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Aqueça um pouco de água até que comece a borbulhar. Acrescente o suco de meio limão dentro dessa água. Quando a água estiver morna submerja completamente a faca e com uma esponja ‘lisa’ limpe- a cuidadosamente. Sob hipótese alguma lave a faca em água fria após esse procedimento. Seque-a imediatamente com pano limpo e por fim besunte a lâmina (levemente) com óleo vegetal (azeite-de-oliva). Facas artesanais não devem ser guardadas em bainhas de couro por longo tempo, pois tendem a enferrujar. As facas de aço inoxidável são mais resistentes a ferrugem do que as feitas em aço carbono, mas mesmo assim a manutenção deve ser rotineira. 
Lavar com água e sabão é uma boa opção e o uso de água morna também é recomendável. Importante salientar que uma faca jamais deve ser deixada de molho na água. A secagem, assim como n o primeiro procedimento, deve ser imediata bem como a aplicação do óleo na lâmina. 
O segundo passo é garantir que o fio-de-corte esteja perfeito. Nunca programamos uma faca sem estar perfeitamente amolada, a não ser que seja um punhal perfuro-contundente. 
Com a faca limpa e besuntada damos início à terceira parte do rito. 
Em uma folha de papel virgem escrevemos todos os nossos desejos e ambições. Não direcionamos esse pedido a nenhum ‘ser espiritual’, apenas redigimos nossas intenções. Não precisamos ser polidos e usar uma linguagem submissa, afinal, estamos “conversando” com nosso ‘Eu’
profundo através de uma maneira diferente. Algumas pessoas têm facilidade de fazer isso, principalmente as que já tiveram o hábito de escrever diários. 
Os rituais do Culto as Facas não têm lugar específico, ou seja, o culto é versátil e pode ser realizado em todos os tipos de ambiente. Obviamente que realizá-los ao ar livre em um ponto sagrado da natureza é muito mais indicado, entretanto, nem sempre temos disponibilidade para isso. Dessa forma, quando não podemos praticá-los em área externa basta escolhermos um local onde possamos ter privacidade para realizar as práticas. 
Um ritual sempre deve ser interpretado como ‘o momento em que estamos nos comunicando com nossos antepassados’. O Kilfer deve se
esforçar ao máximo para que sua mente se foque e não torne algo tão significativo em um momento superficial. 
Com a faca devidamente preparada e o pedido escrito, o Kilfer se sentará com uma postura ereta e iniciará uma respiração ritmada. Quando sentir seu corpo apto e energizado, pegará a faca com a mão direita e a erguerá à altura dos olhos. Se esforçará ao máximo para sentir a energia do objeto e todo potencial oculto que existe por trás das formas. Acompanhará atentamente o desenho, a lâmina e a empunhará como se estivesse caminhando para um combate mortal. Esse momento é muito importante, afinal, nascerá uma conexão entre uma arma ancestral e o Portador dela. A Alma da Faca despertará sob uma nova energia e

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