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Planejamento do SUS Região 04

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O P L A N E J A M E N T O D O S U S N A R E G I Ã O
04
Fascículo
CURSO
SER GESTOR SUS 
2025
2024. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. 
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – 
Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde 
que citada a fonte.
A coleção institucional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Câmara Brasileira do 
Livro - https://cbl.org.br/ .
Desenvolvimento: 
Núcleo EaD do Conasems 
 
Coordenação Executiva: 
Conexões Consultoria em Saúde Ltda. 
Direção Editorial: 
Marta Sousa Lima 
Coordenação Editorial: 
Keylla Manfili Fioravante 
Curadoria Conasems: 
Cristiane Martins Pantaleão 
Denise Rinehart 
Marcos da Silveira Franco 
Nilo Bretas Junior 
Curadoria de Conteúdos Ministério da Saúde: 
Teresa Maria Passarella 
Revisão Técnica 
Maria da Penha Marques Sapata 
Patrícia Silva Campos 
Elaboração de texto: 
Denise Rinehart 
Kandice Falcão 
Marcela Alvarenga 
Marcos Franco 
Maria da Penha Marques Sapata 
Rosângela Treichel 
Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde .  
      Ser Gestor[recurso eletrônico] / Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Ministério da Saúde. – Brasília: Conasems, 2024. 
XX p. : il. – (CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM GESTÃO MUNICIPAL DO SUS; Fascículo 12 O cuidado na Atenção Básica. 
Modo de acesso: World Wide Web: inserir endereço pdf. 
 
1. CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM GESTÃO MUNICIPAL DO SUS. 2. Processo de trabalho na Atenção Básica. 3 Autocuidado do usuário. 4 
Cuidado da família. 5 Cuidado do território. 
Ficha Catalográfica
Tiragem: 1ª edição – 2024 – versão eletrônica
Elaboração, distribuição e informações: 
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS 
MUNICIPAIS DE SAÚDE – Conasems 
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, 
 Sala 144 
Zona Cívico-Administrativo, Brasília/DF 
CEP: 70058-900 
Tel.:(61) 3022-8900 
Núcleo Pedagógico Mais Conasems 
Rua Professor Antônio Aleixo, 756 CEP 
30180-150 Belo Horizonte/MG 
Tel: (31) 2534-2640 
Diretoria Conasems Presidente 
Hisham Mohamad Hamida 
Vice Presidente 
Secretário Executivo 
Mauro Guimarães Junqueira 
 
Projeto Gráfico e Diagramação: 
Deslimites 
Preparação de texto: 
Adriana Cunha 
Camila Miranda 
Gisele Bicalho 
Renata Alves Pires 
Sandra Gomes 
Vinícius Amaral Fernandes 
Vanessa Camila da Silva 
 
Imagens: 
Fototeca do Conasems 
Envato Elements 
https://elements.envato.com 
Freepik 
https://br.freepik.com 
 
Revisão Linguística: 
Roberta Ker Elias 
Tiago Garcias 
Aline Almeida 
Elaboração, distribuição e 
informações:
CONSELHO NACIONAL DE 
SECRETARIAS MUNICIPAIS DE 
SAÚDE – Conasems
Esplanada dos Ministérios, Bloco 
G, Anexo B,
 Sala 144
Zona Cívico-Administrativo, 
Brasília/DF
CEP: 70058-900
Tel.:(61) 3022-8900
Núcleo Pedagógico Conasems
Rua Professor Antônio Aleixo, 756 
CEP
30180-150 Belo Horizonte/MG 
Tel: (31) 2534-2640
Diretoria Conasems Presidente 
Hisham Mohamad Hamida
Vice-Presidente 
Geraldo Reple Sobrinho
Rodrigo Buarque Ferreira de Lima 
Secretário Executivo 
Mauro Guimarães Junqueira 
Desenvolvimento:
Mais Conasems - NEAD/CONASEMS
 
Coordenação Executiva:
Conexões Consultoria em Saúde Ltda.
Direção Editorial:
Marta de Sousa Lima
Coordenação Editorial:
Keylla Manfili Fioravante
Coordenação Pedagógica:
Kelly Cristina Santana
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial 
– Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total 
desta obra, desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde pode ser acessada, na 
íntegra, na Câmara Brasileira do Livro - https://cbl.org.br/ .
Tiragem: 1ª edição – 2024 – versão eletrônica
2024. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. 
Curadoria Conasems:
Cristiane Martins Pantaleão
Denise Rinehart
Marcos da Silveira Franco
Maria da Penha Marques Sapata
Nilo Bretas Junior
Patricia da Silva Campos
Rubensmidt Ramos Riani
Revisão Técnica: 
Cristiane Martins Pantaleão
Maria da Penha Marques Sapata
Patricia da Silva Campos
Elaboração de texto:
Marcos da Silveira Franco 
Nilo Bretas Junior
Rodrigo César Faleiro de Lacerda
Projeto Gráfico e Diagramação:
Deslimites Design Gráfico
Preparação de texto: 
Camila Miranda 
 
Revisão Linguística:
Roberta Ker Elias
Imagens: 
Fototeca do Conasems
Envato Elements
https://elements.envato.com
Freepik
https://br.freepik.com
24-233100 CDD-362.109
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Franco, Marcos da Silveira
 Curso ser gestor SUS [livro eletrônico] : 2025 :
fascículo 4 : o planejamento do SUS na região /
Marcos da Silveira Franco, Nilo Bretas Junior,
Rodrigo César Faleiro de Lacerda. -- 1. ed. --
Brasília, DF : CONASEMS, 2024.
 PDF 
 
 Bibliografia.
 ISBN 978-85-63923-73-8
 1. Planejamento regional 2. Saúde pública 3. SUS
(Sistema Único de Saúde) I. Bretas Junior, Nilo. 
II. Lacerda, Rodrigo César Faleiro de. III. Título.
Índices para catálogo sistemático:
1. Saúde pública 362.109
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Esse fascículo pretende ampliar a compreensão do Gestor sobre o 
papel da gestão municipal de saúde no processo de planejamento 
ascendente previsto legalmente, a partir do qual se insere o 
Planejamento Regional Integrado (PRI), bem como a inserção da 
orçamentação em saúde.
Permitirá, também, ao Gestor entender o planejamento como 
instrumento de gestão e articulação com a orçamentação; o Plano 
Municipal de Saúde como integrante do planejamento ascendente 
no SUS; e a importância do monitoramento e da avaliação dos 
serviços como ações importantes no planejamento em saúde. 
4
SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
AB | Atenção Básica 
CF | Constituição Federal
CIB | Comissão Intergestores Bipartite
CIR | Comissões Intergestores Regionais
CIT | Comissão Intergestores Tripartite
CONASEMS | Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
EPS | Educação Permanente em Saúde
MRS | Macrorregião de Saúde
MS | Ministério da Saúde
PAS | Programação Anual de Saúde
PMS | Plano Municipal de Saúde
PNAES | Política Nacional de Atenção Especializada 
PRI | Planejamento Regional Integrado
PROADI | Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional
RAS | Rede de Atenção à Saúde
RREO | Relatório Resumido da Execução Orçamentária
SEINSF | Seção de Apoio Institucional e Articulação Federativa
SES | Secretaria de Estado de Saúde
SIOPS | Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
SUS | Sistema Único de Saúde
VS | Vigilância em Saúde
S I G L A S
15
23
Figura 1 - Agenda regional
Figura 2 - Estratégia tripartite para aprimorar 
a gestão e a governança no SUS
F I G U R A S E Q U A D R O S
F I G U R A S E Q U A D R O S S U M Á R I O
8
11
16
22
13
19
26
28
1. O espaço de governança regional 
2. O Planejamento Regional Integrado (PRI) 
3. Primeiros passos para a construção do PRI
4. Etapas do PRI
5. Análise da situação de Saúde
6. Planejamento ascendente
7. Considerações finais
Bibliografia
O ESPAÇO DE 
GOVERNANÇA 
REGIONAL
O ESPAÇO DE 
GOVERNANÇA 
REGIONAL
1.
A coordenação regional de saúde pode ser considerada a área com os 
maiores desafios e conflitos no Sistema Único de Saúde (SUS). A busca 
pelo acesso integral e oportuno aos serviços regionalizados para a 
atenção plena das necessidades de saúde locais é o foco de pactuações 
federativas entre os entes – em conformidade com a Constituição 
Federal (CF) e com as leis estruturantes do SUS. Considerando que os(as) 
usuário(as) devem estar no centro do planejamento regional, devemos 
refletir sobre como é possível:
• Garantir o direito à integralidade da saúde.
• Otimizar o acesso aosserviços especializados e em tempo oportuno.
• Possibilitar equidade em relação ao acesso a esses serviços. 
É relevante destacar que a região de saúde é o local no qual diferentes 
governos, de nuances políticas diversas, coexistem e são responsáveis 
pelas ações e pelos serviços de saúde. Dessa forma, em alguns casos, 
pode haver conflito de interesses políticos, ou governamentais. Eles 
não podem, no entanto, causar o descumprimento da política de saúde 
nacional. Portanto, para a garantia da pactuação federativa, é preciso 
que os (as) gestores(as) dos entes autônomos da federação busquem 
sempre o consenso na tomada de decisões.
O ambiente de pactuação pode ser considerado o primeiro espaço de 
governança do SUS. É nele que se divide o poder executivo para ordenar 
9
as ações e os serviços regionalizados. O entendimento atual é que essa 
é uma governança colaborativa, cooperativa, em rede e participativa. 
Nela não há hierarquia entre entes. A gestão da regionalização da 
saúde necessita do conhecimento dos(as) gestores(as) em várias 
áreas, tais como:
• A situação de saúde do seu município e dos municípios da região.
• A organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS).
• A logística da RAS, incluindo a regulação, o transporte de 
pacientes e os sistemas de informação.
• As regras e os limites orçamentários.
10
SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
O PLANEJAMENTO 
REGIONAL 
INTEGRADO (PRI)
O PLANEJAMENTO 
REGIONAL INTEGRADO 
(PRI)
2.
Os(as) gestores(as) devem definir uma agenda, que dará direcionamento 
às decisões a serem tomadas em determinado território. Quando há 
envolvimento dos municípios da região, da Secretaria Estadual de Saúde e 
da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde para o planejamento 
regional, pode-se dizer que há um Planejamento Regional Integrado (PRI). 
O Planejamento Regional Integrado (PRI), conforme regulamentado nas 
resoluções CIT 23 e 37 da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), tem a base 
geográfica definida como Macrorregião de Saúde (MRS). Após discussão 
nacional, foram estabelecidas 120 MRSs no Brasil. Essa área geográfica foi 
pensada como o espaço onde se dimensiona uma Rede Regionalizada de 
Atenção à Saúde. Trata-se de um ambiente de governança, em geral, com 
uma abrangência territorial maior do que a instituída pelo Decreto 7.508, 
de 2011, que organiza regionalmente o SUS em Comissões Intergestores 
Regionais (CIR). Atualmente, estão regulamentadas 456 CIRs no país. Quando 
abordarmos o PRI, as regiões devem ser entendidas como as MRSs, que, por 
sua vez, são definidas pelas Comissões Intergestores Bipartite (CIB).
É importante compreender que a responsabilidade institucional pelo 
planejamento regional é dos(as) gestores(as) dos entes federados e não 
pode ser transferida, embora existam projetos de apoio ao processo de 
regionalização. Um exemplo é o Programa de Apoio ao Desenvolvimento 
Institucional (PROADI), que oferece apoio ao desenvolvimento regional 
do SUS. Iniciativas como essa utilizam como metodologia a Educação 
Permanente em Saúde (EPS), aportando aprendizado para que a gestão 
tripartite execute o planejamento.
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
PRIMEIROS 
PASSOS PARA 
A CONSTRUÇÃO 
DO PRI
PRIMEIROS PASSOS 
PARA A CONSTRUÇÃO 
DO PRI
3.
Conhecer e respeitar o trabalho realizado pelos(as) gestores(as) anteriores 
do SUS na região e no estado é o ponto inicial para reforçar o processo de 
regionalização na área da saúde. A garantia da integralidade da atenção 
se consolida em um planejamento transparente e participativo. 
Dessa maneira, analisar os instrumentos de planejamento e de gestão 
dos municípios e do estado para a região se torna fundamental para 
observar se a regionalização está prevista nos instrumentos de 
planejamento, quais sejam:
• no Plano Municipal de Saúde (PMS);
• na Programação Anual de Saúde (PAS); 
• em relatórios quadrimestrais e anuais; 
• no Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO); 
• no relatório do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos 
em Saúde (SIOPS) para as ações e os serviços regionalizados. 
Lembrando que o planejamento anual da gestão em saúde deve conter as 
metas definidas para a atenção aos usuários e às usuárias do município, 
além das ações pactuadas regionalmente. Veja , a seguir (figura 1), as 
etapas sugeridas para a criação de uma agenda regional:
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
O planejamento regional tem como pré-requisito o planejamento no 
município, em que são estabelecidas as programações para as ações 
regionalizadas inicialmente. Durante o planejamento regional, após uma 
pactuação que altere, eventualmente, o planejado na região, deve-se 
ter o cuidado de também alterar os instrumentos de planejamento e de 
gestão no município. A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) orienta o 
processo de regionalização no SUS, estabelecendo etapas, processos, 
responsabilidades dos entes, organização e governança da RAS.
COMPONENTES DAS 
AÇÕES E SERVIÇOS 
REGIONALIZADOS
COMPONENTES DAS 
AÇÕES E SERVIÇOS 
REGIONALIZADOS
COMPONENTE DAS 
AÇÕES E SERVIÇOS 
para outros municípios
COMPONENTE DAS 
AÇÕES E SERVIÇOS 
em outros municípios
PLANO MUNICIPAL 
DE SAÚDE
Figura 1 - Agenda regional
Fonte: Mais Conasems, 2024.
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
ETAPAS DO PRI
ETAPAS DO PRI4.
Segundo a CIT, o PRI inicia-se com a definição das Macrorregiões 
de Saúde e do cronograma de sua implantação, aprovados na CIB e 
informados à CIT, considerando as seguintes etapas:
a) Elaboração da análise da situação de saúde, identificando:
• As necessidades de saúde.
• A capacidade instalada e os vazios assistenciais.
• Os fluxos de acesso.
b) Definição de prioridades sanitárias (diretrizes, objetivos, 
indicadores e prazos de execução) e dos investimentos 
necessários. 
c) Organização dos pontos de atenção da RAS.
d) Elaboração da Programação Geral de Ações e Serviços de Saúde.
No âmbito dos pontos de atenção da RAS, os(as) gestores(as) devem 
estar atentos às normativas estabelecidas nacionalmente para a 
organização dos serviços nas suas regiões de saúde. Foram alteradas 
as regras para, visando simplificar as normas para o credenciamento de 
serviços de alta complexidade. Essas mudanças preveem a participação 
efetiva dos gestores estaduais, distritais e municipais, com base na 
leitura das necessidades de saúde de cada região/macrorregião e que 
foram devidamente aprovadas no PRI, objetivando a viabilização da 
oferta de serviços e o desenvolvimento da RAS.
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
Cabe frisar que, recentemente, foi pactuada e publicada a Política 
Nacional de Atenção Especializada (PNAES), fruto de discussões 
ocorridas durante o ano de 2023 no Seminário Internacional de Atenção 
Especializada, no XXXVII Congresso do Conselho Nacional de Secretarias 
Municipais de Saúde (CONASEMS) e na 17º Conferência Nacional de 
Saúde. Essa política busca estabelecer diretrizes e normas para a 
atenção especializada, campo considerado um dos maiores gargalos do 
SUS. Nesse sentido, muitas adequações estão em curso1 . 
1 Para mais informações, acesse: https://portal.conasems.org.br/orientacoes-
tecnicas/noticias/6176_publicada-portaria-que-institui-a-politica-nacional-de-
atencao-especializada-em-saude-pnaes. Acesso em: 05 jun. 2024
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
ANÁLISE DA 
SITUAÇÃO DE 
SAÚDE 
ANÁLISE DA 
SITUAÇÃO DE SAÚDE 
A análise da situação de saúde é a primeira etapa do processo de 
construção do PRI. Ela é uma ação de rotina na região, ocorrendo em todas 
as reuniões. A partir das análises, são formulados encaminhamentos e 
pactuações, em um processo de planejamento permanente.
Durante a elaboração do PRI, a análise de situação deve ter uma 
amplitude maior do que a de rotina do foro regional.O SUS não se limita 
à assistência, portanto devemos contemplar as ações e os serviços de 
vigilância em saúde, de logística e as condições estruturais e funcionais 
da RAS. Ao refletir sobre a situação de saúde, considere, ainda, as 
dimensões políticas, administrativas, técnicas e éticas.
A saúde é direito de todos e dever do Estado, 
garantido mediante políticas sociais e econômicas 
que visem à redução do risco de doença e de outros 
agravos e ao acesso universal e igualitário às 
ações e serviços para sua promoção, proteção e 
recuperação (Art.196, CF, 1988).
O acesso às ações e aos serviços de saúde é um dos pilares constitucionais 
para a construção do direito à saúde. Tratam-se de ações e de serviços 
de promoção, de proteção e de recuperação, organizados em rede. 
Em geral, essa rede possui serviços vinculados a diversos municípios ou, 
ainda, ao estado. Por si só, isso determina uma gestão em um espaço de 
governança colaborativa e participativa.
5.
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
A organização da rede visa garantir o acesso a serviços de especialidades 
para as necessidades individuais e coletivas e diminuir a fila de espera 
por consultas e exames. O tamanho da fila para especialidades depende 
da resolutividade da Atenção Básica (AB). Isso quer dizer que uma AB 
resolutiva é a base para o acesso regional qualificado. 
Dessa forma, inúmeras questões colaboram para aumentar ou diminuir o 
tamanho da fila. Por exemplo, existem protocolos de encaminhamento e 
de regulação? E de monitoramento e de avaliação? A equipe da AB passa 
por processos de qualificação? Como é a integração dos serviços da AB 
e da VS no enfrentamento de endemias e de epidemias? 
Desse modo, sem o desenvolvimento de uma metodologia para a 
organização dos pontos de atenção, não é possível realizar um trabalho 
eficiente. Trata-se de uma análise multifatorial, que deve considerar, 
sempre, as quatro dimensões das responsabilidades da gestão, ou 
seja, existem fatores administrativos, técnicos, éticos e políticos que 
contribuem para a garantia, ou não, do acesso à saúde. 
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
PLANEJAMENTO 
ASCENDENTE
PLANEJAMENTO 
ASCENDENTE
A CIT pactuou e estabeleceu uma estratégia para a qualificação da 
gestão e do planejamento no SUS. O objetivo é construir o planejamento 
do SUS de forma ascendente, com planejamentos municipais, estaduais 
e da União que reflitam a integração de responsabilidades para a garantia 
da integralidade – componente da garantia do direito à saúde.
Diversas iniciativas estão sendo adotadas no sentido de construir o 
planejamento do SUS de forma ascendente, com metas municipais, 
estaduais e nacionais que refletem a integração de responsabilidades 
para a garantia da integralidade do acesso à saúde, conforme podemos 
observar na figura 2, a seguir:
6.
Figura 2 - Estratégia tripartite para aprimorar a gestão e a governança 
no SUS
Fonte: Conasems, 2024.
REDE 
COLABORATIVA
PLANEJAMENTO 
ESTADUAL
CURSO DE 
GESTÃO
REGIONALIZAÇÃO/ 
PRI
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
É importante lembrar que a responsabilidade pelo planejamento 
ascendente é tripartite, ou seja, para que o planejamento seja, de 
fato, integrado, os espaços para a sua construção devem prever a 
participação de protagonistas dos três entes federados. Projetos de 
apoio não substituem a responsabilidade dos gestores no planejamento. 
Não existe um único ente federado responsável pelo planejamento do 
SUS na região de saúde. Por isso, o planejamento do sistema deve estar 
contido nos instrumentos de planejamento e de gestão de cada um dos 
entes. Nesse sentido, a gestão do sistema com a participação desses 
protagonistas se dá em espaços de governança do SUS. 
O SUS possui vários espaços de governança para a participação dos(as) 
gestores(as), tais como: a CIR, a MRS, a CIB e a CIT. Esses ambientes 
devem ser democráticos, participativos, colaborativos e construtivos 
para que possam garantir a integralidade da atenção à saúde. 
Por se tratarem de locais de pactuação, neles não se pode ferir o 
princípio da autonomia dos entes federados. É importante ressaltar, 
nessa direção, que o planejamento deve partir de um consenso, e não de 
votação e de disputa.
A CIR é o espaço onde as necessidades devem ser organizadas, 
caracterizando-se por ter a maior troca de experiências entre gestores, 
e uma grande identificação cultural. É a partir da CIR que são dados os 
primeiros passos para a construção do PRI. Na CIR, os(as) gestores(as) 
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
discutem, de maneira mais efetiva, suas responsabilidades e organizam 
a participação da região em um espaço ampliado, no qual se dá a 
construção do PRI: a MRS.
Na MRS, a participação do Ministério da Saúde (MS), que coordena a 
Alta Complexidade, é indicada como orientação da CIT. Justifica-se a 
participação da Seção de Apoio Institucional e Articulação Federativa 
(SEINSF) do MS na discussão e na formulação do PRI para a garantia da 
plenitude da atenção em saúde, incluindo as de competência de gestão 
exclusivas do MS e da Secretaria de Estado de Saúde (SES). 
A orçamentação dos serviços regionais deve expressar, de forma 
transparente, as responsabilidades de cada ente no PRI. A orçamentação 
dos entes federados no PRI deve estar expressa no que foi programado 
e orçado em cada ente envolvido na MRS. Portanto, podemos afirmar 
que o PRI só se consolida se estiver inserido nos instrumentos de 
planejamento e de gestão de cada ente.
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
 
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
CONSIDERAÇÕES 
FINAIS
7.
A garantia da integralidade da atenção se consolida em um 
planejamento transparente e participativo. A gestão deve estar 
preparada para percorrer os caminhos do planejamento desde o 
município, contemplando as questões regionais. É preciso, ainda, 
comprometer-se em participar do planejamento regional e se ocupar 
de institucionalizar, nos instrumentos de gestão do município, o que foi 
pactuado regionalmente e expresso no PRI.
Nesse fascículo, aprofundou-se sobre o processo de planejamento do 
SUS e a sua estrutura dinâmica de formato ascendente, apresentando 
a importância da participação integrada do(a) gestor(a). Consideramos, 
ainda, as dimensões do diagrama de responsabilidades da gestão 
municipal como diretrizes fundamentais no exercício da gestão em saúde.
Abordamos o planejamento como instrumento de gestão e a necessidade 
de sua articulação com a orçamentação, bem como o PMS como parte 
integrante do planejamento ascendente no SUS. Esperamos que, com 
auxílio do material, você possa contribuir para a construção do PRI em 
sua região de saúde.
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
BIBLIOGRAFIA
ALBUQUERQUE, Ana Coelho de et al. Desafios para regionalização da 
Vigilância em Saúde na percepção de gestores de regiões de saúde no 
Brasil. Saúde em Debate, [online], v. 45, n. 128, p. 29-41, 2021. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/sdeb/a/3z5xDSJ6jRKm7QsKLVRwXBv/?lan
g=pt. Acesso em: 23 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro 
de 2012. Diário Oficial da União, Brasília, n. 11, 16 jan. 2012. Seção I. p.1. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.
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BRASIL. Ministério da Saúde. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. 
Diário Oficial da União, Brasília, n. 180, 20.set.1990 a. Seção I. p. 1. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm. 
Acesso em: 23 abr. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Lei n° 8.142, de 28 de dezembro de 1990. 
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BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria nº 701, de 1º de setembro de 2023. 
Disponívelem: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-701-de-
1-de-setembro-de-2023-507758964. Acesso em: 23 abr. 2024. 
28
SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp141.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8142.htm
BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria nº 516, de 21 de junho de 2023. 
Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/mma-
n-516-de-12-de-junho-de-2023-489148374. Acesso em: 23 de abr. 2024. 
BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria nº 757, de 21 de junho De 2023. 
Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-
757-de-21-de-junho-de-2023-491629280. Acesso em: 23 abr. 2024.
BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria nº 961, de 17 de julho de 2023. 
Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria/ms-n-961-
de-17-de-julho-de-2023-*-514110283. Acesso em: 23 abr. 2024. 
BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria nº 688, de 28 de agosto de 2023. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/saes/2023/
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
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ANOTAÇÕES:
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SER GESTOR SUS | FASCÍCULO 4 | O PLANEJAMENTO DO SUS NA REGIÃO
CURSO
SER GESTOR SUS 
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