Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original
## Resumo sobre Anatomia da Pelve, Regulação do Cálcio e Fosfato, e Fisiologia Óssea### Anatomia da Pelve e Cíngulo do Membro InferiorO cíngulo do membro inferior, também conhecido como quadril, é formado pelos dois ossos do quadril (ossos coxais), que se unem anteriormente pela sínfise púbica e posteriormente ao sacro pelas articulações sacroilíacas. Juntos com o sacro e o cóccix, formam a pelve óssea, uma estrutura em forma de bacia que sustenta a coluna vertebral, órgãos pélvicos e abdominais inferiores, além de conectar o esqueleto apendicular ao axial.Cada osso do quadril é composto por três partes que se fundem por volta dos 23 anos: o ílio (a maior parte, com crista ilíaca e espinhas ilíacas que servem de inserção muscular), o ísquio (parte posteroinferior, com a tuberosidade isquiática, que suporta o peso ao sentar) e o púbis (parte anteroinferior, com crista e tubérculo púbico). O acetábulo, formado pela união dessas três partes, é a cavidade que recebe a cabeça do fêmur, formando a articulação do quadril.A pelve óssea é dividida em pelve maior (falsa) e pelve menor (verdadeira) pela linha terminal, um plano oblíquo que delimita a abertura superior da pelve menor. A pelve maior é mais ampla e contém parte do abdome inferior, enquanto a pelve menor circunda a cavidade pélvica, contendo órgãos como reto, bexiga, útero e próstata. A pelve feminina é mais larga e rasa que a masculina, adaptada para o parto, com maiores aberturas pélvicas.A vascularização da pelve é feita principalmente pelas artérias ilíacas internas, gonadais, sacral mediana e retal superior, enquanto a drenagem venosa ocorre por plexos venosos que se esvaziam na veia ilíaca interna. A inervação envolve o tronco lombossacral, plexos sacral e coccígeo, e nervos pélvicos autonômicos, que suprem órgãos pélvicos, músculos do assoalho pélvico, períneo, região glútea e membro inferior.---### Regulação do Cálcio e Fosfato no Líquido Extracelular e PlasmaA concentração de cálcio no líquido extracelular é rigorosamente controlada em torno de 9,4 mg/dL (2,4 mmol/L), essencial para funções como contração muscular, coagulação e transmissão nervosa. O cálcio no plasma existe em três formas: ligado a proteínas (41%), combinado a ânions (9%) e ionizado (50%), sendo esta última a forma biologicamente ativa.O fosfato inorgânico no plasma está presente principalmente como íons HPO4= e H2PO4−, cuja proporção varia com o pH do meio. A concentração total de fósforo no plasma varia entre 3-4 mg/dL em adultos e 4-5 mg/dL em crianças. Alterações nos níveis de fosfato têm efeitos menos imediatos que as variações de cálcio, mas ambas influenciam a mineralização óssea.A hipocalcemia (queda do cálcio iônico) aumenta a excitabilidade do sistema nervoso, podendo causar tetania e espasmos musculares, enquanto a hipercalcemia (aumento do cálcio) deprime o sistema nervoso e reduz a atividade muscular, podendo levar à constipação e alterações cardíacas. O fosfato, apesar de menos regulado, é fundamental para a estrutura óssea e metabolismo celular.---### Absorção, Excreção e Metabolismo Ósseo do Cálcio e FosfatoA absorção intestinal de cálcio é limitada (~35% do ingerido), mas é aumentada pela vitamina D ativa (1,25-di-hidroxicolecalciferol). O fosfato é absorvido com maior facilidade. A excreção renal de cálcio é baixa (~10% do ingerido), com reabsorção seletiva nos túbulos renais, regulada principalmente pelo paratormônio (PTH). O fosfato é reabsorvido até um limite plasmático crítico, acima do qual é excretado em maior quantidade.O osso é composto por uma matriz orgânica (principalmente fibras colágenas) e sais minerais, principalmente hidroxiapatita (Ca10(PO4)6(OH)2). A matriz confere resistência à tração, enquanto os sais proporcionam resistência à compressão. A mineralização óssea é regulada por inibidores como o pirofosfato, cuja degradação pela fosfatase alcalina (TNAP) permite a precipitação dos sais de cálcio.A remodelagem óssea é um processo contínuo de deposição (osteoblastos) e reabsorção (osteoclastos). Os osteoclastos, células multinucleadas derivadas de monócitos, degradam a matriz óssea por meio de enzimas proteolíticas e ácidos, liberando cálcio e fosfato para o sangue. O PTH estimula a formação e atividade dos osteoclastos indiretamente, por meio da produção de RANKL pelos osteoblastos, que promove a diferenciação dos pré-osteoclastos.O equilíbrio entre RANKL e osteoprotegerina (OPG), uma citocina que inibe a formação de osteoclastos, é crucial para a regulação da reabsorção óssea. Fatores como vitamina D, PTH e glicocorticoides modulam essa via, enquanto o estrogênio estimula a produção de OPG, protegendo contra a perda óssea.---### Papel da Vitamina D e Paratormônio na Homeostase do CálcioA vitamina D3 (colecalciferol) é sintetizada na pele pela ação dos raios UV e convertida no fígado em 25-hidroxicolecalciferol, que é posteriormente ativado nos rins em 1,25-di-hidroxicolecalciferol, a forma biologicamente ativa. A produção renal depende do PTH e é regulada negativamente pela concentração plasmática de cálcio.O 1,25-di-hidroxicolecalciferol atua como um hormônio, aumentando a absorção intestinal de cálcio e fosfato, promovendo a mineralização óssea e reduzindo a excreção renal desses minerais. Seus receptores nucleares regulam a transcrição gênica, incluindo a síntese de calbindina, proteína que facilita o transporte de cálcio nas células intestinais.O PTH é o principal regulador da concentração plasmática de cálcio, aumentando a reabsorção óssea e renal de cálcio, enquanto promove a excreção de fosfato. Ele atua rapidamente estimulando a liberação de cálcio dos osteócitos (osteólise) e, a longo prazo, aumenta a formação e atividade dos osteoclastos para reabsorção óssea. O PTH também estimula a produção renal da forma ativa da vitamina D, amplificando a absorção intestinal de cálcio.A secreção de PTH é controlada por um receptor sensível ao cálcio nas células das paratireoides, que responde rapidamente a pequenas variações na concentração de cálcio iônico, ajustando a produção hormonal para manter a homeostase.---### Calcitonina e seu Papel na Regulação do CálcioA calcitonina, produzida pelas células C da tireoide, tem efeito oposto ao PTH, diminuindo a concentração plasmática de cálcio ao inibir a atividade dos osteoclastos e a reabsorção óssea. Seu papel é mais significativo em animais jovens e em condições de alta remodelagem óssea, como na doença de Paget. Em humanos adultos, seu efeito é transitório e menos relevante para a regulação do cálcio plasmático, devido à predominância do sistema PTH.---## Destaques- O cíngulo do membro inferior é formado pelos ossos do quadril, que se unem para formar a pelve óssea, dividida em pelve maior (falsa) e pelve menor (verdadeira), com diferenças anatômicas entre os sexos adaptadas ao parto.- A concentração de cálcio iônico no líquido extracelular é rigorosamente regulada, sendo essencial para funções neuromusculares e cardíacas; variações causam tetania (hipocalcemia) ou depressão do sistema nervoso (hipercalcemia).- O osso é um reservatório dinâmico de cálcio e fosfato, com remodelagem contínua mediada por osteoblastos e osteoclastos, regulada por PTH, vitamina D e fatores locais como RANKL e OPG.- A vitamina D ativa (1,25-di-hidroxicolecalciferol) aumenta a absorção intestinal de cálcio e fosfato, promove a mineralização óssea e é produzida nos rins sob controle do PTH e da concentração plasmática de cálcio.- O PTH é o principal hormônio regulador do cálcio, estimulando a liberação óssea, a reabsorção renal de cálcio e a produção de vitamina D ativa, enquanto a calcitonina tem papel menor e mais transitório na redução do cálcio plasmático.