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APG S8P1: DENSIDADE ÓSSEA E PELVE 
 
OBJ. 1: Densidade óssea e metabolismo ósseo 
O que é densidade óssea 
A densidade óssea representa a quantidade de mineral presente em determinada 
área ou volume do osso, refletindo a massa óssea total e a qualidade da 
microarquitetura óssea. 
Ela depende de três fatores principais: 
1. conteúdo mineral (principalmente cálcio e fosfato) 
2. volume de matriz orgânica 
3. arquitetura tridimensional do osso 
A unidade clínica mais utilizada é: 
 g/cm² (densidade areal medida por densitometria) 
Contudo, do ponto de vista biológico, a resistência óssea depende também de: 
 organização trabecular 
 espessura cortical 
 conectividade entre trabéculas 
Ou seja: 
densidade óssea ≠ apenas quantidade de cálcio 
Também envolve qualidade estrutural do osso. 
Organização estrutural do tecido ósseo 
O osso é um tecido conjuntivo mineralizado especializado cuja função inclui: 
 suporte mecânico 
 proteção de órgãos 
 armazenamento de minerais 
 hematopoiese 
 regulação metabólica 
Ele possui dois tipos estruturais principais. 
Osso cortical (compacto) 
 forma cerca de 80–90% da massa óssea 
 extremamente denso 
 encontrado principalmente na diáfise dos ossos longos 
Função principal: 
 resistência mecânica 
Osso trabecular (esponjoso) 
 altamente poroso 
 presente nas epífises e vértebras 
Funções: 
 absorção de impacto 
 alta atividade metabólica 
 principal local de remodelação óssea 
Microestrutura do tecido ósseo 
A estrutura microscópica do osso maduro é chamada osso lamelar. 
Ele é formado por unidades estruturais chamadas osteóns (sistemas de Havers). 
Características do osteón: 
 canal central → vasos sanguíneos 
 lamelas concêntricas 
 lacunas contendo osteócitos 
 canalículos conectando as células 
Células do metabolismo ósseo 
Osteoblastos — células formadoras de osso 
Derivam de células mesenquimais da medula óssea. 
Funções principais: 
 sintetizar matriz orgânica (osteóide) 
 iniciar mineralização 
 regular osteoclastos 
Produzem: 
 colágeno tipo I 
 osteocalcina 
 osteopontina 
 osteonectina 
 fosfatase alcalina 
Após a deposição da matriz, podem: 
1. virar osteócitos 
2. tornar-se células de revestimento ósseo 
3. sofrer apoptose 
Osteócitos — células sensoriais do osso 
São osteoblastos incorporados à matriz. 
Localização: 
 lacunas da matriz óssea 
Eles possuem prolongamentos citoplasmáticos que percorrem canalículos, permitindo 
comunicação celular. 
Funções: 
 detectar estresse mecânico 
 regular remodelação óssea 
 controlar metabolismo mineral 
São considerados os principais mecanossensores do esqueleto. 
Osteoclastos — células reabsortivas 
São células multinucleadas gigantes, derivadas da linhagem monócito-macrófago. 
Função: 
reabsorver tecido ósseo 
Processo: 
1. adesão ao osso 
2. formação da zona de selamento 
3. acidificação da lacuna 
4. digestão da matriz 
Os osteoclastos possuem uma estrutura característica chamada: 
borda em escova (ruffled border) 
Histologia das células ósseas 
 
 
Na imagem histológica você pode identificar: 
 osteoblastos → alinhados na superfície óssea 
 osteoclastos → células grandes multinucleadas 
 
As etapas clássicas são: 
1. Fase de ativação 
Estímulos iniciam remodelação: 
 microfraturas 
 estresse mecânico 
 sinais hormonais 
Osteoblastos liberam: 
 M-CSF 
 RANKL 
Esses fatores recrutam precursores de osteoclastos. 
2. Fase de reabsorção 
Osteoclastos maduros aderem à superfície óssea. 
Eles secretam: 
 H⁺ (ácido) → dissolve hidroxiapatita 
 catepsina K → digere colágeno 
Forma-se a lacuna de Howship. 
Essa fase dura cerca de: 
2–4 semanas 
3. Fase de reversão 
Células mononucleares limpam o local reabsorvido. 
Ocorre recrutamento de osteoblastos. 
4. Fase de formação 
Osteoblastos depositam osteóide. 
Esse material é composto por: 
 colágeno tipo I 
 proteínas da matriz 
Posteriormente ocorre mineralização. 
Essa fase dura meses. 
Regulação molecular do metabolismo ósseo 
O principal sistema regulador é o eixo: 
RANK – RANKL – OPG 
Componentes: 
RANK 
Receptor presente em osteoclastos e precursores. 
RANKL 
Ligante produzido por: 
 osteoblastos 
 células estromais 
Função: 
estimular formação de osteoclastos. 
Osteoprotegerina (OPG) 
Produzida por osteoblastos. 
Função: bloquear RANKL. 
Assim: 
RANKL ↑ → osteoclastos ↑ → reabsorção ↑ 
OPG ↑ → osteoclastos ↓ → formação relativa ↑ 
Regulação hormonal da densidade óssea 
Paratormônio (PTH) 
Produzido pelas paratireoides. 
Funções: 
 aumentar cálcio sanguíneo 
 estimular reabsorção óssea 
Mecanismo: 
estimula osteoblastos a produzir RANKL. 
Curiosamente: 
PTH intermitente pode estimular osteoblastos. 
Vitamina D (calcitriol) 
Forma ativa: 
1,25-diidroxivitamina D 
Funções: 
 aumentar absorção intestinal de cálcio 
 estimular mineralização óssea 
Deficiência leva a: 
 osteomalácia 
 raquitismo 
Estrogênio 
Hormônio essencial para manutenção da massa óssea. 
Ele: 
 reduz atividade osteoclástica 
 aumenta produção de OPG 
 reduz RANKL 
Após a menopausa: 
 osteoclastos aumentam 
 ocorre rápida perda óssea. 
Calcitonina 
Produzida pela tireoide. 
Função: 
 inibir osteoclastos. 
Tem papel fisiológico menor em adultos. 
Influência mecânica no metabolismo ósseo 
Segundo a Lei de Wolff: 
o osso se adapta às cargas mecânicas aplicadas. 
Mecanismo: 
osteócitos detectam deformação da matriz. 
Eles liberam sinais como: 
 prostaglandinas 
 óxido nítrico 
 IGF-1 
Resultado: 
 aumento da formação óssea 
Por isso: 
exercício físico → aumenta densidade óssea 
imobilização → perda óssea rápida. 
9. Avaliação clínica da densidade óssea 
O exame padrão é: 
densitometria por absorciometria de dupla energia (DEXA). 
Esse exame mede densidade em: 
 coluna lombar 
 colo do fêmur 
 rádio distal 
Interpretação do T-score 
Comparação com adulto jovem saudável. 
Classificação: 
T-score Diagnóstico 
≥ -1 normal 
-1 a -2,5 osteopenia 
≤ -2,5 osteoporose 
 
10. Doenças associadas à alteração da densidade óssea 
Osteoporose 
Caracterizada por: 
 perda de massa óssea 
 deterioração da microarquitetura 
Principais fraturas: 
 vértebras 
 fêmur proximal 
 rádio distal 
Osteomalácia 
Defeito na mineralização óssea. 
Causa comum: 
deficiência de vitamina D. 
Doença de Paget 
Remodelação óssea desorganizada. 
Caracterizada por: 
 osteoclastos hiperativos 
 osso estruturalmente fraco. 
11. Fatores que influenciam densidade óssea 
A densidade óssea é influenciada por: 
fatores genéticos 
herança explica até 70–80% da massa óssea 
fatores nutricionais 
 cálcio 
 vitamina D 
 proteína 
fatores hormonais 
 estrogênio 
 testosterona 
 GH 
 IGF-1 
fatores ambientais 
 atividade física 
 tabagismo 
 álcool 
OBJ. 2 
1. Morfofisiologia do tecido ósseo 
A morfofisiologia óssea integra dois aspectos: 
 morfologia → estrutura macroscópica e microscópica do osso 
 fisiologia → funções metabólicas, mecânicas e regulatórias 
O tecido ósseo é um tecido conjuntivo especializado altamente mineralizado, 
responsável por: 
 suporte estrutural 
 proteção de órgãos 
 movimento (alavanca muscular) 
 armazenamento mineral 
 hematopoiese 
 regulação endócrina (ex.: osteocalcina) 
2. Estrutura macroscópica do osso 
Classificação dos ossos 
Ossos longos 
Exemplo: fêmur 
Características: 
 comprimento maior que largura 
 possuem diáfise e epífises 
Função: 
 alavanca para movimento 
Ossos curtos 
Exemplo: 
 ossos do carpo 
 ossos do tarso 
Função: 
 estabilidade e absorção de impacto 
Ossos planos 
Exemplo: 
 crânio 
 escápula 
 ossos do quadril 
Função: 
 proteção 
 ampla área para inserção muscular 
Ossos irregulares 
Exemplo: 
 vértebras 
 ossos da face 
Função: 
 estruturas complexas 
3. Estrutura anatômica de um osso longo 
Componentes principais: 
Diáfise 
corpo do osso longo 
 formado principalmentepor osso cortical 
 contém cavidade medular 
Epífise 
extremidades do osso 
 predominantemente osso esponjoso 
 recoberta por cartilagem articular 
Metáfise 
região entre diáfise e epífise 
local da placa epifisária (crescimento) 
Cavidade medular 
contém medula óssea 
 vermelha → hematopoiese 
 amarela → armazenamento lipídico 
4. Estrutura microscópica do osso 
Osso compacto 
A unidade estrutural é o osteón (sistema de Havers). 
Componentes: 
 canal de Havers (vasos) 
 lamelas concêntricas 
 lacunas com osteócitos 
 canalículos 
Osso esponjoso 
Formado por trabéculas ósseas. 
Características: 
 alta superfície metabólica 
 sem osteóns 
 espaço preenchido por medula óssea 
5. Células do tecido ósseo 
Osteoblastos 
Funções: 
 síntese da matriz orgânica 
 mineralização óssea 
Secretam: 
 colágeno tipo I 
 osteocalcina 
 osteopontina 
Osteócitos 
Osteoblastos aprisionados na matriz. 
Funções: 
 mecanossensores 
 manutenção da matriz 
 comunicação celular 
Osteoclastos 
Células multinucleadas responsáveis por reabsorção óssea. 
Mecanismo: 
1. secreção de ácido 
2. dissolução da hidroxiapatita 
3. digestão do colágeno 
6. Fisiologia óssea 
O osso é um tecido metabolicamente ativo. 
Funções fisiológicas principais: 
suporte mecânico 
estrutura rígida para sustentação corporal. 
alavanca para movimento 
músculos se inserem nos ossos. 
reserva mineral 
o esqueleto contém aproximadamente: 
 99% do cálcio corporal 
 85% do fósforo 
hematopoiese 
ocorre na medula óssea vermelha. 
Produz: 
 hemácias 
 leucócitos 
 plaquetas 
7. Anatomia da pelve 
A pelve é uma estrutura óssea que conecta: 
 tronco 
 membros inferiores 
Ela é composta por: 
1. dois ossos do quadril 
2. sacro 
3. cóccix 
A pelve possui funções importantes: 
 suporte do peso corporal 
 proteção de órgãos pélvicos 
 transmissão de forças para os membros inferiores 
8. Ossos da pelve 
Cada osso do quadril é formado pela fusão de três ossos: 
Ílio 
parte superior e mais larga. 
Características: 
 crista ilíaca 
 espinha ilíaca anterior superior 
 espinha ilíaca posterior 
Ísquio 
parte posteroinferior. 
Estrutura importante: 
 tuberosidade isquiática 
(local onde nos sentamos) 
Púbis 
parte anterior. 
Componentes: 
 ramo superior 
 ramo inferior 
Os dois púbis formam a sínfise púbica. 
Estrutura da pelve 
9. Acetábulo 
O acetábulo é uma cavidade formada pela união de: 
 ílio 
 ísquio 
 púbis 
Função: 
articular com a cabeça do fêmur, formando a articulação do quadril. 
Características: 
 formato hemisférico 
 superfície articular chamada face semilunar 
 
10. Articulação do quadril 
A articulação do quadril é chamada: 
articulação coxofemoral 
 
Tipo: 
sinovial esferoide (enartrose) 
Componentes da articulação 
 superfícies articulares 
 cabeça do fêmur 
 acetábulo 
 
cartilagem articular 
cartilagem hialina que reduz atrito. 
lábio acetabular (labrum) 
anel fibrocartilaginoso que: 
 aprofunda o acetábulo 
 aumenta estabilidade articular. 
Estrutura da articulação do quadril 
11. Ligamentos do quadril 
A articulação do quadril possui ligamentos extremamente fortes. 
Ligamento iliofemoral 
o mais forte do corpo humano. 
Função: 
 evitar hiperextensão do quadril. 
Ligamento pubofemoral 
limita: 
 abdução excessiva. 
Ligamento isquiofemoral 
limita: 
 rotação interna. 
 
Ligamento da cabeça do fêmur 
 
contém uma pequena artéria: 
 artéria da cabeça femoral 
importante na infância. 
12. Movimentos da articulação do quadril 
Por ser uma articulação esferoide, permite movimentos em três planos. 
flexão 
principal músculo: 
 iliopsoas 
extensão 
músculo principal: 
 glúteo máximo 
abdução 
músculos: 
 glúteo médio 
 glúteo mínimo 
adução 
músculos adutores da coxa. 
rotação medial 
glúteo mínimo e médio. 
rotação lateral 
piriforme e rotadores curtos. 
 
13. Biomecânica do quadril 
O quadril suporta grandes cargas mecânicas. 
Durante: 
 caminhada → carga ≈ 3× peso corporal 
 corrida → até 5× peso corporal 
A estabilidade da articulação depende de: 
 profundidade do acetábulo 
 ligamentos fortes 
 músculos periarticulares 
14. Irrigação da cabeça do fêmur 
Principais artérias: 
 artéria circunflexa femoral medial 
 artéria circunflexa femoral lateral 
 artéria do ligamento da cabeça do fêmur 
Comprometimento dessas artérias pode levar a: 
necrose avascular da cabeça femoral. 
15. Correlações clínicas importantes 
fratura do colo do fêmur 
comum em idosos. 
Risco: 
 necrose avascular. 
displasia do quadril 
má formação do acetábulo. 
Pode causar: 
 luxação congênita do quadril. 
osteoartrite do quadril 
degeneração da cartilagem articular. 
Sintomas: 
 dor 
 rigidez 
 limitação de movimento. 
OBJ. 3 : Visão geral do dimorfismo pélvico 
A pelve masculina e feminina possui as mesmas estruturas ósseas: 
 dois ossos do quadril (ílio, ísquio e púbis) 
 sacro 
 cóccix 
Entretanto, a morfologia geral é bastante diferente. 
Pelve feminina 
Características principais: 
 mais larga 
 mais rasa 
 maior diâmetro transversal 
 adaptada para gestação e parto 
Pelve masculina 
Características principais: 
 mais estreita 
 mais profunda 
 mais pesada e espessa 
 adaptada principalmente para suporte de maior massa muscular 
2. Comparação visual 
Na imagem observa-se claramente: 
 abertura pélvica maior na mulher 
 ângulo subpúbico mais amplo 
 sacro mais curto e largo 
3. Diferenças gerais de forma 
Característica Pelve feminina Pelve masculina 
estrutura geral larga e rasa estreita e profunda 
peso e espessura óssea mais leve e delgada mais pesada e espessa 
cavidade pélvica ampla Estreita 
abertura pélvica superior oval em forma de coração 
Essas diferenças facilitam o trabalho de parto na mulher. 
 
4. Abertura superior da pelve (estreito superior) 
A abertura superior da pelve delimita a entrada da cavidade pélvica. 
Pelve feminina 
 formato oval ou arredondado 
 maior diâmetro transversal 
Isso permite: 
 passagem da cabeça fetal. 
Pelve masculina 
 formato em coração 
 abertura menor. 
5. Sacro 
Feminino 
Características: 
 mais curto 
 mais largo 
 menos curvado 
Consequência: 
 aumenta o espaço da cavidade pélvica. 
Masculino 
Características: 
 mais longo 
 mais estreito 
 mais curvado 
6. Ângulo subpúbico 
O ângulo subpúbico é formado pela união dos ramos inferiores do púbis. 
Feminino 
 aproximadamente 80°–90° 
 formato em U 
Masculino 
 aproximadamente 50°–60° 
 formato em V 
Este é um dos principais critérios de determinação do sexo em esqueletos. 
7. Espinhas isquiáticas 
Essas estruturas são importantes para avaliar o canal de parto. 
Feminino 
 menos projetadas 
 mais afastadas 
Resultado: 
 maior diâmetro transversal. 
Masculino 
 mais proeminentes 
 voltadas medialmente. 
8. Abertura inferior da pelve 
Feminina 
 maior 
 facilita passagem fetal. 
Masculina 
 menor 
 mais estreita 
9. Acetábulo 
Feminino 
 menor 
 mais afastado 
Masculino 
 maior 
 mais próximo 
Isso reflete a maior massa muscular masculina. 
10. Forame obturador 
Feminino 
 menor 
 formato oval 
Masculino 
 maior 
 formato redondo 
11. Ílio 
Feminino 
 asas ilíacas mais abertas lateralmente 
Isso aumenta o diâmetro da pelve. 
Masculino 
 asas ilíacas mais verticais 
12. Importância obstétrica 
A pelve feminina é adaptada ao parto. 
Existem diâmetros obstétricos importantes: 
diâmetro conjugado obstétrico 
distância entre: 
 promontório sacral 
 face posterior da sínfise púbica 
diâmetro transverso 
maior largura da entrada pélvica. 
diâmetro oblíquo 
importante na posição fetal. 
Alterações nesses diâmetros podem causar: 
 desproporção cefalopélvica 
 dificuldade no parto vaginal. 
13. Tipos de pelve feminina (classificação obstétrica) 
Segundo a classificação de Caldwell-Moloy: 
Pelve ginecoide 
 forma idealpara parto 
 mais comum. 
Pelve androide 
 semelhante à masculina 
 maior risco de distócia. 
Pelve antropoide 
 diâmetro ântero-posterior maior. 
Pelve platipeloide 
 pelve achatada. 
14. Resumo comparativo essencial 
Característica Feminina Masculina 
formato geral largo estreito 
cavidade pélvica ampla profunda 
entrada pélvica oval coração 
sacro curto e largo longo e estreito 
ângulo subpúbico amplo estreito 
espinhas isquiáticas afastadas projetadas 
 
OBJ. 4 
1. Importância epidemiológica 
Os acidentes domésticos representam um problema de saúde pública relevante entre 
idosos. 
Principais dados epidemiológicos: 
 quedas são o acidente mais comum 
 cerca de 30% dos idosos acima de 65 anos caem ao menos uma vez por ano 
 aproximadamente 10% dessas quedas resultam em lesões graves 
As consequências podem incluir: 
 fraturas (especialmente de quadril) 
 traumatismo cranioencefálico 
 perda de autonomia 
 institucionalização 
 aumento da mortalidade 
Fraturas de quadril, por exemplo, podem levar a complicações graves como 
imobilidade, tromboembolismo e pneumonia. 
2. Principais tipos de acidentes domésticos em idosos 
Os acidentes mais frequentes incluem: 
quedas 
principal causa de hospitalização por trauma em idosos. 
queimaduras 
podem ocorrer por: 
 água quente 
 fogão 
 ferro de passar 
intoxicações 
relacionadas a: 
 uso incorreto de medicamentos 
 produtos de limpeza 
cortes e ferimentos 
causados por: 
 utensílios domésticos 
 vidro 
 objetos cortantes. 
3. Fatores de risco para acidentes 
Os fatores de risco são geralmente divididos em intrínsecos e extrínsecos. 
4. Fatores intrínsecos (relacionados ao idoso) 
Alterações fisiológicas do envelhecimento 
O envelhecimento provoca mudanças que aumentam o risco de acidentes: 
redução da massa muscular (sarcopenia) 
diminui força e estabilidade corporal 
diminuição do equilíbrio 
devido a alterações nos sistemas: 
 vestibular 
 visual 
 proprioceptivo. 
alterações visuais 
comuns no envelhecimento: 
 catarata 
 glaucoma 
 degeneração macular 
Essas condições dificultam a percepção de obstáculos. 
alterações cognitivas 
Doenças como Alzheimer's disease podem levar a: 
 desorientação 
 dificuldade de julgamento. 
doenças crônicas 
Exemplos: 
 Parkinson 
 osteoartrite 
 neuropatias periféricas 
 hipotensão postural 
uso de medicamentos 
Alguns medicamentos aumentam risco de quedas: 
 benzodiazepínicos 
 antidepressivos 
 anti-hipertensivos 
 sedativos 
Esses fármacos podem causar: 
 tontura 
 sonolência 
 hipotensão. 
5. Fatores extrínsecos (relacionados ao ambiente) 
Grande parte dos acidentes ocorre por condições inadequadas da residência. 
Principais riscos ambientais: 
 pisos escorregadios 
 tapetes soltos 
 iluminação inadequada 
 escadas sem corrimão 
 fios elétricos expostos 
 móveis mal posicionados 
 ausência de barras de apoio no banheiro. 
6. Principais locais de acidentes dentro da casa 
Estudos mostram que os locais mais perigosos são: 
banheiro 
risco elevado de: 
 escorregões 
 quedas no chuveiro. 
cozinha 
associada a: 
 queimaduras 
 cortes. 
escadas 
risco elevado de quedas graves. 
quarto 
quedas ao levantar da cama durante a noite. 
7. Estratégias de prevenção 
A prevenção deve ser multifatorial, envolvendo intervenções médicas, ambientais e 
educativas. 
8. Adaptações no ambiente doméstico 
Medidas simples podem reduzir significativamente o risco. 
iluminação adequada 
 luzes noturnas 
 interruptores acessíveis 
eliminação de obstáculos 
 retirar tapetes soltos 
 organizar fios elétricos 
 evitar móveis em excesso. 
segurança no banheiro 
Medidas importantes: 
 barras de apoio 
 tapetes antiderrapantes 
 assento elevado no vaso sanitário. 
escadas seguras 
 corrimão bilateral 
 boa iluminação 
 degraus antiderrapantes. 
9. Prevenção clínica 
A abordagem médica inclui: 
revisão de medicamentos 
avaliar medicamentos que aumentam risco de queda. 
tratamento de doenças 
controle de: 
 hipertensão 
 diabetes 
 doenças neurológicas. 
correção visual 
uso de: 
 óculos adequados 
 cirurgia de catarata quando indicada. 
avaliação do equilíbrio 
testes clínicos: 
 Timed Up and Go (TUG) 
 teste de marcha. 
10. Exercícios físicos 
Atividade física é uma das estratégias mais eficazes. 
Benefícios: 
 melhora da força muscular 
 melhora do equilíbrio 
 melhora da coordenação 
Exercícios recomendados: 
 treino de força 
 caminhada 
 exercícios de equilíbrio 
 fisioterapia. 
11. Educação em saúde 
Programas educativos ajudam idosos e familiares a reconhecer riscos. 
Abordam: 
 organização do ambiente doméstico 
 uso correto de medicamentos 
 importância da atividade física. 
12. Papel da equipe de saúde 
A prevenção envolve atuação multiprofissional: 
 médicos 
 enfermeiros 
 fisioterapeutas 
 terapeutas ocupacionais 
 assistentes sociais 
Esses profissionais avaliam: 
 mobilidade 
 ambiente domiciliar 
 necessidade de adaptações. 
13. Impacto da prevenção 
A prevenção adequada pode reduzir: 
 quedas 
 hospitalizações 
 fraturas 
 custos com saúde 
Além disso, promove: 
 autonomia 
 qualidade de vida 
 envelhecimento saudável.

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