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Gracielle David 
Laringectomias Supratraqueal 
 
→ Ressecção 
Ressecção de todas as estruturas acima da 
traquéia com a exceção de uma aritenóide 
e a porção posterior da cricóide. 
- Cartilagem cricóide 
- aritenóide 
- Cartilagem aritenóide 
- Epiglote 
 
→ Estruturas preservadas 
- É preservada aritenóide (uma 
unidade funcional da laringe) 
- É preservada uma parte posterior 
da cartilagem cricóide para 
possibilitar a funcionalidade da 
aritenóide 
→ Indicada para tumores transglóticos 
 
→ Reconstrução 
- THP 
- THEP 
 
→ THP (Tireohioideopexia) 
- Sítio primário - Supraglote 
- Ressecção da epiglote 
- Osso hióide preservado, pelo 
menos aritenóide e a porção 
posterior da cricóide 
- Nela a fonação é a partir da 
vibração da aritenóide com a 
epiglote 
 
 
 
→ THEP (Tireohioideoepiglotopexia) 
- Sítio primário - glote 
- Preserva a epiglote, 1 aritenóide, 
porção posterior da cricóide, osso 
hióide e epiglote 
- Melhores resultados funcionais 
para deglutição 
- Sutura-se também a base da 
epiglote 
- Fonação a partir da vibração das 
aritenóides com a epiglote 
 
→ TQT provisório 
Nem todos os pacientes conseguem 
decanular na prática clínica 
- Retirada após a diminuição do 
edema p.o, quando o paciente for 
encaminhado para RxT, opta-se por 
mantê-la, já que a RxT aumenta o 
edema laríngeo, podendo impedir a 
respiração. 
- Sonda nasogástrica: Removida 
quando não ocorrer mais aspiração 
- Reabilitação da deglutição é 
primordial (oclusão para restaurar 
o fluxo aéreo, maximização da 
aritenóide para o vedamento de via 
aérea) 
- Dificuldades em líquidos é maior 
 
→ Manobras de reabilitação SG e SSG 
 
 
 
 
 
 
Gracielle David 
Laringectomias Subtotais 
 
Near total - Laringectomia quase total ou laringectomia três quartos 
→ É retirado ¾ da laringe 
Tentativa de manter a integridade parcial 
da laringe para que o paciente consiga 
garantir as funções de respiração, fonação 
e deglutição. 
 
→ Indicação e Contraindicação 
- Indicada para tumores avançados 
da laringe com acometimento 
transglótico 
- Contraindicação no acometimento 
da doença na região 
interaritenóidea 
 
→ Ressecção 
Todo o esqueleto laríngeo, preservando 
apenas uma aritenóide e parte posterior de 
uma prega vocal. 
 
 
→ Reconstrução 
Fístula faringotraqueal (neolaringe) - 
Retalho de uma estreita faixa de mucosa 
laríngea que conecta a traquéia a faringe, 
além de uma aritenóide funcional. Por 
meio deste Shunt, o ar é conduzido. 
 
- Se a fístula for muito larga, durante 
a deglutição o paciente corre o 
risco de aspirar e o alimento 
penetra, e com isso desenvolve 
uma pneumonia. Ela não é aberta o 
suficiente para garantir a 
respiração, pensando na proteção 
das vias aéreas durante a 
deglutição. 
- A laringe remanescente não vai ser 
a mantenedora da respiração, dessa 
forma a TQT é DEFINITIVA. 
 
→ Fonação 
- Oclusão do traqueostoma: O ar 
normalmente passa pelo 
traqueostoma, assim, durante a 
fonação há uma oclusão do 
traqueostoma para direcionar esse 
som para a fístula faringotraqueal e 
suba pela neolaringe 
- Pitch agudizado: Por conta da 
hiperextensão laríngea 
- Qualidade vocal semelhante à 
prótese traqueoesofágica, porém 
com frequências mais aguda 
- Aumento da f0, restrição na 
extensão da frequência – menor 
área do shunt, menor comprimento 
do trato vocal (↑ ressonância das 
frequências agudas) 
- Jitter e shimmer aumentados 
- voz molhada, soprosa, ↓intensidade 
 
→ Fonoterapia 
- Manter a adequada passagem de ar 
pela fístula: trabalha exercícios de 
passagem de ar pela fístula para 
Gracielle David 
evitar a estenose (constrição do 
orifício) 
- Trabalhar exercícios de inspiração 
e expiração pelo traqueostoma 
- Não trabalha a decanulação do 
paciente, visto a TQT definitiva 
 
→ Exercícios de esforço vocal 
- mobilidade das aritenóides para 
produção vocal e proteção de V.A 
durante a deglutição 
- exercícios com empuxo e esforço 
para mobilizar a aritenóide, 
melhorar o componente de 
soprosidade e aumentar a 
intensidade vocal 
- exercícios de variação de 
frequência e intensidade 
- exercícios de sobrearticulação 
(para melhorar a inteligibilidade) 
- CPFA 
 
→ Principais problemas 
 
- Estenose da fístula (dificultando a 
fonação): quando a fístula esteja 
estreita vai acarretar num 
impedimento para fonação 
- Fístulas maiores (quadros de PNM 
aspirativa de repetição): quando a 
fístula esteja alongada o alimento 
pode penetrar a fístula e gerar 
pneumonias de repetição por 
broncoaspiração. 
 
→ Muito utilizada na década de 1980, 
antes da popularização da laringectomia 
supracricóide, sendo indicadas para 
tumores T3 e T4 de laringe e seio 
piriforme; T2 com invasão de uma das 
aritenóides ou naqueles que havia 
envolvimento da subglote; e para tumores 
de parede medial do seio piriforme 
→ Atualmente apenas alguns serviços 
utilizam 
→ TQT definitiva para manutenção da 
respiração 
- Quando envolve tumor de seio 
piriforme: faringolaringectomia 
near total. 
- TQT definitiva: manutenção da 
respiração 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gracielle David 
Laringectomias totais 
 
 
→ Tumores mais avançados da laringe que 
atingem as duas aritenóides 
 
→ Ressecação 
- toda estrutura laríngea 
* A remoção é parcial ou total da 
hipofaringe depende da extensão do tumor. 
 
→ Indicação 
- T3 e T4 laringe 
- T2 em que não há condição de 
laringectomia parcial: invasão das 2 
aritenóides ou da subglote 
- tumor subglote. 
 
Relembrando 
• T1: confinado às ppvv com mobilidade 
normal 
T1a: uma prega vocal 
T1b: ambas as ppvv 
• T2: extensão para supra ou subglote com 
mobilidade da pv diminuída 
• T3: confinado à laringe com fixação da 
prega vocal 
• T4: extensão além da laringe 
1. O cirurgião vai suturar a base da 
língua (faringe) ao esôfago. Então da 
boca o único caminho possível é até 
o esôfago 
2. A traqueia do paciente vai ser 
suturada na base do pescoço, com 
uma abertura permanente que vai 
garantir a respiração do paciente → 
traqueostoma 
 
 
→ Reconstrução 
 
1. Fechamento primário da faringe (do 
remanescente faríngeo nos casos de 
faringolaringectomias) 
2. Fechamento por meio de: 
- retalho miocutâneo de músculo 
peitoral maior tubulizado 
- retalho livre de jejuno 
3. Gastric pull up (nos casos de 
faringolaringectomias ou quando se 
associa a esofagectomia) 
Recomendação: secção da musculatura 
cricofaríngea a fim de auxiliar a deglutição e 
a aquisição de voz 
esofágica/traqueoesofágica → para facilitar 
a descida do bolo 
- Corta algumas fibras da m. 
cricofaríngea para facilitar a abertura 
da TFE 
 
→ TQT definitiva: o ar entra e sai pela TQT 
→ Não tem mais comunicação entre a via 
digestiva e a via respiratória. Então não há 
risco de aspiração. 
→ Perda irreversível da voz laríngea 
→ Retirada da SNE ± 1 semana p.o. nos 
casos sem complicações 
 
→ Disfagia 
- Relacionada a eficiência e não a 
segurança 
- Alteração na eficiência da 
deglutição: fraqueza para ejeção 
oral, dificuldade de abertura da TFE, 
- Muita estase 
- Não tem p/a 
- Apresenta alteração e dificuldade na 
transição do bolo 
Gracielle David 
- Dificuldade maior para alimentos 
sólidos 
- Dietas líquidas por menor 
dificuldade na travessia da TFE 
 
→ Fatores que podem interferir na 
deglutição 
- Presença de disfagia: pode interferir 
negativamente na adaptação vocal 
Pois quem vai produzir a voz são as 
estruturas de deglutição e se elas não estão 
adequadas para a digestão será mais difícil 
aprender uma nova função (fonação) para 
estas estruturas. 
 
- Causas decorrentes da 
lesão/tratamento 
• Extensão cirúrgica 
• Cond. anatomofuncionais estruturas 
remanescentes 
• Complicações P.O., RxT e complicações 
da prótese traqueoesofágica. 
 
- Outras causas associadas 
• Presbifagia 
• Causas neurogênicas 
• Causas psicogênicas 
• Osteófitos vertebrais 
• Divertículo de Zencke 
 
→ Atuação Fonoaudiológica 
- Pré-operatório: orientações° Mecanismos de produção normal de voz e 
as modificações anatômicas e fisiológicas 
após a cirurgia; 
° Permanência definitiva do estoma, sua 
higiene e proteção; 
° Possíveis alterações de olfato e paladar; 
° Dificuldade em levantar peso; 
° Presença de tosse e muco iniciais; 
° Processo de reabilitação; 
° Preparo para o pós-operatório imediato 
 
→ Protetor de traqueostoma 
- Filtro (HME): É o ideal, pois 
umidifica, aquece e filtra o ar (papel 
do nariz). Ele pega o calor e umidade 
do ar expirado, retém e utiliza para o 
próximo ar inspirado. 
- Protetor de algodão: Por reter mais 
água, também auxilia na 
umidificação, aquecimento do ar, 
assim como na filtragem 
- Adesivo: Função de conectar o filtro 
(troca de 24h a 24h) 
- Fazer proteção do TQT no banho 
 
O uso do HME durante 6 semanas diminuiu 
a tosse e a expectoração em 
laringectomizados totais, porém não 
apresentou influência na qualidade vocal 
esofágica ou traqueoesofágica. 
 
→ Pós-operatório: orientações 
- restabelecimento do contato; 
- observação da efetividade da 
comunicação, remediando possíveis 
dificuldades; 
- esclarecimento de dúvidas; 
- avaliação: deglutição, voz e fala 
(neste momento já pode ser iniciado 
o processo de reabilitação 
propriamente dito, particularmente 
nos casos das disfagias) 
 
→ Reabilitação 
- 15º dia pós-operatório 
- Geralmente já alimentando-se por 
v.o. 
- sem uso de SNG 
 
→ Avaliação fonoaudiológica 
Gracielle David 
1. Avaliação do sistema sensório-motor 
oral (sensibilidade, mobilidade, 
tônus, simetria) 
2. Sensibilidade e mobilidade da 
cintura escapular 
3. Presença de edema facial, trismo, 
dentes, próteses 
4. Funções neurovegetativas: 
respiração (tamanho do estoma / 
presença de ruído respiratório); 
deglutição (diferentes consistências); 
mastigação 
5. Déficits auditivos 
6. Capacidade do indivíduo de 
utilizar-se das diferentes formas de 
comunicação propostas 
→ Laringe eletrônica 
- É um aparelho cilíndrico movido à 
bateria ou pilha 
- Apresenta um botão para ser ligado 
- Apresenta uma membrana em uma 
das extremidades que vibra 
- Produção da voz: a membrana 
vibrátil em contato com o tecido do 
pescoço ou bochecha do paciente 
gera um som que é modificado pelos 
articuladores (lábios, língua, etc.) 
- Exercícios de sobrearticulação 
ajudam a promover a integridade de 
fala 
 
 
 
→ Laringe eletrônica intra-oral 
- Usada como um adaptador oral 
- Usada em pacientes que não tem 
tecido vibrátil no pescoço ou na 
bochecha para propagar o som 
- O som é propagado com menos 
dificuldade, pois é colocado dentro 
da boca, entretanto, atrapalha na 
articulação. 
 
→ Vantagens 
- Fácil aprendizado 
- Possibilidade de uso no P.O. 
imediato 
- Reduz a ansiedade em se comunicar 
(auxilia a reabilitação da voz 
esofágica, até aprender outro método 
- Alternativa para falantes de voz 
esofágica que podem sentir fadiga no 
final do dia, que apresentem 
dificuldade em momentos 
estressantes ou falar ao telefone. 
 
→ Desvantagens 
- Voz robotizada 
- Limitação de frequência, intensidade 
e modulação – voz monótona 
- Requer o uso de uma das mãos 
- Apresenta ruído eletrônico que 
mascara a fala e o retorno auditivo 
da própria emissão 
- Necessita de uma área flexível para 
propagação do som para o trato 
vocal e boa articulação 
- Prejuízo da diferenciação dos sons 
surdos e sonoros 
Gracielle David 
- Sujeito a problemas técnicos 
- Alto custo para aquisição. 
 
→ Fonoterapia 
- Identificação do local para o 
posicionamento do aparelho (região 
com menos tecido cicatricial, fístulas 
e/ou fibroses) para a melhor 
propagação do som para o interior 
do trato vocal; 
*Enquanto o paciente articula a contagem, o 
terapeuta posiciona o aparelho em diversos 
locais até a identificação do melhor ponto de 
propagação. 
- Treinamento do manuseio do 
aparelho com a mão não preferencial 
*Toda a membrana deve estar encostada 
sobre a pele do paciente. 
*Coordenação ligar/desligar x articulação: 
ligar ao iniciar frases e desligar durante 
pausas de fala ou final de frases. 
- Sobrearticulação (inteligibilidade) 
- Ritmo de fala: nem aumentado nem 
lentificado. 
*Redução da velocidade de fala: como a 
respiração não está associada a fala, alguns 
pacientes emitem trechos muito longos - 
Controle de pausas. 
 
→ Voz traqueoesofágica 
No laringectomizado total a traquéia vai 
estar suturada na base do pescoço para 
garantir respiração. Há uma fístula que vai 
comunicar a traqueia ao esôfago. A fístula 
pode ser: 
 
 
1. Fístula Primária 
- no momento da cirurgia de 
laringectomia total 
- intervenção fonoaudiológica após 
retirada da SNG 
2. Fístula Secundária 
- Após 6 meses da laringectomia 
- devido à realização de RxT 
- devido à tentativa de voz esofágica 
- em decorrência de possíveis 
complicações intervenção 
fonoaudiológica imediata à 
colocação da prótese 
→ A fístula possibilita a fonação com o ar 
pulmonar 
Quando o paciente respira, o ar entra e sai 
via TQT 
 
- Obtida por meio de fístulas (como a 
técnica de Amatsu) ou de próteses 
fonatórias 
- Voz produzida pelo segmento 
faringoesofágico 
- Qualidade da voz semelhante à voz 
esofágica: rugosa, grave e 
aperiódica; porém tempo fonatório 
semelhante à voz laríngea 
- Voz é realizada por meio da coluna 
aérea pulmonar que, com a oclusão 
do estoma, direciona-se para o 
esôfago e o trato vocal. 
- F0 ± 100Hz e intensidade habitual ± 
66dB 
- Tempo de fonação ± 12 segundos. 
Velocidade de fala discretamente 
menor (necessidade de aumento do 
número de pausas respiratórias) 
 
A diferença de quando se tem a fístula é que 
quando o indivíduo quiser se comunicar ele 
vai inspirar o ar pela TQT, vai fazer oclusão 
(para o ar não sair), e a partir disso o ar vai 
passar pela fístula, entrando no esôfago e a 
musculatura do segmento faringoesofágico 
(que é vibrátil) vai realizar a vibração da 
mucosa e produz a voz a partir do ar 
pulmonar. 
Gracielle David 
 
→ Uso do ar pulmonar possibilita: 
- ↑ TMF 
- Melhor CPFA 
- Melhor inteligibilidade de fala 
- Sem cluncks de deglutição (comuns 
em falantes esofágicos) 
 
→ Necessidade de alto domínio da técnica 
devido ao risco de: 
- Estenose da fístula 
- Aspiração do bolo alimentar 
 
→ Voz traqueoesofágica por Prótese 
vocal 
- Prótese unidirecional: o ar entra e 
vai para o esôfago para fonação 
- Evita a estenose 
- Durante a deglutição impede que o 
alimento se direcione ao esôfago 
para a traquéia, prevenindo a 
aspiração. É um dispositivo de 
proteção do paciente durante a 
deglutição. 
- Prótese valvulada que permite o 
fluxo de ar da traquéia ao esôfago e 
impede a passagem de alimento do 
esôfago à árvore respiratória 
 
→ Tipos: 
1. Removíveis (recolocadas pelo 
próprio paciente): mais barata, maior 
necessidade de manipulação do 
traqueostoma para limpeza, vida útil 
menor mas maior custo 
* Não indwelling: abado paciente manipular o 
traqueostoma para limpeza e troca da 
prótese 
2. Custo 
3. Pressão: baixa pressão (mais fácil a 
fonação) - Low pressure 
 
→ Manuseio e higiene 
- Orientação dos cuidados e limpeza 
da prótese com a escova e 
antifúngicos 
- Qualidade e durabilidade da PTE 
(evitar colonização da PTE por 
fungo) 
- Higiene oral e limpeza da PTE ao 
acordar, após refeições e antes de 
dormir 
- Bochecho com antifungico 
 
→ Fonoterapia 
1. Manuseio e higiene da prótese 
2. Coordenação oclusão X emissão X 
respiração: 
- Exercício da completa 
oclusão do traqueostoma com 
o dedo (válvula/ botons – 
CPFA e controle do fluxo do 
ar pulmonar) 
- Inspiração profunda e 
expiração lenta com o 
traqueostoma ocluído e a 
boca entreaberta para liberar 
o ar expirado (em caso de 
dificuldade, solicita-se um 
movimento de tosse - 
expiração forçada) 
- Alguns pacientes necessitam 
de orientação para abertura 
do EES, o que é conseguido 
solicitando um movimento de 
eructação ao início da 
expiração 
- Emissão do som “Raaaa” e 
da vogal sustentada /a/ no 
tempo máximo de fonação 
(vibração de musculatura) 
3. Extensão fonatória: emissão da 
vogal sustentada /a/ em períodos 
progressivamente maiores, contagem 
de nos, leitura de textos em 
velocidade crescente 
4. Sobrearticulação 
5. Variação de pitch e loudness 
- Pitch: sons vibrantes, fricativos 
sonoros e hiperagudo, com 
modulação de frequência; músicas 
com frases curtas; entonação e 
inflexão (afirmação, interrogação e 
negação); canto. 
6. Velocidade de fala 
 
→ Sinais de mal funcionamento da 
prótese 
- Dificuldade para emissão sonora 
- Aumento da força expiratória para 
fonação 
- Impossibilidade de fonação à 
oclusão do traqueostoma 
- Saída de líquidos através da prótese, 
desencadeando tosse 
 
→ Complicações: 
- Granulomas cirúrgico (a fim de 
evitar sangramentos e infecções) 
- Reflexo de tosse (incoercível à 
expiração e oclusão do traqueostoma 
durante a fonação) 
 
→ Causas de insucesso: 
- Colonização fungica 
- Calibre (vazamento lateral /expelida 
em episódios de tosse) 
- Comprimento 
- Edema 
Gracielle David 
- Fístulas de complicação 
- Hipotonia SFE 
- Paciente hipersecretivo 
- Localização da fístula em relação ao 
estoma 
 
→ Voz esofágica 
 
- O paciente não tem a fístula, como 
na voz traqueoesofágica 
Então ele vai ter que introduzir o ar pela 
cavidade oral até o esôfago, e assim, o 
esôfago vai armazenar esse ar (menor 
reserva de ar no esôfago do que no pulmão 
→ TMF reduzido) para realizar a voz 
esofágica. 
** O segmento faringo esofágico é quem vai 
realizar a vibração desse ar, que em seguida 
será moldado pelos articuladores 
- Voz aperiódica: ausência de mucosa 
organizada em formas de camada 
como na prega vocal) 
- Bons falantes: qualidade vocal 
rugosa (vibração irregular do SFE) 
- Falantes moderados: qualidade vocal 
rugosa e tensa 
- Instabilidade, componentes de ruído, 
frequência ± 80Hz 
- Extensão de frequência e intensidade 
restritas 
- Reservatório esôfago: 80 mL X 
Reservatório pulmão: 2.200 ml a 
4.600 ml 
- TMF até 3 segundo 
- Voz mais baixa e com menor 
intensidade (grave e rouca) 
- Voz gerada pelo segmento 
faringoesofágico – grave, rugosa, 
monótona, porém inteligível 
- Segmento faringoesofágico é 
composto por fibras do constritor 
faríngeo, cricofaríngeo e esofágico 
superior 
- Tonicidade do segmento é um fator 
de grande importância para produção 
da voz esofágica 
- Como o segmento faringoesofágico 
também participa da deglutição, 
pacientes com disfagias 
pós-operatórias, principalmente a 
sólidos, podem não adquirir a voz 
esofágica (hipertonia / estenose 
decorrentes da sutura cirúrgica) 
 
→ Vantagens 
- Voz mais fisiológica e natural 
- Não necessita de manutenção 
- Não necessita da utilização das mãos 
- Não necessita da utilização de 
válvulas que permitam que as mãos 
fiquem livres 
- Custo relativamente mais barato 
 
→ Desvantagens 
- Tempo de aprendizado prolongado 
(6m) 
- Sucesso terapêutico variável 30% 
- Maior dificuldade para aquisição e 
desenvolvimento da voz nos casos 
submetidos à RxT 
- Ruído ambiental pode mascarar 
(pitch grave percebido como menos 
intenso) 
- Dificuldade p/ diferenciar o traço de 
sonoridade dos fonemas 
(surdo/sonoro) 
- Custo do processo terapêutico 
- Necessita de boa articulação 
 
*** OFAs devem estar adequados quanto à 
tonicidade, postura, mobilidade e 
sensibilidade p/ maiores possibilidades de 
introdução de ar no esôfago 
 
→ Métodos de introdução do ar: 
Gracielle David 
1. Método de deglutição 
2. Método de injeção 
3. Método de aspiração, de inalação ou 
de sucção de ar 
 
A seleção do método depende do grau de 
facilidade do paciente – o importante é que 
ele consiga perceber a presença de ar no 
esôfago, o momento ideal para sua 
expulsão, e a coordenação desse processo no 
encadeamento da fala. É comum, com 
treino fonoaudiológico, a utilização de mais 
de um método, o que permite fluência, 
maior encadeamento de fala e agilidade da 
comunicação 
 
→ Método de deglutição 
 
Consiste em deglutir o ar (deglutição 
incompleta), e assim que perceber sua 
introdução no esôfago, expulsá-lo emitindo 
uma vogal. 
*Propriocepção da localização e vibração do 
SFE: solicita-se a deglutição de água com 
uma das mãos posicionadas sobre o 
pescoço, sentindo o momento em que ocorre 
a abertura do SFE com a passagem do bolo 
(caracterizado por uma vibração, semelhante 
à vibração causada pela passagem do ar pelo 
SFE). 
 
→ Sequência de deglutição (descrita por 
Gutzmann, 1908) 
1. Abrir bem a boca para que o ar entre; 
2. Fechá-la e sentir o ar com uma 
“batata” 
3. Engolir o ar 
4. Ao sentir a vibração do SFE, contrair 
o diafragma e emitir a vogal /a/. 
 
*Dica para o paciente aprender o momento 
correto de expulsar o ar: O terapeuta pode 
manter uma mão na altura do SFE e outra 
sobre o diafragma. Ao sentir a vibração do 
SFE com a entrada de ar, deve pressionar o 
diafragma e solicitar a emissão da vogal /a/. 
 
→ Desvantagens: 
1. Lentidão da fala 
2. Pacientes que apresentam alteração 
no disparo da deglutição ou 
xerostomia terão dificuldade 
3. Clunck da deglutição e ruído 
respiratório do estoma 
 
→ Método de injeção 
Língua funciona como um pistão que força 
o ar através da faringe e esôfago. Consiste 
em duas técnicas: 
1. Injeção por pressão consonantal 
2. Injeção por pressão glossofaríngea 
Cluncks (ruídos associados à 
abertura do esôfago) 
 
1.Injeção por pressão consonantal 
- utiliza-se as plosivas /p/, /t/, /k/, por 
serem sons que produzem maior 
turbulência e pressão de ar na 
cavidade oral (facilitando a abertura 
do SFE), que são direcionados ao 
esôfago e, ao serem expulsos, 
produzem a voz. 
- Parte do ar que estava na boca 
retorna para o esôfago, podendo ser 
utilizada na próxima emissão: 
excelente em relação à fluência e ao 
encadeamento de fala. 
I – Abrir bem a boca e puxar o ar 
II – Emitir um /pa/ fazendo forte 
pressão com os lábios 
III – Repetir os passos 1 e 2 várias 
vezes repetidamente. Inicialmente, é 
aconselhável repetir o /pa/ cerca de 
15 vezes e parar para descansar 
Gracielle David 
(possibilidade de tontura – 
hiperventilação, causada pela 
respiração concomitante). 
 
2. Injeção por pressão glossofaríngea ou 
método da bomba velofaríngea 
- Língua comprime e injeta o ar no 
esôfago com um movimento rápido e 
forte. 
- A principal característica deste 
método é a dissociação da inspiração 
e introdução de ar. 
I – Deve-se treinar primeiramente 
inspiração-apneia-expiração 
II - Em seguida, durante a apnéia, 
emite um som com movimento de 
base de língua que assemelha-se ao 
arrulho do pombo. 
 
→ Método de inspiração, inalação ou 
sucção 
- Consiste na introdução do ar por 
meio de um movimento de sucção 
forçada (semelhante ao trago de 
cigarro). 
- O SFE deve estar relaxado e aberto o 
suficiente para que a pressão do ar 
atmosféricoda boca e da hipofaringe 
ocupe o vácuo parcial do esôfago. 
- A pressão torácica influencia a 
pressão intraesofágica, por isso é 
melhor começar a introdução do ar 
concomitante a uma inspiração 
profunda, para facilitar a abertura do 
esôfago. 
- A respiração forçada pulmonar 
profunda propicia uma queda 
acentuada da pressão no esôfago, 
que sendo bem menor do que na 
cavidade oral, o ar é sugado para o 
seu interior. 
- Para fonar, utiliza-se a expiração 
pulmonar, que aumenta a pressão no 
esôfago, que sendo maior do que a 
pressão na c.o., o ar é expelido do 
esôfago e vibra o SFE, promovendo 
voz. 
- Associação com os movimentos do 
bocejo podem ser uma boa 
referência para o paciente. 
 
I . Inspirar profundamente pelo 
traqueostoma, ao mesmo tempo em que abre 
bem a boca 
II . Deixar o ar entrar passivamente e sentir 
a vibração do SFE com a sua passagem do 
ar 
III . Expirar o ar e, ao mesmo tempo, falar a 
vogal /a/. 
 
→ Terapia Fonoaudiológica 
1. Individual 
2. Grupo 
 
→ Revisão das orientações realizadas no 
pré-operatório 
- Treino para desenvolvimento da voz 
esofágica 
 
→ Fonoterapia para desenvolvimento da 
voz esofágica 
1. Exercícios de relaxamento cervical: 
alongamento da cintura escapular e 
cervical e exercícios de rotação de 
ombros e cabeça 
2. Exercícios de relaxamento das 
estruturas do trato vocal: exercícios 
de bocejo; movimentos de 
lateralização da mandíbula e abertura 
de boca; movimentos 
anteroposterior, lateral e rotação da 
língua 
Gracielle David 
3. Introdução de emissões sonoras com 
voz esofágica: inicia-se com os 
fonemas /p/, /t/, /k/ associados a 
vogais (sons que geram > pressão 
positiva dentro da boca, facilitando a 
abertura do esôfago) 
4. Emissão de palavras dissílabas, 
trissílabas, frases e textos com o 
mesmo fonema, e paralelamente e 
paulatinamente, são introduzidos os 
fricativos, líquidos, nasais, surdos e 
sonoros. 
5. Sobrearticulação 
6. Conscientização (abertura do 
esfíncter velofaríngeo) durante a 
produção dos sons nasais e redução 
da tensão cervical na emissão dos 
fonemas surdos 
7. Trabalho aumento do tempo 
fonatório 
 
→ Variações da fonação alaríngea 
1. Fala bucal - Utilização da boca como 
reservatório de ar (sons de emissão 
rápida, formados basicamente por 
estalos de lábios e movimentos de 
mandíbula e da língua contra o 
palato - clicks bucais) 
2. Voz faríngea - utilização da 
orofaringe como reservatório de ar 
(língua, palato mole, paredes laterais 
e posterior da faringe como fontes 
vibratórias) 
3. Voz pseudoesofágica - produzida na 
porção mais inferior da faringe, e 
gerando um som facilmente 
confundido com a voz esofágica, 
porém mais agudo e com menor 
intensidade 
 
*** Devem ser identificadas e desativadas 
(pouca inteligibilidade, desagradáveis e 
limitam o desenvolvimento da voz 
esofágica). 
 
→ Vícios da comunicação 
1. Clunck da deglutição (resultado da 
passagem do ar num vácuo parcial 
formado na hipofaringe ou esôfago): 
deve-se propiciar o relaxamento do 
esfíncter esofágico, a fim de facilitar 
a entrada ar - emissão repetitiva da 
sílaba /pa/ como facilitador, trabalho 
proprioceptivo da presença e 
ausência do ruído de abertura do 
esfíncter 
2. Ruído do estoma (ruído excessivo da 
respiração): trabalho de 
independência de sopros (bucal e 
respiratório) - emissão com menos 
esforço pulmonar 
3. Mímicas faciais: trabalho com apoio 
visual (espelho/gravação em vídeo) 
4. Deglutições múltiplas: idem 
5. Distorções e omissões articulatórias: 
trabalho de encadeamento de sons 
(repetição de sequências silábicas) e 
sustentação de vogais para 
prolongamento do tempo de fonação 
6. Fala silabada: idem 
 
→ Fatores que influenciam no aprendizado 
da voz esofágica: 
1. Fatores físicos: idade avançada, 
alterações neurológicas, desvios na 
mobilidade dos OFAs, reflexo de 
vômito acentuado, hérnia de hiato, 
RGE, extensão cirúrgica, limiares 
auditivos rebaixados, divertículos, 
fístulas, irregularidades ou estenoses 
da hipofaringe, rigidez e fibrose dos 
tecidos 
2. Fatores funcionais: vinculadas à 
função fonatória (ausentes durante a 
Gracielle David 
deglutição) – hipertonia, espasmo 
faringoesofágico e hipotonia 
3. Fatores psicossociais: impacto 
emocional, perda da identidade, 
autoimagem negativa, alterações da 
vida sexual, da atividade 
profissional, do aspecto econômico, 
medo da reação da família, dos 
amigos e da sociedade 
 
→ Avaliação do segmento faringo 
esofágico 
 
 
 
→ Fatores físicos e funcionais que 
influenciam no aprendizado da voz 
esofágica 
 
→ Reabilitação do olfato 
Alteração do olfato - - - > Alteração do 
paladar 
Reativação do olfato - - - > Melhoria função 
gustativa 
 
 
 
 
→ Restabelecimento do fluxo aéreo nasal 
 
I - Larynx Bypass 
1. Tubo flexível, conecta a boca ao tqt 
2. Relaxamento palato (não obstruir 
nasofaringe) 
3. Circulação de ar nasal 
Gracielle David 
 
II - Scent-diffusing ventilator 
1. Pequeno ventilador acoplado à 
máscara 
2. Transporta o ar diretamente ao nariz 
3. Entrada de moléculas odoríferas 
(forma passiva) 
 
 
III - Nasal Airflow-Inducing Maneuver: 
polite yawning 
1. “Bocejo prolongado com movimento 
simultâneo de retração da 
mandíbula, do assoalho da boca, da 
língua, da base da língua e do palato 
mole, mantendo os lábios 
firmemente fechados” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tireoidectomias 
 
Pode ser exclusiva ou combinada 
Gracielle David 
 
 
*** Convencionais geram mais danos que 
os robóticos 
 
→ Sequelas a curto prazo 
- aumento da sensibilidade 
- inchaço no pescoço 
- náusea 
- vômito 
 
→ Sequelas a longo prazo 
- alteração de paladar 
- boca seca 
 
→ Risco de lesão do nervo 
- Uso de monitoração do nervo para 
maior segurança 
 
→ Impactos na voz e deglutição 
- TOT: intubação orotraqueal pode 
lesionar as ppvv 
- Manipulação laríngea durante a 
cirurgia 
- Edema e hematoma P.O. 
- Secção/trauma nervo laringeo 
superior/inferior 
- Danos temporários mm. 
extralaríngea 
- Dissecção, alongamento e fixação 
dos mm. cervicais 
- Cicatriz e aderência do retalho 
cutâneo 
- Extensão da cirurgia e técnica 
cirúrgica 
- Síndrome pós-tireoidectomia: 
queixas sem complicações 
pós-operatórias 
Os impactos na voz são transitórios 
normalmente, alterações transitórias com 
melhora progressiva. Assim ↓ 
possibilidade de alterações a longo prazo. 
I - Disfonia 
II - Disfagia 
 
Estudo brasileiro após tireoidectomia total: 
Sintomas vocais são mais prevalentes que 
os relacionados à deglutição. Os sintomas 
mais prevalentes foram sensação de voz 
cansada depois de conversar por muito 
tempo (50%) e percepção de boca 
seca/sede 
 
→ Disfonia 
- Alteração qualidade vocal - 
rouquidão 
- Redução da loudness 
- Redução do pitch 
- Fadiga vocal 
- Queixa de pigarro e secura na 
garganta 
 
Buscar origem, sendo lesão de nervo 
laríngeo recorrente ou laríngeo superior? 
Unilateral ou bilateral? 
 
Gracielle David 
→ Fonoterapia 
- Bons hábitos vocais 
- Higiene vocal e reeducação 
- Hidratação 
- Alguns estudos recomendam 
repouso vocal 
 
→ Terapia vocal 
- Posicionamento de cabeça (virar p/ 
lado ruim aproximando PPVV) 
- Exercícios de função vocal (P 
prolongado, deglutição incompleta 
sonorizada) 
- Terapia vocal ressonantal 
- Eliminar comportamentos de abuso 
vocal 
- Melhorar capacidade e eficiência 
respiratória 
- Humming 
 
→ Disfagia 
- Paralisia/paresia de pv + alteração 
sensorial (alt. do nervo laríngeo 
superior) 
- Redução da mobilidade laríngea 
- Alteração de coaptação, problemas 
com líquidos durante fase faríngea 
- Restrição do movimento do osso 
hióide 
° Má elevação e anteriorização 
provocando inicialmente estase e 
em seguida, penetração e 
aspiração. 
- Estudo preliminar: redução da 
pressão do EES e incoordenação do 
EES 
- Alguns estudos apontam que 
quanto + extensa e invasiva é a 
cirurgia, > é a incidência e o grau 
da alteração da deglutição- Influência da técnica cirúrgica: 
tireoidectomia aberta convencional 
(TC) x técnica robótica 
minimamente invasiva - ↑ 
alterações deglutição nas TC 
- RLF pode influenciar nas queixas 
de deglutição 
- Queixa de bolo na garganta 
 
→ Fonoterapia 
- Estratégias sensoriais - 
modificação de dieta com sabor, 
consistência, volume e temperatura 
- Estratégias compensatórias 
posturais - cabeça fletida, cabeça 
rotacionada 
- Estratégias motoras e manobras de 
deglutição - manobra supraglótica, 
manobra supersupraglótica, 
deglutição com esforço, 
Mendelsohn, Masako e Shaker 
 
 
→ Câncer de esôfago 
Pode ser exclusivo ou combinado: 
 
 
Anastomose - junção de estruturas que 
sobraram e foram suturadas 
Estenose - diminuição da luz do esôfago e 
com isso o uso do stent 
 
→ Alterações na deglutição e voz 
- Imobilidade de pregas vocais 
- Atraso do início da deglutição 
- Redução da elevação hiolaríngea 
durante a deglutição 
- Redução do diâmetro máximo 
anteroposterior do EES durante a 
deglutição 
Gracielle David 
- Resíduo faríngeo e Aspiração 
 
→ Esofagectomia – Fonoterapia 
- Modificação da dieta 
 • Consistência 
 • Volume 
- Manobra postural 
• Proteção vias aéreas:↓aspiração e 
↑duração fechamento vestíbulo laríngeo 
• Aumento do diâmetro de abertura do 
EES (SSG) 
• Redução de resíduo em seio piriforme 
 
- Programa de reabilitação 
• Amplitude de movimento cervical e 
ombros; abertura de mandíbula; exercícios 
de língua; treinamento de musculatura 
submentoniana. (flexão cervical, chaker e 
CTAR) 
CTAR* simultaneamente às tentativas de 
deglutição: 
 - Induz a contração da musculatura 
supra-hioidea 
 - Facilita mov. ântero superior do 
complexo hiolaríngeo 
 - Auxilia abertura do SFE do neoesôfago 
 
→ Mediastino 
Tumores malignos de mediastino são raros 
 
→ Sinais e sintomas 
- Localização do tumor 
- Tipo histológico 
- Comprometimento neurológico? 
- Alterações respiratórias 
- Dor torácica 
- Emagrecimento 
- Disfagia por compressão esofágica 
- Disfonia por compressão brônquica 
 
→ Implicações na voz 
- Risco aumentado para disfonia 
- Risco de disfonia também está 
relacionado à localização do tumor 
no mediastino, sendo a região 
ântero-superior com piores 
resultados na voz 
- A maioria da população do estudo 
apresentou algum grau de disfagia, 
com predominância de grau leve e 
leve a moderado, respectivamente. 
 
→ Câncer de Lábio 
- Ressecção de Lábios: maior 
frequência no lábio inferior 
- Ressecção parcial (fechamento 
primário/reconstrução): 
comprometimentos discretos 
- Ressecção extensa (sem 
reconstrução/reconstrução 
insuficiente): comprometimentos 
importantes 
- Impactos funcionais dependem da 
extensão, presença de reconstrução 
e resultado funcional da 
reconstrução 
 
→ Alterações fonoaudiológicas 
Referente aos lábios 
- Postura 
- Sensibilidade 
- Mobilidade 
- Tônus 
 
→ Alterações dependentes: 
- Tipo de reconstrução 
- Paralisia/paresia do ramo mandibular do 
VII 
- Fibrose cicatricial 
Gracielle David 
 
→ Alteração fonoarticulação 
- Bilabiais: /p/, /b/, /m/; 
- Labiodentais: /f/, /v/; 
- Vogais arredondadas: /ó/, /ô/, /u/. 
 
→ Alteração deglutição: fase oral 
Alt. vedamento labial: 
- alteração captação 
- escape extra-oral 
- alt. pressão intra-oral 
 
→ Fonoterapia 
- Normalmente apresenta um bom 
prognóstico 
- Sensibilidade e mobilidade 
• Est. tátil-térmica 
• Massagens 
• Ex. isotônicos 
- Inteligibilidade de fala 
 • Sobrearticulação 
• Maximização bilabiais, labiodentais e 
vogais arredondadas 
• fala/leitura: espátula ou rolha; 
sobrearticulação “pataca”, “badaga”, 
“fassaxa”, “vazaja” 
 
→ Terapia Direta 
- Adaptação de utensílios – para 
melhorar captação visto Alt. 
captação 
- Posição do alimento em região 
posterior visto Escape extraoral 
- Auxílio digital para vedamento 
labial visto Alt. pressão intra oral 
- Compensação – língua (pressão 
intra-oral) visto estases Posição do 
alimento em região posterior da 
cavidade oral + extensão cervical 
- Compensação – bochechas 
(pressão intra-oral) com manobra 
de limpeza: sucção de bochechas 
 
→ Mandibulectomia 
- Abrangem tumores que acometem 
osso mandibular, mucosa jugal, 
alvéolos, gengivas 
- Reconstrução: placas ou retalhos 
microcirúrgicos 
 
 
→ Alterações fonoaudiológicas 
- Alteração da sensibilidade, 
tonicidade e mobilidade 
- Trismo 
- Alteração da fonoarticulação: 
fonemas bilabiais, labiodentais e 
vogais 
- Alterações vocais (efeito de 
radiação / ressonância) 
- Articulação imprecisa 
- Hipernasalidade 
- Voz pastosa 
Pode haver alterações semelhantes à 
ressecção de lábios (vedamento labial) 
 
→ Disfagia 
- Alteração captação 
- Alteração preparo 
Gracielle David 
- Alteração organização 
Ressecção próxima ao mento: pode alt. 
incisão e escape extra oral saliva 
 
→ Terapia Indireta 
- Conduta para trismo 
- Estimulação tátil-térmica 
° Sensibilidade de lábios e língua 
- Exercícios isotônicos e isométricos 
° Mastigação contralateral à 
ressecção 
° Posteriormente, se possível, 
mastigação bilateral 
° Abertura e fechamento de boca 
° Tônus e mobilidade de lábios – 
compensação 
° Tônus e mobilidade de estruturas 
adjacentes - compensação 
- Trismo → tratamento em fase 
inicial 
 
→ Terapia Direta 
- Adaptação de consistência 
- Manobra postural – cabeça 
inclinada para o lado saudável 
- Manobras de deglutição associadas 
a movimento de sucção de 
bochechas 
- Facilitação de fase oral 
**Caso mandibulectomia segmentar 
anterior: posicionamento do bolo em 
região posterior + extensão cervical 
 
→ Pelvectomia 
- Ressecção do assoalho da boca 
- Pelveglossectomia: associada à 
ressecção da língua 
- Pelvemandibulectomia: associada à 
ressecção da mandíbula 
Acesso cirúrgico intra-oral ou 
mandibulotomia mediana 
- Ressecção parcial: anterior ou 
lateral. 
- Ressecção total: impacto funcional 
semelhante à glossectomia, devido 
ao acometimento da musculatura 
extrínseca de língua. 
 
 
 
 
- Tumores pequenos: 
ressecção local 
- Alterações temporárias: 
adaptação com o lado 
contralateral 
- Tumores grandes: 
remove-se assoalho, porção 
da mandíbula – 
mandibulectomia seccional, 
porção da língua somada ao 
esvaziamento cervical. 
- Limita a mobilidade de 
língua para articulação e 
deglutição 
Gracielle David 
- Caso não infiltre 
mandíbula: acesso 
intraoral/mandibulotomia 
- Se língua utilizada para 
reconstrução → alt. 
mobilidade → alt. controle 
do bolo e saliva 
° Alt. fonoarticulatória 
° Alt. ressonância 
° Alt Deglutição 
- As alterações dependerão: 
° da extensão da ressecção 
° do tipo de reconstrução 
° do grau de mobilidade das 
estruturas remanescentes 
 
→ Alterações fonoaudiológicas 
- Alteração de sensibilidade 
- Principal dificuldade: 
movimentação de língua (na 
terapia usar exercícios de 
mobilidade de língua) 
 
 
→ Possibilidade de atraso da fase 
faríngea 
- Alteração da elevação 
hiolaríngea/abertura da TFE: mm. 
milo-hióide, genio-hióide e ventre 
anterior do digástrico 
 
→ Terapia Indireta 
- Estimulação sensibilidade intra oral 
- Isotônicos OFAs: ênfase em 
mobilidade de língua 
- compensação lábios/bochechas, 
em caso de sutura de língua 
- Excursão laríngea: em caso de 
ressecção mm. do assoalho 
 
→ Terapia Direta 
- Posicionamento em região 
posterior: dificuldade de propulsão 
do bolo, em virtude do edema p.o. 
nos primeiros dias 
- Consistência líquida e líquida 
pastosa são facilitadoras 
- Manobras de deglutição: manobra 
supraglótica (proteção de v.a.i.), 
deglutições múltiplas (estase) 
- Alternância com líquido (estase) 
- Manobras posturais: extensão 
cervical 
 
→ Glossectomias 
- Elas podem ser Parcial (- Alterações variarão com a extensão 
da cirurgia, grau de mobilidade de língua e 
retalhos utilizados 
 - O tamanho da lesão ressecada é 
menos importante como fator prognóstico, 
sendo mais importante o local 
 - Tu pequenos e localizados 
anteriormente: cirurgia menor – menores 
sequelas funcionais 
 - Tu extensos: ressecções maiores de 
língua e estruturas adjacentes – pode 
necessitar de excisão lábio inferior, 
mandíbula ou soalho de boca 
 
→ GLOSSECTOMIAS PARCIAIS 
- Ressecções pequenas: 
Gracielle David 
Fechamento primário: margens do tecido 
ressecado são unidas e suturadas 
- Ressecções maiores: reconstrução 
Os retalhos não têm função motora, 
resultando em perda da força de propulsão 
e, em alguns casos, podendo obstruir a 
passagem do bolo se forem largos e 
volumosos 
- Em lesões unilaterais bem 
delimitadas, a inervação motora 
unilateral é mantida, possibilitando 
uma reconstrução microcirurgica 
que preserva mobilidade, forma e 
volume 
- Glossectomias anteriores: fala mais 
prejudicada 
Ponta: Articulação /t, d, n, l, lh, r/ e grupos 
/l, r/ 
- Glossectomias posteriores: maior 
dificuldade de deglutição 
Borda: Distorção articulatória /s, z, x, j, 
nh, lh/ 
Dorso: Discreta distorção /k, g, R/ 
 
 
→ Hemiglossectomias 
 
- Alteração da sensibilidade do lado 
reconstruído 
- Redução da mobilidade da língua 
para o lado contralateral à 
reconstrução 
- Alterações fonoarticulatórias: 
elevação de ponta e dorso 
- Fricativos /s, z, x, j/ - escape lateral 
- Voz pastosa 
 
→ Glossectomias Parciais - Reabilitação 
da fonoarticulação 
- Língua oral: maximização de OFAs, 
adequação/compensação de ponto 
articulatório e sobrearticulação 
 
→ Glossectomia Parcial 
 
 Deglutição Funcional ou Disfagia 
Orofaríngea: 
- Alt. da sensibilidade e mobilidade de 
língua remanescente 
- Alteração manipulação, organização e 
propulsão 
- Perda prematura do bolo e estase em 
cavidade oral 
- Alt. CSMO: P/A antes - Estase: P/A após 
 
→ Terapia Indireta 
- Est. sensibilidade língua remanescente 
- Isotônico de OFAs 
 
→ Terapia Direta 
- Posicionamento do alimento 
- Adequação consistência, volume, 
temperatura 
- input sensorial 
- Manobras posturais/deglutição: flexão de 
cabeça durante preparo do bolo; cabeça 
inclinada; cabeça para trás para auxiliar 
propulsão do bolo, deglutições múltiplas 
Gracielle David 
- Sucção de bochechas (compensação) 
 
→ Glossectomia Subtotal 
- Alterações fonoaudiológicas: 
- Alteração da sensibilidade língua 
remanescente 
- Redução importante na mobilidade de 
língua remanescente – compensações 
OFAs 
- Alterações fonoarticulatórias importantes 
 - Diversas alterações articulatórias: 
omissões, trocas e distorções 
- Articulação: /t, d, k, g, s, z, x, j, n, nh, l, 
lh, r, R/ e grupo /r, l/ 
- Hipernasalidade 
- Voz pastosa e alterações de 
inteligibilidade de fala 
 
→ Alterações da deglutição - Disfagia 
orofaríngea moderada a grave 
- Alteração da sensibilidade língua 
remanescente 
- Redução importante na mobilidade de 
língua remanescente – compensações 
OFAs 
 
 
→ Glossectomia total 
- Alterações fonoaudiológicas 
- Alteração configuração e comprimento 
do trato vocal 
- Alterações ressonantais – hipernasalidade 
- Alterações articulatórias – qualidade 
vocal pastosa 
- Elevação laríngea: encurtamento do trato 
vocal (alt. do pitch) 
- Alterações articulatórias em diversas 
consoantes e vogais (exceto bilabiais e 
labiodentais) 
- Alteração da inteligibilidade de fala 
 
→ Reabilitação voz / articulação: 
- compensações fonêmicas 
- maximizar bilabiais/labiodentais 
- aumentar fluxo aéreo oral 
- aumento da abertura bucal 
- sobrearticulação: precisão/reduzir 
hipernasalidade 
- ↑ oralidade 
- suavização da emissão 
- próteses dentárias/rebaixadora de palato 
 
* Compensação: maximizar mobilidade de 
lábios, bochechas, mandíbula e faringe 
 
→ Alteração deglutição 
- Alt. da sensibilidade OFAs 
- Ausência de língua – compensações 
OFAs 
 
→ TERAPIA INDIRETA 
- Estimulação sensibilidade de 
estruturas remanescentes 
- Isotônicos/isométricos 
- OFAs (lábios, bochechas e 
mandíbula) 
- Mobilidade vertical laringe 
- Isotônicos faringe 
 
→ TERAPIA DIRETA 
- Posicionamento em cavidade oral 
- Treino preparo/controle do bolo 
- Adequação de consistência 
- Manobras posturais/deglutição 
- propulsão: cabeça para trás 
- proteção de vias aéreas: flexão de 
cabeça, supraglótica 
/supersupraglótica 
- limpeza: deglutições múltiplas 
Gracielle David 
- Sucção de bochechas - pressão 
intra oral prótese dentária 
rebaixadora de palato 
 
→ Glossectomias X Outras ressecções 
- Mandíbula – mastigação / articulação 
- Soalho Bucal – mobilidade da língua 
- Retromolar – deglutição, 
hipernasalidade, redução do fluxo aéreo 
oral 
 
→ Ressecção de palato 
 
 
→ Conduta 
- Abertura de boca (trismo) 
- Direcionamento de fluxo aéreo para 
cavidade oral 
- Sobrearticulação 
- Diminuição da velocidade de fala 
- Mobilidade velar (remanescente) 
- emissão de plosivos velares e uso de 
variação entre sons orais e nasais em 
estacato 
- Isotônicos estruturas adjacentes 
 
 
→ Alterações deglutição 
- Alteração da mastigação 
- Alteração da mobilidade – 
fechamento do esfíncter 
velofaríngeo 
- Trismo – efeito cirúrgico e RxT 
- Estase 
- P/A após 
- Aliento cav. nasal 
 
 
→ TERAPIA DIRETA 
- Posicionamento do alimento 
- Manobras posturais: cabeça 
inclinada 
- Adaptação de consistência e 
volume (velocidade de trânsito oral 
mais lento) 
- Manobras de deglutição: Masako e 
manobras de proteção de vias 
aéreas 
 
→ Ressecção de área retromolar 
Pode acometer mucosa jugal, 
mandíbula, base de língua, loja 
amigdaliana, véu palatino e soalho 
de boca 
Tumores iniciais: se houver alt. 
comunicação oral é mínimo e 
geralmente compensado 
espontaneamente 
Cirurgias extensas: acometimento 
de língua 
 
Trismo (cirurgia/RXT): articulação 
travada (pode provocar > tensão e 
comportamento vocal 
hiperfuncional (hiperfunção ppvv), 
podendo levar, em alguns casos, à 
alteração de fonte glótica

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