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RELATÓRIO AULA PRÁTICA
ANALISE E PROCESSAMENTO DE SINAIS
Autor: Bernardo Rodrigues Dourado
RA: 3600773906
RIO GRANDE - RS
2026
RELATÓRIO AULA PRÁTICA
ANALISE E PROCESSAMENTO DE SINAIS
Relatório de Aula Prática apresentado a Universidade
Anhanguera como requisito para obtenção de
média para a disciplina de Analise e processamento
de Sinais.
RIO GRANDE
2026
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 3
2 DESENVOLVIMENTO ..................................................................................................... 4
2.1 AULA PRÁTICA 1 - REPRESENTAÇÃO E PROPRIEDADES BÁSICAS DE
SINAIS E SISTEMAS .............................................................................................................. 4
2.2 AULA PRÁTICA 2 - PRINCÍPIOS DE FILTRAGEM ANALÓGICA E DIGITAL 8
2.3 AULA PRÁTICA 3 – O ALGORITMO FAST-FOURIER TRANSFORMER ....... 11
3 CONCLUSÃO ................................................................................................................. 17
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................... 17
3
1 INTRODUÇÃO
A disciplina de Análise e Processamento de Sinais tem um papel essencial na
formação de profissionais das áreas de engenharia e tecnologia, fornecendo os
fundamentos para a representação, manipulação e interpretação de sinais em
diferentes domínios. Este trabalho consiste na realização de três aulas práticas
utilizando o software Octave, uma ferramenta poderosa e de código aberto para
cálculos numéricos e processamento de sinais.
A primeira prática tem como foco a representação e análise de sinais no
domínio do tempo, explorando características como periodicidade e continuidade,
além da aplicação de deslocamento temporal. Na segunda prática, será abordada a
filtragem de sinais ruidosos, utilizando filtros FIR para reduzir interferências em
sinais de baixa frequência. Por fim, a terceira prática explorará a Transformada
Rápida de Fourier (FFT), permitindo a decomposição de sinais em suas
componentes de frequência e a diferenciação entre sinais periódicos e aperiódicos.
Essas atividades fornecerão uma base sólida para a compreensão da análise e do
processamento de sinais, permitindo a aplicação dos conceitos teóricos em cenários
práticos e reais.
4
%% Sinal Contínuo
% Definição dos parâmetros
f = 50;
t = 0:0.001:0.1;
incremento de 1 ms
% Frequência em Hz
% Vetor de tempo de 0 a 0,1 segundos com
% Sinal contínuo: x(t) = 5 sin(2π f t)
x = 5 * sin(2 * pi * f * t);
% Plot do sinal contínuo
figure;
plot(t, x, 'b', 'LineWidth', 1.5);
xlabel('Tempo (s)');
ylabel('Amplitude');
title('Sinal Contínuo: x(t) = 5 sin(2π·50·t)');
grid on;
%% Sinal Discreto
% Definição do vetor de índices
n = 0:20;
% Sinal discreto: x[n] = 2 cos(0,4π n)
x_n = 2 * cos(0.4 * pi * n);
% Plot do sinal discreto usando stem
figure;
stem(n, x_n, 'r', 'filled');
xlabel('n');
ylabel('Amplitude');
title('Sinal Discreto: x[n] = 2 cos(0,4π·n)');
grid on;
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 AULA PRÁTICA 1 - REPRESENTAÇÃO E PROPRIEDADES BÁSICAS DE
SINAIS E SISTEMAS
O enunciado traz as seguintes instruções:
- Gerar um sinal contínuo definindo um sinal senoidal 𝒙(𝒕) = 𝟓 𝐬𝐢𝐧(𝟐𝛑𝒇𝒕), onde 𝒇
= 𝟓𝟎Hz, variando t de 0 a 0,1 segundos com incremento de 1 ms.
Plote o gráfico de 𝒙(𝒕) e insira legendas nos eixos.
- Gerar um sinal discreto 𝒙[𝒏] = 𝟐 𝐜𝐨𝐬(𝟎, 𝟒𝛑𝒏), com n variando de 0 a 20.
- Plotar o gráfico do sinal discreto usando a função ‘stem’.
- Fazer uma análise dos sinais quanto à sua periodicidade e continuidade.
- Deslocar o sinal contínuo para 𝒙(𝒕 − 𝟐). Plote o sinal deslocado e compare
com o original.
Quadro 1. Programa no Octave
5
%% Análise dos Sinais
% - O sinal contínuo x(t) é definido para todo t e possui valor para cada
instante
% dentro do intervalo considerado. Como se trata de um senoide com f =
50 Hz, seu
% período é T = 1/50 = 0.02 s, ou seja, é periódico.
%
% - O sinal discreto x[n] é definido apenas para n inteiros. Para
verificar sua
% periodicidade, procuramos um inteiro N0 tal que:
% 0.4π · N0 = 2π · k, para algum inteiro k.
% Tomando k = 1, temos N0 = 2π/0.4π = 5, logo, o sinal discreto é
periódico com período 5.
%
% - Quanto à continuidade:
% x(t) é um sinal contínuo, enquanto x[n] é um sinal discreto (definido
apenas para
% valores inteiros de n).
%% Sinal Contínuo Deslocado
% Deslocamento: x(t-2)
% Note que:
% x(t-2) = 5 sin(2π·50·(t-2)) = 5 sin(2π·50·t - 200π)
%
% Como o seno é periódico com período 2π, e 200π é múltiplo de 2π (200π =
100·2π),
% tem-se que:
% x(t-2) = 5 sin(2π·50·t)
%
% Assim, o sinal deslocado coincide exatamente com o sinal original.
Mesmo assim,
% vamos plotá-los juntos para demonstrar o fato.
x_shifted = 5 * sin(2 * pi * f * (t - 2));
figure;
plot(t, x, 'b', 'LineWidth', 1.5); hold on;
plot(t, x_shifted, 'r--', 'LineWidth', 1.5);
xlabel('Tempo (s)');
ylabel('Amplitude');
title('Comparação: x(t) vs. x(t-2)');
legend('x(t)', 'x(t-2)');
grid on;
% Observação:
% Como 2 segundos correspondem a 100 períodos do sinal (2 / 0.02 = 100),
a função
% x(t-2) é exatamente igual a x(t). Portanto, os gráficos se sobrepõem.
Fonte: Bernardo Dourado
6
Representação dos Gráficos
Gráfico 1. Sinal Contínuo
Fonte: Bernardo Dourado
Gráfico 2. Sinal discreto
Fonte: Bernardo Dourado
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Avaliando os resultados
O sinal contínuo é periódico?
O sinal contínuo x(t) é definido para todo t e possui valor para cada instante
dentro do intervalo considerado. Como se trata de um senoide com f = 50 Hz, seu
período é T = 1/50 = 0.02 s, ou seja, é periódico.
O sinal discreto x[n] é definido apenas para n inteiros. Para verificar sua
periodicidade, procuramos um inteiro N0 tal que:
0.4π · N0 = 2π · k, para algum inteiro k.
Tomando k = 1, temos N0 = 2π/0.4π = 5, logo, o sinal discreto é periódico
com período 5.
Quanto à continuidade; x(t) é um sinal contínuo, enquanto x[n] é um sinal
discreto (definido apenas para valores inteiros de n).
Sinal Contínuo Deslocado:
Deslocamento: x(t-2)
Note que:
x(t-2) = 5 sin(2π·50·(t-2)) = 5 sin(2π·50·t - 200π)
Qual foi o impacto no deslocamento do gráfico?
Como o seno é periódico com período 2π, e 200π é múltiplo de 2π (200π =
100·2π), tem-se que:
x(t-2) = 5 sin(2π·50·t)
Assim, o sinal deslocado coincide exatamente com o sinal original. Mesmo
assim, vamos plotá-los juntos para demonstrar o fato.
Gráfico 3. Sinal deslocado
8
%% Parâmetros Gerais
fs = 1000;
t = 0:1/fs:1;
% Frequência de amostragem (Hz)
% Vetor de tempo de 0 a 1 s com passo de 1 ms
%% 1. Geração e Plot do Sinal com Ruído
% Sinal original: x(t) = 2*sin(2*pi*60*t)
x = 2 * sin(2 * pi * 60 * t);
% Plot do sinal original (opcional)
figure;
Fonte: Bernardo Dourado
2.2 AULA PRÁTICA 2 - PRINCÍPIOS DE FILTRAGEM ANALÓGICA E DIGITAL
Nesta segunda prática pede-se:
- Gerar e plotar o sinal 𝑥(𝑡) = 2 sin(2𝜋60𝑡) com t variando de 0 a 1 s, com
passo de 1 ms. Adicione a ele um ruído branco (w(t)) e gere um novo gráfico do sinal
com ruido. Para gerar o ruido branco utilize a função ‘randn( )’.
- Utilizar a função ‘fir1( )’, criar um filtro FIR passa-baixa com frequência de
corte em 70 Hz e 20 coeficientes. Plote a resposta desse filtro utilizando a função
‘freqz( )’.
- Aplicar o filtro ao sinal e plote em uma mesma figura o sinal ruidoso e o
filtrado.
Quadro 2. Programa no Octave
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plot(t, x, 'b', 'LineWidth',1.5);
xlabel('Tempo (s)');
ylabel('Amplitude');
title('Sinal Original: x(t) = 2 sin(2π60t)');
grid on;
% Geração do ruído branco utilizando randn()
noise = randn(size(t));
% Sinal com ruído: soma do sinal original com o ruído branco
x_noise = x + noise;
% Plot do sinal com ruído
figure;
plot(t, x_noise, 'r', 'LineWidth', 1.5);
xlabel('Tempo (s)');
ylabel('Amplitude');
title('Sinal com Ruído: x(t) + w(t)');
grid on;
%% 2. Projeto do Filtro FIR Passa-Baixa
% Definindo a frequência de corte em 70 Hz.
% Para o fir1(), a frequência de corte deve ser normalizada em relação a
fs/2.
cutoff = 70 / (fs/2); % cutoff normalizado
% Para obter 20 coeficientes, usamos uma ordem de 19 (ordem = número de
coeficientes - 1)
n_order = 19;
b = fir1(n_order, cutoff); % Coeficientes do filtro FIR
% Plot da resposta em frequência do filtro utilizando freqz()
figure;
freqz(b, 1, 512, fs);
title('Resposta em Frequência do Filtro FIR Passa-Baixa');
%% 3. Aplicação do Filtro e Comparação dos Sinais
% Filtragem do sinal ruidoso
x_filt = filter(b, 1, x_noise);
% Plot dos sinais ruidoso e filtrado na mesma figura para comparação
figure;
plot(t, x_noise, 'r', 'LineWidth', 1);
hold on;
plot(t, x_filt, 'b', 'LineWidth', 1.5);
xlabel('Tempo (s)');
ylabel('Amplitude');
ylim([-6 6]);
title('Comparação: Sinal com Ruído e Sinal Filtrado');
legend('Sinal com Ruído', 'Sinal Filtrado');
grid on;
Fonte: Bernardo Dourado
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Gráfico 4. Sinal com ruído
Fonte: Bernardo Dourado
Gráfico 5. Sinal com filtro
Fonte: Bernardo Dourado
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%% 1. Geração e Plot dos Sinais
% Sinal periódico: x(t) = 3 sin(2π·50·t) + 2 cos(2π·100·t)
% t varia de 0 a 0,1 s com incremento de 0,1 ms (0,0001 s)
dt1 = 0.1e-3; % incremento de 0,1 ms
t1 = 0:dt1:0.1; % vetor tempo para o sinal periódico
x = 3*sin(2*pi*50*t1) + 2*cos(2*pi*100*t1);
figure;
plot(t1, x, 'b', 'LineWidth', 1.5);
xlabel('Tempo (s)');
O filtro foi eficaz na remoção do ruído?
Sim. Como o sinal desejado possui frequência de 60 Hz e o filtro passa-baixa
foi projetado com frequência de corte em 70 Hz, as componentes de alta frequência
(acima de 70 Hz) presentes no ruído foram atenuadas. Assim, o sinal filtrado
preserva a onda de 60 Hz, enquanto as frequências indesejadas (do ruído) são
significativamente reduzidas.
Quais frequências foram atenuadas?
O filtro atenua principalmente as frequências acima de 70 Hz. Dessa forma,
componentes de alta frequência – típicas de um ruído branco – são removidas ou
reduzidas, permitindo que a componente de 60 Hz (e outras abaixo de 70 Hz) seja
mantida praticamente intacta.
2.3 AULA PRÁTICA 3 – O ALGORITMO FAST-FOURIER TRANSFORMER
A questão nesta terceira aula prática dá as seguintes instruções:
Gerar e plotar os dois sinais elencados a seguir:
• Sinal periódico: 𝑥(𝑡) = 3 sin(2𝜋50𝑡) + 2 cos(2𝜋100𝑡), variando t de 0 a 0,1 s com
incremento de 0,1 ms.
• Sinal aperiódico: y(𝑡) = 𝑒2𝑡 cos(2𝜋30𝑡), para t > 0, variando t de 0 a 1 s com
incremento de 1 ms.
• Utilizando a função ‘fft( )’ obter FFT de ambos os sinais. Extrair as
frequências de ambos os sinais e plote os espectros de magnitude.
• Para cada um dos espectros, identificar e apresentar nos resultados as
frequências predominantes.
Quadro 3. Programa no Octave
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ylabel('Amplitude');
title('Sinal Periódico: x(t) = 3 sin(2π·50t) + 2 cos(2π·100t)');
grid on;
% Sinal aperiódico: y(t) = e^(-2t) cos(2π·30·t)
% t varia de 0 a 1 s com incremento de 1 ms (0,001 s)
dt2 = 1e-3; % incremento de 1 ms
t2 = 0:dt2:1; % vetor tempo para o sinal aperiódico
y = exp(-2*t2) .* cos(2*pi*30*t2);
figure;
plot(t2, y, 'r', 'LineWidth', 1.5);
xlabel('Tempo (s)');
ylabel('Amplitude');
title('Sinal Aperiódico: y(t) = e^{-2t} cos(2π·30t)');
grid on;
%% 2. Cálculo da FFT e Plot dos Espectros de Magnitude
%% FFT do Sinal Periódico
N1 = length(x);
fs1 = 1/dt1; % Frequência de amostragem = 1/0.0001 = 10000 Hz
X = fft(x);
% Vetor de frequências para o espectro:
f1 = (0:N1-1)*(fs1/N1);
% Como o sinal é real, plota-se apenas até a metade dos pontos
(frequências positivas)
half_N1 = floor(N1/2) + 1;
magnitudeX = abs(X(1:half_N1));
figure;
plot(f1(1:half_N1), magnitudeX, 'b', 'LineWidth', 1.5);
xlabel('Frequência (Hz)');
ylabel('Magnitude');
title('Espectro de Magnitude - Sinal Periódico');
grid on;
%% FFT do Sinal Aperiódico
N2 = length(y);
fs2 = 1/dt2; % Frequência de amostragem = 1/0.001 = 1000 Hz
Y = fft(y);
f2 = (0:N2-1)*(fs2/N2);
half_N2 = floor(N2/2) + 1;
magnitudeY = abs(Y(1:half_N2));
figure;
plot(f2(1:half_N2), magnitudeY, 'r', 'LineWidth', 1.5);
xlabel('Frequência (Hz)');
ylabel('Magnitude');
title('Espectro de Magnitude - Sinal Aperiódico');
grid on;
%% 3. Identificação das Frequências Predominantes
% Para identificar os picos no espectro, utiliza-se a função findpeaks.
% No sinal periódico, espera-se picos em 50 Hz e 100 Hz.
[pks_x, locs_x] = findpeaks(magnitudeX, f1(1:half_N1));
disp('Frequências predominantes no sinal periódico:');
disp(locs_x);
% No sinal aperiódico, apesar do envelope exponencial, a componente
13
Fonte: Bernardo Dourado
Gráfico 6. Sinal Periódico
Fonte: Bernardo Dourado
cossenoidal
% gera um pico em torno de 30 Hz.
[pks_y, locs_y] = findpeaks(magnitudeY, f2(1:half_N2));
disp('Frequência(s) predominante(s) no sinal aperiódico:');
disp(locs_y);
%% Comentários dos Resultados
% - No sinal periódico, os picos identificados confirmam a presença de
componentes
% em aproximadamente 50 Hz e 100 Hz.
%
% - No sinal aperiódico, o pico predominante ocorre em torno de 30 Hz,
que é a
% frequência da componente cossenoidal, embora o decaimento exponencial
introduza
% uma dispersão espectral.
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Gráfico 7. Sinal Aperiódico
Fonte: Bernardo Dourado
Gráfico 8. Gráfico de Magnitude – Sinal Periódico
Fonte: Bernardo Dourado
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Gráfico 9. Gráfico de Magnitude – Sinal aperiódico
Fonte: Bernardo Dourado
• Diferenças no Espectro: Sinal Periódico vs. Sinal Aperiódico
Sinal Periódico: O sinal x(t)=3sin(2π50t)+2cos(2π100t)x(t) é composto por
duas senóides puras com frequências bem definidas (50 Hz e 100 Hz). No domínio
da frequência, isso se reflete na presença de picos (ou linhas espectrais) bem
nítidos e concentrados exatamente nessas frequências. Em outras palavras, a
energia do sinal está concentrada em pontos discretos, como ocorre com qualquer
sinal periódico, que pode ser representado por uma série de Fourier com
coeficientes não nulos apenas para as frequências harmônicas.
Sinal Aperiódico: O sinal y(t)= e^{-2t}cos(2pi30t) é um sinal modulado por
um envelope exponencial, o que faz com que ele não seja periódico (ou seja, ele
decai com o tempo). Essa característica de decaimento no tempo faz com que o
espectro de frequência não seja composto de picos discretos, mas sim de uma
distribuição contínua ao redor da frequência central (neste caso, aproximadamente
30 Hz). O envelope exponencial introduz uma "broadening" (espalhamento) na
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resposta em frequência, fazendo com que a energia se distribua em uma faixa de
frequências, ao invés de se concentrar em um único valor.
Qual a importância da FFT na Análise de Sinais?
A FFT (Fast Fourier Transform) é um algoritmo eficiente para computar a
Transformada Discreta de Fourier (DFT). Ela permite converter um sinal do domínio
do tempo para o domínio da frequência de maneira rápida e precisa. Essa
transformação é essencial porque muitos aspectos importantes de um sinal (como
componentes harmônicas, ruídos e padrões de modulação) são mais facilmente
identificados e analisados no domínio da frequência.
Com a FFT, é possível identificar quais frequênciasestão presentes em um
sinal, determinar a intensidade (magnitude) de cada componente e verificar a
presença de interferências ou ruídos. Isso auxilia em diversas aplicações, como
filtragem de sinais, diagnóstico de sistemas, processamento de áudio, análise de
vibrações, entre outros.
A FFT reduz significativamente o tempo de processamento em comparação
com a implementação direta da DFT, especialmente quando se trabalha com
grandes conjuntos de dados. Essa eficiência permite a análise em tempo real de
sinais em aplicações práticas.
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3 CONCLUSÃO
A realização das atividades práticas permitiu uma compreensão aprofundada
sobre a análise e processamento de sinais, aplicando conceitos fundamentais como
representação no domínio do tempo, classificação, deslocamento temporal, filtragem
de ruídos e decomposição espectral. Através do uso do software Octave, foi possível
explorar a criação e manipulação de sinais contínuos e discretos, bem como verificar
suas propriedades de periodicidade e continuidade.
A filtragem digital demonstrou a eficácia dos filtros FIR na atenuação de
ruídos em sinais de baixa frequência, evidenciando a importância da escolha dos
parâmetros do filtro para um desempenho adequado. Já a aplicação da
Transformada Rápida de Fourier (FFT) possibilitou a decomposição de sinais em
suas frequências constituintes, facilitando a distinção entre sinais periódicos e
aperiódicos e reforçando a relevância dessa técnica para análise espectral em
diversos sistemas.
Essas práticas consolidaram conhecimentos teóricos por meio de
experimentação computacional, preparando os alunos para aplicações mais
avançadas no campo do processamento de sinais. O desenvolvimento dessas
habilidades é essencial para áreas como telecomunicações, eletrônica, controle e
instrumentação, destacando o impacto das ferramentas digitais na análise e
otimização de sistemas reais.
REFERÊNCIAS
ALBERTS, Christopher et al. Introduction to the OCTAVE Approach. Pittsburgh, PA,
Carnegie Mellon University, p. 72-74, 2003.
TEIXEIRA. Sérgio. OCTAVE – Uma Introdução. 2010. Disponível em:
https://www.uel.br/projetos/matessencial/superior/pdfs/octave-final.pdf
https://www.uel.br/projetos/matessencial/superior/pdfs/octave-final.pdf