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DIREITO TRIBUTÁRIO – ANOTAÇÕES (capítulo 1) · Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições só poderá se concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule matérias correspondente a tributo ou contribuição. · RECEITAS PÚBLICAS: · ORIGINÁRIAS: · Originam-se do patrimônio do Estado · Predominantemente de Direito Privado · Estado explora seu próprio patrimônio · Ex.: aluguéis e receitas de EP e SEM · DERIVADAS: · Originam-se do patrimônio do particular · Regime de Direito Público · O Estado usa seu poder de império e obriga o particular a contribuir · Ex.: Tributos, multas e reparações de guerra · Salvo CF, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária à segurança nacional ou relevante interesse coletivo. · Tributos com finalidade fiscal, ou seja, arrecadar recursos para os cofres públicos · Ex.: ISS, ICMS, IR... · Tributos com finalidade extrafiscal, ou seja, intervir numa situação social ou econômica · Ex.: IOF, IE, ITR... · Na parafiscalidade o objetivo da cobrança do tributo é arrecadar, mas o produto da arrecadação é destinado a ente diverso daquele que instituiu a cobrança. O beneficiário dos recursos sempre será uma instituição que desempenhe uma atividade tipicamente estatal ou de interesse do Estado. · Resumindo, a parafiscalidade caracteriza-se pela destinação do produto da arrecadação a ente diverso do que instituiu o tributo (CESPE). · Conceito de tributo: é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída sem lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. · É ilício que o CTN permite a quitação de créditos tributários mediante a entrega de outras utilidades que possam ser expressas em moedas, deste que tais hipóteses estejam previstas no próprio texto do Código. O crédito tributário só se extingue nas hipóteses previstas no ad 141. · É admitido a possibilidade de os entes federados incluírem a dação em pagamento em bens móveis como forma de extinção do crédito tributário. · A dação em pagamento de bem imóvel não resulta agressão ao princípio licitatório por conta da caracterização de uma inviabilidade de competição, tronando a licitação inexigível. · Deve-se evitar que o Poder Público substitua o processo competitivo legal para aquisição de mercadorias pelo manejo do instituto da dação em pagamento. No entanto, quando a competição é inviável, tal problema não existe. · A lei local pode prever a dação em pagamento de bens móveis como meio de extinção do crédito tributário, mas não pode burlar ao princípio da licitação. · (AOCP) De acordo com o CTN, não é cauda de extinção do crédito tributário a dação em pagamento em bens móveis, na forma e nas condições estabelecidas em lei. · Para considerar correta a questão sobre adoção da dação em pagamento em bens móveis como forma de extinção do crédito tributário, a questão deve se referir a uma previsão expressa do instituto em lei local. · Na hipótese de compensação do pagamento do tributo com títulos da dívida pública, deve haver uma lei autorizativa. · O tributo é uma lei derivada. · Em se tratando de obrigação tributária, a lei é fonte direta e imediata. A regra, sem exceção, é a compulsoriedade (obrigatoriedade), e não a voluntariedade. · TRIBUTO: · Não possui finalidade sancionatória · Visa arrecadar e a intervir em situações sociais econômicas · MULTA: · É sanção por ato ilícito · O ideal é que não arrecade, pois visa coibir a ato ilícito. · Não importa se a situação é “malcheirosa” (irregular, ilegal ou criminosa): se o fato gerador ocorreu, o tributo é devido. · (CESPE) o princípio da não utilização de tributo com efeito de confisco dá-se, principalmente, pela falta de correspondência entre a punição de um ato ilícito e a cobrança de um tributo. ·