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112593 – Fundamentos de Mineralogia Orientação Cristalográfica Sistemas Cristalinos Profa.Sylvia M. Araujo Instituto de Geociências Universidade de Brasília Introdução Referências: Klein & Dutrow (2008) - Cap. 06 - pgs 129-131 1. Orientação Cristalográfica: Na descrição de um cristal é conveniente referir a forma externa e a simetria interna a um conjunto de 3 eixos de referência. Deste modo os cristais são espacialmente orientados. Estas linhas de referência imaginárias são conhecidas como eixos cristalográficos (designados a, b, c). Os eixos cristalográficos fazem ângulos característicos entre si. a = b ^ c b = a ^ c Esses ângulos são denominados ângulos cristalográficos g = a ^ b (também designados de ângulos interaxiais). 1. Orientação Cristalográfica Eixos cristalográficos (a, b, c) Ângulos cristalográficos a = b ^ c b = a ^ c g = a ^ b Klein & Dutrow (2007). Pp 129 1. Orientação Cristalográfica Os eixos cristalográficos de uma substância são escolhidos obedecendo algumas regras. a) Sempre que possível os eixos cristalográficos são mutuamente perpendiculares (i.e. ângulos cristalográficos = 90°). a = b ^ c b = a ^ c g = a ^ b b1) Coincidem com eixos de simetria de um cristal ou, na ausência desses, com as normais a planos de simetria. b2) Se existir 1En (n>2), esta direção é o eixo “c”; “a” e “b” têm então posição perpendicular ao En e coincidem com binários (caso existam no cristal). b3) Havendo 3E4 ou 3E2 ortogonais entre si, estas direções são escolhidas como os três eixos a, b, c. b4) A existência de 1E3 ou 1E6 na direção “c” obriga a existência de três eixos cristalográficos perpendiculares a “c” (designados a1, a2 e a3). Nesses casos existem 4 eixos cristalográficos. b4) A existência de 1E3 ou 1E6 na direção “c” obriga a existência de três eixos cristalográficos perpendiculares a “c” (designados a1, a2 e a3). Nesses casos existem 4 eixos cristalográficos. a1 ^ a2 = 120° a2 ^ a3 = 120° a3 ^ a1 = 120° 1. Orientação Cristalográfica b5) Se no grau de simetria de um cristal houver apenas um E2 (ou E2 de rotoinversão), esta direção é convencionalmente escolhida como o eixo “b” cristalográfico. c) Em caso de dimensões diferentes geralmente escolhe-se: c > b > a d) Em cristais com número insuficiente de eixos de simetria ou planos para guiar a seleção de seus eixos cristalográficos, os eixos serão paralelos a arestas entre faces de maior área. 2. Sistemas Cristalinos Os 6 (ou 7) sistemas cristalinos são definidos com base no comprimento relativo (constantes lineares) dos seus eixos cristalográficos e com base no valor dos ângulos cristalográficos (constantes angulares). Name axes angles Triclinic a ¹ b ¹ c a ¹ b ¹ g ¹ 90o Monoclinic a ¹ b ¹ c a = g = 90o b ¹ 90o Orthorhombic a ¹ b ¹ c a = b = g = 90o Tetragonal a1 = a2 ¹ c a = b = g = 90o Hexagonal Hexagonal (4 axes) a1 = a2 = a3 ¹ c b = 90o g = 120o Rhombohedral a1 = a2 = a3 a = b = g ¹ 90o Isometric a1 = a2 = a3 a = b = g = 90o 3-D Lattice TypesSistemas Cristalinos Rhomboedral = Trigonal 2. Sistemas Cristalinos Os 6 sistemas cristalinos são definidos com base no comprimento relativo (constantes lineares) dos seus eixos e dos ângulos entre eles (constantes angulares). Klein & Dutrow (2007). Pp 129 (Fig. 6.25) 2. Sistemas Cristalinos Os 6 sistemas cristalinos apresentam grau de simetria característico. Name axes angles Triclinic a ¹ b ¹ c a ¹ b ¹ g ¹ 90o Monoclinic a ¹ b ¹ c a = g = 90o b ¹ 90o Orthorhombic a ¹ b ¹ c a = b = g = 90o Tetragonal a1 = a2 ¹ c a = b = g = 90o Hexagonal Hexagonal (4 axes) a1 = a2 = a3 ¹ c b = 90o g = 120o Rhombohedral a1 = a2 = a3 a = b = g ¹ 90o Isometric a1 = a2 = a3 a = b = g = 90o 3-D Lattice TypesSistemas Cristalinos E1 (ou inv. = c) E2 (ou inv. = m) 3E2 (ou inv.) E6 (ou inv) E4 (ou inv) E3 (ou inv) 4E3 (ou inv) Simetria Rhomboedral = trigonal 2. Sistemas Cristalinos E1 (ou inv. = c) E2 (ou inv. = m) = E2 de inv. 2. Sistemas Cristalinos 3E2 (ou inv.) E4 (ou inv) 2. Sistemas Cristalinos E6 (ou inv) E3 (ou inv) 2. Sistemas Cristalinos 4E3 (ou inv)