Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de 
Equipamento Mecânico 
 
 
 
 
 
Técnicas de Montagens e Desmontagens 
de Máquinas e Equipamentos 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 2 
 
 
 
 
 
 
 
Material desenvolvido pelo SENAI SP e Organizado pela Escola SENAI “Manuel 
Garcia Filho”, para uso no Curso de Formação Continuada. 
 
SENAI – JANEIRO 2010 
 
Organização: Marco Antônio Tomazini / Pedro Ângelo Cabral Neto 
 
Editoração Eletrônica: José Carlos Angelo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial 
 
Escola SENAI “Manuel Garcia Filho” 
Rua Guatemala, 19 
09941-140 – Diadema - SP 
Fone/Fax : (11) 4076-1888 
e-mail : senaidiadema@sp.senai.br 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 3 
 
 
 
Sumário 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
Técnicas de Montagem e Desmontagem de Equipamentos 
Técnicas de Montagem e Desmontagem de rolamentos 
Lubrificação dos Equipamentos 
Movimentação de Cargas 
Ordem de Serviço 
Normas Ambientais e Saúde 
Referências Bibliográficas 
05 
07 
11 
27 
47 
49 
53 
71 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 5 
 
 
 
Introdução 
 
 
 
 
 
 
 
A desmontagem e montagem de equipamentos industriais é parte integrante do dia-a-
dia do mecânico de manutenção. 
 
Por ser uma tarefa que exige, ao mesmo tempo, muita atenção e habilidade, deve ser 
desenvolvida mediante determinadas técnicas e métodos bem definidos. 
 
Neste capítulo, são dadas informações de como proceder para a desmontagem de um 
equipamento. 
 
Além dessas sugestões, são fornecidas informações sobre a operação de montagem e 
desmontagem de equipamentos como: elementos de fixação, acabamento de 
superfície e sistemas de vedação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 7 
 
 
 
Técnicas de desmontagem e 
montagem de equipamentos 
 
 
 
 
 
 
Em geral, um equipamento industrial instalado corretamente, funcionando dentro das 
condições especificadas pelo fabricante e que recebe cuidados periódicos do serviço 
de manutenção preventiva, é capaz de trabalhar sem problemas durante vários anos. 
 
Porém, quando algum dos componentes falha, seja por descuido na operação, seja por 
deficiência na manutenção, torna-se necessário localizar o defeito e eliminar suas 
causas. 
 
No caso de máquinas simples, é relativamente fácil diagnosticar o problema e 
providenciar sua eliminação. 
 
Quando se trata de máquinas mais complexas ou motores, esse trabalho exige várias 
etapas bem distintas. 
 
O primeiro fato a ser lembrado é que uma máquina não deve ser desmontada antes da 
análise dos problemas, baseada no relatório do operador, no exame da ficha de 
manutenção da máquina e na realização de testes, principalmente nos instrumentos de 
controle. Deve-se lembrar ainda que a desmontagem completa deve ser evitada 
sempre que possível porque é cara e demora, uma vez que retira a máquina da 
produção. 
 
Porém quando isso torna inevitável, o serviço preliminar de desmontagem apresenta 
as seguintes fases: 
• Desligamento dos circuitos elétricos; 
• Remoção das peças externas feitas de plástico, borracha ou couro; 
• Limpeza preliminar da máquina; 
• Drenagem de todos os fluidos; 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 8 
• Remoção dos circuitos elétricos; 
• Remoção de alavancas, mangueiras, tubulações, cabos etc. 
• Calçamento dos componentes pesados para evitar quedas ou desequilíbrio da 
parte restante do equipamento. 
 
 
Desmontagem 
 
A desmontagem propriamente dita apresenta etapas descritas a seguir: 
• Colocação de desoxidantes nos parafusos, alguns minutos antes de sua remoção. 
• Desaperto dos parafusos, seguindo a seqüência sugerida pelo fabricante. 
• Identificação da posição do componente antes de sua remoção. 
• Remoção e colocação das peças na bancada, mantendo-se a posição de 
funcionamento. 
• Lavagem das peças e exame preliminar. 
• Separação das peças em lotes segundo o seguinte critério: 
− Peças perfeitas e portanto reaproveitáveis; 
− Peças que necessitam ser recondicionadas; 
− Peças estragas que devem ser substituídas; 
− Peças a serem examinadas no laboratório. 
 
Após o término dessa fase, são feitos os pedidos de compra e realizados os desenhos 
e o trabalho de recondicionamento das peças. 
 
 
Montagem 
 
Antes do início da montagem, que deve ser executada segundo as especificações do 
fabricante, é necessário fazer um controle de qualidade nas peças novas ou 
recondicionadas que serão usadas. 
 
Durante a fase de montagem, devem-se tomar as seguintes precauções: 
• Manter limpas as peças a serem montadas; 
• Proceder à lubrificação preliminar das peças que se movimentam; 
• Trabalhar em ambiente limpo, isento de pó e contaminação; 
• Manter o equipamento coberto nos intervalos dos trabalhos de montagem. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 9 
Observação 
Caso não haja Manual de instruções ou esquema de montagem, deve-se proceder da 
seguinte forma: 
• Fazer uma análise detalhada do conjunto antes de desmontá-lo; 
• Fazer um esboço do modo como os elementos são montados no conjunto; 
• Anotar os nomes dos elementos à medida que vão sendo retirados do conjunto. 
 
A montagem deve ser baseada no esboço feito anteriormente e nas anotações, 
invertendo-se a seqüência de desmontagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 11 
 
 
 
Técnicas de montagem e 
desmontagem de rolamentos 
 
 
 
 
 
 
Um mecânico de manutenção, ao iniciar a desmontagem de um conjunto mecânico, 
constatou a existência de uma série de rolamentos. Examinando os rolamentos, 
verificou que alguns apresentavam defeitos irremediáveis, ao passo que outros 
encontravam-se em boas condições de uso. Os rolamentos defeituosos teriam de ser 
substituídos. 
 
Que procedimentos o mecânico de manutenção deverá adotar para trocar os 
rolamentos defeituosos sem danificar aqueles que estão em boas condições de uso? 
Como evitar danos nos alojamentos dos rolamentos? 
 
Nesta aula aprenderemos a verificar e desmontar conjuntos mecânicos chamados 
mancais de rolamento. 
 
 
Conceito de mancal 
 
Mancal é um suporte de apoio de eixos e rolamentos que são elementos girantes de 
máquinas. 
 
Os mancais classificam-se em duas categorias: mancais de deslizamento e mancais 
de rolamento. 
 
Mancais de deslizamento 
 
São concavidades nas quais as pontas de um eixo se apóiam. Por exemplo, na figura 
seguinte, as duas concavidades existentes nos blocos onde as pontas de um eixo se 
apóiam são mancais de deslizamento. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 12 
 
 
Mancais de rolamento 
São aquelesde pesca, desenvolvimento florestal e borracha. Ao Ibama compete 
executar a política nacional do meio ambiente, atuando para conservar, fiscalizar, 
controlar e fomentar o uso racional dos recursos naturais. 
 
12 – Lei do Parcelamento do Solo Urbano – número 6.766 de 19/12/1979. 
Estabelece as regras para loteamentos urbanos, proibidos em áreas de preservação 
ecológicas, naquelas onde a poluição representa perigo à saúde e em terrenos 
alagadiços. 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 65 
13 – Lei Patrimônio Cultural - decreto-lei número 25 de 30/11/1937. 
Lei que organiza a Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, incluindo 
como patrimônio nacional os bens de valor etnográfico, arqueológico, os monumentos 
naturais, além dos sítios e paisagens de valor notável pela natureza ou a partir de uma 
intervenção humana. A partir do tombamento de um destes bens, ficam proibidas sua 
demolição, destruição ou mutilação sem prévia autorização do Serviço de Patrimônio 
Histórico e Artístico Nacional, SPHAN. 
 
14 – Lei da Política Agrícola - número 8.171 de 17/01/1991. 
Coloca a proteção do meio ambiente entre seus objetivos e como um de seus 
instrumentos. Define que o poder público deve disciplinar e fiscalizar o uso racional do 
solo, da água, da fauna e da flora; realizar zoneamentos agroecológicos para ordenar 
a ocupação de diversas atividades produtivas, desenvolver programas de educação 
ambiental, fomentar a produção de mudas de espécies nativas, entre outros. 
 
15 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente – número 6.938 de 17/01/1981. 
É a lei ambiental mais importante e define que o poluidor é obrigado a indenizar danos 
ambientais que causar, independentemente da culpa. O Ministério Público pode propor 
ações de responsabilidade civil por danos ao meio ambiente, impondo ao poluidor a 
obrigação de recuperar e/ou indenizar prejuízos causados.Esta lei criou a 
obrigatoriedade dos estudos e respectivos relatórios de Impacto Ambiental (EIA-RIMA). 
 
16 – Lei de Recursos Hídricos – número 9.433 de 08/01/1997. 
Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Recursos 
Hídricos. Define a água como recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que 
pode ter usos múltiplos (consumo humano, produção de energia, transporte, 
lançamento de esgotos). A lei prevê também a criação do Sistema Nacional de 
Informação sobre Recursos Hídricos para a coleta, tratamento, armazenamento e 
recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua 
gestão. 
 
17 – Lei do Zoneamento Industrial nas Áreas Críticas de Poluição – número 6.803 de 
02/07/1980. 
Atribui aos estados e municípios o poder de estabelecer limites e padrões ambientais 
para a instalação e licenciamento das industrias, exigindo o Estudo de Impacto 
Ambiental. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 66 
Investimentos das empresas brasileiras no setor ambiental: 
 
• O Brasil tem cerca de 1500 certificações em 2004 pela ISO 14.001 (International 
Organization for Standartization). 
 
• O mercado ambiental brasileiro movimentou cerca de 2,9 bilhões de dólares em 
2002, referentes à prestação de serviços e venda de equipamentos, incluindo os 
setores público e privado. (Câmara de Comércio Brasil – Alemanha) 
 
 
Principais acidentes ambientais 
 
• 1976 - Seveso – Itália. Nuvem de dioxina escapou de uma indústria química, a 
Icmesa. 
 
• 1979 - Three Mile Island – Pensilvânia - Estados Unidos. Reator atômico avariado 
da usina de Three Mile Island descarregou no ar gás radiativo e provocou a retirada de 
300 mil pessoas de suas casas. 
 
• 1984 - Vila Socó – Cubatão – Brasil. Duto da Petrobrás deixou vazar gasolina 
provocando um incêndio que matou 93 pessoas. 
 
• 1984 – Bhopal – Índia. A Union Carbide, uma das maiores indústrias químicas do 
mundo, descarregou no ar 25 mil toneladas de isocianato de metila – gás letal – 
provocando a morte de 3.400 pessoas. 
 
• 1986 – Chernobyl – Rússia. Explosão de um dos quatro reatores da usina nuclear 
soviética de Chernobyl, lançando na atmosfera uma nuvem radioativa. 
 
• 1989 – Exxon Valdez – Álaska. Navio superpetroleiro, o Valdez, a serviço da 
Exxon, bateu na costa do Alasca, deixando escapar 260 mil barris de petróleo, 
imergindo em óleo praticamente toda a fauna da região. 
 
• 2000 - Rio de Janeiro, Brasil. A maior estatal brasileira, a Petrobras, foi 
responsável, no dia 18 janeiro, pelo derramamento de mais de 1 milhão de litros de 
óleo na baía de Guanabara. Em julho do mesmo ano, mais um acidente. Desta vez, 
cerca de 4 milhões de litros de óleo cru vazam de refinaria em Araucária (PR). 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 67 
• 2002 – Espanha - Navio Prestige, das Bahamas, afundou a 250 quilômetros da 
região da Galícia. Cerca de 15 mil pássaros foram afetados. 
Caso Exxon Valdez 
 
 
Principais erros da Exxon na administração da crise: 
 
• Lentidão em comunicar-se. 
 
• Informações passadas para a imprensa continham erros, como: 
 
- Afirmar que a situação estava sob controle e que os danos ambientais eram 
pequenos. 
 
- Responsabilizar o comandante do petroleiro pela colisão. 
 
 
Caso Exxon Valdez 
 
• Não havia brigadas de incêndio, nem processo "em caso de". 
 
• Porta-vozes despreparados: perguntados se o presidente da empresa daria uma 
entrevista à TV, foi dito que "ele não tinha tempo para essas coisas". 
 
• Não colaboraram com o governo. Fizeram lobby contra a aprovação de uma lei 
que surgiu decorrente do acidente. 
 
 
Caso Exxon Valdez – prejuízos 
 
US$ 2.2 bilhões - Limpeza do Golfo. 
 
US$ 700 milhões - Levantamentos periciais. 
 
US$ 300 milhões - Indenizações a particulares afetados pelo acidente. 
 
US$ 1 bilhão - Condenações criminais e civis nas ações promovidas pelas autoridades 
federais e estaduais. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 68 
US$ 100 mil - Valor pago mensalmente ao governo do Alasca, como indenização por 
perdas comerciais após acidente. 
 
US$ 5, 3 bilhões pleiteados em indenizações. 
 
 
Constituição Federal 1988 
 
O direito à informação é previsto em diversos incisos do artigo 5º da Constituição 
Federal, tendo tríplice alcance no Brasil: abrange o direito de informar, de se informar e 
de ser informado. 
 
Agenda 21 (Principal documento da Rio 92) 
 
• “O desenvolvimento sustentável** só será atingido se os processos de tomada de 
decisões forem baseados no provimento de informações consistentes e confiáveis por 
aqueles que as detêm". 
 
 
Desenvolvimento Sustentável 
 
“Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades e aspirações 
do presente sem comprometer a capacidade de também atender às do futuro.” 
 (Nosso Futuro Comum, 1987) 
 
Lei 10.650 
 
Sancionada no dia 16 de abril de 2003, garante o acesso a informação ambiental sob a 
guarda de órgãos e entidades da Administração Pública, direta, indireta e funcional, 
integrantes do Sisnama, da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios. 
Informações relativas aos seguintes fatos: 
 
• Qualidade do meio ambiente; 
• Políticas, planos e programas potencialmente causadores de impacto ambiental; 
• Acidentes, situações de risco ou de emergência ambientais; 
• Emissões de efluentes líquidos e gasosos e produção de resíduos sólidos; 
• Substâncias tóxicas e perigosas; 
• Organismos geneticamente modificados. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 69 
Principais Veículos 
 
1. PROGRAMAS DE TELEVISÃO 
 
• Biodiversidade Debate - TV Cultura de SP 
• Globo Ecologia - TV Globo 
• Repórter Eco - TV Cultura de SP 
• Globo Rural - TV Globo 
 
2.PROGRAMAS DE RÁDIO 
 
CBN Ecologia - www.siga.org.br/radio.htm 
Conexão Verde - www.ecopop.com.br (Rádio Viva Rio - Rio de Janeiro - RJ) 
Guaíba Ecologia - www.radioguaiba.com.br (Rádio Guaíba - Rio Grande do Sul) 
Terra, Fogo, Mar e Ar - www.radioeldorado.com.br (Rádio Eldorado - São Paulo) 
 
3. JORNAIS 
 
Folha do Meio Ambiente - www.folhadomeio.com.br 
Jornal do Meio Ambiente - www.jornaldomeioambiente.com.br 
Jornal Terramerica - www.terramerica.com.br 
 
4. SEÇÕES E CADERNOS FIXOS EM JORNAL 
 
AN Verde - Página semanal em A Notícia - www.an.com.br - Joinville 
Ciência e Meio Ambiente no Jornal do Commercio - www.jc.uol.com.br/jornal - Recife 
Caderno mensal JB Ecológico - www.jb.com.br - Rio de Janeiro 
 
5. REVISTAS 
 
Caminhos da Terra 
Eco 21 
Ecologia e Desenvolvimento 
Gerenciamento Industrial 
Meio Ambiente Industrial 
Saneamento Ambiental 
Senac Educação Ambiental 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 70 
SITES COM NOTÍCIAS 
 
Agência Fapesp - www.agencia.fapesp.br 
Ambiente Brasil - www.ambientebrasil.com.br 
Ambiente Global - www.ambienteglobal.com.br 
Ciência e Meio Ambiente na Agência Estado - www.estadao.com.br/ciencia 
 
7. AGÊNCIAS 
 
Envolverde - www.envolverde.com.br 
Ecoagência - www.ecoagencia.com.br 
Ecopress - www.ecopress.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 71 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
 
 
 
 
 
 
 
SENAI-SP – Mecânico de Manutenção – Tecnologia 
 
SENAISP – Prática Profissional Manutenção Mecânica 
 
Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 72que comportam esferas ou rolos nos quais o eixo se apóia. Quando o eixo 
gira, as esferas ou rolos também giram confinados dentro do mancal. Por exemplo, se 
colocarmos esferas ou rolos inseridos entre um eixo e um bloco, conforme figura ao 
lado, o eixo rolará sobre as esferas ou rolos. 
 
 
 
Agora uma pergunta: 
– Quando usar rolamentos de esferas ou de rolos? 
 
Pode-se afirmar que os rolamentos de esferas são usados para cargas leves ou 
médias, e os rolamentos de rolos para cargas médias ou pesadas. 
 
Por exemplo, em bicicletas e motocicletas, que 
suportam cargas leves, os cubos das rodas 
apresentam rolamentos de esferas. Em caminhões, 
que suportam cargas pesadas, os cubos das rodas 
apresentam rolamentos de rolos. Já em automóveis, 
que suportam cargas médias, os cubos das rodas 
podem apresentar rolamentos de esferas ou de rolos. 
 
 
 
 
 
 
Tipos de rolamento 
 
Os tipos de rolamento construídos para suportar cargas atuando perpendicularmente 
ao eixo, tais como os rolamentos dos cubos de rodas, por exemplo, são chamados de 
rolamentos radiais. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 13 
 
 
Os rolamentos projetados para suportar cargas que atuam na direção do eixo são 
chamados de rolamentos axiais. 
 
Um rolamento axial pode ser usado, por exemplo, para suportar o empuxo da hélice 
propulsora de um navio. Muitos tipos de rolamento radiais são capazes de suportar, 
também, cargas combinadas, isto é, cargas radiais e axiais. 
 
 
 
Aplicação de rolamentos 
 
O arranjo de rolamentos, num elemento de máquina, pode ser feito de vários modos. É 
comum usar dois rolamentos espaçados a uma certa distância. Estes rolamentos 
podem ser alojados numa mesma caixa ou em duas caixas separadas, sendo a 
escolha feita com base no projeto da máquina e na viabilidade de empregar caixas 
menos onerosas. 
 
A maioria das caixas padronizadas é construída para alojar um rolamento. Também 
são fabricadas caixas padronizadas para dois rolamentos, embora em menor 
quantidade. 
 
 
 
Em certos tipos de máquina, os rolamentos são montados diretamente no corpo delas. Os 
redutores são um exemplo. Em tais casos, o fabricante da máquina deve projetar e 
produzir tampas e porcas, bem como projetar o sistema de vedação e de lubrificação. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 14 
 
 
Em outras aplicações, em vez do eixo girar, outros elementos de máquina é que giram 
sobre ele, que se mantém estacionado. É o caso das polias ou rolos não tracionados. 
 
 
 
Como verificar as condições de um rolamento 
 
O comportamento do rolamento pode ser verificado pelo tato e pela audição. Para 
checar o processo de giro, faz-se girar o rolamento, lentamente, com a mão. Esse 
procedimento permitirá constatar se o movimento é produzido com esforço ou não, e 
se ele ocorre de modo uniforme ou desigual. 
 
Na verificação pela audição, faz-se funcionar o rolamento com um número de rotações 
reduzido. Se o operador ouvir um som raspante, como um zumbido, é porque as pistas 
do rolamento estão sujas; se o som ouvido for estrepitoso, a pista apresenta danos ou 
descascamento; se o som ouvido for metálico, tipo silvo, é sinal de pequena folga ou 
falta de lubrificação. 
 
A verificação pelo ouvido pode ser melhorada colocando-se um bastão ou uma chave 
de fenda contra o alojamento onde se encontra o rolamento. Encostando o ouvido na 
extremidade livre do bastão ou no cabo da chave de fenda, ou ainda utilizando um 
estetoscópio eletrônico, os tipos de sonoridade poderão ser detectadas facilmente. 
 
 
Além dos ruídos, outro fator a ser observado nos rolamentos é a temperatura. A 
temperatura pode ser verificada por meio de termômetros digitais, sensíveis aos raios 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 15 
infravermelhos. Outra maneira de verificar a temperatura de um rolamento é aplicar giz 
sensitivo ou, simplesmente, colocar a mão no alojamento do rolamento. 
 
 
 
Se a temperatura estiver mais alta que o normal ou sofrer constantes variações, isto 
significa que há algum problema no rolamento. O problema pode ser: 
• lubrificação deficiente; 
• lubrificação em excesso; 
• presença de sujeiras; 
• excesso de carga; 
• folga interna muito pequena; 
• início de desgastes; 
• rolamento “preso” axialmente; 
• excesso de pressão nos retentores; 
• calor proveniente de fonte externa. 
 
Salientemos que ocorre um aumento natural na temperatura, durante um ou dois dias, 
após a lubrificação correta de um rolamento. 
 
Outros pontos que devem ser inspecionados em um rolamento são os seguintes: 
vedações, nível do lubrificante e seu estado quanto à presença de impurezas. 
 
Inspeção de rolamentos em máquinas 
 
A inspeção de rolamentos em máquinas deve ser efetuada com as máquinas paradas 
para evitar acidentes. 
 
A seguinte seqüência de operações deve ser feita na fase de inspeção de um 
rolamento: 
a) Limpar as superfícies externas e anotar a seqüência de remoção dos 
componentes da máquina. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 16 
 
 
 
b) Verificar o lubrificante. Vários tipos de impurezas podem ser sentidos pelo tato, 
bastando esfregar uma amostra do lubrificante entre os dedos. Uma fina camada de 
lubrificante espalhada nas costas da mão permitirá uma inspeção visual. 
 
 
 
c) Impedir que sujeira e umidade penetrem na máquina, após a remoção das 
tampas e vedadores. Em caso de interrupção do trabalho, proteger a máquina, 
rolamentos e assentos com papéis parafinados, plásticos ou material similar. O uso de 
estopa é condenável, pois fiapos podem contaminar os rolamentos. 
 
 
 
d) Lavar o rolamento exposto, onde é possível fazer uma inspeção sem desmontá-
lo. A lavagem deve ser efetuada com um pincel molhado em querosene. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 17 
 
 
e) Secar o rolamento lavado com um pano limpo sem fiapos ou com ar comprimido. 
Se for aplicado ar comprimido, cuidar para que nenhum componente do rolamento entre 
em rotação. 
 
Rolamentos blindados (com duas placas de proteção ou de vedação) nunca deverão 
ser lavados. 
 
 
Procedimentos para desmontagem de rolamentos 
 
Antes de iniciar a desmontagem de um rolamento recomenda-se, como primeiro passo, 
marcar a posição relativa de montagem, ou seja, marcar o lado do rolamento que está para 
cima e o lado que está de frente e, principalmente, selecionar as ferramentas adequadas. 
Vejamos como se faz para desmontar rolamentos com interferência no eixo, com 
interferência na caixa e montados sobre buchas. 
 
Desmontagem de rolamento com interferência no eixo 
 
A desmontagem de rolamento com interferência no eixo é feita com um saca-polias. As 
garras desta ferramenta deverão ficar apoiadas diretamente na face do anel interno. 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 18 
Quando não for possível alcançar a face do anel interno, o saca-polias deverá ser 
aplicado na face do anel externo, conforme figura abaixo. Entretanto, é importante que 
o anel externo seja girado durante a desmontagem. Esse cuidado garantirá que os 
esforços se distribuam pelas pistas, evitando que os corpos rolantes (esferas ou 
roletes) as marquem. 
 
Na operação, o parafuso deverá ser travado ou permanecer seguro por uma chave. As 
garras é que deverão ser giradas com a mão ou com o auxílio de uma alavanca. 
 
 
 
Na falta de um saca-polias, pode-se usar um punção de ferro ou de metal 
relativamente mole, com ponta arredondada, ou uma outra ferramenta similar. O 
punção deverá ser aplicado na face do anel interno. O rolamento não deverá, em 
hipótese alguma, receber golpes diretos do martelo. Essemétodo exige bastante 
cuidado, pois há riscos de danificar o rolamento e o eixo. 
 
 
 
Desmontagem de rolamento com interferência na caixa 
 
Quando o rolamento possui ajuste com interferência na caixa, como em uma roda, ele 
poderá ser desmontado com o auxílio de um pedaço de tubo metálico com faces planas 
e livres de rebarbas. Uma das extremidades do tubo é apoiada no anel externo, 
enquanto a extremidade livre recebe golpes de martelo. Os golpes deverão ser dados ao 
longo de toda a extremidade livre do tubo. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 19 
 
 
Caso haja ressaltos entre os rolamentos, deve-se usar um punção de ferro ou de metal 
relativamente mole, com ponta arredondada, ou ferramenta similar. Os esforços deverão ser 
aplicados sempre no anel externo. 
 
 
 
O conjunto do anel interno de um rolamento autocompensador de rolos ou de esferas 
pode ser desalinhado. O desalinhamento permite o uso de um saca-polias no anel 
externo. 
 
 
 
Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas 
 
Os rolamentos autocompensadores de rolos ou esferas são geralmente montados com 
buchas de fixação .Essas buchas apresentam a vantagem de facilitar a montagem e a 
desmontagem dos rolamentos, uma vez que o assento do eixo, com o uso dessas 
buchas, passa a não necessitar de uma usinagem precisa. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 20 
A ilustração mostra, da esquerda para a direita, os seguintes elementos: porca de fixação, 
arruela de trava, rolamento e bucha de fixação. 
 
 
 
A desmontagem de rolamentos montados sobre buchas de fixação deve ser iniciada após se 
marcar a posição da bucha sobre o eixo. A orelha da arruela de trava, dobrada no rasgo da 
porca de fixação, deve ser endireitada, e a porca deverá ser solta com algumas voltas. 
 
 
 
A seguir, o rolamento deverá ser solto da bucha de fixação por meio da martelagem no 
tubo metálico, conforme explicado anteriormente. 
 
 
 
Quando a face da porca estiver inacessível, ou quando não existir um espaço entre o 
anel interno e o encosto do eixo, a ferramenta deverá ser aplicada na face do anel 
interno do rolamento. 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 21 
 
 
 
Montagem de rolamentos 
 
A montagem de rolamentos deve pautar-se nos seguintes princípios: 
• escolher o método correto de montagem; 
• observar as regras de limpeza do rolamento; 
• limpar o local da montagem que deverá estar seco; 
• selecionar as ferramentas adequadas que deverão estar em perfeitas condições de 
uso; 
• inspecionar cuidadosamente os componentes que posicionarão os rolamentos; 
• remover as rebarbas e efetuar a limpeza do eixo e encostos; 
• verificar a precisão de forma e dimensões dos assentos do eixo e da caixa; 
• verificar os retentores e trocar aqueles que estão danificados; 
• retirar o rolamento novo - em caso de substituição - da sua embalagem original 
somente na hora da montagem. A embalagem apresenta um protetor antiferruginoso. 
 
 
 
A aplicação desses princípios permite montar, corretamente, os rolamentos com 
interferência no eixo e com interferência na caixa. 
 
Montagem de rolamentos com interferência no eixo 
 
A montagem de rolamentos com interferência no eixo segue os seguintes passos: 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 22 
• Lubrificar o assento do rolamento. 
 
 
 
• Posicionar o rolamento sobre o eixo com o auxílio de um martelo. 
Os golpes não devem ser aplicados diretamente no rolamento e sim no tubo metálico 
adaptado ao anel interno. 
 
 
• Usar as roscas internas ou externas, porventura existentes no eixo, para a 
montagem. 
 
 
 
• Usar prensas mecânicas ou hidráulicas para montar rolamentos pequenos e médios. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 23 
• Aquecer os rolamentos grandes em banho de óleo numa temperatura entre 100°C e 
120° C e colocá-los rapidamente no eixo antes de esfriarem. 
 
 
 
Se o rolamento for do tipo que apresenta lubrificação permanente, ele não deverá ser 
aquecido conforme descrito anteriormente. O aquecimento remove o lubrificante e o 
rolamento sofrerá danos. 
 
Para rolamentos que apresentam lubrificação permanente, recomenda-se esfriar o eixo 
onde eles serão acoplados. A contração do eixo facilitará a colocação dos rolamentos; 
contudo, convém salientar que há aços que sofrem modificações estruturais 
permanentes quando resfriados. 
 
Montagem de rolamentos com interferência na caixa 
 
Os passos para a montagem de rolamentos com interferência na caixa, basicamente, 
são os mesmos recomendados para a montagem de rolamentos com interferência no 
eixo: 
• Usar um pedaço de tubo metálico contra a face do anel externo após a lubrificação 
das partes a serem montadas. 
 
 
 
• Cuidar para que o rolamento não fique desalinhado em relação à caixa. 
• Utilizar uma prensa hidráulica ou mecânica. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 24 
• Aquecer a caixa para a montagem de rolamentos grandes 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 25 
Exercícios 
 
 
Assinale com X a alternativa correta. 
 
1. Os tipos de rolamentos construídos para suportarem cargas perpendiculares ao 
eixo são conhecidos pelo nome de rolamentos: 
 a) ( ) axiais; 
 b) ( ) especiais; 
 c) ( ) radiais; 
 d) ( ) mistos; 
 e) ( ) autocompensadores. 
 
2. Quais são os procedimentos corretos na inspeção de uma máquina parada? 
 a) ( ) Verificar o lubrificante; limpar as superfícies externas da máquina; lavar os 
rolamentos expostos e secá-los com estopa. 
 b) ( ) Verificar o lubrificante; só limpar as superfícies internas das máquinas; 
lavar os rolamentos expostos com um pincel molhado em aguarrás e secá-los com um 
pano limpo. 
 c) ( ) Verificar o lubrificante; limpar as superfícies externas da máquina; lavar 
os rolamentos expostos com um pincel molhado em querosene e secá-los com um 
pano limpo e nunca com estopa. 
 d) ( ) Verificar a aparência da máquina; desmontá-la totalmente; lubrificar 
todos os seus elementos e secá-los com ar comprimido. 
 e) ( ) Verificar o estado físico do lubrificante; substituir as graxas por óleo; 
limpar a máquina com flanela ou estopa; montar os conjuntos. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 26 
3. A figura abaixo mostra um rolamento acoplado a um eixo. 
 
 
 
 Um dos procedimentos indicados para retirar o rolamento do eixo é: 
a) ( ) utilizar um saca-polias apoiado na face do anel externo, girando o 
parafuso do saca-polias ou usar um punção de metal mole; 
b) ( ) utilizar um saca-polias apoiado no anel interno ou externo. Se o saca-
polias for colocado no anel externo, seu parafuso deverá ser travado e suas garras 
giradas; 
c) ( ) utilizar um saca-polias apoiado na face do anel interno, girando o 
parafuso do saca-polias, ou utilizar um punção de metal relativamente mole e de ponta 
arredondada; 
d) ( ) utilizar um saca-polias apoiado ao eixo do rolamento, girando as esferas 
em sentido anti-horário ou utilizar um punção de aço especial com ponta quadrada; 
e) ( ) utilizar um saca-polias apoiado em apenas um rolete do rolamento para 
não danificar os outros, mantendo as pistas sem movimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito 
 
1. c; 
2. c; 
3. c. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 27 
 
, 
 
Lubrificação dos 
equipamentos 
 
 
 
 
 
 
Objetivos 
 
Ao final desta unidade, o participante deverá: 
 
Conhecer 
Estar informado sobre: 
• Métodos e produtos empregados na lubrificação dos elementos de máquinas.Saber 
Reproduzir conhecimentos sobre: 
• Lubrificação dos principais elementos que formam as máquinas; 
• Lubrificação de motores de combustão interna. 
 
Ser capaz de 
Aplicar conhecimentos para: 
• Selecionar lubrificantes para uso nos elementos de máquinas. 
 
 
Lubrificação de equipamentos 
 
Os equipamentos são formados por um número variável de elementos de máquinas, 
por isso lubrificar equipamentos é lubrificar os elementos que constituem esses 
equipamentos. 
 
Assim, serão estudados os procedimentos de lubrificação para os elementos comuns 
na maioria das máquinas e equipamentos. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 28 
Lubrificação com óleo ou graxa 
Quando se trata de lubrificar elementos, a primeira questão é: lubrificar com óleo ou 
com graxa? 
 
Essa escolha depende das particularidades de cada elemento, porém, é preciso ter em 
mente algumas características gerais. 
 
O óleo é um produto de alta mobilidade, por isso pode transferir calor eficientemente. A 
graxa, por sua vez, não possui essa propriedade. 
 
O uso da graxa comum está limitado a trabalhos onde as temperaturas são 
relativamente baixas. 
 
Existe mais facilidade em lubrificar um mancal com óleo do que com graxa. A queda de 
pressão ao longo das tubulações quando se usa óleo é bem menor do que quando se 
usa graxa. 
 
A lubrificação com óleo pode ser insuficiente no início do funcionamento dos 
equipamentos de uso esporádico. Nessa situação, a graxa é mais adequada. 
 
A graxa, também, é indicada em ambientes onde há muita poeira, porque ela age como 
vedante nas extremidades do mancal. 
 
Os retentores para graxa são mais robustos e duram mais do que os retentores para 
óleo. 
 
 
Mancais de deslizamento 
 
A lubrificação satisfatória dos mancais de deslizamento depende da manutenção, entre 
as superfícies, da cunha lubrificantes (película espessa). Para isso, são fundamentais 
os seguintes fatores: 
• Rotação do eixo 
• Viscosidade 
• Temperatura de serviço 
• Carga de trabalho 
• Distribuição do lubrificante 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 29 
Para determinar o uso correto de um óleo, é preciso consultar tabelas construídas a 
partir de experiências práticas. 
 
A tabela fornece a viscosidade ISO em função das variáveis envolvidas na atuação do 
mancal. 
 
Viscosidades recomendadas para mancais 
Diâmetro do 
eixo (mm) 
Sistema de lubrificação de 50 a 250 
de 250 a 1000 
(rpm) 
de 1000 a 2400 
Temperatura de operação de 0 a 70ºC. 
até 25 com reaproveitamento por perda ISO 46 ISO 32 ISO 22 
de 25 a 75 com reaproveitamento por perda ISO 68 ISO 46 ISO 32 
de 75 a 125 com reaproveitamento por perda 
ISO 100 
ISO 150 
ISO 68 ISO 46 
de 125 a 250 com reaproveitamento por perda 
ISO 150 
ISO 220 
ISO 100 
ISO 150 
- 
- 
Temperatura de operação entre 70 e 130ºC. 
até 25 com reaproveitamento por perda ISO 100 ISO 68 ISO 36 
de 25 a 75 com reaproveitamento por perda ISO 150 ISO 100 ISO 46 
de 75 a 125 com reaproveitamento por perda ISO 220 ISO 150 
ISO 68 
ISSO 100 
de 125 a 175 com reaproveitamento por perda ISO 220 ISO 150 ISO 100 
 
Nota 
Para mancais com rpm entre 2400 e 6000 usar ISO 22. 
 
Lubrificação com graxa 
As graxas recomendadas para uso em mancais de deslizamento estão na tabela 
abaixo. 
 
Graxas para mancais de deslizamento 
Temperatura Base NL GI 
-20 a 260ºC argila 1 
até 60ºC cálcio 1 
-30 a 180ºC lítio 2 
 
Distribuição dos lubrificantes 
É feita através de ranhuras e chanfros nos mancais de deslizamento. 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 30 
As ranhuras devem ser longitudinais, cortadas em toda a extensão do mancal, sem, 
entretanto, atingir suas extremidades. 
 
 
Ranhura de distribuição 
 
Folga 
A folga entre o eixo e o mancal pode ser conseguida na tabela (unidade 5 deste 
fascículo) ou pela seguinte regra prática: 
 
F = 0,001D 
 
Onde; 
F = folga diametral 
D -= diâmetro do eixo 
 
Vias de deslizamento 
 
A lubrificação das vias de deslizamento das máquinas-ferramentas deve ser de tal 
forma eficaz que o deslocamento de todos os órgãos móveis seja suave e preciso. 
 
Os principais problemas da lubrificação inadequada são: 
• Prisão seguida de escorregamento (“stick-slip”) nas baixas velocidades; 
• Espessura inconstante da película, provocando variação no nível da mesa; 
• Escorrimento do fluído nas vias verticais. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 31 
As características mais importantes para os óleos usados em vias de deslizamento 
(barramento) são: 
• Viscosidade apropriada à temperatura de trabalho para permitir distribuição fácil, 
sem o inconveniente de elevar as mesas; 
• Elevada resistência da película para que, mesmo sob carga elevada, seja mantida 
a proteção; 
• Untuosidade elevada para evitar o “stick-slip”; 
• Adesividade alta para evitar escorrimento e resistir à lavagem pelos fluídos de 
corte. 
 
Os lubrificantes que geralmente atendem à exigências dos barramentos e guias são: 
• Óleo mineral de viscosidade ISO VG 68 ou 100 com aditivos EP, antiferrugem e 
anticorrosivos; 
• Óleo mineral de viscosidade SAE 20 contendo os mesmos aditivos. 
 
 
Mancais de rolamentos 
 
Podem ser lubrificados com óleo ou graxa, os quais devem ter como principais 
funções: 
• Evitar o atrito de deslizamento entre o separador e os elementos rolantes: 
• Evitar o atrito de deslizamento em pontos onde eventualmente não aconteçam o 
movimento rotativo; 
• Resistir ao contato, caso aconteça, entre o separador e as pistas; 
• Proteger o mancal contra a ferrugem; 
• Dissipar o calor gerado no mancal; 
• Vedar o mancal para evitar a entrada de sujeira. 
 
Lubrificação com óleo 
O fator mais importante na lubrificação com óleo dos rolamentos é a viscosidade. 
 
Viscosidade para uso em rolamentos 
Tempo de trabalho RPM Esferas Rolos 
0ºC qualquer ISO VG 32 ISO VG 32 
de 0 a 60ºC 
50 
50 - 30 
300 - 3.000 
3.000 - 15.000 
ISO VG 68 
ISO VG 46 
ISO VG 32 
ISO VG 22 
ISO VG 68 
ISO VG 46 
ISO VG 46 
ISO VG 32 
de 60 a 80ºC 
300 
300 - 3.000 
3.000 
ISO VG 100 
ISO VG 068 
ISO VG 046 
ISO VG 100 
ISO VG 068 
ISO VG 046 
80ºC qualquer ISO VG 320 ISO VG 320 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 32 
O nível de óleo dentro da caixa de rolamentos deve ser mantido abaixo do centro do 
corpo rolante que, em relação aos outros corpos rolantes, está na posição mais baixa. 
Esse procedimento evita o turbilhonamento do fluído. 
 
 
Nível de óleo 
 
Os aditivos que os óleos devem conter são: 
• Antiferrugem; 
• Antioxidação; 
• Anticorrosão; 
• Adesividade; 
• Extrema pressão. 
 
 
Intervalos de relubrificação 
 
O período de troca de óleo depende da temperatura de funcionamento do equipamento 
e da possibilidade de contaminação que existe no ambiente. Por isso, o melhor 
procedimento é seguir as recomendações do manual do equipamento. 
 
E regra geral, se a temperatura de trabalho é no máximo 50ºC, o óleo pode ser trocado 
uma vez por ano. 
 
Para temperaturas de trabalho em torno de 100ºC, o intervalo para troca de óleo cai 
para 60 ou 90 dias. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 33 
Lubrificação com graxa 
As funções do óleo e da graxa são idênticas. Geralmente, empregam-se graxa como 
lubrificantes quando os elementos de vedação não permitem uma lubrificação 
satisfatória com óleo. Ou, ainda, quando as temperaturas não são excessivas. 
 
Observações gerais sobre o uso das graxas em rolamentos: 
• O excesso de graxa é altamente prejudicial pois produz superaquecimento e pode 
provocar a separação do óleo. 
• Apenas no caso de baixíssima velocidade e em ambiente ondea vedação contra 
abrasivos for crítica é que se deve preencher todo o espaço livre do mancal. 
• Com qualquer graxa, os mancais de rolamento devem ter apenas 1/4 ou 1/3 do seu 
espaço livre preenchido. 
• A quantidade de graxa para relubrificação é calculada pela fórmula: 
 
Q = 0,005DL 
 
Onde: 
Q = quantidade de graxa, em gramas. 
D = ∅ externo do rolamento, em mm. 
L = largura do rolamento, em mm. 
 
A tabela a seguir apresenta as graxas recomendadas para os rolamentos de qualquer 
tipo. Para consultá-la, é necessário obter o fator de velocidade (DN) multiplicando o 
diâmetro interno do rolamento (em mm) pela rotação (em rpm). 
Todas as graxas devem conter aditivo antiferrugem, e EP quando necessário. 
 
Graxas para rolamentos 
DN máximo Temperatura Serviço NGL Base 
250.000 -30 a 180ºC 
• Componentes de motores elétricos; 
• Eixos sujeitos a vibrações, choques e altas pressões. 
2 - 3 Lítio ou *MA 
500.000 • Aplicação geral, exceto os citados acima; 1 - 2 
750.000 -20 a 260ºC • Cargas normais ou qualquer serviço 1 argila 
250.000 0 a 60ºC • Bomba d’água e indústria alimentícia. 2 - 3 cálcio 
(*) MA - múltipla aplicação. 
 
 
Engrenagens 
 
As engrenagens são elementos de máquinas de contato direto e movimento misto: 
rolamento e deslizamento. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 34 
Sua função é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro, modificando o 
número de giros e permitindo a transmissão de potências elevadas. Por isso, a escolha 
do lubrificante correto é de grande importância. 
 
A lubrificação de engrenagens é dividida em: 
• Lubrificação de engrenagens fechadas; 
• Lubrificação de engrenagens abertas. 
 
 
Movimento das engrenagens 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 35 
Lubrificação de engrenagens fechadas 
O óleo é aplicado às engrenagens fechadas por salpico ou por circulação. Para tanto, 
usa-se um sistema centralizado ou sistema individual. 
 
 
Tipo de engrenagem 
 
Nas engrenagens cilíndricas e cônicas de dentes retos, helicoidais e espinha de peixe, 
a linha de contato se desloca tão rapidamente que não há tempo para desalojar a 
película de óleo. Além disso, a direção do deslocamento da cunha de óleo. 
 
No caso da engrenagem sem-fim, além d haver praticamente rolamento, há um 
deslizamento lateral. 
 
A direção do deslizamento e a linha de contato coincidem. Fato que dificulta a 
formação da película. Por isso, a engrenagem sem-fim exige óleos com grande 
adesividade e resistência da película. 
 
Temperatura de serviço 
O calor do trabalho eleva a temperatura do óleo. As engrenagens cilíndricas, cônicas e 
helicoidais operam com aumento de 15ºC em relação à temperatura ambiente. 
 
As engrenagens sem-fim operam com aumento de 30ºC em relação à temperatura 
ambiente. Entretanto, não devem trabalhar em temperaturas acima de 90ºC. 
 
Escolha da viscosidade 
A viscosidade pode ser determinada pela tabela à seguir que reproduz a especificação 
da Associação Americana dos Fabricantes de Engrenagens AGMA (“American Gear 
Manufactures Association”). 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 36 
Viscosidade de óleos para engrenagens 
Designação AGMA sem EP com EP Viscosidade ISO VG Viscosidade SUS a 3708ºC 
 1 - 
 2 2EP 
 3 3EP 
 4 4EP 
 5 5EP 
 6 6EP 
 7 7EP 
 8 8EP 
 8A 
46 
68 
100 
150 
220 
320 
460 
680 
1.000 
193 - 235 
284 - 347 
417 - 510 
626 - 765 
918 - 1122 
1335 - 1632 
1919 - 2346 
2837 - 3467 
4171 - 5098 
Observação: 
• Os óleos de 1 a 6 devem possuir I. V. mínimo de 30 para aplicações simples. 
• Quando as temperaturas ultrapassarem 44ºC. o I. V. mínimo é 60. 
• Os óleos de 7 a 8A devem ter I. V. mínimo de 90, e são compostos com 3 a 10% de material graxo. 
 
A AGMA designa os óleos por números e, quando possuem aditivo extrema pressão, 
acrescenta EP. 
 
A classificação AGMA aparece nas chapas de indicação de lubrificantes das máquinas 
ou em seus catálogos. A tabela à seguir traz as recomendações de viscosidade de 
óleos, para engrenagens fechadas. 
 
Viscosidade de óleos usados em engrenagens fechadas 
Aplicação 
 
 
 
Serviço leve 
Mancais lubrificados; 
• Com óleo exclusivo para mancal; 
• Com óleo de engrenagem 
4 
4 
4 
3 
47 
47 
- 
- 
Engrenagens lubrificadas: por banho - - - 7 
Serviço pesado 
Mancais lubrificados: 
• Com óleo exclusivo para mancal; 
• Com óleo de engrenagem. 
5 EP 
4 ou 5 EP 
5 ou 6 EP 
2 ou 3 EP 
5 EP 
5 EP 
- 
- 
Observação: 
• Os óleos devem conter aditivos anticorrosão, antiespuma e antioxidação. 
• Temperatura ambiente de 5 a 40ºC. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 37 
Lubrificação de engrenagens abertas 
As engrenagens de grande dimensões e baixas velocidades não são montadas em 
caixas, por não ser prático e nem econômico. Assim, são chamadas engrenagens 
abertas. 
 
Elas requerem fluídos de alta viscosidade e alta adesividade para que a película não 
seja desalojada pelo engrenamento dos dentes ou pela força centrífuga. 
 
Para essas engrenagens, os métodos de aplicação podem ser: 
• Manual (pincel, espátula, etc.); 
• Por pulverização; 
• Por banho. 
 
A seleção do lubrificante é feita tendo em conta os seguintes fatores: 
• Temperatura 
• Método de aplicação 
• Condições ambientais 
• Material da engrenagem 
 
No caso de engrenagens feitas com plástico e resinas, a lubrificação é feita apenas 
com óleo mineral puro. 
 
Viscosidade para óleos usados em engrenagens abertas 
Aplicação 
 
 
 
 
lubrificadas por banho 8 EP 8 EP - 8 EP 
lubrificadas manualmente 5 ou 6 EP 8 EP 8 EP 8 EP 
Observação: 
• Os óleos da tabela devem conter aditivos antidesgaste, antiespuma, antiferrugem, antioxidação, EP e 
melhorador do IV. 
• Temperatura ambiente de 5 a 40ºC. 
 
 
Sistema hidráulico 
 
A transmissão de energia por sistemas hidráulicos é usada num grande número de 
aplicações. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 38 
Sempre que se precise obter multiplicação de forças ou num sistema de movimentação 
seguro e preciso, o sistema hidráulico é a melhor solução. 
 
O fluído hidráulico deve ter as seguintes características: 
 
• Ser incompressível; 
• Ter baixo custo; 
• Ser bom lubrificante; 
• Não ser tóxico; 
• Ser quimicamente estável; 
• Ter elevado I.V.; 
 
 • Ter boa demulsibilidade; 
• Resistir à formação de espuma; 
• Resistir à oxidação; 
• Ter inibidores de ferrugem; 
• Ter viscosidade adequada. 
• Ter baixo ponto de fluidez; 
 
 
 
Fluídos hidráulicos 
 
Os principais são: 
• Óleos minerais; 
• Fluídos sintéticos; 
• Fluídos resistentes ao fogo. 
 
Óleos minerais 
São os mais usados nos sistemas hidráulicos pois tem ótimas propriedades 
lubrificantes, faixa de temperatura para uso amplo e podem ter aditivod conforme a 
necessidade. 
 
Fluídos sintéticos 
São compostos químicos que podem trabalhar acima dos limites dos óleos minerais. 
Eles são compostos por silicatos, ésteres, etc. 
 
Fluídos resistentes ao fogo 
São as emulsões de óleo com água e de glicol em água e os fluídos não aquosos. 
 
Esses fluídos foram desenvolvidos para uso em situações com risco de incêndio,tais 
como em forjaria, laminação a quente e fornos. 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 39 
Viscosidade de fluído hidráulico 
A característica mais importante de um fluído hidráulico é a viscosidade, que não deve 
ultrapassar a 4.000 SSU ou ser inferior a 45. SSU na faixa de temperatura operacional 
do sistema (18 a 80ºC). 
 
Cada sistema hidráulico tem sua viscosidade adequada às condições operacionais. O 
tipo de bomba hidráulica determina a viscosidade necessária ao fluído hidráulico. 
 
Viscosidade para fluído hidráulico 
Viscosidade 
Tipo de bomba 
ISO VG SSU a 38ºC 
de palhetas 
de engrenagens 
de pistão 
32 
46 
68 
100 - 300 
300 - 500 
250 - 900 
 
Controle dos fluídos hidráulicos 
Os fluídos hidráulicos podem sofrer contaminação por matéria particulada (poeira, 
limalha, etc). Essa contaminação é aceitável até o limite de 0,02% do peso do fluído. 
Por isso, os sistemas hidráulicos devem possuir um bom sistema de filtragem. 
De modo geral, o fluído deve ser filtrado a cada seis meses e trocado quando for 
estritamente necessário. 
 
Para trocar o fluído deve ser analisado o nível de contaminante e, principalmente, a 
oxidação, acidez, viscosidade e teor de água. O limite máximo para o TAN é 
2mgKOH/g. 
 
Quando da troca de fluído, é aconselhável a lavagem do sistema com óleo mineral 
puro. Isso porque restos de óleo usado reduzem a vida útil do óleo novo. 
 
 
Sistema pneumático 
 
O ar comprimido possui inúmeras aplicações industriais. É obtido por compressores e 
cumpre seu trabalho por meio de válvulas e cilindros. 
 
Todas as partes móveis do sistema pneumático que entram em contato com o ar 
comprimido, recebem o lubrificante que é transportado pelo próprio ar comprimido. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 40 
No ar comprimido sempre existe uma certa umidade que se torna o principal problema 
do lubrificante. 
 
Para obter uma lubrificação eficiente é necessário que o óleo: 
• Resista ao desalojamento pela água; 
• Atue como auxiliar de vedação; 
• Resista à formação de carvão nas válvulas, nos compressores a pistão; 
• Tenha uma boa adesividade; 
• Forme película altamente resistente; 
• Tenha médio ou alto I.V.; 
• Resista à oxidação e ferrugem. 
 
Quanto à viscosidade, os sistemas que possuem compressores de estágio simples 
usam ISO VG 150, e os compressores de estágios múltiplos usam ISO VG 100. 
 
 
Motores de combustão interna 
 
A lubrificação dos motores de combustão interna é um problema delicado, pois os 
esforços atuantes e a temperatura de trabalho são variáveis. 
 
A maioria dos motores possui um sistema de lubrificação forçada para os mancais 
principais e uma lubrificação por salpico para as bielas, cilindros e pistões. 
 
As funções dos lubrificantes para os motores de combustão interna são: 
• Lubrificar; 
• Refrigerar; 
• Limpar; 
• Vedar; 
• Proteger contra a corrosão. 
 
Classificação dos óleos para motor 
Habitualmente, usam-se três métodos para classificar os óleos para motor de veículos: 
• Viscosidade SAE; 
• Nível de desempenho; 
• Serviço API-SAE-ASTM. 
 
Para adquirir um óleo adequado, é necessário especificar a viscosidade e o tipo de 
serviço. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 41 
Viscosidade SAE 
É a classificação mais conhecida e deve-se à SAE (“Society of Automotive Engineers”). 
Baseia-se na viscosidade, não considerando fatores de qualidade ou desempenho. 
 
A classificação SAE considera sete faixas de viscosidade, representadas por um 
número SAE, seguido ou não da letra W. 
 
Os números seguidos da letra W, inicial de “Winter” (inverno), indicam que o óleo foi 
testado e aprovado em condições de frio intenso. 
 
A tabela mostra a classificação SAE para motores. 
 
Viscosidade para motores 
Número SAE SSU a - 18ºC. 
5W....................................................máxima 6.000 
10W..................................................máxima 12.000 
20W..................................................máxima 48.000 
Número SAE SSU a 40ºC. SSU a 100ºC. 
20...........................150 - 250...................45 - 58 
30...........................400 - 600...................58 - 70 
40...........................600 - 850...................70 - 85 
50...........................850 - 1500.................85 - 110 
 
Nível de desempenho 
São especificações militares norte-americanas que estabelecem características físicas 
e químicas dos lubrificantes. Também estabelecem os testes, feitos em motores padrão 
que indicam a qualidade do óleo. 
 
A designação do nível de desempenho usa as iniciais MIL-L seguidas do número do 
teste. Essa designação foi incorporada à classificação de serviço API-ASTM. 
 
Serviço API-SAE-ASTM 
Para facilitar a seleção dos óleos, independente da viscosidade, o Instituo Americano 
do Petróleo adotou, em 1947, um sistema com três classes de óleos: 
• Regular - que é o óleo puro. 
• Premium - que é o óleo mineral com inibidor de oxidação. 
• HD (“heavy duty”) - que é o óleo aditivado para trabalho pesado. 
 
Depois de alguns anos, notaram-se as deficiências dos sistemas SAE e API. Criou-se, 
então, a classificação API-SAE-ASTM. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 42 
Essa classificação com a designação feita pela SAE, com a descrição do tipo de 
serviço, feita pela API; e com a descrição básica do óleo feita pela ASTM. 
 
Classificação SAE-API-ASTM. 
Designação Descrição do Serviço API Descrição do óleo, ASTM 
SA Descontinuado - 
SB Descontinuado - 
SC Descontinuado - 
SD Descontinuado - 
SE 
Serviço de motor a gasolina sob garantia - 1972. Típico de 
automóveis e alguns caminhões - modelos a partir de 1972, 
e alguns de 1971 - requerendo maior proteção no que 
concerne a proteção contra oxidação do óleo, depósitos de 
alta temperatura, ferrugem e corrosão. 
Atende às especificações de 
1972 - e alguns de 1971 dos 
fabricantes de motores. 
SF 
Serviço de motor a gasolina sob garantia - 1980. Típico de 
automóveis e alguns caminhões - modelos a partir de 1980 
operando de acordo com os procedimentos de manutenção 
recomendados pelos fabricantes dos motores. Óleos para 
este serviço proporcionam maior estabilidade e melhor 
desempenho do que os óleos que atendem aos requisitos 
mínimos da categoria SE. Também protegem o motor 
contra depósitos, ferrugem e corrosão. Podem ser usados 
onde se recomenda óleos SE. 
Atende às especificações dos 
fabricantes de motores a 
partir de 1980. 
SG 
Serviço de motor a gasolina ou álcool sob garantia - 1989. 
Típico de automóveis e alguns caminhões a partir de 1989. 
Desenvolvido para resolver problemas de borra, oxidação e 
ferrugem. 
Atende às especificações dos 
fabricantes de motores a 
partir de 1989. 
SH 
Serviço de motor a gasolina ou álcool sob garantia - 1993. 
Desenvolvido para resolver problemas de borra, oxidação e 
ferrugem segundo critérios mais rigorosos que os 
empregados para os óleos SG. 
Atende às especificações de 
fabricantes de motores a 
partir de 1993. 
 
Designação Descrição do Serviço API Descrição do óleo, ASTM 
CA Descontinuado - 
CB Descontinuado - 
CC 
Serviço moderado de motor diesel e a gasolina. Motores 
diesel com pequeno grau de superalimentação, em 
condições de moderadas a severas, e certos motores a 
gasolina em serviço severo, óleos introduzidos em 1961 
proporcionam, no diesel, proteção contra depósitos de alta 
temperatura e, também, contra ferrugem, corrosão 
depósitos de baixa temperatura em motores a gasolina. 
Atende a especificação (MIL-
L-2104B 91965), para 
motores diesel e a gasolina. 
CD 
Serviço severo de motor diesel. Motores diesel 
superalimentados, em condições de alta velocidade e alta 
potência específica, requerendocontrole muito eficaz de 
desgaste, corrosão e depósitos de alta temperatura, em 
presença de combustíveis de larga faixa de qualidade. 
Atende às especificações 
Caterpillar Série 3 (1965) e 
MIL-L-4599 (1958), superada 
pela MIL-L-2104C. 
CE 
Serviço de motor diesel - 1983. Motores de alta 
performance, turboalimentados ou superalimentados - alta 
carga e velocidade. Introduzido em 1984 com melhoria d 
controle de consumo de óleo. 
Óleo satisfaz CD tendo 
adicional performance 
Cummins - controle de 
consumo e MACK EO-K/2 
especificação de óleo de 
motor. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 43 
Troca de óleo 
Os óleos de melhor qualidade (SF, SG, CD ouCE) são trocados entre 3.500 a 
10.000km rodados. Quanto mais moderno for o motor, maior poderá ser o período de 
troca. 
 
Uma boa norma é trocar mediante análises periódicas. Entretanto, isto só é possível 
quando se tem uma frota de veículos, devido ao alto custo das análises. 
 
Caso não seja possível fazer análises, deve-se se observar o período de troca 
recomendado pelo fabricante. 
 
Consumo de lubrificante 
O consumo de lubrificantes nos motores de combustão interna é normal dentro de 
certas especificações. Em geral, considera-se como normal o consumo de um litro para 
cada 1.000 a 2.500km rodados. 
 
O consumo ocorre porque pequenas porções de óleo chegam à câmara de combustão 
e são queimadas. 
 
Mistura de óleos 
Em princípio não é aconselhável misturar óleos de diferentes marcas. Apesar de 
pertencerem à mesma designação API-SAE-ASTM. 
 
Ocorre que os aditivos usados para cumprir as especificações de serviço não são 
iguais. Isto pode gerar incompatibilidade química, resultando na formação de borras. 
 
Exceção deve ser feita aos óleos com especificação MIL-L-2104B ou MIL-L-2104C, 
pois uma das características desses óleos é a compatibilidade com os demais óleos. 
 
Óleos multiviscoso 
É um tipo de óleo que atende a duas ou mais especificações SAE. É ideal para climas 
frios e possui aditivação da melhor qualidade. 
 
Trata-se de um produto que mantém sua viscosidade tanto sob frio intenso quanto sob 
calor intenso. 
 
Um dos mais comuns é o SAE 20W40 - comporta-se como um óleo SAE20 no inverno 
e como um SAE40 no verão. 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 44 
Engrenagens de veículos 
Nos sistemas de engrenagens automotivas, empregam-se óleos com características 
diferentes das características dos óleos para motor. Embora, em alguns casos, as 
viscosidades sejam idênticas. 
 
Esses óleos devem reduzir o atrito, remover o calor, proteger o metal contra a 
ferrugem. 
 
Os aditivos essenciais a esses óleos são: antidesgaste, antioxidação, antiespuma, 
antiferrugem. 
 
Classificação dos óleos para engrenagens automotivas. 
Existem dois tipos de classificação: 
• SAE; 
• API; 
 
É conveniente que a especificação seja feita tendo por base as duas especificações. 
 
Viscosidade SAE para engrenagens 
Número SAE SSU a - 18ºC. 
75............................................................máxima 15.000 
80............................................................15.000 - 10.000 
Número SAE SSU a 100ºC. 
 90.......................................................................75 - 120 
140.....................................................................120 - 200 
250.................................................................mínima 200 
 
 
Classificação API para engrenagens 
GL - 1 
Lubrificante regular, para engrenagens cilíndricas retas, cônicas e sem-fim com cargas leves. 
São óleos minerais puros, contendo antioxidantes. 
GL -2 
Lubrificante tipo parafuso sem-fim, indicado para parafuso sem-fim submetido a condições severas de 
velocidade e cargas, por exemplo: diferenciais de parafuso sem-fim de caminhões. 
GL -3 
Lubrificantes tipo EP suave, indicado para engrenagens cilíndricas e cônicas sujeitas a condições 
severas. 
GL -4 
Tipo multipurpose indicado para engrenagens hipoidais bem como transmissões com serviços 
severos. 
GL -5 
Tipo superior atende a MIL-L-2105B. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 45 
Questionário - resumo 
 
1 Qual é o melhor lubrificante: óleo ou graxa? 
 
 
 
 
2 Em qual região de pressão nos mancais devem ser localizadas as ranhuras de 
lubrificação? 
 
 
 
 
3 Qual é o nível de óleo correto para uma caixa de rolamentos? 
 
 
 
 
4 Qual é a quantidade de graxa para a relubrificação de rolamentos? 
 
 
 
 
5 Quais são as características dos lubrificantes para engrenagens abertas? 
 
 
 
 
6 Quais são os principais fluídos hidráulicos? 
 
 
 
 
7 Quais são as características dos óleos para sistemas pneumáticos? 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 46 
8 Quais são as funções dos lubrificantes para motores de combustão interna? 
 
 
 
 
9 A qual classificação deve-se recorrer para a especificação de um óleo para motor? 
 
 
 
 
10 Pode-se usar o mesmo óleo empregado no motor em diferenciais e câmbios? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 47 
 
 
 
Movimentação de cargas 
 
 
 
 
 
 
 
Antes do deslocamento de uma carga por meio de uma talha, muitos cuidados devem 
ser tomados na fixação dos cabos e na amarração no gancho da talha. 
 
Por exemplo: 
• Os cabos que envolvem a carga devem formar um polígono por cujo centro de 
gravidade deve passar a linha vertical criada pela corrente da talha; 
• Os cabos devem ser dispostos de tal modo que a carga não possa deslizar ou 
desequilibrar-se e provocar a ruptura do cabo por causa da sobrecarga num local 
do centro de gravidade; 
• Os nós da amarração (se houver) não devem nem deslizar nem despertar durante 
a movimentação da carga. 
 
 
Método de movimentação de cargas 
 
Para fazer a movimentação das cargas devem-se seguir os seguintes passos: 
• Aproximar a talha acima da carga, depois de verificar se a capacidade da talha é 
compatível com a carga a ser movimentada; 
• Escolher o cabo adequado; 
• Fixar e amarrar os cabos, prendendo um cabo à carga, se necessário, o que 
permitirá orientá-la durante a manobra; 
• Levantar lentamente a carga até 20cm do chão com auxílio da talha; 
• Verificar o comportamento dos cabos, da amarração e da proteção da carga; 
• Descer o conjunto e fazer as correções necessárias, caso a carga não esteja bem 
equilibrada; 
• Levantar a carga até a altura desejada, transportando-a sem oscilação, a fim de 
não submeter o cabo a um esforço suplementar, e pousá-la lentamente. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 48 
Observação 
• Quando a carga tem um gancho para a movimentação, utiliza-se uma linga (cabo 
de aço ou cânhamo de pequeno comprimento). 
• Quando a carga apresenta saliências, é possível fazer a amarração por meio de 
duas correntes ou cordas sem fim (corda ou cabo de aço com as pontas 
emendadas). 
• Se não houver saliência, usa-se uma corda sem fim com um calço de 
espaçamento. 
• No caso de não haver saliência, pode-se também realizar a fixação clássica por 
meio de uma corda, isto é, amarra-se uma extremidade da corda no gancho da 
talha, passando-a por baixo da carga, dando uma volta até atingir o gancho sem 
amarrar, desce-se do lado oposto da carga, passando o cabo por baixo e subindo 
novamente para, por fim, amarrar no gancho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 49 
 
 
 
Ordem de serviço 
 
 
 
 
 
 
 
A seguir você vai conhecer algumas maneiras de controlar a manutenção desua 
empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 50 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 51 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 52 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 53 
 
 
Normas Ambientais e Saúde 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GESTÃO 
AMBIENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 54 
 
 
 
Resposta às Pressões 
 
SGA - Sistema de Gestão Ambiental 
Conjunto de ações/medidas desenvolvidas, 
 de forma coordenada, para alcançar a Qualidade Ambiental desejada. 
 
• melhor desempenho ambiental 
• redução do uso de energia 
• redução do uso de matéria-prima 
• menor geração de resíduos 
• redução dos custos de disposição de resíduos 
• redução de custos de produção 
• aumento da produção 
• melhoria da imagem pública 
• maior motivação dos colaboradores 
• maior “lealdade” dos consumidores 
• acesso facilitado a empréstimo 
• melhor qualidade do produto final 
• conquista de novos mercados 
 
 
Pressões 
Legislações 
Consumidores 
Custos 
ONGs 
Mídia 
Acionistas 
 
 Empresa 
Agentes 
 Econômicos 
Comunidade 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 55 
Modelo de SGA 
 
NBR ISO 14001 
 
* estabelece critérios para implementar e manter um SGA, visando a melhoria 
contínua do desempenho ambiental, prevenção da poluição, além de estar em 
conformidade com a legislação ambiental vigente no país 
* uso voluntário 
* organização de qualquer natureza, escala e localização 
* baseada em sistema e não de desempenho ambiental ou de produto 
* certificável 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Política ambiental 
 Planejamento 
 
Implementação 
e operação 
 
Verificação e ação 
corretiva 
 Análise crítica pela 
administração 
Melhoria Contínua 
Modelo de Sistema Gestão Ambiental - NBR ISO 14001 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 56 
RESPONSIBLE CARE 
Criado no Canadá na década de 80 por empresas do setor químico. 
Atualmente é adotado em 35 países. No Brasil conta com a adesão de mais de 100 
empresas (ABIQUIM) 
 
1) Assumir o gerenciamento ambiental com alta prioridade na empresa, através da 
melhoria contínua. 
 
2) Promover o senso de responsabilidade individual com relação ao meio ambiente, 
segurança e saúde ocupacional. 
 
3) Ouvir e responder às preocupações da comunidade sobre seus produtos e as suas 
operações. 
 
4) Colaborar com órgãos governamentais e ONGs na elaboração de legislação 
adequada. 
 
5) Promover P&D para processos e produtos ambientalmente compatíveis. 
 
6) Avaliar e monitorar os efeitos ambientais de suas operações. 
 
7) Buscar continuamente a redução de resíduos. 
 
8) Cooperar para a solução dos impactos negativos ao Meio Ambiente ocorridos no 
passado. 
 
9) Transmitir a todos as informações adequadas sobre seus produtos e operações, 
bem como recomendar medidas de proteção e emergência. 
 
10) Orientar fornecedores, transportadores, distribuidores, consumidores e o público 
que transportem, armazenem, usem, reciclem e descartem os seus produtos com 
segurança. 
 
11) Exigir que os contratados, trabalhando nas instalações da empresa, obedeçam aos 
padrões adotados pela contratante em matéria de segurança, saúde ocupacional e 
meio ambiente. 
 
12) Promover os princípios e práticas da atuação responsável, compartilhando 
experiências e oferecendo assistência a outras empresas. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 57 
PRINCÍPIOS CERES (Coalition of Environmentally Responsible Economies) 
 
1) Proteção da Biosfera. 
 
2) Uso sustentável dos recursos naturais. 
 
3) Criar o mínimo de resíduos, principalmente os perigosos; reciclar sempre que 
possível e adotar métodos seguros para o despejo de resíduos. 
 
4) Conservação de energia e uso prudente. 
 
5) Redução ao mínimo dos riscos à saúde a ao meio ambiente. 
 
6) Produção e comercialização de produtos seguros. 
 
7) Compensação por danos e esforços para recuperar inteiramente ao Meio Ambiente 
afetado. 
 
8) Informação aos empregados e ao público sobre operações e produtos que afetem o 
Meio Ambiente ou constituam riscos. 
 
9) Compromisso da administração. 
 
10) Auto-avaliação e divulgação dos seus resultados (auditorias anuais e relatórios). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 58 
 
 
 
 
 
 
Sucesso do SGA 
TODOS devem estar envolvidos e comprometidos 
 
TODOS devem estar conscientizados 
 
TODOS devem agir corretamente 
É uma declaração de princípios ambientais da alta administração 
 que direciona, norteia a realização de todas atividades da empresa. 
Política Ambiental 
Princípios Básicos 
 
1. Atendimento às legislações ambientais pertinentes 
evitar, reduzir a geração de poluição e para não correr o risco da empresa e/ou 
funcionário ser penalizado(multa, interdição, prisão...) 
 
2. Prevenção da Poluição 
Uso de processos, práticas, produtos que evitem, reduzam ou controlem a poluição 
(reaproveitamento, controle, substituição de materiais, uso eficiente de recursos...) 
 
3. Melhoria Contínua 
Processo de aprimoramento do SGA, visando atingir melhorias no desempenho 
ambiental da empresa 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 59 
Política Ambiental - GRADIENTE 
 
 
• Cumprir a legislação ambiental e outros requisitos, e também os procedimentos do 
sistema referentes aos nossos produtos, serviços e demais atividades. 
• Reciclar e reaproveitar o máximo possível, minimizar a produção de resíduos, além 
de racionalizar o uso dos recursos naturais. 
• Estabelecer um plano de melhoria contínua e reduzir os impactos ambientais com o 
cumprimento das metas estabelecidas e proporcionar uma adequada prevenção da 
poluição. 
• Conscientizar os funcionários em relação ao sistema de gestão ambiental e a 
preservação do meio ambiente. 
 
 
ASPECTO E IMPACTO AMBIENTAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Definição da NBR 14001 
 
Aspecto: elemento das atividades, produtos ou serviços de uma organização que 
pode interagir com o meio ambiente 
 
Impacto: qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte, 
 no todo ou em parte, das atividades, produtos ou serviços de uma organização. 
 
 
 
 
 
Entrada/ Aspecto/ Causa Impacto/Efeito 
Água Utilização de rec. natural escasso 
Energia elétrica Alterações significativas dos rec. naturais 
Matéria-prima XXX Utilização de recurso natural não renovável 
Saída/Aspecto/Causa Impacto/Efeito 
Efluentes líquidos Poluição da água, poluição do solo 
Emissões atmosféricas Poluição do ar 
Resíduos sólidos - lixo Poluição do solo, poluição da água, uso de 
aterro 
Produto final Uso de aterro, degradação da paisagem, 
poluição da água, poluição do solo 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 60 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Objetivo Ambiental 
 reduzir o consumo de água 
Meta Ambiental 
 reduzir 10% o consumo de água 
 referência: ano de 2000 
 prazo: dezembro de 2001 
indicador: consumo/un produzidas 
setor: toda empresa 
Programa de Gestão Ambiental 
estabelece as ações, os prazos, os responsáveis e os recursos 
necessárias 
 para atingir o objetivo/meta ambiental 
Ação ResponsávelPrazo Recursos 
(R$) 
1. identificar e eliminar os 
 vazamentos 
 
Ger. de manutenção 
 Início: jul/01 
Término: out/01 
 
5.000 
2. adequar as instalações do 
processo X para permitir a 
reutilização da água de 
descarte - lavagem de piso 
 
Ger. de engenharia 
Ger. de manutenção 
 
 Início: jun/01 
Término: nov/01 
 
 
15.000 
3. treinar para o uso racional 
 de água , todos funcionários 
 
Dir. de RH 
 Início: jul/01 
Término: out/01 
 
35.000 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 61 
Responsabilidades de Todos 
 
 
Compreender e atender à política ambiental 
(Atendimento legal, prevenção da poluição e melhoria contínua) 
 
Colaborar para atingir os objetivos e metas ambientais 
 
Colaborar com sugestões aplicáveis para elevar o nível de desempenho 
ambiental da empresa (prevenção da poluição e melhoria contínua) 
 
Seguir os procedimentos e instruções de trabalho ambientais (condições normais 
e anormal) (local e geral) 
 
Analisar continuamente as conseqüências de suas atividades e da empresa em 
geral para o meio ambiente (manuseio de líquido perigoso »» aspecto poluição do 
solo e da água »» impacto) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 62 
Leis Ambientais 
 
1 - Lei da Ação Civil Pública - número 7.347 de 24/07/1985. 
Lei de interesses difusos, trata da ação civil publica de responsabilidades por danos 
causados ao meio ambiente, ao consumidor e ao patrimônio artístico, turístico ou 
paisagístico. 
 
2 - Lei dos Agrotóxicos - número 7.802 de 10/07/1989. 
A lei regulamenta desde a pesquisa e fabricação dos agrotóxicos até sua 
comercialização, aplicação, controle, fiscalização e também o destino da embalagem. 
Exigências impostas : 
- obrigatoriedade do receituário agronômico para venda de agrotóxicos ao consumidor. 
- registro de produtos nos Ministérios da Agricultura e da Saúde. 
- registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis - IBAMA 
- o descumprimento desta lei pode acarretar multas e reclusão. 
 
1 - Lei da Ação Civil Pública - número 7.347 de 24/07/1985. 
Lei de interesses difusos, trata da ação civil publica de responsabilidades por danos 
causados ao meio ambiente, ao consumidor e ao patrimônio artístico, turístico ou 
paisagístico. 
 
2 - Lei dos Agrotóxicos - número 7.802 de 10/07/1989. 
A lei regulamenta desde a pesquisa e fabricação dos agrotóxicos até sua 
comercialização, aplicação, controle, fiscalização e também o destino da embalagem. 
Exigências impostas : 
- obrigatoriedade do receituário agronômico para venda de agrotóxicos ao consumidor. 
- registro de produtos nos Ministérios da Agricultura e da Saúde. 
- registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis - IBAMA 
- o descumprimento desta lei pode acarretar multas e reclusão. 
 
3 - Lei da Área de Proteção Ambiental - número 6.902 de 27/04/1981. 
Lei que criou as "Estações Ecológicas ", áreas representativas de ecossistemas 
brasileiros, sendo que 90 % delas devem permanecer intocadas e 10 % podem sofrer 
alterações para fins científicos. Foram criadas também as "Áreas de Proteção 
Ambiental " ou APAS, áreas que podem conter propriedades privadas e onde o poder 
público limita as atividades econômicas para fins de proteção ambiental. 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 63 
4 - Lei das Atividades Nucleares - número 6.453 de 17/10/1977. 
Dispõe sobre a responsabilidade civil por danos nucleares e a responsabilidade 
criminal por atos relacionados com as atividades nucleares. Determina que se houver 
um acidente nuclear, a instituição autorizada a operar a instalação tem a 
responsabilidade civil pelo dano, independente da existência de culpa. Em caso de 
acidente nuclear não relacionado a qualquer operador, os danos serão assumidos pela 
União.Esta lei classifica como crime produzir, processar, fornecer, usar, importar ou 
exportar material sem autorização legal, extrair e comercializar ilegalmente minério 
nuclear, transmitir informações sigilosas neste setor, ou deixar de seguir normas de 
segurança relativas à instalação nuclear. 
 
5 - Lei de Crimes Ambientais - número 9.605 de 12/02/1998. 
Reordena a legislação ambiental brasileira no que se refere às infrações e punições. A 
pessoa jurídica, autora ou co-autora da infração ambiental, pode ser penalizada, 
chegando à liquidação da empresa, se ela tiver sido criada ou usada para facilitar ou 
ocultar um crime ambiental. A punição pode ser extinta caso se comprove a 
recuperação do dano ambiental. As multas variam de R$ 50,00 a R$ 50 milhões de 
reais. 
 
6 – Lei da Engenharia Genética – número 8.974 de 05/01/1995. 
Esta lei estabelece normas para aplicação da engenharia genética, desde o cultivo, 
manipulação e transporte de organismos modificados (OGM) , até sua 
comercialização, consumo e liberação no meio ambiente. A autorização e fiscalização 
do funcionamento das atividades na área e da entrada de qualquer produto 
geneticamente modificado no país, é de responsabilidade dos Ministérios do Meio 
Ambiente , da Saúde e da Agricultura. Toda entidade que usar técnicas de engenharia 
genética é obrigada a criar sua Comissão Interna de Biossegurança, que deverá, entre 
outros, informar trabalhadores e a comunidade sobre questões relacionadas à saúde e 
segurança nesta atividade. 
 
7 – Lei da Exploração Mineral – numero 7.805 de 18/07/1989. 
Esta lei regulamenta as atividades garimpeiras. Para estas atividades é obrigatória a 
licença ambiental prévia, que deve ser concedida pelo orgão ambiental competente. Os 
trabalhos de pesquisa ou lavra, que causarem danos ao meio ambiente são passíveis 
de suspensão, sendo o titular da autorização de exploração dos minérios responsável 
pelos danos ambientais. A atividade garimpeira executada sem permissão ou 
licenciamento é crime. 
 
Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas 
SENAI 64 
8 – Lei da Fauna Silvestre – número 5.197 de 03/01/1967. 
A lei classifica como crime o uso, perseguição, apanha de animais silvestres, caça 
profissional, comércio de espécies da fauna silvestre e produtos derivados de sua 
caça, além de proibir a introdução de espécie exótica (importada ) e a caça 
amadorística sem autorização do Ibama. Criminaliza também a exportação de peles e 
couros de anfíbios e répteis em bruto. 
 
9 – Lei das Florestas – número 4.771 de 15/09/1965. 
Determina a proteção de florestas nativas e define como áreas de preservação 
permanente (onde a conservação da vegetação é obrigatória) uma faixa de 30 a 500 
metros nas margens dos rios, de lagos e de reservatórios, além de topos de morro, 
encostas com declividade superior a 45 graus e locais acima de 1.800 metros de 
altitude. Também exige que propriedades rurais da região Sudeste do país preservem 
20 % da cobertura arbórea, devendo tal reserva ser averbada em cartório de registro 
de imóveis. 
 
10 – Lei do Gerenciamento Costeiro – número 7.661 de 16/05/1988. 
Define as diretrizes para criar o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, ou seja, 
define o que é zona costeira como espaço geográfico da interação do ar, do mar e da 
terra, incluindo os recursos naturais e abrangendo uma faixa marítima e outra terrestre. 
Permite aos estados e municípios costeiros instituírem seus próprios planos de 
gerenciamento costeiro, desde que prevaleçam as normas mais restritivas. Este 
gerenciamento costeiro deve obedecer as normas do Conselho Nacional do Meio 
Ambiente ( CONAMA ). 
 
11 – Lei da criação do IBAMA – número 7.735 de 22/02/1989. 
Criou o Ibama, incorporando a Secretaria Especial do Meio Ambiente e as agências 
federais na área

Mais conteúdos dessa disciplina