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Aspectos vegetacionais do bioma caatinga
Chapter · July 2002
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Functional structure in a chronosequence of arboreal plants, Atlantic Forest, northeastern Brazil View project
Functional traits vs. phylogenetic diversity: predictors of coexistence in dry tropical forests? View project
Maria Rodal
Universidade Federal Rural de Pernambuco
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BfõdiYersidade, 
servaçap aU^o 
Sustendtáv̂ t dãfíèr^ doBrasil 
f D i r O R E S 
Elcida d« Lima Araújo 
n . H l r i c (U> N.r.f . imorjfo Moiira 
Everardo Valail;ir«,-. (JDessas espécies, 23,2% foram citadas como árvores, 24 ,21% como arbustos e subarbustos, 20 ,5% como 
ervas, 18 ,1% como trepadeiras e 14% não teve o hábito identificado. Leguminosae foi a família com maior riqueza de 
espécies com cerca de 40% das espécies listadas, seguida por Euphorbiaceae. 
A análise de similaridade florística realizada por Rodai (1992) em 85 localidades de Caatinga, que utilizaram 
critérios de inclusão semelhantes, indica que a distância geográfica é um bom preditor de dissimilaridade florística, 
independente do estágio sucessional da vegetação. O grau de deficiência hídrica e a geomorfologia são os fatores 
ambientais mais importantes para explicar a repartição espacial dos dois maiores blocos florísticos da Caatinga, o 
setentrional (CE, RN, PB) e o meridional (PE). 
Apesar do pouco conhecimento sobre flora e vegetação da Caatinga, há indícios que essa vegetação apresente 
elevado potencial de riqueza. Todavia, o manejo inadequado dessa vegetação, pela retirada de madeira e lenha, exploração 
de pecuária extensiva e agricultura, especialmente nas áreas mais úmidas, tem colocado em risco essa biodiversidade 
(Sampaio, 1995). 
Considerando que a redução de habita/, o chamado "efeito de área", pode influenciar processos no nível de 
comunidade, através do declínio na reprodução, seguindo perdas de polinizadores e dispersores de semente (Crawiey, 
1998), é possível que já tenham ocorrido processos de extinção local na fitodiversidade da Caatinga. O quadro acima 
sugere a necessidade urgente de proteção e esforços de conservação para evitar maiores extinções devido a perda de 
Biodiversidade, Conservação e Uso Sustentável da Flora do Brasil 
habitat. Neste sentido, um avanço significativo foi dado com o reconhecimento, em 2001, do bioma no programa Homem e 
Biosfera (iVlAB) da UNESCO como uma Reserva da Biosfera (http:// www.unesco. org/ mab/br/brdir/latin-am/bral.htm, 
20021). * - r 
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Biodiversidade, Conservação e Uso Sustentável da Flora do Brasil 45 
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