até o valor antigo. Errado. Com base no disposto nas normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público, emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, julgue os itens seguintes. 012. (CESPE/TRT 10ª/CONTADOR/2013) Os bens de uso comum, considerados tecnicamen- te de vida útil indeterminada, não estão sujeitos ao regime de depreciação. Não estão sujeitos à depreciação os seguintes ativos: • bens móveis de natureza cultural, tais como obras de artes, antiguidades, documentos, bens com interesse histórico, bens integrados em coleções, entre outros; • bens de uso comum que absorveram ou absorvem recursos públicos, considerados, tecnicamente, de vida útil indeterminada; • animais que se destinam à exposição e à preservação; • terrenos rurais e urbanos. Certo. Julgue o próximo item com referência aos critérios de reconhecimento e classificação de ati- vos e passivos. 013. (CESPE/STJ/CONTADOR/2015) Desde que sejam atendidos os critérios de reconheci- mento de ativos, é possível fazer o registro de ativos intangíveis adquiridos por meio de transa- ções sem contraprestação. Transação sem contraprestação é aquela em que a entidade recebe ativos ou serviços ou tem passivos extintos e entrega valor irrisório ou nenhum valor em troca. É o caso quando a entida- de recebe um intangível como doação. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Exemplos de transações sem contraprestação incluem a receita decorrente do exercício do po- der soberano (por exemplo, tributos diretos e indiretos, multas e tributos alfandegários), de sub- sídios e de doações. Assim, um intangível pode ser obtido por transação em contraprestação. Certo. Acerca da mensuração de ativos e passivos e do tratamento contábil aplicável aos impostos e às contribuições no setor público, julgue os itens subsequentes. 014. (CESPE/TJ-SE/CONTADOR/2014) Para a adoção dos procedimentos descritos no MCASP, os itens do imobilizado devem ser mensurados inicialmente pelo valor de aquisição ou de produção, deduzido da depreciação acumulada. O ativo imobilizado, incluindo os gastos adicionais ou complementares, é reconhecido inicial- mente com base no valor de aquisição, produção ou construção. Após o reconhecimento inicial, a entidade detentora do ativo deve optar entre valorá-lo pelo modelo do custo ajustado pela depreciação ou pelo método da reavaliação. Errado. Com relação à mensuração de ativos e passivos em entidades públicas, julgue o item seguinte. 015. (CESPE/CGE-PI/AUDITOR GOVERNAMENTAL/2015) Caso não seja possível, even- tualmente, a valoração dos ativos intangíveis obtidos a título gratuito, eles não deverão ser evidenciados. Evidenciar uma informação é apresentá-la nas notas explicativas. É um procedimento diferen- te de reconhecer no balanço patrimonial. Quando a empresa não conseguir estabelecer um valor confiável para um ativo, ela não deve reconhecê-lo no BP. A contabilidade aplicada ao setor público (Casp) destaca que o critério de mensuração ou avaliação dos ativos intangíveis obtidos a título gratuito e a eventual impossibilidade de sua valoração devem ser evidenciados em notas explicativas. Errado. Com relação às variações patrimoniais e à mensuração de ativos e passivos, julgue os itens a seguir. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 21 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo 016. (CESPE/ANTAQ/CONTADOR/2014) O valor de reposição de um ativo depreciado pode ser estabelecido por referência ao seu preço de compra ou de construção, sendo vedada a comparação com ativos semelhantes ou similares de características diversas. O valor de reposição é o valor utilizado como entrada para avaliar/trocar um ativo por outro com características idênticas e mesmo potencial de geração de benefícios. O MCASP estabelece que nos processos de reavaliação de ativos, caso o valor de reposição tenha como referência a compra de um bem, esse bem deverá ter as mesmas características e o mesmo estado físico do bem objeto da reavaliação. Outra possibilidade é considerar como valor de reposição o custo de construção de um ativo semelhante, com similar potencial de serviço. A assertiva está errada, pois o valor de reposição pode ser comprado com o custo de ativos semelhantes. Errado. Julgue o item a seguir, relativo à mensuração de ativos e passivos do setor público. 017. (CESPE/CODEVASF/CONTADOR/2021) Quando incorridos, os custos com a manutenção periódica de um item do ativo imobilizado devem ser reconhecidos no resultado do exercício. Os gastos com manutenção dos ativos imobilizados serão lançados como Variação Patri- monial Diminutiva, no resultado patrimonial da entidade, pois não aumentam o potencial de uso do ativo. Certo. reavalIação de atIvos Na contabilidade, a avaliação patrimonial é a atribuição de valor monetário a itens do ativo e do passivo decorrentes de julgamento fundamentado em consenso entre as partes e que traduza, com razoabilidade, a evidenciação dos atos e dos fatos administrativos. Dentro do conceito de avaliação patrimonial, a reavaliação é a adoção do valor de mercado ou de consenso entre as partes para bens do ativo. Objetiva que o balanço reflita os ativos a valores mais próximos aos custos de reposição. Nós já vimos que o custo de reposição ou substituição é o custo mais econômico (menor valor) exigido para a entidade substituir o potencial de serviços de ativo (inclusive o montante que a entidade recebe a partir de sua alienação ao final da sua vida útil) na data do relatório. Assim, o custo de reposição (depreciado otimizado) envolve o custo atual de repor um ativo moderno eficiente e otimizado que provê uma qualidade de fornecimento similar ao ativo exis- a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo tente, com capacidade suficiente para atender à demanda atual com previsão de crescimento futuro, que deveria ser instalado hoje de forma a prover o mesmo nível de serviços (manter o potencial de serviços), sendo depreciado com base nas taxas médias de depreciação. EXEMPLO Se a entidade possui uma escola que comporte quinhentos alunos, mas, devido a mudanças demográficas desde a sua construção, seja adequada uma escola para cem alunos para as necessidades atuais e razoavelmente requeridas, o custo de reposição do ativo é aquele deuma escola para cem alunos. Um município tem um posto de saúde onde o custo do serviço é previsto para atender 1.000 cidadãos ao mês. Contudo, o novo prefeito fechou um acordo com uma rede de hospitais pri- vados que atenderão aos cidadãos no período noturno e, assim, a demanda do posto de saúde será de 300 pessoas ao mês. O custo de reposição é para 300 pessoas. Uma entidade possui um ônibus comprado há 3 anos e com vida útil estabelecida para 5 anos. Porém, ele mudou sua destinação, sendo utilizado somente aos fins de semana para desloca- mentos de estudantes para uma faculdade em outra cidade. O custo de reposição está relacio- nado com a nova vida útil. Na prática, dentro do conceito de prestação de serviço ao público, diversos fatores podem fazer com que o valor contábil de um ativo não corresponda ao seu valor justo. Desta forma, se após o reconhecimento inicial de uma classe de ativo imobilizado ou intangível a entidade adotar esse método de mensuração, é necessário que periodicamente esses bens passem por um processo visando a adequar o seu valor contábil. Cabe ressaltar que, uma vez adotado o método da reavaliação, ela não pode ser realizada de forma seletiva. Ou seja, deve-se avaliar, na data das demonstrações contábeis, se há neces- sidade de se proceder à reavaliação de todos os itens da mesma classe, e isso pode ensejar aumentos ou diminuições de valores contábeis de ativos, já que o modelo tem por principal referência o valor de mercado. O PULO DO GATO A frequência com que as reavaliações são realizadas depende das mudanças dos valores justos dos itens do ativo que serão reavaliados. Contudo, sempre que o valor justo de um ativo diferir materialmente do seu valor contábil registrado, exige-se nova reavaliação. Os itens do ativo que sofrerem mudanças significativas no valor justo necessitam de reavaliação anual. Tais reavaliações frequentes são desnecessárias para itens do ativo que não sofrem mudanças significativas no valor justo. Para esses casos, as entidades podem reavaliar o item apenas a cada três ou cinco anos, devendo ser realizada somente se houver necessidade. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Quando um item do ativo imobilizado é reavaliado, a depreciação acumulada na data da reavalia- ção deve ser eliminada contra o valor contábil bruto do ativo, atualizando-se o seu valor líquido pelo valor reavaliado, sendo que o valor do ajuste decorrente da atualização ou da eliminação da depreciação acumulada faz parte do aumento ou da diminuição no valor contábil registrado. É importante salientar que, se um item do ativo imobilizado for reavaliado, é necessário que toda a classe de contas do ativo imobilizado à qual pertence esse ativo seja reavaliada. Classe de contas do ativo imobilizado é um agrupamento de ativos de natureza e uso se- melhantes nas operações da entidade. São exemplos de classe de contas: • terrenos; • edifícios operacionais; • estradas; • maquinário; • redes de transmissão de energia elétrica; • navios; • aeronaves; • equipamentos militares especiais; • veículos a motor; • móveis e utensílios; • equipamentos de escritório; e • plataformas de petróleo. Já uma classe de contas do ativo intangível é um agrupamento de ativos de natureza e uso semelhantes nas operações da entidade. São exemplos de classes de contas do ativo intangível: • marcas; • títulos de publicação; • softwares para computador; • licenças; • direitos autorais, patentes e outros direitos de propriedade industrial, de serviços e ope- racionais; • receitas, fórmulas, modelos, projetos e protótipos; e • ativos intangíveis em desenvolvimento. Os itens da classe de contas do ativo imobilizado/intangível são reavaliados simultanea- mente para que sejam evitadas a reavaliação seletiva de ativos e a divulgação de montantes nas demonstrações contábeis que sejam uma combinação de valores em datas diferentes. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Na reavaliação de bens imóveis específicos, a estimativa do valor justo pode ser realizada utilizando-se o valor de reposição do bem devidamente depreciado. Caso o valor de reposição tenha como referência a compra de um bem, esse bem deverá ter as mesmas características e o mesmo estado físico do bem objeto da reavaliação. Outra possibilidade é considerar como valor de reposição o custo de construção de um ativo semelhante com similar potencial de serviço. Se o valor justo de ativo intangível reavaliado não puder mais ser mensurado em referência a mercado ativo, o valor contábil desse ativo deve ser o valor reavaliado na data da última reava- liação em referência ao mercado ativo, menos quaisquer subsequentes amortizações e perdas por redução ao valor recuperável acumuladas. O fato de não mais existir mercado ativo para o intangível reavaliado pode indicar que o ati- vo foi objeto de redução ao valor recuperável, devendo ser testado (teste de recuperabilidade). O modelo de reavaliação deve ser aplicado se o valor justo do ativo puder ser determinado em referência a mercado ativo na data de avaliação posterior. A reavaliação pode ser realizada através da elaboração de um laudo técnico por perito ou entidade especializada, ou ainda através de relatório de avaliação realizado por uma comissão de servidores. O laudo técnico ou relatório de avaliação conterá ao menos as seguintes informações: • documentação com a descrição detalhada referente a cada bem que esteja sendo ava- liado; • a identificação contábil do bem; • quais foram os critérios utilizados para avaliação do bem e sua respectiva fundamenta- ção; • vida útil remanescente do bem, para que sejam estabelecidos os critérios de deprecia- ção, a amortização ou a exaustão; • data de avaliação; e • a identificação do responsável pela reavaliação. regIstro contábIl da reavalIação O MCASP 7ª edição destacava que a contabilização dos aumentos referentes à reavalia- ção de ativos dependeria do nível de controle que cada ente possui sobre seu patrimônio. Em alguns casos, em que há um controle patrimonial avançado, é possível a criação de uma reser- va de reavaliação no patrimônio líquido, prevista nas normas internacionais de contabilidade do setor público. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Porém, em outros casos, em que os entes não possuam um sistema de controle patrimo- nial adaptado para o registro da reserva de reavaliação, poderão, facultativamente, reconhecer os aumentos ou diminuições relativas à reavaliação de seus ativos no resultado patrimonial do período. Assim, se o valor contábil de uma classe do ativo aumentasse em virtude de reavaliação, esse aumento deveria: • ser creditado diretamente à conta de reserva de reavaliação, ou • ser creditado diretamente à conta de resultado do período. Contudo, o MCASP 8ª edição apresentou que os entes públicos que ainda não tenham um controle patrimonial adaptado para o registro da reserva de reavaliação e que estão re- conhecendo os aumentos ou diminuições relativos à reavaliação de seus ativos no resultado patrimonial do período, conforme procedimento facultativo previsto na 7ª edição do MCASP, deverão fazer os ajustes necessários para a contabilização conforme o previsto nasnormas brasileiras de contabilidade do setor público. Ficou estabelecido que, a partir do ano de 2021, não será mais admitido o reconhecimento facultativo dos aumentos ou diminuições relativas à reavaliação de seus ativos diretamente no resultado do exercício. Sendo que, nos casos em que o ente reconheceu o aumento relativo à reavaliação dos seus ativos diretamente em conta de resultado, não haverá registros de ajus- tes posteriores. Assim, atualmente o MCASP 8ª edição destaca que, em consonância com o previsto nas normas brasileiras de contabilidade do setor público, se o valor contábil da classe do ativo aumentar em virtude da reavaliação, esse aumento deve ser creditado diretamente à conta de reserva de reavaliação. Contudo, antes de registrar o aumento pela reavaliação, a entidade deverá ajustar o valor líquido do bem, atualizando o valor do bem pela diminuição da depreciação acumulada. EXEMPLO O bem reavaliado é um imóvel com os seguintes dados: Imóvel – 15.000.000 Depreciação acumulada – (7.000.000) Note que o valor contábil do bem é de $ 8.000.000, e esse valor será a base para a reavaliação. Assim, para atualizar seu valor e depois registrar a reavaliação, é feito o seguinte registro con- tábil: Apuração do valor líquido contábil pela baixa da depreciação acumulada: Natureza da informação: patrimonial D 1.2.3.8.X.XX.XX (-) Depreciação acumulada C 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 26 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo Quando o bem reavaliado aumentar de valor, depois de ajustado o seu valor contábil, esse aumento deverá ser creditado diretamente à conta de reserva de reavaliação da seguinte forma: Valorização do Ativo pela Reavaliação Natureza da informação: patrimonial D 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado C 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo Entretanto, o aumento deve ser reconhecido no resultado do período, como uma VPA, quando se tratar da reversão de decréscimo por reavaliação da classe do ativo anteriormente reconhe- cido no resultado. Este registro é um ajuste da perda na reavaliação registrada anteriormente como VPD, o regis- tro da reversão da perda é o seguinte: D 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado C 4.6.X.X.X.XX.XX Valorização e Ganhos com Ativos Se o valor contábil de uma classe do ativo diminuir em virtude da reavaliação, essa diminui- ção deve ser reconhecida no resultado do período como uma VPA. O lançamento contábil é o seguinte: D 3.6.X.X.X.XX.XX Desvalorização e Perda de Ativos C 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado Porém, se houver saldo de reserva de reavaliação, a diminuição do ativo deve ser debitada dire- tamente à reserva de reavaliação até o limite de qualquer saldo existente na reserva de reava- liação referente àquela classe de ativo. Neste registro, a entidade está ajustando a perda na reavaliação ao saldo positivo existente como reserva, no PL; o lançamento contábil é o seguinte: D 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo C 1.2.3.X.X.XX.XX Ativo Imobilizado A síntese do impacto da reavaliação é a seguinte: Os entes que reconhecerem a reavaliação de seus ativos em conta de reserva no patrimô- nio líquido deverão baixar a reserva de reavaliação: • Pela baixa ou alienação do ativo. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo • Pelo uso. Neste caso, parte da reserva é transferida enquanto o ativo é usado pela entidade. As transferências da reserva de reavaliação, quando da baixa do bem reavaliado, é feita para a conta resultados acumulados, no próprio PL, e não transitam pelo resultado do período. O lançamento contábil é o seguinte: D 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo C 2.3.7.X.X.XX.XX Resultados Acumulados Quando a reserva de reavaliação se realizar pelo uso do bem reavaliado – ou seja, o bem aumentou pela reavaliação e agora está diminuindo de valor pela depreciação – o valor da re- serva de reavaliação a ser baixado é a diferença entre a depreciação baseada no valor contábil reavaliado do ativo e a depreciação que teria sido reconhecida com base no custo histórico original do ativo. O lançamento contábil é o seguinte: D 3.3.3.X.X.XX.XX Depreciação, Amortização e Exaustão D 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo Imobilizado C 1.2.3.8.X.XX.XX (-) Dep., Amortização e Exaustão Acumuladas EXEMPLO Um ativo que teve seu valor contábil aumentado pela reavaliação, teve uma depreciação no valor de R$ 50.000,00 (vamos considerar que 30.000 mil foi do valor original e 20.000 do valor reavaliado). Como a depreciação total está incidindo sobre o valor original e sobre o valor reavaliado, deve- mos separar a depreciação incidente sobre o ativo com base em seu custo histórico, que seria de R$ 30.000,00, da depreciação oriunda do ganho na reavaliação do ativo, que seria no valor de R$ 20.000,00. O valor da depreciação original será uma VPD no resultado. Já o valor da depreciação oriunda da reavaliação será em contrapartida da reserva de reavaliação. O registro contábil é o seguinte: D- 3.3.3.X.X.XX.XX Depreciação, Amortização e Exaustão 30.000, (valor original) D- 2.3.6.1.X.XX.XX Reserva de Reavaliação do Ativo Imobilizado 20.000, (valor reavaliado) C- 1.2.3.8.X.XX.XX (-) Dep., Amortização e Exaustão Acumuladas 50.000, (redutora do ativo) Não esqueça que o saldo acumulado relativo à reavaliação do ativo incluída no patrimônio líquido, como reserva de reavaliação, somente será transferido para resultados acumulados quando for realizada a baixa ou a alienação do ativo. Ou seja, como não existe mais o bem reavaliado, não pode existir mais a sua reserva de reavaliação. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 28 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo redução ao valor recuperável Redução ao valor recuperável pode ser entendida como uma perda dos futuros benefícios econômicos ou do potencial de serviços de um ativo, além da depreciação. A redução ao valor recuperável é um instrumento utilizado para adequar o valor contábil dos ativos à sua real capacidade de retorno econômico, por meio de um teste de recuperabili- dade. Assim, reflete um declínio na utilidade de um ativo para a entidade que o controla. O teste de recuperabilidade, conhecido como “impairment test”, tem por objetivo apresen- tar de forma neutra e fidedigna o valor real líquido de realização de um ativo. Reavaliação é diferente de teste de recuperabilidade. Reavaliação: quando houver valorização e o valor contábil for muito menor que o valor de mercado. Teste de recuperabilidade: quando houver desvalorização e o valor contábil é maior que o valor recuperável. A redução ao valor recuperável pode ser aplicada para ativo gerador de caixa (aquele mantido com o objetivo principal de gerar retorno comercial), bem como a ativo não gerador de caixa (aquele mantido com o objetivo principal de prestar serviços). A entidade deve avaliar, no mínimo ao fim de cada exercício social, se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma indicação de desvalori- zação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo por meio de um teste de recupe- rabilidade. Ao avaliar se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido perda por irrecupera- bilidade, a entidade deve considerar fatores externos e internos que possam levar aperda do valor do bem. • Fontes Internas de Informação: − Evidência de danos físicos no ativo. − Mudanças significativas de longo prazo, com efeito adverso sobre a entidade na me- dida ou maneira em que um ativo é ou será usado. − Evidência disponível, proveniente de relatório interno, que indique que o desempenho dos serviços de um ativo é ou será pior do que o esperado. • Fontes Externas de Informação: − Cessação total ou parcial das demandas ou necessidade dos serviços fornecidos pelo bem. − Para os casos em que haja um mercado ativo e o bem não puder mais ser utilizado, o valor de mercado desse bem caiu significativamente, mais do que seria esperado pela passagem do tempo ou uso normal. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo − Mudanças significativas, de longo prazo, com efeito adverso para a entidade ocorre- ram ou estão para ocorrer no ambiente tecnológico, legal ou de política de governo no qual a entidade opera. EXEMPLO Uma entidade pode ter uma instalação de armazenamento para fins militares que já não é mais utilizada. Além disso, devido à natureza especializada dessa instalação e de sua localização, é improvável que possa ser arrendada ou vendida e, portanto, a entidade é incapaz de gerar fluxos de caixa por meio de arrendamento ou de venda do ativo. O ativo é considerado como tendo sofrido perda por irrecuperabilidade, porque não é mais capaz de prover à entidade com potencial de serviços, pois tem pouca ou nenhuma utilidade na contribuição para que ela atinja seus objetivos. O potencial de serviço de um ativo pode ser reduzido em consequência de uma mudança em uma lei ou em um regulamento. EXEMPLO Uma estação de tratamento de água que não pode ser usada porque não se encaixa nos novos padrões ambientais, sendo seu custo de adequação superior ao valor recuperável. Uma escola projetada para 1.500 estudantes conta atualmente com a matrícula de 150 estu- dantes – a escola não pode ser fechada, porque a mais próxima fica a 100 quilômetros. A enti- dade não prevê o aumento de matrículas de estudantes. No momento do estabelecimento da escola, o registro de matrículas era de 1.400 estudan- tes – a entidade teria adquirido uma instalação menor se o número de matrículas tivesse sido previsto para ser de 150 estudantes. Desta forma, a entidade determina que a demanda dimi- nuiu e o valor de serviço recuperável da escola deve ser comparado com o seu valor contábil. A essência do teste de recuperabilidade é evitar que um ativo esteja registrado no balanço patrimonial por um valor contábil maior que o valor recuperável. Desta forma, os ativos devem ser evidenciados de forma a refletir os fluxos futuros que a entidade espera obter ou gerar em virtude de possuir tal ativo. • Entende-se por valor contábil o valor que o ativo está apresentando no balanço patri- monial, ou seja, pelo valor histórico deduzido de depreciação, exaustão ou amortização acumulada e de provisão para perda, se existir. • Valor recuperável é o maior valor entre o valor justo líquido e o seu valor em uso. − O valor justo é o valor pelo qual o ativo pode ser trocado, existindo um conhecimento amplo e disposição por parte dos envolvidos no negócio, em uma transação sem favorecimentos. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo − O valor em uso, ou valor específico para a entidade, é o valor presente de fluxos de caixa futuros estimados que a entidade espera obter se a empresa continuasse utili- zando o bem em suas atividades. teste de recuperabIlIdade Para aplicar o teste de recuperabilidade nestes grupos, a administração deverá, no mínimo, executar as seguintes etapas: • Determinar o valor contábil líquido do bem. • Determinar o maior valor recuperável do bem. • Comparação entre o valor contábil e o valor recuperável. Quando ficar identificado que o MAIOR valor de realização do ativo é maior que o seu valor contábil, não será necessário nenhum tipo de registro. Entretanto, se o MAIOR valor realizável do ativo for menor que o valor contábil, a empresa deverá efetuar o ajuste de emparelhamento. a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 31 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo O PULO DO GATO O teste de impairment é feito para avaliar a perda de recuperabilidade dos benefícios econô- micos futuros que um ativo irá gerar para a entidade. Assim, se o valor recuperável exceder o contábil, não há que se falar em ajustes. Caso, em período futuro, o ativo tenha o seu valor aumentado após uma nova avaliação de recuperabilidade, o valor ajustado não poderá ultrapassar o valor inicial do bem. Neste caso, a reversão da perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida diretamente no resul- tado como VPA. Assim, se na primeira avaliação o bem teve o seu valor diminuído, esse valor será reconhe- cido como despesa. Caso, em nova avaliação, o valor do ativo aumentar, a empresa somente poderá reconhecer o aumento até o valor registrado antes da primeira avaliação. Como resultado da aplicação do teste de recuperabilidade, não será mais aceita a existên- cia de qualquer ativo, num balanço patrimonial, por valor superior ao que ele é capaz de produ- zir de caixa líquido para a entidade, pela sua venda ou pela sua utilização. A perda por irrecuperabilidade do ativo deve ser reconhecida no resultado patrimonial, poden- do ter como contrapartida diretamente o bem ou uma conta retificadora. Entretanto, quando o valor estimado da perda for maior do que o valor contábil do ativo ao qual se relaciona, a entidade pode ter que reconhecer um passivo. A redução ao valor recuperável pode ser realizada através da elaboração de um laudo téc- nico por perito ou entidade especializada, ou ainda através de relatório de avaliação realizado por uma comissão de servidores. O laudo técnico ou relatório de avaliação conterá, ao menos, as seguintes informações: • documentação com descrição detalhada de cada bem avaliado; • identificação contábil do bem; • critérios utilizados para avaliação e sua respectiva fundamentação; • vida útil remanescente do bem; • data de avaliação; e • identificação do responsável pelo teste de recuperabilidade. deprecIação, amortIzação e exaustão Conceitua-se depreciação como sendo a diminuição do valor contábil dos bens corpóreos que integram o ativo imobilizado ou investimentos (bens alugados para terceiros) em decor- a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 60www.grancursosonline.com.br Procedimentos Contábeis Patrimoniais – Parte II CONTABILIDADE PÚBLICA Claudio Zorzo rência de desgaste ou perda de utilidade pelo uso, ação da natureza ou obsolescência durante a sua vida útil. A depreciação é o declínio do potencial de geração de serviços por ativos de longa dura- ção, ocasionada pelos seguintes fatores: • deterioração física; • desgastes com uso; e • obsolescência. Exaustão é a diminuição do valor contábil de recursos naturais que estão sendo explorados pela empresa. Em termos contábeis, a exaustão se relaciona com a perda de valor dos bens ou direitos do ativo, ao longo do tempo, decorrentes de sua exploração (extração ou aproveita-