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IGREJA PRESBITERIANA ELVAMAR
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
Série: “A ESSÊNCIA DA VERDADEIRA ADORAÇÃO
Estudo Bíblico nº 04 – DEUS: ELE EXISTE? QUEM ELE É?
Texto Básico: SALMO 90.1-2.
DEUS: ELE EXISTE? QUEM ELE É?
A adoração aceitável exige que o Deus verdadeiro seja conhecido. A adoração não pode ocorrer onde não se crê em Deus, onde ele não é adorado e obedecido.
O objeto de nossa adoração deve ser certo, para que a nossa adoração seja aceitável. Precisamos considerar o Deus a quem adoramos.
A experiência de Paulo com os filósofos religiosos no Areópago em Atos 17 o levou ao clássico confronto com um caso de adoração inaceitável. Os gregos tinham um ídolo AO DEUS DESCONHECIDO. Paulo usou esse ídolo como ponto de partida para pregar-lhes sobre a adoração ao Deus verdadeiro. Em essência, ele lhes disse: “Vocês estão adorando em ignorância. Permitam-me falar sobre este Deus desconhecido. Ele pode ser conhecido. Não adianta absolutamente nada fazer conjecturas sobre quem ele é ou como adorá-lo”.
Deus se revelou tão claramente a nós em sua Palavra e por meio de seu Filho que o homem não desculpas para persistir na descrença. A fé, portanto – e mais especificamente, a fé em Deus como ele se revelou a nós – é o requisito fundamental para a verdadeira adoração. Hebreus 11.6 diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois é necessário que quem se aproxima de Deus creia que ele existe e recompensa os que o buscam”.
Esse versículo afirma dois fatos a respeito de Deus – (1) que ele existe e (2) que é possível conhecer algo de sua natureza. Sugere que o verdadeiro adorador deve ter esses dois pontos em mente.
De onde vem a ideia de Deus?
O HOMEM CRIOU DEUS?
O céticos dizem que os cristãos simplesmente inventaram Deus. A religião, eles alegam, inventou explicações sobrenaturais para o que a mente humana não pode compreender, e realmente não existe uma realidade sobrenatural – Deus é uma criação humana.
Isso, claro, é o contrário do que diz a Bíblia, que afirma que Deus criou o homem. Certo pensador disse que, “pelo fato de o homem precisar desesperadamente de segurança, por causa de seus medos arraigados e porque vive num mundo ameaçador no qual tem pouquíssimo controle sobre as circunstâncias, ele inventou Deus para atender a suas necessidades psicológicas”. O homem sente a necessidade de um meio invisível de apoio, mas Deus só existe na imaginação humana.
Essa ideia foi gerada por uma mente corrupta. É totalmente indefensável, todavia milhares de pessoas acreditaram nela. Demonstra uma visão simplista e ignorante das religiões do mundo. 
Qual é o problema com essa ideia? 
Quando a mente humana fabrica um deus, ele raramente é um deus que salva, que liberta. Os deuses inventados pelos humanos não se tornam psicologicamente apoiadores; são deuses opressivos que precisam ser continuamente aplacados. Quando, na Índia, uma mulher joga no rio Ganges seu bebê para que se afogue na esperança de aplacar algum deus, ela não vê esse deus como alguém que irá libertá-la de seus problemas. Seu deus é um ogro terrível. De fato, os falsos deuses são invenção humana, mas eles não são como o Deus verdadeiro.
O homem não criou Deus – de fato, se a raça humana pudesse decidir, a maioria da humanidade preferiria que o Deus da Bíblia não existisse. A mente degenerada é uma suposta assassina de Deus. É inimiga de Deus, pois não está sujeita à lei de Deus, nem pode estar (Rm 8.7). 
Consequentemente, todo pecador decaído faz tudo o que pode para eliminar o Deus verdadeiro. Ele inventa deuses falsos. Ele postula teologias que afirmam que Deus está morto. Ele inventa filosofias e estilos de vida que defendem que a própria ideia de um Deus é ridícula.
A maioria das pessoas nega a existência de Deus uma ou outra vez. Muitos que não são ateus filosóficos, são ateus práticos. Embora não rejeitem o conceito de Deus, vivem como se ele não existisse. Tito 1.16 descreve essas pessoas: Eles afirmam que conhecem a Deus, mas o negam por suas obras; são detestáveis, desobedientes e incapazes de qualquer boa obra.
Essa tem sido a norma desde Adão e Eva. Imediatamente após terem pecado, eles se esconderam de Deus. Na prática, eles tentaram agir como se Deus não existisse, e a humanidade tem seguido esse mesmo padrão ao longo da história. 
O capítulo 1 de Romanos diz que, no fundo, todos sabem que Deus existe. 
O versículo 19 diz: “Pois o que se pode conhecer sobre Deus é manifesto entre eles”. Eles não somente têm algum conhecimento inato de Deus, mas a evidência da existência de Deus é claramente visível por toda parte que olharmos. 
O versículo 20 diz: “Pois os seus atributos invisíveis, seu eterno poder e divindade, são vistos claramente desde a criação do mundo”. Assim, todos começam a vida com um senso da existência de Deus e de sua evidência em toda parte. Mas, por causa do pecado, as pessoas deliberadamente suprimem o conhecimento de Deus. 
O versículo 21 diz: “tendo conhecido a Deus”. E o versículo 28 acrescenta: “Assim, por haver rejeitado o conhecimento de Deus”.
Esses textos mostram claramente: Nós não inventamos Deus. O pecador não quer a existência de Deus. Se dependesse dele, Deus não existiria.
COMO PODEMOS TER CERTEZA DE DEUS?
A diversão favorita dos ateus é pressionar os cristãos a provarem a existência de Deus. E muitos cristãos entram em intensos e intermináveis debates na tentativa de provar a existência de Deus usando os mais diversos argumentos, quase sempre, sem sucesso. Mas a verdade é que nem mesmo a Bíblia se preocupa em tentar provar a existência de Deus.
A Bíblia pressupõe, em vez de provar, a existência de Deus. As Escrituras dizem o seguinte a respeito de Deus no Salmo 90.2: “Antes que os montes nascessem, ou que tivesses formado a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus”. Essa é a clássica afirmação doutrinária sobre Deus. 
· Ela nos diz que Deus é o único Deus: “Tu és Deus”. 
· Ela nos diz que Deus é o Deus eterno: “De eternidade a eternidade, tu és Deus. 
· Ela nos diz que Deus é o Deus criador: “[Antes que] tu tivesses formado a terra e o mundo”.
Como cristãos, nós aceitamos a verdade fundamental – DEUS. Então tudo faz sentido. O ateu nega Deus e tem de aceitar explicações incríveis para todo o resto. É preciso mais fé para negar Deus do que para crer nele.
Os teólogos apresentam vários argumentos para a existência de Deus. A lógica não pode provar a existência de Deus, mas nos mostra claramente que existe mais razão para crer em Deus do que para não crer nele. 
Uma razão lógica para aceitar a existência de Deus é o argumento teleológico. Isso vem da palavra grega teleos, que significa “resultado perfeito”, “final”, ou “fim”. Algo que é completado e feito de modo perfeito mostra evidência de um criador. 
Um projeto implica um projetista. Desmonte o seu relógio de pulso e coloque todas as peças em seu bolso. Você balançará a perna durante muito tempo antes que possa ouvir o tique-taque do relógio. 
Quando algo funciona, alguém o fez funcionar. Se você vê um piano, não presume que um elefante entrou numa árvore onde alguém estava sentado numa banqueta tocando harpa, e o marfim, a madeira e as cordas se juntaram e formaram um piano. 
O argumento teleológico diz que a ordem no universo é a evidência de que uma inteligência suprema, Deus, o criou.
Um segundo argumento a favor de Deus é o argumento estético. Ele afirma que, por haver beleza e verdade, deve haver em algum lugar do universo um padrão no qual a beleza e a verdade se baseiam. 
O argumento volitivo diz que, em razão do fato de a criatura humana enfrentar um grande número de escolhas e ter a capacidade de tomar decisões intencionais, deve haver em algum lugar uma vontade infinita, e o mundo deve ser a expressão dessa vontade.
O argumento moral diz que o fato de sabermos diferenciar o certo e o errado sugere a necessidade de um padrão absoluto. Se algo é certo e algo é errado, em algum lugar existe Alguém que determina qual é o quê.
O argumento cosmológico é o argumento de causa e efeito. Ele conclui que alguémfez o universo, porque todo efeito tem como origem uma causa. 
· A causa do infinito deve ser infinita. 
· A causa do tempo interminável deve ser eterna. 
· A causa do poder deve ser onipotente. 
· A causa do espaço ilimitado deve ser onipresente. 
· A causa do conhecimento deve ser onisciente. 
· A causa da personalidade deve ser pessoal. 
· A causa da emoção deve ser emocional. 
· A causa da vontade deve ser volitiva. 
· A causa dos valores éticos deve ser moral. 
· A causa dos valores espirituais deve ser espiritual. 
· A causa da beleza deve ser estética. 
· A causa da santidade deve ser santa. 
· A causa da justiça deve ser justa. 
· A causa do amor deve ser amorosa. 
· A causa da vida deve ser viva.
Salmos 14.1 e 53.1 dizem: O insensato diz no seu coração: Deus não existe. Somente um insensato rejeitaria a evidência. Mas apenas reconhecer a existência de um ser supremo não é suficiente. 
Uma conhecida organização de autoajuda diz a seus membros: “Vocês devem ter um relacionamento com Deus como percebem que ele é”. Isso é estupidez. A maneira como você entende Deus à parte da revelação dele nas Escrituras não tem nada que ver com o que Deus é na realidade.
DEUS É UMA PESSOA
Deus não é apenas uma força cósmica. Nossos atributos de emoção, intelecto e vontade não apenas aconteceram – Deus nos fez à sua imagem. Ele se revelou na Bíblia como uma pessoa. 
A Bíblia usa títulos pessoais para descrevê-lo. 
· Ele é chamado de Pai. 
· É descrito como um pastor. 
· É chamado de amigo, conselheiro, etc. 
· As Escrituras usam pronomes pessoais para se referirem a ele. 
Sabemos que Deus é uma pessoa porque ele pensa, age, sente, fala e se comunica. 
Todas as evidências da criação, todas as evidências das Escrituras, indicam que ele é uma pessoa.
DEUS É UM SER ESPIRITUAL
Deus é um Espírito. Isso significa que ele não existe num corpo que pode ser tocado e visto como acontece com o nosso corpo. 
· Jesus disse: Um espírito não tem carne nem ossos (Lc 24.39). 
· Jesus afirmou ser essencial a compreensão dessas realidades básicas para a adoração aceitável: Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.24, ARA).
A espiritualidade de Deus significa que ele não pode ser reduzido a uma imagem física ou a uma simplificação teológica. Ele é um Espírito pessoal e deve ser adorado na plenitude da infinidade do seu eterno ser. 
No centro dessa verdade, está a percepção de que nada e ninguém se comparam a Deus (Isaías 40.18-26).
Em outras palavras, se você tenta reduzir Deus a algo diferente de um Espírito, algo que possa ser visto e tocado, o que você criará para representá-lo? 
Você pode fazer uma pintura dele? 
Pode esculpir uma imagem parecida com ele? 
Pode derreter prata e transformá-la numa estátua dele? O que fará para torná-la parecida com ele? Com o que você a comparará? 
Como você poderá representar Deus de forma adequada com um ídolo ou uma imagem? 
Você não pode. Ele é o Deus do universo e não pode ser esculpido em um pequeno pedaço de madeira. Precisamos ter cuidado para não imaginarmos Deus em termos humanos. 
Números 23.19 diz: Deus não é homem. Quando a Bíblia fala sobre os olhos do Senhor, os braços do Senhor, e assim por diante, ela está usando o que chamamos de antropomorfismo. Esse termo vem de duas palavras gregas: anthropos, que significa “homem”, e morphae, que significa “forma” ou “modelo”. O antropomorfismo se refere a Deus em termos humanos para possibilitar nossa compreensão. Mas tais expressões não devem ser tomadas ao pé da letra.
A Bíblia usa figuras de linguagem para driblar nossa limitada compreensão, e precisamos ter cuidado para não insistirmos em interpretá-las de forma muito literal. 
Deus é um espírito, e não carne e sangue no sentido literal. De igual modo, a Bíblia fala a respeito das asas e das penas de Deus cobrirem seus filhos. Mas, da mesma forma, Deus não é um pássaro. 
A primeira carta a Timóteo 1.17 se refere ao Senhor como o Deus invisível. 
João 1.18 diz: Ninguém jamais viu a Deus. Ninguém deste lado do céu jamais verá a Deus. 
Deus se apresentou aos israelitas no Antigo Testamento através de uma coluna de nuvem e uma coluna de fogo, a glória do Senhor (Shekinah) no templo. Às vezes Deus se manifestou de maneiras especiais, como na sarça em chamas e por meio de visões. Mas essas manifestações não revelaram a real essência de Deus. Deus é espírito.
DEUS É UNICO
Deuteronômio 6.4 foi a chave para a revelação de Deus de si mesmo no Antigo Testamento: “Ouve, ó Israel: O SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR”. 
A verdade de que há um só Deus foi fundamental para a identidade hebraica e a distinção da nação israelita. 
Os israelitas, vivendo em meio a dezenas de culturas politeístas, estavam dizendo: “Há somente um Deus”. Embora tivessem inicialmente se tornado uma nação enquanto viviam entre os egípcios (cujos muitos deuses eram levados a extremos ridículos), eles mantiveram a fé em Jeová como o Deus verdadeiro. Deus se revelara a eles como Deus único, e qualquer israelita que se atrevesse a adorar outro Deus era morto. 
Jesus afirmou a importância da teologia monoteísta. 
Em Marcos 12, um escriba lhe perguntou qual era o principal dos mandamentos. Ele disse: O principal é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de todas as forças (v. 29,30). 
DEUS É, E NÓS PODEMOS CONHECÊ-LO
A adoração tem como objetivo o Deus verdadeiro. A adoração, independentemente de quão bela ou consistente ou bem intencionada, é inaceitável se for dirigida a um falso deus. 
Não há necessidade de erigir um altar AO DEUS DESCONHECIDO, porque Deus se tornou cognoscível. Ele se nos revelou especificamente em sua Palavra. Ele é uma pessoa, e nós podemos conhecê-lo pessoalmente. Ele é um espírito, e podemos conhecê-lo no mais profundo sentido espiritual. Ele é um, e não há competição entre ele e outros deuses. Ele é uma Trindade, operando como um em nosso favor. E ele é recompensador dos que o buscam em fé. 
Para nossa adoração ser significativa, para ser aceitável, devemos procurar compreender Deus como ele se revelou a nós. O conhecimento íntimo da pessoa de Deus é talvez a maior motivação para a adoração verdadeira e transbordante de toda a vida. Quando começamos a conhecer Deus como ele é, nossa resposta precisa ser a de engrandecê-lo, dando-lhe glória por quem ele é e pelo que ele faz por nós.

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