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BEM VINDO!
A.Flávia Viana
Nutricionista
	
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PSICOLOGIA APLICADA À SAÚDE – aula 1
 
A psicologia é uma ciência?
A subjetividade pode ser investigada?
Hoje falaremos sobre os conceitos básicos de psicologia. 
Esse tema é fundamental na área da saúde, uma vez que o contato com pessoas implica lidar com comportamentos e sentimentos nossos e dos outros. 
Assim, entender esses conceitos nos auxilia no relacionamento com elas, na vida em geral e no ambiente de trabalho.
CIÊNCIA OU FILOSOFIA?
Antes de a psicologia ser considerada uma ciência, ela era uma filosofia – a forma como os filósofos curiosos tentavam compreender o Homem. Eles buscavam entender o que gerava os sentimentos, como a mente funcionava e como os comportamentos aconteciam.
O desenvolvimento da psicologia como categoria científica, com métodos específicos de investigação e com classificações mais claras, começa em 1879 com Wilhelm Wundt, alemão que funda o primeiro instituto de psicologia na Alemanha
Definição no dicionário
Segundo o dicionário, por definição, psicologia é a ciência que cuida dos estados e processos mentais (sentimentos, pensamentos, razões) e dos comportamentos dos seres humanos, além das interações de cada ser humano no ambiente físico e social.
A grande idéia da psicologia é trazer conteúdos para facilitar a interação entre as pessoas, melhorando sua qualidade de vida e minimizando possíveis conflitos e, consequentemente, o estresse no trabalho.
No início, a psicologia era entendida como exclusivamente subjetiva, sem objetivos diretos e conclusões, e isso a enfraquecia como ciência, pois entendemos que ciência é o pensamento estruturado em padrão de observação, hipótese, análise, conclusão e comunicação do achado. 
Em um segundo momento, surge a psicologia experimental, que investe em um método de estudo próprio para conhecer a mente humana e que busca, através de experimentos, a base científica necessária para se embasar.
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A psicologia já passou por várias transformações a fim de entender o ser humano. Ela evoluiu muito e, para se sustentar enquanto ciência, várias teorias foram criadas a fim de dar a sustentação científica necessária para essa nova área.
 Sendo assim, cada abordagem psicológica buscará, por meio de um ponto de vista próprio, a compreensão do Homem, como cada indivíduo funciona e quais são suas subjetividades dentro de um determinado contexto sociocultural.
As abordagens, ou linhas teóricas, mais clássicas e conhecidas da psicologia são:
Psicanálise.
Comportamental.
Psicologia social.
Estruturalismo.
Funcionalismo.
Em comum, todas as abordagens buscam entender a complexidade humana e seus comportamentos, e para tal consideram fatores biológicos, psicológicos e socioculturais.
É importante lembrar que a psicologia vive em transformação e que é uma ciência.
Etapas do método científico.
Há quem acredite que a psicologia é falar sobre emoções e que por isso não pode ser considerada um método científico. 
É justamente o contrário, a psicologia evoluiu, ao longo dos séculos, para método científico justamente para evitar o senso comum e os “pré-conceitos”. Além de investigar a subjetividade.
Para melhor entender a psicologia, devemos nos afastar do senso comum, já que não é disso que ela fala, muito pelo contrário.
SENSO COMUM é pensar que algo é simples e comum; um tipo de conhecimento popular, normalizado pela observação e repetição do evento; um tipo de pensamento não científico, ou seja, que não foi testado e validado.
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A psicologia traz questionamentos no contexto da subjetividade, ou seja, da individualidade de cada um, dentro do grupo ao qual cada um pertence
A leitura dessa subjetividade é que pode agregar ao campo de conhecimento do profissional de saúde.
Subjetividade é o que pode ser caracterizado como algo que varia de acordo com o julgamento, sentimento e opinião de cada um, ou seja, a percepção individual sobre determinado tema 
A partir da noção de subjetividade é que começam as construções das abordagens psicológicas, as quais tentarão compreender o humano sob determinado ponto de vista.
Após esse fenômeno individual, entenderemos o sujeito dentro do contexto social no qual ele está inserido e como os comportamentos, as emoções e as sensações afetarão o coletivo, o grupo.
Então, partiremos do indivíduo para o grupo e, depois, do grupo para o indivíduo.
Com isso compreendemos que a psicologia faz o movimento de observar os comportamentos, as sensações e as emoções no individual e no coletivo, o que possibilita inúmeras formas de intervenção 
Você consegue imaginar como isso pode ser integrado na sua prática?
Situação problema: 
Você está em um posto de saúde, na triagem do serviço, e chega um paciente calmo e tranquilo, mas que, no meio do processo de avaliação, começa a se perder na sua fala, suar muito e tremer. 
O que você precisa entender? Como você pode perceber essa pessoa? Como você pode ajudar? 
Que tal, por exemplo, oferecer um copo de água para o paciente e dar um tempo para a pessoa se recompor e, a partir daí, investigar questões mais específicas como: como você está se sentindo? Está tudo bem com você? Percebi que algo mudou durante nossa conversa, sabe o que foi? Você ficou ansioso? ... Já aconteceu em outras situações? 
Dessa forma, você está buscando compreender a subjetividade na situação, ou seja, como aquela pessoa se sente, podendo ouvir as queixas e demandas sem um pré-julgamento, para, então, poder dar o acolhimento necessário. 
A OMS define saúde como : “estado integrado de bem estar físico , metal e social do indivíduo”
Essa definição nos remete a uma abordagem mais completa de atendimento em saúde, que nos últimos anos foi chamada de modelo biopsicossocial.
Que considera a saúde e a doença como resultado de interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais.
Antes do modelo biopsicossocial tínhamos o modelo biomédico, que foi e ainda é, um modelo centrado na figura do médico. Onde se separa o corpo da mente.
O modelo biopsicossocial entende o indivíduo muito mais do que só um ser biológico. O modelo o vê como um ser que tem emoções, que tem pensamentos, tem vivências e que está inserido num contexto social.
O modelo biopsicossocial propõe estudar a saúde e a doença a partir de uma perspectiva integrativa, ou seja, levando em conta os fatores biológicos, as condições psicológicas e o contexto social e ambiental em que o indivíduo se encontra.
 
Biológico: investigação dos sintomas físicos para entender a causa da doença no organismo do paciente. Foco: saúde física, propensões genéticas e efeitos de drogas e medicamentos.
Psicológico: investigação das causas psicológicas para um determinado problema de saúde. Foco: habilidades sociais, relacionamentos familiares, autoestima e saúde mental.
Social: investigação de como fatores sociais (aspectos socioeconômicos, culturais e inter-relacionais) podem afetar a saúde do indivíduo.
DETERMINATES SOCIAIS
Os determinantes sociais são importantes para entender como a saúde é sensível ao ambiente social e funcionam como um elemento de justiça social, sendo assim um importante desafio da saúde coletiva. Com esse pensamento, Wilkinson e Marmot (2003) dividem os determinantes sociais em:
GRADIENTE SOCIAL : a expectativa de vida é menor e as doenças são mais comuns quanto mais baixa fora posição na escala social em cada sociedade.
ESTRESSE : ansiedade, insegurança e baixa autoestima, isolamento social e baixo controle sobre a vida têm poderosos efeitos sobre a saúde
INFANCIA : um bom início de vida é importante para o desenvolvimento nos anos seguintes da vida. 
REDE SOCIAL X EXCLUSÃO SOCIAL : desempregados, os subempregados, os deficientes físicos, e os desabrigados tendem a viver em estresse constante e têm alto risco de morte prematura.
TRABALHO X DESEMPREGO : segurança no emprego melhora a saúde
SUPORTESOCIAL : relações de amizade, boas relações sociais e redes fortes de apoio em casa, no trabalho e na comunidade aumentam a saúde.
COMPORTAMENTO OU ESCOLHAS SOCIAIS : hábitos inadequados de saúde, muitas vezes influenciados pelo ambiente social.
Por ser multidisciplinar , o modelo biopsicossocial é muito importante na saúde privada e no Sistema Único de Saúde (SUS), pois traz uma perspectiva integrada do indivíduo, o que favorece também o cuidado preventivo, e não somente
 a "cura da doença".
A saúde deixa de ser vista como especialidade exclusiva da medicina, já que a doença passa a ser considerada multifatorial.
Na prática, o ensino do profissional de saúde deve focar na humanização e na relação com o paciente, ou seja, deve se dar por meio de uma vinculação de trato mais afetivo, o que podemos interpretar como uma forma mais empática, responsável e subjetiva.
Não olhar somente a questão da doença do indivíduo, e sim as causas e os contextos de sua enfermidade e como elas afetarão sua qualidade de vida. 
Compreendemos que o “cuidado em saúde” refere-se a tratar, respeitar, acolher e atender o ser humano em sofrimento, com qualidade, atenção global e resolução de suas queixas. E esse cuidado já começa desde a atenção básica.
A psicologia, neste sentido, traz um jeito empático e respeitoso de cuidar dos indivíduos
“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana” (Jung, 1928, p. 361).
Atendimento multidisciplinar
O modelo psicossocial é um modelo mais completo de atendimento em saúde, é mais integrativo. Usa os campos biológico, psicológico e o social .
O atendimento não pode ser só focado no médico. E não deve favorecer só o tratamento da doença, deve-se pensar em prevenção, promoção e reabilitação. É bem mais complexo.
A psicologia busca o olhar individualizado.
REABILITAÇÃO EM 
SAÚDE
ação e o efeito de reabilitar, ou seja, habilitar novamente algo ou alguém ao seu antigo estado. 
 PROMOÇÃO DE SAÚDE 
pode ser definido como uma estratégia da área da saúde, que busca melhorar a qualidade de vida da população em geral. Como o próprio nome diz, promover saúde. 
PREVENÇÃO
 EM SAÚDE
preparar algo, antecipar, chegar antes para evitar algum dano ou mal. Estratégia para evitar que algum dano ocorra na saúde de indivíduos 
PROMOÇÃO DE SAÚDE
É o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo. 
Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social os indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações (sonhos, ambições), satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio ambiente.
 A saúde deve ser vista como um recurso para a vida, e não como objetivo de viver. 
Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde, 
COMO SER AGENTE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE?
Atuação no Contexto Coletivo e Público (SUS)
Grupos de Sala de Espera: Criar espaços de conversa e acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para abordar temáticas de interesse da comunidade enquanto esperam atendimento.
Matriciamento em Saúde Mental: Realizar ações compartilhadas com equipes de Atenção Básica (Saúde da Família), facilitando o acesso ao suporte psicológico.
Ações Comunitárias: Liderar grupos de apoio, hortas comunitárias, rodas de conversa sobre educação para a saúde e atividades artísticas ou de terapia ocupacional
O matriciamento, ou apoio matricial, é uma estratégia de gestão e organização do trabalho no SUS que promove a integração entre equipes de referência (ex: Saúde da Família) e especialistas (ex: NASF, CAPS)
Promoção da Saúde Mental no Trabalho
Intervenções Organizacionais: Focar na organização do trabalho como causa de sofrimento, desenvolvendo ações para combater burnout e estresse.
Consultoria em Saúde Mental: Implementar programas de bem-estar, engajamento e felicidade nas empresas, utilizando a Psicologia Positiva.
Prevenção: Oferecer palestras e treinamentos sobre manejo de estresse, resiliência e saúde mental para funcionários. 
Abordagens Educativas e Preventivas
Rodas de Conversa e Workshops: Educar sobre o uso racional de medicamentos, prevenção de doenças (zoonoses), e encontros de educação para a saúde da mulher/homem.
Educação para o Envelhecimento: Criar grupos focados no envelhecimento saudável.
Educação em Saúde Mental: Focar no desenvolvimento de habilidades sociais, autoconhecimento e autoestima em grupos de apoio. 
Como se destacar como Agente
Compromisso Ético: Seguir o Código de Ética Profissional, garantindo a não discriminação, opressão e promovendo a qualidade de vida.
Atuação Interdisciplinar: Colaborar com outros profissionais da saúde (agentes comunitários, médicos, assistentes sociais) para um olhar integral.
Atualização e Diagnóstico: Utilizar métodos conceituais e metodológicos para diagnóstico e intervenção, embasando as ações em evidências científicas
OBRIGADA!
A.Flávia Viana
Nutricionista
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