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Como a durabilidade está intimamente relacionada ao meio em que a edificação está inserida, a atuação de agentes naturais pode intensificar o processo de deterioração estrutural do concreto. A água, por exemplo, está presente na maioria das deteriorações, tendo facilidade de penetrar nos materiais por meio das suas porosidades, agindo negativamente nos elementos estruturais tanto externa quanto internamente (MEHTA; MONTEIRO, 2014). Vemos, portanto, que todos os agentes presentes no ciclo construtivo (projetistas e executores) devem se conscientizar da importância da durabilidade das estruturas, a fim de que tenhamos edificações mais duráveis e capazes de desempenhar suas funções ao longo de toda a sua vida útil. Apesar de uma vida útil longa ser considerada sinônimo de durabilidade, a durabilidade não significa uma vida útil infinita, tampouco que a estrutura será capaz de resistir a todos os tipos de solicitações (NEVILLE, 2016). A vida útil em si está ligada ao período de tempo em que a estrutura desempenha suas funções sem a necessidade de intervenção inicialmente não prevista. De acordo com o FIB Bulletin 34 (2006), a vida útil de um projeto pode ser determinada por três fatores: definição do estado-limite relevante, quantidade de anos da estrutura e uma margem de confiabilidade para que não seja ultrapassado o estado-limite durante esses anos. Existem no mínimo quatro métodos que podem ser utilizados para a constatação da vida útil de projeto: Método probabilístico completo Método dos fatores parciais Método da satisfação Método da antideterioração A durabilidade das estruturas de concreto armado pode ser afetada tanto por efeitos físicos (desgaste de superfície, fissuração, exposição a temperaturas extremas etc.) quanto por efeitos químicos (corrosão das armaduras, carbonatação, ataques por íons cloreto, entre outros). Vamos analisar cada um desses processos.