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PESQUISA
1. Explique e destrinche os Pressupostos Processuais.
Os pressupostos processuais são pilares que constituem bases de formação e de desenvolvimento válido de um procedimento em contraditório. Sem o devido respeito aos pressupostos processuais, o processo é inválido, ou seja, nulo, e estes podem ser suscitados tanto pelas partes como pelo juiz, de ofício. 
Eles são divididos em pressupostos objetivos e subjetivos, abaixo destrinchados:
- Objetivos intrínsecos: Petição inicial válida, ou seja, o ato que “impulsiona” a Jurisdição deverá ser formalmente válido, cumprindo os requisitos; regularidade procedimental, que se trata de seguir a forma prescrita em lei na realização dos atos procedimentais; e existência da citação, para garantir a consciência e a possibilidade de defesa do réu.
- Objetivos extrínsecos: Refere-se à ausência de impedimentos, tais como a coisa julgada, que é quando determinada matéria se encontra “esgotada” ao máximo, ou seja, não há mais possibilidade de recurso ou de nova decisão, a decisão é imutável; litispendência, que é quando há duas demandas idênticas em curso, ou seja, a nova pleiteada será extinta; e, ainda, perempção, quando há abandono do autor ou convenção de arbitragem.
- Subjetivos: Fazem menção tanto ao juiz como às partes, ao primeiro é necessário que seja imparcial, investido e tenha competência para resolver a lide. As partes, por sua vez, devem ter capacidade de estar como parte, bem como de estar em juízo.
2.  Indique as mudanças que aconteceram nas Condições da Ação entre a sistemática do Código de Processo Civil de 1973 e do Código de Processo Civil de 2015.
O Código Processual Civil de 1973 trazia, com clareza, a existência das Condições da Ação, inclusive, citando-as no artigo 267:
Art. 267. Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: (Redação dada pela Lei nº 11.232, de 2005)
(...)
Vl - quando não concorrer qualquer das condições da ação, como a possibilidade jurídica, a legitimidade das partes e o interesse processual;
O novo CPC, de 2015, por sua vez, em nenhum artigo fala, expressamente, de condições da ação. Essa é a primeira grande mudança. Qualquer pessoa pode utilizar de seu direito de ação, não é como se ele não existisse caso as condições não estejam presentes – as condições se tornaram “requisitos” apenas para a análise do mérito.
De análise das condições em si, percebe-se que uma mudança evidente: a possibilidade jurídica do pedido, citada no CPC de 73 como uma condição da ação, deixa de exercer esse papel, ou seja, esta não é capaz de extinguir o processo sem análise do mérito. Agora, em caso de um pedido tornar-se juridicamente impossível, este deverá ser apontado no mérito, por meio da improcedência.
Ou seja, notam-se diferenças em relação ao que trazia o Código Processual Civil de 1973, modificando a teoria eclética proposta por Enrico Tullio Liebman. Além disso, alguns doutrinadores brasileiros, como Fredie Didier consideram que a legitimidade foi absorvida como um dos pressupostos processuais (tal qual citado na questão anterior). 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DE, C.; ADA PELLEGRINI GRINOVER; DINAMARCOC. R. Teoria geral do processo. São Paulo, Sp: Malheiros Editores, 2015.
ORIONE, M. Teoria geral do processo. [s.l.] São Paulo Saraiva, 2009.
LUIZ GUILHERME MARINONI. Teoria geral do processo. São Paulo: Revista Dos Tribunais, 2011.
‌Pressupostos processuais - I | Trilhante. Disponível em: .
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