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2022
Tales Ferreira da Costa
Informática 
para 
Concursos
8ª 
edição
revista,
atualizada 
ampliada
Capítulo 2
HARDWARE
1. CPU – PROCESSADOR CENTRAL
A UCP (CPU, do inglês, Central Processing Unity) é um conjunto 
altamente amplo e complexo de circuitos eletrônicos que executam 
instruções armazenadas de um programa, convertendo entrada de da-
dos em saída de informação. 
O termo CPU é muitas vezes atribuído erroneamente ao gabinete 
do computador. Veja, CPU é o processador (Central Processing Unit) 
e gabinete é invólucro, caixa que abriga os componentes internos do 
computador, como a placa-mãe, as placas de expansão, memória, fonte 
etc., inclusive o processador (CPU).
Uma CPU, ou processador, em um único chip chama-se micropro-
cessador que também pode ser chamado de chip lógico, quando é 
usado para controlar dispositivos especializados.
Os microprocessadores contêm milhões de minúsculos transisto-
res, que são comutadores eletrônicos, que podem permitir ou não a 
passagem de corrente elétrica, uma espécie de chave.
INFORMÁTICA PARA CONCURSOS • Tales Ferreira da Costa32
Há duas arquiteturas aplicadas aos processadores, a CISC e a ar-
quitetura RISC:
A arquitetura CISC (Complex Instruction Set Computing, traduzin-
do: Computador com um Conjunto Complexo de Instruções), usada 
em processadores Intel e AMD, possui um grande conjunto de instru-
ções que são armazenadas em uma pequena memória não volátil in-
terna do processador. 
Já a arquitetura RISC (Reduced Instruction Set Computing, ou tradu-
zindo, Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções) usada 
em processadores PowerPC (da Apple, Motorola e IBM) e SPARC (SUN), 
possui um conjunto pequeno de instruções implementadas diretamen-
te em hardware da CPU. Nesta técnica não é necessário realizar a leitura 
em uma memória e, por isso, a execução das instruções é muito rápida. 
Por outro lado, as instruções são muito simples e para a realização de 
certas tarefas são necessárias mais instruções que neste padrão RISC.
A CPU consiste em duas partes básicas: a unidade de controle e 
a unidade lógica e aritmética.
UCP – Unidade Central de Processamento
UC - Unidade de Controle ULA – Unidade Aritmética
A unidade de controle (UC) coordena a execução das instruções 
de programas comunicando-se com a unidade lógica e aritmética e a 
memória (componentes estes do sistema, que de fato executam o pro-
grama).
A unidade lógica e aritmética (ULA): A unidade lógica e aritmé-
tica contém os circuitos eletrônicos que executam todas as operações 
lógicas e aritméticas, podendo realizar os quatro tipos de operações: 
adição, subtração, multiplicação e divisão, como também, executam 
operações lógicas ou comparações.
Além das unidades da CPU, é importantíssimo o conhecimento 
sobre clock, que basicamente define a velocidade de um processador. 
1.1. Clock
O Clock, do inglês relógio, é o “ritmo” que o processador trabalha, 
ou seja, a frequência com que ele lê as instruções. O clock é usando 
em circuitos eletrônicos síncronos (sincronizados) para sincronizar 
33Cap. 2 • HARDWARE
as operações de dois ou mais dispositivos. Quando os dispositivos do 
computador recebem um sinal para executar suas atividades, chama-se 
este sinal de “pulso de clock”. Em cada pulso, os dispositivos executam 
suas tarefas, param e aguardam o próximo ciclo de clock. A unidade de 
medida do clock é hertz (Hz), que é a unidade padrão de medidas de 
frequência, a qual indica o número de oscilações ou ciclos que ocorrem 
dentro de um determinado espaço de tempo. Assim, se um processa-
dor trabalha a uma frequência de clock de 1MHz, por exemplo, significa 
que ele é capaz de processar 1 milhão (1M, “M” de mega = 106) ciclos 
de clock por segundo, já que espaço de tempo padrão é o segundo. Por-
tanto, quanto maior o clock, menor o tempo de execução e, assim, mais 
rápido será o processador. Contudo, outros fatores são determinantes 
na efetiva velocidade de um processador como, por exemplo, a quanti-
dade de memória cache (memória interna do processador), a quanti-
dade de núcleos, o barramento, sua tecnologia etc.
CLOCK
C1 C2 C3 C4 C5 C6 C7 C8 C9 C10
Ciclo máquina
M1 M2 M3
 (busca do código 
de operação)
 (leitura da memória
Ciclo de instrução)
 (escrita na memória)
TEMPO segundo 2 us
O aumento do clock, chamado de overclock, é uma técnica utilizada 
para elevar o clock nominal do processador, como também de outros 
componentes como memórias, placas de vídeo e placa-mãe. Alguns 
processadores têm seu clock especificado pelo fabricante abaixo de 
sua capacidade total, para evitar riscos de danos ao componente, mas, 
permitem que esse clock seja redefinido. Overclock consiste em fazer 
com que o processador trabalhe acima da velocidade especificada pelo 
fabricante, a fim de conseguir um melhor desempenho. Entretanto, 
quanto maior o clock maior a energia empregada e, portanto, maior a 
dissipação de calor. Sendo assim, o aumento do clock tem efeito con-
trário na refrigeração, ou seja, aquece o sistema. E mais, podem ser 
causados danos aos componentes, inclusive chegando a inutilizá-los.
INFORMÁTICA PARA CONCURSOS • Tales Ferreira da Costa34
Por conta do excesso de aquecimento gerado do incremento cons-
tante da frequência do clock dos processadores, durante sua evolução 
pelos tempos, apareceram limitações na evolução do desempenho 
destes chips, se considerarmos apenas o aumento de frequência. Foi 
criada, então, uma nova forma de tratar o processamento: a imple-
mentação de mais de um núcleo nos processadores, a exemplo do nú-
cleo duplo que chegou ao mercado em 2006. Os chips de núcleo duplo, 
como a linha Duo Core da Intel e X2 da AMD, possuem dois núcleos 
ativos de processamento, ao contrário do único núcleo como acontece 
em chips convencionais. Com mais de um núcleo (multicore ou mul-
tinúcleo), o processador divide as funções de controle entre os seus 
núcleos, trabalhando assim com frequências mais baixas, melhorando 
muito o acesso à memória RAM do computador. Já temos, atualmente, 
chips de oito núcleos, incrementado ainda mais a capacidade de pro-
cessamento. 
 \ ATENÇÃO
Em processadores de múltiplos núcleos, o sistema operacional trata cada um desses 
núcleos como um processador diferente. Os dois núcleos não somam a capacidade de 
processamento, mas dividem as tarefas entre si.
A maioria dos processadores multicore possui, cada um, seu pró-
prio cache e pode processar várias instruções simultaneamente, defi-
nitivamente com se tivéssemos dois processadores separados.
 \ ATENÇÃO
Mas, afinal, existe diferença entre Duo Core e Core dois Duo? Veja: dual core é qualquer 
processador que tenha dois núcleos, já Core 2 Duo é uma marca patenteada de proces-
sadores do fabricante Intel. Desta forma, Core 2 Duo não pode ser utilizado por outros 
fabricantes como a AMD. Vale lembrar que os processadores Core não recebem mais a 
nomenclatura Pentium e que hoje já temos processadores de oito núcleos no mercado e 
previsão para lançamento de 32 núcleos. 
1.1.1. Clock interno
O clock interno é a forma de indicar o número de instruções que 
um processador é capaz de processar em um intervalo de um segun-
do. A medida desta grandeza é o Hertz (Hz). O clock interno é obtido 
através de um multiplicador do clock externo, por exemplo, se o clock 
externo for de 133 MHz, e o processador operar com um multiplicador 
de 6x, o processador terá um clock interno de 800MHz (aproximada-
mente 133 x 6).
35Cap. 2 • HARDWARE
1.1.2. Clock externo
Já o clock externo, também conhecido como Front Side Bus (FSB), 
ou barramento frontal em português, é o indicador da frequência do 
barramento externo de comunicação entre o processador e a placa-
-mãe, demais componentes e, principalmente, a memória.
Temos, ainda no processador, algumas memórias, que irão ser tra-
tadas mais a seguir, a saber: REGISTRADORES e memórias de cache.
1.1.3. Unidade de ponto Flutuante 
Todo processador moderno possui, no seu interior, uma unidade 
de ponto flutuante (FPU – FloatingPoint Unit). A sua finalidade é a 
execução de operações matemáticas complexas, necessárias ao pro-
cessamento científico e de engenharia, na geração de imagens tridi-
mensionais e para jogos.
É importante destacar que a Intel adota como nomenclatura 
para o clock interno apenas com “clock” e o externo de “barramento 
frontal”.
Pentium
Pentium Pro
Pentium II
Pentium 4
Celeron D
Core i7 Core i3
Atom
Celeron
 (Deschutes)
Celeron
 (Northwood)
Core 2 Duo
Pentium MMX
Core i5
Pentium III Celeron
 (Coopermine)
Pentium D
Pentium E/ Celeron
Core 2 Quad
K5
K6
K6-2
Athlon
 (Thunderbird)
Duron
 (Spitfire)
Duron
 (Morgan)
Sempron
 (32 bits)
Sempron
Phenon
 (X4 e X3)
Phenon II
 (X4, X3 e X2)
Athlon 64 Athlon FX
Athlon II X2 / X4
Athlon X2
 (7xx)
K6-3
Athlon X2
Athlon (K7)
Athlon XP
EVOLUÇÃO
INFORMÁTICA PARA CONCURSOS • Tales Ferreira da Costa36
2. COOLER
Os coolers são componentes com a finalidade de ajudar na refrige-
ração dos microchips e outros componentes. Eles são compostos por 
um ventilador instalado sobre um dissipador de calor (peça, geral-
mente de alumínio, instalada diretamente em contato com o proces-
sador - CPU). Também são comumente instalados sobre o dissipador 
de calor de outros microprocessadores, como os das placas de vídeos. 
Não é incomum encontrarmos o nome cooler relacionado apenas 
à ventoinha (ventilador).
Coolers (ventoinhas) também são largamente utilizados em outras 
partes do computador, como na refrigeração interna do gabinete e em 
diversos outros equipamentos, como equipamentos de rede (switches, 
racks etc.), equipamentos de telecomunicação entre muitos outros.
37Cap. 2 • HARDWARE
3. MEMÓRIAS
Memória pode ser definida como todo local no computador em 
que é possível armazenar informações. 
Memória também pode ser definida como a parte do compu-
tador que mantém dados e instruções por tempo indeterminado 
ou temporariamente, antes e depois de serem processadas pela CPU. 
Para que o processador possa executar suas tarefas, ele troca dados 
com a memória, salva e busca informações para o processamento.
Há, basicamente, dois tipos de memória no computador: Memó-
ria principal e memória secundária. 
Contudo, não é incomum encontramos, ainda, a denominação de 
memória terciária. A diferença está no fato de que memória secundá-
ria não necessita de operações de montagem (inserção de uma mídia 
ou em um dispositivo de leitura e gravação), ao passo que a memória 
terciária depende das operações de montagem, como discos ópticos, 
pen drives, fitas magnéticas etc.
A memória principal é a memória que o processador precisa 
acessar para enviar os dados, armazenando os dados temporaria-
mente, acessadas diretamente pelo processador, com alta velocidade 
e desempenho. A memória principal pode ser subdividida em RAM 
(Random Access Memory, ou memória de acesso randômico) e a ROM 
(Ready Only Memory, memória somente de leitura). A RAM é uma me-
mória volátil e ROM é do tipo não volátil.
 \ ATENÇÃO
Memórias voláteis e não voláteis são conceitos muito importantes. Memórias volá-
teis são as que requerem energia para manter a informação armazenada. Já as memó-
rias não voláteis guardam e mantêm as informações mesmo sem alimentação.
A “memória secundária” (memória de massa) é a parte do com-
putador onde são armazenados os dados que não podem ser perdidos 
com o desligamento do sistema (HD´s, CD´s etc.), ou seja, são não volá-
teis, armazenando os dados de forma permanente.
Além das memórias citadas anteriormente, também abordaremos 
os registradores e a memória Cache.
INFORMÁTICA PARA CONCURSOS • Tales Ferreira da Costa38
3.1. Memória RAM ou Memória Principal
Memória principal é a parte do computador que mantém dados 
e instruções temporariamente, antes e depois de serem processadas 
pela unidade lógica e aritmética.
A memória RAM (Random Access Memory) é a memória mais im-
portante do computador, são os módulos de memória que são encaixa-
dos na placa-mãe, também chamados de “pentes” de memória. É para a 
memória RAM que são transferidos os programas (ou parte deles) e os 
dados que estão sendo trabalhados pelo processador. Este tipo de me-
mória permite tanto a leitura como a gravação e a regravação de dados. 
No entanto, assim que os módulos deixam de ser alimentados eletrica-
mente, ou seja, quando o computador é desligado, a memória RAM é 
apagada. Assim, a memória RAM é uma memória temporária, vo-
látil. Daí vem a necessidade de salvar o resultado do processamento 
no disco rígido antes de desligá-lo (memória secundária). A razão da 
existência e importância da memória RAM está na sua velocidade de 
leitura dos dados, que é muito superior ao dos discos rígidos.
39Cap. 2 • HARDWARE
Todos os dados processados pelo computador são, em algum mo-
mento, ou por algum momento, armazenado em algum tipo de me-
mória, seja ela uma memória volátil (RAM) , que se apaga 
ao desligar o computador, ou outro tipo de memória, como o HD, que 
é uma memória de armazenamento em massa. Qualquer que seja a in-
formação, seja ela uma foto ou uma letra que você digita em seu tecla-
do para escrever em um documento de texto, será gravada em algum 
tipo de memória. 
A memória principal, também chamada de memória real, é a me-
mória RAM do computador, aquela que pode ser identificada e verifi-
cada se clicarmos com o botão direito do mouse sobre o ícone “Meu 
Computador”, em seguida em propriedade, aba “Geral”, ou acessarmos 
o painel de controle, item Sistema, guia “Geral”. Sem a memória princi-
pal o computador não funciona.
A memória RAM é um componente essencial, não apenas nos 
computadores pessoais (PC), mas para qualquer computador. Por 
maior que seja a capacidade dos discos rígidos e das memórias flash, 
é sempre necessária memória RAM e quanto maior a capacidade da 
RAM melhor.
Os chips de memória RAM utilizam em sua fabricação a tecnologia 
de chips semicondutores, que têm as seguintes vantagens: confiabi-
lidade, tamanho reduzido, baixo custo e menor consumo de energia.
A memória semicondutora é volátil, requer corrente elétrica con-
tínua para representar dados, se essa corrente for interrompida, os 
dados serão perdidos.
Um chip é considerado monolítico porque todos os circuitos de 
um único chip, em conjunto, constituem uma unidade de armazena-
mento inseparável. Uma das principais tecnologias utilizada nestes 
chips é a CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor).
Existem hoje basicamente dois tipos de tecnologias empregadas 
em memórias RAM: SDR, SDRAM e DDR-SDRAM. As SDR´s são as 
mais antigas, evoluindo para a SDRAM, As SDRAM´s (Synchrous Dy-
namic RAM) são memória RAM capazes de trabalhar sincronizadas 
com os ciclos da placa-mãe, sem tempos de espera. Isto significa que 
a temporização de uma memória SDRAM é sempre de uma leitura por 
INFORMÁTICA PARA CONCURSOS • Tales Ferreira da Costa40
ciclo. Ou seja, o controlador de memória realiza apenas uma leitura 
por ciclo, enquanto as DDR são mais rápidas, pois fazem duas leituras 
por ciclo (pulso de clock). Como você já deve ter imaginado, a tecnolo-
gia DDR é a mais usada atualmente. 
Mais recentemente, temos a evolução da DDR-SDRAM (Double 
Date Rate ou Taxa de Transferência Dobrada) para a DDR2. Neles, o 
barramento de acesso à memória trabalha ao dobro da frequência dos 
chips de memória propriamente ditos. Isso permite que sejam reali-
zadas duas operações de leitura por ciclo, acessando dois endereços 
diferentes. Como a capacidade de realizar duas transferências por ci-
clo introduzida nas memórias DDR foi preservada, as memórias DDR2 
são capazes de realizar um total de 4 operações de leitura por ciclo, 
uma marca impressionante. Existem, ainda, outras melhorias, como o 
menor consumo elétrico, muito importante para o uso em notebooks. 
E, mais recentemente, temos as DDR3.
Há, ainda, outros tipos de memórias RAM, que não são, ou pratica-
mente não são mais utilizadas:
• SIPP (Single In-Line Pin Package): é o formato que deu origem 
ao termo “pente de memória”.É muito antigo, sendo utilizado 
nos arcaicos 386 e alguns 286;
• FPM (Fast Page Mode): utilizada na maioria dos antigos 486;
• EDO (Extended Data Out): utilizada em na época dos 486 e Pen-
tium;
• QDR-SDRAM: idênticas às DDR, mas transmitem quatro lotes 
de dados. É o caso da memória conhecida como RAMBUS;
• SIMM (Single In-Line Memory Module);
• DIMM (Dual In-Line Memory);
• RIMM (Rambus In-Line Memory).
 \ ATENÇÃO
Um pequeno detalhe a ser observado é a incompatibilidade entre as tecnologias, cada 
qual deve ser utilizada em placas mães que sejam desenvolvidas para a respectiva tec-
nologia, seja DDR ou DDR2. Há de se dizer que mesmo os slots para o encaixe dos pen-
tes de memórias são diferentes, impossibilitando o erro ao tentar encaixar um pente de 
memória diferente do aceito pela placa-mãe. 
41Cap. 2 • HARDWARE
Algumas literaturas listam a memória ROM, a memória Cache e 
os registradores como partes da memória principal.
3.2. Memória ROM
A memória ROM (Ready Only Memory ou, em português, memó-
ria somente de leitura) é uma memória que, conceitualmente, pode 
apenas ser lida. Nela, o fabricante salva instruções que não deverão 
ser alteradas, a exemplo do BIOS, que contém as instruções básicas 
para a inicialização do computador. Outro tipo de memória ROM é o 
CD-ROM (não confunda com CD-RW, este pode ser gravado e regrava-
do). A memória ROM é uma memória não volátil.
3.3. Memória cache
Memória cache é uma memória de acesso ultrarrápido, que foi 
criada para que o processador não fique aguardando dados da memó-
ria principal (mais lenta), já que estas não acompanharam a evolução e 
custos dos processadores. Na memória cache são salvas as instruções 
utilizadas com mais frequência pelo processador. Temos dois tipos de 
cache: cache primário (ou cache L1) e cache secundário (ou cache L2, 
de level 2). O cache primário é embutido no próprio processador e 
sua velocidade acompanha a do processador. Ainda é possível temos 
caches L3 e L4 em diante.
No processador há o cache primário (ou cache L1 de Level 1, ou 
ainda, cache interno) e o cache secundário (cache L2, de Level 2, ou 
cache externo). O cache primário é embutido no próprio processador. 
A memória cache é desenvolvida com o propósito específico de ace-
lerar a transferência de dados e instruções do software. Os dados e 
instruções armazenados na memória cache são aqueles usados mais 
recentemente ou usados com mais frequência.
A memória cache L1 é uma pequena quantidade de memória em-
butida no processador. Notadamente de tecnologia que permite a lei-
tura, escrita e transferências de dados em altíssima velocidade.
Ainda temos o cache L2, que usa tecnologia SRAM, mais barata e 
mais lenta do que L1. Como cache L1 não se mostrava suficiente, sur-
giu uma memória cache fora do processador, o cache L2.
Nos microprocessadores atuais, a cache L2 foi incorporada ao chip 
processador para assegurar um acesso ainda mais rápido. Os sistemas 
que usam esse tipo de cache dispõem de um terceiro nível de cache 
INFORMÁTICA PARA CONCURSOS • Tales Ferreira da Costa42
(L3) em um chip separado. As terminologias L1 e L2 estão perdendo 
o sentido.
3.4. Memória virtual
Memória virtual é uma área reservada na memória secundária 
(disco rígido, SSD etc.) para quando for necessário exceder o limite da 
memória principal, ou seja, quando a RAM ficar cheia e ser necessário 
estender a quantidade de memória para dados temporários utiliza-
dos pelos aplicativos em execução. Diga-se de passagem, a memória 
virtual só é usada em casos extremos, ou casos que o algoritmo da 
CPU determinar necessário, pois seu tempo de acesso é muitas vezes 
superior ao da memória principal, o que limita em muito a velocidade 
de processamento da CPU, obviamente deixando o computador muito 
lento. No Windows, esta área é chamada de arquivo de paginação.
A memória virtual possui três funções principais:
1. Paginação ou troca (swapping): permite que um programa 
utilize mais memória do que a física existente;
2. Realocação (recolocação): assegura que cada processo (ins-
tância de um programa) tenha sua própria reserva de endere-
çamento;
3. Proteção: garante que um processo não use um endereço de 
memória de outro processo.
O arquivo de paginação (Pagefile.sys) é um arquivo oculto (e de 
sistema) no disco rígido do computador, que o Windows usa como se 
fosse parte da memória RAM. O arquivo de paginação e a memória 
física (RAM) formam o conceito de memória virtual, disponibili-
zada pelo sistema operacional aos programas. A maioria das lite-
raturas chamam o próprio arquivo de paginação de memória virtual. 
Por padrão, o Windows armazena o arquivo de paginação na partição 
de inicialização (partição que contém o sistema operacional). O tama-
nho padrão do arquivo de paginação é 1,5 vezes o tamanho da RAM. 
No entanto, o Windows permite que seja alterado onde o arquivo é 
salvo e como ele é salvo, visando uma melhora de desempenho, ou 
atender necessidades peculiares de cada usuário. Para tanto, acesse 
a janela “Propriedades do sistema” (ícone sistema do painel de con-
trole, ou botão direito do mouse sobre meu computador e, na lista 
43Cap. 2 • HARDWARE
apresentada, em propriedades), vá à guia Avançado, em desempenho, 
clique no botão “Configurações” e na janela “Opções de desempenho” 
que será aberta, acesse a aba Avançado e clique em Alterar: 
Os processos no Windows utilizam o Virtual Memory Concept que, 
traduzindo ao pé da letra, quer dizer “Conceito de Memória Virtual”. A 
menor unidade de alocação no Sistema Operacional Windows é uma 
página de memória, com tamanho de 4KB.
3.5. Memória de vídeo
É uma memória onde são armazenados os dados que serão exibidos 
pelos monitores de vídeo. Quanto maior a qualidade da imagem a ser 
exibida maior deve ser a quantidade de memória de vídeo para exibi-la. 
Essa memória geralmente fica localizada na placa de vídeo, já em placas 
onboard, ou seja, quando o chip gráfico se localiza na placa-mãe, a me-
mória de vídeo fica diretamente na placa-mãe ou mesmo são alocações 
da própria memória RAM (memória compartilhada), o que diminui o 
desempenho do computador, principalmente o desempenho gráfico.
3.6. Registradores
Um registrador, ou acumulador é um tipo de memória muito rápi-
da (e cara), interna ao processador (faz parte dele), onde ficam salvos os 
INFORMÁTICA PARA CONCURSOS • Tales Ferreira da Costa44
dados vindos da memória (RAM, cache etc.) e, de fato, se considerarmos 
a ordem onde o processador salvo os dados, ele está no topo. Nos demais 
tipos de armazenamento (secundários) não existe ordem, fica a cargo do 
usuário. Portanto, as memórias mais rápidas de um computador são, na 
ordem, os registradores, a memória cache, memória RAM, ROM.
4. O BIOS
O BIOS (Basic Input/Output System) é um programa onde são en-
contradas as informações básicas para que o sistema entre em fun-
cionamento, um firmware. Ele executa, também na inicialização, uma 
série de rotinas, chamadas de POST, que testam os itens básicos do 
sistema como a memória, placa de vídeo, teclado etc. O BIOS é feito 
sob medida para sua placa-mãe e chipset.
 \ ATENÇÃO
Em computação, firmware é o conjunto de instruções programadas diretamente no har-
dware de um equipamento eletrônico, um sistema que controla as operações básicas do 
equipamento, seja ele um computador ou mesmo uma calculadora. Conceitualmente, 
esse software é armazenado de forma permanente no circuito integrado, contudo, com 
as novas tecnologias, muitos desdestes firmwares podem ser facilmente atualizados. 
E é através do SETUP, um programa de interface gráfica, que 
podem ser realizadas alterações de configuração em alguns itens do 
BIOS, ou seja, modificações de detalhes da configuração de hardware. 
O setup pode ser acessado no começo da inicialização do computador, 
geralmente pressionando a tecla “F12” ou “Delete”.
O BIOS é gravado em um chip da placa-mãe (motherboard), geral-
mente um chip de tecnologia CMOS (Complementary Metal Oxide Se-
miconductor).Como são relativamente poucas informações, a gravação 
neste chip CMOS geralmente não passa de 128 bytes. O CMOS também é 
um tipo de memória RAM e assim como a memória RAM principal, ele 
é volátil, de forma que as configurações são perdidas quando a alimen-
tação elétrica é interrompida. Por isso, as placas-mães incluem uma ba-
teria, que mantém as configurações quando o computador é desligado. 
Há também BIOS gravadas em EPROM´s, EEPROM´s ou FLASH, 
que não se perdem na falta de energia, pois os dados são gravados de 
forma definitiva. Essa tecnologia dos chips CMOS utilizados no BIOS, 
EPROM, abreviatura do termo em inglês Erasable Programmable Re-
ad-only Memory, traduzindo: Memória Programável Apagável, pode 
ser gravada e regravada utilizando-se equipamentos específicos, mas

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