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Radiologia 2 - aula 5

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Lesões periodontais: 
Definição e natureza da enfermidade: 
-Trata-se de uma doença infecciosa. 
-Está associada à colonização 
bacteriana nas superfícies dentárias. 
-Pode causar destruição dos tecidos 
periodontais (gengiva, ligamento 
periodontal, osso alveolar e cemento). 
 
 
Relevância clínica: 
-Alta prevalência: afeta 95% da 
população. 
-Consequência grave: é a principal 
causa de perda dentária em adultos. 
-Representa um dos maiores desafios da 
Odontologia. 
 
Doença periodontal e radiologia: 
-Importância do diagnóstico por 
imagem: 
● A avaliação correta e o 
acompanhamento da doença 
periodontal dependem de: 
❖ Parâmetros clínicos (exame clínico 
do paciente). 
❖ Radiografias periapicais (exames 
radiográficos focados na região de 
um ou poucos dentes). 
-Ferramentas diagnósticas: 
● Sondagem manual: usada para 
medir a profundidade das bolsas 
periodontais. 
● Radiografias convencionais: 
ajudam a observar a perda óssea 
e a extensão da lesão periodontal. 
● Ambas são essenciais para o 
diagnóstico e monitoramento da 
progressão da doença. 
 
Melhores técnicas empregadas: 
-Técnica interproximal (bite-wing): 
 
● Proporciona imagem mais fiel do 
nível ósseo interproximal. 
● Ideal usar o filme na posição 
vertical, para melhor visualização 
do osso alveolar. 
-Técnica periapical: 
 
● Baseada no princípio do 
paralelismo, oferece melhor 
resultado do que a técnica da 
bissetriz. 
● Garante maior fidelidade 
anatômica e melhor reprodução 
da estrutura óssea. 
 
Qualidade da imagem radiográfica: 
-Deve apresentar: 
● Máximo de detalhes (alta 
resolução). 
● Contraste médio (permite 
distinguir as estruturas ósseas e 
dentárias). 
● Mínima distorção (imagem fiel à 
realidade anatômica). 
-É fundamental: 
● Usar técnica padronizada ao 
longo do tempo. 
● Permitir reproduções consistentes 
para facilitar a comparação em 
exames sucessivos. 
 
Interpretação radiográfica: 
-Comparação: anatomia normal x 
doença periodontal 
● Anatomia normal (em radiografias): 
❖ Lâmina dura contínua ao redor da 
raiz. 
❖ Espaço do ligamento periodontal 
uniforme. 
❖ Crista óssea interproximal próxima 
à junção cemento-esmalte. 
● Sinais radiográficos da doença 
periodontal: 
❖ Perda da lâmina dura. 
❖ Aumento do espaço do ligamento 
periodontal. 
❖ Reabsorção óssea horizontal ou 
vertical. 
❖ Alterações no contorno e 
densidade óssea. 
- Sinais clínicos correlacionados: 
● Bolsas periodontais. 
● Sangramento gengival. 
● Mobilidade dentária. 
● Recessão gengival. 
 
Ligamento periodontal e espaço 
pericementário: 
-Características normais: 
● O espaço pericementário (ou 
espaço do ligamento periodontal) 
apresenta: 
● Espessura fina e constante. 
● Visualizado radiograficamente 
como uma linha radiolúcida (RL) 
entre a raiz do dente e o osso 
alveolar. 
 
 
 
 
 
-Alterações na espessura: 
● Aumento da espessura do espaço: 
 
❖ Hiperfunção dentária: relacionada 
a traumas oclusais (excesso de 
carga sobre o dente). 
❖ Mobilidade dentária: geralmente 
devido à inflamação periodontal. 
● Diminuição da espessura do 
espaço: 
 
❖ Hipofunção dentária: ocorre em 
dentes com pouco uso funcional. 
❖ Pode estar associada à 
hipercementose (aumento do 
depósito de cemento na raiz). 
-Irregularidades na continuidade do 
espaço: 
● Alterações no padrão contínuo 
podem indicar: 
 
❖ Abscessos periodontais. 
❖ Fraturas dentárias. 
❖ Trepanações radiculares 
(aberturas na raiz, muitas vezes 
iatrogênicas). 
 
 
 
Karine Beannucci
Realce
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Karine Beannucci
Realce
Karine Beannucci
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Karine Beannucci
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Osso alveolar: 
-Cortical alveolar (lâmina dura): 
● Características normais: 
❖ Representa a cortical interna do 
alvéolo. 
❖ Visualizada como uma linha 
radiopaca (RO) fina e contínua ao 
redor da raiz dentária. 
❖ Espessura fina e constante em 
condições normais. 
● Espessamento da lâmina dura: 
 
❖ Pode ocorrer em um periodonto 
íntegro como resposta adaptativa. 
❖ Associado a aumento de carga 
oclusal no sentido axial (forças 
mastigatórias intensas). 
● Estágios avançados de doença 
periodontal: 
❖ Perda do delineamento da lâmina 
dura. 
❖ A alteração pode ocorrer ao longo 
de toda a raiz, indicando 
comprometimento avançado. 
-Osso esponjoso (trabeculado): 
● Trabeculado típico (normal): 
 
❖ Presença de trabéculas ósseas 
regulares e espaços medulares 
bem distribuídos. 
❖ Mantém a arquitetura óssea 
equilibrada. 
 
 
 
 
 
● Esclerose óssea: 
 
❖ Aumento da densidade óssea. 
❖ Os espaços medulares ficam 
reduzidos. 
❖ Pode ser uma resposta a estímulo 
oclusal excessivo ou inflamação 
crônica. 
● Rarefação óssea: 
 
❖ Diminuição da densidade 
trabecular. 
❖ Há redução ou desaparecimento 
das trabéculas ósseas. 
❖ Pode estar associada a processos 
infecciosos ou inflamatórios. 
 
Crista óssea alveolar: 
-Altura normal: 
● A crista óssea alveolar localiza-se 
de: 1 a 1,5 mm abaixo da junção 
amelocementária (JAC). 
● Essa medida é um parâmetro 
importante para avaliar a 
integridade periodontal. 
-Formas da crista óssea: 
● Afilada: 
 
❖ Comum em regiões anteriores. 
❖ Indica arquitetura óssea saudável. 
 
Karine Beannucci
Realce
Karine Beannucci
Realce
Karine Beannucci
Realce
Karine Beannucci
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● Em platô: 
 
❖ Superfície plana da crista. 
❖ Pode ser uma variação anatômica 
normal ou adaptação funcional. 
● Inclinada: 
 
❖ Sugere perda óssea angular. 
❖ Indicativa de doença periodontal 
em evolução. 
-Sinais radiográficos de alteração 
patológica: 
 
● Perda de detalhe: a crista perde 
sua forma definida, tornando-se 
menos nítida. 
● Perda de continuidade 
(esfumaçamento): 
❖ A borda óssea aparece difusa, sem 
contornos bem definidos. 
❖ Sinal precoce de inflamação ou 
reabsorção óssea. 
● Ausência da lâmina dura: 
❖ Indica alteração no suporte ósseo. 
❖ Pode estar associada a processos 
patológicos periodontais. 
 
 
 
 
Quantidade de osso presente: 
-Fatores relacionados: 
 
● Avaliação da quantidade de osso 
remanescente é feita 
considerando: 
❖ Nível da união amelocementária 
(JAC). 
❖ Idade do paciente (fatores 
fisiológicos podem influenciar a 
perda óssea com o tempo). 
-Perda óssea: 
● Horizontal: 
 
❖ Perda óssea uniforme ao longo da 
crista alveolar. 
❖ Associada à periodontite com 
bolsa supraóssea. 
❖ Ocorre de forma perpendicular ao 
longo do eixo do dente. 
● Vertical: 
 
❖ Perda óssea irregular, formando 
defeitos em angulação. 
❖ Decorre de processos 
inflamatórios localizados. 
Karine Beannucci
Realce
Karine Beannucci
Realce
Karine Beannucci
Realce
Karine Beannucci
Realce
Karine Beannucci
Realce
❖ Pode estar relacionada a cargas 
oclusais excessivas ou traumas 
diretos. 
❖ Ocorre de forma oblíqua ao longo 
do dente. 
● Furca (região de furcação): 
 
❖ Ocorre em dentes bi ou 
trifurcados. 
❖ Envolve a região entre as raízes, 
sendo uma das áreas de maior 
desafio clínico. 
-Classificação por quantidade: 
● Leve: perda óssea discreta. 
● Moderada: perda intermediária. 
● Severa: perda extensa de suporte 
ósseo. 
-Classificação por distribuição: 
● Localizada: afeta uma área ou 
grupo de dentes específico. 
● Generalizada: afeta a maioria dos 
dentes. 
-Perda óssea por tipo: 
● Horizontal: 
❖ Associada à periodontite com 
bolsa supraóssea. 
❖ A perda é perpendicular ao eixo do 
dente. 
❖ Leve: 
 
 
 
 
 
 
 
 
❖ Moderada: 
 
❖ Severa: 
 
● Vertical: 
❖ O processo inflamatório ocorre 
lateralmente à crista óssea. 
❖ Pode estar relacionado a trauma 
oclusal e cargas excessivas 
❖ A perda segue um padrão oblíquo. 
❖ Leve: 
 
❖ Moderada localizada:Karine Beannucci
Realce
❖ Severa: 
 
 
Alterações radiográficas do osso 
alveolar por doenças sistêmicas: 
-Algumas doenças sistêmicas podem 
modificar a aparência radiográfica do 
osso alveolar, como: 
● Hiperparatireoidismo 
● Displasia fibrosa 
● Doença de Paget 
 
Fatores locais que causam ou 
intensificam a doença periodontal: 
-Cálculos interproximais: 
 
● Acúmulo de tártaro (cálculo dental) 
entre os dentes. 
● Favorece a retenção de biofilme 
bacteriano. 
● Causa inflamação gengival e 
contribui para a progressão da 
doença periodontal. 
● Pode ser visualizado 
radiograficamente como áreas 
radiopacas na região 
interproximal. 
 
 
 
 
 
 
-Restaurações mal adaptadas: 
 
● Envolve restaurações com: 
❖ Excesso de material. 
❖ Margens abertas ou irregulares. 
● Facilita o acúmulo de placa 
bacteriana. 
● Dificulta a higienização e contribui 
para: 
❖ Inflamação gengival. 
❖ Perda de inserção periodontal. 
● Pode ser identificada em 
radiografias como alterações no 
contorno da restauração ou 
discrepância entre dente e 
material restaurador. 
 
Radiografia digital e doença periodontal: 
 
● Vantagem: subtração de imagens 
● Técnica que permite a comparação 
de duas radiografias tiradas em 
tempos diferentes. 
● Usada para: 
❖ Detectar pequenas alterações 
ósseas. 
❖ Avaliar a evolução da perda ou 
regeneração óssea. 
❖ Monitorar respostas ao tratamento 
periodontal. 
 
 
 
 
Limitações da radiografia (convencional 
ou digital): 
 
-Limitações anatômicas: 
● Sobreposição de estruturas: 
defeitos ósseos podem ficar 
ocultos quando estão localizados 
sobre as raízes dentárias e o 
tecido ósseo remanescente. 
-Limitações espaciais: 
● Dificuldade em visualizar os níveis 
ósseos nas faces: 
❖ Vestibular (externa). 
❖ Lingual/palatina (interna). 
● A radiografia mostra apenas duas 
dimensões, não revelando a 
profundidade real da perda óssea 
nessas áreas. 
-Limitações diagnósticas: 
● Lesões ósseas iniciais (incipientes): 
❖ Muitas vezes não são detectadas 
radiograficamente. 
❖ O dano precisa ser maior para se 
tornar visível na imagem. 
● Casos tratados com sucesso: 
❖ Podem apresentar aparência 
radiográfica semelhante aos casos 
não tratados. 
❖ A imagem não reflete diretamente 
a atividade da doença nem o 
estado clínico atual. 
 
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