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Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 1 Reparador de Equipamento Mecânico Técnicas de Montagens e Desmontagens de Máquinas e Equipamentos Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 2 Material desenvolvido pelo SENAI SP e Organizado pela Escola SENAI “Manuel Garcia Filho”, para uso no Curso de Formação Continuada. SENAI – JANEIRO 2010 Organização: Marco Antônio Tomazini / Pedro Ângelo Cabral Neto Editoração Eletrônica: José Carlos Angelo SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Escola SENAI “Manuel Garcia Filho” Rua Guatemala, 19 09941-140 – Diadema - SP Fone/Fax : (11) 4076-1888 e-mail : senaidiadema@sp.senai.br Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 3 Sumário Introdução Técnicas de Montagem e Desmontagem de Equipamentos Técnicas de Montagem e Desmontagem de rolamentos Lubrificação dos Equipamentos Movimentação de Cargas Ordem de Serviço Normas Ambientais e Saúde Referências Bibliográficas 05 07 11 27 47 49 53 71 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 4 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 5 Introdução A desmontagem e montagem de equipamentos industriais é parte integrante do dia-a- dia do mecânico de manutenção. Por ser uma tarefa que exige, ao mesmo tempo, muita atenção e habilidade, deve ser desenvolvida mediante determinadas técnicas e métodos bem definidos. Neste capítulo, são dadas informações de como proceder para a desmontagem de um equipamento. Além dessas sugestões, são fornecidas informações sobre a operação de montagem e desmontagem de equipamentos como: elementos de fixação, acabamento de superfície e sistemas de vedação. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 6 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 7 Técnicas de desmontagem e montagem de equipamentos Em geral, um equipamento industrial instalado corretamente, funcionando dentro das condições especificadas pelo fabricante e que recebe cuidados periódicos do serviço de manutenção preventiva, é capaz de trabalhar sem problemas durante vários anos. Porém, quando algum dos componentes falha, seja por descuido na operação, seja por deficiência na manutenção, torna-se necessário localizar o defeito e eliminar suas causas. No caso de máquinas simples, é relativamente fácil diagnosticar o problema e providenciar sua eliminação. Quando se trata de máquinas mais complexas ou motores, esse trabalho exige várias etapas bem distintas. O primeiro fato a ser lembrado é que uma máquina não deve ser desmontada antes da análise dos problemas, baseada no relatório do operador, no exame da ficha de manutenção da máquina e na realização de testes, principalmente nos instrumentos de controle. Deve-se lembrar ainda que a desmontagem completa deve ser evitada sempre que possível porque é cara e demora, uma vez que retira a máquina da produção. Porém quando isso torna inevitável, o serviço preliminar de desmontagem apresenta as seguintes fases: • Desligamento dos circuitos elétricos; • Remoção das peças externas feitas de plástico, borracha ou couro; • Limpeza preliminar da máquina; • Drenagem de todos os fluidos; Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 8 • Remoção dos circuitos elétricos; • Remoção de alavancas, mangueiras, tubulações, cabos etc. • Calçamento dos componentes pesados para evitar quedas ou desequilíbrio da parte restante do equipamento. Desmontagem A desmontagem propriamente dita apresenta etapas descritas a seguir: • Colocação de desoxidantes nos parafusos, alguns minutos antes de sua remoção. • Desaperto dos parafusos, seguindo a seqüência sugerida pelo fabricante. • Identificação da posição do componente antes de sua remoção. • Remoção e colocação das peças na bancada, mantendo-se a posição de funcionamento. • Lavagem das peças e exame preliminar. • Separação das peças em lotes segundo o seguinte critério: − Peças perfeitas e portanto reaproveitáveis; − Peças que necessitam ser recondicionadas; − Peças estragas que devem ser substituídas; − Peças a serem examinadas no laboratório. Após o término dessa fase, são feitos os pedidos de compra e realizados os desenhos e o trabalho de recondicionamento das peças. Montagem Antes do início da montagem, que deve ser executada segundo as especificações do fabricante, é necessário fazer um controle de qualidade nas peças novas ou recondicionadas que serão usadas. Durante a fase de montagem, devem-se tomar as seguintes precauções: • Manter limpas as peças a serem montadas; • Proceder à lubrificação preliminar das peças que se movimentam; • Trabalhar em ambiente limpo, isento de pó e contaminação; • Manter o equipamento coberto nos intervalos dos trabalhos de montagem. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 9 Observação Caso não haja Manual de instruções ou esquema de montagem, deve-se proceder da seguinte forma: • Fazer uma análise detalhada do conjunto antes de desmontá-lo; • Fazer um esboço do modo como os elementos são montados no conjunto; • Anotar os nomes dos elementos à medida que vão sendo retirados do conjunto. A montagem deve ser baseada no esboço feito anteriormente e nas anotações, invertendo-se a seqüência de desmontagem. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 10 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 11 Técnicas de montagem e desmontagem de rolamentos Um mecânico de manutenção, ao iniciar a desmontagem de um conjunto mecânico, constatou a existência de uma série de rolamentos. Examinando os rolamentos, verificou que alguns apresentavam defeitos irremediáveis, ao passo que outros encontravam-se em boas condições de uso. Os rolamentos defeituosos teriam de ser substituídos. Que procedimentos o mecânico de manutenção deverá adotar para trocar os rolamentos defeituosos sem danificar aqueles que estão em boas condições de uso? Como evitar danos nos alojamentos dos rolamentos? Nesta aula aprenderemos a verificar e desmontar conjuntos mecânicos chamados mancais de rolamento. Conceito de mancal Mancal é um suporte de apoio de eixos e rolamentos que são elementos girantes de máquinas. Os mancais classificam-se em duas categorias: mancais de deslizamento e mancais de rolamento. Mancais de deslizamento São concavidades nas quais as pontas de um eixo se apóiam. Por exemplo, na figura seguinte, as duas concavidades existentes nos blocos onde as pontas de um eixo se apóiam são mancais de deslizamento. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 12 Mancais de rolamento São aquelesde pesca, desenvolvimento florestal e borracha. Ao Ibama compete executar a política nacional do meio ambiente, atuando para conservar, fiscalizar, controlar e fomentar o uso racional dos recursos naturais. 12 – Lei do Parcelamento do Solo Urbano – número 6.766 de 19/12/1979. Estabelece as regras para loteamentos urbanos, proibidos em áreas de preservação ecológicas, naquelas onde a poluição representa perigo à saúde e em terrenos alagadiços. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 65 13 – Lei Patrimônio Cultural - decreto-lei número 25 de 30/11/1937. Lei que organiza a Proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, incluindo como patrimônio nacional os bens de valor etnográfico, arqueológico, os monumentos naturais, além dos sítios e paisagens de valor notável pela natureza ou a partir de uma intervenção humana. A partir do tombamento de um destes bens, ficam proibidas sua demolição, destruição ou mutilação sem prévia autorização do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN. 14 – Lei da Política Agrícola - número 8.171 de 17/01/1991. Coloca a proteção do meio ambiente entre seus objetivos e como um de seus instrumentos. Define que o poder público deve disciplinar e fiscalizar o uso racional do solo, da água, da fauna e da flora; realizar zoneamentos agroecológicos para ordenar a ocupação de diversas atividades produtivas, desenvolver programas de educação ambiental, fomentar a produção de mudas de espécies nativas, entre outros. 15 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente – número 6.938 de 17/01/1981. É a lei ambiental mais importante e define que o poluidor é obrigado a indenizar danos ambientais que causar, independentemente da culpa. O Ministério Público pode propor ações de responsabilidade civil por danos ao meio ambiente, impondo ao poluidor a obrigação de recuperar e/ou indenizar prejuízos causados.Esta lei criou a obrigatoriedade dos estudos e respectivos relatórios de Impacto Ambiental (EIA-RIMA). 16 – Lei de Recursos Hídricos – número 9.433 de 08/01/1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Define a água como recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que pode ter usos múltiplos (consumo humano, produção de energia, transporte, lançamento de esgotos). A lei prevê também a criação do Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos para a coleta, tratamento, armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão. 17 – Lei do Zoneamento Industrial nas Áreas Críticas de Poluição – número 6.803 de 02/07/1980. Atribui aos estados e municípios o poder de estabelecer limites e padrões ambientais para a instalação e licenciamento das industrias, exigindo o Estudo de Impacto Ambiental. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 66 Investimentos das empresas brasileiras no setor ambiental: • O Brasil tem cerca de 1500 certificações em 2004 pela ISO 14.001 (International Organization for Standartization). • O mercado ambiental brasileiro movimentou cerca de 2,9 bilhões de dólares em 2002, referentes à prestação de serviços e venda de equipamentos, incluindo os setores público e privado. (Câmara de Comércio Brasil – Alemanha) Principais acidentes ambientais • 1976 - Seveso – Itália. Nuvem de dioxina escapou de uma indústria química, a Icmesa. • 1979 - Three Mile Island – Pensilvânia - Estados Unidos. Reator atômico avariado da usina de Three Mile Island descarregou no ar gás radiativo e provocou a retirada de 300 mil pessoas de suas casas. • 1984 - Vila Socó – Cubatão – Brasil. Duto da Petrobrás deixou vazar gasolina provocando um incêndio que matou 93 pessoas. • 1984 – Bhopal – Índia. A Union Carbide, uma das maiores indústrias químicas do mundo, descarregou no ar 25 mil toneladas de isocianato de metila – gás letal – provocando a morte de 3.400 pessoas. • 1986 – Chernobyl – Rússia. Explosão de um dos quatro reatores da usina nuclear soviética de Chernobyl, lançando na atmosfera uma nuvem radioativa. • 1989 – Exxon Valdez – Álaska. Navio superpetroleiro, o Valdez, a serviço da Exxon, bateu na costa do Alasca, deixando escapar 260 mil barris de petróleo, imergindo em óleo praticamente toda a fauna da região. • 2000 - Rio de Janeiro, Brasil. A maior estatal brasileira, a Petrobras, foi responsável, no dia 18 janeiro, pelo derramamento de mais de 1 milhão de litros de óleo na baía de Guanabara. Em julho do mesmo ano, mais um acidente. Desta vez, cerca de 4 milhões de litros de óleo cru vazam de refinaria em Araucária (PR). Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 67 • 2002 – Espanha - Navio Prestige, das Bahamas, afundou a 250 quilômetros da região da Galícia. Cerca de 15 mil pássaros foram afetados. Caso Exxon Valdez Principais erros da Exxon na administração da crise: • Lentidão em comunicar-se. • Informações passadas para a imprensa continham erros, como: - Afirmar que a situação estava sob controle e que os danos ambientais eram pequenos. - Responsabilizar o comandante do petroleiro pela colisão. Caso Exxon Valdez • Não havia brigadas de incêndio, nem processo "em caso de". • Porta-vozes despreparados: perguntados se o presidente da empresa daria uma entrevista à TV, foi dito que "ele não tinha tempo para essas coisas". • Não colaboraram com o governo. Fizeram lobby contra a aprovação de uma lei que surgiu decorrente do acidente. Caso Exxon Valdez – prejuízos US$ 2.2 bilhões - Limpeza do Golfo. US$ 700 milhões - Levantamentos periciais. US$ 300 milhões - Indenizações a particulares afetados pelo acidente. US$ 1 bilhão - Condenações criminais e civis nas ações promovidas pelas autoridades federais e estaduais. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 68 US$ 100 mil - Valor pago mensalmente ao governo do Alasca, como indenização por perdas comerciais após acidente. US$ 5, 3 bilhões pleiteados em indenizações. Constituição Federal 1988 O direito à informação é previsto em diversos incisos do artigo 5º da Constituição Federal, tendo tríplice alcance no Brasil: abrange o direito de informar, de se informar e de ser informado. Agenda 21 (Principal documento da Rio 92) • “O desenvolvimento sustentável** só será atingido se os processos de tomada de decisões forem baseados no provimento de informações consistentes e confiáveis por aqueles que as detêm". Desenvolvimento Sustentável “Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades e aspirações do presente sem comprometer a capacidade de também atender às do futuro.” (Nosso Futuro Comum, 1987) Lei 10.650 Sancionada no dia 16 de abril de 2003, garante o acesso a informação ambiental sob a guarda de órgãos e entidades da Administração Pública, direta, indireta e funcional, integrantes do Sisnama, da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios. Informações relativas aos seguintes fatos: • Qualidade do meio ambiente; • Políticas, planos e programas potencialmente causadores de impacto ambiental; • Acidentes, situações de risco ou de emergência ambientais; • Emissões de efluentes líquidos e gasosos e produção de resíduos sólidos; • Substâncias tóxicas e perigosas; • Organismos geneticamente modificados. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 69 Principais Veículos 1. PROGRAMAS DE TELEVISÃO • Biodiversidade Debate - TV Cultura de SP • Globo Ecologia - TV Globo • Repórter Eco - TV Cultura de SP • Globo Rural - TV Globo 2.PROGRAMAS DE RÁDIO CBN Ecologia - www.siga.org.br/radio.htm Conexão Verde - www.ecopop.com.br (Rádio Viva Rio - Rio de Janeiro - RJ) Guaíba Ecologia - www.radioguaiba.com.br (Rádio Guaíba - Rio Grande do Sul) Terra, Fogo, Mar e Ar - www.radioeldorado.com.br (Rádio Eldorado - São Paulo) 3. JORNAIS Folha do Meio Ambiente - www.folhadomeio.com.br Jornal do Meio Ambiente - www.jornaldomeioambiente.com.br Jornal Terramerica - www.terramerica.com.br 4. SEÇÕES E CADERNOS FIXOS EM JORNAL AN Verde - Página semanal em A Notícia - www.an.com.br - Joinville Ciência e Meio Ambiente no Jornal do Commercio - www.jc.uol.com.br/jornal - Recife Caderno mensal JB Ecológico - www.jb.com.br - Rio de Janeiro 5. REVISTAS Caminhos da Terra Eco 21 Ecologia e Desenvolvimento Gerenciamento Industrial Meio Ambiente Industrial Saneamento Ambiental Senac Educação Ambiental Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 70 SITES COM NOTÍCIAS Agência Fapesp - www.agencia.fapesp.br Ambiente Brasil - www.ambientebrasil.com.br Ambiente Global - www.ambienteglobal.com.br Ciência e Meio Ambiente na Agência Estado - www.estadao.com.br/ciencia 7. AGÊNCIAS Envolverde - www.envolverde.com.br Ecoagência - www.ecoagencia.com.br Ecopress - www.ecopress.com.br Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 71 Referências Bibliográficas SENAI-SP – Mecânico de Manutenção – Tecnologia SENAISP – Prática Profissional Manutenção Mecânica Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 72que comportam esferas ou rolos nos quais o eixo se apóia. Quando o eixo gira, as esferas ou rolos também giram confinados dentro do mancal. Por exemplo, se colocarmos esferas ou rolos inseridos entre um eixo e um bloco, conforme figura ao lado, o eixo rolará sobre as esferas ou rolos. Agora uma pergunta: – Quando usar rolamentos de esferas ou de rolos? Pode-se afirmar que os rolamentos de esferas são usados para cargas leves ou médias, e os rolamentos de rolos para cargas médias ou pesadas. Por exemplo, em bicicletas e motocicletas, que suportam cargas leves, os cubos das rodas apresentam rolamentos de esferas. Em caminhões, que suportam cargas pesadas, os cubos das rodas apresentam rolamentos de rolos. Já em automóveis, que suportam cargas médias, os cubos das rodas podem apresentar rolamentos de esferas ou de rolos. Tipos de rolamento Os tipos de rolamento construídos para suportar cargas atuando perpendicularmente ao eixo, tais como os rolamentos dos cubos de rodas, por exemplo, são chamados de rolamentos radiais. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 13 Os rolamentos projetados para suportar cargas que atuam na direção do eixo são chamados de rolamentos axiais. Um rolamento axial pode ser usado, por exemplo, para suportar o empuxo da hélice propulsora de um navio. Muitos tipos de rolamento radiais são capazes de suportar, também, cargas combinadas, isto é, cargas radiais e axiais. Aplicação de rolamentos O arranjo de rolamentos, num elemento de máquina, pode ser feito de vários modos. É comum usar dois rolamentos espaçados a uma certa distância. Estes rolamentos podem ser alojados numa mesma caixa ou em duas caixas separadas, sendo a escolha feita com base no projeto da máquina e na viabilidade de empregar caixas menos onerosas. A maioria das caixas padronizadas é construída para alojar um rolamento. Também são fabricadas caixas padronizadas para dois rolamentos, embora em menor quantidade. Em certos tipos de máquina, os rolamentos são montados diretamente no corpo delas. Os redutores são um exemplo. Em tais casos, o fabricante da máquina deve projetar e produzir tampas e porcas, bem como projetar o sistema de vedação e de lubrificação. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 14 Em outras aplicações, em vez do eixo girar, outros elementos de máquina é que giram sobre ele, que se mantém estacionado. É o caso das polias ou rolos não tracionados. Como verificar as condições de um rolamento O comportamento do rolamento pode ser verificado pelo tato e pela audição. Para checar o processo de giro, faz-se girar o rolamento, lentamente, com a mão. Esse procedimento permitirá constatar se o movimento é produzido com esforço ou não, e se ele ocorre de modo uniforme ou desigual. Na verificação pela audição, faz-se funcionar o rolamento com um número de rotações reduzido. Se o operador ouvir um som raspante, como um zumbido, é porque as pistas do rolamento estão sujas; se o som ouvido for estrepitoso, a pista apresenta danos ou descascamento; se o som ouvido for metálico, tipo silvo, é sinal de pequena folga ou falta de lubrificação. A verificação pelo ouvido pode ser melhorada colocando-se um bastão ou uma chave de fenda contra o alojamento onde se encontra o rolamento. Encostando o ouvido na extremidade livre do bastão ou no cabo da chave de fenda, ou ainda utilizando um estetoscópio eletrônico, os tipos de sonoridade poderão ser detectadas facilmente. Além dos ruídos, outro fator a ser observado nos rolamentos é a temperatura. A temperatura pode ser verificada por meio de termômetros digitais, sensíveis aos raios Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 15 infravermelhos. Outra maneira de verificar a temperatura de um rolamento é aplicar giz sensitivo ou, simplesmente, colocar a mão no alojamento do rolamento. Se a temperatura estiver mais alta que o normal ou sofrer constantes variações, isto significa que há algum problema no rolamento. O problema pode ser: • lubrificação deficiente; • lubrificação em excesso; • presença de sujeiras; • excesso de carga; • folga interna muito pequena; • início de desgastes; • rolamento “preso” axialmente; • excesso de pressão nos retentores; • calor proveniente de fonte externa. Salientemos que ocorre um aumento natural na temperatura, durante um ou dois dias, após a lubrificação correta de um rolamento. Outros pontos que devem ser inspecionados em um rolamento são os seguintes: vedações, nível do lubrificante e seu estado quanto à presença de impurezas. Inspeção de rolamentos em máquinas A inspeção de rolamentos em máquinas deve ser efetuada com as máquinas paradas para evitar acidentes. A seguinte seqüência de operações deve ser feita na fase de inspeção de um rolamento: a) Limpar as superfícies externas e anotar a seqüência de remoção dos componentes da máquina. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 16 b) Verificar o lubrificante. Vários tipos de impurezas podem ser sentidos pelo tato, bastando esfregar uma amostra do lubrificante entre os dedos. Uma fina camada de lubrificante espalhada nas costas da mão permitirá uma inspeção visual. c) Impedir que sujeira e umidade penetrem na máquina, após a remoção das tampas e vedadores. Em caso de interrupção do trabalho, proteger a máquina, rolamentos e assentos com papéis parafinados, plásticos ou material similar. O uso de estopa é condenável, pois fiapos podem contaminar os rolamentos. d) Lavar o rolamento exposto, onde é possível fazer uma inspeção sem desmontá- lo. A lavagem deve ser efetuada com um pincel molhado em querosene. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 17 e) Secar o rolamento lavado com um pano limpo sem fiapos ou com ar comprimido. Se for aplicado ar comprimido, cuidar para que nenhum componente do rolamento entre em rotação. Rolamentos blindados (com duas placas de proteção ou de vedação) nunca deverão ser lavados. Procedimentos para desmontagem de rolamentos Antes de iniciar a desmontagem de um rolamento recomenda-se, como primeiro passo, marcar a posição relativa de montagem, ou seja, marcar o lado do rolamento que está para cima e o lado que está de frente e, principalmente, selecionar as ferramentas adequadas. Vejamos como se faz para desmontar rolamentos com interferência no eixo, com interferência na caixa e montados sobre buchas. Desmontagem de rolamento com interferência no eixo A desmontagem de rolamento com interferência no eixo é feita com um saca-polias. As garras desta ferramenta deverão ficar apoiadas diretamente na face do anel interno. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 18 Quando não for possível alcançar a face do anel interno, o saca-polias deverá ser aplicado na face do anel externo, conforme figura abaixo. Entretanto, é importante que o anel externo seja girado durante a desmontagem. Esse cuidado garantirá que os esforços se distribuam pelas pistas, evitando que os corpos rolantes (esferas ou roletes) as marquem. Na operação, o parafuso deverá ser travado ou permanecer seguro por uma chave. As garras é que deverão ser giradas com a mão ou com o auxílio de uma alavanca. Na falta de um saca-polias, pode-se usar um punção de ferro ou de metal relativamente mole, com ponta arredondada, ou uma outra ferramenta similar. O punção deverá ser aplicado na face do anel interno. O rolamento não deverá, em hipótese alguma, receber golpes diretos do martelo. Essemétodo exige bastante cuidado, pois há riscos de danificar o rolamento e o eixo. Desmontagem de rolamento com interferência na caixa Quando o rolamento possui ajuste com interferência na caixa, como em uma roda, ele poderá ser desmontado com o auxílio de um pedaço de tubo metálico com faces planas e livres de rebarbas. Uma das extremidades do tubo é apoiada no anel externo, enquanto a extremidade livre recebe golpes de martelo. Os golpes deverão ser dados ao longo de toda a extremidade livre do tubo. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 19 Caso haja ressaltos entre os rolamentos, deve-se usar um punção de ferro ou de metal relativamente mole, com ponta arredondada, ou ferramenta similar. Os esforços deverão ser aplicados sempre no anel externo. O conjunto do anel interno de um rolamento autocompensador de rolos ou de esferas pode ser desalinhado. O desalinhamento permite o uso de um saca-polias no anel externo. Desmontagem de rolamentos montados sobre buchas Os rolamentos autocompensadores de rolos ou esferas são geralmente montados com buchas de fixação .Essas buchas apresentam a vantagem de facilitar a montagem e a desmontagem dos rolamentos, uma vez que o assento do eixo, com o uso dessas buchas, passa a não necessitar de uma usinagem precisa. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 20 A ilustração mostra, da esquerda para a direita, os seguintes elementos: porca de fixação, arruela de trava, rolamento e bucha de fixação. A desmontagem de rolamentos montados sobre buchas de fixação deve ser iniciada após se marcar a posição da bucha sobre o eixo. A orelha da arruela de trava, dobrada no rasgo da porca de fixação, deve ser endireitada, e a porca deverá ser solta com algumas voltas. A seguir, o rolamento deverá ser solto da bucha de fixação por meio da martelagem no tubo metálico, conforme explicado anteriormente. Quando a face da porca estiver inacessível, ou quando não existir um espaço entre o anel interno e o encosto do eixo, a ferramenta deverá ser aplicada na face do anel interno do rolamento. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 21 Montagem de rolamentos A montagem de rolamentos deve pautar-se nos seguintes princípios: • escolher o método correto de montagem; • observar as regras de limpeza do rolamento; • limpar o local da montagem que deverá estar seco; • selecionar as ferramentas adequadas que deverão estar em perfeitas condições de uso; • inspecionar cuidadosamente os componentes que posicionarão os rolamentos; • remover as rebarbas e efetuar a limpeza do eixo e encostos; • verificar a precisão de forma e dimensões dos assentos do eixo e da caixa; • verificar os retentores e trocar aqueles que estão danificados; • retirar o rolamento novo - em caso de substituição - da sua embalagem original somente na hora da montagem. A embalagem apresenta um protetor antiferruginoso. A aplicação desses princípios permite montar, corretamente, os rolamentos com interferência no eixo e com interferência na caixa. Montagem de rolamentos com interferência no eixo A montagem de rolamentos com interferência no eixo segue os seguintes passos: Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 22 • Lubrificar o assento do rolamento. • Posicionar o rolamento sobre o eixo com o auxílio de um martelo. Os golpes não devem ser aplicados diretamente no rolamento e sim no tubo metálico adaptado ao anel interno. • Usar as roscas internas ou externas, porventura existentes no eixo, para a montagem. • Usar prensas mecânicas ou hidráulicas para montar rolamentos pequenos e médios. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 23 • Aquecer os rolamentos grandes em banho de óleo numa temperatura entre 100°C e 120° C e colocá-los rapidamente no eixo antes de esfriarem. Se o rolamento for do tipo que apresenta lubrificação permanente, ele não deverá ser aquecido conforme descrito anteriormente. O aquecimento remove o lubrificante e o rolamento sofrerá danos. Para rolamentos que apresentam lubrificação permanente, recomenda-se esfriar o eixo onde eles serão acoplados. A contração do eixo facilitará a colocação dos rolamentos; contudo, convém salientar que há aços que sofrem modificações estruturais permanentes quando resfriados. Montagem de rolamentos com interferência na caixa Os passos para a montagem de rolamentos com interferência na caixa, basicamente, são os mesmos recomendados para a montagem de rolamentos com interferência no eixo: • Usar um pedaço de tubo metálico contra a face do anel externo após a lubrificação das partes a serem montadas. • Cuidar para que o rolamento não fique desalinhado em relação à caixa. • Utilizar uma prensa hidráulica ou mecânica. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 24 • Aquecer a caixa para a montagem de rolamentos grandes Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 25 Exercícios Assinale com X a alternativa correta. 1. Os tipos de rolamentos construídos para suportarem cargas perpendiculares ao eixo são conhecidos pelo nome de rolamentos: a) ( ) axiais; b) ( ) especiais; c) ( ) radiais; d) ( ) mistos; e) ( ) autocompensadores. 2. Quais são os procedimentos corretos na inspeção de uma máquina parada? a) ( ) Verificar o lubrificante; limpar as superfícies externas da máquina; lavar os rolamentos expostos e secá-los com estopa. b) ( ) Verificar o lubrificante; só limpar as superfícies internas das máquinas; lavar os rolamentos expostos com um pincel molhado em aguarrás e secá-los com um pano limpo. c) ( ) Verificar o lubrificante; limpar as superfícies externas da máquina; lavar os rolamentos expostos com um pincel molhado em querosene e secá-los com um pano limpo e nunca com estopa. d) ( ) Verificar a aparência da máquina; desmontá-la totalmente; lubrificar todos os seus elementos e secá-los com ar comprimido. e) ( ) Verificar o estado físico do lubrificante; substituir as graxas por óleo; limpar a máquina com flanela ou estopa; montar os conjuntos. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 26 3. A figura abaixo mostra um rolamento acoplado a um eixo. Um dos procedimentos indicados para retirar o rolamento do eixo é: a) ( ) utilizar um saca-polias apoiado na face do anel externo, girando o parafuso do saca-polias ou usar um punção de metal mole; b) ( ) utilizar um saca-polias apoiado no anel interno ou externo. Se o saca- polias for colocado no anel externo, seu parafuso deverá ser travado e suas garras giradas; c) ( ) utilizar um saca-polias apoiado na face do anel interno, girando o parafuso do saca-polias, ou utilizar um punção de metal relativamente mole e de ponta arredondada; d) ( ) utilizar um saca-polias apoiado ao eixo do rolamento, girando as esferas em sentido anti-horário ou utilizar um punção de aço especial com ponta quadrada; e) ( ) utilizar um saca-polias apoiado em apenas um rolete do rolamento para não danificar os outros, mantendo as pistas sem movimento. Gabarito 1. c; 2. c; 3. c. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 27 , Lubrificação dos equipamentos Objetivos Ao final desta unidade, o participante deverá: Conhecer Estar informado sobre: • Métodos e produtos empregados na lubrificação dos elementos de máquinas.Saber Reproduzir conhecimentos sobre: • Lubrificação dos principais elementos que formam as máquinas; • Lubrificação de motores de combustão interna. Ser capaz de Aplicar conhecimentos para: • Selecionar lubrificantes para uso nos elementos de máquinas. Lubrificação de equipamentos Os equipamentos são formados por um número variável de elementos de máquinas, por isso lubrificar equipamentos é lubrificar os elementos que constituem esses equipamentos. Assim, serão estudados os procedimentos de lubrificação para os elementos comuns na maioria das máquinas e equipamentos. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 28 Lubrificação com óleo ou graxa Quando se trata de lubrificar elementos, a primeira questão é: lubrificar com óleo ou com graxa? Essa escolha depende das particularidades de cada elemento, porém, é preciso ter em mente algumas características gerais. O óleo é um produto de alta mobilidade, por isso pode transferir calor eficientemente. A graxa, por sua vez, não possui essa propriedade. O uso da graxa comum está limitado a trabalhos onde as temperaturas são relativamente baixas. Existe mais facilidade em lubrificar um mancal com óleo do que com graxa. A queda de pressão ao longo das tubulações quando se usa óleo é bem menor do que quando se usa graxa. A lubrificação com óleo pode ser insuficiente no início do funcionamento dos equipamentos de uso esporádico. Nessa situação, a graxa é mais adequada. A graxa, também, é indicada em ambientes onde há muita poeira, porque ela age como vedante nas extremidades do mancal. Os retentores para graxa são mais robustos e duram mais do que os retentores para óleo. Mancais de deslizamento A lubrificação satisfatória dos mancais de deslizamento depende da manutenção, entre as superfícies, da cunha lubrificantes (película espessa). Para isso, são fundamentais os seguintes fatores: • Rotação do eixo • Viscosidade • Temperatura de serviço • Carga de trabalho • Distribuição do lubrificante Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 29 Para determinar o uso correto de um óleo, é preciso consultar tabelas construídas a partir de experiências práticas. A tabela fornece a viscosidade ISO em função das variáveis envolvidas na atuação do mancal. Viscosidades recomendadas para mancais Diâmetro do eixo (mm) Sistema de lubrificação de 50 a 250 de 250 a 1000 (rpm) de 1000 a 2400 Temperatura de operação de 0 a 70ºC. até 25 com reaproveitamento por perda ISO 46 ISO 32 ISO 22 de 25 a 75 com reaproveitamento por perda ISO 68 ISO 46 ISO 32 de 75 a 125 com reaproveitamento por perda ISO 100 ISO 150 ISO 68 ISO 46 de 125 a 250 com reaproveitamento por perda ISO 150 ISO 220 ISO 100 ISO 150 - - Temperatura de operação entre 70 e 130ºC. até 25 com reaproveitamento por perda ISO 100 ISO 68 ISO 36 de 25 a 75 com reaproveitamento por perda ISO 150 ISO 100 ISO 46 de 75 a 125 com reaproveitamento por perda ISO 220 ISO 150 ISO 68 ISSO 100 de 125 a 175 com reaproveitamento por perda ISO 220 ISO 150 ISO 100 Nota Para mancais com rpm entre 2400 e 6000 usar ISO 22. Lubrificação com graxa As graxas recomendadas para uso em mancais de deslizamento estão na tabela abaixo. Graxas para mancais de deslizamento Temperatura Base NL GI -20 a 260ºC argila 1 até 60ºC cálcio 1 -30 a 180ºC lítio 2 Distribuição dos lubrificantes É feita através de ranhuras e chanfros nos mancais de deslizamento. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 30 As ranhuras devem ser longitudinais, cortadas em toda a extensão do mancal, sem, entretanto, atingir suas extremidades. Ranhura de distribuição Folga A folga entre o eixo e o mancal pode ser conseguida na tabela (unidade 5 deste fascículo) ou pela seguinte regra prática: F = 0,001D Onde; F = folga diametral D -= diâmetro do eixo Vias de deslizamento A lubrificação das vias de deslizamento das máquinas-ferramentas deve ser de tal forma eficaz que o deslocamento de todos os órgãos móveis seja suave e preciso. Os principais problemas da lubrificação inadequada são: • Prisão seguida de escorregamento (“stick-slip”) nas baixas velocidades; • Espessura inconstante da película, provocando variação no nível da mesa; • Escorrimento do fluído nas vias verticais. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 31 As características mais importantes para os óleos usados em vias de deslizamento (barramento) são: • Viscosidade apropriada à temperatura de trabalho para permitir distribuição fácil, sem o inconveniente de elevar as mesas; • Elevada resistência da película para que, mesmo sob carga elevada, seja mantida a proteção; • Untuosidade elevada para evitar o “stick-slip”; • Adesividade alta para evitar escorrimento e resistir à lavagem pelos fluídos de corte. Os lubrificantes que geralmente atendem à exigências dos barramentos e guias são: • Óleo mineral de viscosidade ISO VG 68 ou 100 com aditivos EP, antiferrugem e anticorrosivos; • Óleo mineral de viscosidade SAE 20 contendo os mesmos aditivos. Mancais de rolamentos Podem ser lubrificados com óleo ou graxa, os quais devem ter como principais funções: • Evitar o atrito de deslizamento entre o separador e os elementos rolantes: • Evitar o atrito de deslizamento em pontos onde eventualmente não aconteçam o movimento rotativo; • Resistir ao contato, caso aconteça, entre o separador e as pistas; • Proteger o mancal contra a ferrugem; • Dissipar o calor gerado no mancal; • Vedar o mancal para evitar a entrada de sujeira. Lubrificação com óleo O fator mais importante na lubrificação com óleo dos rolamentos é a viscosidade. Viscosidade para uso em rolamentos Tempo de trabalho RPM Esferas Rolos 0ºC qualquer ISO VG 32 ISO VG 32 de 0 a 60ºC 50 50 - 30 300 - 3.000 3.000 - 15.000 ISO VG 68 ISO VG 46 ISO VG 32 ISO VG 22 ISO VG 68 ISO VG 46 ISO VG 46 ISO VG 32 de 60 a 80ºC 300 300 - 3.000 3.000 ISO VG 100 ISO VG 068 ISO VG 046 ISO VG 100 ISO VG 068 ISO VG 046 80ºC qualquer ISO VG 320 ISO VG 320 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 32 O nível de óleo dentro da caixa de rolamentos deve ser mantido abaixo do centro do corpo rolante que, em relação aos outros corpos rolantes, está na posição mais baixa. Esse procedimento evita o turbilhonamento do fluído. Nível de óleo Os aditivos que os óleos devem conter são: • Antiferrugem; • Antioxidação; • Anticorrosão; • Adesividade; • Extrema pressão. Intervalos de relubrificação O período de troca de óleo depende da temperatura de funcionamento do equipamento e da possibilidade de contaminação que existe no ambiente. Por isso, o melhor procedimento é seguir as recomendações do manual do equipamento. E regra geral, se a temperatura de trabalho é no máximo 50ºC, o óleo pode ser trocado uma vez por ano. Para temperaturas de trabalho em torno de 100ºC, o intervalo para troca de óleo cai para 60 ou 90 dias. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 33 Lubrificação com graxa As funções do óleo e da graxa são idênticas. Geralmente, empregam-se graxa como lubrificantes quando os elementos de vedação não permitem uma lubrificação satisfatória com óleo. Ou, ainda, quando as temperaturas não são excessivas. Observações gerais sobre o uso das graxas em rolamentos: • O excesso de graxa é altamente prejudicial pois produz superaquecimento e pode provocar a separação do óleo. • Apenas no caso de baixíssima velocidade e em ambiente ondea vedação contra abrasivos for crítica é que se deve preencher todo o espaço livre do mancal. • Com qualquer graxa, os mancais de rolamento devem ter apenas 1/4 ou 1/3 do seu espaço livre preenchido. • A quantidade de graxa para relubrificação é calculada pela fórmula: Q = 0,005DL Onde: Q = quantidade de graxa, em gramas. D = ∅ externo do rolamento, em mm. L = largura do rolamento, em mm. A tabela a seguir apresenta as graxas recomendadas para os rolamentos de qualquer tipo. Para consultá-la, é necessário obter o fator de velocidade (DN) multiplicando o diâmetro interno do rolamento (em mm) pela rotação (em rpm). Todas as graxas devem conter aditivo antiferrugem, e EP quando necessário. Graxas para rolamentos DN máximo Temperatura Serviço NGL Base 250.000 -30 a 180ºC • Componentes de motores elétricos; • Eixos sujeitos a vibrações, choques e altas pressões. 2 - 3 Lítio ou *MA 500.000 • Aplicação geral, exceto os citados acima; 1 - 2 750.000 -20 a 260ºC • Cargas normais ou qualquer serviço 1 argila 250.000 0 a 60ºC • Bomba d’água e indústria alimentícia. 2 - 3 cálcio (*) MA - múltipla aplicação. Engrenagens As engrenagens são elementos de máquinas de contato direto e movimento misto: rolamento e deslizamento. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 34 Sua função é transmitir o movimento de rotação de um eixo para outro, modificando o número de giros e permitindo a transmissão de potências elevadas. Por isso, a escolha do lubrificante correto é de grande importância. A lubrificação de engrenagens é dividida em: • Lubrificação de engrenagens fechadas; • Lubrificação de engrenagens abertas. Movimento das engrenagens Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 35 Lubrificação de engrenagens fechadas O óleo é aplicado às engrenagens fechadas por salpico ou por circulação. Para tanto, usa-se um sistema centralizado ou sistema individual. Tipo de engrenagem Nas engrenagens cilíndricas e cônicas de dentes retos, helicoidais e espinha de peixe, a linha de contato se desloca tão rapidamente que não há tempo para desalojar a película de óleo. Além disso, a direção do deslocamento da cunha de óleo. No caso da engrenagem sem-fim, além d haver praticamente rolamento, há um deslizamento lateral. A direção do deslizamento e a linha de contato coincidem. Fato que dificulta a formação da película. Por isso, a engrenagem sem-fim exige óleos com grande adesividade e resistência da película. Temperatura de serviço O calor do trabalho eleva a temperatura do óleo. As engrenagens cilíndricas, cônicas e helicoidais operam com aumento de 15ºC em relação à temperatura ambiente. As engrenagens sem-fim operam com aumento de 30ºC em relação à temperatura ambiente. Entretanto, não devem trabalhar em temperaturas acima de 90ºC. Escolha da viscosidade A viscosidade pode ser determinada pela tabela à seguir que reproduz a especificação da Associação Americana dos Fabricantes de Engrenagens AGMA (“American Gear Manufactures Association”). Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 36 Viscosidade de óleos para engrenagens Designação AGMA sem EP com EP Viscosidade ISO VG Viscosidade SUS a 3708ºC 1 - 2 2EP 3 3EP 4 4EP 5 5EP 6 6EP 7 7EP 8 8EP 8A 46 68 100 150 220 320 460 680 1.000 193 - 235 284 - 347 417 - 510 626 - 765 918 - 1122 1335 - 1632 1919 - 2346 2837 - 3467 4171 - 5098 Observação: • Os óleos de 1 a 6 devem possuir I. V. mínimo de 30 para aplicações simples. • Quando as temperaturas ultrapassarem 44ºC. o I. V. mínimo é 60. • Os óleos de 7 a 8A devem ter I. V. mínimo de 90, e são compostos com 3 a 10% de material graxo. A AGMA designa os óleos por números e, quando possuem aditivo extrema pressão, acrescenta EP. A classificação AGMA aparece nas chapas de indicação de lubrificantes das máquinas ou em seus catálogos. A tabela à seguir traz as recomendações de viscosidade de óleos, para engrenagens fechadas. Viscosidade de óleos usados em engrenagens fechadas Aplicação Serviço leve Mancais lubrificados; • Com óleo exclusivo para mancal; • Com óleo de engrenagem 4 4 4 3 47 47 - - Engrenagens lubrificadas: por banho - - - 7 Serviço pesado Mancais lubrificados: • Com óleo exclusivo para mancal; • Com óleo de engrenagem. 5 EP 4 ou 5 EP 5 ou 6 EP 2 ou 3 EP 5 EP 5 EP - - Observação: • Os óleos devem conter aditivos anticorrosão, antiespuma e antioxidação. • Temperatura ambiente de 5 a 40ºC. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 37 Lubrificação de engrenagens abertas As engrenagens de grande dimensões e baixas velocidades não são montadas em caixas, por não ser prático e nem econômico. Assim, são chamadas engrenagens abertas. Elas requerem fluídos de alta viscosidade e alta adesividade para que a película não seja desalojada pelo engrenamento dos dentes ou pela força centrífuga. Para essas engrenagens, os métodos de aplicação podem ser: • Manual (pincel, espátula, etc.); • Por pulverização; • Por banho. A seleção do lubrificante é feita tendo em conta os seguintes fatores: • Temperatura • Método de aplicação • Condições ambientais • Material da engrenagem No caso de engrenagens feitas com plástico e resinas, a lubrificação é feita apenas com óleo mineral puro. Viscosidade para óleos usados em engrenagens abertas Aplicação lubrificadas por banho 8 EP 8 EP - 8 EP lubrificadas manualmente 5 ou 6 EP 8 EP 8 EP 8 EP Observação: • Os óleos da tabela devem conter aditivos antidesgaste, antiespuma, antiferrugem, antioxidação, EP e melhorador do IV. • Temperatura ambiente de 5 a 40ºC. Sistema hidráulico A transmissão de energia por sistemas hidráulicos é usada num grande número de aplicações. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 38 Sempre que se precise obter multiplicação de forças ou num sistema de movimentação seguro e preciso, o sistema hidráulico é a melhor solução. O fluído hidráulico deve ter as seguintes características: • Ser incompressível; • Ter baixo custo; • Ser bom lubrificante; • Não ser tóxico; • Ser quimicamente estável; • Ter elevado I.V.; • Ter boa demulsibilidade; • Resistir à formação de espuma; • Resistir à oxidação; • Ter inibidores de ferrugem; • Ter viscosidade adequada. • Ter baixo ponto de fluidez; Fluídos hidráulicos Os principais são: • Óleos minerais; • Fluídos sintéticos; • Fluídos resistentes ao fogo. Óleos minerais São os mais usados nos sistemas hidráulicos pois tem ótimas propriedades lubrificantes, faixa de temperatura para uso amplo e podem ter aditivod conforme a necessidade. Fluídos sintéticos São compostos químicos que podem trabalhar acima dos limites dos óleos minerais. Eles são compostos por silicatos, ésteres, etc. Fluídos resistentes ao fogo São as emulsões de óleo com água e de glicol em água e os fluídos não aquosos. Esses fluídos foram desenvolvidos para uso em situações com risco de incêndio,tais como em forjaria, laminação a quente e fornos. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 39 Viscosidade de fluído hidráulico A característica mais importante de um fluído hidráulico é a viscosidade, que não deve ultrapassar a 4.000 SSU ou ser inferior a 45. SSU na faixa de temperatura operacional do sistema (18 a 80ºC). Cada sistema hidráulico tem sua viscosidade adequada às condições operacionais. O tipo de bomba hidráulica determina a viscosidade necessária ao fluído hidráulico. Viscosidade para fluído hidráulico Viscosidade Tipo de bomba ISO VG SSU a 38ºC de palhetas de engrenagens de pistão 32 46 68 100 - 300 300 - 500 250 - 900 Controle dos fluídos hidráulicos Os fluídos hidráulicos podem sofrer contaminação por matéria particulada (poeira, limalha, etc). Essa contaminação é aceitável até o limite de 0,02% do peso do fluído. Por isso, os sistemas hidráulicos devem possuir um bom sistema de filtragem. De modo geral, o fluído deve ser filtrado a cada seis meses e trocado quando for estritamente necessário. Para trocar o fluído deve ser analisado o nível de contaminante e, principalmente, a oxidação, acidez, viscosidade e teor de água. O limite máximo para o TAN é 2mgKOH/g. Quando da troca de fluído, é aconselhável a lavagem do sistema com óleo mineral puro. Isso porque restos de óleo usado reduzem a vida útil do óleo novo. Sistema pneumático O ar comprimido possui inúmeras aplicações industriais. É obtido por compressores e cumpre seu trabalho por meio de válvulas e cilindros. Todas as partes móveis do sistema pneumático que entram em contato com o ar comprimido, recebem o lubrificante que é transportado pelo próprio ar comprimido. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 40 No ar comprimido sempre existe uma certa umidade que se torna o principal problema do lubrificante. Para obter uma lubrificação eficiente é necessário que o óleo: • Resista ao desalojamento pela água; • Atue como auxiliar de vedação; • Resista à formação de carvão nas válvulas, nos compressores a pistão; • Tenha uma boa adesividade; • Forme película altamente resistente; • Tenha médio ou alto I.V.; • Resista à oxidação e ferrugem. Quanto à viscosidade, os sistemas que possuem compressores de estágio simples usam ISO VG 150, e os compressores de estágios múltiplos usam ISO VG 100. Motores de combustão interna A lubrificação dos motores de combustão interna é um problema delicado, pois os esforços atuantes e a temperatura de trabalho são variáveis. A maioria dos motores possui um sistema de lubrificação forçada para os mancais principais e uma lubrificação por salpico para as bielas, cilindros e pistões. As funções dos lubrificantes para os motores de combustão interna são: • Lubrificar; • Refrigerar; • Limpar; • Vedar; • Proteger contra a corrosão. Classificação dos óleos para motor Habitualmente, usam-se três métodos para classificar os óleos para motor de veículos: • Viscosidade SAE; • Nível de desempenho; • Serviço API-SAE-ASTM. Para adquirir um óleo adequado, é necessário especificar a viscosidade e o tipo de serviço. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 41 Viscosidade SAE É a classificação mais conhecida e deve-se à SAE (“Society of Automotive Engineers”). Baseia-se na viscosidade, não considerando fatores de qualidade ou desempenho. A classificação SAE considera sete faixas de viscosidade, representadas por um número SAE, seguido ou não da letra W. Os números seguidos da letra W, inicial de “Winter” (inverno), indicam que o óleo foi testado e aprovado em condições de frio intenso. A tabela mostra a classificação SAE para motores. Viscosidade para motores Número SAE SSU a - 18ºC. 5W....................................................máxima 6.000 10W..................................................máxima 12.000 20W..................................................máxima 48.000 Número SAE SSU a 40ºC. SSU a 100ºC. 20...........................150 - 250...................45 - 58 30...........................400 - 600...................58 - 70 40...........................600 - 850...................70 - 85 50...........................850 - 1500.................85 - 110 Nível de desempenho São especificações militares norte-americanas que estabelecem características físicas e químicas dos lubrificantes. Também estabelecem os testes, feitos em motores padrão que indicam a qualidade do óleo. A designação do nível de desempenho usa as iniciais MIL-L seguidas do número do teste. Essa designação foi incorporada à classificação de serviço API-ASTM. Serviço API-SAE-ASTM Para facilitar a seleção dos óleos, independente da viscosidade, o Instituo Americano do Petróleo adotou, em 1947, um sistema com três classes de óleos: • Regular - que é o óleo puro. • Premium - que é o óleo mineral com inibidor de oxidação. • HD (“heavy duty”) - que é o óleo aditivado para trabalho pesado. Depois de alguns anos, notaram-se as deficiências dos sistemas SAE e API. Criou-se, então, a classificação API-SAE-ASTM. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 42 Essa classificação com a designação feita pela SAE, com a descrição do tipo de serviço, feita pela API; e com a descrição básica do óleo feita pela ASTM. Classificação SAE-API-ASTM. Designação Descrição do Serviço API Descrição do óleo, ASTM SA Descontinuado - SB Descontinuado - SC Descontinuado - SD Descontinuado - SE Serviço de motor a gasolina sob garantia - 1972. Típico de automóveis e alguns caminhões - modelos a partir de 1972, e alguns de 1971 - requerendo maior proteção no que concerne a proteção contra oxidação do óleo, depósitos de alta temperatura, ferrugem e corrosão. Atende às especificações de 1972 - e alguns de 1971 dos fabricantes de motores. SF Serviço de motor a gasolina sob garantia - 1980. Típico de automóveis e alguns caminhões - modelos a partir de 1980 operando de acordo com os procedimentos de manutenção recomendados pelos fabricantes dos motores. Óleos para este serviço proporcionam maior estabilidade e melhor desempenho do que os óleos que atendem aos requisitos mínimos da categoria SE. Também protegem o motor contra depósitos, ferrugem e corrosão. Podem ser usados onde se recomenda óleos SE. Atende às especificações dos fabricantes de motores a partir de 1980. SG Serviço de motor a gasolina ou álcool sob garantia - 1989. Típico de automóveis e alguns caminhões a partir de 1989. Desenvolvido para resolver problemas de borra, oxidação e ferrugem. Atende às especificações dos fabricantes de motores a partir de 1989. SH Serviço de motor a gasolina ou álcool sob garantia - 1993. Desenvolvido para resolver problemas de borra, oxidação e ferrugem segundo critérios mais rigorosos que os empregados para os óleos SG. Atende às especificações de fabricantes de motores a partir de 1993. Designação Descrição do Serviço API Descrição do óleo, ASTM CA Descontinuado - CB Descontinuado - CC Serviço moderado de motor diesel e a gasolina. Motores diesel com pequeno grau de superalimentação, em condições de moderadas a severas, e certos motores a gasolina em serviço severo, óleos introduzidos em 1961 proporcionam, no diesel, proteção contra depósitos de alta temperatura e, também, contra ferrugem, corrosão depósitos de baixa temperatura em motores a gasolina. Atende a especificação (MIL- L-2104B 91965), para motores diesel e a gasolina. CD Serviço severo de motor diesel. Motores diesel superalimentados, em condições de alta velocidade e alta potência específica, requerendocontrole muito eficaz de desgaste, corrosão e depósitos de alta temperatura, em presença de combustíveis de larga faixa de qualidade. Atende às especificações Caterpillar Série 3 (1965) e MIL-L-4599 (1958), superada pela MIL-L-2104C. CE Serviço de motor diesel - 1983. Motores de alta performance, turboalimentados ou superalimentados - alta carga e velocidade. Introduzido em 1984 com melhoria d controle de consumo de óleo. Óleo satisfaz CD tendo adicional performance Cummins - controle de consumo e MACK EO-K/2 especificação de óleo de motor. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 43 Troca de óleo Os óleos de melhor qualidade (SF, SG, CD ouCE) são trocados entre 3.500 a 10.000km rodados. Quanto mais moderno for o motor, maior poderá ser o período de troca. Uma boa norma é trocar mediante análises periódicas. Entretanto, isto só é possível quando se tem uma frota de veículos, devido ao alto custo das análises. Caso não seja possível fazer análises, deve-se se observar o período de troca recomendado pelo fabricante. Consumo de lubrificante O consumo de lubrificantes nos motores de combustão interna é normal dentro de certas especificações. Em geral, considera-se como normal o consumo de um litro para cada 1.000 a 2.500km rodados. O consumo ocorre porque pequenas porções de óleo chegam à câmara de combustão e são queimadas. Mistura de óleos Em princípio não é aconselhável misturar óleos de diferentes marcas. Apesar de pertencerem à mesma designação API-SAE-ASTM. Ocorre que os aditivos usados para cumprir as especificações de serviço não são iguais. Isto pode gerar incompatibilidade química, resultando na formação de borras. Exceção deve ser feita aos óleos com especificação MIL-L-2104B ou MIL-L-2104C, pois uma das características desses óleos é a compatibilidade com os demais óleos. Óleos multiviscoso É um tipo de óleo que atende a duas ou mais especificações SAE. É ideal para climas frios e possui aditivação da melhor qualidade. Trata-se de um produto que mantém sua viscosidade tanto sob frio intenso quanto sob calor intenso. Um dos mais comuns é o SAE 20W40 - comporta-se como um óleo SAE20 no inverno e como um SAE40 no verão. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 44 Engrenagens de veículos Nos sistemas de engrenagens automotivas, empregam-se óleos com características diferentes das características dos óleos para motor. Embora, em alguns casos, as viscosidades sejam idênticas. Esses óleos devem reduzir o atrito, remover o calor, proteger o metal contra a ferrugem. Os aditivos essenciais a esses óleos são: antidesgaste, antioxidação, antiespuma, antiferrugem. Classificação dos óleos para engrenagens automotivas. Existem dois tipos de classificação: • SAE; • API; É conveniente que a especificação seja feita tendo por base as duas especificações. Viscosidade SAE para engrenagens Número SAE SSU a - 18ºC. 75............................................................máxima 15.000 80............................................................15.000 - 10.000 Número SAE SSU a 100ºC. 90.......................................................................75 - 120 140.....................................................................120 - 200 250.................................................................mínima 200 Classificação API para engrenagens GL - 1 Lubrificante regular, para engrenagens cilíndricas retas, cônicas e sem-fim com cargas leves. São óleos minerais puros, contendo antioxidantes. GL -2 Lubrificante tipo parafuso sem-fim, indicado para parafuso sem-fim submetido a condições severas de velocidade e cargas, por exemplo: diferenciais de parafuso sem-fim de caminhões. GL -3 Lubrificantes tipo EP suave, indicado para engrenagens cilíndricas e cônicas sujeitas a condições severas. GL -4 Tipo multipurpose indicado para engrenagens hipoidais bem como transmissões com serviços severos. GL -5 Tipo superior atende a MIL-L-2105B. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 45 Questionário - resumo 1 Qual é o melhor lubrificante: óleo ou graxa? 2 Em qual região de pressão nos mancais devem ser localizadas as ranhuras de lubrificação? 3 Qual é o nível de óleo correto para uma caixa de rolamentos? 4 Qual é a quantidade de graxa para a relubrificação de rolamentos? 5 Quais são as características dos lubrificantes para engrenagens abertas? 6 Quais são os principais fluídos hidráulicos? 7 Quais são as características dos óleos para sistemas pneumáticos? Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 46 8 Quais são as funções dos lubrificantes para motores de combustão interna? 9 A qual classificação deve-se recorrer para a especificação de um óleo para motor? 10 Pode-se usar o mesmo óleo empregado no motor em diferenciais e câmbios? Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 47 Movimentação de cargas Antes do deslocamento de uma carga por meio de uma talha, muitos cuidados devem ser tomados na fixação dos cabos e na amarração no gancho da talha. Por exemplo: • Os cabos que envolvem a carga devem formar um polígono por cujo centro de gravidade deve passar a linha vertical criada pela corrente da talha; • Os cabos devem ser dispostos de tal modo que a carga não possa deslizar ou desequilibrar-se e provocar a ruptura do cabo por causa da sobrecarga num local do centro de gravidade; • Os nós da amarração (se houver) não devem nem deslizar nem despertar durante a movimentação da carga. Método de movimentação de cargas Para fazer a movimentação das cargas devem-se seguir os seguintes passos: • Aproximar a talha acima da carga, depois de verificar se a capacidade da talha é compatível com a carga a ser movimentada; • Escolher o cabo adequado; • Fixar e amarrar os cabos, prendendo um cabo à carga, se necessário, o que permitirá orientá-la durante a manobra; • Levantar lentamente a carga até 20cm do chão com auxílio da talha; • Verificar o comportamento dos cabos, da amarração e da proteção da carga; • Descer o conjunto e fazer as correções necessárias, caso a carga não esteja bem equilibrada; • Levantar a carga até a altura desejada, transportando-a sem oscilação, a fim de não submeter o cabo a um esforço suplementar, e pousá-la lentamente. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 48 Observação • Quando a carga tem um gancho para a movimentação, utiliza-se uma linga (cabo de aço ou cânhamo de pequeno comprimento). • Quando a carga apresenta saliências, é possível fazer a amarração por meio de duas correntes ou cordas sem fim (corda ou cabo de aço com as pontas emendadas). • Se não houver saliência, usa-se uma corda sem fim com um calço de espaçamento. • No caso de não haver saliência, pode-se também realizar a fixação clássica por meio de uma corda, isto é, amarra-se uma extremidade da corda no gancho da talha, passando-a por baixo da carga, dando uma volta até atingir o gancho sem amarrar, desce-se do lado oposto da carga, passando o cabo por baixo e subindo novamente para, por fim, amarrar no gancho. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 49 Ordem de serviço A seguir você vai conhecer algumas maneiras de controlar a manutenção desua empresa. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 50 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 51 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 52 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 53 Normas Ambientais e Saúde GESTÃO AMBIENTAL Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 54 Resposta às Pressões SGA - Sistema de Gestão Ambiental Conjunto de ações/medidas desenvolvidas, de forma coordenada, para alcançar a Qualidade Ambiental desejada. • melhor desempenho ambiental • redução do uso de energia • redução do uso de matéria-prima • menor geração de resíduos • redução dos custos de disposição de resíduos • redução de custos de produção • aumento da produção • melhoria da imagem pública • maior motivação dos colaboradores • maior “lealdade” dos consumidores • acesso facilitado a empréstimo • melhor qualidade do produto final • conquista de novos mercados Pressões Legislações Consumidores Custos ONGs Mídia Acionistas Empresa Agentes Econômicos Comunidade Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 55 Modelo de SGA NBR ISO 14001 * estabelece critérios para implementar e manter um SGA, visando a melhoria contínua do desempenho ambiental, prevenção da poluição, além de estar em conformidade com a legislação ambiental vigente no país * uso voluntário * organização de qualquer natureza, escala e localização * baseada em sistema e não de desempenho ambiental ou de produto * certificável Política ambiental Planejamento Implementação e operação Verificação e ação corretiva Análise crítica pela administração Melhoria Contínua Modelo de Sistema Gestão Ambiental - NBR ISO 14001 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 56 RESPONSIBLE CARE Criado no Canadá na década de 80 por empresas do setor químico. Atualmente é adotado em 35 países. No Brasil conta com a adesão de mais de 100 empresas (ABIQUIM) 1) Assumir o gerenciamento ambiental com alta prioridade na empresa, através da melhoria contínua. 2) Promover o senso de responsabilidade individual com relação ao meio ambiente, segurança e saúde ocupacional. 3) Ouvir e responder às preocupações da comunidade sobre seus produtos e as suas operações. 4) Colaborar com órgãos governamentais e ONGs na elaboração de legislação adequada. 5) Promover P&D para processos e produtos ambientalmente compatíveis. 6) Avaliar e monitorar os efeitos ambientais de suas operações. 7) Buscar continuamente a redução de resíduos. 8) Cooperar para a solução dos impactos negativos ao Meio Ambiente ocorridos no passado. 9) Transmitir a todos as informações adequadas sobre seus produtos e operações, bem como recomendar medidas de proteção e emergência. 10) Orientar fornecedores, transportadores, distribuidores, consumidores e o público que transportem, armazenem, usem, reciclem e descartem os seus produtos com segurança. 11) Exigir que os contratados, trabalhando nas instalações da empresa, obedeçam aos padrões adotados pela contratante em matéria de segurança, saúde ocupacional e meio ambiente. 12) Promover os princípios e práticas da atuação responsável, compartilhando experiências e oferecendo assistência a outras empresas. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 57 PRINCÍPIOS CERES (Coalition of Environmentally Responsible Economies) 1) Proteção da Biosfera. 2) Uso sustentável dos recursos naturais. 3) Criar o mínimo de resíduos, principalmente os perigosos; reciclar sempre que possível e adotar métodos seguros para o despejo de resíduos. 4) Conservação de energia e uso prudente. 5) Redução ao mínimo dos riscos à saúde a ao meio ambiente. 6) Produção e comercialização de produtos seguros. 7) Compensação por danos e esforços para recuperar inteiramente ao Meio Ambiente afetado. 8) Informação aos empregados e ao público sobre operações e produtos que afetem o Meio Ambiente ou constituam riscos. 9) Compromisso da administração. 10) Auto-avaliação e divulgação dos seus resultados (auditorias anuais e relatórios). Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 58 Sucesso do SGA TODOS devem estar envolvidos e comprometidos TODOS devem estar conscientizados TODOS devem agir corretamente É uma declaração de princípios ambientais da alta administração que direciona, norteia a realização de todas atividades da empresa. Política Ambiental Princípios Básicos 1. Atendimento às legislações ambientais pertinentes evitar, reduzir a geração de poluição e para não correr o risco da empresa e/ou funcionário ser penalizado(multa, interdição, prisão...) 2. Prevenção da Poluição Uso de processos, práticas, produtos que evitem, reduzam ou controlem a poluição (reaproveitamento, controle, substituição de materiais, uso eficiente de recursos...) 3. Melhoria Contínua Processo de aprimoramento do SGA, visando atingir melhorias no desempenho ambiental da empresa Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 59 Política Ambiental - GRADIENTE • Cumprir a legislação ambiental e outros requisitos, e também os procedimentos do sistema referentes aos nossos produtos, serviços e demais atividades. • Reciclar e reaproveitar o máximo possível, minimizar a produção de resíduos, além de racionalizar o uso dos recursos naturais. • Estabelecer um plano de melhoria contínua e reduzir os impactos ambientais com o cumprimento das metas estabelecidas e proporcionar uma adequada prevenção da poluição. • Conscientizar os funcionários em relação ao sistema de gestão ambiental e a preservação do meio ambiente. ASPECTO E IMPACTO AMBIENTAL Definição da NBR 14001 Aspecto: elemento das atividades, produtos ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente Impacto: qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica, que resulte, no todo ou em parte, das atividades, produtos ou serviços de uma organização. Entrada/ Aspecto/ Causa Impacto/Efeito Água Utilização de rec. natural escasso Energia elétrica Alterações significativas dos rec. naturais Matéria-prima XXX Utilização de recurso natural não renovável Saída/Aspecto/Causa Impacto/Efeito Efluentes líquidos Poluição da água, poluição do solo Emissões atmosféricas Poluição do ar Resíduos sólidos - lixo Poluição do solo, poluição da água, uso de aterro Produto final Uso de aterro, degradação da paisagem, poluição da água, poluição do solo Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 60 Objetivo Ambiental reduzir o consumo de água Meta Ambiental reduzir 10% o consumo de água referência: ano de 2000 prazo: dezembro de 2001 indicador: consumo/un produzidas setor: toda empresa Programa de Gestão Ambiental estabelece as ações, os prazos, os responsáveis e os recursos necessárias para atingir o objetivo/meta ambiental Ação ResponsávelPrazo Recursos (R$) 1. identificar e eliminar os vazamentos Ger. de manutenção Início: jul/01 Término: out/01 5.000 2. adequar as instalações do processo X para permitir a reutilização da água de descarte - lavagem de piso Ger. de engenharia Ger. de manutenção Início: jun/01 Término: nov/01 15.000 3. treinar para o uso racional de água , todos funcionários Dir. de RH Início: jul/01 Término: out/01 35.000 Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 61 Responsabilidades de Todos Compreender e atender à política ambiental (Atendimento legal, prevenção da poluição e melhoria contínua) Colaborar para atingir os objetivos e metas ambientais Colaborar com sugestões aplicáveis para elevar o nível de desempenho ambiental da empresa (prevenção da poluição e melhoria contínua) Seguir os procedimentos e instruções de trabalho ambientais (condições normais e anormal) (local e geral) Analisar continuamente as conseqüências de suas atividades e da empresa em geral para o meio ambiente (manuseio de líquido perigoso »» aspecto poluição do solo e da água »» impacto) Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 62 Leis Ambientais 1 - Lei da Ação Civil Pública - número 7.347 de 24/07/1985. Lei de interesses difusos, trata da ação civil publica de responsabilidades por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor e ao patrimônio artístico, turístico ou paisagístico. 2 - Lei dos Agrotóxicos - número 7.802 de 10/07/1989. A lei regulamenta desde a pesquisa e fabricação dos agrotóxicos até sua comercialização, aplicação, controle, fiscalização e também o destino da embalagem. Exigências impostas : - obrigatoriedade do receituário agronômico para venda de agrotóxicos ao consumidor. - registro de produtos nos Ministérios da Agricultura e da Saúde. - registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA - o descumprimento desta lei pode acarretar multas e reclusão. 1 - Lei da Ação Civil Pública - número 7.347 de 24/07/1985. Lei de interesses difusos, trata da ação civil publica de responsabilidades por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor e ao patrimônio artístico, turístico ou paisagístico. 2 - Lei dos Agrotóxicos - número 7.802 de 10/07/1989. A lei regulamenta desde a pesquisa e fabricação dos agrotóxicos até sua comercialização, aplicação, controle, fiscalização e também o destino da embalagem. Exigências impostas : - obrigatoriedade do receituário agronômico para venda de agrotóxicos ao consumidor. - registro de produtos nos Ministérios da Agricultura e da Saúde. - registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA - o descumprimento desta lei pode acarretar multas e reclusão. 3 - Lei da Área de Proteção Ambiental - número 6.902 de 27/04/1981. Lei que criou as "Estações Ecológicas ", áreas representativas de ecossistemas brasileiros, sendo que 90 % delas devem permanecer intocadas e 10 % podem sofrer alterações para fins científicos. Foram criadas também as "Áreas de Proteção Ambiental " ou APAS, áreas que podem conter propriedades privadas e onde o poder público limita as atividades econômicas para fins de proteção ambiental. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 63 4 - Lei das Atividades Nucleares - número 6.453 de 17/10/1977. Dispõe sobre a responsabilidade civil por danos nucleares e a responsabilidade criminal por atos relacionados com as atividades nucleares. Determina que se houver um acidente nuclear, a instituição autorizada a operar a instalação tem a responsabilidade civil pelo dano, independente da existência de culpa. Em caso de acidente nuclear não relacionado a qualquer operador, os danos serão assumidos pela União.Esta lei classifica como crime produzir, processar, fornecer, usar, importar ou exportar material sem autorização legal, extrair e comercializar ilegalmente minério nuclear, transmitir informações sigilosas neste setor, ou deixar de seguir normas de segurança relativas à instalação nuclear. 5 - Lei de Crimes Ambientais - número 9.605 de 12/02/1998. Reordena a legislação ambiental brasileira no que se refere às infrações e punições. A pessoa jurídica, autora ou co-autora da infração ambiental, pode ser penalizada, chegando à liquidação da empresa, se ela tiver sido criada ou usada para facilitar ou ocultar um crime ambiental. A punição pode ser extinta caso se comprove a recuperação do dano ambiental. As multas variam de R$ 50,00 a R$ 50 milhões de reais. 6 – Lei da Engenharia Genética – número 8.974 de 05/01/1995. Esta lei estabelece normas para aplicação da engenharia genética, desde o cultivo, manipulação e transporte de organismos modificados (OGM) , até sua comercialização, consumo e liberação no meio ambiente. A autorização e fiscalização do funcionamento das atividades na área e da entrada de qualquer produto geneticamente modificado no país, é de responsabilidade dos Ministérios do Meio Ambiente , da Saúde e da Agricultura. Toda entidade que usar técnicas de engenharia genética é obrigada a criar sua Comissão Interna de Biossegurança, que deverá, entre outros, informar trabalhadores e a comunidade sobre questões relacionadas à saúde e segurança nesta atividade. 7 – Lei da Exploração Mineral – numero 7.805 de 18/07/1989. Esta lei regulamenta as atividades garimpeiras. Para estas atividades é obrigatória a licença ambiental prévia, que deve ser concedida pelo orgão ambiental competente. Os trabalhos de pesquisa ou lavra, que causarem danos ao meio ambiente são passíveis de suspensão, sendo o titular da autorização de exploração dos minérios responsável pelos danos ambientais. A atividade garimpeira executada sem permissão ou licenciamento é crime. Reparador de equipamento mecânico – Técnicas de montagem e desmontagem de máquinas SENAI 64 8 – Lei da Fauna Silvestre – número 5.197 de 03/01/1967. A lei classifica como crime o uso, perseguição, apanha de animais silvestres, caça profissional, comércio de espécies da fauna silvestre e produtos derivados de sua caça, além de proibir a introdução de espécie exótica (importada ) e a caça amadorística sem autorização do Ibama. Criminaliza também a exportação de peles e couros de anfíbios e répteis em bruto. 9 – Lei das Florestas – número 4.771 de 15/09/1965. Determina a proteção de florestas nativas e define como áreas de preservação permanente (onde a conservação da vegetação é obrigatória) uma faixa de 30 a 500 metros nas margens dos rios, de lagos e de reservatórios, além de topos de morro, encostas com declividade superior a 45 graus e locais acima de 1.800 metros de altitude. Também exige que propriedades rurais da região Sudeste do país preservem 20 % da cobertura arbórea, devendo tal reserva ser averbada em cartório de registro de imóveis. 10 – Lei do Gerenciamento Costeiro – número 7.661 de 16/05/1988. Define as diretrizes para criar o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, ou seja, define o que é zona costeira como espaço geográfico da interação do ar, do mar e da terra, incluindo os recursos naturais e abrangendo uma faixa marítima e outra terrestre. Permite aos estados e municípios costeiros instituírem seus próprios planos de gerenciamento costeiro, desde que prevaleçam as normas mais restritivas. Este gerenciamento costeiro deve obedecer as normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente ( CONAMA ). 11 – Lei da criação do IBAMA – número 7.735 de 22/02/1989. Criou o Ibama, incorporando a Secretaria Especial do Meio Ambiente e as agências federais na área