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Autora: Profa. Angélica Segóvia de Araújo
 Prof. Jorge Alexandre da Silva
Colaboradores: Profa. Vanessa Santhiago
 Profa. Christiane Mazur Doi
Ginástica Artística: 
Aspectos do Esporte
Professores conteudistas: Angélica Segóvia de Araújo/ Jorge Alexandre da Silva
Angélica Segóvia de Araújo
Graduada em Educação Física pela Fefisa (1984); especialista em Ginástica Olímpica (Artística) pela USP (1985); 
pós-graduada em Treinamento Desportivo pela FMU (1999); Mestra em Tecnologias Emergentes da Educação pela Must 
University (2022); docente da Universidade Paulista (UNIP) desde 2011; professora de Ginástica Artística do Colégio 
Marista Arquidiocesano de São Paulo (1989-2018); coordenadora técnica da Liga Esportiva Nescau das modalidades 
individuais; coordenadora da Liga Escolar de Ginástica Artística de São Paulo desde 2010.
Jorge Alexandre da Silva
Graduado em Educação Física pela Organização Santamarense de Educação e Cultura (Osec, atual Unisa, 1989); 
pós-graduado em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho (2007); docente da Universidade Paulista 
(UNIP) desde 2006; funcionário público concursado da Prefeitura Municipal de Barueri desde 1998, atuando nas 
funções de treinador de Ginástica Artística (1998-2009), gerente esportivo (2009-2015) e diretor de esportes em 2015.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
U519.22 – 24
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
A663g Araújo, Angélica Segóvia de.
Ginástica Artística: Aspectos do Esporte / Angélica Segóvia de 
Araújo. – São Paulo: Editora Sol, 2024.
148 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230.
1. Aparelhos. 2. Treinamento. 3. Competição. I. Título. 
CDU 796.412
Profa. Sandra Miessa
Reitora
Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini
Vice-Reitora de Administração e Finanças
Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia
Vice-Reitor de Extensão
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora das Unidades Universitárias
Profa. Silvia Gomes Miessa
Vice-Reitora de Recursos Humanos e de Pessoal
Profa. Laura Ancona Lee
Vice-Reitora de Relações Internacionais
Prof. Marcus Vinícius Mathias
Vice-Reitor de Assuntos da Comunidade Universitária
UNIP EaD
Profa. Elisabete Brihy
Profa. M. Isabel Cristina Satie Yoshida Tonetto
Prof. M. Ivan Daliberto Frugoli
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Material Didático
Comissão editorial: 
 Profa. Dra. Christiane Mazur Doi
 Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista
 Profa. M. Deise Alcantara Carreiro
 Profa. Ana Paula Tôrres de Novaes Menezes
Projeto gráfico: Revisão:
 Prof. Alexandre Ponzetto Auriana Malaquias
 Luiza Gomyde
Sumário
Ginástica Artística: Aspectos do Esporte
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................8
Unidade I
1 CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS DA GINÁSTICA ARTÍSTICA ............................................................9
1.1 A evolução técnica da GA brasileira ............................................................................................. 12
1.1.1 A distribuição da GA pelo Brasil ....................................................................................................... 14
2 APARELHOS E PROVAS DA GA ................................................................................................................... 16
2.1 Provas em comum ............................................................................................................................... 16
2.1.1 Prova de solo ............................................................................................................................................ 17
2.1.2 Prova de salto sobre a mesa ............................................................................................................... 19
2.2 Provas femininas .................................................................................................................................. 25
2.2.1 As barras paralelas assimétricas........................................................................................................ 25
2.2.2 A trave de equilíbrio .............................................................................................................................. 27
2.3 Provas masculinas ................................................................................................................................ 28
2.3.1 A prova de cavalo com alças .............................................................................................................. 28
2.3.2 A prova de argolas .................................................................................................................................. 29
2.3.3 As barras paralelas simétricas ............................................................................................................ 30
2.3.4 A prova de barra fixa ............................................................................................................................. 32
2.4 Aparelhos auxiliares ............................................................................................................................ 33
2.4.1 Minitrampolim ......................................................................................................................................... 33
2.4.2 Trampolim acrobático (cama elástica) ........................................................................................... 34
2.4.3 Tumbletrack ............................................................................................................................................... 35
2.4.4 Mais aparelhos auxiliares ..................................................................................................................... 35
2.4.5 Colchões ..................................................................................................................................................... 37
3 HISTÓRIA DA GINÁSTICA ARTÍSTICA ........................................................................................................ 40
3.1 As raízes históricas da GA ................................................................................................................. 41
3.1.1 O Turnkunst ............................................................................................................................................... 41
3.1.2 O Bloqueio Ginástico e suas consequências ................................................................................ 48
3.2 A GA no Brasil ........................................................................................................................................ 50
4 ASPECTOS ESPORTIVOS DA GA .................................................................................................................. 54
4.1 Os diferentes níveis do treinamento esportivo ........................................................................ 54
4.1.1 A iniciação esportiva ............................................................................................................................. 55
4.1.2 O nível intermediário............................................................................................................................. 56
4.1.3 O treinamentonos elementos 
da ginástica grega, como a corrida, os lançamentos de dardo e disco, os saltos, a luta; nos equilíbrios, 
próprios das atividades acrobáticas; nos exercícios e elementos típicos da marinharia, como os mastros, 
as vergas, as cordas e as escadas de corda; nos cruzados, o tiro, o arco, a cavalaria e a esgrima.
Pelas próprias palavras de Jahn (apud Públio, 1998, p. 29):
 
No inverno de 1811 lemos tudo o que pudemos reunir sobre a ginástica. 
Recordamo-nos, todavia, com reconhecimento, de nossos precursores Vieth 
e Guts Muths. Os melhores alunos, os maiores, os mais avançados e os 
mais entusiastas pela arte nova, e entre eles aquele que atualmente é meu 
ajudante e colega, Ernest Eiselen, poderão servir no verão como monitores.
Em sua grande obra, Die Deutsche Turnkunst, Jahn descreve em detalhes todos os aspectos de seu 
método ginástico. Na parte I estão elencados os exercícios de ginástica.
46
Unidade I
Quadro 1 – Exercícios de ginástica
Caminhar Longas caminhadas pelo campo
Correr
Corridas em linha reta, corridas de resistência, corridas sobre linhas formando 
várias figuras
Corrida de velocidade de 60 m
Corridas de fundo em grupo
Marchas nas pontas dos pés, saltos e saltitamentos 
Saltar Pular corda, saltos em altura, em profundidade, em distância e com vara
Balançar (voleios)
Exercícios de salto sobre o cavalo
Exercícios de balanço de pernas e sobre o cavalo
Exercícios de montar e desmontar o cavalo
Balançar (equilíbrio) Exercícios na trave horizontal
Exercícios na barra fixa Exercícios de balanço e sustentação
Exercícios nas barras paralelas
Exercícios de “flexionar e estender”
Movimentos de balanço
Escalar Escalar mastro, corda, escadas de madeira e de corda, postes inclinados e 
estruturas para a junção de outros aparelhos
Arremessar
Tiro com arco e flecha, lança e arma de fogo
Lançamento de peso ou pedra
Lançamento de dardo
Puxar e empurrar Jogos e brincadeiras competitivas, por exemplo, o cabo de guerra
Levantar Levantamento de barras e sacos de areia, porém de forma gradativa e 
controlada
Carregar Carregar outra pessoa, quando necessário
Alongar
Única forma de exercício “livre” considerada de valor. O objetivo era alongar 
o corpo em linha reta, da cabeça aos pés, sem arredondamento acentuado 
nas costas ou abdome
Lutar Preparação para lutas: um contra um, um contra dois, um contra três etc.; 
também muitos contra muitos
Exercícios com arco e com cordas 
longas e curtas, para pular Descrição de vários tipos de acrobacias e proezas
Adaptado de: Públio (1998, p. 41-42).
Jahn introduziu no Turnplatz alguns aparelhos já conhecidos e outros que ele mesmo inventou ou 
adaptou. A barra horizontal e o cavalo de pau, por exemplo, já eram conhecidos e foram incluídos no 
local. Apesar das barras paralelas terem surgido lá, não se sabe ao certo quem as inventou. Esse aparelho 
foi idealizado para fortalecer os braços e o corpo em exercícios de volteio no cavalo.
47
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 40 – Desenhos da capa do livro Die Deutsche Turnkunst
Fonte: Públio (1998, p. 41).
Existiam muitos outros aparelhos, como:
•	 um tronco de árvore sobre suportes, a 152 cm do chão (precursor da trave de equilíbrio);
•	 pares de postes para salto em altura;
•	 carneiros ou cavalos de voltear (precursores do cavalo com alças);
•	 um mastro de navio com 15 m de altura, com barras horizontais no alto das quais pendiam cordas;
•	 três mastros para escalada muito lisos;
•	 o mastro triplo, composto de mastros ligados por traves horizontais com corda e uma escalada 
inclinada;
•	 diversas barras horizontais, em diferentes alturas, para exercícios de suspensão;
•	 pistas para corridas em linha reta e em círculos;
•	 local de arremesso de dardos;
•	 área para lutas livres.
48
Unidade I
Figura 41 – Desenhos da contracapa do livro Die Deutsche Turnkunst
Fonte: Públio (1998, p. 41).
O Turnen foi ganhando adeptos, e a influência de Jahn foi crescendo. Seu discurso contra  a 
Confederação Germânica era pesado, seu sonho de uma Alemanha livre e unificada era compartilhado 
com seus discípulos e também com a classe liberal e estudantil. Crescia em toda a Prússia a formação 
das sociedades ginásticas (Turnverein).
Em seu manifesto A meu povo, publicado em março de 1813, o rei Frederico Guilherme exorta o 
povo alemão para a luta de libertação da Prússia. Ludwig Jahn e 137 de seus alunos se apresentam para 
a guerra e formam o Terceiro Batalhão, do qual Jahn era o comandante. Em 1815, com a expulsão dos 
invasores, a paz retorna ao reino da Prússia.
3.1.2 O Bloqueio Ginástico e suas consequências
Apesar do fim da guerra, o ímpeto de Jahn não diminuiu. Seu olhar agora se voltava para a unidade 
alemã e, por conta de sua personalidade forte e suas ideias revolucionárias, passa a ser malvisto. Enquanto 
o Turnen segue crescendo em praticantes, Jahn vai somando inimizades. Públio (1998, p. 44) descreve:
 
A grosseria com que tratava as pessoas as desencorajavam. “É um bruto”, 
afirmava o ministro Barão de Stein; “um histérico, um chefe teutônico 
enraivecido”, diziam outros.
49
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
O Congresso de Viena, realizado após as Guerras Napoleônicas, tinha como objetivo principal 
retomar os antigos regimes políticos que antecederam as hostilidades. Portanto, as ideias liberais e as 
manifestações revolucionárias, tão valorizadas pelos franceses, passaram a ser reprimidas.
As tensões cresceram e seguiu-se uma cronologia de fatos que culminaram com a proibição da 
prática do Turnen:
•	 1818: o Turnen foi considerado revolucionário e obsceno; sua prática foi permitida apenas até 
outubro daquele ano.
•	 Janeiro de 1819: o governo não permitia o retorno das atividades nos Turnplatz, que seguiram 
fechados; as sociedades ginásticas são colocadas sob vigilância do Estado.
•	 Março de 1819: um ginasta de Jahn, Sand, assassinou o poeta russo Von Kotzebue durante uma 
discussão política, o que faz a repressão política se acirrar.
•	 Junho de 1819: acusado de alta traição e de conspiração contra o governo, Jahn foi preso da 
noite do dia 23, mesma noite em que seu filho mais novo morreu de difteria; Jahn permaneceu 
preso de 1819 a 1825.
•	 Dezembro de 1819: os Turnplatz são definitivamente fechados e todas palavras com o radical 
“Turn” são proibidas pela censura.
•	 1820: o Bloqueio Ginástico é decretado pelo governo, perdurando por 22 anos (1820 a 
1842). Esse fato histórico foi determinante para a transição do Turnkunst para a GA tal qual 
conhecemos hoje.
Eiselen, discípulo de Jahn, assumiu o Turn nesse período difícil. Iniciou a prática em recintos fechados, 
assim os Turnens (ginastas) ficariam fora da vista das autoridades. Portanto, as grandes estruturas 
utilizadas anteriormente não puderam ser aproveitadas, assim como as atividades que dependiam de 
grandes áreas, como corridas, arremessos, lançamentos e saltos; os aparelhos foram adaptados e os 
exercícios modificados em função dessa nova realidade. As mulheres, antes impedidas de praticar, agora 
eram incentivadas por Eiselen a participar das atividades.
Simultaneamente, sociedades ginásticas foram criadas em quase todas as cidades e em diversas 
aldeias do reino, e também pela Europa, por meio dos ginastas que migraram da Prússia.
Em 1842, chegou ao fim o Bloqueio Ginástico. Jahn recebeu o perdão quando Frederico Guilherme IV 
ascendeu ao trono, sendo honrado com a Cruz de Ferro, alta distinção alemã. O Estado reconheceu a 
importância do trabalho de Jahn, definindo os exercícios corporais como essenciais à educação dos 
jovens e os adotou em seu programa de educação popular. Em 1848, Jahn assumiu cadeira no Parlamento 
Germânico, onde proferiu seu discurso final:
 
50
Unidade I
A unidade da Alemanha foi o sonho que despertou minha vida, a aurora da 
minha juventude e o raio de sol de minha idade madura, e é hoje a estrela 
da tarde que me conduz ao repouso eterno (Públio, 1998, p. 46).
Jahn faleceu em 15 de outubro de 1852, em sua casa,na cidade de Freyburg.
Figura 42 – Busto de Friedrich Ludwig Jahn no Parque Jahn
Disponível em: https://tinyurl.com/3z4z7bfp. Acesso em: 16 out. 2023.
Findo o Bloqueio Ginástico, o Turn, que já era praticado em clubes e sociedades ginásticas por toda 
a Europa, passou a ser adotado também nas escolas. Aos poucos, a atividade foi ganhando contornos 
esportivos, culminando com a presença nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, realizados em 
Atenas, na Grécia, no ano de 1896.
3.2 A GA no Brasil
A ginástica foi introduzida por imigrantes alemães no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina por volta 
de 1824, durante o Bloqueio Ginástico na Alemanha. Fundaram-se diversas sociedades ginásticas, que 
serviam como ponto de reunião e apoio dos imigrantes – tanto que passaram a desenvolver atividades de 
lazer, e depois gímnicas.
A sociedade ginástica mais antiga do Brasil (e também da América do Sul) é a Sociedade Ginástica 
de Joinville – Turnverein Joinville, em Santa Catarina, de 1858.
51
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 43 – Sociedade Ginástica de Joinville, a mais antiga da América do Sul
Fonte: Públio (1998, p. 177).
Em 1895 foi fundada a Turnerchaft von Rio Grande do Sul (Liga de Ginástica do Rio Grande do 
Sul), a primeira entidade desportiva em âmbito estadual instituída no Brasil. Seu idioma era o alemão. 
Hoje corresponde à Sociedade Ginástica de Porto Alegre (Sogipa), considerado o berço da ginástica 
“olímpica” nacional.
Até 1938, os alemães criaram muitas sociedades de ginástica, cada uma com suas características 
próprias; posteriormente, essas instituições foram nacionalizadas.
Em 1942, foi fundado o Departamento de Ginástica na Federação Atlética Rio Grandense (Farg), 
que, 20 anos depois, originou a Federação Riograndense de Ginástica (FRG); o Rio Grande do Sul foi o 
primeiro estado a oficializar a prática da ginástica olímpica no Brasil.
Em 1948 foi fundada em São Paulo a Federação Paulista de Halterofilismo (FPH), que, a pedido do 
diretor do Departamento de Educação Física do Estado (Defe), passou a ser uma federação eclética, 
denominando-se Federação Paulista de Ginástica e Halterofilismo (FPGH). Finalmente, em 1956, foi 
criada a Federação Paulista de Ginástica (FPG).
Segundo Públio (2008), depois de um período que foi considerado “heroico”, desde o início da 
colonização dos alemães no Rio Grande do Sul, em 1824, a ginástica olímpica foi oficializada, com a 
filiação em 1951 das federações de RS, SP e RJ à Confederação Brasileira de Desportos (CBD). A CBD se 
vincula à FIG, tornando-se legalmente internacional. Nesse mesmo ano tiveram início oficialmente os 
campeonatos brasileiros de ginástica.
52
Unidade I
Em 1974, o Brasil levou pela primeira vez uma equipe feminina ao Campeonato Mundial da Bulgária, 
e, em 1978, a ginástica se desmembrou da CBD, tornando-se a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
Em 1980, tivemos a primeira participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Moscou com os ginastas 
João Luiz Ribeiro e Cláudia Magalhães. Em 1992, Luiza Parente é representante do Brasil nos Jogos 
Olímpicos de Barcelona. No ano de 1999, com a 17ª colocação no Campeonato Mundial em Pequim, 
o Brasil conseguiu classificar duas ginastas para as Olimpíadas de Sidney: Daniele Hypólito e 
Camila Comin.
Nas Olimpíadas de Sidney, Austrália, em 2000, Daniele Hypólito conseguiu uma surpreendente 21ª 
colocação na competição individual geral.
Em 2001, a ginasta Daniele Hypólito trouxe a primeira medalha do Brasil em um mundial, ficando 
com a segunda colocação no solo.
Figura 44 – Daniele Hypólito
Disponível em: https://tinyurl.com/4ep9bcbt. Acesso em: 16 out. 2023.
No ano de 2003, Daiane dos Santos executou um exercício de alto grau de dificuldade no solo, que 
recebeu seu nome – “Dos Santos” – pela Federação Internacional de Ginástica e ganhou a primeira 
medalha de ouro para o Brasil em um mundial, ajudando a equipe brasileira a conquistar a oitava 
colocação, o que permitiu pela primeira vez que o país levasse uma equipe completa para os Jogos 
Olímpicos da Grécia em 2004.
53
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Desse modo, nos Jogos de Atenas, a equipe feminina do Brasil classificou-se em 9º, a apenas 0,079 
da final olímpica; Daniele Hypólito ficou em 12º, e Camila Comin em 14º, na final individual geral.
Em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, as equipes masculina e feminina do Brasil 
ficaram com a medalha de prata.
No Mundial de Stuttgart, na Alemanha, a equipe feminina do Brasil classificou-se em 5º lugar na 
final por equipes e, mais uma vez, conseguiu levar uma equipe completa para os Jogos Olímpicos. 
Na final individual geral, a ginasta Jade Barbosa ficou com a medalha de bronze. No setor masculino, o 
ginasta Diego Hypólito ganhou a medalha de ouro na final do aparelho solo.
Em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, China, na modalidade feminina, o Brasil fez história ao 
classificar-se para a final por equipes, terminando a competição em 7º lugar, e no individual geral Jade 
Barbosa se classificou em 10º lugar. Na equipe masculina, Diego Hypólito classificou-se em 1º para a 
final de solo, porém terminou em 6° após falhar na última acrobacia de sua série.
Em 2012, nos Jogos Olímpicos de Londres, tivemos nossa primeira medalha olímpica pela equipe 
masculina, com o ginasta Arthur Zanetti fazendo história ao tornar-se o primeiro campeão olímpico do 
Brasil nas argolas.
Figura 45 – Arthur Zanetti ganha prata nas argolas
Disponível em: https://tinyurl.com/mwzxuur3. Acesso em: 16 out. 2023.
Em 2016, disputamos pela primeira vez uma olimpíada com as equipes masculina e feminina 
completas. Nosso medalhista olímpico de 2012 conseguiu mais uma medalha nas argolas – prata. 
Diego Hypólito conseguiu outra medalha de prata no aparelho solo, seguido por Arthur Nory Oyakawa 
Mariano – bronze – no mesmo aparelho.
54
Unidade I
4 ASPECTOS ESPORTIVOS DA GA
A GA é um esporte olímpico que mistura a arte e a perfeição e está em constante evolução. Assim 
como outras modalidades, está inserido nas três dimensões sociais do esporte descritas por Tubino 
(2001): o esporte educação, o esporte participação (ou esporte social) e o esporte performance (ou 
de rendimento).
Esporte educação
Ginástica artística como 
instrumento educacional 
(ensinar por meio do esporte)
Ginástica artística com o objetivo 
de lazer e saúde
Ginástica artística objetivando 
resultados esportivos, 
carreira esportiva
Esporte participação Esporte performance
Figura 46
Adaptado de: Tubino (2001).
•	 Esporte educação: muitas escolas ( e também projetos sociais) utilizam a GA em suas atividades 
regulares de educação física e também como atividade extracurricular; nesse caso, a modalidade 
é um meio de ensinar conceitos que compõem o currículo – a GA em si não é o objetivo principal. 
Não nos debruçaremos sobre esse tema, pois o que nos interessa é a ginástica enquanto esporte 
participação e performance.
•	 Esporte participação: a maioria dos centros de GA está inserida no contexto do esporte 
participação ou esporte social – ou seja, as escolinhas. A GA está presente em muitos dos grandes 
clubes brasileiros, em inúmeros projetos esportivos públicos ou em centros particulares. A prática 
é voltada ao lazer e aberta a qualquer praticante, independentemente de seu nível de aptidão. Por 
esse motivo o trabalho deve ser mais lúdico e menos focado na excelência do gesto.
•	 Esporte performance (ou treinamento esportivo): a GA, por nessa dimensão, segue as regras 
estabelecidas pelo Código Internacional de Pontuação da FIG, atualizado a cada ciclo olímpico 
(4 anos). Nas competições oficiais da FIG as regras são orientadas por esse código e, a partir dele, 
são elaboradas adaptações pelas federações nacionais e estaduais, de acordo com o nível técnico 
local e com as diferentes categorias de idade.
4.1 Os diferentes níveis do treinamento esportivo
O professor ou treinador que vai promover o desenvolvimento técnico de um ginasta de competiçãoao longo do tempo deve compreender as diferenças entre cada fase do aprendizado de um atleta, até 
porque o desenvolvimento técnico caminha paralelamente ao aumento da idade do ginasta, que tende 
a iniciar em idade precoce no esporte de competição e, por isso, precisa de um treinamento que seja 
adequado a sua faixa etária.
55
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
4.1.1 A iniciação esportiva
Essa etapa da aprendizagem é determinada pelo trabalho de base, que deve ser estruturado a partir 
da elaboração de programas, cuja abordagem das particularidades dos elementos básicos da GA seja 
essencial no estudo das posições e na seleção dos elementos-chave, com controle e correção postural. 
Esse trabalho de base deverá ensinar visando à perfeição, devendo ser fundamentado e estruturado 
dentro dos padrões ideais de execução técnica.
A iniciação esportiva pode ocorrer no período em que a criança começa a prática de um ou mais 
esportes específicos, dando continuidade à formação motora geral. Para tanto, ela deve se adaptar 
às exigências e possibilidades de cada uma, não apenas pela competição regular, mas também com 
fins educativos.
É importante que a criança adquira o gosto pelo esporte para evoluir progressivamente. 
O aprimoramento dos detalhes vai depender da vontade e da maturação determinantes para um bom 
desempenho. Mesmo que a criança seja estimulada a competir, o objetivo não deve ser medido apenas 
pelos resultados; deve-se valorizar o processo ensino-aprendizagem. A GA não é para ser praticada 
apenas como um fim, e sim como um meio ou instrumento de formação do aluno.
Figura 47 – Treinamento de jovens ginastas na Rússia
Disponível em: https://tinyurl.com/2ukz7s96. Acesso em: 16 out. 2023.
A competição nessa fase deve proporcionar a oportunidade de encaminhar o aluno à sua própria 
superação; ela pode ser um referencial de autoavaliação, apresentando como objetivo a autossuperação 
e a formação.
56
Unidade I
Os eventos nessa fase têm a característica de “massificação”, pois visam difundir e incentivar a 
prática da GA nas escolas, clubes, agremiações, escolas de esportes, centros educacionais, academias 
e outros, além de conduzir um trabalho preparatório e bem fundamentado, com vistas a aprimorar 
a prática da modalidade.
O planejamento na iniciação esportiva deve ser elaborado com níveis progressivos de dificuldade, 
por meio de rotinas (ou séries) com elementos obrigatórios, mas executados de ordem livre, com uma 
proposta que privilegie os aspectos qualitativos da atividade.
Todo esporte visa à competição, mas o ideal não deve ser apenas a formação de atletas campeões – 
por esse viés, as competições podem ser transformadas em festivais, sem o caráter competitivo. Esses 
festivais ou competições de base podem trabalhar conteúdos educativos em cada uma das faixas etárias, 
servindo como estímulos desafiadores.
4.1.2 O nível intermediário
Podemos dizer que essa etapa do treinamento esportivo é uma fase de transição, com objetivos 
distintos por faixa etária e nível de desenvolvimento. Nesse momento, faz parte dos objetivos preparar 
crianças e jovens que apresentem potencialidades por meio de um esquema de trabalho que os conduzam 
gradativamente para o alto nível.
É importante, nessa fase, respeitar o nível de habilidade das crianças e jovens nas competições, 
direcionando a prática da modalidade de acordo com as diversas regras adaptadas disponibilizadas 
pelos entes federativos. Deve-se sempre buscar embasamento técnico e científico para evoluir 
progressivamente no esporte, aprimorando os movimentos e melhorando o desempenho geral.
Figura 48 – Jovens ginastas treinando traves no Canadá
Disponível em: https://tinyurl.com/54zmavm7. Acesso em: 16 out. 2023.
57
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
A CBG dispõe de um programa por categoria de idade subdividida em quatro categorias: pré-infantil, 
infantil, juvenil e adulto. Ela estabelece regras adaptadas, que visam à preparação gradativa para o 
esporte de alto rendimento.
As federações estaduais por sua vez, podem também elaborar suas próprias estratégias, facilitando 
a participação de um maior número de ginastas.
4.1.3 O treinamento de alta performance
A GA é um esporte olímpico caracterizado pela apresentação precisa de movimentos que exigem 
os mais altos níveis de performance em suas provas oficiais. Esse alto nível de exigência faz com que 
apenas indivíduos com grande potencial atlético cheguem a essa dimensão esportiva. Os atletas de 
treinamento são convidados ou passam por uma avaliação física e/ou técnica (“peneira”) para poderem 
ingressar nas equipes. Em geral, esse convite ou a pré-seleção são realizados pelos próprios treinadores.
Para que o ginasta alcance alto nível de precisão na execução dos movimentos é imprescindível 
que o treinamento siga estratégias elaboradas, com base em um planejamento bem estruturado e 
de periodização.
O trabalho de alto rendimento é caracterizado pelo grande volume de treinos: muitos dias da semana 
e, algumas vezes, até duas sessões de treinamento em um mesmo dia, ou “treino em dois períodos”.
Figura 49 – Finais juniores de aparelho trave de equilíbrio no Aberto de Luxemburgo, 2023
Disponível em: https://tinyurl.com/3thz74mv. Acesso em: 16 out. 2023.
58
Unidade I
No alto nível, deve ser observada essencialmente a performance na execução técnica e postural dos 
elementos, que envolvem a coordenação de rotações simples ou múltiplas em torno dos eixos corporais, 
com finalizações estáveis e controladas.
No treinamento de alto nível, a busca pelo aprendizado e execução de movimentos que somem mais 
pontos à série deve ser uma constante.
 Lembrete
São quatro as provas oficiais no setor feminino: salto, barras paralelas 
assimétricas, trave de equilíbrio e solo.
São seis as provas oficiais no setor masculino: solo, cavalo com alças, 
argolas, salto, barras paralelas simétricas e barra fixa.
4.2 As correlações entre o treinamento e o crescimento estatural
Poucos esportes geram tanta controvérsia a respeito da sua influência no desenvolvimento e 
maturação do praticante quanto a GA. Uma parcela nada desprezível de pessoas acredita que a prática 
da GA pode interferir negativamente no desenvolvimento estatural do praticante; outros acreditam que 
meninas que praticam a modalidade ficam com corpos excessivamente musculosos e masculinizados.
4.2.1 Por que os ginastas que vemos são baixos?
Para podermos analisar o que há de mito ou verdade nesse assunto, é necessário conhecer as 
características desse tradicional esporte olímpico e de seus praticantes, além de analisar os diversos níveis 
de prática que existem.
É consenso que muitas das nossas opiniões advêm das diversas formas de mídia atuais, sejam elas 
impressas, televisivas ou, mais recentemente, a internet. O padrão físico dos atletas que chega até nós 
por esses meios é o dos competidores de alto rendimento, que têm características físicas ideais para 
praticar seus respectivos esportes. Atletas de vôlei e basquete são altos; lutadores de sumô são pesados; 
nadadores têm braços longos; e ginastas são baixos e fortes. Essas características oferecem vantagens 
biomecânicas aos atletas desses esportes.
Segundo Adrian e Cooper (1995), o limite de 10 centímetros de largura 
da trave de equilíbrio permite à ginasta pouca margem de erro para as 
laterais. Assim, a atleta deve adequar suas medidas (altura, tamanho do 
pé e alavancas) ao aparelho e tirar o máximo de vantagem dos conceitos 
biomecânicos, aliados ao seu talento e características individuais. Sobre este 
aspecto, Peltenburg e colaboradores (1984) mencionam que, do ponto de 
vista da biomecânica, medidas menores das ginastas de alto nível, favorecem 
a realização de acrobacias mais complexas, principalmente as rotações no 
eixo transversal e suas variações (Ferreira Filho, 2006, p. 22).
59
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
A baixa estatura dos ginastas é importante por favorecer as alavancas corporais e o aprendizadode elementos que têm muitas rotações; dessa forma, a seleção de ginastas por parte dos treinadores 
considerará esse aspecto, além de outros, como capacidades coordenativas (equilíbrio, ritmo, orientação 
espacial), capacidades condicionais (predisposição para o desenvolvimento de força, flexibilidade, 
resistência etc.), aspectos psicológicos (como coragem, determinação, resistência à pressão), além 
de baixo peso corporal. Portanto, concluímos que os ginastas tendem a ser baixos em função das 
especificidades da modalidade, que favorecem indivíduos com essa característica.
Por outro lado, é importante ressaltar que a prática inadequada, com cargas desproporcionais 
para a idade, somada a outros fatores (como dietas hipocalóricas rigorosas), podem trazer problemas ao 
desenvolvimento saudável dos ginastas.
 Saiba mais
Conheça melhor os riscos da prática inadequada da GA em:
ARANTES, J. T. Método repressivo usado no treinamento de ginastas 
olímpicas pode causar danos às atletas, alerta estudo. Agência Fapesp, 
20 jan. 2023. Disponível em: https://tinyurl.com/mr2tphta. Acesso em: 
17 out. 2023.
60
Unidade I
 Resumo
Vimos nesta unidade que a GA, ou ginástica olímpica – como muitos a 
conhecem –, tem sua origem na Antiguidade. É um dos mais tradicionais 
esportes olímpicos, presente desde a primeira edição dos jogos da Era 
Moderna, no ano de 1896, em Atenas.
Quando falamos da modalidade GA, a FIG (no âmbito internacional), e 
a CBG (no Brasil), são as entidades responsáveis pela regulamentação de 
todas as competições oficiais das ginásticas competitivas, estabelecendo 
as normativas e elaborando os calendários dos eventos internacionais e 
nacionais, respectivamente, competitivos ou não.
Estudamos todas as provas e aparelhos da GA atuais e ainda destacamos 
os aparelhos auxiliares, que são imprescindíveis para o treinamento da 
modalidade, desde a iniciação até o alto rendimento.
Ainda relatamos que as provas comuns aos gêneros masculino e feminino 
são o salto sobre a mesa e os exercícios de solo. As provas exclusivamente 
masculinas são: cavalo com alças, argolas, barras paralelas simétricas e barra 
fixa; as femininas, as barras paralelas assimétricas e a trave de equilíbrio.
Até a década de 1990 as potências da Ginástica Artística estavam 
concentradas nos países do leste europeu e na Ásia; com o fim da União 
Soviética e abertura das fronteiras, os treinadores migraram para vários 
países, entre eles o Brasil, elevando o nível da ginástica nessas nações.
No período entre 2001 e 2008, a seleção brasileira de GA feminina foi 
comandada pelo treinador ucraniano Oleg Ostapenko, formador de diversas 
medalhistas olímpicas e mundiais. Ele elevou o nível de nossas ginastas, 
criando a seleção permanente na época.
Outro aspecto que destacamos nesta unidade foi a história da GA, que 
teve início no século XIX, na Alemanha, com o alemão Johann Friedrich 
Ludwing Christoph Jahn, considerado o pai da ginástica. Ele começou esse 
trabalho com finalidade militar, a fim de expulsar o exército invasor de 
Napoleão de seu país, mas depois foi ganhando adeptos e se expandindo 
pelo mundo, chegando ao Brasil através da colônia alemã, que se instalou 
na Região Sul do país, onde teve seu início, até se tornar a GA como a 
conhecemos hoje.
61
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
No ultimo tópico desta unidade, vimos que a GA, assim como outras 
modalidades, está inserida nas três dimensões sociais do esporte descritas 
por Tubino (2001, p. 34): o esporte educação, o esporte participação ou 
esporte social, e o esporte performance ou de rendimento.
O professor ou treinador que for promover o desenvolvimento técnico 
de um ginasta de competição ao longo do tempo deve compreender as 
diferenças entre cada fase do aprendizado de um atleta, até porque o 
desenvolvimento técnico caminha paralelamente ao aumento da idade do 
ginasta, que tende a iniciar de forma precoce no esporte de competição.
Por fim, analisamos a grande questão que envolve o desenvolvimento 
da GA, que é a altura dos ginastas, principalmente as do gênero 
feminino. Durante muito tempo, técnicos e professores ouviram de pais 
o receio de matricular seus filhos em aulas de GA. Contudo, estudos 
científicos desmistificaram essa preocupação. Ao analisar a estatura 
dos ginastas, nota-se que a baixa estatura favorece este esporte tão 
belo, e não é consequência da prática.
Assim como em várias outras modalidades esportivas, o biótipo e 
a genética contribuem para o rendimento. Não são determinantes, mas 
podem influenciar e melhorar a performance do ginasta. A baixa estatura é 
útil para executar as habilidades na GA, pois o tamanho dos aparelhos e a 
velocidade de rotação nos mortais têm relevância. Por exemplo, quem tem 
menor tamanho consegue realizar mais facilmente um número maior de 
rotações do que alguém mais alto. Dessa maneira, a genética da baixa estatura 
favorece o esporte, mas isso não significa que o praticante não cresça.
62
Unidade I
 Exercícios
Questão 1. Leia o texto a seguir.
Figura 50 - Mascote do Comitê Olímpico do Brasil praticando GA 
e logotipo da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG)
Disponível em: https://tinyurl.com/yc7afk27; 
https://tinyurl.com/mstnzphw. Acesso em: 22 nov. 2023.
História
A ginástica artística está presente nos Jogos Olímpicos desde a primeira edição da Era Moderna, 
em Atenas, 1896. Os gregos da Antiguidade acreditavam que a ginástica artística era a junção 
perfeita entre mente e corpo e praticavam-na para a manutenção da boa forma física. Ela também 
era ensinada como uma preparação para outros esportes, além de treinamento militar.
O alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn, apaixonado pelo esporte, criou a primeira escola de 
ginástica artística em 1811. O pai da ginástica, como ficou conhecido, além de aperfeiçoar a modalidade, 
também criou alguns saltos e os aparelhos cavalo com alças, trave, barras paralelas e horizontais.
A ginástica estreou nos Jogos de Atenas de 1896, reunindo atletas de apenas cinco países, que 
competiram em quatro aparelhos. Em Amsterdã, 1928, as mulheres também passaram a competir, 
participando de uma única prova por equipes.
Nas competições, homens e mulheres competem no solo e no salto. As barras assimétricas e a trave 
são aparelhos exclusivamente femininos, e os homens competem também na barra fixa, nas barras 
paralelas, no cavalo com alças e nas argolas.
Disponível em: https://tinyurl.com/49arjhnp. Acesso em: 16 out. 2023.
63
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Com base na leitura e nos seus conhecimentos, avalie as afirmativas.
I – A GA é um esporte olímpico, e uma das modalidades presentes desde a primeira edição dos Jogos 
Olímpicos da era moderna, realizada em 1896, na cidade de Atenas, na Grécia.
II – A matriz da GA é atribuída ao pedagogo alemão Johann Friedrich Ludwig Christoph Jahn, que 
desenvolveu um método de treinamento físico visando à formação de jovens soldados, utilizando como 
referências as mais diversas atividades e os mais diferentes equipamentos, alguns já existentes e outros 
que ele próprio desenvolveu.
III – Nas competições de GA, homens e mulheres competem exatamente nos mesmos aparelhos.
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
Resposta correta: alternativa D.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: segundo do texto, “a GA está presente nos Jogos Olímpicos desde a primeira edição da 
Era Moderna, em Atenas, 1896”. Além disso, vimos, no livro-texto, que a GA é um dos quatro esportes 
que nunca estiveram ausentes nos Jogos Olímpicos de Verão; as outras modalidades esportivas são 
Atletismo, Esgrima e Natação.
II – Afirmativa correta.
Justificativa: segundo o texto, “o alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn, apaixonado pelo esporte, 
criou a primeira escola de GA em 1811”. Jahn, “o pai da ginástica, como ficou conhecido, além de 
aperfeiçoar a modalidade, também criou alguns saltos e osaparelhos cavalo com alças, trave, barras 
paralelas e horizontais”.
64
Unidade I
III – Afirmativa incorreta.
Justificativa: segundo o texto, “nas competições, homens e mulheres competem no solo e no salto”. 
No entanto, “as barras assimétricas e a trave são aparelhos exclusivamente femininos, e os homens 
competem também na barra fixa, nas barras paralelas, no cavalo com alças e nas argolas”.
Reforçando o que foi dito, vimos, no livro-texto que, na GA, o atleta usa grandes aparelhos fixos 
como base para realizar suas rotinas (ou séries), podendo estar apoiado, equilibrado ou suspenso no 
equipamento. As provas são diferentes para homens e mulheres. Vejamos.
•	 Mulheres: salto sobre a mesa, barras paralelas assimétricas, trave de equilíbrio e exercícios de solo.
•	 Homens: exercícios de solo, cavalo com alças, argolas, salto sobre a mesa, barras paralelas simétricas 
e barra fixa.
Questão 2. A prova de solo da GA, seja para homens ou para mulheres, é realizada sobre o tablado, 
aparelho que, em um primeiro momento, parece um simples carpete, mas na verdade tem várias partes.
Figura 51 – Brasileira Rebeca Andrade compete em Tóquio ao som de “Baile de Favela”
Disponível em: https://tinyurl.com/47p2sshd. Acesso em: 16 out. 2023.
Em relação à prova de solo da GA, avalie as afirmativas.
65
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
I – Na prova de solo masculina, o ginasta realiza movimentos e ligações acrobáticas (saltos mortais), 
associados a exercícios de velocidade, força, flexibilidade e equilíbrio.
II – A prova de solo masculina, diferentemente da feminina, não é acompanhada por música.
III – Na prova de solo feminina, a ginasta é avaliada tanto pela sua destreza em realizar movimentos 
acrobáticos difíceis quanto pela sua expressão corporal e artística.
É correto o que se afirma em:
A) I, apenas.
B) II, apenas.
C) III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
Resposta correta: alternativa E.
Análise da questão
Vimos, no livro-texto, que a prova de solo da GA é realizada sobre o tablado, uma superfície quadrada 
de aproximadamente 14 × 14 metros. Esse aparelho é composto por várias camadas, cada qual com uma 
finalidade específica.
Na prova de solo masculina, cuja rotina deve ser de no mínimo 50 e no máximo 70 segundos, o 
ginasta realiza movimentos e ligações acrobáticas (saltos mortais), associados a exercícios de velocidade, 
força, flexibilidade e equilíbrio.
A série masculina da prova de solo, diferentemente da série feminina, não é acompanhada por música, 
nem é avaliada pela parte coreográfica da série pela arbitragem. Muitos questionam sobre a ausência de 
música e coreografia nas rotinas masculinas. Isso está ligado à própria história da modalidade, que se 
desenvolveu valorizando a força e a virilidade associadas ao estereótipo da figura masculina.
No caso da prova de solo feminina, segundo o código de pontuação da FIG, o objetivo principal da 
ginasta que se exercita é apresentar uma rotina que combine, de forma equilibrada, elementos ginásticos 
e expressões artísticas, criando uma composição harmonize com o tema e as características da música 
escolhida. Na prova, as ginastas executam uma sequência de acrobacias, coreografias e elementos 
de dança em uma área delimitada (tablado). A performance no solo exige uma combinação perfeita de 
força, flexibilidade, coordenação e talento artístico. Além disso, a musicalidade e o ritmo também são 
levados em consideração pela arbitragem. Durante a apresentação, as ginastas têm a liberdade de criar 
a coreografia, deixando sua marca pessoal e transmitindo suas emoções ao público.de alta performance ............................................................................................... 57
4.2 As correlações entre o treinamento e o crescimento estatural ........................................ 58
4.2.1 Por que os ginastas que vemos são baixos? ................................................................................ 58
Unidade II
5 A SEGURANÇA NA GA ................................................................................................................................... 66
5.1 As formas de auxílio na GA .............................................................................................................. 66
5.2 Auxílio manual ...................................................................................................................................... 68
5.3 Aspectos intrínsecos e extrínsecos ................................................................................................ 69
6 METODOLOGIAS DE ENSINO ....................................................................................................................... 72
6.1 Padrões básicos de movimento (PBM) de Russel e Kinsman.............................................. 73
6.1.1 Aterrissagens ............................................................................................................................................ 76
6.1.2 Posições estáticas ................................................................................................................................... 78
6.1.3 Deslocamentos ......................................................................................................................................... 80
6.1.4 Rotações ..................................................................................................................................................... 81
6.1.5 Saltos ........................................................................................................................................................... 84
6.1.6 Balanços ..................................................................................................................................................... 85
6.2 Identificando os padrões básicos de movimento .................................................................... 86
7 SISTEMA DE COMPETIÇÕES E COMPOSIÇÃO DE SÉRIES ................................................................. 87
7.1 A estrutura da GA em competições .............................................................................................. 90
7.1.1 Composição de uma equipe ............................................................................................................... 90
7.1.2 Programa oficial de competições da GA ....................................................................................... 90
8 CÓDIGO DE PONTUAÇÃO ............................................................................................................................. 91
8.1 Composição da banca de arbitragem .......................................................................................... 91
8.1.1 Atribuições do painel D ........................................................................................................................ 92
8.1.2 Atribuições do painel E ......................................................................................................................... 92
7
APRESENTAÇÃO
Caro aluno,
Nesta disciplina, você compreenderá o conteúdo da ginástica artística (GA) com perspectivas pedagógicas 
de formação e transformação social do cidadão, bem como refletirá sobre os aspectos pedagógicos e 
científicos do treinamento esportivo que facilitam e aprimoram o processo de aprendizado.
O objetivo deste livro-texto é inserir o aluno no universo cultural da GA. Pretende-se ainda, facilitar 
o acesso dos discentes aos conhecimentos básicos necessários para que sejam capazes de desenvolver 
e aplicar programas de iniciação de GA, proporcionando a condução da atividade de modo seguro e 
consciente, adaptando-a de forma apropriada às diferentes situações, faixas etárias e condições dos 
praticantes, despertando a consciência crítica aos benefícios que a atividade pode proporcionar aos 
seus agentes. Tem também o intuito fazer como que o aluno reconheça a GA como um conteúdo da 
Educação Física , além de oferecer conhecimentos técnicos e científicos a respeito dessa modalidade 
esportiva e sua aplicabilidade no mercado de trabalho. Almeja, ainda, apresentar seus conceitos afins e 
a importância de conhecer e utilizar sua terminologia.
Além de acompanhar as atividades propostas neste livro-texto, é vital que o aluno consulte as 
referências bibliográficas indicadas, pois o material apresentado não encerra o assunto.
8
INTRODUÇÃO
A ginástica artística (GA) é uma modalidade gímnica de competição reconhecida pela Federação 
Internacional de Ginástica (FIG), dividida em gênero masculino e feminino.
Este livro-texto demonstra o percurso e desenvolvimento deste esporte desde o seu início na Europa 
do século XIX, a partir da escola alemã, até como o conhecemos hoje; situa os alunos historicamente 
nas ocorrências ao longo dos tempos, abordando as modificações no código de pontuação da GA 
impostas pelas evoluções constantes da modalidade, assim como os métodos desenvolvidos para o seu 
aprimoramento; e apresenta os diferentes campos de atuação de um educador físico na GA, ou seja, em 
clubes, academias, na iniciação esportiva, no treinamento de alto rendimento e como atividade auxiliar 
em outros esportes.
Na unidade I, conceituaremos a GA, apresentando suas provas e principais características da 
modalidade; conheceremos sua origem e a contextualização com o momento histórico alemão, assim 
como a chegada do esporte no Brasil; apresentaremos o desenvolvimento da prática ao longo das 
décadas e as entidades federativas responsáveis pela organização e difusão da modalidade em todos 
os níveis. Ainda nessa unidade, apresentaremos os diferentes níveis de prática e suas implicações no 
desenvolvimento físico-motor.
Na unidade II, abordaremos a prática segura da GA com ênfase nos diferentes tipos de auxílio e nos 
cuidados que o professor precisa ter com diversos fatores, como equipamentos, ambiente de treino e até 
com aspectos pedagógicos. Apresentaremos ainda diferentes metodologias para o ensino da atividade, 
além de trabalhar, apresentaremos de forma sucinta, os programas de competições oficiais e adaptados, 
e também uma noção básica da arbitragem da GA, mas sem adentrar seus aspectos mais complexos. E, 
por fim, trataremos da importância e representatividade da escola de esportes para o desenvolvimento 
da prática da GA, seja ele direcionado ou não para o alto rendimento.
9
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Unidade I
1 CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS DA GINÁSTICA ARTÍSTICA
A ginástica artística (GA), também conhecida no Brasil como ginástica olímpica, é uma das 
modalidades gímnicas de competição reconhecidas pela Federação Internacional de Ginástica (FIG). 
É dividida em ginástica artística feminina, ou GAF (em inglês WAG, de women’s artistic gymnastics), 
e ginástica artística masculina, ou GAM (MAG, de men’s artistic gymnastics), considerados como 
modalidades independentes.
Essa modalidade esportiva exige de seus praticantes muita força, flexibilidade, equilíbrio e, 
principalmente, coordenação motora – e também muita coragem e determinação por parte do 
praticante, pois os desafios são constantes e as exigências da modalidade requerem muitas horas de 
treinamento e dedicação.
A GA pode ser definida como uma modalidade gímnica de competição que prima pela qualidade 
técnica na execução dos movimentos e privilegia a execução de elementos acrobáticos com rotações 
em torno dos eixos corporais pelos ginastas, somada ainda a diferentes saltos ginásticos e exercícios de 
equilíbrio, apoiados ou suspensos em grandes aparelhos fixos.
É um esporteolímpico, sendo uma das nove modalidades disputadas desde a primeira edição 
dos Jogos Olímpicos da era moderna, realizado em 1896 na cidade de Atenas, na Grécia. A GA é 
um dos quatro esportes que nunca estiveram ausentes nos Jogos Olímpicos de Verão; as outras 
modalidades esportivas são atletismo, esgrima e natação.
A GA é um esporte individual (apesar de haver competições por equipes), coordenativo e de habilidade 
motora fechada, dividido por gênero do praticante, cada qual com suas próprias regras e provas.
 Observação
Habilidades motoras abertas são aquelas em que o ambiente é 
imprevisível e muitas vezes instável, portanto, os movimentos estão sujeitos 
às condições do momento ou às ações de um oponente, como em jogos de 
voleibol, futebol ou nas lutas.
Habilidades motoras fechadas são aquelas em que o ambiente é 
previsível e estável (como na GA), e as dimensões dos aparelhos não mudam, 
a série do atleta já está determinada, e não há interferência direta de um 
oponente durante a execução dos movimentos.
10
Unidade I
Na GA, o atleta utiliza grandes aparelhos fixos como base para a realização de suas rotinas (ou 
séries), podendo estar apoiado, equilibrado ou suspenso no equipamento. As provas são diferentes para 
homens e mulheres:
•	 Homens: exercícios de solo, cavalo com alças, argolas, salto sobre a mesa, barras paralelas simétricas 
e barra fixa.
•	 Mulheres: salto sobre a mesa, barras paralelas assimétricas, trave de equilíbrio e exercícios 
de solo.
Nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), entidade responsável 
pela GA em nosso país, é adotada a seguinte divisão por categoria de idade:
•	 Feminino: pré-infantil: 9 e 10 anos; infantil: 11 e 12 anos; juvenil: 13 a 15 anos; adulto: 16 anos 
em diante.
•	 Masculino: pré-infantil: 9 a 11 anos; infantil: 12 a 14 anos; juvenil: 15 a 17 anos; adulto: 18 anos 
em diante.
A matriz da GA é atribuída ao pedagogo alemão Johann Friedrich Ludwig Christoph Jahn, ou 
simplesmente Ludwig Jahn, que desenvolveu um método de treinamento físico visando à formação 
de jovens soldados, utilizando como referências as mais diversas atividades e os mais diferentes 
equipamentos, alguns já existentes e outros que ele próprio desenvolveu.
Atualmente a GA é organizada e difundida por diversas entidades esportivas oficiais e não oficiais, 
seja em âmbito regional, nacional ou mundial. A mais importante delas é a FIG, sediada em Lausanne na 
Suíça. A entidade tem um comitê para cada uma das oito modalidades de ginástica pelas quais responde, 
a saber: ginástica acrobática, ginástica aeróbica esportiva, GAF, GAM, ginástica rítmica, ginástica de 
trampolim, ginástica para todos (GPT) e o parkour. Esses comitês são responsáveis por elaborar e revisar 
as regras das modalidades, organizar eventos, fornecer cursos de formação de árbitros e treinadores e 
demais atividades relacionadas às práticas gímnicas.
 Observação
Você sabia? A Federação Internacional de Ginástica é a federação 
esportiva mais antiga do mundo, criada em 1881, a princípio com o nome 
de Federação Europeia de Ginástica.
São filiadas diretas à FIG e responsáveis pelas federações nacionais a União Panamericana de 
Ginástica, a União Europeia de Ginástica, a União Africana de Ginástica e a União Asiática de Ginástica.
11
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
 Saiba mais
Aprofunde seus conhecimentos sobre GA lendo esta obra:
PÚBLIO, N. S. Evolução histórica da ginástica olímpica. Guarulhos: 
Phorte, 1998.
Federação 
Internacional 
de Ginástica
União Panamericana 
de Ginástica
União Europeia 
de Ginástica
União Africana 
de Ginástica
União Asiática 
de Ginástica
Figura 1 – Organograma das entidades continentais subordinadas à FIG e responsáveis pela 
organização das ginásticas em âmbito continental e pelas federações nacionais
FIG - Federação 
Internacional de Ginástica
Entidade responsável pela organização 
e desenvolvimento das modalidades 
ginásticas em nível mundial, reconhecida 
pelo Comitê Olímpico Internacional (COI)
Entidade responsável pela organização e 
desenvolvimento das modalidades ginásticas 
nas Américas, reconhecida pela FIG e pelo COI
Entidade responsável pela organização e 
desenvolvimento das modalidades ginásticas 
no Brasil, reconhecida pela FIG e pelo Comitê 
Olímpico Brasileiro (COB)
Entidades responsáveis pela organização e 
desenvolvimento das modalidades ginásticas 
nos estados da federação, reconhecidas pela 
Confederação Brasileira de Ginástica (CBG)
Federações Estaduais 
de Ginástica
CBG - Confederação 
Brasileira de Ginástica
UPAG - União Panamericana 
de Ginástica
Figura 2 – Organograma da hierarquia das entidades, a partir 
da FIG em direção às federações estaduais brasileiras
12
Unidade I
No Brasil, a CBG é a entidade responsável pela regulamentação de todas as competições oficiais das 
ginásticas competitivas e também dos eventos oficiais de GPT, estabelecendo as normativas e elaborando 
os calendários dos eventos nacionais, sejam eles competitivos ou não. A CBG é filiada à FIG desde 1951 
e subordinada ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Atualmente, o comitê conta com 24 federações 
estaduais filiadas.
Figura 3 – Logotipos oficiais da Federação Internacional 
de Ginástica e da Confederação Brasileira de Ginástica
Disponível em: https://tinyurl.com/5n6ey3eh; 
https://tinyurl.com/mstnzphw. Acesso em: 13 nov. 2023.
Além das entidades oficiais, existem também ligas e federações não oficiais que procuram atender a 
seguimentos específicos, como federações escolares, ligas regionais e outros.
1.1 A evolução técnica da GA brasileira
Até o início da década de 1990, a GA ainda era muito concentrada na Europa e na Ásia. Os países 
da Cortina de Ferro, formada pela extinta União Soviética e os países do Leste Europeu, dominavam 
o cenário internacional. Na Ásia, a já tradicional escola japonesa e a emergente China também 
apresentavam bons resultados em competições.
Com o fim da Guerra Fria, muitos treinadores migraram para outros países, principalmente para os 
Estados Unidos. Um dos mais conhecidos é Béla Károlyi, técnico da romena Nadia Comăneci, ginasta 
campeã olímpica em Montreal, em 1976, com apenas 14 anos, e primeira ginasta a alcançar a nota 10 
13
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
na ginástica. Ela foi o grande divisor de águas com relação à faixa etária das meninas que praticavam a 
GA, que até então tinha como base mulheres mais velhas; a partir dela, a idade precoce preponderou no 
setor feminino. Károlyi se mudou para os Estados Unidos e foi um dos responsáveis por elevar o país ao 
status de potência olímpica no esporte.
A exemplo do que ocorreu em outras partes do mundo, muitos treinadores estrangeiros também 
aportaram no Brasil a partir da derrocada do comunismo. Ucranianos, romenos, russos, bielorrussos e 
cubanos vieram trabalhar a convite de clubes, e até com nossas seleções nacionais.
No período entre 2001 e 2008, a seleção brasileira de GA foi comandada pelo treinador ucraniano 
Oleg Ostapenko, formador de diversas medalhistas olímpicas e mundiais, como Tatiana Lysenko (dois 
ouros olímpicos em Barcelona/1992), Tatiana Gutsu (também dois ouros na mesma edição dos Jogos 
Olímpicos), Lilia Podkopayeva (vice-campeã individual geral no mundial de 1999). No Brasil, ajudou 
a aprimorar a técnica de ginastas como Daiane dos Santos e Daniele Hypólito, que posteriormente 
tornaram-se medalhistas mundiais.
Também houve uma grande evolução dos resultados por equipe, inicialmente no gênero feminino e, 
mais recentemente, no naipe masculino.
Essa evolução se refletiu nos resultados brasileiros em competições internacionais, que trouxe, 
consequentemente, visibilidade à modalidade. Atletas da ginástica se tornaram ídolos nacionais. Os 
irmãos Daniele e Diego Hypólito, Jade Barbosa, Daiane dos Santos, Arthur Zanetti, Flávia Saraiva, 
Arthur Nory e Rebeca Andrade são inspiração para novos praticantes. Hoje, a modalidade é conhecida e 
praticada em todo o Brasil.A GA masculina do Brasil também vem apresentando uma grande evolução, porém um pouco mais 
tardia que a feminina. Se a ginástica feminina tem conseguido classificar equipes completas para os 
Jogos Olímpicos desde 2004, no setor masculino o Brasil contou pela primeira vez com uma equipe 
completa na edição do Rio de Janeiro, em 2016. Por outro lado, coube à ginástica masculina a honra de 
trazer a primeira medalha olímpica da ginástica brasileira, com a medalha de ouro de Arthur Zanetti na 
prova de argolas na edição de Londres em 2012.
É importante ressaltar que a ginástica é um esporte em constante evolução, e as ginastas continuam 
a desafiar os limites e inovar em suas rotinas.
Porém, como relata Schiavon et al. (2013), o bom desempenho técnico de nossas equipes competitivas 
em eventos internacionais nos últimos anos não reflete a realidade da ginástica brasileira.
14
Unidade I
 Observação
Em 4 de outubro de 2023, a Seleção Brasileira de GAF conquistou a 
medalha de prata na competição por equipes no Mundial de GA realizado 
na Antuérpia, Bélgica. As atletas Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade 
Barbosa, Lorrane Oliveira e Júlia Soares fizeram 165.530 pontos e ficaram 
atrás apenas dos Estados Unidos, que somaram 167.729 pontos. No mesmo 
evento, a ginasta Rebeca Andrade foi vice-campeã mundial no individual 
geral, atrás apenas do fenômeno estadunidense Simone Biles.
Figura 4 – Seleção Brasileira de GAF conquista a medalha de prata na competição 
por equipes no Mundial de ginástica artística realizado na Bélgica
Disponível em: https://tinyurl.com/2s77shpr. Acesso em: 23 out. 2023.
1.1.1 A distribuição da GA pelo Brasil
A GA se encontra bem difundida pelo Brasil. A Região Norte é a que apresenta o menor número 
de entidades ligadas às federações estaduais; a Sudeste, o maior número, sendo a Federação Paulista de 
Ginástica que possui o maior número de filiados.
15
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Qualidade de filiados por região
Sul
0
60
20
80
40
100
120
Sudeste Nordeste Norte
Sul Sudeste
Nordeste Norte
Centro Oeste
Centro 
Oeste
RS
21
PR
11
SP
39
MG
15
BA
05
TO
04
GO
04
09
DF
MS
06
MA
08
AM
03
PA
02
RR
04
CE
11
PB 03
PE 08
AL 05
SE 10
RN 18
ES 09
RJ 33
SC
12
Figura 5 – Entidades filiadas às federações estaduais por região
Adaptado de: Schiavon et al. (2009).
Apesar de haver praticantes de GA por todo o país, podemos observar uma grande desigualdade 
entre as regiões, se comparadas às condições materiais, de conhecimento técnico, disponibilidade de 
locais para a prática etc. Mesmo nas regiões mais desenvolvidas do Sul e Sudeste, poucos são os locais 
capazes de abrigar um trabalho de excelência. Como consequência dessa falta de estrutura, há em 
nossas competições uma grande disparidade de participantes por categorias; tomemos como exemplo o 
Campeonato Brasileiro: enquanto nos níveis iniciantes (pré-infantil e infantil) temos mais competidores 
e equipes, na categoria adulto esse número é muito baixo. Isso ocorre devido a diversos fatores, como a 
falta de equipamentos adequados para o trabalho de ginastas de alto nível, falta de conhecimento técnico 
dos treinadores, mão de obra insuficiente (um mesmo treinador para diversas categorias), falta de cursos 
especializados para a formação de treinadores, falta de políticas públicas para o esporte de rendimento, 
entre tantos outros. Dessa forma, o trabalho iniciado não segue adiante, e várias gerações de ginastas 
são perdidas.
16
Unidade I
Schiavon et al. (2013) observa que há a participação quase exclusiva de ginastas e entidades das 
regiões Sul e Sudeste em campeonatos nacionais: no período entre 2003 e 2009, houve a participação 
em campeonatos brasileiros de uma ginasta pré-infantil do Rio Grande do Norte, e três infantis de 
Brasília no ano de 2004, além de uma atleta infantil do Pará em 2006. Podemos afirmar, portanto, que 
não há, na prática, GA de alto rendimento fora do eixo Sul-Sudeste. Ainda, de acordo com os autores, 
recentemente, com o avento dos Jogos Olímpicos da cidade do Rio de Janeiro, vários conjuntos 
completos de equipamentos oficiais importados foram adquiridos pela CBG e o Ministério do Esporte 
e distribuídos pelo país, no intuito de habilitar outras regiões à formação de ginastas de competição. 
Contudo, alguns dirigentes e treinadores argumentam que esse tipo de ação só tem efetividade 
quando associada à formação de treinadores locais que consigam aproveitar bem os equipamentos e 
que estejam aptos a desenvolver as potencialidades de jovens talentos. Além disso, existe uma série 
de questionamentos quanto à distribuição do material, uma vez que são voltados à ginástica de alto 
rendimento e muitos dos centros agraciados não dispõem de ginastas desse gabarito.
 Saiba mais
Leia a seguir um artigo sobre esse assunto:
GINÁSTICA brasileira recebe a maior quantidade de equipamentos 
em 40 anos. Rede do Esporte, Brasília, 28 ago. 2014. Disponível em: 
https://tinyurl.com/5kk5k7uu. Acesso em: 13 out. 2023.
2 APARELHOS E PROVAS DA GA
Como sabemos, a GA surge em um primeiro momento como uma atividade exclusiva para os 
homens, uma vez que o objetivo de seu criador, Ludwig Jahn, era a formação de soldados. Porém, desde 
sua criação, o esporte sofreu diversas adaptações e evoluções até chegar ao formato que conhecemos 
nos dias de hoje.
Atualmente, a GA é praticada por homens e mulheres e há provas comuns aos dois gêneros e provas 
exclusivas para cada naipe.
As provas comuns aos gêneros masculino e feminino são: salto sobre a mesa e exercícios de solo; 
as provas exclusivamente masculinas são: cavalo com alças, argolas, barras paralelas simétricas e barra 
fixa; as provas exclusivas das mulheres são: barras paralelas assimétricas e trave de equilíbrio.
2.1 Provas em comum
A GA é uma modalidade que exige força, flexibilidade, coordenação e habilidades técnicas dos atletas. 
As provas comuns aos dois gêneros são verdadeiras demonstrações de habilidade, técnica e  arte. 
Os ginastas, por meio de movimentos precisos e acrobacias impressionantes, mostram ao mundo a sua 
dedicação e paixão pela atividade, encantando as plateias e conquistando o respeito de todos através 
do talento e destreza demonstrados nas competições.
17
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
2.1.1 Prova de solo
A prova de solo, seja para homens ou para mulheres, é realizada sobre o tablado, aparelho que em 
um primeiro momento parece um simples carpete, mas que na verdade divide-se em várias partes:
O tablado é uma superfície quadrada de aproximadamente 14 × 14 m. Esse aparelho é composto de 
várias camadas, cada qual com uma finalidade específica.
A parte superior, onde o ginasta se apresenta, é feita de material acarpetado, geralmente em duas 
cores: a parte interna, de cor mais clara, compreende a área de competição, na qual o ginasta deve se 
manter durante sua rotina e mede 12 × 12 m; a parte externa, mais escura, tem aproximadamente 
2 m de largura e é uma área de segurança para caso o ginasta saia da área de competição durante a 
execução de sua série.
Alguns tablados são de cor única, e nesses casos a área de competição é separada da área de 
segurança por uma linha demarcatória, geralmente uma fita de velcro de 5 cm. Alguns carpetes são 
feitos em uma única peça de 14 × 14 m, e outros são constituídos de esteiras unidas por fitas de velcro 
da mesma cor do tecido.
Figura 6 – Desenho representando a vista superior de um tablado de solo
Abaixo do carpete há uma camada de espuma de látex ou de poliuretano, com o objetivo de absorver 
os impactos das aterrissagens dos ginastas, sem, contudo, ser demasiadamente macio a ponto de 
dificultar o equilíbrio ou a impulsão nos exercícios. Sob a espuma estão diversas placas de compensado 
sobre as quais são fixadas molas (metálicas ou de borracha) para auxiliar na impulsão dos movimentos 
e também amortecer os impactos.
18
Unidade I
Carpete
Carpete
Espuma
Espuma
Compensado
Compensado
Molas metálicas
Molas de borrachaFigura 7 – Desenho representando em cortes laterais as camadas 
de tablados de solo com molas metálicas e de borracha
2.1.1.1 A prova de solo masculino
Na prova de solo masculina, o ginasta realiza movimentos e ligações acrobáticas (saltos mortais), 
associados a exercícios de velocidade, força, flexibilidade e equilíbrio. A duração da rotina masculina 
deve ser de no mínimo 50 e no máximo 70 segundos. A série masculina não é acompanhada por música, 
nem há a avaliação da parte coreográfica da série por parte da arbitragem.
Muitos questionam a ausência de música e coreografia nas rotinas masculinas. Tal fato está ligado 
à própria história da modalidade, que se desenvolveu valorizando a força e a virilidade associadas ao 
estereótipo da figura masculina.
 
A FIG sempre se opôs ao que chamam de movimentos afeminados para os 
exercícios masculinos, mas o assunto de se colocar música para o exercício 
de solo masculino sempre foi e é discutido, tendo sido, até o presente, 
rejeitado (Públio, 1998, p. 306).
2.1.1.2 A prova de solo feminino
Segundo o código de pontuação da FIG, o objetivo principal da ginasta que se exercita no solo 
é apresentar uma rotina que combine, de forma equilibrada, elementos ginásticos e expressões 
artísticas, criando uma composição que esteja em harmonia com o tema e com as características da 
música escolhida.
19
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
As ginastas têm a oportunidade de mostrar toda a sua expressividade e criatividade. Nessa prova, 
elas executam uma sequência de acrobacias, coreografias e elementos de dança na área delimitada do 
tablado. A performance no solo exige uma combinação perfeita de força, flexibilidade, coordenação 
e talento artístico. Além disso, a musicalidade e o ritmo também são levados em consideração pela 
arbitragem. Durante a apresentação, as ginastas têm a liberdade de criar sua própria coreografia, 
deixando sua marca pessoal e transmitindo suas emoções ao público.
Portanto, na prova de solo, a ginasta será avaliada não só por sua destreza em realizar movimentos 
acrobáticos difíceis, mas também por sua expressão corporal e artística. Nenhuma das duas partes 
(acrobacias ou coreografia) deve prevalecer, de modo que haja equilíbrio entre elas na série, realizada 
ao som da música. Uma expressão corporal pobre e a falta de harmonia na prova de solo feminino 
podem levar a ginasta a perder pontos. A duração da apresentação feminina não deve ser menor que 
1’10 (70 segundos) e não deve exceder 1’30 (90 segundos).
2.1.1.3 Origem da prova de solo
Os exercícios de solo são uma evolução dos movimentos calistênicos, aos quais foram acrescentados 
elementos acrobáticos. As apresentações com aparelhos manuais ou livres sempre fizeram parte do 
programa de competições da ginástica, mas, quando da separação da ginástica nas modalidades artística 
e rítmica, os aparelhos portáteis ficaram com a segunda.
A prova de solo masculina foi oficializada no Campeonato Mundial de Luxemburgo em 1930, quando 
passou a fazer parte do programa oficial da GA. É interessante notar que as provas eram coletivas, com 
vários ginastas se apresentando de forma sincronizada. Finalmente, em 1932, nos Jogos Olímpicos de 
Los Angeles, o solo passou a ser uma apresentação individual.
Já a prova de solo feminina provém da junção de duas vertentes: em algumas competições nos 
Estados Unidos havia a apresentação tradicional, com movimentos derivados da calistenia, e outra 
chamada de dança. Com a inclusão da música, houve a junção das duas apresentações, o que agradou 
o público. A prova feminina de solo foi incluída no programa da GA e oficializada nos Jogos Olímpicos 
de Helsinque, em 1952.
2.1.2 Prova de salto sobre a mesa
De início conhecida como salto sobre o cavalo, essa prova faz parte dos programas masculino 
e feminino. Atualmente, a única diferenciação entre as provas de homens e mulheres é a altura 
da mesa: na regra oficial da FIG, para o masculino, a altura é de 1,35 m; para o feminino, a mesa é 
colocada a 1,25 m. O salto é uma prova em que a velocidade e a potência são fundamentais.
O salto sobre a mesa é uma prova emocionante e desafiadora, a mais rápida de todas as provas. 
Nela, o ginasta deve demonstrar sua força explosiva e agilidade, ter muita precisão em seus movimentos 
acrobáticos e aterrissar de maneira precisa e segura.
20
Unidade I
Figura 8 – Desenho representando os equipamentos que compõem a prova de salto sobre a mesa
Os equipamentos que compõem a prova são a mesa de salto, o trampolim de molas, a pista de 
corrida e os colchões de aterrissagem.
O colchão onde o ginasta aterrissa tem linhas demarcatórias que determinam o espaço ideal para a 
chegada e servem de referência visual para os árbitros. Se, ao aterrissar, o ginasta se desviar do centro, 
pisar nas linhas laterais ou além delas, sofrerá penalizações na avaliação do salto.
A prova de salto apresenta três fases bem distintas durante a sua execução:
•	 A abordagem do trampolim: a corrida executada pelo ginasta até o salto para o trampolim é 
a parte mais importante do exercício. Nenhum ginasta é capaz de realizar bons saltos se não for 
capaz de dominar perfeitamente sua corrida. Além de ser veloz, o atleta deve ser preciso, não 
variando as passadas ou desacelerando a velocidade de aproximação, uma vez que ele precisa 
estar no máximo da aceleração ao final da corrida, ganhando energia que será transformada em 
potência nas outras fases do salto.
Figura 9 – Corrida de aproximação até a abordagem do trampolim
21
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
•	 O primeiro voo: ou “entrada” do salto; compreende a fase aérea na qual o ginasta sai do trampolim 
até o apoio na mesa de salto.
Figura 10 – 1º voo: saída do trampolim até o apoio na mesa
Existem algumas formas de entrada para o salto. As mais importantes são:
— Em “reversão”, quando não há uma rotação no eixo longitudinal do corpo do ginasta após a 
saída do trampolim até o apoio na mesa; também é considerada uma reversão quando há uma 
rotação no eixo longitudinal de 360º; em ambos os casos, o ginasta, no momento do apoio, 
estará com as costas voltadas para o colchão de aterrissagem.
— Em “rondada”, (também “rodante”, “roda” e “árabe”) que é quando há uma rotação no eixo 
longitudinal do corpo do ginasta entre 90º e 180º após a saída do trampolim até o apoio 
na mesa; a parte anterior ou a lateral do corpo do atleta estará voltada para os colchões no 
momento do apoio das mãos na mesa.
— Em Yurchenko, que consiste na realização de uma rondada sob a pista de corrida, finalizando 
com os pés no trampolim, estando o ginasta de costas para a mesa de salto e, finalmente, a 
projeção do corpo para trás ao apoio na mesa. Também pode ser feito com rotações de 180º ou 
360º no eixo longitudinal do corpo do ginasta na fase de voo.
22
Unidade I
Reversão
Yurchenko Yurchenko com meia volta Yurchenko com uma volta
Reversão com uma volta
360°
360°
180°
180°
Rodada ou rodante
Figura 11 – Possíveis formas de execução do 1º voo
•	 O segundo voo: compreende o momento entre a perda de contato das mãos do ginasta com 
a mesa de salto e é finalizado com a aterrissagem sobre os colchões. É nessa fase que o ginasta 
busca realizar o maior número de rotações em todos os eixos do corpo, para alcançar maiores 
pontuações na prova.
O segundo voo pode ser realizado sem mortais (rotações de 360º ou mais em torno do eixo transversal 
do corpo), que são os saltos mais simples do código de pontuação, ou com um ou mais mortais. 
A quantidade de rotações em um ou mais eixos do corpo é que define a dificuldade e, consequentemente, 
o valor de cada salto.
Figura 12 – 2º voo: saída da mesa até a aterrissagem nos colchões
23
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
É interessante notar que, apesar de o código considerar os mortais no segundo voo como rotações 
a partir de 360º, nenhum salto com mortal tem menos que 540º de rotação, uma vez que, no segundo 
voo, o ginasta parte da posição invertida do corpo.
 Saibamais
Você pode baixar os códigos de pontuação da GA masculina e feminina 
diretamente do site da FIG:
FIG. Rules. Federation Internationale de Gymnastique, Lausanne, c2023. 
Disponível em: https://tinyurl.com/yc7c56jy. Acesso em: 13 out. 2023.
2.1.2.1 Origem do salto
A caixa de salto foi desenvolvida pelo estudioso sueco Pehr Heinrik Ling, o precursor da educação 
física, no início do século XIX.
 
A caixa de salto se originou com Ling e seus seguidores. É escusado dizer 
que se alguém inventou o cavalo haveria outro para saltar sobre ele. 
Originalmente, saltava-se sobre a largura, usando os arções como apoio das 
mãos. Depois, os homens saltavam sobre o comprimento (longitudinalmente) 
e as mulheres, sobre sua largura (transversalmente), logicamente sem os 
arções (Públio, 1998, p. 304).
Contudo, o cavalo é bem mais antigo que isso. Os romanos o desenvolveram por volta de 375 d.C. 
com o intuito de treinar seus soldados em exercícios de cavalaria, monte e desmonte, poupando 
assim os animais.
Ludwig Jahn introduziu o cavalo em seu primeiro Turnplatz (área aberta para a prática da ginástica), 
em 1811, chamando-o de “cavalos de saltos”. Nele, seus discípulos saltavam sobre o pescoço do cavalo, 
que também tinha calda e crina.
Ao longo dos anos, o aparelho foi sendo modernizado, perdeu as alças, a calda, a cabeça e a crina, 
tornando-se mais cilíndrico.
Nas competições masculinas, os ginastas precisavam transpor o cavalo em seu sentido longitudinal 
a uma altura de 1,35 m; nas competições femininas, as ginastas saltavam no sentido transversal do 
cavalo, colocado a 1,25 m.
24
Unidade I
Figura 13 – Antigo cavalo para saltos
Contudo, a evolução das técnicas de salto e uma nova forma de entrar no cavalo, o Yurchenko, 
fizeram com que o equipamento fosse modificado.
Os acidentes em competições passaram a ser frequentes principalmente para as mulheres, uma 
vez que elas saltavam no sentido transversal do cavalo. O aparelho tinha aproximadamente 40 cm de 
largura, o que exigia das atletas uma precisão muito grande quando se projetavam às cegas, de costas 
para o cavalo, ao executarem o Yurchenko. A FIG então interviu, diminuindo o valor de saltos feitos com 
o uso da técnica para desfavorecer seu uso; porém, devido às vantagens biomecânicas que esse tipo 
de entrada proporciona, facilitando muito as rotações no segundo voo e gerando melhores pontuações 
para os ginastas, a medida não se mostrou efetiva.
Foi então que a FIG desenvolveu um novo equipamento para a prova de salto: a mesa. Mais larga, 
longa, com uma pequena área inclinada e de cor diferente na frente, o aparelho proporcionou mais 
segurança à prova e também favoreceu o desenvolvimento de novas técnicas. Associada a essa evolução, 
também houve uma redução na quantidade de acidentes. A mesa de salto foi oficializada em 2001.
Figura 14 – Mesa de salto (90 cm de largura por 1,20 m de comprimento)
25
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
2.2 Provas femininas
2.2.1 As barras paralelas assimétricas
A prova de barras paralelas assimétricas é exclusiva do gênero feminino. O aparelho consiste em 
duas barras horizontais posicionadas em alturas diferentes – daí a denominação “assimétricas”. A barra 
baixa está posicionada a 1,70 m e a alta a 2,50 m do solo, mas pode haver pequenas variações nessas 
medidas de acordo com a estatura das ginastas e do afastamento das barras, uma vez que a regra 
permite um afastamento entre elas de até 1,80 m, medidos da borda inferior da barra alta até a borda 
superior da barra baixa. Assim como a barra fixa e as argolas, a paralela assimétrica é fixada ao solo por 
meio de cabos de aço. Suas barras são de fibra de vidro recobertas com uma película de madeira, com 
um diâmetro de 40 mm.
Ao longo da rotina nas paralelas, as ginastas precisam alternar seus movimentos entre as barras, ora 
na baixa, ora na alta. É justamente essa troca constante entre elas, realizada com belos elementos de 
voo, que torna a prova interessante e complexa.
Os movimentos realizados pelas mulheres nas barras assimétricas são muito similares aos 
exercícios realizados pelos homens na barra fixa: giros gigantes, trocas da posição das mãos e da 
direção  dos movimentos, largadas e retomadas das barras e outros elementos realizados de forma 
contínua – uma vez que interrupções na rotina são penalizadas. Somam-se a esses elementos as trocas 
entre as barras, que conferem um toque especial à prova.
Figura 15 – Barras paralelas assimétricas
26
Unidade I
2.2.1.1 A origem das barras paralelas assimétricas
É a mais recente das provas da ginástica. No início das competições, as assimétricas nada mais eram 
que uma paralela masculina cujos barrotes eram posicionados em alturas diferentes. Não havia, como 
atualmente, um equipamento desenvolvido exclusivamente para as mulheres. As apresentações dessa 
prova têm início nos jogos de Berlim, em 1936.
Figura 16 – Barras paralelas assimétricas em 1936
Fonte: Públio (1998, p. 90).
As barras assimétricas sofreram diversas adaptações ao longo das décadas para se adequar à 
evolução dos movimentos. Nas primeiras apresentações, as ginastas se apoiavam na paralela para 
realizar posições estáticas e poses, nada muito dinâmico. Conforme as séries foram ganhando 
dinamismo, o equipamento sofreu as primeiras alterações; um suporte lateral foi adicionado para 
manter a estabilidade durante a execução dos movimentos.
A partir de 1967, as mulheres passaram a contar com um aparelho exclusivo, estável e que 
possibilitava regular a distância entre as barras, pois era fixado ao solo por meio de cabos de aço, 
configuração que se mantém até hoje. Os barrotes tinham o mesmo formato ovalado da paralela 
27
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
masculina, mas encurtados, ficando com 2,40 m. A última grande modificação foi a mudança no formato 
dos barrotes, que se tornaram redondos e mais finos para facilitar a empunhadura das ginastas.
2.2.2 A trave de equilíbrio
A trave de equilíbrio é, certamente, o aparelho mais desafiador da GAF. Para um bom desempenho 
nessa prova, não basta ter boa técnica e bom preparo físico; é necessário um grande controle emocional.
O nome da prova se justifica pelas dimensões do aparelho: a trave, apesar de ter 5 m de comprimento, 
tem apenas 10 cm de largura e está a 1,25 m acima do solo. Seu corpo metálico é recoberto por uma 
fina camada de espuma e, sobre ela, um tecido semelhante ao feltro dá aparência final ao equipamento. 
A parte superior, onde ocorre o contato com os pés da ginasta, não pode ser muito macia, para não 
comprometer a estabilidade, e por esse motivo a trave é um aparelho “duro” e quedas sobre ela e 
aterrissagens mal executadas costumam ser doloridas.
Figura 17 – Trave de equilíbrio
Os exercícios executados na trave se assemelham muito com as acrobacias e os saltos de dança 
realizados no solo. Mortais em todas as direções, giros sobre os pés, elementos de força, equilíbrio e saltos 
derivados do balé compõem o repertório de movimentos. A rotina também precisa ser coreografada, 
como no solo, mas sem música. O tempo de duração máximo da série é de 90 segundos.
2.2.2.1 A origem da trave de equilíbrio
Assim como outros aparelhos da ginástica, a trave de equilíbrio segue uma tendência natural do ser 
humano: a de brincar de equilibrar-se em superfícies estreitas. Quem nunca brincou de caminhar sobre 
a guia das ruas, sobre troncos caídos e linhas estreitas no chão?
No Turnplatz, havia troncos longos e estreitos nos quais os alunos se equilibravam e simulavam 
combate. Quando a atividade passou a ser feita em ambientes fechados, o “tronco flutuante”, como 
era chamado na época, foi reduzido e adaptado. As primeiras traves eram feitas de madeira polida, sem 
coberturas ou materiais que diminuíssem os impactos, e assim se manteve até o início dos anos 1980, 
quando foi recoberta com couro ou camurça.
28
Unidade I
Figura 18 – Representação artística do Turnplatz, onde se vê o “tronco flutuante”.
Fonte: Públio (1998, p.41).
A trave foi inserida nos Jogos Olímpicos de 1936, ainda como evento de apresentação; também 
é interessante notar que as traves da época eram ainda mais estreitas, com apenas 8 cm de largura. 
Atualmente as traves utilizadas em competições oficiais têm sistema de amortecimento e são mais 
confortáveis para a prática dos exercícios.
2.3 Provas masculinas
2.3.1 A prova de cavalo com alças
A prova de cavalo com alças ou arções pertence à ginástica masculina. Nessa prova, o ginasta precisa 
deslocar-se sobre os braços por toda a extensão do aparelho, em movimentos de tesoura, volteios com 
pernas unidas e afastadas, e elevações à parada de mãos – elementos executados sobre o corpo do 
cavalo com o auxílio das alças. O ginasta não pode fazer elementos estáticos durante a execução da 
rotina, que deve ser contínua.
O aparelho tem 1,15 m de altura, medido a partir do chão, comprimento total de 1,60 m e 35 cm de 
largura. As alças, feitas de material plástico e recobertas com madeira, se ajustam entre 40 e 45 cm, com 
12 cm de altura. O corpo do cavalo é arredondado para evitar traumas e revestido de tecido maleável. 
As alças têm formato cilíndrico e perfil arredondado nos cantos. Como nos demais equipamentos da 
ginástica, são instalados colchões de proteção no entorno do aparelho.
A prova requer do executante muita resistência, equilíbrio e agilidade, além da sempre necessária 
coordenação motora.
29
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Figura 19 – Cavalo com alças
2.3.1.1 A origem do cavalo com alças
Como já dito, o cavalo foi desenvolvido pelos romanos para treinar soldados. Data do século IV, a 
primeira descrição do cavalo de madeira, feita nos desenhos do romano Vegetino, nos quais é possível 
visualizar os soldados se exercitando no aparelho. Jahn incluiu o equipamento em seu primeiro Turnplatz 
em 1811, para exercícios de saltos que ele chamou de “trabalho lateral”.
2.3.2 A prova de argolas
Os exercícios nas argolas fazem parte do programa masculino da GA. O equipamento compreende 
um pórtico de metal de aproximadamente 6 m de altura, fixado no solo por meio de cabos de aço. Dele 
pendem dois cabos de aço, que, em sua extremidade inferior, se unem a duas faixas de couro ou outro 
material resistente que, sustentam as argolas.
Figura 20 – Argolas
30
Unidade I
As argolas ficam 2,80 m acima do solo e são separadas lateralmente por 50 cm. Elas têm diâmetro 
interno de 18 cm, e sua empunhadura é de 28 mm.
min 260
28
0
30
0
1,20 m
Figura 21 – Medidas das argolas
Força e equilíbrio são fundamentais para realizar os movimentos nas argolas, o único aparelho móvel 
da ginástica. Posições estáticas de força, embalos da suspensão ao apoio e movimentos de rotação 
compõem a prova. Durante os movimentos dinâmicos, as argolas se movimentam junto com o ginasta; 
mas quando o atleta executa uma posição estática, elas devem permanecer imóveis.
2.3.2.1 A origem das argolas
Aparentemente as argolas têm origem italiana, pois eram chamadas de romischi rings, ou aros 
romanos. Inicialmente também havia argolas em formato triangular, além da tradicional forma redonda; 
o formato triangular era provavelmente baseado nos estribos utilizados para montaria.
As primeiras argolas eram feitas de ferro e recobertas com couro; posteriormente vieram as argolas 
de madeira, mais finas, que quebravam com frequência. As argolas atuais são feitas de material sintético 
(plástico ou fibra de vidro) e recobertas com uma película de madeira.
2.3.3 As barras paralelas simétricas
A prova de barras paralelas simétricas (ou simplesmente barras paralelas) é exclusiva do gênero 
masculino. O aparelho consiste em dois barrotes de fibra de vidro recobertos com uma capa de madeira, 
colocados paralelamente a uma altura de 2 m do solo. O corpo do aparelho é de ferro e, pelo fato de ser 
31
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
bem pesado, dispensa o uso de cabos de aço para fixação. As barras têm 3,50 m de comprimento e um 
diâmetro entre 41 e 51 mm.
É possível fazer pequenos ajustes na distância entre as barras para adaptá-la ao porte físico 
do ginasta, mas a margem é pequena: entre 42 e 52 centímetros. Abaixo e ao redor do aparelho há 
colchões para proteger o ginasta de eventuais quedas, e também para a realização da saída ao término 
de sua rotina.
Figura 22 – Barras paralelas simétricas
A prova de paralelas é constituída basicamente de movimentos de embalo (balanços) entre as 
barras e elementos de voo com retomada, além de passagens pela parada de mãos, elementos de força 
e posições corporais como diversos tipos de esquadros. A rotina de paralela exige do ginasta muito 
equilíbrio, coordenação e agilidade.
2.3.3.1 Origem das paralelas
As barras paralelas foram desenvolvidas pelo próprio Ludwig Jahn e anexadas ao seu Turnplatz em 
1812. Ele desenvolveu o equipamento para fortalecer os braços dos alunos que tinham dificuldade na 
execução do volteio do “carneiro”, espécie de cavalo estreito, hoje conhecido como “potrinho”.
Os primeiros movimentos descritos são o de flexionar e estender os braços para fortalecê-los e o 
balanço para o desenvolvimento corporal. Diferentemente do aparelho atual, as primeiras paralelas eram 
fixadas no solo. A prova de paralelas está presente no programa da ginástica desde a primeira edição 
dos Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas, 1896, quando foram realizadas provas individuais e 
por equipes.
32
Unidade I
2.3.4 A prova de barra fixa
Essa prova também é exclusiva dos homens. O corpo da barra fixa é constituído de dois tubos 
metálicos de diâmetros diferentes, de modo que um se encaixa dentro do outro, permitindo a regulagem 
da altura do aparelho por pequenos furos espaçados regularmente. O equipamento é fixado ao solo por 
meio de cabos de aço.
A barra deve estar a 2,80 m do solo, tem comprimento total de 2,40 m e 28 mm de diâmetro. É feita 
em aço, mas elástica o suficiente para acompanhar os movimentos sem, contudo, se deformar.
Os movimentos característicos da barra fixa são os grandes balanços (giros gigantes), as largadas e 
retomadas e as trocas constantes de posicionamento das mãos (tomadas dorsal, palmar, mista e cubital), 
além de direções dos movimentos. A rotina deve ser contínua, pois as pausas ao longo da série são 
penalizadas pela arbitragem.
A prova de barra fixa não é considerada uma prova de força, exigindo mais da parte coordenativa 
e da agilidade do ginasta – tanto é que os movimentos devem ser feitos utilizando o embalo do corpo; 
elementos feitos com uso demasiado e evidente da força são penalizados.
Figura 23 – Barra fixa
2.3.4.1 A origem da barra fixa
A barra é um aparelho muito antigo, anterior à criação da ginástica de Jahn. Contudo, coube 
a ele popularizar seu uso. As primeiras barras eram de madeira e, em meados do século XIX, foram 
substituídas por barras de aço.
Os exercícios em barras estão associados à ação natural das crianças de subir e se pendurar nos 
galhos das árvores, e por isso o aparelho é tão antigo. Corroborando essa ideia está o fato de a primeira 
barra da Jahn ter sido chamada de “galho horizontal de carvalho”.
33
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
 Lembrete
Existem duas provas que são comuns a homens e mulheres: a prova 
de exercícios de solo e a prova de salto sobre a mesa. No solo, as provas 
se diferenciam pelo fato de as mulheres apresentarem movimentos 
coreografados ao som de uma música; os homens apresentam apenas 
movimentos acrobáticos, sem coreografia. No salto, a única diferença é a 
altura da mesa, que é mais alta para os homens, estando a 1,35 m de altura 
em relação ao chão; para as mulheres, fica a 1,25 m.
2.4 Aparelhos auxiliares
Observar um ginasta se apresentando nos faz pensar como é possível um ser humano a realizar 
acrobacias tão espetaculares e desafiadoras.
Formar um atleta de alto nível demanda muitos anos de treinamento bem planejado, estruturado e 
auxiliado por uma gama enorme de equipamentos. Como já vimos, existem várias provas na GA, cadaqual com seu aparelho específico – os chamados aparelhos oficiais. Porém, não é possível formar um 
ginasta utilizando apenas os equipamentos. Alguns são muito grandes ou muito altos para o trabalho 
com alunos iniciantes, dificultando o auxílio manual realizado pelos treinadores, fundamentais para um 
bom aprendizado e para a segurança dos ginastas.
Os chamados aparelhos auxiliares existem justamente para criar condições de trabalho que 
capacitem os ginastas a realizar os movimentos em aparelhos oficiais e condições reais de competição.
Os aparelhos auxiliares também podem ser utilizados em competições com regras adaptadas, o 
que é comum nas categorias de base, cujas crianças são muito pequenas – uma vez que a GA é uma 
modalidade em que os praticantes começam muito jovens e tendem a ser pequenos em estatura.
Vários são os equipamentos e suas utilidades:
2.4.1 Minitrampolim
É um dos equipamentos mais utilizados nos ginásios e em competições de base e substitui 
o trampolim oficial de salto sobre a mesa, que é muito duro para crianças leves ou que ainda não 
desenvolveram força suficiente nos membros inferiores para saltar com desenvoltura. Ele também é 
utilizado para ensinar de movimentos que exigem muita repulsão de pernas e braços, como os mortais.
Feito de peças tubulares de aço, o corpo do minitrampolim é um quadrado de aproximadamente 
1,20 × 1,20 m em que são fixadas molas de metal, que por sua vez se unem a uma lona quadrada onde 
os ginastas se impulsionam para os saltos. A lona está apoiada em dois cavaletes com alturas reguláveis, 
34
Unidade I
mantendo, geralmente, uma das partes do minitrampolim (frente ou trás) mais elevada. Também tem 
uma capa protetora de plástico ou lona sobre as molas.
Tela de nylon
Vista lateral do aparelho
Protetor de molas
Molas
Figura 24 – Minitrampolim
2.4.2 Trampolim acrobático (cama elástica)
O trampolim acrobático é um esporte olímpico e, dentro da FIG, é englobado pelo comitê das 
ginásticas de trampolim. Conhecido popularmente com “cama elástica”, o aparelho que dá nome ao 
esporte é utilizado nos ginásios de GA para o treinamento de elementos de elevado grau de dificuldade, 
como os mortais simples, duplos mortais e mortais com piruetas; ele também possibilita uma infinidade 
de exercícios educativos.
6 metros
3 metros
Vista lateral
Molas
Figura 25 – Trampolim acrobático
35
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
2.4.3 Tumbletrack
O tumbletrack também é um aparelho de molas no formato de uma cama elástica muito longa. 
Mais maleável que o tablado de solo, porém menos elástico que o trampolim acrobático, é muito útil 
para treinar as sequências acrobáticas de solo. Ele possibilita ao ginasta, por exemplo, realizar várias 
sequências acrobáticas de solo repetidas, mas sem gerar o desgaste físico que seria natural se os mesmos 
exercícios fossem realizados no tablado.
O tumbletrack também permite treinar elementos de salto sobre a mesa; basta colocá-la no final do 
aparelho para que o ginasta ganhe impulso no aparelho para realizar os saltos.
15 m de comprimento
2,40 m 
de largura
Vista lateral
Proteção das molas
Figura 26 – Tumbletrack
2.4.4 Mais aparelhos auxiliares
Para cada aparelho oficial em um ginásio, há diversos aparelhos auxiliares.
•	 Plinto: para o aprendizado do salto sobre a mesa, por exemplo, substituímos a mesa pelo plinto, 
que consiste em uma caixa de madeira com diversas repartições que permitem regular sua altura, 
e é equipamento muito comum em ginásios de ginástica e escolas e ginásios esportivos. É muito 
usado como apoio para realizar elementos de preparação física, como, por exemplo, uma sequência 
de saltos pliométricos; também é muito útil para auxiliar exercícios em locais elevados, como as 
barras superiores da paralela assimétrica.
•	 Traves de equilíbrio adaptadas: há uma diversidade muito grande de traves de equilíbrio 
adaptadas; há traves de chão, traves baixas, traves mais largas, traves de tecido. Esses aparelhos 
proporcionam à ginasta uma adaptação gradual, até que ela esteja apta e segura para praticar 
os elementos na trave oficial, que tem 1,25 m de altura. Também proporcionam ao treinador a 
possibilidade de dar auxílio manual mais seguro e confortável ao atleta, uma vez que estão mais 
próximas ao solo.
•	 Fosso de espumas: é um equipamento mais comum em locais voltados à formação de equipes 
de alto rendimento. Consiste numa depressão de aproximadamente 1,50 m de profundidade, 
36
Unidade I
escavada no piso do ginásio. Possui bordas protegidas, assim como sua base, e é preenchido com 
milhares de quadrados de espuma, lembrando uma “piscina de bolinhas” de playgrounds. No fosso 
são inseridos os aparelhos da ginástica, de modo que o ginasta possa treinar saídas de grande 
dificuldade, treinar as largadas e retomadas das barras, finalizar seus saltos de solo e da mesa. 
Praticamente todos os aparelhos do ginásio têm alguma ligação com o fosso.
•	 Barras adaptadas: as barrinhas de chão são muito úteis para o ensino das posições corporais dos 
ginastas nos aparelhos com barras, para a correção das posições das mãos etc. Os “taquinhos” são 
pequenas barras utilizadas aos pares para simular posições e movimentos da paralela masculina e 
para o condicionamento físico de homens e mulheres.
•	 Cogumelo e potrinho: são equipamentos que auxiliam os ginastas a aprender os elementos do 
cavalo com alças. Por serem mais estreitos, facilitam o entendimento dos volteios, que são a base 
dos elementos dessa prova.
•	 Protetor de trave: proporciona uma chegada menos impactante ao final dos elementos 
com voo, protegendo as articulações das ginastas, além de aumentar levemente a área de 
aterrissagem da trave.
•	 Espaldares: muito populares, são semelhantes a escadas verticais e muito utilizados em exercícios 
de preparação física na ginástica, em academias e escolas.
•	 Corda lisa vertical: é utilizada na ginástica desde a criação dos Turnplatz de Ludwig Jahn, 
e já fez parte do programa olímpico da modalidade nas primeiras edições. Sua finalidade é o 
fortalecimento dos membros superiores dos ginastas, que devem escalá-la das mais diversas 
formas. Todo ginásio que se preze tem uma corda pendurada no teto.
Barrinha de mão
Câmara de trator
Cinturão
Trave baixa
Plinto
Cogumelo
Protetor de trave
Bloco de espuma
Borda de proteção
Fosso
Velcro
Taquinho
Figura 27 
37
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
2.4.5 Colchões
Os colchões hoje desempenham um papel fundamental para a GA, que é a proteção dos ginastas 
durante os treinamentos ou competições.
A princípio, quando a ginástica era praticada ao ar livre, não eram utilizados colchões. Os elementos 
eram mais simples e os aparelhos mais baixos. Também podia haver areia abaixo dos equipamentos 
para amortecimento.
Com a prática em locais fechados, somada à evolução dos movimentos, os colchões foram ganhando 
importância. A princípio eram mais finos e feitos de algodão e estopa (alguns modelos ainda são 
encontrados em escolas). Posteriormente, os colchões de competição foram padronizados: com 10 cm 
de espessura, eram feitos de material sintético e mais macios que os antigos, para absorver melhor os 
impactos. Atualmente os colchões oficiais de competição têm 20 cm de espessura, além de um colchão 
adicional de 10 cm, mais macio, que pode ser utilizado para as aterrissagens em alguns casos específicos.
Também há, nos ginásios de ginástica, uma série de colchões próprios para treinamento, com formas, 
medidas e densidades muito diferentes entre eles, possibilitando infinitas maneiras de utilização.
•	 Colchão rampa: muito utilizado no ensino de habilidades como os rolamentos para frente 
e para trás, reversões e outros elementos, pois facilita a rotação do corpo devido à sua 
construção inclinada.
Figura 28 – Colchão rampa
38
Unidade I
•	 Colchão protetor de trampolim ou colchão em U: foi desenvolvido quase simultaneamente à 
mesa de salto, para evitar acidentes na execução das rondadas (rodantes). Emcompetições, seu 
uso é obrigatório quando o ginasta executa a entrada em Yurchenko.
Figura 29 – Colchão em “U”
•	 Colchão gordo: é macio, com 30 cm de espessura, ideal para a realização de movimentos nos 
quais os ginastas necessitem de uma segurança adicional, como quando finalizam sobre as costas, 
na fase de aprendizagem de chegadas difíceis e exercícios educativos com os mais variados fins.
Figura 30 – Colchão “gordo”
39
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
•	 Colchão oficial: tem a espessura padrão exigida pelo regulamento da FIG, que é de 20 cm. Alguns 
modelos têm um lado mais firme, para as saídas das provas, e um lado mais macio, que fica logo 
abaixo dos aparelhos, para amortecer melhor uma possível queda.
Figura 31 – Colchão oficial de competição
•	 Colchão tipo sarneige: tem 5 cm de espessura, dotado de fixadores de velcro que possibilitam a 
formação de uma pista acrobática de solo. É muito utilizado em trabalhos de base.
Figura 32 – Colchão modelo sarneige
40
Unidade I
•	 Colchão octogonal: utilizado para o ensino de habilidades como flic-flac, reversões lentas (pontes) 
e outros.
Figura 33 – Colchão octogonal
3 HISTÓRIA DA GINÁSTICA ARTÍSTICA
A GA, também conhecida no Brasil como ginástica olímpica, é fruto de uma longa evolução dos 
exercícios metodizados, que remonta às primeiras civilizações humanas. Registros antigos corroboram 
essa ideia: nas pirâmides, tumbas e papiros egípcios há inscrições e desenhos que nos mostram que esse 
povo realizava exercícios acrobáticos muito parecidos com certos movimentos da GA atual. Há 5 mil 
anos, na China, equilibrismo e contorcionismo eram utilizados para o treinamento de guerreiros e como 
forma de entretenimento. O próprio termo “ginástica” foi cunhado pelos gregos antigos: gymnastiké em 
sentido literal significa “exercitar-se nu”, modo como eles costumavam se exercitar.
Figura 34 – Jogo do rodopio, tumba de Baqet III, parede norte
Fonte: Kanawati e Woods (2010, p. 58).
41
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
A ginástica continuou pelos séculos seguintes agregando novos movimentos e servindo às mais 
diversas finalidades, até que, no século XIX, ocorreu o Movimento Ginástico Europeu.
A partir de 1800, surgiram na Europa movimentos que visavam à sistematização dos exercícios 
físicos para os mais variados fins, as chamadas escolas europeias de ginástica. Estudiosos da Suécia, 
França, Inglaterra e Alemanha buscaram, através das atividades gímnicas, o desenvolvimento das raças, 
a prevenção de doenças, o treinamento de soldados, a manutenção da saúde dos trabalhadores, entre 
outras atribuições.
Foi na escola alemã que se desenvolveu a GA, idealizada por um de seus mais ilustres e controvertidos 
expoentes: o pedagogo Johann Friedrich Ludwig Christoph Jahn, pioneiro dessa modalidade olímpica.
3.1 As raízes históricas da GA
Ludwig Jahn, além de pedagogo, foi também um importante teórico nacionalista alemão e homem 
político. Nasceu em Lanz na antiga Prússia, atual Alemanha, em 11 de agosto de 1778. É considerado o 
“pai da GA”.
Podemos dizer que a semente da GA surgiu em 1806, quando houve um confronto entre a França e 
a Prússia na Batalha de Jena, durante as Guerras Napoleônicas.
Napoleão Bonaparte, líder militar francês, rompeu o acordo de não agressão que firmara com o rei 
Frederico Guilherme III, invadindo a Prússia. Não havia planejamento adequado das tropas prussianas, 
que sofreram uma derrota vergonhosa; as tropas da Prússia foram massacradas pelo exército francês. 
Estava claro que a corte de Berlim não havia considerado uma possível derrota. Em 27 de outubro de 
1806, as tropas francesas atravessaram triunfantes o Portão de Brandemburgo; a Prússia estava então 
sob o domínio francês.
O fracasso nessa batalha influenciou as atitudes do professor Jahn, que, vendo o despreparo das 
tropas da Prússia, resolveu promover a prática de exercícios para a preparação de seus jovens alunos, 
a fim de expulsar o exército invasor. Iniciou então o desenvolvimento de sua metodologia ginástica, à 
qual denominou Turnkunst.
3.1.1 O Turnkunst
Jahn lecionava num instituto e era o responsável pela saída bissemanal dos alunos. Fazia excursões 
em dias livres à floresta Hasenheide (parada das lebres), onde realizava batalhas simuladas. Em 19 de 
junho de 1811, foi inaugurado o primeiro local para a prática de ginástica alemã ao ar livre. A prática da 
ginástica era chamada de Turnen por Jahn.
42
Unidade I
Figura 35 – Turnplatz em Hasenheide
Disponível em: https://tinyurl.com/4umhtz85. Acesso em: 16 out. 2023.
Nas palavras de Jahn (1816):
 
Caminhar, correr, saltar, lançar, sustentar-se são exercícios que nada custam, 
que podem ser praticados em toda parte, gratuitos como o ar. Isso o Estado 
pode oferecer a todos: para os pobres, para a classe média e para os ricos, 
tendo cada um sua necessidade (apud Públio, 1998, p. 25).
Ludwig Jahn nomeou como Turnplatz esse local para a prática do seu método. Os equipamentos 
utilizados nesse espaço eram construídos, ampliados e mantidos pelos alunos de Jahn, que também 
arcavam com os custos.
A atividade que começou com os alunos de Jahn, com o tempo passou a incorporar os adultos da 
cidade de Berlim. É importante ressaltar que o Turnen era restrito à participação masculina, uma vez 
que o objetivo de Jahn era preparar seus alunos para o campo de batalha (mulheres não eram aceitas 
como soldados).
No primeiro ano (1811), eram em torno de 300 alunos se exercitando, mas em 1812 esse número já 
chegava a 500 pessoas exercendo as atividades.
Para Jahn, a vestimenta a ser usada durante o exercício deveria ser resistente e permitir a mobilidade 
do corpo. Para ele, todos os uniformes deveriam ser iguais: casaco e calças de linho cru e de cor cinza; 
isso evitaria a distinção entre pobres e ricos. Defendia ainda que o Turnplatz deveria ocorrer no meio do 
verde, longe da cidade e de suas más influências.
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GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Como afirma Públio (1998, p. 34):
 
Começando um passeio na parte oeste do parque, passa-se no Jahn Eiche 
(o carvalho de Jahn). A história conta que nos galhos dessa árvore, com mais 
de 400 anos de idade e tombada pelo governo alemão, foram realizados os 
primeiros ensaios e treinos de ginástica.
Figura 36 – Jahneiche
Disponível em: https://tinyurl.com/2fchwps7. Acesso em: 16 out. 2023.
O método e o carisma de Jahn foram aos poucos atraindo os jovens e, posteriormente, qualquer 
indivíduo interessado poderia participar das atividades. Devido ao crescente número de praticantes, 
foi preciso ampliar gradativamente os espaços de prática. Foram criados três Turnplatz na floresta de 
Hasenheide: o primeiro de 1811 a 1812; o segundo, de 1812 a 1819/1820; e o terceiro, de 1844 a 1934.
Figura 37 – Primeiro Turnplatz
Fonte: Públio (1998, p. 38).
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Unidade I
Figura 38 – Segundo Turnplatz
Fonte: Públio (1998, p. 39).
Figura 39 – Terceiro Turnplatz
Fonte: Públio (1998, p. 39).
45
GINÁSTICA ARTÍSTICA: ASPECTOS DO ESPORTE
Devido ao seu caráter nacionalista, Jahn não admitia o uso de palavras estrangeiras em sua atividade 
e adotava termos de origem alemã para designar os aspectos relacionados ao Turnkunst (arte da 
ginástica), por exemplo:
•	 Turnen: praticar ginástica.
•	 Turnplatz: local de ginástica.
•	 Turner: ginasta.
•	 Voltigieren: balançar, voltear.
•	 Torner: lutar, brigar.
•	 Turntag: dia da ginástica.
•	 Turnverein: sociedade ginástica.
Jahn considerava a educação alemã sentimental e parcial, inapta a formar cidadãos preparados para 
a defesa da pátria. Por essa razão, seu método visava, além da preparação física, a preparação moral, 
desenvolvendo autoconfiança, autodisciplina, independência, lealdade e obediência.
O Turnen era muito diverso da GA atual, pois era uma junção de diversas atividades que tinham 
por finalidade a preparação para a batalha. Jahn se inspirou no trabalho de Johann Christoph Friedrich 
Guts Muths, principal expoente da ginástica pedagógica alemã. Guts Muths inspirou-se

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