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ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 1 Análise dinâmica e estática de um edifício em concreto armado considerando os coeficientes de mola nas fundações Dinamics and static analysis of a reinforced concrete building considering the spring coefficients in the foundations Flávio Roberto Xavier de Oliveira (1) (1) Engenheiro Civil, FR Projetos, Construções e Incorporações Ltda. Av. Monteiro da Franca, 160, Manaíra – CEP: 58038-320, João Pessoa - PB Resumo Atualmente, com um processo de metropolização e uma necessidade crescente de otimização dos espaços, as edificações tiveram que se adequar rapidamente a essa nova realidade. Logo, ocorreu uma aceleração na verticalização. Devido a essa nova tendencia, houve um aumento significativo na flexibilidade das estruturas desses edifícios, tornando-as cada vez mais vulneráveis as ações provocadas pelos carregamentos dinâmicos. Atrelado a isso, se no passado, a deformabilidade do solo fosse levada em conta para o dimensionamento dos elementos estruturais, seria observado um volume gigantesco de cálculos, impossíveis de serem conduzidos manualmente. Portanto, com a evolução dos processos de cálculo estrutural, aliada ao desenvolvimento de materiais mais resistentes, torna-se imprescindível o desenvolvimento de modelos que produzam com mais realismo e eficiência o comportamento e desempenho desses edifícios. Neste trabalho foram realizadas análises estática e dinâmica de um edifício de 28 andares em concreto armado. Avaliou-se o comportamento estrutural com os parâmetros de estabilidade global, frequências naturais, modos de vibração, aceleração, e amplitude dos deslocamentos da estrutura. Todas as análises, anteriormente mencionadas, foram realizadas comparando o modelo com adoção dos coeficientes de mola com o modelo engastado nas fundações. Palavra-Chave: Análise Dinâmica, Concreto Armado, Coeficientes de Mola, Edifícios Altos, Desenepnho Estrutural Abstract Currently, a process of metropolises and a growing need for space optimization, the buildings had to quickly adapt to this new reality. Soon, there was an acceleration in the vertical. Because of this new trend, there was a significant increase in the flexibility of the structures of the buildings, making them increasingly vulnerable to actions caused by dynamic loads. Coupled to this, in the past, soil deformability was taken into account for the design of structural elements would be observed a huge volume of calculations, impossible to be conducted manually. Therefore, with the evolution of the structural calculation procedures, together with the development of more resistant materials, it is essential to develop models that produce more realism and efficiency behavior and performance of these buildings. This work was performed static and dynamic analysis of a 28-storey reinforced concrete building. We evaluated the structural behavior with the overall stability of parameters, natural frequencies, vibration modes, acceleration, and amplitude of the structure displacements. All analyzes, mentioned above, were carried out by comparing the model with the adoption of the spring coefficients in the model encased in the foundations. Keywords: Dinamic Analysis, Reinforced Concrete, Spring Coefficients, Tall buildings, Structural Performance. ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 2 1. Introdução As edificações, além de suportarem as cargas estáticas devidas ao seu peso próprio e as cargas de serviço, devem frequentemente ser projetadas para resistir às forças dinâmicas extraordinárias. Assim, adicionalmente ao conhecimento básico, conceitos e critérios da análise estática, deve-se ter pleno conhecimento dos fundamentos da dinâmica estrutural. A análise estrutural compreende várias etapas. A solução do problema inicia-se com a concepção da estrutura, por meios de desenhos de projetos arquitetônico e estrutural. Se a concepção é não convencional ou inovadora tornam-se necessários os ensaios de modelos físicos projetados e construídos segundo as leis de semelhança física; a qual incorpora as propriedades da estrutura e hipóteses dos carregamentos que nela atuam. Tudo isso é resumido por um modelo matemático que representam as forças elásticas, de inércia e de amortecimento do sistema, associadas às equações de equilíbrio dinâmico, desenvolvidas com base em princípios da dinâmica clássica. As amplitudes das respostas em termos de esforços, obtidas por meio da análise dinâmica, deverão ser superpostas aos esforços devidos ao peso próprio e as cargas de serviço. Por isso, não é bom procedimento projetar a estrutura com elementos que resistam as forças laterais equivalentes estáticas, sem uma boa visão e entendimento do comportamento global da estrutura [BLANDÓN, 2003]. Portanto, o conhecimento para integrar várias disciplinas faz-se necessário para melhorar a qualidade do produto final. Uma das disciplinas de grande importância que influencia diretamente na viabilidade do projeto de estruturas, é a de fundação. Boa parte dos softwares disponíveis no mercado Brasileiro já possuem módulos de iteração solo- estrutura, onde são inseridos os dados geotécnicos para obterem-se os coeficientes de mola que influenciará diretamente na estabilidade global dos modelos estudados. 2. Caracterização da edificação e estrutura Empreendimentos esbeltos são muito comuns nos dias de hoje, haja vista, poucas disponibilidades de espaços em regiões metropolitanas. O modelo estrutural utilizado para esta análise, realizada no sistema CAD/TQS V19, trata-se de uma edificação para uso residencial em concreto armado com lajes nervuradas. Foi acrescentada uma junta de dilação separando o prédio em dois setores A e B, devido a grande extensão longitudinal em planta. Nesta junta foi incorporado amortecedores com o objetivo de induzir aos dois blocos uma movimentação homogênea, evitando que ocorra choque entre as partes quando submetidas às ações horizontais. Esse mecanismo, como pode ser observado posteriormente através dos parâmetros de estabilidade, melhorou o comportamento global da estrutura. Foram utilizadas neste trabalho as prescrições das normas NBR6118 (2014), NBR8681 (2003), NBR6120 (1980) e NBR6123 (1988). ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 3 Figura 1 – Perspectiva (a) e corte esquemático (b) Figura 2 – Detalhe dos amortecedores nos pilares P11/P12 e P24/P26 ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 4 Figura 3 – Planta baixa pavimento tipo Figura 4 – Localização dos setores Figura 5 – Característica geométrica da nervura (a) e dimensões dos pilares em “L” (b) ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 5 Figura 6 – Forma do pavimento tipo 3. Materiais, cobrimentos e ações consideradas 3.1 Concreto Blocos, Pilares, Vigas, lajes: fck = 40. Para o fck de projeto utilizou-se os seguintes módulos de elasticidade: Eci= 35.42 GPa e Ecs= 30.11 GPa. 3.2 Aço Blocos, Pilares, Vigas, lajes: Tensão de escoamento característica de 500Mpa; Modulo de elasticidade longitudinal: 210GPa. 3.3 Cobrimentos Fundações: 4cm Pilares externos e internos, vigas externas e interna: 3cm; ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 6 Lajes: face inferior de 2,5cm e face superior de 2cm. 3.4 Cargas distribuídas As cargas distribuídas foram consideradas de alvenaria de blocos cerâmicos com 9 e 14 cm de espessura. A tabela abaixo mostra das cargas distribuídas superficialmente. Tabela 1 – Cargas distribuídas superficialmente Pavimento Carga permanente (tf/m²) Carga variável (tf/m²) Pavimento tipo 0,10 0,15 Coberta 0,10 0,10 3.4 Carga do vento Os parâmetros adotados na análise de esforços de vento foramos seguintes: Vento: Vo = 30 m/s, Rugosidade: S1=1.0; Categoria de rugosidade =III, S2 = classe C, S3=1. Tabela 2 – Coeficientes de arrasto Direção do vento Carga permanente (tf/m²) Y (90º e 270º) 1,40 X (0º e 180º) 0,80 Diagonais (45º e 225º) 1,24 Diagonais (135º e 315º) 1,24 Figura 7 – Orientação das direções do vento ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 7 4. Análise estrutural 4.1 Análise estática A estrutura do edifício foi idealizado por um modelo de pórtico espacial, composto por elementos que simulam as vigas, pilares e lajes da estrutura. Os efeitos gerados pela aplicação das ações verticais e horizontais foram calculados com esse modelo. Dessa forma, além das vigas e pilares, as lajes resistiram à parte dos esforções gerados pelo vento. Para considerar de maneira simplificada a acomodação da estrutura por nivelamento progressivo dos pisos devido ao processo construtivo, realizou-se um aumento na área da seção transversais dos pilares, exclusivamente para os carregamentos verticais. Neste projeto foi incorporada a análise por efeito incremental, onde foi considerada esta hipótese de maneira mais refinada. Foram aplicados progressivamente carregamentos verticais, nivelando os pisos após sua aplicação. Isto substituiu o aumento simplificado da área da seção dos pilares. Figura 8 – Pórtico espacial integrado: pilares, vigas e lajes Para realizar uma análise mais adequada do edifício, aprimorou-se o modelo, adotando- se coeficientes de mola correspondentes às rigidezes dos blocos sobre estacas como apoios elásticos. A consideração desses coeficientes nas restrições de apoio do modelo reproduz com mais realismo a rigidez das fundações, que é bem menor do que o engastamento perfeito normalmente adotado em projetos. Foram realizados os processamentos e passou-se a conferir as reações de apoio que a estrutura transmite à infraestrutura. Em todos os pilares, obtiveram-se reações verticais de apoio nas ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 8 fundações muito próximas às que foram apresentadas no projeto sem as molas. Este fato indica que as cargas verticais do modelo com as molas são compatíveis. Tabela 3 – Coeficientes de mola (tfm) adotados nos blocos de coroamento Coeficientes de mola Bloco de 3 estacas Bloco de 4 estacas Bloco de 5 estacas Rotação X 17150 92892 279898 Rotação Y 17150 92892 102119 Rotação Z 35000 65000 85000 Translação X 35000 65000 85000 Translação Y 35000 65000 85000 Translação X 77850 133304 170690 Tabela 4 – Parâmetros de estabilidade global (engastamento perfeito) Ações Máximo deslocamento horizontal absoluto (cm) Valor de referencia H/1700 (cm) Máximo deslocamento horizontal entre pisos (cm) Valor de referencia Hi/850 (cm) Gama Z Vento (90º e 270º) 3,93 4,78 0,16 0,34 1,084 Vento (0º e 180º) 0,23 4,78 0,01 0,34 1,086 Vento (45º e 225º) 2,26 4,78 0,10 0,34 1,084 Vento (135º e 315º) 2,25 4,78 0,10 0,34 1,085 Tabela 5 – Parâmetros de estabilidade global (coeficientes de mola) Ações Máximo deslocamento horizontal absoluto (cm) Valor de referencia H/1700 (cm) Máximo deslocamento horizontal entre pisos (cm) Valor de referencia Hi/850 (cm) Gama Z Vento (90º e 270º) 6,53 4,78 0,25 0,34 1,144 Vento (0º e 180º) 0,26 4,78 0,01 0,34 1,098 Vento (45º e 225º) 3,45 4,78 0,13 0,34 1,120 Vento (135º e 315º) 3,42 4,78 0,13 0,34 1,121 4.1 Análise dinâmica Na análise estrutural, usualmente adotada, admite-se que o fluxo de vento é unidirecional e que sua ação pode ser dividida em duas parcelas, uma média, o vento médio, e outra de caráter aleatório e flutuante em torno desta média, a turbulência ou rajadas. A ação decorrente do vento médio é tratada como carga estática. Já a intensidade das cargas associadas às rajadas do vento varia ao longo do tempo, podendo gerar efeitos dinâmicos muito maiores do que aqueles decorrentes da sua aplicação gradual. De um modo geral, a turbulência do vento corresponde a uma ação dinâmica cujas componentes espectrais preponderantes estão na faixa das baixas frequências, tendendo a excitar principalmente os primeiros modos de vibração da estrutura na qual ele incide. Consequentemente, a incidência de um vento sobre um edifício poderá provocar efeitos dinâmicos significativos, ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 9 se o espectro de potência de sua turbulência apresentar valores elevados de energia cinética na faixa da frequência fundamental da estrutura do edifício. A NBR 6123 “Forças devido ao vento em edificações” (1988) prescreve, de uma forma genérica, no seu Capítulo 9, que “...edificações com período fundamental superior a 1s, em particular aquelas fracamente amortecidas, podem apresentar importante resposta flutuante na direção do vento médio.” A mesma norma, em seu anexo H, indica como se deve proceder nos casos em que a ação dinâmica do vento na estrutura é relevante: “Certas edificações esbeltas e flexíveis apresentam comportamento intrinsecamente dinâmico quando expostas ao vento, sendo que nem sempre a velocidade mais desfavorável é a velocidade máxima prevista para o vento”. A tabela abaixo mostra as características dinâmicas da estrutural. Tabela 5 – Modos de Vibração Modo de vibração Período (s) Frequência (Hz) Frequência (rad/s) Autovalor 1 3,356 0,298 1,872 3,506 2 3,083 0,324 2,038 4,153 3 2,811 0,356 2,235 4,996 4 0,927 1,079 6,777 45,932 Figura 9 – Modos de vibração Como a estrutura apresentou a primeira frequência natural menor que 1Hz realizou-se a análise através do time-history. 4.1.1 Amortecimento A dissipação de energia associada ao movimento oscilatório de uma estrutura está diretamente ligada ao fator de amortecimento que esta possui, tendo relação estreita com ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 10 os níveis de aceleração e deslocamento que a mesma sofre. Deve-se prover soluções que incorporem níveis suficientes de amortecimento à edificações, de forma a mantê-la dentro dos padrões aceitáveis dos Estados Limites de Utilização. O que se tem feito, segundo TREIN, 2005, é estimar um valor no momento do projeto, baseando nas características gerais da edificação projetada e nos padrões geralmente adotados, tentando-se fazer com que o projeto final leve a uma edificação que se encaixe nos critérios mínimos exigíveis. O amortecimento estrutural pode ser associado basicamente a três mecanismo fundamentais, sendo estes relacionados às características de amortecimento do material do corpo da edificação, ao amortecimento gerado para dissipação da energia nas junções entre elementos estruturais e ao amortecimento gerado pelo contado da edificação com o solo, através das fundações. Os valores para as taxas de amortecimento para cada modo de vibração estão intrinsicamente relacionados ao tipo da estrutura (material) e ao tipo da excitação. O valor utilizado para a taxa de amortecimento foi de 0,02, por se tratar de uma estrutura em concreto armado. 4.1.2 Time-history “Por meio do Time-history (Análise de respostas no tempo)”, análise no domínio do tempo de estruturas foi submetida a carregamentos dinâmicos, definiu-se excitações dinâmicas, as rajadas de vento. Várias análises forma realizadas para encontrar o lugar mais desfavorável para o centro da rajada, isto é, nesse caso a posição (1), indicada na Figura 10. Obtiveram-se resultados nos campos dos deslocamentos e acelerações para o modelo com os coeficientes de mola e engastamento perfeito. Para a aceleração calculada para cada sentido de vento aplicado no edifício, foi realizada uma classificação referente a níveis de percepção humana: imperceptível, perceptível, incômoda, muito incômoda e intolerável. As acelerações limites entre esses níveis são, respectivamente: , , e , onde é a aceleraçãoda gravidade apresentado o diagrama de percepção humana a vibrações originadas pelo vento encontrado em Bachmann et al.(1995). ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 11 Figura 10 – Centro da rajada Figura 11 – Aceleração da Estrutura em %g (engastamento perfeito) ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 12 Figura 12 – Aceleração da Estrutura em %g (coeficiente de mola) Figura 13 – Deslocamento da Estrutura em %g (engastamento perfeito) Figura 14 – Deslocamento da Estrutura em %g (coeficiente de mola) ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 13 5. Considerações finais Com utilização dos coeficientes de mola nas fundações houve um aumento significativo no máximo deslocamento horizontal absoluto. O limite para esse deslocamento é de 4,78cm, NBR6118 (2014), que foi ultrapassado em quase 2cm. O coeficiente de avaliação de importância dos esforções de 2ª ordem globais para estruturas reticuladas, Gama Z, seguiu a mesma tendência dos deslocamentos horizontais absolutos. Em relação à análise dinâmica, nenhum dos modelos apresentou um bom desempenho. Quando considerado as rajadas de vento, foi ultrapassando o limite da aceleração estabelecido por BACHMANN et al, 1995. O modelo com molas, como foi de se esperar, obteve um melhor desempenho. Outra analise, seria a amplitude dos deslocamentos dinâmicos, pois, teriam que ser mais bem analisados, pois, estes influencia diretamente os subsistemas de vedação e revestimentos, afim de que estes suportassem as amplitudes das oscilações provocadas pelas rajadas de vento. Figura 14 – Comparação do máximo deslocamento horizontal absoluto (cm) Figura 15 – Comparação do coeficiente Gama Z ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 14 Figura 16 – Comparação dos deslocamentos da estrutura submetida ao vento dinâmico (cm) 5.1 Observações Como observado através das tabelas 4 e 5, o deslocamento horizontal absoluto da estrutura teve um aumento de cerca de 40%, e o Gama Z da ordem de 5% com a adoção dos coeficientes de mola (diferença foi bastante significativa). Portanto, pensar em projetar estruturas sem uma boa avaliação desses coeficientes, principalmente para edifícios altos e esbeltos, é de certa forma ir contra a segurança e desempenho das edificações. Logo, a interação solo-estrutura torna-se uma disciplina totalmente indispensável, haja vista, que o modelo estrutural, isto é, pórtico espacial, pilares, vigas e lajes, devem ser integrados com as fundações. Na análise dinâmica, observou-se que a frequência natural da estrutura, só alcançou 1Hz a partir do quarto modo de vibração, tornando-se indispensável a utilização do vento como carga dinâmica (NBR6123). Ao fazer está avalição, chegou-se a resultados de aceleração da estrutura bem maiores que o estabelecidos por Bachmann et al.(1995), ficando entre os limites de muito incomodo a intolerável. Pode-se falar também que as respostas dinâmicas tiveram uma leve redução com a adoção dos coeficientes. Outro ponto a ser observado é que com um aumento da frequência angular há uma diminuição da rigidez efetiva da estrutura, sendo este fato não levado em consideração no dimensionamento estrutural, segundo a NBR6118 (2014). Conclui-se que, uma edificação aparentemente segura e com bom um desempenho se analisada levando-se em consideração os parâmetros de estabilidade global estabelecidos pela NBR6118 (2014), quando realizada uma análise mais refinada, não apresentou um bom comportamento estrutural, principalmente em relação ao carregamento dinâmico. ANAIS DO 58º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2016 – 58CBC2016 15 6. Referencias GERE, J. M. & WEAVER, W. Analysis of Framed Structures. NJ: Vam Nostrand, 1965. CLOUGH, R.W. & PENZIEN, J. Dynamics of Structures. 2th Ed. USA: McGraw-Hill. Inc. 1993. PAZ, M. and LEIGH, W. Structural Dynamics Theory and Computation. 5th Ed. Kluwer Academic Publishers, 2004. THOMSON, W. T. Theory of Vibration with Applications. Prentice Hall Inc, Englewoos Cliffs, New Jersey, USA. MORAES, C. M. Estrutura das Fundações, McGraw-Hill. Inc. 1978. LOPEZ-YANEZ, P. A. Dinâmica das Estruturas. Pernambuco, 2005. Notas de Aula. 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